ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO

1. INTRODUÇÃO 1.1 Evolução histórica A função de produção, entendida como o conjunto de atividades que levam à transformação de um bem tangível em um outro com maior utilidade, acompanha o homem desde sua origem. Quando polia a pedra a fim de transformá-la em utensílio mais eficaz, o homem pré-histórico estava executando uma atividade de produção. Nesse primeiro estágio, as ferramentas e os utensílios eram utilizados exclusivamente por quem os produzia, ou seja, inexistia o comércio, mesmo que de troca ou escambo.

Com o passar do tempo, muitas pessoas se revelaram extremamente habilidosas na produção de certos bens, e passaram a produzi-los conforme solicitação e especificações apresentadas por terceiros. Surgiam então os primeiros artesãos e a primeira forma de produção organizada, já que os artesãos estabeleciam prazos de entrega, conseqüentemente estabelecendo prioridades, atendiam especificações pré-estabelecidas e fixavam preços para suas encomendas. A produção artesanal também evoluiu. Os artesãos, em face do grande número de encomendas, começaram a contratar ajudantes, que inicialmente faziam apenas os trabalhos mais grosseiros e de menor responsabilidade. À medida que aprendiam o ofício, entretanto, esses ajudantes se tornavam novos artesãos.

A produção artesanal começou a entrar em decadência com o advento da Revolução Industrial. Com a descoberta da máquina a vapor em 1764 por James Watt, tem início o processo de substituição da força humana pela força da máquina. Os artesãos, que até então trabalhavam em suas próprias oficinas, começaram a ser agrupados nas primeira fábricas. Essa verdadeira revolução na maneira como os produtos eram fabricados trouxe consigo algumas exigências. Por exemplo:

• • • • • • •

padronização dos processos de fabricação Padronização dos produtos; treinamento e habilitação da mão-de-obra direta; criação e desenvolvimento dos gerenciais e de supervisão; desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle da produção desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle financeiro; desenvolvimento de técnicas de vendas.

Muitos dos conceitos que hoje nos parecem óbvios não o eram na época, como o conceito de padronização de componentes introduzido por Eli Whitney em 1790, quando conduziu a produção de mosquetões com peças intercambiáveis, fornecendo uma grande vantagem operacional aos exércitos. Teve início o registro, através de desenhos e croquis, dos produtos e processos fabris, surgindo a função de projeto de produto, de processos, de instalações, de equipamentos, etc. A análise da relação entre o output - ou, em outros termos, uma medida quantitativa do que foi produzido, como quantidade ou valor das receitas provenientes da venda dos produtos e/ou serviços finais - e o input ou, em outros termos, uma medida quantitativa dos insumos, como quantidade ou valor das matérias primas, mão-de-obra, energia elétrica, capital, instalações prediais, etc. - nos permite quantificar a produtividade, que sempre foi o grande indicador de sucesso ou fracasso das empresas.

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Produtividade = Medida do output Medida do input Na década de 10 Henry Ford criou a linha de montagem seriada, revolucionando os métodos e processos produtivos até então existentes. Surge o conceito de produção em massa, caracterizada por grandes volumes de produtos extremamente padronizados, isto é, baixíssima variação nos tipos de produtos finais. Essa busca melhoria da produtividade por meio de novas técnicas definiu o que se denominou engenharia industrial. Novos conceitos foram introduzidos, tais como: • • • • • • • • • • • • Linha de montagem; Posto de trabalho; Estoques intermediários; Monotonia do trabalho; Arranjo físico; Balanceamento de linha; Produtos em processo; Motivação; Sindicatos; Manutenção preventiva; Controle estatístico da qualidade; Fluxogramas de processos.

A produção em massa aumentou de maneira fantástica a produtividade e a qualidade, e foram obtidos produtos bem mais uniformes, em razão da padronização e da aplicação de técnicas de controle estatístico da qualidade. A título de ilustração, em fins de 1996 já tínhamos no Brasil fábricas que montavam 1.800 automóveis em um dia, ou seja, uma média de 1,25 automóvel por minuto. O conceito de produção em massa e as técnicas produtivas dele decorrentes predominaram nas fábricas até meados da década de 60, quando surgiram novas técnicas produtivas, que vieram a caracterizar a denominada produção enxuta. A produção enxuta introduziu, entre outros, os seguintes conceitos:


• • • • • • •

Just-in-time”; Engenharia simultânea; Tecnologia de grupo; Consórcio modular; Células de produção Desdobramento da função qualidade; Sistemas flexíveis da manufatura; Manufatura integrada por computador; “Benchmarking”.

Ao longo desse processo de modernização da produção, cresce em importância a figura do consumidor. Pode-se dizer que a procura da satisfação do consumidor é que tem levado as empresas a se atualizarem com novas técnicas de produção, cada vez mais eficazes, eficiente e de alta produtividade. É tão grande a atenção dispensada ao consumidor que este, em muitos casos, já especifica em detalhes o “seu” produto, sem que isso atrapalhe os processos de produção do fornecedor, tal a sua flexibilidade. Assim, estamos caminhando para a produção customizada, que, sob certos aspectos, é um “retorno ao artesanato” sem a figura do artesão que passa a ser substituído por moderníssimas fábricas. Houve, pois, uma ampliação do conceito de produção, que passou a incorporar os serviços. Fechou-se o universo de possibilidades de produção e a ele deu-se o nome de Operações. Assim, Operações compõem o conjunto de todas as atividades da empresa relacionadas com a produção de bens e/ou serviços.

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Doravante designaremos Administração da Produção/ Operações o conjunto de técnicas e conceitos apresentados no restante deste trabalho. 1.2 Fluxos de mercadorias, serviços e capitais O consumidor constitui a base de referência de todos os esforços feitos nas empresas modernas. Atendê-lo da melhor forma possível deve ser o objetivo de toda empresa. Torna-se necessário que os produtos e/ou serviços estejam à disposição para serem consumidos, devendo estar próximos ao consumidor.

As empresas necessitam cada vez mais de esquemas de distribuição rápidos e eficazes, com vários depósitos de produtos acabados junto aos mercados consumidores, ou esquemas de entrega extremamente ágeis, pois o prazo de entrega é fator essencial na decisão de comprar. A Logística Empresarial, parte integrante da Administração das Operações, constitui um conjunto de técnicas de gestão da distribuição e transporte dos produtos finais, do transporte e manuseio interno às instalações e do transporte das matérias-primas necessárias ao processo produtivo. Com a globalização das economias e a criação de produtos padronizados em termos mundiais a exemplo dos carros mundiais cujas partes podem ser produzidas em países diferentes, o fluxo de mercadorias tende a atingir volumes jamais vistos. No tocante aos serviços, o volume tende a ser ainda maior. Com a melhoria dos meios de comunicação é normal vermos empresas com seus departamentos de cobrança, de atendimento ao cliente, jurídico, etc., em cidades diferentes. Na área de mercados de capitais temos os fluxos de dinheiro, que, como uma “nuvem”, vagam sobre o mundo à procura de locais onde possam “descer” e obter o máximo rendimento possível.

1.3 Objetivos da Adm.da produção Podemos afirmar que todas as atividades desenvolvidas por uma empresa visando atender seus objetivos de curto, médio e longo prazos, se inter-relacionam, muitas vezes de forma extremamente complexa. Como tais atividades, na tentativa de transformar insumos, tais como matérias-primas, em produtos acabados e/ou serviços, consomem recursos e nem sempre agregam valor ao produto final, constitui objetivo da Administração da Produção/Operações a gestão eficaz dessas atividades. Dentro desse conceito, encontramos a Administração da Produção/Operações em todas as áreas de atuação dos diretores, gerentes, supervisores e/ou qualquer colaborador da empresa. Os conceitos e técnicas que fazem parte da Administração da Produção dizem respeito às funções administrativas clássicas (planejamento, organização, direção e controle) aplicadas às atividades envolvidas com a produção física de um produto ou à prestação de um serviço. Os últimos 50 anos constituíram uma época de grandes mudanças na gestão e organização do sistema produtivo das empresas industriais em todo o mundo. Dois grandes grupos de mudanças foram marcantes nesse período. O primeiro foi o grande desenvolvimento tecnológico ocorrido em termos de máquinas, sistemas de informações, automação, robótica, telecomunicações, entre outros, que tornaram possível um planejamento e controle mais eficiente das operações. O segundo está relacionado às transformações relativas às novas filosofias, conceitos e métodos de gestão de recursos humanos. Os conhecimentos de gestão desenvolvidos por Taylor, Ford e Sloan trouxeram, desde o início do século XX, avanços sem precedentes à produtividade. Alguns dos fatores foram: produção em grande escala e em grandes lotes com correspondente redução dos custos unitários; elevada especialização do trabalho no chãode-fábrica; inexistência de envolvimento do trabalhador com a qualidade, sugestões ou melhorias das operações; o máximo possível em termos de verticalização da produção. Durante a década de 70, a Administração da Produção adquiriu nos Estados Unidos e a nível mundial, uma

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posição de destaque na moderna empresa industrial. Os fatos históricos que levaram à essa posição foram o declínio norte americano em termos de produtividade industrial e no comércio mundial de manufaturas. Desta forma o crescimento de algumas potências nesses aspectos como o Japão foi inevitável que há mais de 30 anos vem encarando a produção industrial e a geração de novos produtos como os elementos-chave no mercado interno e à nível internacional. A Toyota buscou uma forma alternativa à produção em massa para gerenciar o sistema de produção. Os princípios da produção em massa já não se ajustavam à difícil situação econômica e ao novo mercado de seu país naquele momento. Surge, então, a “produção enxuta”, com princípios diferentes dos da produção em massa, particularmente em relação à gestão dos materiais e ao trabalho humano nas fábricas. Alguns alicerces desse novo modo de produção, o Just-in-Time, a automação, a polivalência dos trabalhadores, o defeito zero, a produção em pequenos lotes, entre outros, passaram a ser os elementos do paradigma que se firmava. Ao longo do processo de modernização da produção, a figura do consumidor tem sido o foco principal, pois é a procura da satisfação do consumidor que tem levado as empresas a se atualizarem com novas técnicas de produção cada vez mais eficazes, eficientes e de alta produtividade. 2. FUNÇÕES DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO Para atingir seus objetivos, os sistemas produtivos devem exercer uma série de funções operacionais, desempenhadas por pessoas, que vão desde o projeto dos produtos, até o controle dos estoques, recrutamento e treinamento de colaboradores, aplicações de recursos financeiros , distribuição dos produtos, etc. Essas funções devem ser agrupadas em três funções básicas: Finanças, Produção e Marketing. O sucesso do sistema produtivo depende com essas três funções se relacionam. Por exemplo, Marketing pode promover a venda de bens e serviços que a produção não pode executar. Ou, ainda a Produção não pode ampliar sua capacidade produtiva sem a avaliação de Finanças para comprar matéria- prima e equipamentos. Os sistemas tradicionais de marketing exercem suas funções sem se preocupar se o plano de vendas estabelecido poderá eficientemente produzido, e mudanças de curto prazo, normalmente com incrementos de vendas, são bem vindas e estimuladas.

Atualmente,as empresas sabem que essas barreiras funcionais devem ser quebradas, o compartilhamento de informações nas tomadas de decisões é fundamental para o eficiente desempenho de todo o sistema.. A estrutura funcional deve ceder espaço a uma estrutura operacional aberta e multilateral. As funções básicas, por sua vez, à medida que os sistemas produtivos crescem, vão sendo desmembrados em sua atividades, gerando funções de suporte desempenhadas por especialistas de manutenção, controladoria, engenharia, distribuição, etc. Atualmente , uma questão importante em relação as funções de suporte é a questão da qualidade , tirando o operador do posto de trabalho pela verificação da qualidade do produto ou serviço, e passá-lo para um departamento especializado de Controle da Qualidade, existindo um conflito de quem é a responsabilidade por esta qualidade: o operador ou o inspetor da verifica o produto final. 2.1 Produção Segundo Slack (1996, p.34) a produção é a função central das organizações já que é aquela que vai se incumbir de alcançar o objetivo principal da empresa, o seja, sua razão de existir.

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minerações. Planejamento e controle de projetos A função de Produção consiste em todas as atividades que diretamente estão relacionadas com bens ou serviços. produção em massa e produção enxuta. Arranjos produtivos: produção artesanal.br . seguradora. A função na Figura 1.2. entretenimento.1 TIPOS DE OPERAÇÕES Produção de bens Movimentação e armazenagem Entretenimentos e comunicação Aluguel. clubes.5 A função produção se preocupa principalmente com os seguintes assuntos: • • • • • • • • Estratégia de produção: as diversas formas de organizar a produção para atender a demanda e ser competitivo. entrepostos Estação de TV e radio.permuta e empréstimos SISTEMAS PRODUTIVOS Manufaturas.concursospiedade. telecomunicações. aerolinhas. transportadoras. aluguel. A função de produção não compreende apenas as operações de fabricação e montagem de bens. agropecuárias Correio. Marketing www. jornais Bancos. mas também as atividades de armazenagem.4 é o centro dos sistemas produtivos. Tabela 1. operadora de leasing. locadora de bens. plano mestre de produção e seqüenciamento.hotelaria.com. conversões. estúdio de cinema. quando estão voltadas para a área de serviços. A Tabela 1. movimentação. Todas as atividades produtivas que não adicionarem valor aos bens e serviços devem ser consideradas como perdas e eliminadas. sendo responsável por gerar bens e serviços comercializados pela empresa Exemplos de entradas.construção civil. Projeto de produtos e serviços: criação e melhora de produtos e serviços. agregado. e saídas INSUMOS Capital Trabalho Materiais CONVERSÃO Cortar Alugar Transportar SAÍDAS Bens Serviços A essência da função de produção e adicionar valor aos bens e serviços durante o processo de transformação. Sistemas de produção: arranjo físico e fluxos produtivos.. estaleiros.3 apresenta exemplos de operações produtivas e em quais sistemas produtivos elas ocorrem. Ergonomia Estudo de tempos e movimentos Planejamento da produção: planejamento de capacidade. 2.

é comum encontrarmos programas de melhoria da produtividade em andamento. Medida da protutividade Avaliação da produtividade Melhoria da produtividade Planejamento da produtividade Tabela 1. A qualquer momento . e por outro ( longo prazo). Avaliar a produtividade e compará-las com a de outras empresas. 2.com. visando.2 Exemplos de entradas. Está encarregado de contactar com os clientes e sentir o mercado.6 É responsável em vender e promover bens e serviços produzidos por uma empresa.3 Administração da Produtividade Nas empresas. caracterizam o ciclo da produtividade. buscar informações sobre o potencial do mercado. planejamento e melhoria. visando projeto de novos bens e serviços a serem desenvolvidos.br .concursospiedade. tomando decisões estratégicas de publicidade estimativas de preções para os mesmos. Essas fases . abastecer a Produção com informações sobre a demanda pelos produtos atuais permitindo o planejamento e programação da produção. conversões e saídas INSUMOS Fabrica de eletrodomésticos Matéria-prima Componentes Equipamentos Instalações CONVERSÕES Conformação Montagem Inspeção Armazenagem SAÍDAS Liquidificadores Batedeiras Torradeiras Multiprocessadores www. como se vê na Figura 1 . por um lado (médio e curto prazo . uma empresa envolvida em um programa de melhoria da produtividade está em um dos quatros estágios ou fases: medida. concorrentes ou não. avaliação. tornou-se ação corriqueira entre os gerentes preocupados com o futuro com também de si mesmos.

com. Ajudantes Medicamentos Laboratórios Transportes dos bens e valores Guarde de bens e valores Recepção Exame Terapia Medicação Cirurgia Pacientes curados Enfermeiros. seja indispensáveis para a eficiente produção dos bens e serviços dentro de suais reais necessidades. Nos modernos sistemas de produção. e principalmente ao se empregar um sistema puxado de produção.7 Mão-de obra Expedição Centrifugas Transporte de bens e valores Segurança de bens e valores Transportadora de bens e valores Carros fortes Coleta de bens e valores Combustíveis Mão-de obra Hospital Instalações Equipamentos Médicos. o papel do marketing tem que estar voltado para a estabilização da base consumidora . Nesse sentido. Marketing tem duas importantes funções a cumprir: estabilizar a demanda pelos bens e serviços so0licitados pelos clientes. buscando clientes que queiram fazer acordos de logo prazo e garantir a estabilidade nas quantidades e datas de entrega dos bens e serviços comercializados. fazendo com que a participação do cliente.concursospiedade. desde os estágios iniciais do projeto. A eficiência só será alcançada com um sistema produtivo balanceado para atender a demanda. mas suscetível a problemas quando a variabilidade da demanda for grande. e envolver os clientes na otimização do projeto e produção de bens e serviços.br . Buscar clientes confiáveis tem nítida vantagem de fortalecer os laços comerciais e direcionar os objetivos mútuos para o bem comum da cadeia produtiva onde cliente e fornecedores estejam envolvidos. www.

br .concursospiedade.8 www.com.

9 www.concursospiedade.br .com.

são necessários os fatores de produção. habitação. vestimenta. Essas necessidades se materializam sob formas de alimentos.concursospiedade.br . transporte.com. material de higiene. caracterize os insumos (inputs) e os produtos/serviços finais (outputs): • • • • • • Usina siderúrgica Restaurante Clube de futebol Polícia (segurança pública) Lanchonete Fast-food Empresa de táxis Evolução Histórica • • • Para que a produção possa acontecer é necessário que as pessoas sintam necessidades.10 Questão para discussão: Toda empresa deve ter um produto/serviço final. Para que sujam os produtos. etc. Necessidades São definidas como um estado mental ou físico de privações Desejos www. Para as empresas relacionadas a seguir. que são os produtos.

• Trabalho: é o esforço do homem tão necessário em qualquer tarefa. Fatores de Produção • • • • Terra (ou natureza ) Capital Trabalho Tecnologias Fatores de Produção • Terra (ou natureza ): são os recursos naturais usados na produção. provenientes da natureza. Os materiais retirados da natureza o são pela força do trabalho. www. Assim como as necessidades. tanto através de atividades físicas como empresariais O trabalho humano é responsável pela transformação dos produtos.br . • Capital: são bens materiais produzidos pelo o homem e que serão utilizados na produção mas não se destinam à imediata satisfação das necessidades. • Tecnologias: corpo de conhecimentos que a empresa conta para produzir bens e/ou serviços. além de facilitar.11 São a corporificação das necessidades humanas moldadas segundo a cultura e a personalidade de cada indivíduo.com.concursospiedade. os desejos crescem com o desenvolvimento da sociedade. pois. O capital pode também ser expresso como valor monetário. remunera o trabalho.

Assim.1 MEDIDA DA PRODUTIVIDADE DA ORGANIZAÇÃO A forma de medir ou avaliar a produtividade numa empresa tem sido objeto de estudos entre muitos pesquisadores. produziu 1. assim. uma avaliação efetuada entre dois instantes no tempo. consecutivos ou não. com a utilização de 800 homens. cada com suas vantagens e desvantagens e seus respectivos defensores • Produtividade total ( PT ) : a relação entre a medida output gerado em dois instantes i e j. faz sentido dizermos a produtividade no dia. no ano.3.hora.12 Fluxo de Materiais. a preços do instante inicial.250 unidades do produto BETA.br . www. Em fevereiro. e a medida do input consumido entre os dois instantes i e j. Determinar a produtividade total nos meses de janeiro e fevereiro. ( PT ) ij = Oij / Iij • A produtividade é. a variação da produtividade é avaliada entre dois períodos.com. devido ao menor números de dias úteis. pois. apreços do instante inicial. consecutivos ou não EXERCÍCIO 1 No mês de janeiro.mês. entretanto. consenso entre eles. não havendo.hora. a empresa LEON BEZERRA LTDA produziu 1. Informação e Serviços Depósitos de acabados Previsão de vendas PCP Produção de componentes Montagem Clientes Estoque de componente s Estoque de componentes Abastecimento Fornecedore s Capacidade 2.concursospiedade.110 unidades. várias forma de avaliação da produtividade têm sido utilizadas . com a utilização de 700 homens. Conseqüentemente .

. Dados: Capacidade de Produção Atual = Custo Variável Total = Custo Fixo = Receita Total = Formulas : PONTO DE EQUILIBRIO ( VALOR ) = Custos Fixos / ( 1.. a ) quanto é necessário produzir para cobrir os custos? b ) calcule também o valor monetário.br ..hora Para fevereiro .hora A variação da produtividade foi: PT = 1.. = .= 1...57 unidade/homem.... tem-se: PTfev.hora PTjan. = ..56 unidades/homens.57 / 1.354 trabalhadores.. Determinar as produtividades de 1977 e 2002 e suas variações www.... aumentou 0../ . Em 2002. A capacidade máxima é R$45.homens.6milhões de toneladas.00..00 e os custos fixos totais R$95. Uma empresa produz apenas um produto vendido a R$ 20................./.. = Ojan.concursospiedade..... O custo variável por unidade é R$9. Output de janeiro – Ojan.Ijan. / Ijan... mas a empresa atualmente opera 90% de sua capacidade... = . 2 milhões de toneladas com o emprego de 15. com a participação de 13. EXERCÍCIO 2 1. 466 funcionários.. = .56 = Ou seja. undades Input de janeiro ...Custos Variáveis / Receita Total ) PONTO DE EQUILÍBRIO (UND) = Custos Fixos / Preço de Venda Unitário – Custo Variável Unitário EXERCÍCIO PROPOSTO SOBRE PRODUTIVIDADE A industria de papelão ondulado produziu.....6%.. = 1......000 unidades/ano. em 1997.com.13 Solução PTjan.000/ano.... sua produção foi de 2.......

.unidades/ . .... Este orçamento deve considerar a necessidade de recursos financeiros para operar a capacidade produtiva projetada.3 Outras funções de suporte Engenharia: assume todas as funções técnicas de projeto dos produtos e dos processos de fabricação.% ) EXERCÍCIO 2 ..l = ....466 empregados PT1997 = 2. Solução: PTanual = .14 Solução Em 1997: Output = 2..concursospiedade....unidades/........unidades/l ....000.. ( aumento de 3. Com relação ao seu envolvimento com o sistema de produção e o planejamento e controle do mesmo....000/15.A RESOLVER/ ALUNO A Companhia Leonildo Bezerra Ltda utiliza água in natura em seu processo industrial...8765 litro pro 1.. Uma melhoria no processo industrial reduziu para 0.../.5............ definição de materiais....br . e o consumo histórico tem sido de 0........ Dependendo di tamanho da empresa. e análise econômicas dos investimentos produtivos Periodicamente .... Determinar a produtividade antes e depois da alteração e sua variação. Finanças deve........= .........466 = ...../... ........000 unidades.............. a Engenharia pode subdividir-se em Engenharia de Produtos. em conjunto com a Produção e Marketing..32 litro por 1.......... PT2002 = ......... = .. O aumento de produtividade foi: Δ PT = . Finanças deve providenciar orçamentação e o acompanhamento de receitas e despesas.... montagem dos bens e serviços............= ..ano ( aumento de 50.. a função de Finanças está encarregada de administrar os recursos financeiros da empresa e alocá-los onde forem necessários.... parâmetros dimensionais......000t/ano Input = 15...... 9 % ) 2. bem como a provisão desses recursos financeiros pro meio de fontes de investimentos 2... e Engenharia do processo ou Industrial..ano t/empregado..unidades/l A variação na produtividade foi: PT =..... a provisão de fundos a atender a esse orçamento....... preparar um orçamento de longo prazo prevendo as receitas que ocorrerão Para o patamar de produção projetado dentro do planejamento estratégico da produção......84... / ................000 unidades produzidas........3 Finanças Tradicionalmente..........t/empregados......l = PT após melhoria = . envolvendo o projeto do produto com desenhos... envolvendo definição do roteiro de fabricação e www. etc.......com...

Historicamente.PCP Em um sistema produtivo. onde são definidas as políticas estratégicas de longo prazo da empresa. definindo o patamar de produção necessário para atender a previsão de demanda. é necessário formular planos para atingilas.as relações de Compras com os fornecedores têm sido na lei do mais forte. Normalmente as atividades do PCP são desenvolvidas pelo departamento de apoio a Produção. promovendo a participação de todos os responsáveis ( fornecedors. administrar recursos humanos e físicos com base nesses planos.concursospiedade.br . e pelo ferramental necessário. E curto prazo programando os recursos produtivos onde os funcionários serão alocados 2.. componentes. quantidade.materiais indiretos. o PCP desenvolve o Planejamento-mestre de produção. produtores e clientes). Como departamento de apoio. solicitando-lhes a reposição dos materiais. O PCP relaciona-se com Recursos Humanos a logo prazo. o PCP participa da formulação do Planejamento Estratégico da Produção. O PCP usa as informações da Engenharia para identificar o que e como produzir os produtos solicitados clientes Compras/Suprimentos: têm por responsabilidade suprir os sistema produtivo com as matérias-primas . No nível estratégicos . sendo mantido como fornecedores enquanto provarem ser confiáveis. Atualmente a função de compras é buscar fornecedores que queiram relacionar-se em uma base sólida de planejamento. no Marketing busca-se planos de vendas e pedidos firmes. no sentido de prever e atender a suas necessidades ainda na etapa do projeto.15 montagem dos produtos projetados. dentro da gerencia industrial. permitindo a correção de prováveis desvios.pela produção de pequenas máquinas. da Engenharia de Processos os roteiros de fabricação e PS lead times . .com. e equipamentos necessários a produção de bens e serviços. Para atingir seus objetivos. o PCP administra informações vindas de diversas áreas do sistema produtivo. muitas das atividades de manutenção preventiva foram transferidas para os operadores. serem definidas suas metas estratégias. onde são preparados ao programas de curso prazo de produção e realizado o acompanhamento www.. Finanças fornece o plano de investimento e o fluxo de caixa As atividades do PCP são exercidas nos três níveis hierárquicos de planejamento e controle das atividade produtivas de um sistema de produção. Atualmente . que diariamente devem fazer a lubrificação e pequenos reparos nos equipamentos que não exijam grande conhecimentos técnicos Recursos Humanos: têm a responsabilidade de recrutar e treinar os funcionários. dos Recursos Humanos são necessários os programas de treinamentos. e acompanhando os fornecedores no atendimentos desses programas. Atualmente . Da Engenharia de Produto são necessárias informações contidas nas listas de materiais e desenhos técnicos . a política salarial e fazer com que os mesmos se sintam prestigiados e envolvidos com a eficiência do sistema produtivo. e pelas condições ambientais de salubridade de segurança . o PCP é responsável pela coordenação e aplicação dos recursos produtivos de forma a atender da melhor forma possível aos planos estabelecidos em níveos estratégico. No nível operacional. preço e prazo tem sido ditadas pelo elo mais forte da cadeia cliente fornecedor.3 Planejamento e Controle da Produção . que leva seu nome.direcionar a ação dos recursos humanos sobre os físicos e acompanhar esta ação. pelo sucesso mercadológico de um produto. Decidindo pela compra ou fabricação dos itens. Compra/ Suprimentos informa as entradas e saídas dos materiais em estoques . base para um política de recrutamento e treinamento. Pode ser responsáveis também pela produção do ferramental. a negociação de contrato. dentro dos princípios da qualidade total. O PCP relaciona-se com Compras passando-lhe informações sobre planejamento das quantidades de materiais e prazos necessários para o atendimento de um programa de produção. Manutenção: encarrega-se em manter os equipamentos e instalações do sistema de produção em perfeitos estado de uso. As exigências de qualidade. onde são estabelecidos os planos de médio prazo para a produção. tático e operacional. No nível tático. a Manutenção fornece os planos de manutenção. gerando um Plano de Produção. com a especificação de como e onde as várias partes dos componentes dos produtos serão fabricadas e montadas.a Engenharia deve desenvolver suas atividades segundo os princípios da “ engenharia simultânea”. obtendo o Plano-mestre de produção (PMP).estabelecer relações trabalhistas.

ou mais anos. Os períodos de planejamento são de meses ou trimestres. Planejar estrategicamente consiste em gerar condições para que as empresas possam decidir rapidamente perante oportunidades e ameaças concorrencial onde atuam. o PCP prepara a Programação da Produção administrando estoques. Produção 4. aproveitando-se de todas as situações que lhe trouxerem ganhos.concursospiedade. Financeiras Op.Os produtos são medidos em valores financeiros. a empresa deve entender os limites de suas forças e habilidades no relacionamento com o meio ambiente . emitindo a liberando Ordens de Compras. bem como executa o Acompanhamento e Controle da Produção 3. PLANO DE PRODUÇÃO O plano de produção trabalha com informações agregadas de vendas.com. o plano de produção servirá de base para desenvolver o planejamento mestre.br . pois normalmente não existem uma homogeneidade entre as unidades de medidas de diferentes famílias. garantindo sua perpetuação no tempo. O impacto de suas decisões são de longo prazo e afetam a natureza e as características das empresas no sentido garantir o atendimento de sua Missão. de maneira q criar vantagem competitiva em relação a concorrência. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA PRODUÇÃO O planejamento estratégico da produção visa maximizar os resultados das operações e minimizar os riscos nas tomadas de decisão das empresas. Em nível tático. produção. Visão geral do planejamento estratégico Missão Estratégia Coorporativa Estratégia Competitiva Estratégia Funcional Marketing Produção Plano Marketing P. Fabricação e Montagem. normalmente com agrupamentos de produtos em famílias afins. em que as informações são desmembradas ( ver figura abaixo) Estratégias Funcionais Plano financeiro + plano de marketing + Plano de produção www. Produção Táticas Finanças Plano Financeiro Op. seqüenciando. Marketing Op. Para efetuar um planejamento estratégico . abrangendo um.16 dos mesmos.

