SEID- SEMINÁRIO EVANGÉLICO DA IGREJA DE DEUS

MÁRCIO APARECIDO DE OLIVEIRA

TRABALHO DE ECLESIOLOGIA

Goiânia, Fevereiro de 2012.

SEMINÁRIO EVANGÉLICO DA IGREJA DE DEUS MÁRCIO APARECIDO DE OLIVEIRA Trabalho Prático apresentado ao Seminário Evangélico da Igreja de Deus como requisito parcial para o Curso Bacharel Livre de Teologia. Resenha do Livro Missão Integral do Autor René Padilha. Disciplina de Eclesiologia. Fevereiro de 2012. Sob a orientação do Prof. Pr. Goiânia. Magno.SEID. .

Esta obra traz um aprendizado imensurável com relação á responsabilidade cristã e sua conscientização com relação à necessidade de se fazer discípulos e não apenas batizar pessoas. um Equatoriano apresentado no livro como sendo alguém de baixa estatura e sem eloquência. e sua necessidade de mudanças no sentido de se submeter agora ao senhorio de Cristo. e que aquele que deixa sua vida colocada nos interesses desse mundo.Ensaios Sobre o Reino e a Igreja). seu discurso se deu em Lausanne (Suíça) em 16 a 25 de junho 1974 no 1º Congresso Internacional Sobre Evangelização Mundial. em sua fala. deixou muita gente nervosa. e diz ainda que é . com enorme profundidade naquilo que se propõe a fazer. Após fazer a apresentação sobre o Livro. ele também não o é nem deve amá-lo em detrimento à vontade de Deus. o autor limita o termo mundo ao ser humano como o principal alvo do amor e da obra de Cristo dizendo que a relação de evangelização deve ir de encontro ao entendimento de que a vida no mundo é passageira e que àquele que deixa sua forma de vida ser conduzida pelos conceitos vividos e orientados na administração do estilo do mundo (politica) está em rebeldia com Deus. nesse tópico o autor trata de que a salvação de Deus é de salvar o mundo. O autor trata ainda da evangelização e a separação do mundo e diz que o Evangelho não procede de homens. em suas primeiras doze paginas. seu âmbito percorrido. por isso. sua proposta está em colocar os pingos nos devidos lugares. tem o poder salvar a todos. na apresentação. portanto. e esse termo e tratado como a universalidade do Evangelho. porém. quero apresentar em primeiro lugar seu ator Rene Padilha. o qual irá governa-lo em sua nova vida. está sob o poder de satanás. o autor passa então a falar sobre o Evangelho e a evangelização e começa a este capítulo falando do mundo na perspectiva bíblica. Steuernagel disse que ao fazer sua apresentação. torna-se passageiro como ele. o autor deixa claro a necessidade de consciência de que quem anuncia o Evangelho deve saber que o Reino que ele anuncia não é desse mundo. ou seja. e que a obra de Deus abrange o mundo em sua totalidade. Valdir R. mas de Deus e sua entrada na vida das pessoas provoca reações por que causa conflito com o que o homem vivia até então. em sua fala deixa claro que mundo (Kosmoj) é em seu aspecto geral. nem todos serão alcançados pela sua salvação. em seguida. todas as coisas criadas juntamente com seus sistemas.INTRODUÇÃO Ao introduzir a resenha desta obra (Missão Integral . portanto. a seguir o autor trata o termo mundo como sendo a humanidade. porém confundido e tratado como sendo a universalização. mas só salva à aqueles que se submetem à vontade de Deus através de Cristo Jesus. ou seja. não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. porém. demonstra a importância de seu tema visto o resultado alcançado por onde percorreu e o apoio de pessoas importantes como John Sttot e outros. porém afirma que esta.

