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OS ESTATUTOS DO ISA – MUDAR MAS PARA MELHOR – 27 DE NOVEMBRO DE 2008

ASSEMBLEIA ESTATUTÁRIA (AE) DO ISA

Lista B (Docentes e Investigadores) ‐ MUDAR, MAS PARA MELHOR

Os estatutos são obviamente importantes para o futuro do ISA. Quer isto dizer que
eles devem potenciar a mudança necessária para garantir a sustentabilidade da escola,
acompanhando as alterações e os desafios que se colocam a nível da UTL e no contexto
internacional. Os estatutos devem definir com clareza a missão do ISA como promotor da
ciência, da cultura e do desenvolvimento tecnológico e não devem descurar a boa gestão do
ensino nos seus diversos formatos. Devem permitir a diversidade de opções garantindo a
‘inclusividade’ sem pôr em causa a deontologia e os objectivos institucionais. Não devem ser
excessivamente regulamentadores para permitir uma adaptação atempada à evolução da
escola e às alterações na sociedade.
Para além de resolverem muitos problemas práticos, os estatutos do ISA têm que ser
simples, concisos e sem ambiguidades. É evidente que há condicionamentos que resultam da
Lei 62/2007 de 10 de Setembro (RJIES) que nas Secções V e VI definem o modelo de base e as
restrições quanto à estrutura e competência dos órgãos de governo e gestão da escola. Por
outro lado, os estatutos da UTL definem as grandes opções em termos de modelo de escola.
Para a nossa lista (B) as opções estatutárias devem ter por base princípios fundamentais
que garantam os direitos e deveres dos membros do ISA e sejam facilitadores das actividades
que permitam à escola atingir os seus objectivos e missão. A leitura dos actuais estatutos e o
conhecimento das práticas associadas, mostra que há muito espaço para melhorar e é por essa
via que nos propomos – mudar, mas para melhor. Votar para a AE implica conhecer as
propostas de cada lista em termos de princípios e soluções práticas, mas também ter confiança
nos elementos que integram as listas.
Estes são alguns dos princípios e soluções práticas que, para além da garantia de uma gestão
adequada, consideramos fulcrais:
PRINCÍPIOS
Primeiro: promover a qualidade elevada e a procura da excelência no ensino e na
investigação no seio de uma universidade moderna e dinâmica como a Universidade Técnica
de Lisboa (UTL) pretende ser.
Segundo: a gestão científica e a coordenação pedagógica devem manter‐se separadas da
administração.
Terceiro: os estatutos deverão estar abertos a uma maior integração universitária
Quarto: instituir uma organização departamental que garanta a representatividade, o uso
eficaz dos recursos materiais e humanos e a sinergia científica possível.
Quinto: os estatutos do ISA devem consagrar o princípio da ‘inclusividade’ académica
baseada nos três pilares da actividade universitária: ensino, investigação e prestação de
serviços/gestão institucional;

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OS ESTATUTOS DO ISA – MUDAR MAS PARA MELHOR – 27 DE NOVEMBRO DE 2008

Sexto: os estatutos devem instituir uma ampla participação dos membros do Instituto
(docentes, investigadores e funcionários não‐docentes não‐investigadores) na vida da
escola1.
Sétimo: os estatutos do ISA devem consagrar a abertura do Instituto à sociedade.

ALGUMAS SOLUÇÕES
I.
1) Assegurar a qualidade do ensino dos 3 ciclos ministrados no ISA licenciatura, mestrado e
doutoramento;
2) Criar um clima favorável à produção científica, à prestação de serviços de qualidade e ao
ensino especializado e aperfeiçoar a integração das unidades de investigação na escola;
3) Garantir uma gestão adequada e o apoio a iniciativas no âmbito da missão e divulgação do
ISA.
4) Desenvolver mecanismos de autoavaliação que permitam uma melhoria contínua da
instituição e dos seus membros;
II.
5) Separação e autonomia das presidências dos órgãos especializados de governo e gestão da
escola, nomeadamente a presidência da escola, o conselho científico e o conselho
pedagógico, de modo que cada um possa concentrar‐se nos seus objectivos específicos.
6) De acordo com os estatutos da UTL os órgãos de gestão devem ser dotados de meios para
o desempenho efectivo das suas funções;
7) Instituição de órgãos que actuem efectivamente na coordenação (de proximidade) do
ensino em cada curso (e.g., Comissões de Curso do 1º e 2º ciclos) em consonância com os
conselhos científico e pedagógico e com os departamentos;
8) Os programas de 3º ciclo (doutoramentos) deverão continuar a ser coordenados pelo
conselho científico através da comissão de coordenação da pós‐graduação (CCPG);
III.
9) Os estatutos deverão consignar a abertura e os incentivos para a participação do ISA em
entidades transversais à actual estrutura de unidades orgânicas da UTL.
10) Igualmente, deverão facilitar a cooperação com as outras escolas da UTL, bem como com
outras instituições de ensino superior.
IV.
11) A nova organização departamental deve reduzir o número actual de departamentos,
organizando‐os com base na afinidade científica e de actuação prática.
12) Os departamentos devem organizar‐se de modo a facilitar o uso eficaz dos recursos,
promovendo a qualidade do ensino e a sinergia científica, sem alienar a liberdade de
opção dos seus potenciais membros;
13) Os departamentos poderão cooperar nas funções de administração e partilhar funções
com (ou fazer propostas a) os restantes órgãos de gestão.
V.

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O ISA deve reger‐se pelo princípio expresso no artigo 4 dos estatutos da UTL que consigna o respeito
pelos direitos, deveres e garantias dos seus membros.

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OS ESTATUTOS DO ISA – MUDAR MAS PARA MELHOR – 27 DE NOVEMBRO DE 2008

14) A apreciação da actividade dos docentes e investigadores deve ter em conta as diversas
áreas da actividade universitária e os órgãos de gestão devem promover a excelência em
qualquer destas áreas.
VI.
15) Para além da desejável abertura e transparência do funcionamento corrente, os estatutos
deverão instituir um órgão consultivo, de ampla participação que permita a discussão
pública, quer das grandes linhas de estratégia e evolução da escola e da UTL , quer de
outros temas de relevância para a vida no campus da Tapada.
VII.
16) A abertura do ISA à sociedade deverá ter expressão através de:
a) Participação de personalidades, de reconhecida competência e prestígio, nos órgãos
de gestão em que tal está consignado na lei,
b) Formalização da relação com, por exemplo, associações de antigos alunos; com a
possibilidade de actuação na promoção e apoio aos formados pelo ISA ;
c) Promoção do empreendedorismo e desenvolvimento empresarial com base na
inovação e na transferência de tecnologia;
d) Oferta de cursos de formação de natureza vária, pós‐graduada e não só, reflexo do
diálogo ISA – sociedade;
e) Abertura a parcerias e à cooperação com empresas, associações profissionais e
entidades públicas no campo da prestação de serviços e desenvolvimento tecnológico;
f) Manter e aperfeiçoar a participação do ISA em entidades de suporte à ligação ISA‐
Sociedade.

ISA, 3 de Dezembro de 2008

Lista B

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