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o COLOSSO AMERICANO
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DESDE A ROI'dA antiga, nenhuma ilação se elevou tão acima das outras. Nas palavras da revista rite Econonust, "os Estados Unidos assomam como um colosso no mundo. Dominam a indústria, o comércio e as comunicações; sua economia é a mais bem-sucedida do planeta, seu poderio militar não conhece rival". I Em 1999, o ministro das Relações Exteriores francês, Hubert Védrine, declarou que os Estados 'Unidos haviam superado o st atus de superpotência do século XX. 'Atualmente, a hegcmonia norte-americana se estende à economia. él moeda. aos setores militares, ao estilo de vida, ao idioma e aos produtos de cultura de massa que inundam o mundo, formando o pensamento e fasci nando até mesmo os seus inimigos." 2 Ou, como

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Amcrica's World. Thc ECOIIOlII;sl, 23 de outubro de f 999. p.15. MARLOWE. L. Frcnch Minist cr Urges Grcarcr UN Role [O Count cr US Hypcrpowcr. TJ.c Ir;sl, Tillles, 4 de novembro de 1999. p.14. Em 1998. védrinc cunhou o termo "hipcrpoiência" p,ra descrever os ESI;I<loS Unidos porque "a palavra 'supcrpotêucia' IIIC parece dcmasiarlo liga,i;) ~ Guerra Fria c às questões mili rarcs". (VÉDRINE. 1·1. c MOISI, D.
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orC;/nf1tl!izllliml. VI.IShillgIOIl. D. C; nrookings IlIsti lU! ion 1'1l'~S. 2(l() I. p.2)

. I. ct aI. 11/11 homem forte e honesto reorganizará a Rússia pós-Yclrsin para que um novo rival dispute a influência internacional"."/llIcacsc. 2000. p.mas desde que aprendamos a utilizar o nosso poder com sabedoria.. Whcn Sllarlillg'. Nas próximas décadas. W. h. provavelmente. cio Cairo a Caracas. a índia e a China "para criar um contrapeso neste mundo que agora se mostra perigosamente unipolar ". as outras se unem para contrabalançar esse poder.5 hilh. Evenllllies Rcscnt U.29. rI/lIr)'. 7 3 KAGAN. A globalização traz a etiqueta 'Madc in USA". a desacclcração da economia e o desgaste imperial.//llrrlltlliollfll St'CIIl'jry. Wcck in Rcvicw. Thc Neli' Unilat eraíism. CU]]] U/II govC/'ll() ainda aurorit. a preponderância norte-americana avançará século adentro . 7 KRALJTIIIIM~IER. Camhndgc.23-3.. 10 11 WALTZ. C. Domiuancc. considerando-se realistas. I Sem sombra de dúvida. C.O.. pode-se citar o jornalista i ndiano que preconi za um triângulo estratégico li gando a Rússia. R.. muitos a nali stas 5 CI. 1\ estratégia recomendável consiste em conservar a nossa força e em nos envolvermos apenas seletivamente com o mundo. Nós devemos nos recusar a bancar o "dócil cidadão internacional [ . 11 Na minha opinião. Mesmo an rcs de serem bro de 200 I.. KHI\UTIIII ~lI\IEI(.·16. A revista alemã Der Spiegel publicou que "os ídolos e ícones americanos cstão moldando o inundo de Katmandu a Kinshasa. entendiam quase como urna lei natural da política internacional que. a tarefa mais urgente da nova administração é rcafirmar a liberdade de ação americana".lnslilulions.io de habitantes.g" IIl). Scralegic Rcstraint. OIl-lTlI-/{IIY. rire N<lcio. 11/: IlROWN.uio.."". Em sua ~linjão. Mil: MIT Prcss.. IVIIS". "O atual sistema internacional erige-se não em torno do equilíbrio do poder. o magnata editorial Henry Luce atreveu-se a proclamar o "século amcricar. 309: também na perspectiva Iibe/al. M.y. L. J Cedo ou tarde. a despeito do terrorismo. inverno de 1998·99. Ovcr.. quando urna nação se torna excessivamente poderosa. outono S de 19YX. .3. lll'i\I(j\PUXU·i)U I'UIJLI( Af\lEHICIINU 27 preferem c/ois triunfalistas americanos. lil Mesmo fontes amigas como The Economis: reiteram que "o mundo de urna única superpotência não pode durar. TI".1'. com urna economia em franca expansão e. 1'. muitos vêm alegando que a globalização não passa de um disfarce do imperialismo norte-americano. a China.' doíl~ prova."t Securic. Em fevereiro de 1941. Hegi()ll~lIIIHl'gr. os Estados Unidos são a potência número um no mundo.. que asseverou numa conferência de produtores de petróleo: "O século XXI deve ser multipolar.j 26 jOSEPII S. diante de reveSCSCOIllO o Victnã. p.I/ú. (Cin~apur. rire E'O/IOII/. No entanto. 1'. ] O novo unilateralismo reconhece a unicidade do mundo unipolar que atualmente habitamos e.\: I. 1'. Afler Pax Americana: Bcuign Powcr.j. com mais de um 1. CIIÁ VEZ. J. C. Ncw lork Tilllos. assinala o verdadeiro começo do pósGuerra Fria na política externa dos Estados Unidos". ed.1. apud ItOTllER.· (// Src.43-78. 6 WOI-IÚ'ORTII.\I ion ~llld Thc Sourccs of Srablc MulripoIJrity.l). r. 700. c KR]STOL. primavera de 1993. 8 de junho de 2lili I."essa posição foi q u estionada por muitos . 2'1 de setembro de 2000. S.'''''''''''' I\)/. p.305.'s. Choitrs. i cv.'cy. C. "li" Oil. G. KUPCHAN.1< lí"lr.t\NE. mas em torno da hegemonia americana". and lhe Pcrsistcncc ofllmerican Posiwar Ordcr.o".. The Prcscnr Daugcr.. 4 de novembro de 1997.IKENBElWY. Outros argumentam que o poder norte-americano é tão grande qlle durará décadas e C)ue o momento unipolar pode ser uma era unipolar. no início de 200 I..5-51. 25 de dezembro de 1998. I-I. decerto tentará afirmar os seus interesses ( . 1'. Thc t lnipolar lllusiou: Why Nc\V Grcat Powcrs Will Arisc. e cabe-nos lutar pelo desenvolvimento de um mundo assim". quc "depois de uma década em que Prometeu se fez de pigmeu. o atual predomínio norte-americano é c@. K.~CO/l POSl.tanto liberais C0l110 conservadores . \Viii Drcam Partncrship Bcromc Real i11' Tire 511'''. inverno de 19"()·~ I. Charlcs Krauihammcr afirmou. NYE j n. a Small Counr ry . primavera de 20()(1 4 OROZOIAK. P»lili«// Sei.1'. K Globaiizmion and'Govcmancc. no fim da década de 1980." À medida que aumenta a inrerdcpendência.". IVmhi/lsco/l nHC. É notoriamente difícil prever a ascensão e aqueda das nações.rCel'lracio. :\. Srability 01' a Unipalar Workl. dezembro de 1999. mas quanto tempo há de durar esta situação e que devemos fazer com ela? Alguns críticos e estudiosos dizem que a nossa supremacia é o mero resultado do colapso da União Soviética e que este "momento unipolar" será breve.17..I. 13 de março de 1999. ~/ OLl o pronunciamento cio presidente da Venezuela. Stnllcgi.I1l~tE. W. JIICCflI<lC. A Ma" with Big ldcns.que./I./. desse modo. S. W. '1 li" Unipolur Momcm .

1I1 Society: A Vcnrurc in Social Forccasting. Quando a Grâ-Bretanha perdeu as colônias americanas. 1985. I. a prosperidade em crescimento constante.ty. rcv Nova )'01 k: Ilill and Wallg.i\N. E tudo isso seria um erro . B. 1500·2000. N I I: J 1(. No âmbito nacional. o comércio estava em expansão. não foram os primeiros a se equivocar. Alller. Nova \'ork: Knopf.. julho-agosto de 1994.. Nós seremos melhores ao ingressar no século XXII Os apócrifos do "Ioguc Berra" dcsaconsclham as previsões. as menores causas podem produzir os maiores efeitos./llclI(5: . L.I Fali ol. I'> E estes são. A globalização econômica retrocedeu e só em 1970 voltou a atingir os níveis de 1914.J. lntroduçãcpassim.II& 0IPost·llldllstr. não há um futuro único. maio de 1988. n". P. 11 TUCHM. Não podemos ter a pretensão de antever o fu turo. Nova York: Random Housc. e a Grã-Bretanha tinha um império no qual o sol nunca se punha. a reação humana à própria previsão arrisca impedir que ela se torne realidade.(.22I.((I .tdosa do poder americano ter-nos-ia poupado daq uclc retrato equivocado do declínio dos Estados Unidos. tão i nsignificante quanto a Di narnarca ou a Sardcnha.. Horace Walpole lamentou a redução do país a lima "i Ihota miserável ". a persistência da tutela parcrnalista sobre as colônias asiáticas e africanas por parte da Europa ocidental. Mas não temos escolha. 13 MAIHILLA ANO KIELY. The Futuro ofWorld Poli: iC5: \ViII 1I Rcscmblc I hc Past? IIIt"". "Em 1900. partircularrncnrc as do futuro. os mais responsáveis estudiosos da política c da economia certamente teriam descrito a perspectiva do século XX como a continuidade das rivalidades imperiais num mundo dominado pela Europa..h. mas podemos traçar nOSSélS imagens com cautela a fim de evitar algllllS erros COIlIUI1S. The Rise ". Do mesmo modo. INC.o.C ClwIIS"\IId Mi/.. Grelll POII"CI"S: ECOIIOIII. 12 As pesquisas mostraram que metade da opinião pública também achava que o poder e o prestígio da nação estavam minguando. 1987. MA). E qU:1I1do as pessoas estão envolvidas. Em 1985. HELL. Nova York: Simon and Schusrcr.lar)' COlljli(( [nnn Lawrcncc "Ioguc' Berra. Quanto à complexidade das projeções. em certos aspectos. Inmoso jogador dc beisebol novaiorquino (N. As finanças mundiais apoiavam-se no padrão-ouro. 1'. S. a derr~os impérios europeus e o fim da Europa como árbitro do poder mundial.1 28 J U~ i: I' I I S. TIIC Zero 5111/1 Solntion. agosto de 1988. são essas imagens que orientam a política e nos mostram como usar o nosso poder sem precedentes. tão intensa quanto hoje.i uma década. 20[JO. no século XVIII. .rirlll 5n. 8.(1111l Trllk SCCl/r. o economista Lester Thurow perguntou por que nós entráramos em decadência em apenas cinqüenta anos se Roma havia durado um milênio como república e império. \V. nada dura eternamente na política mundial. II Sua perspectiva estava i mpregnada da visão então comum do comércio colonial e era incapaz de prever a Revolução Industrial que daria à Inglaterra um segundo século 'de grande hegemonia. cf também jERVIS. Há ' . 1999 [1973]. O. Olll"bl. Por outro lado." É claro que o que se seguiu foram duas guerras mundiais. as grandes enfermidades sociais do fascismo e do COmUl1iS1l1O totalitários... p. R. J) Os arautos da decadência. Nova York: 15 Ilasic Bocks.) PFAFF. LJ passaram a achar que o prognóstico de Luce tinha sido um erro.. (Bosron..1 5ecur. sem dúvida.11 tire Nt'I\' C('Iltury.. Quando os sistemas envolvem interaçõcs e fcedbacks complexos.. a imigração atingira níveis inusitados. o aumento do conhecimento científico voltado para o bem da humanidade etc.\l1Il'1'. há uma mulriplicidade de futuros possíveis. Naturalmente. o líder da revolução global da informação. 1984. lHUROW. que há um decênio ocupavam as listas dos livros mais vendidos. TI •• M"rch "IFol'r Froni Tioy 10 Vielllnll\. uma análise mais cuicl.. . 16 17 .I)'. E. cd. 6. Mais recente- 12 KENNEOY. É perfeitamente concebível que tal coisa tome a acontecer. e a qualidade da nossa política externa pode tornar alguns mais prováveis que outros. cf. Pccring imo lhe Futuro. Foreis" NI"in. a globalização econômica era. e n".280. NYEJR. l l. Como escreve o autor William Pfaf].. TIl. os dccadistas norte-americanos não conseguiram compreender que lima "terceira revolução industrial" estava prestes a oferecer um "segundo século" aos Estados Unidos. inverno de 1991-'12.> CO\ll. ~ com imagens do futuro na mente é uma condição necessária ao planejamento das ações.J/ll século.

