NATHIELLY COSTA SEIDLER

CLEÓPATRA: A RAINHA DO EGITO

Trabalho apresentado à disciplina de História Antiga Ocidental, pertencente ao curso de História da Fundação Educacional Presidente Castelo Branco, como uma das formas de avaliação para obtenção de nota parcial que será usada na soma da nota avaliativa para o primeiro período do curso.

Colatina - Espírito Santo 2010

NATHIELLY COSTA SEIDLER CLEÓPATRA: A RAINHA DO EGITO Trabalho apresentado ao programa de Licenciatura em História da Fundação Educacional Presidente Castelo Branco. Professora Examinadora Prof. como requisito para obtenção de nota parcial que será usada na formação da nota referente ao primeiro período da disciplina de História Antiga Oriental. Maria Gislaine Vieira Moreira Faculdade Presidente Castelo Branco . Aprovado em 4 de maio de 2010.

"Há homens que lutam um dia e são bons. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. há os que lutam toda a vida." Bertolt Brecht . Esses são os imprescindíveis. Porém. Há outros que lutam um ano e são melhores.

........ 10 6 CALENDÁRIOS E CONTAGEM DO TEMPO.. 11 7 AS ALIANÇAS DE CLEO E AS DO BRASIL................................................. 5 2 RESENHA CRÍTICA.................................................................................................................................................................................... 13 9 POLÍTICA DE CLEO E SUA SEMELHANÇA COM O POPULISMO POLÍTICO ATUAL..................................................... 13 8 PODER........................................................................................ CONHECIMENTO E CULTURA.................................. 9 5 COSTUMES : ONTEM E HOJE...........................................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............... 15 ..................... 14 10 REFERÊNCIAS.. 8 4 FONTES DO PERÍODO PTOLOMAICO NO EGITO........................................................................ 6 3 O QUE O LIVRO FALA SOBRE A CLEO...........................................................................................................................................

Amo-te e quero morrer.C. depois. E a nova Ísis que o Egito Adora curvo e humilhado O pobre servo curvado Olhou lânguida a sorrir. Thea significa "deusa" e Filopator "amada por seu pai". O nome Cleópatra significa "glória do pai".12 de Agosto? de 30 a. Era filha de Ptolomeu XII e de Cleópatra V. Vi Cleópatra. . Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ. a rainha” 2 RESENHA CRÍTICA .de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai. tendo ficado conhecida somente como Cleópatra – ainda que tenham existido várias outras Cleópatras além dela e que a história quase não cita.) foi a última rainha da dinastia de Ptolomeu. o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e. Janeiro de 70 a.C. Nunca foi a detentora única do poder em sua terra natal . Abaixo está descrito um trecho do poema “Cleópatra: Canto de um escravo” de Machado de Assis escrito em 1864.C. mantendo ela a autoridade de fato. rainha. os seus companheiros eram apenas reis titularmente. “E que coroa radiante Tinha eu para oferecer? Disse uma palavra apenas Que um mundo inteiro continha: . Alexandria. em todos estes casos. ou Dezembro de 69 a. com o seu filho. general que governou o Egito após a conquista daquele país pelo rei Alexandre III da Macedônia. É uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e um dos governantes mais famosos do Egito.Sou um escravo.5 1 INTRODUÇÃO Cleópatra VII Thea Filopator (em grego. Cleopátra Philopátor. Contudo.

