PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO

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PLANOS DE GESTÃO
DE RESÍDUOS SÓLIDOS:
MANUAL DE ORIENTAÇÃO
APOIANDO A IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL
DE RESÍDUOS SÓLIDOS: DO NACIONAL AO LOCAL
ICLEI 1 3/21/12 5:03 PM
Ministério do Meio Ambiente
ICLEI - Brasil
Planos de gestão de resíduos sólidos: manual de orientação
Brasília, 2012
Bibliograa
ISBN: 978-85-99093-21-4
O Ministério do Meio Ambiente e o ICLEI-Brasil autorizam a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer
meio convencional ou eletrônico, para ns de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte. Nenhum uso desta
publicação pode ser feito para revenda ou ns comerciais, sem prévia autorização por escrito do Ministério do Meio
Ambiente e do ICLEI – Brasil.
ICLEI 2 3/21/12 5:03 PM
PLANOS DE GESTÃO
DE RESÍDUOS SÓLIDOS:
MANUAL DE ORIENTAÇÃO
APOIANDO A IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL
DE RESÍDUOS SÓLIDOS: DO NACIONAL AO LOCAL
GOVERNO FEDERAL
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
ICLEI - GOVERNOS LOCAIS PELA SUSTENTABILIDADE
Brasília - DF
2012
ICLEI 3 3/21/12 5:03 PM
Membros do Grupo de Trabalho (GT1), criado no âmbito do Comitê Interministerial
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Presidenta
Dilma Vana Roussef
Vice-Presidente
Michel Miguel Elias Temer Lulia
Membros do Comitê Interministerial
ICLEI – GOVERNOS LOCAIS PELA SUSTENTABILIDADE
Secretário Geral ICLEI Internacional
Konrad Otto Zimmermann
Presidente ICLEI Brasil
Pedro Roberto Jacobi
Secretária Executiva Regional Interina para
América do Sul - ICLEI SAMS
Florence Karine Laloë
Adriana Sousa – SPG/MME
Alexandro Cardoso - MNCR
Aline Machado da Matta - SAE/PR
André Sinoti – Anvisa/MS
Antônio Edson Guimarães Farias – SPG/MME
Arnaldo Carneiro – SAE/PR
Carlos Eugênio Farias - SNIC
Cássia de Fátima Rangel - CGVAM/DSAST/SVS/MS
Daniela Buosi Rohlfs – CGVAM/DSAST/SVS/MS
Diógenes Del Bel – ABETRE
Eder de Souza Martins – CPAC/EMBRAPA
Edson Farias Mello – SGM/MME
Evandro Soares - MDIC
Francisco Saia Almeida Leite - DDCOT/SNSA/
MCIDADES
Gilberto Werneck de Capistrano Filho – IBAMA
Hideraldo José Coelho - CFIC/DEFIA/MAPA
Jamyle Calencio Grigoletto – DSAST/SVS/MS
Joanes Silvestre da Cruz – DNPM
Johnny Ferreira dos Santos – DAGES/SNSA/
MCIDADES
Josiane Aline Silva – SGM/MME
Júlio César Bachega - ABEMA/SEMA-MT
Jussara Kalil Pires - ABES
Lilian Sarrouf - CBIC
Luiz Henrique da Silva - MNCR
Marcelo Cavalcante de Oliveira - Anvisa/MS
Marcelo de Paula Neves Lelis - DARIN/SNSA/
MCIDADES
Nadja Limeira Araújo - DDCOT/SNSA/MCIDADES
Odilon Gaspar Amado Júnior – ABETRE
Osama Maeyana – CPRM
Patrícia Metzler Saraiva - COAGRE/DEPROS/SDC/
MAPA
Rafael Furtado – SAE/PR
Rinaldo Mancin – IBRAM
Rogério Dias - COAGRE/DEPROS/SDC/MAPA
Ronessa B. de Souza – CNPH/EMBRAPA
Sandro Medeiros - DAGES/SNSA/MCIDADES
Viviane Vilela Marques – Anvisa/MS
Walter Lins Arcoverde – DNPM
Wanderley Baptista - CNI
Wilma Santos Cruz – SPG/MME
Wilson Pereira - SGM/MME
Hébrida Verardo Moreira Fam – Titular - Ministério
da Fazenda
Marcos Vinícius Carneiro Tapajós – Suplente -
Ministério da Fazenda
Márcio Antônio Teixeira Mazzaro – Titular - MAPA
José Simplício Maranhão– Suplente - MAPA
Johnny Ferreira dos Santos – Titular – MCidades
Marcelo de Paula Neves Lelis – Suplente -
MCidades
Martim Vicente Gottschalk – Titular - SRI
Paula Ravanelli Losada – Suplente - SRI
Hamilton Moss de Souza – Titular - MME
Helder Naves Torres – Suplente - MME
Rômulo Paes de Sousa – Titular - MDS
Jaira Maria Alba Puppim– Suplente - MDS
Daniela Buosi Rohlfs – Titular - MS
Cássia de Fátima Rangel - Suplente - MS
Guilherme Alexandre Wiedman – Titular - MCT
Vivian Beatriz Lopes Pires – Suplente - MCT
Igor Vinícius de Souza Geracy – Titular - MPOG
Miguel Crisóstomo Brito Leite – Suplente - MPOG
Silvano Silvério da Costa – Titular - MMA
Samyra Brollo de Serpa Crespo – Suplente - MMA
Heloisa Regina Guimarães de Menezes – Titular -
MDIC
Alexandre Comin – Suplente - MDIC
Wellington Kublisckas – Titular – Casa Civil
Welington Gomes Pimenta – Suplente – Casa Civil
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
Ministra
Izabella Mônica Vieira Teixeira
Secretário Executivo
Francisco Gaetani
Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano
Nabil Georges Bonduki
Diretor de Ambiente Urbano
Silvano Silvério da Costa
ICLEI 4 3/21/12 5:03 PM
FICHA TÉCNICA
Supervisão Geral:
Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente
ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade
Concepção, Organização e Coordenação Geral:
Equipe ICLEI Projeto GeRes
Florence Karine Laloë, Coordenadora Geral
Gabriela Alem Appugliese, Coordenadora de Projetos
Sophia Picarelli, Assistente de Projetos
Elaboração de Texto:
Consultoria: I&T Gestão de Resíduos
Tarcísio de Paula Pinto (Coordenação)
Luiz Alexandre Lara
Augusto Azevedo da Silva
Maria Stella Magalhães Gomes
Ministério do Meio Ambiente
Hidely Grassi Rizzo
João Geraldo Ferreira Neto
Ivana Marson Sanches
Eduardo Rocha Dias Santos
Revisão geral: Regina Bueno de Azevedo
Projeto gráco: OZR
Diagramação: Cristiane Viana
Fotos de Capa:
José Cruz/ABr
Janine Moraes/ABr
Arcadis Logos S.A.
Acervo ICLEI
Colaboração:
Equipe SRHU/MMA
Nabil Bonduki, Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano
Sérgio Antonio Gonçalves, Chefe de Gabinete
Silvano Silvério da Costa, Diretor de Ambiente Urbano
Moacir Moreira da Assunção, Gerente de Projeto
Ronaldo Hipólito Soares, Gerente de Projeto
Saburo Takahashi, Gerente de Projeto
Zilda Maria Faria Veloso, Gerente de Projeto
Ana Flávia Rodrigues Freire, Analista de Infraestrutura
Claudia Monique Frank de Albuquerque, Assessora Técnica
Eduardo Rocha Dias Santos, Analista de Infraestrutura
Edmilson Rodrigues da Costa, Técnico Especializado
Hidely Grassi Rizzo, Analista Ambiental
Ingrid Pontes Barata Bohadana, Analista de Infraestrutura
Ivana Marson, Técnica Especializada
João Geraldo Ferreira Neto, Analista de Infraestrutura
Joaquim Antonio de Oliveira, Analista Ambiental
Joísa Maria Barroso Loureiro, Técnica Especializada
Marcelo Chaves Moreira, Analista de Infraestrutura
Maria Luiza Jungles, Técnica Especializada
Mirtes Vieitas Boralli, Técnica Especializada
Rosângela de Assis Nicolau, Analista Ambiental
Sabrina Gimenes de Andrade, Analista Ambiental
Sílvia Cláudia Semensato Povinelli, Analista de Infraestrutura
Tania Maria Mascarenhas Pinto, Técnica Especializada
Thaís Brito de Oliveira, Analista de Infraestrutura
Silvia Regina da Costa Gonçalves , Técnica Especializada
Vinícios Hiczy do Nascimento, Técnico Especializado
ICLEI 5 3/21/12 5:03 PM
6
SUMÁRIO
PREFÁCIO
APRESENTAÇÃO
AGRADECIMENTOS
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
INTRODUÇÃO
1
2
3
4
ASPECTOS LEGAIS
1. Quadro institucional geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
1.1. A Lei Federal de Saneamento Básico . . . . . . . . . . . . . . 18
1.2. Política Nacional sobre Mudança do Clima . . . . . . . . 20
1.3. Lei Federal de Consórcios Públicos . . . . . . . . . . . . . . . 21
2. A Lei e a Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PNRS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos . . . . . . . . . . . . 27
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO
DOS PLANOS
1. Metodologia para elaboração dos planos . . . . . . . . . 31
1.1. Mobilização e participação social . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
1.2. Organização do processo participativo . . . . . . . . . . . 32
2. Elaboração do diagnóstico e dos
cenários futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
3. Denição das diretrizes e estratégias . . . . . . . . . . . . . 38
4. Metas, programas e recursos necessários . . . . . . . . . 42
5. Implementação das ações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
6. Dos prazos, do horizonte temporal
e das revisões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
7. Passo a Passo: o processo de
elaboração do PGIRS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Apêndice: Situação dos Resíduos Sólidos . . . . . . . . . . . 48
1. Classicação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
2. Geração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
3. Coleta e transporte. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO
ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS
1. O processo de elaboração do PERS . . . . . . . . . . . . . . . 64
2. Diagnóstico da situação dos resíduos sólidos . . . . . 65
3. Regionalização e proposição de arranjos
intermunicipais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
4. Cenários, diretrizes e estratégias . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
4.1. Cenários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
4.2. Diretrizes e estratégias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
4.3. Metas, programas, projetos e ações . . . . . . . . . . . . . . . 69
4.4. Fontes de recursos nanceiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
4.5. Sistemática de acompanhamento, controle, e
avaliação da implementação do PERS . . . . . . . . . . . . . 70
4.6. Planos de gestão de resíduos sólidos e
as mudanças do clima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
5. Solicitação de recursos ao MMA – Roteiro para
elaboração do plano de trabalho do PERS . . . . . . . . 73
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE
GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS
PGIRS
1. Plano de Gestão Integrada de Resíduos
Sólidos - PGIRS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
2. Diagnóstico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
2.1. Aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
2.2. Aspectos socioeconômicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
2.3. Saneamento básico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
2.4. Resíduos sólidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
2.5. Legislação local em vigor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
2.6. Estrutura operacional, scalizatória e gerencial . . . . 80
2.7. Educação ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
ICLEI 6 3/21/12 5:03 PM
7
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
4
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE
GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS
PGIRS
3. A situação dos resíduos sólidos municipais . . . . . . . 83
3.1. Destinação e disposição nal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
3.2. Custos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
3.3. Competências e responsabilidades . . . . . . . . . . . . . . . 88
3.4. Carências e deciências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
3.5. Iniciativas relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
3.6. Legislação e normas brasileiras aplicáveis . . . . . . . . . 90
4. Plano de Ação: aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
4.1. Perspectivas para a gestão associada . . . . . . . . . . . . . 91
4.2. Denição das responsabilidades
públicas e privadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
5. Diretrizes, estratégias, programas, ações e metas
para o manejo diferenciado dos resíduos . . . . . . . . . 94
5.1. Diretrizes especícas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
5.2. Estratégias de implementação e redes
de áreas de manejo local ou regional . . . . . . . . . . . . . 96
5.3. Metas quantitativas e prazos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
5.4. Programas e ações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
6. Diretrizes, estratégias, programas, ações e metas
para outros aspectos do plano . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
6.1. Denição de áreas para disposição nal . . . . . . . . . . 103
6.2. Planos de gerenciamento obrigatórios . . . . . . . . . . 105
6.3. Ações relativas aos resíduos com
logística reversa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106
6.4. Indicadores de desempenho para os
serviços públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
6.5. Ações especícas nos órgãos da
administração pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
6.6. Iniciativas para a educação
ambiental e comunicação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
6.7. Denição de nova estrutura gerencial . . . . . . . . . . . . 111
6.8. Sistema de cálculo dos custos
operacionais e investimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
6.9. Forma de cobrança dos custos dos
serviços públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
6.10. Iniciativas para controle social . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
6.11. Sistemática de organização das informações
locais ou regionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
6.12. Ajustes na legislação geral e especíca . . . . . . . . . . 116
6.13. Programas especiais para as questões
e resíduos mais relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
6.14. Ações para a mitigação das emissões dos
gases de efeito estufa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
6.15. Agendas setoriais de implementação
do PGIRS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
6.16. Monitoramento e vericação de resultados . . . . . 121
7. Itemização proposta para o Plano de Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS . . . . . . . . . 123
8. Solicitação de Recursos ao MMA – Roteiros para
Elaboração do Plano de Trabalho do PGIRS . . . . . . 125
8.1. Roteiro Para Elaboração do Plano de
Trabalho do PGIRS Intermunicipal . . . . . . . . . . . . . . . . 125
8.2. Roteiro Para Elaboração do Plano de Trabalho
do PGIRS Municipal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
ANEXOS
1. Referências Bibliográcas e Documentos de
Referência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
2. Acervo de endereços eletrônicos . . . . . . . . . . . . . . . . 146
3. Caracterização de resíduos urbanos em diversas
localidades brasileiras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147
4. Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
ICLEI 7 3/21/12 5:03 PM
8
PREFÁCIO
O desao da sustentabilidade urbana passou a
ocupar um papel de destaque dentre os eixos estra-
tégicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Não é
sem tempo: hoje mais de 165 milhões de pessoas, ou
seja, 85% dos brasileiros, vivem em cidades e sua qua-
lidade de vida depende, em boa medida, de políticas
públicas, de diferentes setores da administração, que
levem em conta os aspectos ambientais.
Embora temas como o desmatamento e o código
orestal, as mudanças climáticas, a proteção da biodi-
versidade, o patrimônio genético e a agricultura sus-
tentável continuem a ser prioritários, não podemos
esquecer da chamada agenda marrom, pois o lixo e
esgoto são dois dos principais problemas ambientais
do País. Outras questões urbanas, como a qualidade
do ar, profundamente vinculada aos modais de mo-
bilidade e às fontes de energia por eles utilizados; o
manejo das águas pluviais e a drenagem urbana; a
ocupação dos mananciais e das Áreas de Proteção
Permanente, com fortes impactos na ocorrência de
desastres naturais; a preservação dos espaços verdes
e a construção sustentável são alguns exemplos de
forte relação entre temas ambientais e as políticas ur-
banas.
Nessa agenda emergente do MMA, relacionada
com a sustentabilidade urbana, a implementação da
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprova-
da por meio da Lei nº 12.305/10 depois de vinte anos
de tramitação no Congresso Nacional, tornou-se uma
prioridade. Acabar com os lixões até 2014 e implantar
a coleta seletiva, a logística reversa e a compostagem
dos resíduos úmidos, objetivos estabelecidos por essa
lei, são desaos para o poder público e para o setor
privado no País e, em especial, para os municípios, ti-
tulares dos serviços de limpeza pública. A mesma lei
estabeleceu que, após agosto de 2012, a União ape-
nas poderá rmar convênios e contratos para o re-
passe de recursos federais para estados e municípios,
em ações relacionadas com esse tema, se eles tiverem
formulado seus planos de gestão de resíduos sólidos.
Assim, para apoiar as iniciativas dos demais entes
federativos, é com grande satisfação que o Ministé-
rio do Meio Ambiente – por meio da Secretaria de
Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), órgão
responsável pela agenda de qualidade ambiental ur-
bana – disponibiliza esse manual de orientação para
a elaboração dos Planos de Gestão de Resíduos Sóli-
dos, realizado em parceria com o ICLEI – Brasil, com o
apoio da Embaixada Britânica. Sua elaboração faz par-
te de uma série de ações que vem sendo realizadas
pela SRHU/MMA para implementar a Lei nº 12.305/10,
entre as quais cabe ressaltar o repasse de recursos fe-
derais para estados, municípios e consórcios públicos
possam formular seus planos de gestão de resíduos
sólidos.
ICLEI 8 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
9
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A publicação ora lançada faz parte desse esforço
para apoiar o desenvolvimento institucional, elemen-
to indispensável para a implementação da PNRS. O
manual traz orientações para que os planos de resí-
duos sólidos possam ser elaborados de acordo com as
diretrizes denidas pela Lei nº 12.305/10 e pelo Pla-
no Nacional de Resíduos Sólidos, levando ainda em
conta as especicidades e a diversidade que caracte-
rizam a rede urbana brasileira, evitando-se a criação
de modelos prontos e repetitivos. Objetiva-se, ainda,
capacitar os diferentes segmentos da sociedade, in-
teressados na questão dos resíduos sólidos, para que
eles possam participar efetivamente do processo de
debate e de consulta pública que devem ser realiza-
dos no âmbito da elaboração dos planos.
Com essa iniciativa, o MMA contribui para qualicar
o poder público, o setor privado, a sociedade civil or-
ganizada, as cooperativas de catadores e os cidadãos
em geral no grande esforço nacional necessário para
cumprir as ousadas metas estabelecidas na PNRS, de
modo a colocar o Brasil dentre as ainda poucas na-
ções do planeta que conseguiram, de forma ambien-
talmente correta e garantindo a inclusão social, dar
aproveitamento econômico para os resíduos sólidos.
Izabella Teixeira
Ministra de Estado do Meio Ambiente
ICLEI 9 3/21/12 5:03 PM
10
APRESENTAÇÃO:
O empenho em implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos
A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urba-
no do Ministério do Meio Ambiente (SRHU/MMA) está
fortemente empenhada em implementar a Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela
Lei nº 12.305/10 e regulamentada pelo Decreto nº
7.404/10. Trata-se de uma prioridade da nossa agen-
da de sustentabilidade urbana, que ganha, crescen-
temente, maior protagonismo no âmbito do Governo
Federal, com o apoio do Comitê Interministerial de Re-
síduos Sólidos, formado por 12 ministérios sob a coor-
denação do Ministério do Meio Ambiente e do Fórum
de Cidadania e Direitos, coordenado pela Secretaria
Geral da Presidência da República.
O esforço que vem sendo realizado busca tirar a Lei
nº 12.305/10 do papel e garantir que ela se torne, efeti-
vamente, uma referência para o enfrentamento de um
dos mais importantes problemas ambientais e sociais
do país. O enorme envolvimento do diferentes seg-
mentos da sociedade no debate do tema e, sobretudo,
nas audiências regionais e na consulta pública realiza-
das no segundo semestre de 2011 para debater o Plano
Nacional de Resíduos Sólidos, mostra que a lei “pegou”
e que mobiliza tanto o setor público como o privado,
além das cooperativas de catadores, movimentos so-
ciais e ambientalistas. Nota-se uma forte coesão em
torno dos princípios da lei, baseados na responsabili-
dade compartilhada, planejamento da gestão, inclusão
social dos catadores, produção e consumo sustentáveis
e valorização econômica dos resíduos.
As ações realizadas desde 2011 pela SRHU contri-
buem em vários sentidos na implementação da PNRS,
envolvendo, entre outras, a criação de grupos de tra-
balho para desenhar a modelagem da logística rever-
sa de cinco cadeias produtivas (eletroeletrônicos, em-
balagens de óleos lubricantes, lâmpadas de vapor
de sódio e mercúrio, descarte de medicamentos e em-
balagens em geral); a formulação dos programas de
investimentos do Governo Federal para apoiar a eli-
minação dos lixões e a implantação da coleta seletiva,
e a realização de campanhas de comunicação social
e educação ambiental (Separe o lixo e acerte na lata),
que visam mudar o comportamento da população em
relação ao lixo e estimular a coleta seletiva.
Instrumento fundamental da PNRS, a elaboração do
Plano Nacional foi o primeiro passo do planejamento
da gestão de resíduos sólidos no país, estabelecendo,
com horizonte temporal de vinte anos, diretrizes, cená-
rios, metas e programas de ação, prevendo-se revisões
a cada quatro anos, compatibilizadas com os Planos
Plurianuais de Investimentos (PPA) do Governo Federal.
Como seu desdobramento natural, é imprescindível
que todos os entes da federação desenvolvam, com
participação da sociedade, planos de gestão capazes
de equacionar o enfrentamento da questão dos resí-
duos sólidos nos seus respectivos territórios, estabele-
cendo as estratégias gerenciais, técnicas, nanceiras,
operacionais, urbanas e socioambientais para que to-
dos os lixões do país possam ser eliminados até 2014
ICLEI 10 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
11
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
e melhorar os indicadores de coleta seletiva, logística
reversa, reciclagem e compostagem.
A Lei nº 12.305/10 exige que estados e municípios
apresentem esses planos para que possam rmar con-
vênios e contratos com a União para repasse de recur-
sos nos programas voltados para a implementação da
política. Para apoiar os entes subnacionais nesse desa-
o, o Governo Federal, por intermédio da SRHU/MMA,
está criando condições, com recursos e suporte técnico,
para a realização de planos estaduais e intermunicipais.
Nesse contexto se insere a formulação dessa publica-
ção ‘Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de
Orientação’, realizada através de uma parceria entre a
SRHU/MMA e o ICLEI, com o suporte nanceiro da Em-
baixada Britânica, a quem agradecemos.
Realizada por técnicos especializados, sob a su-
pervisão do Departamento de Ambiente Urbano da
SRHU, a presente publicação tem como objetivo sub-
sidiar o poder público, prossionais e representantes
da sociedade civil na elaboração dos planos de resídu-
os sólidos, estabelecendo os procedimentos necessá-
rios para o manejo e destinação ambientalmente ade-
quados de resíduos e rejeitos admitida pelos órgãos
competentes do Sistema Nacional de Meio Ambiente
(Sisnama), do Sistema Nacional de Vigilância Sanitá-
ria (SNVS) e do Sistema Único de Atenção à Sanidade
Agropecuária (Suasa), entre elas a disposição nal, ob-
servando normas operacionais especícas de modo a
evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e
a minimizar os impactos ambientais adversos.
Este manual visa ser uma ferramenta útil para a orien-
tação de todos aqueles que lidam com os resíduos sóli-
dos, dentro do enfoque de uma gestão integrada. Longe
de pretender criar um “modelo” de plano, a publicação
busca difundir um método sucientemente exível para
que, a partir do conhecimento de “como fazer”, seja pos-
sível atender, da melhor maneira possível, às necessida-
des e realidade de cada município, estado ou região.
Nessa perspectiva, o manual trabalha com a con-
cepção, consagrada pelo Estatuto da Cidade, de que
o planejamento das políticas públicas deve prever
mecanismos de participação e controle social. Assim,
ele é um instrumento importante para garantir uma
intervenção qualicada da sociedade, seja por meio
dos conselhos institucionais relacionados com as áre-
as de saneamento, meio ambiente, saúde e desenvol-
vimento urbano, seja através da mobilização de mo-
vimentos sociais, organizações locais de catadoras e
catadores de materiais recicláveis e de fóruns, como
os de Lixo e Cidadania e de Economia Solidária.
Com mais essa iniciativa, a SRHU/MMA espera contri-
buir para a promoção do desenvolvimento institucional
dos entes federativos no setor de resíduos sólidos, no
sentido de criar as condições para que eles possam cum-
prir seus papéis no desao de alcançar as ousadas metas
estabelecidas na Lei nº 12.305/10 e no Plano Nacional de
Resíduos Sólidos. Sabe-se que essas metas apenas serão
alcançadas com o envolvimento do poder público em
todos os seus níveis, setor privado e sociedade organiza-
da. É nesse sentido que estamos trabalhando.
Nabil Bonduki
Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano
Ministério do Meio Ambiente
ICLEI 11 3/21/12 5:03 PM
12
AGRADECIMENTOS
O Ministério do Meio Ambiente, por meio de sua
Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e
o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, Secre-
tariado para América do Sul gostariam de agradecer a
todos aqueles que colaboraram para a realização des-
te Manual de Orientação, no qual buscamos dar sub-
sídios aos estados e municípios na elaboração de seus
planos de gestão de resíduos sólidos.
Agradecemos em especial ao Ministério das Re-
lações Exteriores do Reino Unido, por meio da Em-
baixada Britânica em Brasília e do Fundo de Prospe-
ridade – “Prosperity Fund”, que patrocinou e apoiou
o Projeto GeRes – Gestão de Resíduos Sólidos, possi-
bilitando a criação deste Manual; à I&T Gestão de Re-
síduos e consultores por trazerem suas experiências
e conhecimento na elaboração do relatório técnico
que embasou este Manual; aos técnicos e executivos
do governo federal, particularmente à equipe da Se-
cretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e
a todos que se empenharam por viabilizar as ações
propostas pelo projeto.
Por m, um agradecimento especial aos parceiros,
que em algum momento estiveram envolvidos nas
atividades do projeto, e aos colegas do ICLEI-SAMS e
da equipe internacional do ICLEI, que nos têm apoia-
do com seu prossionalismo e amizade.
 