os Estados Unidos e a União Soviética passaram a dispor não só dc poder industrial como também de arsenais nucleares e mísseis intercontinentais.Jra obtê-los. os fundamentos do poder têm se afastado da ênfase na força militar e na conquista. No meado do século XX. Aquele tende a produzir um comportamento excessivamente cuidadoso e capaz de minar a nossa influência.0. vigor econômico. este pode gerar uma ausência potencialmente perigosa de contenção. por isso é comum simplificar a definição de poder como a posse de quantidades relativamente grandes de elementos tais como população. os Estados Unidos eram a maior potência depois da Primeira Gucrra Mundial.Jc!. A história da Guerra fria demonstra que as armas nucleares se revelaram de tal modo temíveis e dcstrurivas que acabaram se tornando um 'H '1'1\ I'I. constituída de mercenários). a população era um recurso de poder decisivo porquc provia . I •. 19·L~·1 'J/8.xxix. 1\ . mudar o colllportalllento dos outros p. mas que significa o poder? Em termos simples. Nas economias agrárias da Europa dos séculos XVII e XVIII. assim como uma arrogância que também ameaça dissipar a nossa influência. a importância C. força militar e estabilidade política.1 JU J 1.OR. p. posteriormente. é a capacidade de obter os resultados desejados e. com o dcscnvolvimcnro das tecnologias.. Mas. No decorrer dos séculos. Por exemplo.. Por exemplo. no século XIX. Sc você mostrar essas cartas. Tradicionalmente. Obviamente./. a Alemanha. mas nem por isso conseguiram impedir a ascensão de Hitler ou Pearl Harbor. Mas ajuda muito já começar com as canas altas. as fontes de poder se alteraram. e a promessa de ajuda econômica à devastada Servia venceu a resistência inicial do governo desse país a entregar Milosevic ao tribunal ele Haia . território. I !JS·1. acaba perdendo mesmo assim. É importante evitar os erros tanto do decadisrno como do triunfalismo. se neccssário. as armas nucleares foram uma das causas.. recursos naturais. Oxtor d: Ox J<JI'd Uu iwrsi I Y ". porém. que utilizou a administração eficaz e . Hoje Clll dia. o poder significa estar com as cartas altas no jogo ele pôquer internacional. . promover os nossos valores ~ rumar para um mundo melhor nas próximas décadas. IR A guerra era o lance extremo. é bem provável que os outros "passem". Paradoxalmente.1I 1:"1""/. Til" Sr fll!:. o poder militar da OTAN deteve a limpeza étnica de Slobodan Milosevic em Kosovo. c esta combinação de homens e dinheiro foi a vantagem da França. o teste ele uma grande potência costumava ser "a força bélica". se jogar mal Oll for vítima do blefe e da trapaça. que dominava os mares com uma armada sem rival.]s ferrovias para transportar soldados e obter vitórias rápidas no continente (muito embora a Rússia tivesse população e exército maiores). as previsões exatas do terrorismo catastrófico não foram capazes de impedir uma tragédia que leva alguns a prognosticar uma vez mais a decadência.] base dos impostos c do recrutamento cf. com o advento da era nuclear. podemos tomar as decisões mais acertadas para proteger o nosso povo./. OSS.J vez maior da indústria beneficiou pnmcirarncnre a lnglarcrra. for AltrsrCl j. Com uma análise cautelosa._ -'" mente. . A capacidade de obter os resultados desejados freqüentemente vem associada à posse de certos recursos. Para transformar os recursos potcnciais dc poder d() nosso país em poder concreto são necessárias uma política bem elaborada e uma liderança ca~z. ou pelo menos deixa de obter o resultado desejado.] infantaria (em sua maior parte.' • . Neste sentido. e. no qual se jogavam as cartas da política internacional e se provavam as estimativas de poder relativo. AS FONTES 00 PODER AMERICANO fala-se muito no quanto os Estados Unidos se tornaram poderosos nos últimos anos. L I J I J. Convém iniciar essa análise com um exame das fontes do poder americano.

c~( NYE JR. mente debaudo cnrrc os rcór icos.tgl'11J ao criar <I Ls(n. Uma terceira causa importante são as mudanças sociais no interior das grandes potências.21 O Japão imprrial rcrorrcu àquela ahoref. mesmo esperando baixas: a prova está na Guerra 00 Golfo e no Afeganistão de hoje.õ.~ Srale. J. há três tipos de países no mundo atual: os Estados pobres. cap. era mais barato ocupar o território de outro Estado pela força do que desenvolver () sofisticado aparato econômico e comercial necessário pa ra extrai r beneficio do i ntcrcârn bio comere ia 1". ROSECRANCE. na América do Nort ~ e no Japão. 1999. Mas a ausência de uma ética guerreira nas democracias modernas significa que o uso da força exige uma elaborada justificação moral para garantir o apoio popular (a menos que a sobrevivência esteja em jogo). T. continua sendo aceita no segundo. Nova York: llasic Books. Ti. A intimidação funcionaria com a maioria dos Estados. CO/110 disse Thomas Fr iedman. o poder coronial não só é amplamente condenado como também caríssimo: foi o que as duas superpotências da Guerra Fria tiveram de aprender no Vietnã e no Afeganistão.. a não ser nas circunstâncias mais extremas. Mesmo porque ainda resta à revolução da informação transformar a maior pane do mundo. Nova York: ~"sic Books. a menos que a sobrevivência esteja em jogq. Nova York: Free Prcss. Tlh'l.)'. Grosso Iilodo.2. O uso da força é comum no primeiro tipo de país. 1986. 19SG. Nuv.zlIllIIrl. Hoje é difícil imaginar um cenário em que o Japão tente colonizar os vizinhos aLI tenha êxito em semelhante aventura. Nas palavras do diplomata britânico Robcrr Coopcr. r Rise of ri" 1i'"dill. fracos e pré-industriais. que tornou mais difícil para os impérios governar as populações despertadas. FHIEDMAN. Isto não significa Cjue elas não se disponham a empregar a força.11. mas n possi bi I idade de acidente e perda do controle aumentaria. 19 Se isso vai mudar COI11 a proliferação das armas nucleares em mais Estados é acalorada- 21 22 MUELLER. O colapso do império soviético seguiu-se ao fim dos impérios europeus em questão de décadas. mas é pouco I tolerada no terceiro. levando-o a ser a segunda maior economia nacional do mundo.f. )'. S. contudo. 19 Urna segunda mudança importante foi a ascensão do nacionalismo. nada disso sugere que a força militar não exerça nenhum papel na política internacional ela atualidade. As sociedades ós-indu~triais as iram mais ao bem-estar ue à lória e não tolcran~ baixas elevadas.)J t estorvo: excessivamente custosas para ser empregadas. 211 A guerra não se tornou impossível. Mesmo os países não democráticos. "elreM [1""" dno/lIScllly: Tlte Obso(escc/lcc O[Ml~(" lVí11'. são obri gados a 1 cva r em conta o seu efeito sobre os objetivos econômicos que perseguem.\ coação elas forças sociais dcmocrrir icas. N"df<lr Ellti(s..i Y(lIk: 1". e as sociedades pós-industriais que prevalecem na Europa. 23 Srraus and Girou x. 21 Finalmente.1 de Co-prospcridadc da Grande Ásia nos anos 30. J. 1989. e a Grã-Bretanha dominou a Índia com uma força colonial correspondente a uma fracão mínima da população autóctone: Atualmente. o papel de Estado comercial que passou a desempenhar depois da Segunda Guerra Mundial permitiu-lhe muito mais sucesso. menos sujeitos à coerção moral popu lar no que se re (e re ao uso da força. os países são disciplinados por uma "multidão eletrônica" de investidorcs que controlam o seu acesso ao capital numa economia globalizaela. No século Xl X. o emprcgo da força põe em perigo as metas econômicas da maioria das grandes potências atuais. Londres: Demos.1 20 COOPER. mas é muito menos aceitável hoje do C]uc era há 1I1ll ou mesmo há meio século. os Estados industriais modernizantes como a Índia ou a China. .22. 160.\lb fH1C1 tire O/H'f ]j"f(': llmlcnf(lIItli"t! (.111. Como se mencionou acima. R. que muitas vezes são os caóticos remanescentes dos impérios derruídos. "Grande parte dos Estados mais poderosos jJ não quer lutar Oll conquistar". 2000. l"ltc/'''SflllOclrfll Srlltrn/ld Iltc IVor/ri Order. alguns aventureiros conqu istaram a maior pane da África com um punhado de soldados.fol. Acerca do meu ponto de vis(a.16.. ~l E Richard Rosecrance escreve: "No passado. . Muitos J:slados não sofrem .c. COl110 .

