A historicidade dos direitos humanos

Escrito por Maria Lucia Silva Barroco

Maria Lucia Silva Barroco

A noção moderna de Direitos Humanos é inseparável da idéia de que a sociedade é capaz de garantir a justiça - através das leis e do Estado - e dos princípios que lhe servem de sustentação filosófica e política: a universalidade e o direito natural à vida, à liberdade e ao pensamento. Filha do Iluminismo e das teorias do direito natural, essa noção foi fundamental para inscrever os Direitos Humanos no campo da imanência, do social e do político. De fato, é a sociedade moderna que inaugura a prática política de declarar direitos, assinalando que eles não são reconhecidos por todos; logo, precisam de um consentimento social e político, o que não tinha sentido quando eram concebidos como emanação de Deus (Chaui, 1989). Ao mesmo tempo, as Declarações registram situações históricas precisas: buscam assegurar conquistas decorrentes de grandes mudanças sociais ou marcos revolucionários, como, por exemplo, as Declarações de Direitos das revoluções Inglesa (1640 e 1688), da Independência Norte-Americana, Francesa (1789) e Russa (1917); visam preservar a humanidade da violência, após momentos de grandes traumas - como os vividos na Segunda Guerra, com o fascismo e o nazismo, dando origem à Declaração dos Direitos Humanos de 1948. A configuração moderna dos Direitos Humanos representou um grande avanço no processo de desenvolvimento do gênero humano, pois ao retirar os Direitos Humanos do campo da transcendência, evidenciou sua inscrição na práxis sócio-histórica, ou seja, no lugar das ações humanas conscientes dirigidas à luta contra a desigualdade. Ao se apoiar em princípios e valores ético-políticos racionais, universais, dirigidos à liberdade e à justiça, a luta pelos Direitos Humanos incorporou conquistas que não pertencem exclusivamente à burguesia, pois são parte da riqueza humana produzida pelo gênero humano ao longo de seu desenvolvimento histórico, desde a Antiguidade. Entretanto, no contexto da sociedade burguesa, os Direitos Humanos apresentam as seguintes contradições: 1. Os Direitos Humanos se afirmam a partir da universalidade. A sua proposta universal esbarra em limites estruturais da sociedade capitalista: uma sociedade que se reproduz através de divisões (do trabalho, de classes, do conhecimento, da posse privada dos meios de produção, da riqueza socialmente produzida). 2. Os Direitos Humanos (civis, políticos, sociais, econômicos e culturais) são fundados na democracia e na cidadania burguesa, o que revela seus limites reais, econômicos e sócio-políticos, dependendo de cada país e do contexto histórico. 3. A sociedade burguesa é fundada na propriedade privada dos meios de produção, o que leva as Declarações de Direitos Humanos a incorporarem esse fundamento de modo contraditório, pois a propriedade é privada, mas as leis são universais. Assim, os Direitos Humanos supõem a propriedade como direito natural e o Estado e as leis como instâncias universais. Quando a propriedade privada é posta em risco, o Estado deve protegê-la dos não-proprietários (Chaui, 1989). Ocorre que ele não está "acima" das classes, ou seja, não é de fato um árbitro neutro; logo, ao usar da violência para proteger a propriedade e - ao mesmo tempo - tratar todos os homens como "iguais", afirmando que todos têm direito natural à propriedade em uma

