Rodriguésia 61(4): 715-730. 2010 http://rodriguesia.jbrj.gov.

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Composição florística e chaves de identificação para as lianas da Estação Ecológica dos Caetetus, estado de São Paulo, Brasil 1
Floristic composition and identification keys to the lianas from Caetetus Ecological Station, São Paulo state, Brazil

Renata Giassi Udulutsch2, Vinicius Castro Souza3, Ricardo Ribeiro Rodrigues3 & Pedro Dias2
Resumo
Os estudos florísticos voltados às plantas mecanicamente dependentes (lianas e epífitas) permitiram vislumbrar a possível contribuição destes elementos para a riqueza e diversidade das florestas tropicais. No Brasil, o número de trabalhos enfocando especificamente o estudo florístico das lianas ainda é escasso. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivos caracterizar a composição florística de lianas e de seus mecanismos de ascensão na Estação Ecológica dos Caetetus, uma floresta estacional semidecidual do sudeste brasileiro, e apresentar chaves de identificação para as famílias e espécies de lianas deste fragmento florestal. Foram amostradas 74 espécies de 19 famílias, sendo as mais representativas Bignoniaceae (25 espécies), Sapindaceae (11), Apocynaceae (7), Malpighiaceae (7) e Fabaceae (6). Quanto aos mecanismos de ascensão, a forma preênsil foi a mais frequente, ocorrendo em 57% das espécies. Baseando-se nos resultados obtidos e nos demais estudos florísticos que enfocaram essa forma de vida, foi possível verificar que, para as florestas estacionais semideciduais do sudeste brasileiro, a família com maior riqueza específica é Bignoniaceae, seguida por Sapindaceae e Malpighiacae, e o mecanismo de ascensão predominante para as espécies lenhosas é a forma preênsil. Palavras-chave: floresta estacional semidecidual, mecanismos de ascensão, sudeste do Brasil.

Abstract
Floristic studies dedicated to non-self-supporting plants (lianas and epiphytes) made possible a better understanding of the contribution of these plants to the species richness and diversity of tropical forests. However, in Brazil, floristic studies on lianas are still rare. This study aimed at characterizing the floristic composition of lianas and their climbing mechanisms in a seasonal semideciduous forest in the Caetetus Ecological Station in southeastern Brazil, and providing identification keys to families and species of this forest fragment. We found 74 species belonging to 19 families, of which Bignoniaceae (25 spp.) is the most representative, followed by Sapindaceae (11 spp.), Apocynaceae (7 spp.), Malpighiaceae (7 spp.), and Fabaceae (6 spp.). As regards the attachment mechanisms, gripping was the most frequent (observed on 57% of the species). Based on our results, as well as on previously published ones, we suggest that in seasonal semideciduous forests of southeastern Brazil, Bignoniaceae is the most species-rich family, followed by Sapindaceae and Malpighiaceae, and that gripping is the most frequent climbing mechanism of lianas. Key words: seasonal semideciduous forest, climbing mechanisms, southeastern Brazil.
Introdução
As florestas tropicais são consideradas as mais ricas em espécies vegetais (Gentry & Dodson 1987a; Steege et al. 2000), mas essa afirmação é geralmente baseada apenas no componente arbóreo (Silva & Leitão Filho 1982; Tabarelli & Mantovani 1999; Feroz et al. 2006), pois ainda são pontuais os trabalhos que levam em conta outras formas de vida (e.g., Gentry & Dodson 1987b; Putz & Mooney 1991; Burns & Dawson 2005).

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Parte da dissertação de mestrado da primeira autora. Autor para correspondência: udulutsch@gmail.com Universidade Federal do Oeste do Pará, Núcleo Universitário de Oriximiná, Lab. Sistemática Vegetal, Rodovia PA-254, 257, Santíssimo, 68270-000, Oriximiná, PA. 3 Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Depto. Ciências Biológicas, Av. Pádua Dias 11, 13418-900, Piracicaba, SP.

716 Udulutsch. Apesar de sua importância nas florestas tropicais. há grande contribuição para a transpiração dessas florestas. que não é prejudicada por estruturas haustoriais. a relação liana-forófito poderia ser vista.400 indivíduos por hectare (Pérez-Salicrup et al. 2009). Oliveira et al. Menninger 1970. Udulutsch et al. Esses trabalhos foram realizados. Consequentemente. Gentry 1991). Putz 1984. em que uma espécie se beneficia do suporte proporcionado por outra (forófito). 2006. reduzindo a quantidade de carbono sequestrado em biomassa vegetal (Schnitzer & Bongers 2002). Gentry (1996) elaborou um guia de campo contendo chaves de identificação para grupos de famílias e grupos de gêneros ocorrentes Com o início dos estudos florísticos voltados às plantas mecanicamente dependentes (e. na maioria das vezes as lianas são coletadas apenas de forma (in)oportuna. tais como a transpiração total e o sequestro de carbono.g. 2007. Muoghalu & Okeesan 2005). Trabalhos que trazem chaves de identificação para grupos lianescentes são ainda mais escassos. em um primeiro momento. No entanto. na qual existe uma relação comensal. as chamadas “florestas de lianas” (Balée & Campbell 1990. o número de trabalhos enfocando especificamente o estudo florístico das lianas. Barros et al. água e nutrientes. Outros demonstraram que essa forma de vida pode ser responsável até mesmo por cerca de 34% do número de espécies de plantas vasculares (Gentry & Dodson 1987a) e até 44% das espécies lenhosas (Pérez-Salicrup et al. 2008) quanto no domínio atlântico (Lima et al. 2001b).G. fatores naturais. Durigon et al. incluindo os físico-climáticos. e antrópicos. Tibiriçá et al. não sendo abordadas como o principal objetivo de estudos florísticos e fitossociológicos (Gentry 1991). verifica-se valores extremamente elevados para este parâmetro em algumas florestas. Schnitzer & Bongers 2002) e até mesmo como as diversas formas de vida estão relacionadas (Hegarty 1991. muitas vezes impossibilitando a delimitação do próprio indivíduo. onde são elementos característicos (Richards 1952.g. 1997. Isnard & Silk 2009). como a citada por Steentoft (1988). apesar de ter aumentado nos últimos anos.. como a abertura de clareiras. 2009) e em florestas ombrófilas. Alguns desses estudos têm sugerido que as lianas contribuem significativamente para a manutenção da diversidade e estrutura de uma floresta (Gentry 1991). Gentry & Dodson 1987a. Rezende et al. determinar os mecanismos que mantêm a diversidade para cada forma de vida é essencial para compreendermos como se dá a manutenção local da própria diversidade de espécies (Schnitzer & Carson 2001. Essa relativa escassez de trabalhos sobre lianas deve estar associada. Portanto. inibe a regeneração de árvores. et al. Nesse sentido. essa forma de vida constitui um importante componente florístico. Considerando-se não apenas o número de espécies. epífitas e lianas). às dificuldades práticas para a coleta de amostras no dossel (Putz 1984). Dentre os poucos estudos. força seletiva na evolução do componente arbóreo em matas tropicais (Putz 1984).. Putz & Chai 1987. Dessa forma. manutenção da diversidade e. Udulutsch et al. 2001b). 2004. mas também a densidade de lianas. R. mortalidade e fecundidade dos forófitos (Lowe & Walker 1977. o que pode alterar as taxas de crescimento. além da própria dificuldade associada ao estudo de uma forma de vida que apresenta um modelo de crescimento irregular e reprodução vegetativa intensa (Schnitzer & Bongers 2002). estrutural e funcional nessas florestas (Gentry 1991. Rezende & Ranga 2005. Devido à maior diversidade e abundância de lianas ocorrerem em florestas tropicais. se começou a vislumbrar a possível contribuição destes elementos para a riqueza e diversidade das florestas tropicais (e. consequentemente. Summerbell 1991). Talvez assim as lianas atuem como uma importante Rodriguésia 61(4): 715-730. 2010 . particularmente durante o período mais seco (Schnitzer & Bongers 2002). Um outro fator que recentemente passou a ser considerado é o papel das lianas em alguns processos ecológicos. Morellato & Leitão Filho 1998. Hegarty & Caballé 1991. vários estudos demonstraram que as lianas competem com as árvores por luz. No Brasil. ainda é tímido. Isnard & Silk 2009). Considerando a alta densidade de lianas nas florestas tropicais e que a maioria destas plantas se mantêm verdes mesmo durante a estação seca (período em que muitas árvores estão decíduas). Gentry 1991. 2001b. podem influenciar diretamente em sua diversidade florística (Leitão Filho 1995. tanto no domínio amazônico (Gentry 1991. principalmente. uma intensa ocupação por lianas. Por outro lado. Clark & Clark 1990). as lianas também representam um papel crucial na regeneração florestal. após algum distúrbio natural ou antrópico. em florestas estacionais semideciduais (Morellato & Leitão Filho 1998. Hora & Soares 2002. para as quais já foram registrados até 2. em sua maioria. 2004). na dinâmica florestal. que estão diretamente ligados ao equilíbrio do ecossistema. principalmente se considerarmos chaves baseadas exclusivamente em caracteres vegetativos.b. Pérez-Salicrup et al.