ICLEI 12 3/21/12 5:03 PM
13
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
13
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
APP – Área de Preservação Permanente
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
ANA – Agência Nacional de Águas
ASPP – Aterro Sanitário de Pequeno Porte
ATT – Área de Triagem e Transbordo
A3P – Agenda Ambiental na Administração Pública
BDI – Benefícios e Despesas Indiretas
CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente
CF – Constituição Federal
DAU – Departamento de Ambiente Urbano
ETE – Estação de Tratamento de Esgoto
GT – Grupo de Trabalho
LEV – Locais de Entrega Voluntária
MCidades – Ministério das Cidades
MMA – Ministério do Meio Ambiente
MP – Ministério Público
NBR – Norma Brasileira Registrada
ONG – Organização Não Governamental
PACS – Programa de Agentes Comunitários da Saúde
PEAMSS – Programa de Educação Ambiental e Mobi-
lização Social em Saneamento
PERS – Plano Estadual de Resíduos Sólidos
PEV – Ponto de Entrega Voluntária
PMS – Projeto de Mobilização Social e Divulgação
PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
PNM – Plano Nacional de Mineração
PNMC- Plano Nacional sobre Mudança do Clima
PNSB – Pesquisa Nacional de Saneamento Básico
PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos
PPA – Plano Plurianual
PSF – Programa Saúde da Família
RCC – Resíduos da Construção e de Demolição
RSS – Resíduos de Serviços de Saúde
RSU – Resíduos Sólidos Urbanos
SNIRH – Sistema Nacional de Informação de Recursos
Hídricos
SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica
SICONV – Sistema de Convênios e Contratos de Re-
passe
SINIR – Sistema Nacional de Informações sobre a Ges-
tão dos Resíduos Sólidos
SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Sane-
amento
SISAGUA – Sistema Nacional de Informação de Vigi-
lância da Qualidade da Água para Consumo Humano
SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente
SINISA – Sistema Nacional de Informações em Sane-
amento Básico
SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conserva-
ção
SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
SRHU – Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente
Urbano
SUASA – Sistema Unicado de Atenção à Sanidade
Agropecuária
TR – Termo de Referência
UF – Unidade Federativa
ZEE – Zoneamento Ecológico-Econômico
ICLEI 13 3/21/12 5:03 PM
14
INTRODUÇÃO:
Políticas e Planos Estaduais, Municipais e Intermunicipais em apoio à
implementação da Política e do Plano Nacional de Resíduos Sólidos
Este Manual, escrito em linguagem simples e dire-
ta, foi elaborado com a intenção de esclarecer a um
público especíco – tomadores de decisão, gestores
e técnicos dos estados e municípios, além de todos os
envolvidos na implementação da Política Nacional de
Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010), sobre a
elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos,
a partir de passos metodológicos que garantem a par-
ticipação e o controle social e buscam o cumprimento
das metas estabelecidas no PNRS, no Plano Nacional
de Resíduos Sólidos e demais metas previstas em le-
gislação correlata.
Hoje, o Brasil conta com um Plano Nacional so-
bre Mudança do Clima – PNMC (2008), uma Política
Nacional de Mudanças Climáticas (Lei nº 12.187 de
29/12/2009) que estabelece metas voluntárias de
redução de emissões de gases de efeito estufa - GEE
(entre 36,1% e 38,9% até 2020), bem como um Fundo
Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.014, de
09/12/2009), que formam com a PNRS e a Lei Federal
de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007) um arca-
bouço jurídico-institucional decisivo para o desen-
volvimento sustentável do País. Diante destes com-
promissos, as ações estaduais e municipais tornam-se
essenciais para o sucesso das políticas nacionais.
A publicação faz parte do programa de capacitação
do Projeto GeRes - Gestão de Resíduos Sólidos, uma
iniciativa do MMA em parceria com o ICLEI e apoio da
Embaixada Britânica, que vem contribuindo com go-
vernos locais brasileiros, estados e municípios, na im-
plementação da PNRS, promovendo o fortalecimento
institucional - através da capacitação técnica dos to-
madores de decisão e gestores públicos envolvidos,
a elaboração dos planos e a gestão local de resíduos
sólidos.
O Projeto GeRes soma-se ao movimento nacional
de transformação do cenário e padrões de produção e
consumo, tratamento e destinação dos resíduos sóli-
dos no Brasil, a m de encontrar soluções sustentáveis
e permanentes, otimizando a gestão e contribuindo
para uma economia verde, de baixo carbono e inclusi-
va, às vésperas da Conferência Rio+20 que ocorrerá no
Rio de Janeiro em junho deste ano.
O ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade,
fundado originalmente como ICLEI - Internacional
Council for Local Environmental Initiatives (Conselho
Internacional para Iniciativas Ambientais Locais) é
uma associação internacional composta por mais de
1.200 governos locais no mundo todo que assumiram
um compromisso com o desenvolvimento sustentá-
vel.
Tendo como uma de suas principais missões o apoio
aos governos locais através do desenvolvimento de
ferramentas e metodologias para uma gestão local
mais sustentável e a proteção dos bens comuns glo-
bais (como a qualidade do ar, clima e água), os últimos
ICLEI 14 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
15
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
20 anos desde a Rio92 demonstram que ações cumu-
lativas locais, ao contribuir com a agenda nacional,
trazem benefícios globais. Neste sentido, é de suma
importância que os estados e municípios se engajem
na construção de políticas e ações efetivas que se arti-
culem com as nacionais para uma melhor gestão dos
resíduos sólidos no Brasil.
O Manual está dividido em quatro partes: a primei-
ra sobre o quadro institucional e legal; a segunda traz
orientações comuns a estados e municípios para a ela-
boração dos planos de gestão de resíduos sólidos e,
por m, as duas últimas partes apresentam um roteiro
básico para os planos estaduais e os planos de gestão
integrada de resíduos sólidos.
Esperamos que governos estaduais e municipais
entendam a urgência das ações em matéria de resídu-
os sólidos e as ações pelo clima e enxerguem oportu-
nidades na gestão de resíduos sólidos para o desen-
volvimento sustentável, a gestão do carbono e uma
economia mais verde e mais inclusiva.
Florence Karine Laloë
Secretária Executiva Regional Interina
ICLEI – Secretariado para América do Sul
ICLEI 15 3/21/12 5:03 PM
PARTE 1
1. QUADRO INSTITUCIONAL GERAL
2. A LEI E A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PNRS
3. O PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
ASPECTOS LEGAIS
foto: Timo Balk/sxc.hu
ICLEI 16 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A Lei nº
10.257/2001,
chamada de
Estatuto da
Cidade, estabe-
lece normas de
interesse social,
regula o uso da
propriedade
urbana para o
bem coletivo, da
segurança e do
bem-estar dos
cidadãos e cida-
dãs, bem como
do equilíbrio
ambiental.
1. QUADRO INSTITUCIONAL GERAL
N
os últimos cinquenta anos o Brasil se transfor-
mou de um país agrário em um país urbano,
concentrando, em 2010, segundo o Instituto
Brasileiro de Geograa e Estatística (IBGE), cerca de
85% de sua população em áreas urbanas (IBGE, 2010a).
O crescimento das cidades brasileiras não foi acom-
panhado pela provisão de infraestrutura e de serviços
urbanos, entre eles os serviços públicos de saneamen-
to básico, que incluem o abastecimento de água potá-
vel; a coleta e tratamento de esgoto sanitário; a estru-
tura para a drenagem urbana e o sistema de gestão e
manejo dos resíduos sólidos.
A economia do País cresceu sem que houvesse, pa-
ralelamente, um aumento da capacidade de gestão
dos problemas acarretados pelo aumento acelerado
da concentração da população nas cidades.
Em 2001, com a aprovação do Estatuto das Cidades
foram estabelecidos novos marcos regulatórios de ges-
tão urbana, como as leis de saneamento básico e de re-
síduos sólidos. O Estatuto regulamentou os artigos 182
e 183 da Constituição Federal e estabeleceu as condi-
ções para uma reforma urbana nas cidades brasileiras.
Obrigou os principais municípios do País a formular
seu Plano Diretor visando promover o direito à cidade
nos aglomerados humanos sob vários aspectos: social
(saúde, educação, lazer, transporte, habitação, dentre
outros), ambiental, econômico, sanitário, etc.
Atualmente, o Brasil conta com um arcabouço legal
que estabelece diretrizes para a gestão dos resíduos só-
lidos, por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos
(Lei nº 12.305/2010), e para a prestação dos serviços pú-
blicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos
por meio da Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº
11.445/2007). Também conta, desde 2005, com a Lei de
Consórcios Públicos (Lei nº 11.107/2005) que permite
estabilizar relações de cooperação federativa para a
prestação desses serviços. Diretrizes e metas sobre re-
síduos sólidos também estão presentes no Plano Na-
cional sobre Mudança do Clima (PNMC) recentemente
concluído.
Todo este aparato legal, se empregado correta-
mente, deverá permitir o resgate da capacidade de
planejamento, e de gestão mais eciente, dos serviços
públicos de saneamento básico, fundamental para a
promoção de um ambiente mais saudável, com me-
nos riscos à população.
Assim, é de suma importância que os agentes pú-
blicos tomem conhecimento e se apropriem do con-
teúdo destas leis para elaborarem o Plano de Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS, objeto do pre-
sente Manual.
Lembre-se:
Elaborar planos de gestão de forma participa-
tiva, como determina o Estatuto das Cidades,
possibilita a construção de políticas públicas
de longa duração, com grande alcance social.
ICLEI 17 3/21/12 5:03 PM
18
ASPECTOS LEGAIS
1.1. A Lei Federal de Saneamento
Básico
A Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº
11.445/2007) aborda o conjunto de serviços de abas-
tecimento público de água potável; coleta, tratamen-
to e disposição nal adequada dos esgotos sanitá-
rios; drenagem e manejo das águas pluviais urbanas,
além da limpeza urbana e o manejo dos resíduos
sólidos (veja as Diretrizes Nacionais para o Sanea-
mento Básico - Art. 3º da Lei - no quadro ao lado).
A Lei institui como diretrizes para a prestação dos
serviços públicos de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos:
- o planejamento, a regulação e scalização;
- a prestação de serviços com regras;
- a exigência de contratos precedidos de estudo de
viabilidade técnica e nanceira;
- denição de regulamento por lei, denição de en-
tidade de regulação, e controle social assegurado.
Inclui ainda como princípios a universalidade e in-
tegralidade na prestação dos serviços, além da inte-
ração com outras áreas como recursos hídricos, saúde,
meio ambiente e desenvolvimento urbano.
No seu Art. 11 estabelece um conjunto de condi-
ções de validade dos contratos que tenham por ob-
jeto a prestação de serviços públicos de saneamen-
to básico quais sejam: plano de saneamento básico
(são aceitos planos específicos por serviço); estudo
comprovando viabilidade técnica e econômico-fi-
nanceira da prestação universal e integral dos servi-
Lei Federal nº 11.445, de 05/01/2007, que dispõe
sobre as Diretrizes Nacionais para o Saneamento
Básico considera:
Art. 3
o
I - saneamento básico: conjunto de serviços, in-
fraestruturas e instalações operacionais de:
a) abastecimento de água potável: constituído
pelas atividades, infraestruturas e instalações ne-
cessárias ao abastecimento público de água potá-
vel, desde a captação até as ligações prediais e res-
pectivos instrumentos de medição;
b) esgotamento sanitário: constituído pelas ati-
vidades, infraestruturas e instalações operacionais
de coleta, transporte, tratamento e disposição nal
adequados dos esgotos sanitários, desde as liga-
ções prediais até o seu lançamento nal no meio
ambiente;
c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos:
conjunto de atividades, infraestruturas e instalações
operacionais de coleta, transporte, transbordo, tra-
tamento e destino nal do lixo doméstico e do lixo
originário da varrição e limpeza de logradouros e
vias públicas;
d) drenagem e manejo das águas pluviais urba-
nas: conjunto de atividades, infraestruturas e insta-
lações operacionais de drenagem urbana de águas
pluviais, de transporte, detenção ou retenção para
o amortecimento de vazões de cheias, tratamento
e disposição nal das águas pluviais drenadas nas
áreas urbanas (BRASIL, 2007a).
ICLEI 18 3/21/12 5:03 PM
19
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
ços; normas de regulação e designação da entidade
de regulação e de fiscalização; realização prévia de
audiências e de consulta públicas; mecanismos de
controle social nas atividades de planejamento, re-
gulação e fiscalização, e as hipóteses de interven-
ção e de retomada dos serviços (BRASIL, 2007a).
Dene ainda que a sustentabilidade econômica
e nanceira dos serviços de limpeza urbana e ma-
nejo de resíduos sólidos urbanos seja assegurada,
sempre que possível, mediante remuneração pela
cobrança destes serviços, por meio de taxas ou tari-
fas e outros preços públicos, em conformidade com
o regime de prestação do serviço ou de suas ativida-
des. Outro ponto importante é a inclusão de uma al-
teração na Lei nº 8.666/1993, permitindo a dispen-
sa de licitação para a contratação e remuneração
de associações ou cooperativas de catadores de
materiais recicláveis (veja no quadro ao lado o Art.
24 da Lei Federal nº 8.666).
O desao é grande! A necessidade do fortalecimen-
to da capacidade de gestão para garantia da sustenta-
bilidade dos serviços faz com que poucos municípios
tenham uma gestão adequada dos resíduos sólidos,
que garanta a sustentabilidade dos serviços e a racio-
nalidade da aplicação dos recursos técnicos, humanos
e nanceiros. Em função disso, buscando melhorias na
gestão, foi instituída a prestação regionalizada dos
serviços de saneamento básico, para possibilitar ga-
nhos de escala na gestão dos resíduos sólidos, e equi-
pes técnicas permanentes e capacitadas (veja no qua-
dro ao lado, Art. 14 da Lei).
Quanto à elaboração dos planos, exige que estes se-
jam editados pelos próprios titulares; compatíveis com
Lei Federal nº 8.666, de 21/061/1993, que institui
normas para licitações e contratos da Administra-
ção Pública.
Art. 24. É dispensável a licitação:
XXVII - na contratação da coleta, processamento
e comercialização de resíduos sólidos urbanos re-
cicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de
coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou
cooperativas formadas exclusivamente por pessoas
físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder pú-
blico como catadores de materiais recicláveis, com
o uso de equipamentos compatíveis com as normas
técnicas, ambientais e de saúde pública (BRASIL,
1993).
os planos das bacias hidrográcas; revistos ao menos
a cada quatro anos, anteriormente ao Plano Plurianual
e, se envolverem a prestação regionalizada de serviços,
que os planos dos titulares que se associarem sejam
compatíveis entre si.
Lei Federal nº 11.445, de 05/01/2007, que dispõe
sobre as Diretrizes Nacionais para o Saneamento
Básico considera:
Art. 14. A prestação regionalizada de serviços pú-
blicos de saneamento básico é caracterizada por:
I – um único prestador do serviço para vários
Municípios, contíguos ou não;
II – uniformidade de scalização e regulação dos
serviços, inclusive de sua remuneração;
III – compatibilidade de planejamento (BRASIL,
2007a).
ICLEI 19 3/21/12 5:03 PM
ASPECTOS LEGAIS
POLÍTICA
NACIONAL SOBRE
MUDANÇA DO
CLIMA
A Lei nº 12.187, de
29 de dezembro
de 2009 institui a
política e dene
seus princípios,
objetivos, dire-
trizes e instru-
mentos (BRASIL,
2009b).
O Decreto nº
7.390, de 9 de de-
zembro de 2010
regulamenta a
Lei nº 12.187, que
institui a Política
Nacional (BRASIL,
2010c).
O Plano Nacional
sobre Mudança
do Clima (PNMC)
estabelece os pro-
gramas e ações
necessários ao
cumprimento da
Política Nacional.
A Lei Federal de Saneamento Básico faculta
a elaboração de planos especícos por serviço.
Desse modo, o PGIRS pode fazer parte do
Plano de Saneamento Básico.
1.2. Política Nacional sobre Mudança
do Clima
Em alguns países, 20% da geração antropogênica
do gás metano (CH
4
) é oriunda dos resíduos huma-
nos. O metano é um gás com Potencial de Aqueci-
mento Global 21 vezes maior que o do gás carbônico
(CO
2
) e é emitido em grande escala durante o proces-
so de degradação e aterramento de rejeitos e resídu-
os orgânicos. A alta geração do biogás - uma mistu-
ra de gases provenientes de material orgânico, que
tem como principal componente o metano, um dos
Gases de Efeito Estufa (GEEs) - ocorre normalmente
durante um período de 16 anos, podendo durar até
50 anos. Considerando, dessa forma, medidas possí-
veis de redução das emissões dos GEEs e, portanto
de combate ao aquecimento global, é que a Políti-
ca Nacional sobre Mudança do Clima estabelece
como um de seus objetivos a redução das emissões
de GEEs oriundas das atividades humanas, nas suas
diferentes fontes, inclusive naquelas referentes aos
resíduos (Art. 4º, II).
Assim, para minimizar os impactos no clima, que
já são bastante perceptíveis, a Política Nacional so-
bre Mudança do Clima estabeleceu, em seu Art. 12, o
compromisso nacional voluntário com ações de mi-
tigação das emissões de gases de efeito estufa, para
reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões nacionais
projetadas até o ano de 2020. O Decreto 7.390/2010,
que regulamenta a Política, estabelece ações a serem
Os Planos de Saneamento Básico abrangem, no
mínimo:
I. diagnóstico da situação e seus impactos nas
condições de vida, utilizando sistema de indicado-
res sanitários, epidemiológicos, ambientais e socio-
econômicos e apontando as causas das deciências
detectadas;
II. construídos a partir da realidade local;
III. objetivos e metas de curto, médio e longo pra-
zo para a universalização, admitidas soluções gra-
duais e progressivas, observando a compatibilidade
com os demais planos setoriais;
IV. programas, projetos e ações necessárias para
atingir os objetivos e as metas, de modo compatível
com os respectivos planos plurianuais e com outros
planos governamentais correlatos, identicando
possíveis fontes de nanciamento;
V. ações para emergências e contingências;
VI. mecanismos e procedimentos para a avaliação
sistemática da eciência e ecácia das ações progra-
madas.
ICLEI 20 3/21/12 5:03 PM
21
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
implementadas para o atendimento desse compro-
misso (BRASIL, 2009b; BRASIL, 2010c).
O Plano Nacional sobre Mudanças do Clima
(PNMC) deniu metas para a recuperação do metano
em instalações de tratamento de resíduos urbanos
e para ampliação da reciclagem de resíduos sólidos
para 20% até o ano de 2015.
Coerentemente, a Política Nacional de Resídu-
os Sólidos (PNRS) definiu entre os seus objetivos a
adoção, o desenvolvimento e o aprimoramento de
tecnologias limpas como forma de minimizar im-
pactos ambientais: o incentivo ao desenvolvimen-
to de sistemas de gestão ambiental e empresarial
voltados para a melhoria dos processos produtivos,
e o incentivo ao reaproveitamento dos resíduos só-
lidos, inclusive a recuperação e o aproveitamento
energético (BRASIL, 2010b).
1.3. Lei Federal de Consórcios Públicos
A Lei nº 11.107/2005 regulamenta o Art. 241 da
Constituição Federal e estabelece as normas gerais
de contratação de consórcios públicos. Os consór-
cios públicos possibilitam a prestação regionalizada
dos serviços públicos instituídos pela Lei Federal de
Saneamento Básico, e é incentivada e priorizada pela
PNRS (BRASIL, 2005).
Os consórcios públicos recebem, no âmbito
da PNRS, prioridade absoluta no acesso aos
recursos da União ou por ela controlados.
Essa prioridade também é concedida aos estados
que instituírem microrregiões para a gestão,
e ao Distrito Federal e municípios que optem por
soluções consorciadas intermunicipais para gestão
associada. A formação de consórcios públicos vem
sendo estimulada pelo Governo Federal e por
muitos dos estados, para que aconteça o necessário
salto de qualidade na gestão dos serviços públicos.
Os municípios pequenos, quando associados, de
preferência com os de maior porte, podem superar as
fragilidades da gestão, racionalizar e ampliar a escala
no tratamento dos resíduos sólidos, e ter um órgão
preparado para administrar os serviços planejados.
Assim, consórcios que integrem diversos municípios,
com equipes técnicas capacitadas e permanentes
serão os gestores de um conjunto de instalações tais
como: pontos de entrega de resíduos; instalações de
triagem; aterros; instalações para processamento e
outras.
A Lei 11.107/2005 possibilita a constituição de con-
sórcio público como órgão autárquico, integrante da
administração pública de cada município associado,
contratado entre os entes federados consorciados. A
Lei institui o Contrato de Consórcio celebrado entre
os entes consorciados que contêm todas as regras da
associação; o Contrato de Rateio para transferência
de recursos dos consorciados ao consórcio, e o Con-
ICLEI 21 3/21/12 5:03 PM
22
ASPECTOS LEGAIS
trato de Programa que regula a delegação da pres-
tação de serviços públicos, de um ente da Federação
para outro ou, entre entes e o consórcio público.
O Contrato de Consórcio, que nasce como um Pro-
tocolo de Intenções entre entes federados, autoriza a
gestão associada de serviços públicos, explicitando as
competências cujo exercício será transferido ao con-
sórcio público. Explicita também quais serão os servi-
ços públicos objeto da gestão associada, e o território
em que serão prestados. Cede, ao mesmo tempo, au-
torização para licitar ou outorgar concessão, permis-
são ou autorização da prestação dos serviços. Dene
as condições para o Contrato de Programa, e delimita
os critérios técnicos para cálculo do valor das taxas, ta-
rifas e de outros preços públicos, bem como para seu
reajuste ou revisão (BRASIL, 2005).
ICLEI 22 3/21/12 5:03 PM
23
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A
PNRS estabelece princípios, objetivos, instru-
mentos – inclusive instrumentos econômicos
aplicáveis - e diretrizes para a gestão integrada
e gerenciamento dos resíduos sólidos, indicando as
responsabilidades dos geradores, do poder público,
e dos consumidores. Dene ainda, princípios impor-
tantes como o da prevenção e precaução, do polui-
dor-pagador, da ecoeciência, da responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, do
reconhecimento do resíduo como bem econômico e
de valor social, do direito à informação e ao controle
social, entre outros (BRASIL, 2010b).
Um dos objetivos fundamentais estabelecidos
pela Lei 12.305 é a ordem de prioridade para a gestão
dos resíduos, que deixa de ser voluntária e passa a ser
obrigatória: não geração, redução, reutilização, reci-
clagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição
nal ambientalmente adequada dos rejeitos.
A Lei estabelece a diferença entre resíduo
e rejeito: resíduos devem ser reaproveitados
e reciclados e apenas os rejeitos devem ter
disposição nal.
Entre os instrumentos denidos estão: a coleta se-
letiva; os sistemas de logística reversa; o incentivo à
criação e ao desenvolvimento de cooperativas e ou-
tras formas de associação dos catadores de materiais
2. A LEI E A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PNRS
recicláveis, e o Sistema Nacional de Informações sobre
a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR).
A coleta seletiva deverá ser implementada me-
diante a separação prévia dos resíduos sólidos (nos
locais onde são gerados), conforme sua constituição
ou composição (úmidos, secos, industriais, da saúde,
da construção civil, etc.). A implantação do sistema de
coleta seletiva é instrumento essencial para se atingir
a meta de disposição nal ambientalmente adequada
dos diversos tipos de rejeitos.
A logística reversa é apresentada como um ins-
trumento de desenvolvimento econômico e social ca-
racterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e
meios para coletar e devolver os resíduos sólidos ao
Não Geração
Redução
Reutilização
Reciclagem
Tratamento
Disposição
Final
Adequada
Não Geração
Redução
Reutilização
Reciclagem
Tratamento
Disposição
Fina
Ad
ICLEI 23 3/21/12 5:03 PM
24
ASPECTOS LEGAIS
setor empresarial, para reaproveitamento em seu ci-
clo de vida ou em outros ciclos produtivos. A imple-
mentação da logística reversa será realizada de forma
prioritária para seis tipos de resíduos, apresentados
no quadro ao lado.
Outro aspecto muito relevante da Lei é o apoio à
inclusão produtiva dos catadores de materiais reu-
tilizáveis e recicláveis, priorizando a participação de
cooperativas ou de outras formas de associação des-
tes trabalhadores.
A PNRS deniu, por meio do Decreto 7.404, que os
sistemas de coleta seletiva e de logística reversa, deve-
rão priorizar a participação dos catadores de materiais
recicláveis, e que os planos municipais deverão denir
programas e ações para sua inclusão nos processos.
Deverá ser observada a dispensa de licitação para a
contratação de cooperativas ou associações de cata-
dores; o estímulo ao fortalecimento institucional de
cooperativas e à pesquisa voltada para sua integração
nas ações que envolvam a responsabilidade compar-
tilhada pelo ciclo de vida dos produtos, e a melhoria
das suas condições de trabalho (BRASIL, 2010d).
A PNRS incentiva a formação de associações in-
termunicipais que possibilitem o compartilhamento
das tarefas de planejamento, regulação, scalização e
prestação de serviços de acordo com tecnologias ade-
quadas à realidade regional.
A prioridade no acesso a recursos da União e aos
incentivos ou nanciamentos destinados a empreen-
dimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos
sólidos ou à limpeza urbana e manejo de resíduos sóli-
dos será dada (BRASIL, 2010b):
Lei Federal nº12.305, de 02/08/2010, que institui
a Política Nacional de Resíduos Sólidos:
Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar
sistemas de logística reversa, mediante retorno dos
produtos após o uso pelo consumidor, de forma in-
dependente do serviço público de limpeza urbana
e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, im-
portadores, distribuidores e comerciantes de:
I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim
como outros produtos cuja embalagem, após o uso,
constitua resíduo perigoso;
II - pilhas e baterias;
III - pneus;
IV - óleos lubricantes, seus resíduos e embala-
gens;
V - lâmpadas uorescentes, de vapor de sódio e
mercúrio e de luz mista;
VI - produtos eletroeletrônicos e seus compo-
nentes.
§ 1º Na forma do disposto em regulamento ou
em acordos setoriais e termos de compromisso r-
mados entre o poder público e o setor empresarial,
os sistemas previstos no caput serão estendidos a
produtos comercializados em embalagens plásti-
cas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos
e embalagens, considerando, prioritariamente, o
grau e a extensão do impacto à saúde pública e
ao meio ambiente dos resíduos gerados (BRASIL,
2010b).
ICLEI 24 3/21/12 5:03 PM
25
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
» aos estados que instituírem microrregiões, para
integrar a organização, o planejamento e a execu-
ção das ações a cargo de municípios limítrofes na
gestão dos resíduos sólidos;
» ao Distrito Federal e aos municípios que opta-
rem por soluções consorciadas intermunicipais
para a gestão dos resíduos sólidos, ou que se inse-
rirem de forma voluntária nos planos microrregio-
nais de resíduos sólidos estaduais;
» aos Consórcios Públicos, constituídos na forma
da Lei nº 11.107/2005, para realização de objetivos
de interesse comum e,
» aos municípios que implantarem a coleta seletiva
com a participação de cooperativas ou associações
de catadores formadas por pessoas físicas de baixa
renda.
A recorrente discussão sobre a implantação ou
não de mecanismos de cobrança nos municípios
foi encerrada pela decisão do Congresso Nacional
aprovando a Lei da Política Nacional de Resíduos
Sólidos, que revigora neste aspecto, a diretriz da Lei
Federal de Saneamento Básico. Pela Lei 11.445/2007,
não têm validade os contratos que não prevejam as
condições de sustentabilidade e equilíbrio econô-
mico-nanceiro da prestação de serviços públicos,
incluindo o sistema de cobrança, a sistemática de
reajustes e revisões, a política de subsídios entre
outros itens. Harmonizada com este preceito, a Lei
12.305/2010 exige que os planos explicitem o siste-
ma de cálculo dos custos da prestação dos serviços
públicos, e a forma de cobrança dos usuários. E, veda
ao poder público, a realização de qualquer uma das
etapas de gestão de resíduos de responsabilidade
dos geradores obrigados a implementar o Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos (BRASIL, 2007a;
BRASIL, 2010b).
Os geradores ou operadores de resíduos perigo-
sos estão obrigados, por Lei, a comprovar capacidade
técnica e econômica para o exercício da atividade, ins-
crevendo-se no Cadastro Nacional de Operadores de
Resíduos Perigosos. Deverão elaborar plano de geren-
ciamento de resíduos perigosos, submetendo-o aos
órgãos competentes. O cadastro técnico ao qual esta-
rão vinculados é parte integrante do Cadastro Técnico
Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou
Utilizadoras de Recursos Ambientais.
Estes mesmos cadastros técnicos serão fontes de da-
dos para o SINIR, outro aspectobastante importante na
Lei 12.305/2010. O SINIR cará sob a coordenação e ar-
ticulação do MMA e deverá coletar e sistematizar dados
relativos aos serviços públicos e privados de gestão e
gerenciamento de resíduos sólidos. O SINIR deverá ser
alimentado com informações oriundas, sobretudo, dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios (BRASIL,
2010b).
É também extremamente importante ressaltar a ên-
fase dada ao planejamento em todos os níveis, do na-
cional ao local, e ao planejamento do gerenciamento
de determinados resíduos. É exigida a formulação do
Plano Nacional de Resíduos Sólidos, dos Planos Esta-
duais, dos Municipais e dos Planos de Gerenciamento
de Resíduos Sólidos de alguns geradores especícos.
Os Planos Municipais podem ser elaborados como
ICLEI 25 3/21/12 5:03 PM
26
ASPECTOS LEGAIS
Planos Intermunicipais, Microrregionais, de Regiões
Metropolitanas e de Aglomerações Urbanas.
A responsabilidade compartilhada faz dos fabri-
cantes, importadores, distribuidores, comerciantes,
consumidores e titulares dos serviços públicos de
limpeza urbana, e de manejo de resíduos sólidos,
responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos.
Todos têm responsabilidades: o poder público deve
apresentar planos para o manejo correto dos materiais
(com adoção de processos participativos na sua ela-
boração e de tecnologias apropriadas); às empresas
compete o recolhimento dos produtos após o uso e,
à sociedade cabe participar dos programas de coleta
seletiva (acondicionando os resíduos adequadamen-
te e de forma diferenciada) e incorporar mudanças de
hábitos para reduzir o consumo e a conseqüente ge-
ração (BRASIL, 2010b).
PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Planos Estaduais de Resíduos Sólidos
Planos
Microrregionais
e de Regiões
Metropolitanas
Planos Municipais
Planos
Intermunicipais
Planos de Gerenciamento de R$
ICLEI 26 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
O Governo
Federal, através
do MMA, adotou
o “Plano de Ação
para Produção
e Consumo Sus-
tentáveis – PPCS”,
com o objetivo
de direcionar o
Brasil para padrões
mais sustentáveis
de consumo e
produção. Em sua
primeira fase, o
Plano estabelece
seis prioridades de
ação: aumento da
reciclagem, edu-
cação para o con-
sumo sustentável,
agenda ambiental
na administração
pública – A3P,
compras públi-
cas sustentáveis,
construções
sustentáveis, va-
rejo e construções
sustentáveis.
3. O PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
A
PNRS, regulamentada pelo Decreto nº 7.404 de
2010, criou como um dos seus principais instru-
mentos o Plano Nacional de Resíduos Sólidos,
e instituiu o Comitê Interministerial - CI, composto por
doze ministérios, coordenado pelo MMA, com a respon-
sabilidade de elaborar e implementar este Plano (BRA-
SIL, 2010b).
O Plano Nacional de Resíduos Sólidos mantém es-
treita relação com os Planos Nacionais de Mudanças
do Clima (PNMC), de Recursos Hídricos (PNRH), de Sa-
neamento Básico (Plansab) e de Produção e Consumo
Sustentável (PPCS). Explicita conceitos e propostas
para diversos setores da economia compatibilizando
crescimento econômico e preservação ambiental,
com desenvolvimento sustentável. O Plano, conforme
previsto na Lei nº 12.305, tem vigência por prazo in-
determinado e horizonte de 20 anos, com atualização
a cada quatro anos. Contempla o conteúdo mínimo
contido no Art. 14 da citada Lei o qual, resumidamen-
te, refere-se a:
» diagnóstico da situação atual dos diferentes ti-
pos de resíduos (Capítulo 1);
» cenários macroeconômicos e institucionais (Ca-
pítulo 2);
» diretrizes e metas para o manejo adequado de
resíduos sólidos no Brasil (Capítulos 3 e 4).
A versão preliminar do Plano Nacional de Resí-
duos Sólidos encontra-se disponível para consul-
ta no site do MMA: http://www.mma.gov.br.
Atenção!
Foram estabelecidos prazos para algumas
ações tais como a eliminação de lixões e dis-
posição nal ambientalmente adequada dos
rejeitos até 2014 (MMA, 2009).
As diretrizes, estratégias e metas indicam quais
ações serão necessárias para a implementação dos
objetivos nacionais e as prioridades que devem ser
adotadas. Podem, portanto, exercer forte papel nor-
teador do desenvolvimento dos outros planos de
responsabilidade pública, inuenciando, inclusive, os
Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, exigi-
dos de alguns dos geradores.
Informações quantitativas e qualitativas importan-
tes também são apresentadas no Plano e, igualmente,
podem servir de referência para a elaboração dos ou-
tros planos. São encontrados dados sobre:
» a taxa de cobertura da coleta regular de resíduos
nas áreas urbanas e rurais;
» indicadores econômicos obtidos a partir do Sis-
tema Nacional de Informações em Saneamento
ICLEI 27 3/21/12 5:03 PM
28
ASPECTOS LEGAIS
(SNIS) como as despesas com a gestão dos resídu-
os sólidos urbanos;
» o percentual de municípios brasileiros que contam
com algum tipo de cobrança pelo serviço de ges-
tão de resíduos sólidos urbanos;
» experiências de compostagem no Brasil;
» a logística reversa com embalagens de agrotóxicos
e a posição do Brasil como referência mundial neste
quesito;
» informações sobre os resíduos da construção civil
que podem representar de 50 a 70% da massa de
resíduos sólidos urbanos;
» estimativas sobre o número de catadores de ma-
teriais recicláveis no país (entre 400 e 600 mil) e
dados sobre suas organizações (cooperativas) e
instituições ou programas federais de apoio;
» avaliação sucinta das ações de educação ambien-
tal no país em termos gerais e no que se refere aos
resíduos sólidos.
Na versão preliminar consta ainda, uma informação
muito relevante. Trata-se da necessidade de realização
de estudos de regionalização do território, fomenta-
dos pelo MMA desde 2007. Na proposta 1 das Metas está
explícito que 100% das UFs devem concluir os estudos
de regionalização em 2012. A regionalização e os con-
sorciamentos intermunicipais consistem na identica-
ção de arranjos territoriais entre municípios com o obje-
tivo de compartilhar serviços ou atividades de interesse
comum. Isto é importante para viabilizar a implantação
dos consórcios ou associações de municípios até 2013,
considerando que a gestão associada dos serviços é um
dos princípios fundamentais da PNRS (MMA, 2011).
Fonte: SRHU/MMA
Fonte: SRHU/MMA
REGIÕES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA BAHIA
AM
RR
AP
RO
MT
TO
MS
PR
SP
RJ
MG
BA
GO
DF
ES
SC
RS
AC
MA
PI
CE
RN
PB
PE
AL
SE
PA
Estados com regionalização para
a gestão associada de resíduos
com convênio com MMA
sem convênio com MMA
ICLEI 28 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Constituição
Federal de 1988
O Art. 25 anuncia:
§ 3º - Os Estados
poderão, median-
te lei comple-
mentar, instituir
regiões metropo-
litanas, aglome-
rações urbanas
e microrregiões,
constituídas por
agrupamentos
de municípios
limítrofes,
para integrar a
organização, o
planejamento e a
execução de fun-
ções públicas de
interesse comum.
Os estados terão que elaborar seus Planos Esta-
duais de Resíduos Sólidos para terem acesso aos
recursos da União ou por ela controlados, destinados
a empreendimentos e serviços relacionados à gestão
de resíduos sólidos.
O conteúdo mínimo do plano estadual é tratado no
Art. 17 da Lei 12.305 e os detalhes das abordagens ne-
cessárias estão apresentados e comentados em item
posterior deste Manual (BRASIL, 2010b).
Para os territórios em que serão estabelecidos con-
sórcios, bem como para as regiões metropolitanas e
aglomerados urbanos, os estados poderão elaborar
Planos Microrregionais de Gestão, obrigatoriamen-
te com a participação dos municípios envolvidos na
elaboração e implementação.
Como resultado dos convênios entre alguns esta-
dos e o MMA, foram concluídos os mapas de regio-
nalização de: Alagoas, Bahia, Acre, Sergipe, Minas
Gerais, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, além
de outras unidades que estão neste processo ou que
deniram sua regionalização por motivação própria.
O Estado da Bahia, por exemplo, poderá auxiliar as
soluções de seus 417 municípios, com a concentra-
ção dos esforços em 26 Regiões de Desenvolvimento
Sustentável; o Estado de Minas Gerais poderá apoiar
as 853 unidades, concentrando as ações em 51 áreas,
denominadas Arranjos Territoriais Ótimos, organiza-
das como consórcios públicos.
A elaboração dos Planos Municipais de Gestão In-
tegrada de Resíduos Sólidos é condição necessária
para o Distrito Federal e os municípios terem acesso
aos recursos da União, destinados à limpeza urbana e
ao manejo de resíduos sólidos.
O conteúdo mínimo encontra-se no Art. 19 da Lei
12.305. O Decreto 7.404, que a regulamenta, apresenta,
no Art. 51, o conteúdo mínimo, simplicado em 16 itens,
a ser adotado nos planos de municípios com população
até 20 mil habitantes (BRASIL, 2010b; BRASIL, 2010d).
O PGIRS pode estar inserido no Plano de Sanea-
mento Básico integrando-se com os planos de água,
esgoto, drenagem urbana e resíduos sólidos, previs-
tos na Lei nº 11.445, de 2007. Neste caso deve ser res-
peitado o conteúdo mínimo denido em ambos os
documentos legais (BRASIL, 2007a).
Os municípios que optarem por soluções consorcia-
das intermunicipais para gestão dos resíduos sólidos
estarão dispensados da elaboração do Plano Municipal
de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Neste caso, o
plano intermunicipal deve observar o conteúdo míni-
mo previsto no Art. 19 da Lei nº 12.305 (BRASIL, 2010b).
As peculiaridades de cada localidade deverão de-
nir o formato do plano regional ou municipal, tendo
como referência o conteúdo mínimo estipulado. As
vocações econômicas, o perl socioambiental do mu-
nicípio e da região, ajudam a compreender os tipos de
resíduos sólidos gerados, como são tratados e a ma-
neira de dar destino adequado a eles.
ICLEI 29 3/21/12 5:03 PM
PARTE 2
1. METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
2. ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO E DOS CENÁRIOS FUTUROS
3. DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS
4. METAS, PROGRAMAS E RECURSOS NECESSÁRIOS
5. IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES
6. DOS PRAZOS, DO HORIZONTE TEMPORAL E DAS REVISÕES
7. PASSO A PASSO: O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PGIRS
APÊNDICE: SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
1. Classicação
2. Geração
3. Coleta e transporte
ORIENTAÇÕES PARA
ELABORAÇÃO DOS PLANOS
Foto: Stefan Redel
ICLEI 30 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A divulgação
dos dados sobre
os resíduos é
também fator
de mobilização
e controle da
sociedade sobre
os serviços
públicos. Quando
todos têm acesso
às informações
sobre o assun-
to, sentem-se
estimulados a
participar, opinar.
Incentivar a cria-
ção de Conse-
lhos Municipais
e fortalecer os
existentes ajudará
a pautar a ques-
tão dos resíduos
sólidos e a Política
Nacional.
1. METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
1.1. Mobilização e Participação Social
O processo de construção dos Planos de Gestão de
Resíduos Sólidos deverá levar a mudanças de hábitos
e de comportamento da sociedade como um todo.
Nesse sentido, o diálogo terá papel estratégico, e será
mais eciente se acontecer com grupos organizados
e entidades representativas dos setores econômicos e
sociais de cada comunidade ou região.
Com a responsabilidade compartilhada, diretriz
fundamental da PNRS, todos os cidadãos e cidadãs,
assim como as indústrias, o comércio, o setor de servi-
ços e ainda as instâncias do poder público terão uma
parte da responsabilidade pelos resíduos sólidos ge-
rados (BRASIL, 2010b).
Para que os resultados desta tarefa coletiva sejam
positivos, e as responsabilidades de fato compartilha-
das por todos, o diálogo permanente entre os vários
segmentos sociais será muito importante.
A participação social representa um grande de-
sao para a construção de sociedades democráticas.
Isso por que constitui instrumento de avaliação da e-
cácia da gestão, e da melhoria contínua das políticas e
serviços públicos por parte da população; pressupõe
a convergência de propósitos, a resolução de coni-
tos, o aperfeiçoamento da convivência, e a transpa-
rência dos processos decisórios com foco no interesse
da coletividade. No Brasil, a participação dos movi-
mentos sociais tem desempenhado papel importante
para esse processo de avaliação, e para a elaboração
de políticas públicas.
Dentre as modalidades de participação e controle
social destacam-se as audiências públicas, consultas,
participação em conferências, grupos de trabalho, co-
mitês, conselhos, seminários ou outro meio que pos-
sibilite a expressão e debate de opiniões individuais
ou coletivas.
O poder público deve assumir papel orientador
e provocador desse diálogo com a sociedade, por in-
termédio das diferentes formas de participação social
citadas. As reuniões deverão ser preparadas, organiza-
das e convocadas pelos agentes públicos com a ajuda
e participação dos representantes da comunidade.
Tanto para o desenvolvimento dos planos estaduais,
como dos planos municipais e intermunicipais, o po-
der público deve ser o responsável por manter vivo o
interesse dos participantes, e por garantir a estrutura
física e equipes necessárias para bem atender às ne-
cessidades de todo o processo de mobilização e par-
ticipação social.
Criar estímulos à participação da sociedade para
discutir as políticas públicas é de grande importância
para o fortalecimento ou construção de organismos
de representação visando o controle social.
O conhecimento pleno das informações sobre o
que será discutido é básico para que a mobilização
ICLEI 31 3/21/12 5:03 PM
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
Conferências Ter-
ritoriais - podem
ser organizadas
em uma deter-
minada área ou
território da cida-
de – bairros com
o mesmo perl
de ocupação e
seus problemas
especícos como
densidade popu-
lacional, perl so-
cial e econômico,
área comercial, se
está no perímetro
urbano ou é área
rural, etc.
seja eciente. Produzir um documento didático e atra-
ente (documento guia), e promover a sua ampla di-
vulgação (uma edição especial do jornal local ou do
diário ocial, uso intenso da internet, etc.) fará com
que um maior número de interessados tenha acesso
ao seu conteúdo. É importante garantir que todos os
participantes dos seminários, conferências, conselhos
ou outro meio, tenham o mesmo nível de informação
sobre o que será discutido nas reuniões.
Dentre os processos democráticos de participação,
a metodologia de conferências é a mais utilizada para
discussões em torno de políticas públicas para diver-
sos temas. A conferência valoriza a discussão da pau-
ta e a contribuição das representações e dos demais
participantes das comunidades. Além disso, permite a
utilização de dinâmicas para o debate, e cria oportu-
nidades para soluções e para a construção de pactos
como resultado da somatória de interesses e necessi-
dades de todos os participantes. As conferências pre-
paratórias deverão eleger os conferencistas que irão
representar seu segmento no debate do evento nal,
que apresentará as propostas e validará o Plano de
Gestão de Resíduos Sólidos.
A fase nal de construção do Plano exige que se estru-
ture uma agenda de continuidade. É o momento pós-
-conferência, da implementação das diretrizes formula-
das, debatidas e aprovadas no processo participativo.
Os meios para controle e scalização deverão estar pro-
postos nos planos, para assegurar o controle social de
sua implementação e operacionalização. A Lei Nacional
de Saneamento Básico estipula como um dos mecanis-
mos de controle a possibilidade de atuação de órgãos
colegiados de caráter consultivo, tais como Conselhos
de Meio Ambiente, de Saúde e outros (BRASIL, 2007a).
1.2. Organização do Processo
Participativo
A garantia de um processo participativo, ordenado
e eciente na formulação dos Planos de Gestão de
Resíduos Sólidos depende da adequada estruturação
de instâncias de coordenação e representação, para
condução coletiva e consistente do processo. Estes
procedimentos são importantes também para a insti-
tucionalização dos Planos pelos estados e municípios.
Nesse sentido, deverão ser constituídos dois fóruns
com atribuições distintas:
a) Comitê Diretor - deverá ser formado por repre-
sentantes (gestores ou técnicos) dos principais órgãos
envolvidos no tema: municipais, no caso dos planos
locais; municipais e estaduais, no caso dos planos re-
gionais. O Comitê Diretor terá caráter técnico, e será
responsável pela coordenação da elaboração dos pla-
nos. Terá também papel executivo quanto às tarefas
de organização e viabilização da infraestrutura (con-
vocatória de reuniões, locais apropriados, cópias de
documentos, etc.) e a responsabilidade de garantir, in-
clusive com recursos, o bom andamento do processo.
É recomendável que o Comitê Diretor, principal-
mente nos casos de planos regionais ou de grandes
cidades, seja nomeado por ato ocial, e o número de
membros, compatível com um organismo que tem
papel executivo.
ICLEI 32 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Conferências
Setoriais - de-
verão focar os
diversos setores
produtivos da
economia local
como o comércio
e suas entidades
representati-
vas; indústrias;
prossionais
liberais, sindica-
tos, associações;
empresas de
serviços; universi-
dades; serviços de
saúde públicos e
privados, etc.
Em linhas gerais, o Comitê Diretor deverá:
» coordenar o processo de mobilização e participa-
ção social;
» sugerir alternativas, do ponto de vista de viabili-
dade técnica, operacional, nanceira e ambiental,
buscando promover as ações integradas de gestão
de resíduos sólidos;
» deliberar sobre estratégias e mecanismos que as-
segurem a implementação do Plano;
» analisar e aprovar os produtos da consultoria con-
tratada quando houver;
» denir e acompanhar agendas das equipes de tra-
balho e de pesquisa;
» formular os temas para debate;
» criar agendas para a apresentação pública dos re-
sultados do trabalho;
» produzir documentos periódicos sobre o anda-
mento do processo de construção do Plano, publi-
cá-los e distribuí-los convenientemente;
» garantir locais e estruturas organizacionais para
dar suporte a seminários, audiências públicas, con-
ferências e debates visando a participação social
no processo de discussão do Plano;
» promover campanhas informativas e de divulga-
ção do processo de construção do Plano cons-
tituindo parcerias com entidades e os diversos
meios de comunicação.
b) Grupo de Sustentação - será o organismo
político de participação social. Deverá ser formado
por representantes do setor público e da sociedade
organizada; instituições de âmbito estadual ou re-
gional, e instituições locais. Deverão ser considera-
dos todos os que estão envolvidos de alguma forma
com o tema (representantes dos Conselhos de Meio
Ambiente, de Saúde, de Saneamento Básico e de De-
senvolvimento Urbano; representantes de organiza-
ções da sociedade civil como entidades prossionais,
sindicais, empresariais, movimentos sociais e ONGs,
comunidade acadêmica e convidados de modo ge-
ral). O Grupo de Sustentação será responsável por
garantir o debate e o engajamento de todos os seg-
mentos ao longo do processo participativo, e por
ajudar na consolidação das políticas públicas de re-
síduos sólidos.
A partir de pauta básica denida em reunião con-
junta do Comitê Diretor e do Grupo de Sustentação,
deverão ser elaborados documentos guia para orien-
Votação durante a 13ª Conferência Nacional de Saúde
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ICLEI 33 3/21/12 5:03 PM
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
tação da discussão. Estes documentos deverão conter
os principais temas regionais e locais, as diretrizes da
Política Nacional, e as contribuições feitas pelos repre-
sentantes dos órgãos públicos e dos diversos setores
da comunidade. Estes documentos subsidiarão a fase
do diagnóstico, do planejamento das ações e de sua
implementação.
O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação,
juntos, deverão elaborar uma agenda de todo o pro-
cesso de construção dos Planos de Gestão, a ser pac-
tuada com a comunidade local ou regional, por meio
de suas representações. Esta agenda deverá conter:
» a frequência de reuniões com suas datas, horá-
rios, locais;
» datas para a divulgação da pauta de discussão,
com a antecedência necessária, para que todos
possam preparar-se para os eventos. É funda-
mental que todos os setores sociais e econômi-
cos envolvidos tenham tempo para o debate
entre seus pares, e a construção de posições em
relação às temáticas em discussão;
» o anúncio dos debates públicos (seminários e/
ou conferências) previstos para momentos cha-
ve do processo. Estes debates visam apresentar
o conteúdo do Plano para o estabelecimento
do compromisso coletivo da construção da
política. São momentos de validação dos docu-
mentos.
As iniciativas de educação ambiental deverão ser
preparadas em conjunto pelo Comitê Diretor e Gru-
po de Sustentação. É importante buscar uma abor-
dagem transversal nas temáticas da não geração,
redução, consumo consciente, produção e consumo
sustentáveis, conectando resíduos, água e energia
sempre que possível. É importante que o planeja-
mento das ações respeite a Política Nacional de Edu-
cação Ambiental (PNEA) e o Programa Nacional de
Educação Ambiental (Pronea) que poderão fornecer
as diretrizes.
Conferências
Temáticas - pode-
rão ser dedicadas a
discutir assuntos es-
pecícos abordados
por sua importância
em termos de gera-
ção ou impacto na
comunidade como
por exemplo, cargas
perigosas; resíduos
de construção e de-
molição deposita-
dos irregularmente.
Conferências
Municipais e
Regionais – uma
vez realizadas as
conferências prepa-
ratórias (territoriais,
setoriais ou temáti-
cas) e sistematiza-
das as contribuições
para cada item
de um documen-
to guia, nova
publicação deve
ser produzida, com
ampla distribuição,
feita com antece-
dência ao evento
nal, que deverá ser
a Conferência Mu-
nicipal ou Regional
de Resíduos Sólidos
(Conferência Mu-
nicipal / Regional