1 S inrc macronais c. onde as gllt'rras civis ameaçam os 11".. "1.1. resultante do medo que a ascensão da Chi na provocará nos Estados Unidos. todos os países dependem. Afinal de contas.XiSICIl(CS lado a lado: o Ociclcun. na Europa ocidental ou entre os Estados Unidos e ojapão -.(: /. em 1993. como os terroristas.~C/u/.".(c o hClllisfi'rio ocidcmal).nnglll"".id.' 2S 26 Tur idiclcs.1 'I.. /\ geoeconomia não substituiu a geopolítica. os agentes não estatais. na Grécia antiga. 1'. ' aprendeu o Kuwait com o vizinho Iraque. J' 1I .d.J ÍlHhlsHi..ll1lo pemllle os objetivos econômicos passaralll a ganhar vulto nos valores das sociedades pós-industriais.• rnry olt/'l' PdC1/1()I1I1('sinn \\'111.u Alemanha passou a temer a asccllsâuda kússi«. k: \VUO/)WI\I(/)..."1 y.E. Nova York: I. os Estados Unidos t ên: melhores condições que a Argentina ou a Tailândia de impor seus próprios termos. e os grupos terroristas pOL!CO se i rnportarn com as coerções normais nas sociedades liberais.fri'cl. onde é possivc] o cOllllilO l'sl rall'f. evidentemente.L E. o NYE JR. lhe !I.. c iI 27 KEOIII\NE. PrJll"er II/"I//llcnt. lX Todavia. vcrâo de 20111.LJ )". 21 A Primeira Guerra Mundial muito ficou a dever à ascensão da Alemanha do kai scr e ao receio criado na IngLllcrra. UI11 ele seus assessores afirmou. os mercados coagell1 os diferentes países em diferentes gr<1us.Is de terro.1 II . é bem possível que reduzam o poder quc outras nações têm sobre eles. Na imortal descrição de Tucídides. Ademais. J . Abundam guerras civis nas muitas partes do mundo em que os impérios desagregados deixaram vácuos de poder.' .«. que queria ser "o mercado" na próxima cncarnacáo.1(05 Estados pós-coloniais. uma vez que. Ademais. '.I\.. exasperado. por mais vagos quc sejam os limites que as separam neste inicio ele século.. (.ictl. vínculo é direto. lhe Nat imlrlll"Irrrsr.diza(Hl progredia e se (OIlSlrlli. Às vezes. Rcx Warncr. 27 Num mundo de globalização econômica. marcado pelo ronllit» religioso. até certo ponto.lgar o prcço de ()plar por sair do mercado. inibir ameaças e assegurar o acesso a recursos índispensáveis/xorno o petróleo do Golfo Pérsico.por exemplo.p"'/llmcr.. Mesmo nas regiões em que o emprego direto da torça está em desuso entre os países . Amcrica ai li u : I\I'L·X. o oxigênio é abundante e recebe pouca atenção. Desdenhar o papel da força e a importância central da segurança seria o mesmo que desdenhar o oxigênio. Quando o presidente Clinton estava empenhado em equilibrar o orçamento federal.1ncle elo mercado comercial e financeiro.hi' 0"'1"" \ vi.. 2'. 3.302. está presente no pensamento íntimo dos estadistas. cnp. Hcnry Ki ssingcr apresenta quatro si 5 Il:111. S.t vez.'!.. N"".11'. Como afirma o Departamento de Estado. [lJ72. Á. Tr. 2X CI\I\VIU .lIll as l'SI rad. i/I" / / •• . .1. •. 1 99·1.ondrcs: PL'uguill. o Oril'IIIL' 1\. . aumentam a influência dos Estados Unidos sobre os seus aliados.. as sanções econômicas dos Estados Unidos surtiram um efeito insignificante na questão do respeito aos direitos humanos no isolado ° 2.lllll'dida que.11 "I Se""SlL"r. o poder econômico tomou-se mais importante que no passado. este era o mais poderoso elos personagens. Por exemplo.am crises militares. t ant o em virtude cio aumento relativo do custo da força qll. caracterizado pela paz dcmocrát ica: a Ási.. LIma das missões das tropas americanas baseadas no ultramar é a de "moldar o meio ambiente". Há quem preveja UIll<1 dinâmica semelhante neste século. p. não conseguimos pensar em mais nada. ao longo da história a ascensão de novas grandes potências costuma vir acompanhada de ansiedades que às vezes prccipi . a maioria dos países da Ásia oriental aceita de bom grado a presença das tropas norte-americanas como garantia conrra os vizinhos suspeitos.1l·dio.. se os países pequenos CSI ivcrcm dispostos a p.od. com mais freqüência.1. Hi . R. Dito isto. Some-se a isso que a força militar ainda pode ter L1m importante papel político entre as naçõcs avançadas. têm a possibilidadc ele recorrer à força. a Guer ra elo Peloponcso.I Simun . 21l1)(1. Const it ui ncio lima parcela tão gr. O. l. 2'. por su. J. foi causada pela ascensão do poder de Atenas e o temor que ele suscitou em Espana. Mas quando as circunstâncias se alteram e nós começamos a sentir falta dele. Em circunstâncias normais. de forças de mercado que lhcs escapam ao controle direto. E.

h ln...1 aquiescência e à imitação.II.dl'lUll1lillal i li! I 1990.Z. os nortea/llericanos são tão poderosos por9ue conseguclll "inspirar os sonhos e os desejos alheios. admirando os seus valores.i( I\{)ok. 1'01 outro lado. Se cu conscguir lev. seu poder sobre eles será maior e mais duradouro do que se confiarem unicarncn tc nas palmadas. COIllO veremos no próximo capítulo.nUI n dill"nd SÓt'/ICC Hc.".". E.II' 1'. cf./: Thc Changing Naturc "I /\». embora as sanções econômicas possam desarticular os terroristas não estatais.rccisarei abri Tá-Io a fazer o ue você II~() quer.. c u r. 29 Para um« discnssâo mais detalhada.I out fa íacc do poder" (I k(isi()11S anrl Nondcri- siulls: Ali 1\1). 1120 .'I.. a lidcrança IlOS custarc1 1I1e1105. o oeler brando é mais lle ersuélsão ou ue éI Gl -. imitando-lhe o exemplo. 3.623--12) ".é1cid. S. O poder brando emana em grande parte dos nossos valores. cap.. porém é um equívoco encarar com demasiada estreiteza as dimensões militares do poder americano. é possível que um país obtenha os resultados.4.]de de Illover as )cssoas 1cla ar '1I1l1enla ão. NYEJ R. Que quer dizer precisamente poder brando? Tanto o poder militar como o econômico são exemplos do dum poder de comando quc se pode empregar a fim ele induzir os demais a mudarem de posição.jc1\'. fi. uma ideologia c instituições at rac nt c s. é difícil mc di-l o e manuscá-lo e não atinge a todos.. dou o nome de poder brando. há muito que os líderes e pensadores políticos como Antonio Gramsci COIllprccndcram o poder que procede de definir a pauta e determinar o a rcabou o de um debate..lr o poder brando..11)"1 IGII F. este aspecto elo poder . Mas a exceção confirma a regra. embora sej. Do mesmo modo.u1 ICH'OIk.O poder brando não é simplesmente sinônimo de influência.11""-' N""a YorL na. o poder brando se arrima na capacidade de definir a agenda política para formar as preferências dos demais. se criarem os filhos com as convicções e os valores certos. Valores que se expressam na nossa cultura. nos cortes de mesada c em tirarlhe s a chave do carro. Tal como o amor. H. é igualmente tão importante estabelecer a agencia na política mundial e atrair os outros quanto forçá-Ios a mudar mediante a ameaça ou o uso c!. A óbvia preferência de Saddam Hussein por sua própria sobrevivência. sei .n Ill' j\'11 11((\11 H. BOlmd to te". Mas existe UIll modo indireto de exercer o poder.1 UIl1. jlJ Myanrna.1 fonte de influência. No âmbito pessoal. () gOVCI'll0. O poder mili-tar continua sendo crucial em determinadas situações. significou que mais de uma década de duras sanções não consegui u desalojá-Io do poder..uubcrn posso inllucuci. E <1 arrncão geralmente leva .15 vezes acha difícil controlar c elllpreg. Na políuca mundial. :\"It.í-lo a quererfazcro que eu lIcro. Como lamenta Hubert Védrine. mas isso não diminui a sua importância.JS armas militares ou econômicas. se os Estados Unidos quiserem conservar-se fortes. Afinal. graças ao domínio das imagens globais por intermédio do cinema e da tclevisãoc porquc..i-Iu COIII allleaças c ITcolllpellsas. Neste sentido. 2'1 Ele coopt a as pessoas em vez de coagi-Ias.levar os outros a qucrer o que você quer -. precisamos dar atenção também ao nosso poder brando. aspirando ao seul nível de prosperidade e liberdade.i. r': ac"apacidade lk seduzir eatrair. na política que adoramos intcrnarncru e e no modo C0l110 nos comporfJIllOS internacionalmente. os pais habilidosos sabem que. 1I111 grandc nlJnlCl'O de estudantcs de outros paíscs vão concluir os estudos nosEsç o PODER BRANDO No meu ponto de vista. O poder bruto se apóia tanto em induções (a cenoura) como em ameaças (o porrcic). li "I"a elabora o '1m 1\:ler cmhro dc I ~63. pelos Illesmos motivos. que quer porque os outros desejam acompanhá-I o. 1'. não cOllscgue inibi-Ias. j. A capacidade de estabelecer as preferências tende a se associar a recursos de poder intangivcis C0l110 uma cultura. em detrimento do bem-estar do povo iraquiano. Se os Estados Ul1iclos representarelll valores que os outros queir<1l11 adotar.