Foi enterrada ao lado de Marco Antônio. Sim. a uma nação que chegou a governar sobre o grande rei Herodes. como sua própria rainha. um grande mistério. Cléo tinha pleno conhecimento de onde estava a riqueza do Egito: nos campos. Cléo tinha sonhos grandes. “nenhum túmulo na terra guarda em seu regaço tão ilustre par”. foi deusa até seu ultimo suspiro. Nas palavras de Shakespeare. Nesse livro em especial. Margaret possui renome no meio literário e é conhecida pelos livros infanto-juvenis que escreveu durante sua bela carreira. ou melhor. causada pela má administração de seu pai. a autora se destaca pela maneira cativante como escreve num enredo rápido e conciso a história atribulada de Cleópatra Téia. Suas “alianças” com os romanos lhe deram terras e proteção que tornaram propício o desenvolvimento do Egito. aqueles que ficaram vivos. isso nos leva a conclusão que mesmo que ela tenha amado seus RSS ainda assim não se esquecia do seu papel perante o país. nas mãos dos felás. Cleópatra acende ao trono após a morte de seu pai: Ptolomeu XII Dionísio. Vemos a importância dos felás quando nos recordamos que na “cidade” ninguém planta então os camponeses tinham que produzir para eles. Com uma linguagem simples. Este deixou de herança uma divida externa enorme além de certo desconforto com os Romanos. cativou diversos leitores. desejava que seus filhos com os RSS fossem reis deuses de Roma e do Egito. lançado na coleção “Mortos de Fama”. já que a base desta era a agricultura. da editora Cia das Letras. Morreu vestida de Isis. mesmo que tenham existido várias delas na história egípcia. Cléo tem em suas mãos um país rico e próspero. Assim chega ao fim uma rainha poderosa e morta de fama. pois durante sua vida se envolve com dois dos RSS (Romanos Superpoderosos) o que lhe garante aliança com os romanos sem que tenha que gastar o pouco dinheiro de lucro do Egito com alianças e assim remete esses lucros ao pagamento da dívida com os mesmos. objetiva e divertida a autora conta a bibliografia de uma das pessoas mais impressionantes e intrigantes de toda a história. pois um país agrícola depende de seus agricultores para manter a alimentação e assim a economia. para os moradores dos centros urbanos e também para o grande número de funcionários da enorme rede burocrática egípcia. Morte que até hoje continua. A rainha se preocupa em deixar claro a esses camponeses que ela era o “deus encarnado” e que tinha vindo para reconstruir o poderio egípcio. Seu povo prateou sua morte. O Egito jamais conheceu rainha tão cativante e devotada. Cléo arranja uma morte rápida e indolor. Sua derrota se deu quando. Também tem que encontrar soluções para a fome e para a dívida com os romanos. Rainha que levou o Egito de um pobre. A segunda ela resolve com grande prazer.6 O livro “Cleópatra e sua Víbora” conta a história de Cléo: a rainha do Egito que subiu ao trono com 19 anos e reinou durante 21. entre eles seus irmãos. com Marco Antônio. Durante seu reinado Cléo enfrenta diversos “problemas”. destacando que para esses. resolveu enfrentar Roma. Cléo se recusou a viver como uma derrotada. . e é assim que queria que seu povo se lembrasse dela. Procura se mostrar ao povo sempre com pompa e vestida como uma verdadeira deusa reafirmando assim a grande crença no “endeusamento” dos faraós. que ficou conhecida somente como Cleópatra. Esse maravilhoso livro de Margaret Simpson. porém assolado pela fome e pela pobreza. Também gasta bastante de seu tempo como rainha procurando prover elementos para os templos e grandes monumentos seus e de seus consortes para assim demonstrar sua grandeza como deusa. porém rico país.

enquanto a outra. e muito adequada a uma princesa que descende de tantos reis”. tentava por o diadema na cabeça de Cleópatra. Uma das suas criadas. mal parando em pé. vestindo seus trajes reais. trôpega. E a criada respondeu: “É. caiu morta ao lado do leito. sim. Mesmo que tenha morrido seus feitos serão recontados às crianças de todo o mundo. Charmian. Um dos guardas gritou irado: “Charmian. Balbuciando essas palavras. Os guardas não notaram nada de errado no monumento. cujo nome era Iras. isso é coisa que se faça?”. (Citação feita por Plutarco baseada nos registros do médico de Cleópatra) 3 O QUE O LIVRO FALA SOBRE A CLEO .7 Cleópatra será lembrada durante muitos anos por sua genialidade e por seu cativante espírito. estava morta a seus pés. eles descobriram Cleópatra morta num leito de ouro. mas quando todo mundo entrou ali.

