Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 1.108.945 - RS (2008/0279112-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : : : : : MINISTRO JORGE MUSSI PAULO ROBERTO PIPINO LUCIANA PEREIRA DA COSTA E OUTRO(S) INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS MARISTELA VAZ ALMERON E OUTRO(S) EMENTA PREVIDENCIÁRIO. RECONHECIMENTO DE ATIVIDADE ESPECIAL. TERMO FINAL. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 28 DA LEI N. 9.711/1998. DIREITO ADQUIRIDO. COMPROVAÇÃO DE SALUBRIDADE DA ATIVIDADE DESENVOLVIDA. LAUDO PERICIAL E USO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. DESCONSTITUIÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. 1. A partir do julgamento do REsp n. 956.110/SP, a Quinta Turma, em alteração de posicionamento, assentou a compreensão de que, exercida a atividade em condições especiais, ainda que posteriores a maio de 1998, ao segurado assiste o direito à conversão do tempo de serviço especial em comum, para fins de aposentadoria. 2. Impossibilidade de descaraterizar a salubridade da atividade reconhecida pelo Tribunal de origem por meio da análise da prova pericial. 3. No que tange ao uso do EPI - Equipamento de Proteção Individual, esta Corte já decidiu que não há condições de chegar-se à conclusão de que o aludido equipamento afasta, ou não, a situação de insalubridade sem revolver o conjunto fático-probatório amealhado ao feito. (Súmula n. 7). 4. Recurso especial improvido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conhecer do recurso, mas negar-lhe provimento. Os Srs. Ministros Laurita Vaz e Arnaldo Esteves Lima votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Felix Fischer e Napoleão Nunes Maia Filho. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Jorge Mussi. Brasília (DF), 23 de junho de 2009. (Data do Julgamento).

MINISTRO JORGE MUSSI Relator

Documento: 897631 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 03/08/2009

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para o empregado.213/91. a legislação vigente à época da prestação do serviço. a partir de então e até 28-05-1998. Além disso.1 dB. inciso III. 1. Até 28/04/1995 é admissível o reconhecimento da especialidade por categoria profissional ou por sujeição a agentes nocivos. Documento: 897631 . a partir de 29-04-1995 não mais é possível o enquadramento por categoria profissional. MINISTRO JORGE MUSSI: Paulo Roberto Pipino com fulcro no artigo 105.711/98 e o Regulamento Geral da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.Inteiro Teor do Acórdão . observada. "De acordo com o PPP da empresa em que o autor laborou. SR. alegando que "a simples conclusão do laudo técnico juntado aos autos nas fls.INSS MARISTELA VAZ ALMERON E OUTRO(S) RELATÓRIO O EXMO.165).048/99 resguardam o direito adquirido de os segurados terem convertido o tempo de serviço especial em comum. (fl.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1. no período de 01.01.EPI. aceitando-se qualquer meio de prova (exceto para ruído). APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO/CONTRIBUIÇÃO.DJe: 03/08/2009 Página 2 de 11 . devendo existir comprovação da sujeição a agentes nocivos por qualquer meio de prova até 05-03-1997 e. observa-se que o requerente permaneceu exposto ao ruído com intensidade média em torno de 88. por meio de formulário embasado em laudo técnico.108. 104/111. para fins de enquadramento. COMPROVAÇÃO.Site certificado . manifesta recurso especial contra acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Federal da 4ª Região assim ementado: PREVIDENCIÁRIO. 73". da Constituição Federal. ou por meio de perícia técnica. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. fls. até 28-05-1998. alínea "a". 2.RS (2008/0279112-5) RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : : : : PAULO ROBERTO PIPINO LUCIANA PEREIRA DA COSTA E OUTRO(S) INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL .945 . A Lei nº 9. bem como a comprovação do fornecimento de Equipamento de Proteção Individual . não serve de base para desconsiderar a especialidade da atividade desenvolvida pelo autor com exposição ao ruído em níveis superiores aos limites legais.1986 até a DER" (fl.153) Sustenta o recorrente afronta ao artigo 57 da Lei nº 8.

que "o reconhecimento da atividade especial desenvolvida pelo autor no período de 06.DJe: 03/08/2009 Página 3 de 11 .01. Documento: 897631 .1986 até 29. É o relatório.Site certificado . a autarquia não apresentou contrarrazões (fls. 167).Superior Tribunal de Justiça Afirma ainda.2005 merece ser acolhido para que seja reconhecida a possibilidade de conversão da aposentadoria pleiteada" (fl. 165) Intimado.Inteiro Teor do Acórdão .08.

