Curso Técnico em Mecânica

Módulo II – Mecânico de Manutenção

MANUTENÇÃO MECÂNICA II

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

SUMARIO
1 - ANÁLISE DE FALHAS 1.1 - INTRODUÇÃO 1.2 - CAUSAS FUNDAMENTAIS DAS FALHAS 1.3 - CONCLUSÕES 2 - FERRAMENTAS PARA ANÁLISE DE FALHAS 2.1 - ESTRATIFICAÇÃO 2.2 - FOLHA DE VERIFICAÇÃO 2.3 - DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO 2.4 - HISTOGRAMA 2.5 - DIAGRAMA DE DISPERSÃO 2.6 - BRAINSTORMING 2.7 FTA - ÁRVORE DE ANÁLISE DE FALHAS 2.8 FMEA - ANÁLISE DOS MODOS E EFEITOS DE FALHAS 3 - MANUTENÇÃO DE COMPONENTES MECÂNICOS 3.1 - DICAS PARA UMA BOA MANUTENÇÃO 3.2 - FILOSOFIA DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS DE INDÚSTRIA DE PROCESSO 3.3 - TÉCNICAS DE DESMONTAGEM DE ELEMENTOS MECÂNICOS 3.4 - MONTAGEM DE CONJUNTOS MECÂNICOS 3.5 - RECUPERAÇÃO DE ELEMENTOS MECÂNICOS 4 - BOMBAS 4.1 - INTRODUÇÃO 4.2 - FORMAS DE ACIONAMENTO 4.3 - CLASSIFICAÇÃO DAS BOMBAS 4.4 - CLASSIFICAÇÃO DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS EM FUNÇÃO DE CONFIGURAÇÃO MECÂNICA 5 - ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS 5.1 - INTRODUÇÃO 5.2 - TIPOS DE DESALINHAMENTOS 5.3 - MÉTODOS DE ALINHAMENTO 5.4 - ALINHAMENTO 6 – ANEXOS 02 02 02 10 10 10 11 13 14 16 17 17 18 20 20 21 22 26 28 36 36 37 37 39 62 62 62 62 63 71

Educação Profissional

1

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

1 - ANÁLISE DE FALHAS

1.1 - INTRODUÇÃO Indústrias de processo utilizam muitas máquinas e equipamentos. Essas máquinas e equipamentos são fundamentais para o desenrolar dos acontecimentos que culminam com uma produção bem-sucedida. Falhas dessas instalações podem ter as mais variáveis conseqüências. Em alguns casos, o prejuízo resultante não passa do custo de manutenção do equipamento, em outros pode chegar a comprometer a lucratividade da empresa devido a perdas de produção, acidentes e agressões ambiental. A manutenção puramente corretiva não é mais suficiente no atual mercado competitivo, sendo necessário um grande e continuado esforço para aumento da confiabilidade e redução dos custos de manutenção de todos os equipamentos. Um sistema moderno de gerenciamento dos equipamentos de uma indústria deve conter elementos que permitam a otimização do resultado global da indústria. Isto compreende a otimização de projetos e especificações de compra, testes de recebimento, padrões de armazenamento e instalações e procedimentos de operação e manutenção. A situação mais comum para os especialistas em manutenção e confiabilidade de máquinas é ter que lidar com problemas de instalações existentes. O objetivo desse trabalho é capacitar os alunos da CEDTEC com relação às discussões e decisões com relação às tomadas de decisão buscando sempre a manutenção e confiabilidade dos equipamentos mecânicos e maximizar a confiabilidade e minimizar o custo de manutenção das máquinas de uma instalação existente.

1.2 Causas Fundamentais das falhas Diz-se que um componente de um equipamento falhou quando ele não mais capaz de executar sua função com segurança. O conceito de falha só é aplicável se o defeito ocorrer dentro do período de vida útil do componente. Esta vida útil deve ser definida como critérios de projeto e associada a um modo de falha específico. Então, dizemos que o modo de falha de rolamentos que caracteriza o fim da vida útil é fadiga superficial, e dos selos mecânicos é o desgaste da região da sede destinada a este fim e assim por diante. Defeitos oriundos de outros modos devem sempre ser tratados como anormalidades. Alguns componentes são projetados pára ter vida útil indefinida como por exemplo, eixos, parafusos, sendo um defeito de um deles sempre uma falha. A análise desta falha deve determinar que os fatores que impedira de que todas as fases da vida do equipamento fossem cumpridas com sucesso, obtendo explicação para os eventos passados até um ponto em seja possível tomar uma medida que bloqueará a repetição do problema. Esses eventos passados, que se constituem nas causas primeiras dos defeitos, são chamados de causas básicas, ou causas raízes, em contraposição às causas imediatas, que são somente os eventos com um nexo causal imediato à falha.

1.2.1 Falhas de Projeto São falhas oriundas da existência de detalhes de projeto sujeitos a problemas. Esses defeitos nascem com o desenho do equipamento. Como exemplos têm: Educação Profissional

2

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

Essas características são perdidas com o selo mecânico. não sendo incomum um aumento da vibração da máquina.São deficiências de projeto que podem ser evitadas com facilidade. Exemplo: Instalação de rolamento com pré-carga no lugar de uma folga vai obrigar o rolamento a trabalhar sujeito a cargas externas somadas aos esforços oriundos da interferência interna. Exemplo: Rebaixos em eixos vão causar concentrações de tensões na região do rebaixo.novaPDF.a) Entalhes mecânicos . b) Mudanças de projeto – Às vezes são feitas sem a análise devida e acabam levando uma peça ou máquina que funcionava adequadamente a apresentar problemas. Esses esforços podem reduzir a vida útil do rolamento caso não tenham sido previstos no projeto. que aumenta sua rigidez e introduz um certo amortecimento. A gaxeta proporciona um apoio adicional ao eixo. o que pode levar a uma confiabilidade reduzida.com) . o que pode proporcionar fraturas por fadiga. Outro exemplo comum em indústrias de processo é a instalação de selos mecânicos em bombas que foram projetadas para funcionamento com gaxetas. Educação Profissional 3 Created with novaPDF Printer (www. Uma peça sujeita a esforços cíclicos pode estar sujeita a fraturas por fadiga se houver algum entalhe com raio pequeno na região com tensões de tração.

A utilização de critérios de projeto inadequados é uma fonte freqüente de defeitos.c) Critério de projeto inadequado – Fatores não previstos podem levar uma peça a falhar.novaPDF. Equipamentos projetados e fabricados para serviços comuns. o que pode levar a ocorrência de trincas se isso não for considerado no projeto do equipamento. Critérios de projeto inadequado são especialmente freqüentes no caso de equipamentos que são especificados e projetados para serviços específicos. Educação Profissional 4 Created with novaPDF Printer (www. Por não ter sido projetado para trabalhar com gás que deposita sólidos nas suas superfícies internas o compressor terá uma reduzida confiabilidade. como. máquinas de uso geral. A figura seguinte ilustra uma solicitação não prevista no projeto de um compressor de gás. Se for utilizado um material de alta resistência à tração. por razões óbvias. 1. um material estrutural é especificado com base na resistência à tração. Esses equipamentos costumam ser únicos. como é o caso da maioria dos equipamentos encontrados nas indústrias de processo. estão menos sujeitos a estes problemas. pois o equipamento simplesmente não foi projetado para operar resistindo às solicitações não previstas. o que permite um projeto mais simples e com fatores de segurança menores. esse caso é citado separadamente da situação onde temos um defeito em virtude desenho do equipamento. corrosão ou interação indevida entre partes da máquina. Falhas na seleção do material de construção de um equipamento são falhas relacionadas com incompatibilidade das propriedades do material com as necessidades serviço.2. As solicitações criadas pelos fluidos serão mais bem conhecidas no compressor de ar. Alguns exemplos são como segue: de do as do a) Normalmente.com) . Esse problema pode ser mais bem entendido examinando-se as diferenças entre um compressor de ar e um gás de processo.2 Falhas na Seleção do Material Embora o material o material para construção das peças das máquinas seja escolhido na fase projeto. o que limita a possibilidade de testes em condições reais de funcionamento e aumenta a probabilidade da ocorrência de solicitações não previstas. a tenacidade pode ser baixa. por exemplo. ou seja. no caso a deposição de material oriundo da polimerização de alguns componentes do gás comprimido.

uma vez que a corrosão reduz grandemente a resistência à fadiga dos metais. no caso específico. Exemplo: solicitação cíclica em ambiente corrosivo pode gerar dificuldades na seleção do material.b) Critério para seleção de materiais – Para cada mecanismo de falha. cujo mecanismo de falha era oxidação da borracha por superaquecimento. A figura abaixo ilustra esta situação. Educação Profissional 5 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. A maior corrosividade do álcool não foi reconhecida pelos projetistas. mostrando anéis raspadores de óleo da haste de um compressor alternativo de grande porte. Defeitos internos e externos reduzem a resistência mecânica das peças. que por sua vez era conseqüência da excessiva dureza do material do anel. reduziu a pressão de contato e eliminou a excessiva geração de calor. Quando mais de um mecanismo de falha está presente. Em decorrência. servem como caminhos preferenciais para propagação de trincas ou proporcionam locais para início de corrosão localizada. existe um critério para seleção do material ótimo. alguns componentes do sistema de combustão sofreram corrosão. Esse sobre aquecimento era causado pelo excesso de pressão de contato entre o raspador e a haste do pistão. por outro material mais macio. carros projetados para trabalhar e que sofreram uma adaptação parcial. c) Solicitações não previstas podem levar um componente a sofrer falhas. viton. um compromisso pode ser necessário. As falhas causadas por uma seleção inadequada de materiais de construção são aquelas evitáveis pela simples modificação do material da peça. 1. simplesmente. Exemplo: Os primeiros carros a álcool eram. A substituição do anel.2.3 Imperfeições do Material Muitas falhas têm início em imperfeições do material. aumentando grandemente a vida útil da peça mantendo a função original.com) . As imperfeições no material estão intimamente ligadas à falhas de processamento durante a fabricação da matéria-prima para a construção dos componentes.

Educação Profissional 6 Created with novaPDF Printer (www.4 Deficiência de Fabricação Entendemos falhas de fabricação como sendo as falhas no processamento do material durante a fabricação dos componentes ou dos equipamentos. sendo o formato da peça e as inspeções de fabricação adequadas ao processo. Nem sempre é simples diferenciar falhas de material. A sua distinção pode ser importante para definir a ação corretiva adequada.novaPDF. porosidade. o que provavelmente não aconteceria se não houvesse segregação. 1. de falhas ocorridas durante a fabricação do equipamento. Um bom exemplo de imperfeição do material que originou uma falha em serviço está ilustrada na figura acima.com) . Essa dureza elevada originou um entalhe metalúrgico que proporcionou a nucleação de uma trinca por fadiga.2. b) Forjados – Dobras. O projeto das peças deve considerar a possibilidade da ocorrência dos problemas característicos de cada processo de fabricação. onde podemos ver uma ferramenta para cunhagem cujo material possui segregações próximas à linha de centro. Essas segregações fizeram com que a dureza do material ficasse muita elevada próximo ao centro da peça. emendas. vazios. decoesão lamelar. contração. c) Laminados – Dupla laminação.Exemplo de imperfeições relacionadas ao processo de fabricação: a) Peças fundidas – Inclusões. como descrito anteriormente. gotas frias.

Educação Profissional 7 Created with novaPDF Printer (www. marcações para identificação das peças por endentação ou por eletroerosão são fontes potenciais de falhas se feitas em regiões altamente tensionadas. c) Tratamento térmico inadequado acontece numa grande variedade de formas.com) . sejam eles por sobreaquecimento. usos de temperaturas inadequadas para têmpera e revenido. levando a redução da resistência à fadiga e deformação. Descarbonização superficial pode ocorrer.Alguns exemplos são: a) Conformação a frio produz altas tensões residuais que podem comprometer o comportamento da peça quando sujeita a carregamentos cíclicos. b) Usinagem com freqüência gera concentradores de tensões em entalhes. introdução de gradientes de temperaturas muito grandes.novaPDF.

no ajuste das folgas de peças móveis. Esse tipo de processo deve ser cuidadosamente controlado. incluindo mudanças rápidas de condições de operação . b) Parada de um equipamento também é um evento crítico. Essa ocorrência é bastante comum na indústria de processo e são causas de uma significativa parcela das falhas de máquinas. Condições de Operação ou Manutenção Inadequadas A operação do equipamento em condições severas de velocidade. pois ele fica exposto às mudanças citadas acima e está sujeito às condições de preservação durante o período de inatividade. Educação Profissional 8 Created with novaPDF Printer (www. sujeira).d) Decapagem ácida e deposição eletrolítica são reconhecidas como uma fonte de hidrogênio e da subseqüente fragilização por hidrogênio em aços de alta resistência. Tem especial importância a operação de equipamentos rotativos em condições diferentes daquelas para as quais ele foi projetado. incluíndo-se uma etapa de aquecimento para facilitar o escape do hidrogênio. 1. Encontramos esse problema em qualquer tipo de peças. pois ele é sujeito a condições não existentes durante a operação normal. muitas vezes ligados a erros humanos. contribui grandemente para falhas em serviço. tubulações que exercem esforços excessivos nos bocais do equipamento etc.5 Erros de Montagem/Instalação Erros de montagem/instalação são eventos freqüentes. treinamentos e auditorias. mancais e eixos montados desalinhados. inspeção de manutenção. carga. a) Partida do equipamento é especialmente crítica.2.com) . temperatura e ataque químico ou sem monitoração. Esse tipo de erro pode ser normalmente evitado com elaboração de bons procedimentos. sendo clássicos os exemplos relacionados à montagem de rolamentos (impactos. em parafusos frouxos. grandes gradientes de temperatura e outras condições anormais.novaPDF.