Acesso à informação plena e espaços participativos são fundamentais para a
mobilização social.
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A elaboração de um programa mínimo de educa-
ção ambiental, no âmbito das ações para a elaboração
participativa dos Planos, deverá contemplar iniciativas
visando pautar o assunto “resíduos sólidos” no dia a dia
das comunidades, com campanhas, seminários, entre-
vistas em rádio e mídias impressas e outros meios.
ICLEI 34 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
As possibilidades são inúmeras e deverão ser explo-
radas pelos responsáveis pela elaboração do programa.
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999
Dispõe sobre a educação ambiental e institui a
Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 1
o
Entendem-se por educação ambiental os
processos por meio dos quais o indivíduo e a cole-
tividade constroem valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para
a conservação do meio ambiente, bem de uso co-
mum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e
sua sustentabilidade (BRASIL, 1999).
de Saneamento
Básico).
Possíveis
representantes
para o Grupo de
Sustentação:
Associações
comunitárias e de
bairros; associação
comercial; sindica-
tos empresariais e
de trabalhadores
urbanos e rurais;
associação de in-
dustriais; associa-
ções de produtores
agrícolas; coope-
rativas; empresas
de construção civil;
empresas estaduais
de saneamento;
empresas presta-
doras de serviços
públicos em geral;
associações pros-
sionais, servidores
públicos municipais,
estaduais e federais;
entidades religiosas;
clubes de serviço;
poderes executivo,
legislativo e judici-
ário; organizações
não governamen-
tais, etc.
A educação ambiental deverá acompanhar o desen-
volvimento da agenda de comunicação especíca do
Plano, e o processo participativo de sua construção ten-
do a mídia local como parceira. Será importante a rea-
lização de campanhas de divulgação da temática dos
resíduos sólidos, de forma criativa e inclusiva tais como:
» promoção de concursos de redação com a temáti-
ca resíduos sólidos;
» promoção de concurso de fotos de agrantes so-
bre o tema, com exposição de todos os trabalhos
inscritos;
» programas de entrevistas no rádio com crianças,
empresários, coletores de resíduos, aposentados,
médicos, comerciários, etc.
ICLEI 35 3/21/12 5:03 PM
36
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
2. ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO E DOS CENÁRIOS FUTUROS
É
importante enfatizar e valorizar sempre dois as-
pectos indissociáveis do processo de construção
dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: o co-
nhecimento técnico e o envolvimento participativo
da coletividade que será alvo do plano.
O diagnóstico, no enfoque técnico, deverá ser
estruturado com dados e informações sobre o perl
das localidades. É fundamental entender a situação
dos resíduos sólidos gerados no respectivo território
quanto à origem, volume, características, formas de
destinação e disposição nal adotadas. Informações
sobre a economia, demograa, emprego e renda,
educação, saúde, características territoriais e outros,
auxiliam na compreensão das peculiaridades locais
e regionais e tipo e quantidade de resíduos gerados.
O acervo de informações sobre as condições do sa-
neamento básico, bem como sobre a gestão dos re-
síduos sólidos, é muito importante para se construir
um diagnóstico amplo, pois permite compreender os
níveis de desenvolvimento social e ambiental da cida-
de, e as implicações na área da saúde. Construir infor-
mações e dados numa perspectiva histórica poderá
auxiliar no enfrentamento de determinados gargalos
ou diculdades futuras.
É importante pesquisar o histórico de gastos com
a limpeza urbana, gestão e manejo dos resíduos só-
lidos, mesmo que dois ou mais órgãos sejam os res-
ponsáveis pela gestão, na administração pública. Dife-
O diagnóstico dos resíduos deve considerar as características locais: acima,
ruas da pequena cidade do semi-árido cearense, Irauçuba e abaixo, a vista da
grande cidade de Belo Horizonte (MG).
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ICLEI 36 3/21/12 5:03 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
rentes estudos mostram que no Brasil, com pequenas
variações, cerca de 5% do orçamento municipal é con-
sumido em limpeza urbana, gestão, manejo e disposi-
ção nal de resíduos sólidos. Exige, portanto, esforço
de racionalização para a sustentabilidade econômica
do serviço público, como denida na nova legislação.
É importante que os dados reitam a diversidade
e a especicidade local ou regional e as suas identi-
dades econômicas, sociais e ambientais em relação a
outras regiões do Estado.
Já o enfoque participativo tem a nalidade de as-
segurar o envolvimento, no processo de construção
dos Planos de Gestão, dos diversos setores da comu-
nidade organizada, e população em geral, e o acesso
aos dados da realidade local ou regional. É importante
tornar público os dados de todos os setores produti-
vos, identicando o volume de resíduos gerados em
cada porção do território; difundir as informações
sobre novas tecnologias de tratamento e redução
dos volumes; e divulgar exemplos de condutas para
incentivar novos hábitos para a não geração, reapro-
veitamento e reciclagem de resíduos sólidos.
Complementarmente ao diagnóstico, a equipe téc-
nica deverá construir cenários futuros que descre-
vam hipóteses de situações possíveis, imagináveis ou
desejáveis. Estes cenários, tal como tratados no Plano
Nacional de Resíduos Sólidos, permitem uma reexão
sobre as alternativas de futuro. Estes cenários servirão
de referencial para o planejamento no horizonte tem-
poral adotado, reetindo as expectativas favoráveis e
desfavoráveis para aspectos como: crescimento po-
pulacional; intensidade de geração de resíduos; mu-
dança no perl dos resíduos; incorporação de novos
procedimentos; novas capacidades gerenciais, etc.
As informações obtidas devem ser colocadas num
grande quadro de referência inicial. O lançamento das
informações neste quadro de referência deve ser fei-
to pelo Comitê Diretor, e o trabalho distribuído entre
os técnicos envolvidos. Este procedimento favorece a
qualicação e a consolidação da equipe gerencial lo-
cal ou regional.
Enquanto órgão colegiado de representação é im-
portante que o Grupo de Sustentação faça o acompa-
nhamento sistemático do processo.
Valorizar a participação da sociedade, e suas
instituições representativas, desde o início do
processo de elaboração do plano, favorece a
construção dos mecanismos de controle social
dos serviços públicos de limpeza urbana e
manejo dos resíduos sólidos, e dos sistemas de
coleta seletiva e logística reversa que deverão
ser implantados.
ICLEI 37 3/21/12 5:03 PM
As diretrizes e
estratégias deve-
rão respeitar as
exigências da Lei
12.305/2010 e da
Lei 11.445/2007,
enfatizando
a questão da
sustentabilidade
econômica e
ambiental, com
atenção no en-
cerramento dos
lixões existentes.
A atenção deverá
ser central para
a questão da in-
clusão social dos
catadores de ma-
teriais recicláveis.
As ações progra-
madas deverão
estar harmônicas
com as ações
para a redução de
emissões de gases
oriundos dos re-
síduos, compati-
bilizando-se com
os objetivos da
Política Nacional
sobre Mudanças
do Clima (BRASIL,
2010b; BRASIL,
2007a).
3. DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS
A
s diretrizes e estratégias dos Planos de Gestão
deverão traduzir com clareza a hierarquia que
deve ser observada para a gestão de resíduos
estabelecida na PNRS: não geração, redução, reutiliza-
ção, reciclagem, tratamento dos resíduos e disposição
nal dos rejeitos. Os planos deverão contemplar a recu-
peração e valorização máxima dos diversos materiais,
incorporando soluções para redução da disposição dos
rejeitos ricos em matéria orgânica nos aterros, de forma
a reduzir a geração de gases malécos à atmosfera
(BRASIL, 2010b).
Como no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, as di-
retrizes precisam ser entendidas como as linhas norte-
adoras, e as estratégias como a forma ou meio para sua
implementação, através das ações e programas deni-
dos. As diretrizes, estratégias, metas e ações deverão
ser traçadas considerando-se os diversos tipos de res-
ponsabilidades da gestão compartilhada dos resíduos:
» responsabilidades pelos serviços públicos de lim-
peza urbana e manejo, e pelos resíduos gerados
em instalações públicas;
» responsabilidades dos entes privados pelos resídu-
os gerados em ambientes sob sua gestão;
» responsabilidades decorrentes da logística reversa
e da implementação de Plano de Gerenciamento
obrigatório;
» responsabilidades do consumidor/gerador domi-
ciliar.
Embora com um papel mais central no Plano Es-
tadual de Resíduos Sólidos, deverão ser traçadas
diretrizes relativas aos agentes responsáveis pela
implementação dos processos de logística reversa,
reetindo no âmbito do PGIRS os acordos setoriais
que já tenham sido decididos a nível nacional, ou
propondo acordos de alcance local, regional ou es-
tadual.
O Plano de Gestão deve levar em conta priori-
tariamente o planejamento das iniciativas para os
resíduos que têm presença mais significativa nas
cidades. De uma forma geral, estes resíduos são o
da construção civil, o resíduo domiciliar seco, e o
resíduo domiciliar úmido. Este planejamento es-
pecífico deve ser seguido pelo planejamento das
ações para todo o conjunto de resíduos ocorrentes
(resíduos de serviços de saúde, resíduos de logística
reversa, resíduos industriais, minerários, agrosilvo-
pastoris, etc.).
No âmbito local (município) ou regional (intermuni-
cipal), o PGIRS precisa ser traduzido em um conjunto
de instalações que contemple a totalidade do territó-
rio urbano. Estas instalações constituem a oferta de
endereços físicos para a atração e concentração de
diversos tipos de resíduos. Sem estes endereços, o
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
ICLEI 38 3/21/12 5:03 PM
39
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
processo indisciplinado de descarte de resíduos per-
manecerá. O MMA vem incentivando um Modelo Tec-
nológico que dene uma rede de instalações.
Veja o folder do modelo tecnológico do MMA em:
http://www.mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/
_publicacao/125_publicacao17012012091004.pdf.
Lei nº 12.305/2010: o Art. 35 arma que, sempre
que estabelecido sistema de coleta seletiva ou de
logística reversa, o consumidor deve:
I - acondicionar adequadamente e de forma dife-
renciada os resíduos sólidos gerados;
II – disponibilizar adequadamente os resíduos
sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou de-
volução.
Decreto 7.404/ 2010: o Art. 84 prevê que os con-
sumidores que descumpram suas obrigações esta-
rão sujeitos à advertência e, em reincidência, multas
de R$ 50 a R$ 500, que poderá ser convertida em
prestação de serviços.
O processo coletivo de denição das diretrizes e es-
tratégias é parte importante do processo de formação
da equipe técnica gerencial. Para isso cumprirá um
papel estratégico a consolidação do quadro de refe-
rência proposto no início dos trabalhos, com todos os
aspectos de todos os resíduos, que precisam ser abor-
dados nos planos.
Esse quadro de referência deverá conter informa-
ções sobre a situação atual do conjunto de resíduos
gerados, indicação de sistemas de controle existentes,
agentes responsáveis, diculdades e soluções pro-
postas buscando compatibilizar com as diretrizes da
PNRS. Deverão constar neste quadro, além dos resídu-
os que têm presença mais signicativa nas localidades
ou na região, os que participam do sistema de logís-
tica reversa (elétricos e eletrônicos; pneus, pilhas e
baterias, lâmpadas uorescentes; óleos combustíveis;
agrotóxicos e suas embalagens); os resíduos agrosil-
vopastoris; resíduos perigosos; resíduos oriundos de
varrição e drenagem; volumosos; resíduos verdes de
poda e da manutenção de praças, parques e jardins;
resíduos de cemitérios além daqueles próprios de ins-
talações portuárias, aeroportuárias e de rodoviárias
(municipais e intermunicipais).
ICLEI 39 3/21/12 5:03 PM
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ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
Resíduos domiciliares úmidos.
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Resíduos industriais.

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Posto de entrega de embalagens de agrotóxicos.
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Depósito de lixo eletrônico.
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ICLEI 40 3/21/12 5:03 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Resíduos agrosilvopastoris madeireiros.
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Resíduos da construção civil.
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ICLEI 41 3/21/12 5:03 PM
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PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
4. METAS, PROGRAMAS E RECURSOS NECESSÁRIOS
U
ma vez estabelecidas as diretrizes e estraté-
gias, os Planos de Gestão deverão denir as
metas quantitativas para as quais serão desen-
volvidos programas e ações. As diretrizes e prazos
determinados pela Lei 12.305/2010 e as peculiari-
dades sociais, econômicas, culturais, territoriais, etc.
do Estado e dos Municípios nortearão a denição
das metas. Será certamente importante considerar,
de início, duas denições da Política Nacional de Re-
síduos Sólidos – é vedado o acesso aos recursos da
União sem elaboração do PGIRS a partir de agosto
de 2012, e a diretriz de que em agosto de 2014 es-
tejam encerrados os lixões (MMA, 2011).
As metas quantitativas deverão ser xadas por perí-
odo, considerando-se como melhor hipótese o lança-
mento por quadriênios, vinculados aos anos de pre-
paro dos planos plurianuais, e portanto momentos de
revisão dos Planos de Gestão. Deverão ser compatibi-
lizadas, principalmente a exigência legal, a capa-
cidade de investimento e a capacidade gerencial,
entre outros fatores.
Alguns programas e ações são primordiais, por seu
caráter estruturante, imprescindíveis para o sucesso
de todo o conjunto de ações. Destacam-se:
» a constituição de equipes técnicas capacitadas;
» o disciplinamento das atividades de geradores,
transportadores e receptores de resíduos;
» a formalização da presença dos catadores no pro-
cesso de gestão;
» a implementação de mecanismos de controle e s-
calização;
» a implementação de iniciativas de gestão de resí-
duos e compras sustentáveis nos órgãos da admi-
nistração pública;
» a estruturação de ações de educação ambiental;
» o incentivo à implantação de atividades processa-
doras de resíduos.
O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deve-
rão enfatizar a necessidade de planejamento para as
questões mais relevantes.
O desenvolvimento de Programas Prioritários
para os resíduos que têm presença mais signicativa
nas cidades é importante, por tratarem-se dos que
empregam mais recursos humanos, físicos e nancei-
ros para sua gestão.
Os Planos de Gestão deverão apontar as fontes de
recursos para a implementação das ações e progra-
mas, o que deve condicionar o estabelecimento das
metas. O Manual recentemente publicado pelo Banco
do Brasil, em parceria com o MMA e o MCidades apon-
ta as diversas fontes de recursos disponíveis, reembol-
sáveis e não reembolsáveis.
ICLEI 42 3/21/12 5:03 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Agenda Ambiental na Administração Pública - A3P
A A3P pode ser vista como estratégia de cons-
trução de uma nova cultura institucional que visa à
incorporação de critérios socioambientais na admi-
nistração pública. É estruturada nas seguintes prin-
cipais razões:
- o poder público é grande consumidor de recur-
sos naturais;
- tem papel importante na promoção de padrões de
produção e consumo ambientalmente sustentáveis e,
- deve servir de exemplo na redução de impactos
socioambientais negativos com origem na ativida-
de pública.
São objetivos da A3P:
- combate a todas as formas de desperdício de
recursos naturais e bens públicos;
- inclusão de critérios socioambientais nos inves-
timentos, compras e contratações de serviços dos
órgãos governamentais;
- gestão adequada de todos os resíduos gerados e,
- sensibilização dos servidores públicos quanto
aos aspectos ambientais e de melhoria da qualida-
de do ambiente de trabalho.
Para saber mais, acesse a publicação ‘Agenda Am-
biental na Administração Pública`, disponível em:
http://www.mma.gov.br/estruturas/a3p/_arqui-
vos/cartilha_a3p_36.pdf
Informações sobre fontes de recursos:
Manual – Gestão Integrada de Resíduos Sóli-
dos
Parceria: Banco do Brasil – MMA - MCidades
http://www.bb.com.br/docs/pub/inst/
dwn/3FontesFinan.pdf
Conforme a Lei 12.305/2010 o poder público pode-
rá instituir medidas indutoras e linhas de nanciamen-
to voltadas à melhoria da gestão dos resíduos. Esta
disposição tem especial importância no caso dos Pla-
nos Estaduais pelas possibilidades que se abrem para
a denição de programas especiais de agências de
fomento, instituições nanceiras e outras, existentes
no âmbito estadual com repercussão nos municípios
e regiões do Estado (BRASIL, 2010b).
ICLEI 43 3/21/12 5:03 PM
44
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
5. IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES
A
s diculdades nanceiras e a fragilidade da ges-
tão de grande parte dos municípios brasileiros
para a solução dos problemas relacionados aos
resíduos sólidos abrem espaço para que as cidades
se organizem coletivamente visando a construção
de planos intermunicipais de gestão integrada de
resíduos sólidos. Os prazos que a Política Nacional
estabelece para que os municípios dêem solução am-
bientalmente adequada aos resíduos podem reforçar
a opção por consórcios públicos, e esta pode ser uma
opção decisiva para o processo de implementação.
Os elevados recursos empenhados na gestão e no
manejo dos resíduos sólidos exigem a criação de ins-
trumentos de recuperação dos custos para tornar eco-
nomicamente sustentáveis esses serviços públicos.
A solução adequada desta questão determinará as
possibilidades de sucesso dos Planos de Gestão, prin-
cipalmente no âmbito local. A discussão e implemen-
tação de instrumentos para a recuperação dos custos
poderá ser mais produtiva se realizada no âmbito da
gestão associada dada a maior diversidade de parâ-
metros a serem ponderados em conjunto pelo Comitê
Diretor e Grupo de Sustentação.
Poderão ser fontes de recursos para as instâncias
gestoras: a cobrança proporcional ao volume de resí-
duos sólidos gerados por domicílios e outras fontes;
recursos orçamentários, oriundos da prestação de ser-
viços; recurso oriundo da venda de materiais reciclá-
veis, etc.
A construção dos Planos de Gestão de Resíduos
Sólidos baseada na mobilização e participação so-
cial deverá resultar em um pacto em nível local e
regional, entre todos os agentes econômicos e so-
ciais para a sua implementação - cada qual com sua
responsabilidade. Assim, após o término do proces-
so de construção, será necessário instituir agendas
de implementação, por grupos de interesse ou tipo
de resíduo, contendo as responsabilidades e novas
condutas. Os órgãos públicos municipais também
terão sua agenda, assim como os estaduais e fede-
rais.
É importante que se tenha clara a responsabilida-
de do poder público na elaboração dessas agendas
de continuidade para que não haja espaço vazio
entre a formalização do Plano e sua efetiva imple-
mentação.
ICLEI 44 3/21/12 5:03 PM
45
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
6. DOS PRAZOS, DO HORIZONTE TEMPORAL E DAS REVISÕES
O
Art. 4º da Lei 12.305/2010 dene quais planos in-
tegram a PNRS. No quadro abaixo, estão relaciona-
dos os planos de atribuição pública e seus respec-
tivos prazos estabelecidos pelo Decreto nº 7.404/2010.
PRAZOS
ESFERA Plano Elaboração Vigência
Horizonte
de atuação
Atualização ou Revisão
Federal
Plano Nacional de
Resíduos Sólidos
Versão
preliminar até
junho de 2011
Indeterminado 20 anos A cada 4 anos (previsão)
Estadual
Plano Estadual de
Resíduos Sólidos Agosto de 2012
A elaboração é
condição para
o acesso dos
Estados aos
recursos da
União, ou por
ela controlados.
Indeterminado 20 anos A cada 4 anos (previsão)
Plano Microrregional
de Resíduos Sólidos
Plano de Resíduos
Sólidos de Regiões
Metropolitanas ou
Aglomerações Urbanas
Municipal
Plano Municipal de
Gestão Integrada de
Resíduos Sólidos
Agosto de 2012
A elaboração é
condição para
o acesso dos
Municípios aos
recursos da
União, ou por
ela controlados.
Indeterminado 20 anos
Prioritariamente, no máximo a cada 4 anos,
junto com a revisão do plano plurianual.
Esta exigência, para o âmbito local, faz do
PGIRS uma peça viva, que se reinventa a
cada nova discussão pública, renovando o
repertório de conhecimento sobre o assunto
por parte da comunidade; incorporando
novas tecnologias nos processos de gestão,
manejo, processamento e destinação nal;
incorporando novos procedimentos e
descartando os que já não mais se mostrem
ecientes ou viáveis.
Plano Intermunicipal
de Resíduos Sólidos
Municípios com menos
de 20 mil habitantes
poderão adotar planos
simplicados de gestão
de resíduos sólidos.
ICLEI 45 3/21/12 5:03 PM
46
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
7. PASSO A PASSO: O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PGIRS
N
os municípios, nas regiões em consorciamento
ou em consórcio público já constituído, o pro-
cesso de elaboração do Plano de Gestão In-
tegrada de Resíduos Sólidos (PGIRS), pode seguir
uma metodologia passo a passo, tal como indicada
a seguir, avançando gradativamente dos primeiros es-
forços de estruturação das instâncias de elaboração,
para a fase de diagnóstico participativo, para o plane-
jamento coletivo das ações e, por nal, para a etapa de
implementação.
1. reunião dos agentes públicos envolvidos e
denição do Comitê Diretor para o processo
2. identicação das possibilidades e alternativas
para o avanço em articulação regional com ou-
tros municípios
3. estruturação da agenda para a elaboração do
PGIRS
4. identicação dos agentes sociais, econômi-
cos e políticos a serem envolvidos (órgãos dos
executivos, legislativos, ministério público, en-
tidades setoriais e prossionais, ONGS e asso-
ciações, etc.) e constituição do Grupo de Sus-
tentação para o processo
5. estabelecimento das estratégias de mobiliza-
ção dos agentes, inclusive para o envolvimento
dos meios de comunicação (jornais, rádios e
outros)
6. elaboração do diagnóstico expedito (com
apoio dos documentos federais elaborados
pelo IBGE, Ipea, SNIS) e identicação das pecu-
liaridades locais
7. apresentação pública dos resultados e valida-
ção do diagnóstico com os órgãos públicos
dos municípios e com o conjunto dos agentes
envolvidos no Grupo de Sustentação (pode ser
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TAÇÃO
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
interessante organizar apresentações por gru-
pos de resíduos)
8. envolvimento dos Conselhos Municipais de
Saúde, Meio Ambiente e outros na validação
do diagnóstico
9. incorporação das contribuições e preparo de
diagnóstico consolidado
10. denição das perspectivas iniciais do PGIRS, in-
clusive quanto à gestão associada com municí-
pios vizinhos
11. identicação das ações necessárias para a supe-
ração de cada um dos problemas
12. denição de programas prioritários para as
questões e resíduos mais relevantes com base
nas peculiaridades locais e regionais em con-
junto com o Grupo de Sustentação
13. denição dos agentes públicos e privados res-
ponsáveis pelas ações a serem arroladas no
PGIRS
14. denição das metas a serem perseguidas em
um cenário de 20 anos (resultados necessários e
possíveis, iniciativas e instalações a serem imple-
mentadas e outras)
15. elaboração da primeira versão do PGIRS (com
apoio em manuais produzidos pelo Governo Fe-
deral e outras instituições) identicando as pos-
sibilidades de compartilhar ações, instalações e
custos, por meio de consórcio regional
16. estabelecimento de um plano de divulgação da
primeira versão junto aos meios de comunica-
ção (jornais, rádios e outros)
17. apresentação pública dos resultados e valida-
ção do plano com os órgãos públicos dos mu-
nicípios, e com o conjunto dos agentes envolvi-
dos no Grupo de Sustentação (será importante
organizar apresentações em cada município
envolvido, inclusive nos seus Conselhos de Saú-
de, Meio Ambiente e outros)
18. incorporação das contribuições e consolidação
do PGIRS
19. discussões e tomada de decisões sobre a con-
versão ou não do PGIRS em lei municipal, res-
peitada a harmonia necessária entre as leis de
diversos municípios, no caso de constituição de
consórcio público
20. divulgação ampla do PGIRS consolidado
21. denição da agenda de continuidade do proces-
so, de cada iniciativa e programa, contemplando
inclusive a organização de consórcio regional e a
revisão obrigatória do PGIRS a cada 4 anos
22. monitoramento do PGIRS e avaliação de resul-
tados
ICLEI 47 3/21/12 5:03 PM
48
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
APÊNDICE: SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
O
diagnóstico sobre a situação dos resíduos só-
lidos deverá relacionar e classicar todos os
resíduos existentes nas localidades, as condi-
ções de geração e as formas de coleta e transporte
adotadas. Esta seção do Manual trata das informações
gerais que auxiliarão na distinção e na denição da
situação local dos resíduos sólidos.
1. Classicação
Resíduos Sólidos Domiciliares - RSD
Corresponde aos resíduos originários de atividades
domésticas em residências urbanas; é composto por
resíduos secos e resíduos úmidos (RSU).
Os resíduos secos são constituidos principalmen-
te por embalagens fabricadas a partir de plásticos,
papéis, vidros e metais diversos, ocorrendo também
produtos compostos como as embalagens “longa
vida” e outros. Há predominância de produtos fabrica-
dos com papéis (39%) e plásticos (22%), conforme le-
vantamento realizado pelo Compromisso Empresarial
pela Reciclagem (VILHENA, 2001).
Já os resíduos úmidos são constituídos principal-
mente por restos oriundos do preparo dos alimentos.
Contém partes de alimentos in natura, como folhas,
cascas e sementes, restos de alimentos industrializa-
dos e outros.
Os estudos que embasaram o Plano Nacional de
Resíduos Sólidos apontaram uma composição média
nacional de 31,9% de resíduos secos e 51,4% de resí-
duos úmidos no total dos resíduos sólidos urbanos
coletados. Cada localidade tem seu quadro especíco,
que poderá ser revelado por caracterizações realiza-
das periodicamente, cumprindo os procedimentos
das normas brasileiras. No Anexo 3, encontra-se uma
planilha com a caracterização de resíduos domiciliares
que poderá permitir uma visão das peculiaridades das
regiões e dos portes de municípios (MMA, 2011).
Resíduos Sólidos Domiciliares – Rejeitos
Referem-se às parcelas contaminadas dos resíduos
domiciliares: embalagens que não se preservaram se-
cas, resíduos úmidos que não podem ser processados
Papéis representam 39% dos resíduos sólidos domiciliares secos.
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
em conjunto com os demais, resíduos das atividades
de higiene e outros tipos. Segundo os estudos que
embasaram o Plano Nacional de Resíduos Sólidos,
correspondem a 16,7% do total, em uma caracteriza-
ção média nacional (MMA, 2011).
síduos de feiras públicas e eventos de acesso aberto
ao público (BRASIL, 2007a).
Os resíduos da varrição são constituídos por mate-
riais de pequenas dimensões, principalmente os car-
reados pelo vento ou oriundos da presença humana
nos espaços urbanos. É comum a presença de areia
e terra, folhas, pequenas embalagens e pedaços de
madeira, fezes de animais e outros. As atividades de
varrição, muitas vezes, limitam-se às vias centrais e
centros comerciais dos municípios.
Mesclam-se com as atividades de limpeza pública
aquelas de caráter corretivo, que são feitas nos cos-
tumeiros pontos viciados de cada município. Nestes
pontos observa-se a presença signicativa de resídu-
os da construção, inclusive solo, resíduos volumosos
e resíduos domiciliares. Os prossionais encarregados
da coordenação desta atividade em campo conseg-
uem descrever a composição percentual dos materi-
ais recolhidos.
Resíduos da Construção Civil e Demolição – RCC
Nestes resíduos predominam materiais trituráveis
como restos de alvenarias, argamassas, concreto e as-
falto, além do solo, todos designados como RCC classe
A (reutilizáveis ou recicláveis). Correspondem, a 80%
da composição típica desse material. Comparecem
ainda materiais facilmente recicláveis, como embala-
gens em geral, tubos, ação, metais, madeira e o ges-
so. Este conjunto é designado de classe B (recicláveis
para outras destinações) e corresponde a quase 20%
do total sendo que metade é debitado às madeiras,
Resíduos da Limpeza Pública
As atividades de limpeza pública, denidas na Lei
Federal de Saneamento Básico, dizem respeito a:
varrição, capina, podas e atividades correlatas; lim-
peza de escadarias, monumentos, sanitários, abrigos
e outros; raspagem e remoção de terra e areia em
logradouros públicos; desobstrução e limpeza de
bueiros, bocas de lobo e correlatos; e limpeza dos re-
A grande parcela dos resíduos sólidos domiciliares úmidos é composta por
restos de comida.
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50
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
bastante usadas na construção. O restante dos RCC são
os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tec-
nologias ou aplicações economicamente viáveis que
permitam a sua reciclagem/ recuperação e os resíduos
potencialmente perigosos como alguns tipos de óleos,
graxas, impermeabilizantes, solventes, tintas e baterias
de ferramentas (MMA, 2011).
Resíduos Volumosos
São constituídos por peças de grandes dimensões
como móveis e utensílios domésticos inservíveis,
grandes embalagens, podas e outros resíduos de ori-
gem não industrial e não coletados pelo sistema de
recolhimento domiciliar convencional. Os compo-
nentes mais constantes são as madeiras e os metais.
Os resíduos volumosos estão denidos nas normas
brasileiras que versam sobre resíduos da contrução
e, normalmente são removidos das áreas geradoras
juntamente com os RCC.
Resíduos Verdes
São os resíduos provenientes da manutenção de
parques, áreas verdes e jardins, redes de distribuição
de energia elétrica, telefonia e outras. São comumente
classicados em troncos, galharia na, folhas e mate-
rial de capina e desbaste. Boa parte deles coincide
com os resíduos de limpeza pública.
Resíduos dos Serviços de Saúde
Para melhor controle e gerenciamento, estes resídu-
os são divididos em grupos, da seguinte forma: Grupo
A (potencialmente infectante: produtos biológicos,
bolsas transfusionais, peças anatômicas, ltros de ar,
gases etc.); Grupo B (químicos); Grupo C (rejeitos ra-
dioativos); Grupo D (resíduos comuns) e Grupo E (per-
furocortantes). A observação de estabelecimentos de
serviços de saúde tem demonstrado que os resíduos
do Grupos A, B, C e E são no conjunto, 25% do volume
total. Os do Grupo D (resíduos comuns e passíveis de
reciclagem, como as embalagens) respondem por
75% do volume (MMA, 2011).
Resíduos com Logística Reversa Obrigatória
Este conjunto de resíduos é constituído por produ-
tos eletroeletrônicos; pilhas e baterias; pneus;
lâmpadas uorescentes (vapor de sódio, mercúrio
e de luz mista); óleos lubricantes, seus resíduos e
embalagens e, por m, os agrotóxicos, também com
seus resíduos e embalagens. Vários dos resíduos com
Os resíduos volumosos estão denidos na ABNT NBR 15.112 de 30 de junho
de 2004, que trata de resíduos da construção.
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51
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
logística reversa já têm a gestão disciplinada por reso-
luções especícas do CONAMA.
Os equipamentos eletroeletrônicos são de peque- peque-
no e grande porte e incluem todos os dispositivos de
informática, som, vídeo, telefonia, brinquedos e ou-
tros, os equipamentos da linha branca, como geladei-
ras, lavadoras e fogões, pequenos dispositivos como
ferros de passar, secadores, ventiladores, exaustores e
outros equipamentos dotados, em geral, de controle
eletrônico ou acionamento elétrico.
As pilhas e baterias são de várias dimensões, desde
os dispositivos de muito pequeno porte até as ba-
terias automotivas. Os pneus, também são de portes
variados e têm condições obrigatórias de gestão para
as peças acima de 2 kg, de acordo com a Resolução
CONAMA nº 416 de 30 de setembro de 2009 (BRASIL,
2009a).
Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento
Básico
São os resíduos gerados em atividades relaciona-
das às seguintes modalidades do saneamento básico:
tratamento da água e do esgoto, manutenção dos
sistemas de drenagem e manejo das águas pluviais.
Os resíduos são resultantes dos processos aplicados
em Estações de Tratamento de Água (ETAs) e Estações
de Tratamento de Esgoto (ETEs), ambos envolvendo
cargas de matéria orgânica, e resíduos dos sistemas
de drenagem, com predominância de material inerte
proveniente principalmente do desassoreamento de
cursos d’água.
Resíduos Sólidos Cemiteriais
Os resíduos gerados nos cemitérios em todos os
municípios brasileiros devem ser também diagnosti-
cados. Parte deles se sobrepõe a outros tipos de resí-
duos. É o caso, por exemplo, dos resíduos da constru-
ção e manutenção de jazigos, dos resíduos secos e dos
resíduos verdes dos arranjos orais e similares, e dos
resíduos de madeira provenientes dos esquifes. Os
resíduos da decomposição de corpos (ossos e outros)
provenientes do processo de exumação são especí-
cos deste tipo de instalação.
Resíduos de Óleos Comestíveis
São os resíduos de óleos gerados no processo de
preparo de alimentos. Provêm das fábricas de produ-
tos alimentícios, do comércio especializado (restau-
rantes, bares e congêneres) e também de domicílios.
Apesar dos pequenos volumes gerados, são resíduos
preocupantes pelos impactos que provocam nas re-
des de saneamento e em cursos d’água. Apesar de
não serem sólidos, costumeiramente vêm sendo ge-
ridos em conjunto com os resíduos sólidos em geral.
Resíduos Industriais
Os resíduos industriais são bastante diversicados
e foram disciplinados, anteriormente à Política Na-
cional de Resíduos Sólidos, pela Resolução CONAMA
nº 313/2002. A partir da sua edição os seguintes
setores industriais devem enviar registros para com-
ICLEI 51 3/21/12 5:03 PM
52
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
posição do Inventário Nacional dos Resíduos Indus-
triais: indústrias de preparação de couros e fabri-
cação de artefatos de couro; fabricação de coque,
reno de petróleo, elaboração de combustíveis nu-
cleares e produção de álcool; fabricação de produtos
químicos; metalurgia básica; fabricação de produtos
de metal; fabricação de máquinas e equipamentos,
máquinas para escritório e equipamentos de infor-
mática; fabricação e montagem de veículos automo-
tores, reboques e carrocerias; e fabricação de outros
equipamentos de transporte (BRASIL, 2002).
Os resultados das orientações do CONAMA foram
pequenos, inclusive pelo fato de apenas 11 Estados
terem desenvolvido os seus Inventários Estaduais de
Resíduos Sólidos Industriais.
Resíduos dos Serviços de Transportes
São gerados em atividades de transporte rodoviá-
rio, ferroviário, aéreo e aquaviário, inclusive os oriun-
dos das instalações de trânsito de usuários como as
rodoviárias, os portos, aeroportos e passagens de
fronteira. São tidos como resíduos capazes de veicular
doenças entre cidades, estados e países.
São citados entre estes resíduos: resíduos orgâni-
cos provenientes de cozinhas, refeitórios e serviços
de bordo, sucatas e embalagens em geral, material
de escritório, resíduos infectantes, resíduos químicos,
cargas em perdimento, apreendidas ou mal acondi-
cionadas, lâmpadas, pilhas e baterias, resíduos conta-
minados de óleo, e os resíduos de atividades de ma-
nutenção dos meios de transporte.
Resíduos Agrosilvopastoris
Estes resíduos precisam ser analisados segundo
suas características orgânicas ou inorgânicas. Dentre
os de natureza orgânica deve-se considerar os resí-
duos de culturas perenes (café, banana, laranja, coco,
etc.) e temporárias (cana, soja, milho, mandioca, fei-
jão, etc.). Quanto às criações de animais, precisam
ser consideradas as de bovinos, equinos, caprinos,
ovinos, suínos, aves e outros, bem como os resíduos
gerados nos abatedouros e outras atividades agroin-
dustriais. Também estão entre estes, os resíduos das
atividades orestais.
Os resíduos de natureza inorgânica abrangem os
agrotóxicos, os fertilizantes e os produtos farmacêuti-
cos e as suas diversas formas de embalagens.
Os grandes volumes de resíduos gerados e as ca-
racterísticas daqueles que são de natureza orgânica
Em 2009, foram geradas 316.909.675 toneladas de resíduos agrosilvopastoris
orgânicos provenientes da criação de bovinos (leite). (MMA, 2011)
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
têm pautado a discussão das possibilidades de seu
aproveitamento energético, visando a redução das
emissões por eles causadas.
Resíduos da Mineração
Os resíduos de mineração são especícos de al-
gumas regiões brasileiras que, pelas suas condições
geográcas têm estas atividades mais desenvolvi-
das. Os dois tipos gerados em maior quantidade são
os estéreis e os rejeitos. Os estéreis são os materiais
retirados da cobertura ou das porções laterais de
depósitos mineralizados pelo fato de não apresen-
tarem concentração econômica no momento de
extração. Podem também ser constituídos por mate-
riais rochosos de composição diversa da rocha que
encerra depósito.
Os rejeitos são os resíduos provenientes do bene-
ciamento dos minerais, para redução de dimensões,
incremento da pureza ou outra nalidade. Somam-se
a esses, os resíduos das atividades de suporte: materi-
ais utilizados em desmonte de rochas, manutenção de
equipamentos pesados e veículos, atividades admi-
nistrativas e outras relacionadas.
Os minerais com geração mais signicativa de re-
síduos são as rochas ornamentais, o ferro, o ouro,
titânio, fosfato e outros.
2. Geração
As informações sobre geração local ou regional
dos resíduos são importantes como alicerces da etapa
de planejamento das ações. Neste Manual elas estão
organizadas por tipo de resíduo.
Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD
A geração dos resíduos domiciliares varia de acor-
do com o porte dos municípios e regiões geográcas
do país, em função do vigor da atividade econômica
e tamanho e renda da população. A análise dos re-
sultados do SNIS 2009 permite visualizar as taxas de
geração média de resíduos domiciliares e resíduos
da limpeza pública detectada em municípios com
diversos portes.
Os municípios têm facilidade de compor esta in-
formação por conta de contratos existentes ou con-
troles dos veículos responsáveis pela coleta. No en-
tanto é necessário registrar a abrangência da coleta,
e a ocorrência de outros tipos que não a convencio-
nal, como as promovidas por catadores e sucateiros.
As quantidades de resíduos secos recolhidas por es-
tes agentes precisam ser agregadas para denição
da taxa de geração local. Da mesma forma, os resídu-
os úmidos levados a processos de compostagem ou
outros tipos de aproveitamento precisam ser com-
putados.
Os levantamentos do SNIS têm mostrado que os
municípios que conseguem controlar seus resíduos
com uso de balanças ainda são minoria – cerca de um
terço nas regiões sul e sudeste, e pouco mais de dez
por cento nas outras três regiões. Assim, a quantidade
de resíduos domiciliares em toneladas pode tomar
como parâmetro os indicadores sugeridos abaixo.
ICLEI 53 3/21/12 5:03 PM
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ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
variam de 0,85 a 1,26 m
3
diários de resíduos por km
varrido. A quantidade destes resíduos está vinculada à
extensão do serviço. Além dos registros locais, podem
ser consultados os dados do SNIS 2008 que apresenta
a extensão média varrida nos municípios pesquisados
– 0,27 km/hab (FUNASA, 2006; MCidades, 2010).
A limpeza corretiva de pontos viciados, observada
em inventários de diversos municípios têm mostrado
que cerca de 20% dos resíduos de construção pode
estar depositado nestes pontos. Em alguns mu-
nicípios importantes os inventários revelaram percen-
tuais próximos de 50%.
Resíduos da Construção Civil e Demolição – RCC
O levantamento de números conáveis sobre estes
resíduos depende do levantamento de informações
diretamente com agentes externos à administração
pública. Em grande número dos casos os transporta-
dores privados são responsáveis por até 80% do mane-
jo deste material – para um bom diagnóstico os ca-
çambeiros, carroceiros e outros coletores autônomos
devem ser consultados. Para a quanticação pode-se
utilizar a metodologia apresentada no Manual “Mane-
jo e Gestão de Resíduos da Construção Civil”, editado
pelos Ministérios das Cidades e do Meio Ambiente e
Caixa Econômica Federal (PINTO; GONZÁLES, 2005a).
Os inventários revelam uma relação entre estes re-
síduos e os resíduos domiciliaresde dois para um.
A média estimada como geração típica per capita é de
520 quilos anuais, podendo crescer em cidades com eco-
nomia mais forte e reduzir-se em municípios menores.
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10
20
30
40
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S. André S. J. R. Preto R. Preto Jundiaí V. Conquista
%
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reformas/ampllações consLr. casas consLr. predlos llmp. Lerrenos

Massa especíca aparente de resíduos
domiciliares:
soltos: 250 kg/m
3
compactados: 600 kg/m
3
Resíduos da Limpeza Pública
Os resíduos resultantes das atividades de limpeza
pública representam cerca de 15% da geração to-
tal de resíduos domiciliares, excluída a quantidade
de resíduos de construção em deposições irregulares.
Na limpeza de feiras públicas alguns municípios con-
vivem com taxas de geração de aproximadamente 6 kg
anuais per capita (GUARULHOS, 2010). Já na varrição, o
Manual de Saneamento da FUNASA registra taxas que
DIAGNÓSTICO: ORIGEM DOS RCC REMOVIDOS POR
TRANSPORTADORES
ICLEI 54 3/21/12 5:03 PM
55
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Dados indicativos das atividades locais de construção
podem ser encontrados nos registros do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados – CAGED, do Minis-
tério do Trabalho e Emprego, que revela as alterações
no nível de empregos formais por atividade.
É importante observar que os inventários detec-
tam que 75% da geração destes resíduos ocorrem em
pequenos e médios eventos construtivos, que, quase na
totalidade, são classicados como atividades informais.
Massa especíca aparente de resíduos da
construção:
indiferenciado: 1.200 kg/m
3
classe A: 1.400 kg/m
3
classe A solo: 1.500 kg/m
3
“cata bagulho”, cujos encarregados conseguem indi-
car o percentual do volume composto por este tipo
de resíduo. Os inventários de alguns municípios reve-
laram taxa de geração de 30,0 kg anuais per capita
(GUARULHOS, 2010).
Massa especíca aparente de resíduos
volumosos:
400 kg/m
3
Resíduos Verdes
As fontes de informação para a quanticação destes
resíduos são principalmente o setor de manutenção
pública de parques, áreas verdes e jardins, e o setor
responsável pela manutenção das redes de distri-
buição de energia. Em cidades pequenas e médias,
não densamente ocupadas, costumam constituir
volume bastante signicativo.
Massa especíca aparente de resíduos
verdes (podas):
in natura: 200 kg/m
3
triturados: 450 kg/m
3
Resíduos dos Serviços de Saúde
O SNIS 2008 aponta uma geração média destes re-
síduos de 5 kg diários para cada 1000 habitantes.
Corresponde a uma taxa média de 0,5% em relação à
quantidade de resíduos domiciliares e públicos coletada.
Localidade
Participação dos RCD
na massa total de RSU
Taxa de Geração
(t/habitante/ano)
Santo André / SP 54% 0,51
São José do Rio Preto / SP 58% 0,66
São José dos Campos / SP 67% 0,47
Ribeirão Preto / SP 70% 0,71
Jundiaí / SP 62% 0,76
Vitória da Conquista / BA 61% 0,40
Participação dos RCD nos RSU e taxa de geração em localidades diversas
Fonte: Adaptado PINTO, 1999