Ministro Vicente Leal.Inteiro Teor do Acórdão . a conversão do período laborado em circunstâncias especiais em tempo de serviço comum somente é possível no que tange à atividade exercida até 28 de maio de 1998. 28 da Lei 9. DJ de 28/4/2003). 28 da Lei 9. 956. ao segurado assiste o direito à conversão do tempo de serviço especial em comum. MINISTRO JORGE MUSSI (RELATOR): Inicialmente. é o excerto da lavra do Excelentíssimo Senhor Ministro ARNALDO ESTEVES. . Previdenciário.Nos termos do art. aliás. DJ de 5/9/2005). quanto à possibilidade de conversão de tempo de serviço especial em comum.711/98. a saber. Conversão de tempo de serviço especial em comum.711/98. o Superior Tribunal vinha entendo que somente era possível a conversão em relação à atividade exercida até 28 de maio de 1998.711/98) (REsp-579. exercida a atividade em condições especiais. . em voto-vista proferido no julgado citado: Cumpre fazer um histórico da vasta legislação que vem regulamentando a matéria desde a edição da Lei Documento: 897631 . 28/5/1998.Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.Site certificado .110/SP. no julgamento do REsp n.202. Processual Civil. ainda que posteriores a maio de 1998.710. para fins de aposentadoria.773.A atividade desenvolvida em condições especiais confere ao segurado o direito de contabilizar o referido tempo de serviço para todos os fins de direito. assentou a compreensão de que. Todavia. SR. Agravo regimental improvido (AgRg no REsp-297. para fins de concessão de aposentadoria.945 . desde que até 28/5/98 (Lei nº 9. que é o mesmo determinado no acórdão. Ministro Paulo Gallotti.108. Ministro Arnaldo Lima. DJ de 17/10/2005).711/98 estabeleceu o termo final de conversão de tempo de serviço comum em especial.DJe: 03/08/2009 Página 4 de 11 .RS (2008/0279112-5) VOTO O EXMO. Conversão de tempo de serviço comum em especial. Elucidativo. a Quinta Turma. A propósito. . citam-se os seguintes precedentes: Previdenciário. O art.Recurso especial conhecido e provido (REsp-492. É firme a jurisprudência desta Corte de que é permitida a conversão em comum do tempo de serviço prestado em condições especiais. Lei 9. 1. nos moldes previstos à época em que exercida a atividade especial. Termo final. 2. Vedação. em alteração de posicionamento.

sem a parte do texto que revogava o referido § 5º. A partir de então. em que se converteu a citada Medida Provisória. Relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade de dispositivos e expressões contidas na MP 1. de 20. para fins de obtenção da aposentadoria comum. 201 da Constituição.Superior Tribunal de Justiça 8. o art. § 5º. É de se ressaltar que esse foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal em 12/5/99.663-15. alterando a redação do § 1º do art.213/91 fora mantido . 57 da Lei 8. 31.Inteiro Teor do Acórdão . 28 da MP 1.711/98. 8. 28 e.663. alterou a redação do art. Confiram-se. A MP 1. sobreveio a EC nº 20. que foi igualmente mantida pelo art.663-13. Em 20/11/98.98. de 15/12/98 que.663-10. DJ 1º/10/01 e AgRg no REsp 438.125/RS.891-6/DF. Editada a Lei 8. em seu art. inclusive de forma a restringir ou mesmo suprimir o direito do trabalhador que labora em condições especiais. esta última MP (1.11. Conclui-se.711. 57 da Lei n. Cumpre observar que ainda não foi editada a referida lei complementar e que essa determinação foi igualmente mantida pela EC nº 47/05. manteve a revogação do § 5º do art. vedou a adoção de critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social. de 26/8/98. portanto.213. DJ 7/10/02. no entanto. 57. MOREIRA ALVES. 57 da Lei 8. porque o § 5º do art. de 1998.213/91. porque não foi ele reproduzido na Lei 9. in DJ de 8/11/2002) Logo depois da conversão da referida MP na Lei 9. ressalvados os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudicassem a saúde ou a integridade física. Documento: 897631 . inclusive o verbete sumular nº 16 dos Juizados Especiais Federais.DJe: 03/08/2009 Página 5 de 11 .213/91. revogou o referido parágrafo.663-15) foi parcialmente convertida na Lei 9.213/91. que permanece a possibilidade da conversão do tempo de serviço exercido em atividades especiais.Site certificado .711/98. foi mantida a possibilidade de conversão do tempo especial em comum.161/RS. Contudo. conforme redação do seu art. entre outros. (ADI nº1. passou-se a entender que somente o tempo anterior à edição dessa MP seria passível de conversão. a propósito: REsp 300. 1. de 24 de julho de 1991" contida no artigo 28 da Medida Provisória n. Muitos julgados desta Corte. 32 da MP 1. considerou: Ação que está prejudicada quanto à expressão "§ 5º do art. advêm desse entendimento aqui firmado.663-14. definidos em lei complementar. quando o Min. de 28/5/98.

