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APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 002466539.2007.404.7000/PR Des.

Federal JOÃO BATISTA PINTO RELATOR : SILVEIRA INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO APELANTE : SOCIAL - INSS ADVOGADO : Procuradoria Regional da PFE-INSS APELADO : JOSE ALCEU SETIM ZEM ADVOGADO : Antonio Miozzo JUÍZO SUBSTITUTO DA VF REMETENTE : PREVIDENCIÁRIA DE CURITIBA

D.E. Publicado em 24/06/2011

EMENTA

PREVIDENCIÁRIO. ATIVIDADE RURAL. INÍCIO DE PROVA MATERIAL CORROBORADO POR TESTEMUNHAS. ATIVIDADE ESPECIAL. CONVERSÃO DO TEMPO ESPECIAL EM COMUM CONVERSÃO DE TEMPO ESPECIAL APÓS 28-05-98. FATOR DE CONVERSÃO. TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL REALIZADO ANTES DO INÍCIO DE VIGÊNCIA DA LEI N.º 8.213/91. MAJORAÇÃO DE RMI DE APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. MARCO INICIAL. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO DESACOMPANHADO DOS DOCUMENTOS. 1. O tempo de serviço rural para fins previdenciários pode ser demonstrado através de início de prova material, desde que complementado por prova testemunhal idônea. Precedentes da Terceira Seção desta Corte e do egrégio STJ. 2. Uma vez exercida atividade enquadrável como especial, sob a égide da legislação que a ampara, o segurado adquire o direito ao reconhecimento como tal e ao acréscimo decorrente da sua conversão em comum. 3. Constando dos autos a prova necessária a demonstrar o exercício de atividade sujeita a condições especiais, conforme a legislação vigente na data da prestação do trabalho, deve ser reconhecido o respectivo tempo de serviço e majorada a aposentadoria por tempo de serviço do segurado. 4. Considerando que o § 5.º do art. 57 da Lei n. 8.213/91 não foi revogado pela Lei n. 9.711/98, e que, por disposição constitucional (art. 15 da Emenda Constitucional n. 20, de 15-12-1998), permanecem em vigor os arts. 57 e 58 da Lei de Benefícios até que a lei complementar a que se refere o art. 201, § 1.º, da Constituição Federal, seja publicada, é possível a conversão de tempo de serviço especial em comum inclusive após 28-05-1998. Precedentes do STJ. 5. Em se tratando de benefícios concedidos sob a égide da Lei n.º 8.213/91, os fatores de conversão estabelecidos em sua regulamentação aplicam-se, também, na conversão, para tempo de serviço comum, do tempo de serviço especial prestado antes do início de sua vigência. 6. A data do início da revisão do beneficio de aposentadoria por tempo de serviço é a da entrada do requerimento administrativo (art. 49, II da Lei n° 8.213/91). O direito não se confunde com a prova do direito. Se, ao requerer o beneficio, o segurado já havia cumprido os requisitos necessários à sua inativação, o que estava era exercendo um direito de que já era titular. A comprovação

Relator.2007.br/trf4/processos/verifica. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas. mediante o preenchimento do código verificador 4224195v3 e.trf4. decide a Egrégia 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.404. de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17. votos e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.posterior não compromete a existência do direito adquirido. por unanimidade.7000/PR RELATOR : Des. Porto Alegre.jus. inciso III. nem confere ao segurado nenhuma vantagem que já não estivesse em seu patrimônio jurídico. nos termos do relatório.419. Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA Relator Documento eletrônico assinado por Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA. da Lei 11. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico http://www. se solicitado.INSS ADVOGADO : Procuradoria Regional da PFE-INSS APELADO : JOSE ALCEU SETIM ZEM ADVOGADO : Antonio Miozzo JUÍZO SUBSTITUTO DA VF PREVIDENCIÁRIA DE REMETENTE : CURITIBA RELATÓRIO .php. 15 de junho de 2011. na forma do artigo 1º. Informações adicionais da assinatura: Signatário (a): João Batista Pinto Silveira Data e Hora: 15/06/2011 20:58 APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 0024665-39. do código CRC ED029E45. de 26 de março de 2010. dar parcial provimento ao recurso e à remessa oficial. não traz prejuízo algum à Previdência. Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA APELANTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL .

contados da citação.Cuida-se de remessa oficial e de apelação interposta da sentença assim proferida: Em virtude do exposto. se solicitado.º 611/92 é de 1. subiram os autos a este Tribunal. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico http://www. do código CRC 56BAE3. mediante o preenchimento do código verificador 4224193v3 e.php. postulando a reforma da sentença.40. Por fim.960/09. da Lei 11.20 e não 1. de 26 de março de 2010.br/trf4/processos/verifica. Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA Relator Documento eletrônico assinado por Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA. Relator. bem como só pode haver conversão até 28-05-98. a partir do requerimento administrativo (30/09/1998). de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17. É o relatório. À revisão.º 11. Informações adicionais da assinatura: Signatário (a): João Batista Pinto Silveira Data e Hora: 15/06/2011 20:58 . O INSS deverá pagar as prestações em atraso corrigidas monetariamente desde cada vencimento pelos índices que reajustam os benefícios previdenciários e acrescidas de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês.trf4. requer a reforma do marco inicial da revisão para a data da juntada dos documentos ou da citação. Condeno o INSS a averbar referidos períodos nas contagens de tempo de serviço e a revisar a renda mensal inicial do benefício do autor (NB 110. Condeno o INSS ao pagamento de honorários advocatícios que fixo em 10% (dez por cento) das prestações vencidas até esta data. reconheço a prescrição das parcelas devidas anteriormente a 23/08/2002 e julgo procedente o pedido para reconhecer o trabalho rural em regime de economia familiar exercido entre 01/06/1963 a 31/12/1967 e reconhecer a especialidade do trabalho desempenhado entre 07/06/1989 a 31/08/1998. ainda.419. Apresentadas contrarrazões.jus. ao reembolso das custas e honorários periciais ao autor. postula a incidência Lei n. na forma do artigo 1º.376-2) para que equivalha a 100% (cem por cento) do salário-de-benefício.197. Alega que o fator de conversão do tempo especial em comum a ser utilizado na vigência do Decreto n. inciso III. Sustenta inexistir início de prova material a demonstrar o trabalho rural e a inadmissibilidade da prova exclusivamente testemunhal. O INSS recorre.