e viver uma vida sob a liberdade conquistada por Cristo por que onde há o Espírito de Deus aí sim há liberdade. usar aquilo não pode. não haverá salvação. e diz que a manipulação do Evangelho para lograr o êxito sempre conduz a uma escravização ao mundo e seus poderes. o autor faz referencia ainda ao termo dito por Cristo eu venci o mundo. por finalizar o tópico. que está no mundo. No cristianismo cultura. tudo que há na natureza deve ter condições de ser explicados com base nas leis de causa e efeito. não pode ter valor algum.aqui que entra a igreja. nesse aspecto. onde cristo é um escravo das necessidades humanas que o homem ao aceita-lo tem somente o direito de pedir e nenhuma obrigação a se cumprir. devemos pregar a exclusão ao amor das praticas de domínio deste mundo e a submissão ao Reino de Deus através do senhorio de Cristo. não haverá arrependimento e submissão ao seu Reinado. assim. amando as coisas do mundo em detrimento às coisas celestiais. o autor deixa clara a necessidade de uma evangelização que deixa claro ao evangelizado que há uma diferença do mundo e da igreja. o autor diz que saímos de uma escravidão e passamos à outra escravidão. onde se uma linguagem de cristianismo barato. para esses. o livro diz que a colonização dos povos estava tão voltada para as conquistas da colonização. assim. comer aquilo também não pode. e sim um evangelho cheio de costumes e regras daquele que prega. por fim. se não passar por uma investigação empírica e prática. por fim. . diz que o cristão deve se libertar também disso. mas não é do mundo. assim. que a evangelização dos povos era entendida como a religião do homem branco. e assim diz que nós que estamos em Cristo também devamos estar libertos pela vitória de Cristo. não haverá perdão e consequentemente. o autor afirma que onde não houver a consciência da soberania completa de Cristo. e que a igreja não se deixa levar pela orientação do mundo. e libertos até daquele isso não pode. nesse tema o autor deixa claro que o que demonstra não é o verdadeiro papel da igreja. afirma que o cristianismo secular é a inversão do que diz a Escritura e tenta fazer com que o homem deixe de se preocupar com a cidade celestial e passe a amar e organizar-se na cidade terrestre. seus discípulos por suas vontades passariam a viver em todos os seus costumes e práticas. o autor afirma ainda que a tecnologia do século XX poderia ser usada para a expansão do Reino e a está sendo usada para o cristianismo cultura. o autor afirma que o cristianismo secular não é uma reformulação do Evangelho e sim um conceito distorcido da realidade que faz parte do secularismo moderno. e se não houver esse arrependimento. A seguir o autor fala sobre o cristianismo secular e diz que o problema de hoje é a secularição onde tentam desaparecer com a espiritualidade e mostrar que a única forma aceitável e bem vinda de viver esta nas coisas mostradas e provadas pela ciência. assim.

e sim. diz ainda que não há arrependimento se não houver mudança de atitudes. e. a igreja que não é fiel a todas as dimensões do Evangelho. não conseguir banir de seu meio. não em sua plenitude. diz ele: Como pode ela. mas com Senhor.No outro tópico. René faz algumas observações sobre o Evangelho e a Evangelização e diz que o Evangelho não veio ao homem isolado de tudo. o autor chama a atenção para essa capacidade da igreja de impor regras e regras. devemos levar as pessoas a Cristo. o autor fala ainda da evangelização e ultramundanalidade. o diz que às vezes é necessário colocar uma cerca para proteger as crianças. onde se renuncia o valor material a passa a valorizar os objetos do Reino de Deus (seus filhos). se não houver desprendimento das coisas deste para os valores do Reino de Deus. o arrependimento é o carro chefe da verdadeira salvação. quando este venceu o poder das trevas na cruz e que é através de Cristo que entramos em contato com o Reino de Deus. mas de forma gradual e que esse é o tempo da paciência de Deus para que os homens tomem conhecimento da verdade e se arrependam. onde o homem e dono de si mesmo e ama todos os seus bens. o autor fala ainda dos excessos de regras e obrigações a práticas que não têm a ver com o Reino de Deus e sim com exigências do homem. mas. veio ao homem que vive nesse mundo que foi criado por intermédio de Cristo. mas como Senhor também no céu e em todas as coisas. e passar a viver nas novas práticas (às de Cristo) onde o verdadeiro valor está no Reino de Deus e não no reino das coisas criadas. a seguir o livro fala da evangelização e da ética do arrependimento. não veio ao homem para tirá-lo do mundo como meio ambiente e sim tirá-lo da forma mundana de viver (nas práticas do velho Adão). assim. é apenas um instrumento de status onde o racista pode continuar a ser racista. não só da terra. isso. se não houver amor ao próximo. não pelo que elas podem ganhar. guiando outro cego. no Evangelho. mas. se ama a Cristo e o Reino de Deus e não tem tanto valor as coisas deste mundo. o explorador continuar sendo explorador. Para se fechar esse assunto. porém o que o preocupa é quando essas cercas viram paredes de concreto. sem conseguir fazer essa reconciliação é como se fosse um cego. o livro traz sobre a Evangelização e o Compromisso com o Mundo e diz que o Reino de Deus se fez presente no mundo através de Cristo e que esse Reino invadiu a historia expressando de forma definitiva o propósito de Deus em colocar todas as coisas sob o mando de Cristo. o autor chama a atenção para a ideia de um Evangelho facilitado para se ter mais pessoas na igreja e . é um evangelho-cultura. e não um Evangelho cristão. o autor diz que a proclamação do Evangelho se dá em contraposição a uma mentira. fazer a união entre o homem e Deus? O autor fala que a igreja tem um ministério profético de tornar todas as coisas em submissão ao senhorio de Cristo. que demonstra a necessidade de uma salvação econômica social e política. devemos leva-las a Cristo não como amigo. mas arrependidas de seus pecados. a discriminação e fazer a comunhão entre homem e homem.