Resíduos Volumosos
Os resíduos volumosos precisam ser diagnostica-
dos em conjunto com os resíduos de construção, pois
são manejados pelo mesmo tipo de transportadores.
Em alguns municípios são organizadas campanhas de
ICLEI 55 3/21/12 5:03 PM
56
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
Pode-se também construir a estimativa de geração
através da taxa que consta do Manual de Saneamento
da FUNASA de 2,63 kg diários por leito de internação
existente, dos quais 0,5 kg são resíduos perigosos. A
Política Nacional de Saneamento Básico revela, para o
ano de 2008 a coleta de 8.909 toneladas diárias destes
resíduos em todo o país (MCidades, 2011; FUNASA,
2006).
Para o levantamento local da quantidade destes re-
síduos deve-se investigar os volumes gerados nos es-
tabelecimentos que prestam serviços de saúde, públi-
cos ou privados, tais como: hospitais, clínicas médicas
e veterinárias, laboratórios de análises clínicas, farmá-
cias, unidades básicas de saúde, etc.
Resíduos com Logística Reversa Obrigatória
Os números relativos a estes resíduos são pouco
conhecidos. A prática de diferenciá-los, obrigatória a
partir da sanção da Lei 12.305/2010, deverá revelar
as quantidades geradas em cada localidade e região.
No entanto, desconsiderando-se peculiaridades locais
e regionais, os números da produção nacional para
o consumo interno, pode apontar taxas de geração
de resíduos ou de consumo dos bens envolvidos.
Para os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos
pode-se consider a taxa de geração de 2,6 kg anu- de geração de 2,6 kg anu-
ais per capita, com base em trabalhos acadêmicos e
em estimativas traçadas pela Fundação Estadual de
Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais – FEAM em
2009 (FEAM, 2011). Quanto aos pneus, o número dos
considerados inservíveis, recolhidos e destinados se-
gundo o Cadastro Técnico Federal do IBAMA (IBAMA,
2011), aponta para uma taxa de geração de resíduos
de 2,9 kg anuais por habitante. No caso dos pneus
pode-se consultar também a Associação Nacional da
Indústria de Pneumáticos (Anip). Com relação a pilhas
e baterias, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica (ABINEE) indica, para o ano de 2006, uma
taxa de consumo de 4,34 pilhas anuais e 0,09 bate-
rias anuais por habitante (TRIGUEIRO, 2006).
No tocante às lâmpadas, no material divulgado pela
Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo
(MANSOR, 2010) consta a estimativa de 4 unidades
incandescentes e 4 unidades uorescentes por do-
micílio. Este dado permite estimar as quantidades de
dispositivos que podem ser descartados. Uma outra
fonte para este tipo de informação é o setor público
responsável tanto pela manutenção das instalações
municipais como pela iluminação pública. Os depar-
tamentos responsáveis devem possuir um histórico
das trocas realizadas por período de tempo.
Resíduos Sólidos Cemiteriais
A quantidade gerada por tipo, terá que ser investi-
gada junto aos administradores das instalações públi-
cas e privadas.
Resíduos dos Serviços Públicos de
Saneamento Básico
Neste caso a quantidade de resíduos gerada terá
que ser investigada nos registros dos responsáveis
ICLEI 56 3/21/12 5:03 PM
57
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
pela operação de ETAs e ETEs, e dos responsáveis pela
manutenção dos sistemas de drenagem urbana.
Resíduos de Óleos Comestíveis
Atualmente, estes resíduos vêm recebendo mais
atenção e já existem algumas estimativas sobre: a taxa
de geração entre 0,1 e 0,5 litros mensais por família
das Classes A e B e taxa de geração entre 1 e 1,5 li-
tros mensais por família das Classes C e D (INSTITUTO
PNBE, 2011).
Resíduos Industriais
Os dados apresentados no documento prelimi-
nar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos mostram
que os estados que desenvolveram os inventários
de resíduos industriais exigidos pela Resolução
CONAMA nº 313/2002 foram: MT, CE, MG, GO, RS,
PR, PE, ES, PB, AC, AP, MS e RN. Existem ainda dados
estimados pela Associação Brasileira de Empresas
de Tratamento de Resíduos (ABETRE) e pela Funda-
ção Getúlio Vargas (FGV), citados no mesmo docu-
mento, para os Estados do RJ e SP. Os números lan-
çados podem sugerir caminhos para a estimativa
do volume local destes resíduos (MMA, 2011).
Resíduos dos Serviços de Transportes
As quantidades geradas terão que ser inventariadas
junto aos responsáveis pelas instalações e equipa-
mentos de transporte, respeitadas as peculiaridades
locais. O recente levantamento realizado junto ao Ae-
roporto de Cumbica, em Guarulhos, revelou a geração
de 0,35 kg de resíduos por passageiro usuário da ins-
talação (GUARULHOS, 2010).
Resíduos Agrosilvopastoris
Os volumes de resíduos gerados nas atividades
agrosilvopastoris apresentam certa complexidade e
devem ser obtidos junto aos responsáveis pelos em-
preendimentos situados no município ou na região.
Entre estes resíduos estão aqueles com grande capa-
cidade de geração de gases de efeito estufa (GEEs),
sendo necessário um mapeamento das unidades gera-
doras e seus volumes, para o preparo da discussão do
planejamento das ações que serão necessárias para o
tratamento e aproveitamento destes resíduos.
Resíduos da Mineração
Os dados necessários aos Planos terão que ser in-
vestigados junto aos responsáveis pelas atividades
extrativistas localizadas no território em análise.
3. Coleta e transporte
As informações sobre a coleta e o transporte dos
diversos tipos de resíduos são importantes, tanto
para a conrmação das quantidades geradas, como
para o reconhecimento dos uxos origem-destino.
Permitem ainda a identicação dos agentes com os
quais deverá ser estabelecido um esforço maior de
ICLEI 57 3/21/12 5:03 PM
58
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
aproximação de modo a induzí-los a participar do
processo de discussão dos Planos, principalmente
dos Planos Municipais – PGIRS. Os tipos de veículos
transportadores utilizados na coleta nos municípios
brasileiros são vários. O diagnóstico precisa apon-
tar como são exercidas estas atividades, e como são
avaliadas, ao menos qualitativamente. É importante
o registro, para todos os tipos de resíduos, da ocor-
rência ou de não pesagem. O registro das quan-
tidades deve ser feito mensalmente, para que seja
evitada a inconsistência de dados entre municípios
com frequências diversas de coleta.
O diagnóstico deve descrever o índice de cobertura
que a coleta atinge e os tipos de veículos utilizados.
Sobre estes dados deve ser desenvolvida uma análise
qualitativa com base em questões como:
» A cobertura atual é signicativa?
» Está muito distante o propósito de universalização
da coleta destes resíduos?
» O número de veículos é adequado? O estado de
conservação é adequado?
» A frequência com que a coleta é realizada é su-
ciente?
» Como são atendidas vilas, distritos e áreas de habi-
tação precária?
» Há limite de volume para o serviço público de coleta?
» Existe pesquisa de satisfação dos usuários com o
serviço? Os geradores obedecem o horário para a
disponibilização dos resíduos para coleta?
» Qual o percentual destes resíduos que são coleta-
dos fora do sistema porta a porta?
Tipo de veículo
Percentual por
tipo (%)
Caminhão compactador 39,0
Caminhão basc., baú ou carroceria 45,0
Caminhão Poliguindaste 2,9
Trator agrícola c/ reboque 9,2
Tração animal 3,5
Embarcações 0,4
Total 100
Composição da frota de coleta de resíduos urbanos, segundo
tipo de veículo, Brasil, 2009
Fonte: SNIS, 2009

Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD Coleta Con-
vencional
O SNIS 2009 identicou os vários tipos de equipa-
mentos mais frequentemente utilizados na coleta e
transporte destes resíduos, e a taxa de cobertura da
coleta domiciliar nos 1.698 municípios pesquisados -
93,4% em relação à população total. O SNIS 2008 mos-
trou que em quase 70% dos municípios a frequência
da coleta é de duas a três vezes por semana.
Não havendo pesagem destes resíduos, a expressão
do volume coletado (número de viagens multiplicado
pela capacidade do equipamento) em toneladas pode
ser feita com o uso dos indicadores de massa especí-
ca aparente, conforme indicado no quadro a seguir.
ICLEI 58 3/21/12 5:03 PM
59
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Massa especíca aparente
de resíduos domiciliares:
soltos: 250 kg/m
3
compactados: 600 kg/m
3
A solução de coleta e transporte observada para
estes resíduos provavelmente será a mesma utilizada
para os resíduos sólidos domiciliares úmidos; rejeitos;
resíduos dos serviços de transportes, e para a parte
dos resíduos cemiteriais que se assemelhe aos domi-
ciliares.
Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD Secos
O diagnóstico precisa descrever a abrangência da
eventual coleta diferenciada dos resíduos secos e re-
gistrar o percentual da população atendida em rela-
ção à população total e outros aspectos que forem
considerados importantes.
Os veículos mais utilizados neste tipo de coleta
e transporte são os caminhões baú e os caminhões
carroceria com laterais elevadas com tela. Precisam
ser registrados também os veículos utilizados pelos
agentes que não estão inseridos em iniciativas for-
mais, como os catadores autônomos, que utilizam
geralmente carrinhos de tração humana e/ou animal
e os veículos de sucateiros ou aparistas. Os dados do
SNIS 2009 revelam que nos municípios pesquisados,
são recuperados, em média, 6,2 kg anuais de resídu-
os por habitante. Os resultados são mais signicati-
vos nos menores municípios (MCidades, 2011).
Não havendo pesagem dos resíduos, a expressão
do volume coletado em toneladas pode ser feita com
o indicador aqui apresentado.
Massa especíca aparente de resíduos
domiciliares secos (média):
soltos: 45 kg/m3
As cidades que operam com a coleta diferenciada
de alguns dos resíduos com logística reversa (prin-
cipalmente pilhas, baterias e eletroeletrônicos) têm
utilizado os mesmos veículos que a coleta seletiva de
resíduos domiciliares secos. O mesmo acontece com
os municípios que realizam a coleta diferenciada de
recipientes contendo resíduos de óleos comestíveis.
Faixa Populacional
Massa coletada per capita
(indicador médio) - Kg/hab./dia
até 30 mil hab 0,81
30 mil a 100 mil 0,77
100 mil a 250 mil 0,81
250 mil a 1 milhão 0,97
1 milhão a 3 milhões 1,19
mais de 3 milhões 0,95
Total 0,96
Fonte: SNIS, 2009
Média da massa coletada de RSU, per capita em relação à
população urbana, por faixa populacional
ICLEI 59 3/21/12 5:03 PM
60
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS
Resíduos da Limpeza Pública
A descrição da forma como é executada a coleta e
transporte dos resíduos precisa considerar que estas
são atividades bem diversicadas, que utilizam equi-
pamentos também diversicados. As limpezas de feira
muitas vezes são realizadas com veículos compacta-
dores; já o recolhimento de animais mortos é feito
com veículos carroceria ou basculante, assim como
acontece geralmente com a coleta e transporte dos
produtos da varrição.
O diagnóstico deve indicar o índice de cobertura da
varrição, e discriminar quais os serviços desenvolvidos
como parte do conjunto designado como de limpeza
pública (varrição, limpeza de feiras, recolhimento de ani-
mais mortos de pequeno e grande porte, limpeza corre-
tiva do entulho, volumosos e domiciliares indiferencia-
dos, poda e capina, limpeza de monumentos e outros).
Frequentemente, são utilizados estes mesmos
veículos na coleta e transporte dos resíduos dos
serviços públicos de saneamento básico, principal-
mente aqueles oriundos da manutenção do sistema
de drenagem.
Resíduos Verdes
Os resíduos provenientes das operações de ma-
nutenção em espaços públicos comumente são co-
letados e transportados em caminhões com carro-
ceria de madeira, com laterais elevadas, ou mesmo
em caminhões basculantes (caminhões caçamba).
O diagnóstico precisa avaliar se o número de equipa-
mentos disponibilizados para a atividade é suciente.
Os resíduos provenientes de pequenas operações
privadas de manutenção de jardins, pomares, etc,
trafegam nos mais diversos veículos, geralmente de
pequeno porte.
Resíduos Volumosos
Os resíduos volumosos quando coletados em ope-
rações programadas do tipo “cata bagulho”, são reco-
lhidos principalmente por caminhões com carroceria
de madeira. Estas operações precisam ser avaliadas
no diagnóstico. Afora esta situação, são recolhidos
em operações de limpeza corretiva, integrando as
atividades de limpeza pública.
Resíduos da Construção Civil e Demolição - RCC
Conforme o SNIS 2008 a coleta e transporte dos RCC
é realizada, em mais de 75% dos municípios pesquisa-
dos, por diferentes agentes. Em alguns municípios,
destacam-se os condutores autonômos, que utilizam
caminhões basculantes (caçambas), em outros, os car-
roceiros, e nas regiões mais desenvolvidas, empresas
de remoção que utilizam poliguindastes e caçambas
estacionárias. Pelos dados do SNIS 2008, as prefeitu-
ras respondem pela coleta de 0,11 tonelada anual per
capita. Isto signica que, desconsiderada a ação dos
agentes privados, os RCC são 1/3 da coleta convencional
de resíduos domiciliares e públicos (MCidades, 2010).
ICLEI 60 3/21/12 5:03 PM
61
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
O diagnóstico local deve descrever detalhada-
mente as alternativas utilizadas para a coleta e trans-
porte destes resíduos e a estimativa de participação
de cada agente quanto aos volumes transportados.
É importante destacar a atuação dos agentes privados
que, geralmente respondem pela remoção do maior
percentual destes resíduos.
Resíduos Industriais
Estes resíduos, nas maiores cidades, costumam ser
operados por equipamentos com poliguindastes e
caçambas estacionárias, às vezes pelos mesmos
operadores dos resíduos de construção e demolição.
Resíduos dos Serviços de Saúde
Para a coleta e transporte destes resíduos os mu-
nicípios utilizam, predominantemente, veículos que
são exclusivos para esta tarefa, conforme inofrmações
do SNIS 2008. Observa-se no entanto, segundo esta
mesma fonte, a presença signicativa de coleta sendo
realizada concomitantemente por veículos respon-
sáveis também pela remoção de resíduos domiciliares
(MCidades, 2010).
Os veículos exclusivos são quase sempre de
pequeno porte. O diagnóstico precisa apontar se
ocorre a inexistência de coleta, se existem operado-
res privados inseridos nesta atividade, e se a admi-
nistração pública, quando atua removendo resíduos
privados, cobra pelos serviços prestados. Segundo
o SNIS 2008, menos de 18% dos municípios cobram
pela remoção e transporte destes resíduos; a cobran-
ça é mais frequente entre os municípios de maior
porte (MCidades, 2010).
ICLEI 61 3/21/12 5:03 PM
PARTE 3
1. O PROCESSO DE ELABORAÇÃO
2. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
3. REGIONALIZAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE ARRANJOS INTERMUNICIPAIS
4. CENÁRIOS, DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS
5. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO
PLANO DE TRABALHO DO PERS
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO
ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS
foto: Christian De Grandmaison | Dreamstime.com
ICLEI 62 3/21/12 5:04 PM
63
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A
elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos
(PERS), nos termos previstos no Art.16 da Lei nº
12.305/2010, é condição para os estados terem
acesso a recursos da União, a partir de 02 de agosto
de 2012, destinados a empreendimentos e serviços re-
lacionados à gestão de resíduos sólidos. E também para
serem beneciados por incentivos ou nanciamentos
de entidades federais de crédito ou fomento para tal -
nalidade. A Lei estabelece ainda que serão priorizados
no acesso aos recursos da União os estados que ins-
tituírem microrregiões, para integrar a organização, o
planejamento e a execução das ações a cargo de muni-
cípios limítrofes na gestão de resíduos sólidos.
O PERS deverá abranger todo o território do estado,
para um horizonte de vinte anos com revisões a cada
quatro anos, observando o conteúdo mínimo deni-
do pelo Art. 17 da Lei. Além disso, o PERS deve estar
em consonância, principalmente, com os objetivos e
as diretrizes dos planos plurianuais (PPA) e de sanea-
mento básico, e com a legislação ambiental, de saúde
e de educação ambiental, dentre outras.
Dessa forma, o PERS deve ser compatível e integra-
do às demais políticas, planos e disciplinamentos do
Estado relacionados à gestão do território.
O PERS deverá apontar caminhos e orientar in-
vestimentos, além de subsidiar e denir diretrizes
para os planos das regiões metropolitanas, aglome-
rações urbanas e microrregionais, bem como para
os planos municipais de gestão integrada e para os
planos de gerenciamento dos grandes geradores de
resíduos.
O Art. 17 da Lei nº 12.305/2010 apresenta o
conteúdo mínimo do Plano Estadual, do qual po-
dem ser ressaltados os seguintes pontos (BRASIL,
2010b):
I - diagnóstico, incluída a identicação dos princi-
pais uxos de resíduos no Estado;
II - proposição de cenários;
III - metas de redução, reutilização, reciclagem,
entre outras, com vistas a reduzir a quantidade de
resíduos e rejeitos;
IV - metas para o aproveitamento energético dos
gases gerados nas unidades de disposição nal;
V - metas para a eliminação e recuperação de li-
xões, associadas à inclusão social e à emancipação
econômica de catadores;
VI - programas, projetos e ações para o atendi-
mento das metas previstas;
VII - normas e condicionantes técnicas para o
acesso a recursos do Estado, para a obtenção de seu
aval;
VIII - medidas para incentivar e viabilizar a gestão
consorciada ou compartilhada dos resíduos sólidos;
IX - diretrizes para o planejamento e demais ati-
vidades de gestão de resíduos sólidos de regiões
metropolitanas, aglomerações urbanas e microrre-
giões;
X - normas e diretrizes para a disposição nal de
rejeitos e, quando couber, de resíduos;
XI – previsão de zonas favoráveis para a localiza-
ção de unidades de tratamento ou de disposição
nal e de áreas degradadas a recuperar;
XII - meios a serem utilizados para o controle e a
scalização, assegurado o controle social.
ICLEI 63 3/21/12 5:04 PM
64
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
1. O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PERS
O
PERS é parte de um processo que objetiva pro-
vocar, de maneira gradual e contínua, mudan-
ças de atitudes e hábitos na sociedade brasi-
leira quanto à geração e destinação nal de resíduos
sólidos.
Nesse sentido, o processo de elaboração do PERS
deve considerar as orientações descritas na Parte 2
deste Manual, que trata dos mecanismos e procedi-
mentos que poderão ser instituídos de modo a garan-
tir à sociedade, o acesso a informações e participação
na formulação, implementação e avaliação das políti-
cas públicas relacionadas aos resíduos sólidos (Art. 3º,
item VI da Lei 12.305/2010).
É recomendável, no caso dos planos estaduais e
mesmo dos planos microrregionais, e de grandes
cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador,
Campinas, Guarulhos, Belo Horizonte, Fortaleza, Nova
Iguaçu e outras, a elaboração de um Projeto de Mo-
bilização Social e Divulgação. Nesse projeto estarão
denidos a metodologia, os mecanismos, e os proce-
dimentos destinados a promover a sensibilização do
maior número de atores para o trabalho de elabora-
ção do PERS, garantindo à sociedade: acesso às infor-
mações, representação, e participação no processo de
formulação da política, de planejamento e de acom-
panhamento da implementação das ações de gestão
dos resíduos sólidos.
O projeto de mobilização deve considerar desde
o início a existência de interesses múltiplos, não raro
conitantes, impondo a identicação de atores ou
segmentos sociais estratégicos, atuantes no estado
na área de resíduos sólidos ou temas convergentes
(Agenda 21 Local, Coletivos de Educadores Ambien-
tais; Conselho Estadual de Meio Ambiente; Conselhos
Comunitários e Câmaras Técnicas de Comitês de Bacia
Hidrográca, etc.), os quais poderão auxiliar na discus-
são de programas, projetos e ações.
Consulte o documento ‘Orientações Gerais
para elaboração dos Planos Estaduais de Resí-
duos Sólidos’ em www.mma.gov.br
ICLEI 64 3/21/12 5:04 PM
65
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
2. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
O
diagnóstico é a base para a proposição de ce-
nários, denição de diretrizes e metas, e para o
detalhamento de programas, projetos e ações.
Requer o levantamento de informações das áreas ur-
banas e rurais, e o seu armazenamento em bancos
de dados, instrumento fundamental para auxiliar no
acompanhamento da implementação do PERS, e para
a tomada de decisões.
Deve-se realizar ampla pesquisa de dados secun-
dários, disponíveis em instituições governamentais
(municipais, estaduais e federais) e não governamen-
tais, e primários (gerados, por exemplo, em inspeções
locais) referentes à:
» geração, classicação e caracterização dos resídu-
os sólidos (identicação dos principais geradores
quanto à origem e periculosidade; resíduos gera-
dos em vilas, lugarejos, aglomerados rurais, aldeias
indígenas, quilombolas, etc.);
» caracterização da situação dos resíduos sujeitos a
logística reversa;
» destinação e disposição nal (contemplando li-
xões, bota foras de RCC, aterros sanitários, galpões
de triagem, etc.);
» áreas degradadas/contaminadas em razão de dis-
posição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos;
» identicação dos principais uxos de resíduos no
estado;
» identicação dos impactos socioeconômicos e am-
bientais decorrentes das soluções da gestão vigente;
» existência de catadores de materiais recicláveis
estruturados ou formalizados, com a identicação
dos elos da comercialização dos recicláveis no es-
tado;
» projetos e programas existentes com destaque
para aqueles referentes ao aproveitamento ener-
gético dos gases gerados nas unidades de disposi-
ção nal de resíduos.
Consulte o apêndice da Parte 2 deste Ma-
nual para obter informações sobre a Situação
de Resíduos Sólidos: classicação, geração,
coleta e transporte.
É recomendável que as informações coletadas se-
jam mapeadas para melhor visualização espacial faci-
litando análises e decisões. As fontes devem ser cita-
das, ressaltando eventuais falhas e limitações, que de
algum modo possam ter determinado simplicações,
inuenciando os resultados das análises. Assim, será
possível prever ações para sanar a carência de dados e
permitir uma revisão mais consistente do Plano.
ICLEI 65 3/21/12 5:04 PM
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS
Também será necessário o levantamento das nor-
mas, legislações, decretos, códigos, resoluções,
etc., sobre resíduos sólidos, vigentes no estado. E,
paralelamente, para melhor conguração da situação
dos resíduos, o levantamento dos instrumentos de
planejamento territorial e demais planos e estudos
que possam ter importância para a questão da gera-
ção, destinação e disposição nal de resíduos ou re-
jeitos tais como: Zoneamento Ecológico-Econômico;
Plano Estadual de Recursos Hídricos e Planos de Bacias
Hidrográcas; Avaliações Ambientais Estratégicas; Zo-
neamento Costeiro; Unidades de Conservação; Áreas
Indígenas; Áreas de Fronteira; Áreas de Preservação
Permanente; Áreas de fragilidade ou vulneráveis, su-
jeitas a inundação ou deslizamento; Planos Diretores
Municipais.
A caracterização da situação dos recursos hí-
dricos (bacias hidrográcas de domínio do estado)
e do saneamento básico também deve fazer parte
do diagnóstico pela estreita interdependência que
mantém entre si e com os resíduos sólidos. Pode-se,
através destas informações, relacionar, por exemplo,
a disposição inadequada dos resíduos com a redução
da disponibilidade hídrica e extensão e gravidade dos
danos ao meio ambiente.
É importante proceder a uma caracterização so-
cioeconômica do estado contemplando informações
tais como: formas de ocupação e organização terri-
torial, o uso e ocupação atual do solo e dos recursos
naturais (hídricos, principalmente), vocações e especi-
cidades regionais, e importância econômica no con-
junto das demais Unidades da Federação. Em seguida,
deve-se fazer uma análise demográca, estraticada
por renda e faixa etária e projeções de crescimento
populacional nos horizontes de tempo do Plano. Os
dados demográcos servirão para uma estimativa da
geração de resíduos sólidos no estado. Dados sobre
emprego, PIB estadual, regional e per capita, ativida-
des econômicas dominantes também são importan-
tes. Estas informações e outras que forem julgadas
como necessárias deverão auxiliar na construção de
cenários conforme o estabelecido na Lei 12.305/2010.
A síntese das informações sobre resíduos sólidos
deverá permitir:
» a elaboração de modelos de gestão de resíduos
sólidos que contemple: as características locais e
regionais, a inclusão dos catadores e a sustentabili-
dade técnica, social, econômica e ambiental;
» a discussão e denição das tecnologias a serem
utilizadas;
» a proposição de zonas favoráveis para a localização
de unidades de manejo de resíduos ou de disposi-
ção de rejeitos;
» a localização das áreas degradadas em razão da
disposição inadequada de resíduos sólidos ou re-
jeitos que serão objeto de recuperação ambiental;
» a localização de áreas órfãs (aquelas onde a res-
ponsabilidade ambiental ainda não está denida)
a serem objeto de descontaminação;
» o planejamento da erradicação dos lixões e,
» o estabelecimento de cenários, estratégias e metas.
ICLEI 66 3/21/12 5:04 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
3. REGIONALIZAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE ARRANJOS INTERMUNICIPAIS
P
ara ns deste Manual, o Estudo de Regionaliza-
ção consiste na identicação de arranjos territo-
riais (microrregiões) entre municípios, contíguos
ou não, com o objetivo de compartilhar serviços, ou
atividades de interesse comum, permitindo, dessa for-
ma, maximizar os recursos humanos, de infraestrutura
e nanceiros existentes em cada um deles, gerando
economia de escala.
O Governo Federal tem priorizado a aplicação de
recursos na área de resíduos sólidos por meio de
consórcios públicos, constituídos com base na Lei nº
11.107/2005, visando fortalecer a gestão de resíduos
sólidos nos municípios. É uma forma de induzir a for-
mação de consórcios públicos que congreguem diver-
sos municípios para planejar, regular, scalizar e pres-
tar os serviços de acordo com tecnologias adequadas
a cada realidade, com um quadro permanente de téc-
nicos capacitados, potencializando os investimentos
realizados, e prossionalizando a gestão.
Quando comparada ao modelo atual, no qual os
municípios manejam seus resíduos sólidos isolada-
mente, a gestão associada possibilita reduzir custos. O
ganho de escala no manejo dos resíduos, conjugado à
implantação da cobrança pela prestação dos serviços,
garante a sustentabilidade econômica dos consórcios
e a manutenção de pessoal especializado na gestão
de resíduos sólidos.
Os estudos de regionalização são importantes para
viabilizar a constituição de consórcios públicos, pois
fornecem uma base de dados capaz de facilitar o en-
tendimento ou as negociações entre os diferentes
gestores municipais, agilizando o processo de consti-
tuição de consórcios.
O processo da construção dos arranjos intermunici-
pais se inicia com o estabelecimento de critérios para
o estudo das opções de agregação de municípios.
Dentre os vários critérios que podem ser estabeleci-
dos, destacam-se:
» Área de abrangência pretendida para o consórcio
(distância máxima entre municípios);
» Contiguidade territorial;
» Bacia Hidrográca (sub-bacia, microbacia);
» Condições de acesso (infraestrutura de transporte
entre os municípios);
» Similaridade quanto às características ambientais e
socioculturais;
» Existência de uxos econômicos entre municípios;
» Arranjos regionais pré-existentes (compartilha-
mento de unidades);
» Experiências comuns no manejo de resíduos;
» Diculdades em localizar áreas adequadas para
manejo em alguns municípios;
» Existência de municípios polo com liderança regional;
» Existência de pequenos municípios que não po-
dem ser segregados do arranjo regional;
» Número de municípios envolvidos;
» População total a ser atendida (rateio de custos);
» Volume total de resíduos gerados nos municípios.
Alguns critérios podem ter relevância para uma região
e não para outras. Para uma análise adequada, sugere-se
uma classicação dos critérios pelo grau de relevância.
ICLEI 67 3/21/12 5:04 PM
68
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
4. CENÁRIOS, DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS
4.1. Cenários
A proposição de cenários em um processo de plane-
jamento visa a descrição de um futuro - possível, imagi-
nável ou desejável - a partir de suposições ou prováveis
perspectivas de eventos, capazes de uma mudança, da
situação de origem até a situação futura. Preferencial-
mente, os cenários de planejamento devem ser diver-
gentes entre si, desenhando futuros distintos. O pro-
cesso de construção de cenários promove assim uma
reexão sobre as alternativas de futuro e, ao reduzir as
diferenças de percepção entre os diversos atores inte-
ressados, melhoram a tomada de decisões estratégicas
por parte dos gestores. Constituem referências para o
planejamento de longo prazo. Por essa razão, a constru-
ção de cenários no processo de elaboração dos planos
de gestão de resíduos sólidos, e de políticas públicas de
modo geral, deve privilegiar a participação da socieda-
de conforme consta na Parte 2 deste Manual.
Os cenários deverão ser construídos com base nas
informações do diagnóstico buscando uma análise
prospectiva da situação futura de modo a orientar o
planejamento. Tem por objetivo identicar, dimensio-
nar, analisar e prever a implementação de alternativas
de intervenção, inclusive emergenciais e contingen-
ciais, visando o atendimento das demandas e priori-
dades da sociedade no que se refere à gestão dos resí-
duos sólidos. Os cenários deverão indicar alternativas
que representem aspirações sociais factíveis de serem
atendidas nos prazos estipulados.
As discussões devem levar à eleição do cenário de
referência, o qual subsidiará a elaboração de diretri-
zes, estratégias, metas, programas projetos e ações.
4.2. Diretrizes e Estratégias
As diretrizes e estratégias representam os principais
caminhos e orientações sobre questões fundamentais
que, sem esse direcionamento, podem comprometer a
implementação do Plano. Estas diretivas referem-se a:
» recuperação de resíduos e minimização dos rejei-
tos encaminhados à disposição nal ambiental-
mente adequada;
» programas e ações de Educação Ambiental volta-
dos para a não geração, redução, reutilização e re-
ciclagem de resíduos sólidos;
» ferramenta básica para auxiliar nas mudanças de
hábito de consumo e comportamento com relação
à forma de tratar os resíduos;
» manejo diferenciado e integrado em instalações
normatizadas;
» planejamento e demais atividades de gestão de
resíduos sólidos de regiões metropolitanas, aglo-
merações urbanas e microrregiões;
ICLEI 68 3/21/12 5:04 PM
69
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
» proposição de normas e diretrizes para a disposi-
ção nal de rejeitos;
» as metas para o aproveitamento energético dos
gases gerados na biodigestão e disposição nal
dos resíduos sólidos;
» proposição de medidas a serem aplicadas em áreas
degradadas objeto de recuperação em razão da dis-
posição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos;
» medidas para incentivar e viabilizar a gestão con-
sorciada dos resíduos sólidos;
» diretrizes e meios para a criação de fundo estadual
e municipal de resíduos sólido;
» capacitação das equipes gestoras locais e regionais;
» a obrigatoriedade de estruturação e implementa-
ção de sistemas para os resíduos sujeitos a logística
reversa;
» apoio a cooperativas de catadores de materiais re-
cicláveis, contribuindo para a formalização de suas
atividades.
4.3. Metas, Programas, Projetos e Ações
A partir da eleição do cenário de referência parte-se
para a denição das metas do Plano.
As metas devem ser quanticáveis, de modo que
seu alcance seja mensurável e, por consequência,
aferido. Devem também se referir a horizontes tem-
porais (curto, médio e longo prazos). Esta etapa deve
denir os programas, projetos e ações para o atendi-
mento das metas estabelecidas para o alcance do ce-
nário de referência. Para cada Programa deverão ser
estimados os prazos e o montante dos investimen-
tos necessários à sua implementação. Inclui normas
e condicionantes técnicos para o acesso a recursos
do estado.
Caso o estado não disponha de um marco
regulatório sobre resíduos, deve-se partir das
diretrizes e disposições trazidas pela Lei nº
12.305/10 e pelo Decreto nº 7.404/10 (BRA-
SIL, 2010b; BRASIL, 2010d).
A seguir é apresentado um exemplo da conexão
entre as diretrizes, os programas, projetos, ações e as
metas do Plano:
Diretriz - Recuperação de resíduos e minimização dos
rejeitos encaminhados à disposição nal ambientalmente
adequada.
Programa - Promoção da destinação nal ambientalmente
adequada de resíduos sólidos.
Projeto - Implantação de sistemas de destinação nal
adequada de resíduos.
Ação - Instalação de unidades de manejo em municípios
consorciados.
Meta – ‘X’ aterros sanitários (ou outros) construídos e em
operação nos arranjos intermunicipais selecionados até
2014.
4.4. Fontes de recursos nanceiros
A identicação dos programas, projetos e ações
necessárias à consecução das metas permite que se-
jam estimados os valores para sua execução de acor-
ICLEI 69 3/21/12 5:04 PM
70
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS
do com os prazos estabelecidos. Na distinção entre o
montante requerido para a execução de obras físicas,
e ações direcionadas à gestão é conveniente enfati-
zar, e priorizar, as atividades que contribuirão para o
aumento da ecácia da gestão dos resíduos sólidos.
Deve-se apontar para as possíveis fontes de nancia-
mento e respectivos critérios de elegibilidade, entre
os quais a elaboração de bons projetos gura como
requisito principal.
Poderá ser consultada a publicação realizada pelo
Banco do Brasil, em parceria com o MMA e MCidades
– Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, formada por
quatro fascículos, sendo o terceiro referente a fontes
de nanciamento para a gestão integrada de resíduos
sólidos.
Para baixar a publicação “Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos”, Fascículo 3 – Fontes de
Financiamento, acesse: http://www.bb.com.br/
docs/pub/inst/dwn/3FontesFinan.pdf
Pilhas e Óleos Lubricantes: resíduos com logística reversa obrigatória.

