BREVES CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO ESTATUTO DO IDOSO – JULIANA MOREIRA ENDONÇA

0/10/2008-17:00 Autor: Juliana Moreira Mendonça ;

Como citar este artigo: MENDONÇA, Juliana Moreira. Breves considerações a respeito do Estatuto do Idoso. Disponível em http://www.lfg.com.br 20 outubro. 2008. INTRODUÇÃO O Brasil, ao longo de sua existência, sempre foi considerado um país jovem. Entretanto, esta idéia do país do futuro, dos jovens e das crianças está perdendo espaço, em função da nova tendência mundial, qual seja, a presença intensa e massiva da Terceira Idade no cotidiano das civilizações. Aos poucos, a pirâmide etária brasileira vai se invertendo, embalada pela queda da natalidade, desenvolvimentos tecnológicos, avanços da medicina e, por incrível que pareça, pela melhora na qualidade de vida, favorecendo o crescimento do número de idosos, que, ao final da primeira metade do século XXI, representará cerca de 15% da população total, segundo estimativas oficiais. No fim de agosto deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua projeção da população para 2050. Nesse ano, pela primeira vez, o número de idosos será igual ao de jovens. Se em 2000 as pessoas com mais de 65 anos representavam 5% da população, na década de 50 deste século elas serão 18%, mesma porcentagem dos que terão entre zero e 14 anos. Em pouco mais de quatro décadas, o número de pessoas com 80 anos ou mais será quase oito vezes maior do que era há quatro anos. De 1,8 milhão, a quantidade pode chegar a 13,7 milhões. Além disso, há o fato de que a proporção da população "mais idosa", leia-se, com mais de 80 anos, encontra-se em ascensão, transformando a pirâmide etária dentro de seu próprio grupo. Isto significa que a população idosa também está envelhecendo (Camarano et alii, 1999). Estas transformações repercutiram na estrutura política, através da necessidade maior de realização de políticas públicas voltadas ao atendimento dos idosos, bem como na esfera jurídica, com a edição de legislações protetivas, que procuram efetivar e complementar o princípio da dignidade da pessoa humana, bem como o artigo 230 da nossa lei Maior. Desta forma, o advento do Estatuto do Idoso representa uma mudança de paradigma, já que amplia o sistema protetivo desta camada da sociedade, caracterizando verdadeira ação afirmativa em prol da efetivação da igualdade material. Daí a importância do estudo do sistema jurídico de proteção ao idoso, tendo em vista a sua relevância para a sociedade atual e para a futura, sendo extremamente necessária a conscientização da população, no sentido de respeitar os direitos, a dignidade e a sabedoria de vida desta camada tão vulnerável e até bem pouco tempo desprezada da sociedade. ASPECTOS RELEVANTES DO ESTATUTO DO IDOSO Num primeiro momento, tratar-se-à de analisar quem, afinal, pode ser considerado idoso, para então, analisar o significado jurídico do Estatuto e por fim, suas garantias fundamentais. Quem é a pessoa idosa para fins de aquisição de Direitos? Sob este aspecto, o sistema jurídico brasileiro deixou a desejar, visto que não há uma coerência quanto à sistematização, o que traz certa dificuldade no que tange a interpretação e aplicação das normas referentes aos idosos. Basta observar a Lei 8.842, de 04 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso e dá outras providências (regulamentado pelo Decreto 1.948, de 03 de julho de 1996), que, em seu art. 2º, considera pessoa idosa aquela com idade maior a 60 (sessenta anos). O Estatuto do Idoso, Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, na mesma linha, prevê expressamente a idade de 60 anos para que uma pessoa seja considerada idosa. Porém, alguns direitos exigem dos idosos uma idade mais avançada, v. g., o direito à gratuidade no transporte coletivo, que exige a idade mínima de 65 (sessenta e cinco) anos, vide art. 230, § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1998 - CRFB/88.