(Plutarco) 4 FONTES DO PERÍODO PTOLOMAICO NO EGITO . Ressaltamos que mesmo não sendo de exemplar beleza. No final do livro notamos uma Cleópatra amorosa. Assim vemos uma Cléo com todas as suas dúvidas. Isso é quando não tenta fazer-se de Afrodite: com trajes esvoaçantes e sumários. Sua beleza propriamente dita não era especial. E quando a coisa pega pro seu lado por causa de seus RSS ela da um jeitinho de tirar seu corpo e seu território da briga. entre elas línguas estrangeiras. era enfeitiçante. pois amor foi algo que não faltou na sua breve vida. Também reconhecemos uma rainha fria e calculista. se preocupa em como o seu povo irá vê-la. também demonstra grande interesse por matemática e por ciências. Primeiro ela tenta reinar como se não existisse rei e se isso não funciona manda matar. Passa longo tempo na biblioteca. Também manda construir diversos monumentos que contém sua imagem e de seus consortes. a qual muitos “faraós” não se deram ao trabalho de aprender. e após ele também. Como se sua voz fosse um instrumento de cordas. Apenas ouvir o som da sua voz já era uma delicia. tornando assim seus rostos conhecidos. afinal ela se aproxima dos RSS apenas em busca de alianças e também de um meio para zerar suas dívidas. Há também a Cleópatra preocupada com o status. Percebemos uma Cléo culta: que gosta de várias matérias. o impacto de seu espírito é que era irresistível. Sempre em busca de soluções para os problemas que afetavam o Egito. sim. que gostava de ser amada e de amar. Não podemos deixar de citar a Cléo Matadora e a Cléo Usurenta. Afinal ela fica do lado de Marco Antônio até o fim. Cléo enfrentou não só sua família na luta pelo trono como também os seus adversários políticos. Percebemos uma rainha que coloca seu país e suas convicções em primeiro lugar. desilusões. derrotas e vitórias. Ao mesmo tempo em que tenta agradar seus súditos e prover alimentação e segurança para os egípcios também se preocupa em aumentar o território do país como em fortalecer sua aliança com os manda-chuvas da época: os Romanos. Cleópatra tende a fazer uma ótima política interna e externa. uma solução rápida e prática muito utilizada na época. Vemos então que por trás da rainha faraó também existe a mulher Cléo. de modo que em suas entrevistas com os bárbaros raramente necessitava de um intérprete. Durante toda a trama do livro. inclusive a do próprio país. Cléo. ela era capaz de passar de uma língua a outra.8 O livro busca retratar Cleópatra de uma forma inovadora e única. A atração da sua pessoa. uma das mais conhecidas mundialmente. que foi queimada numa das invasões que essa cidade sofreu. somada ao charme da sua conversa e à inteligência característica de tudo o que ela dizia e fazia. Assim ela está sempre vestida para matar: com seu lindo traje de Isis contendo todas as cores do arco-íris e também com sua coroa da serpente e do sol. Cleópatra conseguiu cativar a muitos e hoje continua a cativar milhares. de Alexandria. pois quando se trata de seu trono ela incorpora os dois papeis.

Josefo também escreve sobre Jesus Cristo. entre eles os poetas Horácio. inclusive Julio e Antônio. Historiadores que escreveram após sua morte Plutarco: Escreveu a obra “Vidas Paralelas” onde conta a história de romanos famosos. Seus familiares conheceram Cléo e seus RSS. Porém a maioria das testemunhas são da época que Cleópatra ameaçou significamente o Senado romano. Historiadores que escreveram após sua morte A. Shakespeare usou a versão de Plutarco sobre a Cléo para escrever sua peça “Antônio e Cleópatra”. de modo que ele tinha acesso às cartas e diários dessas pessoas como fonte. afinal os judeus perderam um pedaço de seu território para os egípcios. provavelmente eram jovens e ficaram deslumbrados com ela. Todos esses escreveram poemas que exaltavam as qualidades da Cléo. Testemunhas Oculares B. Em um caso a parte lembramos-nos de Júlio Cesar que escreveu sobre as batalhas que lutou. assim eles a odiavam afinal ela era “A Inimiga”. Virgílio e Propércio. Testemunhas Oculares Muitos romanos conheceram e comentaram sobre a Cléo. assim não há nem citação a Cleópatra. 5 COSTUMES : ONTEM E HOJE . Josefo: Foi um historiador judeu. B. na qual retrata a trapaça que sofreu Herodes. porém não inclui nos relatos sua vida amorosa. assim ele não faz muito bom juízo sobre a Cléo.9 Para escrever e relatar sobre a história de Cleópatra os historiadores baseiam-se basicamente em dois registro: A. Escreveu a obra “História das guerras judaicas”. Além de retratar a história da Cléo.