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4.5. Sistemática de acompanhamento,
controle e avaliação da
implementação do PERS
O acompanhamento, controle e a scalização do
Plano envolvem questões tais como:
» elaboração da agenda de implementação e acom-
panhamento do cumprimento dos objetivos de-
nidos no PERS;
» a observância dos dispositivos legais aplicáveis à
gestão dos resíduos sólidos;
» a identicação dos pontos fortes e fracos do plano
elaborado e das oportunidades e entraves à sua
implementação;
» a efetividade da implementação do Plano por meio
da aferição das metas estabelecidas;
» construção de indicadores de desempenho opera-
cional, ambiental e do grau de satisfação dos usuá-
rios dos serviços públicos;
» meios para controle, monitoramento e scalização
das atividades que garantirão a qualidade da ges-
tão. Devem abranger desde os serviços públicos
de coleta seletiva e destinação nal adequada, aos
planos de gerenciamento obrigatórios para deter-
minados resíduos e sistemas de logística reversa
das empresas privadas;
ICLEI 70 3/21/12 5:04 PM
71
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
» o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão
dos Resíduos Sólidos – SINIR deverá ser alimenta-
do com informações pelos estados, pelo Distrito
Federal e pelos municípios; irá sistematizar dados
dos serviços públicos e privados de resíduos sóli-
dos apoiando o monitoramento, a scalização e a
avaliação da eciência da gestão e gerenciamento,
inclusive dos sistemas de logística reversa;
» proposição de adequações e demais ajustes neces-
sários.
O Comitê Diretor deverá deliberar sobre as estraté-
gias e mecanismos que assegurem a implementação
do Plano, tais como:
a) Instrumento legal contendo o horizonte tempo-
ral do PERS e os períodos de revisão, em conformi-
dade com a Lei nº 12.305/2010 e respectivo decreto
regulamentador. Nesta fase poderá ser proposto o
Projeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos.
b) Controle e participação social nas revisões do
PERS. Há a necessidade de se instituir mecanismos de
representação da sociedade para o acompanhamento,
monitoramento e avaliação do Plano, de modo que o
seu aperfeiçoamento contínuo reita as expectativas e
demandas da sociedade. Além da representação em di-
versos fóruns tais como os conselhos de meio ambien-
te, de saúde, de habitação e desenvolvimento urbano e
Comitês de Bacia Hidrográca, a participação social se
efetiva por intermédio de organizações da sociedade
civil, entidades do movimento social, entidades sindi-
cais, prossionais, de defesa do consumidor e outras.
c) Sistema de Regulação e Fiscalização ou sistemática
de acompanhamento, controle e scalização do cum-
primento das metas e ações estabelecidas no Plano.
d) Diretrizes complementares para orientar os mu-
nicípios na elaboração dos planos municipais e inter-
municipais.
e) Plano de Emergência e Contingência estadual
para gestão de riscos e desastres, contemplando ações
sobre manejo, destinação e disposição nal dos resídu-
os sólidos gerados, para enfrentamento da situação e
para o restabelecimento das condições normais. Neste
caso, devem ser envolvidos a Defesa Civil e órgãos de
saúde pública de acordo com a escala do impacto.
f ) Mecanismos e procedimentos para a avaliação
sistemática da ecácia, eciência e efetividade das
ações programadas bem como do atendimento das
metas por meio da seleção de indicadores que permi-
tam avaliar os resultados das ações implementadas.
A construção de indicadores deve permitir uma
análise gráca entre a meta prevista e a realizada nos
períodos determinados pelo PERS, além de apresen-
tar, pelo menos, as seguintes características:
» terem denição clara, concisa e interpretação ine-
quívoca;
» serem mensuráveis com facilidade e a custo razoável;
» possibilitarem e facilitarem a comparação do de-
sempenho obtido com os objetivos planejados;
» contribuírem efetivamente para a tomada de de-
cisões;
» dispensarem análises complexas;
» serem limitados a uma quantidade mínima, o su-
ciente para avaliação objetiva das metas de pla-
nejamento;
» serem rastreáveis;
» serem compatíveis com os indicadores extraíveis das
metas xadas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos;
ICLEI 71 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS
Lei n
o
12.187/2009:
Art. 11. Os princípios,
objetivos, diretrizes
e instrumentos das
políticas públicas
e programas
governamentais
deverão
compatibilizar-se
com os princípios,
objetivos, diretrizes
e instrumentos desta
Política Nacional
sobre Mudança do
Clima. (BRASIL, 2009b)
» serem compatíveis com os indicadores do Sistema
Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resí-
duos Sólidos - SINIR, facilitando assim a integração
do sistema de indicadores local e estadual com o
sistema nacional.
4.6. Planos de gestão de resíduos
sólidos e as mudanças do clima
A Política Nacional sobre Mudança do Clima estabe-
lece como um de seus objetivos a redução das emis-
sões de gases de efeito estufa (GEE) oriundas das ativi-
dades humanas, nas suas diferentes fontes, inclusive a
referente aos resíduos (Art. 4º, II) (BRASIL, 2009b).
Estabelece ainda em seu Art. 11 que os princípios, ob-
jetivos, diretrizes e instrumentos das políticas públicas e
programas governamentais em geral, deverão compati-
bilizar-se com os princípios, objetivos, diretrizes e instru-
mentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima.
Coerentemente, a Política Nacional de Resíduos Só-
lidos deniu entre os seus objetivos a adoção, desen-
volvimento e aprimoramento de tecnologias limpas
como forma de minimizar impactos ambientais (Art.
7º, IV), e o incentivo ao desenvolvimento de sistemas
de gestão ambiental e empresarial voltados para a
melhoria dos processos produtivos e ao reaproveita-
mento dos resíduos sólidos, inclusive a recuperação e
o aproveitamento energético (Art. 7º, XIV).
Os Planos de Gestão de Resíduos Sólidos deverão in-
corporar a atenção a estas questões para minimizar os
impactos ambientais do transporte de resíduos em geral
(reduzindo a emissão de CO
2
neste quesito) e da destina-
ção dos resíduos com forte porcentagem de orgânicos,
como os resíduos urbanos úmidos e os agrosilvopastoris.
A Lei nº 12.187, de 29/12/2009 estabeleceu em seu
Art. 12 o compromisso nacional voluntário com ações
de mitigação das emissões de gases de efeito estufa,
para reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões nacio-
nais projetadas até o ano de 2020.
Este esforço terá que ser compartilhado com os Es-
tados e Municípios. O Decreto 7.390/2010, que regu-
lamenta a Política Nacional sobre Mudança do Clima,
estabeleceu as ações a serem implementadas para o
cumprimento do compromisso nacional voluntário.
Dentre estas ações está a de expansão da oferta de
energia de fontes renováveis como a bioeletricidade. A
bioeletricidade pode ser gerada com a recuperação e
destruição do gás metano em instalações adequadas,
de forma a incrementar-se a eciência energética. Ou-
tra ação prevista é a ampliação do uso de tecnologias
para tratamento de 4,4 milhões de m
3
de dejetos de
animais – resíduos pastoris que têm que ser tratados
nos Planos Estaduais de Gestão de Resíduos Sólidos.
O biogás, produzido pela degradação destes e ou-
tros resíduos sólidos orgânicos, pode ser convertido
em uma forma de aproveitamento energético como
eletricidade, vapor, combustível para caldeiras ou fo-
gões, combustível veicular ou para abastecimento de
gasodutos. Existem tecnologias em pequena e média
escalas sendo aplicadas no país, principalmente na
região sul. O aproveitamento energético dos resíduos
sólidos em grande escala, pela biodigestão que elimi-
na o metano e gera composto orgânico, é empregada
de forma cada vez mais expressiva em países com ges-
tão ambiental avançada.
O Plano Nacional sobre Mudanças do Clima deniu
metas para a recuperação do metano em instalações
de tratamento de resíduos urbanos e meta para am-
pliação da reciclagem de resíduos sólidos para 20%
até o ano de 2015.
ICLEI 72 3/21/12 5:04 PM
73
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
5. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA ROTEIRO PARA
ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO DO PERS
Metas e Etapas Produtos e Relatórios
Prazos
sugeridos
Desembolso previsto
(%)
1 / PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E DIVULGAÇÃO Projeto de Mobilização
2 a 4 meses
X% (com apresentação
do Projeto de
Mobilização Social e RT
Ocina com técnicos)
1.1 / Ocinas sobre a legislação RT Ocina com técnicos
1.2 / Validação do Panorama dos Resíduos Sólidos RT Validação Panorama
Conforme
andamento das
metas/etapas
1.3 / Apresentação e validação do Plano RT Validação PERS
1.4 / Divulgação do Plano RT Divulgação
2 / PANORAMA DOS RS NO ESTADO
Panorama dos RS 4 a 6 meses
X% (com apresentação
do Panorama de RS e RT
Validação Panorama)
2.1 / Diagnóstico da gestão
2.2 / Caracterização socioeconômica e ambiental
2.3 / Atividades geradoras
2.4 / Situação dos resíduos
2.5 / Áreas degradadas e áreas órfãs
3 / ESTUDO DE REGIONALIZAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE
ARRANJOS INTERMUNICIPAIS
Estudo Regionalização e
Arranjos
3 a 5 meses
X% (com apresentação
do Estudo de
Regionalização)
3.1 / Áreas para a destinação adequada
3.2 / Critérios de agregação de municípios
4 / ESTUDOS DE PROSPECÇÃO E ESCOLHA DO CENÁRIO
DE REFERÊNCIA
Estudos Prospecção e
Cenários
1 a 2 meses
X% (com apresentação
do Estudo de
Prospecção e Cenários)
5 / DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO
DO PERS
PERS 4 a 6 meses
X% (com apresentação
do PERS, RT Validação
PERS e RT Divulgação)
5.1 / Diretrizes para RMs, aglomerações e microrregiões
5.2 / Proposição para a disposição nal de rejeitos
5.3 / Proposição de medidas em áreas degradadas
5.4 / Metas para a gestão dos RS
5.5 / Programas, projetos e ações
5.6 / Investimentos e fontes de nanciamento
5.7 / Sistemática de controle e avaliação da
implementação
Prazo total até 20 meses
ICLEI 73 3/21/12 5:04 PM
PARTE 4
1. PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
2. DIAGNÓSTICO
3. A SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS MUNICIPAIS
4. PLANO DE AÇÃO: ASPECTOS GERAIS
5. DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA O
MANEJO DIFERENCIADO DOS RESÍDUOS
6. DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA
OUTROS ASPECTOS DO PLANO
7. ITEMIZAÇÃO PROPOSTA PARA O PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE
RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
8. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA ROTEIROS PARA ELABORAÇÃO
DO PLANO DE TRABALHO DO PGIRS
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE
GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
foto:Chris Richardson/sxc.hu
ICLEI 74 3/21/12 5:04 PM
75
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
1. PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
A
metodologia e a estrutura para a elaboração do
PGIRS proposta nessa parte do Manual são ade-
quadas tanto para os planos municipais como
para planos intermunicipais ou regionais.
LEMBRESE!
É possível elaborar um único plano aten-
dendo às Leis 11.445/2007 e 12.305/2010:
O PGIRS pode fazer parte do Plano de Sane-
amento Básico, integrando-se aos planos de
água, esgoto, drenagem urbana e resíduos
sólidos, previstos na Lei nº 11.445, de 2007.
Nesse caso deve ser respeitado o conteúdo
mínimo denido em ambos os documentos
legais (BRASIL, 2007a).
É possível elaborar um único plano aten-
dendo a vários municípios associados:
Os municípios que optarem por soluções
consorciadas intermunicipais para gestão
dos resíduos sólidos estarão dispensados da
elaboração do Plano Municipal de Gestão Inte-
grada de Resíduos Sólidos. Nesse caso, o plano
intermunicipal ou regional deve observar o
conteúdo mínimo previsto no Art. 19 da Lei nº
12.305/2010 (BRASIL, 2010b).
As peculiaridades locais e regionais e, principalmen-
te, a capacidade de articulação dos agentes e gestores
envolvidos denirão a abrangência do plano de ges-
tão - se regional ou municipal. O processo de elabora-
ção do PGIRS deve basear-se nas orientações contidas
na Parte 2 deste Manual no que se refere à partici-
pação social e organização institucional do processo
participativo, e à caracterização dos resíduos sólidos.
Quanto ao processo participativo, ressalta-se a im-
portância do Comitê Diretor, formado por represen-
tantes dos principais órgãos envolvidos, e do Grupo
de Sustentação, organismo político de participação
social composto por representantes do setor público
e da sociedade organizada, no processo de discussão,
formulação, implementação e avaliação das políticas
públicas relacionadas aos resíduos sólidos.
ICLEI 75 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
O IBGE disponibi-
liza informações
importantes nos
seguintes sites:
http://www.cen-
so2010.ibge.gov.
br/index.php
http://www.ibge.
gov.br/cidadesat/
topwindow.htm?1
http://www.ibge.
gov.br/estadosat/
ftp://ftp.ibge.gov.
br/Censos/Censo_
Demograco_
2010/Resultados_
do_Universo/
Agregados_por_
Setores_
Censitarios/
2. DIAGNÓSTICO
2.1. Aspectos Gerais
Este item contempla os aspectos gerais do Diag-
nóstico, que ajudarão a traçar um painel descritivo
dos principais aspectos do município e da região
como: a questão demográca, a geograa regional, a
situação do saneamento básico e outros. Serão tam-
bém indicadas as fontes de informação que poderão
ser consultadas como os bancos de dados locais, fe-
derais ou estaduais, disponibilizados por instituições
especializadas, trabalhos acadêmicos, etc.
As fontes de informação são classicadas em primá-
rias e secundárias – a primeira refere-se a dados cole-
tados diretamente na fonte, e a segunda, ao uso de
dados sistematizados por diferentes instituições ou
publicações. Para a elaboração do PGIRS considera-se
que o recurso às fontes secundárias seja suciente, e
o acesso à rede mundial de computadores permitirá
reduzir signicativamente os prazos e custos desta
etapa do trabalho. A coleta de dados primários deverá
ocorrer apenas em situações especícas.
De modo geral, os dados demográcos relativos ao
Censo 2010 e anteriores, encontram-se disponíveis na
página do Instituto Brasileiro de Geograa e Estatística
(IBGE) bem como as pesquisas especícas promovidas
pelo mesmo Instituto, tais como a Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (PNAD) versão 2009 e an-
teriores, e a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico
(PNSB) versão 2008 e anteriores. Muitas destas infor-
mações já se encontram sistematizadas na página do
IBGE Cidades.
A geração de mapas para organização das informa-
ções para ns do diagnóstico pode ser feita por meio
de aplicativos gratuitos oferecidos por órgãos públi-
cos, como: WebCart do IBGE, TabWin do Banco de Da-
dos do Sistema Único de Saúde (Datasus), TerraView
do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE),
IpeaGeo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea).
Na página do IBGE também poderão ser encontra-
das informações descritivas da geograa local, como:
clima dominante, tipos de solo, conformação física do
relevo, altitude na região, sistema hídrico, divisão em
bairros do município e outros aspectos.
2.2. Aspectos Socioeconômicos
Para a caracterização da população do município
ou do conjunto de municípios é importante conside-
rar a evolução do número de habitantes e das taxas
de crescimento populacional, bem como a densidade
demográca. Para esses dados pode-se traçar séries
históricas a partir dos registros de 1991, 1996, 2000,
2007 e 2010.
É muito importante, nesta fase do diagnóstico, dis-
tinguir a população urbana da rural a partir de dados
ICLEI 76 3/21/12 5:04 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Para obter os
dados
da RAIS, acesse:
http://www.mte.
gov.br/rais/2010/
O SNIS disponibi-
liza informações
sobre diversos
municípios em:
http://www.snis.
gov.br
censitários. O IBGE disponibiliza as informações para
os municípios por setores censitários, o que permite
obter um conjunto signicativo de dados desagre-
gados por bairros: população, número de domicílios,
densidade demográca, existência de favelas ou ha-
bitações precárias, etc. O Observatório das Metrópo-
les, que realiza de forma sistemática estudos sobre a
problemática metropolitana também poderá ser con-
sultado.
A inexistência de dados precisos não deve inibir o
lançamento de informações qualitativas como, por
exemplo: bairros com densidade demográca baixa,
média e alta.
Quanto às informações econômicas, deve-se consi-
derar o Produto Interno Bruto (PIB) municipal, o PIB
per capita e as atividades econômicas dominantes,
tanto no município como na região. Na caracterização
econômica dos municípios deve-se buscar informa-
ções sobre a mobilidade social local decorrente das
recentes mudanças no perl de renda e consumo da
população. A página do IBGECidades poderá ser con-
sultada, assim como os dados da Relação Anual de In-
formações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho,
que consolida informações obrigatórias das indústrias
locais (estatísticas do trabalho e do mercado de tra-
balho), o Cadastro Geral de Empregados e Desempre-
gados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) e o cadastro dos beneciários do Programa Bol-
sa Família.
Por força das exigências do Estatuto das Cidades
(BRASIL, 2001), muitos municípios já desenvolveram
seu Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Nesse
caso, é importante elaborar um mapa com a síntese
das informações, principalmente em relação ao orde-
namento territorial, e ao que foi estabelecido como
diretriz para a gestão dos resíduos.
2.3. Saneamento Básico
Deve ser traçado um quadro geral da situação do
saneamento nos municípios, considerando-se todas
as modalidades denidas na Lei Federal de Sanea-
mento Básico abastecimento de água, esgotamen-
to sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais,
e situação dos resíduos sólidos, que será analisada à
parte (BRASIL, 2007a). Quando não existirem dados
locais, ou forem precários, deve-se buscar informação
na PNSB do IBGE e no SNIS.
Na análise da situação do abastecimento de água
e esgotamento sanitário deve-se considerar o nú-
mero de domicílios, a extensão das redes, os índices
de cobertura, a solução de tratamento prévio para a
água, a existência de tratamento para o esgoto cole-
tado e as fragilidades mais relevantes. Em relação à
drenagem e manejo de águas pluviais, não havendo
informações locais sistematizadas, deve-se qualicar
a intensidade com que os problemas (inundações,
alagamentos) ocorrem: pequena, média ou grande
intensidade. É importante indicar em que bairros es-
tão concentradas as ocorrências e o relacionamento,
se houver, com a má gestão de resíduos sólidos. De-
vem ser registrados também os órgãos responsáveis
pelo saneamento básico: concessionária estadual,
serviço autônomo local, consórcio público regional,
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
ária, em região de forte atividade minerária e assim
por diante, caso a caso, conforme as especicidades
locais.
Em municípios ou regiões com informações pre-
cárias, esse quadro geral, pode ser qualitativo, regis-
trando-se a ocorrência ou não dos problemas, e dos
resíduos, e o grau dos problemas existentes em fraco,
médio e alto.
Veja a seguir, ao nal da página, sugestão de qua-
dro geral sobre resíduos e problemas mais frequentes.
Nessa abordagem inicial, ainda não exaustiva sobre
a situação dos resíduos sólidos, deve-se buscar infor-
mações sobre a existência de: práticas de coleta sele-
tiva de embalagens e outros resíduos secos, iniciativas
de compostagem de orgânicos e manejo dos resíduos
da construção. No tocante às alternativas de destina-
ção e disposição nal, os dados mais importantes para
cada município são: existência de lixão, de bota foras
de RCC, de instalações adequadas como aterros sani-
tários, de galpões de triagem e outros.
órgão da administração direta dos municípios, ou
outro.
Na ausência de informações especícas para os mu-
nicípios, mesmo nas publicações da PNSB e SNIS, po-
dem ser considerados como referências, indicadores
de municípios próximos, de porte assemelhado, ou in-
dicadores gerais, que podem ser extraídos dos dados
das publicações citadas.
2.4. Resíduos Sólidos
Para registro da situação dos resíduos sólidos nos
municípios é necessário traçar um quadro geral, fo-
cado nos problemas mais freqüentes. E é importante
registrar os resíduos com presença mais signica-
tiva (em volume) – muito provavelmente serão os
resíduos urbanos, secos e úmidos, e os resíduos da
construção civil. Em municípios litorâneos, com forte
atividade turística, outros resíduos podem ser con-
siderados nesta categoria, obrigando atenção espe-
cial. Vale o mesmo para municípios em zona portu-
Municípios
População
(2010)
Resíduos com maior presença
(em volume)
Problemas mais frequentes no sistema de limpeza
urbana
domiciliares
secos
domiciliares
úmidos
de construção
e demolição
outros
lixo na
rua
lixo nos
cursos
d´água
poluição
em águas
subterrâneas e
superciais
incômodos
em torno da
disposição nal
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A diretriz da inclusão social dos catadores constitui
aspecto importante da PNRS (BRASIL, 2010b). Assim,
faz-se necessário o levantamento de informações so-
bre esses trabalhadores, suas organizações, a presen-
ça de ONGs dedicadas à temática da coleta seletiva de
resíduos secos e iniciativas do poder público local.
Veja a seguir, ao nal da página, sugestão de quadro
sobre catadores e cooperativas.
É possível obter essas informações na PNSB 2008 do
IBGE através do Sistema IBGE de Recuperação Auto-
mática (SIDRA) (IBGE, 2010b).
A PNSB 2008 revelou que metade dos municípios
brasileiros tem conhecimento da existência de ca-
tadores na área urbana, e quase 30% sabem da ocor-
rência de catadores nas áreas de disposição nal (IBGE,
2010b). As informações de cunho geral também po-
dem ser obtidas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos
(MMA, 2011). Os setores de assistência social e as equi-
pes de agentes comunitários de saúde e/ou de saúde
da família dos municípios têm condições de traçar um
rápido panorama sobre os catadores e suas organiza-
ções, e devem ser consultados.
As informações sobre os custos dos processos
atuais de gestão dos resíduos é de extrema im-
portância. Na página do IBGE Cidades encontram-se
informações gerais sobre as nanças dos municípios.
Esses dados, agregados às informações locais, permi-
Municípios
População
(2010)
n
o
de
catadores
existentes
n
o
de
cooperativas ou
associações
n
o
de catadores
participantes
n
o
de ONGs
existentes
Ações do poder
público
tirão análises como, por exemplo, o percentual do or-
çamento municipal despendido com o gerenciamen-
to público de resíduos. Interessa registrar também
dados sobre o custo unitário da coleta convencional,
0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Tocantins
Maranhão
Piauí
São Paulo
Roraima
Minas Gerais
Amazonas
Espírito Santo
Paraná
Mato Grosso
Rio de Janeiro
Acre
Rondônia
Pará
Bahia
Rio Grande do Norte
Sergipe
Amapá
Goiás
Mato Grosso do Sul
Paraíba
Ceará
Alagoas
Pernambuco
Distrito Federal
Centro-Oeste
Sul
Sudeste
Nordeste
Norte
Brasil

(IBGE, 2010)
Municípios com manejo de resíduos sólidos, onde as entidades
têm conhecimento de catadores em seus vazedouros e aterros,
segundo as Unidades da Federação - 2008
ICLEI 79 3/21/12 5:04 PM
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
custo de transporte dos resíduos, e o custo unitário da
disposição nal na solução adotada localmente. Os
custos especícos do gerenciamento de cada resíduo
serão tratados mais adiante.
É necessário ainda, organizar as informações so-
bre eventuais receitas para o gerenciamento dos
resíduos, registrando-se a existência ou não da
cobrança pelos serviços. O SNIS 2009 mostra que,
praticamente 50% dos municípios pesquisados
cobra o manejo dos resíduos, sendo que a ampla
maioria deles o faz por meio de taxa específica inse-
rida no boleto do IPTU, ocorrendo ainda a cobrança
em boleto pelo uso de água, em boleto específico
da limpeza urbana ou outras modalidades (MCida-
des, 2011).
2.5. Legislação local em vigor
A legislação local relacionada à gestão dos resíduos
precisa ser inserida no diagnóstico geral. A elaboração
do PGIRS demandará, ao nal, a realização de ajustes
na legislação existente. Para cada município devem
ser registradas as leis em vigor e aquelas em processo
de elaboração ou em tramitação: Plano Diretor, Códi-
go de Posturas, Regulamento de Limpeza Urbana ou
leis especícas, a data da sanção, sua ementa e a ca-
rência ou não de regulamentação por decreto.
É igualmente importante, a identicação das leis de
âmbito estadual que interferem ou possam vir a inter-
ferir, na gestão dos resíduos como, por exemplo, a po-
lítica estadual para os resíduos sólidos e dispositivos
como o ICMS ecológico, dentre outros.
Veja a seguir, sugestão de quadro sobre legislação:
Município
Data da
sanção
Ementa
Situação da
regulamentação
Lei A (título,
número)
Lei B (título,
número)
2.6. Estrutura operacional,
scalizatória e gerencial
Deve ser feita uma análise qualitativa e um registro
quantitativo dos recursos humanos e equipamentos
disponibilizados para o gerenciamento dos resíduos
sólidos, por órgão responsável: de limpeza urbana,
serviços públicos, meio ambiente e outros.
Veja a seguir, sugestão de quadros para levanta-
mento de dados sobre capacidade operacional e ge-
rencial:
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Municípios
População
(2010)
Órgão
CapacidadeOperacional
RecursosHumanos Equipamentos
qualitativa quantitativa qualitativa quantitativa
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Município A
órgão 1
nome
órgão 2
nome
órgão 3
nome
Municípios
População
(2010)
Órgão
CapacidadeGerencial
(recursoshumanos)
qualitativa quantitativa
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Município A
  órgão 1
nome
         
órgão 2
nome
         
órgão 3
nome
         
ICLEI 81 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
Acesse informa-
ções sobre as
equipes e agentes
de saúde nos
municípios em:
http://www2.
datasus.gov.br/
DATASUS/
index.php?area=
0204&id=11673
t Selecionar OCU-
PAÇÕES
t Selecionar o es-
tado e municí-pio
desejado
t Selecionar a cate-
goria prossional
desejada
AVALIE OS BENEFÍCIOS!
O registro dessas informações permitirá
identicar as fragilidades e pontos fortes da
estrutura operacional e gerencial dos muni-
cípios, abrindo espaço para a discussão de
soluções consorciadas e estáveis para a gestão
dos resíduos.
2.7. Educação ambiental
Programas e ações de educação ambiental devem,
por lei, fazer parte do PGIRS. Assim, devem ser listadas
as iniciativas em curso, caracterizando-as da melhor
forma possível, e identicadas as instâncias de gover-
no que podem ter papel importante neste tema. Im-
porta registrar também a forma como os municípios
vêm abordando a interface entre Saúde e Saneamen-
to, conexão cada vez mais necessária de ser feita.
Para auxiliar o planejamento de ações nesta dire-
ção, o diagnóstico deve fazer um levantamento do
número de equipes e agentes que estão atuando em
Programas de Saúde da Família e Programas de Agen-
tes Comunitários de Saúde, além dos que estão envol-
vidos em controle de endemias, vigilância sanitária,
etc. Em grande parte, esses dados podem ser recupe-
rados junto ao DATASUS.
Na Parte 2 desse Manual são encontradas informa-
ções que poderão auxiliar na elaboração de progra-
mas de educação ambiental.
Veja a seguir, sugestão de quadro para levantamen-
to de informações sobre programas de saúde e sane-
amento:
Municípios
Programa de Saúde da Família Programa de Agentes Comunitários de Saúde
equipes agentes equipes agentes
ICLEI 82 3/21/12 5:04 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
3. A SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS MUNICIPAIS
O
diagnóstico deverá promover uma análise por-
menorizada da situação de todos os tipos de
resíduos que ocorrem localmente. Para a siste-
matização dos dados deve-se consultar o apêndice da
Parte 2 do presente Manual, que trata da classicação
dos resíduos, das condições de geração, das formas de
coleta e transporte usuais e traz outras informações
relevantes.
A melhor forma de viabilizar esta tarefa, central para
o diagnóstico, é preparar um grande quadro de re-
ferência inicial. O lançamento das informações deve
ser realizado pelo Comitê Diretor, e as tarefas distribu-
ídas entre os técnicos envolvidos. Este procedimento
favorece a construção ou ampliação do embrião de
uma equipe gerencial local ou regional.
O quadro de referência remete para a organização
de “chas” de trabalho, cada qual composta por um
tipo de resíduo e abordagem associada aos dados
solicitados nas linhas verticais correspondentes, for-
mando um roteiro de trabalho para o detalhamento
do Plano, com responsáveis para cada conjunto de
informações.
Veja a seguir, sugestão de quadro de referência ini-
cial:
Coleta de resíduos domiciliares secos, realizada por catador em Diadema
(SP), 2005.
A
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M
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ICLEI 83 3/21/12 5:04 PM
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
Tipos de resíduos e abordagens sugeridas
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domiciliares RSD - coleta convencional
domiciliares
RSD - secos
domiciliares
RSD - úmidos
limpeza pública
construção e demolição - RCC
volumosos
verdes
serviços de saúde
equipamentos eletroeletrônicos
pilhas e baterias
lâmpadas
pneus
óleos lubricantes e embalagens
agrotóxicos
sólidos cemiteriais
serviços públicos de saneamento básico
óleos comestíveis
industriais
serviços de transportes
agrosilvopastoris
mineração
ICLEI 84 3/21/12 5:04 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
No preenchimento pormenorizado deste quadro
de referência, inexistindo dados locais, será útil a con-
sideração de indicadores regionais ou nacionais que
podem ser encontrados em documentos do SNIS ou
em análises realizadas sobre os dados da PNSB. O Plano
Nacional de Resíduos Sólidos contém informações que
também podem auxiliar no preenchimento do quadro.
Acrescente-se ainda a possibilidade de consulta a ban-
cos de tese das diferentes universidades do país.
A obtenção de informações sobre alguns dos re-
síduos deverá implicar na coleta e sistematização de
dados não disponíveis nos órgãos públicos. É o caso,
por exemplo, do RCC - os transportadores privados te-
rão que ser ouvidos sobre os volumes que manejam.
Da mesma forma, o manejo de resíduos domiciliares
secos, em áreas de concentração comercial, é muitas
vezes realizado de maneira informal por catadores, e/
ou por veículos privados vinculados a “sucateiros“ que
também terão que ser consultados. Outros resíduos
poderão estar nessa mesma situação como os indus-
triais, minerários e agrosilvopastoris.
Construindo a informação:
A prioridade deve ser dada, sempre, aos dados
localmente existentes, mas a ausência destes, ou
sua imprecisão, não deve inibir o lançamento de
informações construídas com base em indicadores
gerais, regionais ou nacionais. Pode ser útil, na ine-
xistência de informação local, o uso de indicador ex-
traído de informação prestada por município próxi-
mo, assemelhado, que seja partícipe do SNIS.
O uso de informações secundárias, ponderadas
pelos técnicos responsáveis pelo trabalho, permiti-
rá a construção do quadro de referência, o qual po-
derá ser revisto continuamente para o fornecimento
de informações ao Sistema Nacional de Informações
sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR), tal como
exigido pela legislação. A primeira revisão do PGIRS,
em quatro anos, já poderá ser feita com dados locais
mais consolidados.
LEMBRESE!
Consulte o apêndice da Parte 2 deste Ma-
nual para obter informações sobre a Situ-
ação dos Resíduos Sólidos: classificação,
geração, coleta e transporte.
3.1. Destinação e disposição nal
O SNIS sistematizou os tipos de unidades de pro-
cessamento existentes em um bom número de mu-
nicípios. Essa listagem pode ser adotada como base
para o diagnóstico da situação local e regional, lan-
çando-se, em um primeiro momento, informações
sobre a existência ou não de instalações nos municí-
pios e, se cabível, o número de unidades.
Veja a seguir, sugestão de quadro sobre unidades
de processamento de resíduos :
ICLEI 85 3/21/12 5:04 PM
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
Tipo de unidade de processamento
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X
Lixão
Aterro controlado
Aterro sanitário
Unidade de transbordo
Unidade de triagem (galpão ou usina)
Unidade de compostagem (pátio ou usina)
Unidade de manejo de galhadas e podas
Unidade tratamento por microondas ou autoclave
Unidade de tratamento por incineração
Vala especíca de resíduos de serviços de saúde
Aterro industrial
Área de transbordo e triagem de RCC e volumosos (ATT)
Aterro de resíduos de construção e demolição (antigo aterro de
inertes)
Área de reciclagem RCC (antiga un. reciclagem de entulho)
Queima em forno de qualquer tipo
Bota fora de entulhos
Instalações de sucateiros (ferro velho)
Centrais de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos
Unidade biodigestora (rural ou urbana)
Unidade de captação de pneus usados
ICLEI 86 3/21/12 5:04 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Tipo de unidade de processamento
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X
Outro tipo de unidade
Total por município
Total regional
Além dessas unidades de processamento, devem
ser identicadas aquelas voltadas para a captação
de resíduos como entulhos, volumosos e outros, tais
como: Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), Ecopon-
tos, Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes,
pontos de captação de pilhas, eletrônicos, etc. É im-
portante vericar a existência de indústrias de recicla-
gem dos diferentes tipos de resíduos, no município e
na região, bem como as características de comerciali-
zação e de transporte.
FIQUE POR DENTRO!
Deve-se analisar resíduo por resíduo e o uxo
origem-destino de cada um deles.
INVESTIGUE COM CUIDADO!
É importante que o levantamento não que
limitado às unidades públicas porque, para
alguns resíduos como os RCC, e mesmo os
RSD secos, o destino predominante são áreas
privadas.
3.2. Custos
O diagnóstico dos custos deve ser exaustivo. É
preciso investigar as diversas despesas que incidem so-
bre o conjunto de resíduos abordados. É necessário or-
ganizar os dados sobre custos diretos de operações de
coleta e transporte, de destinação e disposição, inclu-
sive os custos de limpeza corretiva em pontos viciados
Caçamba particular com resíduos volumosos.
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
de deposição irregular; as informações sobre custos in-
diretos, tais como os de scalização, combate a vetores,
administrativos, os relativos à amortização e deprecia-
ção de investimentos e outros. Tendo as despesas todas
compiladas, é importante denir um indicador que re-
lacione as “despesas com manejo dos resíduos sólidos
urbanos” e as “despesas correntes municipais”.
O último dado disponível no SNIS, medido em 2008,
indica que esta relação estava em 5,3%, com valores
maiores nos maiores municípios (MCidades, 2010).
Outro dado de interesse é o nível de despesas per ca-
pita: no ano de 2009, em 1.306 municípios pesquisa-
dos, eliminando-se os municípios com população aci-
ma de 1 milhão de habitantes, o valor detectado pelo
SNIS foi de R$ 51,48/hab/ano (MCidades, 2011).
Outros documentos apontam informações que
podem auxiliar na análise de como andam os custos
locais:
» o Plano Nacional de Resíduos Sólidos revela os
seguintes custos para a disposição nal em aterro
sanitário: municípios pequenos (menos de 100 mil
habitantes) R$ 54,25/t; médios (mais de 100 mil ha-
bitantes) R$ 35,46/t, e grandes (acima de 1 milhão
de habitantes) R$ 33,06/t (MMA, 2011);
» o SNIS 2008 aponta que o custo da varrição na mé-
dia dos municípios pesquisados gira em torno de
R$ 53,32 por quilômetro varrido, com uma produtivi-
dade de 1,3 km diário/funcionário (MCidades, 2010);
» a coleta de resíduos domiciliares e da limpeza públi-
ca correspondem a cerca de 45% do custo total dos
serviços, e a varrição a quase 21% (MCidades, 2010).
3.3. Competências e
responsabilidades
Para melhor visualizar as competências e respon-
sabilidades pelo manejo de cada um dos resíduos
constantes deste Manual, deve-se elaborar um qua-
dro síntese, destacando: os agentes com responsa-
bilidade pelo serviço público a ser prestado (limpeza
urbana e o manejo de resíduos sólidos domiciliares),
com responsabilidade pública enquanto gerador pú-
blico, e responsabilidades privadas, quanto à geração,
transporte e recepção de resíduos. Devem também
ser destacados os responsáveis pela estruturação e
implantação de sistemas de logística reversa, e as res-
ponsabilidades pela elaboração e implementação de
Planos de Gerenciamento de Resíduos, como deni-
dos na Lei 12.305/2010 (BRASIL, 2010b).
O quadro síntese também será útil na denição dos
interlocutores para a discussão e elaboração do PGIRS.
Veja a seguir, sugestão de quadro síntese sobre res-
ponsabilidades:
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Tipos de resíduos e
responsabilidades
estabelecidas
Responsabilidades públicas Responsabilidades privadas
principal complementar gerador transportador receptor
domiciliares RSD - coleta
convencional
domiciliares
RSD - secos
domiciliares
RSD - úmidos
limpeza pública
construção civil - RCC
volumosos
verdes
serviços de saúde
equipamentos
eletroeletrônicos
pilhas e baterias
lâmpadas
pneus
óleos lubricantes e
embalagens
agrotóxicos
sólidos cemiteriais
serviços públicos de
saneamento básico
óleos comestíveis
industriais
serviços de transportes
agrosilvopastoris
mineração
ICLEI 89 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
LEI DE CRIMES
AMBIENTAIS
A Lei nº 9.605, de
12 de fevereiro de
1998 dispõe sobre
as sanções penais
e administrativas
derivadas de con-
dutas e atividades
lesivas ao meio
ambiente (BRASIL,
1998).
O Decreto nº
6.514, de 22 de
julho de 2008
regulamenta a Lei
nº 9.605 e outras
(BRASIL, 2008b).
Esse quadro poderá ser estendido e contemplar as
responsabilidades pelas instalações de processamen-
to anteriormente citadas.
As discussões acerca das responsabilidades, de-
correntes da PNRS, devem deixar claro que a não ob-
servância de suas diretrizes sujeitará os infratores a
sanções legais, em especial as xadas na Lei Federal
9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e seu Decreto
Regulamentador 6.514/2008. Nesse sentido, essas dis-
cussões têm também caráter pedagógico.
3.4. Carências e deciências
Na elaboração do diagnóstico é importante identi-
car as principais carências e deciências de gestão e
registrar fatos como:
» o não atingimento da universalidade na prestação
do serviço público;
» a ausência da coleta continuada de resíduos em
aglomerados precários tanto na área urbana como
rurais e em distritos distantes;
» a ocorrência de pontos viciados com deposição ir-
regular de resíduos diversos;
» a inexistência de controle da ação de agentes pri-
vados: geradores de RSS, transportadores e recep-
tores de RCC, sucateiros/ ferro velho;
» as diculdades gerenciais com destaque para as
questões relacionadas a recursos humanos e
» as fragilidades de sustentação econômica, dentre
outras.
3.5. Iniciativas relevantes
É importante registrar também os fatos relevantes
que ocorrem nos municípios da região: empresas com
políticas socioambientais estruturadas e com ações
no município; escolas e associações de bairro que de-
senvolvem projetos com a população; cooperativas
ou associações de catadores; ONGs com projetos im-
plantadas na região, etc.
Boas práticas
O conhecimento de experiências exitosas de
alguns municípios brasileiros pode auxiliar no
preparo das discussões para o planejamento
de ações locais.
3.6. Legislação e normas brasileiras
aplicáveis
Excetuando-se as leis maiores (Lei 12.305 e Lei
11.445) que consolidam disciplinas para vários resí-
duos, existem legislações especícas e normas brasi-
leiras, aplicáveis aos resíduos diagnosticados, e que
precisam ser analisadas, para que o planejamento da
ações seja desenvolvido de forma adequada. A legis-
lação e as normas estão listadas nos Documentos de
Referência (ANEXO).
ICLEI 90 3/21/12 5:04 PM
91
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
4. PLANO DE AÇÃO: ASPECTOS GERAIS
O
Plano de Ação é o planejamento de todas as
ações que devem ser implementadas para que
se possa atingir os resultados almejados no
prazo estipulado para cada uma delas, no âmbito do
PGIRS.
Para a elaboração do Plano de Ação devem ser con-
sideradas todas as informações coletadas, sistemati-
zadas e analisadas no diagnóstico geral, e a partir dos
resultados obtidos, identicadas a principais tendên-
cias (evolução demográca, consumo e renda per ca-
pita, evolução da situação de emprego, desempenho
das atividades econômicas locais e regionais; altera-
ções físicas provenientes de obras de infraestrutura
ou mudanças no ambiente, entre outros aspectos) e,
avaliados os impactos das tendências consideradas
mais importantes, na geração e gestão dos resíduos
sólidos. Por exemplo: se haverá incremento na gera-
ção de resíduos, e quais deles ocasionarão diculda-
des mais signicativas.
As diretrizes e estratégias que serão adotadas no
PGIRS devem ser denidas no início do processo de
elaboração do Plano de Ação e compatíveis com as
exigências da Lei 12.305/2010 e Lei 11.445/2007, com
especial ênfase na sustentabilidade econômica e am-
biental do PGIRS, e na inclusão social dos catadores
de materiais recicláveis. Não poderão estar ausentes
considerações sobre ações compartilhadas com ou-
tras instâncias de governo, tendo em vista a redução
de emissões de GEEs oriundos da decomposição de
resíduos orgânicos (BRASIL, 2010b; BRASIL, 2007a).
4.1. Perspectivas para a gestão
associada
Todos os estudos técnicos realizados demonstram
que a gestão de resíduos, na imensa maioria dos mu-
nicípios, é aquém do necessário, com um histórico
recorrente de ineciência dos investimentos, impli-
cando na continuidade da existência dos lixões ou
dos baixíssimos índices de recuperação dos mate-
riais.
O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deverão
considerar a possibilidade de constituição de um Con-
sórcio Público Regional na perspectiva da constru-
ção de uma autarquia intermunicipal de gestão,
não se limitando a, por exemplo, apenas compar-
tilhar um novo aterro sanitário. As possibilidades
criadas pela Lei de Consórcios Públicos (BRASIL, 2005)
e Lei de Saneamento (BRASIL, 2007a) têm que ser
aproveitadas ao máximo: somar capacidades, dividir
custos com ganhos de escala; prover capacidade ge-
rencial para todos os municípios associados, baseada
na atuação regionalizada de uma única equipe capa-
citada; compartilhar instalações e concentrar resíduos
quando a logística for conveniente. Até a inevitável
ICLEI 91 3/21/12 5:04 PM
92
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
discussão de que os custos terão que ser recuperados
e taxas terão que ser introduzidas, ca mais amena
quando apresentada como decisão conjunta e regio-
nal, repercutindo decisão de lei federal para validade
dos contratos. Para essa discussão é importante que o
Comitê Diretor verique como está sendo conduzida
a discussão da regionalização do território pelos ór-
gãos do Governo do Estado.
De acordo com a Lei 12.305/2010 (BRASIL,
2010b):
Art. 16, § 1º
Serão priorizados no acesso aos recursos da
União referidos no caput os Estados que instituírem
microrregiões, consoante o § 3
o
do art. 25 da Consti-
tuição Federal, para integrar a organização, o plane-
jamento e a execução das ações a cargo de Municí-
pios limítrofes na gestão dos resíduos sólidos.
Art. 18, § 1º, I
optarem por soluções consorciadas intermu-nici-
pais para a gestão dos resíduos sólidos, incluída a
elaboração e implementação de plano intermuni-
cipal, ou que se inserirem de forma voluntária nos
planos microrregionais de resíduos sólidos referidos
no § 1
o
do Art. 16.
Art. 18, § 1º, II
implantarem a coleta seletiva com a participação
de cooperativas ou outras formas de associação de
catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis for-
madas por pessoas físicas de baixa renda.
Olhar para o futuro:
O cenário que se aproxima, com um nível mais
elevado de exigências da nova legislação, não
é promissor se não for buscado um salto de
qualidade na capacidade de gestão.
Os movimentos nos estados brasileiros para viabili-
zação deste salto de qualidade são amplos, e estão cal-
cados no sucesso destas iniciativas em países europeus
(Portugal e Itália) que, recentemente, corrigiram proble-
mas graves de gestão dos resíduos, e do conjunto de
ações típicas do saneamento, com a implementação da
gestão associada.
Os municípios que optarem por soluções consor-
ciadas intermunicipais, ou se inserirem de forma
voluntária nos planos microrregionais relativos
às microrregiões instituídas pelos estados terão
prioridade no acesso aos recursos da União ou por
ela controlados. Todo o novo conjunto de leis para
saneamento e gestão de resíduos traz a gestão as-
sociada instituída pela Lei de Consórcios Públicos
(BRASIL, 2005) como aspecto central.
4.2. Denição das responsabilidades
públicas e privadas
A denição das diretrizes e estratégias, e a programa-
ção das ações, deverá considerar os diferentes agentes
envolvidos e suas respectivas responsabilidades.
ICLEI 92 3/21/12 5:04 PM
93
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Basicamente, e sem prejuízo da responsabilidade
compartilhada, estas responsabilidades são as seguintes:
» serviços públicos de limpeza urbana e manejo dos
resíduos domiciliares – órgão público competente
(autarquia intermunicipal na forma de Consórcio
Público ou órgão municipal, isoladamente);
» resíduos gerados em próprios públicos – gestor
especíco (RSS gerado em hospitais públicos, RCC
gerado em obras públicas, resíduos de prédios ad-
ministrativos, etc.);
» resíduos gerados em ambientes privados – gera-
dor privado (atividades em geral);
» resíduos denidos como de logística reversa – fa-
bricantes, importadores, distribuidores e comer-
ciantes;
» resíduos com Plano de Gerenciamento obrigatório
– gerador privado (instalações de saneamento, in-
dústrias, serviços de saúde, mineradoras, constru-
tores, terminais de transporte e outros);
» acondicionamento adequado e diferenciado, e
pela disponibilização adequada para coleta ou de-
volução – consumidor/gerador domiciliar (muníci-
pes em geral).
O PGIRS deve estabelecer o limite entre peque-
nos geradores, atendidos pelos serviços públicos
de manejo de resíduos, e os grandes geradores,
responsáveis diretos pelo gerenciamento, e possi-
velmente, pela elaboração e implementação de pla-
no específico.
É de fundamental importância identicar os di-
versos uxos de resíduos que serão objeto de ações
especícas prestando mais atenção nos que apre-
sentam volumes mais signicativos: resíduos secos,
orgânicos, rejeitos e resíduos da construção, ou ou-
tros. Para estes resíduos deverão ser elaborados pro-
gramas prioritários.
PNRS (BRASIL, 2010b):
O Art. 35 arma que, sempre que estabelecido
sistema de coleta seletiva ou de logística reversa, o
consumidor deve:
I - acondicionar adequadamente e de forma dife-
renciada os resíduos sólidos gerados;
II – disponibilizar adequadamente os resíduos
sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou de-
volução.
Decreto 7.404/2010 (BRASIL, 2010d):
O Art. 84 prevê que os consumidores que descum-
pram suas obrigações estarão sujeitos à advertência
e, em reincidência, multas de R$ 50 a R$ 500, que po-
derá ser convertida em prestação de serviços.
ICLEI 93 3/21/12 5:04 PM
94
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
5. DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA O
MANEJO DIFERENCIADO DOS RESÍDUOS
O manejo diferenciado dos resíduos é a essência do
conceito de coleta seletiva e se aplica, além da típica
coleta seletiva de papel, plásticos, vidros e metais, a
todos os resíduos, reconhecidos como bem econô-
mico e de valor social, gerador de trabalho e renda.
O planejamento do manejo diferenciado de cada re-
síduo deverá contemplar as diretrizes, estratégias,
metas, de programas e ações especícas, que garan-
tam uxos adequados.
As diretrizes são as linhas norteadoras, e as estraté-
gias os meios para implementação, que denirão as
ações e os programas para que as metas sejam atin-
gidas.
O planejamento das ações poderá seguir uma lógi-
ca investigativa, conforme segue abaixo:
» Diretrizes (O QUÊ?) – quais são as diretrizes espe-
cícas que deverão ser atendidas pelo plano?
» Estratégias (COMO?) – quais são as estratégias de
implementação (legais; instalações; equipamen-
tos, mecanismos de monitoramento e controle)
necessárias para o cumprimento do plano?
» Metas (QUANTO e QUANDO?) – quais são os resul-
tados e prazos a serem perseguidos pelas ações
concebidas?
» Programas e ações (COM QUEM?) – quais são os
agentes públicos e privados envolvidos e quais as
ações necessárias para efetivação da política de
gestão?
Na denição das metas, o Comitê Diretor e o Grupo
de Sustentação deverão observar os prazos legais já
denidos na legislação e os rebatimentos locais das
metas denidas no Plano Nacional e no Plano Esta-
dual de Resíduos Sólidos. Na Lei já está denida a data
limite para encerramento dos lixões e, portanto, para
a instalação dos aterros sanitários, e para a estrutura-
ção das coletas seletivas, já que os aterros só poderão
receber rejeitos (BRASIL, 2010b).
O planejamento das ações deverá gerar assim, um
quadro base onde estarão incluídas as propostas para
todos os tipos de resíduos identicados no município
ou na região.
Veja a seguir, sugestão de quadro base:
ICLEI 94 3/21/12 5:04 PM
95
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Tipos de resíduos e abordagens
sugeridas
O QUÊ? COMO? QUANTO? QUANDO? COM QUEM?
Diretrizes Estratégias
Metas
quantitativas
Programas e ações
domiciliares
RSD - secos
domiciliares
RSD - úmidos
limpeza pública
construção civil - RCC
volumosos
verdes
serviços de saúde
equipamentos eletroeletrônicos
pilhas e baterias
lâmpadas
pneus
óleos lubricantes e embalagens
agrotóxicos
sólidos cemiteriais
serviços públicos de saneamento
básico
óleos comestíveis
industriais
serviços de transportes
agrosilvopastoris
mineração
ICLEI 95 3/21/12 5:04 PM
96
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
O processo de preenchimento do quadro deverá
revelar os resíduos para os quais será necessário um
planejamento mais detalhado, gerando os programas
prioritários.
5.1. Diretrizes especícas
A nova legislação estabelece que sejam feitos es-
forços para: a não geração e redução dos resíduos;
otimização da reutilização e reciclagem; adoção de
tratamentos quando necessários e, disposição ade-
quada dos rejeitos. Os atalhos tecnológicos que avan-
çam diretamente para tratamento de resíduos, sem
diferenciação, devemser evitados porque eliminam a
logística reversa e a responsabilidade compartilhada
pela gestão, peças centrais da PNRS.
ORIENTAÇÕES PARA RECUPERAÇÃO DE RESÍ-
DUOS E MINIMIZAÇÃO DOS REJEITOS NA DESTI-
NAÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA:
» Separação dos resíduos domiciliares recicláveis
na fonte de geração (resíduos secos e úmidos)
» Coleta seletiva dos resíduos secos, realizada por-
ta a porta, com pequenos veículos que permitam
operação a baixo custo, priorizando-se a inserção
de associações ou cooperativas de catadores
» Compostagem da parcela orgânica dos RSU e
geração de energia por meio do aproveitamen-
to dos gases provenientes da biodigestão em
instalações para tratamento de resíduos, e dos
gases gerados em aterros sanitários (biogás);
incentivo à compostagem doméstica
» Segregação dos Resíduos da Construção e De-
molição com reutilização ou reciclagem dos re-
síduos de Classe A (trituráveis) e Classe B (ma-
deiras, plásticos, papel e outros)
» Segregação dos Resíduos Volumosos (móveis, in-
servíveis e outros) para reutilização ou reciclagem
» Segregação na origem dos Resíduos de Servi-
ços de Saúde (grande parte é resíduo comum)
» Implantação da logística reversa com o retorno
à indústria dos materiais pós-consumo (emba-
lagens de agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus;
embalagens de óleos lubricantes; lâmpadas
uorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e
de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus
componentes)
» Encerramento de lixões e bota foras, com recu-
peração das áreas degradadas
5.2. Estratégias de implementação
e redes de áreas de manejo local ou
regional
O MMA incentiva a implantação de um Modelo Tec-
nológico que privilegia: o manejo diferenciado; a ges-
tão integrada dos resíduos sólidos, com inclusão social;
a formalização do papel dos catadores de materiais
recicláveis e o compartilhamento de responsabilidades
com os diversos agentes. Esse modelo pressupõe um
ICLEI 96 3/21/12 5:04 PM
97
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Desenho esquemático de um Ecoponto.
A
c
e
r
v
o