sobreveio o Decreto 4. Esse decreto foi revogado pelo Decreto 3. que. em seu art. assim dispondo: A conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum dar-se-á de acordo com a seguinte tabela: TEMPO A CONVERTER DE 15 ANOS DE 20 ANOS DE 25 ANOS MULTIPLICADORES MULHER (PARA 30) 2.213/91.33 1.00 1.Inteiro Teor do Acórdão . A propósito. de 6/5/99. (grifei) Destarte.Site certificado . uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. forçoso concluir que.DJe: 03/08/2009 Página 6 de 11 . 28 da MP 1. foi editado o Decreto 2. de 14/9/98. 28 da Lei 9.827. conforme dispuser a lei. art. que regulamentava o art. 70.20 HOMEM (PARA 35) 2.Superior Tribunal de Justiça Em paralelo.213/91. de 3/9/03.711/98 e 57.048. regulamentava a Lei 9. Por fim. confiram-se: Lei 8.782. independentemente da data do exercício da atividade especial.75 1. 70.40 § 1º A caracterização e a comprovação do tempo de atividade sob condições especiais obedecerá ao disposto na legislação em vigor na época da prestação do serviço.663-13/98 acerca do tempo de serviço especial exercido até 28/5/98. 57: A aposentadoria especial será devida. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. durante 15 (quinze). vedando a conversão a partir de maio/98 e estabelecendo percentual mínimo de tempo de exercício de atividade especial. que alterou o referido art. § 5º. da Lei 8. § 2º As regras de conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum constantes deste artigo aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer período. (Redação dada pela Documento: 897631 . 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos. em 14/9/98. conjugando-se as regras dos arts.50 1. permanece a possibilidade da conversão do tempo especial em comum.711/98 e estabelecia restrições à conversão do tempo especial em comum.

. se aplicado ao caso concreto........Site certificado ..213.Superior Tribunal de Justiça Lei nº 9...... 9...663-10/98 – razão pela qual o agravado poderia converter o tempo especial em tempo comum sem as restrições impostas pelo Dec..782/98 –. e 9... sob condições especiais que sejam prejudiciais à saúde ou à integridade física.. JULGAMENTO EXTRA PETITA E REFORMATIO IN PEJUS... Lei 9. SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. § 5º O tempo de trabalho exercido sob condições especiais que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física será somado. pois....213/91 continua vigente em razão da não-conversão em lei do art. 28 da L...711/98. (DJ de 14/9/96) Eis como foi lavrada a ementa: PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL.. 8. art. a aplicação ao caso da garantia de direito adquirido..... de 1991...821/SP...1998. POSSIBILIDADE.. ao apreciar o AG 467... nos termos dos arts....... conforme estabelecido em regulamento. de 28 de abril de 1995...... o Min.. assim se manifestou: Decido. ofenderia o direito adquirido do agravado. desde que o segurado tenha implementado percentual do tempo necessário para a obtenção da respectiva aposentadoria especial.. uma vez que retroagiu seus efeitos a 28.. RECURSO ESPECIAL.. em tempo de trabalho exercido em atividade comum... 28 da MPr 1...711/98.. O cômputo do tempo de serviço e os seus efeitos jurídicos – já incluída a conversão questionada – regem-se pela lei vigente quando da sua prestação: incensurável. O acórdão recorrido... além de se fundar no argumento de que o art..Inteiro Teor do Acórdão . Documento: 897631 ....032.. NÃO CONFIGURADOS. CONVERSÃO EM TEMPO COMUM.. 57 da L... para efeito de concessão de qualquer benefício...05.. após a respectiva conversão ao tempo de trabalho exercido em atividade comum..528..032.. SEPÚLVEDA PERTENCE... Nesse sentido. 28: O Poder Executivo estabelecerá critérios para a conversão do tempo de trabalho exercido até 28 de maio de 1998. APOSENTADORIA PROPORCIONAL... e de seu regulamento..... Correta a decisão. afirmou que o disposto no art. 57 e 58 da Lei no 8. de 1995) .... segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.... na redação dada pelas Leis nºs 9.DJe: 03/08/2009 Página 7 de 11 .... de 10 de dezembro de 1997...... 2...