com sete espécies (9%) cada. face à sua fragmentação como consequência de alterações antrópicas. volúveis (com caules que envolvem o forófito de forma helicoidal) e escandentes (com caules longos e divaricados. com 25 espécies (34%). muitas vezes. em especial para as florestas estacionais semideciduais do sudeste brasileiro. entre as coordenadas geográficas 22°41’ a 22°46’ S e 49°10’ a 49°16’ W . na maioria das vezes. As categorias de lianas empregadas neste estudo (modificadas de Putz & Windsor 1987. independentemente da base estar ou não ligada ao solo dentro da área delimitada. Nesse sentido. que revestia originalmente a Depressão Periférica. 1996). todas dicotômicas e baseadas exclusivamente em caracteres vegetativos. foram sorteadas 50. Veloso 1991. Predominam nas áreas mais elevadas da EEC (altitude média de 650 m) o latossolo de textura média álico. e chaves de identificação baseadas exclusivamente em caracteres vegetativos. é Cwa (mesotérmico de inverno seco). no período de março de 2002 a dezembro de 2003.84 ha situada nos municípios de Gália e Alvinlândia. quando necessário.178. O clima local. Foi elaborada uma chave de identificação para as famílias de lianas ocorrentes na EEC e chaves para as espécies de cada família. em sua maioria. ressaltando suas diferenças biomecânicas. Por outro lado. Lima et al. HRCB. SPF e UEC. no planalto ocidental do estado de São Paulo. Essas cinco famílias representam 75% das espécies encontradas neste levantamento. perfazendo uma área total de 2 ha. também foram coletados aqueles encontrados ao longo das trilhas e na borda do remanescente florestal. este trabalho teve como principal objetivo caracterizar a composição florística de lianas em uma floresta estacional semidecidual do estado de São Paulo. As coletas foram realizadas utilizando-se tesoura de poda alta e. e está incluída na bacia hidrográfica do Médio Paranapanema. apresentam estruturas especializadas que auxiliam no apoio ao forófito. além dos indivíduos de dentro das parcelas. Essas coletas efetuadas fora das parcelas (trilhas e borda) incluíram todos os indivíduos encontrados em estágio reprodutivo. como espinhos). Essa formação florestal. que são. São Paulo no noroeste da América do Sul. foi feita por Vaz & Vieira (1994) para uma área de floresta ombrófila. segundo a proposta de classificação de Köppen (1948). dado que quase toda sua área de ocupação original é agriculturável (Mattos et al. Resultados Foram amostradas 74 espécies de lianas. férteis ou não. Amostragem florística As expedições de coleta foram realizadas mensalmente. Foram amostradas todas as lianas (trepadeiras lenhosas). O levantamento florístico foi feito nas parcelas alocadas pelo projeto “Diversidade. Universidade de São Paulo). O material coletado foi herborizado e as exsicatas depositadas no Herbário ESA (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. também é apresentada a variação na composição florística desta forma de vida para outras florestas tropicais. 1997) foram: preênseis (com gavinhas ou ganchos). pertencentes a 52 gêneros e 19 famílias (Tab. De acordo com a classificação de Veloso & Góes-Filho (1982). técnicas de escalada.amarelo profundo de textura arenosa/média (Mattos et al. com 11 espécies (15%). As famílias com maior riqueza específica foram: Bignoniaceae.Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus. e Fabaceae. Das 256 parcelas contíguas de 20 × 20 m alocadas pelo referido projeto. baseada exclusivamente em caracteres vegetativos. dinâmica e conservação em florestas do estado de Rodriguésia 61(4): 715-730. representa atualmente a formação florestal mais ameaçada do Estado. Adicionalmente. com o auxílio de especialistas e/ ou por comparação com exsicatas disponíveis nos herbários ESA. 717 Material e Métodos Área de estudo A Estação Ecológica dos Caetetus (EEC) possui uma área contínua de 2. 1996). SP. a EEC caracteriza-se como um grande remanescente de floresta estacional semidecidual. São Paulo: 40 ha de parcelas permanentes” (vinculado ao Programa Biota/FAPESP). As circunscrições das famílias utilizadas neste trabalho estão de acordo com o APG III (2009). As identificações foram feitas utilizando-se bibliografia especializada e. que se apóiam em outras plantas e. 1). a Cuesta Basáltica e parte do Planalto Ocidental do interior paulista. sendo consideradas como integrantes de uma determinada parcela aquelas que possuíam ao menos ramos com folhas dentro da parcela. 2010 . Sapindaceae. com seis espécies (8%). Apocynaceae e Malpighiaceae. baseadas em dados vegetativos. A única chave para famílias de lianas. enquanto nas partes mais baixas (altitude média de 550 m) o podzólico vermelho . ocorrentes nas parcelas sorteadas.