mas toda a sociedade demográfica. e da uma informação importante de que os meios de comunicação. mas para se acumular riquezas. condicionando-o para que relativize o absoluto e absolutize o relativo. valorizando de um modo geral a tudo que deveria ser passageiro. No capitulo seguinte o autor trata sobre o Conflito Espiritual e diz que crê que estamos envolvidos numa constante batalha espiritual contra principados e potestades do mal que buscam destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. o autor denuncia os paradoxos existentes nesse mundo capitalista que deveria agir de uma forma. desvaloriza o que deveria ser valorizado deixa transparecer um cunho da Palavra onde deixa de adorar o criador e passa-se a adorar o ser criado. Em relação ao tema A Mundanalidade da Igreja o autor diz que segundo Juan Luís. essa sociedade. e diz que essa técnica apareceu no mundo quando no mundo ocidental a burguesia assumiu o poder e colocou a técnica a serviço de seu próprio enriquecimento. e o que lhe dá este caráter é a conexão com satanás e suas hostes (o deus deste século). assim. buscam-se tanto o ganho de capital e não o bem estar social. através de um condicionamento de estilos e formas de se viver. e que é necessário equiparmos com toda a armadura de Deus e lutar nesse combate com as devidas armas espirituais. enquanto. segundo ele. os poderes desse mundo escravizam o homem no mundo por meio de estruturas e sistemas que ele (satanás) absolutiza. dessa forma. nesse tema o autor engloba não só a sociedade urbana. há os grandes avanços caminham não para acabar com problemas que assolam a sociedade. foi usado para fins de doutrinas às massas a viverem num estilo que acaba a enriquecê-los em todas as formas. da verdade e da oração. não o mundo dentro da igreja. porém. diz o autor que a igreja está envolvida num conflito contra os poderes do mal entrincheirados nas estruturas ideológicas que desumanizam o homem. portanto. diz o autor. por isso. sendo o próprio exemplo para essa mesma sociedade. e diz que a igreja deve estar no mundo. assim. por outro lado. mas. assim também será seu fruto. autor cita o apóstolo Paulo onde se afirma que o mundo é um sistema em que o mal está organizado contra Deus. neste tópico. ao invés de serem usados em prol do beneficio da sociedade. o sistema industrial está a serviço do capital e não do homem. que tanto a técnica como o capital podem ser colocados a serviço do bem e do mal. a consciência de que a igreja tem uma função profética de confrontar o mundo com o seu pecado. tanto rádio como televisão. e sim ter em sua base. mas age de outra. desde a fundação da igreja há uma guerra espiritual constante . o autor passa a falar sobre o Mundo de Hoje e diz que o dado mais marcante do mundo moderno é o crescimento acelerado de um novo tipo de sociedade que o autor denomina “a sociedade de consumo”. o Evangelho não deve fazer curva por causa da cultura. No tópico seguinte. dessa forma.diz que assim como é a semente será também a arvore e assim como é a árvore. é fruto da técnica e do capitalismo.

