Escola de Engenharia Eletro-Mecânica da Bahia

PROJETO DE GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA

Itabuna, 22 de março de 2012.

PROJETO DE GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA

Projeto de conclusão do curso de Técnico em Eletrotécnica da turma 2011.1

Alunos:
Alan Frederico Alan Scher Santos Brito Dimas Lisboa dos Santos Deroaldo Andrade Renato Silva Justino Filho

Itabuna, 22 de março de 2012.

Agradecimentos:

A Deus, que se mostrou criador, que foi criativo. Seu fôlego de vida em mim me foi sustento e me deu coragem para questionar realidades e propor sempre um novo mundo de possibilidades. À minha família, por sua capacidade de acreditar e investir em mim. Mãe, seu cuidado e dedicação foi que deu, em alguns momentos, a esperança para seguir. Pai, sua presença significou segurança e certeza de que não estou sozinho nessa caminhada.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 2. JUSTIFICATIVA 3. OBJETIVOS 3.1 OBJETIVOS GERAIS 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 4. METODOLOGIA 5. DESENVOLVIMENTO DO TEMA 5.1 ORIGENS DO VENTO 5.2 APLICAÇÕES DA ENERGIA EÓLICA 5.3 COMPONENTES DE UM SISTEMA EÓLICO

5 6 7 7 7 8 9 9 11 12

5.4 COMO FUNCIONA O SISTEMA EÓLICO _________________________________ 14 5.5 APLICAÇÕES DO SISTEMA EÓLICO ____________________________________ 14 5.6 CAPACIDADE DE GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL E NO MUNDO _ 16 5.7 VANTAGENS E DESVANTAGENS ______________________________________ 20 5.7.1 VANTAGENS ______________________________________________________ 20 5.7.2 DESVANTAGENS
20

6. PÚBLICO ALVO _____________________________________________________ 21 7. CONCLUSÃO 22

8. BIBLIOGRAFIA _______________________________________________________23___ 9. ANEXOS______________________________________________________ 24

1.INTRODUÇÃO

O mundo vive um momento de consciência em torno da importância da adoção de fontes de energias renováveis. Uma das grandes preocupações hoje é a questão relativa à energia, visto que a imensa maioria da energia utilizada no planeta é de origem não renovável, seja de fonte mineral, atômica, térmica ou das águas. A energia pode ser utilizada de forma mais civilizada e menos onerosa, por meios de fontes renováveis como a energia eólica, solar, das marés, geotérmica e de outras mais. A energia eólica pode ser considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota, limpa, amplamente distribuída globalmente e, se utilizada para substituir fontes de combustíveis fósseis, auxilia na redução do efeito estufa. Denomina-se energia eólica a energia cinética contida nas massas de ar em movimento (vento). Seu aproveitamento ocorre por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação, com o emprego de turbinas eólicas, também denominadas aero geradores, para a geração de eletricidade, ou cataventos (e moinhos), para trabalhos mecânicos como bombeamento d’água. Assim como a energia hidráulica, a energia eólica é utilizada há milhares de anos com as mesmas finalidades, a saber: bombeamento de água, moagem de grãos e outras aplicações que envolvem energia mecânica. Para a geração de eletricidade, as primeiras tentativas surgiram no final do século XIX, mas somente um século depois, com a crise internacional do petróleo (década de 1970), é que houve interesse e investimentos suficientes para viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial.

2.JUSTIFICATIVA
O mundo vem passando por um momento difícil onde cada dia que se passa, temos a certeza que os recursos naturais estão se esgotando e o desenvolvimento de novas tecnologias de geração de energia precisa ser o foco de novos estudos para se obter novas fontes de recursos. Este trabalho tem por objetivo apresentar uma abordagem geral sobre energia eólica e suas características, assim como apresentar as vantagens e desvantagens deste sistema, os ventos são uma fonte inesgotável de energia daí a importância que vem sendo dada a este recurso na geração de energia elétrica e mecânica como vamos abordar nos tópicos listados.