cumpre ao julgador valorar os fatos e circunstâncias evidenciados com ênfase no artigo 5. em matéria previdenciária. Da comprovação do tempo de atividade rural Tratando-se de rurícola. alternativamente. 475 do CPC aos recursos dirigidos contra sentenças ilíquidas. prestigiou a corrente jurisprudencial que sustenta ser inaplicável a exceção contida no § 2. A questão controversa nos presentes autos cinge-se à possibilidade de reconhecimento do período rural de 01/06/1963 a 31/12/1967 e da especialidade de 07/06/1989 a 31/08/1998. Não sendo esse o caso dos autos.7000/PR RELATOR : Des. Rel. declaratórias e constitutivas/desconstitutivas insuscetíveis de produzir condenação certa ou de definir objeto litigioso de valor certo (v. Assim.2007. julgado em 30-06-2009). os documentos relacionados nos incisos do artigo 106 da Lei de Benefício (rol não exaustivo). Ari Pargendler. por isso devem ser considerados válidos quando de outra forma atingir a finalidade precípua de comprovar o exercício da atividade rural. a parte autora poderá apresentar.º da Lei de Introdução ao Código Civil e levar em conta a realidade social em que inserido o trabalhador rural. não sendo admitida prova exclusivamente .376-2). na qual predomina a informalidade na demonstração dos fatos. conheço da remessa oficial. do art.929/RS). 651.g. por sua Corte Especial (EREsp 934642/PR. as sentenças proferidas contra o Instituto Nacional do Seguro Social só não estarão sujeitas ao duplo grau obrigatório se a condenação for de valor certo (líquido) inferior a sessenta salários mínimos.APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 0024665-39.. Vale lembrar que não se mostra razoável exigir que os documentos carreados ao processo sigam sempre a forma prescrita em lei. consoante disposto no art. relativas a relações litigiosas sem natureza econômica. o Colendo Superior Tribunal de Justiça. REsp. Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA APELANTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL .º.INSS ADVOGADO : Procuradoria Regional da PFE-INSS APELADO : JOSE ALCEU SETIM ZEM ADVOGADO : Antonio Miozzo JUÍZO SUBSTITUTO DA VF PREVIDENCIÁRIA DE REMETENTE : CURITIBA VOTO Em relação à remessa oficial. frente à legislação previdenciária aplicável à espécie. e à consequente revisão de aposentadoria por tempo de serviço (NB 110. primeira parte. 244 do CPC.197. respeitada a prescrição quinquenal. Min. a contar da data de 30-09-98. Visando à comprovação do efetivo exercício nas atividades agrícolas.404.

consoante interpretação sistemática da lei.03. DJ 24-05-2004).ªT.001187-6/SC. 5. Min. normalmente é o genitor. conforme disposto no parágrafo 3º do art. . como já referido. Juiz Federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira.663/RS. a qualificação de lavrador ou agricultor em atos do registro civil tem sido considerada. Gilson Dipp. o importante é a apresentação de documentos que caracterizem o efetivo exercício da atividade rural. STJ. a Terceira Seção desta Corte ao apreciar os Embargos Infringentes em AC n. desde que indiquem a continuidade da atividade rural. DJU de 12-05-2003). firmou entendimento no sentido da possibilidade do cômputo do tempo de serviço laborado em regime de economia familiar a partir dessa idade. ainda que parcialmente. 55 da Lei n.2002.08. salvo na ocorrência de motivo de força maior ou caso fortuito. 5. DJ 26.ªR.2004 e AgRg nos EDcl no Ag 561483/SP.ª T. Jorge Scartezzini. TRF 4. configurar-se-á mediante documentos que comprovem o exercício da atividade nos períodos postulados. Min. da relatoria do Ministro Gilmar Mendes. Rel. o qual. com decisão publicada no DJU de 11-03-05. haja vista que o trabalho com base em uma única unidade produtiva tem como regra a documentação emitida em nome de uma única pessoa. não se exige prova material plena da atividade rural em todo o período requerido.ª T. os quais. Min.06. nesse tipo de entidade familiar os atos negociais são efetivados em nome do chefe do grupo familiar. na esteira de iterativa jurisprudência do egrégio Superior Tribunal de Justiça. Federal Paulo Afonso Brum. Rel. o que vai ao encontro da realidade social no sentido de não inviabilizar a concessão desse tipo de benefício. Outrossim. Ademais. se contemporânea aos fatos.º 2001. Esse entendimento. Rel.72. não merecendo tal questão maiores digressões. REsp 461.025230-0/RS. mas início de prova material. via de regra. aliás. Paulo Gallotti. devendo ser contemporâneos à época dos fatos que se pretende comprovar. pois não há essa exigência na lei e. também. Gilson Dipp. Min. 5. reproduz a orientação consolidada no âmbito das Turmas integrantes da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (AGREsp 603. 6.ª T. ao julgar o AI n. não precisam estar em nome da parte autora para serem tidos como início de prova do trabalho rural. como início de prova material. Min.testemunhal. De outro modo. Em sendo assim.04. Rel. na sessão de 12-03-2003. Nesse sentido: EDREsp 297. DJ 05-06-2002). tendo recentemente a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. se pronunciado a favor do reconhecimento do tempo de serviço agrícola ao menor de quatorze anos.302/RS.º 8213/91 e Súmula 149 do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. DJU de 1904-2004. AMS 2001. Des.823/SP. Sabe-se ainda que os documentos expedidos em nome de integrantes do grupo familiar e a qualificação em certidões têm sido aceitos pela jurisprudência como início de prova material. não há impedimento a que sejam considerados os documentos emitidos em período próximo ao controverso. Rel. geralmente o chefe da unidade familiar. Hamilton Carvalhido. DJ 01. Registre-se que o início de prova material.01.º 529694/RS. Rel. Rel. podendo estender-se ao cônjuge. No tocante à possibilidade do cômputo do tempo rural na qualidade de segurado especial a partir dos 12 anos de idade. se caracterizado o regime de economia familiar (STJ AgRg no REsp 318511/SP.

