UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS MESTRADO EM AGRONOMIA

RESISTÊNCIA DE INSETOS A INSETICIDAS

Mestranda: Ana Paula de Azevedo Orientador: Prof. Dr. Ricardo Ayub

PONTA GROSSA 2012

Palavras-chave: Insect, resistance, insecticides, resistencia, insetos, Bt 1 INTRODUÇÃO O problema causado por insetos associados às atividades humanas está na competição entre várias espécies por recursos alimentares, incluindo a humana (BOYER, 2011). Os métodos atuais de controle de pragas são baseados no uso de inseticidas, que geralmente são as ferramentas mais eficazes e que fornecem o único método viável de reduzir populações de pragas de insetos a níveis aceitáveis (HAREIN e DAVIS, 1992; PEREZ-MENDOZA, 1999 apud BOYER, 2011). Porém, a resistência aos inseticidas geralmente torna-se generalizada como resultado da disseminação de fenótipos resistentes em resposta à pressão seletiva provocada pela presença de inseticida no ambiente (MUGGLETON, 1983) (MUGGLETON, 1983 apud FRAGOSO, 2004). A resistência de pragas a produtos químicos tem se tornado um problema bastante sério em âmbito mundial, com um elevado número de casos de resistência a organofosforados, carbamatos, piretróides, em insetos e ácaros (GEORGHIOU, 1990 apud SATO, 2008). Embora os estudos de resistência de inseticidas para estes insetos sejam pouco frequentes e envolvam bioensaios de detecção (apenas CHAMP e DYTE, 1976; PACHECO et al, 1990;. SARTORI et al, 1990.; GUEDES et al., 1995 apud FRAGOSO, 2003) o desenvolvimento de cultivares resistentes a pragas é um importante componente do manejo integrado de pragas (LARA, 1991; PICANÇO et al., 1995 apud ECOLE, 2001).

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Em locais onde os inseticidas têm sido amplamente utilizados para o controle de pragas, a resistência de muitas espécies de insetos apresenta-se evidente em populações de campo que infestam produtos armazenados (CHAMP e DYTE, 1976; BADMIN, 1990; PACHECO et al, 1990;. GUEDES et al, 1995, 1996;. SUBRAMANYAM e HAGSTRUM, 1996 apud FRAGOSO, 2003). A utilização de misturas de inseticidas é uma estratégia reconhecida para o

gerenciamento

de

populações

resistentes

(BRATTSTEN

et

al.,

1986;

TABASHNIK, 1990; MCKENZIE, 1996 apud CÔRREA, 2011). Os insetos são afetados de maneiras diferentes quando expostos aos inseticidas. É importante avaliar o impacto destes produtos químicos sobre as espécies de parasitóides para o seu uso em programas integrados de gerenciamento de pragas (ELZEN et al 2000;. HILL e FOSTER 2000; ZEHNDER et al. 2007 apud VIANNA, 2009). Nos últimos anos, mais de 504 espécies de insetos e ácaros com resistência a inseticidas foram registrados, e há ainda um aumento constante na resistência a produtos químicos específicos, com muitas espécies resistentes a várias famílias de moléculas (GEORGHIOU, 1990; LEE, 2002 apud BOYER, 2011). Muitos organismos reagem de forma diferente quando em contato com certos compostos o que faz necessário entender o impacto dos inseticidas sobre parasitóides (ELZEN et al. 2000; HILL e FOSTER 2000 apud VIANNA, 2009). Os insetos têm sucesso de adaptação para a maioria dos inseticidas, tornando-se fisiologicamente ou comportamentalmente resistente (SAWICKI e DENHOLM, 1984 apud BOYER, 2011).