Cristo é apenas salvador e não Senhor e consequentemente salvador. uma mensagem de reconciliação com Deus e a salvação da alma. já que a maioria ficaria sem proteção. e que hoje é tão verdadeiro hoje na sociedade de consumo como foi no primeiro século. Segundo o autor. Quanto ao Evangelho. consequentemente entrar em conflito com o mundo. e que é outro produto de venda fácil nessa sociedade de consumo. satisfeita com um cristianismo que assimila os valores da cultura e se adapta ao mundo. ou concebendo-se como uma comunidade para a qual não há mais que um só Deus. A vida pastoral deve escolher entre uma minoria que aceita as exigências do Evangelho ou “uma maioria de consumo” com um falso compromisso cristão. ou seja. assim. a sociedade urbana exige que não se discutam as questões básicas da vida humana. negando o Evangelho. sendo esta. onde Cristo é a boa nova de Deus para o mundo através de seu amor. e seguramente. diz ainda que a mensagem da evangelização deve estar em consonância com o Evangelho.contra sua atividade e a igreja católica latino americana optou por um acomodamento com os anseios da sociedade. diz o autor que esta medida do Evangelho está feita sob medida para as maiorias de consumo. segundo o autor isso se dá por que o acomodamento da igreja se dá principalmente por meio da redução do Evangelho a uma mensagem puramente espiritual. e pensa-se que a igreja não está disposta a viver somente do Evangelho. em segundo lugar está o medo do destino das massas. e diz que a conversão do homem está diretamente relacionada com o Evangelho pregado e se esse o levou ao arrependimento. No tópico sobre O Que é o Evangelho o autor diz que mais importante que uma mensagem que funciona. e assim. diz que a única saída para isso é à verdadeira mensagem do Evangelho. a igreja está chamada a encarnar o Reino de Deus em meio aos reinos deste mundo. o cristianismo não pode mais contar com a ajuda que antes recebia nos ambientes fechados. e um só Senhor. assim. o limite mínimo do cristianismo e em terceiro está o medo de que o Evangelho sozinho não pode alcançar o que a igreja alcançaria graças à sua aliança com o sistema. já que um passo chave para a orientação nova não viciosa da pastoral deixaria na mais profunda angustia psicológica e material a imensa maioria do clero. isso sim vai determinar a real condição de sua . separam a necessidade da santificação do processo de salvação. os quais são: o medo da liberdade por parte dos sacerdotes. o ser cristão depende de uma convicção pessoal. o Mundo e a Igreja o autor diz que a igreja em sua confrontação com o mundo tem somente duas alternativas: Limitar sua ação no aspecto religioso da vida. Jesus Cristo. a classe pastoral substituiu o verdadeiro cristianismo pelos valores das maiorias de consumo e reduziu assim as exigências do cristianismo à sua expressão mínima e diz que tudo isso está tem como razão principal um medo triplo. na sociedade de consumo. é uma mensagem que está em submissão ao Evangelho e sua mensagem. o Pai.

mas. o livro traz de forma clara que o Reino de Deus chegou na pessoa de Jesus e que Jesus é o cumprimento escatológico da promessa de Deus quanto à salvação. o autor cita Marcos e diz que depois da prisão de João. no próximo passo. o Novo Testamento realça isso. testificar. e que Diz a Sião. diz que o Kairo)j ()(tempo) ()determinado por Deus chegou. assim. A seguir o autor fala de uma Mensagem Cristológica e diz que nos tópicos passados já demonstrou que o Evangelho tem Cristo como centro. não é se funciona. o autor afirma que qualquer pessoa que ler o Novo Testamento dificilmente poderá ignorar a importância que o Antigo Testamento teve na proclamação do Evangelho desde o começo. dar a conhecer ao mesmo tempo que ouvir e crer. João Batista prega arrependei-vos. nem toda experiência religiosa é uma experiência cristã. assim também Jesus. a pergunta que nós devemos fazer com relação às fórmulas doutrinais. ele está na era entre a promessa e a era do cumprimento da promessa. Sua Pessoa e Sua obra são o Evangelho. René faz um paralelo entre a libertação do Cristo e o ano jubileu e diz que assim como quando era anunciado o ano jubileu ao som de trombetas e a partir daquele momento as dividas ficavam pagas. Já no contexto de Novo Testamento. que faz ouvir a paz que anuncia coisas boas . Jesus porém diz que o acontecimento escatológico chegou. diz ainda que a segunda parte do Livro de Isaias é muito usada por Jesus e pela igreja primitiva. não há outro e que nesse contexto. no Salmo 68. segundo o autor. afirma o autor que toda experiência cristã é uma experiência religiosa. assim. a pregação de Jesus era esse som de trombeta que antecedia a quitação. e que a mensagem cristã é uma mensagem para se pregar. Jesus foi para a Galiléia pregando o Evangelho de Deus e dizendo: O Tempo está Cumprido.11 o autor fala que a mensagem está relacionada com as boas novas que os mensageiros deverão anunciar lhes são dadas pelo Senhor e têm a ver com a derrota dos inimigos de Israel. afirma ele que sem o arrependimento não pode haver participação nas bênçãos da nova era. e que Jesus é o Poder de Deus em ação entre os homens. proclamar. A seguir fala de Jesus como Uma Mensagem de Soteriológica e . e vislumbra: quão formosos são os pés dos que anunciam as boas novas.conversão. ainda é afirmado que a mensagem do Evangelho é inseparável do chamado ao arrependimento e à fé. e. esse Evangelho é tão inequívoco que Paulo afirmou que fora esse Evangelho. René passa a falar sobre o Pano de Fundo Histórico do Evangelho. Ele próprio. diz que no Antigo Testamento há vários casos do uso de “Evangelion” sem conotações religiosas. nos remiu e nossas dividas espirituais estão pagas por seu sacrifício. o Teu Deus Reina. afirma ainda que aquele que foi crucificado no passado e que voltará no futuro é Senhor e Reina na era presente sobre todo o Universo e está sentado à Destra de Deus. Em seu segundo tópico Uma Mensagem Escatológica. porque está próximo o Reino de céus. João pregava que estava chegando. que faz ouvir a salvação. se é fiel ao Evangelho bíblico. porém. o autor fala do impacto causado no povo com a nova possiblidade de estar chegando o Reino de Deus.