3.OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral: Implantar um sistema de energia eólica ecologicamente correta para redução dos impactos ambientais e como conseqüência a preservação do planeta.

3.2 Objetivos Específicos: Avaliar os custos operacionais da energia gerada mediante aos investimentos. Observar a quantidade e competitividade da energia gerada pronta para o consumo e a quantidade de energia liquida. Examinar a disponibilidade de energia em relação ao comportamento do vento.

4. METODOLOGIA

1ª etapa: Pesquisa didática e representações através de gráficos.

2ª etapa: Projeto prático mostrando a transformação de energia cinética (força do vento) em energia elétrica.

5. DESENVOLVIMENTO DO TEMA
5.1Origem do Vento

O vento é o ar em movimento devido ao aquecimento desigual da superfície da terra pelo sol. A terra e sua faixa de ar, a atmosfera, recebem mais calor solar próximo ao Equador do que nas regiões polares. Mesmo assim, as regiões equatoriais não ficam mais quentes a cada ano, nem as polares ficam mais frias. É o movimento do ar ao redor da terra que ameniza a temperatura extrema e produz ventos na superfície tão úteis para a geração de energia. Como todos os gases, o ar se expande ou aumenta de volume quando aquecido, e contrai e diminui de volume quando resfriado. Na atmosfera o ar quente é mais leve e menos denso do que o ar frio e se eleva a altas altitudes quando fortemente aquecido pelo sol. O ar aquecido próximo ao Equador fluirá para cima, e então, na direção dos pólos onde o ar próximo a superfície é mais frio. As regiões terrestres próximas aos pólos agora têm mais ar, pressionando-as, e o ar da superfície mais fria tende a desligar dessas áreas e movimentarem-se na direção do Equador.

A força motora primária da brisa do mar é a diferença de temperatura entre a terra e o mar. Quando essa diferença é grande e diurna, podem ser esperadas brisas marinhas relativamente fortes durante as horas da tarde e no começo da noite. As brisas marinhas mais intensas são encontradas naquelas regiões subtropicais, ao longo da costa dos continentes onde haja um oceano frio. É precisamente nessas regiões que o vento predominante é geralmente fraco e a brisa marinha local é na verdade quase a única fonte de energia eólica por grande parte do ano.

A topografia, ou características físicas do solo, influencia fortemente as características do vento. As montanhas impedem a passagem uniforme dos ventos, o ar canalizado ao redor ou através das aberturas freqüentemente aumenta os ventos fortes locais, ideais para geradores de energia eólica .A quantidade de energia disponível no vento varia de acordo com as estações e as horas do dia. A topografia e a rugosidade do solo também têm grande influência na distribuição de freqüência de ocorrência de velocidade do vento em um local. Além disso, a quantidade de energia eólica extraível numa região depende das características de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos sistemas de conversão de energia eólica instalados.

5.2 APLICAÇÕES DA ENERGIA EÓLICA.

Navegação.

Barcos a vela

No mar o vento já era empregado para mover barcos à vela de pano em 3.500 a.C.

Moinhos de vento

Em terra os primeiros moinhos de vento talvez tenham aparecidos na Pérsia por volta de 700 D.C. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica e conseqüentemente utilizada na moagem de grãos (fabricação de farinhas), na irrigação de terras áridas e ainda na drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos:

Geração de Energia Elétrica.

Aero geradores Na atualidade utiliza-se a energia eólica para mover aero geradores (grandes turbinas), colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas têm a forma de um cata-vento ou um moinho. Esse movimento, através de um gerador, produz energia elétrica. 5.3 COMPONENTES DE UM SISTEMA EÓLICO Um sistema eólico é constituído por vários componentes que devem trabalhar em harmonia de forma a propiciar um maior rendimento final. Para efeito de estudo global da conversão eólica devem ser considerados os seguintes componentes: Vento: É o principal elemento, ele determina a disponibilidade energética do local destinado à instalação do sistema eólico. Rotor: É o componente do sistema eólico responsável por captar a energia cinética dos ventos e transformá-la em energia mecânica de rotação. É o componente mais característico de um sistema eólico. Por este motivo, a configuração do rotor influenciará diretamente no rendimento global do sistema.