) A.) Miers Tynanthus micranthus Corr.) Standl. Temnadenia violacea (Vell.G.H.) A. Udulutsch).) Miers Adenocalymma bracteatum (Cham.) Bureau & K. et al.) Sandwith Arrabidaea samydoides (Cham. Pereskia aculeata Mill. Prestonia coalita (Vell. Schum. Adenocalymma paulistarum Bureau ex K.) B.G. Schum. Davilla rugosa Poir. Família Espécie # de coletor Mecanismo de parcelas trilhas ascensão e borda 1658 1628 1462 1611 737 1599 1590 1464 2490 1193 517 532 516 1657 2477 2390 498 749 497 538 1466 1206 528 1207 748 1196 1205 2375 745 1204 2376 495 503 1644 534 1210 1209 493 490 519 2497 1194 518 volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil escandente preênsil preênsil 1581 520 500 869 volúvel escandente escandente escandente Acanthaceae Amaranthaceae Apocynaceae Mendoncia velloziana Mart. Brazil). Udulutsch) e mecanismos de ascensão. Gentry Distictella elongata (Vahl) Urb.718 Udulutsch.) DC. voucher information (collector: R. Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl. Hippocratea volubilis L. R.) Müll. Schum. Arg. ex DC. Gentry Mansoa difficilis (Cham. Forsteronia pilosa (Vell.H. Gentry Pyrostegia venusta (Ker Gawl. Lundia obliqua Sonder Macfadyena mollis (Sond. and climbing mechanisms. Hebanthe paniculata Mart. Arrabidaea florida DC. 2010 . Cuspidaria convoluta (Vell. Arrabidaea pulchella Bureau Arrabidaea pulchra (Cham. Table 1 – Lianas from the Caetetus Ecological Station (SP. Br. Anthodon decussatum Ruiz & Pav.) Seem. Brasil). Pithecoctenium crucigerum (L. Amphilophium paniculatum (L. Adenocalymma marginatum (Cham. Schum.H. Schum. material testemunho (coletor: R. Arg.) A.) Mart. Verl. Tabela 1 – Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus (SP. Forsteronia pubescens DC.) Kunth Anemopaegma chamberlaynii (Sims) Bureau & K. Doliocarpus dentatus (Aubl. Acacia plumosa Lowe Bignoniaceae 1608 1634 1610 1478 1625 2506 2511 2515 1613 1619 507 1623 2525 1486 Bignoniaceae Cactaceae Celastraceae Dilleniaceae Fabaceae 1490 Rodriguésia 61(4): 715-730. ex Bureau Clytostoma sciuripabulum Bureau & K. Condylocarpon isthmicum (Vell.) Sandwith Arrabidaea triplinervia (Mart. Méllo ex K.) Woodson Prestonia tomentosa R.) Baill. DC. Fridericia speciosa Mart. Glaziovia bauhinioides Bureau ex Baill.) DC. Forsteronia australis Müll. Arrabidaea conjugata (Vell.) A. Macfadyena unguis-cati (L. Acacia mollissima Willd.G.) Miers Stizophyllum perforatum (Cham.

Serjania meridionalis Cambess.) Sarg. (Bignoniaceae).) Hassl.T. Acacia plumosa Lowe (Fabaceae). Cissus verticillata (L. (Solanaceae). Urvillea laevis Radlk.) B. Arrabidaea triplinervia (Mart. Serjania pinnatifolia Radlk. Serjania glabrata Kunth Serjania laruotteana Cambess. Gates Dicella bracteosa (A. Br.) Willd.) Cuatrec. & Barboza Solanum hirtellum (Spreng. 2010 .) Britton Dioclea cf. Celtis iguanae (Jacq.Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus. Serjania caracasana (Jacq.E. Por outro lado. foram encontradas 50 (15 famílias) nas parcelas e 57 (16 famílias) nas coletas aleatórias (trilhas e borda). Trigonia nivea Cambess.F.) Amshoff Malpighiaceae Banisteriopsis muricata (Cav. Juss. Macbr. Hunz. (Apocynaceae). Banisteriopsis oxyclada (A. Gouania acalyphoides Reissek Cardiospermum grandiflorum Sw. Bougainvillea glabra Choisy Pisonia aculeata L. Tetrapterys multiglandulosa A. sendo elas: Adenocalymma marginatum (Cham. Bauhinia microstachya (Raddi) J. Juss. Dentre as espécies ocorrentes nas parcelas.) Nicolson & C. Petrea volubilis L. também foram encontradas espécies exclusivas das trilhas e borda do fragmento.) Baill. Jarvis 499 501 1635 506 2485 1495 1641 1655 2380 Malvaceae Nyctaginaceae Phytolaccaceae Rhamnaceae Sapindaceae 1502 1505 2549 1618 1643 Solanaceae Solanaceae Trigoniaceae Ulmaceae Verbenaceae Vitaceae 1597 1638 1498 756 513 1593 747 1592 2381 1497 Do total de espécies amostradas. & Barboza e Solanum hirtellum (Spreng. cinco foram encontradas exclusivamente em bordas de clareiras. Lycianthes australe (Morton) A. Seguieria americana L. Heteropterys sp. Thinouia ventricosa Radlk.T. Lycianthes australe (Morton) A.) Griseb. sendo que 33 espécies foram comuns para as duas situações (parcela e trilhas/borda). Serjania fuscifolia Radlk.) Hassl. Paullinia rhomboidea Radlk. ex DC. virgata (Rich. Mascagnia cordifolia (A. Hunz. Juss. Juss. sendo elas: Prestonia tomentosa R. São Paulo Família Espécie 719 # de coletor Mecanismo de parcelas trilhas ascensão e borda 820 1489 1616 511 1645 1632 1491 502 531 527 494 526 escandente preênsil preênsil volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel volúvel escandente escandente escandente 742 831 1652 1008 2392 2487 525 2391 2393 preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil preênsil volúvel escandente volúvel escandente volúvel preênsil Acacia polyphylla DC. Dalbergia frutescens (Vell. Byttneria catalpifolia Jacq.) Griseb.) Mart. ex Bureau Rodriguésia 61(4): 715-730. Tetrapterys phlomoides (Sprengel) Nied. e Arrabidaea conjugata (Vell. Serjania multiflora Cambess.) DC.