por expressa ressalva do § 2. se as Leis 8. de sorte que. Min. Rel.213/91 estabeleceram. Verifica-se. à míngua da correspondente fonte de custeio de tempo de serviço rural em regime de economia familiar. V. por sua 3. por conseguinte. posicionamento. todo ele compreendido anteriormente a 31-10-1991. tendo a normativa de regência sido publicada em 25 de julho de 1991.º do art. da Constituição Federal. (cuja nova redação. da Lei 8213/91. Min. 127.655/PR.ª Seção. já assentado no art.213/91. também impugnado na mesma ação.172/97 e no art. sem recolhimento de contribuições. salvo para carência.Da dispensa do recolhimento de contribuições Nos casos de aposentadoria por tempo de serviço/contribuição. só seria realizada por intermédio de indenização das exações correspondentes ao interregno correspondente). Eros Grau. 96 da Lei de Benefício. tratando-se o tributo em apreço de contribuição social. independe de repasse ao erário das contribuições previdenciárias relativas a esse período.213/91 pode ser computado para a aposentadoria por tempo de serviço/contribuição. previu o cômputo do tempo rural. no que tange ao inciso IV do art. Assim. ipsis literis: §2º. a matéria. aliás.º. do Decreto 3. DJ 06-06-05. a data de início da cobrança das contribuições previdenciárias seria dia 22 de outubro daquele ano.º.048/1999. do Decreto 2. Rel. . § 2. a quota de participação do segurado especial na manutenção do sistema previdenciário. o tempo de serviço rural anterior à vigência da Lei 8. 55 da referida lei. anterior à data de início de vigência desta Lei.º do art. que a contagem do intervalo temporal a ser declarado para fins de averbação no RGPS. conforme dispuser o Regulamento. 184. Destarte. Min. respectivamente. Superior Tribunal de Justiça pacificou recentemente. a sua incidência deve observar o ditame do art.212 e 8. §6. tendo estipulado.351/PR. 55. será computado independentemente do recolhimento das contribuições a ele correspondentes. justificando-se tal restrição apenas em relação à contagem recíproca de tempo de serviço público. o art.RE 369. o qual expressamente refere que o tempo de contribuição do segurado trabalhador rural anterior à competência de novembro de 1991 será computado. as exações em comento. quando anterior à sua vigência. o regime de custeio e de benefícios da Previdência Social. Supremo Tribunal Federal possui o mesmo posicionamento (AgRg. passou a prever que o cômputo de tempo de serviço. emprestando-lhe interpretação conforme à Constituição. O tempo de serviço do segurado trabalhador rural. DJ 22-04-2005 e AgRg no RE 339. independentemente de contribuições. Hélio Quaglia Barbosa. Frise-se que o e. exceto para efeito de carência.ª Seção. DJ 15-04-2005). Eros Grau. 55 da Lei 8. V. afastou-lhe a aplicação em relação ao trabalhador rural enquanto este estava desobrigado de contribuir ao Regime Geral de Previdência Social. Por outro lado. a princípio só poderiam ser exigidas após noventa dias da data da publicação da lei que as instituiu. nos termos do §2. conferida pela mencionada medida provisória. consoante o seguinte precedente: EREsp 576741/RS. outrossim. Nessa senda. o STF. O e. possível a extensão daquela data até 31-1091. (grifado) Dessarte. 3. 195.

202. o qual foi muito bem analisado na sentença.REsp 506. prova de propriedade de imóvel rural ou de comercialização de produtos agrícolas em seu nome. é inexigível que o autor apresente.959/RS. 111). Min.8 hectares sem assalariados permanentes. tendo em vista o período que pretende ver reconhecido (a partir dos seus 14 anos). em que é qualificado como lavrador Certificado de Dispensa de Incorporação do autor. Deixei de incluir as certidões de nascimento do autor e de suas irmãs (fls. na localidade de Morro Vermelho. em 07-10-03 e REsp 603. Titulo eleitoral do autor. em se tratando de regime de economia familiar. qualificado como lavrador. Rel. Min. Do caso em análise A parte autora pretende o reconhecimento do período rural. embora indiquem a origem campesina da família. Em justificação administrativa ouviram-se as testemunhas João Campolim Alves (fl. Laurita Vaz. onde é qualificado como lavrador 71 72 Os documentos elencados acima servem de início de prova material porque são contemporâneos ao período que se pretende averbar. 110) e André dos Anjos (fl. Rel. Jorge Scartezzini. A prova oral corrobora o início de prova material e informa que o autor começou a trabalhar desde muito cedo na lavoura com sua família. quando se mudou para o Município de São José dos Pinhais/PR. As testemunhas conhecem o autor desde o ano de 1963. o autor juntou aos autos os seguintes documentos: ANO 1947 DOCUMENTO Escritura de compra e venda de imóvel rural (5 alqueires e 16 litros) celebrada pelo pai do autor. Município de Tijucas do Sul/PR. José Antonio Zotto (fl. Recibo de Certificado de Cadastro de imóvel rural junto ao INDA/IBRA Contribuição sindical à Federação da Agricultura do Paraná. O autor deixou o trabalho rural em 1970. em nome próprio. 109). ipsis litteris: Como início de prova material da atividade rural desempenhada no período de 01/06/1963 a 31/12/1967. decisão de 06-05-04). . composta pelos pais e cinco filhos. 15/17) porque são extemporâneas ao período que se pretende averbar. aproveita tanto ao arrimo de família como aos demais dependentes do grupo familiar que com ele laboram (STJ . No caso específico dos autos. A família. Não contratavam empregados. j. pelo pai do autor FOLHA 85/86 75/76 80/83 77/79 1963/1965 Comprovante de pagamento de ITR em nome do pai do autor 1967/1970 1965/1969 1965/1972 1968 1968 Declaração do INCRA de que o pai do autor foi proprietário rural 74 de 18.Ressalte-se que o tempo de serviço rural sem o recolhimento das contribuições. sobrevivia exclusivamente da produção rural: parte era para consumo próprio e animais e o excedente era vendido.

