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Março é o mês do 90º aniversário do PCB.

Durante o este mês e ao Trabalho longo do ano os fatos, as personaPartido Comunista Brasileiro www.pcb.org.br lidades e as lutas do PCB serão destacados em eventos e cursos. O . N° 249 – 1º .03.2012 para. partido mais antigo do Brasil, inteRumo aos 90 anos do Partidão! grando a Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, tem a proposta mais jovem, inovadora e revolucionária: o Poder Popular.

PerCeBer

O que é ser comunista

1. Ser comunista é estar atento à vida, sobretudo, na utopia eterna da igualdaprotegê-la e tornar sua existência não só de entre os homens. possível como plena. 6. Ser comunista hoje, mais do que 2. Ser comunista é cultivar a fonte de nunca, é acreditar que as conquistas da saber aonde quer que ela se manifeste, ciência e da tecnologia só fazem sentido na tradição dos costumes simples da se forem para o benefício de todos. boa convivência ou nos processos de elaboração do conhecimento produzido 7. Ser comunista é combater a exclusão pela humanidade. social e promover a fraternidade dos povos, assim como a coexistência das 3. Ser comunista é contemplar as inúculturas e dos saberes populares. meras situações que possibilitem a ampliação dos horizontes do ser humano, 8. Ser comunista é sustentar a ideia de preservando a relação e a diversidade que a vida pode e deve ser cada vez entre as espécies, os gêneros e as etnias. mais bem vivida por todos em igualdade de condições. 4. Ser comunista é defender a existência das diferenças e suas ricas manifesta9. Ser comunista é nunca desistir das ções, mas jamais aceitar as desigualda- convicções herdadas pela tradição das des sociais. lutas dos povos da Terra, renovando-as a cada momento através de novos ensi5. Ser comunista é apostar na capacinamentos e novos estímulos. dade de superação do ser humano na busca incessante do bem-estar-social e, 10. Ser comunista é cuidar de seu semelhante como parte integrante de seu ser.

Manifesto ao povo Brasileiro: Contra a privataria dos aeroportos!

onde sairão os recursos para manter os deficitários? Da Educação? Saúde? Previdência Social? Habitação? Segurança? Inviabilizado o atual sistema – que não teria mais como se manter sem aporte de novos recursos – como serão administrados os aeroportos dos estados menores da federação e os de áreas de difícil acesso e fronteiras?

tros, os conselheiros eleitos pelos trabalhadores, tanto para o Conselho Fiscal quanto para o Conselho Deliberativo, não foram sequer consultados!

A presidente deu as mãos ao que o PT repudiou

Gravíssima, ainda, é a questão da segurança nacional. Sobretudo depois da descoberta de petróleo na região do pré-sal, o Brasil se tornou mais vulnerável a invasões, o que acentua o caráter estratégico dos aeroportos. A presença da 4º Frota nas Pois saiba: quem vai susten- costas brasileiras deveria servir tar toda essa negociata é de alerta.

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro repudia veementemente a privatização dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas. Juntos, esses aeroportos detêm 70% do faturamento da Infraero A privatização inviabiliza todo o sistema de funcionamento da estatal. Só a rentabilidade de Cumbica, em Guarulhos, mantinha 12 aeroportos deficitários.

você, povo brasileiro, através do BNDES. Os consórcios vencedores nos leilões já consumados em Brasília, Guarulhos e Campinas poderão recorrer ao banco estatal para financiar em 80% as prometidas obras de ampliação e reforma!
Ezeiza, na Argentina: concessionária não fez os investimentos prometidos. A empresa é a mesma que ganhou o aeroporto de Brasília

Mas se o banco estatal tem dinheiro para bancar empresas estrangeiras, interessadas unicamente em seus próprios lucros, por que não poderia apliAntes das privatizações, a rede car esses mesmos recursos na Infraero era composta de 67 Infraero? aeroportos, 83 grupamentos de navegação aérea, diversos ter- Outra pergunta: como explicar minais de carga, tudo sem apor- o grande aporte de recursos dos te do governo. A pergunta que fundos de pensão no consórcio não quer calar é: agora que os Invepar, que arrematou Cumbiaeroportos mais lucrativos co- ca? No que diz respeito à Pemeçam a ser privatizados, de

É por razões estratégicas que 85% dos aeroportos no mundo são estatais. No entanto, em lugar de investir na proteção do território, abrem-se as áreas estratégicas do País para empresas estrangeiras, o que é inexplicável e inaceitável.