o único dilema é que como os calendários a moeda também era trocada e mudava de valor. Desde cedo à preocupação com o batismo e com a vida religiosa das crianças. Túmulo: Desde muito novos os faraós se preocupavam aonde iria “residir” seu corpo após a morte. A única diferença é que com ou sem chuva e cheia você terá de pagar. assim construíam pirâmides monumentais que usavam como cova. No fundo somos até bem parecido com os egípcios. 6 CALENDÁRIOS E CONTAGEM DO TEMPO . Hoje muitos acham estranho esse povo que tanto se preocupava com a morte e com a vida além dela. os egípcios usavam seu calendário. Impostos: No Egito os cálculos dos impostos eram feitos em cima do espaço de terra que era alagado e fertilizado pelo rio Nilo. crenças e tradições existem até hoje. Após alguns anos esse imposto foi reformulado. D. Calendário: Mesmo não sendo a mesma forma de contagem de tempo. Muitos de seus costumes. e o que complicava mais ainda é que durante o reinado de certo faraó a moeda poderia mudar dezenas de vezes. B. Dinheiro: Os egípcios também desenvolveram sua própria moeda. afinal se não formos á igreja não poderemos entrar no tão sonhado céu.10 O Egito sempre foi e é um país rico em cultura. E o que se dizer sobre a conta do cemitério que muitos pagam a fim de ter um pedaço de chão para “descansarem em paz”. Hoje se calcula a área que se ocupa de determinado terreno e assim você recebe todo o ano o famoso carnê de IPTU. mas quem disse que nós não fazemos isso. O mesmo era baseado nos anos que tal faraó reinava assim a cada novo faraó um novo calendário. Cleópatra em suas anotações se lembra de construir seu túmulo. Entre estes podemos destacar alguns nos quais encontramos certas semelhanças com a sociedade na qual vivemos: A. C.

de forma que. 1916. O calendário hebraico começa a contar o tempo a partir do que chamam de dia da criação. o intervalo de tempo entre duas conjunções da lua e do sol. Nos países ortodoxos balcânicos. por motivos. sendo que as estações sempre irão recair nas mesmas datas. D. Na Inglaterra e suas colônias. Em 1582 sofreu uma reformulação indicada pelo papa Gregório XII. fazendo coincidir o ano solar com o civil. século. depois de 1914 (Bulgária. antes de 1700) e XVIII (Prússia. em 1752. Algumas sociedades observam as estrelas e constelações. mas já no primeiro império napoleônico foi restabelecido o calendário gregoriano. ou seja. Assim nasce no mundo os conceitos de: dia.C. na Suécia (com inclusão da Finlândia). . sobretudo políticoreligiosos. 354 ou 355 dias. principalmente em países não-católicos. 1775). e a partir de então se chama gregoriano. variando apenas sua exatidão matemática. Durou pouco mais que 13 anos e vigorou na França. 1919. B. acredita-se que a origem esteja no caráter sagrado do sete. data em que foi instaurada a república. porém que as estações recaiam nas mesmas datas. na Dinamarca (incluindo então a Noruega). São eles: A. Calendário Maia: Foi o calendário melhor elaborado das antigas civilizações précolombianas. D. Nos cantões protestantes da Suíça. que corresponde no nosso calendário a 7 de outubro de 3761 a. Certos calendários desenvolveram sua contagem do tempo a partir desses. Abaixo estarão listados os calendários que utilizam os astros para contar seu tempo: A. que coincide com o dia 16 de Julho de 622 da era cristã. Pretendia substituir o calendário gregoriano e tornar-se universal.11 A maioria dos calendários se baseia no aparente movimento dos dois astros que mais chamam a atenção de quem está na Terra: o Sol e a Lua. E. Romênia e Iugoslávia. o ano comece com o inicio da lunação. Calendário Solar: Segue unicamente o curso do Sol. entre as quais os futuros Estados Unidos. também se desenvolve os meses alternados de 29 e 30 dias. foi adotado no decorrer dos séculos XVII (em poucos casos. Em geral todo calendário a astronômico. Apesar de representar um avanço. Introduz a semana com sete dias. 1924). Calendário Hebraico: Os judeus não adotam o calendário Juliano para que sua páscoa não coincida com a dos cristãos. Nas nações protestantes da Alemanha. mês. Calendário Revolucionário Francês: Foi instituído pela Revolução Francesa de 1793. Tinha como dia inicial 22 de novembro de 1792. para que isso ocorra se acrescenta um mês suplementar no fim de certo número de anos. Grécia. Calendários Juliano e Gregoriano: As origens do calendário Juliano remontam o Egito antigo já que foi estabelecido por Julio César no ano de 46 a. B. no princípio do século XVIII. Calendário Sideral: Se baseia no retorno periódico de certa estrela ou constelação. noite.C. Possuía um calendário religioso (260 dias) e um solar (365 dias) . Calendário Muçulmano: A civilização islâmica adota o calendário lunar. Foi-se adotado um ano de 365 dias e a cada 4 anos o chamado ano bissexto. C. Aqui se descobre que o ano teria em média 354 dias. A cada 52 anos os dois calendários se harmonizavam. Nesse calendário acrescenta-se 11 dias a cada 30 anos. em 1700. Cada novo ano lunar tem que corresponder a uma lua nova como também o inicio de seus meses. Calendário Lunar: A base desse calendário é o movimento da Lua em torno da Terra. ano. etc. O calendário muçulmano se inicia na Hégira. o calendário gregoriano demorou a ser aceito. Após a observação desses astros diversas sociedades procuraram estabelecer uma contagem de tempo. em 1753. com 366 dias. Calendário Lunissolar: Tenta juntar o ano solar com o lunar. C. O ano israelita tem 353. quando Maomé teria fugido da cidade de Meca para Medina.