Os procedimentos de manutenção devem ser revistos sempre que houver uma falha. d) Erros de operação podem sempre acontecer. Educação Profissional 9 Created with novaPDF Printer (www. Um pequeno aumento de temperatura causa uma grande redução na vida das palhetas em virtude da existência de fluência.novaPDF. O estado dos dentes que exibem um desgaste acentuado e corrosão mostra que o acoplamento trabalhou sem uma lubrificação adequada.c) Manutenção inadequada é uma grande causa de falhas de equipamentos. A foto seguinte mostra um acoplamento de engrenagem utilizado em uma ponte rolante de processo. A fotografia a seguir ilustra um rotor de um turbo-expansor que foi operado em temperatura acima da de projeto. A existência de procedimentos de lubrificação inadequada é uma deficiência freqüente encontrada nos sistemas de manutenção na indústria.com) . É necessária constante avaliação dos procedimentos de operação e auditorias das práticas reais. para avaliar a contribuição desse item. seja pela inexistência/inadequação de procedimentos. falta de treinamento ou por negligência.

a variedade e complexidade dos fatores envolvidos no projeto.novaPDF. lote de matéria prima e máquina (tipo. ou seja. ou de procedimentos de operação e manutenção. No entanto. consiste na divisão de um grupo em diversos subgrupos com base em fatores apropriados. semana. da instalação.1 ESTRATIFICAÇÃO Estratificação. Nenhum procedimento de manutenção ou de operação deve ser alterado sem uma cuidadosa avaliação das conseqüências da mudança. Essa busca do ponto ideal é. entenda todas as conseqüências da modificação introduzida. com auxílio das técnicas de análise de falhas. mês) operador. fabricante). Alguns exemplos de fatores de estratificação bastante utilizados são turno. operação e manutenção dos equipamentos de uma indústria de processo. operação e manutenção de uma máquina recomendam que não seja feito alterações a menos que: a) Você realmente saiba o que está fazendo. uma ação que permita bloquear com eficácia a repetição do problema observado. Essa mesma recomendação é válida para qualquer modificação de procedimentos de manutenção e operação. 2 . dificultada pela impossibilidade de ação nas causas básicas por estarem elas fora do alcance do analista. b) Você obtenha o parecer escrito de um profissional da área em questão. uma das sete ferramentas da qualidade. à noite? Local: Os resultados são diferentes na diferentes linhas de produção da indústria ou nas diferentes regiões do país onde o produto é comercializado? Tipo: São obtidos diferentes resultados dependendo do fornecedor da matéria prima utilizada? Sintoma: Os resultados diferem em função dos diferentes defeitos que podem ocorrer? Educação Profissional 10 Created with novaPDF Printer (www. Isso pode ser ilustrado por um problema cuja causa básica seja de remoção impossível por razões técnicas ou econômicas.1. tempo (dia. métodos. os fatores equipamentos.com) .FERRAMENTAS PARA ANÁLISE DE FALHAS 2. Em outras palavras.3 Conclusão. à tarde. medidas e condições ambientais são fatores naturais para a estratificação de dados. Um alerta a respeito de modificações de projetos: Muitas vezes. os quais são conhecidos como fatores de estratificação. vamos concluir que uma das causas básicas da falha é uma deficiência de projeto do equipamento. As principais causas de variação que atuam nos processos produtivos constituem possíveis fatores de estratificação de um conjunto de dados. Devemos estratificar as informações sobre vários pontos de vista. A tarefa do analista de falhas é procurar. insumos pessoas. A análise de uma falha de equipamento mecânico deve consistir em percorrer a história do equipamento ou componente em sentido inverso até atingir um ponto onde será possível implementar ações preventivas que evitarão a sua repetição. ás vezes. Deve ser feita uma análise de risco antes da execução de qualquer modificação relacionada ao projeto. tais como:     Tempo: Os resultados relacionados ao problema são diferentes de manhã.

pessoas. métodos. Uma folha de verificação bem elaborada é o ponto de partida de todo o procedimento de transformação de opiniões em fatos e dados.novaPDF.  Organizar os dados durante a coleta. Portanto.2 FOLHA DE VERIFICAÇÃO A folha de verificação é a ferramenta da qualidade utilizada para facilitar e organizar o processo de registro de dados. Uma folha de verificação é um formulário no qual os itens a serem examinados já estão impressos. A estratificação consiste no agrupamento da informação (dados) sob vários pontos de vista. Veja abaixo um exemplo de uma folha de verificação para classificação de produtos defeituosos. de forma a contribuir para otimizar a posterior análise de dados obtidos. Folha de verificação para a distribuição de um item de controle de um processo produtivo. 2. O tipo de folha de verificação a ser utilizado depende do objetivo da coleta de dados. Alguns tipos de folha de verificação mais empregados são: 1. medidas e condições ambientais são categorias naturais para estratificação dos dados. 4. eliminando a necessidade de rearranjo manual posterior.com) . com objetivo de facilitar a coleta e o registro dos dados. insumos. Normalmente a folha de verificação é construída após a definição das categorias para estratificação dos dados. os principais objetivos da construção de uma folha de verificação são:  Facilitar a coleta de dados. Folha de verificação para localização de defeitos. Educação Profissional 11 Created with novaPDF Printer (www. Indivíduo: Diferentes operadores estão associados a resultados distintos? Os fatores equipamentos. 3. de modo a 2. Folha de verificação para identificação de causas de defeitos. Folha de verificação para classificar.

Produto: Lente Estágio de fabricação: Inspeção Tipo de defeito: Arranhão. Ou seja. Total inspecionado: 700 Data: 03/01/2004 Seção: PROLENTES Inspetor: HANS SCHEFIELD Observação: 1ª semana Arranhão Defeito Subtotal Trinca Revestimento Muito grossa ou muito Não acabada Outros Total Total rejeitado Gráfico de Pareto Contagem 12 36 50 11 5 3 117 90 O Gráfico de Pareto é um gráfico de barras verticais que dispões a informação de forma a tornar evidente e visual a priorização de temas. O princípio de Pareto estabelece que os problemas relacionados à qualidade (percentual de itens defeituosos. para que os problemas possam ser resolvidos da forma mais eficiente possível. por exemplo. muito grossa. O princípio de Pareto foi inicialmente estabelecido por M. em um primeiro momento devemos concentrar nossa atenção sobre os poucos vitais deixando de lado os muitos triviais. Em outras palavras. entre outros). Os Poucos vitais representam um pequeno número de problemas mas. número de reclamações de clientes. A informação assim disposta também permite o estabelecimento de metas numéricas viáveis de serem alcançadas. os quais se traduzem sob forma de perdas. a solução de apenas cinco ou seis destes problemas já poderá representar uma redução de 80 ou 90% das perdas que a empresa vem sofrendo devido à ocorrência de todos os problemas existentes. revestimento inadequado. O gráfico de Pareto dispõe a informação de modo a tornar evidente e visual a priorização de problemas e projetos. J. perdas de produção. O princípio de Pareto também estabelece que um problema pode ser atribuído a um pequeno número de causas. muito fina. gastos com reparos de produtos dentro do prazo de garantia. não acabada. Logo. Já os muitos triviais são uma extensa lista de problemas. ocorrências de acidentes de trabalho. que adaptou aos problemas da qualidade a teoria para modelar a distribuição de renda desenvolvida Educação Profissional 12 Created with novaPDF Printer (www. mas que apesar de seu grande número. será possível eliminar quase todas as perdas por meio de um pequeno número de ações.com) . modos de falhas de máquinas. podem ser classificados em duas categorias: os “poucos vitais” e os “muitos triviais”. convertem-se em perdas pouco significativas. atraso na entrega de produtos.novaPDF. Juram. cinqüenta problemas relacionados à qualidade. o princípio de Pareto estabelece que se forem identificados. que no entanto resultam em grandes perdas para a empresa. trinca. se forem identificadas as poucas causas vitais dos poucos problemas vitais enfrentados pela empresa.

Juram foi o primeiro a notar que esta mesma idéia se aplicava aos problemas da qualidade – a distribuição dos problemas e de suas causas é desigual portanto. Pareto mostrou. em 1897. Gráfico de Pareto para os defeitos de lentes 140 120 100 Quantidade 80 60 40 20 0 Revestimento inadequado Trinca Arranhão Fina ou Grossa Não acabada Outros 140 120 100 80 60 40 20 0 2.com) . o resultado de interesse do processo constitui um problema a ser solucionado e então o diagrama de causa e efeito é utilizado para sumarizar e apresentar as possíveis causas do problema considerado. com a maior parte da riqueza pertencendo a muitas poucas pessoas. o diagrama também é conhecido como Diagrama de Espinha de Peixe. as melhorias mais significativas poderão ser obtidas se nossa atenção for concentrada. Uma Educação Profissional Percentual Acumulada 13 Created with novaPDF Printer (www. Como a sua forma lembra um esqueleto de um peixe. A figura apresenta uma estrutura de um diagrama de causa e efeito.novaPDF.pelo sociólogo e economista italiano Vilfredo Pareto (1843 – 1923). na direção dos poucos problemas vitais e logo a seguir na direção das poucas causas vitais destes problemas. primeiramente. O gráfico de Pareto dispõe a informação de forma a permitir a concentração de esforços para melhoria nas áreas onde os maiores ganhos podem ser obtidos. atuando como um guia para identificação da causa fundamental deste problema e para a determinação das medidas corretivas que deverão ser adotadas. que a distribuição de renda é muito desigual. O gráfico de Pareto é um gráfico de barras no qual as barras são ordenadas a partir da mais alta até a mais baixa e é traçada uma curva que mostra as percentagens acumuladas de cada barra.3 DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO Freqüentemente.

No entanto.novaPDF. Pode ser conhecido também como diagrama de fatores de produção. por razões técnicas. apesar dos valores individuais assumidos pelas características da qualidade variarem de um para outro. Educação Profissional 14 Created with novaPDF Printer (www. ou seja. 2. O Diagrama de Causa e Efeito é uma ferramenta utilizada para apresentar a relação entre o resultado de um processo (efeito) e os fatores (causas) do processo que. possam afetar o resultado considerado. em homenagem ao professor Kaoru Ishikawa.terceira denominação para este diagrama é Diagrama de Ishikawa. eles seguirão um padrão. se o processo estiver sobre controle estatístico. É também chamado de 6M porque as causas mais comumente utilizadas começam com a letra M. A figura ilustra o conceito de distribuição e sua relação com a estabilidade do processo. se estiver estável.com) .4 HISTOGRAMA As características da qualidade associadas a todos os produtos resultantes de processos de produção e de serviços apresentam variabilidade. o qual é conhecido como distribuição. que construiu o primeiro diagrama de causa e efeito para explicar a alguns engenheiros de uma indústria japonesa como vários fatores de um processo estavam interrelacionados.

apresenta os valores assumidos por uma variável de interesse. subdividido em vários pequenos intervalos. O histograma é um gráfico capaz de cumprir este objetivo. em Estatística os conceitos de população são intercambiáveis. Para cada um destes intervalos é construída uma barra vertical. Portanto. Quando todos os intervalos nos quais o eixo horizontal é dividido têm o mesmo tamanho. uma ferramenta que nos permita resumir as informações contidas em um grande número de dados serão muito úteis neste contexto. maior será a dificuldade de percepção das características gerais desta distribuição a partir da grande massa de dados que será gerada. retiramos uma amostra desta população e medimos. cuja área deve ser proporcional ao número de observações na amostra cujos valores pertencem ao intervalo correspondente. Está claro que quanto maior for valor da amostra.com) . Educação Profissional 15 Created with novaPDF Printer (www. mas. ao mesmo tempo. o que representa a situação mais comum. para os elementos da amostra. Por este motivo. os valores assumidos pela variável considerada. para construir o histograma basta fazer a altura de cada barra proporcional ao número de observações na amostra que assumem valores no intervalo correspondente. maior será a quantidade de informação obtida sobre a distribuição.É importante ressaltar que a distribuição representa o padrão de variação de todos os resultados que podem ser gerados por um processo sob controle e portanto ela representa o padrão de variação de uma população. Com o objetivo de conhecer as características da distribuição associada a alguma população de interesse.novaPDF. Distribuição é um modelo estatístico para o padrão de ocorrência dos valores de uma determinada população. Histograma simétrico ou em forma de sino O histograma é um gráfico de barras no qual o eixo horizontal.

o qual indica que o aumento na variável 1 implica um aumento na variável 2. em saber como o rendimento de uma aplicação financeira irá variar em função de mudanças sofridas pela variação do dólar. Em outra situação. o objetivo poderá ser controlar a resistência à tração de peças de aço produzidas por uma indústria siderúrgica.com) . Poderemos estar interessados.novaPDF. Um possível aspecto de um diagrama de dispersão é apresentado na figura. As duas variáveis apresentadas em um diagrama de dispersão podem ser: Uma causa e um efeito de um processo. e por este motivo ele é amplamente utilizado. no processo de transmissão de energia elétrica. para facilitar a detecção de possíveis problemas e para o planejamento das ações de melhoria a serem adotadas.2. por exemplo. mais rápido e mais simples que o ensaio de tração. será necessário conhecer a relação existente entre a resistência e a dureza. é desejável substituir a medida de dureza. A expressão tipo de relação existente entre duas variáveis significa qual a alteração devemos esperar em uma das variáveis como conseqüência de alterações sofridas pela outra variável. Como o ensaio realizado para medir a resistência a tração é destrutivo. O entendimento dos tipos de relações existentes entre as variáveis associadas a um processo contribui para aumentar a eficiência dos métodos de controle do processo. VARIÁVEL 2 y VARIÁVEL 1 x Educação Profissional 16 Created with novaPDF Printer (www. Para que esta substituição possa ser realizada.5 DIAGRAMA DE DISPERSÃO O diagrama de dispersão é um gráfico utilizado para a visualização do tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. os pontos representados formam um padrão de agrupamento. O diagrama de dispersão é uma ferramenta muito simples que permite o estudo de algumas destas relações. O diagrama de dispersão é muito útil em estudos deste tipo. Por exemplo: o tempo da corrente elétrica em um condutor (causa) e o aumento da temperatura (efeito). Observe que neste gráfico. a qual pode ser avaliada por meio de ensaio não destrutivo.

por meio da análise de áreas problemáticas.2. exploração de alternativas melhores. considerados suficientemente sérios para demandar uma análise posterior. denominadas de eventos primários. Um brainstorming pode ser constituído das seguintes etapas:  preparação . da forma mais geral possível. treinamento. e na circulação do enunciado. É uma representação gráfica. A FTA é uma análise dedutiva detalhada. associada a uma falha particular do sistema (efeito). identificação de oportunidades detectadas por aqueles que estão mais próximos da atividade. critérios para avaliação de soluções de problemas.   2. 1996):      problemas. A técnica tem como objetivo produzir uma lista extensa de idéias que possam ajudar no desenvolvimento do tema. geração de idéias. Não deve se confundir a FTA com o Diagrama em Árvore. aceitação pelo desenvolvimento participativo de um plano de ação e sua implementação.com) . As aplicações mais comuns se referem à busca de (DELLARETTI. Educação Profissional 17 Created with novaPDF Printer (www. o encadeamento dos diferentes eventos que podem dar origem ao evento de topo. O brainstorming é recomendado para:    geração de um grande número de idéias. Usualmente requer considerável volume de informações sobre o sistema.consiste na: seleção de participantes que possam contribuir para o tema desenvolvido. denominado “evento de topo”. buscando as possíveis causas diretas da ocorrência do evento.ÁRVORE DE ANÁLISE DE FALHAS A FTA (Árvore de Análise de Falhas) parte de um modo de falha. que deve ficar sempre visível para todos.6 BRAINSTORMING O brainstorming constitui um “procedimento que visa estimular a criatividade. eliminado idéias alheias ao mesmo. idéias que auxiliem a solução de problemas. chamada evento de topo. fatos que levem à definição de um problema. e registro das idéias. por meio de exercícios simples. de modo a testar a absorção das regras. e as falhas básicas (causas). separando a geração de idéias da sua avaliação e organização”. evitando canalizar as respostas. diferindo da FMEA basicamente em três aspectos: • finalidade: a FTA estuda os resultados negativos (“eventos de topo”). condução da sessão: envolve a apresentação das regras que conduzirão a reunião. apresentação do problema.7 FTA . A árvore de falha é um modelo gráfico que permite mostrar.novaPDF. de maneira simples. registro final: análise dos dados quanto à pertinência do tema. Por este motivo é considerada uma ferramenta de análise top down (de cima para baixo). segundo uma seqüência ou de forma espontânea. enquanto a FMEA tenta avaliar a confiabilidade de cada subprocesso. por meio da geração de idéias sem nenhum tipo de censura ou crítica.