não o tem como fazer se não levar em conta o problema da hermenêutica bíblica. Ele também o tem para perdoar nossos pecados. a abarca a reconstrução total do homem em todas as dimensões de seu ser. ou seja. e que os que estão em seu governo recebem o Espírito Santo e mais. a Palavra foi feita Homem e nos visitou. Quanto a atitude do intérprete frente a Deus é decisiva para a compreensão da Palavra.diz que os Evangelhos apresentam Jesus como o Messias que encarna o cumprimento da esperança veterotestamentária. fala ainda sobre Um Chamado ao Arrependimento e a Fé. o fundo histórico do estudo teológico é o pano de fundo da estruturação bíblica. já que o homem é um ser cultural. ou a característica própria do que realmente a Bíblia diz. alguém. o amarrou e saqueou o que estava sob seu domínio. rompendo os obstáculos colocados entre as circunstancias que o rodeiam e a vitória do que se busca (comunhão com Deus). A seguir o Livro traz sobre a Contextualização do Evangelho e diz que o Evangelho é a boa notícia de que Deus se colocou ao alcance do homem. quanto ao Evangelho e a cultura o autor diz que a Palavra de deus se fez homem. assim. ou seja. e que há três fatores que condicionam a compreensão da Palavra de Deus: a atitude do interprete frente a ele. assim. mas agora. seus personagens e seu contexto histórico. que Deus se inseriu na história humana pela brecha aberta por Jesus Cristo na realidade do espaço-temporal. diz ainda que a salvação inclui uma completa restauração do homem como imagem de Deus. e diz que o Evangelho contém um chamado que corre ao longo de todo o Novo Testamento. portanto. e que para que nossa evangelização seja fiel ao Evangelho. O Selo da promessa para avançarem em direção da possessão de Deus (Seu Reino). mas. Deus entrou na historia em busca dos perdidos a fim de coloca-los sob seu governo. assim como Jesus teve poder para triunfar sobre o inimigo. ela também deve incluir essa mensagem e cita James Packer (a evangelização inclui a tentativa de obter uma resposta à verdade que se ensina). quanto ao problema da hermenêutica bíblica. o autor afirma que Deus está agindo na historia por meio da Pessoa e obra de seu Filho. Deus se deu ao alcance do homem. Deus se fez Homem entre os homens. diz que a revelação bíblica tem a ver com eventos históricos e sua interpretação por . que crê e caminha na direção de sua fé. assim. tem a ver com a recuperação de todo o homem para o propósito original de Deus para sua criação. e assim. o chamado ao arrependimento e à fé. e que Jesus invadiu a área de atuação do diabo. aculturou-se. ao decidir estudar as Sagradas Escrituras. não pode consistir em trazer nenhum aprendizado real. esta maneira de ler a Escritura. no passado Deus se manifestou de variadas formas. é de suma importância a historia. segundo o autor. o autor diz que há um problema quando o leitor da Escritura senta-se com ela e pensa que ela foi escrita por uma só pessoa e em circunstancias históricas iguais às suas próprias. essa resposta aparente falada pelo autor transparece ser os frutos de uma fé genuína que não simplesmente crê. e que. sua tradição eclesiástica e sua cultura.