00 por unidade Subcontratação = R$ 10.2 Elaboração de Plano de Produção EXEMPLO DE PLANO DE PRODUÇÃO Desenvolver um plano de produção de uma família de produtos para os próximos dois anos com períodos trimestrais. com as capacidades computacionais atualmente disponíveis. previsão de demanda e custos são apresentados na tabela abaixo Dados do exemplo 1 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º trim. armazenagem. Produção normal. que satisfaçam os critérios estratégicos de produção. trim. pode-se empregar formas gráficas de apresentação de resultados para permitir a visualização de tomadas de decisão 4. trim.1 Entradas para o plano de produção Ao se projetar um plano de produção.concursospiedade. força de trabalho. instalações. Informações necessárias a um plano de produção Informações Recursos Previsão de demanda Políticas Alternativas Dados de Custos Descrição Equipamentos. busca-se atender as necessidades dos clientes com um sistema de produção eficiente. O dados de estoques . postergação de produção.com.00 por unidade Turno Extra = R$ 6. taxa de produção Demanda prevista para famílias de itens Subcontratações. trim trim. estoques .00 por unidade De estocagem: R$ 2.00 por unidade por trimestre sobre o estoque médio De atraso na entrega: R$ 20 por unidade www. trim. Total Período Demanda 200 200 200 300 400 300 200 200 2. turno extra.17 = PLANO-MESTRE DA PRODUÇÃO 4.etc. trim.br . turno extras. trim.000 Estoque inicial = 50 Custos: Produtivos: Turno normal = R$ 4. etc Os planos de produção são desenvolvidos em planilhas que ajudam a calcular e resumir as alternativas pesquisadas e. subcontratações.

... trim.............. . ..... .. ........ trim.. Período Demanda Produção: Normal 230 230 Turno extra Subcontratação Produção – Demanda Estoques: Inicial Final Médio Atrasos Custos Produção: Normal Turno Extra .............. .. .... trim..............000 ...... ...... ..000 2.. .000 1. trim..... .............050 8....000 1. .. ..... .350 1........... trim..000 0 0 Total 1.. .......300 1....000 1..... 920 0 920 0 920 920 120 240 920 240 920 240 920 0 920 0 .... .. ..............18 Alternativa 1 do exemplo 1 Período Demanda 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º trim.000 1........ trim....000 Turno Extra Subcontratação Estoques 150 250 350 350 150 0 0 50 Atrasos 0 0 0 0 0 1..000 1..... ...000 1.............. Produção: Normal 250 250 Turno extra Subcontratação Produção – Demanda Estoques: Inicial Final Médio Atrasos 50 50 50 150 200 175 0 (50) (150) 200 150 150 0 175 75 0 0 (50) 0 0 0 50 50 0 0 0 0 50 0 50 25 0 0 50 100 100 150 75 125 0 0 650 50 Custos $ Produção: Normal 1.... ... .... 50 ........150 2.....350 1. ...... trim........... trim.br ... 80 110 160 130 0 0 0 ..... ... 200 200 200 300 250 250 400 250 300 250 200 250 200 250 Total 2..300 Alternativa 2 do exemplo 1 – CONSTRUÇÃO PELO ALUNO 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º trim.concursospiedade........ . 200 200 200 300 230 20 230 40 400 230 40 300 230 40 200 230 200 230 Total ......... .000 1.. ...000 1....... trim trim.. . trim trim.....150 1..000 10... . ..........250 1..... .. .... trim............ www...........000 1......com.. ....... ....... ......... ..000 1.... . trim. .. .... ......

.5 0... Por outro lado ser os recursos forem excessivos e gerarem ociosidade ...5 x 400) + (0. para cada família em cada grupos de recursos.3 x 230) + (0... Padrões de consumo do exemplo 2 Montagem 0...… 7º trim.5 0. 6º trim 270 450 400 200 ......... .. 8º trim 230 450 400 200 ....5 x 230) + ( 0.5 x 200) Célula 1 = ( 0.... .. .......br .3 0....... 4..3 0..4 Família 1 Família 2 Família 3 Família 4 TABELA 2 Plano de produção do exemplo 2 1º trim....concursospiedade..2 x 400) + Célula 3 = ( 0. A TABELA 3 apresenta estes cálculos.... . 270 450 420 200 .......... Para o primeiro trimestre os valores forma obtidos da seguinte forma: TABELA 3 Total das cargas de trabalho em horas do EXEMPLO 2 acima • • • • • • Montagem = (0..... em horas por unidade ....... 30 ...4 Célula 2 0...........4 0 Célula 5 0.... .. ....com........... 2º trim 230 450 400 200 ..3 Análise da capacidade de produção Um bom planejamento estratégico de produção deve preocupar-se em balancear os recursos produtivos de forma atender com carga adequada para os recursos da empresa.. 5º trim. Família 1 Família 2 Família 3 Família 4 Total 230 450 400 200 ........ a demanda planejada poderá ser aumentada .....6 0... são apresentadas na tabela 1 abaixo TABELA 1... De qualquer forma é importante analisar a necessidade futura de capacidade e confrontá-la co a capacidade atual e a expansão pretendida EXEMPLO 2 . Os dados padrões de consumo.......... . 270 450 420 200 . ... 4º Trim...... . ...... Com o cruzamento dos dados da TABELA 1 e TABELA 2 podemos obter o consumo em horas de cada família para cada trimestre..4x 230 ) + ( 0 x 450) + (0.4 x 450) + (0..5 Célula 1 0..4 0 0.. . ...... .. ..5 0.. .5 0.... e totalizar as cargas de trabalho por grupo de recursos..5 x 230 ) + ( 0... Se os recursos disponíveis e previstos não forem suficientes ..... 290 130 ..........5 Célula 3 0 0....4 0... 230 450 400 200 .6 0 Célula 4 0... Total . ou o plano reduzido..5 0.. trabalhe com quatro famílias de produtos e possua uma linha de montagem e cinco células de fabricação em sua estrutura produtiva.....5 0.... .. . .......Admitindo uma unidade de negócios ou uma fábrica. ...6 x 450) + = Célula 5 = ( 0..5 x 450 ) + Célula 2 = ( 0...........3 x 450 ) + = 549 = 540 = 272 = 465 hs hs = hs hs hs hs www...5 x 450 ) + Célula 4 = ( 0.. ou os recursos excessivos poderão ser dispensados e transformados em capital...... 0 0 . mais recursos deverão ser planejados.. 3º trim 250 450 400 200 .. Total ....2 0....2 x 230) + ( 0........19 Subcontratação Estoques 130 190 270 Atrasos .3 0....2 0...............

5 82.4 Demanda (Y) 50. O rumo é normalmente traçado com base em previsões.obra .6 2597. tem-se a seguinte tabela: Trimestre Demanda Trimestre (X) 1 2 3 4 5 6 7 8 ∑ 1 50 2 58 3 62.8 I4 = 0.com.0 77.0 I3 = 0.0 450.8 .5 657.5 4 82.7 65. de vendas.8 327.4 75.3 .0 62.vendas e finanças de qualquer empresa. A previsão da demanda é a base par o planejamento estratégico da produção.2 537.5 ∑X 1 3 6 10 15 21 28 36 4 66.2 XY 50. Partindo deste ponto.9.as empresas podem desenvolver os planos de capacidade de fluxo de caixa. pois permitem que os administradores destes sistemas antevejam o futuro e planejem adequadamente suas ações 5. Para o 10 trimestre o índice de sazonalidade é de 1. de compras etc.1 Exercicio resolvido de previsão de demanda A demanda trimestral de determinado produto apresenta sazonalidade e tendência.5 266.20 1º trim.5 66.br .0 116. para o 30 é de 0.4 ∑X2 1 5 14 30 55 91 140 204 2 75 3 77.7 1 65.3 I2 = 1. de mãode.0 542. Nos últimos dois anos a demanda deste produto apresentou os seguintes dados: Trimestre 1 2 3 4 1 2 3 4 Demanda 65 58 50 60 85 75 62 74 a) Retirar a sazonalidade dos dados e gerar uma equação linear para previsão da tendência da demanda. sendo a previsão da demanda a principal delas.9 Retira-se a sazonalidade dos dados dividindo-os pelos respectivos índices de sazonalidade. para o 20 é de 1. Montagem Célula 1 Célula 2 Célula 3 Célula 4 Célula 5 Total 549 540 272 465 2º trim 3º trim 4º trim 5º trim 6º trim 7º trim 8º trim Total 5.0 187. PREVISÃO DE DEMANDA As empresas de uma ou de outra maneira.concursospiedade.0 . A previsões tem uma função muito importante nos processos de planejamento dos sistemas de produção.0 58. de produção e estoques. e para o 40 é de 0. I1 = 1. direcionam suas atividades para o rumo em que acreditam que seu negócio andará.3 www. Assim.

10).90 + 4.537.9 D4 trim. = (47.9).3 = 112. que são: • • • Supõe~se que as causas que influenciaram a demanda passada continuarão a agir no futuro As previsões não são perfeitas. = (47.0.3 Objetivo do modelo Coleta e analise de dados Seleção de técnicas de previsão Obtenção das previsões Monitoramento do modelo 5.28.presente em todas as técnicas.28X D1 trim.90 + 4.90 n 8 b) Prever a demanda para os trimestres do próximo ano.concursospiedade.28.1.7 D3 trim. www.1.11).0.21 b= n(∑ XY ) − (∑ X )(∑ Y ) n (∑ X ) − ( ∑ X ) 2 2 = 8.28 8.90 + 4.12).8 = 75. = (47.antes de apresentarmos as principais.36 = 47. Y = 47. contudo .3 D2 trim.9 = 89.90 + 4.4 − 36.2597.90 + 4. a acuracidade das previsões diminui com o aumento dos períodos de tempo auscultado.3 = 4.2 Técnicas de Pevisão Existe uma série de técnicas disponíveis com diferenças substanciais entre elas.0 = 90.28.204 − ( 36) 2 a= ∑ Y − b(∑ X ) = 537.28. pois não somos capazes de prever todas as variações aleatórias que ocorrerão.com. cabe descrever as características gerais que normalmente estão. = (47.3 − 4.28.br .

EXERCICIO A demanda por cimento está correlacionada com o nível de atividade da construção civil em determinada região. Taxa de construção (X) 100 80 105 92 95 107 87 ∑X = 666 Demanda (Y) 735 600 770 670 690 780 640 ∑Y = 4885 XY 73500 48000 80850 61640 65550 83460 55680 ∑XY = 468680 X2 10000 6400 11025 8464 9025 11449 7569 ∑X2 = 63932 Y2 540225 360000 592900 448900 476100 608400 409600 ∑Y2 = 3436125 r= n( ∑ X 2 ) − (∑ X ) 2 . 7.89.997 → A relação é forte. qual a n(∑ XY ) − (∑ X )(∑ Y ) n (∑ X 2 ) − ( ∑ X ) 2 7.90 = 663.63932 − ( 666) 2 .89 7. n(∑ XY ) − (∑ X ).666 = 42.4885 7.89X Dem(Y) = 42.3436125 − ( 4885) 2 demanda esperada por cimento? = +0.32 + 6.32 + 6.32 n 7 Y = 42.br . visto que no grupo os erros individuais de previsão se anulam PLANEJAMENTO E PRODUÇÃO . (∑ Y ) r= b) Caso a previsão do nível de atividade da construção civil para o próximo ano seja de 90 m2.com.22 • A previsão para grupos de produtos é mais precisa do que para os produtos individualmente.468680 − 666.concursospiedade.4885 = 6.468680 − 666.42 www. Dados dos últimos sete anos mostram os seguintes desempenhos: Ano Demanda por cimento (m3) Taxa de construção (m2) 1 735 100 2 600 80 3 770 105 4 670 92 5 690 95 6 780 107 7 640 87 a) Verificar através do cálculo do coeficiente de correlação se esta relação é forte. n (∑ Y 2 ) − (∑ Y ) 2 7.63932 − (666) 2 b= = a= ∑ Y − b(∑ X ) = 4885 − 6.89.

. junho.... fevereiro.200. A cada novo período de previsão se substitui o dado mais antigo pelo mais recente. 2.br . 2500. março..... 2....... utilizaremos os dados de janeiro a julho que corresponde sete períodos> Ppp (MMA) = ( C1 + C2 + C3 +. para gerar sua previsão.2..800.3.... e julho.. A média móvel pode ser obtida a partir da seguinte equação: Exemplo 1 A empresa Bezerra Indústria S.. teve neste ano o seguinte volume de vendas para seu produto “Bomba Injetora” WK”: janeiro.1 Método da Média Aritmética ( MMA) A média móvel usa dados de um número predeterminado de períodos normalmente os mais recentes . C2..000.. tracemos o gráfico da tendência da demanda Construir o gráfico www.. Cn = Consumo nos períodos anteriores n = Números de períodos Para cálculo da previsão de agosto.... + Cn ) : N onde: Ppp (MMA) = Previsão próximo período – Método da Média Aritmética C1.... qual dos dois resultados você utilizaria? Por quê? Para facilitar a tomada de decisão.650...900.. abril... maio. 2..23 5........ e teríamos a seguinte previsão para agosto: Resolver aluno: Pela previsão com o modelo do MMA no exemplo 1.+ Cn : n Resolver aluno: Poderemos também utilizar. Ppp ( MMA ) = ( C1 + C2 + C3 + . C3.. 2.. 2.concursospiedade..850....A fabricadora de peças .com.. Calcule a previsão de demanda para agosto. por exemplo somente os quatros últimos períodos ...

.... Traçar o gráfico de tendência da demanda do produto. Cn = Consumo nos períodos anteriores P1. fevereiro. 20%. Ppp ( MMP ) = ( C1 x P1 ) + ( C2 x P2 ) + ( C3 x P3 ) + (C4 x P4 ) = Pagosto (MMP) = últimos períodos com as Qual dos dois resultados você utilizaria? E por que?. junho. Pn = Ponderação dada a cada períodos No exemplo 2. temos sete períodos e daremos ponderações para cada mês....C2. 40%. e janeiro. maio.. 5% Esta alocação será sempre função da sensibilidade do administrador em relação às variáveis e mudanças de mercado > Tal modelo tende a eliminar algumas fragilidades apresentadas nos modelo anterior. P2. maio. 5. 5%... Os valores das ponderações como regra geral devem ter um peso de 40 a 60 para ao período mais recente e para o último período. Ppp (MMP ) =(C1 x P1) + (C2x P2) + ( C3 x P3) +(C4 x P4)+ ( C4 x P4) + ( C4 x P5 ) + ( C5 x P5 ) + ( C6 x P6 ) + ( C7 x P7 ) Pagosto ( MMP ) = ( 3.4 ) + ( 2. também para este caso. + Cn x Cn ) onde: Ppp ( MMP ) = Previsão próximo período – Método da Média Ponderada C1.2....... abril.. Junho. Calcular a previsão de demanda para agosto. 5%. CONSTRUIR O GRÁFICO. Ppp ( MMP ) ( C1 x P1)+ ( C2 x P2) + ( C3 x P3 ) + ….. A soma das ponderações deve ser sempre 100%.concursospiedade....4 Método da Média Exponencial Móvel www. e vamos reduzindo os pesos para os períodos mais distantes. 8%. sendo a ponderação maior para o período mais recente: julho...3 Método da Média Ponderada ( MMP ) A previsão do próximo período é obtida por meio da ponderação dada a cada período. 15%.= Podemos. P3..900 x 0. Utilizando o mesmo exemplo.. 5%... somente os quatros ponderações seguir e teríamos a previsão para agosto: Ponderações julho...24 5. C3. 50%.com. 30%.. 15% e abril.. sendo que o período mais próximo recebe peso maior. utilizar por exemplo. março..br .2 ) + . 7%.000 x 0.2.

00 CONSTRUIR O GRÁFICO COM AS CURVAS . utilizando a = 0. Admitindo que a demanda do produto CIMENTO POTY DE 5 Kg.10 PERÍODO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DEMANDA 90 95 PREVISÃO 90. a = coeficiente de ponderação. A equação a seguir apresenta esta situação : Mt = Mt-1 + a ( Dt-1 – Mt-1 ) onde : MT = previsão para o período t. DT-1 = demanda do período t-1.br .00 ERRO 5.com. REAL e COM a = 0.10 Dados do exemplo 1.10 www.25 Na medida exponencial móvel o peso de cada observação decresce geometricamente. ou de forma exponencial. MT-1 = previsão para o período t-1. corrigido por um coeficiente de Empregar a média exponencial móvel para prever a demanda do período 11. EXEMPLO 1 Admitindo que as demandas nos últimos 10 períodos tiveram o seguinte comportamento: Periodo Demanda 1 90 2 95 3 98 4 90 5 92 6 95 7 90 8 100 9 92 10 95 cada nova previsão é obtida com base na do erro cometido na previsão anterior. previsão anterior. acrescida ponderação.concursospiedade. Em sua forma de apresentação mais simples. nos últimos 10 meses teve o seguinte comportamento: Periodo Demanda 1 90 2 95 3 98 4 90 5 92 6 95 7 90 8 100 9 92 10 95 a) Prever a demanda para o 11º empregando o coeficiente de ponderação = 0.

concursospiedade. ao contrário das previsões anteriormente vistas. X = período ( partindo de X = 0 ) para previsão b= n(∑ XY ) − (∑ X )(∑ Y ) n (∑ X 2 ) − ( ∑ X ) 2 a= ∑ Y − b( ∑ X ) n EXEMPLO 1: Para ilustrar a previsão da demanda empregando a equação linear .2.Equação linear para a tendência.2.br . em que também estão calculados os valores necessários para obter parâmetros a e b da equação linear. Por exemplo a demanda de sabão em pó.com. vamos admitir que determinado produto apresentou nas últimas oito semanas os valores descritos na tabela abaixo. que relacionam a demanda de um produto com a demanda passada deste produto.6 Previsão baseada em correlações As previsões baseada em correlações. TABELA 1 Dados do exemplo Semana ( X ) Demanda ( y ) ∑X ∑X2 XY ∑ 5. Uma equação linear possui o seguinte formato Y=a+bX Onde: Y = previsão da demanda para o período X: a = ordenada à origem b = coeficiente angular.26 5.5 Técnica para a previsão de tendência . pode estar relacionada coma venda de maquina de lavar roupas . www. buscam prever a demanda de determinado produto com base na previsão de outra variável que esteja relacionada com o produto.

num dado intervalo de tempo. Ex: Quantas peças uma empresa pode montar por dia se a produção conta com 5 homens que trabalham 8 horas por dia cada um e cada peça demora 3 minutos para ser montada? Capacidade = 5 x 8 x (60/3) = 800 peças / dia • Grau de utilização da capacidade: É a porcentagem de utilização da capacidade máxima.2.concursospiedade.7 • • Capacidade é a quantidade de produtos ou serviços que podem ser produzidos numa unidade produtiva. www. Qual previsão da demanda para essa nova casa? Números Vendas por Casa y ( mil ) Alunos x (mil ) de XY Y2 X2 ∑Y = ∑X ∑XY = ∑Y2 Substituindo os valores nas equações correspondentes teremos: ∑X2 = b= n(∑ XY ) − (∑ X )(∑ Y ) n( ∑ X 2 ) − ( ∑ X ) 2 = a= ∑ Y − b(∑ X ) n PLANEJAMENTO DA CAPACIDADE PRODUTIVA 5.27 Y = a + bx EXEMPLO: Uma cadeia de fast food verificou que as vendas mensais de refeições em suas casas estão relacionadas ao número de alunos matriculados em escolas situadas num raio de 2 km em torno da casa.com.750.br . Os dados referentes ás vendas mensais e ao numero de alunos matriculados num raio de 2 km das 13 casas estão apresentados na tabela 1 abaixo. A empresa pretende instalar uma nova casa numa região onde o numero de alunos é de 13.

ou seja. reduzindo os gargalos. Ex.br . Quando a capacidade utilizada for maior que a total. Diminuindo a diferença de capacidade entre as máquinas. Ex.concursospiedade. Trabalhar acima ou abaixo da capacidade sempre incorrerá custos adicionais. qual a capacidade utilizada? Capacidade Utilizada = 500 / 800 = 62. . dizemos que a capacidade total foi violada.Importância das decisões sobre capacidade: • • • A determinação da capacidade limita o potencial de atendimento ao mercado.  Fatores externos que limitam a capacidade. aumenta-se a produtividade. Aumentando o nível de automação da produção. menor ou maior que a capacidade total. Melhorando as habilidades técnicas dos recursos humanos.  Utiliza-se como medida os recursos utilizados. Medidas através dos insumos:  Aplicada mais a empresa de serviços que tem dificuldade de medir a capacidade pelos produtos. Os altos custos envolvidos na definição da capacidade produtiva 03.5% • A capacidade utilizada por ser igual. Medidas de capacidade: • Medidas através da produção:  • As unidades de medida devem ser comuns ao tipo de produto produzido.: Litros por mês.com.: No caso anterior. • Formas de aumento da capacidade de produção:      Construindo novas instalações Diminuindo a variedade de produtos produzidos.: Leitos/mês Usando medidas de produção Siderurgia Ton/mês Litros/mês Refinaria de petróleo Companhia de papel Resmas/mês www.28 • Ex. se a empresa estiver produzindo 500 peças / dia.

na maioria das vezes. CT = CF + CVU RT = CT RT = Q × PV CF PV − CVU CF + CVU × Q = Q × PV Q= • Ex. Determine o ponto de equilíbrio da planta e a produção necessária para proporcionar um lucro mensal de R$ 16 milhões.:Uma planta industrial apresenta custos fixos de R$ 100 milhões mensais e custos diretos médios de produção da ordem de R$ 15.000.000. O preço médio de venda é de R$ 19. O aumento da capacidade é.br . CVU = custo variável direto unitário. ou seja.Avaliação econômica de alternativas de capacidade-ponto de equilíbrio: • Modelo matemático do ponto de equilíbrio:     CT = custo total associado a produção de “q” unidades.Expansão da capacidade: • • • • A capacidade de uma unidade fabril se dá na medida em que existe um aumento da demanda. 05. ou seja.000 19.000. RT = Receita Total. supondo um preço de venda (PV).concursospiedade. O custo médio referese a uma linha de produtos semelhantes.  Custos variáveis: São aqueles que variam seus valores na medida em que se varia o volume produzido. cuja composição deverá permanecer aproximadamente constante. Consiste em verificar como se comportam os custos e a receita (conseqüentemente os lucros) sob diferentes alternativas de volume de produção.000unid www.29 Fazenda Ton/mês 04. CF = custo fixo total (independente de “q”. custo de 1 unidade.00 a unidade.00 por unidade produzida. seu volume não está relacionado ao que se produz nem a sua quantidade.000 Q = 25.000 − 15.com. escalar e não contínua. Elementos:  Custos fixos: São aqueles que permanecem constantes para qualquer volume de produção. Q= CF PV − CVU Q= 100.

em média.90 ×N 60 × h × e 0. que as mesmas ficam disponíveis 8 horas por dia e que a empresa precisa produzir 5.24 3 • • N = Número de operações = número de peças = 5.000 60 × 8 × 0.24 × 5.30 Q= L + CF PV − CVU Q= 16.com.90 = 0.Planejamento de equipamento e de mão-de-obra: • Necessidade de equipamentos – produtos manufaturados:  Para fazer uma estimativa de equipamentos necessários. M2 e M3.000unid 06.000 19.concursospiedade.000. é preciso fazer uma análise dos itens a serem produzidos e as operações.000 Q = 29. determinar o número de máquinas necessárias de acordo com os tempos de operações abaixo: Duração (min) t×N m= 60 × h × e Operação O1 O2 O3 Máquina M1 M2 M3 t ×N 0. 10% do tempo para reparos.000 60 × 8 × 0.000 − 15.  O número de máquinas necessárias para cumprir uma certa operação de um produto definido é dada pela expressão: • • • • • • t (min/operador) – tempo da operação em minutos N (unidades) – Número de operadores 60 (minutos por hora) – Equivalente em minutos de 1 hora h (horas/máquina) – Tempo disponível da máquina em horas e (porcentagem) – Eficiência da máquina • Ex.000 e = eficiência = 0.48 × 5.000.000 + 100.:Uma peça deve passar por três diferentes operações O1.000 peças por dia.br .10 × 5. O2 e O3.48 M2 = 2 60 × h × e M3 = 0. Considerando que as máquinas param. a serem processadas em três máquinas M1.000 = 60 × 8 × 0.90 (já que 10% do tempo é de paradas) • Planejamento de pessoal em postos de atendimento: www.90 M1 = = 0.10 t t1 × N 60 × h × e 0.

dependendo de cada empresa. em média 8 minutos.  Estratégias de mercado (incentivos fiscais.Introdução: • Localizar significa determinar o local onde será a base de operações.com.Opções básicas para empresas em operações: • Quando uma empresa já opera no mercado. que demora. a pesagem e medida de pressão arterial que. e – Eficiência média do pessoal. podemos determinar o número de pessoas com a seguinte expressão: • • • • Ni – Demanda diária para a atividade i. ou seja. consomem aproximadamente 5 minutos. • Fatores que condicionam o estudo de localização:  Quando uma empresa quer instalar uma nova unidade.Fatores determinantes nas decisões de localização: • Existe uma infinidade de fatores que condicionam a decisão de localização de instalações. • Ex. ou seja. • Alguns fatores:  Localização das matérias-primas: Caso as matérias-primas sejam perecíveis ou o custo de transporte se tornar proibitivo a grandes distâncias. facilidades. por último.  Mão-de-obra.:Um posto de atendimento médico apresenta três diferentes atividades ligadas ao préexame de mulheres em estado de gravidez: O preenchimento da ficha (atividade A1). T – Duração do dia de trabalho (em horas).  Adicionar uma nova unidade. a quantidade de vezes que a atividade é cumprida. podendo ser realizada por qualquer atendente.  Quando a fonte de suprimento se esgota ou a matéria-prima se torna muito cara. etc). Pode determinar a sobrevivência de uma empresa no mercado. ti – Duração média da atividade i (em minutos).br . uma entrevista (atividade A2). www.  02. juntas (como atividade A3).  O crescimento da demanda que não pode ser satisfeito com o aumento da capacidade. • Por que o estudo de localização é importante?  Envolve altos investimentos. • As empresas podem optar por ficarem mais próximas dos:  Clientes. que toma cerca de 10 minutos e. determinar o número de atendentes. Supondo 20% do tempo dos atendentes é para descanso. 6. 03. • Cada fator pode ter um peso diferente.  Fornecedores.31  Considerando k atividades. LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES 01. a fração de tempo útil dedicada às atividades (em %).concursospiedade. onde serão fabricados os produtos ou prestados os serviços e/ou onde se fará a administração do empreendimento. O posto atende a cerca de 100 mulheres por dia de 6 horas de trabalho. supondo que cada um deles pode desempenhar as três atividades.  Fechar uma unidade e instalar outra maior. existem 3 opções para se aumentar a capacidade de produção:  Expandir a instalação existente.