As tabelas empregadas na FMEA geralmente contêm informações sobre: Educação Profissional 18 Created with novaPDF Printer (www. os riscos de ocorrência e os mecanismos de prevenção. Segundo FREITAS e COLOSIMO (1997). A sua definição pode ser formulada em função de relatos de falhas ocorridas no campo.novaPDF. falhas potenciais. bem como seus efeitos no sistema em questão e no produto como um todo. • relaciona os tipos de falhas. Na FMEA de produto. • avaliar a árvore de falhas: tem como objetivo fornecer uma expressão para o cálculo da probabilidade de ocorrência do evento de topo. efeitos e possíveis causas. conseqüentemente. 2. Portanto. cuja baixa confiabilidade estaria afetando a confiabilidade do sistema como um todo.8 FMEA . proporcionando uma maior visão do comportamento operacional do sistema. • entender o sistema: a análise da árvore de falhas exige o conhecimento da estrutura do sistema. aumentando a probabilidade de ocorrência do evento de topo.ANÁLISE DOS MODOS E EFEITOS DE FALHAS A Análise dos Modos e Efeitos de Falhas (FMEA) pode ser utilizada para examinar várias fontes de problema em potencial para um sistema. • implementar ações corretivas: a avaliação auxilia a equipe na identificação de partes do sistema.• procedimento: o ponto de partida da FTA é uma lista dos modos de falhas para as quais se deseja dar uma solução. para cada um deles. A FMEA analisa cada causa de um modo de falha e o seu efeito. A FMEA de processo é utilizada para analisar projetos de processo. • construir a árvore de falhas: uma das etapas da FTA considera todo o conhecimento sobre o sistema. separadamente. representando a inter-relação entre as partes que possam acarretar o evento de topo. os efeitos. o objetivo de uma FMEA consiste em identificar todos os modos de falhas dentro de um projeto do produto e do projeto. identifica-se cada componente do sistema e os possíveis modos de falha associados. por começar a análise do projeto a partir dos componentes ou cada etapa do processo. a FMEA pode ser iniciada tão logo se disponha de informações sobre o projeto do produto e do processo. bem como seu esquema de funcionamento. • é uma ferramenta bottom up (de cima para baixo). principalmente aquelas relacionadas com a segurança dos usuários. ao estabelecimento de prioridades para a correção.com) . A FMEA apresenta as seguintes características: • pode ser implementada tanto em um produto quanto em um processo. de tal forma que elas possam ser eliminadas o mais breve possível. as causas do tipo de falha. • tem como ponto de partida a definição da função do componente ou etapa do processo. O uso consistente da FMEA pode permitir a identificação de problemas que não haviam sido antecipados e. identifica possíveis modos de falha. Existem dois tipos de FMEA: de produto (denominada geralmente FMEA de projeto) e de processo. As etapas para realização de uma FTA consistem em: • definir o evento de topo: o evento de topo é um estado do sistema considerado anormal. A FMEA começa com a identificação dos componentes e. • visualização: a FTA permite a análise conjunta de diversas causas que conduzirão à ocorrência do evento de topo.

de forma acurada. Analogamente. era a única técnica de confiabilidade citada textualmente nas normas ISO 9000.• nome do componente ou processo: identifica o componente e o processo de forma clara e sucinta. gravidade e detecção empregadas em uma FMEA. em relação às probabilidades de ocorrência. • índice de risco: produto dos três índices. uma falha no traço do concreto apresentaria um índice de detecção alto. Uma FMEA adequadamente elaborada constitui uma ferramenta importante para os tomadores de decisão. • tipo (modo) de falha: descrição da maneira para a qual o item pode falhar. antes que este chegue ao cliente. falhas que comprometessem ou impossibilitassem a execução de um serviço apresentariam um índice de gravidade elevado. • função: descreve de forma concisa o que o componente ou etapa do processo deve desempenhar. A FMEA é provavelmente a ferramenta de análise de confiabilidade de projeto mais difundida e empregada. que as ações corretivas e preventivas possam ser analisadas e implementadas. antes do início do processo subseqüente.4 – Qualificação e Validação de Projeto. apenas durante os ensaios destrutivos. • causa da falha: descrição simples das causas que podem dar origem ao tipo de falha considerado. ou no processo. Educação Profissional 19 Created with novaPDF Printer (www. Juntamente com a FTA (Análise da Árvore de Falhas). Pode ser local (não afeta outros componentes ou processo) e global (afeta outros componentes ou processos). assim. O índice de detecção está relacionado com a possibilidade de atuar corretivamente no produto. • índice de gravidade: deve refletir a avaliação das conseqüências da ocorrência de um determinado modo de falha. Um modo de falha pode apresentar mais de um defeito. sua aplicação depende de dois fatores: • da qualidade das informações utilizadas em sua confecção. uma vez que seria percebida. • efeito da falha: conseqüência da ocorrência de um tipo de falha. • quantitativos: necessidade de estimar as probabilidades de ocorrência para decidir a qual classe pertenceria. Deve ser expressa em termos físicos e não em termos do que o cliente observa. Desta forma. em particular na ISO 9004. Contudo. sendo utilizado na priorização da tomada de ação. • eficácia com a qual o conhecimento gerado a respeito de um problema é comunicado logo no início do projeto.com) . subitem 8. que ocorre após o término do processo. • índice de detecção: estimativa da probabilidade de detecção de uma falha para ações corretivas antes da execução do serviço. dentro de um intervalo de tempo especificado. por exemplo. a expectativa da equipe envolvida no projeto. • controles atuais: medidas de controles que objetivam prevenir a ocorrência ou detectar as falhas ocorridas. • índice de ocorrência: estimativa da probabilidade de ocorrência de uma causa de falha e dela resultar o modo de falha no processo.novaPDF. possibilitando. Alguns dos índices da FMEA podem ser determinados em função de critérios: • qualitativos: considera. A Tabela abaixo apresenta alguns critérios para a definição dos índices de ocorrência. Pode-se observar que falhas freqüentes obteriam um índice de ocorrência elevado.

3 MONTAGEM DE CONJUNTOS MECÂNICOS 3. que ficou perfeita em todos os aspectos. leia os livros que tratam dos assuntos de nossa profissão para adquirir novos conhecimentos. agradecido aos seus mestres de ofício. Limpou as peças. Não pode haver sobra de peças na montagem de máquinas e equipamentos! Use sua inteligência. e quando estava chegando ao término da atividade. adquirindo experiência e conhecimentos e amando o que se faz. Faça-as com conhecimento de causa. Não se desesperou. terminou a montagem da máquina. Não faça as coisas por fazer.com) . adquira experiência em manutenção mecânica enquanto aprende conosco. o seu sucesso pessoal e profissional estará garantido! Salomão.retendo as recuperáveis . logo descobriu de onde eram as peças que estivesse sobrado. Salomão corrigiu o erro e lembrou-se de seus mestres de ofício. Examinando o croqui e seguindo os passos da montagem. Salomão tinha acabado de desmontar uma máquina. separou-as em lotes . Salomão começou a montar a máquina. descobriu que sobravam duas peças.1 INTRODUÇÃO Na indústria X.novaPDF. que sempre lhe falavam: . Devemos levar em consideração pontos importantes no estabelecimento de uma política de manutenção de equipamentos mecânicos e alguns pontos críticos para uma correta execução do serviço de campo. secou-as. Capriche e use amor naquilo que estiver fazendo! Usando a inteligência. Sorrindo.2 DICAS PARA UMA BOA MANUTENÇÃO Uma boa manutenção inclui uma boa filosofia básica e bons procedimentos. Sabia que tinha cometido um erro ao não ter consultado o croqui da máquina. Educação Profissional 20 Created with novaPDF Printer (www.Salomão.e solicitou ao almoxarifado algumas peças novas para substituir as danificadas. 3. Depois de tudo preparado.

(não esquecer que modificações que modificações de equipamentos devem ser analisadas por profissional especializado). e essas intervenções devem sempre seguir quatro regras básicas: a) Planejamento. inspeções visuais. desde que isso não represente grande aumento de escopo. monitoração de vibração e temperatura de mancais. análise de óleo. Alguns exemplos são instalações de selos e acoplamentos padronizados. durante e depois de ser executada a manutenção deve ser feita uma cuidadosa análise de falhas. indicando que existe uma certa probabilidade de falha em curto prazo. e) O mancal cujo óleo está se deteriorando. facilitar inspeções. deve ser implementado programas de monitoramento de condições de processo. Isso pode significar muitas coisas: a) O selo mecânico da bomba que vaza. depende do modo como a empresa é administrada. para evitar que falhe algum recurso ou material. remoção de linhas de água de resfriamento. Antes. Ou seja. intervir nos equipamentos. Nesse ponto. Eventualmente.2 FILOSOFIA DE MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS DE INDÚSTRIA DE PROCESSO Um equipamento deve sofrer uma intervenção de manutenção somente se existir alguma evidência de que ele falhou ou vai falhar muito em breve. é necessário que passemos parte de nosso tempo procurando pelos defeitos. Todo serviço deve ser feito de forma rápida e eficiente. Então vamos. sem monitoração ou inspeções periódicas. Isso não quer dizer que o equipamento deva ser abandonado a sua própria sorte. d) O governador que não consegue controlar adequadamente a rotação da turbina. não precisamos balancear o conjunto rotativo. instalações de selos nas caixas de mancais. c) A bomba que está apresentando baixa eficiência e não consegue fornecer a vazão nominal por provocar o desarme no motor. A questão mais importante é qualificação de quem faz o serviço. b) Escopo definido e limitado ao problema encontrado.com) . A definição de quem faz o que. c) Algumas partes do serviço podem ser executadas com segurança antes de parar a máquina. etc. Quem inspeciona uma máquina precisa saber o que olhar. etc. normalmente não acessíveis com a máquina em operação. Educação Profissional 21 Created with novaPDF Printer (www. dizemos que houve uma falha quando o equipamento ou componente não é capaz de executar a sua função com segurança. Se há somente algum problema de mancais. vez ou outra. chegamos a outro conceito básico: para que possamos ter uma confiança adequada nas máquinas.novaPDF. O mais importante é o conceito de não fazer manutenção em equipamentos que não têm sinais de problemas.3. Se o problema é somente um vazamento de selo. Muitos outros exemplos poderiam ser citados. Esses programas devem se estender a máquinas que são críticas para o funcionamento da planta. b) O rolamento do ventilador que apresenta uma vibração que indica que ele vai falhar de forma catastrófica em breve. não precisamos desmontar o selo da bomba. Relembrando o conceito. vamos achar algumas deficiências. Essa análise de falhas deve ser feita com o intuito de evitar falhas similares. d) Aproveitar a oportunidade para introduzir melhorias que vão aumentar a confiabilidade da máquina. embora seja muito interessante aproveitar a oportunidade para inspecionar partes.

Educação Profissional 22 Created with novaPDF Printer (www. Após certo tempo de trabalho. sem problemas. e. mas a situação teria sido pior se ele não soubesse desmontar e montar a máquina. O conteúdo de uma pasta de equipamento deve ser: a) folha de dados do equipamento e do acionador. Toda filosofia de manutenção descrita acima é conseqüência da constatação de que as falhas de equipamentos de indústria de processo são distribuídas aleatoriamente e de que elas são. f) lista de materiais com especificações e “part number”. Para isso. não teria perdido tempo e esforço.: aviões). quando se trata de máquinas mais complexas. detectáveis por algum tipo de inspeção. d) desenho de corte do equipamento. relatórios das análises de falhas executadas. uma máquina ou equipamento industrial instalado corretamente. porém. seja por descuido na operação. ferramentas. em sua grande maioria.3 TÉCNICAS DE DESMONTAGEM DE ELEMENTOS MECÂNICOS Em uma linha de produção. etc. a adoção de procedimentos seqüenciais bem distintos. do mecânico de manutenção. a identificação do problema e sua remoção exigem.Uma intervenção de manutenção deve ser rápida e eficaz. devendo ser desenvolvidas com técnicas e procedimentos bem definidos.novaPDF. Como poderia identificar qual elemento da máquina tinha ocasionado sua parada. necessários para uma manutenção geral de máquina. o mecânico montou novamente a máquina e tentou acioná-la para saber qual elemento estava com defeito. é necessário identificar o defeito e eliminar suas causas. No caso de máquinas mais simples. b) curva de desempenho. todo sistema de manutenção muda (p. precisamos conhecer. Se mudarmos essa premissa. c) folha de dados do selo. profundamente.3. tanto os de desgaste quanto os estratégicos. i) j) relatório das intervenções de manutenção executadas. 3. veículos.ex. 3.1 Desmontagem Em geral. ele percebeu que havia cometido um sério erro. se tudo estava desmontado? Contrariado. é relativamente fácil identificar o problema e providenciar sua eliminação. o equipamento e os recursos necessários para o serviço. Se o mecânico não tivesse sido afoito. por muitos anos. e) desenho de conjunto. O mecânico de manutenção decidiu desmontá-la para verificar a causa da parada. funcionando nas condições especificadas pelo fabricante e recebendo cuidados periódicos do serviço de manutenção preventiva é capaz de trabalhar. do selo e do acoplamento. A desmontagem e montagem de máquinas e equipamentos industriais fazem parte das atividades dos mecânicos de manutenção e são tarefas que exigem muita atenção e habilidade. k) Lista dos materiais de consumo e sobressalentes. Entretanto. g) listas de sobressalentes. quando algum dos componentes falha.com) . uma das máquinas parou de funcionar. h) registros de todas as modificações de projeto executadas no equipamento. equipamentos. seja por deficiência na manutenção.