aliás. de 30-03-2010. 161). DJU de 23-06-2003) e por esta Corte: (EINF n. deve ser averbado o trabalho rural em regime de economia familiar desde 01/06/1963 até 31/12/1967.00.º 0000867-68. de 18-11-2009. possível o reconhecimento da especialidade do trabalho quando houver a comprovação do exercício de atividade enquadrável como especial nos decretos regulamentadores e/ou na legislação especial ou quando demonstrada a sujeição do segurado a agentes nocivos por qualquer meio de prova.E. em sua redação original (arts. Quinta Turma. 57 e 58). Ministro Gilson Dipp. o segurado adquire o direito à contagem como tal. REsp n.458/RS.2008.2010. Feita essa consideração e tendo em vista a diversidade de diplomas legais que se sucederam na disciplina da matéria. Quinta Turma. Des. a Lei n. APELREEX n. Sexta Turma. APELREEX n. Ministro Jorge Mussi. DJ de 08-03-2004. Ministro Hamilton Carvalhido. Rel. Tem-se. resta devidamente comprovado o trabalho agrícola desenvolvido pela parte autora. confirmando-as (fl.º 2007. Ministro José Arnaldo da Fonseca. é a orientação adotada pela Terceira Seção do Egrégio Superior Tribunal de Justiça (AR n.033522-7/RS.º 345554/PB. Federal Celso Kipper. uma vez prestado o serviço sob a égide de legislação que o ampara.º 491.º 941885/SP. de 25-01-2010). Desta forma. Nesse sentido. Quinta Turma. AGREsp n.º 8. o patrimônio jurídico do trabalhador. ou seja. D. qual a legislação vigente quando da prestação da atividade pela parte autora. Desse modo.338/RS. então. Rel.º . Ministra Maria Thereza de Assis Moura. da Lei 8. D.º 2005. de 17-03-2010. não havendo outros argumentos a acrescentar à bem lançada sentença.º 3. Sexta Turma. sem a exigência de contribuições previdenciárias (art. como direito adquirido. e REsp n. em regime de economia familiar. D. DJe de 04-08-2008. Luís Alberto D Azevedo Aurvalle.E. DJe de 24-09-2008. § 2º.º 493. EREsp n. Federal João Batista Pinto Silveira. necessário. Des. o qual deve ser averbado pelo INSS.E. Terceira Seção.404. no período acima descrito. passando a integrar. Rel. 55. DJU de 23-06-2003.807/60 (Lei Orgânica da Previdência Social) e suas alterações e.E. Des. e STJ.71. posteriormente.00.404. quando vigente a Lei n. AgRg no REsp n.Em seu depoimento pessoal o autor detalhou tais informações. a seguinte evolução legislativa quanto ao tema sub judice: a) no período de trabalho até 28-04-1995. Federal Fernando Quadros da Silva.9999/RS. APELREEX n.213/91 (Lei de Benefícios).º 0001126-86. Rel. D. Sexta Turma. exceto para os agentes nocivos ruído e calor (STJ. definir qual a legislação aplicável ao caso concreto. Rel.213/1991).031824-5/RS.7201/SC. Rel. Rel. Desse modo. Rel. conforme requerido na inicial.71. não se aplicando retroativamente uma lei nova que venha a estabelecer restrições à admissão do tempo de serviço especial. bem como à comprovação das condições de trabalho na forma então exigida.º 3320/PR. inicialmente. DA ATIVIDADE ESPECIAL O reconhecimento da especialidade da atividade exercida é disciplinado pela lei em vigor à época em que efetivamente exercido.