porque só assim as inovações que ele traz . Observa-se que nos artigos 11 a 21 do Código Civil em vigor. encontram-se preceitos amplamente debatidos pela sociedade. entre outros. eles terão uma ampla proteção jurídica para usufruir direitos da civilização sem depender de favores. onde o envelhecimento é tratado como um direito personalíssimo. Em suas normas. na dificuldade de transportes. Em declaração divulgada pela imprensa sobre o Estatuto do Idoso. de 07 de dezembro de 1993. cuja situação é extremamente precária. o Presidente da República afirmou que: Seus 118 (cento e dezoito) artigos formam um guarda-chuva de garantias legais que a sociedade devia aos seus idosos. Tais direitos estão estribados sobre o direito constitucional vigente no Brasil. em direitos na vida dos nossos idosos. moradia. basicamente. a questão da saúde. o respeito. os idosos devem ser protegidos por meio do que chamamos de direitos sociais. ponto a ser discutido mais adiante. sem amargurar humilhações e sem pedir para existir. O Capítulo I do Estatuto cuida. etc. Simplesmente viver como deve ser a vida em uma sociedade civilizada: com muita dignidade. seja no quesito aposentadoria. No tocante à proteção do idoso e do ser humano referente à sua dignidade. O Significado Jurídico do Estatuto do Idoso O Estatuto do Idoso tramitou durante 6 (seis) longos anos pelas casas do Congresso Nacional até ser. além de estarem também presentes em outras leis. educação. Os direitos da personalidade caracterizam-se por serem irrenunciáveis. As palavras do Presidente remontam a um questionamento prévio para o estudo em questão: a "adesão da sociedade" assume um papel preponderante. a idade fixada foi de 67 (sessenta e sete) anos. a relação com o Estado e o Poder Público. como. estão disciplinadas as normas inerentes aos direitos da personalidade. de matérias relacionadas à previdência e seguridade social. lazer. sancionado pelo atual Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva em 1º de outubro de 2003. do transporte e da segurança. de 09 de janeiro de 2001. moradia.É obrigação do Estado. 9º . sendo muito escassos os documentos internacionais que façam referencia aos idosos. quais sejam: saúde. revelando um caráter protetivo dos direitos fundamentais desta parcela da população com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. saúde.Esta é também a idade exigida para obter prioridade na tramitação de processos judiciais.173. a idade passou a ser de 60 (sessenta anos). finalmente. Lei 8. "Art. entre outros. em seus artigos 8º e 9º. Na Lei de Organização da Assistência Social . passando estes a ter prioridade no atendimento das políticas públicas.irão se transformar. de acordo com a Lei 10. do Direito à vida. não há um regramento específico sobre o tema.742. que tratam. No âmbito internacional. no tocante às garantias jurídicas descritas no Estatuto em tela? As Garantias Fundamentais Os direitos fundamentais do idoso estão elencados nos Capítulos I ao X do Título II do novel diploma. destacando-se: a dignidade da pessoa humana.e as leis que ele regulamenta . A partir de agora. Pela leitura do artigo 9º da Lei 10.741/03 que diz. de fato. que trata do pagamento do benefício da prestação continuada ao idoso carente e sem renda para se manter ou ser mantido pela família. É possível encontrar alguns artigos isolados. Mas para que tudo isso se materialize. educação. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. irrestringíveis e inalienáveis. é preciso que esse instrumento de cidadania tenha a adesão de toda a sociedade. a liberdade física e intelectual.LOAS. transporte. ou de recursos básicos para sobrevivência. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições . mas com a entrada em vigor do Estatuto do Idoso.

onde ele seja respeitado. As normas da curatela estão previstas nos arts. legando o encaminhamento à abrigos como derradeira solução.783 do Código Civil vigente. como por exemplo: compra de remédios. 45 do Estatuto. vide art. ao respeito e à dignidade. o tratamento dado ao idoso por sua família. de modo que até mesmo os programas criados para o amparo aos idosos. (h) Redução da idade de 67 (sessenta e sete) para 65 (sessenta e cinco) anos para que os idosos carentes se beneficiem com 1 salário mínimo.767 a 1. Nestes artigos. etc. um lar agradável. como passeios.de dignidade". a mens legislatoris dedica-se à conservação dos laços familiares e uma conseqüente inserção da sociedade. admitido apenas aos idosos abandonados à própria sorte. Também constará no referido termo. se é dever do Estado. pois logo em seu artigo 3º. por meio de leis municipais. Esta medida é determinada pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário. conclui-se que a omissão de tais obrigações ensejam medidas energéticas. mais uma vez. a requerimento daquele e deve ser encaminhado à família ou ao curador do idoso. Aqui. firmados para o bem-estar do idoso. geralmente. sendo-lhes reservados 3% (três por cento) das anuidades e. (k) Prioridade nos programas habitacionais. 230. origem. (l) As empresas prestadoras de serviços públicos deverão ter em seus quadros um mínimo de 20% (vinte por cento) de trabalhadores com 45 anos ou mais. (g) A polêmica dos planos de saúde que não podem cobrar valores mais elevados para os idosos. acompanhamento médico sempre que preciso. (j) O cidadão passa a ter a obrigação de comunicar qualquer tipo de violação que o idoso vier a sofrer. (d) Estimulação de empresas privadas com redução em suas cargas tributárias para a contratação de pessoas que já estejam nesta faixa etária. Geralmente é nomeado para ser curador um membro da família. é estipulado como um dos objetivos fundamentais de nosso País a promoção do bem de todos. (e) Transporte coletivo gratuito para os que contam 65 (sessenta e cinco) anos. sendo apontadas aqui. (b) Garantia de acesso à assistência social e aos serviços de saúde (eficiência no atendimento em hospitais públicos e particulares). 34). sem preconceito ou discriminação em face da idade do cidadão. O termo de responsabilidade é importante para estabelecer compromissos básicos. . sem riscos de quedas e tantas outras medidas. cor e quaisquer outros tipos de discriminação. observa-se a grande influência de nossa Constituição Federal.742 de 7 de dezembro de 1993 que dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências (no Estatuto. para famílias com dificuldades financeiras. bem como de raça. daí a informalidade dos procedimentos decorrentes da mesma. como previsto na Lei 8. adaptações na estrutura da casa para que o idoso possa se locomover com mais facilidade e continue exercendo suas atividades diárias. algumas de maior importância e que ensejam grandes discussões: (a) O atendimento preferencial e imediato junto aos órgãos públicos e privados que prestam serviços à população (exemplos. o legislador elegeu a família como o primeiro ente responsável pelo idoso. sexo. inciso IV. embora o tema seja tratado. mandados de injunção e tantas outras medidas cabíveis. a lei é bem específica quanto a finalidade social. Neste documento são especificados o tipo de tratamento que o idoso deve receber. finalmente. (i) Atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde . Na esfera constitucional no art. 43 e 45 do Estatuto. ou seja. MEDIDAS DE PROTEÇÃO E A POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO A proteção ao idoso encontra-se prevista nos arts. devem ocorrer no próprio lar. 1. esta fornecida pelo Poder Público. Neste Título I ainda encontramos assegurados o direito à liberdade. (f) Prioridade na tramitação de processos judiciais ou administrativos. às autoridades competentes. correios e outros órgãos públicos). Haverá necessidade de curador quando o idoso tiver que ser interditado. trata do termo de responsabilidade.SUS. como a instauração de inquérito civil para a celebração de termo de ajustamento de conduta. Outras garantias também são de extrema relevância para o estudo em tela. (c) O direito à pensão alimentícia. de preferência.: bancos. propositura de ações civis públicas. Cabe ao Ministério Público a fiscalização dos interesses dos idosos com o intuito de fazer valer a lei. caput da Constituição Pátria. Medidas Específicas de Proteção O inciso I do art.

sempre com vistas ao atendimento dos direitos dos idosos. Esta fiscalização poderá realizar-se em conjunto ou separadamente. sendo todos os incisos referentes à dignidade da pessoa humana. Esta fiscalização é feita pelo Conselho do Idoso (criado pela Lei 8. a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64. I que trata da celebração de contrato escrito para a prestação de serviços ao idoso. O Estatuto não mencionou nada sobre a responsabilidade penal dessas entidades concernentes às pessoas jurídicas. 50 e seus incisos. pois os demais familiares podem lhe exigir uma prestação de contas. apenas. 47 e seus incisos. Encontra-se previsto no art. é essencial para que sejam cumpridas com êxito os benefícios legados aos idosos. quanto privados. I a IV do art.arts. A Política de Atendimento ao Idoso A política de atendimento ao idoso. Distrito Federal e Municípios. quanto à responsabilidade civil. é claro. caracterizar-se-á o delito de maus tratos ao idoso. com o escopo de formular. aos dirigentes e aos prepostos. tanto de recursos públicos.741/03. O legislador adotou o sistema da co-responsabilidade social. Tais sanções regem-se pelos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. ou seja. Para o Ministério Público a fiscalização também se opera na esfera penal.governamentais responsáveis pela assistência aos idosos deverão inscrever seus programas de atendimento à terceira idade junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e ao Conselho Municipal da Pessoa Idosa. de estar correndo riscos de arcar com as devidas conseqüências penais desta conduta de agente garantidor. 46. além. 48 da Lei 10. ligado ao princípio da indissolubilidade do vínculo federativo. sem ter passado pelo processo judicial da interdição. Este curador é um membro da família que pegou para si a responsabilidade da curatela. os entes federativos elencados no art. a competência será do Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. que seguem os ritos da Lei de Responsabilidade Fiscal. ficarão sujeitas tanto às sanções penais. Uma das obrigações mais relevantes é a do inc. Este rol é exemplificativo. é bastante perigosa. Caso as entidades de atendimento ao idoso descumpram os preceitos legais previstos no Estatuto.Observa-se a figura do curador de fato. visto que é a melhor maneira de resguardar os direitos da parte mais vulnerável. Caso este Conselho seja inexistente. Caso não sejam atendidas quaisquer das exigências do supracitado artigo. onde são especificados os regimes de atendimento. de forma harmônica. Este contrato se sujeita às regras do Código de Defesa do Consumidor. nas respectivas atuações). . vide Título IV . coordenar. supervisionar e avaliar a política nacional do idoso.governamentais) que atendem às demandas da terceira idade. A não aprovação das contas pelos Tribunais de Contas. Entidades de Atendimento ao Idoso As entidades governamentais e não . As obrigações estão contidas no art. de 18 de maio de 1990) e a Lei da Contabilidade Pública. respeitados os requisitos dos incs. observado nas prestações de contas. previstos em lei.A Política Nacional do Idoso. o rol das políticas públicas. 46 a 68 do Estatuto. E mais. Ministério Público. Vigilância Sanitária e. Também serão observadas as normas da Lei 8. A fiscalização tem como um de seus princípios regentes o Princípio da Publicidade. reportando-se. tantos outros. Esta situação apesar de muito comum. dos Estados.842/94 no âmbito da União. Fiscalização das Entidades O ponto crucial é a fiscalização dessas entidades (governamentais e não .842/94 . dá margem à improbidade administrativa e ao desvio de verbas públicas. não podem ficar inertes ante a defesa das políticas de atendimento ao idoso. esses entes deverão trabalhar em conjunto.

Esta punição também será aplicada aos responsáveis por estabelecimentos de saúde e às instituições de longa permanência. enquanto perdurar a fiscalização.00 (mil reais) e mais multa civil que será estipulada pelo juiz. como o ilustre Promotor de Justiça Marcos Ramayana alega que o Parquet não tem poder de polícia para decretá-la. já que lhe cabe a promoção das medidas protetivas. Há uma ressalva quanto aos profissionais da saúde. a ilicitude e até mesmo. caso o MP fique inerte. A terceira e última infração administrativa prevista no Estatuto é sobre a prioridade no atendimento ao idoso.00 (três mil reais). Infrações das Entidades de Atendimento ao Idoso de Caráter Administrativo Se por ventura a entidade de atendimento deixar de cumprir quaisquer determinações do art. Apenas uma única comunicação à autoridade é suficiente para descaracterizar a omissão dos demais agentes. se o fato não for caracterizado como crime. se houver reincidência. por exemplo. mas. serão revertidas para o Fundo Municipal de Assistência Social vinculados ao atendimento ao idoso. é recomendável que a sanção administrativa seja imposta ao se constatar violação a algum dos incisos do artigo 50.000. tudo por conta e risco do estabelecimento interditado. ela incorrerá a pena de multa de R$ 500. As multas previstas no Estatuto serão distribuídas ao Fundo do Idoso. toma a responsabilidade para si. serão transferidos para outra instituição.000. caput. mantém uma certa independência com relação à punição penal.00 (quinhentos reais) a R$ 3. a sanção administrativa. como veremos a seguir. As multas que não forem recolhidas até 30 (trinta) dias. "a". caso não sejam cumpridas as determinações previstas no diploma em estudo. No entanto. II. do Código Penal. previsto no artigo 136 do Código Penal. ocorrendo tipicamente nos casos em que o idoso encontra-se desamparado por seus familiares ou responsável. observando o dano que o idoso veio a sofrer. À esta infração caberá como pena a multa de R$ 500. Se este não existir. a pena será de R$ 500.00 (três mil reais) que poderá ser cobrada em dobro. ainda. Há divergência quanto à decretação da interdição administrativa por parte do Ministério Público que é o órgão fiscalizador. Por tudo isso. . Essas infrações podem ser administrativas ou judiciais. ficará sujeito ao artigo 66. ao término do julgamento. onde médicos e enfermeiras não comunicam o fato à autoridade competente. vide artigo 13. da Lei das Contravenções Penais. não os comunica à autoridade competente. Se um médico ou uma enfermeira. a interdição do estabelecimento para a devida averiguação do Ministério Público. Pela redação do artigo 56. podendo também dar-se por iniciativa dos demais legitimados. O dever de prioridade estende-se a todos os que tomem o idoso por sua responsabilidade. o agente que contribuiu com esta conduta omissiva. Um segundo caso de infração administrativa é o do profissional de saúde que tendo conhecimento de crimes contra o idoso. da culpabilidade. Os idosos que estiverem em estabelecimento interditado. visto que o magistrado penal. após o trânsito em julgado da sentença. Aqui. responderão pelo crime de maus-tratos.As infrações têm natureza administrativa.00 (quinhentos reais) a R$ 3. esquecido em um leito hospitalar. 50 do Estatuto. Esta omissão é muito comum. Mas se a omissão se configurar.000. podendo ser aplicadas pelo juiz competente a requerimento dos legitimados à fiscalização. promovida pelo MP.00 (quinhentos reais) a R$ 1. poderá ficar convencido da existência dos elementos que configuram a tipicidade. dentro dos próprios autos. Pode haver. Alguns doutrinadores. § 2º. ficarão passíveis de execução. fica a impressão de que a punição administrativa seria condicionada à inexistência de crime (sanção excepcional ou residual). absolver o réu. após receber a denúncia.

Gerais. de 20 de agosto de 1977 . sob a pendência de uma regulamentação a questão de um eventual órgão revisor da decisão que decretar a multa. o dirigente da entidade deverá. este deverá ser elaborado por servidor efetivo e. estabelece as sanções respectivas e dá outras providências. no prazo de 10 (dez) dias. pois lhe é vedado representar judicialmente a Fazenda Pública em qualquer uma de suas esferas. por exemplo. bem como para as sanções aplicáveis no processo administrativo. quando lavrado na presença do infrator. visto que a medida administrativa poderá ser requerida logo na petição inicial de uma medida cautelar inominada. Contudo. a grande maioria dos doutrinadores entende que o Conselho Estadual do Idoso carece de regulamentação em vários Estados. O Parquet que tiver atribuições deverá ser também o responsável pela fiscalização tanto dos estabelecimentos de abrigo. designará Audiência de Instrução e Julgamento. Aqui.Lei que configura infrações à legislação sanitária federal. de 29 de janeiro de 1999 Lei que regula o procedimento administrativo de apuração judicial de irregularidades em entidade de atendimento. ou. o procedimento de apuração de irregularidade de entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso inicia-se por meio de petição devidamente fundamentada por pessoa interessada (não precisa haver grau de parentesco com o idoso.437. A petição inicial será dirigida ao juiz do órgão jurisdicional criado especificamente para esta matéria. bem como. se necessário for. no prazo de 10 dias. não concluída a lei. no próprio instrumento de autuação. porém. oferecerá sua contestação. ou o juiz aplica. A intimação poderá ser feita ou pelo autuante. ou via postal contendo o aviso de recebimento. ou por iniciativa do Ministério Público (neste caso. Inicia-se o procedimento com a requisição do Ministério Público ao Conselho do Idoso. com as devidas assinaturas. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. . Concluise que o artigo acima abordado pode estar contaminado pela inconstitucionalidade. o autuado deverá. contados da data da intimação. o próprio juiz com competência para a vara cível. Se o procedimento tiver início por um auto de infração. Cumpre lembrar que o Ministério Público é quem possui legitimidade exclusiva para a requisição das medidas protetivas . de preferência. subsidiariamente. subsidiariamente. Apresentada a contestação. apresentar sua defesa.Esta norma. Após a citação. Encontra-se também. o Ministério Público será o que foi criado especialmente para atuar nestes casos). Procedimento para a Apuração das Irregularidades na esfera Judicial Aplicar-se-ão. a legitimidade é genérica). e a 9. o disposto nas Leis 6. podendo juntar documentos e indicando as provas que pretende produzir. por duas testemunhas. podendo haver necessidade de produção de outras provas. visto que não é atribuição do Ministério Público promover a execução fiscal da multa. IX. Após o procedimento descrito acima. Procedimento para a Imposição das Penalidades Originadas das Infrações Administrativas O procedimento para a imposição das penalidades acima descritas encontra-se previsto no artigo 60 e seus §§ do Estatuto. sendo esta uma atribuição exclusiva dos Procuradores . Assim. quanto das entidades de proteção aos idosos. será permitida uma ação conjunta com o Promotor de Justiça encarregado das investigações penais.784. Caso contrário terá competência o juiz cível. vai de encontro com o texto legal da Constituição Federal de 1988 em seu artigo 129.

71 do Estatuto. quanto das municipais. 71 do Estatuto. anota-se essa concessão em local visível nos autos do processo. vide art. a idade passou para 60 (sessenta) anos. o legislador procurou garantir meios para que o idoso venha a se beneficiar do direito pleiteado em juízo. 1. a autoridade judiciária irá oficiar a autoridade administrativa que for superior ao afastado.211 . de preferência na capa. incluindo o fazendário. Assim. Com relação ao item (ii) que trata da redução do limite etário pra recebimento de tratamento prioritário. Com a entrada em vigor da mencionada lei. o processo será extinto. A satisfação de tais exigências.As alegações finais serão oferecidas com o prazo de 5 (cinco) dias e em igual prazo. com união estável. APLICACAO SUBSIDIÁRIA DO CODIGO DE PROCESSO CIVIL Diante da reconhecida morosidade da tramitação dos processos no Poder Judiciário.C. implementadas com regras tanto das esferas estaduais. IDOSOS E O ACESSO À JUSTIÇA A questão do acesso à justiça ganha dimensão especial com o advento do Estatuto. O Ministério Público e a Tutela dos Direitos do Idoso . decidirá a autoridade judiciária sobre o caso.741/03. junto com o órgão do Ministério Público. requerendo o benefício à autoridade judicial competente.211 . poderão ser feitas por vistoria pericial ou pelo próprio juiz competente para a causa.211 -B e 1. sem julgamento do mérito. O Poder Público poderá. como por exemplo. A multa ou a advertência decorrentes da sentença serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. Quando houver afastamento provisório ou definitivo de dirigente de uma entidade governamental. reservando um capítulo inteiro só para tratar deste tema. que estejam acima dos 60 (sessenta) anos. o interessado deverá fazer prova de sua idade. As normas que definem a prioridade ao idoso são. Caso as exigências sejam plenamente satisfeitas. sem exceção. de 9 de janeiro de 2001. Para efeitos de obtenção do benefício em tela.173. sendo estendida ao cônjuge supérstite. para no prazo de 24 (vinte e quatro) horas proceder à substituição. Antes de aplicar quaisquer medidas acima descritas. ainda. criar varas especializadas e exclusivas ao atendimento aos idosos. como expressa o § 2º do art. A ampliação do Código de Processo Civil se dá sob 3 (três) aspectos: (i) estendeu a garantia da celeridade a todos os tipos de processo. cinemas e inúmeros outros estabelecimentos comerciais. observa-se que antes do advento da Lei 10. o acesso aos teatros. contudo esta norma ainda encontra-se na dependência de maiores estudos e discussões para a sua plena viabilidade e efetividade. (ii) reduziu o limite etário para fins de recebimento de tratamento especial e (iii) não há mais a necessidade de requerimento formal para fins de obtenção do citado benefício A prioridade também foi estendida aos procedimentos inerentes ao âmbito administrativo. que alterou o Código de Processo Civil acrescentando-lhe 3 (três) artigos: 1. por meio da Lei 10. Caso seja concedido. Ressalta-se que esta prioridade não cessa com a morte do beneficiário. ampliando o rol de garantias e direitos dos maiores de 65 anos. ainda.A. companheiro ou companheira. a autoridade judiciária poderá optar por fixar um prazo para a remoção das irregularidades averiguadas. a idade para tal benefício era de 65 (sessenta e cinco) anos em diante.

como é o caso de reivindicar redução de preço de um determinado bem móvel mensurável de modo discrepante para cada comprador (ferindo. 74 do Estatuto. O interesse coletivo é o de um grupo de idoso determináveis. na propositura das ações diretas de inconstitucionalidade. Essas três modalidades de interesse também são conhecidas como transindividuais. Já no interesse individual homogêneo. visto que interessam a todos os membros da coletividade. a exemplo do Estado do Rio de Janeiro. como por exemplo. Os interesses difusos são os que cuidam dos interesses dos idosos em geral. exames. nos termos do art. podemos citar o inquérito civil público como um dos meios de atuação do Parquet. requisição de documentos. A Tutela da Obrigação Alimentícia pelo Ministério Público . Assim. É atribuição do Procurador Geral de Justiça a criação destes órgãos de defesa ao idoso. é cabível também para o ajuizamento da ação civil pública. facilitando sua locomoção e o pleno acesso à Justiça. podem-se promover diligências. As exceções ficam por conta das ações em face do Instituito Nacional de Serviço Social e às que envolvam a União. inclusive. por exemplo. unidos por uma relação jurídica.O Ministério Público tem importante atuação na defesa dos direitos do idoso. individuais indisponíveis e individuais homogêneos. caso haja desistência ou abandono da ação. o princípio da igualdade). sendo certo que esta pode ser identificada como uma ação que versa sobre a defesa de interesses difusos ou coletivos. os interesses são passíveis de divisão e estão ligados a uma origem comum. 81 aborda uma questão que é ainda bastante controvertida entre os doutrinadores ao admitir o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados para a defesa dos interesses e direitos do Estatuto. Para uns. Porém. ou seja. Todas as ações abordadas serão propostas no foro do domicílio do idoso. já para outros. pioneiro nesta criação. há exceções quanto a esta competência que são de competência da Justiça Federal e as que são originárias dos Tribunais Superiores. Através dele. compete ao Ministério Público instaurar o inquérito civil e a ação civil pública. o litisconsórcio é permitido apenas para a instauração de inquérito civil público. encontram-se previstos os legitimados para a propositura destas ações. Então. Verifica-se que estão sendo criadas Promotorias de Defesa do Idoso em vários Estados brasileiros. 81 do Estatuto. Nos incisos do art. informações. que tem o condão de colher elementos de convicção para uma eventual propositura de ação civil pública. O inquérito civil tem natureza de procedimento preparatório de ação civil pública. um grupo determinável de idoso que aciona o Ministério Público contra uma empresa de plano de saúde que cobra valor abusivo em contrato de adesão. As que são originárias dos Tribunais Superiores. Poderá haver assunção do pólo ativo. que nada mais é que uma investigação administrativa a cargo do próprio órgão ministerial. perícias e tomar depoimentos úteis à propositura de uma futura ação judicial. O § 1º do art. verificam-se. pelo Ministério Público ou outro legitimado previsto na lei. sendo impossibilitada a sua individualização.

Pendia a discussão sobre se em ação de alimentos proposta por ascendente. em sua obra sobre alimentos: "Segundo entendimento que vimos sustentando. podendo ser declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. indiscutivelmente havido. Designação de Curador Especial . onde o idoso poderá também. facultando ao alimentado optar entre os prestadores. 77 do Estatuto que a intervenção o Ministério Público é tão importante que sua falta acarretará em nulidade do feito. em que qualquer dos co-devedores responde pela dívida toda (CC. realizadas consensualmente. Francisco Faria . 43 do Estatuto. o juiz teria maior facilidade na distribuição dos encargos de cada um. encerra-se um entrave doutrinário . impondo-se também a citação dos outros filhos da autora. todos sujeitos à obrigação alimentar para com a sua genitora.AÇÃO DE ALIMENTOS PROPOSTA PELA MÃE CONTRA UM DE SEUS FILHOS . Entretanto. observa-se que o Ministério Público também atuará como substituto processual do idoso que estiver em situação de risco e promoverá a revogação de instrumento procuratório nas hipóteses do citado artigo quando for necessário ou quando houver justificado interesse público. Assim decidiu o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro: "ALIMENTOS . valendo como título executivo extrajudicial quando forem celebras perante um Promotor de Justiça (vide art.O Ministério Público também será competente nas ações que versem sobre: os alimentos.Comprovando o "cerceamento de defesa". proporcionalmente às suas possibilidades. resolvendo-se em juízo de simples conveniência no interesse do alimentando para não expor-se ao risco de ver a pensão fixada apenas na proporção do correspondente à responsabilidade do filho demandado. bem como a audiência.jurisprudencial sobre este tema. já que. 904). cumpre sejam todos eles citados. 04. serve como solução a futuros questionamentos jurídicos.09. como litisconsortes passivos necessários. Sendo assim. A primeira delas é a solidariedade na obrigação de prestar alimentos. O parente que for demandado isoladamente poderá utilizar-se do remédio processual da "nomeação à autoria".1990) (RT 669/150) (RJ 175/80). é de ser anulada a sentença. seria necessária a integração da lide por todos os filhos ou se haveria a possibilidade de direcionar a demanda contra algum ou alguns isoladamente. Por último. Com o advento desta lei.J. Sobre a obrigação alimentícia há importantes considerações." (TJRJ . 13). coexistindo vários filhos. Outro era o entendimento do ilustre doutrinador Yussef Sahid Cahali. para dividirem as responsabilidades alimentícias. 5.Ap. o chamamento dos demais filhos para que integrem o pólo passivo da lide não pode ser colocado em termos de litisconsórcio necessário. 62 a 69 do Código de Processo Civil. A Atuação do Ministério Público com Substituto Processual Voltando ao art. Conclui-se pelo disposto no art. já que em uma única demanda. Acolhimento da alegação do "cerceamento de defesa. anulando-se a sentença e a respectiva audiência. elencados nos arts. 12 do Estatuto). parece que o entendimento do citado doutrinador revela-se o mais acertado. porém consagrou a solidariedade da obrigação alimentícia. é inegável que a integração à lide de todos os potenciais alimentantes. eis que não se trata de obrigação solidária.Rel. Des. optar entre os prestadores (conferir art. é dever do Ministério Público intervir em ações nos casos em que houver situação de risco ao idoso. A segunda diz respeito a possibilidade de transações quanto aos alimentos. art. a interdição total ou parcial e à designação de curador especial.501/89 (SJ) ." A lei.

assim como qualquer outro documento. No artigo 102. v. O artigo 98. o indivíduo que exibir ou veicular por qualquer meio de comunicação (televisão. pensão ou qualquer outro rendimento de propriedade do idoso. Do mesmo modo. quando for obrigado por lei ou por mandado. sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. A pena. Nesta situação. o idoso a doar. ou discriminá-lo por qualquer outra maneira ou instrumento necessário ao exercício pleno da cidadania. incidirá a pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. proventos. concernente a benefícios. proventos. a pena será de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de reclusão. há o crime de exposição a perigo da integridade e da saúde física ou psíquica. já que só haverá a intervenção de membro do Parquet nas hipóteses de o idoso ser considerado total ou parcialmente incapaz. Esta pena também recai àquele que não prover as necessidades básicas do idoso. 108. Há aqui uma imprecisão legal que desafia uma correta interpretação. em situação de eminente perigo. No artigo 99. legando-lhes outra aplicação da de sua finalidade. bem como. punindo aquele que impedir ou dificultar o acesso do idoso à operações bancárias. Pelo que se depreende do art. fixada em reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. jornais. Análise de alguns tipos penais Há no Estatuto do Idoso um capítulo inteiro apenas dedicado aos crimes em espécie. retardar ou dificultar assistência à saúde do idoso. também. contratar. representado por seus bens. com o intuito de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. não pedir assistência de autoridade pública. aquele que não prestar assistência ao idoso. quando poderia fazê-lo sem risco pessoal. CRIMES COMETIDOS CONTRA OS IDOSOS PREVISTOS NO ESTATUTO O Estatuto do Idoso traz em seu Título VI importantes disposições acerca da tutela penal ao idoso. for lavrado sem a devida representação legal. . incorrerá na pena de detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. a discriminação ao idoso. se de seu resultado decorrer de morte ou lesão corporal de natureza grave. privá-lo de cuidados indispensáveis à sobrevivência humana. casas de saúde. elencados nos artigos 95 ao 108. O sujeito ativo deste crime é a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. entidades de longa permanência. Logo de início. se algum ato notorial que envolva a pessoa idosa desprovida de discernimento de seus atos. etc. Destarte. sob qualquer maneira. quando for compelido a fazê-lo. ao direito de contratar. se pune a conduta do agente que se apropriar de ou desviar bens. Haverá qualificação desta infração. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso. observamos que no caso do Estado do Rio de Janeiro. foi imposta pelo legislador com vistas à proteger o patrimônio do idoso. neste crime. Já aquele que coagir. revistas. A pena é de detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos. proventos ou pensão do idoso. estará o agente sujeito a pena de reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. incluindo os oriundos de aposentadoria ou benefícios previdenciários. punindo com detenção de 6 (seis) a 1 (um) ano. atentando contra sua liberdade individual. sem a obrigatória interveniência de seu curador regularmente nomeado. aos meios de transportes. encontra-se o crime de abandono de idoso em hospitais. o artigo 97 que trata da omissão de socorro ao idoso. foi criado no artigo 104 o crime de retenção de cartão magnético de conta bancária. tendo como base a sua idade. como dispões o artigo 107. rádios. Aqui. testar ou outorgar procuração. ou congêneres. observa-se uma modalidade bem específica do crime de apropriação indébita. quem se recusar.Quanto ao curador especial.). sem justa causa. pensão ou qualquer outro rendimento. esta função será desempenhada por membro da Defensoria Pública. ou ainda. sob condições desumanas ou degradantes. sendo punido com detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. Incorrerá. Encontra respaldo no artigo 96 do Estatuto. ou ainda..g. Tal proteção tem como bem jurídico a dignidade da pessoa humana.

PRODIDE. Matheus Papaléo. ed.). MARINS. Para Entender o Estatuto do Idoso. à pessoa idosa.741/03. Disponível em: < http:// www1. 6.com. v. PRODIDE. Igualmente disposto no artigo acima referido. Acesso em: 05 de ago. ed. Muito Além dos 60: os novos idosos brasileiros. 8. os direitos legados aos idosos.UNATI. v. REFERÊNCIAS 1. ÁVILA. pp. negar a alguém.). Marcos.unati. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso.br/doutrina/texto. para a necessidade de se concretizar as diversas conquistas já alcançadas. retardar ou frustrar. 4. são elas: impedir o aceso de alguém a qualquer cargo público. JUS NAVEGANDI. Thiago Pierobom de. quando requisitados pelo Ministério Público. NETTO. reserva-se atenção ao inciso V ("recusar. Esta hipótese é ventilada pelo princípio da especialidade. nova polêmica. o instrumento fornecido pelo Ministério Público é restrito ao idoso para instrução e propositura de ação civil pública. Ed. Rio de Janeiro. encerra-se a empreitada de apresentar do modo mais coerente e objetivo possível. 2004. in: Revista Reviva. n. incidirá a pena privativa de liberdade e detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Novos Crimes. Rio de Janeiro.jus. Roma Victor. 2002. CONCLUSÃO Após uma breve explanação sobre alguns dos principais artigos do Estatuto. PRODIDE. 2004. 2004. pp.01. 2004. sem que tenha ocorrido sua revogação. NETO.uerj. Daniel. sem justo motivo. estão listadas várias condutas que dizem respeito ao idoso que podem vir a serem caracterizadas como infração penal. Vinícius. 8. Muito Além dos 60: os novos idosos brasileiros. subsiste na ordem jurídica a figura penal descrita no artigo 10 da Lei 7.asp?id= 4619>. MENDONÇA. SUXBERGER. Incidência e Natureza da Pobreza entre Idosos no Brasil. 7. onde a conduta do agente que deixar de cumprir. São Paulo. Atheneu."). Estatuto do Idoso Comentado. 100. 3. 20-24. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil. IPEA. In: CMARANO (org. objeto desta Lei. 281-306. por motivo de idade. retardar ou dificulta atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. Ricardo Paes.01.28-32.179. Aqui. por motivo deidade. pp. pp. dentre outros. Ed. Apontamentos sobre o Estatuto do Idoso. (1999) Idosos brasileiros: que dependência é essa? In: CAMARANO (org. seus deveres e prerrogativas enquanto cidadãos. 01. A velhice e o Envelhecimento em Visão Globalizada. Biblioteca Virtual da Faculdade da Terceira Idade . (1999). nos site da Universidade Estadual do Rio de Janeiro < http://www. BARROS. está o inciso III.br> . ed. IPEA. ou seja. v. emprego ou trabalho. RAMAYANA.347/85 (Lei da Ação Civil Pública). in: Revista Reviva. Pedro Thomé de Arruda. A Proteção Penal do Idoso na Lei 10. 1 jan. 1999. Solange Kanso.No art. sem justa causa. 221-250. 2004. Antonio Henrique Graciana. pp. Teresina. Ainda sobre o artigo 100. principalmente. Rio de Janeiro. Rosane e SANTOS. recusar. 5. 2004. 2. Ana Amélia e EL GHAOURI. in: Revista Reviva. atentando.33-38 9. a. CAMARANO.