efetuando as seguintes operações: 1. Para tanto. o que previne acidentes e danos às peças. Essa seqüência de procedimentos fundamenta-se nas seguintes razões: a) É preciso desligar. deve ser baseada no relatório do operador. Educação Profissional 23 Created with novaPDF Printer (www. Colocar desoxidantes nos parafusos. calçar os componentes pesados. f) Os conjuntos mecânicos pesados devem ser calçados para evitar o desequilíbrio e a queda de seus componentes. d) É necessário drenar reservatórios de óleos lubrificantes e refrigerantes para evitar possíveis acidentes e o espalhamento desses óleos no chão ou na bancada de trabalho. pouco antes de removê-los. Salientemos. basta desligar a fonte de alimentação elétrica ou. Após a remoção. A análise. Agora. barramentos e raspadores de óleo.O primeiro fato a ser considerado é que não se deve desmontar uma máquina antes da análise dos problemas. novamente. tubulações. há uma seqüência de procedimentos a ser observada:        desligar os circuitos elétricos. como já foi visto em aulas anteriores. remover as peças externas. pode-se aquecer os parafusos com a chama de um aparelho de solda oxiacetilênica. remover os fusíveis. A tabela a seguir mostra a seqüência de apertos. os circuitos elétricos para evitar acidentes. limpar a máquina. cabos. Essa remoção é necessária para facilitar o trabalho de desmonte. 2. o operador deverá continuar com a desmontagem da máquina. a seqüência é a mesma que a adotada para os apertos. mangueiras. Os desoxidantes atuam sobre a ferrugem dos parafusos. c) A limpeza preliminar da máquina evita interferências das sujeiras ou resíduos que poderiam contaminar componentes importantes e delicados. Se a ação dos desoxidantes não for eficiente. sabe-se a seqüência dos desapertos. devem ser revistos pelo setor de manutenção elétrica. feitas de plástico. que a desmontagem completa de uma máquina deve ser evitada sempre que possível. facilitando a retirada deles. Para desapertar os parafusos. no exame da ficha de manutenção da máquina e na realização de testes envolvendo os instrumentos de controle.novaPDF. porque demanda gasto de tempo com a conseqüente elevação dos custos. Conhecendo a seqüência de apertos. remover os circuitos elétricos. e) Os circuitos elétricos devem ser removidos para facilitar a desmontagem e limpeza do setor. antes de tudo. uma vez que a máquina encontra-se indisponível para a produção. Obedecida à seqüência desses procedimentos. borracha ou couro. dependendo do sistema. drenar os fluidos. b) A remoção das peças externas consiste na retirada das proteções de guias. remover alavancas. se a desmontagem precisar ser feita.com) .

se for caso. c) Continuar lavando as peças com querosene para retirar os resíduos finais de partículas. A seqüência de operações para a lavagem de peças é a seguinte: a) Colocar as peças dentro da máquina de lavar. Um aperto além do limite pode causar deformação e desalinhamento no conjunto de peças. Assim. gasolina. não haverá problema de posicionamento. pois são substâncias que em contato com a pele podem provocar irritações. 5.novaPDF. Educação Profissional 24 Created with novaPDF Printer (www. b) Limpar as peças . thinner ou álcool automotivo. Remover e colocar as peças na bancada. usando querosene.É importante obedecer à orientação da tabela para que o aperto dos elementos de fixação seja adequado ao esforço a que eles podem ser submetidos. desgastes etc. ajuda na confecção de croquis. Essa limpeza permite identificar defeitos ou falhas nas peças como trincas. Isto facilita a montagem e. Identificar a posição do componente da máquina antes da sua remoção.dentro da máquina de lavar com pincel de cerdas duras para remover as partículas e crostas mais espessas. 4. 3. contendo querosene filtrado e desodorizado. A lavagem de peças deve ser feita com o auxílio de uma máquina de lavar e pincéis com cerdas duras. mantendo-as na posição correta de funcionamento. Lavar as peças no lavador. A figura ao lado mostra o esquema de uma máquina de lavar peças que seja encontrada no comércio.com) . Não utilizar óleo diesel.

d) Retirar as peças de dentro da máquina e deixar o excesso de querosene aderido escorrer por alguns minutos. Esse excesso deve ser recolhido dentro da própria máquina de lavar. Durante a lavagem de peças, as seguintes medidas de segurança deverão ser observadas:        utilizar óculos de segurança; manter o querosene sempre limpo e filtrado; decantar o querosene, uma vez por semana, se as lavagens forem freqüentes; manter a máquina de lavar em ótimo estado de conservação; limpar o piso e outros locais onde o querosene tiver respingado; lavar as mãos e os braços, após o término das lavagens, para evitar problemas na pele; manter as roupas limpas e usar, sempre, calçados adequados.

e) Separar as peças lavadas em lotes, de acordo com o estado em que se apresentam, ou seja: Lote 1 - Peças perfeitas e, portanto, reaproveitáveis. Lote 2 - Peças que necessitam de recondicionamento. Lote 3 - Peças danificadas que devem ser substituídas. Lote 4 - Peças a serem examinadas no laboratório. 3.3.2 Secagem rápida das peças Usa-se ar comprimido para secar as peças com rapidez. Nesse caso, deve-se proceder da seguinte forma:   regular o manômetro ao redor de 4 bar, que corresponde à pressão ideal para a secagem; jatear (soprar) a peça de modo que os jatos de ar atinjam-na obliquamente, para evitar o agravamento de trincas existentes. O jateamento deverá ser aplicado de modo intermitente para não provocar turbulências.

3.3.3 Normas de segurança no uso de ar comprimido a) Evitar jatos de ar comprimido no próprio corpo e nas roupas. Essa ação imprudente pode provocar a entrada de partículas na pele, boca, olhos, nariz e pulmões, causando danos à saúde. Educação Profissional

25

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

b) Evitar jatos de ar comprimido em ambiente com excesso de poeira e na limpeza de máquinas em geral. Nesse último caso, o ar pode levar partículas abrasivas para as guias e mancais, acelerando o processo de desgaste por abrasão. c) Utilizar sempre óculos de segurança. 3.3.4 Manuais e croqui Geralmente as máquinas são acompanhadas de manuais que mostram desenhos esquematizados dos seus componentes. O objetivo dos manuais é orientar quem for operá-las e manuseá-las nas tarefas do dia-a-dia. Entretanto, certas máquinas antigas ou de procedência estrangeira são acompanhadas de manuais de difícil interpretação. Nesse caso, é recomendável fazer um croqui (esboço) dos conjuntos desmontados destas máquinas, o que facilitará as operações posteriores de montagem. 3.2.5 Atividades pós-desmontagem Após a desmontagem, a lavagem, o secamento e a separação das peças em lotes, deve-se dar início à correção das falhas ou defeitos. As atividades de correção mais comuns são as seguintes:        confecção de peças; substituição de elementos mecânicos; substituição de elementos de fixação; rasqueteamento; recuperação de roscas; correção de erros de projeto; recuperação de chavetas.

3.4 MONTAGEM DE CONJUNTOS MECÂNICOS 3.4.1 Objetivo da montagem A montagem tem por objetivo maior a construção de um todo, constituído por uma série de elementos que são fabricados separadamente. Esses elementos devem ser colocados em uma seqüência correta, isto é, montados segundo normas preestabelecidas, para que o todo seja alcançado e venha a funcionar adequadamente. Em manutenção mecânica, esse todo é representado pelos conjuntos mecânicos que darão origem às máquinas e equipamentos. A montagem de conjuntos mecânicos exige a aplicação de uma série de técnicas e cuidados por parte do mecânico de manutenção. Além disso, o mecânico de manutenção deverá seguir, caso existam, as especificações dos fabricantes dos componentes a serem utilizados na montagem dos conjuntos mecânicos. Outro cuidado que o mecânico de manutenção deve ter, quando se trata da montagem de conjuntos mecânicos, é controlar a qualidade das peças a serem utilizadas, sejam elas novas ou recondicionadas. Nesse aspecto, o controle de qualidade envolve a conferência da peça e suas dimensões. Sem controle dimensional ou sem conferência para saber se a peça é realmente a desejada e se ela não apresenta erros de construção, haverá riscos para o conjunto a ser montado. De fato, se uma peça dimensionalmente defeituosa ou com falhas de construção for colocada em um conjunto mecânico, poderá produzir outras falhas e danos em outros componentes. Educação Profissional

26

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

3.4.2 Recomendações para a montagem 1. Verificar se todos os elementos a serem montados encontram-se perfeitamente limpos, bem como o ferramental. 2. Examinar os conjuntos a serem montados para se ter uma idéia exata a respeito das operações a serem executadas.

3. Consultar planos ou normas de montagem, caso existam.
4. Examinar em primeiro lugar a ordem de colocação das diferentes peças antes de começar a montagem, desde que não haja planos e normas relativas à montagem. 5. Verificar se nos diferentes elementos mecânicos há pontos de referência. Se houver, efetuar a montagem segundo as referências existentes. 6. Evitar a penetração de impurezas nos conjuntos montados, protegendo-os adequadamente.

7. Fazer testes de funcionamento dos elementos, conforme a montagem for sendo realizada, para comprovar o funcionamento perfeito das partes.

Por exemplo, verificar se as engrenagens estão se acoplando sem dificuldade. Por meio de testes de funcionamento dos elementos, é possível verificar se há folgas e se os elementos estão dimensionalmente adequados os e colocados nas posições corretas. 8. Lubrificar as peças que se movimentem para evitar desgastes precoces causados pelo atrito dos elementos mecânicos. 3.4.3 Métodos para realização da montagem Nos setores de manutenção mecânica das indústrias, basicamente são aplicados dois métodos para se fazer à montagem de conjuntos mecânicos: a montagem peça a peça e a montagem em série.

Educação Profissional

27

Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.com)

c) Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados do conjunto. um dos melhores mecânicos de manutenção da empresa. 3.5 RECUPERAÇÃO DE ELEMENTOS MECÂNICOS 3.com) . Um controle de funcionamento indicará se será preciso fazer correções.5. mostra a seqüência de operações a serem realizadas para montagem de uma série de bombas de engrenagem.3. e falou: Educação Profissional 28 Created with novaPDF Printer (www. b) Fazer um croqui mostrando como os elementos serão montados no conjunto.1 Introdução O dono da fábrica Quipapá chamou Asdrúbal. invertendo-se a seqüência de desmontagem.Montagem em série A figura seguinte. a figura mostra a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma bomba de engrenagens.4.3. Caso não haja manual de instruções ou esquema de montagem. as atividades de montagem propriamente dita se limita a uni-las ordenadamente. A montagem deve ser baseada no croqui e nas anotações feitas anteriormente. a título de exemplo. Como todas as peças já estão ajustadas. deve-se proceder da seguinte forma: a) Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo.1 Montagem peça a peça A montagem peça a peça é efetuada sobre bancadas. Como exemplo.novaPDF. .

.5. deparou-se com um eixo trincado e notou a presença de algumas engrenagens desgastadas. desde que se constate que ela não vá comprometer o conjunto em seu funcionamento. Quais elementos podem ser aproveitados.novaPDF. em equipamentos antigos e superdimensionados. tá? . pois os desgastes. Quando desmontou o velho torno. Análise de cada um dos componentes em termos de desgaste. diante do torno antigo.2 Análise situacional Na manutenção de máquinas ou equipamentos. como fase preliminar. deve-se levar em consideração as solicitações mecânicas atuantes. Como Asdrúbal deverá proceder para colocar o velho torno em funcionamento? 3. o equipamento. Por exemplo.respondeu Asdrúbal.Farei o que for preciso. efetivamente. tenho em minha casa um torno antigo. Compare a robustez e o dimensionamento de uma máquina antiga com uma moderna. certas falhas não prejudicam o conjunto. fez tudo conforme manda as boas normas de manutenção mecânica e concluiu que seria preciso desmontar aquela antiguidade.Asdrúbal. as deformações e mesmo as trincas podem ser causados por elas. Asdrúbal.com) . pois a estrutura desses equipamentos antigos era construída para suportar erros e omissões do projeto. Tenho um carinho especial pelo torno e gastarei o que for preciso para tê-lo funcionando com rendimento pleno. a decisão de desmontá-lo. No dia seguinte. Nesse momento. alguns fatores vão direcionar o mecânico de manutenção nas tarefas de recuperar. a correção de uma falha pode vir a ser desnecessária. daqueles que Santos Dumont usou para fabricar seu protótipo de avião. Educação Profissional 29 Created with novaPDF Printer (www. Os principais fatores direcionantes são os seguintes:     Análise do conjunto. Em algumas situações. A recuperação de um determinado equipamento ou conjunto mecânico tem. senhor Bonifácio . e gostaria de que você desse uma olhada para verificar todos os elementos. Amanhã ele será trazido para cá e conto com a sua dedicação. Qual a gravidade da avaria.

- Reconstituição de eixos por soldagem Para reconstituir eixos pelo processo de soldagem. Rotações por minuto ou por segundo que ele executa. passam a ser importante.5. A recuperação de eixos por soldagem passa por três fases:   Preparação dos eixos. além da escolha do material que as atendam os tratamentos térmicos. Os rebaixamentos deverão ser suficientes para o recondicionamento e para os tratamentos térmicos prévios. Educação Profissional 30 Created with novaPDF Printer (www.3. Para recuperar um eixo. Entre eles. Um eixo novo deve ser usinado com sobremetal suficiente para permitir uma retificação das dimensões desejadas. o acabamento superficial e a exatidão dimensional nas regiões onde se verifica o movimento relativo entre os componentes do conjunto. A recuperação de um eixo pode ser feita de duas formas: pela construção de um eixo novo ou pela reconstituição do próprio eixo danificado. é necessário preparar as juntas. Em termos de solicitações dinâmicas. desbalanceamento Desgastes provocados pelo atrito. como primeiro passo. ou seja. a geometria das peças. Além dessas características. Pressões específicas por ele exercidas ou suportadas. as seguintes características devem ser consideradas:    Resistência às vibrações. caso haja necessidade. a próxima etapa observada na recuperação de um eixo consiste em determinar o tipo de material utilizado na sua recuperação e o processo de recuperação empregado. chanfrálas. Presença eficiente de lubrificação. De posse de todas as características de solicitações e trabalho. Escolha do material de adição e do processo de soldagem. de acordo com as condições operacionais de trabalho.3 Recuperação de subconjuntos com movimentos Na recuperação de subconjuntos que possuem movimentos.novaPDF.5. rupturas etc. Condições ambientais do meio onde ele se encontra.4 Recuperação de eixos Os eixos são elementos mecânicos sujeitos a solicitações estáticas e dinâmicas. vários parâmetros devem ser definidos. Construção de um eixo novo.. os seguintes são muito importantes:      Análise das condições de trabalho do eixo. após o tratamento térmico.com) . choques. 3. deve-se levar em consideração dois aspectos: a resistência estática e as condições dinâmicas do conjunto.