000 Custos fixos (em milhões) 320.000.000 Qb = 80.000. a um preço médio de R$ 80.368unid EXERCÍCIO PROPOSTO Uma empresa vai localizar sua fabrica na região apresentada na figura abaixo.000.000 unidades do produto por ano.000) x (40.concursospiedade.000) = 4.000.000 Custo variável unitário 40.  Cada fator.000 42.000) x (80. eu que cidade deve ser localizada? Figura ( apresentar a figura em sala de aula aos alunos) DESENHAR A FIGURA PARA OS ALUNOS ( mapa ) www.000. cessão de terrenos.:Uma empresa está analisando a instalação de uma fábrica em duas localidades A e B.  Água e energia elétrica: Existência desses insumos em  Localização dos mercados consumidores: Onde estão os clientes?  Incentivos fiscais e concessões públicas: Isenção de impostos.000.000 − 42.000) = 4.000 Qa = Qa = 8.000unid Qb = 7.000 − 40.00 cada.32  Mão-de-obra: Ambundância de profissionais capacitados e força dos sindicatos.Avaliação de alternativas de localização: • Método da ponderação qualitativa:  Consiste em determinar uma série de fatores julgados relevantes para a decisão.000.000) = 8. sendo escolhida aquela que apresentar maior pontuação.000.000 280. 04.000.000.000. Com dos dados da tabela . Espera-se que a empresa venda 100.br .000.00/ano Os custos variáveis totais são: CVa = (100.  Esse julgamento é convertido numa nota.00/ano Fazendo a subtração da receita com todos os custos: a) Usando o critério do ponto de equilíbrio: Q= CF PV − CVU 320.000) x (42.  A soma ponderada das notas será a pontuação final de cada alternativa. A tabela abaixo apresenta os custos fixos e variáveis. segundo sua importância é atribuído um peso.000 80. considerando o lucro esperado para cada localidade? b) Haveria alguma diferença se a escolha da localidade fosse feita com base no menor ponto de equilíbrio? a) Para ambas localidades. • Ex 01.00/ano CVb = (100.000 a) Qual a melhor localização. Localidade A Localidade B 280. nos quais cada alternativa recebe um julgamento. a receita total será: RT = (100.com.200. através de escala numérica arbitrária.000.

classificadas em dependente e independente. p. Estimativas de parametros como Estoque Máximo. entre eles:  Classificação dos itens estocados.   Estimativas de demandas.. 97-102).000 8 20 111.+ 350 x 5 x 10 = 120.com. dificilmente compramos produtos caros em grande quantidade. Ponto De Encomenda (Francischini et al. Em nossas casas procuramos comprar os produtos e materiais necessários para nossa utilização.200 DISTANCIA EM KM . Se os produtos e materiais forem de valor menor e tiverem um consumo grande www. 2002.300 e assim sucessivamente para as demais cidade 8.... p. p.Z TOTAL A B C D E F A 0 100 300 230 150 350 B 100 0 200 150 50 250 C 300 200 0 350 250 50 D 230 150 350 0 100 400 E 150 50 250 100 0 350 F 350 250 50 20 300 0 $/t/km Tonelada X x Y x Z 8 10 12. em destaque a classificação ABC (Análise de Pareto) (Francischini et al. Para entendermos melhor a importância de um estoque bem administrado vamos dar um exemplo.300 5 15 79.1 Classificação ABC dos estoques A gestão de estoques é fator de grande importância para as empresas.000 5 30 120. 159). Uma vez que o desempenho desta área tem reflexos imediatos nos resultados comerciais e finaceiros da empresa. uma boa gestão de estoque faz com que a empresa possa se tornar mais competitiva no mercado em que atua. nós os compramos conforme nossa necessidade.. 2002..150 6 15 84. (Francischini et al.X CUSTO CUSTO –Y SOLUÇÃO: A: 0 x 8 x 10 + 100 x 5 x 15 + 300 x 5 x 30 + 230 X 8 X 20 + . 8. ADMINISTRAÇÃO DOS ESTOQUES Administração de estoques é uma área crucial a boa administração de uma empresa voltada a produção ou venda de produtos. e digo mais.. obedecendo um grau de prioridade. 2002) Esta área da adminstração faz uso de procedimentos matemáticos e estatísticos em seus conceitos.33 MATRIZ DE ORIGEM-DESTINO DE/PARA QUANT..500 5 10 145. Estoque De Segurança (Francischini et al. 2002...concursospiedade...br . 152-157).

Assim surge a importância da classificação do estoque pela curva ABC. e que recebem cuidados medianos. trás o conceito utilizado pelo cálculo da curva ABC. sabendo que o mesmo dificilmente faltará. Para manter um controle melhor do estoque e reduzir seu custo. comprometendo assim a entrega do produto ao cliente.34 procuramos comprar uma quantidade maior para termos tranqüilidade.concursospiedade. Figura 1: Representação da curva ABC para classificação dos itens Geralmente os estoques possuem os valores da tabela abaixo. Estima-se que 30% dos itens em estoque correspondem a 15% do valor em estoque.Estima-se que 20% dos itens em estoque correspondem a 80% do valor em estoque. foco de atenção do gestor de materiais. A representação gráfica demonstrada na figura a seguir.br . É através da classificação da curva ABC que conseguimos determinar o grau de importância dos itens. este método é antigo mas muito eficaz e baseia-se no raciocínio do diagrama de pareto desenvolvido pelo economista italiano Vilfredo Pareto. é importante classificar os itens de acordo com a sua importância relativa no estoque. pois são materiais com maior valor devido à sua importância econômica. Tabela 1: Representatividade em percentual da classificação ABC dos itens em estoque Características da classificação ABC dos itens Classe A: São os principais itens em estoque de alta prioridade. permitindo assim diferentes níveis de controle com base na importância relativa do item. Lembro que os números abaixo servem como parâmetros para classificarmos a curva ABC.com. logo após os itens de categoria A. Classe B: Compreendem os itens que ainda são considerados economicamente preciosos. tanto para itens em estoque quanto valor. www. Muitas empresas ainda mantêm vários itens em estoque por medo de que os mesmos faltem na sua linha de produção ou no estoque do centro de distribuição. sem comprometer o nível de atendimento.

representa uma grande parcela dos recursos investidos.6 97. etc. menores lotes de reposição. Estima-se que 50% dos itens em estoque correspondem a 5% do valor em estoque. por isso.concursospiedade. Por outro lado.17 abaixo. P2 230 9 P3 55 150 P4 800 2 P5 3000 10 P6 800 10 P7 500 5 P8 210 100 P9 100 8 P10 700 2 P11 60 30 Ao ordenar-se os itens segundo sua demanda valorizada.0 69. mais contagem.3 10. no entanto o critério estabelece que seu impacto econômico não é dramático. Desta forma.8 1. chamada de classe A. chamada de classe C. pois sua falta pode inviabilizar a continuidade do processo. têm pouca representatividade nestes recursos. não necessitando um controle acurado.4 2. Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Item P5 P8 P1 P3 P6 P7 P2 P11 P4 P10 P9 Demanda Valorizada 30000 21000 9000 8250 8000 2500 2070 1800 1600 1400 800 % Individual 34.br . a grande maioria dos itens. os itens classe A receberão sistematicamente maior atenção do que itens classe C.2 2.1 1.0 88. deve-se dar uma atenção especial a estes.com. Qual a constatação básica da curva de Paretto para os estoques? Demonstrar isto montando uma classificação ABC para os itens da tabela 5. pois o custo do controle não compensa o benefício das economias obtidas.35 Classe C: Não deixam de ser importantes também. A partir desta classificação priorizamos aqueles de classe A nas políticas de estoques devido à maior importância econômica. Item P1 Demanda Anual 450 Custo Unitário 20 Tabela .7 24.Dados do exercício .7 59. o que possibilita menos esforços. nota-se que uma pequena quantidade de itens.9 Demanda Valorizada Acumulada 30000 51000 60000 68250 76250 78750 80820 82620 84220 85620 86420 % Acumulado 34.5 95.5 9. maiores giros.9 2.4 99.4 79.6 0. em termos de análises mais detalhadas. executando um controle mais rígido.1 100 Classe A A B B B C C C C C C www.2 91.1 93.4 9. menores estoques.

estabelecer as classes A. 5º Passo: Em função dos critérios de decisão.00 X10 1.00 X5 59.00 X4 15. 3º Passo: Calculam-se a demanda valorizada acumulada dos itens. 4º Passo: Calculam-se as porcentagens da demanda valorizada de cada item em relação a demanda valorizada total. podendo-se calcular também as porcentagens acumuladas. B.00 X6 16.00 X7 10.075 80.250 50.625 4.500 5.00 X9 13. Dados Ordem Demanda Anual Custo Unitário Demanda Valorizada Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 X1 9. multiplicando-se o valor da demanda pelo custo unitário do item.com.36 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 P 5 % do valor A P 8 P 1 B P 3 P 6 P 7 Itens P 2 P 11 C P 4 P 10 P 9 EXERCÍCIO – CLASSIFICAÇÃO ABC DOS ESTOQUES 1º Passo: Calcular a demanda valorizada de cada item. 2º Passo: Colocam-se os itens em ordem decrescente de valor de demanda valorizada.000 5.concursospiedade.00 X2 4.000 10.500 1.000 2.000 17.000 1.00 Item Demanda Valorizada % Individual Demanda Valorizada Acumulada % Acumulado Classe www.00 X8 4.br .00 X3 1. C .

dia 10 saíram 155 peças ( OF 10 ).br . dia 10 saíram 155 peças ( OF 10 ).00 cada (NF 04) e dia 30 saíram do estoque 30 peças ( OF 13 ). dia 8 entraram 125 peças a R$17. dia 28 entraram 53 peças a R$30.37 CONSTRUIR O CURVA ABC COM OS ALUNOS 8. primeiro a sair) www.2 Avaliação dos Estoques EXERCÍCIO DE FUNDAMENTAÇÃO – MÉTODO FIFO O produto tinta Iquine de 1kg teve no mês passado o seguinte movimento: dia 3 entraram 205 peças a R$16. Valor Valor Quant. Valor Unitário total Unitário Saldos Valor total Quant. dia 20 saíram do estoque 182 peças ( OF 11). dia 22 saíram do estoque 101 peças (OF 12 ). primeiro a sair) Avaliação de estoque – Método FIFO first in.00 cada (NF 02).00 cada (NF 03). dia 15 entraram 151 peças a R$21. Apresentar qual é o valor atual do estoque do produto” pelo método Fifo (Primeiro a Entrar . dia 22 saíram do estoque 101 peças (OF 12 ). Apresentar qual é o valor atual do estoque do produto” pelo método Lifo (Ultimo a Entrar .00 cada (NF 02).00 cada (NF 04) e dia 30 saíram do estoque 30 peças ( OF 13 ). Valor total Total final EXERCÍCIO DE FUNDAMENTAÇÃO – MÉTODO LIFO O produto tinta Iquine de 1kg teve no mês passado o seguinte movimento: dia 3 entraram 205 peças a R$16. first out ( Peps ) Entradas Saídas Data Doctº Quant. 00 cada (NF 01).com.00 cada (NF 03).concursospiedade. dia 28 entraram 53 peças a R$30. dia 8 entraram 125 peças a R$17. dia 20 saíram do estoque 182 peças ( OF 11). 00 cada (NF 01). dia 15 entraram 151 peças a R$21.

Valor Valor Unitário total Saídas Quant. 3.850. 4.Método com Grau de Atendimento Definido (MGAD) Estudo Dirigido – Leitura páginas: 33 a 35 da apostila .com.800. Valor total Total final AVALIAÇÃO DE ESTOQUE – Método do Custo Médio Data ENTRADAS SAÍDAS Doctº Quant.650. Valor Unitário Total Unitário Valor Total SALDO Quant Média Valor Total Total Final PREVISÃO DE ESTOQUES . Valor Unitário Valor total Saldos Quant. obteve neste ano o seguinte volume de vendas para seu produto "Bomba Injetora YZ": janeiro. 6.br . 5.900. A Empresa Fabricadora de Peças S..concursospiedade. maio.500. Calcule o estoque de segurança com o grau de atendimento de 95%. 1. Calcular o consumo médio (Cmd) 2. 5. e julho.A. 3. abril. fevereiro. março.200. junho.000.38 Avaliação de estoque – Método LIFO .UEPS Entradas Data Doctº Quant. Calcular o desvio-padrão (δ) www. 3. Valor Valor Quant.

custo do dinheiro no período VFE = Valor financeiro dos Estoques   200 engrenagens xyz em estoque.250. de equipamentos. Calcular o consumo médio: Cmd = (∑ C) : n 2. i = Taxa de juros. WIP e estoque acabado). a engrenagem xyz e de todo o estoque de uma empresa que nos forneceu os seguintes dados: Fórmula para o custo de armazenagem para peças CA=(Q:2) x P x T x i Fórmula para o custo de armazenagem geral CA = { [( VFE : 2 ) x P ] + Df } T x i Onde: CA = Custo de armazenagem anual Q = Quantidade de peças em estoque P = Preço unitário por peça T = Período de estocagem Df = Despesas de material auxiliar. que custa R$ 25.3.Cmd)2 i=1 n -1 ESTUDO DIRIGIDO Calcular o custo de armazenagem anual de um item de estoque. de edificações. www.39 3. de manutenção.00 a unidade. Calcular o estoque de segurança (ES) 1.000.00 de estoques com matéria-prima.concursospiedade. Fórmulaodo estoque de segurança: ES = δ x k Calcular desvio-padrão (δ) = onde: Cmd = Consumo médio mensal C = Consumo mensal n = Número de períodos δ = Desvio-padrão k = Coeficiente de risco n Σ (C . de mão-deobra etc.br . R$ 1.com.

000. 80% de encargos da folha salarial.00 + R$ 112.00.00 CA = [R$ 625. Calcular o custo de armazenagem anual de um item de estoque.00 + R$ 15. de mão-deobra etc.000. 22% de custo do dinheiro ao ano. de manutenção.8) = R$ 112. o custo anual de armazenagem das engrenagens é de R$ 550.00 + (R$ 15.00 Df = R$ 85.00. custo do dinheiro no período VFE = Valor financeiro dos Estoques www.140. O custo anual de armazenagem é de R$ 162. de equipamentos.000. EXERCÍCIO.00 x 1 x 0.22] CA = R$ 737.00 mensais de gastos com pessoal (sem encargos).000.22 CA = 100 x R$ 25.com. Cálculo do custo de armazenagem da engrenagem xyz CA = (Q : 2) x P x T x i CA = (200 : 2) x R$ 25.000.br .000.00 : 2 = R$ 625.00.00 x 0.22 CA = R$ 550.140. R$ 15. de edificações.40      R$ 85.000. Cálculo do custo de armazenagem de todo o estoque CA = [ ( VFE : 2) + Df ] T x i (VFE : 2) = R$ 1.00 de despesas gerais de compras.concursospiedade.00 x 0.00 x 0.000.000.000.000.00 mensais de gastos gerais da área de materiais. 2.22 CA = R$162. R$ 25.00 Portanto.000.250. a engrenagem xyz e de todo o estoque de uma empresa que nos forneceu os seguintes dados: Fórmula para o custo de armazenagem para peças CA=(Q:2) x P x T x i Fórmula para o custo de armazenagem geral CA = { [( VFE : 2 ) x P ] + Df } T x i Onde: CA = Custo de armazenagem anual Q = Quantidade de peças em estoque P = Preço unitário por peça T = Período de estocagem Df = Despesas de material auxiliar. 1.00 x 1 x 0. i = Taxa de juros.

EXERCÍCIO RESOLVIDO www. que proporciona maior lucro.000 camisas/ano.45 kg.000 KG X= 5.000.X X = US$ 6. 32% de custo do dinheiro ao ano.000 US$ 5 ----------------.000 ---------------X X = 1.00 mensais de gastos com pessoal (sem encargos). com custo de transporte e armazenagem de US$6 para cada 45 kg.000.000.000 1C 0.1333 45000 --------------------.US$ 0.000 = 36.00 a unidade.00 mensais de gastos gerais da área de materiais.1333 I KG ---------------------.45.45 KG X -----------------. R$ 25.0. 90% de encargos da folha salarial. As matériasprimas num total de 36. que custa R$ 35. Como alternativa. a um custo de US$ 8/camisa (incluindo matérias-primas).41        300 engrenagens xyz em estoque.000 LUCRO 1. ESTUDO DIRIGIDO – Leitura e Interpretação – 40 min Suponha que um fabricante de camisas para homens possa produzir uma camisa que vale US$ 15 cada uma.000 LUCRO BRUTO 1.000 LUCRO 695. Texas. consumindo 100.br .000.000 PRODUZIDAS EM FORMOSA US$ VENDAS 1.45KG = LUCRO BRUTO 700.1 KG X = 2/ 45 = 0.000 kg com peso de 80% das camisas podem ser transportadas de Houston para Formosa a um custo de US$2 por para cada 45 kg. Cada camisa embalada pesa 0. R$ 95. Uma taxa de importação de US$ 0. R$ 1.300.X (-) TRANSPORTE 5. Assim que forem fabricadas.50 por camisa deve ser considerada no planejamento.500.000 (-) CUSTOS 400.000 (-) IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO 50. Chicago é o maior mercado.000 (-) CUSTOS 800.45 KG X --------------------.042.416 MATÉRIA-PRIMA = 80% DE 45. as camisas devem ser produzidas em Formosa? SOLUÇÃO: PRODUZIDAS EM HOUSTON US$ VENDAS 1.100.044 1 KG -----------------.000 C ------------------.500.com.584 (-) TRANSPORTE FORMOSA P/ CHICAGO 6. a companhia pode produzi-las em Formosa a um custo de $ 4/camisa (incluindo matérias-primas).584 US$ 6 --------------------. Custos de transporte e armazenagem de Houston para Chicago chegam a US$ 5 para cada 45 kg .45 KG X ---------------. na sua confecção em Houston.1 KG X = 6/45 = 0. R$ 25.00 de estoques com matéria-prima.000 KG US$ 2 -----------------.000 (-) TRANSPORTE DE MATÉRIA-PRIMA 1. elas devem ser embarcadas diretamente para Chicago.000 CONCLUSÃO: A melhor alternativa é a produção em Formosa.concursospiedade.044 36. Do ponto de vista da logística/ produção/custos. WIP e estoque acabado).000 100.00 de despesas gerais de compras.000 X = 45.

000 und. fabricou : 84000 produtos.90 X 100 = 90 % ) Qual foi a eficiência da máquina A ? As máquinas A produziram : 40800 unidades Produção nominal da máquina A : 2 x 24000 = 48000 unidades EFICIÊNCIA DA 40800 unidades MÁQUINA A = --------------------------------------.800 unidades As máquinas B : 43. com qual a eficiência trabalhou cada máquina B ? Qual a produtividade.X 100 48. cada uma com produção nominal de 120 unidades/hora.com. considerando 1 operário em cada máquina? DADOS : 2 máquinas A e 2 máquinas B.concursospiedade.x 100 48000 unidades www.000 UNIDADES EFICIÊNCIA DA MÁQUINA B = 0.br . jornada: 20 dias com 10 horas /dia. máquinas A produziu : 40800 und. que fazem o mesmo produto. Em 20 dias operando 10 horas por dia a empresa fabricou 84000 produtos.000 unidades As máquinas A : 40. Com qual eficiência trabalhou cada máquina B ? A empresa fabricou : 84. capacidade de cada máquina : 120 und / h.200 UNIDADES DA MÁQUINA B = ----------------------------------. Produção nominal de cada máquina : 120 und / h Período de produção : 20 dias x 10 horas / dia = 200 horas Total da produção nominal no período por máquina: 120 und /h x 200 h = 24. 1 operário em cada máquina. a) Calcular a produção nominal no período das 4 máquinas sendo 2 máquinas tipo A e 2 tipos B. existem 2 máquinas de cada tipo. Se as máquinas A produziram efetivamente 40800 unida des. Produção nominal : é a capacidade de produção da máquina definida pelo próprio fabricante.42 Uma empresa trabalha com dois tipos de máquinas.200 unidades EFICIÊNCIA PRODUÇÃO REAL DA MÁQUINA DA MÁQUINA = -------------------------------------------------------------.X 100 PRODUÇÃO NOMINAL DA MÁQUINA EFICIÊNCIA 43.

com.43 EFICIÊNCIA DA MÁQUINA A = 0.concursospiedade.x 100 = Qual a produtividade da empresa ? A empresa fabricou : 84000unidades 4 operários Jornada de 20 dias e 10 horas por dia SAÍDAS PRODUTIVIDADE = -------------------ENTRADAS 84000 unidades PRODUTIVIDADE= -----------------------------------------------------------------4 operários x 20 dias x 10 horas / dia 84000 UNIDADES PRODUTIVIDADE= ----------------------------------------------800 HOMENS.br .85 X 100 = 85 % d) Qual a eficiência da empresa ? A empresa fabricou : 84000 unidades Produção nominal das 4 máquinas : 96000 unidades EFICIÊNCIA DA 84000 unidades EMPRESA = ----------------------------. HORAS PRODUTIVIDADE = 105 UNIDADES / HOMEM HORA Grandes Projetos e Estratégias de Grandes Grupos Econômicos em Pernambuco www.

com. APRESENTAÇÃO Este relatório apresenta os resultados do trabalho “Grandes Projetos e Estratégias dos Grandes Grupos Econômicos em Pernambuco” integrante do Projeto “Economia de Pernambuco: Uma Contribuição para o Futuro” elaborado para a Secretaria de Planejamento do Governo de Pernambuco. no âmbito do contrato IAUPE / SEPLAN 003/05. para realização de Estudos Especiais em Apoio ao Projeto A ECONOMIA DE PERNAMBUCO: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUTURO 1.concursospiedade.44 Luiz Kehrle Trabalho realizado para o IAUPE. Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco. A analise abrange três grandes projetos: www.br .

Aker Promar e Sansung. A estimação dos impactos sobre a demanda obtida nessa analise utilizou a Matriz de Insumo Produto do Estado de e Pernambuco para o ano de 1999. ao padrão de concorrência setorial. esta etapa do estudo exigiu uma extensa pesquisa de fontes primárias e secundárias. elaborada em 2005 pelo Instituto de Pesquisa Social Aplicada. A terceira e última parte do trabalho tenta avaliar as conseqüências dos investimentos sobre a economia de Pernambuco e divide-se em dois tópicos. necessárias tanto a contextualização quanto as bases teóricas da analise. em pouco mais de um quarto de século. alem de outros investimentos planejados. • o grau de aderência da estratégia empresarial. avaliam-se os reflexos dos investimentos na indústria de construção civil. Suape tornou-se. materializada nos investimentos. gerando cerca de 5500 empregos diretos. com base em poliéster. energia elétrica e transporte. • um pólo têxtil e de embalagens. Apresentam-se as mudanças já registradas nessa indústria e avaliam-se suas possibilidades de responder positivamente as novas demandas. empresários e administradores do Porto. A parte segunda concentra-se nas estratégias empresarias e para isso expande a análise para alem da descrição das características técnicas e financeiras dos investimentos. Os resultados apresentados baseiam-se na análise de dados obtidos junto à administração do Porto. O tópico final. Queiroz Galvão. Inicialmente são esboçados os elementos definidores do complexo portuário para em seguida analisar demandas infraestruturais geradas pelos novos investimentos bem como as respostas a essas demandas na área de recursos hídricos. classificados em conformidade com a pauta de atividades e produtos da matriz insumo-produto do Brasil.br . que inclui as convencionais e as eletrônicas. jornais. O COMPLEXO PORTUÁRIO-INDUSTRIAL DE SUAPE Com a instalação de 74 empresas.com. O gás natural é um item critico para a definição da competitividade de Suape. revistas. • um estaleiro que deverá ser construído por um consórcio liderado pela Camargo Corrêa. é centrado na indústria de construção civil. Tem como característica básica a contextualização e o fato de centrar-se em três elementos: • o papel do setor público na decisão de implantação dos investimentos e na configuração da estratégia empresarial. uma de fibras de poliéster do grupo Mossi & Ghisolfi e em fase final de implantação uma fabrica de resina PET (poli-tereftalato de etileno) do mesmo grupo.45 • a refinaria de petróleo prevista para ser implantada através de consorcio entre a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras) e a Petróleo Venezuelano S/A (PDVSA). devido ao fato de que a analise insumo-produto mostrou que no curto prazo esse devera ser o setor da economia estadual mais diretamente afetado pelos novos investimentos. www. do qual já se encontra em funcionamento uma fabrica de filmes para embalagens do grupo Terphane. pesquisas na internet e em entrevistas com dirigentes do governo. resultado de um investimento de US$ 1. que complementa o anterior. No primeiro e principal utiliza-se a analise insumo-produto para perscrutar as principais conseqüências desses investimentos sobre o emprego e a renda estaduais. acima de tudo. um importante espaço portuário-industrial da região Nordeste. um espaço para o qual se voltam as esperanças pernambucanas de reaver o papel de estado líder da economia regional. 2. Suape é. na literatura pertinente. • a factibilidade da estratégia competitiva selecionada.concursospiedade. Um último tópico estende essa analise para a área de recursos humanos. A primeira parte do trabalho centra-se no porto de Suape. contando com o apoio financeiro do Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de Pernambuco e da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco. Como se poderia supor.7 bilhão. A despeito desse notável desempenho. com a participação da Andrade Gutierrez. Essa matriz contempla 36 grupos de atividades econômicas (inclusive dummy financeiro) e 63 grupos de produtos. sob o pressuposto de que dele decorrem as principais vantagens competitivas de Pernambuco na atração desses grandes investimentos. No segundo. de modo que uma avaliação do seu mercado e potencialidades é apresentada na segunda parte.

administrativa e de preservação ecológica e cultural. Sua localização privilegiada pode ser observada na figura abaixo. Figura 1 Rotas de Suape para Grandes Portos do Mundo Fonte: www.suape.com.br Do ponto de vista das atividades portuárias. através do píer de granéis líquidos.gov.46 No presente. colocando-o em condições de ser o principal porto concentrador do Atlântico Sul. A movimentação de navios em geral atingiu seu máximo em no ano de 2005 e nos três meses iniciais de 2006 já chegou a 216. localizado a 40 km ao sul do Recife. como se apreende das tabelas 1 e 2. A Movimentação de navios porta-contêiner também atingiu seu máximo em 2005. os empregos gerados e pelo seu potencial de crescimento. através da implantação de grandes investimentos estruturadores. Suape possui localização estratégica em relação às principais rotas marítimas de navegação. O Complexo Industrial Portuário de Suape.6% em relação ao ano anterior. dividida em quatro zonas: portuária. com a transferência. quando foi realizado o primeiro embarque de álcool. Embora os estudos de implantação tenham se iniciado em 1973. O sucesso desse processo de atração pode ser medido pelo numero de empresas instaladas. ocupa uma área de 13. também apontando para um resultado ainda melhor este ano (Tabela 3). conectando-se com mais de 160 portos em todos os continentes. industrial. A utilização desse píer foi intensificada em 1987.concursospiedade. com capacidade de alavancar um processo de crescimento industrial que repercuta em toda a economia estadual. nos municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. mostram um crescimento de 13. Em 1991 Suape tornou-se um porto concentrador de carga ("hub port") de uso público e em 1996 iniciou a criação de uma infra-estrutura para atração de investimentos privados. Suape vem apresentando crescimento. do parque de tancagem de derivados de petróleo.500 hectares. gerando renda e emprego e criando as bases para um processo de crescimento sustentável. e o resultado dos três primeiros meses de 2006. tanto do numero dos navios aportados quanto das cargas transportadas. que mostra rotas de ligação de Suape com grandes portos do mundo. contra 200 em igual período no ano anterior. numa indicação de que o patamar de 2005 pode ser superado no ano corrente. sua operação começou em abril de 84.br . a importância maior de Suape para a economia de Pernambuco decorre principalmente dessa capacidade potencial de promover uma retomada do crescimento da economia do Estado. www. do Porto do Recife para Suape.