como a ajuda econômica e o esforço pela paz . E alguns países podem ser atraídos por outros. IlO caso dd C.} o:C:I"(id:l pl'lõ! ruhur. a Holanda e os Estados escandinavos.•• i." as. Mas iI as.. (11111<1 clpacidadt' til' 1I1:1ilipular:l . é menos provável que tenha de mudar. par. a União Soviética ficou despojada de boa parte do poder brando ao invadir a Hungria e a Tcheco-Eslováquia.«]« :.11 illg. 11111 país pode ai ruir our ros pelo poder de (0111<1llClo. .J \.u) g.l o seu próprio risco. 11.3.Jpacidadc de moldar O que os demais 'lucrem . Em resumo.l .A verdade é qlle a política imperial do poder bruto soviético solapou o poder brando. Por exemplo..l'Õ prcfcrcncias POI<JlIC das n. os mesmos recursos de poder chegam a afct ar Iodo () cspeclro do comport amc nr o.' .(r 0/ C. csrabclccimcnro da age lida.UIH.jo li~'úes que os uuilnrcralistas esquecem.. o Vaticano não se viu privado dele por ter perdido os Estados papais na Itália.()ci.u.q~l·lld. .1I dl'!Cllllill. Hitlcr c Stalin tcnr arnrn desenvolver (ais mitos. poli! il'~IS de 11111(10 . 01'.i r objct ivos próprios modificando o cOlllporramcntu alheio.u ulo I cndcm a se associar ao comportamento do poder de cooprnção. tanto na IIJIUrCl<l do compon . Inversamente. corno o Canadá.1 pl'nnil ir a III il referi'lIlÍ. irradia-se com uma imensidade vista apenas na época do Império Romano .: é suíicicnu-mcun. o poder brando dos Estados Unidos "se avulta ainda mais que seu poderio econômico e militar.n.J . O poder de comando .)'" I " : ~ " lados Unidos". Se apoiar instituições que estimulem os outros países a canalizar ou lirnirar suas atividades do modo como eleprefere.1 langibil idade dos I'C(lI r50S. Mas o pode r br. pelo mito da invcncibilidadc ou da incvirabihdadc. O podei de cC)opração'-. a instrução superior e a política externa contribuem com o poder cio nosso país em muitas áreas.r~Bretanha.ld.J. mediante o poder bruto. No século XIX.Soôaç. mediante o m ito dJ invcucibilidadc.. ao passo ljllL' os (10 bruto gcralmeurc se associam ao «uuponamcnro de comando.J fim de csrabck-ccr ius ruuiçõcs que postcriormcurr vem a ser cousidcradas legítilllélS. A Grâ-Brctanha elo século XIX e os Estados Unidos ela metade do XX dilat aram seu poder criando normas cconómicas internacionais e instituições liberais adequadas às csrruuuas liberais e democráticas do capitalismo britânico e norteamericano: () livre comércio e o padrão-ouro. a universalidade da cultura de UIll país c sua capacidade de estabelecer UIlJ conjunto de normas e inst i ruições favoráveis que governellJ setores de atividade internacional são fontes decisivas de poder. induçâo. Ambos são aspectos da capacidade de alcançarmos os nossos objetivos afetando o comportamento dos outros.l.'S dei Xl"11 rh.rende a arrimar-se na coerção ou lia iudução./ob"liz. As torrn. p.:prl'ss. Os valores da dcmocraCi.io pan:CL'1l1 n:. É claro que os poderes bruto e brando estão relacionados e se rcforçarn rnutuamentc.11 ração. Por vezes.1IllCJ1(' corno /1.p('1a idl'ol( )gl:I. poder de coopração.mdo não é o mero reflexo do bruto.ío.. têm uma influênr ia política maior que seu peso militar c econômico por incorporar causas atraentes . Se conseguir estabelecer regras internacionais compatíveis com a sua sociedade.if. ItI O poder brando é uma realidade importantíssima.. erudita ou não.'1I10 cru rc o poderde comando c O de cooptaçâo aliuh. A culrura americana.1 d. Os rccui sos de poder hr.apóia-se Ou 11. Contando ele com uma cultura c uma ideologia atraentes.I: poder de conun. por mais que seus recursos econômicos c militares 30 VÉDJ<INE. FnlllCt" ill 111' ". o fundo Monetário Internacional. O país que collseguc legitimar seu poder dOS olhos dos dcrnai s encontra menor resistência para obter o qlle deseja. da lillL'ItLtdc Il('sso.J L I j 1.1 a[Llç~(.ls escolha·. írcqücnrcmcnrc expressos na cultura popular americana.ula a podL'r bruto L' brundo .1 (.:. da coerção à atraçiío. cit. Na opinião do jornalista alemão joscf joffc.d.mas COIll uma .a suas definições de interesse nacional.·' I Um país que sofrc dcclínio econômico e militar e~~á sujeilo a perder tanto :l capacidade de moldar a agenda inrernacional como a força de atração. coerção.di.rzcr 1'0111 qlll'lI~ agl'IIH . Também é possível utilizar o poder bruto para erigir impérios e instituições que determinam a agenda dos Estados menores .lo é iIlIPl'IIl:it:1. na mobilid. os outros se mostram mais dispostos a acornpanhá-lo.como testemunha o domínio soviét ico sobre os países da Europa oriental.uu-sc IIUIlLI série eU1I1 íllU.-. Mas a rc~a~·.IÚrll' pa r.d c d."i"I1. dificilmente lerá necessidade ele recorrer às custosascenouras e porrctcs. c às vezes é possivcl utilizar o poder de comando .rs de (Olllpurt. a Organização Mundial do Comércio e outras insr ituiçôcs no cios Estados Unidos. ) I i\ diferença cur re poder bruto c poder brando é de grau.1 abn-vi. Ambos são aspectos ela capacidade (11. E certos países.J!wrltlra. cont inuas scm a crescer.<I capacidade de mudar o que os DuHOS íazen: -. S.

•. a democracia). Grande parte da África e do Oriente Médio continua à mercê de sociedades agrícolas pró-industriais. Ndl jo". e isso limita a transformação do poder.I.1 oferece urna descrição simplificada da evolução das fontes de poder nos últimos séculos. são um caminho seguro para minar nosso poder brando. O modo como os outros reagem a ele (em igual importância na questão da estabilidade e ela govcrnança na era da informação global.. O poder na era da informação global está se tornando menos tangível e menos coercitivo. a arrogância. Pela influência do nosso exemplo.. em semelhante mundo. Outros países.. nenhum país é mais dotado que os Estados Unidos.ai<l (lI ~II. H. Pelo contrário.continuam sendo relevantes. Alguns ativos deste último (como as forças armadas) são estritamente governamentais. nas três dimcnsôcs -. Os valores que o nosso governo representa em seu comportamento interno (por exemplo. boa parte dos recursos do poder brando está separada do governo americano e só corresponde parcialmente aos seus propósitos. a persistirem as atuais tendências econômicas c sociais.'/ ///1 cr. ~1 Num mundo de tal modo hct crogêuco. são economias industriais análogas a panes cio Ocidente no meado do século XX.) . ~2 Obviamente.é somente lima parte da história.uitcs nessa mescla. E." 4U JI. quando coalizões constanrcrncntc cambiantes n-írcav. Este ~ mais um motivo pelo qual o governo deve assegu rar que suas próprias ações. Já o poder brando americano domina um império no qual o sol nunca se põe" . CO/11 insriruiçôcs fracas c governos autoritários. C0l110 vou mostrar no próximo capítulo. A influência cultural de Roma ou da União Soviética cessava exatamente em suas fronteiras militares.{j :12 J()I'FI: • . o poder brando é mais que simples poder cultural.•• I L J 1\ . as uês f0I1((:5 de poder .. . antes reforcem que destruam o poder brando norte-americano. VCL'O de 211111 ". Muitos realistas exaltam as virtudes do clássico equilíbrio do poder na Europa do século XIX..J preferência dos demais. as empresas americanas populares e os grupos não governamentais desenvolvem o seu próprio poder brando. a política governamental e a cultura popular conflitavam. a Índia e o Brasil. podemos atrair ou provocar a repulsa nos outros. parycularlllente nos países avançados: todavia a maior parcela do mundo não é constituída de sociedades pós-industriais. w/.' s 1\ I. a indiferença às opiniões alheias e a abordagem mesquinha dos nossos interesses nacionais. ao mesmo tempo. Por exemplo. no período da Guerra do Viernâ. No século XXI. Mas o poder brando não está nas mãos do governo no mesmo grall que o bruto. E. J' J I . Ilil\' TI". que pode coincidir ou colidir com as metas externas da política oficial.. e muitos podem ser transferidos prlra o controle coletivo (como os bens industriais.bruto ou brando .1 milit ar. ainda quc crn difcrcru cs graus c em diferentes relações.:. o econômico e o brando . passíveis de ser mobilizados numa emergência).')I. nas instituições internacionais (ouvindo os outros) e na política cxtcrna (promovendo a paz e os direitos humanos) também afetam .n econômica c a do poder brando =. inerentemente nacionais (como as reservas de petróleo e gás).I ". "li : nova característica. tal como a preconizam os nco-unilateralistas. Hoje em dia. A Tabela 1. seria cair numa análise unidimensional e acreditar que investir unicamente /lO poder militar garanrirti a nossa [orça. outros. o poder repousará numa combinação de recursos brutos e brandos.'l . O nosso maior erro. COl110 a China. No entanto. a liderança na revolução da informação e no poder brando tornarsc-ão mais irnport.·se. todas essas fontes de poder brando tendem a se tornar cada vez mais importantes na era da informação global do novo século.un :'.() milit ar. EQUILÍBHIO OU IIEGEMONIAl O poder americano ..

Eu tenho as minhas dúvidas. 1'25.cxingron: Univcrsity Prcss of 'hipcrporência' também é a sociedade mais atraente c sedurora da história. "'. exércitos mercenários. p..J I.EVY.lllças militares. 1\ I ~ \...is e ali.lís e para () mundo. 1\ 1. \~ Kl'lllllck}'.(}()-..(lIr. É quando uma nação se torna infinitamente mais poderosa que suas concorrentes potenciais Cjue surgc o perigo da guerra". A adesão automática ao equilíbrio cio poder c à rnu lripol aridade pode ser pcrigosíssirna para a governança global em Ulll mundo sujeito a enfrentar uma guclTa nuclear.quando um a única potência dominava. Em'}'./. . l.Jra o perigo de nos encaminharmos para um "futuro orwclli ano repartido entre a Oceania. finanças e crédito.icao numa ilha (I. E exortam os Estados Unidos a hoje reclcscobrirem as virtudes do equilíbrio cio poder em âmbito global.io.uu lo) Século XVII l lol.. /9·/5·/975.""'.uu a estabilidade sob a égide ela preponderância . normas liberais (poder brando)./ Rei'. Margaret Tharchcr cÍl<111l0U a atenção p.uida Sc"n!l() XVIII Século XIX Gr.97 . superioridade militar c econômica (poder brando) centro dc comunicações transnaciunais 3·1 :lS NIXON. . X.\ U !J \) I U I J I. marinha. cllI!lIIa (poder lu.m«: e UIlI i nsi rurucnto cap ital do equilíbrio multipolar do poder.19S3.. rire Nel1·/i"l..mci ro de 20!lO.:1. liderança cicnrificu c tér nic. outono de 1999. adlllillis'lra(iu pública.1 ClIi\CE. Muitos períodos históricos e regiões do planeta conhecer..uinhu !'op'llaç.J ser u m 1 9 1 4 e n c e n a d o num P a lc o ma i o r" ."'. jll l/Ir AI"dc.1 ['nímio Flllld()s I'H'f)(}l/dCI'llIIcc\ c . Iorç. J\ 1\ llll . J". J\ gUl'rra sCIllpre íoi uma companheira consr.lOS Principais Século XVI Espanha Ouro maciço.. localiz. J as ambições de todo c qualquer poder pan icularmcntc agrcssivo.io.i-Brcr anh a Indústria.)!. "1)".rn Pcrspcct ivr. Os Estados Unidos constituem uma exceção.ll>cla 1.Jj •. Iocnli z ac. laços dinásr icos Comércio. N. vcríficaramse gucrlls entre as grandes potências durante 60(J-h do período iniciado em 1500. 1I É bastante discutível se t al multipolaridadc há de ser boa ou ruim para o nosso p. em que tivemos um prolongado período de paz foi quando existiu equilíbrio do poder. mercados de capit ai. indúsuiu 1'111'.9. muniqucnses e rnoscovitas querem justamente aquilo que o avatar da ulrramodcrnidadc tem a oferecer". j I . ] Em outras palavras. Towards a Ncw Concerto oí Nauous: Au Amcric." Grl'''1 r""'n SrsICIH.r.6 1995. "porque a '/. Napolcão leve ele confiar nas baionct as para difundir o credo revolucionário francês.1'.1 de Th."ln (Ir. Já na década de 1970.I \. m. 2095 pode vir .. já que não levam em conta o poder brando. coesão poliricn. No caso norrc-americano. . diz [oscf Ioffc. S. I"". R . I.J. 1li THA I ClIEH. \Vil)' Amcrica I\lusl Rcmain Numbcr Onc.1'. Ta n to a V í são c! e Nixon C0Il10. 11 dr julho de 17 I< 11'1'1:.' j" I. J. 17 de j. a Eurásia e a Asia oriental.três impérios mercantilisras mundiais cada vez mais hostis entre si [ . Richard Nixon alegava que" a única época..u chcr pec<lllll'0r excesso de mccanicismo.}. \C.\/111\ r.ic i] de defender) Século XX superioridade econômica. comércio colonial. Mu it o embora o cq ui líbrio europeu clássico tenha criado estabilidade c mantido a independência da maioria dos países. na história do mundo.. cRIZOI'OULOS. cultura univcrsnl is t a e regimes int crnacionnis liberais (poder brando) Século XXI Estados Unidos Liderança rccnológica. M.w(){) htlldo 1~(. H l t . I r. 1'. 'I . 1\.!I . \\/twlti p(lliry [ntunn]. ('x('rCiIO.. J.1'()(lcr.