diz o autor que o Evangelho inclui o propósito de Deus de eliminar a divisão entre homens. pois. diz o autor. assim. há uma concentração em busca do crescimento numérico sem olhar a qualidade desse crescimento. que acabam por serem influenciados no entendimento bíblico. mas propiciou a formação de um povo para que seja portador de Sua Palavra. nenhuma teologia é absoluta. quando há diferenças de cultura. deve haver uma aculturação. em suma diz o autor que o conhecimento de Deus que se depreende das Escrituras pela via da exegese é verdadeiro. a igreja caminha em uma busca desenfreada por crescimento numérico. copiam o que dizem os americanos e isso. esse problema é ainda mais complexo. assim.parte de autores bíblicos. o autor afirma que a igreja se torna vitima fácil de ideologias (fábulas) que emergem de todos os lados por pessoas sem compromisso responsável pelas vidas . ela pertence a totalidade da igreja diz ele. assim. por isso. fala ainda da influencia da cultura do interprete e afirma que a compreensão da Escritura pode passar pelo crivo de sua cultura intrínseca em seu ser (mente e alma). qualquer pessoa acostumada a falar em público é consciente que quando fala auditório. para solucionar esse problema. a seguir o autor traz uma triste realidade e afirma que por falta de um conhecimento teológico adequado. transparece uma preocupação no sentido da falta de entendimento a dar ensinamentos iguais para pessoas de culturas diferentes. haver melhor compreensão de quem se fala e para quem se fala. uma mera tradução linguística não consegue demonstrar a realidade a ser passada. a encarnação da Palavra precisa ser compreendida para gerar salvação através da fé. com sentidos diferentes. mas não completo. assim. o bom e entender que Deus não escreveu um livro. os cristãos da América Latina vivem da esmola teológica dos americanos. mesmo estando juntas e ouvindo a mesma palavra. por falta de crescimento qualitativo. está na hora de mudanças. subordinando-os à sua cultura. as pessoas interpretam de forma diferente e isso se dá motivado pela cultura e convívio que cercam as pessoas. após essa afirmação. Deus sempre transcende nossa imagem a respeito dEle. deve haver preparação e consciência de quem comunica. assim. é o que transparece a fala do autor. o autor caminha por uma dura realidade em demonstrar que sem que haja uma aculturação. pois. na fala do autor. segundo o autor. realizam num contexto cultural e são por ele condicionadas. para só depois. sem se preocupar com que esse crescimento tenha uma boa qualidade cristã qualitativa satisfatória em conhecimento de Deus através do conhecimento das Sagradas Escrituras. a plenitude do conhecimento de Jesus não é propriedade de um setor da igreja numa cultura determinada. afirma ainda que o conhecimento de Deus é pessoal e portanto inseparável da vida em comunidade. sua interpretação depende de uma investigação histórica. Fala ainda da comunicação do Evangelho e diz que nem a interpretação nem a comunicação do Evangelho se realizam no vazio. assim. ninguém pode conhecer a Deus isoladamente de seu próximo. sim. a seguir afirma que é muito difícil que o interprete consiga ficar sem se influenciar com a eclesiologia de sua tradição.

mas. que deveria se manterem firmes entendendo que “o mundo” jaz no maligno. porém. portanto. por falta de base bíblica acabam por abandonar a fé.espirituais. da teologia onde Cristo é o centro. não pelo poder de Deus e sim de satanás. mas não tem um pingo de fé e ainda não conhecem a Jesus). devemos estudar para conhecer e conhecer para obedecer. No capítulo sobre Missão Integral o autor traz sua fala René introduz um raciocínio de que o cristianismo cresceu de forma esplendida após a segunda guerra mundial. sem que seus corações estejam confiantes nAquele que os chamou para uma vida separada. mas sim. e. diz que possivelmente. pois. porém. numa contextualização da Palavra. assim. esse estabelecerá um império construído sob os pilares da opressão e mentiras. missão integral deve abranger com interesse e entendimento esses aspectos para que possam levar as pessoas a uma conversão genuína que brota da . na base da politica se estabelecerá. chama a atenção para os ensinamentos dos apóstolos. assim. porém. continua a crescer. Em seu próximo assunto. alguns dos grandes movimentos com alto índice de crescimento. não passa de um “paganismo batizado” (pessoas que estão na igreja. que receberá poderes para fazer sinais e maravilhas. o autor caminha nas Escrituras e demonstra sua ideia de que o anticristo não virá de uma só vez. o autor produz no leitor uma necessidade de se pensar não nas missões que se sai para se pregar em outras igrejas. que embora soubessem que Cristo ainda demoraria a voltar. ocultismo e toda espécie de sincretismo religioso. satanás pode agir com liberdade sem ser percebido pela igreja que de certa forma. mas. porém nós padecemos aflições. o autor expõe que precisamos da teologia. por que relacionam a presença de Deus aos bens adquiridos ou volumes financeiros juntados. iniciou suas aparições desde a época apostólica e culminará quando subir ao lugar santo para receber adoração como se fosse deus. cita ainda pesquisa que a segunda e terceira gerações de cristãos não tem se sustentado nas igrejas por falta de uma boa base cristã que não se rompe por problemas sócias. mas. assim. ensinavam as pessoas sobre o anticristo e a igreja em nossa época crendo que ainda vai demorar. são apenas circunstâncias adversas. o autor traz um tema interessante o Binômio Cristo-anticristo e sobre isso embasado nas Sagradas Escrituras. essa falta de submissão a Palavra leva as pessoas a estarem dentro das igrejas cristãs sem romper seus compromissos com o espiritismo. Deus não nos abandonou à própria sorte. ignoram totalmente essa fase e por isso. porém. onde os textos devam ser estudados e pregados dentro de seus contextos para não virar pretexto. muitos. assim. o autor denomina que o anticristo é a manifestação suprema da rebeldia humana contra Deus. o anticristo será alguém. o propósito da teologia é obedecer ao Senhor Jesus. numa missão integral que é capaz de pregar o Evangelho e discipular pessoas a uma vida de obediência ao Evangelho e não numa vida religiosa de se ir à igreja. nada sabe sobre o mesmo.