Transmissão e Caixa Multiplicadora: A transmissão, que engloba a caixa multiplicadora, possui a finalidade de transmitir a energia mecânica entregue pelo eixo do rotor até o gerador. Gerador Elétrico: Responsável pela transformação da energia mecânica de rotação em energia elétrica através de equipamentos de conversão eletromecânica. Mecanismo de Controle: Destinam-se à orientação do rotor, ao controle de velocidade, ao controle de carga, etc. Pela variedade de controles, existe uma enorme variedade de mecanismos que podem ser mecânicos,(velocidade, passo, freio), aerodinâmicos,(posicionamento do rotor) ou, eletrônicos (controle da carga). Torre: As torres são necessárias para sustentar e posicionar o rotor a, uma altura, conveniente para o seu funcionamento. É um item estrutural de grande porte e de elevada contribuição no custo inicial do sistema. Em geral, as torres são fabricadas de metal (treliça ou tubular) ou de concreto e podem ser ou não sustentadas por cabos tensores. Sistema de Armazenamento: Também chamado de banco de baterias, pode ser necessária a utilização desse sistema devido à mudança de comportamento do vento ao longo do tempo, ele garante o fornecimento de energia adequado à demanda. Transformador: Responsável pelo acoplamento elétrico entre o aero gerador e a rede elétrica. Acessórios: englobam todos os itens de apoio necessários ao funcionamento do sistema eólico. Incluem-se transmissões, freios, embreagens, eixos, acoplamentos e mancais que não apresentam nenhum problema tecnológico aos sistemas eólicos.

Esquema típico de um aerogerador

O rendimento global do sistema eólico relaciona a potência disponível do vento com a potência final que é entregue pelo sistema. Os rotores eólicos ao extraírem a energia do vento reduzem a sua velocidade; ou seja, a velocidade do vento frontal ao rotor é maior do que a velocidade do vento atrás do rotor. Uma redução muito grande da velocidade do vento faz com que o ar circule em volta do rotor, ao invés de passar através dele. 5.4 COMO FUNCIONA O SISTEMA EÓLICO Um aerogerador consiste num gerador elétrico movido por uma hélice, que por sua vez é movida pela força do vento. A hélice pode ser vista como um motor a vento, cujo único combustível é o vento. A quantidade de eletricidade que pode ser gerada pelo vento depende, a grosso modo, de quatro fatores: da quantidade de vento que passa pela hélice, do diâmetro da hélice, a dimensão do gerador e o rendimento de todo o sistema. As turbinas são, em princípio, instrumentos razoavelmente simples. O gerador é ligado através de um conjunto acionador a um rotor constituído de um cubo e duas ou três pás. O vento aciona o rotor que faz girar o gerador e converte esta energia mecânica captada pelas pás em energia elétrica. A quantidade de energia disponível no vento varia de acordo com as estações e as horas do dia. A topografia e a rugosidade do solo também têm grande influência na distribuição de freqüência de ocorrência de velocidade do vento em um local. Além disso, a quantidade de energia eólica extraível numa região depende das características de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos sistemas de conversão de energia eólica instalados, que será melhor abordado no decorrer deste trabalho. Os aero geradores precisam agrupar-se em parques eólicos (concentrações de aerogeradores), necessários para que a produção de energia se torne rentável, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão. É possível ainda a utilização de aerogeradores de baixa tensão, quando se trate de requisitos limitados de energia elétrica. 5.5 APLICAÇÕES DO SISTEMA EÓLICO Um sistema eólico pode ser utilizado em três aplicações distintas: sistemas isolados, sistemas híbridos e sistemas interligados à rede. Os sistemas obedecem a uma configuração básica, necessitam de uma unidade de controle de potência e, em determinados casos, conforme a aplicação, de uma unidade de armazenamento. Sistemas Isolados Os sistemas isolados de pequeno porte, em geral, utilizam alguma forma de armazenamento de energia. Este armazenamento pode ser feito através de baterias ou na forma de energia potencial gravitacional com a finalidade de armazenar a água bombeada em reservatórios elevados para posterior utilização. Alguns sistemas isolados não necessitam de armazenamento, como no caso dos sistemas para irrigação onde toda a água bombeada é diretamente consumida. Os sistemas que armazenam energia em baterias necessitam de um dispositivo para controlar a carga e a descarga da bateria. O controlador de carga tem como principal objetivo não deixar que haja danos ao sistema de bateria por sobrecargas ou descargas profundas. Para alimentação de equipamentos que operam com corrente alternada (CA) é necessário a utilização de um inversor. Este inversor pode ser de estado sólido (eletrônico) ou rotativo (mecânico).