12. É possível a conversão do tempo de serviço especial em comum do trabalho prestado em qualquer período. julgados sob tal orientação exegética.10. Tratando-se de correção de mero erro material do autor e não tendo sido alterada a natureza do pedido. julgado em 29.1986 não estava caracterizada a exposição a agentes nocivos de forma habitual e permanente. mostra-se cabível a concessão do tempo de serviço especial em comum após 1998. para fins de aposentadoria comum. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.8.8.1983 a 29. Precedentes desta 5. Tendo o Tribunal a quo apenas adequado os cálculos do tempo de serviço laborado pelo autor aos termos da sentença.2007 p. 3. Assim decidiu o Tribunal Regional Federal quanto ao reconhecimento do exercício da atividade de caráter especial: Documento: 897631 . O Trabalhador que tenha exercido atividades em condições especiais. 1.ª Turma.2009. 3. 2. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO. AUSÊNCIA DE LIMITAÇÃO AO PERÍODO TRABALHADO.2005 .o Tribunal de origem. protegido constitucionalmente. Ministra LAURITA VAZ. No entanto.3.Superior Tribunal de Justiça 1.2009). 4. por meio do laudo pericial e demais provas. QUINTA TURMA.2.Inteiro Teor do Acórdão . decidiu que após 5. desde que comprovado o exercício de atividade especial. Recurso Especial improvido (REsp 956110/SP. 2. DJe 23. Rel. de forma majorada. resta afastada a configuração do julgamento extra petita.Site certificado . portanto. 5. mesmo que posteriores a maio de 1998. julgado em 19. pois apesar do pedido ser referente ao período de 7. Rel.grifou-se). Agravo desprovido (AgRg no REsp 1087805/RN. Por essa razão. não há que se falar em reformatio in pejus. QUINTA TURMA. 367 . sendo. Inexistindo qualquer fundamento apto a afastar as razões consideradas no julgado ora agravado.DJe: 03/08/2009 Página 8 de 11 . à conversão do tempo de serviço.sendo em tese cabível a conversão de todo o período pleiteado . DJ 22. CONVERSÃO DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL EM COMUM. tem direito adquirido. Trilhando idêntico rumo cita-se aresto ainda desta Turma: PREVIDENCIÁRIO. inclusive após 28 de maio de 1998.2007. a ensejar a nulidade do julgado. deve ser a decisão mantida por seus próprios fundamentos.1. Os pleitos previdenciários possuem relevante valor social de proteção ao Trabalhador Segurado da Previdência Social. tal não aconteceu no presente caso. DECISÃO MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.