O eletrodo precisa ter característica superior à apresentada pelo eixo. Verificação de trincas remanescentes do próprio processo de ruptura ou fadiga. após a soldagem.O metal de adição deve consistir de um material com elevada resistência mecânica. Os extremos dos pinos devem ter uma folga de 1. com eletrodos revestidos. Preparação de eixos .5 mm em relação ao fundo do furo. Efetuar a soldagem. As deformações poderão ser evitadas desde que se faça uma soldagem por etapas e numa seqüência adequada. de aço SAE 1045. cujas dimensões devem estar de acordo com os dados das tabelas a seguir:  O material do pino de guia deve ser igual ao material do enxerto ou.novaPDF. Educação Profissional     31 Created with novaPDF Printer (www. então.com) .O procedimento de soldagem deve abranger as seguintes fases:  Efetuar a montagem de forma que as partes unidas possam girar após a soldagem. evitando o superaquecimento que pode levar a deformações. Realizar tratamentos térmicos: normalização ou beneficiamento.A preparação de eixos envolve as seguintes etapas:   Exame da área onde se deu a ruptura. Procedimento de soldagem. mantendo a peça na temperatura de preaquecimento. O processo de soldagem mais apropriado é o elétrico. O ajuste entre o pino e o eixo deve estar na faixa H6 e H7. Procedimento de soldagem . Deixar a solda resfriar lentamente para evitar choques térmicos. Estabelecer a temperatura de preaquecimento de acordo com o material a ser soldado. Eliminação do material fatigado da área de ruptura.Usinagem para preparar as juntas. Escolha do material de adição e do processo de soldagem .

normalmente. deve-se retificar a superfície a ser recuperada. Nesses casos. Educação Profissional 32 Created with novaPDF Printer (www. Para materiais de alta resistência utilizam-se buchas substituíveis. serão criadas tensões elevadas na estrutura.5. as superfícies a serem recuperadas precisam ser preparadas adequadamente. 3. Alguns apresentam uma película de material antifricção denominada “casquilho”.com) . para que a película de cromo se deposite de modo regular e uniforme e não venha a se romper quando solicitada por pressões elevadas. Em ambos os casos. A película de cromo duro não deve ser muito fina. a recuperação consiste em substituir os elementos deteriorados por novos elementos. A recuperação de mancais de deslizamento. incluindo as rugosidades especificadas. Uma película com boa espessura é obtida quando se faz um rebaixamento prévio no eixo a ser recuperado. A cilindricidade e o acabamento dos eixos têm de estar compatíveis com o processo de deposição metálica a ser realizado.5 Recuperação de mancais Nos processos de recuperação de mancais de rolamento. vamos encontrar os mais variados tipos. Recuperação de eixos por deposição metálica Eixos desgastados pelo trabalho podem ser recuperados pelo processo de deposição metálica. bipartidas ou não.novaPDF.Salientemos que as peças deformadas não devem ser endireitadas em prensas. No caso de mancais de deslizamento. exige pequenos ajustes como o rasqueteamento. com conseqüências imprevisíveis. para não vir a descamar quando o eixo entrar em serviço. É possível fazer essa deposição metálica a quente ou por via eletrolítica. Se o endireitamento for realizado em prensas. com canais de lubrificação. No caso de deposição de cromo duro por eletrólise. o mais importante é a preparação das superfícies que deverão estar compatíveis com as especificações dimensionais dos fabricantes.

é alargar o furo roscado e colocar nele um pino roscado. Esse pino roscado deve ser faceado e fixado por solda ou chaveta.novaPDF. O extrator é constituído de aço-liga especial e possui uma rosca dente de serra. improvisa-se um alongamento para a chave fixa.Nesse caso.Há várias maneiras de recuperar uma rosca interna avariada. A seguir. No comércio. múltipla. Ajustes dos dentes. o qual requer apenas um furo no centro do parafuso. idênticas àquelas danificadas. Rosca interna avariada . Nesses casos. o dente incluso nunca será perfeito. ou então se usa um extrator apropriado para os casos em que a seção da quebra esteja situada no mesmo plano da superfície da peça. para extrair a parte restante. notadamente quando se trata de dentes quebrados. De qualquer forma. virá a prejudicar as demais engrenagens que trabalharão acopladas com a que recebeu o dente enxertado. A construção de novas engrenagens exige cuidados. Quebra do parafuso por cisalhamento .5. o extrator é encontrado em jogos. cobrindo os mais variados diâmetros de parafusos.com) . deve-se cuidar para que a engrenagem não adquira tensões adicionais que possam causar novas quebras. caso haja parede suficiente. 3.5. Na verdade. cônica e à esquerda. A figura seguinte mostra a seqüência para o uso do extrator. Normalmente. Educação Profissional 33 Created with novaPDF Printer (www. sobretudo na exatidão do perfil dos dentes. normalmente. A primeira maneira. dois danos típicos: quebra do parafuso por cisalhamento do corpo ou da cabeça e rosca interna avariada (espanada). a inclusão de um dente soldado em uma engrenagem é um caso de enxerto.3.7 Recuperação de roscas As roscas apresentam. o pino deve ser furado e roscado com a medida original da rosca que está sendo recuperada. o que. a recuperação de dentes de engrenagens por solda obedece à seguinte seqüência:    Preparação das cavidades. Soldagem. com diâmetro inferior ao do núcleo da rosca.6 Recuperação de engrenagens A melhor forma de recuperar engrenagens desgastadas ou quebradas é construir novas engrenagens. Há casos em que se opta por recuperar engrenagens por soldagem. mais cedo ou mais tarde.

Em seguida. O Kelox é uma bucha roscada nas partes interna e externa. o inserto é rosqueado com uma ferramenta especial. com altíssimo impacto sobre uma peça. um anel provido de duas chavetas. Nesse caso é preciso. também. associando-se Alta velocidade de ar- Educação Profissional 34 Created with novaPDF Printer (www. também.Outro modo. ou seja.novaPDF.com) . Dentre os insertos conhecidos temos o tipo Kelox e o tipo Heli-coil. O Heli-coil é uma espiral de arame de alta resistência com a forma romboidal. é fazer insertos na rosca.Metalização Metalização por Aspersão Térmica é obtida através da projeção de micro-partículas de um determinado material. Ela apresenta.8 Recuperação de Superfícies (Revestimentos Metálicos) . mais recomendável. com dois rasgos conificados e um rebaixo. repassar o furo danificado com outra broca e rosqueá-lo com macho fornecido pela própria Heli-coil.5. adicionar na rosca elementos de fixação existentes no mercado. servindo para fixá-la após o rosqueamento. O aumento do diâmetro do material de base é mínimo. 3.

como: Proteção à corrosão. não são recomendáveis revestimentos superiores a 0. químico ou atmosférico. Alta resistência ao desgaste. Boa usinabilidade. resistência à corrosão e alto poder desmoldante. até espessuras maiores (10mm). formando um revestimento que possui como características principais. Resistência a elevadas temperaturas. Principais Vantagens:        Aplica-se em todos os setores da indústria. bem como esforços de trabalho da peça sob o ponto de vista mecânico. porém por razões técnicas e econômicas. Pode variar entre 0. com força de aderência ao material base. O processo de metalização oferece as mais variadas possibilidades de revestimentos e opções de materiais que. Temperatura e Chama. Equipamentos antigos podem ser revestidos com materiais mais nobres. Significante redução de custos de manutenção. tais. como também de outros materiais. térmico. Em casos especiais pode-se aplicar maiores espessuras. em componentes novos e principalmente na manutenção. pela baixa temperatura de aplicação. resistência ao desgaste. Não provoca tensões na peça. Pode-se produzir revestimentos mais porosos ou mais densos do mesmo material de base.5 mm. Boa condutividade elétrica.comprimido. Alta dureza. dureza. elevada dureza. pois o processo de aplicação admite altas camadas.2 mm. . por conseqüência oferece inúmeras soluções técnicas de engenharia e características. qualidade da superfície.Cromo duro Cromo Duro é um metal depositado eletroliticamente sobre metais ferrosos ou não ferrosos.com) . para adquirir características especiais.novaPDF. de acordo com as necessidades técnicas. Resistência elétrica. Retorno à medida original em peças já desgastadas.02 a 0.05mm). Peças com geometria irregular podem ser recuperadas. desde camadas muito finas (0. formando. Educação Profissional 35 Created with novaPDF Printer (www. suas propriedades de resistência. Para definir a espessura de camada. Peças novas. Todas as características têm relação direta com o material de adição escolhido e o processo de metalização utilizado. ou ainda revestimentos simplesmente para enchimento de regiões desgastadas. considera-se a material base.

14 Cromo sobre Aço . Coeficiente de atrito estático: Cromo sobre Cromo . A dureza diminui minimamente a 300ºC e baixa aproximadamente 50% a 600ºC. Resistência ao desgaste . pinturas e óleos. Dureza obtida com baixa temperatura (média de 55ºC).com) . Prolonga a vida útil da peça revestida. Baixo coeficiente de fricção. Resistência ao ataque químico.17 Aço sobre Aço . 4 .1100 Hv em média.0. portanto. Alto poder deslizante (baixo coeficiente de atrito).0. Resistência ao risco. apresenta notável diminuição de energia consumida. por isso é repelentes a água. Força de aderência sobre a base.Características técnicas do Cromo Duro          Resistência à corrosão. A espessura da camada não exerce influência sobre a dureza do Cromo Duro.1 INTRODUÇÃO Bombas são máquinas operatrizes hidráulicas que transferem energia ao fluido com a finalidade de transportá-lo de um ponto a outro. Recebem energia de uma fonte motora qualquer e cedem parte Educação Profissional 36 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. Elevada dureza (sem introduzir tensões). A composição e controle do banho são os fatores que influem na dureza.30 Dureza       68 HRc .750 HB . Baixo Coeficiente de Atrito Baixo poder aglutinante e umedecedor.0. Não introduz tensão ou empenamento na peça.BOMBAS 4. Resistência ao Desgaste Ensaios têm demonstrado que um aço revestido com Cromo Duro resiste ao desgaste entre 5 (cinco) a 8 (oito) vezes mais que o aço sem cromo.

Educação Profissional 37 Created with novaPDF Printer (www. energia cinética ou ambas. .com) . Por sua vez.Classificação das bombas centrífugas Em função dos tipos e formas dos rotores. muito utilizado em sistemas de irrigação e bombas de combate a incêndio).3. . isto é. O movimento rotacional de um rotor inserido em uma carcaça (corpo da bomba) é o órgão funcional responsável por tal transformação. entretanto.motores elétricos (forma mais usual).3 CLASSIFICAÇÃO DAS BOMBAS Não existe uma terminologia homogênea sobre bombas. a velocidade ou ambas as grandezas. esta energia cinética é transformada em energia potencial (energia de pressão) sendo esta a sua característica principal. aumentam a pressão do líquido.. 4.turbinas (em sua grande maioria.2 FORMAS DE ACIONAMENTO As principais formas de acionamento são: . . 4.motores de combustão interna (por ex.1 Bombas Centrífugas Este tipo de bomba tem por princípio de funcionamento a transferência de energia mecânica para o fluido a ser bombeado em forma de energia cinética. as bombas centrífugas podem ser divididas na seguinte classificação: Radiais ou Puras Quando a direção do fluido bombeado é perpendicular ao eixo de rotação. Fluxo misto ou Semi-Axial Quando a direção do fluido bombeado é inclinada em relação ao eixo de rotação. turbinas a vapor). pois existem vários critérios para designálas. Fluxo Axial Quando a direção do fluido bombeado é paralela em relação ao eixo de rotação. poderemos classificá-las em duas grandes categorias: a) Bombas centrífugas (também chamadas Turbo-bombas). b) Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo 4.desta energia ao fluido sob forma de energia de pressão.Diesel.novaPDF.

Movimento de descarga Princípio de funcionamento: 1) Movimentação de aspiração com conseqüente fechamento da válvula de descarga e abertura da válvula de admissão.3. Esta transferência é obtida pela movimentação de um órgão mecânico da bomba. é responsável pela variação na classificação das bombas volumétricas ou de deslocamento positivo.Bombas De Êmbolo Nas bombas de êmbolo. as quais dividem-se em: a) Bombas de êmbolo ou alternativas. dai resultando o nome de bombas volumétricas. preenchendo de fluido o volume V1. parafusos.2 Bombas De Deslocamento Positivo Ao contrário das bombas centrífugas. engrenagens. sucessivamente enche e depois é expulso dos espaços com volume determinado no interior da bomba.novaPDF. b) Bombas rotativas . etc) .Movimento de aspiração 4 . O líquido.Válvula de admissão 2 .Válvula de descarga 3 . em movimentos alternativos aspira e expulsa o fluido bombeado como é demonstrado na figura abaixo: 1 . A variação destes órgãos mecânicos (êmbolos. este tipo de máquina tem por característica de funcionamento a transferência direta da energia mecânica cedida pela fonte motora em energia potencial (energia de pressão).4.com) . que obriga o fluido a executar o mesmo movimento do qual ele está animado. diafragma. o órgão que produz o movimento do fluido é um pistão que. Educação Profissional 38 Created with novaPDF Printer (www.

entre outras. haja apenas flutuações. caso não haja fluido a aspirar.as pressões variam periodicamente em cada ciclo.esta bomba é capaz de funcionar como bomba de vácuo. . As características mais importantes.a descarga através da bomba é intermitente.CLASSIFICAÇÃO As bombas centrífugas são geralmente classificadas por sua configuração mecânica geral. 4. lóbulos. sendo que a somatória de todos eles. Observações gerais: . .2) Movimento de descarga com abertura da válvula de descarga e fechamento da válvula de admissão.4 BOMBAS CENTRÍFUGAS . quando a velocidade é constante. palhetas. engrenagens. corresponde a vazão total fornecida pela bomba.novaPDF.com) . embora rigorosamente falando. As bombas rotativas podem ser de parafusos (screw pumps). imprimindo-lhe energia potencial (de pressão). a descarga e a pressão são praticamente constantes. menos o vazamento natural (recirculação). daí a origem do nome. Nestas bombas. conforme mostram as figuras abaixo: O funcionamento volumétrico de todas elas consiste no preenchimento dos interstícios entre o componente girante e a carcaça. . esvaziando o fluido do volume V1. as quais incluem virtualmente todas as bombas centrífugas são: Educação Profissional 39 Created with novaPDF Printer (www.Bombas Rotativas A denominação genérica Bomba Rotativa designa uma série de bombas volumétricas comandadas por um movimento de rotação.

4. onde o eixo de acionamento da bomba é o próprio eixo do acionador e bombas não monobloco.com) .4. que fazem a bomba vencer diversas alturas Educação Profissional 40 Created with novaPDF Printer (www. por sua vez.4. o rotor ou rotores são montados num eixo apoiado por mancais em ambas as extremidades e os mesmos situam-se entre eles. onde o eixo de acionamento da bomba é distinto do eixo do acionador. Este grupo de bombas é subdividido em bombas monobloco.4.3 Curva Característica De Uma Bomba Curvas características das bombas são representações gráficas que traduzem o funcionamento da bomba. são montados na extremidade posterior do eixo de acionamento que.4. Este grupo pode ser subdividido em bombas de simples e múltiplos estágios. 4. o rotor ou rotores. é fixado em balanço sobre um suporte de mancais. obtidas através de experiências do fabricante. O acoplamento entre eixos é realizado geralmente por luvas elásticas.novaPDF.2 Bomba Centrífuga Com Rotor Entre Mancais Neste grupo de bombas.1 Bomba Centrífuga Com Rotor Em Balanço Neste grupo de bombas.