G. (1997) e Barros et al. respectivamente.200 e 2. Fabaceae. et al. as cinco famílias com maior riqueza específica (Bignoniaceae. Bignoniaceae. Malvaceae e Verbenaceae apresentaram a forma volúvel como mecanismo de ascensão. estão representadas em menor número (10 espécies. por outro lado.g. Nesse estudo. que inclui também espécies escandentes (Acacia spp. apenas o estudo de Udulutsch (2004). Apocynaceae. Sapindaceae. de que nas florestas neotropicais 85% das espécies de lianas estão distribuídas em 26 famílias. o qual também utilizou os mesmos métodos de amostragem em uma floresta ombrófila e em uma floresta estacional na mesma localidade (Yunnan. As lianas escandentes. Nyctaginaceae. Adicionalmente. 14%) e a maioria das espécies desta categoria apresentou espinhos como estrutura auxiliar na fixação ao forófito. Para a área estudada. sendo a única exceção Solanum hirtellum. foram amostradas 32 espécies de lianas na floresta ombrófila e 62 espécies na floresta estacional. a forma preênsil foi a mais comum.g. Doliocarpus dentatus (Aubl. realizado em floresta ombrófila. De um modo geral. Morellato & Leitão Filho 1998. (Bignoniaceae). as quais são de origem foliar em Bignoniaceae e caulinar nas demais.. Malpighiaceae.) Sarg. (Trigoniaceae) e Celtis iguanae (Jacq. totalizando 22 espécies (29%). enquanto a maioria dos estudos realizados em florestas estacionais foram feitos em áreas de 1 a 2 ha por períodos de um a dois anos. Levantamentos florísticos voltados exclusivamente à caracterização das lianas em florestas tropicais também têm reforçado a importância deste componente na riqueza das comunidades (Tab. virgata (Rich. Discussão O número de espécies encontrado neste fragmento florestal revela a importante participação das lianas na diversidade das florestas estacionais semideciduais do estado de São Paulo. corroborando tanto a afirmação de Gentry (1991). Por exemplo. corroborando os resultados encontrados em outros levantamentos realizados no mesmo tipo de formação florestal (e. As famílias citadas acima estão entre as 10 mais e Distictella elongata (Vahl) Urb. a maioria dos gêneros (83%) é representada por uma única espécie. 1). Apesar desses estudos pontuais. Quanto aos mecanismos de ascensão (Tab. As espécies de Acacia apresentaram outra adaptação que auxilia na fixação: a porção apical dos ramos encurvada. Malpighiaceae e Sapindaceae foram as famílias que apresentaram maior número de gêneros (16 para a primeira e cinco para as duas últimas). Rhamnaceae e Sapindaceae possuem representantes com gavinhas. 2009). (2009) foram realizados em áreas de 7. No Brasil.. e Serjania Mill. Malpighiaceae e Fabaceae) corresponderam a 75% das espécies encontradas.) Amshoff). Dentre tais gêneros. China). destacaram-se com o maior número de espécies (sete em cada) e pertencem às duas famílias com maior riqueza específica (Bignoniaceae e Sapindaceae). Trigonia nivea Cambess. Tetrapterys phlomoides (Sprengel) Nied. Apocynaceae. (Dilleniaceae). Rezende et al. Amaranthaceae.) Standl. Phytolaccaceae e Ulmaceae a forma escandente foi exclusiva. R. os trabalhos de Lima et al. Bignoniaceae.) e uma volúvel (Dioclea cf. a única que não apresentou exclusividade para essa forma de ascensão foi Fabaceae. Nesse estudo foi registrada a ocorrência de 37 espécies de lianas em 2 ha (contra 50 espécies listadas no presente estudo para uma floresta estacional).400 ha. em períodos de 3 e 10 anos. as florestas estacionais apresentam um elevado número de espécies por hectare quando comparadas com as florestas ombrófilas. a maioria dos dados disponíveis na literatura sobre as florestas ombrófilas não permite uma comparação precisa com as florestas estacionais. Rodriguésia 61(4): 715-730. evidenciando que existe um pequeno número de famílias que apresentam um número elevado de espécies. Ganchos estiveram presentes apenas em Celastraceae e Fabaceae.720 Udulutsch. (Malpighiaceae). pode ser citado como exemplo o trabalho de Zhu (2008). pois o esforço amostral relacionado ao tempo e à área de amostragem são muito distintos. 2010 . Durigon et al. Todas as espécies das famílias Acanthaceae. Nas Cactaceae. 2007). Arrabidaea DC. Fora do Brasil. Esse resultado é reforçado principalmente se compararmos os estudos que utilizaram os mesmos critérios de inclusão e esforço amostral (Udulutsch 2004. Morellato & Leitão Filho 1998. Dentre as famílias com representantes preênseis. ocorrendo em 57% das espécies amostradas (42 espécies) e os órgãos que caracterizam essa forma de ascensão nas lianas da EEC foram as gavinhas (39 espécies) e os ganchos (três espécies). (Ulmaceae). quanto os resultados encontrados nos demais estudos realizados em florestas estacionais semideciduais do estado de São Paulo (e. utilizou o mesmo critério de inclusão e esforço amostral descritos no presente trabalho. 2). Zhu 2008).

1 (Reserva do Mocambo) Peru. (2007) Estacional 1-2 b todas 93 Udulutsch et al. PA. (2001b) Estacional Brasil. Santa Cruz Área (ha) 1. São José do Rio Preto Brasil. (2004) Estacional Brasil. SP. Santa Rita do Passa Quatro Brasil. AM. Belém 0.5 cm 44 Gentry (1991) 721 . Campinas 1-2 b todas 96 Morellato & Leitão Filho (1998) Estacional Brasil.1 DAP e+ 2. Table 2 – Species richness of lianas and most species-rich families in tropical forests.5 cm 45 Hora & Soares (2002) Estacional Brasil. Continente América do Sul Tipo de floresta Estacional Localidade Bolívia. SP. Yanamono 0. São Paulo Tabela 2 – Riqueza de espécies de lianas e famílias mais ricas em florestas tropicais. 2010 Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus. (2006) Estacional 0. SP. Manaus 1-2 b todas 67 Rezende & Ranga (2005) Ombrófila (domínio amazônico) Ombrófila (domínio amazônico) Ombrófila (domínio amazônico) 3 DAP > 10 cm 22 Oliveira et al.08 Critério de inclusão DAP >2 cm # de spp.a 52 Famílias mais ricas Malpighiaceae Fabaceae Bignoniaceae Bignoniaceae Malpighiaceae Asteraceae/Sapindaceae Bignoniaceae Sapindaceae Apocynaceae/Malpighiaceae Bignoniaceae Sapindaceae Malpighiaceae Bignoniaceae Asteraceae Sapindaceae Bignoniaceae Malpighiaceae Sapindaceae Bignoniaceae Malpighiaceae/Sapindaceae Apocynaceae Bignoniaceae Sapindaceae Fabaceae/Malpighiaceae Fabaceae Menispermaceae Polygalaceae Bignoniaceae Fabaceae Connaraceae Fabaceae Bignoniaceae Malpighiaceae Referência Pérez-Salicrup et al. SP. Gália 2 todas 50 Presente estudo Estacional Brasil. Paulo de Faria Brasil. São Carlos 1-2 b todas 92 Tibiriçá et al. SP. SP. SP.5 cm 2 5 Gentry (1991) DAP > 2.75 DAP > 2. Rio Claro 1 DAP > 1 cm 45 Rezende et al.Rodriguésia 61(4): 715-730. (2008) Brasil.