2 392.7 424.2 319.0 253.1 276.2 177.5 93.5 332.4 46.2 1999 350.91 26.8 386.5 321.41 26.25 14.1 25.0 228.9 280.4 178.3 306.1 368.2 337.7 265.9 284.1 96.3 4172.4 281.3 12.0 0.6 1991 112.2 403.0 355.03 1996 178.8 109.35 90.4 303.0 117.7 225.2 212.75 2003 296.6 202.8 317.66 2002 386.5 84.0 360.0 0.gov.5 271.suape.7 8.0 34.1 230.5 337.5 124.9 1992 142.0 0.6 358.4 224. refletindo o que acontece com o número de navios.3 120.9 4158.0 121.24 -35.4 201.2 265.gov.9 1987.6 474.53 1993 124.4 -8.6 252.3 216.8 262.7 107.0 261.2 3949.9 225.9 167.3 311.7 144.0 477. 2006 79 2005 67 2004 58 2003 44 2002 59 2001 56 2000 46 1999 50 1998 53 1997 41 1996 31 1995 29 1994 34 1993 31 1992 22 71 62 53 29 44 53 49 43 44 35 40 29 24 18 17 66 71 50 25 56 45 48 49 47 41 38 37 32 26 18 0 63 47 39 60 60 44 44 53 44 32 32 33 27 19 0 61 53 32 64 65 45 56 57 44 28 45 25 29 20 0 61 43 34 61 55 34 51 50 41 33 43 23 25 12 0 71 52 35 70 42 46 48 47 49 32 34 33 36 21 0 71 60 35 72 48 53 44 53 39 43 48 33 28 23 0 69 51 43 66 50 50 47 46 43 39 42 27 25 23 0 74 69 49 62 60 60 40 54 43 47 40 34 32 30 0 79 68 51 62 56 56 40 42 51 36 36 26 29 24 0 84 56 58 56 50 52 45 59 52 35 39 34 25 27 216 833 660 474 732 640 583 557 605 523 434 454 358 331 256 30.2 310.8 375.br .8 31.51 -4.0 0.2 2.68 20.16 29.28 1991 18 17 15 17 17 21 18 17 22 28 19 19 228 Fonte: http://www.5 248.2 310.1 303.0 290.3 277.9 425.21 39.47 Tabela 1 Porto de Suape .1 234.2 282.3 109.com.1 214.0 265.1 427.7 400.9 347.6 296.8 289.8 380.4 142.2 298.78 4.0 263.0 0.5 406.Movimentação de Navios em Geral ANO JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL VAR.0 94.98 2005 361.9 271.0 291.5 384.8 259. cresceram 26% em relação ao mesmo período no ano passado enquanto que as www.66 1994 263.9 309.0 220.6 303.87 1995 202.concursospiedade.3 234.0 959.0 214.6 243.5 337.1 3759.5 176.0 447.0 3085.7 246.3 395.0 270.06 2001 403.4 87.8 3148.8 0.6 3956.2 314.7 5062.3 10.5 354.2 367.5 366.000 ton.br 123.11 1997 294.3 297.7 448.2 361.4 17.7 3776.1 482.3 389.2 300.8 296.3 228.5 381.6 Fonte: http://www.6 202.0 0.) ANO JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL VAR.0 363.4 1215.8 296.2 303.5 294.4 4329.4 137.3 -14.82 8.9 341.1 333.4 305.0 0.1 138.suape.7 176.8 72.5 292.7 291.5 267.3 1349.55 2000 337.0 3125. os dados dos dois primeiros meses do ano indicam um bom desempenho.8 210.8 356.8 280.0 334.67 -7.0 0.8 332.3 126.1 222.0 301.3 319.1 379.2 439.9 192.8 412.5 2715.4 328.5 341.Movimentação de Carga em geral (em 1.0 71.1 302. As cargas comuns.0 0.1 356.5 304.93 15.3 -15.2 A maior movimentação de navios se reflete num maior volume de carga em geral e das cargas conteineirizadas.0 511.8 92.1 255.1 99.3 95.7 412.4 261. que atingiram 959 mil toneladas até fevereiro.38 9.8 309.7 370. Em relação às cargas.73 1998 347.9 5.8 350.8 103.1 248.6 198.4 595.3 69.8 130.8 -29.br Tabela 2 PORTO DE Suape .9 258.4 108.5 112.6 679.2 400.5 334.53 2004 337.0 294.3 308. 2006 484.0 17.4 228.

1 182.0 0.9 139.53 137.8 9.9 159.5 9.0 152.7 13. dando continuidade a seu processo de crescimento (Tabela 4).3 0 0 0 8.2 19.2 161.0 38.9 34.3 63.8 24.5 31.1 69. (%) 56.6 44.8 69.5 40.) ANO JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL VAR.6 156.suape.1 18.3 640.3 118.2 176.7 33.1 46.9 15.2 5. Tabela 3 Porto de Suape .7 13.8 11.4 183.2 170.6 374.8 119.6 39.33 58.3 51.Movimentação de Carga Conteinerizada (em 1.8 50.0 19.2 28.2 48.br Tabela 4 Porto de Suape .1 182.2 109.9 109.9 52. (%) 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 175.2 46.4 108.8 46.3 65.4 30.7 0 0 0 % 7.2 27.9 48.0 36.0 26.8 8.9 127.5 23.5 108.1 9.7 1506.12 118.5 144.3 293.21 1991 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Fonte: http://www.56 57.6 167.2 0 0 0 7.9 0 0 0 0 0 0 1991 0 0 Fonte: http://www.2 75.8 79.4 24.7 26.1 15.24 -28.2 6. superior ao registrado em 2005.87 -13.gov.concursospiedade.2 41.4 43.1 52.br www.0 0.8 0 0 5.9 32.8 10.56 122.4 28.0 26.0 0.9 43.6 8.8 42.6 137.3 24.4 9.8 34.2 120.2 0 0 0 89.9 67.41 63.Movimentação de Navios Porta-Contêiner ANO JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 49 36 20 15 25 18 17 13 18 6 6 4 37 33 24 4 24 16 15 13 16 3 4 4 39 41 21 5 30 18 15 12 15 7 4 5 0 0 0 0 38 26 8 29 18 16 13 15 9 2 6 0 0 0 0 39 25 8 25 17 15 13 18 10 2 5 0 0 0 0 38 23 5 28 19 14 13 17 7 5 9 0 0 0 0 40 23 7 30 17 15 11 19 10 3 4 0 0 0 0 42 30 11 30 21 20 12 20 11 4 4 0 0 0 0 38 30 15 35 20 19 11 18 11 6 5 0 0 0 0 42 31 23 29 19 18 10 19 15 6 6 0 0 0 0 41 34 19 30 18 20 10 16 15 8 5 0 0 0 0 41 33 24 33 29 19 18 18 14 4 9 0 0 0 125 469 320 144 348 230 203 149 209 118 54 66 0 0 0 VAR.1 71.3 36.4 -45.2 107.8 65.0 0.0 13.1 10.000 ton.5 66.7 7.2 8.8 118.35 51.72 79.1 72.22 -58.25 46.9 135.3 13.71 77.7 1176.6 30. durante o ano em curso.0 0.com.7 453.48 conteinerizadas cresceram 13% na comparação dos mesmos períodos.2 5.gov.0 96.2 34.8 49.58 21.2 58.suape.6 117.0 0.2 11.3 123.4 1964.3 0 0 0 17.0 11.8 86. apontando para um resultado do porto de Suape.2 163.48 62.57 23.52 -18.63 -22.8 62.9 50.3 43.9 5.3 11.7 86.5 10.0 0.0 37.4 33.7 0 0 0 11.br .37 87.1 153.2 64.6 153.0 26.1 140.4 164.9 9.3 5.7 137.2 46.8 34.8 24.1 645.7 23.6 109.4 62.2 24.9 99.7 32.4 22.43 -7.3 0 0 9.0 0.6 19.62 51.8 106.6 0 0 0 14.3 25.2 765.23 77.18 40.6 5.1 20.7 27.0 0.0 312.7 30.0 0.9 52.84 10.

água. que possui um canal de acesso de 5000 metros de extensão. Uma apreciação da infra-estrutura de água. não fora a oferta gerada naquelas duas barragens dividida entre Suape e as cidades do Cabo e Jaboatão. transporte e gás. que supera em muito suas necessidades. A nova adutora. em curso. que atenua essas duvidas. como em toda a região. por exemplo. pode atender a navios de até 170. porto interno. Para a segunda esses números são respectivamente 10 300 000 m3 e 420 l/s que somados garantem uma capacidade de acumulação de 14. a água hoje armazenada na área da RMR poderia suprir com folga toda a demanda da área. financeiras e legais da companhia estatal. Alem disso. energia elétrica bem como das principais vias de acesso e internas do complexo portuário-industrial é feita em seguida. óleos vegetais etc. ligando as barragens de Bita e Utinga ao pólo de poliéster. apesar de estar cheia. em áreas caracterizadas por baixa pluviosidade.000. decorreram em grande parte de restrições econômicas. O mais importante é que a nova adutora está dimensionada (tubos de 600 mm de diâmetro) para também atender a demanda de água não tratada que devera ser gerada pela implantação da fabrica de ácido tereftálico purificado-PTA. que representam mais com mais de 80% da movimentação. incluindo as novas demandas de Suape. gerou demandas de curto prazo. com capacidade de geração de 523 MW e a ampliação. que deve ser instalada em Suape. O Porto. 300 metros de largura e 16. é o potencial de captação de água e de construção de mananciais para abastecimento da RMR. relativamente à energia de fonte hidrelétrica. do seu sistema de abastecimento de água constitui um grande avanço de sua infra-estrutura.49 As cargas transportadas são principalmente os granéis líquidos (derivados de petróleo.50 m. O consumo atual de água em Suape é da ordem de 250 litros por segundo. terminais de granéis líquidos. álcoois. que vêem se arrastando por muitos anos. A primeira pode acumular 2 700 000 m3 e apresenta uma descarga regularizada de 380 l/s. sem a presença de cloro.concursospiedade. Entre estas se inclui uma peleja jurídica com a Caixa Econômica Federal e restrições do Tribunal de Contas da União. possibilitando a entrada em funcionamento da fabrica de PET. a despeito do custo alto da energia ali gerada. A previsão de entrada em funcionamento ainda em 2006 da fabrica de PET. como ocorre. A demanda de água depois de instalados o pólo de poliéster refinaria e estaleiro deverá subir para 1200 litros por segundo. abastecido pelas barragens de Bita e Utinga. matéria prima para a produção de PET. principal fonte energética utilizada no Estado. há o fato da água atualmente disponível não ser adequada à utilização no pólo de poliéster.1 Suprimento e Demanda de Água É inevitável que as conhecidas dificuldades da Compesa em atender a demanda residencial de água na Área Metropolitana do Recife gerem duvidas quanto à sua capacidade de suprir a grande demanda adicional de água que devera ser gerada pelos grandes investimentos em Suape. dificultando a obtenção de recursos para financiamento da expansão do sistema estadual de abastecimento de água e mesmo a sua operação. e a carga conteinerizada. que exige no seu processo produtivo água não tratada. suprimindo-se o racionamento. Não existe para Suape qualquer limitação natural ao incremento da demanda de água. As dificuldades que se registram no abastecimento domiciliar. levando a COMPESA a construir uma nova adutora de dois quilômetros de extensão. não fora o fato que batalhas legais vêm dificultando a utilização da água armazenada na barragem de Pirapama.000 tpb e calado operacional de 14.com. que em anos recentes levou a um extenso programa de racionamento. exigindo água com características diferentes da que atualmente é ofertada. O complexo portuário possui ainda uma estação de tratamento de água com capacidade nominal instalada de 1600l/s.000 m3 e uma descarga regularizada de 800 l/s.br . No entanto. um dado muito importante. A previsão é que quando em www. ate agora não foi integrada ao sistema de abastecimento. A entrada em operação de uma usina termelétrica. com consumo previsto de 35 litros por segundo.). Na verdade. contando com porto externo. que poderá oferecer até 600 litros por segundo.5 metros de profundidade. embora. produtos químicos. 2. Suape possui 27 km² de retroporto. Esses números garantiriam que as dificuldades de abastecimento de água em Suape estariam postergadas para o médio prazo. com custo orçado em R$ 2 milhões. cais de múltiplos usos e um terminal de contêineres. A barragem tem a capacidade de armazenar 61 milhões de metros cúbicos de água e. nominal projetada de 3200 l/s e nominal em operação de 800l/s. que embora atenuado ainda existe. as limitações da oferta de gás constituam uma restrição substantiva. O complexo portuário industrial de Suape dispõe de boas condições infra-estruturais de energia elétrica. Inaugurada em dezembro de 2001. devera estar pronta no final do primeiro semestre de 2006.

A decisão de implantar em Suape uma fabrica de PTA aumenta a probabilidade. numa obra cujo investimento total previsto é de R$ 42. (veja-se figura 2) com uma capacidade de acumulação projetada de 40. A abertura desse novo pólo reverteria as dificuldades do setor têxtil do Estado. que busca com o pólo têxtil aumentar sua competitividade no mercado internacional. Se essa nova etapa se realizar. que assim consolidaria um pólo têxtil em Suape. com produção inicial de 550 mil toneladas/ano. Trata-se de uma solução que envolve custos razoáveis.A e a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste. por não depender de investimentos na construção de barragens. ligando as barragens de Bita e Utinga a Suape. um investimento total estimado de US$ 490 milhões. que deverão dispor necessariamente de uma nova fonte de suprimento.000 m3 e uma descarga regularizada de 5 200 l/s. através do Ministério da Integração Nacional. permitira o uso exclusivo por parte de Suape das águas das barragens de Bita e Utinga. O crescimento da demanda de água por parte de Suape encontra-se no presente restringida pelo fato de compartilhar mananciais com as cidades de Cabo e Jaboatão. de que em continuação seja construída uma planta para produção de filamentos de poliéster. os investimentos totais para implantação do pólo terão alcançado cerca de US$ 750 milhões. um consumo quase dez vezes superior ao esperado para a fabrica de PET. o abastecimento de água em Suape estará se encaminhando para soluções sustentáveis. Através de um canal natural serão desviados de Pirapama. A solução de interligar as barragens de Pirapama e Gurjaú. como já referido anteriormente. utilizam-se adutoras já implantadas. Esta solução deixou de ser prioritária no curto e médio prazos. aguçadas pelo recente fechamento da unidade têxtil do próprio grupo Vicunha.50 funcionamento a fabrica de PTA consuma 338 litros por segundo. Jaboatão e uma pequena parte da zona sul do Recife. A fabrica de PTA está prevista para entrar em operação em 2009. cujo processo licitatório já foi aberto.br . que as novas adutoras. que equivalem a cerca de um quinto da capacidade de suprimento de Pirapama. A construção da nova adutora de água bruta no primeiro semestre de 2006 permitirá a entrada em operação ainda este ano da fábrica de PET e cria infra-estrutura para o atendimento do grande volume de água não tratada que a fabrica PTA consumirá a partir de sua entrada em operação em 2009. essa nova adutora utilizará uma água que tinha como destino anterior o consumo nos municípios do Cabo e Jaboatão. através da recém-criada Companhia Petroquímica de Pernambuco. em cor vermelha. especialmente no que se refere ao abastecimento de Suape. mil litros de água por segundo. para a barragem de Gurjau. A oferta pela Compesa de água não tratada prevista para após a implantação da nova adutora. o que lhe garantirá que pelo menos no curto e médio prazos a água não será fator de restrição ao desenvolvimento do complexo portuário. Alem do mais. Veja-se na figura 2. A utilização das águas da barragem de Pirapama além de melhorar o abastecimento da água na região metropolitana do Recife permite uma solução de curto e médio prazos para o problema de abastecimento de Suape. um grande grupo da indústria nacional.concursospiedade. constituem uma parcela menor do sistema de adução.000. segundo comunicado do consorcio de investidores à Comissão de Valores Mobiliários. mas o problema de suprimento de água para o complexo portuário não se resume a este pólo. devera suprir as necessidades de implantação do pólo têxtil. www. que terá como parceiros a Petrobrás Química S. é a Vicunha Têxtil. devendo-se encerrar em julho próximo. um dos principais acionistas da fabrica de PTA. e dessa forma liberar as barragens de Bita e Utinga para o abastecimento exclusivo do complexo portuário de Suape. que conta com recursos do governo de Pernambuco e do Governo Federal. Esta alternativa baseia-se na utilização da água acumulada na barragem de Pirapama para abastecer as cidades do Cabo. Também os investimentos em novas adutoras são diminuídos pelo fato de que em alguns pontos. em vista de outra. Uma solução ampla para a questão do abastecimento de água em Suape esteve durante muito tempo associada à construção da barragem de Ipojuca. Com a implantação dessas alternativas. O controle acionário da empresa será da Mossi&Ghisolfi.com.6 milhões. Ressalte-se que um dos controladores da Companhia Têxtil do Nordeste. gerando 300 empregos.

devido ao incremento da renda. já projetada.000. é possível imaginar soluções técnicas e economicamente viáveis para o suprimento de um grande volume de água.br .000 de m3 de capacidade de acumulação e 5200 m/s de descarga regularizada. obrigadas a transportar água de longa distancia para garantir seu abastecimento. e admitindo-se um cenário de crescimento a altas taxas das atividades na área. A possibilidade de construção da Barragem de Ipojuca. Mesmo no longo prazo. o abastecimento de Suape e municípios circunvizinhos não se apresenta como um problema de solução cara e complexa. www. tal como Fortaleza. é uma dessas soluções. da qual nessa primeira etapa somente se usará 20% de sua capacidade. com seus 40.com. constitui a garantia maior de que qualquer demanda razoavelmente prevista para o longo prazo poderá vir a ser ofertada sem transtornos ambientais e em condições economicamente viáveis. bem como o crescimento do consumo per capita. em função do aumento populacional esperado da área.51 Figura 2 Abastecimento de Água de Suape Fonte: Compesa. O aumento da utilização da barragem de Pirapama. Mesmo quando se considera o grande crescimento do consumo residencial de água. ou mesmo situadas em área litorânea. como o é em muitas cidades do semi-árido.concursospiedade.

Suape possui uma malha rodoviária interna com cerca de 41 km de extensão cujas características técnico-operacionais foram substantivamente melhoradas com a duplicação e reforma da Avenida Portuária.concursospiedade. 2. No presente. na medida em que a energia elétrica é obtida através da queima de gás natural. A implantação da Ferrovia Transnordestina devera definir o acesso ferroviário como um elemento determinante da eficiência e da competitividade de Suape. sob o argumento de que seria obrigação da empresa comprar energia pelo menor preço do mercado. ao preço médio de R$ 61. a energia elétrica em Pernambuco. contestando o aumento pretendido.2 . www. tanto pela segurança quanto pela qualidade da energia elétrica que produz. comprou mais 2298556 MWh a R$ 57. o que pode constituir um fator a mais para atração de indústrias para a área. Essa distorcida estrutura de compras repercutiu fortemente na tarifa de energia elétrica de Pernambuco e motivou reações dos consumidores. A TermoPE comprou no mesmo período 3. que levaram a ações do Ministério Publico Federal de Pernambuco. na qual foram investidos R$ 20 milhões. trilho TR45 e de bitola métrica. esta instalada na área de Suape uma usina termoelétrica.80.416.3 . aumentar significativamente esse consumo. No total do ano a Celpe pagou R$ 481 milhões à TermoPE enquanto que aos outros fornecedores pagou R$ 402.CFN. Alem desta fonte.38 por megawatts-hora. cuja escassez constitui um sério potencial limitador do crescimento do complexo portuário.com. pertencente ao grupo espanhol Neoenergia. a utilização da movimentação ferroviária de cargas concentra-se no transporte de minérios extraídos no estado da Paraíba. com a BR 101 e as principais vias das malha estadual. A questão seria estimar as possíveis demandas das fabricas que serão atraídas por esse investimento. A implantação da refinaria não deverá. é conectada com o sistema ferroviário nacional através das linhas operadas pela concessionária Companhia Ferroviária do Nordeste . somado à disponibilidade de energia elétrica no mercado. de modo que a oferta atual existente em Suape não teria capacidade de suprir esse grande crescimento do consumo.35 por MWh. Através de leilões. A demanda de energia por parte do estaleiro é estimada por especialistas em torno de 30 MW. em si. totalizando 37.400 MWh ao preço médio de R$ 140. em dormente de concreto. que deverá ser mais que duplicado com a instalação da fabrica de PET do grupo Mossi & Ghisolfi. a energia produzida pela termoelétrica é mais cara do que aquela produzida pelas hidroelétricas.Os Acessos e a Movimentação de Mercadorias em Suape A malha ferroviária de Suape. Uma idéia da relevância do diferencial de preços das duas fontes se obtém ao verificar que no ano de 2005 a Celpe comprou a Chesf 4 415 040 megawatts-hora (MWh). mas ate lá o transporte rodoviário é quase o único modo de acesso por terra. e provavelmente o continuara sendo por um longo período.br . a produção de energia por uma termoelétrica traz conseqüências negativas para a economia Pernambucana. A despeito desses efeitos positivos. Alem do mais. cria condições para o rápido suprimento das demandas que sejam geradas. abastecidas a partir de uma subestação de 300 MVA. cujo consumo previsto é da ordem de 50 MW. Esse fato não constitui limitação ao crescimento do complexo portuário. equivalente ao de uma cidade de médio porte. O consumo atual de energia elétrica pelas 75 empresas instaladas em Suape é da ordem de 40 MW. lideranças políticas e empresarias. No presente sistema de suprimento de energia elétrica conta com duas subestações. pelos quais pagou R$ 270 milhões. tornou-se mais cara em relação a media nacional.52 2. um recurso escasso em toda a região Nordeste. também controlador da Celpe. o que vem provocando aumentos de energia elétrica em Pernambuco maiores do que os registrados na média dos estados brasileiros. e conseqüentemente também para Suape.Energia Elétrica A oferta de energia elétrica em Suape é feita através da Celpe e não constitui fator de restrição presente ou potencial ao crescimento do complexo portuário. na medida em que há condições técnicas e de oferta que permite o atendimento de novas demandas. As rodovias internas possibilitam ligações através da PE-60. pois o processo de refino tende a ser autosuficiente em relação à energia elétrica.7 milhões por cerca do dobro da quantidade comprada. O fato da concessionária de energia elétrica de Pernambuco está agora sob controle privado. em conjunto com a Celpe. Apesar da Anel ter reduzido as pretensões de aumento da Celpe.5 MVA. mas esse estudo ainda esta sendo realizado pela Chesf. e da economia regional.

de 8 km de extensão. através de sua conexão com o quilometro 98. criando uma opção para o acesso a PE-60. em Jaboatão dos Guararapes. R$ 23. existem dois projetos em discussão que podem melhorar substantivamente esse acesso. ligando as duas pistas da BR 101 a Suape.concursospiedade. é a construção de um novo acesso a Suape. A PE 60 é uma rodovia estadual duplicada. outras em execução e algumas já foram implementadas com essa finalidade.00 contra 944.Recursos Humanos Das seis regiões metropolitanas acompanhadas pelo IBGE na Pesquisa Mensal de Emprego. em vista da forte arregimentação política em torno do projeto.RMR constitua um dos resultados mais desejáveis da implantação dos investimentos estruturadores em Suape. com um trafego de características urbanas. O mapa em anexo mostra essa proposta de duplicação com detalhe. parece indispensável à implantação de um amplo conjunto de ações voltadas para a preparação de recursos humanos. de graduação e de pós-graduação. quando foi projetado.br . e a formação de mão de obra industrial em Pernambuco é um processo que tem suas raízes na produção do açúcar. O fato da BR 101. somente devendo se concretizar em função das demandas futuras que venham a ser geradas pelo crescimento de Suape. Um desses projetos é a duplicação do trecho antigo da BR 101 de extensão de 4 km de área urbana ligando a BR 101. criará um novo acesso norte a Suape. mas de nenhuma forma fantasioso ou irrealista. que foi construído paralelamente à rodovia original. A Região Metropolitana do Recife constituiu o maior centro de formação superior de todo o Nordeste Brasileiro. essa de conseqüências mais substantivas. permite um acesso de boa qualidade de qualquer ponto da área metropolitana do Recife ao Porto de Suape.60 a 1 km do Posto da Policia Rodoviária Estadual. A despeito dessas importantes características. Seu Departamento de www. que torna difícil o acesso a Suape dos que o demandam vindos no sentido norte-sul.4 . no Cabo de Santo Agostinho. e a Br 232 já estarem duplicadas. Tanto é assim que varias ações estão planejadas. onde também se pode observar a duplicação da BR 101 no trecho entre Prazeres e Charneca. dividindo o tráfego que hoje utiliza a pista duplicada da BR 101. na qual se formou uma tradição mecânica e uma mão de obra industrial em escala que não tem paralelo no Nordeste. enquanto que o rendimento médio real dos ocupados foi de R$ 675. É provável que a duplicação do trecho urbano de 4 km da BR 101 seja realizada em futuro próximo. Suape poderá no médio prazo esta interligado por terra através de uma ferrovia de primeira classe – a Transnordestina – e de um acesso rodoviário de excelente qualidade. permitindo o acesso a Suape. de extensão duas vezes maior que o da outra alternativa. Em fevereiro de 2006 a taxa de desemprego na RMR foi de 15.8 da Br 101.9% contra 9. Uma outra proposta de melhoria do acesso a Suape. O outro trecho.18.com. evitando o trafego mais pesado da área industrial e da área urbana da cidade do Cabo e alcançando a PE. O traçado original da BR 101 passa hoje pelas áreas urbanas de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. motivada pelas demandas que deverão surgir a partir de um estaleiro em Suape. A Universidade Federal de Pernambuco esta avaliando a implantação de um curso de Engenharia Naval. Em um cenário otimista. Esta proposta esta bem caracterizada no mapa em anexo. em bom estado de conservação. direcionadas diretamente para o suprimento das novas demandas geradas por Suape. ligado uma Br 101 duplicada em praticamente toda a área de influencia do Porto. ligando Prazeres. bem como do seu custo relativamente baixo. No entanto. Essa duplicação além de melhorar consideravelmente o tráfego na área do distrito industrial da cidade do Cabo de Santo Agostinho.7% na media das demais áreas. 2. a Charneca. na altura da Indústria de Bebidas Muller. As características urbanas da BR 101 neste trecho são de tal ordem que o DNIT optou por construir uma pista de 22 km de extensão.53 A ligação com a rodovia BR 101 através da PE 60 é a principal conexão de Suape com a malha rodoviária nacional.550.00 a preços de setembro de 2002. devera constituir uma solução de médio ou longo prazos. a de Recife é a que apresenta maior taxa de desemprego e menor renda media dos ocupados. Em seguida trata-se de identificar os principais atores envolvidos nesse processo de geração de capital humano e as principais ações de cada um deles. envolvendo custos de desapropriação. desde Igarassu até Charneca. paralela à rodovia original. até o acesso à PE-60. no Sentido Cabo-Suape. Bastam esses números para justificar plenamente que o aumento da oferta de trabalho na Região Metropolitana do Recife .

