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1 INTRODUÇÃO Titulação é o processo de adição de quantidades discretas de um determinado reagente, geralmente com o auxílio de uma bureta, no meio reacional

para quantificar alguma propriedade. Quando se pretende encontrar uma concentração, a titulação é um procedimento analítico e, geralmente, são feitas medidas de volume, caracterizando as titulações volumétricas; mas, em alguns casos, pode-se monitorar a variação gradual de outra grandeza, como a massa, caso das titulações gravimétricas, ou a absorção da luz, como nas titulações espectrofotométricas. Os métodos volumétricos são um grupo de procedimentos quantitativos baseados na determinação da concentração de um constituinte de uma amostra a partir de uma reação, em solução, deste com um reagente de concentração conhecida, acompanhada pela medida de quantidades discretas de solução adicionada. Genericamente, trata-se de determinar a concentração de uma espécie de interesse em uma amostra a partir do volume (ou massa) de uma solução com concentração exatamente conhecida (solução padrão) necessária para reagir quantitativamente com esta amostra em solução (solução problema). A determinação da concentração de uma solução (solução problema) a partir de sua reação quantitativa com uma quantidade conhecida de uma substância que é pura (padrão primário) é chamada de titulação de padronização, ou simplesmente padronização. Neste caso, após ter sua concentração determinada, a solução problema passa a ser uma solução padronizada. Um padrão primário é um composto com pureza suficiente para permitir a preparação de uma solução padrão mediante a pesagem direta da quantidade da substância, seguida pela diluição até um volume definido de solução. A solução que se obtém é uma solução padrão primária. Na prática, é difícil obter um padrão primário ideal, e usualmente se faz um compromisso entre as exigências ideais mencionadas. Os sais hidratados, como regra, não constituem bons padrões em virtude da dificuldade de secagem eficaz. No entanto, sais que não eflorescem, como o tetraborato de sódio, Na2B4O7 · 10H2O, e o sulfato de cobre, CuSO4 · 5H2O, mostram-se, na prática, padrões secundários satisfatórios. O biftalato (C8H5KO4) é normalmente utilizado na normalização de NaOH como sendo um padrão primário. Ele é diluído em água fervida e resfriado à temperatura ambiente (eliminação de CO2 dissolvido).

Bastão de vidro .Proveta 3. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. prevenindo o fosqueamento de suas paredes. Frascos laboratoriais e de armazenagem e reatores industriais de vidro são danificados por longa exposição a hidróxido de sódio a quente.Bureta . As soluções alcalinas. e a quantidade de água adicionada depende de dois fatores: deverá ser o suficiente para dissolver o biftalato e baixa o suficiente para que se possa ver a mudança de cor do indicador utilizado. as soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. Além disso. especialmente. especialmente se este sofreu abrasão em sua superfície.Balão volumétrico . Estes carbonatos se solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado.A água funciona como solvente do biftalato.Béquer .Balança . formando silicato de sódio. 3 EXPERIMENTAL 3. O hidróxido de sódio lentamente reage com vidro.2 REAGENTES .Erlenmeyer . Buretas e vidrarias expostas a NaOH devem ser enxaguadas imediatamente após o uso. praticamente.1 MATERIAIS . atacam o vidro formando silicatos. logo juntas e tampas de vidro esmerilhado (assim como torneiras de buretas e outros equipamentos laboratoriais) expostos a NaOH tem uma tendência a engripar ou mesmo soldar-se. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. 2 OBJETIVO Proceder a padronização de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH) através de uma solução de biftalato de potássio (C8H5KO4) contendo fenolftaleína. e o vidro torna-se fosco.