1/7

vão dando lugar a formas mais organizadas de cooperação e pressão dos trabalhadores em face do Estado e do empresariado para a obtenção de direitos que visam garantir minimamente a sua reprodução como força de trabalho para o capital. o Estado não pode se restringir ao uso da força e da violência. diz ela. direitos que se ampliam ou não. a bandeira dos Direitos Humanos passa para as mãos dos sujeitos políticos que não pertencem à burguesia: os trabalhadores. da organização dos trabalhadores e dos sujeitos políticos em face da opressão. No âmbito das lutas por direitos. Como bem afirma Chaui. movidos mais pelo desespero do que por uma consciência socialmente organizada. tendo por unidade a defesa da liberdade e da justiça social. essa inquietação se manifestou no terreno da prática social: de modo confuso.é que. as formas de resistência. da pressão popular. por isso. Desse modo. primeiramente. 117). Trindade assim se refere aos Direitos Humanos nesse contexto: À medida que passara de revolucionária a conservadora.como as de destruição das máquinas promovidas durante o início do século XIX -. 2002) . sem negar a sua importância. conferindo aos Direitos Humanos a função social de preservação do novo domínio. são conquistas resultantes de lutas marcadas pelo enfrentamento com a violência e a repressão. o proletariado emergente da Revolução Industrial e as camadas sociais que lhe eram próximas começaram a engendrar caminhos próprios de autodefesa (Trindade. transitando . o que se observa . 4. a partir de determinado momento histórico. após a inflexão histórica de 1848 (Netto.da oposição ao capitalismo . mesmo preso a interesses privados. 2/7 . a história social dos Direitos Humanos é o resultado da luta de classes. a burguesia impusera. ao afirmarem a propriedade como direito natural. Por isso. revolucionárias. mas desapropriados do direito de sua fruição material e espiritual. a sua versão de classe dos Direitos Humanos. torna evidente a contradição entre o discurso abstrato da universalidade e a defesa de interesses privados. atingindo patamares que vão além da subsistência física dependendo da organização política dos trabalhadores e da conjuntura de cada momento histórico.A historicidade dos direitos humanos Escrito por Maria Lucia Silva Barroco sociedade excludente. Essa versão embutia a contradição óbvia entre a liberdade (burguesa) e a igualdade. as Declarações de Direitos Humanos. que ao mesmo tempo explicita o caráter de dominação do projeto burguês e fortalece os movimentos populares e proletários em sua afirmação de um projeto político de classe. desde as mais rudimentares . Assim.. para garantir a sua legitimidade e hegemonia. Mas. desde o triunfo de 1789. criadores da riqueza social. acabam por legitimar a violência. as Declarações de Direitos Humanos. incorpora determinadas reivindicações das lutas populares por direitos. 2006). com o desenvolvimento do capitalismo e da luta de classes. 2002.sob o ponto de vista da história social dos Direitos Humanos (Trindade. afirmam "mais do que podem e menos do que deveriam afirmar" (Chaui. da exploração e da desigualdade. Porém. de libertação nacional. nesse contexto. pág. Não tardaria para que isso fosse percebido e formulado no plano conceitual. em suas várias configurações. por parte do Estado e de seu aparato policial. etc. em vez de combatê-la. Historicamente esse marco é situado na segunda metade do século XIX. De toda maneira.para um projeto socialista. 1989). Trata-se de uma história de lutas específicas progressistas que se conectam com outros tipos de luta: anticapitalistas.