ções contraditórias passadas aos passageiros, tumulto, calor intenso nos meses de verão e a falta de espaço físico. Mas não é só: As companhias de seguro das aeronaves, depois da privatização, começaram a cobrar mais caro em Ezeiza, onde o risco de acidentes no pouso de grandes aeronaves (a exemplo do 747777 e do 767-400), que seguiam de São Paulo (Guarulhos) para Buenos Aires (Ezeiza) aumentou no país vizinho, em conseqüência da falta de investimentos, como assegura o Sindicato Nacional dos Aeroviários. Por estes e outros motivos igualmente relevantes conclamamos o povo brasileiro a se mobilizar. Os próximos da lista são: o Aeroporto Tom Jobim, na base do Galeão, no Rio de Janeiro; o Salgado Filho, em

Porto Alegre; o Tancredo Neves (Confins), em Belo Horizonte; e o Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador. A população não pode assistir impassível à entrega do patrimônio nacional. Essas negociatas estão em contradição com os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral pela presidenta Dilma. O povo brasileiro exige que a presidenta Dilma reveja essas privatizações que se consubstanciam em crime de lesapátria! Não existe pátria sem patrimônio!

No mundo, entre os 15% aeroportos privatizados há grandes problemas. O de Ezeiza, em Buenos Aires, na Argentina, é administrado pela Corporação América, a mesma empresa que ganhou a concessão em Brasília. Lá, a concessionária não fez nenhum dos investimentos prometidos e os problemas são gritantes. Qualquer passageiro que aterrisse em Ezeiza poderá comprovar. Entre os problemas mais visíveis estão os constantes atrasos nos vôos, informa-

Todos em defesa da soberania nacional!
Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro/Sindipetro-RJ

Cinema no Teatro Barracão... Em Foz do Iguaçu, é claro!

Uma das principais lideranças femininas de toda a história, Rosa Luxemburgo é focalizada nesse filme da diretora alemã Margarethe von Trotta, datado de 1986, que será exibido na noite de sábado no Teatro Barracão, em Foz do Iguaçu. Promoções como essa ficaram inviáveis em Cascavel, onde o Teatro Barracão foi posto abaixo por incapacidade das autoridades municipais de preservar o patrimônio público municipal. Uma das atividades que o PCB deverá desenvolver em 2012 é viabilizar a Cinemateca Durval Hoff, para promover exibições de filmes dessa qualidade nos espaços públicos ainda disponíveis. Quem foi Rosa, A Vermelha? Nascida na Polônia e doutora em Ciências Econômicas, Rosa Luxemburgo torna-se uma das grandes líderes do movimento operário revolucionário alemão. Adere ao Partido Social-Democrata alemão em 1898 e em 1914, rompe violentamente com essa agremiação. Rosa, a Vermelha, como era conhecida, visceralmente internacionalista e antibelicista condena como uma traição o apoio dos socialdemocratas à deflagração da I Guerra Mundial. Ao lado de Léo Jogiches e do revolucionário Karl Liebknecht, fundou a Liga Spartakus, embrião do futuro Partido Comunista Alemão, e se dedica intensamente no movimento de massas, enfrentando a opressão capitalista.

Cuba: coube ao povo decidir as mudanças

A recente Conferência Nacional do Partido Comunista de Cuba, destinada ao fortalecimento interno da organização, contou com mais de 800 delegados participantes. O plenário definiu os objetivos de trabalho para a atual conjuntura do país e para os próximos anos. Trazendo propostas de suas bases em toda a ilha, os delegados aprovaram um conjunto de ações consideradas ferramentas para o propósito fundamental de garantir a “indestrutível união com o povo e a continuidade e irreversibilidade do socialismo”, além de potencializar o centralismo democrático e a direção coletiva como seus princípios centrais de organização.

A propósito desse cenário, a Conferência convocou os cidadãos a cooperar com a atualização econômica e determinou aos comunistas que deem atenção e apoio aos autônomos, que somam 360 mil pessoas, muitas delas dedicadas ao transporte de passageiros, venda de alimentos e o arrendamento de moradias. Também destacou o papel da organização comunista na política de quadros, a defesa dos valores da sociedade e a luta contra a indisciplina social, as ilegalidades e a corrupção.

Castro, qualificou esse processo de profundamente democrático. “Discutiu-se de um extremo a outro do país com um espírito democrático, como nunca antes”, apontou o secretário comunista no encerramento da conferência.

Crianças pedem fim do criminoso bloqueio americano a Cuba

Secretário Raúl Castro fala aos delegados

Dentre os objetivos assinalados em sua Resolução constam o impulso ao cumprimento das decisões do VI Congresso do Partido, realizado em abril do ano passado, que determinaram a atualização do modelo econômico de Cuba. A nação caribenha está imersa em transformações marcadas na busca de uma maior eficiência, ampliação da poupança, diversificação de exportações e a execução de investimentos, bem como a valorização do trabalho por conta própria.