2.1 MÉTODOS DE CONTROLE DE PRAGAS

Controle Fisico Atmosferas controladas têm sido utilizadas de forma eficaz para matar uma vasta gama de pragas de quarentena e de armazenagem, incluindo os membros das famílias Tephritidae, Tortricidae, Curculionidae, Miridae e Liposcelididae (SODERSTROM et al., 1990; KE e KADER, 1992; WHITING et al, 1992;. LEONG e HO, 1995; WANG et al., 2000 apud BOYER, 2011). Entre os métodos de controle fisíco de pragas, podemos citar o dióxido de carbono, utilizado nos tratamentos de atmosfera controlada para mortalidade de pragas, o resfriamento e a secagem. Sendo que, um dos principais benefícios decorrentes de melhorias na secagem e arrefecimento de processos para os produtos armazenados é o controle de artrópodos, especialmente em um

ambiente onde os tratamentos químicos estao cada vez mais sobre pressão (BECKETT, 2011).

Fumigantes Dois fumigantes são atualmente utilizados para a proteção dos alimentos armazenados: fosfina e brometo de metila. Fosfina possui registro mundial como fumigante para grãos (REN, 2010). No entanto, a utilização de brometo de metila foi restringida devido às suas propriedades destruidoras do ozonio e sua toxicidade muito elevada para animais de sangue quente (DANSI et al., 1984 apud BOYER, 2011). A fosfina continua sendo um dos inseticidas mais comumente utilizados. Em paralelo com o dióxido de carbono é um elemento importante para aumentar a eficácia de atmosfera controlada em tratamentos destinados a aumentar a mortalidade de pragas (WANG et al., 2000).

Organoclorados O primeiro grupo de inseticidas desta classe, amplamente utilizados na agricultura, foram os organoclorados (DDT, BHC, ciclodienos, metoxicloro e policloroterfenos, entre outros) no início de 1940, época da Segunda Guerra Mundial (WARE, 2010 apud BORGES, 2011). Os pesticidas organoclorados são relativamente inertes e sua alta estabilidade está relacionada às ligações carbono-cloro. Estes compostos são muito estudados devido à alta toxicidade, baixa biodegradabilidade e biossolubilidade em tecido lipídico (LANÇA, 1996 apud RISSATO, 2004). Resistência ao DDT, organofosforados e piretróides foram relatadas (FRAGOSO et al, 2003; RIBEIRO et al, 2003 apud BOYER, 2011). Entretanto, a conscientização dos problemas acarretados pelo uso indiscriminado destes agrotóxicos, assim como sua elevada toxicidade, retenção nos tecidos adiposos animais e a longa permanência no ambiente, levaram à sua proibição no Brasil na década de 1980 (BAPTISTA, 1990; GALLO et al., 2002 apud BORGES, 2011).

Organofosforados As moléculas mais conhecidas desta classe de inseticidas são o acefato, metamidofós, monocrotofós, paration metil, triclorfon e diclorvós (ANDREI, 1999; GALLO et al., 2002 apud BORGES, 2011). Os organoclorados foram substituídos por compostos organofosforados, como Malation, para o controle de insetos em grãos armazenados. O uso extensivo de Malation para a controle de pragas de cereais armazenados resultou em resistência de várias espécies, como Tribolium castaneum em 1961 na Nigéria ou Sitophilus zeamais no Brasil (GUEDES et al., 1995 apud BOYER, 2011).

Piretróides Os piretróides que surgiram na década de 1960, atuam na transmissão axônica e são bastante conhecidos pelo seu efeito de choque (“know-down”) quase instantâneo nos insetos (GALLO et al., 2002 apud BORGES, 2011). Organofosforados foram substituídos por piretróides, tais alfacipermetrina, deltametrina, permetrina, cipermetrina e lambda-cialotrina. A deltametrina mostra uma grande eficácia contra S. zeamais (GUEDES et al., 1995 apud BOYER, 2011).

