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Sindicatos dos professores querem "greve histórica"
Os sindicatos acreditam que pelo menos 90% dos
professores vão aderir à greve. Dizem ainda que, a
concretizarem-se as previsões de uma greve histórica, a
ministra da Educação terá de suspender o modelo e negociar
uma alternativa.

Depois da maior manifestação de sempre, que juntou 125 mil
professores em Novembro, será que iremos ter a maior greve de
sempre na Educação? As expectativas da Plataforma Sindical dos
Professores para hoje são elevadas. E a convicção numa adesão
recorde é tanta que os professores não têm medo de erguer a
fasquia ainda mais alto e antecipar que esta pode vir a ser a
maior greve sectorial de sempre, o que obrigará o Governo a
rever a sua posição.

"Será uma greve histórica, provavelmente a maior ou uma das
maiores de sempre, o que vai demonstrar, mais uma vez, a
grande coesão dos professores", antecipou ontem o líder da Patrocínio
Plataforma, Mário Nogueira. "A nossa expectativa é de que vai
ser uma greve em que praticamente todos os professores vão participar", disse, garantindo que a adesão ao
protesto ficará acima dos 90%.

Ora, a concretizaram-se estas previsões esta será uma greve de dimensões iguais ou mesmo superiores às das
greves do final da década de 1980, então motivadas pela aprovação do primeiro Estatuto da Carreira Docente. Na
altura, as manifestações fizeram com que o Governo - liderado por Cavaco Silva e com Roberto Carneiro a ministro
da Educação - cedesse a muitas das exigências. Algo que José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues não parece
estarem dispostos a fazer, depois de já ter simplificado o modelo de avaliação proposto.

No passado sábado, no final de uma reunião com professores militantes do Partido Socialista, o secretário de
Estado Jorge Pedreira disse que a disponibilidade do Governo para negociar é "total" mas "é preciso é que seja sem
condições prévias e que os sindicatos não continuem a exigir a imediata suspensão do modelo". Jorge Pedreira
referiu ainda que "não é pela existência da greve que o Governo vai poder mudar esta posição", porque o Executivo
"tomou todos os passos no sentido da resolução dos problemas que foram levantados".

Opinião contrário tem Mário Nogueira que disse, ontem, que "os sindicatos estão todos unidos para exigir ao
Ministério que abandone a sua postura intransigente e aceite suspender este modelo de avaliação para negociar
outro alternativo". O sindicalista está convencido de que "depois da greve, o Ministério da Educação não pode
continuar com a sua posição intransigente, inflexível e antinegocial". O dirigente sindical aproveitou ainda a
oportunidade para negar "divergências internas dentro da plataforma", como noticiaram alguns meios de
comunicação nos últimos dias.

Segundo Mário Nogueira, hoje será mais fácil contar as escolas que se mantêm abertas e com aulas do que as
outras. A decisão de as encerrar cabe aos conselhos executivos, que podem decidir manter os portões abertos
mesmo que a adesão seja total, desde que se encontrem na escola todos os funcionários e auxiliares. Mas, na sua
opinião "isso não deverá ser o mais provável, até por razões de segurança. Muitos vão decidir encerrar".
TIAGO RODRIGUES ALVES

publicado a 2008-12-03 às 00:19

Para mais detalhes consulte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1053165

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