Outros pontos aprovados na Conferência, que deliberou por dois dias, foram o fortalecimento dos vínculos com as organizações juvenis e de massas, e a ratificação da rejeição a preconceitos e condutas discriminatórias por motivo de raça, sexo ou crenças religiosas. Os comunistas cubanos recomendaram ao Comitê Central do Partido para que em correspondência com os objetivos traçados, estude as modificações estatutárias que beneficiarem o fortalecimento do PCP. Essa reunião de dois dias foi o ponto culminante de um processo nacional que permitiu a centenas de milhares de militantes expressar suas ideias e apresentar propostas. Segundo dados divulgados no encontro, as consultas com as bases geraram mais de um milhão de sugestões, que resultaram na modificação ou incorporação de novos objetivos. “Continuaremos a façanha”, O primeiro secretário do Parti- prometem os comunistas do Comunista de Cuba, Raúl

Em seu discurso na plenária, Raúl Castro considerou necessário manter a continuidade da soberania e a justiça social conquistadas pela Revolução de 1959. Castro recordou que o conceito do Partido Comunista como vanguarda e força dirigente superior da sociedade está em plena correspondência com a Constituição da República, aprovada em referendo por mais do 97 por cento dos eleitores, mediante voto livre, direto e secreto. Na intervenção final da Conferência, o dirigente reiterou a vontade dos comunistas de resistir as “brutais campanhas anticubanas instigadas pelo governo dos Estados Unidos e alguns outros tradicionalmente comprometidos com a subversão contra nosso país, com o concurso da grande imprensa ocidental e a colaboração de seus assalariados dentro da ilha”.

Cidade, emprego, ambiente, juventude: por um programa revolucionário

Nenhum direito a menos, só direitos a mais
Ajude um desempregado: reduza a jornada de trabalho para 40 horas

Lembre-se: em Cascavel, nós somos a Revolução!

Este espaço está sempre aberto para artigos e manifestações da comunidade
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A seguir, um dos capítulos da cartilha de Marxismo e uma página colecionável de O Capital em quadrinhos

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Curso Básico de Marxismo O Estado é o poder exercido pela classe dominante 9
No Comunitarismo Primitivo, a função de dirigir os assuntos públicos era exercida por todos, em comum. A autoridade dos velhos (anciãos) e chefes das tribos baseava-se ns suas qualidades pessoais: experiência, sabedoria etc. Nessa etapa, ainda não havia o Estado. O Estado surgiu com o aparecimento da propriedade privada e com a divisão da sociedade em classes. Desde então o poder se separou do povo, transformando-se em instrumento da classe exploradora.
A autoridade era do ancião ou chefe da tribo

O exercício do poder se tornou função de um grupo especial de pessoas, ou seja, o aparelho do Estado, dividido em vários departamentos: finanças, forças armadas, ordem pública etc. A preocupação principal desse Estado sempre foi oprimir, na defesa da ordem estabelecida pelas classes dirigentes. Numa sociedade exploradora, a democracia não pode ser ampla. Nas repúblicas “democráticas” escravistas, como as de Atenas ou Roma, a maioria da população (escravos) não tinha direitos. Nas repúblicas urbanas feudais (Veneza, Florença) o poder pertencia aos ricos negociantes, os mestres das corporações... Nas democracias burguesas de hoje, mesmo com o “voto direto”, está no poder a grande burguesia, que utiliza seu domínio através do controle dos meios de produção.
Escravos sem direitos nas “democracias” clássicas

O controle pela grande burguesia é exercido pelo poder econômico, que lhe permite a utilização de todos os elos do aparelho de Estado e os meios de propaganda (imprensa, rádio, TV), o suborno, a fraude e a corrupção para continuar com as rédeas do governo (Estado).

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Apesar de suas limitações de classe, contudo, a “democracia” burguesa permite condições mais propícias para a luta pela melhoria da situação da classe operária e dos camponeses, que é o objetivo do Partido Comunista. Aproveitando as liberdades políticas, podemos nos organizar melhor para a tarefa principal, que é substituir o Capitalismo. Não é por acaso que a burguesia monopolista, temerosa do avanço da organização popular, procura acabar com a democracia e implantar a sua ditadura descarada.
Na ditadura, as armas garantem a exploração

Por isso, uma das tarefas mais importantes da classe operária é lutar para manter e radicalizar a democracia, mesmo burguesa. Para conseguir cumprir essa tarefa, devemos ampliar a consciência de classe entre os trabalhadores, educar os melhores trabalhadores na teoria e na luta, tendo como horizonte imediato a conquista do Socialismo. O aperfeiçoamento da democracia é a linha principal do desenvolvimento da estrutura do Estado socialista (que virá desmontar o Estado burguês). É sabido que a luta de classes preenche toda a história humana. Os Estados escravistas da Grécia e de Roma tremeram mais de uma vez, sacudidos pelas insurreições dos escravos. Na época feudal se produziram levantes em massa de camponeses. Desde o século XIX desencadeiam-se em todo o mundo lutas desenvolvidas pelo operariado contra a exploração urbana e dos camponeses pelo acesso à terra para produzir, pois no campo e na cidade, a classe exploradora tomou para si os meios de produção e os emprega para produzir a “sua” riqueza, mediante a exploração do trabalho das classes oprimidas.
Spartacus, líder de grandes rebeliões de escravos

A seguir: A luta de classes

Lições de Comunismo                número 41     

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