2008. O discurso universal abstrato dos Direitos Humanos. pág. afirmando a vigência do efêmero. Como revela Klein. após os atentados de 11 de setembro. quando os direitos sociais. os diversos movimentos de Direitos Humanos. No entanto. permanece. O capitalismo contemporâneo se caracteriza pela extrema fragmentação dos processos sociais e de suas mediações e contradições. vão dando visibilidade a suas lutas específicas e aos diferentes aspectos da discriminação e da desigualdade social. habitação. evidenciado pela ideologia neoliberal. ignoram a processualidade histórica. na década de 1960.em dadas condições históricas . a partir de um modelo de administração baseado em uma lógica privatista. assistência social. de poder econômico e sócio-político. sua inserção no mundo do trabalho. nas lutas pela viabilização dos serviços públicos de saúde. as guerras fazem parte daquilo que ela denomina o complexo do capitalismo de desastre: um conjunto de estratégias do capitalismo contemporâneo para o enfrentamento de situações como as das guerras ou dos desastres naturais. educação. ou seja. negando a sua capacidade de forjar o amanhã. ainda no século vinte. como.A historicidade dos direitos humanos Escrito por Maria Lucia Silva Barroco É dessa forma que as Declarações de Direitos Humanos incorporam avanços das lutas populares. o que ocorreu. econômicos e culturais foram agregados aos direitos civis e políticos. concretamente. No caso da guerra do Iraque. como os de mulheres. a necessidade de reivindicar direitos já atesta a sua ausência na vida social. embora em certos momentos históricos os movimentos de Direitos Humanos alcancem vitórias significativas. conquistados através das lutas do movimento operário dos séculos XIX e XX e implementados com a Revolução Russa. Sem a devida apreensão dos vínculos sociais que sustentam as relações dos indivíduos no tecido social.a sua universalidade tende também a se tornar abstrata. donde se evidencia que . a inexistência de um futuro projetado politicamente. em 1948. embora fosse dirigida. trabalho. ao longo de sua história social. poucos têm consciência de que a ajuda humanitária aos países atingidos pela guerra ou pelos desastres está vinculada a essa lógica. No campo dos direitos sociais e econômicos. Na verdade. Não importa que a destruição total tenha sido feita por meio de uma guerra ou de um furacão: o enfrentamento dos resultados é o mesmo. Segundo Naomi Klein (2008). por exemplo. o senso comum e as teorias que adotam como fundamento a negação desses vínculos ocultam a relação entre os indivíduos sociais e sua condição de classe. voltada exclusivamente ao lucro[2].     Como já dissemos. Ao longo da história.que é hoje uma das atividades econômicas que mais crescem no mundo (Klein. por exemplo. uma guerra idealmente voltada a "salvar" o mundo do "eixo do mal". a abstração dos Direitos Humanos é realizada graças ao seu uso ideológico pelo discurso neoliberal. previdência. apesar de os Estados Unidos terem obtido lucros inegáveis. não é mais deixado nas mãos da Unicef ou de organizações sem fins lucrativos quando pode ser dado a grandes empresas de engenharia norte-americanas. 22) -. não podemos ignorar a força de pressão do movimento sindical e da organização política da esquerda. a contradição que os inscreve na sociedade de classes: a defasagem entre os seus pressupostos universais e a sua objetivação prática em estruturas sociais fundadas em divisões de classe. negros. para a obtenção de uma hegemonia econômica e política do grande capital. é a forma de pensar dominante desse 3/7 . o governo Bush desencadeou a "Guerra ao Terror". os adquiridos com o comércio de armas e a manutenção das suas Forças Armadas . Foi "em nome" dos Direitos Humanos que em 2001. Entre outras determinações. o discurso humanitário oculta essa lógica perversa. etc. homossexuais. a ajuda humanitária e a reconstrução dos países com fins lucrativos foram testadas pela primeira vez no Iraque e já se transformaram em um novo paradigma global.