inclusive. sem a exigência de embasamento em laudo técnico. em relação aos quais é imprescindível a realização de perícia técnica. REsp n. entre outros].71.º 493. Min. Ministro Arnaldo Esteves Lima. data da entrada em vigor do Decreto n. no interregno entre 29-04-1995 (ou 14-10-1996) e 05-03-1997. Sexta Turma.º 2000. Quinta Turma.º 1. DJ de 06-11-2002 e 14-05-2003. necessária a demonstração efetiva de exposição. ressalvados os agentes nocivos ruído e calor.523.º 603163/RS. DJ de 17-05-2004. dia anterior à publicação da Medida Provisória n. Rel. no sentido de que não haveria "vedação à continuidade da conversão de tempo de serviço especial em comum.º 8. Posteriormente. especializadas em matéria previdenciária. DJ de 10-03-2003. 57 da Lei n. para tanto. Federal Luiz Fernando Wowk Penteado.º 9.º 9.01. colhe-se precedentes da Quinta e da Sexta Turmas. Arnaldo Esteves Lima.527/68. Rel. Quinta Turma. carreada aos autos ou noticiada em formulário emitido pela empresa. ou por meio de perícia técnica.639066/RJ. Min. de 14-10-1996. em que vigentes as alterações introduzidas pela Lei n. que regulamentou as disposições introduzidas no art.º 5. na pendência de manifestação do egrégio Superior Tribunal de Justiça.01. para fins de reconhecimento de tempo de serviço especial.º 8.º 2.º 410. REsp n. Rel. Min.078891-1. Rel.º 1. a apresentação de formulário-padrão preenchido pela empresa. embasado em laudo técnico.663/98. b) a partir de 29-04-1995.º do art. cujo enquadramento por categoria deve ser feito até 13-10-1996. Federal Paulo Afonso Brum Vaz. a agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física.213/91" [REO n. 57 da Lei n. respectivamente]. Quinta Turma. Rel. passou-se a exigir. 58 da Lei de Benefícios pela Medida Provisória n. AgRg no REsp n. conforme visto acima.º 9. Rel. não ocasional nem intermitente. ACs n.º 2001.º 497724/RS. quanto à revogação do § 5.002459-6. Hamilton Carvalhido. 57 da Lei de Benefícios. que revogou expressamente a Lei em questão . ACs n. Quinta Turma.º 1. no âmbito desta Corte.08. Gilson Dipp.71. DJ de 23-06-2003. Sexta Turma. Min.de modo que. Hamilton Carvalhido.523/96 (convertida na Lei n. tendo restado sem eficácia a Medida Provisória n.º 2002. considerando-se suficiente.021606-3 e 2000.00. Rel. a fim de se verificar a nocividade ou não desses agentes. DJ de 19-06-2006.72. para fins de aposentadoria por tempo de serviço. DJ de 17-09-2007. de forma permanente.030435-2 e 1999. Rel. Federal Tadaaqui Hirose. este Tribunal passou a sufragar o entendimento daquela Corte Superior. em que necessária a mensuração de seus níveis por meio de perícia técnica.º 756797/PR. Quinta Turma. REsp n. em face de o Superior Tribunal de Justiça haver firmado compreensão contrária. c) a partir de 06-03-1997. foi definitivamente extinto o enquadramento por categoria profissional . mesmo após 28-05-98. Des.528/97).005154-6. a comprovação da efetiva sujeição do segurado a agentes agressivos por meio da apresentação de formulário-padrão. a despeito de o § 5. .à exceção daquelas a que se refere a Lei n. Rel. DJ de 07-11-2005).458/RS. a limitação temporal constante do art. DJ de 27-11-2002. Laurita Vaz. por qualquer meio de prova. Sexta Turma. no sentido de que.213/91 não ter sido expressamente revogado.711/98 devia ser interpretada no sentido da impossibilidade da conversão de tempo especial para comum no período posterior a 28-05-1998 [AgRg no REsp n. 28 da Lei n.172/97. para o Acórdão Des.660/RS. Sexta Turma. Min.º do art. Importante salientar que.04. DJ de 21-08-2002 e 23-10-2002.04.032/95 no art. respectivamente.05. Des.

o STJ passou a entender que o § 5. as regras aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer período.028/RN. Min. AUSÊNCIA DE LIMITAÇÃO AO PERÍODO TRABALHADO. mesmo que posteriores a maio de 1998. POSSIBILIDADE. 57 da Lei 8. Sexta Turma. Og Fernandes. DJ de 22-10-2007) Assim. LABOR PRESTADO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. Napoleão Nunes Maia Filho. Rel. AgRgREsp n. de forma majorada. 2 e 3.067. para fins de aposentadoria comum. 1. Og Fernandez.972/MG. transcreve-se as ementas de alguns desses julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.010. de forma majorada. (AgRg no REsp n.213/91 está em plena vigência. nem tacitamente pela Lei n. Recurso especial desprovido.º do art. à conversão do tempo de serviço.ª Turma. DJ de 15-03-2010. para fins de aposentadoria comum [EREsp n. Og Fernandes. Os pleitos previdenciários possuem relevante valor social de proteção ao Trabalhador Segurado da Previdência Social. 2. sendo. Precedente desta 5. Laurita Vaz. revendo seu posicionamento. 4. Quinta Turma. DJe de 14-12-2009) PREVIDENCIÁRIO. Rel. DJ de 22-10-2007. Recurso Especial improvido.107 .213/91 não foi revogado nem expressa. mesmo que posteriores a maio de 1998. DJ de 07-04-2008. por disposição . REsp n. protegido constitucionalmente. considerando que o parágrafo 5. O § 5º do art.107/SP. Quinta Turma. inclusive após 28/05/1998. CONVERSÃO EM TEMPO COMUM APÓS 1988. POSSIBILIDADE.º 739. possibilitando a conversão de todo tempo trabalhado em condições especiais. tem direito adquirido. Min.110/SP. CONVERSÃO EM TEMPO COMUM. ainda que posteriormente a maio de 1998. Sexta Turma. DJe. RECURSO ESPECIAL.º 9. de 14-12-2009].º 8. 5. Rel. O Trabalhador que tenha exercido atividades em condições especiais. 57 da Lei n.º 956. PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. Rel. RECURSO ESPECIAL. Rel.º 1. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL EM COMUM. ou seja.º do art. Min. Min. Laurita Vaz. Quinta Turma. em razão do direito adquirido à conversão do tempo de serviço. Napoleão Nunes Maia Filho. Com as modificações legislativas acerca da possibilidade de conversão do tempo exercido em atividades insalubres. de forma majorada. Min.010.028/RN. inferese que não há mais qualquer tipo de limitação quanto ao período laborado. para fins de aposentadoria comum. perigosas ou penosas.º 1.213/91 está em plena vigência. 2.º 739. DJ de 07-04-2008). Omissis. REsp n. (REsp n. A propósito. Quinta Turma. Min. portanto. NÃO CONFIGURADOS. Rel. protegido constitucionalmente. 1. SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. Rel. ao trabalhador que tenha exercido atividades em condições especiais. APOSENTADORIA PROPORCIONAL.711/98 e que. 57 da Lei n.SP. julgados sob tal orientação exegética.º 1. à conversão do tempo de serviço. Min. 1. JULGAMENTO EXTRA PETITA E REFORMATIO IN PEJUS. 956.Entretanto. em atividade comum. (REsp n. APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. Sexta Turma. Agravo regimental a que se dá parcial provimento. em razão do direito adquirido.110/SP.º 8. possibilitando a conversão de todo o tempo trabalhado em condições especiais.