1 . obtém-se a altura manométrica desenvolvida pela bomba. Educação Profissional 41 Created with novaPDF Printer (www. para determinarmos a nova altura desenvolvida pela bomba nesta nova condição. Considerando-se que: . altura desenvolvida pela bomba correspondente a vazão zero.Abre-se um pouco mais a válvula. conforme esquema abaixo. .exista uma válvula situada logo após a boca de recalque da bomba.com) .Ps seja a pressão de sucção no flange de sucção da bomba. De uma maneira simplificada.a bomba em questão esteja comum diâmetro de rotor conhecido. a qual chamaremos de H0. determina-se a pressão desenvolvida pela bomba.Pd seja a pressão de descarga no flange de descarga da bomba. . seja ele qual for. com a válvula de descarga totalmente fechada (Q = 0).exista um medidor de vazão.Abre-se parcialmente a válvula. da mesma forma que as anteriormente descritas. a qual chamaremos de H1. . com a finalidade de controle de vazão.Coloca-se a bomba em funcionamento. as curvas são traçadas da seguinte forma. a qual chamaremos de Q e procede-se de maneira análoga a anterior. ou seja. 3 . verificando também a potência absorvida e a eficiência da bomba. . para obtermos os valores da vazão em cada instante. Com essa pressão diferencial. determinada pelo medidor de vazão. 2 . . obtendo-se assim uma vazão Q3 e uma altura H3.novaPDF.Obtenção Da Curva Característica De Uma Bomba O levantamento das curvas características das bombas é realizado pelo fabricante do equipamento. em bancos de prova equipados para tal serviço. através da fórmula: Essa altura é normalmente conhecida como altura no "shut-off". que será igual a pressão de descarga menos a pressão de sucção.manométricas com diversas vazões. obtendo-se assim uma nova vazão.

 A curva (Q x H). Resumindo:  As curvas características apresentadas pelos fabricantes.  A curva de (Q x NPSHr). quando operando com água. é necessária a correção destas curvas para esta nova condição de trabalho.novaPDF. os valores das vazões e no eixo das ordenadas ou eixo vertical. com os quais plotaremos em um gráfico. onde no eixo das abcissas ou eixo horizontal.  A curva de (Q x ). os fabricantes alteram os diâmetros de rotores para um mesmo equipamento.com) . Normalmente. os valores das alturas manométricas. como mostrado abaixo. representa a energia fornecida expressa em altura de coluna de líquido. são obtidas nas bancadas de testes dos fabricantes. obtemos outros pontos de vazão e altura. representa a energia requerida no flange de sucção da bomba.  Para bombeamento de fluidos com viscosidades diferentes da água. representa os rendimentos e potências consumidas pela bomba.4 . Exemplos de curvas de bombas: Educação Profissional 42 Created with novaPDF Printer (www.Continuando o processo algumas vezes. e a curva de (Q x P). obtendo-se assim a curva característica da bomba com uma família de diâmetros de rotores. bombeando água limpa à temperatura ambiente.

Educação Profissional 43 Created with novaPDF Printer (www.Ponto De Trabalho Se plotarmos a curva do sistema no mesmo gráfico onde estão as curvas características das bombas..novaPDF.com) . obteremos o ponto normal de trabalho na intersecção destas curvas.

Rendimento no ponto de trabalho ( t) 4. acima da pressão de vapor do produto. por exemplo. para a água. quando tivermos uma pressão maior que a pressão de vapor. Educação Profissional 44 Created with novaPDF Printer (www. a pressão atmosférica. A pressão de vapor de um líquido cresce com o aumento da temperatura. A tabela a seguir.com) .Pressão De Vapor Pressão de vapor de um líquido a uma dada temperatura é aquela à qual o líquido coexiste em sua fase líquida e vapor.4.4 Cavitação/Npsh Uma definição simples de cavitação e NPSH seriam: uma intensa formação de bolhas de vapor na zona de baixa pressão da bomba e posterior colapso destas bolhas na região de alta pressão e NPSH é a pressão mínima em termos absolutos. Numa mesma temperatura.Vazão (Qt) . . assim. haverá somente a fase vapor. ocorrendo o fenômeno da ebulição. em metros de coluna de água.A curva acima mostra que esta bomba teria como ponto normal de trabalho: . resultará na evaporação do líquido. haverá somente a fase líquida e quando tivermos uma pressão menor que a pressão de vapor. a fim de evitar a formação destas bolhas de vapor. mostra a pressão de vapor em função da temperatura.novaPDF. caso a temperatura seja elevada até um ponto que a pressão de vapor iguale.Potência consumida (Pt) .Altura (Ht) .

em geral próximas as superfícies. As superfícies metálicas onde se chocam as diminutas partículas resultantes da condensação são submetidas a uma atuação de forças complexas. Cada bolha de vapor assim formada. É a erosão por cavitação. nas regiões mais rarefeitas. as dimensões da mesma se reduzem bruscamente. como sucede em bombas centrífugas.. onde se processa o seu colapso. conduzido pelo fluxo líquido provocado pelo orgão propulsor e com grande velocidade atingem regiões de elevada pressão. inicia-se um processo de vaporização do mesmo. bolhas ou cavidades (dai o nome cavitação) no interior dos quais o líquido se vaporiza. formam-se pequenas bolsas. O desgaste pode assumir proporções tais que pedaços de material podem soltar-se das peças. oriundas da energia liberada dessas partículas. cuja natureza constitui objeto de pesquisas interessantes e importantes. Portanto. no deslocamento de superfícies constituídas por pás. Em seguida.com) . As bolhas que contém vapor do líquido parecem originar-se em pequenas cavidades nas paredes do material ou em torno de pequenas impurezas contidas no líquido. dão à superfície um aspecto esponjoso. com o prosseguimento do fenômeno. chamadas de núcleos de vaporização ou de cavitação. ocorrem inevitavelmente rarefações no líquido. com a condensação do vapor e o retorno ao estado líquido.O Fenômeno Da Cavitação No deslocamento de pistões. que produzem percurssões. ocorrendo o seu colapso e provocando o deslocamento do líquido circundante para seu interior. Se a pressão absoluta baixar até atingir a pressão de vapor ou tensão de vapor do líquido na temperatura em que este se encontra. gerando assim uma pressão de inércia considerável. corroído.novaPDF. tem um ciclo Educação Profissional 45 Created with novaPDF Printer (www. nos "Venturis". As partículas formadas pela condensação se chocam muito rapidamente umas de encontro a outras e de encontro à superfície que anteponha o seu deslocamento. pressões reduzidas devido a própria natureza do escoamento ou ao movimento impresso pelas peças móveis ao fluido. desagregando elementos de material de menor coesão e formam pequenos orifícios. isto é. quando a pressão reinante no líquido se torna maior que a pressão interna da bolha de vapor. que. rendilhado. Inicialmente.

tendo em vista o caráter cíclico do fenômeno. estes efeitos passarão a ser perceptíveis através de ruído característico (o ruído se parece com o crepitar de lenha na fogueira. nem ruído e vibrações. alguns pesquisadores mencionam que este ciclo é repetido numa freqüência que pode atingir a ordem de 25. com a finalidade de se reduzir as dimensões do equipamento e. intensidade da cavitação. Quando ocorrer cavitação de pequena intensidade. há uma tendência para a escolha de rotações elevadas de funcionamento.Conseqüências Da Cavitação Os efeitos da cavitação dependem do tempo de duração. Geralmente. os pontos atacados no rotor estão situados na parte frontal da pá. vibração.000 bolhas por segundo e que a pressão provavelmente transmitida às superfícies metálicas adjacentes ao centro de colapso das bolhas pode atingir a pressão de 1000 atm. as ações mecânicas repetidas na mesma região metálica ocasionam um aumento local de temperatura de até 800 C. bem como a turbulência gerada pelo fenômeno. propriedade do líquido e resistência do material à erosão por cavitação. portanto. Esta alteração nas curvas é mais drástica no caso de bombas centrífugas. pois neste caso. não se notarão alteração nas características de performance da bomba. caso o ponto de trabalho esteja à esquerda da vazão correspondente ao ponto de melhor rendimento ou na parte traseira. O barulho e vibração são provocados principalmente pela instabilidade gerada pelo colapso das bolhas. caso esteja situado à direita. A alteração nas curvas características. Deve-se verificar que a erosão por cavitação não se verifica no lugar onde as bolhas se formam. podendo também ocorrer nos corpos ou difusores. ou seja. e conseqüente alteração no desempenho da bomba é devida à diferença de volume específico entre o líquido e o vapor. ou seja. Educação Profissional 46 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF. seus efeitos serão muitas vezes imperceptíveis. . o custo.entre crescimento e colapso. a cavitação causa barulho. mas sim no local onde implodem. um martelamento com freqüência elevada ou um misturador de concreto em alta velocidade). Na construção de máquinas hidráulicas. da ordem de poucos milésimos de segundo e induz a altíssimas pressões que atingem concentradamente a zona afetada. Um outro aspecto que merece atenção é que. Para se ter idéia desse processo. tendo em vista que o canal de passagem do líquido é restrito. A danificação do material emuma bomba centrífuga geralmente ocorre no rotor.com) . porém em tais condições aumenta-se o risco de cavitação. a presença de bolhas influencia consideravelmente o desempenho do equipamento. A cavitação poderá ocorrer em maior ou menor intensidade. Com o aumento desta intensidade. alteração das curvas características e danificação ou "pitting" do material.

com) .Npsh Disponível É uma característica da instalação em que a bomba opera. Para efeito de estudo e definição.altura geométrica de sucção (positiva ou negativa) (m) Hp . conservou-se a designação NPSH.peso específico do fluido na temperatura de bombeamento (kgf/dm3) Educação Profissional 47 Created with novaPDF Printer (www.pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento (kgf/cm 2) Hgeos . o NPSH pode ser dividido em NPSH requerido e NPSH disponível.pressão atmosférica local (kgf/cm2) Pv . foi introduzida na terminologia de instalações de bombeamento a noção de NPSH. A fim de caracterizar as condições para que ocorra boa "aspiração". e da pressão disponível do líquido no lado de sucção da bomba. Esta grandeza representa a disponibilidade de energia com que o líquido penetra na boca de entrada da bomba. O NPSH disponível pode ser calculado através de duas fórmulas: Prs . O termo NPSH é um termo encontrado em publicações na língua inglesa.perdas de carga na sucção (m)  .novaPDF.EXEMPLO DE UM ROTOR “ CAVITADO ” .Em publicações em vários idiomas. A compreensão deste conceito é essencial para a correta seleção de uma bomba.pressão no reservatório de sucção (kgf/cm2) Patm . . embora alguns autores utilizem o termo APLS "Altura Positiva Líquida de Sucção" ou "Altura de Sucção Absoluta".Npsh( Net Positive Suction Head) Um dos mais polêmicos termos associados com bombas é o NPSH.

pressão no flange de sucção (kgf/cm2) Patm .velocidade do fluxo no flange de sucção (m/s)  . esta queda de pressão inclui a altura de velocidade no flange de sucção da bomba. A expressão NPSH representa a energia em altura absoluta do líquido na sucção da bomba acima da pressão de vapor deste líquido. mas é constituída na maior parte pela transformação da pressão em energia cinética. o que evitará a cavitação e as respectivas conseqüências. deste modo. é utilizado como critério a ocorrência de uma queda de 3% na altura manométrica para uma determinada vazão. o fim prático do NPSH é impor limitações às condições de sucção da bomba. as limitações de sucção de uma bomba mediante a curva de NPSHrequerido. A pressão mais baixa ocorre na entrada do rotor. Portanto. O fabricante define. que a margem entre o NPSHreq e o NPSHdisp. deste modo.distância entre as linhas de centro da bomba e do manômetro (m) g . Assim sendo. se mantivermos a pressão na entrada do rotor superior à pressão de vapor. não haverá vaporização do líquido.Npsh Requerido A maioria das curvas características das bombas inclui a curva do NPSH requerido em função da vazão. Para definição do NPSH requerido de uma bomba. Desde que a energia disponível iguale ou exceda os valores de NPSH requerido. Educação Profissional 48 Created with novaPDF Printer (www.aceleração da gravidade (m/s2) 10 . a bomba deve ser selecionada observando a seguinte relação: Utiliza-se na prática. desde o flange de sucção até a pá do rotor: Como o diâmetro nominal do flange de sucção é normalmente desconhecido na fase de negociação. portanto. são baseados no seguinte: . deve ser no mínimo de 10 a 15%. na temperatura de bombeamento.na queda de pressão.peso específico do fluido na temperatura de bombeamento (kgf/dm3) Zs .fator para acerto de unidades NPSH disponível na fase de operação Ps . referida à linha de centro da bomba. Esta curva é uma característica própria da bomba e a rigor pode somente ser obtida experimentalmente nas bancadas de teste dos fabricantes. não teremos vaporização na entrada da bomba e evitaremos assim o fenômeno da cavitação.com) .constante para acerto de unidades . para aplicação prática.pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento (kgf/cm 2) vs . os valores de NPSH requerido informados pelo fabricante.pressão atmosférica local (kgf/cm2) Pv . de modo a manter a pressão na entrada do rotor acima da pressão de vapor do líquido bombeado.novaPDF. A queda de pressão do flange até o rotor não é só perda de carga por atrito. porém não inferior que 0.10 . Este critério é adotado pelo Hydraulic Institute Standards e American Petroleum Institute (API 610).5 m.

junções.na linha de centro da bomba: Tal prática facilita os estudos de antiprojeto e de comparação entre diversos tipos de bombas. válvulas. pois existem bombas com flanges de sucção em diversas posições.. Localizada São perdas de pressão ocasionadas pelas peças e singularidades ao longo da tubulação. Em outras palavras. sem singularidades. expansões. 4. para efeito de cálculo. O método consiste em adicionar à extensão da canalização. axial.Tipos De Perda De Carga Distribuída São aquelas que ocorrem em trechos retos de tubulações. Educação Profissional 49 Created with novaPDF Printer (www. a um encanamento retilíneo de comprimento maior. é uma perda de energia ou de pressão entre dois pontos de uma tubulação. por exemplo: lateral. sob o ponto de vista de perda de carga. derivações. etc. equivale. comprimentos tais que correspondam à mesma perda de carga que causariam as singularidades existentes na canalização.4. reduções. .Cálculo De Perdas De Cargas Através Do Método Do Comprimento Equivalente Uma canalização que possui ao longo de sua extensão diversas singularidades. válvulas. Total É a soma das perdas de carga distribuídas em todos os trechos retos da tubulação e as perdas de carga localizadas em todas as curvas.com) . etc. tais como curvas.novaPDF. .5 Perdas de carga em tubulações A perda de carga no escoamento em uma tubulação ocorre devido ao atrito entre as partículas fluidas com as paredes do tubo e mesmo devido ao atrito entre estas partículas. etc.

Utilizando a fórmula de Darcy -Weisback.com) . tem-se: .novaPDF.Comprimentos Equivalentes A Perdas Localizadas Educação Profissional 50 Created with novaPDF Printer (www.

4.bomba de simples estágio Educação Profissional 51 Created with novaPDF Printer (www. conexões.com) .novaPDF. conhecendo-se as dimensões da tubulação. características do líquido. estas perdas podem ser calculadas através de fórmulas experimentais ou empíricas.6 Componentes Das Bombas Centrífugas E Suas Principais Características Os principais componentes das bombas centrífugas são os seguintes: .: As perdas de carga distribuídas e localizadas no escoamento em tubulações podem ser determinadas através das medidas de pressão. etc. Por outro lado. 4.Obs.