016 por orientação sexual e 940 por origem étnica (Lindgren. Para ele. Uma das políticas decorrentes desse contexto é a de criminalização da pobreza. de 1997. previdência. Segundo Lukács. os profissionais e militantes que defendem determinadas populações segregadas socialmente. 2005. marginalizando. 215). 6. rebatendo na organização dos movimentos e reproduzindo uma descrença generalizada na política. entre a riqueza e a pobreza. nos países onde o ajuste estrutural neoliberal foi implantado. 1. mostram que. 8. de 11 mil casos. 2005. é acusada de se constituir na defesa de "bandidos". segundo dados estatísticos do FBI. nos crimes provocados por ódio discriminatório. pág. De fato. Por exemplo. O enxugamento do Estado. nos estupros coletivos.pode também determinar o destino da humanidade" (Lukács. educação. esses crimes por ódio. 5. Marx deu um tratamento teórico-metodológico radicalmente novo a essa idéia. Trata-se de uma situação histórica de aprofundamento do abismo entre a desigualdade e a liberdade.. os homossexuais. mais de 100 milhões de pessoas sofrem privações nas sociedades economicamente mais ricas. levou a uma diminuição dos gastos com os programas e serviços públicos de atendimento a necessidades como saúde. Pensar os Direitos Humanos a partir desse referencial nos leva a ter dois pontos de referência: as possibilidades do presente e o horizonte de um projeto futuro. etc. nos genocídios. Esse contexto gera uma cultura de desigualdade e de violência cujos resultados para os Direitos Humanos se expressam sob a forma de um crescente processo de desumanização que denota a miséria material e caminha ao lado da mais assustadora miséria espiritual. de culpabilização dos pobres pela sua situação social. 3. A desproteção social e a insegurança generalizam-se. A pobreza não atinge somente os países do Sul. mostra-se na intolerância religiosa. por exemplo. isto é. pág. que passaram ou à iniciativa privada ou à filantropia da sociedade civil. ou seja. também. que atingem níveis nunca vistos: a miséria de milhares em favor da riqueza de poucos. é fruto da práxis do próprio homem.396 ocorreram em função de raça. uma situação de perda relativa de conquistas no campo dos Direitos Humanos. Marx trouxe a questão do futuro da humanidade para o campo da práxis político-revolucionária e das possibilidades históricas. 1. 2. Nos Estados Unidos. fragilizando a vida. os imigrantes.A historicidade dos direitos humanos Escrito por Maria Lucia Silva Barroco contexto.401 por religião. logo. Observa-se o refluxo da organização política de classe dos trabalhadores. mas de um projeto político coletivo que pode ou não se realizar em determinadas circunstâncias históricas. A defesa dos Direitos Humanos perde o seu vigor. 4. A defesa dos Direitos Humanos no contexto atual remete a uma reflexão que não pode deixar de contemplar as 4/7 . sempre foi assim e sempre será) e da tolerância zero. a saúde. os usuários de drogas. 7. todos "os diferentes". habitação. 5. 17). ao conceber que a autocriação do homem. mas também os países desenvolvidos. e conseqüentemente do seu destino. assim caracterizada: 1. que entende que o homem sendo "criador responsável do próprio destino . gerando formas de violência inimagináveis. nas limpezas étnicas. e que o destino humano não depende da vontade de um indivíduo isolado. o que caminha ao lado da naturalização da pobreza (a idéia de que essa condição é natural. desde Aristóteles. A miséria é material (atingindo o trabalho e a vida em geral) e espiritual (reproduzindo formas de alienação na totalidade da vida social). que segrega aqueles que a priori são culpados: os negros. existe uma grande idéia ética.

mas.fortalecer ações de denúncia sobre violações dos Direitos Humanos. Este texto é uma versão modificada da Palestra apresentada na mesa Conflitos Globais e a violação dos Direitos Humanos: a ação do Serviço Social. . com efeito. 5/7 . está conectado a um projeto de sociedade que não cabe nos limites do capitalismo: supõe a sua superação. "O objetivo central das corporações que operam no centro desse complexo é trazer para o funcionamento rotineiro e regular dos Estados esse modelo de administração voltado para o lucro [.em todas as suas dimensões . 22). como nós o entendemos.como a provisão do seguro-saúde para os soldados. limitada.]. ações educativas.. a coleta e o armazenamento de dados sobre todos nós. o que significa: . debates. iniciativas da mídia. Por isso a nossa luta é atual e urgente. Esse enfrentamento. . revelando o seu significado e a sua função ideológica. em agosto de 2008.desvelar o discurso abstrato dos Direitos Humanos.dar visibilidade a práticas voltadas ao reconhecimento social dos Direitos Humanos. em Salvador (BA). através da implementação de cursos. muitas das mais sensíveis e cruciais funções do governo . Notas  1. em face da barbárie que se revela com o avanço das consequências destrutivas do capitalismo para a vida .. O papel governamental nessa guerra sem fim não é o de um administrador que lida com uma rede de fornecedores. . Assim. sua luta é necessária. .. pág. a administração Bush superampliou.e tendo em vista os limites objetivos da universalização dos Direitos Humanos na ordem do capital.afirmar a importância da luta de resistência em face do avanço das diversas formas de desumanização. na direção de uma emancipação humana e da construção de uma sociedade na qual não seja preciso lutar por direitos. Para inaugurar o complexo do capitalismo de desastre. também. sem nenhum debate público.fortalecer uma cultura crítica de defesa dos Direitos Humanos. 2008.A historicidade dos direitos humanos Escrito por Maria Lucia Silva Barroco estratégias para o seu enfrentamento. entre outras. o interrogatório de prisioneiros. . na Conferência Mundial de Serviço Social.  2. promovida pela Federação Internacional de Trabalho Social (FITS) e pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). etc. mas implica a consciência política de que seus limites podem ser superados para além desta sociedade.contribuir para vincular as motivações éticas às ações políticas. trata-se de privatizar os governos. mas o de um capitalista aventureiro cujo bolso não tem fundo. que tanto oferece dinheiro para a criação do complexo quanto se transforma no maior cliente de seus novos serviços" (Klein.