Para não se perder a sincronia com o ano solar são acrescentados 90 dias a cada 8 anos. o resultado é um ano de 354. Era dividido em duas estações. Começava-se o ano com a cheia do Nilo e o ano perfazia 365 dias divididos em 12 meses de 30 dias e acrescentavam 5 dias para comemorar os deuses. O resultado foi que o calendário sumeriano virou uma verdadeira desordem. G. em 1918. ou seja. em 1927. Era lunar e preocupava-se em determinar o tempo certo para o plantio. então colônia de Portugal. Na União Soviética. até 1928. L. Mais tarde astrônomos sumerianos descobriram que os meses teriam que ser intercalados de 30 e 31 dias. J. K. Calendário Grego: Nesse calendário o ano começava por volta do equinócio de outono. exceto quando á o mês adicional. No Egito. Para remediar o problema havia um 13º mês de 30 dias a cada dois anos lunares. Sua 1º metade do ano possui meses de 31 dias. I. Conseguiram calcular uma equivalência quase perfeita do ciclo lunissolar. Sua virada de milênio ira acontecer de 20 para 21 de maio de 2077.C. assim cada cidade fazia o que achava melhor. Resolveram então intercalar um mês. Na China foi aceito em 1912. Difundiu-se principalmente pelo progresso econômico. Calendário Japonês: Desde 1 de Janeiro 1873 os japoneses usam o calendário gregoriano. Foi criado pelo rei Shalivhan em 78 d. mesma data em que foi aceito no Japão. para vigorar simultaneamente com o calendário tradicional chinês. que chamaram de iti dirig. Calendário Chinês: É o mais antigo registro cronológico de que se tem registro na história. o calendário gregoriano entrou em uso em 1582. 7 AS ALIANÇAS DE CLEO E AS DO BRASIL . 354 dias. H.12 F. O calendário Babilônico: Esse calendário era lunar e começava quando a lua era vista pela primeira vez no começo da noite. Em 2010 estamos no ano 4708 do calendário chinês. O ano 199 corresponde para eles ao ano 11 da era Hensei. já havia sido adotado para efeitos civis desde 1873. O problema era que não havia uma regra quanto a implantação deste mês. Calendário Egípcio: É um dos mais antigos da humanidade. Na Turquia. O calendário é lunissolar e possui 12 lunações. Antes de adotarem o calendário gregoriano os japoneses utilizavam o calendário lunissolar. que na época estava sob domínio da Espanha. mas cada ano tem um nome. No Brasil. Era lunar e intercalavam-se meses de 29 e 30 dias. Calendário Sumeriano: O calendário sumeriano era dividido em 12 ciclos lunares de 30 dias. de acordo com a era. Calendário Indiano: É lunar e possui 12 meses.

9 POLÍTICA DE CLEO E SUA SEMELHANÇA COM O POPULISMO POLÍTICO ATUAL . Essas alianças têm diversos motivos. coisa que na época era muito comum. ela desperta um sentimento de confiança que a muito o egípcio não mais possuía. sem contar a queda nos impostos por essas transações. Cleópatra também recebe terras de povos conquistados pelos romanos. não só aquele que se aprende entre as paredes da escola e da biblioteca. que no Egito era preciso trilhar. Hoje no Brasil vemos coisas parecidas: políticos fazem alianças com partidos para serem eleitos e permanecerem no poder. Coisa muito parecida acontece hoje em dia. Em troca ele nos dá a autonomia de “mandar” sobre o que é “nosso”. 8 PODER. Com grande CONHECIMENTO. com seus romances com Marco Antônio e Julio Cesar.13 Cleópatra. a qual ele for responsável. da deusa Isis. Com esses povos ela realiza uma troca: eles lhes dão dinheiro e coisas de valor e ela lhes deixa autonomia sobre suas terras. entre outros. Durante todo o seu reinado Cléo se preocupou não só com economia. como Cleópatra eles procuram os mais influentes e “poderosos” para que durante a eleição possam receber apoio. em aparência. O Brasil possui diversas alianças com países de todo o globo. mas também pela satisfação que provoca no povo. comércio. que era a mais conhecida e adorada das deusas. CONHECIMENTO E CULTURA Temos que concordar que a inteligência de certo governante é um fator determinante para se descobrir qual o impacto ele causará nos habitantes de certa região. não pelo fator hereditário. Sim. mas também com o povo e o que ele precisava. Cleópatra também procura fortalecer suas alianças com outros países a fim de garantir a segurança e evitar invasões. ela alcança o grande segredo. Cleópatra conseguiu descobrir o caminho. Aproxima-se. Ao se mostrar ao povo como deusa. pois no caso de uma guerra o mais provável é que os aliados iram ajudar com a segurança e na luta contra os invasores. Outro grande motivo é o econômico: diversas alianças permitem que os preços de importação e exportação sejam mais baratos. Cleópatra foi um governante presente e inteligente. Sim. para se chegar ao PODER: a CULTURA. homens influentes em Roma. e após eleitos possam se manter no poder sem ter que se preocupar com golpes e outras manifestações contrárias ao seu governo. afinal após tantos anos com governantes estrangeiros que pouco ligavam para o Egito e suas tradições sobe ao trono uma rainha com verdadeira alma egípcia. pretendia usar uma estratégia para se manter no poder. A estratégia falhou e o Egito perdeu de vez sua soberania. O governo cobra para que possamos ter nossa casa. entre eles a segurança. E assim ela sobe ao poder e se mantêm lá. Quando Cleópatra percebe que para o egípcio sua cultura além de vasta é essencial.

10 REFERÊNCIAS . Cléo então resolveu colocar o povo e suas preocupações no centro de seu governo. o povo enquanto massa em oposição aos (ou ao lado dos) mecanismos de representação próprios da democracia representativa. Quando ela sobe o Nilo levando o novo tourinho de Bukhis ela impreciona o povo pela preocupação e também pela atenção especial que eles recebiam por parte da rainha do Egito. uma política populista. cara-a-cara. Se refletirmos no conceito acima apresentado percebemos que Cleópatra praticou. Cléo sempre tentava lidar e falar pessoalmente com o povo. na qual há um conjunto de movimentos políticos que se propõe a colocar.14 Entende-se por populismo a prática. Sempre se preocupou em como iria ser vista pelo povo e em como tratava os mesmos. com o seu povo escolhido. assim ela demonstrava que o próprio “deus encarnado” estava a falar. mesmo sem saber. no centro de toda ação política. que teve inicio com o começo do governo de Getulio Vargas.

1ª edição. Cleópatra: Rainha do Egito. São Paulo: Cia das Letras. Simpson. 1984. Cleópatra e sua Víbora.2003. 109 p. 2ª reimpressão. 2. Macedo. Sergio. Margaret. .15 1. Local não citado no livro: Tecnoprint. 192 p.