Conhecendo a nossa Igreja

Por que conhecer
Conhecer a Igreja faz parte do processo de decidir-se por ser ou não confirmado na fé. Para que nos decidamos pela confirmação precisamos conhecer a história da Igreja, não faz sentido sermos confirmados na fé e continuarmos sem saber como defender a Igreja dos ataques constantes, sem saber a origem da nossa fé e principalmente sem saber que houve outros católicos que deram até mesmo sua vida por esta Igreja. Conhecer a Igreja é ver seus pecados (humanos), suas virtudes (santos e martíres) e saber que acima de tudo Deus, através do Espírito Santo, é quem guia e inspira as ações e verdades salvíficas de nossa fé. Conhecer a história da Igreja consiste em saber nossas origens preservar o seu conteúdo para que possamos atualizá-la na forma de transmiti-la mas nunca, acrescentar nada a sua Verdade.

Jesus Cristo o início da Igreja
Os cristãos tem a “pretensão” de afirmar que sua religião é a única em que Deus vem em direção do homem para providenciar a sua salvação. Salvação esta que consiste em curar-se da tendência para o mal que nos deixou o pecado original. Deus, que nos criou para a felicidade, vem desde o início da criação buscar revelar-se para o homem, e o ápice desta revelação consiste na encarnação do Verbo (Concepção de Jesus Cristo). Neste momento incia-se o processo pleno da revelação, depois de Cristo, podemos através do Espírito Santo e com auxílio do Magistério da Igreja nos aprofundar na fé, mas não há mais nada a ser revelado. Não somos uma religião que tem um livro com uma coletânea de regras a ser seguida, nossa religião tem como conteúdo o próprio Cristo. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (São João 14,6). Ele é a revelação do proprio Deus: Ele esta no Pai e o Pai esta Nele (São João 14,7-11). Como não sabemos ser homens (humanos) de verdade, Deus se encarna e nos ensina como devemos ser, ensina-nos sobre o verdadeiro amor, sobre o perdão, sobre a necessidade da penitência (vida ascética), sobre oração, sobre como relacionar-se um com os outros, sobre autoridade e acima de tudo nos ensina a nos prepararmos para o Reino do Pai.

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Durante aproximandamente 3 anos a revelação é feita para o mundo, para os discípulos e para os apóstolos. Cristo Se revela, revela o Pai e prepara a Igreja para ser depósito de sua fé.

"Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28,19-20)

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Os apóstolos
Como durante a vida pública de Jesus Cristo os seus ensinamentos continuam sendo pregados e ensinados através da palavra, de maneira oral, os apóstolos obedecendo e guardando aquilo que foi ensinado e aquilo que viveram ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo transmitem para aqueles que os ouvem a verdade, o caminho e a vida que é Jesus Cristo. Estamos ainda muito longe de ter algo escrito, esta transmissão de conhecimento e sua veracidade consiste no cuidado de transmitir aquilo que foi ouvido, aquilo que foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo sem acrescentar nada e apenas aprofundando a vivência e compreensão sobre tudo o que foi ensinado. Isso consiste o que chamamos de Magistério da Igreja, ai esta a sua origem os apostólos hoje são representados pelos Bispos e pelo Bispo de Roma (O Santo Padre) e eles são responsáveis por transmitir a Verdade deixada por Cristo. Não interessa se para isso utilizam a voz, a internet, a TV, revista em quadrinhos ou qualquer meio que acharem mais adequados, a Verdade permanece a mesma a forma de transmitir que muda. Este, talvez, seja um dos motivos que levam a Igreja ser chamada de retrógrada. A Igreja transmite a Verdade, e a Verdade não se altera, é imutável, a Verdade é atemporal, a Verdade é aquilo que é, e nada mais. Outra coisa que podemos deixar bem claro aqui é que a Bíblia nasceu depois da Igreja Católica e não o contrário.

"E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.Depois, ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo." (Mt 16,18-20)

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A idade sub-apostólica
Depois da morte dos apóstolos temos as pessoas que conheceram aos apóstolos mas que não os tem mais em sua presença. Ai ainda vemos o Magistério e a Tradição da Igreja guardando a Fé deixada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Nesta idade podemos ver o surgimendo dos “Bispos” aqueles que eram ordenados para guardar a fé, assim como foram os apóstolos e que muitas vezes com sua vida mantinham essa fé intacta. Podemos lembrar de Santo Inácio de Antioquia, discípulo do Apóstolo João que foi sucessor de Pedro que no caminho do seu caminho para a morte (foi condenado por ser cristão e por não renegar a sua Fé) em Roma, confirmava a fé em cada local que passava ordenando as verdades da Fé de acordo com o que ouvio do Apóstolo João e de outros apóstolos que conheceu.

“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.(São João Crisóstomo , doutor da Igreja)

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Origem da devoção aos Santos
Durante o período que vai até o século III (aproximadamente) os cristão foram perseguidos em Roma e para poder se encontrar e celebrar a sua fé se encontravam próximos as catacumbas. As catacumbas eram cemitérios que formavam verdadeiras galerias (chegando a ter até quadro andares) onde os pagãos enterravam seus mortos e os cristão também utilizaram para estes fins. Elas se localizavam fora de Roma, nos caminhos que levavam a Roma e martíres cristãos foram enterrados lá. Neste túmulos dos martíres podemos perceber que a devoção aos Santos da Igreja já vem desde os princípios. Pois os cristãos que visitavam as catacumbas deixavam nas paredes como “Pedro reze por nós junto a Cristo”. Muitas Igrejas históricas foram construídas sobre locais aonde foram enterrados estes martíres. A Igreja acredita que no martírio (momento da morte) o corpo do martír, corpo da Igreja, se une a dor e é o próprio Cristo que sofre ali. Baseado nisso havia antes do Concílio Vaticano II uma regra que dizia que os altares deviam ser construídos sempre sobre relíquias de martíres.

“O sangue dos mártires era semente de novos cristãos” (Tertuliano de Cartago)

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Os Santos Padres
Encerrada a perseguição aos cristãos e com o cristianismo sendo a religião do imperador o cristianismo se popularizou, “virou moda ser cristão”. Ai surge o martírio branco aqueles que para se aproximar de Deus e para viver uma vida de acordo com que Jesus pregou optam em ir para os desertos e viver vidas extremamente austeras. Buscando combater a idolatria se retiravam para o deserto com pouco ou quase nenhum contato com o resto da civilização vivendo uma vida de oração, penitência e trabalho (atividades manuais), sozinhos ou em pequenas comunidades, pequenas comunidades estas onde o monge mais próximo ficava a uma distância suficiente para não se conseguir identificar quem era o monge. Eles também tinham um diretor espiritual que chamavam de Abba. Grande parte dos ensinamentos da Tradição da Igreja vem deste monges, que chamamos de Santos Padres, eles “inventaram” a vida religiosa e buscavam acima de tudo aproximar-se de Deus e conseguir a sua salvação. O martírio branco destes monges trouxeram como consequência um caminho de santidade que devem ser seguidos, dentro da sua realidade, por todos os cristãos.

“Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres.” (Cardeal Henri de Lubac)

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A estrutura da Igreja

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Fontes
● ● Curso: História da Igreja, Padre Paulo Ricardo Júnior - Carga horária (21h) Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora - http://cnsajovem.blogspot.com

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