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Física I

Semestre Par 2011/2012 Componente prática

André Wemans ajw@fct.unl.pt

Sumário
SUMÁRIO
• Regras de funcionamento e de avaliação em Física I

• Criação dos grupos em cada turno

• Breve introdução ao tratamento e apresentação de resultados experimentais.

Física I – Aulas Práticas

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Regras de funcionamento
1. Os alunos serão distribuídos em grupos de dois elementos ou, em casos excepcionais, em grupos de três elementos. 2. Existem três momentos de avaliação: a. Execução e elaboração em grupo do relatório do primeiro trabalho prático. b. Teste individual sobre o tratamento de resultados experimentais. c. Teste sobre a execução em grupo e elaboração individual do relatório de um dos trabalhos experimentais escolhidos aleatoriamente. 3. As classificações em cada momento de avaliação são arredondadas às unidades numa escala de zero a vinte.

Física I – Aulas Práticas

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Não serão aceites justificações para eventuais ausências às aulas práticas mesmo que correspondam a momentos de avaliação.Regras de funcionamento 4. 6. mesmo aqueles com estatuto de trabalhador estudante. Física I – Aulas Práticas 4 . 5. incluindo situações de doença. Todos os alunos. Os alunos devem gerir a possibilidade de poderem não comparecer a 1/3 das aulas de forma a poderem utilizar essas faltas para eventuais compromissos ou situações imponderáveis. só podem realizar os trabalhos práticos e as provas correspondentes a cada um dos momentos de avaliação nas datas previamente tornadas públicas na página da disciplina no CLIP. O aluno tem que estar presente em 2/3 das aulas práticas excluindo as que correspondam a um dos momentos de avaliação. No presente ano lectivo este número corresponde a 5 aulas.

computadores portáteis. etc.Regras de funcionamento 7. não comparecer nessa aula b. se apresentar na sala de aula com um atraso superior a 5 minutos. por isso. Ao aluno é contabilizada uma falta a uma aula se: a. seja convidado a abandonar a sala de aula 8. devem ser guardados no local indicado pelo docente. sendo-lhe automaticamente vedado o acesso à mesma c. telemóveis. Os alunos só podem levar para o posto de trabalho o material estritamente necessário à realização das tarefas da respectiva aula. tiver um comportamento que o docente considere incorrecto e que. Física I – Aulas Práticas 5 . Casacos. mochilas.

A utilização de telemóveis na aula prática ou em qualquer um dos momentos de avaliação é interdita. 10.Regras de funcionamento 9. a anular imediatamente a prova de avaliação. Física I – Aulas Práticas 6 . O não cumprimento desta norma obrigará o docente a convidar o aluno a abandonar a sala de aula não lhe sendo contabilizada a presença para efeitos de frequência. no caso de um dos momentos de avaliação. Na aula ou durante qualquer um dos momentos de avaliação. o aluno deve manter desligado o respectivo aparelho e guardá-lo para que não esteja visível em nenhum instante. ser-lhe-á automaticamente contabilizada uma falta. Se um aluno se ausentar da sala de aula sem a autorização expressa do docente. ou.

com trinta por cento da classificação de 2. 12. arredondada às décimas e cinquenta por cento da classificação obtida em 2. 13. Física I – Aulas Práticas 7 . arredondada às décimas.c. Um aluno que tenha frequentado o número de aulas estabelecido no ponto 4 tem aprovação na componente prática da disciplina se a nota nesta componente for igual ou superior a 10 valores. arredondada às décimas.Regras de funcionamento 11.b. A nota da componente prática de um aluno que frequente o número de aulas práticas estabelecido no ponto 4 calcula-se arredondando à unidade o somatório de vinte por cento da classificação de 2.a. Um aluno que não frequente o número de aulas práticas estabelecido no ponto 4 não tem aprovação na componente prática.

Regras de funcionamento 14. Resumo das diferentes contribuições para a classificação final na componente prática de Física I Momento de Avaliação MA1 MA2 MA3 Descrição TE1 Teste sobre tratamento de resultados Teste do trabalho prático % na nota final da compenente prática 20 30 50 Física I – Aulas Práticas 8 . os calendários dos trabalhos práticos e das provas correspondentes aos momentos de avaliação e outros materiais de apoio para as aulas práticas serão disponibilizados na página da disciplina no CLIP. o manual de tratamento de dados experimentais. Os guiões dos trabalhos práticos.

