Após vitória do Lanus; Flamengo tem de vencer o Emelec no Equador

Caso não conquiste três pontos, Rubro-Negro não vai mais depender de suas forças para se classificar no Grupo 2. Equatorianos ainda sonham
GloboEsporte

Será preciso correr todos os riscos e não vai dar para deixar para depois. O clichê vencer ou vencer faz-se necessário. Para que a classificação às oitavas de final não vire drama, o Flamengo terá de conseguir algo que ainda não fez nesta edição da Libertadores: vencer fora de casa. Em três jogos, contra Real Potosí, pela fase prévia, Lanús e Olimpia, na fase de grupos, foram duas derrotas, para bolivianos e paraguaios, e um empate com os argentinos. Nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), o time de Joel Santana vai ter de se superar e derrotar o Emelec no estádio George Capwell, em Guayaquil, no Equador. Foi sob pressão que a delegação desembarcou na cidade na noite desta terça-feira. E assim será quando pisar no palco do confronto.

Joel Santana tem de fazer o Flamengo vencer fora de casa nesta quarta (Foto: André Portugal/VIPCOMM)

Depois da goleada do Lanús sobre o Olimpia, por 6 a 0, o Rubro-Negro precisa vencer seus dois últimos jogos no Grupo 2 para se classificar sem depender de qualquer outro resultado. Hoje, está em terceiro, com cinco pontos. Com mais três, assume a viceliderança. Na quinta-feira da semana que vem, dia 12, enfrenta os argentinos, na última rodada, no Rio. Também na última rodada, o Olimpia, segundo colocado, com sete, receberá o Emelec, no Paraguai. Os equatorianos estão em quarto, com três pontos, mas ainda com chances de classificação. Confiante e cheio de mistério, o técnico Marcelo Fleitas fez um treinamento fechado para a imprensa na véspera da partida. O Emelec é o líder do Campeonato Equatoriano, está motivado e ainda crê na classificação. Se vencer os brasileiros e na última rodada derrotar o Olimpia, avança às oitavas. O esquema 3-5-2, usado no jogo do Engenhão, deve ser mantido. Martín Vázquez apita o confronto, auxiliado por Carlos Pastorino e Carlos Changala. O trio é uruguaio. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os detalhes em Tempo Real. A Rede Globo transmite para RJ, ES, DF, TO, PB, SE, MA, AL, RN, PI, AM, RO, AC, RR e AP, além das cidades de Juiz de Fora (MG), Curitiba (PR) e Santarém (PA).

Emelec: os portões do Centro de Treinamento do Emelec, no bairro Los Samanes, em Guayaquil, ficaram fechados na manhã de terça-feira. O técnico Marcelo Fleitas quis privacidade na última atividade antes da partida contra o Flamengo. Uma das possíveis formações: Esteban Dreer, José Quiñónez, Gabriel Achilier e Oscar Bagui; Enner Valencia, Pedro Quiñónez, Fernando Gaibor, Angel Mena e Fernando Giménez; Luciano Figueroa e Marlon de Jesús. Flamengo: Joel Santana não divulgou a escalação para o jogo contra os equatorianos. A dúvida está entre Luiz Antonio e Deivid. O volante cumpriu suspensão contra o Bangu, domingo passado, e o técnico formou o ataque com Ronaldinho, Vagner Love e Deivid. Os três foram bem. Como o time precisa da vitória, é possível que ele escolha a opção mais ofensiva. A provável formação: Felipe, Léo Moura, Marcos González, Welinton e Junior Cesar; Muralha, Willians, Bottinelli e Ronaldinho; Deivid (Luiz Antonio) e Vagner Love.

Emelec: o treinador não poderá contar com o zagueiro Carlos Quiñónez e o volante Efrén Mera. Ambos apresentam problemas respiratórios. Flamengo: Joel não pode contar com Airton, Maldonado e David Braz, ainda vetados pelo departamento médico. O meia Renato recupera a forma física depois de uma cirurgia cardíaca.

Emelec: o argentino Figueroa é a principal esperança equatoriana. Criado no Rosário Central, teve passagens por Villareal-ESP, além de River Plate e Boca Juniors, entre outros. Defendeu também a seleção de seu país nas eliminatórias para a Copa de 2006. É alto (1,83m), experiente (30 anos) e tem faro de gol. Flamengo: com dez gols em 11 jogos, Vagner Love tem uma média de 0,90 por partida. Um índice superior ao da primeira passagem, no primeiro semestre de 2010 (0,79). O jogador tem assumido a condição de protagonista e tem sido decisivo.

Fernando Gaibor, meia do Emelec: "Enfrentamos o Flamengo no Brasil e não foi coisa do outro mundo (derrota por 1 a 0). Eles são mortais. É uma boa equipe, tem jogadores muito bons, mas temos que estar bem concentrados, com a mentalidade de sempre antes de buscar os resultados. Esperamos conseguir um resultado positivo." Felipe, goleiro do Flamengo: "Agora é a hora, não há mais o que esconder. Estamos numa situação complicada, mas só depende da gente. Depois, jogaremos com o Vasco, até com mais tranquilidade depois da vitória sobre o Bangu. Vamos colocar em jogo o ano inteiro nesses cinco dias. Se não conseguirmos, o projeto do Flamengo será jogado fora em dois meses."

* O Emelec foi eliminado na fase de grupos da Libertadores nas últimas cinco vezes que disputou a competição, em 2002, 2003, 2007, 2010 e 2011. A equipe participa da competição sul-americana pela 22ª vez e obteve sua melhor campanha em 1995, quando foi eliminada pelo Grêmio nas semifinais.

* Em todas suas participações na Libertadores, apenas em duas oportunidades o Flamengo não passou pela fase de grupos. As únicas eliminações rubro-negras nesta fase da competição foram em 1983, quando apenas o vencedor do grupo seguia, e em 2002, quando o Rubro-Negro terminou em último lugar de seu grupo. * O balanço do Flamengo em Libertadores contra adversários estrangeiros é positivo. O clube já enfrentou times de fora do Brasil em 73 oportunidades: foram 42 vitórias, 12 empates e 19 derrotas. Nesses jogos, marcou 146 gols e sofreu 89. * Jogando fora do Brasil pela Libertadores, o Flamengo tem o seguinte retrospecto: 37 jogos, 16 vitórias, sete empates e 14 derrotas. Foram 50 gols marcados e 47 sofridos.

Foi no sufoco, mas o Flamengo virou líder do Grupo 2 da Libertadores ao superar o Emelec por 1 a 0, na noite do dia 8 de março. Com um gol de Vagner Love no início do segundo tempo, a equipe deixou os seis desfalques para trás e fez o dever de casa. O torcedor, que compareceu em grande número ao Engenhão (27.826 pagantes e 31.859 presentes), no entanto, não gostou nada do desempenho irregular do time, muito vaiado após o apito final. O Rubro-Negro teve um homem a mais em campo por 45 minutos, após expulsão de Marlon de Jesús, e viu os equatorianos gostarem do jogo e levarem perigo em alguns lances. Quem mais sofreu durante a partida, disparado, foi Ronaldinho Gaúcho, que irritou o público em lances de efeito - e pouco produtivos. Foi vaiado quando tinha a posse de bola e ouviu o coro "Ei, Ronaldinho, vai..." apesar da atuação razoável.