Sistemas Híbridos Os sistemas híbridos são aqueles que apresentam mais de uma fonte de energia como, por exemplo, turbinas eólicas, geradores Diesel, módulos fotovoltaicos, entre outras. A utilização de várias formas de geração de energia elétrica aumenta a complexidade do sistema e exige a otimização do uso de cada uma das fontes. Nesses casos, é necessário realizar um controle de todas as fontes para que haja máxima eficiência e otimização dos fluxos energéticos na entrega da energia para o usuário. Em geral, os sistemas híbridos são empregados em sistemas de médio porte destinados a atender um número maior de usuários. Por trabalhar com cargas em corrente alternada, o sistema híbrido também necessita de um inversor. Devido à grande complexidade de arranjos e multiplicidade de opções, a forma de otimização do sistema torna-se um estudo particular a cada caso. Sistemas Interligados à Rede Os sistemas interligados à rede não necessitam de sistemas de armazenamento de energia, pois, toda a geração é entregue diretamente à rede elétrica. Estes sistemas representam uma fonte complementar ao sistema elétrico de grande porte ao qual estão interligados. Os sistemas eólicos interligados à rede apresentam as vantagens inerentes aos sistemas de geração distribuída tais como: a redução de perdas, o custo evitado de expansão de rede e a geração na hora de ponta quando o regime dos ventos coincide com o pico da curva de carga. Redução da emissão de CO2 Segundo estudos baseados no relatório Revolução Energética, revelam que energia dos ventos pode produzir até 30% da demanda mundial. A energia eólica pode produzir 12% da demanda energética mundial e evitar a emissão de 10 bilhões de toneladas de CO2 em 12 anos, de acordo com o relatório Panorama de Energia Eólica Global 2008 (Global Wind Energy Outlook 2008),elaborado em parceria pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) e Greenpeace. O estudo traça cenários para o potencial de energia eólica até 2050 e explica como a energia pode suprir até 30% da eletricidade mundial até lá, evitando a emissão de 1,5 bilhão de toneladas de CO2 por ano. Temos apenas alguns anos para conseguir reduzir as emissões globais de CO2 e a energia eólica tem um papel chave neste processo. Nenhuma outra tecnologia chega perto desse objetivo, considerando a capacidade de geração, as baixas emissões e a rapidez de implantação. Investimento mundial em Energia Eólica Expansão mundial de energia eólica continua apesar de reflexos da crise econômica. China e Estados Unidos lideram crescimento, com taxa de 31% registrada no mundo em 2009. O potencial de países como o Brasil para a geração de energia por meio de fazendas eólicas é gigantesco e o custo (financeiro e ambiental) bem menor do que o de fontes sujas como a nuclear. O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council) divulgou os números do avanço de projetos de energia eólica no mundo em 2009. A capacidade instalada cresceu 31% em 2009, passando de 120,8GW para 157,9 GW (ou 157.900 MW). Esses números têm superado as projeções mais otimistas do Greenpeace e surpreendido inclusive até mesmo a indústria eólica.