Rotor Rotor é o componente giratório. Em função da velocidade específica da bomba. semi-axial ou axial. o rotor pode ser do tipo radial. dotado de pás que tem a função de transformar a energia mecânica de que é dotado em energia de velocidade e energia de pressão.. Critérios Para A Seleção De Tipos De Rotores Abaixo damos alguns exemplos práticos para a seleção de tipos de rotores em função do líquido bombeado: Abaixo.com) .novaPDF. mostramos alguns exemplos de rotores: Educação Profissional 52 Created with novaPDF Printer (www.

a força radial atuante no conjunto girante se altera. . Vejamos os principais tipos de corpos: Educação Profissional 53 Created with novaPDF Printer (www. As duas primeiras formas são as mais usuais e conhecidas. com simples estágios: . A espiral propriamente dita e o bocal de recalque são separados por uma parede chamada língua da espiral.dupla espiral.novaPDF.com) . passo fundamental para o bombeamento.mista. . .circular.. Dependendo da forma do corpo.Corpo Espiral (Ou Voluta) O corpo espiral é o responsável pela contenção do fluido bombeado bem como provê oportunidade para a conversão da energia cinética contida no fluido em energia de pressão. Existem as seguintes formas de corpos de bombas.simples espiral.

são executados das seguintes formas: .A norma de rosca utilizada é a BSP ou também chamada rosca gás.corpo bipartido axialmente.corpo bipartido radialmente.com) . bombas para pequenas irrigações. etc).novaPDF. médias e grandes irrigações. No que diz respeito aos bocais das bombas. bomba de pequeno porte. converter parte da energia cinética do fluido em energia de pressão e principalmente. . destacam-se as normas DIN (sistema métrico) e a norma ANSI (sistema inglês).Uma outra classificação dos corpos seria quanto ao seu seccionamento. Dentre as inúmeras normas existentes.rosqueados (normalmente utilizados em instalações de construção civil. A vantagem essencial dos corpos bipartidos axialmente. diz respeito a facilidade de manutenção. etc). Educação Profissional 54 Created with novaPDF Printer (www. Ambas as normas apresentam características próprias cujas diferenças apresentamos a seguir e as quais devem ser perfeitamente entendidas. . ou seja: . ou seja. abastecimento de água. para a correta determinação dos flanges. . servir de direcionador do fluido da saída um rotor para a entrada do próximo.flangeados (utilizados em instalações industriais. que pode ser feita pela simples remoção do corpo superior.Difusor A função do difusor é idêntica a carcaça.

que possuem o rotor no centro. impedir a ocorrência de giro dos mesmos. assim como também em bombas verticais com rotores semi-axiais ou axiais. Quando a bomba opera acima da primeira velocidade crítica.Eixo A função do eixo é de transmitir o torque do acionador ao rotor. Este fator é importante para evitar que as folgas entre as peças rotativas e as estacionárias se alterem em operação. Educação Profissional 55 Created with novaPDF Printer (www. de no mínimo. Neste último caso. O eixo deve ser construído em material que suporte as variações de temperatura. têm o diâmetro máximo no local de montagem do rotor. Difusores de bombas de múltiplos estágios são montados nos corpos de estágio sendo fixados axial e radialmente visando inclusive. quando para aplicações que envolvam líquidos quentes. sob a forma de uma força centrífuga. .com) . Eixos suportados nos dois extremos. que é a rotação na qual um pequeno desbalanceamento no eixo ou no rotor são ampliados de tal forma. 20%acima. bem como fadiga devido à cargas aplicadas que surgem durante a operação. a deflexão do eixo na face da caixa de gaxetas não deve ser superior a limites definidos em normas e recomendações dos fabricantes de selos mecânicos. diz-se que o eixo é flexível e quando opera abaixo. Eixos de bombas com rotor em balanço têm o diâmetro máximo entre os rolamentos. desgaste prematuro e maior consumo de energia. O eixo tanto pode ser projetado para trabalhar como flexível ou rígido. diz-se que o eixo é rígido. a seguinte de segunda crítica e assim por diante. Geralmente as bombas trabalham abaixo da velocidade crítica.novaPDF.O eixo é projetado para que tenha uma deflexão máxima pré-estabelecida quando em operação. o que provocaria seu contato. A ponta do eixo é projetada para resistir ao máximo torque que pode ocorrer em trabalho. sendo parte integrante da mesma. desde que no primeiro caso a velocidade crítica seja de 60 a 75%da velocidade de trabalho e no segundo. A mais baixa velocidade crítica é a chamada de primeira crítica.Difusores são usados principalmente em bombas de múltiplos estágios com rotores radiais. O ponto mais importante a considerar no projeto de eixos é a velocidade crítica. Também por questões de vida útil do selo mecânico. o difusor assume também a função de carcaça. que provoca deflexão e vibração.

Além disso. Eixos vedados garantem que o líquido bombeado não entre em contato com o eixo. os eixos não vedados devem ser construídos em materiais resistentes à corrosão.Luva Protetora Do Eixo A luva protetora do eixo tem a função de proteger o eixo contra corrosão. estes possuem eixos vedados ou não vedados. Eixos não vedados têm contato com o líquido bombeado. deve proteger o eixo na região do engaxetamento. A luva protetora gira com o eixo e geralmente é fixada de forma axial. erosão e desgaste. só no rotor (girante) ou em ambos. como por exemplo o rotor e a carcaça. fazem a separação entre regiões onde imperam as pressões de descarga e sucção.Anéis De Desgaste São peças montadas só na carcaça (estacionário).novaPDF. Educação Profissional 56 Created with novaPDF Printer (www. . deve ser considerado que. .com) . Na seleção do material do eixo. Bombas seriadas em serviços leves não possuem anéis de desgaste.Dependendo do tipo de projeto da bomba. e que mediante pequena folga operacional. isto é conseguido por meio de vedações entre as peças montadas no eixo do lado do rotor e porca do rotor especial. causado pelo líquido bombeado. Os anéis são peças de pequeno custo e que evitam o desgaste e a necessidade de substituição de peças mais caras. para líquidos corrosivos. contra o desgaste causado pelas gaxetas. impedindo assim um retorno exagerado de líquido da descarga para a sucção. porém. os eixos vedados podem ser fornecidos em aço carbono e luva protetora do eixo com material resistente a corrosão. A própria carcaça e o rotor possuem superfícies ajustadas de tal forma que a folga entre estas peças é pequena. por chavetas ou rosqueadas no eixo.

A montagem dos anéis de desgaste e sua fixação no local pode ser feita por pinos. fixação por parafusos ou solda. refazendo assim as folgas originais. montagem por interferência. para evitar que a dilatação solte o anel. Algumas normas de construção indicam que. ou seja. isto geralmente ocorre em aplicações com fluidos onde altas temperaturas estão envolvidas.Caixa De Selagem A caixa de selagem tem como principal objetivo proteger a bomba contra vazamentos nos pontos onde o eixo passa através da carcaça. conforme se aumenta a folga diametral dos anéis de desgaste. aumenta o retorno de líquido da descarga para a sucção da bomba.selo mecânico. Os anéis são substituidos quando a folga diametral excede os limites definidos nos manuais de serviço do fabricante. Em bombas de maior porte tanto a carcaça e/ou rotor podem ser providos com anéis de desgaste. é necessária a fixação por solda. nota-se uma redução na eficiência da bomba. .com) . as bombas poderão ser dotadas de placas de desgaste com dispositivo de lavagem com líquido limpo de fonte externa. O tipo de execução do anel de desgaste depende do projeto da bomba e do líquido bombeado. No bombeamento de líquidos com abrasivos em suspensão. pode-se reusinar o rotor ou a carcaça e colocar anéis.Quando a folga aumenta. dependendo do projeto da bomba. além da interferência.novaPDF. Educação Profissional 57 Created with novaPDF Printer (www. Os principais sistemas de selagem utilizados em bombas centrífugas são: .gaxetas . Deve-se ressaltar que. a chamada recirculação hidráulica.em casos especiais.

sólidos em suspensão ou materiais abrasivos. A injeção de líquido de fonte externa é sempre necessário nas seguintes condições: . utilizado para prevenir ou controlar a passagem de fluidos entre duas superfícies que possuam movimentos. algodão).quando o líquido bombeado contiver areia. Este sistema consiste na injeção de um líquido limpo na caixa de gaxetas. Vedações de eixo por gaxetas necessitam de um pequeno vazamento para garantir a lubrificação e a refrigeração na área de atrito das gaxetas com o eixo ou com a luva protetora do eixo. faz-se a utilização de um anel cadeado ou anel lanterna. sua função é prevenir a entrada de ar para dentro da bomba. determina-se um ou outro tipo de gaxeta. Sua utilização se faz necessária. quando por exemplo o líquido bombeado contiver sólidos em suspensão. Entretanto. ou seja. . Geralmente entre os anéis de gaxetas.novaPDF. impedindo assim a entrada de ar na bomba. De acordo com o fluido a ser bombeado.. A gaxeta é comprimida para dar o ajuste desejado no eixo ou na luva protetora do eixo por um aperta gaxetas que se desloca na direção axial.com) . A posição do anel cadeado no engaxetamento é definida durante o projeto da bomba pelo fabricante. etc.5 m.a pressão de descarga é inferior a 0. . a caixa de gaxetas usualmente tem a forma de uma caixa cilíndrica que acomoda um certo número de anéis de gaxeta em volta do eixo ou da luva protetora do eixo. Para bombas de serviços gerais. sua função é evitar vazamento para fora da bomba. ataque químico.a altura de sucção é maior que 4. Este líquido pode ser o próprio fluido bombeado injetado sobre o anel cadeado por meio de furações internas ou por meio de uma derivação retirada da boca de descarga da bomba. que poderão se acumular e impedir a livre passagem de líquido e impedindo a lubrificação da gaxeta. rami. A função das gaxetas varia com a performance da bomba. O anel cadeado pode também ser utilizado quando a pressão interna na caixa de gaxetas é inferior a atmosférica. temperatura.Gaxetas Podemos definir gaxetas como um material deformável.fibras minerais (amianto) ou fibras sintéticas. pressão. se uma bomba opera com sucção negativa. Com isto. ocorrerá o desgaste excessivo no eixo e na gaxeta por esmerilhamento. Educação Profissional 58 Created with novaPDF Printer (www. Este líquido chega até os anéis de gaxetas através de um anel perfurado chamado de anel cadeado.7 kgf/cm .em bombas de condensado que succionam direto do condensador. uma em relação a outra Gaxetas são construídas de fios trançados de fibras vegetais (juta. se a pressão é acima da atmosférica.

. . é necessário o uso de selos mecânicos. impregnado e grafitado. Quando o líquido bombeado for inflamável.grafite puro. devem ser utilizados selos mecânicos. . não grafitado.amianto trançado com fios metálicos anti-fricção.Limites De Aplicação Educação Profissional 59 Created with novaPDF Printer (www. . impregnado com composto especial e acabado com grafite.teflon puro trançado em filamentos e lubrificado. .com) . explosivo. corrosivo. tóxico ou quando é exigido que vazamentos não sejam permitidos.amianto de alta resistência e flexibilidade. não grafitado.novaPDF.amianto impregnado com teflon e lubrificado.amianto grafitado. A vedação do eixo por engaxetamento só pode ser feita para pressões até 15 kgf/cm na entrada da caixa de gaxeta. . A tabela da página seguinte mostra os diversos tipos de gaxetas e suas aplicações: . Para pressões maiores.O engaxetamento é um dispositivo de redução de pressão. O engaxetamento deve ser de material facilmente moldável e plástico que possa ser convenientemente ajustado. porém deve resistir ao calor e ao atrito com o eixo ou a luva protetora do eixo.

algum vazamento pode ocorrer. Para conseguir esta selagem. uma superfície ligada ao eixo e a outra à parte estacionária da bomba.com) . tóxico. mal cheiroso ou quando não se deseja vazamentos) utiliza-se um outro sistema de selagem chamado de selo mecânico. fica no interior da caixa e em contato com o líquido bombeado. presença de abrasivos..Selos Mecânicos/Dispositivos Auxiliares Os selos mecânicos necessitam. são características negativas para o emprego de selos. foles ou cunhas. As pressões mantidas entre as superfícies asseguram o mínimo desejável de vazamento. Embora os selos mecânicos possam diferir em vários aspectos físicos. Refrigeração da sede estacionária: neste caso o lubrificante atinge as faces de selagem através de orifícios existentes na sobreposta e na sede estacionária. para um adequado funcionamento. formando um filme líquido entre as partes rotativas e estacionárias com poucas perdas por atrito. Empregam-se O’rings. líquidos com tendência a formação de cristais e serviços em que a bomba permaneça parada por muito tempo. a selagem se realiza em três locais: A) entre o anel estacionário e a carcaça. corrosivo. todos têm o mesmo princípio de funcionamento. que uma película de filme do líquido bombeado seja formado entre as faces de selagem. . ligado ao eixo. usa-se uma junta comum ou o chamado “anel em O” (O’ring). encontramos os seguintes dispositivos auxiliares eventualmente incorporados ao selo mecânico: Refrigeração ou aquecimento da caixa de selagem: é feita introduzindo um fluido circundante em câmaras construídas para esta finalidade. Lavagem líquida (flushing): consiste basicamente em injetar um líquido de forma a atingir as faces de selagem.O líquido pode ser da própria descarga da bomba ou de fonte externa. O vazamento é praticamente nulo quando o selo é novo. C) Entre as superfícies de contato com elementos de selagem. Com o objetivo de atenuar estas limitações. alta temperatura de bombeamento. B) Entre o anel rotativo e o eixo ou a luva protetora do eixo. Estas superfícies altamente polidas são mantidas em contato contínuo por molas. Selos de montagem externa: O elemento ligado ao eixo se acha no lado externo da caixa. Educação Profissional 60 Created with novaPDF Printer (www. obrigando a substituição dos selos. por um motivo qualquer (líquido inflamável.novaPDF. quando usada. Em ambos os tipos de montagem. As superfícies de selagem são localizadas em um plano perpendicular ao eixo e usualmente consistem em duas partes adjacentes e altamente polidas. Além disso.Selo Mecânico Quando o líquido bombeado não pode vazar para o meio externo da bomba. Com o uso prolongado. Os selos mecânicos podem ser de dois tipos: Selos de montagem interna: Neles o anel rotativo.