o autor tenta demonstrar a necessidade de conscientizar-nos da unidade que deve prevalecer na igreja como um povo de Deus. no sentido de conscientizar aos leitores que mesmo em lugares e igrejas diferentes. porém.Palavra de Deus e do Seu poder. por uma questão de justiça afirma a necessidade de uma consciência por parte da igreja em abordar essas questões. é uma ordem geral a ser obedecida por todas as igrejas de forma unificada e voluntária. trata ainda sobre a má distribuição de renda. em obediência ao envio por parte de Cristo. assim. assim dizendo deixa claro que não existe um Evangelho cultural mas um só Evangelho a ser apresentado em todas as partes. Rene fala sobre A Missão da Igreja à Luz do Reino de Deus e diz que está estabelecida a Missão da igreja na escatologia. assim. não se deve crer que para ser salvo deve ser pobre. e. as atitudes dos discípulos e apóstolos em obediência à suas ordenanças. para de alguma forma colaborar com os necessitados. com isso. para. ligar o que Deus disse e o que é seu propósito expondo aos que ainda não o conhecessem. Ou seja. e sim com o viver em resposta ao amor e submissão ao Senhor que o chamou. face as referencias ao estilo de vida simples e diz que sermos humildes não está relacionado com o ter ou não ter. fica clara a observação do autor. a propagação do Evangelho deve ser homogeneizado apresentando um Evangelho onde existe um Senhor e não há distinção do Evangelho para ser pregado de formas diferentes para camadas diferentes e sim um Evangelho. isso é a missão da igreja. No seu sétimo capítulo o autor trata sobre a unidade da igreja e o principio das unidades homogêneas e diz que como nações cada povo tem seus costumes e atitudes. trazer a mensagem de Deus às pessoas preparando-as para que elas possam compreender a vontade de Deus e se submeterem à Cristo. Por último. assim. demonstra ainda que a partir da formação da igreja gentílica. passando assim a serem participantes . em Cristo nós formamos um povo de Deus e devemos ter isso em mente. como povo de Deus tomarmos atitudes em conjunto relacionadas ao Reino que respeitem os desígnios de Deus para com o seu povo. a seguir o autor usa das Escrituras para demonstrar as atitudes de Cristo em obediência ao Pai. nosso Senhor. todos estiveram debaixo das orientações apostólicas ligadas a um só projeto obedecendo as ordens dAquele que morreu na cruz para salvar a muitos. essa consciência deve partir não só das igrejas antigas. somos o povo de Deus e devemos entender isso e deliberarmos com decisões que demonstrem que entendemos e respeitamos e nos submetemos a essa união como é o verdadeiro propósito de Deus em reunir um povo em Cristo Jesus. entre os tempos “do passado e do futuro”. a missão da igreja é no presente momento. nosso objetivo deve se submeter ao Senhor Jesus e aos seus projetos como sendo o corpo de Cristo. mas. “Cristo é Senhor”. no capítulo oito. mas deve ter um entendimento que todas. mesmo tendo suas denominações com suas diferenças. sim que devemos sendo ricos ou pobres depender da rica graça do nosso Deus em Cristo Jesus.