Quanto ao período anterior a 05-03-97. até então. ressalvado o agente nocivo ruído.0.1 e 2.831/64 (Quadro Anexo .1.172/97 (Anexo IV) e n. Superior a 90 dB. Anexo do Decreto nº 53.882/03.º 72.771/73 (Quadro I do Anexo) e n.1.831. DJU. quanto ao enquadramento das categorias profissionais. n. n.6. Limites de Tolerância 1. Relator Ministro Hamilton Carvalhido.831/64 e 83. de 05-03-1997. Já para o enquadramento dos agentes nocivos. 05-99 De 07-05-99 a 18. Superior a 85 dB.2ª parte). 1. de 19-02-2003) e também do INSS na esfera administrativa (Instrução Normativa nº 57/2001 e posteriores). 2.048/99 a partir de 06-03-1997. DJU de 30-06-2003).01. de 15-12-1998). 2.771/73 (Quadro II do Anexo) e n. Sexta Turma. de 24-01-1979. De 06-03-97 a 06Anexo IV do Decreto nº 2.172/97.080/79 até 05-03-97. ressalvadas as exceções acima mencionadas. na redação 11-2003 original. consideram insalubres as atividades que expõem o segurado a níveis de pressão sonora superiores a 80. 15.º 83. data imediatamente anterior à publicação do Decreto nº 2. é possível a conversão de tempo de serviço especial em comum inclusive após 28-05-1998. para fins de enquadramento.831/64. A partir de 19-11.º 20. de acordo com os Códigos 1.1ª parte). os Decretos nºs 53. . da Emenda Constitucional n.º 3. 201.048. de 25-03-1964.080/79. e o Anexo IV do Decreto nº 3. Desembargador Federal Paulo Afonso Brum Vaz. Superior a 90 dB.048/99.º 4.080. Observa-se. permanecem em vigor os artigos 57 e 58 da Lei de Benefícios até que a lei complementar a que se refere o art. ao qual se aplica também o Decreto n. seja publicada.º 53. Anexo I do Decreto nº 83. Superior a 90 dB. conforme previsão mais benéfica do Decreto nº 53.134834-3/RS.080/79 (Anexo I) até 05-03-1997. e os Decretos n. 2.048/99 com a alteração 2003 introduzida pelo Decreto nº 4.º 72.constitucional (art.0.831/64 (Quadro Anexo . de 06-05-1999. § 1.º 2.º 228832/SC.º 83. Especificamente quanto ao agente nocivo ruído. de 18-11-2003.04.172. o Anexo I do Decreto nº 83. Superior a 80 dB. o Quadro Anexo do Decreto nº 53. data da extinção do reconhecimento da atividade especial por presunção legal.882/2003. já foi pacificado na Seção Previdenciária desta Corte (EIAC 2000.172/97. que devem ser considerados os Decretos n. Além dessas hipóteses de enquadramento. AGREsp n. 85 e 90 decibéis. sempre possível também a verificação da especialidade da atividade no caso concreto.º.1: Período Trabalhado Até 05-03-97 Enquadramento 1.º 198 do extinto Tribunal Federal de Recursos (STJ. da Constituição Federal. alterado pelo Decreto nº 4. devem ser considerados os Decretos n. Rel. ainda.º 53. é considerada nociva à saúde a atividade sujeita a ruídos superiores a 80 decibéis. que são aplicáveis concomitantemente. por meio de perícia técnica.5.882. Seção 2.831/64.Anexo IV do Decreto nº 3. o Anexo IV do Decreto nº 2. nos termos da Súmula n.Anexo IV do Decreto nº 3. Desse modo.080/79 (Anexo II) até 28-04-1995.

