COOEDITA – Cooperativa Educacional de Itapetinga Data: 09/09/2011 Série:8ª Turma:B Aluno

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Felipe Ferraz Trindade
Professor: Wagner

Fase 1: Criação Fase 2: Arranjos Musicais Fase 3: Ensaios

Apenas se pretende construir a base da música. fazendo uma boa gestão do tempo utilizado. as principais etapas que um músico tem que completar para que possa colocar um CD musical no mercado.Fase 4: Gravação Fase 5: Mistura Fase 6: Audição Fase 7: Masterização Fase 8: Registo e Legalização Fase 9: Fabricação Fase 10: Distribuição e Comercialização Fase 11: Conclusão 1. Cada uma das etapas é descrita de uma forma simples. Tem depois que se certificar que o produto é correctamente reproduzido em sistemas diferentes. evitando o uso de termos demasiadamente específicos. Talvez. fazer a capa e incumbir uma fábrica da fabricação dos CDs. mas o que é certo é que a grande maioria dos músicos não chega sequer a gravar em estúdio… Pretende-se com este trabalho dar a conhecer a potenciais interessados. ao alcance dos consumidores. Pode parecer fácil. Depois é só registar as músicas. para que possa passar à fase de masterização. No final faz-se um acordo com uma empresa de distribuição e o CD chega aos consumidores. Geralmente. Não há qualquer regra que defina o que deve ser feito primeiro. pela primeira fase: a de Criação. Para que isso se torne possível. Criação Neste trabalho são descritas. . Durante esta fase. O pior é chegar lá… Começamos. Por vezes ouvimos dizer que é fácil viver na indústria discográfica. de forma simples. terá que criar algumas músicas e arranjos para elas. o músico ou os músicos compõem uma melodia. que constituem o primeiro arranjo musical. Ficará ao critério do autor criar primeiro. Depois terá que ensaiá-las até se achar pronto para gravar em estúdio. ou a música. No estúdio terá que gravá-las e misturá-las da melhor forma possível. obter uma licença para duplicação e comercialização. então. geralmente acompanhada de acordes básicos. as principais etapas necessárias à produção completa de um CD musical. escreve-se também uma letra para acompanhar a melodia. ou a letra. e se a música não for instrumental.

Pode-se ainda acrescentar que os efeitos sonoros têm cada vez mais influência na definição de um estilo musical. 03. onde as condições tanto acústicas como tecnológicas são francamente melhores. uma vez que é um ambiente onde o músico está sujeito a diversas pressões que podem influenciar o seu desempenho. 04. quer em concertos ao vivo. procura "enquadrar" a sua música dentro do estilo musical pretendido. no final. que esta fique dominada (e até decorada). através do uso de intrumentos. Se o estúdio for grande e tiver condições para isolar acusticamente cada instrumento.02. É claro que. Ensaios O passo seguinte são os Ensaios. Arranjos Musicais Passamos à fase de Arranjos Musicais. Esta segurança só se poderá conseguir com ensaios. fruto dessa familiarização com a música. Poderá ser o encarregado do estúdio ou um dos músicos. Reduz-se assim a possibilidade de enganos. surgem estilos completamente novos. são conseguidos num verdadeiro estúdio. fruto da criatividade de cada autor. se não houver dinheiro para um produtor. Em estúdio. se encarregue da mistura. geralmente à hora. que irá servir de orientação rítmica para os outros músicos que vão gravar depois. A utilização de efeitos permite ainda criar ambientes e texturas sonoras impossíveis de alcançar anteriormente. muitas vezes. caso não esteja seguro. ao mesmo tempo que surgirão novas ideias que poderão complementar ainda mais o arranjo musical. Como exemplo temos o Rock actual cujo som não podemos dissociar de uma guitarra eléctrica ligada a um pedal de distorção ou overdrive. definir um orientador que diga o que fica bem e o que não fica e que. poder-se-á pensar em gravar tudo ao mesmo tempo. quer em estúdio. sobretudo para bandas. . de frases musicais e de acompanhamentos e acordes próprios de cada estilo. os melhores resultados. em que o autor. Porém têm uma grande desvantagem: pagamse. individualmente. começa-se por gravar primeiro a bateria. regra geral. aproveitar o tempo da melhor forma. A gravação é feita. no caso de uma banda. Nesta fase é conveniente. com a descida de preços do material informático. Esta fase revelar-se-á muito importante no estúdio. Gravação Embora os chamados home studios estejam cada vez mais em voga. Nesta fase o músico ou a banda procuram interiorizar a música de tal forma. Pretende-se com esta medida.