onde foi discutida a preparação das propostas que irão compor a carteira de projetos de Pernambuco e se debateu a necessidade de implantar em Pernambuco centro de excelência na área de tecnologia. O Centro Brasileiro de Profissionalização Empresarial esta oferecendo em Recife. ate 2007. que há 20 anos não era ofertado e Pernambuco. Os centros deverão ser capitaneados pela Federação das Indústrias do estado de Pernambuco. de duração de um ano. O Prominp conta com recursos do para capacitar 70 mil pessoas Em todo o Brasil. com vistas à maximização da participação da indústria nacional no fornecimento de bens e serviços. utilizando-se material do telecurso segundo grau da Fundação Roberto Marinho. selou compromisso com a Camargo Correia para elaborar os cursos de treinamento da mão de obra contratada pela empresa e esta investindo. através da Agencia do Trabalho. nas áreas de capacitação da industrial. Moreno e Escada. Ferramenteiro de Corte. planejamento e acompanhamento de projetos e da construção e realização de adaptações em projetos. empresas. Em novembro de 2005 o Promimp lançou seu fórum regional em Pernambuco e em janeiro realizou um pré-workshop.com. em convenio com a Fundação Getulio Vargas. Senai-PE. Sebrae-PE e Instituto de Tecnologia de Pernambuco-ITEP. assinou carta de intenções com a empresa Camargo Correia com fins de viabilização de um convenio de cooperação técnica para formação de profissional e prestação de serviços técnicos e tecnológicos. foram selecionados 90 entre os 1312 treinados para participarem da primeira turma dos cursos de qualificação profissional em nível técnico. visando a criação de um ambiente propicio ao desenvolvimento da área naval. Nesses cursos serão atendidos alunos com mais de 18 anos que não conseguiram ainda completar o segundo grau. onde serão investidos R$ 2. também em parceria com o Senai. nos municípios de Cabo de Santo Agostinho. No Cabo de Santo Agostinho. em convênio com o SENAI. A oferta do curso é uma decorrência das potenciais demandas de Suape e seu conteúdo é direcionado para formação de profissionais para o setor em Pernambuco. Numa segunda etapa. O Senai. Gás Natural e Bio-Combustiveis-ANP. No workshop realizado em 16 de marco foram submetidos ao fórum quatro projetos de centros de excelência. com o fim de habilitar profissionais para a participação em equipes de desenvolvimento de projetos de navios. centrado na área de petróleo e gás natural. O Governo do Estado. Os cursos terão a duração de 18 meses e os professores serão capacitados pela Fundação Getulio Vargas. destinado a preparação de profissionais para atuar na área de construção de gasodutos.concursospiedade. governo. do FAT. eletrotécnica e eletromecânica. manutenção industrial. O Prominp conta com recursos do Fundo Setorial do Petróleo e Gás Natural. Jaboatão dos Guararapes.54 Engenharia Química tem um programa de formação de recursos humanos. plataformas de petróleo e construção naval. Atualmente oferece um curso de pós-graduação em Refino de Petróleo e Processamento de Gás Natural. entre outros. Sebrae. Eletrônica Básica I e II. R$7 milhões na construção de um centro de soldagem e ensaios não destrutivos. criando o Avançar Suape. Outra ação relevante do Governo do Estado foi a inclusão de Suape no projeto Avançar. do Prominp recebíveis e do fundo de participação especial da Petrobras. da Finep. destinados a formar mão de obra para os novos investimentos de Suape. Mecânico de Manutenção Industrial e Eletricista de Manutenção. Eletricista Instalador Industrial. Reparador de Aparelhos Domésticos de Refrigeração. CNI e Confederações das Indústrias. universidades. especializado em engenharia de processamento de petróleo e gás e está orientando seus cursos de graduação e pós-graduação para o setor. na área eletrônica. O Prominp é um projeto concebido pelo Ministério de Minas e Energia. O projeto envolve empresa privadas. além das ações em cooperação com o governo do Estado. Operação de Veículos de Carga e Operação de Máquinas de Elevação. Eletrônica Digital I e II. da Secretaria de Educação. capacitação profissional e metal mecânico. Este resumo das principais ações que estão em curso em Pernambuco com o fim de preparação de recursos humanos voltados para os investimentos estruturadores em Suape permite verificar que há uma preocupação em vários setores da sociedade. Finep. treinou 1312 trabalhadores nos municípios de Cabo de santo Agostinho e Ipojuca m cursos de qualificação básica nas áreas de Desenho de Calderaria. um MBA em Petróleo e Gás. Também através d Politécnica esta oferecendo um Curso de Especialização em Engenharia Naval de 390 horas/aula. A Universidade de Pernambuco – UPE. financiado pela Agencia Nacional de Petróleo. com o objetivo de formar executivos na área de energia. A UPE ofereceu este ano um curso de Inspetor de Soldagem – nível 1.br . centros privados de www. Manutenção e para Operadores de Maquinas. Foram investidos R$330 mil nos cursos. Ipojuca. por meio da Escola Politécnica.5 milhões para qualificar 3 mil pessoas em 100 turmas. alem de possuir laboratório para desenvolvimento de pesquisa na área. Soldador a Eletro e a Oxigas.

não se configurando tendência clara de integração de cadeias produtivas. financeira e tecnológica. cada um destes investimentos provavelmente poderia ser realizado. Este conjunto de perfis revela que a economia pernambucana está caminhando para enfrentar um processo de transformação estrutural típico do desenvolvimento econômico: uma clara tendência de perda relativa dos setores tradicionais da indústria (alimentos. 1 Mas com uma defasagem temporal no oferecimento de um “pacote” de vantagens fiscais. o que se prevê são investimentos de grande magnitude. Processo semelhante ocorreu na economia baiana.br . Pernambuco. a exemplo de empresas do setor elétrico e metal-mecânico. bens intermediários (produtos químicos) e bens de capital (navios mercantes e plataformas marítimas). não estando necessariamente associados à ocorrência simultânea dos demais empreendimentos e não dependendo necessariamente de ligações técnicas ou econômicas. daquele ocorrido três décadas atrás na Bahia. em decorrência da implantação do pólo petroquímico de Camaçari. 3. com a preparação de uma infra-estrutura de treinamento que permita a mão de obra local ocupar a maior parte das vagas que venham a ser ofertadas. seja do exterior. Veja-se o caso da cadeia de poliéster que esta se expandindo sem ter certeza da instalação da refinaria e além do mais. seja das regiões sul e sudeste (núcleo da indústria brasileira). • fechamento de unidades produtivas competitividade da economia nordestina. os grupos econômicos de grande porte instalados ou com investimentos previstos para o estado de Pernambuco podem ser enquadrados em uma tipologia industrial definida por três critérios: • perfil de uso: bens finais (combustíveis). Essa preocupação tem forte razão de existir tanto porque a disponibilidade de mão de obra treinada pode constituir um elemento de aumento da competitividade de Suape como área de atração de investimentos. • perfil inovativo: intensivos em escala (todos). ocorridos na economia brasileira manifestaram-se mais fortemente através de três efeitos: • redução dos preços dos bens adquiridos fora da região. em Pernambuco.com. têxtil e confecções). Mesmo os projetos da cadeia química são investimentos que possuem um alto grau racionalidade empresarial própria. Ao invés de um pólo petroquímico planejado em torno de uma refinaria. que integrou o Nordeste à economia nacional como região especializada em bens intermediários para a indústria de bens duráveis do sudeste. como conseqüência da reduzida • recepção de unidades produtivas originárias das regiões sul-sudeste. locais. os impactos dos processos de abertura comercial. Os estados do Ceará Bahia e Paraíba estão entre os principais “hospedeiros” destes investimentos tradicionais. Assim. AS ESTRATÉGIAS Os processos de transformação econômica incluídos no rótulo de “globalização”. entre outros. preservando uma característica típica da indústria pernambucana. embora também favorecido por esta mobilidade inter-regional1. www. mas mantendo certo grau de isolamento do ponto de vista setorial. recepcionou unidades produtivas de setores mais sofisticados tecnologicamente ou de maior intensidade de capital. Uma diferença do fenômeno atual. mesmo na ausência dos demais. Sobre a indústria nordestina.55 treinamento. particularmente empresas de setores tradicionais (calçados. se dá pela maior diversificação setorial dos investimentos.concursospiedade. • perfil tecnológico: processos contínuos (químicos) e montadora de grandes unidades por encomenda (navios e plataformas). calçados e têxtil-confecções) em proveito de indústrias de bens intermediários de baixo-médio conteúdo tecnológico (commodities). no sentido de uma lógica endógena ao grupo econômico. embora possam se beneficiar da sua instalação simultânea. intensificaram seus efeitos sobre a economia brasileira a partir da década de ’90. como pela possibilidade de que os indicadores de renda e emprego na RMR possam no médio prazo caminha em direção da media nacional. em particular por seu pioneirismo na criação de incentivos fiscais estaduais. Diferentemente da indústria tradicional atraída nos anos noventa.

por sua vez. fontes de financiamento. significativas mudanças de preços relativos (em especial. o Gruppo Mossi & Ghisolfi é o 2º maior fabricante mundial de resina PET (Poli-Tereftalato de Etileno). pressão sobre a infra-estrutura de serviços públicos (transportes. principal mercado para o PTA. www. Das fábricas localizadas no Brasil. população). carrega um forte componente temporal.br . materializada nos investimentos.A Fábrica de Resina PET . composição e sofisticação das linhas de produto. A factibilidade da estratégia. salários de pessoal qualificado). • qual o papel do setor público na definição da localização destes grandes empreendimentos em uma região periférica. surgimento de novos setores e desaparecimento de outros. água. Deve-se verificar as tendências tecnológicas. o presente estudo orienta sua analise por três vetores: • o papel do setor público na decisão de implantação dos investimentos e na configuração da estratégia empresarial. mesmo em se tratando do mesmo objeto “da realidade”. comunicações. É sabido que a avaliação do impacto de investimentos isolados. comercialização. vegetação. gestão.000 t/ano. três estão na região 2 A fonte dos dados apresentados nesta seção é a ABIPET. a partir da análise das estratégias empresariais que lhes dão sustentação. ao padrão de concorrência setorial. Cada um dos três grandes investimentos será analisado visando-se avaliar em que medida estas hipóteses e pressupostos se confirmam. no próprio estudo do impacto de investimentos isolados sobre a economia.Grupo M&G2 Com uma produção em torno de 1. estratégias de marketing. Este pressuposto coloca várias questões relevantes: • que efeitos desequilibrantes estes investimentos provocarão na economia local: novas demandas (em quantidade e qualidade) para a capacidade produtiva local. etc. principais segmentos de mercado. os mercados promissores. a despeito da elevada magnitude dos recursos que aportam. pode resultar em conclusões de diferentes níveis em termos de sua relevância local. América do Norte (EUA e México) e do Sul (Brasil). A abordagem utilizada condiciona boa parte das conclusões.1 . entende-se a proximidade da estratégia empresarial às características (tamanho.com.concursospiedade. educação. as economias estáticas (escalas) e dinâmicas (aprendizado). é inconcebível uma análise de investimentos de tal porte que despreze a atuação pública em várias dimensões: regulação dos mercados. 3. mecanismos de indução/incentivo ou restrição. financiamento) e dos demais agentes econômicos e institucionais que afetam sua competitividade.) das empresas líderes do setor. • o grau de aderência da estratégia empresarial. já está pressuposta a condição de que a economia local é pequena. disponibilidade de novas ofertas (também em quantidade e qualidade) para a economia local. • a factibilidade da estratégia competitiva selecionada. etc. O papel do setor público torna-se relevante por duas ordens de fatores. comercialização. com plantas industriais distribuídas pela Europa (Itália).260. Em primeiro lugar. praias. uma vez que as possibilidades de sucesso de qualquer estratégia estão condicionadas à história da própria empresa e do ambiente econômico em que está inserida (path-dependence). ou seja. inovação.56 expandindo-se através de investimentos de vários grupos. Ciente dessas limitações. Note-se que a decisão de implantar a unidade produtora de PTA foi tomada independentemente da participação do grupo controlador da produção de PET e de preformas. solo. organização da produção. Por grau de aderência. energia. mesmo que o ambiente político-econômico-institucional não permita ações de larga envergadura do Estado na atividade econômica (principalmente as diretamente produtivas). impactos ambientais e ameaças a ativos naturais (rios. bem como delinear as direções e magnitudes dos seus impactos no espaço estadual. relativamente aos empreendimentos planejados. a infra-estrutura e o arcabouço institucional. na sua sustentabilidade operacional e no gerenciamento do processo de sua absorção pelo tecido sócio-econômico local. pesquisa). a factibilidade é dependente das capacidades construídas pela empresa em várias dimensões (produção. Em segundo lugar.

originárias do Mercosul) em exportadora (potencial de 285 mil t/ano). esse potencial de exportação da unidade pernambucana produtora de PET poderá ser muito diminuído. No presente. mas poderá vir a atrair outras unidades. representando um investimento de US$ 300 (este numero esta em varias fontes) milhões que expandirá em 35% a escala produtiva do grupo. Uma vez que seconcretizea integração da cadeia à montante. apresenta como alternativa para relocalização de unidades produtivas das demais etapas da cadeia produtiva à montante: uma unidade produtora de PTA (ácido terefitálico purificado). no entanto. é de 440 mil toneladas de resina PET. que segundo o grupo M&G devera começar a ser instalada em Pernambuco a partir do segundo semestre de 2006. uma alternativa mais interessante: a formação de um cluster têxtil-confecções baseado no fio de poliéster. uma vez que o estado sedia várias empresas que utilizam preformas: 32 empresas que atuam no engarrafamento e gaseificação de águas minerais e 21 Empresas que atuam na fabricação de refrigerantes e refrescos. A fábrica de resina PET (um intermediário de uso) é basicamente uma transformação química de um intermediário de síntese (de 3ª geração petroquímica). constituindo uma forma de ampliação da fabrica de PET. Definindo-se como produtor de resina PET e preformas e dispondo de um mercado local. com grande concentração em equipamentos que se integrarão à unidade produtora de PET. à jusante. são da ordem de R$ 650 milhões e deverão permitir a produção de 300 mil toneladas anuais. Essa nova planta teve seus incentivos fiscais aprovados na ultima reunião de maio ultimo do Conselho Estadual de Desenvolvimento Comercial e de Serviços (Condic). Os investimentos previstos. Trata-se de uma unidade que demanda pouco investimento em construção civil. financeiro e de mercado para compreensão das possibilidades estratégicas destes investimentos. por trabalhador. Dado esse cronograma. PX (paraxileno) e MGE (monoetileno glicol). um produto final. criará apenas 228 empregos. Ácido Isoftálico (IPA). ficaria claro que a maior parte do destino da produção da unidade instalada em Suape seria á o mercado internacional. Todas estas matérias-primas são atualmente importadas.57 sudeste (Paulínia/SP. com inicio de produção prevista para o fim de 2007. o que permitiria transformar a economia brasileira de importadora (165 mil t/ano de resina PET. Deve-se ressaltar. completadas com 27% (160 mil t/ano) de MGE (mono etileno glicol) e 5% de aditivos4. em vista das já referidas características de sua implantação. sendo o México e os EUA os principais fornecedores. Ferro e Fósforo.000 t/ano. enquanto que a unidade de produção de preformas tem início de produção previsto já para o final de 2007. Pernambuco possui uma única fábrica (Schincariol). ou preformas. A nova unidade em instalação no Estado de Pernambuco será a maior planta mundial do Grupo M&G.com. O peso das matérias-primas supera o produto final devido às perdas ocorridas durante os processos de síntese química. O cronograma de implantação das plantas da M&G permite prever um período muito curto de disponibilidade de grandes volumes de resina PET para venda fora do Estado. Se considerarmos que a demanda total prevista para a economia brasileira. de maior valor agregado. gerando 300 empregos diretos. Ferro e Fósforo Ácido Isoftálico (IPA). que se por um lado a instalação de uma planta para a produção de preformas reduz ou mesmo anula o potencial de exportação resina PET pelo estado de Pernambuco. A eficiência nos rendimentos das sínteses (minimização de perdas) constitui-se no principal fator de competitividade em termos dos custos diretos de produção em qualquer substância química. em 2006. A entrada em funcionamento da planta produtora de PET ocorrerá no final de 2006.concursospiedade. No entanto. Pernambuco se. se colocaria. ou mesmo anulado. das 52 empresas brasileiras transformadoras/sopradoras de preformas. Esta possibilidade deve ser analisada do ponto de vista tecnológico.br . www.5. o PTA. quando implantada a unidade de produção de pré-forma. o período de disponibilidade de PET para exportação seria de cerca de um ano. 3 4 5 Calculado a partir de uma estimativa de faturamento anual de R$ 1 bilhão. os quais gerarão cerca de R$365 mil/mês de faturamento3. exigindo poucas obras civis e constituindo uma espécie de “ampliação” da fabrica de PET. por outro lado abre oportunidades para exportar preformas. Poços de Caldas/MG e Indaiatuba/SP) e uma em Pernambuco (Cabo de Santo Agostinho). o qual corresponde a dois terços do volume das matérias-primas básicas utilizadas no processo produtivo (400 mil t/ano). Devido à sua elevada intensidade de capital (típica da indústria química). com capacidade instalada para 450. via Zona Franca de Manaus.

Os investimentos previstos são da ordem de US$ 490 milhões. fundamentalmente combustíveis) e não intermediários petroquímicos. pelo menos do ponto de vista tecnológico.. que conta com capitais dos grupos Vicunha. a nafta prevista para ser produzida pela refinaria Abreu e Lima não seria suficiente para suprir um pólo petroquímico. Presentemente o passo mais concreto em direção à constituição desse pólo foi dado com a construção. Um outro forte elo a jusante da cadeia produtiva do pólo petroquímico de têxteis e embalagens em Pernambuco pode ser estabelecido com a implantação de uma fabrica de Paraxileno-PX. a princípio. mesmo que o MGE (mono etileno glicol) seja importado Pernambuco terá implantado uma densa cadeia produtiva petroquímica de têxteis e embalagens. Embora sejam de grande relevância os recentes avanços registrados a jusante. que se encontra em etapa final. a M&G desistiu de associarse. que o controle acionário da Petroquímica Suape venha a se alterar com a entrada do grupo M&G. Um passo a mais foi dado pelo mesmo grupo quando decidiu instalar a partir do inicio do próximo ano uma unidade com capacidade de produzir 300 kt anuais de preformas. a qual. Já o MGE pode ser obtido a partir da 1ª geração petroquímica. poderia vir a ser produzida pela refinaria de petróleo a ser instalada no estado7. Como parte desse pólo potencial. por sua vez. Polyenka e Filament Technology.Seus parceiros de negociação. 7 Embora a linha de produção esteja planejada para bens de uso final (óleo diesel. com capacidade de produzir 60 kt. Com o direcionamento da refinaria Abreu e Lima para produtos de uso final. como a nafta. O projeto inicial de instalação é do grupo M&G. com capacidade de produzir anualmente 40 kt de filmes de poliéster para embalagem. Segundo o representante da Petrobras no Fórum Recife. com previsão de que a produção já se inicie no final de 2009. o que. e no presente a implantação da unidade produtora de PTA esta sendo iniciada. A recente decisão da Petroquisa de encaminhar à Comissão de Valores Mobiliários o fato relevante de criação de empresa que controlará uma fabrica com capacidade instalada de 180 kt anuais de filamentos contínuos de poliéster (POY). por não conseguir um percentual de participação que lhe permitisse o controle acionário da nova empresa. Também em operação encontra-se a planta do grupo TERPHANE. com a decisão da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape). as condições estão postas para a instalação de um pólo de poliéster centrado em têxteis e embalagens. é praticamente certo que não se criarão as condições para o desenvolvimento de um pólo petroquímico em Pernambuco. que serviria basicamente como matéria prima para produção de PTA. utilizando como matéria prima a produção da fabrica de PET. significou mais um avanço na direção de constituição de um pólo têxtil pernambucano.com.concursospiedade.br . www. para a indústria têxtil. no qual a nafta represente papel fundamental. pertencente ao grupo do grupo M&G. A Petroquímica Suape é uma joint venture formada pela PETRQUISA e a Companhia Integrada Têxtil do Nordeste (Citene). e para alguns especialistas bastante provável. realizado em maio de 2006 para discutir as conseqüências dos novos investimentos sobre a área metropolitana do Recife.No entanto é possível. Embora ainda em fase inicial exista projeto da Petrobras de implantar uma unidade produtora de 500kt anuais. já se encontra instalados em Suape uma unidade de produção de fibras cortadas de poliéster. da grande planta do grupo M&G destinada à produção de 450 kt de PET. a Petroquisa e a Citene resolveram constituir uma joint. especialmente diesel. com entrada em funcionamento esta prevista para o segundo semestre de 2006. que devera responder por dois terços da produção total. de instalar uma planta com capacidade de produzir 550 kt anuais de acido tereftálico purificado (PTA). Com a implantação dessa unidade produtora de PX. A empresa buscou parceiros mas na etapa de negociações do controle acionário. um elo ainda mais importante da cadeia produtiva de têxteis e embalagens fechou-se recentemente. enquanto que a nova refinaria a instalar-se no Rio de janeiro teria um perfil dirigido para a petroquímica. o PX (paraxileno). como a nafta. poderia viabilizar a instalação de uma unidade produtiva com escala para 650 mil t/ano6 (dos quais 450 mil t/ano para fabricação do PTA). com objetivo principal de abastecer a unidade produtora de resina PET. 6 A produção do paraxileno geraria como subprodutos 130 mil toneladas/ano de benzeno e 400 mil toneladas/ano de outros intermediários químicos.venture. a montante. gerando-se 300 empregos diretos. A Figura seguinte delineia a cadeia produtiva desse potencial pólo. A despeito dessas limitações..58 A produção de PTA. utiliza como matéria-prima um petroquímico de 2ª geração.

450 Kt Construção (set06) Fibras Cortadas 60 Kt Em operação Fios POY / tex. ma seguramente essa fonte energética constitui uma importante variável para definição do porte dos investimentos que Suape pode abrigar. e MG Fibras. que demandará 400 mil t/ ano.br .A oferta de gás O suprimento de gás natural na economia brasileira ainda se encontra em fase inicial. que poderia responder por investimentos totais da ordem de R$ 3. 160 Kt . 2. a oferta de água. é esperado que os 8 Supondo uma taxa de câmbio de 2. no caso da fábrica de PTA. as estrutura de transporte e comunicações e os recursos humanos. de modo que são extremamente elevados os investimentos requeridos para constituição da infra-estrutura de transporte e distribuição de gás natural. menos do que barreira provavelmente constituem vantagens competitivas de Suape no espaço regional. além da Terphane (35 mil t/ano)10. energia elétrica. com 80% de redução do ICMS por 4 anos e 70% pelos oito anos restantes. inclusive deferimento de ICMS para aquisição de matéria-prima.1 .26 R$/US$. Por exemplo.1. A atual disponibilidade de gás permite a implantação da fábrica a de PTA. a qual consumiria 120 mil toneladas/ano.4 bilhões (US$ 1.59 Figura 3 Potencial Pólo Petroquímico Têxtil e Embalagem Ácido Acético Poliéster P-xileno 500 Kt Petrobrás Projeto PTA 650 Kt Projeto Filmes .concursospiedade. especialmente nas regiões fora do eixo Rio-São Paulo.Projeto Em construção Projeto Operação Importação Fonte: Elaboração própria MEG 240 Kt Importado Uma ampliação dessa cadeia produtiva. em Suape. A oferta de gás no entanto pode vir a constituir-se em limitadora do complexo industrial de Suape e por isto é analisada com detalhes no tópico seguinte. 10 Há estudos para implantação de uma unidade da FILAMENTO POY. aprovado pelo CONDIC em 17/ 12/ 2004. 9 Os empreendimentos têm a oferta disponível de incentivos do governo do estado de Pernambuco. depende de vários fatores relevantes para a competitividade global dos potenciais empreendedores e certamente a oferta de incentivos fiscais não é o principal deles9. Portanto.40 Kt Em operação PET . www.com.Projeto Preformas 300 Kt .5 bilhões) 8. em implantação ou projetada para implantar-se. Como já foi visto. uma variável fundamental é a disponibilidade 50 mil m3/dia de gás para viabilizar uma planta com capacidade de produção de 750 mil t/ano. dos quais 500 mil t/ano seriam destinadas a empresas instaladas em Pernambuco: duas do próprio grupo M&G (MG PET. já utilizando 65 mil t/ ano).

que utiliza 50 mil m3 de gás natural. de um alargamento do uso desta fonte energética para co-geradores14. um de alimentício e outro em cerâmica.br . menor escala eficiente de operação. 15 16 Tem sido utilizada na Rússia. o GNL deveria ser comercializado a uma tarifa máxima de R$ 0. mas a demanda reprimida alcança 0. de transportes. na Paraíba. pode consumir parte significativa desta nova oferta.5 milhões de m3/dia. o que permite atender projetos isolados (como o da fábrica de PTA)17. no caso de gás comprimido.60 empreendimentos que dependam de uma oferta garantida. com capacidade para 8700 kW. entretanto. A prioridade das usinas termelétricas como destinatárias da oferta de gás natural. Argentina. Outros dois grandes projetos (com consumo diário superior a 100 mil metros cúbicos). é atendida por gasoduto virtual. na capital João Pessoa. maior agilidade na obtenção de licença ambiental. sobre os preços do gás natural. 12 Agravado pelo fato dos agentes não possuírem tradição de gerar eletricidade e da co-geração não ser sua principal atividade econômica. Uma vez resolvidos os problemas de regulação institucional do mercado de co-geração. em particular no setor industrial do país. Espera-se para este ano de 2006 o início da produção de gás do campo de Manati. Processos de co-geração de energia. A cidade de Campina Grande. torna-se importante avaliar quais seriam os impactos. a co-geração elevaria significativamente a competitividade do país em termos de rendimento energético e de qualidade dos processos produtivos. de forma a ser competitivo com o óleo 11 Fábricas de pneus Bridgestone Firestone (R$ 780 milhões) e da Continental (R$ 600 milhões) e o programa de expansão da Braskem. ainda não conseguiram acertar sua entrada na Bahia por falta de gás. Por possuir disponibilidade de gás natural. a partir do uso de gás natural13. 14 Há um importante potencial técnico de co-geração. Polônia. Outra possibilidade seria a construção de estações remotas de distribuição de gás natural. www.5 milhões de m3/dia para uma sua subsidiária local. O que diminui os custos significativamente quando se considera que o Brasil possui um elevado custo de capital. Egito e Iran dentre outros. Esta alternativa é viável15 para distâncias máximas de 150 km. a confiança dos investidores ainda não foi alterada em direção a expectativas mais otimistas. 17 Um projeto como o da fábrica PET. Mesmo com a política energética nacional orientada para a difusão e viabilização do uso de gás natural (industrial. menor tempo de construção. que envolvem a questão da existência de um back-up de energia (problemática no caso do suprimento de gás). e 600 km. a partir do fornecimento localizado a 110 km de distância. demandaria duas carretas diárias de 40 m³ de GNL (16 toneladas). em parte pelo poder da Petrobrás em reservar 1. no caso de liquefeito. abundante e barata deste combustível sejam mantidos em stand-by ou se direcionem para outras localidades onde a oferta já esteja equacionada. resultantes precisamente da ainda frágil estrutura de oferta deste combustível. Este montante de GNL equivale a cerca de 24. além da redução da emissão de poluentes. EUA. pelo menos no horizonte do médio prazo12.11 A oferta de gás na Bahia alcança 3. Para se tornar viável economicamente. que necessita dobrar seu consumo atual de 600 mil m 3/dia quando entrar em operação a fábrica de negro-de-fumo (matéria-prima para a produção de pneus) da Columbian Chemicals. 13 Em Pernambuco há um caso de co-geração no município de Goiana (Itatérmica Pernambuco). enfrentam dificuldades de natureza contratual. o que poderia dobrar a disponibilidade de gás. através do uso de carretas especiais para transporte de grandes volumes de gás comprimido ou liquefeito da região fornecedora (onde seria necessária uma estação compressora ou de liquefação) à consumidora. Uruguai. Entre as vantagens da alternativa virtual para fornecimento de gás estão o baixo volume de capital requerido16. residencial e comercial). o que significa que seu preço final deve ser competitivo frente às demais alternativas energéticas.concursospiedade. Na região Nordeste a oferta encontra-se limitada.com. enquanto o mercado consumidor não justificar a infra-estrutura tradicional.000 m³ de gás natural.58 por m3.7 milhões de m3/dia. segundo o presidente da distribuidora. provocando o adiamento ou suspensão de vários projetos industriais no pólo de Camaçari. a 60 km de Salvador. em São Francisco do Conde.