Os direitos humanos: antologia de textos históricos. DÍAZ-SALAZAR. Ética e direitos humanos. KLEIN. São Paulo: Brasiliense. 2002. I. Rio de Janeiro. In Temporalis. T. ______________ . ___________ . LUKÁCS. Ano III. Marxismo e Direitos Humanos. Capitalismo e reificação. 1992. caderno quatro. O jovem Marx e outros escritos. Dahmer e VINAGRE. in NOVAES. 2008 (Coleção Biblioteca Básica/Serviço Social. 6/7 . Direitos Humanos e Desigualdade. Adelino. São Paulo: Cortez. Brasília: ABEPSS. 7. in Filosofia. Curso de capacitação ética para agentes multiplicadores. ____________ . 1993. J. ____________ . Ética. São Paulo: Cortez. MARX. 1989. 2006. 2003. K. NETTO. M. 1991. despotismo. São Paulo: Ensaio. G. Naomi. M. Código de Ética do Assistente Social. 2006 (Coleção Primeiros Passos. __________ . CFESS. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas. Brasilia: CFESS. 2007. Ética: fundamentos sócio-históricos. in Direitos humanos e. Lindgren. 2008. Cultura e Democracia: o discurso competente e outras falas. vol.. J. Cristina M. 1993. 2002. 1981. privado. 4). Organização. São Paulo: Comissão de Justiça e Paz/ Editora Brasiliense. 03. Lucia S. Justicia global: las alternativas de los movimientos del Foro de Porto Alegre. Paulo. MÉSZÁROS. Landy: 2001. TRINDADE. J. 148). CHAUÍ. São Paulo: Peirópolis. ed. Nova Fronteira. Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). História social dos Direitos Humanos. Brasília. São Paulo: Perspectiva. desigualdade se combate com direitos (Conferências e deliberações do 31o Encontro Nacional CFESS/CRESS). Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ética e Direitos Humanos. in Revista Presença Ética. apresentação e tradução Carlos Nelson Coutinho e José Paulo Netto.). M.A historicidade dos direitos humanos Escrito por Maria Lucia Silva Barroco Bibliografia ALVES. Ética. Rafael. PEREIRA. A questão judaica. Público. Os Direitos Humanos na pós-modernidade. GEPE. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ. O que é marxismo. Barroco. Barcelona: Editorial Icaria. São Paulo: Cortez. Direitos Humanos e medo. ____________ . Damião de L. Adauto (org. Brasília. CFESS. direitos humanos e diversidade. 2002.. 2008. no 5. BRANDÃO. A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre. BRITES. São Paulo: Editora Moraes. São Paulo: Companhia das Letras / Secretaria Municipal de Cultura. 2005. ___________ .M. 2003.A. janeiro a junho de 2002. 2007. in As novas faces da barbárie capitalista. Recife: UFPE. Ideologia e Ciência Social: ensaios de negação e afirmação. Ética e Serviço Social: fundamentos ontológicos. São Paulo.

Maria Lucia Silva Barroco Doutora em Serviço Social. 2.). São Paulo: Ática.A historicidade dos direitos humanos Escrito por Maria Lucia Silva Barroco WEFFORT. Francisco C. (org. professora de Ética e coordenadora do Núcleo de Ética e Direitos Humanos (Nepedh) da PUC-SP 7/7 . 2006. Os clássicos da política. Vol.