aplicando uma boa quantidade de reverb. por isso. ambos terão de repetir o take. médios e agudos para cada uma individualmente e. por exemplo. 05. Em relação ao ajuste dos níveis sonoros. que servirão de referência e comparação para a mistura que se irá efectuar. porque há mais material para trabalhar e haverá sempre alguém com mais experiência a aconselhar. geralmente. é natural que uma gravação . quem ouvir a gravação ouvirá uma aproximação daquilo que ouviria. caso estivesse em frente da orquestra. deverá ser feita pista-a-pista. ideias novas. Como cada sistema de reprodução tem as suas características muito próprias. É também feita a equalização de cada uma das pistas e a aplicação de efeitos aos instrumentos.uma vez que cada instrumento irá para uma pista diferente. Quanto à equalização. deve-se na mistura ajustar a panorâmica dos violinos para a direita e aplicar pouco ou nenhum reverb e. Em estúdio surgem. Nunca se deverá gravar. no caso de um dos cantores se enganar. Antes de começar e sempre que necessário. é por vezes melhor reduzir do que aumentar. deverá ser encontrado um equilíbrio entre instrumentos e vozes de modo a que todos se oiçam. visto ser ela que "dá vida" à melodia. nos contrabaixos. Durante esta fase. Por exemplo. Audição Após a fase de mistura há que passar à fase de Audição e avaliação das músicas gravadas e misturadas. se se tiver uma gravação de uma orquestra em que os violinos estavam à frente e à direita e os contrabaixos atrás e à esquerda. Há. duas vozes ao mesmo tempo com o mesmo microfone. devem ouvir-se CDs bem conhecidos e bem gravados no sistema de reprodução do estúdio. Dando um exemplo simplista. 06. Aqui acertam-se os níveis sonoros e a panorâmica de cada pista gravada. uma tendência para realçar a voz. para não "borrar" o som. Assim. porque irá dificultar a mistura e. ajustando graves. Durante a fase de mistura surgem normalmente muitas ideias que conduzem a uma grande modificação do produto final. Com a panorâmica podem criar-se verdadeiros ambientes sonoros. se o som de uma guitarra tiver poucos baixos deve primeiro tentar reduzir-se nos agudos e não aumentar os baixos. ajustar a panorâmica para a esquerda. Mistura Esta é já uma etapa final da gravação. As músicas tendem. a ficar mais ricas. se a eles juntarmos a utilização de efeitos. no final deverá ser feita uma equalização ouvindo todas as pistas ao mesmo tempo. no entanto.

Durante esta fase é também feita uma equalização final. a gravação deverá ser ouvida no maior número de sistemas possível e corrigida no estúdio. até se encontrar uma mistura que soe o melhor possível em todo o lado. . nem distorção. enquanto que uma gravação além dos limites irá ficar distorcida. 09. juntamente com o master. 10. O preço de um CD prensado é muito mais baixo do que o de um CD-R.que tenha ficado óptima no estúdio vá soar mal numa outra aparelhagem. 08. deverá ser entregue numa disquete. É claro que sai muito mais caro do que se fossem os próprios músicos a fazê-la. mas as probabilidades de sucesso também são muto maiores. É também a SPA que concede licenças para duplicação e comercialização do CD. Distribuição e Comercialização Para que haja certeza de que o CD chega a toda a gente. Masterização Nesta fase. Fabricação Qualquer CD em comercialização tem uma capa (salvo raras excepções). Os CDs copiados na fábrica são prensados e não gravados a laser. basicamente. quem trata da segurança dos autores é a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores). trabalha-se já com o as músicas no seu todo e não com as pistas individualmente. Ajustam-se os níveis de maneira óptima para que não haja nem ruído. certo de que ninguém lhe vai roubar o direito às suas músicas. depois de verificar que o produto não viola os direitos de outros autores já registados. à fábrica que se irá encarregar da duplicação dos CDs. depois de concebida e elaborada. ou uma cópia deste. sempre que necessário. que irá ser utilizado para a duplicação dos CDs. Em Portugal. Registro e Legalização Para que o músico possa dormir descansado. Esta. mais minunciosa de cada uma das músicas. tem que registar cada uma delas num organismo competente. como acontece com os gravadores CD-R. é feito um acordo com uma empresa de distribuição. Assim. No final é gravado o master. Uma gravação muito baixa irá concerteza deixar "transparecer" ruído. 07.

o produto chega às rádios e às discotecas e começa a promoção do CD. Conclusão É certo. que nem sempre vêm o seu trabalho ser acreditado. que à partida. os interesses económicos falam mais alto do que o talento dos músicos. É então uma indústria na qual será mais ou menos fácil sobreviver. mentais e financeiros da parte dos músicos. na indústria musical da actualidade. Envolve grandes esforços físicos. mas que é muito difícil de atingir. que é feita de inúmeras formas. . verificamos que a grande maioria dos músicos nem sequer consegue chegar ao primeiro patamar da produção de um CD: a fase de gravação. 11. Se a isto aliarmos o facto de que. mas é na realidade algo difícil e moroso. a produção de um CD musical parece uma tarefa fácil.Por fim. Esperemos que o futuro nos reserve mais facilidades e mais apoios nesse sentido. como por exemplo: concertos ao vivo.

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