1.Superior Tribunal de Justiça Restou devidamente comprovado nos autos o exercício de atividade especial pela parte autora no período de 07/12/1983 a 05/01/1986.). conforme a legislação aplicável à espécie.73): "(. Com base na prova pericial. no que tange ao uso do EPI . que. MANUTENÇÃO DA INSALUBRIDADE. RECURSO IMPROVIDO. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. em sede de apelo raro. 1. COMPROVAÇÃO POR MEIO DE FORMULÁRIO PRÓPRIO. o ruído abaixo de 90 dB deve ser considerado como agente agressivo até a data de entrada em vigor do Decreto 2. foram validados pelos arts. aos agentes nocivos "ruído" (80.5 e 88. Conforme as fichas de controle de EPI (fls. mas também o acima de 80 dB. o autor passou a usar esse equipamento. a contar de 06/01/1986 (fl... APLICAÇÃO DO VERBETE SUMULAR Nº 7/STJ. a análise da eficácia do EPI para determinar a eliminação ou neutralização da insalubridade..080/79.Site certificado . além do que a utilização de EPI's e EPC's é executada de forma adequada.Equipamento de Proteção Individual. o colegiado não reconheceu o caráter especial da atividade exercida no período posterior a 5. conclui-se que o Segurado labora de forma salubre.Inteiro Teor do Acórdão .104/111)..1 dB).831/64. juntamente com o Decreto 83.). POSSIBILIDADE ATÉ O DECRETO 2. no mínimo. (. 295 do Decreto 357/91 e 292 do Decreto 611/92. EXERCÍCIO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. que revogou expressamente o Decreto 611/92 e passou a exigir limite acima de 90 dB para configurar o agente agressivo. Quanto ao período posterior a esse interregno. Nesse vértice: PREVIDENCIÁRIO. Documento: 897631 . de 5/3/97. 2. 152). CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO.172/97 – RUÍDOS ACIMA DE 80 DECIBÉIS CONSIDERADOS ATÉ A VIGÊNCIA DO REFERIDO DECRETO. em virtude de exposição habitual e permanente. SIMPLES FORNECIMENTO.DJe: 03/08/2009 Página 9 de 11 . garantindo atenuação a todos os efeitos da eventual exposição aos acima mencionados agentes ocupacionais". em virtude do óbice da Súmula 7/STJ. Ademais. a jurisprudência desta egrégia Turma inclina-se no sentido de ser incabível. A Terceira Seção desta Corte entende que não só o período de exposição permanente a ruído acima de 90 dB deve ser considerado como insalubre. conforme previsto no Anexo do Decreto 53. Dentro desse raciocínio.172. razão pela qual descabe mudar tal entendimento sem a análise dos elementos de prova dos autos. o laudo pericial foi claro em concluir que o trabalho do segurado era salubre (fl.1986.

pela via do recurso especial.12. de per se. Rel. o direito ao benefício da aposentadoria com a contagem de tempo especial.2005. ante o óbice do enunciado sumular nº 7/STJ.Site certificado . devendo cada caso ser apreciado em suas particularidades.4.Superior Tribunal de Justiça 3. ainda que tal equipamento seja devidamente utilizado. 5. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA. 279 . nega-se provimento ao recuso especial. Recurso especial a que se nega provimento (REsp 720. julgado em 15.DJe: 03/08/2009 Página 1 0 de 11 . o exame acerca da eficácia do EPI para fins de eliminação ou neutralização da insalubridade. DJ 10. QUINTA TURMA.Inteiro Teor do Acórdão . 4. O fato de a empresa fornecer ao empregado o Equipamento de Proteção Individual – EPI. Documento: 897631 .2006 p.grifou-se). não afasta. Incabível. Diante do exposto.082/MG. É o voto.

Ministro Jorge Mussi. 23 de junho de 2009 LAURO ROCHA REIS Secretário Documento: 897631 . ÁUREA MARIA ETELVINA N. os Srs. justificadamente." Os Srs. Ministros Felix Fischer e Napoleão Nunes Maia Filho. LUSTOSA PIERRE Secretário Bel.Aposentadoria . Ministro Relator.Tempo de serviço CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA.Superior Tribunal de Justiça CERTIDÃO DE JULGAMENTO QUINTA TURMA Número Registro: 2008/0279112-5 Número Origem: 200671000103907 PAUTA: 23/06/2009 REsp 1108945 / RS JULGADO: 23/06/2009 Relator Exmo. Sra. Ministro JORGE MUSSI Subprocuradora-Geral da República Exma.Inteiro Teor do Acórdão . Ausentes. Dra.Site certificado . Sr. mas lhe negou provimento. por unanimidade.Benefícios . Sr. Brasília.DJe: 03/08/2009 Página 1 1 de 11 . Presidiu o julgamento o Sr. conheceu do recurso.INSS MARISTELA VAZ ALMERON E OUTRO(S) ASSUNTO: Previdenciário . ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data. Ministro JORGE MUSSI Presidente da Sessão Exmo. proferiu a seguinte decisão: "A Turma. LAURO ROCHA REIS AUTUAÇÃO RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : : : : PAULO ROBERTO PIPINO LUCIANA PEREIRA DA COSTA E OUTRO(S) INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . Ministros Laurita Vaz e Arnaldo Esteves Lima votaram com o Sr.