não sendo necessário soltar as tubulações de sucção e recalque. Suspiro e dreno: no caso de fluidos perigosos o selo pode incorporar uma conexão para suspiro e outra para dreno independentemente de outros dispositivos auxiliares eventualmente utilizados. A vantagem é a fácil desmontagem da bomba. .com) . um suporte de mancal ou um cavalete de mancal. mediante a utilização de um anel bombeador. Isto significa que o suporte do mancal junto com o rotor é desmontável por trás. mas eventualmente água ou óleo para lavagem. é possível fazer a recirculação do líquido com passagem intermediária por um permutador para promover seu resfriamento. Educação Profissional 61 Created with novaPDF Printer (www. para os tamanhos menores e médios. torna-se necessário o uso de filtro ou separador tipo ciclone. normalmente o apoio da bomba só no cavalete de mancal e não permitem a desmontagem sem tirar a bomba inteira do lugar da instalação. Vantagem: maior robustez e acionamento por polias e correias diretamente na ponta de eixo da bomba. Filtro ou separador ciclone: quando o líquido bombeado conter sólidos em suspensão e deseja-se efetuar a lavagem com o próprio líquido bombeado. Bombas de simples estágio com cavalete de mancal têm.novaPDF. dependendo do projeto. uma alternativa válida é a injeção e posterior drenagem de um fluido.Suporte De Mancal/Cavalete De Mancal Bombas de simples estágio podem ter. usualmente vapor d’água. As bombas de simples estágio com suporte de mancal são normalmente do tipo “back-pullout”. Lavagem especial (quenching): em casos onde há formação de cristais.Recirculação com anel bombeador: é um sistema em que. sem remover a carcaça da bomba (que possui pés próprios) do lugar da instalação. Bombas de múltiplos estágios ou bombas bipartidas possuem suportes de mancais nos dois extremos da bomba.

como característica principal eliminar vibrações. seja no plano horizontal ou no vertical.3 MÉTODOS DE ALINHAMENTO 5. angular ou os dois combinados. enquanto que.3.1 INTRODUÇÃO Alinhamento mecânico é um recurso utilizado pela mecânica. com a finalidade de deixar as faces do acoplamento sempre com a mesma distância. O objetivo do alinhamento é garantir o bom funcionamento dos equipamentos rotativos tendo. Educação Profissional 62 Created with novaPDF Printer (www.com) .2 Régua e calibrador de folga O alinhamento com régua e calibrador de folga deve ser executado em equipamento de baixa rotação e com acoplamento de grandes diâmetros e em casos que exijam urgência de manutenção.5 ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS 5.2 TIPOS DE DESALINHAMENTOS Os desalinhamentos podem ser radial.novaPDF. no alinhamento Angular. deve ser posicionado perpendicularmente ao acoplamento da parte acionada. o sensor deve estar posicionado axialmente em relação ao seu eixo. aquecimento e dar maior durabilidade aos componentes.3. em qualquer ponto. Já o sensor do relógio para alinhamento Paralelo. e no mesmo plano. 5. 5. a rotação e importância no processo.1 Relógio comparador O alinhamento com relógio comparador deve ser executado em função da precisão exigida para o equipamento. em conjunto de equipamentos rotativos. 5. Para a verificação do alinhamento Paralelo e Angular devemos posicionar o relógio com a base magnética sempre apoiada na parte do motor.

Observação: O alinhamento deverá ser realizado. Por isso.devemos. terão origem na não observação desse detalhe. 90º. observando.novaPDF. com rapidez e qualidade. por isso. observar a centralização das funções que servirão de fixação dos equipamentos. sempre. devemos observar. considerando que todas as dificuldades que possamos ter na realização do alinhamento final.4 ALINHAMENTO A realização de um bom alinhamento não depende.  Correção do Paralelo Horizontal. 90º. Educação Profissional 63 Created with novaPDF Printer (www. 5.com) . preferencialmente. também. sem os parafusos de fechamento do acoplamento.  Correção do Angular Horizontal. de quem o faz. os itens abaixo: Nivelamento . 180º e 270º). 180º e 270º). O alinhamento angular é obtido.esse processo é de grande importância. quando o medidor de folga mostrar a mesma espessura nas 4 posições (0º. observando sempre os mesmos traços referenciais em ambas as metades do acoplamento. a concordância entre os traços de referência. Para que se realize a correção do alinhamento.  Correção do Paralelo Vertical. Dispositivos de deslocamento . antes da execução do serviço. Centralização . devemos deixar os dois equipamentos o mais plano possível. O alinhamento paralelo é conseguido. tão somente. em 4 posições defasadas de 90º.a instalação de dispositivos de deslocamento (macaquinhos) em posições estratégicas na base de assentamento servem para permitir maior precisão de deslocamento horizontal.Para obter o alinhamento correto tomamos as leituras. quando a régua se mantiver nivelada com as duas metades nas 4 posições (0º. é recomendável que seja executada na seguinte seqüência prática:  Correção do Angular Vertical.

5. Em seguida gire os dois eixos.4. até zerá-lo. certificando-se de que a sua base esteja firme. Pressione a agulha do relógio no acoplamento e gire o “Dial”. simultaneamente. verifique em que posições se encontram o equipamento. simultaneamente.1 Alinhamento Angular com relógio comparador Suponhamos que o conjunto de acionamento com desalinhamento angular seja o da figura 7 ou 8 (página seguinte). e faça as leituras nos pontos 0º. 90ºm 180º e 270º e registre todas as medidas levantadas na figura 12. As medidas lidas (final) devem ser divididas por dois (2) determinando.5. Instale o relógio como mostra a figura 9. Comparar os valores encontrados com a tolerância do acoplamento (tabela). gire ambos os acoplamentos. Analisando os registros. assim.2 Alinhamento radial com relógio comparador Instale o relógio comparador. e leia as medidas nos pontos 0º.com) . 180º e 270º.novaPDF. a espessura dos calços a serem colocados ou retirados no plano vertical ou deslocamento horizontal. 90º. Caso esteja desalinhado. gire o seu dial até zerá-lo. Em seguida. aplicar esses valores na fórmula: Esse cálculo permitirá que se determine os calços a serem colocados ou retirados no plano vertical dianteiro ou traseiro. como mostra a figura 11. Educação Profissional 64 Created with novaPDF Printer (www. Registre todas as medidas (figura 10).4. certifique-se de que a sua base esteja firmemente posicionada após ter instalado o relógio.

Coloque o calibrador de folga entre as faces do acoplamento. como mostra a figura 3.5. 5. proporcionando um alinhamento mais rápido.4. verifique em que posição se encontra o equipamento. O primeiro passo será colocar a régua apoiada na metade mais alta do acoplamento (figura 6).3 Alinhamento Angular com régua e calibrador de folga Suponhamos que o conjunto desalinhado seja o da figura 1 ou 2. Caso esteja desalinhado. Analisando os registros. com a retirada ou colocação de calços (traseiros ou dianteiros).novaPDF. Retire as medidas nos seguintes pontos: 0º. 90º. onde: Educação Profissional 65 Created with novaPDF Printer (www. A medida lida corresponde à espessura dos calços no plano vertical ou o deslocamento no plano horizontal.com) . Comparar os valores encontrados com as tolerâncias do acoplamento (tabela). o segundo passo será introduzir o calibrador no espaço entre a régua e a metade do acoplamento mais baixa.4.4. aplicar esses valores na fórmula: Esse cálculo permitirá que se determine o deslocamento no plano vertical. 5.5 Fórmula para calço Esta fórmula foi desenvolvida para auxiliar na correção do alinhamento angular.4 Alinhamento radial com régua e calibrador de folga Suponhamos que o conjunto de acionamento com desalinhamento radial seja o da figura 5. 180º e 270º e registre as medidas na figura 4.

novaPDF. Educação Profissional 66 Created with novaPDF Printer (www.H = espessura do calço X = leitura dada pelo relógio ou calibrador de folga L = distância entre centro do acoplamento e os pontos de fixação do equipamento. D = diâmetro da circunferência descrita pela ponta do relógio Exemplo: Suponhamos que foram obtidas as seguintes leituras: Portanto na vertical temos o seguinte aspecto: Na horizontal temos: A correção do axial vertical será feita introduzindo-se um calço H e H1 nas sapatas B = C: A correção do axial horizontal será obtida empurrando-se a máquina no sentido da sapata B pela sapata C por intermédio dos parafusos “macaquinhos” ou qualquer outro recurso.com) .

até normalizar essa diferença. o radial vertical. também.    Limpar a base da bomba. colocando a base do relógio em um ponto fixo e o sensor na parte superior do pé do motor (o mais próximo possível do parafuso de fixação) para verificar se há algum apoio falso. apertando os estojos cruzados com o torque recomendado pelo fabricante. conforme figura. a diferença angular vertical. primeiro. Educação Profissional 67 Created with novaPDF Printer (www. até que sejam definidas as diferenças encontradas.novaPDF. proceder à correção. Caso ocorra. apoiando a base magnética em um ponto fixo e o sensor na posição vertical superior do acoplamento. A fixação do pé da bomba deverá ser executada com auxílio do relógio comparador. fixar o adaptador ao corpo espiral. Use a fórmula   Paralelo a isso corrija.  Trave os cubos para que girem simultaneamente.   Retire todos os calços do motor elétrico sobre a base e faça uma limpeza. Com o aperto do pé da bomba. Posicione o motor. através da colocação de calços.4. Procure fixar os parafusos da base do motor com o mesmo torque. a 180º um do outro. colocando calços onde for necessário.5. o ponteiro não deverá alterar sua posição inicial. Instalar e posicionar relógios para leituras de desalinhamento radial e angular. deverá ser corrigido.  Observação: A base do relógio ou dispositivo deve estar fixada no eixo do condutor (motor) de referência. No caso de base nova. o que facilitará o acompanhamento da leitura. Com o pé da bomba solto. Dê uma ou mais voltas completas no acoplamento. colocando-o mais próximo possível da folga axial desejada entre os cubos (consultar tabela para tipo de acoplamento). Caso haja. Pressione o sensor e ajuste o “Dial” na posição “0”.6 Sequência de operações Os procedimentos abaixo descreverão uma rotina lógica de operação. Corrija. remova a tinta de proteção.com) . através dos calços. colocando-se calços na medida indicada pelo relógio.

como mostra o paralelo vertical. lubrifique (se necessário).novaPDF. Analisando as leituras encontradas no esquema abaixo. para corrigir o desalinhamento. encontrando os valores desejados. utilizando a fórmula  Faça leitura do desalinhamento radial horizontal. e quando a mesma for distendida. Dê como concluído o alinhamento. é conveniente levantar a dianteira em 4. Observação: Se vocês estiverem usando um relógio Centesimal e se o ponteiro der. Corrija o angular horizontal. significa que o motor está mais baixo e vocês devem colocar calços no valor da metade da leitura.7 Interpretação do relógio Mostraremos agora como interpretar as leituras obtidas.  Torne a apertar todos os parafusos de fixação e faça nova leitura. indicará leituras negativas. indicando que o acoplamento está “aberto” embaixo e o motor está mais baixo.  5. Toda vez que a haste do relógio for pressionada. feche o acoplamento e coloque a proteção. deveremos proceder da seguinte forma: Como na posição 180º a leitura deu negativa. Aperte todos os parafusos de fixação do equipamento e faça nova leitura.58mm. a partir do “0”. Coloque os elementos de transmissão. um deslocamento anti-horário a 180º. o relógio indicará leituras positivas. Paralelo vertical = 0 Educação Profissional 68 Created with novaPDF Printer (www.4.com) . certificando-se de que atingiu os valores desejados.

Portanto. Devemos então deslocar o motor em 0. antes de se colocar a bomba realmente em serviço. deve-se prever um folga na cota do eixo para a expansão da bomba. Além disso. a haste foi distendida. exceto os três primeiros tópicos do item 7. devemos utilizar as seguintes fórmulas práticas: 3.O mesmo procedimento deverá ser empregado para alinhamento de redutores. Redutores . em 270º com a leitura de -0. Como a medida maior foi positiva e está em 90º. Angular horizontal Na posição 90º a leitura foi de +0. Se isso for impossível. 2.5mm. 5. Devemos levantálo por igual em 1.Como a leitura deu negativo.8 Alinhamento de Eixos à Laser O alinhamento perfeito dos eixos das máquinas é fundamental para evitar a falha prematura dos rolamentos. se a bomba deve recalcar líquidos quentes. Para acionamento mediante motores elétricos não é necessária a previsão de uma folga em virtude do aquecimento. o alinhamento deverá ser verificado quando a unidade estiver na temperatura de operação. isto indica que a haste foi pressionada nesta posição. se necessário. Educação Profissional 69 Created with novaPDF Printer (www. dever-se-á prever uma folga entre a altura da turbina e o eixo. fadiga do eixo.com) . portanto o motor está abaixo. devemos deslocar a traseira no sentido 90º para 270º. também reduz o perigo de sobre-aquecimento e de um consumo de energia excessivo. Notas 1. problemas de vedação e vibrações. conforme descrição anterior.8 indicando “fechado”. Em quaisquer circunstâncias. Quando não dispomos da tolerância máxima de desalinhamento permissível do acoplamento.4.7mm para 90º. quando a turbina estiver fria. Ao executarmos um alinhamento em equipamentos acionados por turbina. Além disso.6 temos indicação de “aberto”. e será ajustado.novaPDF. ou a dianteira no sentido contrário. o alinhamento final deverá ser feito estando a turbina na temperatura de operação.

Educação Profissional 70 Created with novaPDF Printer (www. o equipamento mostra imediatamente o desalinhamento dos eixos e os ajustes corretivos necessários dos pés da máquina. de modo a que os eixos das unidades fiquem alinhados linearmente. Como os cálculos podem ser feitos em tempo real os ajustes também podem ser feitos em tempo real. 5. qualquer desalinhamento paralelo ou angular provoca a deflexão dos dois raios em relação a sua posição inicial.8. Depois de um procedimento de medição.Os alinhadores de eixos à laser proporcionam uma forma fácil e precisa para ajustar duas unidades de uma máquina rotativa. Este desvio será compilado pelo microprocessador do equipamento que informará a correção necessária. As medições vindas dos dois detectores de posição.novaPDF. Durante a rotação dos eixos a 180º. Caso haja um desalinhamento entre os eixos analisados ocorrerá um desvio do raio emitido do transdutor ao recepor. entram automaticamente no círculo lógico dentro de unidade do visor que calcula o desalinhamento dos eixos e da informações acerca dos valores de correção dos pés da máquina.1 Princípio de Operação A maioria dos dispositivos de alinhamento à laser utilizam duas unidades de medição que estão equipadas com um diodo à laser e com um detector de posição.4.com) .

com) .6 ANEXOS Equipamentos Educação Profissional 71 Created with novaPDF Printer (www.novaPDF.

03 ÓTIMO 0.07 0.Tolerâncias para Desalinhamento TOLERANCIAS DE DESALINHAMENTO EM mm R P M ACEITÁVEL 600 750 1200 1800 3600 0.05 0. Educação Profissional 72 Created with novaPDF Printer (www.01 ÓTIMO 0.03 0.08 0.02 0.05 0.04 0.09 0.02 0.07 0.04 0.07 0.01 Manual do alinhador a laser optaline.novaPDF.com) .03 0.02 ACEITÁVEL 0.10 0.04 0.06 0.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful