6 – RELATÓRIO DO PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLO DA MALÁRIA Transmissão da malária A malária é endémica em todo o país, nas áreas onde o clima

favorece a sua transmissão ao longo de todo o ano, atingindo o seu ponto mais alto após a época chuvosa (Dezembro a Abril). O Plasmodium falciparum é o parasita mais frequente, sendo responsável por cerca de 90% de todas infecções maláricas, enquanto que o P. malariae e o P. ovale são responsáveis por 9.1 e 0,9% de todas infecções, respectivamente.

O Peso da Malária Em Moçambique, a malária é a principal causa de problemas de saúde, sendo responsável por 40% de todas as consultas externas. Até 60% de doentes internados nas enfermarias de pediatria são admitidos como resultado da malária severa. A malária é também a principal causa de mortalidade nos hospitais em Moçambique, ou seja de quase 30% de todos os óbitos registados. A estimativa de prevalência no grupo etário de 2 a 9 anos de idade varia de 40 a 80%, com 90% de crianças menores de 5 anos de idade infectadas por parasitas da malária em algumas áreas.

O acesso aos cuidados de saúde em Moçambique é muito baixo e estima-se que 50% da população vive a mais de 20 quilómetros da mais próxima unidade sanitária, uma situação que efectivamente implica não haver acesso aos serviços de saúde para uma grande parte da população. A malária é também o maior problema que afecta mulheres grávidas nas zonas rurais. Aproximadamente 20% das mulheres grávidas estão infectadas pelo parasita, sendo as primigrávidas as mais afectadas com uma taxa de prevalência de 31%.

A escala exacta de perdas económicas atribuídas à malária em Moçambique não é bem conhecida. Porém é evidente que a malária contribui para elevadas perdas económicas, altas taxas de absentismo escolar e uma fraca produtividade agrícola, principal meio de subsistência da maioria da população rural.

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Análise e resposta ao prejuízo da malária A actividade de controlo da malária em Moçambique remonta da década de 50 aquando do início do programa global de erradicação da malária. Contudo, só foi em 1982 que foi criado o Programa Nacional de Controlo da Malária (PNCM) com a designação actual.

Objectivo do PNCM Reduzir a morbi-mortalidade por malária na população em geral e particularmente nas mulheres grávidas e crianças menores de 5 anos de idade e grupos socialmente desfavorecidos.

Metas e linhas de base do PNCM A meta geral de impacto é a de Reduzir o peso da malária à metade (prevalência de parasitémia malárica e de letalidade), até 2015, em relação aos níveis observados em 2001 (40% - 80%), cumprindo dessa forma a Meta do Milénio relativa ao controlo da malária (vide declaração de política).

Estratégias de Controlo da Malária em Moçambique Principais estratégias • • • Promoção de saúde, mobilização comunitária e mobilização social Controlo Vectorial Integrado e protecção pessoal Diagnóstico, manejo de casos e fornecimento de medicamentos

Estratégias de suporte • • • Gestão do programa e desenvolvimento de sistemas Vigilância, informação e pesquisa Resposta de emergência

Promoção da Saúde e Mobilização Social Visa incrementar a mobilização social para a malária, utilização de IEC para elevar a consciencialização e influenciar mudanças de atitudes, bem como mobilizar activamente as comunidades a fim de se tornarem parceiros activos no controle da malária.

A estratégia inclui: • Mobilização social no seio dos políticos, parceiros e a sociedade civil

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• • •

Iniciativas de educação inovadoras e participativas Promover mudanças positivas de atitudes, Reforçar as actividades baseadas na comunidade

ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS • Ffoi produzido o capítulo da malária como parte integrante do manual de educação para a saúde. Essa informação tem servido de base dos materiais de IEC sobre malária • • Foram identificadas e elaboradas mensagens de IEC fundamentais e material distribuído nas US. Foi produzido o rascunho da estratégia nacional de comunicação para a malária, o qual está actualmente em circulação entre os especialistas nacionais para comentários. • • • Foi comemorado à escala nacional o dia 25 de Abril (dia africano de luta contra a malária) e 9 a 13 de Novembro (semana de reflexão sobre a malária na SADC). No âmbito das actividades da PIDOM e sua expansão com recurso ao DDT foram realizadas visitas para a mobilização social. Estão em constante actualização os materias de educação sobre a preveção e tratamento da malária

Controlo Vectorial Integrado e Protecção Pessoal O controlo vectorial integrado incorpora uma variedade de intervenções de controlo vectorial, seleccionadas com base nos factores locais que determinam a reprodução e distribuição do vector. As alternativas compreendem:

Redução da fonte 1. Uso de Larvicidas 2. Controlo do Vector Adulto Redução do contacto homem-vector-homem • Redes Mosquiteiras tratadas com insecticida

Eliminação do mosquito adulto • Pulverização Residual Interna

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Uso de larvicidas Em Moçambique, o desafio é enorme devido a natureza ubíqua dos locais de reprodução dos mosquitos, e escassez de pessoal treinado para o efeito, Só 3 cidades têm vindo a realizar o controlo larval de forma mais ou menos regular nos últimos anos, nomeadamente a cidade e província de Maputo.

Controlo do vector adulto Redes Mosquiteiras tratadas com insecticida • • Distribuição de redes mosquiteiras realizada em colaboração com as DSC, UNICEF e outros parceiros têem vindo a implementar o projecto Avaliação da cobertura e uso das redes mosquiteiras tratadas com insecticida nas províncias de Manica e Sofala em colaboração com a Cruz Vermelha de Moçambique. • • Foi feito o retratamento massivo de redes mosquiteiras em 6 províncias onde se acredita que haja grande quantidade de redes mosquiteiras. Foram distribuídas redes mosquiteiras tratadas com insecticida que foram colocadas em camas hospitalares incluindo as casas mãe espera

Pulverização Intra-domiciliária (PIDOM) • A campanha da PIDOM decorreu de 31/10/2005 a 10/06/06 e teve uma cobertura de 1.250.375 casas e protegeram cerca de 6.511.184 habitantes. No entanto, convém realçar que a chegada tardia dos insecticidas ditou o atraso no arranque da campanha 2005/06. • • • A proporção da população protegida atravês das pulverizações foi de 34% contra os 25% planificados. Identificação dos locais para instalação dos contentores para acondicionar o DDT no âmbito da expansão. Falta de recursos financeiros para iniciar a campanha de pulverização 2005/2006; tendo sido solicitada a replanificação de fundos remanescentes do Departamento de Saúde da Comunidade. Só em Janeiro de 2006 foram conseguidas as autorizações necessárias para o uso das referidas verbas.

Supervisão (PIDOM)

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• • • • • • • • •

Foram feitas visitas de supervisão em todas províncias do país durante o ano com os seguintes objectivos: Verificação de stock de insecticidas Verificar o comportamento dos rociadores em plena actividade de campo Verificar o domínio dos rociadores sobre os aspectos da PIDOM e sobre noções de transmissão da malária. Inteirar-se sobre o envolvimento dos líderes comunitários, força motriz do processo. Verificação do equipamento e outros materias relacionados com as

pulverizações. Auscultação das dificuldades enfrentadas pelos rociadores no campo Condições de armazenamento dos insecticidas e material. Apoio e actualização da base de dados da PIDOM na província da Zambézia.

Dificuldades/problemas encontrados (PIDOM) • • • • • • • • • • • Manutenção deficiente das bombas Término das actividades antes da hora Fraco desempenho dos chefes de equipa Os rociadores trabalham desprotegidos por negligência dos visados Roubo de insecticida Falta de pontualidade Fraco domínio das técnicas de pulverização Pouco conhecimento sobre o processo de transmissão da malária pelos rociadores Alguns equipamentos de protecção sem qualidade desejada. Pouca colaboração de algumas estruturas locais Algumas recusas alegando que os insecticidas atraem outros insectos, ausência do cônjuge, provoca alergia e que os mosquitos desaparecem nos primeiros dia e depois reaparecem e falta de aviso prévio.

Diagnóstico, Manejo de Casos e Fornecimento de Medicamentos Objectivos:

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• •

Melhorar a qualidade dos serviços de saúde baseados no tratamento, com ênfase no AIDI e cuidados pre-natais das mulheres Promover a prevenção e tratamento de malária baseada na comunidade,

Já há consenso nacional sobre o manejo de febre na comunidade (MFC), faltando a formação dos ACS. Gratuidade e aumento do acesso ao tratamento eficaz da malária Em relação ao estabelecimento de um sistema de controle de qualidade do diagnóstico de malária, foram realizados encontros com o INS e angariados fundos para o efeito, estando actualmente em curso a elaboração dos termos de referência dos três sectores envolvidos nomeadamente o INS, SLC e PNCM. Em colaboração com a DSC foram produzidas e distribuídas ferramentas e directrizes adequadas, nas 11 províncias para o tratamento intermitente presuntivo da malária na gravidez. Casos e óbitos por malária em 2006 Província C. Delegado Gaza Inhambane Manica Map.Cidade Map.Porvincia Nampula Niassa Sofala Tete Zambézia Total Casos 411182 909763 476955 430182 360623 192929 1214765 463829 595559 412922 759010 6227719 Óbitos 297 367 206 251 579 43 1160 428 722 384 548 4985 Semanas 50 52 48 52 51 51 52 50 52 52 52

Gestão Do Programa E Desenvolvimento De Sistemas As componentes chave da gestão do programa e desenvolvimento de sistemas incluem:

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• • • •

Coordenação de actividades de controlo da malária e formação; Planificação, monitorização e supervisão de actividades; Revisão e avaliação periódicas das estratégias específicas do programa e do impacto global do Programa Nacional de Controlo da Malária; Reforço das parcerias existentes e criação de novas parcerias para fazer recuar a malária em Moçambique;

Actividades Realizadas No âmbito do plano de acção do PNCM, foram desenvolvidas várias actividades, destacando-se:

Coordenação • • • 9 a 11 de Agosto de 2006: Realização da IV Reunião Nacional do PNCM Lançamento do concurso de insecticidas e material de protecção para a campanha 2007/08 Realização de reuniões mensais de coordenação inter-sectorial incluindo (OMS, UNICEF, USAID e outros parceiros)

Formação em trabalho ( Cursos de curta duração) • Formação na área de tratamento intermitente presuntivo da malária na gravidez em todo o país em colaboração com o Departamento de Saúde da Comunidade (DSC). • • • Actualização dos técnicos de laboratório do HCM, cidade de Maputo e província da Zambézia, em matéria de microscopia da malária. Capacitação e formação dos chefes provinciais e das brigada distritais nas áreas abrangidas pela PIDOM. Curso internacional de malária realizado em colaboração com a OMS, CRDS e INS.

Reforço da Capacidade Técnica do PNCM (Pessoal do PNCM) A equipe do PNCM contou com os seguintes recursos humanos até 3º Trimestre de 2006: • Dr. Francisco Saúte, Director do Programa (Médico, Mestrado e Doutorado em Epidemiologia da malária);

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• • • • • • • • • • • • • • • • •

Dra Sónia Casmiro, Entomologista sénior (Bióloga, Mestrada em Entomologia); Dra Ivone Rungo, Oficial de Parasitologia (Bióloga); Dr Hélder Lopes, Acessor para a área de Manejo de Casos (Médico); Dr. Sérgio Gomane, Supervisor Nacional para a área de Controlo Vectorial (Biólogo); Dr. Simão Machatine, Supervisor Nacional para a área de Controlo Vectorial (Veterinário); Dr. Sérgio Tsabete, responsável do IEC (Antropólogo); Dra. Maria do Rosário Pondja, Entomologista (Bióloga); Dr. Afonso Mahumane, Gestor financeiro (Economista); Dr. Teotónio Fumo, Oficial de informação (Informático); Sra. Albertina Chihale, Assistente de Entomologia (Técnico médio); Sr. Virgílio Manhenje, Assistente de Entomologia (Técnico médio); Sr. João Laíce, Auxiliar administrativo (Técnico básico); Sra. Dulce Amós, Secretária (Técnico médio); Sr. Hélder Mário, Assistente administrativo (Técnico médio); Sr Américo Baptista, Supervisor Nacional para a área do Controlo Vectorial (Técnico de Saúde); Sr. Guidion Mathe, Gestor de dados (Técnico médio); Sr. Rafael Mausse, Assistente de parasitologia (Técnico básico)

E no último trimestre, houve redução do pessoal do nível central, por motivos de vária ordem a saber: Director do PNCM, entomologista sénior, secretária, supervisor nacional para área de controlo vectorial, gestor financeiro, oficial de informação.

Ainda no 4º. trimestre, foram recrutados e treinados 7 biólogos que substituiram os antigos responsáveis provinciais de luta anti-vectorial, dos quais 2 rescindiram os respectivos contratos.

Vigilância, Informação e Pesquisa Actualmente, a vigilância de rotina consiste na monitorização semanal dos casos de doentes externos e monitorização mensal de casos de doentes internados nas unidades sanitárias. Não há indicação do número de grávidas com malária

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Pesquisa operacional • Em colaboração com o INS, Medical Research Council (MRC) e LSDI, o PNCM manteve a linha de pesquisa operacional destinada a orientar a implementação das estratégias de controlo da malária em Moçambique. • • • Monitorização do impacto das pulverizações na população dos vectores da malária, nas províncias de Gaza e Zambézia. Monitorização de resistência dos vectores aos insecticidas em colaboração com o LSDI nas províncias de Maputo e Zambézia. Monitorização da resistência do Plasmodium falciparum aos anti-maláricos em 6 postos sentinela. De referir que o Posto sentinela de Angónia foi encerrado antes da conclusão do estudo em virtude dos técnicos terem abandonado o mesmo. • Em colaboração com o INS, foram elaborados instrumentos e protocolo para o registo e mapeamento de casos de malária grave nas U.S dos 3 grandes centros urbanos com recurso ao GIS, faltando a aquisição de motorizadas (2), GPS’s, o software e contratação de pessoal, por insuficiência de fundos. • Em colaboração com o LSDI, foram elaborados instrumentos para o sistema de informação para as províncias de Maputo província e cidade e Zambézia. A província de Gaza iniciou o uso de DDT este ano.

Resposta De Emergência O PNCM actualiza anualmente o seu plano de resposta de emergência que compreende: • Preparação adequada em termos de stocks de emergência, e posicionamento prévio de artigos de controle da malária (equipamento, medicamentos, insecticidas)

CONCLUSÃO Em relação as actividades planificadas para 2006, os resultados obtidos foram satisfatórias.

DIFICULDADES

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• • • • • •

O sistema de procura de medicamentos, insecticidas, materiais e equipamento é extremamente moroso, Isto tem vindo a condicionar o início tardio da campanha de PIDOM, Insuficiência de fundos para a aquisição atempada das quantidades necessárias de medicamentos e insecticidas, Atraso nos Justificativos de fundos por parte da maioria das províncias, Atraso nos desembolsos de fundos destinados aos distritos nalgumas DPS’s, Fraca atenção dada a PIDOM na maioria das DPSs

PERSPECTIVAS Promoção de saúde, mobilização comunitária e mobilização social • • Melhoria da participação da comunidade Celebração do 2 dias de reflexão sobre a malária (25 de Abril e 9 de Novembro), com objectivo principal de exercer mobilização social no seio de fazedores de politica, parceiros e publico em geral em relação ao controlo da malária como uma prioridades de saúde publica e desenvolvimento.

Controlo Vectorial Integrado e protecção pessoal • • • Consolidação e alargamento do programa de redes mosquiteiras tratadas com insecticida para todo país Promoção da prevenção e tratamento da malária baseadas na comunidade Controlo do vector nas zonas sub-urbanas e semi-urbanas das principais cidades

Diagnóstico, manejo de casos e fornecimento de medicamentos • • Promoção e tratamento da malária baseados na comunidade Expansão da capacidade diagnóstica através da introdução de testes rápidos

Gestão do programa e desenvolvimento de sistemas • • Reforço da capacidade humana no controlo da malária e melhoramento do nível de equipamento Coordenação (intra, inter-sectorial e internacional) e formação

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Manter reuniões semanais de coordenação dentro do programa e trimestrais com parceiros

Resposta de emergência • Planificação de contingência, incluindo o posicionamento prévio de

medicamentos de artigos essenciais

II .4 - CENTRAL DE MEDICAMENTOS E ARTIGOS MÉDICOS 1. OBJECTIVOS GERAIS Melhorar a eficiência na utilização de recursos; Melhorar o acesso a medicamentos em quantidade e qualidade; Melhoria da quaidade dos medicamentos aquiridos; Melhoria na eficiência na realização das actividades;

2. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Coordenar a definição das necessidades e prioridades de aprovisionamento de medicamentos e suprimentos médicos Definir as modalidades de aquisição e as regras a que devem obedecer os concursos públicos, no âmbito da competência delegada pelo Ministério das Finanças. Garantir a supervisão da Procura. Sistematizar as actividades de procura de modo a optimizar o ciclo de procura e assegurar eficiência nos fornecimentos e qualidade dos. produtos fornecidos Assegurar o abastecimento do SNS em medicamentos e suprimentos médicos, melhorando a disponibilidade dos mesmos nas unidades sanitárias e a definição e supervisão dos mecanismos de distribuição. Realizar a avaliação externa do Sector Farmacêutico. Assegurar a disponibilidade de infra-estruturas, e a melhoria da gestão de recursos humanos e recursos materiais para a prossecução dos objectivos da CMAM. Garantir o desenvolvimento e capacitação de recursos humanos. Assegurar a disponibilidade e melhoria da gestão dos recursos financeiros para prossecução dos objectivos da CMAM.

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Melhorar o controlo do sistema de recuperação de custos. Assegurar uma correcta gestão dos medicamentos e suprimentos médicos pelos Depósitos provincais, Distritais e Unidades Sanitárias, em

cumprimento do estipulado nos Manuais da CMAM, através da formação em trabalho, diálogo e troca de experiências, monitoria e avaliaçào do desempenho Melhorar a informação para a gestão a nível central, provincial e hospitais, desenvolvendo e implementando um Sistema Integrado de Gestão da CMAM (SIGM), e assegurando o funcionamento do sector de Tecnologias de Informação Garantir a disponibilidade de medicamentos ARVs e para as infecções Oportunistas, para os pacientes que iniciaram o tratamento e para as novas incorporações e assegurar a boa gestão, segurança e controlo.

3. ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS 3.1- ACTIVIDADES REALIZADAS • • • • • • • • • • Realizar balanços mensais e trimestrais do aprovisionamento de medicamentos para o SNS, introduzindo a perspectiva dos expirados Coordenar a definição das prioridades com os diferentes programas e sectores específicos do MISAU. Assegurar a realização das sessões técnicas da CTTF Preparar o mapa de alocação de recursos por programas e tipo de produtos para execução em 2007. Sistematizar as normas de execução das actividades de

aprovisionamento: Fazer o acompanhamento dos concursos de fornecimento realizados. Assegurar a supervisão do processo de Procura

Controlar documentalmente as entradas de mercadorias em armazém, verificando se os produtos contratados são os fornecidos. Conferir, registar e monitorar os pedidos de pagamento de direitos e imposições aduaneiras e respectivos justificativos. Efectuar visitas às estâncias aduaneiras, pelo menos uma vez por trimestre.

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• •

Organizar o processo de contratação de um Laboratório independente para controlo de qualidade dos medicamentos dos Kits do PME. Controlar os serviços prestados pela Medimoc na área da procura e importação e participar na apreciação do manual de procedimentos da Medimoc para o SNS.

• •

Realizar balanços trimestrais das perspectivas de aprovisionamento de Medicamentos ao SNS. Realizar consultas regulares a especialistas para definição das listas de prioridades mediante a aplicação de critérios de priorização das aquisições.

• •

Registar, controlar e monitorar as reclamações efectuadas aos fornecedores. Elaborar e implementar o plano de compras de medicamentos e suprimentos médicos, considerando as prioridades e urgências, usando as modalidades de aquisição previstas na legislação e na AmdE

• •

Assegurar e controlar o fornecimento de gases medicinais. Monitorar a performance do sistema de aprovisionamento com base nos indicadores específicos estabelecidos, procurando reduzir o tempo de procura.

• •

Acompanhar a realização da avaliação externa do Sector Farmacêutico. Desenvolver acções visando melhorar a qualidade e a utilização da informação produzida pelo sistema de abastecimento central e provincial

• • • •

Executar e monitorar o contrato de prestação de serviços com a Medimoc das cláusulas contratuais de prestação de serviços. Distribuir os Medicamentos de acordo com os critérios e normas estabelecidos Assegurar o manuseamento (desalfandegamento e distribuição) de kits do PME. Assegurar a supervisão à chegada de kits do PME.

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• • • •

Realizar encontros regulares com a Inspecção Farmacêutica para troca de informação e coordenação das actividades. Estabelecer um sistema de avaliação dos pedidos em relação às disponibilidades nos armazéns centrais. Complementar o controlo documental sobre a entrada dos medicamentos em armazém. Controlar a existência nos armazéns, os prazos de validade dos medicamentos em armazém e assegurar a redistribuição dos mesmos em locais necessitados.

• • • • • •

Controlar as facturas emitidas pela Medimoc, das mercadorias enviadas aos Depósitos Provinciais. Organizar a estrutura da CMAM, de acordo com os estatutos aprovados. Coordenar com os programas e sectores específicos do MISAU sobre a gestão de produtos específicos. Assegurar o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos recursos humanos. Adquirir equipamento, mobiliário e material para apoio ao Sector Farmacêutico. Identificar e adquirir material para melhorar as condições de armazenagem, garantir boa gestão, controlo e segurança dos medicamentos em todo o circuito de distribuição, incluindo

logística/transporte para Províncias. • • Manter a actualização do Manual Financeiro e de Administração da CMAM. Assegurar a administração interna do edifício e património da CMAM, nomeadamente a gestão e controlo dos economatos (produtos alimentares e de higiene e limpeza; material de escritório e consumiveis de informática), o sistema de segurança das instalações e o parque de viaturas e equipamento (Gastos de Funcionamento). • Elaborar o Orçamento para 2007 para todas as fontes de financiamento, assegurar a alocação dos fundos para Aquisição de Medicamentos e AI, e acompanhar o desembolso de fundos do

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FCMSM, dentro dos calendários previstos na Adenda respectiva (Ver TabelaI). • • Fazer a prestação de contas dos fundos sob responsabilidade da CMAM, segundo as normas em vigor. Garantir a realização da auditoria financeira de 2005 e a auditoria interina de 2006 aos programas da CMAM e aos fundos geridos pelo BdM. • Consolidar a gestão operacional financeira do FCMSM componente aquisição de medicamentos e apoio institucional e melhorar a execução orçamental. • Desenvolver acções de melhoria do controlo interno da área financeira. Prosseguir acções de melhoria do controlo da facturação de Medimoc e outros fornecedores • Assegurar a actualização dos sistemas de informação financeira do MISAU e MF sobre execução orçamental, receitas e contabilização do financiamento externo • Supervisionar o cumprimento das normas descritas nos Manuais de Gestão pelas DPSs no que se refere ao controlo financeiro da recuperação de custos dos medicamentos (RVM) • • • • Intervir quanto ao controlo da utilização da receita de recuperação de custos que as US estão autorizadas a reter Supervisionar o funcionamento dos armazéns para controlo do embarque das mercadorias ordenadas para os depósitos provinciais. Realizar auditorias específicas aos pontos de armazenagem de medicamentos ARVs e em particular aos Hospitais de Dia Desenvolver formação em trabalho na planificação dos Kits do PME, dos consumos da via clássica e na gestão de ARV's, através de visitas às Províncias. • Assegurar a definição das necessidades, aquisição e disponibilidade dos • • modelos e manuais de procedimentos necessários ao

funcionamento do sistema de gestão de medicamentos. Realizar a IV Reunião Nacional de Farmácia e do Medicamento Desenvolver, implementar e assegurar o funcionamento do SIGM.

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• • • • • • • • •

Realizar o rollout do SIGM nas províncias Sistematizar o apoio aos utilizadores, e assegurar a supervisão da implementação e manutenção do SIGM. Assegurar os treinamentos de implementação do SIGM. Desenhar e implementar o sistema informático de gestão e controlo dos ARVs. Continuar com os encontros regulares de coordenação com Departamento de Assistência Médica na área do HIV-SIDA. Visitar as províncias no âmbito da implementação PEN HIV-SIDA. Vt. Actividade Nº 66. Estabelecer e desenvolver mecanismos eficientes de aquisição de ARVs e de medicamentos para as infecções oportunistas. Assegurar a contratação de serviços de distribuição de ARVs. Realizar auditorias as províncias, tendo sido efectuadas apenas 50% das auditorias planificadas. As províncias auditadas foram: Niassa, Zambêzia, Tete, Inhambane, Nampula e Sofala.

3.1 - ACTIVIDADES NÃO REALIZADAS • • • • • • Realizar estudo para a actualização das listas VEN (Vitais, Essenciais, Necessários) de priorização de compras. Realizar e acompanhar a auditoria independente de validação do inventário de fim de ano da Medimoc (31/12/06). Realizar e acompanhar a auditoria independente de validação do inventário de fim de ano da Medimoc (31/12/06). Realizar visitas de trabalho a dois dos principais fornecedores de medicamentos. Preparar o regulamento da CMAM e submeter à aprovação superior Participar em reuniões e seminários internacionais Esta rubrica tem sido utilizada para o treino dos novos quadros em matéria de logística do medicamento, através da sua participação em curso de especialidade promovidos por organismos internacionais • Adquirir caixas registadoras para as US com maior movimento

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• •

Divulgar os manuais de procedimentos de gestão de medicamentos aos estudantes dos cursos de saúde Assegurar a implementação SIGM-F, software de gestão financeira da CMAM

3.2 - ACTIVIDADES EM CURSO • Assegurar o apetrechamento das instalações destinadas à CMAM e Departamento Farmacêutico (escritórios centrais) • Acompanhar as obras de construção do Armazém Central de Medicamentos de Maputo. • Assegurar o funcionamento do sector de Tecnologias de Informação.

4. PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS • Durante o ano de 2006, a realização de algumas actividades tais como: Melhorar o circuito de informação e retro-informação entre a CMAM e as províncias, e também entre estas e os distritos foram em grande medida condicionadas pela limitada capacidade de Recursos Humanos principalmente nas áreas de Finanças e de Auditoria Interna. • Por outro lado a auditoria interna aos diferentes níveis de armazenagem e distribuição de medicamentos, assim como visitas de apoio direccionadas às Províncias onde há mais problemas de gestão de medicamentos, não foi levada à cabo na íntegra porque a equipa de AI durante o I semestre esteve inteiramente virada para o processo de implementação do Sistema Integrado de Gestão de Medicamentos. Condicionando deste modo, a execução da actividade a 50% do planificado. • Durante as Auditorias efectuadas foram de um modo geral costatados as seguintes situações: o Problemas na quantificação de necessidades a todos os niveis; o o Problemas na distribuição de Kits; Baixa desponibilidade com a de medicamentos do ano quando 2005,

comparado

disponibilidade

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exceptuando o DPM Zambêzia que não foi possivel efectuar este controlo por falta de informação; o Discrepâncias entre os stocks teóricos e das fichas nas Farmácias do Serviço Ambulatório e nas Enfermarias; o o Falta de pessoal de farmácia; Fraca supervisão ao nível provincial.

CONCLUSÕES Melhorar a disponibilidade de recursos humanos qualificados ao nível da CMAM e dos depósitos e farmácias do serviço ambulatório; A CMAM deve gradualmente a partir de 2007 assumir as actividades terciarizadas; Informatizar os processos de gestão de medicamentos até ao nível provincial e desencadear acções de formação ao nível da CMAM, provincial e distrital para melhorar a eficiência na utilização do Sistema Integrado de Gestão de Medicamentos (SIGM); Manter actualizada a lista de medicamentos existentes à todos os níveis; Melhorar os processos de Planificação, Procura e Distribuição de Medicamentos ao nível da CMAM; Divulgar a lista de medicamentos existentes ao pessoal clínico; Fazer a revisão do conteúdo dos Kits do PME; Incentivar a compra de produtos às indústrias nacionais; Fazer aquisição de material de reembalagem que vise melhorar o processo de dispensa de medicamentos nas farmácias do serviço ambulatório para promover a adesão terapêutica e dignificar o utente; Controlar os roubos e desvios dos medicamentos através de acções que visem identificar os fuincionários do SNS envolvidos no desvio dos mesmos para o mercado paralelo.

Anexos Tabela I – Limites indicativos para aquisição de Medicamentos – 2007

Fontes de Financiamento

Valores em USD

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Orçamento de Estado FCMSM Prosaúde Total Fonte: DPC, DAG

18.318.126 45.000.000 8.000.000 71.318.126

Durante o ano compilamos informações sobre as contribuições dos Parceiros que compõem o FCMSM. Como se pode observar na tabela II o FCMSM disponibilizou cerca de 36,6 milhões de CHF, equivalente a cerca de 28,6 milhões de USD. Este valor corresponde a cerca de 90 % do total de compromissos assumidos na ordem de 31,8 milhões de USD.

Tabela II. FCMSM - Contribuições FCMSM do em 2006 Valor e Financiad or Moeda do Pedido desembolso WB Câmbi o Médio

Valor em CHF

2.706.688,0 1

Dinamarc a Suiça

168,262.00

1,200,000,0 0

AFD

625.000(EUR )

1.5718

982,375.00

Finlândia

3.727.833,6 4

Irlanda

14.157.675, 25

19

Irlanda

14.157.675, 25

União Europeia Noruega

1,874,900(EU R) 27,872,947.0 0

1.5610

5.889.868,4 5

0.1965

7.729.573,7 7 36.562.276, 12

TOTAL

Fonte: CMAM

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