2.2 MECANISMOS DE RESISTÊNCIA A INSETICIDAS Classicamente, existem três mecanismos envolvidos na resistência de insetos a inseticidas, que são: redução da penetração do inseticida pela cutícula do inseto; detoxificação ou metabolização do inseticida por enzimas; e redução da sensibilidade no sítio de ação do inseticida pelo sistema nervoso (LORINI, 1999). As barreiras de penetração em insetos constituem um mecanismo de resistência viável, e a redução da penetração do inseticida pela cutícula é efetiva quando associada ao mecanismo de defesa metabólico, e mais efetiva ainda contra inseticidas prontamente degradáveis. A base genética desse mecanismo está relacionada a genes secundários, como o gene pen da mosca doméstica, que se localiza no cromossomo III e é um gene recessivo. Normalmente, esse gene confere pouca ou nenhuma resistência na ausência de outro mecanismo de

resistência e provavelmente não causa, por si só, significantes falhas de controle (ROUSH & DALY, 1990). A metabolização ou detoxificação é importante, e provavelmente o mais estudado, mecanismo de resistência de insetos a inseticidas. O aumento da atividade de enzimas de desintoxicação, além da insensibilidade no local alvo, é um mecanismo bioquimico comum de resistência a inseticidas (TAYLOR & FEYEREISEN, 1996, FFRENCH-CONSTANT, 1999; SCOTT, 1999 apud FRAGOSO et al., 2003). Esse mecanismo permite ao inseto modificar ou detoxificar o inseticida a uma taxa suficiente para prevenir a ação no sítio alvo. A degradação de inseticidas pode ocorrer por vários processos metabólicos nos quais o produto é convertido em forma não tóxica ou mesmo eliminado rapidamente do corpo do inseto. Diferentes enzimas e sistemas enzimáticos estão envolvidos no processo da resistência, como esterases, oxidases, transferases e outras enzimas que aumentam sua eficiência ou a quantidade nas raças resistentes. Cada enzima é mais específica para um tipo ou grupo de inseticidas. A resistência associada a esses processos é controlada primariamente por genes localizados no cromossomo II na mosca doméstica e parece ser herdada de maneira incompletamente dominante (LORINI, 1999). Insetos usam enzimas não só para manter a sua homeostase, mas também para proteger-se contra xenobióticos (SODERLUND & BLOOMQUIST, 1990; COMMANDEUR et al., 1995; OMURA, 1999; STRANGE et al., 2001 apud FRAGOSO et al., 2003). O terceiro mecanismo de resistência, que é a redução na sensibilidade do sistema nervoso, é caracterizado por três diferentes processos. Na resistência por "knockdown" (kdr) na mosca doméstica, existe demora na resposta do sistema nervoso do inseto aos inseticidas piretróides e ao DDT. O mecanismo neurotóxico kdr envolve seletiva modificação na sensibilidade do canal de sódio, o qual é considerado o principal sítio de ação de piretróides e do DDT. Esses autores registraram que o gene kdr é recessivo, assim como o super-kdr alelo, que confere resistência maior que a do gene kdr. Outro mecanismo que altera o sistema nervoso é a insensibilidade da acetilcolinesterase para inseticidas organofosforados e carbamatos. Outra vez, na mosca doméstica, o gene responsável por essa resistência localiza-se no cromossomo II. O último desses

processos confere resistência a inseticidas ciclodienos, e o gene responsável está localizado no cromossomo IV (LORINI, 1999). CHAPMAN & PENMAN (1979) apud BOYER (2011), descreveram a

resistência cruzada como uma resistência a um composto que confere resistência a outro composto do mesmo grupo. Muitas vezes a resistência a um determinado inseticida está relacionada com uma resistência anterior a outra molécula (BOYER, 2011). Na literatura, a resistência cruzada foi mencionada, porém sem nenhuma definição do mecanismo envolvido (LEE et al. ,2000, LEE, 2002 apud BOYER, 2011). Estudos em produtos armazenados demonstram que resistências múltiplas ocorrem quando uma população de insetos que apresentam resistência desenvolvida para um inseticida, exibem resistência à um ou mais inseticidas que nunca estiveram em contato, com um único ou múltiplos mecanismos de resistência (BOYER, 2011).