5 para US$ 2. . o que permitiria flexibilidade e confiabilidade na oferta. Os investimentos para a montagem de uma unidade móvel de GNL capaz de fornecer 50 mil m3/dia situar-se-iam na faixa de R$ 10 a 15 milhões. o que torna mercados-alvo os segmentos industrial. frente ao total de 2.A. a Petrobras Gás S.br . a empresa ainda exibe baixo grau de penetração espacial. o gasoduto de 1500 km sudeste-nordeste (Gasene) teve suas obras adiadas devido à escassez de gás na região fornecedora (Bacia de Campos) e pela elevação nos custos da obra. com 89 clientes distribuídos em 250 km de rede (Figura 5). A capilarização da rede a partir destes gasodutos requer a existência de consumidores de demanda estável e de grande volume. de geração de energia e veicular. Apesar de ter crescido aproximadamente 100% nos últimos 10 anos (Figura 4) e possuir uma das maiores redes do Nordeste.25 milhões de m3/dia comercializado pela distribuidora estadual. 50 mil m3/dia.Gás Participações Ltda. A Empresa pernambucana de gás (Copergás)18 concentra 63% de seus clientes no segmento industrial. mas 61% o consumo do seu gás está direcionado para as geradoras de energia. uma vez que atende apenas cerca de 15% dos municípios do estado. Uma das alternativas para o suprimento de gás está no projeto da Petrobrás e do Governo Federal de interconexão entre gasodutos do Sudeste e do Nordeste (Gasene-Nordestão II). O acréscimo de demanda por gás natural representado pela fábrica PET. crucial na decisão de conversão para o gás natural. Entretanto. entre 2003 e 2005.concursospiedade. que tem como sócios o Governo do Estado de Pernambuco.9 bilhões.61 leve tipo A1. www. não é significativo. mas no futuro pode vir a se constituir em seria restrição ao crescimento do complexo industrial de Suape e do próprio Estado.Gaspetro e a Gaspart .com. Figura 4 Crescimento da rede de gás da COPERGÁS 18 Copergás é uma empresa de economia mista. que saltaram de US$ 1.

Figura 6 Projeto de interiorização da oferta de gás da COPERGÁS www.62 Figura 5 Rede de distribuição da COPERGÁS Os projetos de expansão da Copergás prevêem a interiorização do fornecimento de gás até Araripina (para atendimento do pólo gesseiro) e Petrolina (para o pólo de vitifruticultura).concursospiedade. o que demandará acesso a novas fontes de gás.com.br . ainda não disponíveis para o estado (Figura 6).

a despeito das ofertas dos estados. a estratégia globalmente seguida pelos refinadores foi a de investir em tecnologias redutoras de impactos ambientais (cujos custos tem sido crescentes. Adicionalmente.A Refinaria Petrobrás-PDVSA A parceria entre a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobrás) e a Petróleo Venezuelano S/A (PDVSA) para instalação de uma nova refinaria de petróleo no Brasil. 3. entre o início dos anos ’80 e o final dos ’90.com.. e esta posição prevaleceu apesar de intensas pressões políticas. Alem disso. água e mão-de-obra) para recepcionar este grande empreendimento. na ausência de fonte de energia abundante. Pernambuco contou com argumentos suficientemente fortes para. devido à regulamentação ambiental). Estes poderão dotar r o Estado de malha ferroviária ramificada para vários estados da região (transnordestina). uma vez decidido que uma nova refinaria seria construída no Nordeste. a Petrobras promoveu ampliações na capacidade instalada de refino no país a partir de modernizações das unidades já existentes em Camaçari (BA). ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas. fosse o Estado o escolhido. Capuava (SP) e Triunfo (RS). No entanto. melhoria na qualidade dos produtos e especialização de acordo com o perfil de demanda local. • concentra no próprio Estado e em seu entorno parte significativa da demanda por combustíveis (principal linha de produtos da refinaria). cresceu de 77% para 92%. que foram precedidas de anúncios sobre a virtual necessidade de ampliação da capacidade de refino nacional. No caso de Pernambuco. em construção na localidade de Suape. nos próprios países refinadores ou em países vizinhos. a analise técnica e econômica. em termos mundiais. vários estados da federação anunciaram planos de ampliação de infra-estrutura (disponibilidade portuária. tendo em vista que o imposto somente seria cobrado se as maquinas e equipamentos usados na instalação fossem vendidos. de um conjunto de investimentos infra-estruturais relevantes.63 A perspectiva de insuficiente disponibilidade futura de gás e os elevados riscos e custos de ampliá-la constituem-se no aspecto infra-estrutural determinante da baixa competitividade de estratégias de verticalização ou integração downstream ao longo da cadeia produtiva19.. Na pratica um deferimento que corresponde a uma isenção. que tem 45% da produção movimentado entre continentes. segura e barata. Seguindo este padrão internacional. que pelo menos em principio pode não ter constituído a melhor solução do ponto de vista dos s interesses estratégicos das duas empresas. ou seja. Para justificar tecnicamente a decisão. de energia. em todas essas ocasiões. a quase totalidade do petróleo refinado (86%) é consumida próximo às refinarias. ligando Pernambuco por boas estradas. www. Durante esse período. A presença de alguns elos de uma “cadeia de poliéster” embora amplie as possibilidades. Como resultado. rodoviária. no tempo e no espaço. sempre concluiu que a modernização e operações de “desgargalamento” se mostravam mais interessantes para a Petrobrás do que a construção de novas refinarias. 19 Conclusão que abarca a aspiração pernambucana de implantação de uma unidade produtora de PTA. Nas ocasiões em que ocorreram essas ampliações.2 . a utilização da capacidade instalada das refinarias. os estados também sempre acenaram com incentivos como forma de atração da refinaria. o que não é usual na indústria de refino de petróleo.concursospiedade. os investimentos em novas refinarias de petróleo foram sucessivamente adiados em todos os principais países produtores de petróleo. alem das condições infra-estruturais de Suape o estado aprovou incentivos tributários que incluem a dispensa de imposto de transmissão na doação do terreno à Petrobras e deferimento do ICMS na compra de petróleo e na aquisição de equipamentos. Ao contrário do petróleo bruto. e duplicar a BR-101. mostram-se insuficientes para viabilizar a estratégia integradora.br . inclusive no Brasil. matériaprima da fábrica de resina PET. uma terceira variável-chave (ainda a se consolidar) pode fortalecer a legitimidade da postulação estadual: a provável ocorrência concentrada. representou um compromisso político entre os atuais governantes dos dois países. Duas variáveis-chave definem a competitividade pernambucana: • possui porto de dimensões e eficiência adequados (Suape) para as operações de movimentação de chegada (petróleo) e saída (combustíveis) de cargas. Devido à elevada volatilidade das margens de lucro no refino na última década.

um primeiro ponto considerar é que a demanda por petróleo refinado alcançava no Brasil. financiamento) e dos demais agentes econômicos e institucionais que afetam sua competitividade. dos quais 17% eram importados. No cenário nacional. os de natureza política) de suspensão ou adiamento permanecerão em níveis elevados.) das empresas líderes e verificando-se a proximidade da RAL ao benchmarking. área metropolitana do Rio de Janeiro.84 milhão bbl/dia). mostra que também no Brasil os investidores privados também estão retomando os investimentos no refino.com. pela dispersão de unidades produtivas. Esse longo período sem novas refinarias. antes que a refinaria tenha iniciado as obras de construção civil. 21 Esta percepção foi observada nas entrevistas realizadas junto a grandes empresas dos setores de construção civil. deve-se considerar dois vetores determinantes: • o grau de aderência da estratégia ao padrão de concorrência setorial. etc. ou seja.concursospiedade. especificidades técnicas: irreversibilidade dos investimentos.64 Todavia. tem o efeito de potencializar os efeitos poluidores. uma cautela racionalmente embasada em vista de tratar-se de um investimento que reúne características críticas. principais segmentos de mercado.5 milhões bbl/dia). Exemplo deste movimento recente é o início da construção de uma grande unidade de refino na Coréia do Sul. indústria mecânica e elétrica do estado de Pernambuco. Estudos da ANP (2002)22 indicavam a necessidade de investimentos imediatos da ordem de US$4. estratégias de marketing. os riscos (particularmente. a decisão da Petrobras associada ao Grupo Ultra de investir US$3. com previsão de início de operações para o mesmo momento que a Refinaria Abreu e Lima (RAL) começará a produzir. organização da produção. o atual cenário internacional da indústria do petróleo aponta para a retomada de investimentos em novas unidades de refino. Esta parece também ser a percepção de parte do empresariado local21. em 2001. pelo menos até que a sua construção tenha sido iniciada e alcance um ponto de irreversibilidade econômica. Desta forma. tais como: • • elevada magnitude de capital: cerca de US$2. composição e sofisticação das linhas de produto. 107 milhões m/ano (1. Previa-se para 2010 uma demanda total de 145 milhões m3/ano (2. a factibilidade é dependente das capacidades construídas pela empresa em várias dimensões (produção. implicando um déficit de 50 milhões m/ano (35% da demanda). Entretanto. se não houvesse qualquer investimento em expansão da capacidade de refino. pela magnitude de capital já imobilizada. onde processara óleo da bacia de Campos. indica o quanto a indústria petrolífera é cautelosa quando se trata de tomar uma decisão de imobilização de capital em refinarias. Para essa analise. • factibilidade da estratégia: as possibilidades de sucesso de qualquer estratégia estão condicionadas à história da própria empresa e do ambiente econômico em que está inserida (path-dependence). Aliás.5 bilhões. embora a etapa inicial da decisão de investimento em uma nova planta (sua localização) já tenha sido vencida.5 bilhões na construção de um complexo petroquímico em Itaboraí.5 a 6 bilhões diretamente em expansão de capacidade para evitar a elevação da importação a percentuais 20 A estimativa dos impactos ambientais usualmente supõe que as emissões de poluentes são linearmente relacionadas à produção bruta de cada setor. comercialização. 22 “Perspectivas para o desenvolvimento do refino de petróleo no Brasil”. fontes de financiamento. de diversos segmentos. a incorporação de novas áreas de risco ambiental. • • ampliação mais que proporcional dos “riscos ambientais”. analisando-se as características (tamanho. que em varias entrevistas para este estudo afirmaram que não planejam investir em ampliação de capacidade. www. em decorrência de (a) e (b): elevados sunk costs. ou mesmo em modernização das unidades existentes. comercialização. Para avaliar o nível de competitividade dinâmica das possíveis estratégias empresariais a serem adotadas pela parceria Petrobrás-PDVSA. relativamente a uma modernização de plantas já existentes: custos crescentes com prevenção e reparação do meioambiente20.br . gestão. inovação.

65 superiores aos níveis considerados aceitáveis em termos de segurança nacional (máximo de 10% a 20%). a opção pela construção de uma nova unidade de refino possui bom grau de aderência ao padrão de concorrência da indústria. o que indica que a disponibilidade de derivados será limitada. A planta é de porte médio24. para obter uma mistura que permita o refino local. o retorno do padrão setorial de ampliação do número de unidades de refino. Em alguns estudos o ainda baixo consumo no Nordeste não viabilizaria uma refinaria para a demanda local.2 bilhões em refino (mas não em novas unidades). • do ponto de vista empresarial: aumentar a rentabilidade econômica. • implantar uma nova unidade de refino. entre outras. de rentabilidade mais elevada23. Cerca de 83% da capacidade instalada nacional está localizada nas regiões sul (Triunfo/RS) e sudeste (Capuava/SP). etc. 24 A fábrica coreana terá o dobro de capacidade produtiva. apesar destas regiões demandarem 68% desta produção. dificultando uma perspectiva de futura expansão da cadeia petroquímica em solo pernambucano. mesmo nesses estudos a ampliação da capacidade de refino nacional seria premente e se justificaria por duas ordens de razoes: • do ponto de vista da economia nacional: reduzir a fragilidade da conta de transações correntes: substituição de importações de petroquímicos de 1ª geração (250 mil t/ano de GLP. As refinarias de Pernambuco e a do Rio seriam as respostas iniciais aos desafios de aumento da capacidade interna de refino. leva a considerar que no tocante à planta pernambucana. O óleo pesado oferece maior margem de lucro. refinar e gerar exportações de óleo pesado. de maior risco de baixo retorno e de baixo grau de utilização da capacidade. extraído da bacia de Campos) pelo produto refinado. 4000 m3 de Nafta e 22. Considerando-se que entre 1994 e 2002 a Petrobrás havia investido o total de apenas US$4. Ademais. De todo modo. mas esse novo padrão devera perdurar por mais tempo. A despeito da presença do aspecto político. na determinação das estratégias empresariais da Petrobras (e da congênere venezuelana). gerando nafta apenas em pequena quantidade e alguns subprodutos naturais do processo de refino (coque. Nordeste e Centro-Oeste. substituindo a atual exportação de petróleo ‘pesado’ bruto (baixo grau API. distribui-se por rodovias. Os objetivos iniciais da RAL estão voltados a mercados tradicionais. os estudos indicam a exaustão da política de expansão das refinarias já implantadas.com.3 milhões t/ano) e enxofre (110 mil t/ano). o representante da Petrobras no Fórum Recife afirmou que não há mais possibilidade de aumento. tem-se uma boa dimensão da carência de capacidade de refino nacional. A Petrobrás teria duas alternativas estratégicas para alcançar estes objetivos: • dar continuidade ao processo de otimização (modernização e desgargalamento) das unidades já instaladas. Citando esses estudos. deste estado. e ainda mais importante.800 mil m3 de Diesel). 23 O que hoje não ocorre precisamente pelo fato das demais refinarias serem especializadas no refino de petróleo leve. o que leva o Brasil a exportar parte do petróleo pesado e importar o leve. A maior parte do déficit de refino nacional (315 mbpd em 2001) localiza-se nas regiões Norte. redução de custos com fretes marítimos. para os demais estados da região Centro-Oeste.concursospiedade. o que direcionaria o projeto de instalação de uma nova refinaria para outras regiões do país. www. gasóleo. aproximadamente. portanto. Em sendo verdadeira esta hipótese. por razoes de ordem técnica e ambiental. Através de São Paulo importam-se derivados do petróleo que são transportados por dutos até Goiás e. ampliação da produção de gasóleo de coque (650 mil t/ano). torna-se indispensável avaliar quais as alternativas mais factíveis para uma estratégia de baixa aderência e. crucial. reduzir despesas com fretes marítimos. coque (1.). Uma estratégia do tipo “minimax” implicaria escolher a menos arriscada entre as alternativas factíveis.br . mas fundamentalmente de baixa variância: sua principal linha de produtos será a de combustíveis (GLP e diesel).

Uma conclusão que é reforçada com a decisão de implantação do complexo petroquímico no Rio de Janeiro. 27 Fonte: UNCTAD / Lloyd’s Register. entre outras.001. excetuando-se investimentos isolados. Ou seja. nos próximos anos as chances de constituição de um pólo petroquímico em Pernambuco são bastante reduzidas. pelo menos. e realizem esforços de capacitação tecnológica e inovativa. um estoque de 825 milhões de TPB. Os Estados Unidos. seguido dos Estados Unidos. em novas instalações habitacionais. mecânica). buscando se adaptar às exigências dos usuários25. como a verticalização da cadeia do poliéster. eletrônica. • expansão da indústria da construção civil. e mesmo a expansão do emprego (ver a parte 2 deste estudo).br . instrumentação. poderá haver alguma expansão na demanda por novas instalações empresariais. 3. O mercado mundial é dominado por poucos países: Japão. 4). p. bem como. comecem a procurar novas oportunidades profissionais em empresas locais. a expansão a ser observada no PIB estadual. p. uma vez que estes quadros gerenciais. torna a implantação da refinaria um evento fundamental para a economia de Pernambuco. As novas construções encomendadas para o período 2000-2015 (uma vez que a indústria naval possui um período de produção longo) deverão colocar no mercado 550 milhões adicionais de TPB. movimentação de cargas.Estaleiro Camargo Correia A frota mundial alcançava. foi instituído em 2003 visando capacitar fornecedores nacionais para esta indústria.66 Desta forma. parece razoável supor que as empresas que constituirão a RAL não se interessarão em redirecionar sua produção do mercado de combustíveis em direção à nafta para atender a demanda de futuros usuários petroquímicos de 2ª geração. A mobilização institucional no estado e a participação no PRONIMP26 mostram-se cruciais nesta etapa. na medida em que permite sua expansão a montante. A pequena lista que se apresenta a seguir é somente uma amostra das potenciais conseqüências de alguns benefícios relevantes que deverão decorrer de sua implantação. hidráulica. A despeito desse cenário pouco otimista em relação à implantação de um pólo petroquímico. OHSAS 18. dos quais 400 milhões estavam em processo de sucateamento (227 com mais de 20 anos). coordenado pelo Ministério das Minas e Energia.3 . 28 29 www. Study for the European Commission Directorate (2000. manutenção técnica (elétrica.). da Noruega. • abertura de novos mercados e viabilização dos nichos já existentes para empresas de consultoria técnica e econômica. da Alemanha e do Reino Unido.com. reparação de embarcações e marinhas nacionais) que alcança 61 bilhões de euros29. engenharia de projetos montagem e construção (calderaria. Study for the European Commission Directorate (2000. O meio empresarial local poderá vir a se beneficiar das externalidades positivas produzidas pela difusão (parcial) dos conhecimentos e habilidades. etc. • aprendizado interativo na medida em que empresas locais componham o conjunto de fornecedores diretos da RAL (ou mesmo de representantes locais de fornecedores externos). principalmente na fase de instalação. a Noruega e o Reino Unido têm forte 25 As exigências para tornar-se fornecedor credenciado estão bem definidas em termos de normas e padrões internacionais. alimentação industrial e transporte (coletivo e locação de veículos). no mercado global (construção de embarcações de transporte de cargas e passageiros. através de parcerias e cooperação técnica. da ordem de 45 mil m2. da Coréia do Sul. • atualização e modernização das técnicas de gestão e organização da produção: pela atração de recursos humanos com elevada qualificação e experiência para as funções gerenciais e administrativas. Da mesma forma.001. em 200327. Atualmente são produzidos uma média de 30 milhões de TPB/ano28. tais como: ISSO 9001 e 14. 10). tubulação. Neste último caso. quando serão necessárias novas edificações diretamente vinculadas à obra. Ethos. plataformas e embarcações offshore. após algum tempo. 26 Programa Nacional de Mobilização da Indústria de Petróleo e Gás Natural. os efeitos diretos que gera e a potencialização do pólo de têxteis e confecções. Subseqüentemente. gerando um gigantesco mercado de reposição.concursospiedade. não se deve esperar investimentos petroquímicos generalizados para os anos seguintes ao início das operações da refinaria.

100 navios/ano. • a promoção da indústria doméstica (direta e indireta. A maior parte da frota mundial era formada. há relativa mobilidade de capital e tecnologia (compras de licenças. elaborado em 1994. tais como Ásia (inicialmente o Japão. Esta regulamentação toma como base o texto do “Acordo sobre Condições Competitivas Normais na Indústria Naval Comercial”. minério de ferro (8%). seguida por Japão e China. 37 A exemplo do embate entre estaleiros da Coréia do Sul e a Comunidade Européia. mas o Brasil foi convidado a participar por ter sido um dos grandes construtores da indústria naval. depois Coréia do Sul e. www. convênios de cooperação técnica e de transferência de tecnologia). as novas demandas tendem a mudar esta composição. por navios-tanques (34.8%). a distribuição de petróleo representa 30% da carga marítima mundial. e • 30 regulações e práticas oficiais.67 participação nos mercados offshore e de marinha de guerra. Só na China são 800 estaleiros (a maioria estatal) e na Europa são 150 operando.concursospiedade. o Japão e a Coréia do Sul concentram-se na marinha mercante. China) e América Latina (Brasil). A maior indústria naval para grandes embarcações é a coreana. a partir dos anos ’60 a indústria naval iniciou um movimento de migração de países com elevados salários para regiões caracterizados por baixos custos salariais. sendo seguidos pelo carvão (10%).br . Em termos do produto transportado33. De fato. Que busca reduzir dos atuais sete para apenas três grandes grupos construtores. Uma vez que a indústria naval é internacionalizada. agora. entre 2003 e 2005. e seus derivados respondem por mais 8%. Fonte: UNCTAD / Conteinerization International Fonte: AWES / % da tonelagem.5%)31. O contêiner transformou o transporte marítimo. Fonte: UNCTAD / Containerization International 31 32 33 34 35 36 Fonte: Platou Economic Research e UNCTAD. Grandes escalas exigem capacidade competitiva para exportação. Entretanto.9 milhões de TPB). mas ainda há um número elevado de estaleiros34 (quando se compara com outras indústrias como automotiva e aeroespacial).6 milhões de TPB) e queda dos graneleiros (33. seguidos por portas-contêiner (9. 19.6%) e outros (7. correspondentes a cerca de 1. devido ao crescimento de até 15% ao ano das encomendas de novos portas-contêiner32 (alcançando. (mas que de fato nunca entrou em vigor) no qual as medidas de apoio oficiais consideradas são: • os subsídios à exportação. cuja carga é redistribuída em pequenos navios em linhas supridoras (feeders lines). em 2003. na direção de maiores restrições a medidas de Política Industrial que promovam medidas “anti-competitivas” e protejam produtores domésticos contra a competição externa37. ferry-boats (0. China e OCDE) estão discutindo uma nova regulamentação internacional para a indústria naval36. Itália. durante as décadas de 50 a 70). tais como requisitos de nacionalização de componentes). grãos (4%) e as demais cargas somando 40%.4%)30. O acordo está sendo discutido no âmbito da OCDE.6%) e graneleiros (35. mantendo-se a produção de navios-tanque em nível elevado (61. o que permite instalar estaleiros em vários locais do mundo. com um razão de concentração de 89% da produção mundial. abastecidos por grandes navios. embora estejam ocorrendo processos de fusões em alguns países da Europa (Alemanha.1 milhões de TPB). enquanto a Alemanha. uma vez que os mercados nacionais usualmente não são suficientes para absorver a produção de um grande estaleiro. Espanha) e fechamento das empresas de menor porte (Japão35). Além dos baixos salários. a escala de produção é determinante na obtenção de menores custos de produção. e uma fila de encomendas de 4. uma vez que redefiniu a logística através do conceito dos portos concentradores (hub ports). excetuando-se os casos de proteção à concorrência externa (como foi usual no Brasil. Japão. Os principais países sede de grandes estaleiros (Coréia.com.700 navios até 2010. o que não têm permitido o crescimento das escalas de forma generalizada.

iacs. A certificação é obtida junto a Sociedades Classificadoras integrantes da International Association Classification Society (IACS)39. dado o grau de especialização dos itens e a necessidade de buscar o melhor preço. ao invés do uso do Acordo Antidumping da OMC (Organização Mundial do Comércio). entrando em operação em 1997. capacidade de movimentação de grandes peças. utilização intensiva de recursos de informática. Acrescente-se a demanda adicional a ser criada pela regulação ambiental. a melhor qualidade e a disponibilidade de peças de reposição em qualquer porto do mundo. que são publicações que contêm os padrões para construção de peças e estruturas navais: 41 O último navio de grande porte produzido foi o Livramento. Grécia e Estados Unidos. ao longo dos anos ‘80 perdeu condições de competitividade (sistêmicas. gerava cerca de 40 mil empregos e com competitividade revelada em exportações para a Inglaterra. tornando os estaleiros locais pouco rentáveis. No Brasil. tendo em comum quatro características principais: • • • • montagem em dique seco.org. equipamentos e componentes) está na perda de competitividade dos estaleiros. Entretanto. Operando como montadoras (linhas de montagem e unidades integradas)38. bem como dos serviços especializados prestados. Uma vez que a Política Industrial do atual Governo brasileiro busca induzir a nacionalização no fornecimento à indústria naval. índices de nacionalização muito elevados podem comprometer os mercados mais lucrativos. em vários estados42. e mesmo não-identificação do importador. medidas cuidadosas devem ser tomadas para que não se comprometa a competitividade de um setor que só sobreviverá se estiver voltado ao comércio internacional. os estaleiros mais competitivos utilizam modernas tecnologias de produção.br .uk 40 As certificadoras emitem "livros de regra" (como o da ABS – Steel Vessels). de variados portes e graus de sofisticação tecnológica. Os fornecedores devem ser certificados para comprovação da qualidade e segurança das máquinas e equipamentos. processo automatizado de corte do aço. A indústria naval trabalha com centenas de fornecedores distintos (podendo chegar a 2500) o que torna natural haver grande número de fornecedores externos. www. subcontratação (20%). estabelecendo-se padrões técnicos40 para itens como o desenho. existe aproximadamente uma centena de estaleiros. estruturais e empresariais). em especial na América do Sul. Assim. embora os maiores e melhor equipados situem-se no Rio de Janeiro. Estas características impedem a típica forma de reparação da OMC. eletrônica e engenharia elétrica (18%) e produtos de aço (15%). 42 Rio de Janeiro. com especificações do comprador. que recomenda a substituição dos navios de casco simples por casco duplo. já estabelecida no Protocolo de Kyoto. virtualmente desaparecendo em meados dos anos ‘9041. Pará e Amazonas. A experiência brasileira de proteção e incentivo à indústria naval nos anos ’70 demonstrou que o lado negativo da imposição de elevados índices de nacionalização (que alcançaram 80% de peças. As oportunidades de mercado para a indústria naval são significativas no atual momento. França. estado que já abrigou uma pujante indústria naval nos anos ‘70. O mercado de fornecedores navais subdivide-se em máquinas e engenharia mecânica (26%). medidas compensatórias sobre as vendas futuras. baixa repetição das vendas para um mesmo comprador. Alemanha. A indústria naval brasileira.concursospiedade. www. e o valor agregado acompanha esta relação. Rio Grande do Sul. no mercado internacional. África e Oceania. chegando a gerar 40 mil empregos diretos e 38 39 O que permite reduzir os prazos de construção de até 10 anos para intervalos de oito a 12 meses. em seu período áureo.com. cuja construção durou de 1987 a 1996. pois a espera nas encomendas alcança até três anos: a demanda por embarcações e plataformas offshore é o dobro da capacidade instalada mundial. como boa parte da indústria nacional.68 A necessidade de uma regulamentação específica para a indústria naval. deve-se às particularidades desta indústria: produção por encomenda. ou seja. A sofisticação tecnológica das embarcações é função dos equipamentos que esta contém. testes e construção de peças. Santa Catarina. São Paulo.

Se ponderado pelos efeitos do crescimento da produtividade.69 160 mil indiretos em 1979. iniciada no final dos anos ’90.com. Os efeitos indiretos na indústria serão de grande impacto. a comunidade científica. no aspecto de geração de empregos. Os índices de nacionalização exigidos pelo PEMF. reduziu drasticamente a produção nacional a partir dos anos ’80. 45 O PEMF foi elaborado com a participação da Petrobrás. demandando 290 mil toneladas de aço (siderurgia). e impulsionada pela demanda da Petrobrás por plataformas offshores44. a partir de uma base de sustentação econômica com a demanda nacional. mais de 6 milhões de litros de tintas (química) e 2. e o foco no mercado externo. Aframax (cinco unidades). A decadência desta indústria.200 quilômetros de cabos elétricos (elétrica). A renovação da frota nacional é a grande janela de oportunidade que surge para a continuidade do atual momento de recuperação da indústria naval (Figura 7). de tal forma que em 1999 empregava diretamente apenas 500 pessoas e. o que representará metade dos empregos que a indústria gerava em seus melhores anos. embora pudesse processar dez vezes mais. Alemanha. em 2002. o seu consumo de aço foi de apenas 30 mil toneladas/ano. 43 A indústria já exportou navios para diversos países. 44 Conseqüência da prioridade estratégica que a Petrobrás estabeleceu para a extração e produção de petróleo. o governo federal 45 permitirá aos estaleiros nacionais perspectivas de produção em larga escala continuada (propiciando oportunidade para economias de aprendizado) e de retorno dos investimentos em modernização das instalações. Produtos (quatro) e GLPs (três). Hoje há 18 grandes estaleiros ativos no Brasil. visando a auto-suficiência nacional.França. Grécia e EUA. inclusive entre os líderes mundiais de construtores e detentores de tecnologia: Inglaterra. desloca-se mais recentemente para a construção de navios para transporte de petróleo e seus derivados.br . 125 mil toneladas de tubos (metal-mecânica). embora ainda elevados. que chegou a ser a 2ª do mundo 43. os estaleiros e sindicatos (petroleiros. A retomada da indústria naval brasileira. criando condições de sustentabilidade de longo prazo para a competitividade. Panamax (quatro). Figura 7 Evolução da Frota Brasileira Fonte: BNDES (2003). marítimos e metalúrgicos). Apenas para as encomendas do PEMF46 a indústria naval nacional criará oportunidades para 22 mil novos empregos diretos.concursospiedade. percebe-se que este nível de emprego industrial pode significar retomar a indústria no ponto em que ela havia sido encerrada. que empregam cerca de 25 mil pessoas e através do Programa de Modernização e Expansão da Frota. que alcançavam 80% dos fornecedores. máquinas e equipamentos. processos de terceirização e automação. www. são inferiores aos existentes nos anos ’70 e 80’. 46 Os navios são dos tipos Suezmax (dez unidades).