M
M
A
planejamento preciso do território, com a denição
do uso compartilhado das redes de instalações para
o manejo de diversos resíduos, e com a denição de
uma logística de transporte adequada, para que baixos
custos sejam obtidos. A consulta ao Plano Diretor pode
auxiliar na escolha da melhor localização das áreas de
manejo local e/ou regional. (mais informações sobre o
Modelo Tecnológico podem ser encontradas posterior-
mente, no item 6.13 deste Manual).
INSTALAÇÕES PARA O MANEJO DIFERENCIA-
DO E INTEGRADO, REGULADO, NORMATIZADO
» PEVs – Pontos de Entrega Voluntária (Ecopon-
tos) para acumulação temporária de resíduos
da construção e demolição, de resíduos volu-
mosos, da coleta seletiva e resíduos com logís-
tica reversa (NBR 15.112)
» LEVs – Locais de Entrega Voluntária de Resídu-
os Recicláveis – contêineres, sacos ou outros
dispositivos instalados em espaços públicos
ou privados monitorados, para recebimento
de recicláveis
» Galpões de triagem de recicláveis secos, com
normas operacionais denidas em regula-
mento
» Unidades de compostagem/biodigestão de
orgânicos
» ATTs – Áreas de Triagem e Transbordo de resídu-
os da construção e demolição, resíduos volumo-
sos e resíduos com logística reversa (NBR 15.112)
» Áreas de Reciclagem de resíduos da cons-
trução (NBR 15.114)
» Aterros Sanitários (NBR 13.896)
» ASPP - Aterros Sanitários de Pequeno Porte
com licenciamento simplicado pela Reso-
lução CONAMA 404 e projeto orientado pela
nova norma (NBR 15.849)
» Aterros de Resíduos da Construção Classe A
(NBR 15.113)
PEV
PEV
PEV
PEV
SAÍDA
SAÍDA
SAÍDA
ICLEI 97 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
DECRETO N
O
7.619/
2011 BRASIL, 2011:
Regulamenta a
concessão de cré-
dito presumido
do imposto sobre
produtos indus-
trializados – IPI
na aquisição de
resíduos sólidos
diretamente de
cooperativas de
catadores de ma-
teriais recicláveis.
Essas instalações são, na prática, a oferta de en-
dereços físicos para a atração e concentração de di-
versos tipos de resíduos. Os PEVs (Ecopontos) são os
pontos iniciais das redes que precisam ser denidas.
Alocados nos bairros, com base em vários critérios,
permitem transformar resíduos difusos em resíduos
concentrados, propiciando a denição da logística de
transporte, com equipamentos adequados e custos
suportáveis.
O Modelo Tecnológico incentivado pelo MMA pro-
põe a adequação da rede de instalações ao porte dos
municípios, denindo o número de PEVs e Áreas de
Triagem e Transbordo (ATTs) em função da população
e, em municípios menores, agregando as duas fun-
ções em uma única instalação (PEV Central) conforme
pode ser visto no quadro abaixo.
População da
Sede Municipal
PEVs ATT
PEV
Central
Aterro RCD
coligado
até 25 mil 1 1
de 25 a 50 mil 2 1
de 50 a 75 mil 3 1 1
de 75 a 100 mil 4 1 1
A
c
e
r
v
o

M
M
A
Guarulhos/SP: Área de deposição irregular de resíduos (acima), transformada
em Ecoponto (abaixo).
O planejamento para a definição da rede de
instalações é essencial. O PGIRS deve propor uma
setorização dos espaços urbanos, formando ba-
cias de captação de resíduos para cada PEV. Estas
bacias devem coincidir, tanto quanto possível, com
os setores censitários do IBGE, de forma que todo o
conjunto de informações do Censo esteja disponi-
bilizado para o planejamento. Os setores e a rede
de instalações devem ser georeferenciados, sempre
que possível.
Os setores devem, também, aproximar-se dos limi-
tes das regiões de saúde organizadas para a atuação
dos agentes dos Programas de Saúde da Família e de
Agentes Comunitários de Saúde. São conhecidos os
ICLEI 98 3/21/12 5:04 PM
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SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
ganhos em saúde decorrentes das melhorias em sane-
amento. Esses agentes são numerosos nos municípios
brasileiros e têm uma compreensão muito clara do
território onde trabalham. O Comitê Diretor e o Gru-
po de Sustentação devem manter um intenso diálogo
com a coordenação destes programas.
A estratégia de coleta seletiva de resíduos domici-
liares secos, reconhecidamente mais eciente se re-
alizada porta a porta, pode ser feita pelos catadores
ou por funcionários na ausência destes, através de
pequenos veículos que permitam a concentração das
cargas para a entrada em cena dos veículos de maior
porte. Municípios como Londrina/PR, que apresentam
os melhores resultados para este tipo de coleta seleti-
va, estruturaram suas intervenções a partir desta lógi-
ca, conseguindo custos de coleta semelhantes aos da
coleta convencional.
A disposição dos resíduos ricos em matéria orgâ-
nica nos aterros operados com maior escala, deverá
gerar volumes expressivos de GEEs. Em função disso,
sempre que possível deverá ser prevista solução para
a captura integral desses gases, e seu aproveitamento,
por meio da biodigestão, de forma a atender as pres-
crições do PNMC.
Na denição das estratégias, no caso de Consórcios
Públicos, deve-se considerar a possibilidade de atu-
ação complementar, ou seja, a prestação de serviços
além dos serviços públicos tais como: o manejo do
RCC e sua reciclagem, a reciclagem de madeira por
trituração, o tratamento do RSS, a geração de energia,
vapor e gás a partir do tratamento de RSD úmido. Esta
é uma forma de constituir “receita própria”, legalmen-
te permitida sem comprometer os objetivos principais
do consórcio.
5.3. Metas quantitativas e prazos
O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deverão
xar as metas quantitativas por período, harmonizan-
do a exigência legal (revisão a cada 4 anos, prioritaria-
mente, no mesmo período de elaboração dos planos
plurianuais), a capacidade de investimento e a capaci-
dade gerencial, entre outros fatores. As metas devem
considerar as peculiaridades locais, as possibilidades
de utilização de tecnologias para o tratamento dos re-
síduos, e as perspectivas reais de abertura ou amplia-
ção de negócios com os resíduos recuperados.
Veja abaixo sugestão de quadro de metas e prazos:
Metas
período 1
(ano - ano)
período 2
(ano - ano)
período 3
(ano - ano)
período 4
(ano - ano)
período 5
(ano - ano)
Descrição da ação
ICLEI 99 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
ESCOLA LIXO ZERO:
Iniciativa voltada
à destinação
adequada de
todas as frações
de resíduos gera-
das no ambiente
escolar, com
intensa participa-
ção dos alunos no
processo.
FEIRA LIMPA:
Iniciativa desen-
volvida em feiras
livres, voltada à
destinação ade-
quada das frações
de resíduos seca
e úmida, com
possível retorno
dos restos orgâ-
nicos às unidades
produtoras.
5.4. Programas e ações
Deverão ser previstas ações que se reetirão na ges-
tão de praticamente todos os resíduos:
» disciplinar as atividades de geradores, transporta-
dores e receptores de resíduos, exigindo os Planos
de Gerenciamento quando cabível;
» modernizar os instrumentos de controle e scali-
zação, agregando tecnologia da informação (ras-
treamento eletrônico de veículos, scalização por
análise de imagens aéreas);
» formalizar a presença dos catadores organizados
no processo de coleta de resíduos, promovendo
sua inclusão, a remuneração do seu trabalho públi-
co e a sua capacitação;
» formalizar a presença das ONGs envolvidas na
prestação de serviços públicos;
» tornar obrigatória a adesão aos compromissos da
A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública),
incluído o processo de compras sustentáveis, para
todos os órgãos da administração pública local;
» valorizar a educação ambiental como ação prioritária;
» incentivar a implantação de econegócios por meio
de cooperativas, indústrias ou atividades processa-
doras de resíduos.
Algumas das possibilidades de ações, relacionadas
aos resíduos a serem geridos, são sugeridas adiante:
RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES – RSD COLETA
CONVENCIONAL
» Buscar redução signicativa da presença de resídu-
os orgânicos da coleta convencional nos aterros,
para redução da emissão de gases, por meio da
biodigestão e compostagem quando possível.
» Implantar coleta conteinerizada, inicialmente em
condomínios e similares.
RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES – RSD SECOS
» Desenvolver Programa Prioritário com metas para
avanço por bacia de captação, apoiada nos PEVs e
logística de transporte com pequenos veículos para
concentração de cargas.
» Priorizar a inclusão social dos catadores organiza-
dos para a prestação do serviço público e quando
necessário, complementar a ação com funcioná-
rios atuando sob a mesma logística.
» Implementar o manejo de resíduos secos em pro-
gramas “Escola Lixo Zero”.
» Implementar o manejo de resíduos secos em pro-
gramas “Feira Limpa”.
RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES – RSD ÚMIDOS
» Desenvolver Programa Prioritário, estabelecendo
coleta seletiva de RSD úmidos em ambientes com
geração homogênea (feiras, sacolões, indústrias,
restaurantes e outros) e promover a compostagem.
ICLEI 100 3/21/12 5:04 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Indicadores de
produtividade
para catadores
em galpão:
coleta: 160 kg/dia
triagem: 200 kg/
dia
prensagem: 600
kg/dia
Indicadores de
produtividade
para composta-
gem em pátio:
1 tonelada de
composto: 10
horas de trabalho
(montagem da
pilha, revolvimen-
to, irrigação e
peneiramento)
» Implementar o manejo de resíduos úmidos em
programas “Escola Lixo Zero”.
» Implementar o manejo de resíduos úmidos em
programas “Feira Limpa”.
RESÍDUOS DA LIMPEZA PÚBLICA
» Implementar a triagem obrigatória de resíduos no
próprio processo de limpeza corretiva e o uxo
ordenado dos materiais até as Áreas de Triagem e
Transbordo e outras áreas de destinação.
» Denir cronograma especial de varrição para áreas
críticas (locais com probabilidade de acúmulo de
águas pluviais) vinculado aos períodos que prece-
dam as chuvas.
» Denir custo de varrição e preço público para
eventos com grande público.
RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - RCC
» Desenvolver Programa Prioritário com metas para
implementação das bacias de captação e seus PEVs
(Ecopontos) e metas para os processos de triagem
e reutilização dos resíduos classe A.
» Incentivar a presença de operadores privados com
RCC, para atendimento da geração privada.
» Desenvolver esforços para a adesão das institui-
ções de outras esferas de governo às responsabili-
dades denidas no PGIRS.
RESÍDUOS VOLUMOSOS
» Promover a discussão da responsabilidade com-
partilhada com fabricantes e comerciantes de mó-
veis, e com a população consumidora.
» Promover o incentivo ao reaproveitamento dos re-
síduos como iniciativa de geração de renda.
» Incentivar a identicação de talentos entre catado-
res e sensibilizar para atuação na atividade de reci-
clagem e reaproveitamento, com capacitação em
marcenaria, tapeçaria etc., visando a emancipação
funcional e econômica.
» Promover parceria com o Sistema “S” (SENAC, SE-
NAI) para oferta de cursos de transformação, rea-
proveitamento e design.
RESÍDUOS VERDES
» Elaborar “Plano de Manutenção e Poda” regular
para parques, jardins e arborização urbana, aten-
dendo os períodos adequados para cada espécie.
» Estabelecer contratos de manutenção e conserva-
ção de parques, jardins e arborização urbana em
parceria com a iniciativa privada.
» Envolver os Núcleos de Atenção Psicossocial -
NAPS, a m de constituir equipes com pacientes
desses núcleos para atender demandas de manu-
tenção de áreas verdes, agregados às parcerias de
agentes privados (atividade terapêutica e remune-
rada das equipes com coordenação psicológica e
agronômica).
ICLEI 101 3/21/12 5:04 PM
102
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
» Incentivar a implantação de iniciativas como as
“Serrarias Ecológicas” para produção de peças de
madeira aparelhadas a partir de troncos removidos
na área urbana.
RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE
» Registrar os Planos de Gerenciamento de Resíduos
das instituições públicas e privadas no sistema lo-
cal de informações sobre resíduos.
» Criar cadastro de transportadores e processadores,
referenciado no sistema local de informações so-
bre resíduos.
RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS
» Criar “Programa de Inclusão Digital” local que acei-
te doações de computadores para serem recupe-
rados e distribuídos a instituições que os destinem
ao uso de comunidades carentes.
RESÍDUOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE
SANEAMENTO BÁSICO
» Estabelecer cronograma de limpeza da micro e
macro drenagem, de acordo com a ocorrência de
chuvas, visando reduzir os impactos econômicos e
ambientais por ocorrência de enchentes;
» Reduzir volume de resíduos de limpeza de drena-
gens levados a aterro de resíduos perigosos, por
meio de ensaios de caracterização;
» Identicar e responsabilizar os potenciais agentes
poluidores reconhecidos nos lodos dos proces-
sos de dragagem ou desassoreamento de corpos
d’água.
RESÍDUOS SÓLIDOS CEMITERIAIS
» Garantir que os equipamentos públicos tenham
um cenário de excelência em limpeza e manuten-
ção, com padrão receptivo apropriado para a nali-
dade a que se destinam.
RESÍDUOS AGROSILVOPASTORIS
» Promover o incentivo ao processamento dos resí-
duos orgânicos por biodigestão, com geração de
energia.
ICLEI 102 3/21/12 5:04 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A Lei Federal
de Saneamento
Básico dene,
segundo o Art. 10,
que:
A prestação de
serviços públicos
de saneamento
básico, como
o manejo de
resíduos urbanos,
por entidade que
não integre a
administração do
titular depende
da celebração de
contrato, sendo
vedada a sua dis-
ciplina mediante
convênios, termos
de parceria ou
outros instrumen-
tos de natureza
precária (BRASIL,
2007a).
6. DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS, PROGRAMAS, AÇÕES E METAS PARA
OUTROS ASPECTOS DO PLANO
Deverão ser elaboradas diretrizes, estratégias, me-
tas, programas e ações especícas para outros quesi-
tos além dos resíduos propriamente ditos, atendendo
ao conteúdo mínimo previsto na legislação federal, e
às necessidades impostas pelas peculiaridades e ca-
pacidades locais.
6.1. Denição de áreas para
disposição nal
O PGIRS deverá, ao lado das denições relativas ao
encerramento de lixões e bota foras, apresentar as di-
retrizes para as áreas adequadas para disposição nal.
É importante, nesta questão, a decisão sobre a adesão
dos municípios à gestão associada.
O encerramento de lixões e bota foras, deverá
ocorrer paralelamente às discussões para a solução
dos eventuais problemas sociais relacionados tanto à
presença de moradores nesses locais, como de traba-
lhadores que vivem da catação de recicláveis. Nesses
casos, deve-se buscar a inclusão social dos catadores
conforme previsto na PNRS. O PGIRS deverá apontar
solução para a regularização de situações como o uso
de aterros privados sem respaldo em contrato oriun-
do de processo licitatório. Essa situação é proibida
pela Lei Federal de Saneamento Básico.
Estudos contratados pelo MMA revelam ser extre-
mamente diferenciados os custos de implantação
e de operação de aterros sanitários convencionais
(NBR 13896:1997) em municípios de pequeno e gran-
de porte. O ganho de escala em unidades de maior
porte é importante, mas também as considerações
sobre distâncias de transporte, e as emissões de GEE.
Aterro Sanitário de Pequeno Porte (Rafard/SP)
D
a
n

