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Considerações Para A Sojicultura Quanto Ao Aquecimento Global E Aumento Da Concentração De CO2

Paulo Vinicius Demeneck Vieira Introdução A soja é uma leguminosa de origem chinesa, que começou a ser plantada comercialmente nos Estados Unidos no inicio do século XX, e chegou ao Brasil em 1882, mais especificamente ao Rio Grande do Sul. Graças a Embrapa Soja, a partir de 1975, a soja começou a se espalhar pelo país, tornando-o então um dos maiores produtores mundiais junto aos Estados Unidos e Argentina (EMBRAPA, 2008). A relação entre o consumo de soja e a saúde humana tem sido amplamente investigada pelas características nutricionais desse alimento, quer seja o elevado teor de proteína de qualidade nutricional adequada, o conteúdo significativo de minerais e fibras, ou ainda, a quantidade reduzida de gordura saturada e a ausência de colesterol (SILVA ET AL., 2006). Além da alimentação humana, é sabido a importância da soja e seus sub-produtos, como o farelo, no uso em alimentação animal, tanto em ruminantes quanto em aves. A cultura tem necessidade hídrica de 450 a 800 mm/ciclo. As temperaturas ideais variam de 25 a 30º C. Sendo que seria 25º C a temperatura ideal do solo para germinação e 30º C a temperatura ideal de crescimento. O crescimento vegetativo da soja é pequeno ou nulo a temperaturas menores ou iguais a 10º C. Temperaturas acima de 40º C têm efeito adverso na taxa de crescimento, provocam distúrbios na floração e diminuem a capacidade de retenção de vagens. Esses problemas se acentuam com a ocorrência de déficits hídricos (EMBRAPA, 2008). A atmosfera é composta em mais de 98% por nitrogênio, argônio e oxigênio moleculares, mas que são gases pouco reativos, não absorvem radiação solar e, por esse motivo, não interferem com as discutidas mudanças climáticas globais. Contudo, a atividade e fluxos de outros gases de baixa

. podem alcançar 660 ppm. Estes gases são o vapor d’água. principalmente pela queima de combustíveis fósseis. e estima-se que em 2100 deva se elevar de 2 a 4. metano e óxido nitroso). a melhor estimativa para o cenário (B1) é de 1. também incluem-se os aerosóis que são considerados “Gases de Efeito Estufa” (PIMENTEL. A atual concentração de CO2 é quase o dobro de 160 mil anos atrás.8ºC. Segundo o mesmo. o metano (CH4). é devido às atividades antrópicas. e em. ZEIGER.74 + 0.0ºC. 2020.5ºC. (2007). Muitos pesquisadores estão usando os dados fornecidos pelo quarto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC (2007). os óxidos de enxofre e de nitrogênio. porém começou a aumentar a partir da revolução industrial e da revolução verde. uma planta C3.concentração na atmosfera absorvem radiação luminosa afetando o clima global e suas mudanças. a temperatura média da Terra aumentou cerca de 0. tem contribuído consideravelmente para o aquecimento do planeta. De 1906 a 2005. como a queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra. simularam o comportamento de feijão. ventos e circulação dos oceanos (IPCC.18ºC. e a pior estimativa para o cenário (A1F1) é de 4. O IPCC. o dióxido de carbono (CO2). pressupões seis cenários de projeções futuras. o dióxido de nitrogênio (N2O) e os NOx. 2004). ET AL. dentre elas destacam-se mudanças nos padrões de distribuição e intensidade de chuvas. o aumento da concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera (entre eles. Analisando os relatórios do IPCC de 2001. 2007). dióxido de carbono – CO2. (2007). contra 180 a 260 ppm de hoje em dia (TAIZ. Na mesma categoria. Além do aumento da temperatura média da superfície do planeta. o ozônio (O3). e está aumentando cerca de 1 ppm por ano. ozônio. Silva Jr. 2010). por exemplo. A concentração de CO2 atmosférico se manteve estável durante milhões e milhões de anos. assim como a soja com . relatório este feito pela ONU para previsões sobre as mudanças climáticas no planeta terra para os próximos anos. outras alterações também estão sendo desencadeadas como conseqüência da intensificação do efeito estufa.

