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Hipertensão: Perder dois quilos representa significativa redução na pressão arterial, indica estudo

Dicas do dia Informações sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida Para hipertensos com excesso de peso, cada dois quilos emagrecidos representam uma significativa redução na pressão arterial Pode parecer pouco, mas a cada 2 quilos perdidos, pessoas com hipertensão têm uma redução de 3,7mmHg (milímetros de mercúrio) na chamada pressão máxima - sistólica - quando o coração se contrai; e de 2,7mmHg na pressão mínima, que é quando o coração se dilata (diastólica), de acordo com estudos recentes da revista Hypertension. Estes números mostram a importância de adotar um estilo de vida mais saudável, mantendo um peso ideal através de uma boa dieta e da prática de exercícios físicos com regularidade. Uma das etapas mais importante deste estudo realizada pela Pennington Biomedical Research Center, no Estado de Louisiana, Estados Unidos, contou com a participação de 810 hipertensos que estavam no estágio inicial da doença. Após 18 meses, aqueles que foram induzidos a uma dieta com redução de gordura e alta ingestão de frutas e verduras, além da prática de exercícios físicos, com a conseqüente perda de peso, tiveram a pressão arterial bastante reduzida. Para aqueles que emagreceram de 3,8 quilos a 4,3 quilos no período, a diminuição da pressão (sistólica e diastólica) ficou entre 8,6/6,0mmHg e 9,5/6,2mmHg. Dieta para hipertensos Uma dieta rica em frutas, verduras e leite de baixa gordura pode reduzir em até 5,3 mmHg a pressão. E o sal ainda é um dos maiores inimigos dos hipertensos. O mesmo estudo demonstrou que a diminuição do sódio na alimentação é uma das principais causas da redução na pressão no sangue, com baixas de 1,9mmHg na sistólica e 1,1mmHG na pressão diastólica.

Sobrepeso dobra risco de hipertensão Já não é novidade que existe uma forte relação entre o excesso de peso e a obesidade com a hipertensão e as doenças cardiovasculares. Os riscos simplesmente dobram nos indivíduos com sobrepeso, tanto do sexo feminino como do masculino.
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Fonte: Vya estelar UOL Dezembro 2008 --------------------------------------

Bem-estar: Você pratica alguma atividade autotélica?
Psicologia do Esporte Entenda a relação entre corpo, mente, saúde e bem-estar Por Renato Miranda, Nos dias atuais a luta por emprego, qualificação e bons salários parecem ser os resumos para a dita vida de sucesso. Em conseqüência, há uma tendência exagerada das pessoas se esforçarem em fazer apenas as coisas que claramente trarão algum proveito imediato. "A palavra autotélica originou-se da união de duas palavras gregas: auto, que significa por (ou de) si mesmo, e telos, que significa finalidade. Portanto, uma experiência autotélica refere-se a uma atividade sem a expectativa de algum benefício imediato ou futuro, a finalidade da tarefa está nela mesma. Ou seja, a realização da tarefa é a própria recompensa"

Já escutei várias vezes pessoas de meia-idade, por volta dos 40 anos, afirmarem que não praticam esporte porque não vão ganhar nada com isso, apenas lesões e aborrecimentos, já que “seu tempo” para praticar esporte já se foi. Outras, vão mais longe e dizem que a atividade física “rouba” um tempo de dedicação ao trabalho irrecuperável e mesmo considerando que a atividade física é benéfica, não há como se dedicar a um programa de exercícios físicos. Além disso, existem aqueles que querem usufruir dos benefícios e dos “ganhos” do exercício físico imediatamente. Em outras palavras, se pretendem emagrecer, que isso seja de imediato. Em texto publicado anteriormente pelo Vya Estelar sobre Flowfeeling (clique aqui), escrevi a respeito da característica autotélica na realização de tarefas e como ela é positiva para nossas vidas. Ao entender o significado de uma atividade ou experiência autotélica nós acreditamos proporcionar uma oportunidade para as pessoas se motivarem a praticar esportes e exercícios físicos “a troco de nada” (para usar uma expressão do “mundo estressante”). A palavra autotélica originou-se da união de duas palavras gregas: auto, que significa por (ou de) si mesmo, e telos, que significa finalidade. Portanto, uma experiência autotélica refere-se a uma atividade sem a expectativa de algum benefício imediato ou futuro, a finalidade da tarefa está nela mesma. Ou seja, a realização da tarefa é a própria recompensa. A princípio, é óbvio que a prática de exercícios físicos, por exemplo, tenha um objetivo específico (por ex. emagrecer). E isso é importante, afinal de contas, nos sentimos motivados ao buscarmos objetivos próprios. No entanto, a atividade quando é autotélica nos faz liberar energia psicofísica (ex. concentração) para o momento específico da execução da tarefa e não perdemos tempo em preocupações ou projeções futuras, que podem desviar nossa concentração e gerar ansiedade. Portanto, as conseqüências ou resultados não são objetos da concentração da pessoa. Toda energia psicofísica despendida é liberada exclusivamente para a execução da atividade. Isso não quer dizer que os objetivos a serem alcançados não sejam importantes, acontece que o envolvimento (esforço) da pessoa com a experiência não dá “espaço” em sua mente para preocupações

com os resultados futuros. Com isso, executar a tarefa presente é o que realmente importa. As conseqüências serão os produtos desse esforço. Logo, nossos objetivos são atingidos espontaneamente e naturalmente. É por isso, que quando perguntamos uma criança por que ela gosta de jogar bola ou andar de skate durante horas, ela simplesmente responde: “porque eu gosto!” E mesmo para aquele atleta que treina exaustivamente para se tornar um campeão, no fundo o motivo principal que o mantém em treinamento é sua satisfação em praticar esporte e é isso que o absorve em sua rotina. Se diariamente ele ficar pensando em seu futuro ou como se tornar um campeão ele possivelmente irá desistir. Em minhas palestras e consultorias para atletas ou mesmo para pessoas não-atletas, tento conscientizá-los que o prazer desenvolvido na execução das tarefas e os esforços dedicados a estas, são nossos maiores incentivadores e tudo que pretendemos atingir é uma conseqüência natural de nosso envolvimento. Assim, se quero emagrecer, não fico liberando energia psíquica (concentração, tensões, preocupações, etc.) em direção ao meu objetivo, simplesmente procuro fazer e me envolver com a própria execução diária da tarefa. Realizá-la dia após dia, usufruir do sentimento de recompensa, e gerar alegria no processo de execução torna-se a finalidade propriamente dita. Jogar futebol (“pelada”) ou praticar outro esporte nos finais de semana, possivelmente não trará nenhum sucesso ou recompensa concreta a ninguém, mas a simples satisfação de participar e fazer o melhor possível já é suficiente para sentirmos bem-estar e alegria. Ao praticar exercícios físicos regulares e praticar esporte, não é preciso esperar por resultados pretendidos, eles virão ao seu tempo. E quando esse momento chegar você irá perceber que o melhor de tudo é usufruir dos esforços dedicados à própria tarefa.
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Renato Miranda é graduado em Educação Física (UFJF) e possui mestrado e doutorado em Psicologia do Esporte com especializações: Escola Superior de Esporte Alemã e Instituto de Cultura Física de Moscou, prof. de Ed. Física da UFJF e coordenador da Pós-Graduação da UFJF

Fonte: Vya estelar UOL Dezembro 2008 ---------------------------------------