TE3.Planeamento das aulas Semana 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Aula Apresentação MA1 – i MA1 – p Discussão MA2 (p. TE4 (p.i) TE2.i). (p. TE4 (i. TE3.5h e o turno par a 2ª. • (i. TE4 (i.p) TE2. (p. Discussão e MA2 são em salas diferentes do laboratório.p). 9 Física I – Aulas Práticas . TE3.p) indica aulas em que o turno impar tem a 1ª 1. i ou p são simultaneas para os dois turnos. • As aulas sem indicação de (i.i) indica o contrário.i) TE2.p) Demonstração Discussão MA3 – i MA3 – p Observações: • As aulas de Apresentação.

X. está sempre afectado de um erro. e=x-X • Como não se sabe o valor de X também nunca se pode saber o valor do erro. • Devido a vários factores que podem interferir com a medição e em última análise às limitações físicas dos aparelhos de medida o valor medido. e. Uma medição é sempre uma estimativa do valor da grandeza física Física I – Aulas Práticas 10 . x.Medidas experimentais • O objectivo de qualquer medição é obter o valor de uma dada grandeza física.

Uma medida experimental só está completa com a apresentação do valor estimado e da respectiva incerteza! • Por exemplo a medição de uma altura seria apresentada da seguinte forma: h = (5.4) m Valor estimado unidades Incerteza Física I – Aulas Práticas 11 .6 ± 0.Medidas experimentais • Da mesma forma que o valor da medição é a estimativa do valor da grandeza a incerteza é a estimativa do erro.

• No exemplo anterior estamos a afirmar que o resultado da nossa medição é o intervalo: [5. 6.Medidas experimentais • Assim uma medida experimental representa um intervalo de valores e não um valor exacto.2 .0] m Não esquecer que uma medida experimental é um intervalo de valores! Física I – Aulas Práticas 12 .

Medidas experimentais • Com o objectivo de introduzir os conceitos e tratamento de incertezas iremos usar nos laboratórios de Física I um método simplificado desta norma. Física I – Aulas Práticas 13 . Não esquecer que o método usado nas aulas práticas é uma simplificação.

7) x 10-2 s (60 ± 1) x 10-5 Kg Física I – Aulas Práticas 14 .06) m (3 ± 1) x 103 m2 (10 ± 2) Kg (9.3 ± 0.3 m • O valor estimado da grandeza é sempre apresentado até e apenas até à casa decimal da incerteza • Exemplos: (2.Propriedades da incerteza • A incerteza é sempre apresentada com um único algarismo significativo.02) m s-2 (2.81 ± 0.23 = 0.33 ± 0. • No cálculo de uma incerteza arredonda-se o seu valor final sempre para cima: – u(x) = 0.

Tipos de medidas experimentais • Podemos dividir as medidas experimentais em diferentes tipos: – Medidas directas – Efectuadas com aparelho de medição. Dentro deste tipo podemos ainda considerar: • Valor da medição obtido por uma única medição da grandeza física. directas ou indirectas. • Valor da medição obtido por várias medições nas mesmas condições. Física I – Aulas Práticas 15 . – Medidas indirectas – Calculadas com base no valor de outras medidas experimentais.

Neste caso pode ser 1 V.5 ºC ou 0. 16 Física I – Aulas Práticas . metade da resolução da escala própria do aparelho.Medidas directas • No caso de uma única medição da grandeza física calcula-se a incerteza com base na resolução do aparelho de medida. No caso dos aparelhos de medida digitais a resolução da medida é sempre a resolução da escala do aparelho.1 ºC No caso dos aparelhos de medida analógicos a resolução da medida poder ser menor que a resolução da escala do aparelho. Neste caso poderá ser 0. δ.

Medidas directas • Nos laboratórios de Física I vamos aplicar a simplificação de considerar a incerteza da medida directa igual à resolução da medida. Física I – Aulas Práticas 17 . Ou seja: Não esquecer que se trata de uma simplificação! Na verdade a incerteza de uma medição depende da resolução da medida e do tipo de escala usada.

Sm • O valor da medição vai ser dado pelo valor médio do conjunto de medições: ̅ ∑ Física I – Aulas Práticas 18 . calculada como anteriormente.Medidas directas • Quando se efectuam várias medições da mesma grandeza física nas mesmas condições a incerteza resultante vai ter duas contribuições: – Uma dada pela resolução do aparelho de medida. Sr – Uma dada pela dispersão dos valores medidos nas diferentes medições.

igual a ∑ ̅ 1 e a incerteza obtem-se pela seguinte forma: Física I – Aulas Práticas 19 . desvio padrão.Medidas directas • Sm é o desvio padrão da média e calcula-se da seguinte forma: com S.