conforme a alteração trazida pelo Decreto nº 4. desde que aferidos esses níveis de pressão sonora por meio de perícia técnica.882/2003. 1.048/99.5 do Anexo I do Decreto 83. trazida aos autos ou noticiada no preenchimento de formulário expedido pelo empregador.11 do Quadro Anexo do Decreto nº 53. exposição a hidrocarbonetos e a periculosidade em razão dos inflamáveis. conforme a legislação aplicável à espécie.882/2003 ao Decreto nº 3. terse-ia a exigência de ruídos superiores a 90 decibéis até 18-11-2003 (Anexo IV dos Decretos nºs 2.0. e 1.172/97. Códigos 1. que unificou a legislação trabalhista e previdenciária no tocante. de ruídos superiores a 85 decibéis.1. também. de forma habitual e permanente.4 (homem .19 do Anexo IV do Decreto 2172/97 e 1.831/64. . somente então.0. Códigos 1. acima de 85 decibéis. a partir de então. havia. Súmula 198 do TFR. data da vigência do Decreto nº 2.1. ao agente agressivo físico ruído em nível superior a 80 decibéis até 05-03-97 e em nível superior a 85 decibéis no período posterior.25 anos de especial para 35 anos de comum).1 (ruído acima de 85 dB) do Anexo IV do Enquadramento Decreto nº 3.048/99.080/79 e 1. Em resumo. impõe-se a conversão pelo fator multiplicador 1. com a alteração introduzida pelo Decreto nº legal: 4. o labor especial controverso está assim detalhado: Período(s): Agente(s) nocivo(s): 07-06-89 a 31-08-98 Ruído de 86. Provas: Laudo Pericial Judicial (fls.0. Conclusão: Conversão do tempo de serviço especial para comum Admitida a especialidade da atividade desenvolvida no(s) período(s) antes indicado(s). caso aplicados literalmente os Decretos vigentes.2.080/79 e aplicação retroativa do código 2. em virtude de sua exposição. é cabível a aplicação retroativa da disposição regulamentar mais benéfica. 173-90).831/64. Restou devidamente comprovado nos autos o exercício de atividade especial pela parte autora no(s) período(s) antes indicado(s). No caso concreto.2 dB(A).10 do Anexo I do Decreto 83. bem como tendo em vista o caráter social do direito previdenciário.172/97 e 3.No que tange ao período posterior.6 (ruído acima de 80 dB) do Quadro Anexo do Decreto nº 53.2. Todavia.19 do Anexo IV do Decreto 3048/99. considerando-se especial a atividade quando sujeita a ruídos superiores a 85 decibéis desde 06-03-97. este na redação original) e. é admitida como especial a atividade em que o segurado ficou exposto a ruídos superiores a 80 decibéis até 05-03-97 e. considerando que esse novo critério de enquadramento da atividade especial veio a beneficiar os segurados expostos a ruídos no ambiente de trabalho. hidrocarbonetos e periculosidade em decorrência dos inflamáveis.048/99.

ºs 357/91. Revisão da jurisprudência desta Turma Nacional. No que tange ao fator de conversão do tempo de serviço especial em tempo de serviço comum.º 3.4. DJU de 15-10-2008). PENOSO OU PERIGOSO) REALIZADO ANTES DO INÍCIO DE VIGÊNCIA DA LEI N. Ademais. inclusive no que tange ao alcance temporal dos aludidos fatores de conversão (multiplicadores).º 8. 08 meses e 10 dias.827/03. expressamente prevê que os fatores de conversão (multiplicadores) nele especificados aplicam-se na conversão. 611/92. na redação dada pelo Decreto n.213/91. chega-se ao seguinte acréscimo: 03 anos. Portanto. o artigo 70 e seus parágrafos do Regulamento aprovado pelo Decreto n. conforme o Decreto nº 83. Tais regulamentos não distinguem entre o tempo de serviço especial realizado antes do início de vigência da Lei n.º 8. ao invés de 1.048/99. do tempo de serviço especial realizado em qualquer época. DO TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL (INSALUBRE.2. . PARA TEMPO DE SERVIÇO COMUM. Os vários regulamentos editados para esse fim (aprovados pelos Decretos n. não merecendo prosperar o apelo do INSS.º 8. ora reconhecido.048/99) estabeleceram os fatores de conversão (multiplicadores) a serem utilizados nessa conversão. NECESSIDADE DE QUE SEJAM OBSERVADAS AS DISPOSIÇÕES REGULAMENTARES. que deveria ter sido aplicada a lei da época da prestação da atividade para a caracterização do labor especial e para a conversão do respectivo tempo de serviço.º 8. Portanto. para tempo de serviço comum. do tempo de serviço especial prestado antes do início de sua vigência. há de ser aplicado o fator de conversão 1.4. os fatores de conversão (multiplicadores) estabelecidos em sua regulamentação aplicamse.º 8. para fins de aplicação desses fatores de conversão (multiplicadores). invoco o seguinte precedente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais: PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DA INTERPRETAÇÃO DE LEI FEDERAL. INDEPENDENTEMENTE DA ÉPOCA DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO CONSIDERADO ESPECIAL. para tempo de serviço comum. no caso. ACERCA DA MATÉRIA.º 8.213/91. devendo ser utilizado o fator 1. Relator para o acórdão Juiz Federal Sebastião Ogê Muniz.172/97 e 3.213/91. Procedendo-se à conversão do tempo de serviço especial.213/91 e o tempo de serviço especial realizado na sua vigência. O INSS está vinculado ao cumprimento das disposições estabelecidas na regulamentação da Lei n.213/91. A Lei n. acerca do tema. o que inclui o tempo de serviço especial anterior à Lei n. Relator Juiz Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho.Sustenta o INSS.080/79. na conversão. FATORES DE CONVERSÃO (MULTIPLICADORES) A SEREM APLICADOS NA CONVERSÃO. em se tratando de benefícios concedidos sob a égide da Lei n.213/91 delegou ao Poder Executivo a tarefa de fixar critérios para a conversão do tempo de serviço especial em tempo de serviço comum." (Incidente de Uniformização de Jurisprudência nos autos do Processo: 200763060089258. 2. também.º 4. REVISÃO DA JURISPRUDÊNCIA DESTA TURMA. QUE ESTABELECEM CRITÉRIOS UNIFORMES PARA ESSA CONVERSÃO.