excedendo as taxas dos últimos 800 mil anos (180 a 300 ppm). Para a cultura do milho os cenários A2 e B2 indicam uma redução na produtividade que pode alcançar até 15% dos valores atuais. por exemplo. As alterações também incluem maior eficiência do uso da água e do nitrogênio pela planta (JWA.9 ppm no período de 1995 a 2005 e a tendência é atingir entre 730 a 1020 ppm até 2100 (IPCC. em condições ótimas de manejo e nutrientes os resultados preliminares encontrados no trabalho indicam um efeito positivo do aumento de CO2 na produtividade da cultura do feijão em ambos os cenários A2 (3. a concentração de CO 2 atmosférico evoluiu de 280 ppm para 379 ppm em 2005. Alterações na produtividade agrícola pode ser o resultado de efeitos diretos destes fatores no nível da planta. 2009) Aumento de fotossíntese não quer dizer necessariamente aumento em produtividade. LI ET AL. O aumento de CO2 pode aumentar a absorção de N. A partir do início da Revolução Industrial. citados por LESSIN. 2003. enquanto a transpiração total da planta algumas vezes é aumentada. 2007). GHINI.. devido à maior área foliar. A taxa de aumento anual da concentração de CO2 atmosférico foi em média 1.4ºC).o do milho. 2003). através de mudanças na ciclagem . ou efeitos indiretos no nível do sistema. depende do efeito combinado do clima (temperatura. a taxa de transpiração por unidade foliar decresce. uma planta C4. WALLING. principal gás de efeito estufa devido ao volume de emissões quando comparado com metano e óxido nitroso. Mudanças climáticas globais. precipitação) e alterações globais de outros componentes.4 ºC) e B2 (2. como uma mudança na produtividade. é susceptível de afetar ecossistemas de várias maneiras. O CO2. Há significativo aumento da taxa fotossintética. causadas pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa. 2001. A queima de combustíveis fósseis e o desmatamento são os fatores que mais contribuem para esse aumento. mas o resultado. que por sua vez influenciou na senescência foliar e diminuiu a absorção de carbono para a fotossíntese em cevada (FUHRER. tem apresentado aumento expressivo de concentração na atmosfera. O aumento da concentração de CO2 e temperatura afetam o metabolismo. por exemplo. crescimento e processos fisiológicos da planta.

desse modo. pode ser uma ponte para o futuro até que se encontre outras formas alternativas de energia. Temperaturas demasiadas altas no solo (a partir de 30ºC) podem influenciar negativamente na germinação de sementes e crescimento radicular. 2003). não será suficiente para suprir a grande quantidade emitida pela queima de combustíveis fósseis. número e tamanho dos nódulos. a intenção deste trabalho é explorar informações sobre os efeitos do aquecimento global e do aumento da concentração de CO2 sobre a cultura da soja e seus adjacentes. porém com efeitos limitados sobre processos subterrâneos relacionados ao nitrogênio. conclui que há um potencial há ser explorado pela captura de CO2 atmosférico em carbono orgânico do solo (SOC). O Solo Influenciando e Sendo Influenciado Pelo Aumentos de Temperatura e CO2 Segundo os dados levantados por Escobar ET AL.de nutrientes. e os perspectivos efeitos sobre os mesmos. Aumento de CO2 aumentou a produção de biomassa vegetal.. As variações da temperatura e umidade do solo modificam os processos microbianos. Lal (2004). . através de técnicas como o plantio direto. pelo aumento de desnitrificação. o CO2 no solo é gerado pela decomposição aeróbia da matéria orgânica por microrganismos heterotróficos e pela respiração de raízes de plantas. interações.. além da colonização de Bradyrhizobium spp. (2007). Porém o aumento de O3 teve influência na decomposição e diminuição da mineralização do N de restos vegetais. porém. as emissões de CO2 em solos agrícolas estão fortemente associadas à temperatura e ao teor de umidade do solo. a ocorrência de pragas de insetos e doenças das plantas (FUHRER. 2011). atividade simbiótica e conseqüentemente na sua fixação biológica do nitrogênio. formação. Levando em consideração essas informações supramencionadas. porém. cultivo de plantas daninhas. aumentando o N para se explorar pelas plantas (PEREIRA ET AL.