M
o
c
h
e

S
c
h
n
e
i
d
e
r
ICLEI 103 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
A Resolução 404
do CONAMA
simplicou o pro-
cesso de licencia-
mento dos ASPP,
não exigindo, em
princípio, o de-
senvolvimento de
EIA RIMA (BRASIL,
2008c).
A NBR
15849:2010 xa
os critérios para
adequação dos
elementos de pro-
teção ambiental
aos condicionan-
tes locais (caracte-
rísticas do solo, do
rejeito, do freático
e do excedente
hídrico) (ABNT,
2010).
Considera-se no geral, que o transporte através de ve-
ículos coletores deve ser limitado a distâncias de 30
km do aterro. Quando as distâncias são maiores deve-
-se considerar a conveniência da inclusão, em pontos
regionais estratégicos, de áreas de transbordo de re-
jeitos, para veículos de maior capacidade de carga, e
menor custo unitário ton/km (VELLOSO, 2011).
Na medida em que a motivação primordial para a
adoção do Consórcio Público é a gestão associada de
todo o processo e não exclusivamente a administração
de aterros únicos, a solução de Aterros Sanitários de
Pequeno Porte – ASPP (NBR 15849:2010), limitados à
recepção de 20 toneladas diárias deve ser considerada.
O PGIRS também deverá apontar soluções ambien-
talmente adequadas para a disposição nal de outros
rejeitos, como os da construção civil e os rejeitos de re-
síduos perigosos. No caso dos resíduos da construção
civil, a Resolução CONAMA 307/2002 prevê a disposi-
ção nal de rejeitos dos resíduos classe A em aterros
que possibilitem o uso do espaço aterrado para algu-
ma função urbana após o encerramento, e os aterros
de reservação para os resíduos classe A, triturável,
onde são acondicionados temporariamente à espera
de um aproveitamento futuro (NBR 15113:2004) (BRA-
SIL, 2002; ABNT, 2004).
Veja abaixo sugestão de quadro sobre áreas para
disposição nal adequada :
Diretrizes Estratégias
Metas
quantitativas
Programas e ações
encerramento de lixões
disposição nal adequada de rejeitos de
resíduos urbanos
encerramento de bota foras
disposição nal adequada de rejeitos da
construção
reservação de resíduos da construção
para uso futuro – classe A
disposição nal adequada de rejeitos de
resíduos industriais perigosos
ICLEI 104 3/21/12 5:04 PM
105
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
A escolha das áreas de disposição nal deverá ser
realizada com base em estudos de viabilidade técnica,
econômica e ambiental e análise do Plano Diretor de
Desenvolvimento Urbano (e seu Zoneamento Urbano
e Ambiental) e do Zoneamento Ambiental do Estado
de modo a compatibilizar todas as informações, evi-
tando problemas futuros.
A implantação de Aterro de Resíduos da Construção
classe A, visando à reservação dos resíduos para seu
resgate futuro, deverá considerar o aproveitamento
de áreas ociosas pelo esgotamento de atividades mi-
neradoras. Muitas dessas áreas estão mapeadas pelo
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)
e referem-se a materiais como argila, areia, cascalho,
granito e outras. Um instrumento ecaz para identi-
car a disponibilidade dessas áreas na região é a rea-
lização de “Chamamento Público”, feito para que pro-
prietários desses sítios esgotados explicitem interesse
na sua conversão em áreas de reservação de RCC.
Acesse o site do DNPM - Departamento Nacio-
nal de Produção Mineral: http://sigmine.dnpm.
gov.br/webmap/
O PGIRS deverá também avaliar a conveniência da im-
plantação de “Centrais de Tratamento de Resíduos” – in-
tegrando resíduos sólidos diversos, inertes e não inertes,
secos e úmidos, inclusive absorvendo resíduos de esta-
ções de tratamento de esgotos. Estudos técnicos podem
levar à denição de centrais com boa eciência energéti-
ca, onde os resíduos processados por biodigestão geram
energia que pode ser utilizada na Central.
6.2. Planos de gerenciamento
obrigatórios
O PGIRS deve denir, no âmbito local ou regional, o
órgão público que será a referência para entrega do pla-
no de gerenciamento, de forma a garantir a sistemática
anual de atualização, visando o controle e a scalização.
Deverão ser orientados quanto a estes procedimen-
tos, e quanto às penalidades aplicáveis pelo seu não
cumprimento, os responsáveis por: atividades indus-
triais; agrosilvopastoris; estabelecimentos de serviços
de saúde; serviços públicos de saneamento básico;
empresas e terminais de transporte; mineradoras;
construtoras, e os grandes estabelecimentos comer-
ciais e de prestação de serviço.
Decreto 7.404/2010 (BRASIL, 2010d):
O Art. 56 arma que os responsáveis pelo plano
de gerenciamento deverão disponibilizar ao órgão
municipal competente, ao órgão licenciador do SIS-
NAMA e às demais autoridades competentes, com
periodicidade anual, informações completas e atua-
lizadas sobre a implementação e a operacionalização
do plano, consoante as regras estabelecidas pelo ór-
gão coordenador do SINIR, por meio eletrônico.
Lei 12.305/2010 (BRASIL, 2010b):
O Art. 21, § 2º estabelece que a inexistência do
PGIRS não obsta a elaboração, implementação e
operacionalização do Plano de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos.
ICLEI 105 3/21/12 5:04 PM
106
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
O PGIRS deverá xar o prazo para a primeira apre-
sentação dos Planos de Gerenciamento aos órgãos
receptores locais, iniciando assim a rotina anual de
renovação da informação, prevista na legislação (Sis-
tema Declaratório). Em consequência, precisam ser
previstas também, as condições de infraestrutura (re-
cursos humanos e de informática, entre outros) para o
estabelecimento dos uxos de informação entre gera-
dores – órgão público – SINIR.
6.3. Ações relativas aos resíduos com
logística reversa
A responsabilidade pela estruturação e implemen-
tação dos sistemas de logística reversa de alguns resí-
duos está bem denida na Lei 12.305 como sendo dos
fabricantes, importadores, distribuidores e comer-
ciantes. Aos consumidores caberá a responsabilidade
de acondicionar adequadamente e disponibilizar os
resíduos para coleta ou devolução.
No planejamento das ações, deverão ser determi-
nadas, primeiramente para os seis resíduos com logís-
tica reversa já estabelecida, as diretrizes e estratégias,
as metas e ações, para cada um deles, tendo como
referência os acordos setoriais estabelecidos ou em
processo de discussão.
Veja abaixo sugestão de quadro sobre logística re-
versa.
Resíduos com logística reversa Diretrizes Estratégias
Metas
quantitativas
Programas e ações
produtos eletroeletrônicos
pilhas e baterias
lâmpadas uorescentes
pneus
agrotóxicos e embalagens
óleos lubricantes e embalagens
É importante ressaltar que a Lei prevê a remunera-
ção do serviço público de limpeza urbana e manejo
de resíduos, quando este exerce alguma atividade do
sistema de logística reversa, como por exemplo, a cap-
tação e concentração de resíduos. É importante que
esteja previsto no PGIRS a elaboração de acordo, ter-
mo de compromisso ou, quando for o caso, contrato
com o setor empresarial (Lei 12.305, Art. 33, § 7º), de
ICLEI 106 3/21/12 5:04 PM
107
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
forma que os serviços prestados sejam remunerados
(por exemplo, a captação destes resíduos na rede de
PEVs ou Ecopontos) (BRASIL, 2010b).
As redes de estabelecimentos que comercializam pro-
dutos da logística reversa poderão reservar áreas para
concentração desses resíduos e denir os uxos de re-
torno aos respectivos sistemas produtivos. Os acordos
setoriais denirão os procedimentos. Os responsáveis
por estes resíduos deverão informar continuamente ao
órgão municipal competente, e outras autoridades, as
ações de logística reversa a seu cargo, de modo a permi-
tir o cadastramento das instalações locais, urbanas ou ru-
rais, inseridas nos sistemas de logística reversa adotados.
Complementariamente, os planos de logística re-
versa, deverão contemplar as ações públicas de divul-
gação sobre as obrigações do consumidor quanto à
segregação e destinação adequada dos resíduos e as
penalidades previstas.
6.4. Indicadores de desempenho para
os serviços públicos
O PGIRS deverá considerar como critérios estratégi-
cos para avaliação dos serviços:
» a universalidade: os serviços devem atender toda a
população, sem exceção;
» a integralidade do atendimento: devem ser pre-
vistos programas e ações para todos os resíduos
gerados;
» a eciência e a sustentabilidade econômica;
» a articulação com as políticas de inclusão social, de
desenvolvimento urbano e regional e outras de in-
teresse relevante;
» a adoção de tecnologias apropriadas, consideran-
do a capacidade de pagamento dos usuários, a
adoção de soluções graduais e progressivas e ade-
quação à preservação da saúde pública e do meio
ambiente;
» o grau de satisfação do usuário.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
(MPOG) publicou dois documentos que podem auxiliar
na denição de indicadores para a medição do desem-
penho dos serviços públicos, e demais ações relaciona-
das no PGIRS. São eles: “Guia referencial para Medição de
Desempenho e Manual para Construção de Indicadores”
(MPOG, 2009).
Outra referência é o SNIS, que há sete anos vem le-
vantando dados sobre o manejo de resíduos sólidos em
municípios brasileiros, e tem produzido indicadores que
permitem análises entre municípios de mesmo porte e/
ou da mesma região, dentre outras possibilidades.
É importante que a denição dos indicadores do
PGIRS tenha como referência aqueles eleitos pelo
SNIS, permitindo assim, que desde o primeiro monito-
ramento, os municípios possam analisar sua situação
à luz de uma série histórica já existente.
Como sugestão, foram selecionados os seguintes
indicadores gerais:
» Incidência das despesas com o manejo de resíduos só-
lidos nas despesas correntes da prefeitura (SNIS 001);
ICLEI 107 3/21/12 5:04 PM
108
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
» Despesa per capita com manejo de resíduos sólidos
em relação à população (SNIS 006);
» Receita arrecadada per capita;
» Auto-suciência nanceira da prefeitura com o
manejo de resíduos sólidos (SNIS 005);
» Taxa de empregados em relação à população urba-
na (SNIS 001);
» Incidência de empregados próprios no total de em-
pregados no manejo de resíduos sólidos (SNIS 007);
» Incidência de empregados gerenciais e administra-
tivos no total de empregados no manejo de resí-
duos sólidos (SNIS 010).
Interessam também indicadores sobre resíduos
urbanos como:
» Cobertura do serviço de coleta em relação à popu-
lação total atendida (declarada) (SNIS 015);
» Taxa de cobertura do serviço de coleta de resíduos
domiciliares em relação à população urbana (SNIS
016);
» Massa recuperada per capita de materiais reciclá-
veis secos (exceto matéria orgânica e rejeitos) em
relação à população urbana (SNIS 032);
» Taxa de material recolhido pela coleta seletiva de
secos (exceto matéria orgânica) em relação à quan-
tidade total coletada de resíduos sólidos domésti-
cos (SNIS 053);
» Taxa de recuperação de materiais recicláveis secos
(exceto matéria orgânica e rejeitos) em relação à
quantidade total (SNIS 031);
» Massa recuperada per capita de matéria orgânica
em relação à população urbana;
» Taxa de material recolhido pela coleta seletiva de
matéria orgânica em relação à quantidade total co-
letada de resíduos sólidos domiciliares;
» Taxa de recuperação de matéria orgânica em rela-
ção à quantidade total;
» Massa de matéria orgânica estabilizada por biodiges-
tão em relação à massa total de matéria orgânica.
Podem também ser incluídos indicadores sobre
resíduos de serviços de saúde e resíduos da cons-
trução civil:
» Massa de resíduos dos serviços de saúde (RSS) co-
letada per capita (apenas por coletores públicos)
em relação à população urbana (SNIS 036);
» Massa de resíduos da construção civil (RCC) cole-
tada per capita (apenas por coletores públicos) em
relação à população urbana.
Pode-se ainda desenvolver indicadores para detec-
tar e mapear as situações recorrentes como os locais
onde se repetem as deposições irregulares de re-
síduos (entulhos, resíduos volumosos e domiciliares,
principalmente). Sugere-se, portanto:
» Número de deposições irregulares por mil habi-
tantes;
» Taxa de resíduos recuperados em relação ao volu-
me total removido na limpeza corretiva de deposi-
ções irregulares.
ICLEI 108 3/21/12 5:04 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Decreto Federal
n
o
5.940/2006
(BRASIL, 2006):
Institui a separa-
ção dos resíduos
recicláveis descar-
-tados pelos ór-
gãos e entidades
da administração
pública federal
direta e indireta,
na fonte geradora,
e a sua destinação
às cooperativas
Instrução Nor-
mativa MPOG
01/2010 (MPOG,
2010):
Dispõe sobre
os critérios de
sustentabilidade
ambiental na
aquisição de
bens, contrata-
ção de serviços
ou obras pela
Administração
Pública Federal
direta, autárquica
e fundacional e dá
outras providên-
cias.
Podem ser construídos indicadores para resíduos
que se mostrem localmente signicativos, como os
de serviços de transporte, minerários, agrosilvopas-
toris, ou ainda, de varrição ou logística reversa. É im-
portante a construção de indicadores para o acompa-
nhamento dos resultados das políticas de inclusão
social, formalização do papel dos catadores de ma-
teriais recicláveis e participação social nos programas
de coleta seletiva, tais como:
» Número de catadores organizados em relação ao
número total de catadores (autônomos e organi-
zados);
» Número de catadores remunerados pelo serviço
público de coleta em relação ao número total de
catadores;
» Número de domicílios participantes dos progra-
mas de coleta em relação ao número total de do-
micílios.
Para a construção desse último conjunto de indica-
dores é essencial a integração de ações com o traba-
lho das equipes de agentes comunitários de saúde.
6.5. Ações especícas nos órgãos da
administração pública
O Comitê Diretor e técnicos envolvidos precisam
preparar uma listagem dos órgãos administrativos
existentes na região, da esfera de governo municipal,
estadual ou federal, para os quais devem ser organizados
programas especícos em sua lógica gerencial, como a
aplicação da Agenda Ambiental da Administração Pú-
blica (A3P). É importante que as instituições públicas
se destaquem no cumprimento das responsabilidades
denidas em lei para todos, e assumam a dianteira no
processo de gestão de resíduos sólidos e meio ambiente.
Veja na página a seguir, sugestão de quadro sobre
instituições públicas.
A A3P prevê ações de sustentabilidade para o po-
der público mais amplas que a gestão dos resíduos de
suas atividades. Deverão ser previstas ações em rela-
ção, por exemplo, ao consumo racional de energia e
água, e minimização da geração de resíduos sólidos.
Cabe ressaltar a adoção de sistema de compras (de
bens e serviços) que possibilitem introduzir materiais
de consumo e práticas sustentáveis na rotina de tra-
balho, na execução de obras e construções de pró-
prios públicos, etc.
Essas ações devem reetir-se nas especicações
para contratos com terceiros, de qualquer tipo, esten-
dendo a eles as mesmas imposições, por força do po-
der de compra público. Deve ser ressaltado:
» o cumprimento das exigências da Lei Federal
12.305, em nome do contratante público (BRASIL,
2010b);
» a documentação de todos os uxos de resíduos e
da origem dos materiais;
» o uso de agregados reciclados provenientes de re-
síduos da construção em obras e serviços públicos,
entre outras determinações.
ICLEI 109 3/21/12 5:04 PM
110
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
Instituiçõe Públicas Diretrizes Estratégias
Metas
quantitativas
Programas e ações
órgãos gestores de
resíduos
órgãos gestores do meio
ambiente
órgãos gestores das
compras públicas
órgãos gestores da
tecnologia de informação
órgãos gestores da
iluminação pública
órgãos responsáveis por
manutenção de veículos
órgãos de apoio
às atividades
agrosilvopastoris
demais órgãos da
administração
órgãos da administração
federal – aplicação do
Decreto Federal 5.940/06
e Instrução Normativa
MPOG 01/2010
ICLEI 110 3/21/12 5:04 PM
111
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
6.6. Iniciativas para a educação
ambiental e comunicação
O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação devem
preparar, em conjunto, o registro das propostas e de-
cisões sobre estes temas após debate pela equipe,
contendo as indicações que irão denir as estratégias
de abordagem, estabelecer metas que atendam ao re-
gulamento da política; aos hábitos, comportamentos
e peculiaridades locais.
Veja abaixo sugestão de quadro síntese sobre ativi-
dades de educação ambiental e comunicação.
Temas e abordagens Diretrizes Estratégias
Metas
quantitativas
Programas e ações
educação ambiental na
ação dos órgãos públicos
educação ambiental
na ação das entidades
privadas
agenda de eventos
Nas iniciativas para a comunicação, o PGIRS deve
buscar uma agenda de eventos para curto, médio e
longo prazos considerando:
1. pautar o assunto “resíduos sólidos” no dia a dia da
comunidade, com campanhas, seminários, entre-
vistas em rádio e mídias impressas, etc;
2. motivar a comunidade no processo de construção
coletiva do PGIRS;
3. divulgar a agenda de implementação do plano nos
meios de comunicação, incentivando o interesse
pela temática nos diversos ambientes: trabalho, la-
zer, escola, família, vizinhança, etc.
6.7. Denição de nova estrutura
gerencial
As exigências da nova legislação impõem um salto
de qualidade na capacidade gerencial municipal e/ou
regional sem o qual dicilmente serão atingidos os
objetivos determinados.
O Plano de Gestão precisa denir as diretrizes, es-
tratégias, metas e ações para a construção de uma
capacidade efetiva de gestão e esta efetividade será
atingida de forma mais rápida e estável com a adesão
à prestação regionalizada dos serviços públicos por
ICLEI 111 3/21/12 5:04 PM
112
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
Instâncias
Planejamento
Estimativa do MMA para consórcio público
com 12 municípios e 340 mil hab.
nº de funcionários na
equipe
qualicação
necessária
nº de funcionários na equipe
incorporação gradual
Presidência 2
Superintendência 3
Ouvidoria 1
Assessoria Jurídica 3
Planejamento 5
Tecnologia da Informação 4
Comunicação
Mobilização e Educação Ambiental
6
Controle Interno 2
Apoio técnico
Capacitação, Assistência técnica,
Licenciamento
4
Financeiro
Finanças e contabilidade, Tesouraria e
Cobrança
5
Administrativo
Gestão de pessoas, Licitação e
patrimônio
8
Câmara de Regulação
Coordenação, Setor Administrativo e
nanceiro, Setor Técnico, Fiscalização
15
meio de consórcio público. Uma equipe estabilizada e
tecnicamente capacitada, na dimensão requerida pelas
peculiaridades locais é condição imprescindível para
o sucesso das missões colocadas para o ente da admi-
nistração pública responsável pelos resíduos: prestar
o serviço público em sua plenitude e exercer a função
pública sobre os processos privados, com a extensão
prevista na lei.
Para denir a estrutura gerencial necessária às tare-
fas estabelecidas pelo PGIRS, pode-se ter como refe-
rência o documento do MMA que mostra as instâncias
gerenciais e a estimativa do número básico de pros-
sionais requeridos.
ICLEI 112 3/21/12 5:04 PM
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Decreto n
o
7.217/2010, que
regulamenta a Lei
Federal do Sane-
amento Básico
(BRASIL, 2010a).
Art. 14. A remu-
neração pela pres-
tação de serviço
público de manejo
de resíduos só-
lidos urbanos
deverá levar em
conta a adequada
destinação dos re-
síduos coletados,
bem como poderá
considerar:
I - nível de renda
da população da
área atendida;
II - características
dos lotes urbanos
e áreas neles
edicadas;
III - peso ou
volume médio
coletado por
habitante ou por
domicílio; ou
IV - mecanismos
econômicos de
incentivo à mini-
mização da gera-
ção de resíduos e
à recuperação dos
resíduos gerados.
A equipe gerencial para um consórcio público, ape-
sar de aparentemente ser numerosa, provavelmente
signicará uma taxa de funcionários por município
menor do que a observada no diagnóstico. E tem a
vantagem de, na gestão associada, não haver uma re-
petição de equipes insucientes, mas sim a agregação
de competências diversas. Os municípios, mesmo
os de menor porte, podem dividir o esforço para a
construção da instituição que assuma a gestão em
uma escala mais adequada.
Algumas novas funções precisam ser previstas:
» a Ouvidoria, enquanto uma central de diálogo entre
o Poder Público e a população; é o setor que permite
identicar as demandas da população e as possíveis
falhas nos procedimentos dos serviços públicos;
» a instância que responda pela capacitação técnica
permanente dos funcionários, aprofundando os
temas que integram a rotina de trabalho;
» a instância que assuma a comunicação, além das
imprescindíveis tarefas de educação ambiental e
mobilização, inclusive em prol da inclusão social
dos catadores.
A estrutura apontada não inclui instâncias respon-
sáveis por trabalho operacional, mas pode ser pres-
cindível a presença da Câmara de Regulação e seus
funcionários se as tarefas de regulação exigidas pela
Lei 11.445/2007 forem exercidas por um ente externo
ao Consórcio Público.
No caso da denição de uma estrutura adequada à
gestão isolada, por um único município, a estrutura é
basicamente a mesma que a sugerida, ajustando-a a
esta situação peculiar.
6.8. Sistema de cálculo dos custos
operacionais e investimentos
Faz parte do conteúdo do PGIRS a denição do siste-
ma de cálculo dos custos da prestação dos serviços pú-
blicos, e a forma de cobrança desses serviços. Este siste-
ma deve estar em conformidade com as diretrizes da Lei
Federal de Saneamento Básico, que determina a recupe-
ração dos custos incorridos na prestação do serviço, bem
como a geração dos recursos necessários à realização
dos investimentos previstos para a execução das metas.
O Comitê Diretor deverá organizar as informações
para que, com transparência, estes custos possam ser
divulgados. Também quanto a este ítem, há vantagem
na adoção da gestão associada – o ganho de escala
com a concentração de operações permite diluição
dos custos.
Na abordagem do tema no PGIRS deverão receber
especial atenção:
» os investimentos necessários para que os obje-
tivos possam ser atingidos, entre eles a univer-
salidade e a integralidade na oferta dos serviços,
contemplando aspectos como investimentos em
infraestrutura física, equipamentos de manejo, ca-
pacidade administrativa, entre outros;
» o planejamento destes investimentos no tempo,
sua depreciação e amortização, segundo o cresci-
mento presumido da geração;
ICLEI 113 3/21/12 5:04 PM
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
Segundo o
Art. 27 da Lei
11.445/2007, é
assegurado aos
usuários de serviços
públicos de sane-
amento básico, na
forma das normas
legais, regulamenta-
res e contratuais:
I - amplo acesso a in-
formações sobre os
serviços prestados;
II - prévio conhe-
cimento dos seus
direitos e deveres
e das penalidades
a que podem estar
sujeitos;
III - acesso a manual
de prestação do
serviço e de
atendimento ao
usuário, elaborado
pelo prestador
e aprovado pela
respectiva entidade
de regulação;
IV - acesso a relató-
rio periódico sobre
a qualidade da pres-
tação dos serviços
(BRASIL, 2007a).
» os custos divisíveis (como os da coleta e manejo
dos resíduos domiciliares) e dos custos indivisíveis
(varrição e capina, por exemplo);
» a ocorrência de custos por oferta de serviços não
considerados enquanto serviços públicos, como a
coleta e tratamento de RSS de geradores privados,
ou a captação e transporte de resíduos com logís-
tica reversa obrigatória (pneus, lâmpadas e outros).
O plano deverá xar as diretrizes, estratégias e metas
para estas questões, possibilitando o desenvolvimento
de um trabalho detalhado para sua implementação.
A Lei Federal de Saneamento Básico determina que
os serviços públicos de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos sejam remunerados pela cobrança
de taxas, tarifas ou preços públicos. E que estes, tais
como a Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Domici-
liares, referente a serviços divisíveis, sejam contem-
plados com uma sistemática de reajuste e revisão, que
permita a manutenção dos serviços. No tocante a isso,
cumprirá papel fundamental o ente regulador, quer
seja ele a Câmara de Regulação estabelecida em um
Consórcio Público, quer seja uma agência reguladora
externa, contratada pelo consórcio ou pelo município
isolado, para este papel.
Alguns exercícios para estabelecimento da sistemá-
tica de cálculo têm considerado fatores, tais como:
» localização dos domicílios atendidos: bairros po-
pulares, de renda média ou renda alta;
» as indústrias atendidas se caracterizarem por bai-
xa, média ou elevada geração de resíduos asseme-
lhados aos domiciliares (na faixa limite estabeleci-
da como atendimento enquanto serviço público);
» os estabelecimentos não industriais atendidos se
caracterizarem por baixa, média ou elevada gera-
ção de resíduos assemelhados aos domiciliares (na
faixa limite estabelecida como atendimento en-
quanto serviço público);
» a presença de terrenos vazios, de pequeno, médio
ou grande porte, aos quais os serviços são ofereci-
dos, mesmo que não seja usufruído;
A consideração desses fatores permite, inclusive, a
denição de uma política de subsídios para a remu-
neração dos serviços, denida como obrigatória pela
nova legislação.
6.9. Forma de cobrança dos custos
dos serviços públicos
A ampla maioria dos municípios brasileiros inclui os
custos com os serviços de manejo dos resíduos nas alí-
quotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Entretanto, diferentes estudos revelam que, indepen-
dentemente da qualidade dos serviços ofertados, as
receitas auferidas não cobrem os custos.
Pelo novo marco legal a cobrança tem que ser
feita pelo lançamento de taxa, tarifa ou preço pú-
blico. É nessa direção (Lei 11.445/2010, Art. 29) que o
PGIRS deve buscar soluções (BRASIL, 2007a).
Será necessário estabelecer a diretriz de transpa-
rência na demonstração da lógica de cálculo empre-
ICLEI 114 3/21/12 5:04 PM
115
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
gada na composição de custos, as proporções entre
níveis de geração e outras considerações.
6.10. Iniciativas para controle social
O processo de elaboração do PGIRS deverá garantir
a introdução dos mecanismos de controle social pre-
vistos em lei no documento nal. A temática precisa
estar pautada nas audiências e conferências, para con-
ferir maior legitimidade à discussão da cobrança pela
prestação dos serviços.
A validação das etapas do PGIRS junto às instâncias
de participação social locais ou regionais (Conselhos
Locais de Meio Ambiente, Saúde e outros), precisa
introduzir a discussão da institucionalização do con-
trole, como prevista no Decreto 7.217/2010 (BRASIL,
2010a). Em seu Art. 34 são descritos os mecanismos
que poderão ser adotados para instituir o controle so-
cial dos serviços de saneamento e, logicamente, dos
serviços públicos de limpeza urbana e manejo de re-
síduos:
» debates e audiências públicas;
» consultas públicas;
» conferências das cidades; e
» participação de órgãos colegiados de caráter con-
sultivo. Para os órgãos colegiados é assegurada a
participação dos seguintes representantes: dos ti-
tulares dos serviços; dos órgãos governamentais
relacionados ao setor; dos prestadores de serviços
públicos; dos usuários dos serviços; e das entida-
des técnicas, organizações da sociedade civil e de
defesa do consumidor.
Fique atento!
Prevendo que as funções e competências dos
órgãos colegiados poderão ser exercidas por
outro órgão colegiado já existente, com as
devidas adaptações da legislação, o Decreto
determina que a partir do exercício nanceiro
de 2014, será vedado o acesso aos recursos
federais destinados a saneamento básico,
aos titulares desses serviços públicos que não
instituírem o controle social realizado por órgão
colegiado, por meio de legislação especíca.
O PGIRS precisa traçar a diretriz e meta para a
denição desta legislação especíca.
6.11. Sistemática de organização das
informações locais ou regionais
A recepção e encaminhamento de informações é
responsabilidade do titular dos serviços públicos. Os
municípios, ou o consórcio intermunicipal, são obri-
gados a disponibilizar o PGIRS no SINIR além de, anu-
almente, disponibilizar informações sobre os resíduos
sob sua esfera de competência. O relacionamento do
município ou consórcio público se dará tanto com o
SINIR como com o SINISA, Sistema Nacional de Infor-
mações em Saneamento Básico, que constituirão ban-
co de dados e procedimentos integrados.
ICLEI 115 3/21/12 5:04 PM
116
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
O PGIRS denirá a compatibilização da disposição le-
gal com as peculiaridades, necessidades e capacidades
locais, adotando as estratégias e metas necessárias.
A abordagem dada à questão no Plano de Gestão
pode ser de avanço gradual e progressivo, preven-
do-se os investimentos no tempo para a construção
desta capacidade gerencial especíca. Em um pri-
meiro momento, para cumprimento estrito da previ-
são legal, deve-se prever:
» encaminhamento do PGIRS ao SINIR, que deverá
ser implantado até dezembro de 2012, sob coor-
denação do MMA;
» recepção e análise dos Planos de Gerenciamento
de Resíduos Sólidos e de suas atualizações, rotina
anual de renovação da informação (Sistema Decla-
ratório) a cargo dos grandes geradores.
Em um segundo momento, um banco de dados in-
formatizado pode ser implantado, agregando, além
das informações já citadas:
» sistematização e registro das informações coleta-
das no período da construção do diagnóstico para
o Plano de Gestão;
» inclusão dos dados referentes aos programas e
ações implementados a partir da aprovação do
plano (sobre recursos humanos, equipamentos, in-
fraestrutura, custos, resultados, etc.).
Ao nal, em um processo mais sosticado, pode-se
prever, além dos itens anteriormente citados, e de sua
análise conjunta, a integração do banco de dados rela-
tivo aos resíduos sólidos, com bancos de dados de ou-
tras áreas da administração municipal ou do conjunto de
municípios compromissados com um consórcio público:
» informações sobre nanças (contribuintes, ativida-
des econômicas, receitas e despesas, entre outras);
» informações sobre habitação e obras (tipologia,
eventos construtivos, geração de resíduos);
» informações sobre o setor saúde (instalações, nível
de ocupação, geração de resíduos);
» informações sobre planejamento urbano (deman-
das para ampliação de serviços e outros aspectos).
A integração entre os diversos bancos de dados
existentes pode ser atingida com maior facilidade
pela estrutura única estabelecida em um Consórcio
Público. Constituir um Sistema de Informações Inte-
grado é uma iniciativa estratégica para implementa-
ção progressiva de um serviço público eciente.
6.12. Ajustes na legislação geral e
especíca
As diretrizes denidas no PGIRS para adequação
das práticas locais aos conceitos da PNRS poderá de-
mandar o encaminhamento pelo Comitê Diretor de
propostas de alteração de dispositivos legais existen-
tes, incompatíveis com as novas orientações.
As alterações necessárias podem congurar-se como
um Código de Resíduos Sólidos (nos moldes do Código
de Obras, Código de Posturas, Código Sanitário, etc.),
ICLEI 116 3/21/12 5:04 PM
117
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
de abrangência local ou regional. Podem ser citados
como aspectos a serem disciplinados por legislação lo-
cal:
» posturas relativas às matérias de higiene, limpe-
za, segurança e outros procedimentos públicos
relacionados aos resíduos sólidos, bem como os
relativos à sua segregação, acondicionamento, dis-
posição para coleta, transporte e destinação, disci-
plinando aspectos da responsabilidade comparti-
lhada, e dos sistemas de logística reversa;
» os limites de volume que caracterizam pequenos ge-
radores e serviços públicos de manejo de resíduos;
» a operação de transportadores e receptores de re-
síduos privados (transportadores de entulhos, re-
síduos de saúde, resíduos industriais, sucateiros e
ferro velhos, outros);
» procedimentos relativos aos Planos de Gerencia-
mento que precisam ser recepcionados e analisa-
dos no âmbito local;
» os procedimentos para a mobilização e trânsito de
cargas perigosas no município ou na região;
» os instrumentos e normas de incentivo para o sur-
gimento de novos negócios com resíduos;
» os mecanismos de recuperação dos custos pelos
serviços prestados por órgãos públicos (taxas, ta-
rifas e preços públicos);
» os programas especícos previstos no PGIRS;
» o órgão colegiado, as representações e a competên-
cia para participação no controle social dos serviços
públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos.
A decisão de editar ou não o PGIRS como uma le-
gislação especíca não é denida explicitamente na
PNRS e dependerá das decisões locais.
6.13. Programas especiais para as
questões e resíduos mais relevantes
Os resíduos de presença mais signicativa (em vo- presença mais signicativa (em vo-
lume), causadores dos problemas mais impactantes
devem ser tratados com estratégias diferenciadas.
Assim, programas prioritários focados permitirão a es-
truturação dos processos, a conquista dos primeiros
resultados e a consolidação da participação ampla
dos diversos agentes. A existência de programas prio-
ritários não deve inibir o preparo de programas para
outros resíduos especialmente impactantes, como os
resíduos dos serviços de saúde.
Considerando que na maioria dos municípios, os
resíduos urbanos, secos e úmidos, e os resíduos da
construção civil são os mais relevantes, para os quais
deverão ser desenvolvidos programas prioritários e,
havendo necessidade, organizadas equipes especícas
que devem preservar as boas práticas locais existentes.
O Modelo Tecnológico que vem sendo incentivado
pelo MMA integra as ações para os três resíduos cita-
dos, traduzindo ações em um conjunto de áreas para
a captação e destinação de resíduos que estabeleçam
uxos diretos para resíduos da construção e resíduos
ICLEI 117 3/21/12 5:04 PM
118
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
domiciliares secos, criando as condições para o mane-
jo segregado dos resíduos domiciliares úmidos. Por
esta estratégia, as áreas, funcionando em rede, maior
ou menor conforme a dimensão do município, consti-
tuirão os ‘endereços’ para os quais os resíduos serão
conduzidos, evitando-se as atuais deposições irregu-
lares em pontos viciados. O planejamento destas re-
des está descrito no item 5.2 deste Manual.
As áreas para captação de resíduos integrarão as
ações para os resíduos prioritários mas também per-
mitirão ações voltadas a outros resíduos:
» resíduos da construção civil gerados em pequenas
quantidades;
» resíduos volumosos (móveis, podas e inservíveis);
» resíduos domiciliares secos de entrega voluntária
ou captados por meio de pequenos veículos;
» resíduos com logística reversa (pneus, lâmpadas,
eletroeletrônicos, pilhas e baterias).
Consideradas as condições impostas pelas peculiari-
dades locais, o PGIRS deverá indicar seus Programas
Prioritários. Seus aspectos mais signicativos podem
ser como os que seguem:
PROGRAMA PRIORITÁRIO PARA O
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO
E DEMOLIÇÃO
» implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEV-
Ecopontos), Áreas de Triagem e Transbordo (ATT),
ou PEV Central em municípios menores, após seto-
rização da malha urbana;
» difusão de informações para a organização dos u-
xos de captação, com possível apoio de agentes de
saúde, visando redução da multiplicação de veto-
res (dengue e outros);
» apoio à ação organizada de carroceiros e outros pe-
quenos transportadores de resíduos (delização);
» formalização do papel dos agentes locais: caçam-
beiros, carroceiros e outros;
» organização do uxo de remoção dos resíduos
segregados e concentrados na rede (é essencial a
eciência deste uxo para a credibilidade do pro-
cesso);
» recolhimento segregado dos resíduos no processo
de limpeza corretiva, quando necessária;
» destinação adequada de cada resíduo segregado;
» recuperação, por simples peneiração, da fração
na do RCC classe A, para uso como “bica corrida”
ou “cascalho” em serviços de manutenção;
» incentivo à presença de operadores privados com
RCC, para atendimento dos maiores geradores pri-
vados.
PROGRAMA PRIORITÁRIO PARA O
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DOMICILIARES
SECOS
» vinculação do programa aos conceitos: eciência
(coleta planejada e realizada porta a porta), inclu-
são social (operação a ser feita com os catadores) e
baixo custo (correto equacionamento dos trechos
de transporte);
ICLEI 118 3/21/12 5:04 PM
119
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
» organização das ações em torno dos PVEs e PEV
Central e Galpões de Triagem;
» denição dos roteiros de coleta com possível uso
de Locais de Entrega Voluntária (LEVs), estabeleci-
dos em instituições parceiras. A logística de trans-
porte deve ser apoiada primeiramente nos peque-
nos veículos, para concentração das cargas dos
roteiros, associada posteriormente ao transporte
com veículos de maior capacidade;
» difusão de informações para a organização dos u-
xos de captação, com possível apoio de agentes de
saúde;
» cadastramento dos catadores atuantes, visando
sua organização e inclusão em processos formais;
» formalização do papel dos catadores, organiza-
dos em associações e cooperativas, como agentes
prestadores do serviço público da coleta seletiva,
obedecendo às diretrizes da Lei de Saneamento
Básico (Art. 10) (BRASIL, 2007a);
» organização do uxo de remoção dos resíduos
concentrados na rede;
» destinação adequada de cada resíduo segregado;
» incentivo aos negócios voltados à reutilização e
reciclagem de resíduos secos;
» estruturação de iniciativas como A3P e “Escola Lixo
Zero”; incentivo à organização de ações nas insti-
tuições privadas.
PROGRAMA PRIORITÁRIO PARA O
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DOMICILIARES
ÚMIDOS
» implantação de unidades de valorização de orgâni-
cos – compostagem simplicada ou acelerada, em
pátios ou galpões; instalações para biodigestão;
» cadastramento dos grandes geradores, com gera-
ção homogênea de orgânicos (feiras, sacolões, in-
dústrias, restaurantes e outros);
» estruturação de iniciativas como A3P, “Escola Lixo
Zero”, “Feira Limpa”; incentivo à organização de
ações por instituições privadas.
» difusão de informações para a organização dos u-
xos de captação;
» organização dos roteiros e do uxo de coleta sele-
tiva de RSD úmidos;
» estabelecimento do uso de composto orgânico em
serviços de manutenção de parques, jardins e áre-
as verdes;
» indução de processo de logística reversa para os re-
síduos úmidos com feirantes e seus fornecedores;
» incentivo à presença de negócios voltados à reutili-
zação e reciclagem de resíduos úmidos;
» promoção da interação dos sistemas de tratamen-
to dos resíduos orgânicos com o de tratamento do
esgoto sanitário;
» busca da redução signicativa da presença de resí-
duos orgânicos da coleta convencional nos aterros,
para redução da emissão de gases.
ICLEI 119 3/21/12 5:04 PM
120
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
6.14. Ações para a mitigação das
emissões dos gases de efeito estufa
O Plano de Gestão deve analisar cuidadosamente
as soluções de transporte de resíduos em geral (redu-
zindo a emissão de CO
2
nesse quesito) e as soluções
de destinação dos resíduos com forte carga orgânica,
como os resíduos urbanos úmidos e os agrosilvopas-
toris (reduzindo a emissão de metano). Devem ser de-
nidas diretrizes, estratégias e metas para a redução e
o controle dos gases de efeito estufa (GEE) atendendo
às diretrizes da PNMC.
Algumas novas tecnologias podem ser considera-
das para a destinação dos resíduos, respeitando-se as
prioridades denidas na PNRS em seu Art. 9º, em uma
ordem de precedência que deixou de ser voluntária e
passou a ser obrigatória. A biodigestão é uma tecnolo-
gia limpa, e já vem sendo utilizada, no Brasil, no trata-
mento do esgoto urbano e de resíduos sólidos de cria-
douros intensivos, principalmente de suínos e bovinos.
É uma alternativa para a destinação de resíduos sólidos
e redução de suas emissões prejudiciais. O Decreto
7.404, regulamentador da PNRS estabelece que, para
esta nova tecnologia, não será necessário aguardar
regulamentação especíca dos ministérios envolvidos
(BRASIL, 2010d).
Para a mitigação de GEE, deverão ser consideradas
no planejamento ações para:
» diminuição do transporte mecanizado de todos os
tipos de resíduos, visando a redução de emissões;
» captação dos gases resultantes da decomposição
dos resíduos úmidos, nos aterros sanitários exis-
tentes (prazo de geração de gases estimado entre
16 e 50 anos);
» captação dos gases provenientes da decomposi-
ção acelerada dos resíduos úmidos urbanos e ru-
rais, por meio de biodigestores (prazo de geração
de gases estimado em algumas semanas);
» disposição de resíduos da coleta convencional em
aterro sanitário exclusivamente quando já estabili-
zados por meio da biodigestão;
» maximização dos processos de compostagem, an-
tecedendo-os de biodigestão sempre que possível;
» aproveitamento energético (geração de energia
elétrica, vapor, etc.) dos gases produzidos na biodi-
gestão de resíduos úmidos urbanos e rurais.
As ações para mitigação das emissões de gases são
extremamente necessárias para a minimização dos
impactos no clima, que já são bastante detectáveis. Os
municípios, desta forma, compartilharão com a União
os esforços para a efetivação dos compromissos inter-
nacionais já assumidos.
6.15. Agendas setoriais de
implementação do PGIRS
A nalização do processo de planejamento e a va-
lidação do PGIRS estabelece o início do processo de
sua implementação. É responsabilidade do poder pú-
ICLEI 120 3/21/12 5:04 PM
121
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
já decididas, precisam ser implementadas. Em todas
as agendas é importante que sejam consideradas as
ações de educação ambiental e capacitação dos agen-
tes para melhoria progressiva do seu desempenho e
dos resultados.
Essas agendas são uma das formas de possibilitar
a continuidade da participação social no processo de
gestão dos resíduos, dando efetividade à responsabi-
lidade compartilhada que é essencial na PNRS.
6.16. Monitoramento e vericação de
resultados
A Lei Federal estabelece que o PGIRS seja revisto, no
mínimo a cada quatro anos. O monitoramento e ve-
ricação de resultados, para que, nas revisões, sejam
aplicadas as correções necessárias, deve ser realizado
com apoio, sobretudo nos indicadores de desempe-
nho denidos no plano. Além deles, são elementos
importantes de monitoramento:
» implantação de Ouvidoria – órgão para recebi-
mento de reclamações, avaliações e denúncias –
ou utilização de órgão ou serviço já existente;
» estabelecimento de rotinas para avaliação dos in-
dicadores, tal como a produção de relatórios pe-
riódicos que incluam a análise dos registros feitos
pela Ouvidoria;
» reuniões do órgão colegiado com competência es-
tabelecida sobre a gestão dos resíduos.
Agendas de implementação que precisam ser
estabelecidas:
» Agenda da Construção Civil – construtores e
suas instituições representativas, caçambeiros
e outros transportadores, fabricantes, maneja-
dores de resíduos, distribuidores de materiais e
órgãos públicos envolvidos, entre outros.
» Agenda dos Catadores – organizações de cata-
dores de materiais recicláveis e reaproveitáveis e
os grandes geradores de resíduos secos.
» Agenda A3P – gestores responsáveis pela Agen-
da Ambiental da Administração Pública nos vá-
rios setores da administração.
» Agenda dos Resíduos Úmidos – feirantes e suas
instituições representativas, setor de hotéis, ba-
res e restaurantes, sitiantes, criadores de animais
e órgãos públicos envolvidos, entre outros.
» Agenda da Logística Reversa – comerciantes, dis-
tribuidores, fabricantes, órgãos públicos envolvi-
dos e outros.
» Agenda dos Planos de Gerenciamento de Resídu-
os Sólidos – setor industrial, de serviços de saúde,
mineradores, grandes geradores, entre outros.
blico, do Comitê Diretor e do Grupo de Sustentação,
não permitir que existam espaços vazios entre a
formalização do plano e sua efetiva implantação.
Para isso deverão ser formuladas agendas de conti-
nuidade, envolvendo todos os agentes nas ações que,
ICLEI 121 3/21/12 5:04 PM
122
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
O órgão colegiado a ser estabelecido, em atendi-
mento ao artigo 34 do Decreto 7217/2010, deverá ser
o grande instrumento de monitoramento e verica-
ção de resultados, pela possibilidade que oferece de
convivência entre os diversos agentes envolvidos.
ICLEI 122 3/21/12 5:04 PM
123
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
1. Introdução
1.1 Objetivos do Plano de Gestão Integrada de Resí-
duos Sólidos
1.2 Metodologia participativa – Comitê Diretor e Gru-
po de Sustentação
2. Diagnóstico
Capítulo I - Aspectos gerais
I.1 Aspectos sócio econômicos
I.2 Situação do saneamento básico
I.3 Situação geral dos municípios da região
I.4 Legislação local em vigor
I.5 Estrutura operacional, scalizatória e gerencial
I.6 Iniciativas e capacidade de educação ambiental
Capítulo II – Situação dos resíduos sólidos
II.1 Dados gerais e caracterização
II.2 Geração
II.3 Coleta e transporte
II.4 Destinação e disposição nal
II.5 Custos
II.6 Competências e responsabilidades
II.7 Carências e deciências
II.8 Iniciativas relevantes
II.9 Legislação e normas brasileiras aplicáveis
3. Planejamento das Ações
Capítulo III - Aspectos gerais
III.1 Perspectivas para a gestão associada com muni-
cípios da região
7. ITEMIZAÇÃO PROPOSTA PARA O PLANO DE GESTÃO INTEGRADA
DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
III.2 Denição das responsabilidades públicas e priva-
das
Capítulo IV – Diretrizes, estratégias, programas,
ações e metas para o manejo diferenciado dos re-
síduos
IV.1 Diretrizes especícas
IV.2 Estratégias de implementação e redes de áreas de
manejo local ou regional
IV.3 Metas quantitativas e prazos
IV.4 Programas e ações – agentes envolvidos e par-
cerias
Capítulo V – Diretrizes, estratégias, programas,
ações e metas para outros aspectos do plano
V.1 Denição de áreas para disposição nal
V.2 Regramento dos planos de gerenciamento obri-
gatórios
V.3 Ações relativas aos resíduos com logística reversa
V.4 Indicadores de desempenho para os serviços pú-
blicos
V.5 Ações especícas nos órgãos da administração
pública
V.6 Iniciativas para a educação ambiental e comuni-
cação
V.7 Denição de nova estrutura gerencial
V.8 Sistema de cálculo dos custos operacionais e in-
vestimentos
V.9 Forma de cobrança dos custos dos serviços pú-
blicos
V.10 Iniciativas para controle social
ICLEI 123 3/21/12 5:04 PM
124
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
V.11 Sistemática de organização das informações lo-
cais ou regionais
V.12 Ajustes na legislação geral e especíca
V.13 Programas especiais para as questões e resíduos
mais relevantes
V.14 Ações para mitigação das emissões dos gases de
efeito estufa
V.15 Agendas de implementação
V.16 Monitoramento e vericação de resultados
ICLEI 124 3/21/12 5:04 PM
125
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
8. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA ROTEIROS PARA
ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO DO PGIRS
8.1 Roteiro Para Elaboração do Plano
de Trabalho do PGIRS Intermunicipal
Metas e Etapas Produtos e Relatórios Prazos sugeridos Desembolso previsto (%)
1 / PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E
DIVULGAÇÃO
Projeto de Mobilização
2 meses
XX% (com apresentação do
Projeto de Mobilização Social
e RT Ocina com técnicos)
1.1 / Ocinas sobre a legislação RT Ocinas com técnicos
1.2 / Validação do Diagnóstico Regional
RT Validação Diagnóstico e
levantamento de sugestões
Conforme
andamento das
metas/etapas
1.3 / Apresentação e validação do Estudo de
Arranjo Intermunicipal
RT Validação do Estudo de Arranjo
Intermunicipal
1.4 / Apresentação e validação do Plano RT Validação PGIRS Intermunicipal
2 / DIAGNÓSTICO REGIONAL DOS RESÍDUOS
SÓLIDOS
Diagnóstico Regional RS 4 a 6 meses
XX% (com apresentação do
Diagnóstico Regional RS e
RT Validação Diagnóstico e
levantamento de sugestões)
2.1 / Diagnóstico da gestão
2.2 / Caracterização socioeconômica e
ambiental
2.3 / Atividades geradoras
2.4 / Situação dos resíduos
2.5 / Iniciativas relevantes
3 / ESTUDO DA GESTÃO ASSOCIADA
Estudo Arranjo Intermunicipal 2 a 3 meses
XX% (com apresentação
do Estudo Arranjo
Intermunicipal e RT Validação
Arranjo Intermunicipal)
3.1 / Limitações e potencialidades regionais
3.2 / Denição escopo do Consórcio Público
ICLEI 125 3/21/12 5:04 PM
126
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
4 / PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DO PGIRS
PGIRS Intermunicipal 4 a 6 meses
XX% (com apresentação