estaremos enchendo as igrejas de batizados que não se comprometem com o Reino. as boas obras são os sinais do Reino de Deus. . porém sem preocupar-se se esse crescimento está sendo de forma saudável. para os quais fomos chamados em Cristo Jesus. sendo obras de suas propriedades e interesses pessoais usadas em seu bel prazer e lucro. assim. em que possivelmente as pessoas agem e reagem de variadas formas às vezes sem que consulte as Sagradas Escrituras e as devidas ações e reações de Cristo com relação aos assuntos a serem propostos. muitas vezes deixam suas vontades pessoais e suas intenções pessoais emergirem sobre a obra de Deus. CONCLUSÃO Ao iniciar a conclusão desta obra. sua aparência leva a entender várias luzes diferentes se apresentando de formas e cores separadas e variadas. esse crescimento só produz resultado no Reino de Deus se for dentro de seus princípios e em obediência à Sua Palavra. assim. Ele sendo o cabeça da igreja. capacitando-a a fazer a sua vontade. não é possível a missão da igreja fora da presença do Reino ou sob seu governo. porque não o conhece. não sei se de caso pensado. acabam com o decorrer dos tempos. conclui dizendo que Cristo invadiu a história com sua vinda e implantou o Reino de Deus. a conduz. sendo o Evangelho a boa nova acerca do Reino de Deus e assim. através do Espírito Santo. Por último. Deus. quero falar da capa desta que. dentro dos projetos de Seu Reino. falam de uma igreja de nossa atualidade. distribui dons à sua igreja para que possam ser uma comunidade missionária. não sendo assim. que. sem se lembrar de que um dia terão de prestar contas com o Senhor da obra (Jesus Cristo). o autor caminha nessa linha de raciocínio e discorre em vários trechos e de varias formas conduzindo os leitores a compreenderem que embora a igreja deva querer crescer. muitos. o qual também é uma esperança futura e que a evangelização e a responsabilidade social são inseparáveis. assim. que de forma visível comandam essas obras dessa parte do Reino (igreja). diz ainda o autor que assim sendo. e se essas pessoas que estão entrando nessa igreja como cristãos tem entendimento do Reino de Deus e sua dimensão. para fazer as boas obras do Reino. é dessa forma que o Reino de Deus é presente na vida dos cristãos. que de certa forma caminha com grande preocupação em crescer. como a manifestação do Reino de Deus na era presente.também desse Reino que para eles era desconhecido. não como meras obras. Os assuntos tratados na obra embora discursados em 1974 e transcritos em 1992. de pensamentos e atitudes tomadas diante desse Reino que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. mas sim. observa ainda que Cristo recebeu o Senhorio sobre toda a terra e Céu. e isso pode de certa forma demonstrar as formas de evangelização. governa sua igreja.

serê e he traduzido é YAWEH ou Javé ou Javé e nunca Jeová. uma das regras é que devam ser usadas consoante vogal consoante. tenho que apontar uma heresia aqui apresentada na expressão a Deus como sendo “Jeová”. como todos estão sujeitos a não saberem tudo. sem aprofundar. patah. pois. ressalto que é um desperdício que essa obra não seja divulgado de forma mais ampla haja vista sua importância para uma compreensão mais aprofundada sobre a amplitude da evangelização. com certeza por falta de conhecimento. Tirando esse pequeno incidente. . Concordo com a linha apresentada no livro. e. embora eu não queira aprofundar na exposição do hebraico bíblico. digo que não tem como um líder ler esses nove capítulos e não repensar em suas atitudes ministeriais. ovelhas e obreiros interessados em fazer a obra de Deus. não há essa possibilidade de se ter consoante consoante vogal. foi criado um sinal chamado sheva para que não fosse quebrada a regra consoante vogal consoante. assim. vaw. pois. por serem mudas. concordo com toda a obra e mais a recomendarei aos meus amigos. já da para se entender que a afirmação de Jeová como sendo o nome de Deus é uma heresia. para que a possam fazer de forma consciente e acrescentando ao Reino de Deus e não a um reino humano com interesses humanos. Rene incorreu no erro de afirmar algo que não é verdadeiro. o nome de Deus é heway yod. porém.O linguajar usado pelo autor é de fácil compreensão e a leitura é cativante pela relevância de exposição. vou ressaltar que quando os massoretas criaram os sinais massoréticos para melhor compreensão e leitura do hebraico. quando forem duas consoantes. assim.

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