com maiores níveis de clorofila por área do que os genótipos que mais foram afetados. Desenvolvimento e Impactos na Produtividade Um experimento realizado por Kot ET AL. com alguns mais tolerantes e outros mais suscetíveis. (2010). Para biomassa acima do solo. pode ser pela menor atividade da Rubisco e outras enzimas envolvidas na fotossíntese. testou duas diferentes concentrações de CO2 e três combinações de temperaturas diárias noturnas (20/15. foram usados o número de sementes por planta. o autor cita o aumento da camada de cera nos genótipos resistentes. uma projeção para daqui a 100 anos em Santa Maria-RS. Fisiologia da Planta: Crescimento.Além das características das plantas e das bactérias. e concluindo. pode-se observar que os mais resistentes apresentaram menor desenvolvimento foliar (IAF). ALBERTO. Apesar das diferentes respostas dos genótipos testados. Esse menor IAF. nas outras duas. demonstrou que o aumento da concentração de CO2 pode compensar os efeitos danosos do aumento dos outros dois fatores. raios UV e concentração de CO 2. . trabalhando em câmaras controladas. o efeito foi negativo. Heinemann ET AL. número de sementes por vagens e peso médio de sementes. 2006a). 25/20 e 30/25 ºC). para as culturas de soja e milho de sequeiro no verão. Os melhores resultados foram obtidos nos valores mais baixos de temperatura. há também o fator de disponibilidade hídrica. (2006). em soja no período vegetativo. incluindo os próprios fotossistemas. tendo acréscimo significativo com o incremento de CO2 apenas para a temperatura mais baixa. no qual foi comparado o aumento de temperatura. enquanto trigo não será tão afetado (STRECK.. assim como o crescimento deve ser causado pela menor fotossíntese líquida. separados e combinados entre si. o aumento do nível de CO2 causou um crescimento mais vigoroso em baixas temperaturas.. mostrou que um aumento de até 6º C a uma concentração de 700 ppm de CO2 irá diminuir a quantidade de água disponível no solo. que fornece menos açucares para o crescimento. Como parâmetros de produtividade. Essa diminuição dos estresses devidos a fotossíntese.

milho e trigo. Alberto. (1997). no qual o aumento da concentração de CO2 aumentou a produção de biomassa e diminui efeitos danosos no aumento da concentração de SO 2. segundo Streck. Na revisão elaborada por DaMatta ET AL. porém a fotossíntese da planta inteira e produção total mostrou a tendência oposta (ZISKA. O aumento de CO2 só aumentou a produtividade quando não houve aumento de temperatura e juntamente com o aumento da disponibilidade hídrica. as respostas fisiológicas das culturas sugerem que eles vão crescer mais rápido.. 2003). Mas a situação é mais complexa porque o CO2 também reduz a condutância estomática e. o arrefecimento transpiracional. porém não afetou de maneira significativa a produtividade. o impacto benéfico direto do elevado aumento de dióxido de carbono no rendimento da cultura pode ser compensado por outros efeitos das alterações climáticas. com ligeiras alterações no desenvolvimento. (2009). no entanto.. por sua vez. (2006b). quando os fatores agiram juntos. como temperaturas elevadas e padrões alterados de precipitação. com temperatura aumentada de 25 para 35ºC. cenários contrastantes quando há aumento de temperatura. como floração e frutificação. o aumento de temperatura anulou os efeitos benéficos do incremento de CO2. citado por FUHRER. só que. os dados encontrados foram semelhantes.Resultados semelhantes foram encontrados por Lee ET AL. teve maior produção de biomassa. Conclusões corroboradas por Grossi ET AL. porém. o que leva a temperaturas mais altas do dossel. Os autores argumentaram que se o aumento de CO 2 e temperatura ao mesmo tempo. Há uma evidência crescente sugerindo que as culturas C 3 são susceptíveis de produzir mais e que tanto o C3 e C4 culturas tendem a usar menos água com a concentração atmosférica de CO2 subindo na ausência de condições estressantes. 1997. (2010).. que prevê acréscimos de produtividade de soja na Amazônia legal com aumento de CO2 e disponibilidade hídrica. dentro das condições esperadas para os próximos anos. BUNCE. . assim como o auto-sombreamento podem limitar a resposta de assimilação de CO2. nas culturas de soja. Em folhas individuais de soja a estimulação da fotossíntese por maior concentração de CO2.