a Europa e o Japão se aliaram aos norte-americanos porC]lIe a União Soviética.s.1I ion and Arucric.l1ioll . uma distribuição igual entre os Estados mais importantes tem sido relativamente rara na história.ou tolerável =.... Ikr~ekr: Uuivc: sil}' D. i\lIi. Também o nacionalismo rem o potencial de complicar as previsões. é preciso que haja Ulll csrabilizador. I ~)K I .. em 1945 os Estados Unidos eram.I\'c-ra de (.1 H·5: KINI ll.tliz. 1'J73. Todavia. prilll. 1 •• O nosso país se beneficia da distância geográfica ela Europa e da Ásia porque ele sempre pareceu ser uma ameaça menos próxima que a dos vizi-nhos dessas mesmas regiões. a Coréia do Norte e a Coréia do Sul vcr-se-ão fortemente incentivadas a se aliar a uma potência remota. u« 1\'"rI. se a nossa diplomacia for prepote ntc. Por exemplo. A atual situação da política internacional é inatural'":" No meu ponto de vista. 11I1ITIII". C0l110 fez Mussolini ao decidir aliar-se a Hitler depois de vários anos de hesitação. c. Sua acepção mais interessante é a de prognóstico do comportamento dos países. representava uma ameaça militar maior em razão da proximidadc geográfica c da persistência de suas ambições revolucionárias.. Mesmo porque os países muitas vezes reagem à ascensão de uma potência única "bandeando-se" . como atesta a mudança profunda que a cooperação contra o terrorismo operou no comportamento de alguns países a parri r ele setembro de 2001.1' .111 A govcrnança global requer a liderança de um Estado grande. De acordo com o cientista político autodcnorninado realista Kcnneth Waltz.SS·(.u..lIld lhe B. 01 <:alili'rllia I'. Nova York: Cam!» idgl' Ur tiver sil y "r ('SS. Po\\'cr.IIICl' olPowcr.loh.FlIElH .. 1'..l.y.PIN.1 cstubilidnclc porque não tinha sentido declarar gucrra a uma potência dominante. l~J I ~JX~.". H. tal como a Pax Romana. Mas. não ao mais fraco -. . \A/AI:I Z.. \iJS. urn estabilizador único" .I i" 1 <129·1939. sem dúvida. conquanto mais fraca em poder geral. K (. e os esforços para manter o equilíbrio IllUiL1S Vl:ZCS levaram h paz c . Os agentes não estatais são igualmente capazes de provocar algum efeito.!t' il! \ \'rlrld Jllllitif!i.. r: o economista Charlcs I<inellcberger disse que "para que a economia mundial se estabilize. É plausível argumentar que a desigualdade do poder chega a ser urna fonte de ['Jaz e estabilidade.IIICl' FOI m. Alguns rcóricos alegam que. \ \'/11' IIl1d (}'dll. essas previsões mecanicistas erram o alvo..isto é. a China e o Japão. a nação mais fone do mundo. o lraque e o Irã odeiam tanto os Es- tados Unidos que era de prcver que p.lssasselll a rolaborar para equilibrar o poder norte-americano. independentemente de como se mede o poder. aderindo <10 lado aparentemente mais forre. o outro é uma preocupação ainda maior.tI. pelo contrário. de modo que a aplicação mecânica da teoria do equilíbrio deveria: pre-ver uma aliança contraeles. primavera de 2000.. mas. o nacionalismo intenso. "tanto os amigos como' os inimigos reagirão como toda e qualquer nação é obrigada a reagir em face do predomínio potencial ou real de uma delas: empenhando-se em restabelecer o equilíbrio. caso venham a se reunificar. muitos crêem que a atual hegemonia dos Es tados Unidos suscitará ai iancas obstativas que acabarão por 110S limitar o poder. Atualmente.EH. como os Estados Unidos.afl. Aliás.44 . ·10 \VALl S. e durante quanto tempo) Sc a potência hcgernónica possuir poder brando 1:) p. O cientista político Robcrt Gilpin afirmou C]ue "a Pax Britannica e a Pax /vnicricana. Mas em qual gl'au e em qual tipo de poder a desigualdade é necessária ..: JUSI:I'/I S.II. a fim de equilibrar clois gigantcscos vizinhos. A proximidade e a percepção do perigo também afetam o modo de reagir. A expressão "equilíbrio do poder" é empregada um tanto contraditoriamente.f Sccllri. ou seja.··.<'. N \ I: JH. que resulta na oposição à presença americana. pode vir a alterar esse quadro. garanuram UIl1 sistema internacional de paz e segurança relativas". estes desenvolverão políticas que impeçam qualquer outro de desenvolver um poder capaz de lhes ameaçar a independência? Pelas evidências históricas. lll(' Nntionuílnícrrsí . para cada um deles.

I n.lda.i Bll'I.2.uc. P.I(. Alguns países irritam-se mais do que outros com o peso cio poder narre-americano.I11h'.1I hi: r. A palavra é pronunciada com menos freqüência ou com uma conotação bem menos negativa nos países em quc o poder brando dos Estados Unidos é forte.. PriIlClQ·\)Il: Prinr ctou Uuivcrsit . L-.r l'r.11. Por outro lado. I.IIIt!() 1II1IilO 111. ela também contava COI11 cerro grau de poder brando. lúr i.ldo di: 1 IJIIS l. da China. AJtrl' J lt!. 19X-1. Por mais que nos tenhamos oposlO ao Tratado de Minas Terrestres.IJl. 1/11' H/lIda 1:""110111.. "I. Os Estados Unidos carecem de Ulll impcrio t cnit oria] gloh. não estará senão incentivando as demais a colaborarem para escapar à sua hegemonia.1 anos ~IIIL' ti i\'L'rSIIS L'sl udiosos tcm. De nada serviu os Estados Unidos serem contrários à gucrra da Rússia na Chechênia e à guerra civil na Colômbia.ls dl'lllrrl~ i. ThL" 1.lri -. li!} .)..IS ()IIIIII'~ fl1t'!t-I"11I l'ldl!! .46 J U:-' I: I' 11 s . i\ III. A cultura v.rs.1.r. só se pode concluir que a prcpondcrância do nosso não é necessariamente domínio ou controle.J'.l"j i· I ivo (.. d. com mais modéstia. Comparmivc St udics in Sociciy alld IlislOry. é ter a capacidade de ditar Oll pelo menos dominar as regras e accrlOS pelos quais se conduzem as relações internacionais.I i lIo1dl't 11Ia(tl) dt'çsas 11'( 11 i.un pn':\'l'r tl <lS(CJl:~. é possível quc as 'alianças contrárias demorem a surgir.llllh'llIl· 1I111!! 111. ~ Cydl's: PI11::i!IITity /lI/ti \\.'!l1 lrtugal. quando passa- ram a responder pela metade da produção econômica mundial (uma vez que os outros países estavam devastados). Tais diícrcuç.inizacão Mundial do Comércio.tll i.· Brt" .I p.ldo·.IR.-. apesar do nosso esforço para depô-Ia.u« LI. Se.l'> 1\ I 1I."~ Cyclrs illll'vrlr! P. os Estados Unidos não conseguiram prevalecer em todas as suas Illct as.1 discussáo dl'lalh.l'JI' trvr ~.llIlIl. não conseguimos impedir a sua existência E.ti()1 p. (.1\'1.lr. d.'111 ll!llll'S p. O.l:-' hl.2~5. ~1 ODEKI.ISr-S ICt'" iftlS.d.5.• rno !I'I:"("10 ('111 Ijlll' rll':.ir:./ilics.1 110 St"'!"!! lu XX (11/1111 pr I'.7.r ("'(1(1(.llIlla. rnas.. abril de 1978. SC<1IIIc: Univcrsit y 01 WashinglOn í'rcss.11 <12 GOLDSTElN . p.mç. se definir hcgernonia como a situação em quc um país rem significarivamcnrc mais recursos de poder c capacidadc que os ou tros.lS lia JlfL'\'is. dI' pInho!" .:lIJ'alll ~:l'lIcr.I~-Ú('S..r" 111l\k 'il'! :11·. \V/\ I. NYE .. O cientista político William Wohlforrh . 1988. LoJl •.r Espallh. ltl l lol. da França etc. igll.uia)..lI hil r. mas também é verdade que não escolhemos sozinhos () seu diretor. l-(Iltf.LI das J r. I. (~r dos ..281.' .. G.ld.Iiol i. t:t'.'IIJOl· il JI i.1': Thc . e () país adquiriu reputação ao delillir intcrcsscs que beneficiavam as outras nações (por exemplo.II!I' II. 1\lhullS proc.11'. G.-IO 11.SK I.. Cf KEOIIANE.•. Em prod u rividade. Por vezes..1:-..1 . tal como a dcfine joshua Goldstcin.tll· do·se . Nova York: ClIllhridgc Univcrsii y l'rcss. I\IODELSKI. l'S(1' rCIII.LEHSTEIN.r cn) dt.roriana influenciava lodo o planeia..ICO IIh:Ó 111 L" 11 I( IS íut uros.t1 hístúriCl da rr.rs pnlllilC'111 pll'ver UIll poder 111<iis vig()I'USO c duradouro para a hcgcmonia nort c-amcricana.11'gunlenla quc () 110SSO país CSl<Í de lal modo adiantado que seus desafianrcs potenciais acham perigoso arrair-lhc a hosti- ·13 11.1'.().l 1t'IILll (Jlllill.II(t·S~.h/ll".dHlI{l.11 i.•. J.. Tampouco lograI!lOS impor a Il()SSa vontade à Europa e ao lapâo na Org. p.il)!)!II).i rcori« ~1'1.11 II \ k'dínio d.IS :' . os líderes da Rússia.'1"I il d.u-m h.()l1g Cyclc olGlohaí l'olu ics and lhe N. (.'g.'1" il! /111' MtJeb" A •.ld('ss.r.111 Illt. BOII/uf '(I/. .'1I11 uu.•.'tri. cir. e contam COI11 11111 p()der br.'gernonicls S.IIHit'S Il'(ll i.1 ··lwgl. possuem uma cconomia interna giganlcsca.3~. dt'St'll\'OJvendo um.1I rt.] importnção c erradi cando a p ir. 19:-. I'llll'lIl ..'IIII. IJI. do Oriente Médio. H. anel lhe Civiliz.l (11111011111 iI'l 11111 lk".. empregam hcgenvoni« como Um rcrrno de opróbrio. não se pode dizer quc os Estados Unidos são hegcmônicos hoje em dia.-IO Thc Poli/i!'s . a Ingla terra nunca foi tão su pcrior ao resto do mundo quanto são os Estados Unidos desde 1945. i' \ L J I{' e se comportar de modo que beneficie os outros.lI.lIt·~.'(. As dei illiçt"w" \'.. CI.. cf.!1 como o da Grâ-Brctnnha: CIII compensação. ·I! Mesmo .lg..l. 5IJI(. lhe Movcmcnr s.' .cl/wny: CIlII/lITlltipll c//l/I Disc(lnl ill thc \\'orld PtJfiú((/! F(OIlOllly. de escala continental. ion-Sr. abrindo os mercados . Ncw I lcavcn: Ydl~ Univcrsitj: Prcss.1I11L'S d. se ela definir os seus interesses com estreiteza e usar arrog:InLClIlCnlC o seu peso.r.lr . .ldl:llria 11111110 .: L' tb (.tll'ldldlll In/I 1.IS ).ui.U i!.dcpois da Segunda Guerra Mundi al.ls pl1lllpOS.t'lId.-I() c <I quec."1>1 do tlr· . Saddarn Hussein continua no poder há bem mais de Lima década. NI'ldllllll.rilld..u.ll'xIH'1 il'Il~'ia d.1I1I.msiçào hcgcmónicn.1 Icorias jll r-viu IllIl' (I IroSSo pais crU 1.Jio!'.11111. ."! É verdade quc nós temos voz e voto predominantes 110 Fundo Monetário Internacional.dj::.r~'..i J\ )'. como veremos no capítulo 5. op.u ions: ESSil}'S.. lIt .1 quI' :t~ \'l'::l'S sol'tl'(. Se hcgcrnonia. S.I \ É freqüente citarem a Pax Hritrlllllittz do século XIX como exemplo de hegemonia bel1l-sLlccdida~ muito embora o PIB da Grâ-Brcranha fosse inferior ao dos Estados Unidos e ao da Rússia.I.: l'rcss.!tl!) .