n. 20.257/64). IPC-r (07/94 a 06/95. Lei nº 4. em 30-09-1998. uma única vez. tendo em vista que o direito ao cômputo à maior do tempo especial trabalhado. Lei nº 8. incidindo a contar do vencimento de cada prestação.053/95).103. 113. art. e jurisprudencialmente aceitos.213/91). aplicável analogicamente aos benefícios pagos com atraso.430/06.º 2. Lei nº 8.º 11.º-F da Lei n. cabe a análise do direito à majoração da aposentadoria. a atualização monetária. Os demais consectários estão em consonância com o entendimento deste regional. consoante firme entendimento consagrado na jurisprudência do STJ e na Súmula 75 desta Corte. de 03-86 a 01-89). 1. IGP-DI (05/96 a 03/2006. conforme o art. até o efetivo pagamento.Dirimida a questão acerca da comprovação do tempo de serviço controvertido.º 10. .213. para 100% (cem por cento) do salário-de-benefício. INPC (03/91 a 12/92.º 9. a contar da citação. URV (03 a 06/94. para fins de atualização monetária e juros haverá a incidência. constante do resumo de cálculo de fls. e REsp. representa o reconhecimento tardio de um direito já incorporado ao patrimônio jurídico do segurado.213/91.º.º 8. da Lei n. 3º do Decreto-Lei n. publicada em 30-06-2009.º 8. nos termos do artigo 53. 10 meses e 05 dias e tem direito à majoração de sua aposentadoria por tempo de serviço.º 316. combinado com a Lei n. desde a data do requerimento administrativo. 41-A à Lei n. somando-se o labor judicialmente admitido com o tempo de serviço da parte autora já reconhecido na via administrativa. MP nº 1. Lei nº 7.711/98. A contar de 01-07-2009. tendo em vista o seu caráter eminentemente alimentar. observada a prescrição quinquenal. A data de início do pagamento do benefício deve retroagir à data da concessão do benefício (30-09-98). com base no art. OTN (03/86 a 01/89.284/86. os juros de mora devem ser fixados à taxa de 1% ao mês. Lei nº 8. Lei nº 8.º 8.880/94). de 24-07-1991.542/92). §§5º e 6.880/94). deve-se dar pelos índices oficiais. inciso II. de 29-06-2009.322/87.777/89). 31 da Lei n. excluídas as parcelas vencidas no quinquênio anterior ao ajuizamento da presente ação. precedida da MP n. Nesses períodos.741/03.494/97. 10 da Lei n. No caso em análise. resta contabilizado o seguinte tempo de serviço até a DER: Tempo de serviço reconhecido pelo INSS Tempo rural reconhecido pelo julgado Tempo especial reconhecido pelo julgado Total (julgado + INSS) 30a 06m 24d 04a 07m 01d 03a 08m 10d 38a 10m 05d Desse modo.122/PR). de 1108-2006.º 9.º 11. quais sejam: ORTN (10/64 a 02/86.960. dos índices oficiais de remuneração básica e juros aplicados à caderneta de poupança.º 1.880/94) e INPC (04/2006 a 06/2009. que acrescentou o art. Da correção monetária e dos juros de mora Até 30-06-2009. data em que passou a viger a Lei n. da Lei n. que alterou o art. IRSM (01/93 a 02/94. BTN (02/89 a 02/91. a parte autora conta 38 anos. INPC (07/95 a 04/96. combinado com o art. Decreto-Lei nº 2.

No caso. que os autos foram encaminhados ao revisor em 20/05/2011. Certifico. devem ser alterados a correção monetária e os juros de mora em consonância com os critérios referidos. Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA Procurador Regional da República Vitor Hugo Gomes da Cunha Des. também. da qual foi intimado(a) INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . Frente ao exposto. disponibilizada no DE de 31/05/2011.jus. proferiu a seguinte decisão: .419. de 26 de março de 2010. voto por dar parcial provimento ao recurso e à remessa oficial. se solicitado. do código CRC A4F78B9B. ao apreciar os autos do processo em epígrafe. Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA Relator Documento eletrônico assinado por Desembargador Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA.2007. Certifico que o(a) 6ª TURMA. o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e as demais PROCURADORIAS FEDERAIS.7000/PR ORIGEM: PR 200770000246654 RELATOR PRESIDENTE PROCURADOR REVISOR APELANTE ADVOGADO APELADO ADVOGADO REMETENTE : : : : : : : : Des.404. mediante o preenchimento do código verificador 4224194v7 e. dando-se parcial provimento ao recurso do INSS e à remessa oficial. de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17. Relator.INSS.php. Informações adicionais da assinatura: Signatário (a): João Batista Pinto Silveira Data e Hora: 15/06/2011 20:58 EXTRATO DE ATA DA SESSÃO DE 15/06/2011 APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 0024665-39.trf4.br/trf4/processos/verifica.INSS Procuradoria Regional da PFE-INSS JOSE ALCEU SETIM ZEM Antonio Miozzo JUÍZO SUBSTITUTO DA VF PREVIDENCIÁRIA DE : CURITIBA Certifico que este processo foi incluído na Pauta do dia 15/06/2011. na forma do artigo 1º. em sessão realizada nesta data. inciso III. da Lei 11. na seqüência 165. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico http://www. Federal CELSO KIPPER INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL .

A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico http://www. inciso III. Informações adicionais da assinatura: Signatário (a): Gilberto Flores do Nascimento Data e Hora: 16/06/2011 17:15 . RELATOR ACÓRDÃO VOTANTE(S) : Des. mediante o preenchimento do código verificador 4310066v1 e. Diretor de Secretaria.br/trf4/processos/verifica.A TURMA. da Lei 11. se solicitado. Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA : Des. Federal CELSO KIPPER : Des.trf4.php.419. Federal JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA : Des. POR UNANIMIDADE. na forma do artigo 1º. Federal LUÍS ALBERTO D AZEVEDO AURVALLE Gilberto Flores do Nascimento Diretor de Secretaria Documento eletrônico assinado por Gilberto Flores do Nascimento.jus. de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17. de 26 de março de 2010. do código CRC DB2B2C58. DECIDIU DAR PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO E À REMESSA OFICIAL.