a Índia faz parte do BRIC. pode ser de importância especial. A maioria das doenças agrícolas tem maior potencial de atingir níveis graves em condições mais quentes. espera-se que a mudança climática afetará a associação temporal e espacial entre as espécies interagindo em diferentes níveis tróficos (FUHRER. haveria um aumento na faixa de hibernação e densidade populacional de uma série de importantes insetos agrícolas. uma previsão feita por Mall ET AL. No entanto. CO2 e fotoperíodo. 1990). o aquecimento climático perturba a sincronia entre a temperatura e o fotoperíodo. enquanto que em latitudes mais setentrionais mudanças na fenologia em termos de crescimento e reprodução. Além disso. Além disso. Insetos Pragas. . prevê que o aumento da temperatura irá diminuir a produtividade indiana entre 10 a 20%.. e uma possível solução seria a mudança da época de plantio para uma segunda época. a taxa de desenvolvimento dos insetos pode ser aumentada.Juntamente com Brasil. aumentos nos níveis das populações de vetores de doenças poderiam levar a epidemias devido ao aumento das doenças que transmitem (PARRY. 2003). porque espécies de plantas a insetos apresentam respostas individualista à temperatura. Patógenos fungos e bactérias também são susceptíveis de aumentar em gravidade em áreas onde os aumentos de precipitação. O principal efeito do aquecimento do clima na zona temperada poderia ser uma mudança de sobrevivência no inverno de pragas de insetos. Sob um clima mais quente nas latitudes médias. (2004). porém. e o mesmo juntamente com a China. grupo de países em franco desenvolvimento. Rússia e China. Doenças e Plantas Daninhas Também São Afetadas Pelas Mudanças do Clima Estudos sugerem que o aumento da temperatura pode aumentar o alcance geográfico de algumas pragas atualmente limitadas pela temperatura. estão entre os maiores consumidores de soja do mundo. ainda são necessários estudos sobre essa alternativa. Cereais em condições de clima mais quentes e úmidos seriam mais propensos a doenças como a Septoria.

em um dos estudos. Os impactos do aumento da concentração de CO2 atmosférico sobre a planta hospedeira. foi verificado aumento significativo no desenvolvimento da doença em 700 ppm de CO2 quando comparadas às plantas submetidas em 350 ppm. (2009). também foram observados por outros autores. Plantas daninhas C3 também são favorecidas por um aumento de CO2. plantas de soja quando cultivadas juntamente com qualquer uma destas duas espécies de plantas daninhas. Estudos sobre os efeitos do aumento do CO2 em duas cultivares de soja. 2011). verificaram um aumento significativo na produção de fito-alexinas nas duas cultivares em ambiente enriquecido com 720 ppm de CO2 quando comparado ao ambiente com 360 ppm. (2009. como alterações no teor de nitrogênio e de água. Os resultados dos estudos de Lessin. No entanto. Ghini (2009. Já o contrário ocorreu para a ferrugem asiática da soja. sendo mais expressivo na cultivar resistente. porém. GHINI 2009. já as C4 não terão a mesma respostas. a produção de sementes de soja foi reduzida em ambos os . verificaram que houve aumento na severidade de 13. Muitos fatores relacionados à resposta das plantas ao aumento da concentração de CO2 atmosférico. os autores encontraram informações relevantes sobre o aumento de CO 2 influenciando doenças e interação patógeno-hospedeiro. 2011) para o patossistema oídio-soja. Foi verificada também maior crescimento de plantas sadias de cevada quando submetidas a ambiente com 700 ppm de CO2. Ghini. 2011). redução em nove e não houve efeito em quatro. podem alterar a predisposição do hospedeiro às doenças. sendo diminuída a sua severidade com o incremento de CO 2. No trabalho de Gória. foi constatado que o aumento da concentração de CO2 aumentou a severidade de brusone em arroz. para as plantas que foram submetidas à inoculação com oídio. o aumento da concentração de dióxido de carbono levou ao aumento da doença.Na revisão dos trabalhos realizados por Lessin. Esse trabalho indica que mudanças nos níveis de CO2 atmosférico podem causar impactos nas respostas de defesa da planta a patógenos (LESSIN. notou-se que esse aumento influenciou em 26 doenças. diferentes quanto à resistência ao cancro da haste. resultando em alterações em suas relações com o patógeno.