I lovv AIIlL'l"ic.. ·17 É provável que a Pax Âllleriwllil seja duradoura não só em razão do inigu alávcl poder bruto dos Estados Unidos. E as manobras diplomáticas com insuficiência de alianças costumam ter conseqüências políticas Como observou William Safirc. mas sc a potu icn imposta pelo Estado preponderante c. o que contribui rara o nos so poder br. Neste caso."'r World.is decisões e que funciona como uma espécie ele Constituição mundial capaz de limitar os Glpl.iilizando os parceiros e facilitan- NOVOS DESAFlJ\NTES? Os períodos de poder desigual podem gerar csmhilidadc.E\(.. 20110. Bush se rcuniram pela primeira vez. II·I". () impacto da prepolHkr. Sl\nIU:.ID..)dos Unidos fica suavizado à medida que ela se incorpora <I urna rede de instituições mulnlaccrais que permite aos outros participar d. (ir.ll1cia dos Fst. '/'ill''''. IH O caráter aberto c pluralisia da nossa política externa gcralillente reduz JS surpresas e perlllitc quc os outros tenham voz..rClrill'l. é possível que alguns aliados acatem a liderança norte-americana nas grandes questões de segurança. Por exemplo. Foi est:l a liçâo que nos deu J lutap"ra criar uma ali<lllç:l anr itcrrori sta na esteira dos ataques do dia li de setembro de 200 I. r /~i"·. r- lidadc direta. Kccpi II~ lhe \Vorld ·OII·llata"ce·: Sdf·Reslrain and US Foreigll('oliC)'.1.1 DoL's 11.I(J~ 1:1' II ~ I ) I: J I( do a colaboração".: 1~1~17.. IIISI iuu ions. Se a sociecLlclc e a cultura da nação hcgcmõnica forem atraentes.15 +1 WOIII.110 110 país 11I. 17 de [uuho de 21101 j'. W."<1 l'utin l.uido. SI '''Iegic I~esl ruint. c os aliados confiam em que podem continuar dependendo da sua proteção. No c nt a nt o.u. of a Ulli!. . ·1'. qucl11 são os candidatos potenciais capazes de questionar os Estados Unidos c que ameaça rcprescntam? ChinCl Muitos j. pouco antes do encontro COIll o chefe de EstJdo nortc-americano.J. 1" il""\'l"" de 2001. é bem possível que os países emergentcs venham a dcsafiá-lo. Puri» tratou de imitar a estratégia de Nixon corn a cartada da China. tranqi. foi a Xangai para selar lima semi-aliança de cooperação regiollal com Jiang Zcrnin c alguns de seus companheiros de viagem asiáticos" . " A união dos outros países para compensar o poder americano vai depender do comportamento dos Estados Unidos. Ilusll . 48 ' . Ademais.. a tática de Pu ti 11 "de i xou o Sr. são o único país capaz de adota r a 'courcnçâo estratégica'. C..'ichos do poder americano.. Neli' l'o. 1'111 iu's ClIi"a Clrd N •. recursos de poder dos nossos dr safiantc s potenciais. assim COI110 do. Kell"edy SLllOol Rcscarc li \Vnrki "g P"per Scrics oo·{) I 3. ". mas nem por isso deixarão de monlar coalizõcs para conlrabalançar o nosso comportamento em outras áreas como o comércio ou o meio ambiente. F(1rri~fI A!. .!>ilil\. (ir.0111 ubro de 2000. \VI\U: s.ook l.'1 dcu-cr. sClellluro-OlllllbItH!t.. ~1.. ostcnsivalllente. formando alianças para superá-to à força. De aco rdo com o jornal is ta. J. 1'. 1\29. a nossa preponderância não conseguirá impedir que os outros Estados e agenres não estatais empreendam ações para complicar os noSSOS cálculos e nos restringir a liberdade ele ação. E.un () principal LallLlid.·17. ·11 Assim. "11\: "IIT l'rc s s. 'lhe sl.FORTII. Bush na defensiva e com dificuldade para negar que os Estados Unidos estivesscm prestes a se isolar nas relações exteriorcs".• . "Per(eitamente consciente de sua dcsvantJgelll. quancio os presidcnlcs Vladimir Put in e George W. IX de jll"ho de 2001.k T""I".I·S(.lis populoso cio mundo. SO IlROWN.ius ar insatisfação. \v.IX I K[ NIIElUt Y. como tarn bérn porq lIC estes . C"u i IIg 11e!~""I(Jlly H iglll r/tc NiI' iflll''/ I"(. r1. .11.... ('. 17·2·1.ach Othcr i" lhe Eye.Ir. (I~ JOrFE.?" "Faz alguns anos quc quasc tl)(I!IS os . o habitual equilíbrio do poder encontra-se debilitado./. ct al. . se a diplolllacia ilOrle-aJlICricana (01' unilateral e arrogante.17 TYI. .. C"lIIbridgc.lilÍrs. ficam enfraquecidas a scnsação de ameaça e a neI cessidade de cquilibril-la..

Til •. c. cada qual c mprccndc os ncccss. cru reportagens..L<~"'''I''CIIIIII")'. filltlllcJllllíJIIC'S (Londres). Tl. está economicamente muit o at rasada em rclaçâo aos Estados Unidos e concentra a polit ica sobrct Lido em sua região e em seu desenvolvi mente cconôm ico. 20 de janeiro de 1997.sclll planos para todas as conriugcncias. S.1 5[.I Alélll disso. np. há muito que o Império do Meio é uma grande potência do Extremo Oriente. 't iun Diploruacv . Corno dizem dois sensatos analistas. dos planos de contingência militar e de analogias históricas duvidosas. i\.u U. p. livros e entrevistas publicados pela imprensa cst ar al.\N. C.'IISlr •. globalmente orientada.f12. 53 \Vi\l. " comentaristas encaram a China. Mais exato seria {alar em "rcssu rgimcnto". em 1900. a China procura ntivamcnrc afastar os Estados Unidos do Extremo Oriente mediante a intimidação... '" ~ \ I ! •. que "a lidcranca chinesa vê o mundo de modo muito semelhante ao do k aiscr Cuilhcn. por exemplo..1'. K. ] Hoje cru dia. foi o líder mundial (embora ser» alcance global) de à China LISIH . j I •• . 1\ verdade é <jlll'. ô venha a ser uma ameaça para os interesses americanos. deveríamos ter o cuidado de não tirar conclusões unicamente a partir da retórica atual.amcricano.••• I.." I " .56. IlO caso da China. U .\I. 1'... •••• I '.Tr\r. argumenta que "se pcrsist ircm as tendências atuais. 'S OUI . China: (.t'« Eyes.' I. '. "Embora não seja inevitável que a China 51 llELL. cu.J I •• "." .\ I\s lideranças chinesas sempre se queixaram da "diplomacia dos canhôcs' dos Estados Unidos e convidaram a Rússia.intros países a se unirem para resistir ao "hegemol1is1110" 110 ri (' .ISl. pelo contrário./\9.i r Chi "a Knows Tirar \Vl' Dont. Técnica c ccoJlomicamcntc. que certamente o levaria ao confliro com as outras grandc s potências A China. a percepção cio outro país está totalmente impregnada das lutas políticas internas. 5. pelas dimensões e a história. '01 Certos observadores comparam a ascensão da Chi lia autoritária à da Alemanha do cáiscr no período imcdiat amcnrc anterior à Primeira Guerra Mundial.. T J. é irnport ant c lembrar que. our ono de J 999./ll\/flf)'ollllc· Pc'I'I/JIJ/IIlf~itUI \\~lf. Entretanto.rI. No que diz respeito história.irios preparativos militares. 52 Amcrican Opin ion. a Alemanha havia superado a Grã-Breranha em poder industrial e o kaiscr se entregara a lima política externa aventureira..] Europa).. do mesmo modo que a Alemanha se empenhou em atemorizar a Grã-Brctanha antes da Primeira Guerra Mundial".'. NO\\'. ·1 de SCICIlIl1l"o ele 1':1991'. c \\"'rUy Slal/dard. 'o. i nverno de 2(l(l(l·() I.I "l hn-ar' iu Chin.. 15 dL' novembro de 20(lO.' . \VclSllill. Não obsranre.J! tntcrcst .l'lI itl~ (h\' Qucsr ions Ri~1 ti. TI-:. '." '01 As pesquisas mostram que metade do público norte-americano ach. a sua aSCCI1SJU traz à memória a advertência de Tucídidcs ele que a certeza da incvirabilidade do conflito pode se tornar uma ele suas causas principais.17. ] Os dirigentes chineses se irritam com as restrições que sofrem e procuram modificar as regras do sistema internacional antes que este os modifique". n.1 \V h.. I I .' N.' L I i I. igualmente. R. c estes. os milit arcs dos dois lados seriam considerados llegligel1tcs pelos compatriotas se não clahorac. e crn ambos há quem prefira encará-ia C0l110 inimigo.. Tanto na China como nos Estados Unidos.j" I.·1 ~s PO~tr:nET. . é muito mais provável que os Estados Unidos entrem em guerra com ela que com qualquer outra grande potência". são interpretados pelo ou !TO I ado c om () a COIl fi rmaçâo dos seu s piores temores. por sua vez. os Estados Unidos são agora rotincirame ntc apresentados COlIJO () lnimigo Número Um". . como o mais provável aspirante ao sta/tlS de 'principal rival'.ic II há um século [ . é provável que cedo OLl tarde haja guerra na Ásia [ . 'Ili. ~7 TlJcíl)11 )F. . março de 1977.uucnios lÍ!! governo. "aSCCIIS~O" é a paLIVI. S. "110S pronunci. Mesmo sem tais distorçôcs.. O sinologo Arí hu r Waldron.• ·rjowlt. IIETrS. j\f.lI i. l dc scn-mbro dc 1999.5. a França e . I li..rri"". \\'.J.IIlI'..I/III. jú quc.J errada. '. entre os suspeitos habituais. KJ\C.I". a ideologia comunista oficial é pouco arraeute.S. S7 Convencido de que acabará em guerra com () outro.rJltON. How Nor rll Dcul vvit h Ch ill. e CIIIU~T[NSEN. O colunisra Robcrr Kagan afirma. que a China será o maior desafio ao posto de potência mundial dos Estados Unidos nos próximos cem anos (essa metade é comparada aos 8tYtl para o Japão e aos 6% para a Rússia e .

