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LISTA A

CONTRUIR UM ISA COM FUTURO

PROPOSTA DE GRANDES LINHAS ORIENTADORAS PARA A ORGANIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO DO ISA A APRESENTAR EM ASSEMBLEIA ESTATUTÁRIA

A Proposta de estatutos para o ISA, que iremos discutir e aprovar dentro de alguns
meses em sede de Assembleia Estatutária (AE), deverá basear-se numa estrutura
organizativa e de funcionamento tendo em conta as restrições actuais do ISA e o que
pretendemos que seja o ISA no futuro.

A conjugação das restrições actuais e a resposta às oportunidades futuras deverão
preocupar-nos na elaboração da organização interna e respectivo funcionamento.

1. Estrutura organizativa

O ISA deverá estruturar-se em torno dos três vectores em que baseia a sua actividade
principal, enquanto entidade que produz ensino e conhecimento, investigação
científica e realiza transferência de tecnologia.

A organização interna do ISA terá de enquadrar estes três vectores de forma a integrar
todos os seus docentes e investigadores, numa óptica de autonomia de decisão e de
responsabilização, a partir da definição de objectivos.

A estrutura base do ISA deverá assentar num conjunto de Unidades de Ensino (UE)
que incluem todos os docentes e que, por sua vez, integram as Comissões de Curso,
eleitas a partir das UE. É nas Comissões de Curso que deverá assentar a
responsabilidade de toda a actividade e programação de cada curso. Se o objectivo é
garantir um ensino de excelência, deveremos avançar para órgãos que assumam essa
responsabilidade, constituídos por elementos eleitos e que trabalharão em articulação
com a Direcção da escola (Direcção, Conselho Científico e Conselho Pedagógico).

As Unidades de Investigação, baseadas nos Centros de Investigação
(independentemente de receberem financiamento da FCT) deverão endogeneizar toda
a produção científica, de forma autónoma e com a definição de objectivos anuais; as
unidades de investigação, por outro lado, deverão apoiar as unidades de ensino e
aproveitar as respectivas sinergias a partir de redes de ensino que se estabeleçam, a
nível nacional ou internacional.

Em articulação com as Unidades de Investigação e de Ensino, deverá existir uma
Comissão de Programas Doutorais.

Finalmente, a transferência de tecnologia deverá basear-se em Centros Tecnológicos
(CT) que serão, simultaneamente, unidades de transferência de tecnologia e de
prestação de serviços.

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LISTA A
CONTRUIR UM ISA COM FUTURO

Defendemos que o modelo de organização do ISA deverá respeitar um conjunto de
unidades de carácter vertical (caso das Comissões de Curso) e unidades de carácter
transversal (caso dos Centros Tecnológicos).

2. Governação do ISA

Na estrutura organizativa do ISA, a coordenação e Direcção de toda a escola estará
centrada no Conselho Geral, na Direcção, no Conselho Científico e no Conselho
Pedagógico.

Propomos também a criação da Assembleia Geral do ISA, onde terão assento todos
os elementos que fazem parte dos diferentes corpos da escola (docentes,
investigadores, funcionários, bolseiros, estudantes). É um órgão consultivo, a reunir
uma vez por ano, que debaterá a situação da escola e discutirá projectos estruturantes
para o futuro.

Deverá ser dada importância à reestruturação dos serviços centrais, seguindo a
orientação actual: há que manter, na futura estrutura do ISA, um Gabinete de
Projectos, dependente da Direcção, mas em articulação com a unidade coordenadora
da investigação, por forma a que, para além de ser garantida a desburocratização do
trabalho científico e a boa gestão financeira dos projectos, seja também assegurada a
promoção de projectos junto da população da escola e, nalguns casos, em conjunto
com unidades de investigação de outras universidades.

Os princípios gerais de governação deverão também ser adoptados para todos os
serviços de apoio central (temos exemplos tão diversos como o Centro de Informática,
a Biblioteca ou os Espaços da Tapada), tendo sempre em atenção o melhor
aproveitamento dos recursos humanos disponíveis.

As diferentes unidades propostas (ensino, investigação, tecnologia) terão como
responsável um(a) coordenador(a), que presidirá ao conselho da unidade respectiva.
Este coordenador(a) deverá trabalhar na base de um plano anual, assente no
programa do ano e respectivo orçamento, tendo em conta a respectiva origem do
financiamento.

Só com esta definição muito clara de organização, funcionamento e responsabilização,
poderemos vir a introduzir novas dinâmicas estruturantes para que, dentro de algum
tempo, o ISA se possa assumir como escola de referência a nível nacional,
projectando já uma internacionalização futura, sem a qual não teremos capacidade de
crescer num ambiente de excelência.

Carlos Noéme Isabel Sousa Pedro Lynce Helena R. Almeida
António Monteiro José Luís Teixeira Graça Abrantes Cristina Queda
Sara Amâncio Luís Mira Helena Oliveira Madalena Lordelo
Margarida Tomé Luís Paulo Ribeiro David Fangueiro Francisco G. Silva
Isabel Ferreira Cristina Oliveira Anatoly Shalatov Ana Luísa Soares
Fernanda Cabral Margarida Moldão Luísa Carvalho Teresa Matos

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