2.3 OCORRÊNCIAS DE INSETOS RESISTENTES A INSETICIDAS PERSPECTIVAS FUTURAS

E

O gorgulho do milho, Sitophilus zeamais Motschulsky (Coleoptera: Curculionidae), é uma séria praga cosmopolita de cereais armazenados, principalmente do milho, nos trópicos (TRONO, 1994; DANHO et al., 2002 apud FRAGOSO et al., 2005). O principal meio de controle de gorgulho do milho em climas quentes é a utilização de inseticidas, devido à falta de outras alternativas de controle (GUEDES, 1991). Um estudo anterior de herança da resistência a deltametrina e os esforços recentes para determinar os mecanismos subjacentes de resistência a inseticidas em populações brasileiras de gorgulho do milho, sugerem a provável existência de resistência cruzada e múltipla em poucas populações altamente resistentes a piretróides (GUEDES et al., 1994, 1995; FRAGOSO et al., 2003; RIBEIRO et al., 2003 apud FRAGOSO et al., 2005). Entre as principais pragas de insetos em culturas de milho no Brasil, a lagarta do cartucho, Spodoptera frugiperda (Smith, 1797)(Lepidoptera:

Noctuidae), é considerada a numero um em importancia (Cruz et al., 1995,1997 apud NEGRISOLI, 2010). O controle químico de S. frugiperda, com a utilização de elevadas concentrações do mesmo ingrediente ativo, aliado à ausência de áreas de refúgio conduz a elevação da pressão seletiva, resultando no desenvolvimento de resistência a estes produtos químicos. Os meios primários para manejo de Bemisia foi o uso de inseticidas, o que resultou no desenvolvimento de resistência a todas as produtos químicos, incluindo piretróides, principais classes de carbamatos, organofosforados,

ciclodienos e reguladores de crescimento de insetos (DENHOLM et al., 1995 apud SCHUSTER & STANSLY, 2000). Já no Marrocos, 50 das 51 populações de insetos que foram estudadas apresentaram resistência (BENHALIMA et al., 2004 apud BOYER, 2011). A resistência aos fumigantes (fosfina, brometo de metila e dibrometo de etileno) também tem sido relatada em diferentes partes do mundo (SRIVASTAVA, 1980; MILLS, 1983; TYLER et al., 1983; ZETTLER, 1990; ATHIE et al., 1998 apud BOYER, 2011). O uso extensivo de atmosfera controlada no controle de insetos também pode levar à seleção de populações de insetos resistentes à hipercarbia e hipóxia (DONAHAYE, 1990; WANG et al., 2000). Infelizmente, na maioria dos casos, os mecanismos de resistência não são relatados nem estudados (BOYER, 2011). Porém, o controle de pragas na agricultura moderna tem sofrido uma verdadeira revolução com o surgimento da biotecnologia, que cada vez mais tem permitido o afastamento da dependência de pesticidas exógenos para práticas mais sustentáveis e ambientalmente benignas. A introdução de genes exógenos que conferem resistência a insetos em plantas cultivadas, tem sido um grande sucesso em termos de níveis de proteção conferida pela expressão de toxinas de Bacillus thuringiensis (Bt) (FERRY, 2006). As plantas Bt atualmente dominam o mercado de transgênicos resistentes a insetos. No entanto, nem todas as pragas são suscetíveis a toxinas Bt Cry e há preocupações de que mesmo espécies sensíveis possam evoluir para se tornar resistentes a estas culturas (MALONE, 2008).

A busca por alternativas a toxinas Bt Cry tem apresentado progressos significativos como a produção de culturas transgênicas expressando compostos inseticidas de plantas, tais como os inibidores da protease, lectinas e inibidores de alfa-amilase (MALONE, 2008). Sendo que, a avaliação em campo das plantas que contêm genes inseticidas, é um componente vital do processo global de criação e implantação de plantas transgênicas resistentes a insetos (FERRY, 2006). No futuro, a engenharia metabólica de plantas poderá nos permitir alterar com grande precisão as maneiras pelas quais as plantas e os insetos interagem (MALONE, 2008).

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Muitas são as citações de insetos resistentes a inseticidas na agricultura, relacionadas com os métodos tradicionais de controle de pragas. A biotecnologia tem oferecido novas ferramentas para auxiliar no desenvolvimento de novas formas de controle. Porém, estudos sobre os mecanismos de resistência devem ser aprofundados.

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