que diminuiria a fotorrespiração. que poderiam inibir ou prejudicar a germinação e vigor de sementes. ou todos os três. água. a perda de rendimento ocorreu. A queda no rendimento foi associada com um aumento de 65% no peso seco das plantas daninhas C3 em CO2 elevado. enquanto que na combinação com as C4. a cultura pode ser beneficiada pelo aumento de CO2. particularmente em combinação com a planta C3. o mesmo fica protegido de altas temperaturas.ambientes sob elevada concentração de dióxido de carbono. Mudanças de temperatura e gases na atmosfera provavelmente irão alterar as condições hidrológicas de muitas regiões produtoras. e isso resultaria em uma maior taxa de fotossíntese líquida. no passo que a água possa passar a ser o maior fator limitante. Mas um aumento na concentração de CO2 pode ser prejudicial pela necessidade de O2 pelas raízes. que não ocorreu em plantas daninhas C4. . em altas escalas. As mudanças aqui estudadas provavelmente terão pouca influência na qualidade do solo. Em suma. alterando assim a comunidade vegetal (FUHRER. e contrabalancear. A observação mais interessante feita neste estudo foi que a presença de plantas daninhas reduziram a capacidade de soja para responder positivamente ao CO2 elevado. como a quantidade e qualidade da nodulação pelas bactérias. e assim limitar a capacidade da cultura para assimilar carbono extra (FUHRER. aparentemente o aumento de temperatura pode ter o efeito inverso. ou. já que o aumento do mesmo no ambiente. o que pode fazer uma seleção dessas espécies em ambientes com CO2 aumentado. diminuir a produtividade. Porém. 2003). luz. Uma possível explicação seria que as plantas daninhas competem com sucesso de tais recursos como nutrientes minerais. diminuiria a ação da Rubisco na forma oxigenase. 2003). como o excesso. mas foi menor comparativamente. Plantas daninhas C3 crescendo em CO2 elevado apresentaram melhor resistência ao herbicida gliphosate. tanto a falta. pois devido ao plantio direto. Conclusões Ainda é arriscado concluir algo com muita exatidão com relação a cultura da soja embasada nas perspectivas de aumento da temperatura e concentração de dióxido de carbono.

e quais medidas serão cabíveis a curto e longo prazo. resistentes a seca e ciclos diferentes. para que cada mudança possa ser pontual e mais precisa. Mais estudos ainda são necessários. insetos pragas. gerando dados mais úteis para futuras melhorias. O ciclo de vida. distribuição e dispersão. doenças e plantas daninhas também terão sua fisiologia e adaptação alteradas pelas mesmas. e com o aumento do número de pesquisadores. pode-se concluir que é indiscutível que as mudanças climáticas irão alterar a agricultura no mundo de vários aspectos. . como cultivares mais resistentes a temperaturas e níveis de radiação. métodos de reprodução. torna-se possível um maior número de experimentos e projeções para regiões mais especificas. controle e novas influencias bióticas deverão ser estudas para não ser outro fator de influência na produtividade.Além das questões fisiológicas. questões fitotécnicas poderão ser alteradas para melhor adaptação as mudanças climáticas. qualidade de informações e tecnologias. resta saber e esperar para mensurar que forma isso realmente irá alterar os comportamentos das plantas no campo. Ajustes em épocas de plantio e manejos da cultura talvez possa ser uma saída temporária adaptativa para contornar possíveis problemas até soluções mais elaboradas.

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