RJ. . (2009) América Central Ombrófila Estacional Costa Rica.4 Panamá. RJ. Putz & Windsor (1987) América do Norte Ombrófila 4 DAP > 1 cm 90 Ibarra-Manríquez & MartínezRamos (2002) Zhu (2008) Ásia Estacional China. Estacional Uganda. Xishuangbanna Índia.a 37 Famílias mais ricas Fabaceae Apocynaceae Celastraceae Asteraceae Malpighiaceae Fabaceae Sapindaceae Bignoniaceae Fabaceae Asteraceae Sapindaceae Vitaceae Bignoniaceae Sapindaceae Celastraceae/Fabaceae Bignoniaceae Malpighiaceae Fabaceae Annonaceae Fabaceae Vitaceae Fabaceae Celastraceae Annonaceae Fabaceae Apocynaceae Vitaceae Fabaceae Icacinaceae Annonaceae Ampelidaceae Apocynaceae Connaraceae Celastraceae Apocynaceae Dichapetalaceae Referência Udulutsch (2004) Brasil.722 Continente Tipo de floresta Ombrófila (domínio atlântico) Ombrófila (domínio atlântico) Ombrófila (domínio atlântico) Localidade Área (ha) Critério de inclusão todas # de spp. Xishuangbanna China. Lambir National Park Nigéria.200 DAP > 2. c número aproximado (considerando apenas as famílias com predominância de espécies lenhosas). (1997) 2. Yunnan.G. Ile-Ife 0.5 cm todas 19 65 Krings (2000) Putz (1984).5 DAP > 1 cm 62 Ombrófila 0. Monteverde 0. Barro Colorado México. Sete Barras. Varagalaiar.4 DAP > 1 cm 79 África Estacional 0. 2 Parque Estadual Carlos Botelho Brasil. b área amostral aproximada (considerando trilhas e bordas dos fragmentos florestais). Lacandon 1 DAP > 2. R. Reserva Ecológica de Macaé de Cima Brasil. Budongo 1 DAP > 1 cm 62 Eilu (2000) a Inclui apenas as trepadeiras lenhosas.5 cm 87 c Lima et al. et al. Western Ghats Malásia. Sarawak. Yunnan. Parque Estadual Serra da Tiririca 7.25 todas 35 Muoghalu & Okeesan (2005) Udulutsch.400 todas 125 Barros et al. SP. 2010 Ombrófila 1.5 DAP > 1 cm 32 Zhu (2008) Ombrófila 30 DAP > 1 cm 75 Muthuramkumar & Parthasarathy (2000) Putz & Chai (1987) Rodriguésia 61(4): 715-730.

uma família com a maioria dos representantes hemiepífita. são a localização do seu centro de diversidade (o Brasil concentra o maior número de espécies) e o número de gêneros com espécies lianescentes que a família apresenta (é a família com o terceiro maior número de gêneros de trepadeiras (53) no Novo Mundo). Udulutsch et al. 2006). Entretanto. Considerando o número de gêneros e o número de espécies por gênero. considerando a área de estudo. além de ser comum no continente americano e estar em posição de destaque na composição das florestas ombrófilas deste continente. tanto em relação ao número de espécies quanto ao de gêneros para a família. respectivamente). Bignoniaceae.g. 2004). A importância de Bignoniaceae como a família com maior número de espécies de lianas já havia sido ressaltada anteriormente para outras florestas neotropicais e. 2001a.g. também figuram entre os mais ricos em outros levantamentos florísticos realizados no mesmo tipo de formação florestal (e. poucos foram os estudos que buscaram classificar e quantificar os mecanismos de ascensão (e. para outras florestas estacionais semideciduais do sudeste do Brasil (e. o autor incluiu trepadeiras herbáceas e hemiepífitas. duas famílias compostas quase que exclusivamente por trepadeiras herbáceas. Durigon et al. as mais representativas seriam: Fabaceae. e o quinto lugar é ocupado por Araceae. 2) e. Para exemplificar. Tibiriçá et al.. destacam-se Arrabidaea e Serjania. Schnitzer & Carson 2001). Asteraceae. por Apocynaceae (apenas as Asclepiadoideae) e Convolvulaceae. o que ocorreu em poucas famílias. Muitas lianas são dependentes da luz e desenvolvem-se bem tanto em clareiras (Putz 1984) quanto nas bordas de fragmentos.. os fatores que podem estar relacionados com os altos valores encontrados. o que também foi evidenciado em outros levantamentos florísticos de lianas para a região sudeste do Brasil (e. é notável a variação de famílias de lianas em outras florestas tropicais (Tab. o que é indicativo de sua importância na radiação do hábito lianescente entre as famílias de plantas vasculares. o que justifica o aumento da densidade dessa forma de vida em áreas degradadas (Putz 1984. Com o aumento recente de estudos direcionados às lianas.. Morellato & Leitão Filho 1998. Hora 723 & Soares 2002. embora a ordem de riqueza não seja exatamente a mesma: Fabaceae ocupa a 3ª posição. os primeiro e segundo lugares são ocupados. enquanto que Fabaceae possui posição de destaque na Ásia. Bignoniaceae é a família com maior número de espécies no presente estudo e sempre está dentre as mais proeminentes nos neotrópicos. Sapindaceae. os quais além de pertenceram às famílias com maior riqueza específica (Bignoniaceae e Sapindaceae. Embora a forma volúvel seja considerada “menos especializada” que a forma preênsil (Darwin 1865.. São Paulo ricas em espécies de lianas do Novo Mundo (Gentry 1991). se fossem consideradas apenas as famílias representadas predominantemente por lianas. Sapindaceae a 7ª. Quanto às diferenças biomecânicas encontradas nas diversas famílias de lianas. 1991). Bignoniaceae figura como a família mais rica. como também foi observado por Lima et al.Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus. O grande número de espécies com estruturas preênseis (57% do total amostrado) e o reduzido número de famílias onde elas ocorrem. Portanto. 2010 .. 1997. Udulutsch et al. é possível afirmar que para as florestas estacionais semideciduais do sudeste brasileiro existe um padrão quanto às famílias com maior riqueza específica e também quanto à forma de ascensão para Rodriguésia 61(4): 715-730.g. Tibiriçá et al. Um dos fatores que está diretamente ligado à riqueza de espécies e abundância de lianas é a intensidade luminosa capaz de penetrar em uma floresta. Malpighiaceae a 8ª e Apocynaceae a 10ª posição. está relacionada à arquitetura da copa das árvores (Lee & Richards 1991) e também ao histórico de perturbações desse ambiente (Morellato & Leitão Filho 1998). Por outro lado. Teramura et al. 2009). Segundo Gentry (1991). que. no presente estudo as lianas volúveis tiveram alta representatividade (29%). 2006). Pérez-Salicrup et al. de que em regiões neotropicais os grupos com maior sucesso adaptativo foram aqueles que desenvolveram mecanismos de ascensão especializados (e. Por exemplo.g. Nesse contexto. por sua vez. respectivamente.g. Lima et al. gavinhas). dado que além das lianas. Malpighiaceae e Apocynaceae (sendo esta a ordem de riqueza). (1997). Morelatto & Leitão Filho 1998. Dentre os gêneros mais ricos em número de espécies. reforçam as indicações propostas por Gentry (1991). 2004. existe variação quanto à ordem de riqueza. em especial. Bignoniaceae a 6ª. é possível justificar as diferenças encontradas na composição florística da borda e das parcelas do fragmento florestal estudado e também a ocorrência exclusiva de algumas espécies em bordas e clareiras. é importante ressaltar que as comparações com os dados apresentados por Gentry (1991) devem ser feitas com ressalvas. Putz 1984. embora para um mesmo continente geralmente haja uniformidade quanto às famílias mais ricas (são praticamente as mesmas).

.............. Folhas com face abaxial puberulenta a tomentosa............. 1’....... Além disso........ indumento alvo.. 2004. Hebanthe paniculata) 5’. Plantas com folhas compostas................ Folhas com margem serrilhada.... Folhas bifolioladas .. Acanthaceae (1...... Muthuramkumar & Parthasarathy 2000). Morellato & Leitão Filho 1998.... Malpighiaceae (Chave VI) 8’....................................... 2010 ........ Caule armado .............. assim como as demais formas de vida (Putz 1983.. Dentre esses processos........... 2........ Richards 1996..... 8. 6............... 2007) e a forma de ascensão apresentada pela maioria das espécies é a forma preênsil (Udulutsch et al. 12..... Filotaxia oposta... Folhas lanceoladas... ápice acuminado. Bignoniaceae (Chave II) 2’.... por fim...... ............ Folhas com venação broquidódroma.... tais como transpiração total e sequestro de carbono (Schnitzer & Bongers 2002).................... Amaranthaceae (2.......... no presente estudo........... Ødegaard 2000). Rodriguésia 61(4): 715-730............ nunca canescente..... e.... Caule inerme................... Plantas sem gavinha ...................... Plantas sem látex............. 5) a atuação destas plantas como bio-indicadoras.......... et al....................... destacam-se: 1) o fornecimento de alimento para polinizadores e dispersores em épocas que as demais Chaves de identificação para as famílias e espécies de lianas 1.... 9..... as espécies de trepadeiras lenhosas................... contribuindo tanto com a diversidade biológica como também participando de uma série de processos e/ou funções vitais à manutenção da estrutura florestal........ com importância voltada à caracterização de ambientes (Putz 1984. face adaxial apenas com a nervura principal evidente .. indumento amarelo a ferrugíneo.. Tibiriçá et al............. Plantas com látex ...... Nectários extraflorais e tricomas malpiguiáceos ausentes... 10..... 2) o auxílio no deslocamento de animais arborícolas através da conexão das copas das árvores (Emmons & Gentry 1983). o conjunto de informações disponíveis até o momento confere às lianas um papel de destaque na dinâmica das comunidades florestais......... Rezende et al......... Caule armado.... 2004... Presença de nectários extraflorais no limbo foliar ou pecíolo........ como destacado..... Folhas com venação semicraspedódroma... caule sem ganchos .. ápice agudo a arredondado.. Filotaxia alterna 13.. 3.............. Celastraceae (Chave III) 10’. Fabaceae (Chave V) 4’.... caule com a formação de ganchos .... 5..... Sapindaceae (Chave VIII) Plantas com folhas simples.......... 2007)................. 2006........... R..724 Udulutsch........... 3) previnem a erosão no solo..................... tricomas malpiguiáceos (em forma de “T”) presentes .................. Sapindaceae e Malpighiaceae (e.............. Nessas florestas. Udulutsch et al.......................... 4) desempenham papel fundamental em alguns processos ecológicos diretamente ligados ao equilíbrio do ecossistema.............. Folhas ovadas a elípticas...........G.. formas de vida não oferecem recursos (Gentry 1991.......... Trigonia nivea) 11’....... Folhas com margem inteira. Trigoniaceae (71. 4.... 11... Schnitzer & Bongers 2002) e até mesmo de formações vegetacionais. Plantas com gavinha... Rezende et al.......... Apocynaceae (Chave I) 6’. Folhas com 3 ou mais folíolos . face adaxial com as nervuras principal e secundárias evidentes .. Fabaceae (Chave V) 3’. Folhas com face abaxial canescente ....................... Mendoncia velloziana) 12’........................... Nyctaginaceae (Chave VII) 7’. para as florestas estacionais semideciduais do sudeste brasileiro............ Petrea volubilis) 9’....... Verbenaceae (73... as famílias de lianas apontadas como as mais ricas são Bignoniaceae. .g. Filotaxia oposta ........ Filotaxia alterna.. 7........

........ Clytostoma sciuripabulum 4’.... região interpeciolar sem campo ..... Condylocarpon isthmicum Plantas com filotaxia oposta......... Arrabidaea conjugata 7’.. com nervuras principal e secundárias evidentes......................... Adenocalymma marginatum 6’.. folhas ovadas a elípticas .. Nós com 2 espinhos ...................... 18.. Gavinhas na axila das folhas .... São Paulo 725 14..... Nyctaginaceae (Chave VII) 16’........... Folhas com venação campilódroma ................ Rhamnaceae (57....... 3... 8............. 7.. Prestonia tomentosa Chave II: Bignoniaceae 1...... 22................... Vitaceae (74. folhas orbiculares .. Folhas sem domácias.. Pereskia aculeata) 15’.... Plantas com caule e folhas glabros...... 3............. Caule anguloso.... Folíolos com face abaxial não lepidota.. Glaziovia bauhinioides 2’... 5.............Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus..... Caule cilíndrico.................. Dilleniaceae (Chave IV) 19’...... Nós com 1 espinho .. Folhas lanceoladas a oblongas. 1............ Gavinhas com ápice simples. com escamas douradas concentradas na região basal........ Cissus verticillata) 17’.......... base obtusa a arredondada .. Folíolos com face abaxial desprovida de domácias.... Arrabidaea florida 5’............... circular em seção transversal.... . 3......................... Folíolos com margem cartilaginosa e alva......... pseudoestípulas caducas...................... Cactaceae (35.. Arrabidaea chica 8’.... Plantas com gavinhas.................... Folíolos vermelhos quando secos...... com nectários pateliformes... Folhas com domácias ............... Folíolos com face abaxial lepidota............. Plantas com caule e folhas tomentosos. base cordada ...... 5........... não modificado em disco adesivo. folíolos castanhos a enegrecidos quando secos ..... Folíolos com margem não cartilaginosa e da mesma coloração do limbo...... 16........... 11. Domácias membranoso-pilosas ou apenas pilosas.. Folhas papiráceas ou cartáceas... Gouania acalyphoides) 18’..........................5 cm de compr.... Plantas com látex branco.... Gavinhas com ápice modificado em disco adesivo ...... 5. 6... membranáceas............ 15.. 2010 .... Folhas carnosas......... 26.............. folíolos verdes a oliváceos quando secos ....... Gavinhas opostas às folhas . 16... região interpeciolar com campo glandular.................. pecíolo com mais de 3.......... Prestonia coalita 6’....... 2........ 2... Face abaxial das folhas com tricomas estrelados ou dendríticos 20............ Seguiera americana) 13’................... Forsteronia pilosa 4’.. Superfície abaxial das folhas sem domácias. Domácias na superfície abaxial das folhas........ Caule inerme.... Plantas com gavinhas simples............. 17.......... pseudoestípulas persistentes................. Byttneria catalpifolia) Chave I: Apocynaceae Plantas com filotaxia verticilada .... 4. Ulmaceae (72... Folhas com venação broquidódroma ...................... com apenas a nervura central evidente .. 7.. Phytolaccaceae (56....... 17. tetragonal em seção transversal .................................... lenhosas... Solanaceae (Chave IX) 20’............. Celtis iguanae) 14’......... Face abaxial das folhas com tricomas simples .. sem nectários ........... Malvaceae (53... Forsteronia pubescens 2’... 9....... 6........ Domácias urceoladas .... Face abaxial dos folíolos densamente lepidota.... Temnadenia violacea 5’... Plantas sem gavinhas...... com escamas alvoamareladas....... 4.. Rodriguésia 61(4): 715-730.... 6. Folhas ovadas............... 15..................... 4... 19..... Face abaxial dos folíolos esparsamente lepidota.... Folíolos verde-oliváceos a castanhos quando secos... 1’...... 8............ pecíolo com até 2 cm de compr...... Forsteronia australis 3’.. Plantas com látex incolor ..

......... 22................ Folíolos com face abaxial e superfície das domácias glabras . Adenocalymma bracteatum 9’....................................................... uni-ramificadas....... . Porções apicais da gavinha simples..... Gavinhas com discos adesivos.................................. 25... Domácias com superfície glabra e região de abertura com poucos tricomas esparsos a glabrescente . Glaziovia bauhinioides 24’..... 33........... falcadas............................ Pithecoctenium crucigerum 20’..... 15.......................... Caule e folhas não viscosos... sem modificações............................... Porções terminais das gavinhas simples........ 31.......... Folíolos com tricomas..... 10............. Porções terminais das gavinhas uncinadas ou modificadas em disco adesivo. Pseudoestípulas foliáceas .................................. reduzidas ......... 19.. Lundia obliqua Plantas com gavinhas ramificadas....................... 12.............. Face abaxial dos folíolos com domácias membranosas apenas entre as nervuras principal e secundárias........ Face abaxial dos folíolos com domácias membranoso-pilosas entre as nervuras principal e secundárias e domácias lineares e pilosas ao longo da nervura principal.... Folíolos com face abaxial e superfície das domácias pubérulas a tomentulosas . 34.......... R..................... bi-ramificadas....... 25........ Pseudoestípulas foliáceas .......... 9........ Pseudoestípulas simétricas.................................................................. 27....... pseudoestípulas inconspícuas.. Pseudoestípulas inconspícuas................. 2010 ......................... Folíolos com domácias na face abaxial.................................. Lundia obliqua 12’................ Porções apicais da gavinha modificadas em disco adesivo.726 Udulutsch............................. ........ 17............... 21.........G................ 1... Adenocalymma paulistarum 3’. folíolos com face adaxial opaca .......... Fridericia speciosa 13’. 14. pseudoestípulas membranáceas e lanceoladas a lineares ............ 23.... Caule e folhas viscosos devido à presença de tricomas glandulares.......... 28. sem tricomas glandulares... . Folíolos com face abaxial puberulenta a pubérula...... Tynanthus micranthus 19’... Rodriguésia 61(4): 715-730.............. Caule não fistuloso. ... apenas nas domácias.. 20..... Caule fistuloso .................. 20............................................ ........ Macfadyena mollis 23’... Domácias com superfície e região de abertura tomentosas .. Pseudoestípulas assimétricas.................. 21........................... et al.......... Pseudoestípulas inconspícuas. Gavinhas uncinadas.... pseudo-estípulas foliáceas ....... Gavinhas trífidas.... Arrabidaea samydoides 15’. folíolos com ápice agudo . principalmente nas porções jovens .......... Folíolos com face abaxial lepidota.... 18.......... Folíolos sem campo glandular na região basal da face abaxial e base simétrica .. folíolos com ápice acuminado ... não modificadas em disco adesivo................................... 29......................... Folíolos com campo glandular na região basal da face abaxial e base assimétrica ....... Macfadyena unguis-cati 22’. 18. pouco desenvolvidas............. não falcadas.................. Anemopaegma chamberlaynii 25’...................... folíolos com face adaxial lustrosa ............ pseudoestípulas lenhosas e ovadas ..... Stizophyllum perforatum 11’............ 14.... se presentes..... Arrabidaea triplinervia 18’............. nunca foliáceas............... Folíolos com face abaxial não lepidota.... 24.... Folíolos com face abaxial glabra.............. 23......................................... 10..... 34.................... Cuspidaria convoluta 16’................................... Arrabidaea pulchra 10’. 26....... 16................ Face adaxial dos folíolos inteiramente pubérula. 12................... 11......... 19... Gavinhas trífidas.. Arrabidaea pulchella 17’......... 13..... Face adaxial dos folíolos com tricomas concentrados apenas ao longo das nervuras e na margem... Arrabidaea triplinervia 14’...... 21................... 27..... Tynanthus micranthus 21’........................ reduzidas ................. Folíolos puberulentos a tomentosos......

.... tricomas apenas na margem ....................... caule 6-costulado........... Dalbergia frutescens 5’..................................... 1’. Nectários na porção mediana dos pecíolos ou no ápice........ Hippocratea volubilis Chave IV: Dilleniaceae 1............ Rodriguésia 61(4): 715-730. folíolos fundidos... com face adaxial castanha a enegrecida e opaca .. próximos à base da folha .......... elípticas a obovadas.......................... folhas planas e face adaxial castanho-enegrecida quando seca . 6. Nectários na região basal da face abaxial.. 28.............................. com face adaxial castanho enegrecida e lustrosa ou verde-olivácea e opaca........... quando secas................ ........... 45.. presença de gavinha axilar ............ Foliólulos com tufo de tricomas na base...................... 4................ Davilla rugosa Folhas com a face adaxial lisa ao toque . 30.. Folhas trifolioladas ..... Folíolos com venação acródroma supra-basal......... 46.... 49.......... face adaxial opaca .... Nectários na região mediana da face abaxial....... 1’......................... Nectários extraflorais no pecíolo..... 36. 27.... Amphilophium paniculatum 28’..... Dioclea cf... Acacia plumosa Plantas com folhas bifolioladas..... 50............ Banisteriopsis muricata 3’..... Nectários extraflorais na margem das folhas .. não pedunculados ........... Foliólulos sem tufo de tricomas na base.. 3.. Folíolos com face abaxial apenas lepidota.......... 3... Tetrapterys phlomoides 5’............. 32......... 5.... 43........... Nectários no ápice dos pecíolos........ Folhas com a face adaxial rugosa............ Base dos folíolos com campo nectarífero na face abaxial..... Nectários na base dos pecíolos... Folíolos com face abaxial tomentosa e lepidota............................... Pecíolo e raque foliar com nectários pedunculados. Planta com folhas bifolioladas... face adaxial lustrosa .. Base dos folíolos sem campo nectarífero.. na conexão com o caule ............. 24.............. anguloso .... Banisteriopsis muricata 6’. entre a margem e a nervura principal. Pyrostegia venusta 26’. face abaxial com escamas amarelas e lustrosas........ lanceoladas a oblongas.. trifolioladas ou pinadas. Nectários tanto no pecíolo quanto na base das folhas........... mas nunca na margem. Folíolos com venação broquidódroma....... 2010 ... Bauhinia microstachya 4’............... ao lado da nervura principal ........... 7. Planta com folhas bipinadas... 46............... folíolos não fundidos...... 42..... 4.......... gavinha ausente. Anthodon decussatum Folhas cartáceas............... Folhas membranáceas.... quando secas..........Lianas da Estação Ecológica dos Caetetus....... 2........ 13.. . 52......... próximos à nervura central. 39..... 1’................. Nectários apenas no pecíolo........ folhas.......... Tetrapterys multigladulosa Nectários extraflorais no pecíolo ou no limbo foliar................ Planta com folhas trifolioladas ou pinadas... folhas buladas e face adaxial verde a olivácea quando seca ............................... 47........ 44............ caule liso e cilíndrico .. Mascagnia cordifolia 2’................... 38. áspera ao toque ......... visíveis a olho nu .............. 2. São Paulo 727 26................. Mansoa difficilis 27’.. face adaxial verde-olivácea e opaca quando seca e abaxial canescente .. Acacia polyphylla 2’.... 41. Acacia molissima 3’.......... 40....................... Doliocarpus dentatus Chave V: Fabaceae 1. Distictella elongata Chave III: Celastraceae 1.. 4’.. Nectários extraflorais no limbo foliar. 51....... Pecíolo e raque foliar com nectários cupuliformes.............. Nectários na porção mediana dos pecíolos............................... Folhas orbiculares a ovadas....... 37................. inconspícuas a olho nu . sem tricomas. 5............... folhas. Folhas com mais de 5 folíolos . virgata Chave VI: Malpighiaceae 1. Banisteriopsis oxyclada 1’.............................................. face abaxial com escamas alvas e opacas. Heteropterys sp.

.......... Serjania multiflora 8’... Maria Cândida H... Estípula linear caduca...................... 7............. 54.. deixando cicatriz semi-lunar ... 4.................. face abaxial tomentosa a velutina . 2010 .................................................... Pisonia aculeata Chave VIII: Sapindaceae 7’..................... 64....... 48.................... 8......... R. Folhas trifolioladas........ Lombardi............. 60......................... 61............... ...................... Bougainvillea glabra Folhas castanho-enegrecidas quando secas.............. 99/09635-0 e PD proc.........70.............. Caule com um estelo central e estelos supernumerários... Solanum hirtellum 1................ Face abaxial dos foliólulos sem domácias.... Serjania caracasana 10’............ Referências APG III.......................... Lycianthes australe Folhas lanceoladas..... 1’............................ RRR proc... Caule com um único estelo. 68............................ Foliólulos com tricomas apenas na margem e sobre as nervuras e domácias da face abaxial ... 63.. Kinoshita.............. com 3 ou 4 ramificações ... 9... Botanical Journal of the Linnean Society 161: 105-121.............. sempre com mais de 5 ramificações ... 59......... Caule com estelos supernumerários não equidistantes..................... Caule com estelos supernumerários agrupados 2–2–1. Foliólulos com face abaxial tomentosa e sem domácias ................728 Udulutsch............ face abaxial e adaxial com tricomas estrelados.. Serjania laruotteana Chave IX: Solanaceae Folhas ovadas........... Folíolos com venação acródroma supra-basal .. . 6. Folhas biternadas. 10. face adaxial glabra ou com tricomas apenas sobre a nervura principal e abaxial com tricomas estrelados.... Folíolos com venação craspedódroma . ao longo da nervura principal e base das secundárias ................ Mamede... Luiza S............................. 66............. Serjania glabrata 9’.............. Thinouia ventricosa 4’........................................... 55.............................. Folhas pinadas 2..................... Rodriguésia 61(4): 715-730................... 1............................. de forma equidistante ......... de Lima e a um revisor anônimo as valiosas sugestões...... Caule com estelo central maior que os supernumerários....................... An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III..................... Caule com um estelo central e 8 supernumerários...... Caule com um único estelo........ 1’............... par de folíolos basal com 3 foliólulos ....... Serjania meridionalis 5’. 02/09762-6).. 58...................... Marco A..................................... 3.............. face abaxial apresentando tricomas apenas na região mediana.......... Serjania pinnatifolia Folhas trifolioladas ou biternadas..................... 69...... et al...... Assis. 5.. 5–7 estelos supernumerários.. Estípula triangular persistente .... Urvillea laevis 3’.... Face abaxial dos foliólulos com domácias. 65........... María Silvia Ferrucci e João Renato Stehmann o auxílio nas identificações e ao Haroldo C...... Serjania fuscifolia 7’........... Caule com estelo central do mesmo tamanho dos demais ..... 9 estelos supernumerários................ 62. ................ Paullinia rhomboidea 2’. 1.. .... 2009..............................G.... 1’....... Dicella bracteosa Chave VII: Nyctaginaceae Folhas verde-oliváceas quando secas. 01/11558-5........ Agradecimentos Agradecemos aos taxonomistas Julio A...... Também agradecemos à FAPESP as bolsas e auxílio à pesquisa concedidos (RGU proc........... 67... folíolos basais simples ... Folhas lanceoladas a oblongas..... face adaxial castanho-enegrecida e lustrosa quando seca e abaxial com poucos tricomas esparsos .................. Cardiospermum grandiflorum 6’.....

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