A Petrobrás está demandando novas embarcações que elevarão o perfil médio da frota nacional52. de segurança e conforto a bordo. (Alemanha) Aliança. normas técnicas para definição de velocidades. as regulamentações ambientais. o que eleva as receitas. (Coréia Sul / Alemanha) Hanjin-Senator. Fonte: UNCTAD / Lloyd’s Register / SYNDARMA Fonte:DMM 49 Os maiores carriers internacionais operando no Brasil são: (Canadá) CP Ships. (Dinamarca) MaerskSealand. sendo 48 de bandeira brasileira (34% da frota.1 bilhão. as encomendas nacionais de navios anunciadas e previstas são: US$ 3 bilhões para 60 navios de armadores privados.70 Entre os fatores que determinarão a intensidade de renovação da frota. (Holanda) P&O Nedlloyd. em Suape o consórcio liderado pela·Camargo Corrêa (Brasil)e participação da Andrade Gutierrez (Brasil).). pelo Rio Grande do Sul o Consórcio Rio Grande é composto pela Aker Promar (Brasil). A permissão para que operadores estrangeiros realizassem o transporte de cabotagem entre portos brasileiros determinou o controle desta navegação pelos navios de bandeira estrangeira. (Israel) Zim. novos equipamentos com melhorias tecnológicas (redução de consumo de combustível. (França) CMA-CGM. Crowley. No que diz respeito à idade da frota. IESA (Rio de Janeiro). em Niterói o consórcio formado pela Mauá Jurong (Brasil). estimativas variam com a mudança em variáveis conjunturais e estruturais. (Hong Kong – China) OOCL. Maric CSSC (China).· Estaleiro Rio Grande (Rio Grande do Sul) e Ishikawajima (Japão). (Taiwan) Evergreen e Yang Ming. (Cingapura) NOLAPL. 15 PSV e 9 LH. os demais 20 navios. havendo novas demandas para cerca de 80 navios até 2012.concursospiedade. MPE (Rio de Janeiro) e Hyunday (Coréia).br . alcançando um total de US$ 300 milhões/ano. serão contratadas 22 embarcações. uma vez que até recentemente apenas cinco eram PSV e não existiam AHTS53. (China) Cosco e China Shipping. até 202054 e em torno de US$ 2 bilhões na construção de 42 navios para Transpetro55. 51 Fonte: ABEAM / 2002 São 33embarcações: 9 AHTS. versatilidade. (Japão) NYK. mas apenas 15% das receitas)50 e 95 de bandeira estrangeira51. EISA Montagem (Rio de Janeiro). Segundo a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). necessariamente. Aker Promar (Brasil). o mesmo ocorrendo a 60% dos petroleiros e 56% dos portascontêiner. o processo de recuperação da indústria naval passa. representando aproximadamente US$ 1. (Suíça) MSC. Hapag Lloyd (Chile) Libra e CSAV. STX (Coréia). (Coréia do Sul) Hyundai. Aker (Noruega) e Samsung(Coréia). Keppels Fels (Cingapura) e Daewoo (Coréia). Queiroz Galvão (Pernambuco) e Sansung (Coréia). em Angra dos Reis o consórcio das empresas Brasfel (Brasil). estão: a idade média dos navios. K Line e MOL. dados de 200347 apontavam que 78% dos graneleiros nacionais já haviam superado a barreira dos quinze anos. A navegação de apoio marítimo possuía um total de 143 embarcações.com. adequação às exigências internacionais. 55 As empresas que participam da licitação da Transpetro são: Consórcio Rio Naval (Rio de Janeiro) formado pela Sermetal-Ivi (Rio de Janeiro). 50 Os navios estrangeiros são maiores (39 AHTS e 21 PSV). cuja licitação está dividida em duas etapas: na primeira. Hamburg Sud. Sendo a Petrobrás controladora de 66% da frota mercante nacional (55 embarcações própria e 60 fretados)48. Fonte: ABEAM / 2002 52 53 54 Como toda decisão de investimento. Queiroz Galvão (Pernambuco). gerando significativas receitas de fretes para grandes operadores internacionais49. pelas decisões estratégicas desta empresa. de tal sorte que a própria ONIP divulgou outras estimativas afirmando que as novas construções deverão ampliar a frota brasileira de 48 para 77 navios. em Itajaí (Santa Catarina) concorre o Estaleiro Itajaí www. etc. A Transpetro classificou as empresas que se dispuseram a participar do edital em três grupos diferenciados: • 47 48 Grupo A: podem fazer qualquer tipo de embarcação.

ainda não estava construído quando a Transpetro abriu a licitação. 56 O que gerou inconformados protestos das lideranças empresariais do Rio de Janeiro. dois navios FPSO’s e uma plataforma semi-submersível. é possível que haja várias desistências.O estaleiro em Pernambuco O estaleiro pernambucano será construído por um consórcio liderado pela Camargo Corrêa e que conta também com a participação da Andrade Gutierrez.710 de 2004. que instituiu o Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada do Estado de Pernambuco (Prodinpe)58. Os navios serão fabricados em Suape ao custo unitário médio de U$ 121 milhões. dado o baixo nível de capital próprio exigido.concursospiedade. 2.71 • Grupo B: farão navios Panamax. atingindo. O consórcio liderado pela Camargo Corrêa está entre aqueles classificados no Grupo A. da bem uma idéia do que representa a implantação do estaleiro no Estado. Panamax.850t www. incluindo um acesso rodoviário e a dragagem de 12 metros para o acesso. • Grupo C: apenas embarcações para transporte de gás (mais simples). em uma magnitude de 26% do valor financiado.1 . FPSO TLP. embarcação comercial. de 130% do valor financiado.210 bilhão. A infra-estrutura para implantação do estaleiro esta em fase de conclusão. Para este volume de produção.. equipamentos e ferramentas) e operação na venda pelo estaleiro. No aspecto financeiro ainda há incertezas em torno dos projetos produção. a encomenda total o montante de U$ 1. Sansung e Queiroz Galvão. Entretanto. inclusive com contestação judicial do edital. A reação entusiasmada do Governador de Pernambuco – “foi a melhor noticia. 275m de comprimento -. portanto. embarcação de containeres Suezmax.000 TPB– – PL 20. a única empresa pernambucana. para transporte de produtos ou de GLP (gás liquefeito de petróleo). Esta capacidade permite ao consórcio disputar a licitação da Transpetro. com o objetivo de ganhar o lote de dez navios Suezmax e cinco navios Aframax. por este mesmo motivo (a elevada participação do BNDES) as garantias estabelecidas nos níveis usuais do banco. além da própria embarcação em construção. em anos. duas unidades FPSO’s e uma plataforma semi-Suezmax ou. 59 60 Área total 780.Boca(largura) 48m – – 170. semi-submersível.” –. Entretanto. A docagem terá dimensões59 para permitir a construção (em linha) de duas unidades de navios do tipo Suezmax60. Não houve sucesso nas tentativas de impedir a participação dos chamados “estaleiros virtuais”. pois parte dos estaleiros não possui condições financeiras para cobrir garantias que superam o valor das embarcações 57. no mínimo.3. boca em tono de 48 m. o que permitiu a vários grupos demonstrarem interesse.com. se a participação do banco voltar ao padrão de 70% do valor do projeto. ao contrário dos fluminenses. calado máximo de 17 m. então os 130% de seguro-garantia podem ser facilmente cobertos com o valor das próprias embarcações em construção. apesar das taxas de 4% ao ano e prazo de 20 anos de liquidação da dívida.br . 57 130% sobre 90% de financiamento significam a necessidade de oferecer outras garantias. criando demanda potencial para uma siderúrgica local61. quando em operação o estaleiro (esperada para abril de 2008) necessitará do processamento mínimo de 8 mil toneladas/mês de aço (podendo alcançar 10 mil t/mês). alternativamente. Aker Promar. O estaleiro devera apresentar grande versatilidade na sua linha de produção. As operações receberão financiamento através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O empreendimento de US$ 170 milhões recebe incentivos estaduais através da Lei 12. alcançando um percentual de 90% do valor total do projeto. sendo capaz de produzir qualquer tipo de plataforma Offshore.000 m² e dique seco: 520mx140mx15m. comprimento de 275 m. expansão e modernização dos estaleiros participantes da licitação. mas. mas o edital permitia a sua inscrição56. A Transpetro já homologou a participação do estaleiro de Pernambuco na produção de 10 navios Suezmax com capacidade de carga de 165 000 tpb. 58 O Prodinpe oferece isenção e deferimento de ICMs para os fornecimentos na fase de Implantação (para a compra de máquinas.

classificados em conformidade com a pauta de atividades e produtos da matriz insumo-produto do Brasil.com. caso opere com o grau desejado de utilização da capacidade instalada. podendo-se. cerca de 2000 empregos serão gerados diretamente nas obras. no horizonte dos próximos cinco anos. é de R$ 1 bilhão. que corresponde ao seu valor adicionado. Sua denominação decorre do fato que se baseia em uma ampliação da matriz de relações intersetoriais. certamente a mais útil para os fins deste estudo. decorrentes do aprendizado tecnológico (learning-by-doing). Esta importante propriedade de consistência entre as Contas Nacionais e a analise de insumoproduto será usada neste estudo não para medição do PIB estadual. esta propriedade será intensivamente utilizada para estimar as conseqüências sobre cada setor da economia pernambucana dos grandes investimentos previstos para serem realizados em Suape. 4. Abate e Preparação de Carnes. através da determinação dos fluxos intersetoriais gerados a partir de aumentos da demanda em um setor. gera-se uma matriz de insumo-produto. E possível identificar 16 setores-chave cuja produção apresenta forte resposta a um aumento da demanda final da economia (encadeamento para trás): indústria do Açúcar. elaborada em 2005 pelo Instituto de Pesquisa Social Aplicada. de modo que da matriz de insumo produto também se pode obter uma medida do Produto interno Bruto. Sua previsão de faturamento anual. dois setores industriais e quatro de serviços.000 m³. Também necessitará de 12 mil toneladas de aço de construção civil e 6 mil toneladas de estruturas metálicas e a movimentação de terra alcançará 800. A matriz de insumo-produto básica pode ser ampliada identificando-se as componentes do consumo final. estimar o impacto de um gasto realizado em determinado setor sobre o produto. empregando até 5 mil trabalhadores62 na produção de três navios Suezmax. 62 Durante a construção do estaleiro. é a de poder ser utilizada em previsões econômicas. 4. Como se verá em seguida. podendo alcançar a produção de uma quarta unidade após obtenção de economias de escala dinâmicas. quanto à capacidade de gerar aumento na produção (encadeamento para frente): o setor Agropecuário. www. seguido por setores ligados a indústria de alimentos (Beneficiamento de Produtos de Origem Vegetal. Em contrapartida ao consumo do governo torna-se necessário especificar os impostos indiretos. exclusive o setor Administração Pública. com destaque para o setor Serviços Prestados às Famílias.000 m³ de concreto e 50. As propriedades da IMP-PE mais relevantes para os fins deste estudo são destacadas em seguir. Para as simulações realizadas neste estudo foi utilizada a matriz de insumo-produto do Estado de e Pernambuco – IMP para o ano de 1999. Óleos Vegetais e Gorduras para Alimentação e Outras Indústrias Alimentares e de Bebidas.concursospiedade. A fonte utilizada é a documentação da metodologia de estimação da matriz.72 Para a fase de construção civil demandará 150. três são setores-chave no encadeamento 61 De fato.1 . mas para estimar as variações do PIB estadual que deverão ser produzidas pelos novos investimentos programados para Suape.br . dos cinco atividades que compõem o setor serviços. Resfriamento e Preparação do Leite e Laticínios.000 t de cimento. Essa matriz contempla 36 grupos de atividades econômicas (inclusive dummy financeiro) e 63 grupos de produtos. especificando-se os gastos privados. com capital originado da Rússia. na qual seu termo genérico Xij expressa quanto do seu produto o setor i vendeu para o setor j (ou quanto o setor j comprou como insumo do setor i). que apresenta o maior índice de ligação para frente. já está em fase de projeto a instalação de uma siderúrgica no porto de Suape. o emprego e as demandas setoriais e de toda a economia. Outra característica importante dessa análise. contando com o apoio financeiro do Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa de Pernambuco e da Federação das Indústrias do estado de Pernambuco.Identificação dos Setores Mais Dinâmicos Na matriz destacam-se sete setores-chave da economia pernambucana. A ANÁLISE INSUMO-PRODUTO A analise insumo-produto é uma ferramenta que permite identificar relações de compra e venda entre setores de uma economia. Quando a essa matriz se acrescentam uma coluna de vendas para consumo final e uma linha com a remuneração dos fatores empregados na produção de cada setor. Inclusive Fumo. do governo e a formação bruta de capital. Pode-se também incluir o setor externo e nesse caso as importações devem aparecer tanto como bens de consumo intermediário quanto como bens finais. com Exceção da Indústria do Café). por exemplo.

Os setores de Indústria Química.2 . indicam a renda gerada por um aumento de R$ 1 milhão na demanda final do j-ésimo setor e. emprego e rendimento. que também mostra um ranking dos multiplicadores que permite a rápida visualização da importância de cada setor quanto a seu efeito multiplicador no valor adicionado. os multiplicadores. o número de empregos gerados por um aumento de R$ 1 milhão na demanda final da atividade j. 4. no caso do emprego. MIP-PE (1999) Fonte: Matriz Insumo-Produto -PE. emprego e renda. Os multiplicadores de emprego. e Comunicações são setores-chave no encadeamento tanto para frente como para trás (Tabela 5). Comércio. Serviços Industriais de Utilidade Pública.Multiplicadores de Impacto Total Outra importante característica da matriz insumo produto para os fins deste estudo diz respeito a possibilidade de obtenção de multiplicadores de impacto sobre variáveis macroeconômicas relevantes: valor adicionado. Esses multiplicadores medem o impacto de um aumento unitário da demanda final do j-ésimo setor sobre aquelas três variáveis. renda e valor adicionado são apresentados na tabela seguinte. Dado que na matriz insumo-produto de Pernambuco a unidade monetária encontra-se expressa em milhões de Reais. Tabela 5 Índices de Ligação Para Frente e Para Trás Normalizados.br .com. no caso da renda ou valor adicionado.73 para trás.concursospiedade. www.

Renda e Valor Adicionado Fonte: Matriz Insumo-Produto -PE.com. Como limitações principais da analise insumo-produto. e conseqüentemente dos resultados que a partir dela são obtidos.concursospiedade. Acresça-se a essas a necessidade hipótese de retornos constantes de escala e tem-se uma clara idéia das principais restrições da metodologia utilizada. deve-se ainda acrescentar como limitação importante o fato de que as analises são todas do lado da demanda.3 . no sentido que a matriz de Leontief permite identificar as respostas setoriais a alterações na composição da demanda. nada informando sobre o lado da oferta.br . 4. É esta matriz que permite estabelecer a ligação entre as produções brutas setoriais e a configuração da demanda final e portanto o estudo dessa ligação condiciona-se às citadas hipóteses. deve-se frisar a hipótese de que os setores utilizam insumos em proporções fixas e que somente com aceitação de coeficientes técnicos fixos é possível construir a matriz de coeficientes técnicos que subtraída da matriz identidade produz a chamada matriz de Leontief. www. Alem disso.A Metodologia e os Resultados Obtidos A matriz insumo-produto de Pernambuco é utilizada para estimar os efeitos dos investimentos em Suape sobre produto e o emprego do Estado.74 Tabela 6 Multiplicadores de Sobre o Emprego.

em decorrência dos novos investimentos. faz-se um sumário deles. obtidos através da normalização dos valores amostrados. pois aporta elementos para o planejamento da gestão pública. Embora se saiba que em uma economia de mercado os preços relativos e o lucro esperado são os principais indutores do investimento. dado que possui um considerável grau de limitação.75 ÀS limitações da ferramenta analítica utilizada devem ser acrescidas aquelas próprias do estudo. em situações assemelhadas. No caso a mais importante é a ausência de informação que permita definir com precisão a nova composição do vetor de demanda setorial a ser gerada pelos investimentos.com. já que a soma dos percentuais deveria ser igual a um. capazes de produzir alterações substantivas no porte de muitos setores da economia. Para superar essa limitação. Para a definição dos percentuais de gastos utilizou-se de um lado resultados de estudos sobre a economia do Estado e de entrevistas com engenheiros civis especializados em orçamentos e de outros elementos de analise insumo produto realizadas em outros estados do Brasil. O procedimento foi repetido em todos os setores afetados e em seguida se compôs 120 vetores de investimentos.aquele onde todos os gastos se concentram na construção civil. Em todas as tabelas as informações são apresentadas para a cenária base . não pareceu suficiente aos objetivos do estudo. permitindo uma melhor avaliação dos efeitos esperados. No caso da construção civil a faixa de variação vai de 10% a 30%. Mesmo com a definição desse percentual continuou o problema de determinação do vetor de investimentos. como esses se distribuem entre os setores da economia A alternativa utilizada foi admitir com base em estudos da possibilidade de suprimento interno que somente 30% os gastos seriam realizados localmente.concursospiedade. Anteriormente à apresentação dos quadros finais.4 Resultados das Simulações www. na qual os gastos se distribuem por vários setores. A obtenção de uma única resposta. Para evitar que a analise se torne repetitiva centra-se a atenção nos resultados que representam a media dos valores obtidos com a simulação dos 121 vetores de investimento. garantindo que em qualquer simulação se cumpre o requisito de que os gastos estarão ali centrados. Num cenário inicial admitiu-se que todos os gastos estariam concentrados na construção civil. pois se espera que somente um pequeno percentual dos gastos seja para eles dirigido. a informação que pode ser obtida da analise insumo-produto é do tipo ex-ante e pode ser útil em uma situação onde se supõem investimentos de grande porte. tendo em vista que os gastos de projeto e de aquisição de equipamentos deverão ser feitos quase totalmente fora do Estado. No primeiro se mostra em percentuais o impacto do investimento obre a demanda dos setores. todavia. Uma segunda tabela mostra a contribuição percentual de cada setor ao crescimento do PIB Pernambucano. Os resultados obtidos estão apresentados em três quadros gerais. Na maioria dos setores essa faixa de variação é muito pequena.br . 4. Uma terceira tabela mostra os efeitos dos investimentos sobre o emprego. Trata-se de uma importante informação a nível micro pois permite ao empresário perceber quanto cada setor devera ser afetado pelos investimentos. Admitiu-se que esses percentuais estariam uniformemente distribuídos dentro do intervalo e partir dessa distribuição obteve-se uma amostra aleatória de 120 percentuais de participação. mínimo e máximo. Embora em todos os três projetos tenha-se informação acerca do volume total dos investimentos previsto não se sabe. obtidos através da simulação. dividindo-o em efeito direto e indireto. A disposição das informações em cada quadro permite uma fácil comparação com o cenário base e com os vetores que produziram os valores extremos. e valores médio. por pressupor um cenário único. como uma indicação da variabilidade relativa dos valores obtidos na simulação. Também informa-se o coeficiente de variação dos resultados. decidiu-se simular vetores de demanda final e através desse procedimento verificar que composições da demanda produziriam o maior e o menor impacto e qual seria o impacto médio obtido nas simulações. destacando-se os principais resultados. A conjunção dessas duas vertentes informacionais com técnicas de simulação permitiu a definição dos vetores de demanda que possibilitaram estimar um conjunto de 121 respostas setoriais e a partir destes 121 novas configurações do emprego e do produto estadual. Trata-se de uma relevante informação a nível macro. Para tal definiu-se os setores da economia que seriam afetados pelo investimento e estipulou-se faixas de variação do percentual total dos gastos que seria dirigido a cada setor selecionado. embora satisfatória.

9 % – – de Pólo Poliéster 26.br .0 % 54.5 % 5.9 % – 34.3 % – – – de Pólo Poliéster 1.9% Investimento por projeto Projeto Refinaria de Petróleo Estaleiro Pólo Poliéster Investimento (R$ milhões) 5.3 % 0.3 % 0.900 8.500 Estaleiro 0.600 79.3 % 0.8 % 78.76 Dados Globais Investimento Total (R$ milhões) Emprego Total Crescimento da demanda no Estado em 05 anos 8.1% Contribuições setoriais ao crescimento do PIB estadual Setores Construção civil Refino de petróleo e petroquímica Siderurgia Material elétrico e eletrônico Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Comércio Transporte Indústria extrativa Refinaria Petróleo 2.2 % – 3.1 % – 103.5 % 0.1 % – 11.300 Crescimento do PIB e Emprego por investimento Variáveis Crescimento em Cinco Anos do PIB Estadual Novos Empregos na Construção Civil (Empregos a Partir do Primeiro Ano) Novos Empregos nos Demais Setores (Empregos a Partir do Primeiro Ano) Total de Novos Empregos Refinaria Petróleo 5.com.3 % 0.691 189.900 2.000 391 3.3 % 38.800 Setores mais afetados Setores Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Siderurgia Refino de petróleo e petroquímica Indústria extrativa Metalurgia dos não-ferrosos Auto-veículos.000 99.4 % 20.300 9.0 % 46.000 de Pólo Poliéster 4.2 % 0.4 % 0.6 % 2.concursospiedade.5 % 0.9 % 31.4 % Estaleiro 2.3 % – – – I) IMPLANTAÇÃO DA REFINARIA DE PETRÓLEO www.000 38.2 % Estaleiro 2.9 % – 0.4 % 61.900 24. peças e acessórios Madeira e mobiliário Refinaria Petróleo 91.2 % – – 0.9 % 5.4 % 0.3 % 0.5 % 19.

22% 1.57% 0.60% 0.91% 0.01% 0.08% 5.49% 10.77 Impactos Percentuais Sobre a Demanda dos Setores Setor Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos Material elétrico e eletrônico Auto-veículos.40% 1.28% 20.64% 2.74% 6.27% 5.08% 1.95% Fabricação e manutenção de máquinas e tratores 1.02% 0.68% 64.37% 4.45% 26.59% 25.62% 40.02% 0.08% 0.10% 0.22% 4.44% 38.03% 0.41% Desvio padrão 0.59% 0.60% 0.00% 5.04% 0.65% 5.00% 2.27% 2.56% 25.39% inclusive aluguel Administração pública 0.85% 0.84% 3.58% 0.03% Fabricação de calçados e de artigos de couro e 0.63% 5.23% 4.23% 30.47% Fabricação de produtos farmacêuticos e de 0.16% 1.25% 15.74% 37.85% 0.20% 0.16% 33.05% 29.16% 0.04% 0.55% 4.36% 0.65% 14.25% 0.29% 9.04% 0.97% 1.01% 0.72% 32.43% 0.19% 24.82% 1.88% 32.98% 24.13% 3.95% 1.20% Coef.21% 1.03% 0.42% 18.40% 0.74% 22.02% 0.99% www.89% 15.08% 51.04% Resfriamento e preparação do leite e laticínios Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras 0. 0.01% 0.69% 31.11% Menor 0.10% 0.32% 0.82% 24.46% 31.14% 17.10% 24.22% 233.57% 0.05% 25.06% 0.03% 0.29% 24.53% 91.82% 0.64% 0.87% 0.18% 24.02% 0.77% 19.58% 0.92% 24.81% 0.14% 2.03% 11.43% 49.24% 24.34% 24.36% 1.60% 62.88% 4.48% 80.24% 0.00% 6.56% 17.01% 0.03% inclusive fumo Abate e preparação de carnes 0.01% 0.06% 0.50% 0. 0.58% 29.01% 4.33% 293.05% 23.21% 0.16% 0.25% 0.01% 2.00% PIB 5.89% 27.65% 26.07% 0.02% peles Indústria do café 0.54% 1.63% 1. peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica Cenário BaseMédia 0.22% 0.83% 0.36% 7. Variação 35.11% 1.33% 6.23% DeMaior 1.06% 0.48% 6.04% 0.83% Serviços prestados às famílias e empresas.39% 1.56% 0.09% 36.83% 116.38% 78.br .40% 11.01% 0.28% 33.19% 1.00% 1.72% 30.75% Indústria têxtil Fabricação de artigos do vestuário e acessórios 0.06% 0.52% 30.33% 38.34% 0.91% 23.01% 0.com.99% 0.35% 25.91% 20.34% 6.21% 0.79% 40.02% perfumaria Indústria de transformação de material plástico 8.01% 0.85% 48.68% 0.79% 64.13% 0.71% 0.21% 1.52% 22.02% 0.27% 0.82% 4.05% 0.11% 0.94% 0.70% 6.94% 60.45% 0.97% 1.65% 0.01% 0.27% 1.03% 0.79% 36.04% Beneficiamento de produtos de origem vegetal.44% 0.81% 59.05% 0.23% 9.97% 44.60% 4.50% 33.38% 0.55% 0.00% 22.74% 1.83% 2.35% 7.82% 65.concursospiedade.87% 0.96% 0.56% 0.44% 6.12% 0.14% 3.

00% 0. variação 35.00% 0.3857 Menor 0.02% 0.01% 0.00% 0.341 www.91% 23.02% 0.00% Fabricação de calçados e de artigos de couro e peles 0.00% 0.06% 0.04% 0.34% 24.00% 0.58% 29.56% 25.01% 0.28% 33.60% 62.16% 0.00% 0.00% 0.04% 0.10% 24.00% 0.34% 0.05 7 4.04% 0.95% 0.24% 0.42 45.21% 0.3620 desvio padrão 0.05% 0.00% 0.01% 0. peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica Indústria de transformação de material plástico Indústria têxtil Fabricação de artigos do vestuário e acessórios Cenário Base Média 0.00% 0.00% 1.03% 0.08% 0.79% 0.00% 0.00% Beneficiamento de produtos de origem vegetal.01% 0.00% 0.20% 0.01% 0.23% 0.03% 2.25% 0.10% 0.09% 0.00% 0.04% 0.02% 0.29% 0.00% 0.00% 0.26% 0.08% 51.07% 0.03% 0.00% 0.00% 0.45% 26.00% 0.13% 0.48% 0. inclusive aluguel 0.26% 0. inclusive fumo 0.707 4.05% 0.00% 0.00% 0.02% 0.00% Indústria do café 0.04% 0.2% 73.01% 0.46% 31.79% 64.988 8.551 37.00% 0.00% 0.01% 0.3577 II) ESTALEIRO Impacto no Emprego Cenário o Base Média Desvio padrão Coeficiente de Variação Maior Menor 6 1 Diret o 75.00% 0.17% 0.00% 0.11% 0.00% 0.02% 0.00% 1.54% 0.02% 0.13% 0.00% 0.00% 0.26 Indiret 36.00% 0.25% 0.46% 1.30% 1.02% 0.78 Contribuição dos Setores ao Crescimento do PIB Pernambucano em decorrência dos Gastos na Construção da Refinaria Setor Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Material elétrico e eletrônico Autoveículos.01% 0.01% 0.63% 0.00% 0.00% 0.00% 0.21% 0.06% 0.00% 0.01% 0.00% 0.05% 0.00% 0.01% 0.01% 0.01% 0.3354 Fabricação de produtos farmacêuticos e de perfumaria 0.05% 0.00% 0.02% 4.89% 27.00% 0.00% Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras 0.01% 0.00% 0.42 0 33.00% 0.18% 24.00% 0.00% 0.05% 23.81% 59.29% 24.13% 0.00% 1.00% 0.02% Serviços prestados às famílias e empresas.00% 0.0075 Coef.22% 0.07% Administração pública 0.44% 38.08% 0.85% 0.17% 0.85% 48.00% 0.00% 0.00% 0.98% 24.59% 25.30% 0.br .00% 0.03% 0.44% 0.07% 0.79% 36.00% 0.05% 3.09% 36.00% 0.823 1.43% 49.00% Resfriamento e preparação do leite e laticínios 0.23% 30.30% 0.00% 0.92% 24.5% 43.02% 0.00% 0.09% 0.00% Abate e preparação de carnes 0.00% Multiplicador 1.0055 deMaior 0.00% 0.10% 0.00% 0.65% 26.04% 0.72% 32.03% 0.04% 0.08% 0.00% 0.00% 0.24% 24.74% 37.18% 0.72% 30.11% 0.19% 0.11% 0.02% 0.00% 0.62% 40.09% 0.19% 24.39% 0.00% 0.74% 0.71% 0.10% 0.00% 0.00% 0.00% 0.05% 0.concursospiedade.02% 0.00% 0.com.00% 0.82% 65.00% 0.00% 0.02% 0.38% 0.03% 0.04% 0.08% 0.05% 0.23% 0.00% 0.952 61.00% 0.