O crescimento representa cerca de três usinas de Itaipu e aconteceu em grande parte na China, que acrescentou 13 GW e dobrou sua capacidade instalada pelo terceiro ano seguido. Os Estados Unidos vieram com a segunda maior contribuição, de 9,9 GW, e seguem como o país com maior capacidade de energia eólica no mundo, com 35 GW. A Europa instalou 10,5 GW no ano passado, liderados por Espanha (2,5 GW) e Alemanha (1,9 GW). A continuidade do rápido crescimento da energia eólica, apesar da crise financeira e da recessão econômica é uma prova da capacidade de atratividade desta tecnologia limpa, confiável e rápida de instalar. A energia eólica se tornou a fonte que mais cresce em cada vez mais países do mundo. O mercado global de turbinas eólicas movimentou cerca de US$ 63 bilhões em 2009, empregando cerca de meio milhão de pessoas ao redor do mundo, de acordo com a GWEC. Os 157,9 GW de capacidade instalada economizam cerca de 204 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano. Estes números não deixam dúvidas de que a energia eólica é a escolha certa tanto para a economia, quanto para o clima. O Brasil, que havia fechado 2008 com 400 MW instalados, agora contam com 660 MW de capacidade instalada. A conclusão das usinas contratadas pelo Proinfa (Programa Nacional de Incentivo às Fontes Alternativas) e o impulso dado pelo primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, devem elevar este número a 3 mil MW em 2012.

5.6 CAPACIDADE DE GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL E NO MUNDO.

Em 2009 a capacidade mundial de geração de energia elétrica através da energia eólica foi de aproximadamente 158 GW, o suficiente para abastecer as necessidades básicas de dois países como o Brasil (o Brasil gastou em média 70 GW em janeiro de 2010). Para se ter uma idéia da magnitude da expansão desse tipo de energia no mundo, em 2008 a capacidade mundial foi de cerca de 120 GW e, em 2007, 59 GW. A capacidade de geração de energia eólica no Brasil foi de 606 megawatts (MW) em 2009, onde houve um aumento de 77,7% em relação ao ano anterior. A capacidade instalada em 2008 era de 341 MW. O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Os EUA lideram o ranking dos países que mais produzem energia através de fonte eólica. A total instalada nesse país ultrapassa os 35 GW. Atrás deles vem a Alemanha, com cerca de 30 GW instaladas, e a China, com 25 GW. Em alguns países, a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa parcela da demanda. Na Dinamarca esta representa 23% da produção, 6% na Alemanha e cerca de 8% em Portugal e na Espanha (dados de setembro de 2007). Globalmente, a energia eólica não ultrapassa o 1% do total gerado por todas as fontes.

5.7 VANTAGENS E DESVANTAGENS

5.7.1 VANTAGENS DA ENERGIA EÓLICA

Fonte inesgotável: Abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares; Meio ambiente: Ecologicamente correto, pois não influi no efeito estufa; Alto potencial: Grande potencial para geração de energia elétrica; Compatibilidade: Pode coexistir tranquilamente com a produção agrícola e a pecuária; Prazo de instalação: Tempo de instalação relativamente rápido em torno de 18 a 24 meses para começar a produção.

5.7.2 DESVANTAGENS DA ENERGIA EÓLICA Sistema secundário: A energia eólica não pode ser utilizada como um sistema principal de geração de energia elétrica devido à variação da distribuição dos ventos; Os impactos sonoros: São devido ao ruído dos rotores e variam de acordo com as especificações dos equipamentos, as turbinas de múltiplas pás são menos eficientes e mais barulhentas que os aero geradores de hélices de alta velocidade. A fim de evitar transtornos à população vizinha, o nível de ruído das turbinas deve atender às normas e padrões estabelecidos pela legislação vigente; Interferências eletromagnéticas: Podem causar perturbações nos sistemas de comunicação e transmissão de dados (rádio, televisão etc.). Essas interferências variam muito, segundo o local de instalação da usina e suas especificações técnicas, particularmente o material utilizado na fabricação das pás; Interferência na rota de migração de pássaros: A interferência nas rotas de aves deve ser devidamente considerada nos estudos e relatórios de impactos ambientais (EIA/RIMA).

6. PÚBLICO ALVO

Toda a população mundial, Implantando um sistema de energia eólica ecologicamente correta para redução dos impactos ambientais e evitando a emissão de CO2 de fontes geradoras altamente poluentes, como conseqüência a preservação do planeta.