< 500 a 1500. aproximadamente o mesmo nível relativo aos Estados Unidos que a Corcia cio Sul alcançou em 1990. Como detecta o cconomist a da I l. "'\0. a economia chinesa enfrenta sérios obstáculos na transição.. a migração interna maciça e uma redc ele previdência social imprópria. •. n runvcrgcncin deve ocorrer entre 2022 c 2075 (dependendo ela medida).. E. A China tem um longo caminho a percolTel' c enfrenta muitos obstáculos ao desenvolvimento. supondo o crescimento chinês de 6% e o norte-americano de apenas 2'~h. 59 Cakular..1 colher os frutos mais suculentos quando se bcnclici. mas não em composição.. a China só chegaria a se igualar aos Estados Unidos. ln stitur iuual C. apresenta UIll sério dilema p. em renda per capua.1 Aliás. não em anos ou meses". a Índia. muito embora a região fosse habitada por três quintos da população do planeta. Além disso. :.I~Brcranha no início do século passado.11. () desaíio qUl' .nr.\'m"ld Filei 8(lok 2000 (lHfl.lh.I"ill. Estados Unidos o alcançaram. e o banco especula que o cont incnrc pode voltar aos níveis históricos por volta de 2025. O proccsso de criação ele UIl1.-I:-\ .I'.! paridade de poder de compra que corrigL' tiS custos do~ bens em dilcrcnu-s moedas: 11. será "medido CIIl décadas. TI. para a preponderância americana. (il PEHKINS. algu ns observadores Gil thid. da KClllled}' School . numa época Clll quc as restrições podem obstruir o cresci IllC nt o econômico.fc . Caso os Estados Unidos crcsç.lllcll~<..1 /\klll.lh {~ Francisco lllauch.un 31}.. no começo da era industrial.unanho foi mcnsur.1I iOIl.j. Esse extraordinário desempenho econômico. O Banco Asiático de Desenvolvimento projeta quc a renda per capiu: chinesa chegara a 38% ela nonc-amcricana em 2025. Só no último meio milênio é que a Europa e os I I I II . Sua altíssirna taxa anual de crescimento de 8% a 9'ro levou-a t riplicar o PII\ nos últimos dois decênios elo século XX. O t.J legislação c de instituições adequadas. a Ásia era responsável por de cerca de três quintos da produção mundial. A crescente desigualdade.wotldhank.na verdade.I.nrg/dar a/\\'di200 I/I'drs/rab I_l. por me h. de um sistema financeiro hesitante c de uma infra-esrrutura inadcquada. a renda pcr capita oferece lima medida mais precisa ela sofisticação da economia.uisit iou ill/\. I ~77. a Coréia e outros países. Neste começo do século XXI..:/íl\·.rvcnm auxili.• :~i"6 tI.. Sc a nossa crescer à taxa de 2 % e a ela Chi na mantiver a de 6%.ulo l "11I Sl·U .uu de IcCnologias importadas nos estágios iniciais da decolagem econômica. a economia americana é aproximadamente duas vezes maior que a de Ia.SI'\·! cill/I'"i>/i«lIio"s/f"crb"ok/) (sobre" paridade do preço de compra) c do Banco Muudia] 011I1':/ /www. serão equivalentes em tamanho. Ademais.VI~IEN 10. p..11 Univcr .IOS l'~. O rápido cresci mente econômico devolveulhe os dóis quintos de hoje em dia.ls vezes desorientam.. a China está longc de rcprcscru ar.dll 11.1 I.1. mas a China está fadada a ter o papel mais importante.•.mIes de 2056 se medido pelas Itlxas de rárnbio ofir iais.rp. '. Lidar com os crescentes [luxos de informação. essa participação havia caído a um quinto. a COITUpçjo c instituiçõcs inadequadas podem gerar instabilidade polírica.iiscr rl'jHcSCIJI(HI . as projeções lineares das tendências de crescimente econômico .1 parte do sucesso inicial c.rdo pel. Em 1940.• (I lIJ1It'Cillll'IITOS ti!' lOIIlIl\ILI(io. em 1820. entre 2056 e 2095 (dependendo dos critérios de comparação). Mesmo assim. Sl'Il'llIhlo dl' 21 lOD. provenientes de incficicnrcs emprcsas estatais.J os dirigentes chineses.1 I\IIS1 mliau N.• itv." S~ IIANU) ASIÁTICO!lE IJESI:NVOI.pd') (acerca das I a"os de cámhio olit iais). Os países 1 ('lIclcllI .• ! . juntamente com a cultura confucionista. trIJS muito distante ela igualdade.10 se verificará igualdade de r amanho .JS reformas ele mercado [ . Para mcnsurar o poder político.ll!dalllt's E hr. O país asiático continuará tendo uma vasta área rural subdesenvolvida .I. "" Trata-se de um crescimento impressionante.nn-sc as cifras (001 base nos dados do CIA \.1O ano. aumentou o poder brando chinês.10 slll){'Llr a C. a Ásia inclui o j.tlhn apll'Sl'llI . lia área econômica. como é improvável que os Estados Unidos fiquem estagnados nesse período. <x Naruralmcm c. E".: 1\1)11.io.1r.i. as duas economias se equipararão por volta de 2020. e as taxas ele crescimento geralmente se dcsacclcrarn quando as economias chegam a níveis superiores de dcscnvolvirncn10..fifI. ] deve-u-se à simplicidade básica da tarefa".uvard I )wighl Pcrkius. 11. 1\\.il uru J\fs. O Banco Asiático de Desenvolvimento calcula que.lIdJa do c. I\bradcço .'S rol' lhe I:rollplllic Tr.

l ).• ~ j I.u icamcnre dobraram no curso dos anos 90.ilill ('. fazendo-a parecer mais perigosa aos vizinhos e complicando o engajamcnto dos Estados Unidosna região.lti.AN. Um estudo da RANO projeta que. em 2005.. é provável Cjlle seu poderio militar também aumente. (:. 111.o\lc I~J~17.1I \\'cI)Ott'l.rs (1<]11' Ik"tI.. pacidadc militar chinesa significará CJIIC o papcl milirnr norteamericano na rcgi. ('. ESIl's (:drlll"s uriliz.I: U I\NI). o orçamento militar total caiu de 2. p."n. C"""".. I) . as tensões com Taiwan em 199596 e a campanha de Kosovo de 1999 mostraram aos dirigentes chineses quanto o país estava atrasado em capacidade militar Illot!erll<l.~ /'01\'(1" .III.2()dej. A política é bem capaz de contrariar as projeções econômicas.ICJ IIl.11. 1.lIillg Ikijing's st's. I!.) do PIB nas úlrimas décadas do século XX. LJ\MVION. É pouco provável quc a China venha a diminuir significativamcnrc a distância que . difundir c integrar os dados dos complexos sistemas espaciais de vigilânci a. outono de I ~19fi.it ica depende da capacidade de colher. pode ser que a China pense crn forçar a devolução de Taiwan.ily.) 1. não pela sua ascensão. surgirá outro conjunto de problemas. processar. Sl/nO'II1". Além disso.ld(J~ lJlIl' .dses) nas próximas décadas. "a curto prdZ()..."11 .I scp.dild qllC .).flld" for Ew.1. c isso depende elo quc farão os l.J seja uma avaliação exala das inrcnçôcs chinesas (e ela é discutida pelos especialistas). os efeitos arnbientais sobre (l clima global e o conflito interno. PIUNCt:. . Outros.lH. dos computadores de alta velocidade e das armas "inteligentes".}ra do nosso pais".I~·22..' e.un .·2(1.""" I'."vl'lcilll til' 7.. Loruaiunn-nt or I:lIg:I}'..III1:1 J\lúllit'. J" '" " receiam a instabilidade causada pelo declínio da China.IX. Cf. I~ Asia's IIlSl'CII..1..'I>. em conscqücncia. A:. as despesas no setor pr.rl SI 1/\ r-. r:.n h t' ~. assirn COI!lO com as rcstrições criadas por suas próprias IIICI.l I.uiva.j. o custo com 2S despesas militares da China será mais ele seis vezes maior que o do Japão. dominar o Mar da China Meridional c ser reconhecida COIllO () principal htado ela regi~o cio leste da Ásia. tv1. .ll. pretende substituir a preponderância dos J:slaLlos Unidos 110 Extremo Oriente e. Todo país faz uma lista de desejos quc parece UIl1 cardápio sem os preços.: TIIl' Nixnu <:"111"'.1. Não obstantc. ('1 :11. t\\I"lll:"to""IIII' 'lioll" //11'/ N.1'. !"irias chilH's" ••. A China (assim como outras nações) desenvolverá algumas dessas capacidades. I).fl: :\I1/t'fiül.1o'.l. '::' Robcrt !<dgdll d(l'l. e a debilidade do sistema político torna a China ineficientc na conversão dos recursos cconómicos em capacidade militar. KAC. 2111111..I .1I Clli. Thel\'n-l.:IOII...ill do nu-n'. 1 1'.)() exigirá mais recursos./lItcl"IllIlilllllll SUl/ri."II. .' MAY. ~IEN()N. M.:JySlllllf/anf. EU.II\I·j..I L j j I .I.. p.. os fluxos de migração. C. Se depender da sua vonrade.1 Chill.21 fih Il7 1)11\1\. I}.S. R. '.t" f. 2()()il. é duvidoso que a nação asiática chegue a ter capacidade para ianro.1 }II/. porém. o crescimento da ca- (... mostram-se mais preocupados.I de f .2 tj-i (i. I' ~.5°A) para 2(1. a 'revolução nos assuntos militares (l~AJ\I) "continuará favorecendo muito o predomínio americano no setor. O decisivo par. \\1< )I.'.F. mencionando a tecnologia importada da Rússia.:Iltl\\'sTI1. Em todo caso.1:.7 Mesmo que eSI.d A Guerra do Golfo de 1991.I!':( . Enquanto a China estiver crescendo.st ados LJnidos (c os outros p.\ Hi. 1>1 Se o país não conseguir controlar o crescimento dernográfico. () instrumento mais adequado ao nosso propósito é a avaliação compar.1a. (. I). I'). GOUJMAN. 'd Certos observadores acham quc. I<eSPOllo (l. a longo prazo. \! f( .lO de se bater COIll o preço que os outros países imporão. o país pode chegar a um poderio bélico equivalente ao das nações européias no início da década de ] 980. ..IS seus dirigentes Icr. . disputar a sua posição de potência dominante no mundo".l () poder militarna era ela inform. em 2015.('. Seja qual for a precisão de tais avaliações do crescimento bélico da China. 11/\1.. uutono dI' IIIql).l'IIH'1I1 iu (:hilla? (::llrnl.. \Vll."ir S((/II/()' 111I1"11 tlfi"lH S..IS de crescimento econômico e a necessidade de mercados (' n-rurso« externos. nlll~LIIlI t':' . e seu estoque de capital milit ar acumulado corresponderá aproximadamente a cinco vezes o do vizinho (medidos com paridade de poder ele compra)..!t. '! " ri . Clúll/III/...tis dl'V. uma j1oslllr<l cx- \V".. segundo o analista australiano Paul Dibb e seus colegas.