. .Y. Física I – Aulas Práticas 20 ..Medidas indirectas No caso das medidas indirectas a incerteza é calculada pela formula de propagação de incertezas: ⋯ Sendo a grandeza Z função de X.

.. ou seja: Z(X. Y..) = ± X ± Y ± .Medidas indirectas Nas situações em que a grandeza Z depende de outras grandezas relacionadas apenas por adições e subetrações... A formula de propagação de incertezas leva a que: ⋯ Física I – Aulas Práticas 21 .

Medidas indirectas Nas situações em que a grandeza Z depende de outras grandezas relacionadas apenas por produtos e quociêntes. Física I – Aulas Práticas 22 .… … A formula de propagação de incertezas leva a que: ⋯ com a. ou seja: . b e c números reais e exactos. .

03) m/s Física – Aulas Práticas 23 . Por exemplo se nos for pedido para calcular uma velocidade em que obtemos: 1.023 = 0. Então juntando os dois valores vamos ter v = (3.01 ± 0.Como calcular 1. Juntar as duas informações naquilo que é o resultado experimental. u(v) = 0.03 m/s 3.0124 m/s 2. 2. Calcular o valor da incerteza final. No caso de cálculos apresentar o valor com mais um ou dois algarismos significativos do que normal. v = 3. 3. Primeiro calcular ou anotar o valor experimental.

Gráficos • O objectivo de um gráfico é a visualização fácil da relação entre duas grandezas. • Nenhum gráfico está completo se não contiver: – – – – – – Título Identificação dos eixos Unidades das grandezas em cada eixo Escala Marcação dos pontos Barras de erro (se possível) • Quando aplicável deve igualmente conter o ajuste de uma função – Mínimos quadrados / método gráfico Física I – Aulas Práticas 24 .

Gráficos Física I – Aulas Práticas 25 .

8 m s-1 – b = 13.Gráficos • Dos dois pontos da melhor recta (não são pontos experimentais) obteve-se os seguintes parâmetros da melhor recta: – m = 2.1 ± 0.0 m • Dos dois pontos da pior recta (não são pontos experimentais) obtevese os seguintes parâmetros: – m = 1.1 m s-1 – b = 2.3) m s-1 – b = (0 ± 2) x 10 m Física I – Aulas Práticas 26 .9 m • Assim estimamos para os parâmetros da melhor recta: – m = (2.

Bibliografia: • Tratamento de dados experimentais em Física I • Aula de apresentação Para uma introdução mais aprofundada ver: Manual de Tratamento de Dados Experimentais – Prof. Toda a documentação encontra-se no CLIP em “Documentação de apoio -> Protocolos”. Jorge Silva ATENÇÃO: Na cadeira de Física I usamos algumas simplificações em relação a este manual. Física I – Aulas Práticas 27 .

logo: 1 2 Física I – Aulas Práticas 28 .TE1.Medições projécteis θ A Mas x=A quando y=0 m.

TE1. É esta relação que vamos verificar experimentalmente no TE1.Medições projécteis Da equação em y obtemos o tempo de voo: 0 2 e substituindo na equação de x obtemos para o alcance: 2 2 Ou seja o alcance depende do modulo da velocidade inicial. da aceleração gravítica e do Sen(θ). Física I – Aulas Práticas 29 .

Como consideramos x0 e y0 nulos temos que ter o cuidado de garantir essa situação Física – Aulas Práticas 30 .Simplificações do modelo – neste caso estamos a desprezar a resistência aerodinâmica.Procedimentos da realização da experiência: . .Medições projécteis Experimentalmente temos que ter em atenção aos factores que podem influenciar os resultados da experiência.TE1. nomeadamente: .Medição do ângulo de lançamento .

Medições projécteis A execução do trabalho experimental consiste em: 1. Medição da massa da esfera 3. 1 medição do alcance para os ângulos de 35º. 30º. Física – Aulas Práticas 31 . 6 medições com um ângulo de 45º 4. 15º e 10º Os resultados em 3 serão utilizados para obter o valor de v0. Medições com a craveira e micrómetro do diâmetro da esfera – As medições do diâmetro não são necessárias para a realização do resto do trabalho. 2. 20º. Os alunos devem deixar estas medições para quando o docente for explicar o funcionamento da craveira e micrómetro ao posto de trabalho. 25º.TE1. Os resultados em 3 e 4 serão utilizados para obter o valor de g.