7. CONCLUSÃO

A implantação do uso de energia eólica depende unicamente da conscientização do ser humano e principalmente das entidades responsáveis, que podem viabilizar e fazer com que o projeto de um mundo mais limpo seja possível de ser alcançado. Já começamos a notar que o aproveitamento eólico tem sido desenvolvido de maneira efetiva para o aumento de geração de energia elétrica nos países desenvolvidos atraídos pela sustentabilidade de uma fonte renovável e inesgotável, associados a uma política de desenvolvimento limpo para este setor, sendo assim, comprometendo-se com a diminuição do lançamento de gases poluentes na atmosfera como determina o tratado de Kyoto. Nos países desenvolvidos o volume de energia a ser produzido viabiliza os investimentos o que acarreta na viabilidade dos equipamentos. Pois o rendimento, a manutenção e o efeito sonoro de uma turbina são dependentes do avanço tecnológico de outros setores da indústria. Como no caso da fabricação de materiais mais leves, baratos e resistentes e na produção de máquinas com maiores taxas de rendimento e aproveitamento de energia. O aproveitamento da energia eólica será de extrema importância em um futuro próximo, pois hoje a demanda maior de energia recai sobre as fontes convencionais não renováveis, como se sabe uma indústria necessita de uma demanda muito maior de energia que uma população, entretanto espera-se que com o avanço da tecnologia as fontes de energia alternativas sejam suficientes para todas as demandas de energia do planeta.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Dutra, R.M., 2001. Viabilidade Técnico-Econômica da Energia Eólica face ao Novo Marco Regulatório do Setor Elétrico Brasileiro. Dissertação de M.Sc., Programa de Planejamento Energético, COPPE/UFRJ , Rio de Janeiro, Brazil, 300 pp. SANDIA, 2006, Vertical Axis Wind Turbine: The History of the DOE Program. Disponível na INTERNET via http://www.sandia.gov/Renewable_Energy/wind_energy/topical.htm. Arquivo consultado em abril, 2010. TAYLOR, C.W., 2008. “Rotor hub for a 1.5 2.0 megawatt wind turbine”. Arquivo disponível na internet via http://www.cwtaylor.co.uk/news/body.htm. Arquivo consultado em abril, 2010. Wind Power Monthly, 2006. Wind Statistic. Arquivo disponível na internet via http://www.windpower.com/statistics.html. Arquivo consultado em abril, 2010. CARVALHO, P. 2003. Geração Eólica. ISBN 85-7485-039-X. Imprensa Universitária, Fortaleza, CE. CEPEL, 2001. Atlas do Potencial Eólico Brasileiro. Ed. CEPEL, Rio de Janeiro, RJ. CHESF-BRASCEP, 1987. Fontes Energéticas Brasileiras, Inventário/Tecnologia. Energia Eólica. V.1 De cata-ventos a aerogeradores: o uso do vento, Rio de Janeiro.

9. ANEXOS ANEXO 1 Experiência do gerador eólico de energia Foi feita uma experiência comprovando a geração de energia elétrica através do vento. Montamos uma maquete representando um condomínio, tendo suas instalações elétricas alimentadas por um sistema de energia eólica.

Materiais usados Isopor Leds Dínamo gerador de corrente contínua Ferro de solda e Estanho Bastão de cola quente e refil Tinta guache e Pincel Secador de cabelo

Descrição de desenvolvimento Com o isopor foi montado toda a estrutura da maquete, casas, ruas e prédios:

Os Leds foram utilizados para representar a parte de iluminação da maquete.

Dínamo foi montado em uma estrutura para gerar a corrente elétrica que irá acender os Leds.

Ferro de solda e estânio para soldar os equipamentos.

Pistola de cola quente e refis utilizados para colar os acessórios da maquete.

Tinta guache e Pincéis utilizados para a pintura.

Secador utilizado para geração do vento necessário ao funcionamento da hélice e poder assim gerar no dínamo a corrente elétrica.

Conclusão da experiência

O resultado obtido comprova que é possível obter energia elétrica através dos ventos.

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