8JII·s lU Irw. 1990. manrivercm as relações COI1l () Jap:io. Há não mais de uma década. possivelmente. O falo de a China ler pouca probabilidade de vir a ser UIll rival equiparável aos Estados Unidos." Os livros previam um bloco do Pacífico. a China não pode jogar o Japão cOl1tl:a os Estados Unidos nem tentar expulsar os americanos da Asia. enquanto os Estados Unidos continuarem prcscnrcs nn região. ou do eq LI ilíbrio de forças na região. pode ser que Pequim se torne total me nre irrcfrcávcl. Paris: Fayanl.1'.I!)."8 1\'1/. 1111. 11'. n. TJ. 1\ I iccrçados nessa posição de força.1 111 Ic!('.:... o maior número de usuários da iut emet depois dos Estados Unidos e as forças armadas mais modernas da Ásia. ultrapassando os Estados Unidos como o cal osso do Pacífico e talvez até COIllO a primeira nação cio mundo".' seu papl. a pergunra incômoda é se o Japão está prestes a se transformar numa superpotência.u cm a illdepclldência de 'Iaiwan c L'Xl:ICt'l ('111 o poder com sensatez.lLl qlll' () '/. os militares japoneses são mais bem equipados e treinados.urca na política européia e mundial causada pela ascensão ela Prú s- 6X CIIIUSTI:NSEN. é mais provável que seja por uma política inepta com relação à independência de Taiwan do quc CIII virtude do sucesso da China COIIIO dcsafianrc global. da provável duração ou intensidade da intervenção norte-americana. Um artigo da revista Newsweci: de 1989 sintetizou essa preocupação: "Nas diretorias elas empresas c rcparriçõcs governamentais do mundo inteiro. E ao Japão não falta capacidade rccnológica para desenvolver muito rapidamente armas nucleares se assim o decidir.IJ'. S.1. se Taiwan declarar a independência. Este tem. 70 ATrAI. liderado pelo japão.1 "mud. Se os Estados Unidos C. é difícil imaginar que os dirigentes chineses renunciem ao uso da força contra a ilha. I'osing 1'11 ihlcrns Wi: 110\11 Carrhing Up: China'« Risc .. a segunda maior economia nacional. N". G. no âmbito global.Jloslil'. mas.\II'fi'k. os americanos temiam ser superados pelos japoneses. não significa que ela não possa desafiar o nosso país no Extremo Oriente nem que seja impossível urna guerra por Taiwan.I. Os países mais fracos às vezes atacam quando se sentem encurralados.'" York: SI. independentemente dos previsíveis custos econômicos e militares. Por exemplo. COIllO ela se comportará em relação a i sso é Lima questão em aberto. Conquanto a China disponha de armas nucleares e de maior número de efetivos. que a declaração Clinton-Hashimoro de 1996 reafirmou como a base da estabilidade pós-Guerra Fria no Extremo Oriente.uul CldlclIg· cs 10' U..1" }"/"'".io .:"/I. é difícil que um país ou coalizão venha a questionar com sucesso o seu papel na Ásia e muito menos Embora rcrcrucmcnrc a economia do Japão tenha se estagnado em virtude de decisões políticas infelizes. como tez o Japão em Pcarl Harbor aLI a própria China ao cru rar na Guerra da Corcia em 1950." .3(.ipoi.15. oferecendo-lhe incentivos para que assuma um papel responsável.. j. uma indústria altamente sofisticada."/11/1 Si'fllI".. ccssivruncntc agrcssiva pode produzir uma aliança obsuuiiva entre os vizinhos. 0 fururologist a Hcrrnan Kahn já pro!'. . A aliança dos Estados Unidos com o Japão. os Estados Unidos e o Ja pão têm condições de cativar a China à medida que o seu poder aumenta.eBAIUl. I 99 2.:JU s. e l.) China cnt rarcin CII) guerra ou numa guerra fria no Extremo Oriente. Isto significa que.!O scrin um» slIj1crpolr'IlCi.) r (' que a transiç. é um poderoso obstáculo às ambições chinesas.'l cou iparar-sc-iu CUIlI. n u« (:""'. Mas é bast ante duvidoso que a China ganhe essa guerra. "Em determinadas condições. na política triangular ela região. capaz de lhe enfraquecer tanto o poder bruto como o brando. 69 l lour of Powcr Ni'II·. . no nível global. 27 de Icverciro clc 1989. primavera de 2(l() I 1'. Manin's.. SrclIrily lolicy. que excluiria os Esta dos Unidos.io dl. e até lima cvcn711 tual gllerr<l entre os dois. r-RIE Dt'"IA N.11". seria UIII CITO subestimar o país.

do envelhecimento da população c da resistência à imigração. c KAIIN. o Japão respondia por 5% da produção industrial mundial. T.( JIiSlflfY..•.":' Depois de séculos de isolamento.'I IlIlt'l"lllti/lIlIlI •. as aplicações da internei móvel) e a sua aptidão industrial. ""10"" de 201l1). N! 1\'. \ I'irl. Por ou r ro lado.lIl. criou a força militar convencional mais moderna e bem equipada ela Ásia oriental. O país demonstro cerra ambição de melhorar seu -. Sua tecnologia se cquipar. f I. só voltou a recuperar esse nível em 1964.I Schusnr. 1~}S9.. B!\ IR OCl f. Nova York: ~1"(llIill. {/t" I i ""li..\l'lllpl(l. como foi mencionado ac irna.lva . li."'lI/ :\'-~tI SI'h. da produção mundial. A partir de ISH5. De 1950 a 1974 teve a notável taxa média anual de crescimento de 10%. urna comissão de metas para o século XXI do primeiro-ministro japonês conclamou a uma nova rcinvcnçâo. Alguns políticos j. l-rmn I'rcpondrrnncc r o Olfshorc R.IIH.11. que restringe as forças armadas à autodefesa.<:1011 Qllilrl •. se o Japão vier a se a lia r à China."'.('illl'l Sl·crL').11.~' 10 (.(" III )"1'''". J.l-In. Daqui a dez ou vime anos.Jr..71 Tal visão era urna cxtrapolação do impressionante recorde japonês. Mesmo assim. COIl1 poucas despesas militarcs (restritas a cerca de 1% do PIB). EIl1 face da fraqueza do processo político. O Japão tem UI1l impressionante recorde histórico de reinvcntar-se a si mesmo. 73 7·1 7S BRUCE illGeS. foi a primeira nação não ocidental a se adaptar com êxito à globalizacâo moderna. Embora () seu recorde de sucesso econômico c a sua cultura popular lhe garantaIll o poder brando. da necessidade de promover maior desregularncn- tação. e nos anos 80 já era a segunda maior economia do planeta. B. Se os Estados Unidos abandonarem a aliança ... S.ill. Há um século e meio.i~'./'11'''" J~.~\{l de 1 ~~7. renasceu das cinzas lb Segunda Guerra Mundial. Asia's firsl Glob. I'IOMI' .' Inlrrndlilllllll SI'(lIlitr.. p. r/t. o Japão renascido pode vir a ser um dcsafianrc global dos Estados Unidos." 11<.l.l.iI.1. econômica ou militarmente. "/h.. EIl's .".unanho da Cdifúrfli. Porém. dada a permanente capacidade do povo japonês.i iniciaram um movimento P. Devastado pela guerra..1l1l. 7'. primavcr.. primavera de 1982. tornou o país forte a ponto de derrotar urna grande potência européia na Guerra Russo-japonesa.io.'"nI.AYNE. pt)1 ('.lIallcill.lmais rcr."I"i" (·.. \.i as dimensões geográficas ou populacionais cio nosso país.' . Ei\lt\H ) I T.lis ou menos do i. em cinqüenta anos. ele j.lustri. COI11 151Yt.\IINISTFR'~ c:()~!~ IISS!ON.·12·1. M.u.tlltm ele potência mundial.cvcls trem f 7Sllwl ()DO' /. \'l'r.:> () s ia na década de 1870". lv.uioual lo... 2IHH) 76 77 O\\'/\IJi\. 71 Passou a ser o maior credor e o maior doador de ajuda externa. TIII' \\. como se previa há urna década? Parece-me improvável. 11. pode ser que haja excesso de subestima nas atuais avaliações do país.'I .rs. I"i x.(l/illlllOIlIl'~. ~. Rcccntcrncnrc. o país conheceu Ulll enorme sucesso concentrando-se na estratégia do crcscimcnto econômico .. a liderança que tem em setores tccnológicos (por exemplo.1 dos Estados Unidos e até a superava ligeiramente em alglIlllas áreas da manufatura.'> rl.rlizcr.LHI( IS por . 1972. C.l rcvogar o Artigo 9 da Constituição. é possível que criem uma sensação de insegurança capaz de levar este últirno à conclusão de que precisa desenvolver capacidade nuclear própria7~.Ll I. a Rcsrauração M eij i sc I ccionou cri tcriosarncntc seus COIH<1t os com o resto do mundo e. de 2000. Busca incessantemente ocu par UIll lugar no Conselho elc Segurança das Nações Unidas. r 1111 crn. 72 Na véspera da Segunda Guerra Mundial. e as pesquisas revelam que muitos japoneses mais jovens então interessados em se tornar Ulll "país normal" no que diz respeito à deIcsa.!1 c sq:lIirl'lll () CllllSl'IIJ() dos que tjuerCIll lI!le () p"ís íiquc "à margem".1I i. os recu rsos combinados das duas nações formarão 1I1ll<1 co.1.iliz ão 71 77. a estabilidade de sua sociedade.. .ihz.1 York: Simou .'n"lI" .11):1111. tal mudança não será fácil e não se realizará em menos de uma década. alternando SU<1 adesão rara equilibrar a China com o jap.u ion l.1! p(I:ltrI'l'nm fWllmi. I' K(. The SIt"l'i II~ 01 \Vorld I'ublic Ordcr ". este fica prejudicado pelas atitudes e política ctnocê ntricas dos japoneses.. NYE JI< . p.