68% 0.53% 10.73% 24. peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica Fabricação de produtos farmacêuticos e de perfumaria Indústria de transformação de material plástico Indústria têxtil Fabricação de artigos do vestuário e acessórios Fabricação de calçados e de artigos de couro e peles Indústria do café Cenário Base 0.67% 41.18% 0.13% 0.01% 0. inclusive 0.28% 0.13% 0.02% 0.53% Menor 0.13% 0.36% 9.78% 10.00% 0.04% 0.29% 18.15% 0.08% 0.48% 0.02% 24.59% 0.55% 0.00% 0.33% 42.04% 0.10% 0.22% 0.21% 0.23% 2.16% 28.00% 0.12% 0.03% 0.34% 1.03% 0.44% 0.02% 0.18% 0.07% 0.02% 1.00% 0.03% 0.02% 0.00% 0.00% 0.00% 0.00% 0.42% 0.48% Beneficiamento de produtos de origem vegetal.14% 1.11% 0.01% 0.37% 0.34% 1.16% 27.00% 0.61% 2.09% 0.14% 0.21% 6.00% 0.37% 0.31% 5.47% 0.48% 0.75% 9.01% 0.93% 48.14% 0.00% 1.13% 0.33% 20.21% 5.76% 1.55% 2.17% 25.02% 0.01% 0.01% 0.99% 7.18% 46.20% 0.08% 28.00% Média desvio Coef.00% 0.04% 0.75% 42.02% 2.06% 0.concursospiedade.74% 0.04% 2.01% 0.40% 0. inclusive 0.00% 0.07% Serviços prestados às famílias e empresas.21% 0.67% 1.08% 0.03% 0.87% 0.85% 0.58% 3.01% 11.07% 30.03% 0.02% 0.02% 0.06% 0.41% 0.76% 1.45% 0.02% 0.01% 0.46% 0.06% 0.18% 0.90% 0.60% 0.41% 21.02% 0.17% 0.43% 0.12% 0.22% 1.68% 5.82% 15.00% 0.11% 0.03% 0.20% 0.00% 0.36% 0.95% 55.00% 0.00% 0.00% 0.66% 49.00% 0.03% 25.25% 3.98% 0.79 Impactos Percentuais Sobre a Demanda dos Setores Setor Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Material elétrico e eletrônico Autoveículos.02% 0.71% 0.75% 49.00% 0.00% 0.14% 14.10% 0.05% 0.36% 0.00% 0.72% 0.19% 0.00% 0.51% 1.66% 4.04% 1.95% 14.01% 0.00% 0.00% 0.93% 0.03% 1.65% 59.00% PIB 0.61% 1.01% 0.04% 0.21% 0.01% 0.43% 2.00% 0.40% 0.26% 0.01% 0.10% 0.00% 0. demaior padrão variação 14.46% 10.03% aluguel Administração pública 0.36% 0.00% 0.br .08% 0.67% 54.75% 2.00% fumo Abate e preparação de carnes 0.09% 1.02% 0.47% www.08% 0.00% 0.61% 0.com.00% Resfriamento e preparação do leite e laticínios Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras 0.40% 28.47% 0.01% 0.00% 0.27% 0.14% 36.19% 28.01% 0.06% 7.52% 1.11% 0.03% 0.36% 0.61% 2.04% 0.16% 0.13% 36.29% 0.92% 0.61% 0.14% 0.04% 0.31% 2.

890 Indireto www.00% 0.00% 59.72 3 5.00% 0.01% 55.01% 0.03% 0.00% 0.00% 27.3238 Impacto no Emprego Dire Cenário Base Média Desvio padrão Coeficiente de variação Maior Menor % 7.01% 0.01% 0.00% 0.01% 0.40% 0.00% 0.00% 0.00% 0.33% 0.00% 0.02% 0.00% 14.01% 0.00% 0.00% 0.00% 0.01% 0.93% 0.01% 10.00% 0.00% 0.02% 0.00% 0.00% Beneficiamento de produtos de origem vegetal.00% 0.00% 0.00% Multiplicador 1.00% 0.02% 0.00% 0.00% 0. peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica Fabricação de produtos farmacêuticos e de perfumaria Indústria de transformação de material plástico Indústria têxtil Fabricação de artigos do vestuário e acessórios Fabricação de calçados e de artigos de couro e peles Indústria do café Abate e preparação de carnes Resfriamento e preparação do leite e laticínios Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras 0.00% 0.03% 54.01% 36.00% 0.5% 1.00% 0.00% 0.00% 24.01% 0.01% 0.67% 0.00% Serviços prestados às famílias e empresas.00% 0.14% 0.00% 28.3577 1.33% 0.74% 0.00% 0.95% 0.78% 0.00% 0.36% 30.01% 0.02% 0.01% 0.67% 0.01% 14.00% 10.00% 0.01% 0.01% 0.00% 0.23% 0.01% 42.00% 0.02% 0.21% 0.00% 0.02% 15.00% 0.00% 0.88 5 6.00% 0.00% 0.00% 0.02% 48.00% 0.00% 0.95% 4.00% 0.01% 0.01% 0.00% 28.concursospiedade.00% 0.00% 46.01% 0.75% 0.3466 0.00% 0.00% 28.66% 0.07% 0.9 2.00% 0.00% 0.00% 0.842 82 2.73% 0.00% 0.00% 0.04% 18. inclusive fumo 0.02% 0.36% 0.00% 0.00% 0.04% 20.00% 0.80 Contribuição dos Setores ao Crescimento do PIB Pernambucano em decorrência dos Gastos na Construção do Estaleiro Setor Cenário Média desvio Coef.00% 0.14% 0.00% 0.05% 42.00% 49.75% 0.130 2.99% 0.19% 0.00% 0.01% 0.00% 0.02% 0.00% 0.00% 0.00% 0.01% 0.07 9 3.66% 0.00% 9.00% 0.00% 0. deMaior Menor Base padrão var Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Material elétrico e eletrônico Autoveículos.01% 0.53% 0.00% 0.29 4 432 6.00% 0.02% 0.00% 0.00% 0.00% 49.02% 0.04% 25.00% 0.3678 1.00% 0.01% 0.00% 0.00% 0.0072 0.29% 0.00% 0.16% 0.00% 0.01% 0.00% 0.03% 0.03% 41.00% 0.com. inclusive aluguel 0.00% 0.00% 0.00% 0.9% 2.00% 0.br .65% 0.01% Administração pública 0.00% 0.02% 0.17% 0.00% 0.00% 0.00% 0.565 to 5.01% 0.00% 0.75% 0.13% 0.00% 0.00% 0.01% 0.02% 7.00% 0.00% 0.00% 0.00% 24.00% 0.00% 0.16% 0.05% 36.00% 21.00% 0.00% 0.00% 0.00% 0.16% 0.18% 0.00% 0.00% 0.00% 0.00% 14.00% 0.00% 0.01% 0.00% 0.01% 0.00% 0.01% 0.00% 0.01% 6.08% 0.01% 0.82% 0.02% 0.02% 28.41% 0.00% 0.

br .81 III) PÓLO DE POLIÉSTER www.com.concursospiedade.

82

Impactos Percentuais Sobre a Demanda dos Setores Setor Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Material elétrico e eletrônico Autoveículos, peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica Fabricação de produtos farmacêuticos e de perfumaria Indústria de transformação de material plástico Indústria têxtil Fabricação de artigos do vestuário e acessórios Fabricação de calçados e de artigos de couro e peles Indústria do café Abate e preparação de carnes Resfriamento e preparação do leite e laticínios Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras Administração pública PIB

Cenário Base 0,25% 5,25% 15,27% 15,29% 11,62% 11,90% 1,00% 3,10% 0,24% 5,08% 0,56% 1,58% 4,73% 1,16% 0,01% 5,93% 0,17% 0,02% 0,01% 0,03% 0,03% 0,01% 0,09% 0,14% 0,05% 1,14% 0,35% 20,49% 1,18% 0,72% 0,38% 0,56% 0,00% 4,06%

média

desvio Coef. padrão var.

deMaior

Menor

0,36% 0,06% 15,44% 103,87% 49,74% 47,89% 14,39% 46,07% 14,61% 12,37% 25,98% 2,09% 34,52% 19,43% 0,96% 2,57% 4,39% 13,42% 0,02% 6,17% 0,95% 1,99% 0,05% 0,08% 0,06% 0,10% 0,05% 0,12% 0,19% 0,18% 5,41% 1,25% 12,22% 2,45% 3,85% 1,87% 3,64% 0,87% 0,00% 4,03% 2,91% 3,89% 2,10% 0,15% 9,59% 0,06% 0,38% 0,21% 6,50% 0,00% 0,88% 0,33% 1,13% 0,01% 0,02% 0,01% 0,03% 0,01% 0,01% 0,02% 0,04% 2,56% 0,35% 1,06% 0,76% 1,62% 0,70% 1,52% 0,23% 0,00% 0,02% 20,22% 26,62% 16,95% 7,16% 49,36% 5,98% 14,95% 4,86% 48,43% 19,13% 14,27% 35,26% 56,72% 20,33% 26,67% 22,40% 26,14% 25,81% 9,76% 9,99% 21,93% 47,22% 27,70% 8,71% 31,16% 42,13% 37,24% 41,64% 26,68% 0,00% 0,54% 18,97% 41,16%

0,49% 0,24% 223,63% 5,25% 21,80% 91,25% 27,34% 17,84% 64,60% 3,10% 78,94% 40,36% 1,11% 3,71% 5,11% 29,09% 0,03% 8,53% 1,72% 4,54% 0,07% 0,14% 0,09% 0,16% 0,07% 0,14% 0,24% 0,27% 11,64% 2,03% 20,49% 4,27% 7,85% 3,54% 7,50% 1,41% 0,00% 4,09% 8,18% 11,69% 7,03% 8,07% 1,00% 1,67% 0,24% 3,11% 0,56% 1,58% 3,78% 1,16% 0,01% 4,23% 0,17% 0,02% 0,01% 0,03% 0,02% 0,03% 0,01% 0,09% 0,14% 0,05% 1,11% 0,35% 9,47% 1,18% 0,72% 0,38% 0,56% 0,26% 0,00% 3,97%

14,77% 56,85% 18,66% 54,04%

Beneficiamento de produtos de origem vegetal, inclusive fumo 0,02%

Serviços prestados às famílias e empresas, inclusive aluguel 0,26%

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Contribuição dos Setores ao Crescimento do PIB Pernambucano em decorrência dos Gastos na Construção do Pólo de Poliéster Setor Cenário Média desvio Coef. deMaior Menor Base padrão var Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos Fabricação e manutenção de máquinas e tratores Material elétrico e eletrônico Autoveículos, peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica Fabricação de produtos farmacêuticos e de perfumaria Indústria de transformação de material plástico Indústria têxtil Fabricação de artigos do vestuário e acessórios Fabricação de calçados e de artigos de couro e peles Indústria do café Beneficiamento de produtos de origem vegetal, inclusive fumo Abate e preparação de carnes Resfriamento e preparação do leite e laticínios Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras 0,02% 0,01% 0,15% 0,07% 0,07% 0,14% 0,00% 0,05% 0,00% 0,01% 0,01% 0,00% 0,06% 0,01% 0,00% 0,06% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 3,14% 0,12% 0,04% 0,01% 0,02% 0,02% 0,16% 0,15% 0,20% 0,09% 0,15% 0,07% 0,03% 0,07% 0,05% 0,01% 0,00% 0,06% 0,17% 0,00% 0,06% 0,01% 0,01% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,02% 0,04% 1,87% 0,25% 0,20% 0,07% 0,10% 0,15% 0,00% 1,3455 Direto 54926 3887 7,1% 67160 43855 0,00% 0,08% 0,03% 0,08% 0,02% 0,03% 0,04% 0,00% 0,04% 0,03% 0,00% 0,00% 0,00% 0,08% 0,00% 0,01% 0,00% 0,01% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 0,01% 0,16% 0,08% 0,08% 0,02% 0,04% 0,04% 0,00% 0,0073 15,44% 47,89% 20,22% 41,16% 26,62% 16,95% 56,85% 7,16% 54,04% 49,36% 5,98% 14,95% 4,86% 48,43% 19,13% 14,27% 35,26% 56,72% 20,33% 26,67% 22,40% 26,14% 25,81% 9,76% 9,99% 21,93% 47,22% 27,70% 8,71% 31,16% 42,13% 37,24% 41,64% 26,68% 0,00% 0,5% Indireto 24595 737 3,0% 26802 22618 0,03% 0,35% 0,22% 0,39% 0,18% 0,22% 0,17% 0,05% 0,17% 0,11% 0,01% 0,00% 0,07% 0,36% 0,00% 0,09% 0,01% 0,03% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 0,04% 0,07% 3,14% 0,44% 0,41% 0,12% 0,21% 0,24% 0,00% 1,3675 0,02% 0,01% 0,08% 0,05% 0,05% 0,10% 0,00% 0,02% 0,00% 0,01% 0,01% 0,00% 0,05% 0,01% 0,00% 0,04% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 1,45% 0,12% 0,04% 0,01% 0,02% 0,04% 0,00% 1,3257

Serviços prestados às famílias e empresas, inclusive aluguel 0,04% Administração pública 0,00% Multiplicador 1,3577

Impacto no Emprego Média Desvio padrão Coeficiente de variação Maior Menor

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Resumo dos impactos no cenário básico Setor

Refinaria

Estaleiro

Pólo Poliéster

% cresc.Contrib. % cresc.Contrib. Setor do setor Setor do setor Agropecuária Indústria extrativa Minerais não-metálicos Siderurgia Metalurgia dos não-ferrosos Fabricação de outros produtos metalúrgicos 0,36% 7,74% 22,52% 22,56% 17,14% 17,55% 0,01% 0,01% 0,11% 0,05% 0,06% 0,11% 0,00% 0,03% 0,00% 0,01% 0,00% 0,00% 0,05% 0,01% 0,00% 0,04% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 2,31% 0,09% 0,03% 0,01% 0,01% 0,03% 0,00% 0,03% 0,61% 1,76% 1,76% 1,34% 1,37% 0,11% 0,36% 0,03% 0,59% 0,06% 0,18% 0,55% 0,13% 0,00% 0,68% 0,02% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 0,02% 0,01% 0,13% 0,04% 2,36% 0,14% 0,08% 0,04% 0,07% 0,03% 0,00% 0,47% 0,00% 0,00% 0,02% 0,01% 0,01% 0,02% 0,00% 0,01% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 0,00% 0,00% 0,01% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,36% 0,01% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 0,00%

Total % cresc.Contrib. cresc. Setor do setor Setor 0,25% 5,25% 0,02% 0,01% 0,46% 9,73% 28,29% 28,34% 21,54% 22,05% 1,85% 5,75% 0,44% 9,42% 1,04% 2,94% 8,76% 2,15% 0,02% 10,99% 0,31% 0,03% 0,02% 0,05% 0,04% 0,05% 0,03% 0,17% 0,25% 0,10% 2,11% 0,65% 37,96% 2,19% 1,33% 0,71% 1,05% 0,48% 0,00% 7,53%

de

15,27% 0,15% 15,29% 0,07% 11,62% 0,07% 11,90% 0,14% 1,00% 3,10% 0,24% 5,08% 0,56% 1,58% 4,73% 1,16% 0,01% 5,93% 0,17% 0,02% 0,01% 0,03% 0,02% 0,03% 0,01% 0,09% 0,14% 0,05% 1,14% 0,35% 1,18% 0,72% 0,38% 0,56% 0,26% 0,00% 4,06% 0,00% 0,05% 0,00% 0,01% 0,01% 0,00% 0,06% 0,01% 0,00% 0,06% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01% 0,12% 0,04% 0,01% 0,02% 0,04% 0,00%

Fabricação e manutenção de máquinas e 1,47% tratores Material elétrico e eletrônico 4,58% Autoveículos, peças e acessórios Madeira e mobiliário Indústria de papel e gráfica Indústria da borracha Indústria química Refino de petróleo e indústria petroquímica 0,35% 7,50% 0,83% 2,34% 6,97% 1,71%

Fabricação de produtos farmacêuticos e de 0,02% perfumaria Indústria de transformação de material plástico 8,75% Indústria têxtil 0,25% Fabricação de artigos do vestuário e acessórios 0,03% Fabricação de calçados e de artigos de couro e 0,02% peles Indústria do café 0,04% Beneficiamento de produtos de origem vegetal, 0,03% inclusive fumo Abate e preparação de carnes 0,04% Resfriamento e preparação do leite e laticínios Indústria do açúcar Óleos vegetais e gorduras para alimentação Outras indústrias alimentares e de bebidas Indústrias diversas Serviços industriais de utilidade pública Construção civil Comércio Transporte Comunicações Instituições financeiras 0,02% 0,13% 0,20% 0,08% 1,68% 0,52% 30,22% 1,74% 1,06% 0,56% 0,83%

20,49% 3,14%

Serviços prestados às famílias e empresas, 0,39% inclusive aluguel Administração pública 0,00% PIB 5,99%

4.5 - Reflexo dos Investimentos na Indústria de Construção Civil Tentar avaliar o rebatimento sobre o setor produtivo das demandas (e ofertas) geradas pelos novos investimentos, em andamento ou previstos, no porto de Suape é uma tarefa relevante porque esse rebatimento deverá afetar no médio e longo prazos um grande segmento da produção estadual: aquele constituído pelos fornecedores e consumidores de insumos que serão demandados e gerado apos a entrada em funcionamento das unidades produtivas. Afora isso, há ainda a considerar reflexos de curto prazo gerado pela própria realização dos investimentos. As demandas espalhadas, por todos os setores da economia pernambucana, pela implantação desses investimentos são, neste estudo, avaliadas através da analise de insumo-produto. Através dessa

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analise busca-se estimar o impacto total dos investimentos sobre a demanda estadual, explicitando-se as conseqüências sobre cada setor componente da economia do estado e sobre a geração de emprego. Em alguns setores, no entanto, não é necessário esperar para constatar as conseqüências dos novos investimentos. No setor de construção civil esses investimentos têm provocado um grande aumento da demanda, especialmente nas áreas de construções industriais e projetos de engenharia. Na verdade, na área de projeto a demanda já vem se fortalecendo desde o inicio dos anos 2000. E não são somente os investimentos em Suape. Por exemplo, são de autoria de empresas pernambucanas – Maia Melo Engenharia LTDA. e JBR Engenharia Ltda. - o projetamento do trecho da BR 101 em construção em Pernambuco. De todo o setor industrial de médio e grande porte de Pernambuco a indústria de construção civil é, junto com a indústria de cimento, uma das mais bem preparadas par aproveitar de imediato as oportunidades geradas com o crescimento de Suape. Essa competitividade baseia-se acima de tudo em uma longa tradição estadual de grandes empresas construtoras e de centros de excelência na formação de engenheiros.. Embora no presente essa industrie ainda sofra as conseqüências de um longo período no qual a economia estadual cresceu a baixas taxas, no qual poucas obras de vulto foram implantadas, é fato que o setor tem se mostrado competitivo, assumindo papel relevante na implantação dos grandes investimentos em Suape. Vários programas estão em gestação, e outros já em desenvolvimento, por parte do governo estadual e entidades como Federação das Indústrias de Pernambuco, visando aumentar a competitividade futura da indústria estadual, de modo a prepara-la para o aproveitamento das oportunidades e externalidades positivas que os novos investimentos deverão gerar. No entanto, a competitividade da construção civil estadual já se impõe no presente, como decorre das declarações do Secretario de Desenvolvimento, Turismo e Esporte do Estado de Pernambuco, Alexandre Valença, ao afirmar que “Quase todas as obras em andamento em Suape estão sendo tocadas por empresas de engenharia de Pernambuco” e concluir que “Este é um setor sobre o qual o governo não tem muitas preocupações em relação à capacitação, pois as empresas estão preparadas”. Talvez o caso que melhor exemplifique essa competitividade setorial seja o da empresa Pernambuco Construtora, que em marco de 2005 venceu a concorrência nacional para implantação da fabrica de resina PET do grupo Mossi & Ghisof, concorrendo e ganhando nas duas tomadas de preço: serviços de terraplenagem e obras civis. Em marco de 2006 a empresa mantinha 250 empregados na obra. Junto com a Pernambuco estão 7 outras construtoras pernambucanas, ou há longo tempo instaladas em Pernambuco, empregando mais 1250 pessoas, nas mais diversas áreas de engenharia: concretagem, topografia, instalações elétricas, fundações e movimentação de terra, alem das empresas de projetos de engenharia. Alem das obras da fabrica de PET, a Pernambuco Construtora já realizou 11 serviços em Suape, faturando cerca de R$ 100 nevoes, fazendo com que no presente a área de prestação de serviços suplante a imobiliária como principal fonte de faturamento da empresa. A tradição pernambucana em construção civil se estende ate o ramo de engenharia de projetos. Talvez o melhor exemplo nesse caso seja o da JBR Engenharia que passou por um exaustivo processo de filtragem até se tornar fornecedora de serviços da Petrobras, pondo-se em posição privilegiada como competidor, em relação ao grande número de projetos que deverão ser demandadas pelos futuros investimentos da empresa em Suape. A empresa possui certificação ISO 9001 de gestão integrada e ISO 14 001. Emprega 85 funcionários, registrando em 2005 um faturamento de R$ 8 milhões. Embora haja conseguido tornar-se fornecedora da Petrobras somente há dois anos a empresa já possui no seu portfolio vários serviços realizados para aquela empresa, entre eles o projeto executivo da base de distribuição de Guamare, no Rio Grande do Norte; os projetos elétrico, mecânico, de embarcação e tubulação de vapor para a construção de balsas da Usina Termoelétrica da Manaus Energia, o projeto executivo da base de distribuição de da BR Distribuidora em Marabá, Pará e o projeto de adequação da subestação da base de distribuição da BR em Cabedelo, Paraíba. Trata-se, portanto, de um portfolio que Poe a empresa em posição de competir na grande área de projetos que devera ser aberto com a instalação de uma refinaria no Porto de Suape. O crescimento da demanda por serviços de construção civil em Pernambuco através da implantação de grandes obras devera funcionar como o principal fomentador do crescimento da indústria de construção estadual. A própria implementação dos serviços constitui a mais importante fonte de qualificação e certificação das empresas envolvidas, mas não se deve minimizar um longo trabalho de qualificação das empresas estaduais, que desde o final da década passada, já treinou mais de 180 empresas em programas de qualidade e produtividade coordenados pelo SENAI.

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br . e os novos investimentos estruturadores – Transposição do São Francisco. Atlântico Terminais S/A Blue Tree Hotels e Resorts do Brasil Bahiana Distribuidora de Gás Ltda. (Alcan) Cerâmica Monte Carlo Ltda. Nacional Gás Butano Distribuidora S/A. a indústria concentrou-se no segmento imobiliário. Nascimento Ltda. Aluminic Industrial S/A Amanco Brasil S/A Andaluz Logística e Transportes Ltda. Estaleiro Camargo Corrêa Filmplastic S/A. como a Moveterras do Brasil. MHAG .Granitos de Exp. dos Economiários Federais GNL do Nordeste Granex . M&G Polímeros Brasil S.concursospiedade. Komboogie Transporte Ltda. Indústria Cunha Barros do Brasil Ltda. Em vista do encolhimento do segmento de obras. Ogramac Ltda. Ipojuca Eletrometalúrgica S/A. Itapuama Agro Industrial e Serviços Ltda. RELAÇÃO DAS EMPRESAS INSTALADAS EM SUAPE • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • AGIP do Brasil S/A • • • • • • • • • • • • • • • e • • • • • • • Emplal .86 As duas ultimas décadas foram especialmente ruins para a indústria de construção civil de Pernambuco que amargou uma grande retração no seu segmento de grandes obras.Fund. Indústria de Caixas Plásticas do NE Ltda. Industrial e Mercantil de Cimentos Concreto Redimix do NE S/A Condor Nordeste Indústria Comércio Ltda. Bunge Alimentos S/A.A. dominado praticamente todo o mercado estadual. Cia Brasileira de Petróleo Ipiranga Cimec . Isso sem contar com que a implantação desses investimentos em Suape devera gerar uma nova demanda por equipamentos urbanos nas cidades próximas ao porto. Construções e Comércio Camargo Corrêa Copagás Distribuidora de Gás Ltda. Ebonor . Transnordestina e duplicação da BR 101. com o fechamento de construtoras de grande prestigio. Funcef .Serviços e Mineração S/A Microlite S/A. com grande probabilidade devera ser um dos principais beneficiários dessa nova dinâmica econômica. Com os novos investimentos em Suape.Cia. que. criam-se novas e grandes oportunidades para a construção civil de Pernambuco. Liquigás Distribuidora S/A. Itapoama Mineração Ltda.do NE Ltda. JJ Comércio Derivados de Petróleo Ltda. Castro Dislub Caulim do Nordeste S/A Cebal Brasil Ltda.com./ Posto www.Empresa de Borracha Elite Cerâmica S/A.Embalagens Plásticas Esso Brasileira de Petróleo S/A. Minasgás Participações S/A. Arcor do Brasil Ltda. Decal Brasil Ltda. Bonesa Borracha Nordeste S/A Braspack Embalagens do Nordeste S/A. IGL Industrial Ltda.

Industrial Shell do Brasil S/A.com. Marítimos e Representações Ltda.Latas de Alumínio do NE S/A) Senai Serviço Nac.87 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Pamesa do Brasil S/A Pandenor . Suape Têxtil S/A. Posto Zona Sul Ltda.DTNEST Petróleo Suape Ltda. Rodoviário de Cargas • • • • • • • • Transportadora Cometa Ultragaz (Bahiana Distr. / Posto Zip Procinsa . Aprend. e Empreendimentos Ltda. TRANSPAZ . TOC Empreendimentos Ltda.Importação e Exportção Pedra Cerâmica Santo Antônio S/A Pedreira Anhanguera S/A. Thor Nordeste Ltda. Tecon Suape S/A Temape . Refine .br .Ind.Refinaria do Nordeste S/A Refresco Guararapes Ltda. Plastamp . Work Mariner Ltda.Terminal Químico Aratu S/A Termo Fértil S/A Termopernambuco S/A.Terminais Marítimos de PE Tequimar .) Windrose Serv. Pepsico do Brasil Ltda.concursospiedade. (Elma Chips) Pernod Ricard Brasil (Seagram) Petrobras Distribuidora S/A. e Com.Produtos Cirúrgicos do NE S/A Quebecor World Recife Ltda. Texaco do Brasil S/A. de Plásticos Ltda. Suata Serviços e Logística Ltda. de Gás Ltda. (Quebecor) www.Trans. (CocaCola) Rexam (Lanesa . Petróleo Brasileiro S/A . Suape Porcelanato S/A. WS WS Recife Recife (Unilever (Unilever /Cesa /Cesa Logística/Fábrica) Logística) WT CB Investimentos (Valter Torres) WT QBC Adm.