Água destilada . seguindo a orientação do professor. 3. 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 4.1 PREPARAÇÃO DE SOLUÇÃO DE NaOH 0.1 M foi calculada da seguinte maneira: .3 PROCEDIMENTOS 3.1M O hidróxido de sódio não é um padrão primário e por isso.1 mol/L Fez-se a pesagem da massa de NaOH calculado em um béquer de 250 mL. e em seguida determinar a verdadeira concentração da solução por meio de uma titulação com o reagente padrão primário biftalato de potássio. homogeneizou a solução e a identificou. por 2 horas.NaOH . Adicionou-se 25 mL de água destilada.Biftalato de potássio .00 mL da solução de NaOH recém preparada. Calculou-se a concentração exata do NaOH. Calculou-se a massa de biftalato de potássio necessária para reagir com 25.Fenolftaleína 3. Pesou-se em triplicata exatamente a massa calculada e transferiu-se para um erlenmeyer de 250 mL. A massa necessária para preparar 250 mL de solução de NaOH 0. fez-se necessário preparar uma solução de concentração próxima à desejada. Deixou esfriar no dessecador.1 PREPARO DA SOLUÇÃO DE NaOH 0. Transferiu-se a solução para um balão volumétrico de 250 mL. até a viragem.2 PADRONIZAÇÃO DA SOLUÇÃO DE NaOH Secou-se o biftalato de potássio em uma estufa a 110°C. 2-3 gotas de fenolftaleína e titulou-se com uma solução recém preparada de NaOH. Fechou-se o balão.. Dissolveu-se o NaOH em água destilada agitando com o auxílio de um bastão de vidro. Completouse o balão com água até a marca da aferição.

9 mL Média: 29. transferindo-se para um erlenmeyer de 250 mL.5 x 10 mol de NaOH A mesma quantidade de massa de biftalato será necessária para a reação: 1 mol biftalato --------------------. calculou-se a massa de biftalato necessária para reagir com 25 mL da solução preparada de NaOH.5 x 10 mol --------------------.3 PADRONIZAÇÃO DA SOLUÇÃO DE NaOH -3 -3 .X X = 0.0 mL 2ª titulação: 29. 4. Quando a coloração rosa do indicador perdurou por 30 segundos. Repetiu-se o procedimento três vezes.204.Assim. basta descobrir quantos mols estão envolvidos na titulação: 0. pesou-se a massa desejada de biftalato de potássio desejada.7 mL 3ª titulação: 29.36 g 2. pesou-se 1.1000 mL X ---------------------------.2 CONCENTRAÇÃO DE BIFTALATO DE POTÁSSIO Em seguida. 2-3 gotas de indicador e procedeu-se à titulação.1 mol NaOH ---------. A reação ocorre na proporção 1:1: C8H5KO4 + NaOH  C8H4O4NaK + H2O Dessa maneira. ocorreu o ponto final da reação.5109 g Assim.867 mL 4. obtendo-se os resultados: 1ª titulação: 30.0 g de NaOH e preparou-se a solução em um balão volumétrico de 250 mL. Completou-se com 25 mL de água deionizada.25 mL X = 2.

relacionando conceitos aprendidos em sala de aula com o que estava sendo realizado.867 mL) Fc =0. pode-se calcular o fator de correção: Fc = (Volume teórico)/(Volume real) Fc = (25 mL/29. Entretanto. O NaOH pesado neste experimento encontrava-se bastante umedecido. os conceitos de padrão primário e padronização de soluções ficaram evidentes.5109 g / (204. Com estes valores (teórico e real). Nesta prática. 6 BIBLIOGRAFIA . Alguns fatores a serem levados em consideração para a análise do erro na concentração real da solução advêm de eventuais descuidos na pesagem e diluição da solução. Acredita-se que a presença de água na massa inicial de hidróxido de sódio sólido seja a principal causadora da discrepância nos resultados. De modo geral.029867 L) M = 0.1M e em seguida padronizá-la por meio de titulação.0837 mol/L O volume de NaOH consumido. 29. calculou-se a concentração de NaOH da seguinte maneira: M = massa Biftalado / MM Biftalato x V(L) M = 0. A molaridade real da solução preparada foi calculada em 0. bem como na ambientação da bureta utilizada.867 mL. de 25 mL.De posse do volume médio de solução gasto na titulação.837 5 CONCLUSÃO O objetivo da prática descrita acima consistia em preparar uma solução de NaOH 0. alterando portanto o valor real da massa pesada para o preparo da solução a ser padronizada. uma vez que sua aplicabilidade foi bem definida.36 g/mol x 0.0837 mol/L. Além disso. não está de acordo com o valor teórico esperado da reação. puderam-se observar alguns fatores causadores de erros em uma análise química. é importante ressaltar o hidróxido de sódio em estado sólido é uma substância altamente higroscópica. pode-se afirmar que a prática foi bastante proveitosa. um valor bastante abaixo do esperado.

2001. Daniel C. 1981. Análise Química Quantitativa. Rio de Janeiro. . Arthur Israel. 5ª edição. Editora Mestre Jou.. Química Analítica Qualitativa. 5ª edição. São Paulo. LTC. .HARRIS.VOGEL..