do PGIRS Intermunicipal
e RT Validação PGIRS
Intermunicipal)
4.1 / Análise cenários futuros s
4.2 / Diretrizes, estratégias, metas e ações.
4.3 / Instrumentos de gestão e rede de áreas
de manejo.
4.4 / Áreas para a disposição nal de rejeitos
4.5 / A3P, planos de gerenciamento RS e
logística reversa
4.6 / Denição da estrutura gerencial
4.7 / Cálculo dos custos e mecanismos de
cobrança
5 / AGENDAS SETORIAIS DE IMPLEMENTAÇÃO
DO PGIRS
RT Ocina Implementação e
Divulgação
2 meses
XX% (com apresentação do
RT Ocina Implementação e
Divulgação)
5.1 / Ocina sobre agendas de
implementação.
5.2 / Divulgação do PGIRS Intermunicipal
Prazo total até 20 meses
ICLEI 126 3/21/12 5:04 PM
127
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
8.2 Roteiro para Elaboração do Plano
de Trabalho do PGIRS Municipal
Metas e Etapas Produtos e Relatórios Prazos sugeridos Desembolso previsto (%)
1 / PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E
DIVULGAÇÃO
Projeto de Mobilização
2 meses
X% (com apresentação do Projeto
de Mobilização Social e RT Ocina
com técnicos)
1.1 / Ocina sobre a legislação RT Ocina com técnicos
1.2 / Validação do Diagnóstico Municipal.
RT Validação Diagnóstico e
levantamento de sugestões
Conforme
andamento das
metas/etapas
1.3 / Apresentação e validação da Análise
Possibilidades Gestão Associada
RT Validação da Análise
Possibilidades Gestão Associada
1.4 / Apresentação e validação do Plano RT Validação PGIRS
2 / DIAGNÓSTICO MUNICIPAL DOS RESÍDUOS
SÓLIDOS
Diagnóstico Municipal RS 3 a 5 meses
X% (com apresentação do
Diagnóstico Regional RS e
RT Validação Diagnóstico e
levantamento de sugestões)
2.1 / Diagnóstico da gestão
2.2 / Caracterização socioeconômica e
ambiental
2.3 / Atividades geradoras
2.4 / Situação dos resíduos
2.5 / Iniciativas relevantes
3 / ANÁLISE POSSIBILIDADES GESTÃO
ASSOCIADA
Análise Possibilidades Gestão
Associada
2 a 3 meses
X% (com apresentação da Análise
Possibilidades Gestão Associada
RT Validação da Análise)
3.1 / Limitações e potencialidades regionais
3.2 / Análise ganho de escala na gestão e
manejo
ICLEI 127 3/21/12 5:04 PM
128
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS
4 / PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DO PGIRS
PGIRS 3 a 5 meses
X% (com apresentação do PGIRS
Intermunicipal e RT Validação
PGIRS Intermunicipal)
4.1 / Análise cenários futuros s
4.2 / Diretrizes, estratégias, metas e ações.
4.3 / Instrumentos de gestão e rede de áreas
de manejo.
4.4 / Áreas para a disposição nal de rejeitos
4.5 / A3P, planos de gerenciamento RS e
logística reversa
4.6 / Denição da estrutura gerencial
4.7 / Cálculo dos custos e mecanismos de
cobrança
5 / AGENDAS SETORIAIS DE IMPLEMENTAÇÃO
DO PGIRS
RT Ocina Implementação e
Divulgação
2 meses
X% (com apresentação do
RT Ocina Implementação e
Divulgação)
5.1 / Ocina sobre agendas de
implementação.
5.2 / Divulgação do PGIRS
Prazo total até 20 meses
ICLEI 128 3/21/12 5:04 PM
ICLEI 129 3/21/12 5:04 PM
1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTOS
DE REFERÊNCIA
2. ACERVO DE ENDEREÇOS ELETRÔNICOS
3. CARACTERIZAÇÃO DE RESÍDUOS URBANOS EM
LOCALIDADES BRASILEIRAS
4. GLOSSÁRIO
ANEXOS
Foto: Lars Sundström/sxc.hu
ICLEI 130 3/21/12 5:04 PM
131
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
Referências Bibliográcas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPE
ZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS - ABRELPE. Pano-
rama dos resíduos sólidos no Brasil. São Paulo: [s.n.],
2010. 198p.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS –
ABNT. NBR 15112: Resíduos da construção civil e
resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem
- Diretrizes para projeto, implantação e operação. Rio
de Janeiro, 2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS –
ABNT. NBR 15849: xa os critérios para adequação
dos elementos de proteção ambiental aos condicio-
nantes locais (características do solo, do rejeito, do
freático e do excedente hídrico). Rio de Janeiro, 2010.
BIDERMAN, R. et al. Guia de compras públicas sus-
tentáveis: uso do poder de compra do governo para
a promoção de desenvolvimento sustentável. Rio de
Janeiro: FGV, 2008.152p.
BIDONE, F.R.A.; POVINELLI, F. Conceitos básicos de re-
síduos sólidos. São Carlos: EESC/USP, 1999. 120p.
BRASIL. Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988. Brasília, 05 out. 1988.
BRASIL. Lei n° 8.666 de 21 de junho de 1993. Institui
normas para licitações e contratos da Administração
Pública, e dá outras providências. Diário Ocial da
União, Brasília, 22 jun.1993
BRASIL. Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe
sobre as sanções penais e administrativas derivadas
de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e
dá outras providências. Diário Ocial da União, Bra-
sília, 12 fev. 1998a.
BRASIL. Emenda Constitucional n° 19 de 04 de junho
de 1998. Modica o regime e dispõe sobre princípios e
normas da Administração Pública, servidores e agen-
tes políticos, controle de despesas e nanças públicas
e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal, e
dá outras providências. Diário Ocial da União, Bra-
sília, 05 jun. de 1998b.
BRASIL. Lei nº 9.795 de abril de 1999. Dispõe sobre a
educação ambiental e institui a Política Nacional de
Educação Ambiental. Diário Ocial da União, Brasí-
lia, 28 abr. 1999.
BRASIL. Lei nº 10.257 de 10 de julho de 2001. Regula-
menta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal,
estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá
outras providências. Diário Ocial da União, Brasília,
11 jul. 2001.
ICLEI 131 3/21/12 5:04 PM
132
ANEXOS
BRASIL. Resolução CONAMA n° 313 de 29 de outubro
de 2002. Revoga a Resolução CONAMA nº 6/88. Dis-
põe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos.
Diário Ocial da União, Brasília, 22 nov. 2002
BRASIL. Lei nº 11.107, de 06 de abril de 2005. Dispõe
sobre normas gerais de contratação de consórcios pú-
blicos. Diário Ocial da União, Brasília, 06 abr. 2005.
BRASIL. Lei nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007. Esta-
belece diretrizes nacionais para o saneamento. Diário
Ocial da União, Brasília, 08 jan. 2007a.
BRASIL. Decreto nº 6.017, de 17 de janeiro de 2007.
Regulamenta a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005,
que dispõe sobre normas gerais de contratação de
consórcios públicos. Diário Ocial da União, Brasília,
18 jan. 2007b.
BRASIL. Portaria nº 44, de 13 de fevereiro de 2008. Ins-
titui, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, o
Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável -
CGPCS. Diário Ocial da União, Brasília, 13 fev. 2008a.
BRASIL. Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008. Dis-
põe sobre as infrações e sanções administrativas ao
meio ambiente, estabelece o processo administrativo
federal para apuração destas infrações, e dá outras
providências. Diário Ocial da União, Brasília, 13 fev.
2008b.
BRASIL. Resolução CONAMA Nº 404, de 11 de novem-
bro de 2008. Estabelece critérios e diretrizes para o li-
cenciamento ambiental de aterro sanitário de peque-
no porte de resíduos sólidos urbanos. Diário Ocial
da União, Brasília, 12 nov. 2008c.
BRASIL. Resolução CONAMA nº 416 de 30 de setembro
de 2009. Dispõe sobre a prevenção à degradação am-
biental causada por pneus inservíveis e sua destina-
ção ambientalmente adequada, e dá outras providên-
cias. Diário Ocial da União, Brasília, 01 out. 2009a.
BRASIL. Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009.
Institui a Política Nacional sobre a Mudança do Clima.
Diário Ocial da União, Brasília, 29 dez. 2009b.
BRASIL. Decreto nº 7.217, 21 de junho de 2010. Regu-
lamenta a Lei Federal n.º 11.445/2007. Diário Ocial
da União, Brasília, 22 jun. 2010a.
BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui
a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Ocial
da União, Brasília, 03 ago. 2010b.
BRASIL. Decreto nº 7.390, de 09 de dezembro de 2010.
Regulamenta os arts. 6º, 11º e 12º da Lei no 12.187, de
29 de dezembro de 2009, que institui a Política Nacio-
nal sobre Mudança do Clima. Diário Ocial da União,
Brasília, 10 dez. 2010c.
BRASIL. Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.
Regulamenta a Lei n.º 12.305, de 2 de agosto de 2010.
Diário Ocial da União, Brasília, 23 dez. 2010d.
BRASIL. Decreto nº 7.619, de 21 de novembro de 2011.
Regulamenta a concessão de crédito presumido do
Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI na aqui-
ICLEI 132 3/21/12 5:04 PM
133
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
sição de resíduos sólidos. Diário Ocial da União,
Brasília, 22 nov. 2011.
CASTILHOS JÚNIOR, A.B. (Coord.) Resíduos sólidos
urbanos: aterro sustentável para municípios de pe-
queno porte. Rio de Janeiro : ABES, RiMa, 2003. 294p
FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE DE MI
NAS GERAIS FEAM. . Diagnóstico da geração de
resíduos eletroeletrônicos no Estado de Minas Ge-
rais. Disponível em: <http://ewasteguide.info/les/
Rocha_2009_pt.pdf>. Acesso em: 14 out. 2011.
FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE – FUNASA. Manual
de Saneamento. 3 ed. Brasília: Funasa, 2006. 408p.
GOUVELLO, C. Estudo de baixo carbono para o Bra-
sil. Brasília: Banco Mundial, 2010. 278p.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTI
CA IBGE. Pesquisa nacional de saneamento bási-
co (PNSB): 2008. Rio de Janeiro: [s.n], 2010b. 222p.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍS
TICA IBGE. Censo 2010: população do Brasil é de
190.732.694 pessoas, 2010a. Disponível em: <http://
www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noti-
cia_visualiza.php?id_noticia=1766>. Acesso em: 13
out. 2011
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTI
CA IBGE. Atlas de Saneamento 2011. Rio de Janei-
ro: [s.n], 2011. 268p.
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS
RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS – IBAMA. Relató-
rio de Pneumáticos Out. 2009 – Dez. 2010: Resolu-
ção CONAMA 416/2009 do Cadastro Técnico Federal.
Disponível em: <http://www.ibama.gov.br>. Acesso
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INSTITUTO DO PENSAMENTO NACIONAL DAS BA
SES EMPRESARIAIS DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL
- INSTITUTO PNBE. Programa Bióleo. Disponível em:
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MANSOR, M.T.C. et al. Resíduos Sólidos. São Paulo:
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MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades. Guia para a
elaboração de planos municipais de saneamento.
Brasília: MCidades, 2006. 152p.
MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades; MINISTÉRIO
DO MEIO AMBIENTE – MMA. Elementos para a orga-
nização da coleta seletiva e projeto de galpões de
triagem. Brasília: [s.n], 2008. 53p
MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades. Sistema Na-
cional de Informações sobre Saneamento (SNIS):
diagnóstico do manejo de resíduos sólidos urbanos:
2008. Brasília: MCidades, 2010. 264p.
MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades. Sistema Na-
cional de Informações sobre Saneamento (SNIS):
diagnóstico do manejo de resíduos sólidos urbanos:
2009. Brasília: MCidades, 2011. 1900p.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. A3P: Agen-
da Ambiental na Administração Pública. 5. ed. Brasília:
ICLEI 133 3/21/12 5:04 PM
134
ANEXOS
MMA, 2009. Disponível em: <http://www.mma.gov.
br/estruturas/a3p/_arquivos/cartilha_a3p_36.pdf>.
Acesso em: 17 out. 2011.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Plano Na-
cional de Resíduos Sólidos: versão preliminar para
consulta pública. Disponível em: <http://www.mma.
gov.br/estruturas/253/_arquivos/versao_preliminar_
pnrs_wm_253.pdf>. Acesso em: 14 out. 2011.
MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GES-
TÃO - POG. Melhoria da gestão pública por meio da
denição de um guia referencial para medição do
desempenho da gestão, e controle para o geren-
ciamento dos indicadores de eciência, ecácia
e de resultados do programa nacional de gestão
pública e desburocratização - produto 4: guia refe-
rencial para medição de desempenho e manual para
construção de indicadores. Brasília: Ministério do Pla-
nejamento, Orçamento e Gestão, 2009. 113p.
PINTO, T.P. Metodologia para gestão diferenciada
de resíduos sólidos da construção urbana. 1999.
189p. Tese (Doutorado) - Escola Politécnica, Universi-
dade de São Paulo, São Paulo, 1999.
PINTO, T.P.; GONZÁLES, J.L.R. (Coord.) Manejo e ges-
tão de resíduos sólidos da construção civil: Volume
1- Manual de orientação: como implantar um sistema
de manejo e gestão dos municípios. Brasília: CAIXA,
2005a. 196p.
PINTO, T.P.; GONZÁLES, J.L.R. (Coord.) Manejo e ges-
tão de resíduos sólidos da construção civil: Volume
2 - Manual de orientação: procedimentos para a soli-
citação de nanciamento. Brasília: CAIXA, 2005b. 68p.
PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARULHOS – PMG.
Consulta ao Plano Diretor de Resíduos Sólidos de
Guarulhos. Disponível em: <http://novo.guarulhos.
sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=
article&id=4547&Itemid=1086>. Acesso em: 14 out.
2011.
TRIGUEIRO, P. H. R. et al. Disposição de pilhas – con-
sumo sustentável e adequação do ciclo de vida. XII
SILUBESA. Anais eletrônicos. Figueira da Foz, Portugal,
2006.
VELLOSO, C.H.V. Manual técnico sustentabilidade
dos empreendimentos de manejo de resíduos só-
lidos urbanos: módulo 1- aterros sanitários. Brasília:
Ministério do Meio Ambiente, 2011. 127p.
VILHENA, A. (Coord.) Compostagem: a outra metade
da reciclagem. 2 ed. São Paulo: CEMPRE, 2001.
VILHENA, A. (Coord.) Lixo Municipal: Manual de ge-
renciamento integrado. 3.ed. São Paulo: CEMPRE,
2010.
Documentos de Referência
A relação a seguir serve como base de orientação aos
gestores, não pretendendo abarcar todo o universo
de normas aplicáveis ao tema.
ICLEI 134 3/21/12 5:04 PM
135
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Legislação geral
Lei nº 11.107 de 06 de abril de 2005. Dispõe sobre nor-
mas gerais de contratação de consórcios públicos.
Lei nº 12.187 de 29 de dezembro de 2009. Institui a
Política Nacional sobre a mudança do clima.
Lei nº 11.445 de 05 de janeiro de 2007. Estabelece di-
retrizes nacionais para o saneamento básico.
Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Institui a Políti-
ca Nacional de Resíduos Sólidos.
Decreto nº 6.017 de 17 de janeiro de 2007. Regula-
menta a Lei nº 11.107, de 06 de abril de 2005, que
dispõe sobre normas gerais de contratação de con-
sórcios públicos.
Decreto nº 7.390 de 09 de dezembro de 2010. Regula-
menta os arts. 6º, 11 e 12 da Lei nº 12.187, de 29 de de-
zembro de 2009, que institui a Política Nacional sobre
Mudança do Clima - PNMC.
Decreto nº 7.217 de 21 de junho de 2010. Regulamen-
ta a Lei Federal nº 11.445 de 05 de janeiro de 2007.
Decreto nº 7404 de 23 de dezembro de 2010. Regula-
menta a Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010.
Decreto nº 7.619 de 21 de novembro de 2011. Regula-
menta a concessão de crédito presumido do Imposto
sobre Produtos Industrializados - IPI na aquisição de
resíduos sólidos.
Resolução CONAMA nº 313 de 29 de outubro de 2002.
Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sóli-
dos Industriais.
ABNT NBR 10004/2004. Resíduos sólidos – Classica-
ção.
Resíduos Sólidos Domiciliares (secos, úmidos e
indiferenciados)
Decreto nº 7.405 de 23 de dezembro de 2010. Institui
o Programa Pró-Catador.
Decreto nº 5.940 de 25 de outubro de 2006. Institui a
separação dos resíduos recicláveis descartados pelos
órgãos e entidades da administração pública federal
direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação
às cooperativas.
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 404 de 11 de novembro de
2008. Estabelece critérios e diretrizes para o licencia-
mento ambiental de aterro sanitário de pequeno por-
te de resíduos sólidos urbanos.
Resolução CONAMA nº 386 de 27 de dezembro de
2006. Altera o art. 18 da Resolução CONAMA nº 316,
de 29 de outubro de 2002 que versa sobre tratamento
térmico de resíduos.
Resolução CONAMA nº 378 de 19 de outubro de 2006.
Dene os empreendimentos potencialmente causado-
ICLEI 135 3/21/12 5:04 PM
136
ANEXOS
res de impacto ambiental nacional ou regional para ns
do disposto no inciso III, § 1o, art. 19 da Lei nº 4.771, de
15 de setembro de 1965, e dá outras providências.
Resolução CONAMA nº 316 de 29 de outubro de 2002.
Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcio-
namento de sistemas de tratamento térmico de resí-
duos. Alterada pela Resolução nº 386 de 27 de dezem-
bro de 2006.
Resolução CONAMA nº 275 de 25 de abril de 2001.
Estabelece código de cores para diferentes tipos de
resíduos na coleta seletiva.
ABNT NBR 15849/2010. Resíduos sólidos urbanos – Ater-
ros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para locali-
zação, projeto, implantação, operação e encerramento.
ABNT NBR 13221/2010. Transporte terrestre de resíduos.
ABNT NBR 13334/2007. Contentor metálico de 0,80
m³, 1,2 m³ e 1,6 m³ para coleta de resíduos sólidos por
coletores-compactadores de carregamento traseiro –
Requisitos.
ABNT NBR 10005/2004. Procedimento para obtenção
de extrato lixiviado de resíduos sólido.
ABNT NBR 10006/2004. Procedimento para obtenção
de extrato solubilizado de resíduos sólidos.
ABNT NBR 10007/2004. Amostragem de resíduos só-
lidos.
ABNT NBR 13999/2003. Papel, cartão, pastas celulósi-
cas e madeira - Determinação do resíduo (cinza) após
a incineração a 525°C.
ABNT NBR 14599/2003. Requisitos de segurança para
coletores-compactadores de carregamento traseiro e
lateral.
ABNT NBR 8849/1985. Apresentação de projetos de
aterros controlados de resíduos sólidos urbanos – Pro-
cedimento.
ABNT NBR 14283/1999. Resíduos em solos - Determi-
nação da biodegradação pelo método respirométrico.
ABNT NBR 13591/1996. Compostagem – Terminolo-
gia.
ABNT NBR 13463/1995. Coleta de resíduos sólidos.
ABNT NBR 1298/1993. Líquidos livres - Vericação em
amostra de resíduos - Método de ensaio.
ABNT NBR 13896/1997. Aterros de resíduos não perigo-
sos - Critérios para projeto, implantação e operação.
Resíduos de limpeza corretiva
ABNT NBR 13463/1995. Coleta de resíduos sólidos.
ABNT NBR 1299/1993. Coleta, varrição e acondiciona-
mento de resíduos sólidos urbanos – Terminologia.
Resíduos Verdes
ABNT NBR 13999/2003. Papel, cartão, pastas celulósi-
cas e madeira - Determinação do resíduo (cinza) após
a incineração a 525°C.
ICLEI 136 3/21/12 5:04 PM
137
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Resíduos Volumosos
ABNT NBR 15112/2004. Resíduos da construção civil e
resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem -
Diretrizes para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 10004/2004. Resíduos sólidos – Classica-
ção.
ABNT NBR 13896/1997. Aterros de resíduos não perigo-
sos - Critérios para projeto, implantação e operação.
Resíduo de Construção Civil
Resolução CONAMA no 448 de 18 de janeiro de 2012.
Altera os arts. 2º, 4º, 5º, 6º, 8º, 9º, 10, 11 da Resolução
nº 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional
do Meio Ambiente - CONAMA, alterando critérios e
procedimentos para a gestão dos resíduos da cons-
trução civil.
Resolução CONAMA nº 431 de 24 de maio de 2011.
Altera o art. 3º da Resolução nº 307, de 05 de julho de
2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CO-
NAMA, estabelecendo nova classicação para o gesso.
Resolução CONAMA nº 348 de 16 de agosto de 2004.
Altera a Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de
2002, incluindo o amianto na classe de resíduos peri-
gosos.
Resolução CONAMA nº 307 de 05 de julho de 2002.
Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a
gestão dos resíduos da construção civil. Alterada pelas
Resoluções 348, de 16 de agosto de 2004, e nº 431, de
24 de maio de 2011.
ABNT NBR 13221/2010. Transporte terrestre de resídu-
os.
ABNT NBR 15116/2004. Agregados reciclados de resí-
duos sólidos da construção civil - Utilização em pavi-
mentação e preparo de concreto sem função estrutu-
ral – Requisitos.
ABNT NBR 15112/2004. Resíduos da construção civil e
resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem -
Diretrizes para projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 15113/2004. Resíduos sólidos da constru-
ção civil e resíduos inertes - Aterros - Diretrizes para
projeto, implantação e operação.
ABNT NBR 15114/2004. Resíduos sólidos da Constru-
ção civil - Áreas de reciclagem - Diretrizes para projeto,
implantação e operação.
ABNT NBR 15115/2004. Agregados reciclados de resí-
duos sólidos da construção civil - Execução de cama-
das de pavimentação – Procedimentos.
Resíduos de Serviços de Saúde
Resolução CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005.
Dispõe sobre o tratamento e a disposição nal dos re-
síduos dos serviços de saúde e dá outras providências.
Resolução CONAMA nº 330 de 25 de abril de 2003.
Institui a Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Am-
ICLEI 137 3/21/12 5:04 PM
138
ANEXOS
biental e Gestão de Resíduos. Alterada pelas Resolu-
ções nº 360, de 17 de maio 2005 e nº 376, de 24 de
outubro de 2006.
Resolução CONAMA nº 316 de 29 de outubro de 2002.
Dispõe sobre procedimentos e critérios para o fun-
cionamento de sistemas de tratamento térmico de
resíduos. Alterada pela Resolução nº 386, de 27 de de-
zembro de 2006.
Resolução CONAMA nº 006 de 19 de setembro de
1991. Dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos
provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e
aeroportos.
Resolução ANVISA nº 306 de 07 de dezembro de 2004.
Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerencia-
mento de resíduos de serviços de saúde.
ABNT NBR 13221/2010. Transporte terrestre de resíduos.
ABNT NBR 14652/2001. Coletor-transportador rodovi-
ário de resíduos de serviços de saúde - Requisitos de
construção e inspeção - Resíduos do grupo A.
ABNT NBR 8418/1984. Apresentação de projetos de
aterros de resíduos industriais perigosos - Procedi-
mento.
ABNT NBR 12808/1993. Resíduos de serviço de saúde
– Classicação.
ABNT NBR 12810/1993. Coleta de resíduos de serviços
de saúde – Procedimento.
ABNT NBR 12807/1993. Resíduos de serviços de saúde
– Terminologia.
ABNT NBR 15051/2004. Laboratórios clínicos - Geren-
ciamento de resíduos.
Resíduos Eletroeletrônicos
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 401 de 04 de novembro de
2008. Estabelece os limites máximos de chumbo, cád-
mio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas
no território nacional e os critérios e padrões para o
seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá
outras providências. Alterada pela Resolução nº 424,
de 22 de abril de 2010.
Resolução CONAMA nº 023 de 12 de dezembro de
1996. Regulamenta a importação e uso de resíduos
perigosos. Alterada pelas Resoluções nº 235, de 07 de
janeiro 1998, e nº 244, de 16 de outubro de 1998.
Resolução CONAMA nº 228 de 20 de agosto de 1997.
Dispõe sobre a importação de desperdícios e resíduos
de acumuladores elétricos de chumbo.
ABNT NBR 8418/1984. Apresentação de projetos de
aterros de resíduos industriais perigosos - Procedi-
mento.
ICLEI 138 3/21/12 5:04 PM
139
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
ABNT NBR 10157/1987. Aterros de resíduos perigosos
- Critérios para projeto, construção e operação – Pro-
cedimento.
ABNT NBR 11175/1990. Incineração de resíduos sólidos
perigosos - Padrões de desempenho – Procedimento.
Resíduos Pilhas e Baterias
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 401 de 04 de novembro de
2008. Estabelece os limites máximos de chumbo, cád-
mio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas
no território nacional e os critérios e padrões para o
seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá
outras providências. Alterada pela Resolução nº 424,
de 22 de abril de 2010.
Resolução CONAMA nº 023 de 12 de dezembro de
1996. Regulamenta a importação e uso de resíduos
perigosos. Alterada pelas Resoluções nº 235, de 07 de
janeiro de 1998, e nº 244, de 16 de outubro de 1998.
Resolução CONAMA nº 228 de 20 de agosto de 1997.
Dispõe sobre a importação de desperdícios e resíduos
de acumuladores elétricos de chumbo.
ABNT NBR 8418/1984. Apresentação de projetos de
aterros de resíduos industriais perigosos - Procedi-
mento.
ABNT NBR 10157/1987. Aterros de resíduos perigosos
- Critérios para projeto, construção e operação – Pro-
cedimento.
ABNT NBR 11175/1990. Incineração de resíduos sólidos
perigosos - Padrões de desempenho – Procedimento.
Resíduos Lâmpadas
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
ABNT NBR 8418/1984. Apresentação de projetos de ater-
ros de resíduos industriais perigosos - Procedimento.
ABNT NBR 10157/1987. Aterros de resíduos perigosos
- Critérios para projeto, construção e operação – Pro-
cedimento.
Resíduos Pneumáticos
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 416 de 30 de setembro de
2009. Dispõe sobre a prevenção à degradação am-
ICLEI 139 3/21/12 5:04 PM
140
ANEXOS
biental causada por pneus inservíveis e sua destinação
ambientalmente adequada, e dá outras providências.
Resolução CONAMA nº 008 de 19 de setembro de 1991.
Dispõe sobre a entrada no país de materiais residuais.
ABNT NBR 8418/1984. Apresentação de projetos de
aterros de resíduos industriais perigosos - Procedi-
mento.
ABNT NBR 10157/1987. Aterros de resíduos perigosos
- Critérios para projeto, construção e operação – Pro-
cedimento.
ABNT NBR 12235/1992. Armazenamento de resíduos
sólidos perigosos – Procedimento.
Resíduos Sólidos Cemiteriais
Resolução CONAMA nº 368 de 28 de março de 2006.
Altera dispositivos da Resolução nº 335, de 03 de abril
de 2003, que dispõe sobre o licenciamento ambiental
de cemitérios. Alterada pela Resolução nº 402, de 17
de novembro de 2008.
Resíduos dos serviços públicos de saneamento
Resolução CONAMA nº 430 de 13 de maio de 2011.
Dispõe sobre condições e padrões de lançamento de
euentes, complementa e altera a Resolução nº 357,
de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do
Meio Ambiente - CONAMA.
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 410 de 04 de maio de 2009.
Prorroga o prazo para complementação das condi-
ções e padrões de lançamento de euentes, previsto
no art. 44 da Resolução nº 357, de 17 de março de
2005, e no Art. 3º da Resolução nº 397, de 03 de abril
de 2008.
Resolução CONAMA nº 380 de 31 de outubro de 2006.
Retica a Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto
de 2006 - Dene critérios e procedimentos, para o uso
agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de
tratamento de esgoto sanitário e seus produtos deri-
vados, e dá outras providências.
Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto de 2006.
Dene critérios e procedimentos, para o uso agrícola
de lodos de esgoto gerados em estações de tratamen-
to de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá
outras providências. Reticada pela Resolução nº 380,
de 31 de outubro de 2006.
Resolução CONAMA nº 357 de 17 de março de 2005.
Dispõe sobre a classicação dos corpos de água e di-
retrizes ambientais para o seu enquadramento, bem
como estabelece as condições e padrões de lança-
mento de euentes, e dá outras providências. Altera-
da pelas Resoluções nº 370, de 06 de abril de 2006, nº
ICLEI 140 3/21/12 5:04 PM
141
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
397, de 03 de abril de 2008, nº 410, de 04 de maio de
2009, e nº 430, de 13 de maio de 2011.
Resolução CONAMA nº 005 de 05 de agosto de 1993.
Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos ge-
rados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e
rodoviários. Alterada pela Resolução nº 358, de 29 de
abril de 2005.
Resolução CONAMA nº 005 de 15 de junho de 1988.
Dispõe sobre o licenciamento de obras de saneamen-
to básico.
ABNT NBR 7166/1992. Conexão internacional de des-
carga de resíduos sanitários - Formato e dimensões.
ABNT NBR 13221/2010. Transporte terrestre de resíduos.
Resíduos de Drenagem
Resolução CONAMA nº 430 de 13 de maio de 2011.
Dispõe sobre condições e padrões de lançamento de
euentes, complementa e altera a Resolução nº 357,
de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do
Meio Ambiente - CONAMA.
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 410 de 04 de maio de 2009.
Prorroga o prazo para complementação das condi-
ções e padrões de lançamento de euentes, previsto
no art. 44 da Resolução nº 357, de 17 de março de
2005, e no Art. 3º da Resolução nº 397, de 03 de abril
de 2008.
Resolução CONAMA nº 380 de 31 de outubro de 2006.
Retica a Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto
de 2006 - Dene critérios e procedimentos, para o uso
agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de
tratamento de esgoto sanitário e seus produtos deri-
vados, e dá outras providências.
Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto de 2006.
Dene critérios e procedimentos, para o uso agrícola
de lodos de esgoto gerados em estações de tratamen-
to de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá
outras providências. Reticada pela Resolução nº 380,
de 31 de outubro de 2006.
Resolução CONAMA nº 357 de 17 de março de 2005.
Dispõe sobre a classicação dos corpos de água e di-
retrizes ambientais para o seu enquadramento, bem
como estabelece as condições e padrões de lança-
mento de euentes, e dá outras providências. Altera-
da pelas Resoluções nº 370, de 06 de abril de 2006, nº
397, de 03 de abril de 2008, nº 410, de 04 de maio de
2009, e nº 430, de 13 de maio de 2011.
Resolução CONAMA nº 005 de 05 de agosto de 1993.
Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos ge-
rados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e
rodoviários. Alterada pela Resolução nº 358, de 29 de
abril de 2005.
ICLEI 141 3/21/12 5:04 PM
142
ANEXOS
ABNT NBR 7166/1992. Conexão internacional de des-
carga de resíduos sanitários - Formato e dimensões.
ABNT NBR 13221/2010. Transporte terrestre de resíduos.
Resíduos Industriais
Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de
2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de
qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamen-
to ambiental de áreas contaminadas por essas subs-
tâncias em decorrência de atividades antrópicas.
Resolução CONAMA nº 401 de 04 de novembro de
2008. Estabelece os limites máximos de chumbo, cád-
mio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas
no território nacional e os critérios e padrões para o
seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá
outras providências. Alterada pela Resolução nº 424,
de 22 de abril de 2010.
Resolução CONAMA nº 362 de 23 de junho de 2005.
Dispõe sobre o recolhimento, coleta e destinação nal
de óleo lubricante usado ou contaminado.
Resolução CONAMA nº 228/1997. Dispõe sobre a im-
portação de desperdícios e resíduos de acumuladores
elétricos de chumbo.
Resolução CONAMA nº 023 de 12 de dezembro de
1996. Regulamenta a importação e uso de resíduos
perigosos. Alterada pelas Resoluções nº 235, de 07 de
janeiro de 1998, e nº 244, de 16 de outubro de 1998.
Resolução CONAMA nº 008 de 19 de setembro de 1991.
Dispõe sobre a entrada no país de materiais residuais.
Resolução CONAMA nº 235 de 07 de janeiro de
1998. Altera o anexo 10 da Resolução CONAMA nº 23,
de 12 de dezembro de 1996.
ABNT NBR ISO 14952-3/2006. Sistemas espaciais - Lim-
peza de superfície de sistemas de uido. Parte 3: Pro-
cedimentos analíticos para a determinação de resídu-
os não voláteis e contaminação de partícula.
ABNT NBR 14283/1999. Resíduos em solos - Determi-
nação da biodegradação pelo método respirométrico.
ABNT NBR 12235/1992. Armazenamento de resíduos
sólidos perigosos – Procedimento.
ABNT NBR 8418/1984. Apresentação de projetos de
aterros de resíduos industriais perigosos - Procedi-
mento.
ABNT NBR 11175/1990. Incineração de resíduos sóli-
dos perigosos - Padrões de desempenho – Procedi-
mento.
ABNT NBR 8911/1985. Solventes - Determinação de
material não volátil - Método de ensaio.
Resíduos de serviços de transporte
Resolução CONAMA nº 005 de 05 de agosto de 1993.
Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos ge-
rados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e
rodoviários. Alterada pela Resolução nº 358, de 29 de
abril de 2005.
ICLEI 142 3/21/12 5:04 PM
143
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Resíduos agrosilvopastoris
Resolução CONAMA nº 334 de 03 de abril de 2003.
Dispõe sobre os procedimentos de licenciamento
ambiental de estabelecimentos destinados ao recebi-
mento de embalagens vazias de agrotóxicos.
Documentos disponíveis no sítio eletrônico do MMA
Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urba-
no/Departamento de Ambiente Urbano/ Resíduos
Sólidos:
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – SECRETARIA DE
RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Manual
para elaboração do Plano de Gestão Integrada de
Resíduos Sólidos dos Consórcios Públicos. Brasília –
DF, Outubro de 2010, 74 p. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_
arquivos/1_manual_elaborao_plano_gesto_integra-
da_rs_cp_125.pdf>.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – SECRETARIA DE
RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Manu-
al para implantação de sistema de apropriação e
recuperação de custos dos consórcios prioritários
de resíduos sólidos. Brasília – DF, Outubro de 2010,
124p. Disponível em:<http://www.mma.gov.br/estru-
turas/srhu_urbano/_arquivos/2_manual_implantao_
sistema_apropriao_rec_custos_cp_rs_125.pdf>.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – SECRETARIA DE
RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Manu-
al para implantação de compostagem e de co-
leta seletiva no âmbito de consórcios públicos.
Brasília – DF, Outubro de 2010, 75p. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_
arquivos/3_manual_implantao_compostagem_cole-
ta_seletiva_cp_125.pdf>.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – SECRETARIA DE
RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Manual
para implantação de sistema de gestão de resí-
duos de construção civil em consórcios públicos.
Brasília – DF, Novembro de 2010, 63p. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_
arquivos/4_manual_implantao_sistema_gesto_res-
duos_construo_civil_cp_125.pdf>.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – SECRETARIA DE
RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Elemen-
tos para a organização da coleta seletiva e projeto
dos galpões de triagem. Brasília – DF, Novembro de
2008, 57p. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/
estruturas/srhu_urbano/_publicacao/125_publica-
cao20012011032243.pdf>.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - SECRETARIA DE
RECURSOS HÍDRICOS E AMBIENTE URBANO. Orienta-
ções gerais para elaboração dos Planos Estaduais
de Resíduos Sólidos. Brasília - DF, Junho de 2011,
25p. Disponível em: http://www.mma.gov.br/sitio/in-
dex.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=125&idC
onteudo=10961
ICLEI 143 3/21/12 5:04 PM
144
ANEXOS
Documentos disponíveis nas dependências do MMA
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. A3P: Agen-
da Ambiental na Administração Pública. 5. ed. Brasília:
MMA, 2009. Disponível em: <http://www.mma.gov.
br/estruturas/a3p/_arquivos/cartilha_a3p_36.pdf>.
Coleção Mecanismo de Desenvolvimento Limpo –
MDL:
Volume 1: MESQUITA JÚNIOR, José Maria. Gestão In-
tegrada de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: IBAM,
2007. 40p. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/
estruturas/srhu_urbano/_publicacao/125_publica-
cao12032009023803.pdf>.
Volume 2: FELIPETTO, Adriana Vilela Montenegro.
Conceito, planejamento e oportunidades. Rio de
Janeiro: IBAM, 2007. 40p. Disponível em: <http://
www.mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_publica-
cao/125_publicacao12032009023847.pdf>.
Volume 3: ELK, Ana Ghislane Henriques Pereira van.
Reduções de emissões na disposição nal. Rio de
Janeiro: IBAM, 2007. 44p. Disponível em: <http://www.
mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_publicacao/125_
publicacao12032009023918.pdf>.
Volume 4: ROMANI, Andrea Pintanguy de. Agregan-
do valor social e ambiental. Rio de Janeiro: IBAM,
2007. 44p. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/
estruturas/srhu_urbano/_publicacao/125_publica-
cao12032009024033.pdf>.
Volume 5: GOMES NETO, Octavio da Costa. Diretrizes
para elaborações de propostas e projetos. Rio de
Janeiro: IBAM, 2007. 44p. Disponível em: <http://www.
mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_publicacao/125_
publicacao12032009024100.pdf>.
Documentos Disponíveis em Outros Sítios
Eletrônicos
ABRELPE. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil
2010. São Paulo, 2010. Disponível em: <http://www.
abrelpe.org.br/panorama_apresentacao.cfm>.
BRASIL – GOVERNO FEDERAL. Sistema Nacional de
Informação de Recursos Hídricos – SNIRH. Disponí-
vel em: <http://www.ana.gov.br>.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTI-
CA – IBGE. Pesquisa Nacional de Saneamento Bási-
co – 2008. Rio de Janeiro, 2008. 219p. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/popula-
cao/condicaodevida/pnsb2008/PNSB_2008.pdf>.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTI-
CA – IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Do-
micílio - 2009. Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/popula-
cao/trabalhoerendimento/pnad2009/>.
MINISTÉRIO DAS CIDADES – SECRETARIA NACIONAL
DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Diretrizes para a De-
nição da Política e Elaboração do Plano de Sane-
amento Básico. Brasília – DF, 2011. 41 p. Disponível
em: <http://www.cidades.gov.br/images/stories/
ArquivosSNSA/Arquivos_PDF/Diretrizes_Politica_Pla-
nos_de_Saneamento.pdf>.
ICLEI 144 3/21/12 5:04 PM
145
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
MINISTÉRIO DAS CIDADES. Guia para a elaboração
de planos municipais de saneamento. Brasília – DF,
2006. 152p. Disponível em: <http://www.mp.go.gov.
br/portalweb/hp/9/docs/rsudoutrina_02.pdf>.
MINISTÉRIO DAS CIDADES – Organização Pan-Ame-
ricana da Saúde. Política e Plano Municipal de Sa-
neamento Ambiental: Experiências e Recomenda-
ções. Brasília – DF, 2005. 89p. Disponível em: <http://
www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/coea/
pncpr/Politica_Municipal_Saneamento.pdf>.
MINISTÉRIO DAS CIDADES – SECRETARIA NACIONAL
DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Sistema Nacional de
Informações sobre Saneamento - SNIS. Disponível
em: <http://www.snis.gov.br>.
MINISTÉRIO DAS CIDADES – SECRETARIA NACIONAL
DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Caderno metodoló-
gico para ações de educação ambiental e mobili-
zação social em saneamento. Brasília, Maio de 2009.
Disponível em: <http://www.cidades.gov.br/images/
stories/ArquivosSNSA/Arquivos_PDF/CadernoMeto-
dologico.pdf>.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema de Informação da
Vigilância da Qualidade da Água para o Consumo
Humano – SISAGUA. Disponível em: <http://portal.
saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_
texto.cfm?idtxt=31864&janela=1>.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema de Informação
da Atenção Básica – SIAB. Disponível em: <http://
www2.datasus.gov.br/SIAB/index.php>.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Saúde da Família.
Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/
saude/cidadao/area.cfm?id_area=149>.
MINISTÉRIO DA SAÚDE – SECRETARIA EXECUTIVA. Pro-
grama de Agentes Comunitários da Saúde – PACS.
Brasília – DF, 2011. 40p. Disponível em: <http://bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/pacs01.pdf>.
MINISTÉRIO DA SAÚDE – Organização Pan-Americana
da Saúde. Avaliação de impacto na saúde das ações
de saneamento: marco conceitual e estratégia me-
todológica. Brasília – DF, 2004. 116p. Disponível em:
<http://www.funasa.gov.br/internet/arquivos/biblio-
teca/eng/eng_impacto.pdf>.
ICLEI 145 3/21/12 5:04 PM
146
ANEXOS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária –
ANVISA:
www.anvisa.gov.br
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT:
www.abnt.org.br
Casa Civil:
www.casacivil.gov.br
Confederação Nacional de Municípios:
www.cnm.org.br
Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA:
www.mma.gov.br/port/conama/index.cfm
Departamento de Informática do SUS – DATASUS:
www.datasus.gov.br
Governos Locais pela Sustentabilidade – ICLEI
Brasil:
www.iclei.org/lacs/portugues
Instituto Brasileiro de Geograa e Estatística –
IBGE:
www.ibge.gov.br
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis – IBAMA:
www.ibama.gov.br
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
www.ipea.gov.br
Ministério do Meio Ambiente:
www.mma.gov.br
Ministério das Cidades:
www.cidades.gov.br
Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA:
www.rebea.org.br
Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento – SNIS:
www.snis.gov.br
2. ACERVO DE ENDEREÇOS ELETRÔNICOS
ICLEI 146 3/21/12 5:04 PM
147
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
3. CARACTERIZAÇÃO DE RESÍDUOS URBANOS EM DIVERSAS LOCALIDADES
BRASILEIRAS
A tabela abaixo foi extraída de estudos realizados pelo
IPEA para o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Ver-
são preliminar).
Deve-se chamar atenção para o fato de que para tais
estudos nem sempre utilizarem a mesma metodolo-
gia (frequência, escolha da amostra e divisão das cate-
gorias), o que resulta em uma estimativa do compor-
tamento real da situação.
Cidade
Metal
total
Alumínio Aço
Papel,
papelão e
tetrapak
Plástico
total
Plástico
lme
Plástico
rígido
Vidro Orgânico Outros Fontes
Águas mornas 1,7 6,7 18,2 2,2 36,7 34,5 (Rodrigues,2009)
Almirante
Tamandaré
3.3 1,3 2,0 19,0 18,8 12.3 6.5 2,9 36,5 19,5 (R. C. Tavares, 2007)
Aracaju 1,7 10,0 7,9 2,2 75,0 3,2
(F. S. S. Leite & et. al.,
1990)
Araucária 2,3 21,1 19,1 12,5 6,6 3,3 39,1 15,1 (R. C. Tavares, 2007)
Balnério 2,2 14,7 21.5 3,8 44,4 13,4 (Rodrigues, 2009)
Camboriu
Bauru
2,6 11,7 14,0 8,6 5,3 1.8 65,9 4,0 (Kajino, 2005)
Bela Vista 3,8 19,0 18,8 1,9 52,9 3,7 (Marques Júnior, 2005)
Belém 2,6 17,1 15.0 1,5 45,9 17,9
(J. Pinheiro & Girard,
2009)
Benevides 4.3 13,4 18,7 4.0 48.0 11,7
(Carneiro. Cabral. F. C.
de Souza, I. M. F. de
Souza. & M. S. Pinheiro,
2000)
Bento
Gonçalves
3,3 0.4 2.9 9.0 11.1 3.2 51,5 21,9
(Peresin, Vania Elisabete
Schneider,
& Panarotto, 2002)
ICLEI 147 3/21/12 5:04 PM
148
ANEXOS
Cidade
Metal
total
Alumínio Aço
Papel,
papelão e
tetrapak
Plástico
total
Plástico
lme
Plástico
rígido
Vidro Orgânico Outros Fontes
Betim 3,7 15,6 10,2 1,1 55,3 14,1 (Ribeiro. 1997)
Bituruna 6,4 6.8 12,2 2,9 56,5 15.2 (Pereira Neto, 2007)
Blumenau 2,7 11,7 14,1 4,2 42.5 24.8 (Rodrigues,2009)
Bombinhas 3,8 11 ,5 17,7 5.1 47.2 14.7 (Rodrigues, 2009)
Botucatu 3.9 0,3 3,5 8,4 8,4 4,9 3,6 2.0 74.1 3,2
(S. Oliveira & eI. al.,
1999)
Cabedelo 1,3 6,6 6,8 1,4 66,4 17,5 (R. C. Tavares, 2007)
Caldas novas 2,1 0,8 1,3 13,4 12.8 1.6 58.6 11,5
(Pasqualeno, H. da F.
Andrade, Prado, & Pina,
2006)
Camaçari 0,3 4,2 7,0 2,1 59,4 27.0 (Gorgati & et. al., 2001)
Campina
Grande
3,0 5,0 11,0 4,0 67,0 10,0 (Pereira et al., 2010)
Campina
Grande do Sul
2,9 0,3 2,6 19,4 18,4 13,2 5,2 4,0 41,1 14,2 (R. C. Tavares, 2007)
Campinas 4,4 19,8 15,2 1,7 45,7 13,3
(Secretaria de Serviços
Públicos, 1996)
Campo Grande 3,9 12,4 11,1 2,2 68,0 2,4 (EPE,2008)
Campo Largo 3,0 0,4 2,6 18,8 18,9 12,9 6,0 - 42,9 16.4 (R. C. Tavares, 2007)
Campo Magro 3,8 0,3 3,5 19,6 18,6 12,1 6.5 3,0 38,7 16,3 (R. C. Tavares, 2007)
Catas Altas 2,0 8,0 14,0 2,0 50,0 24,0 (Lange & Simões, 2002)
Caxias do Sul 2,5 0.1 2,4 13.1 15,3 2,4 46,0 20,7 (Bianchi et al., 2003)
Coari 1,5 11,9 13,5 10,1 3,4 2,4 66,7 3,9 (J. B. L. Andrade, 2007)
Colombo 2,8 16,0 19,6 14.5 5,1 2,6 43,3 15,7 (R. C. Tavares, 2007)
Comercinho 3,6 15,6 13,4 2,5 30,2 34,7
(R. T. V. Barros, Assis, E. L.
Barros, & F. N. B. Santos,
2007)
ICLEI 148 3/21/12 5:04 PM
149
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Cidade
Metal
total
Alumínio Aço
Papel,
papelão e
tetrapak
Plástico
total
Plástico
lme
Plástico
rígido
Vidro Orgânico Outros Fontes
Contenda 3,3 0,3 3,0 18,7 16,5 11,6 4,9 2,9 44,1 14,5 (R. C. Tavares, 2007)
Criciúma 3,3 21,1 17,1 2,1 45,2 11,2 (Guadagnin et al., 2001)
Cururupu 1,5 5,8 12,0 0,2 76,2 4,2 (MMA & IBAM, 2004)
Dores do
Campos
1,0 11,0 17,0 2,0 58,0 11,0
(D. N. de Magalhães,
2008)
Estrela 1,8 6,7 11,6 7,5 4,1 2,3 57,1 20,7
(Casaril, Bica, Mazzarino,
& Konrad, 2009)
Extrernoz 2,3 0,1 2,3 8,7 6,1 3,2 2.9 1,3 65,S 16,1 (Silva, 2002)
Fazenda Rio
Grande
2,2 0,3 1,9 16,1 16.4 12,2 4.2 1.8 43.9 19,6 (R. C. Tavares, 2007)
Florianópolis 3,4 14,6 15,2 4,1 45,1 17,6 (Arruda & et. al., 2003)
Fortaleza 2,4 0,6 1,8 7.2 13,3 9,6 3,7 2,0 50,3 24,8 (Lessa,2008)
Gaspar 4,8 12,0 17,2 4,8 33,3 27,9 (Rodrigues, 2009)
Guajara mirim 5,5 10,0 16.1 1.3 57.1 10,0 (MMA & IBAM, 2004)
Hidrolandia 2,1 8,2 13.2 2,5 67,9 6,1 (Carvalho, 2005)
Imbituba 2,5 0,5 2,0 18.8 15.1 9,8 5,4 4.4 50,7 8,6 (Rodrigues, 2009)
Indaiatuba 2,0 0,5 1,5 10,3 10,7 5,6 5.1 1,9 53,7 21,4
(Mancini, Nogueira,
Kagohara, Schwartzman,
& Mattos, 2007)
Itabuna 1.9 1,7 0,2 9.0 13.0 8,5 4.5 1,2 48,2 26.7
(Aquino Consultores e
Associados LTDA.1999)
ltajai 2.1 13.2 14.6 2,5 50,3 17,3 (Rodrigues.2009)
Itamogi 2,2 6,6 11,7 1,6 67,8 10,1 (Pelegrino, 2003)
Itaocatiara 2.1 11,7 8.8 6.7 2.1 0,6 52,5 24,4 (J. B. L. Andrade, 2007)
ltaperucú 1,5 0,3 1,2 16.9 17.1 14.1 3,0 1,6 38,1 24.8 (R. C. lavares. 2007)
Jaboticabal 6,3 0,3 6.0 16,4 6,0 3,9 2.1 6,0 55,6 9,7
(Prefeitura Municipal de
Jaboticabal, 2001)
ICLEI 149 3/21/12 5:04 PM
150
ANEXOS
Cidade
Metal
total
Alumínio Aço
Papel,
papelão e
tetrapak
Plástico
total
Plástico
lme
Plástico
rígido
Vidro Orgânico Outros Fontes
João Pessoa 1,9 0,6 1,4 8,8 10,3 6,9 3,5 2,9 62,3 13,7
(Seixas, Beserra,
Fagundes, &
Júnior,2006)
Juina 3,4 10,8 17.4 3,6 56,0 8,9 (MMA & IBAM, 2004)
Lageado 1,4 9,5 11,6 7,5 4,1 2,2 57,5 17,8 (Casaril et al., 2009)
Lajeado 1,6 18,1 14,5 8,6 5,9 2,6 46,1 17,1
(Konrad, Casaril, &
Schmitz, 2010)
Maceió 1,7 8,9 13,6 10,3 3,3 1,3 56,6 17,9 (J. C. L. Tavares, 2008)
Manacapuru 1,9 8,4 10,1 7,4 2,7 0,9 53,7 25,0 (J. B. L. Andrade, 2007)
Manaus 4,3 18,9 8,6 2,2 58,7 7,3
(J. B. L. Andrade &
Schalch, 1997)
Mandirituba 3,3 0,6 2,7 21,1 16,2 11,1 5,1 3,4 40,1 15,9 (R. C. Tavares, 2007)
Maricoré 4,0 17,0 20,0 2,0 52,0 5,0 (MMA & IBAM, 2004)
Maringá 5,0 17,7 13.5 3.1 52,2 8,6 (Barros Jr., 2002)
Mossoró 1,4 0.1 1,3 14,6 18.4 13.9 4.5 1,8 30,4 33,4 (Silva, 2002)
Natal 2,4 0,2 2,3 11,5 6.0 3,4 2,6 0,7 57,3 22,0 (Silva, 2002)
Navegantes 4,4 11,7 16,7 5,0 40,1 22,1 (Rodrigues.2009)
Palmas 5,9 10,7 11.4 2,4 62,5 7,1 (Naval & Gondirn, 2001)
Parintins 3.4 6,0 8,7 6,7 2,0 1,3 20,1 60,4 (1. B. L. Andrade, 2007)
Parnamirirn 1,8 0,1 1,7 9,9 4,7 2,9 1,7 0,8 69,2 13,6 (Silva, 2002)
Passos 2,0 11,8 10,5 1,8 69,0 4,9
(Superintendência
de Limpeza Urbana &
Teixeira, 2001)
Pau dos Ferros 0,6 16,9 8,1 3,1 5,0 - 40,0 34.4 (Silva, 2002)
Peixe-Boi 3,7 5.4 11.4 8,2 3,2 3,1 60,5 16,0
(M. P. P. de Oliveira,
Pugliesi, & Schalch,
2008)
Pinhais 2,1 18,0 20,2 14,7 5,5 2,3 41,8 15,6 (R. C. Tavares, 2007)
Piraquara 3,2 1,3 1,9 18.4 18,0 11,9 6,1 2,7 38,8 18,9 (R. C. Tavares, 2007)
Porto Alegre 4,0 0,8 3,2 11,4 12,3 5.4 7,0 3.4 43,8 25,0 (Reis & et. al., 2003)
ICLEI 150 3/21/12 5:04 PM
151
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Cidade
Metal
total
Alumínio Aço
Papel,
papelão e
tetrapak
Plástico
total
Plástico
lme
Plástico
rígido
Vidro Orgânico Outros Fontes
Presidente
Lucena
1,5 11,0 8,0 1,5 45,0 33,0
(L. P. Gomes & Martins,
2002)
Presidente
Prudente
5.4 21,0 8,9 2,6 55,0 7,1 (Borges, 2002)
Proproá 1,1 7.4 10,0 5,3 4,7 0,8 65,3 15,3 (Barrete, 1997)
Quatro Barras 2,6 0,3 2,3 19,8 15,0 10,5 4,5 2,8 44,8 15,0 (R. C. Tavares, 2007)
Rio de Janeiro 1,6 0,4 1,2 14,6 17,2 12,5 4,7 3,0 56,7 6,9 (COMLURB, 2007)
Rio Grande 6,6 19,0 9,5 3,7 51,2 10,0 (A. S. D. Oliveira, 2002)
Salvador 3,7 1,1 2,5 16,2 17,1 12,0 5,1 2,9 46,9 13,3
(A. M. V. de Oliveira,
Quadros, & Campos,
1999)
Santa Cruz 3,6 0.4 3,2 3,5 13,5 6.4 7,1 0,9 25,2 53.4 (Silva, 2002)
Santa Cruz de
Salinas
4,3 12,8 13.4 3,3 46,5 19,7 (Costa,2010)
São Carlos 1,3 7,4 10,5 7,6 2,8 1.7 59,1 20,1 (Frésca, 2007)
São João
Batista
3,3 18,5 14,1 4,2 34,3 25,6 (Rodrigues, 2009)
São José 3,0 14,1 20,1 3,2 41,7 17,9 (Rodrigues, 2009)
São José dos
Pinhais
3,2 20,5 19,3 13.4 5,9 2,7 37,1 17,2 (R. C. Tavares, 2007)
São Leopoldo 1,5 0,4 1,1 14,6 12,3 8,5 3,8 1,7 58,7 11,2 (Soares & Moura, 2009)
Silo Marcos 2,3 0,5 1,8 7,7 5,6 0,8 56,9 26,7
(Quissini, Pessin, Conto,
& F. M. Gomes, 2007)
São Paulo 2,2 0,7 1,5 12,4 16,5 12,3 4,2 1,8 59,2 7,9 (LIMPURB,2003)
Silo Sebastião 3,3 18,5 7,9 2,8 49,0 18,5 (Alves & Blauth, 1998)
Teresina 3,4 0,9 2,4 15,8 20,5 11,6 8,9 2.4 45,4 12,5
(Ribeiro Filho & L. P. dos
Santos, 2008)
Uberlândia 3,0 7,0 11,0 3,0 72,0 4,0 (Fehr & Calçado, 2001)
Varjão 1,9 13,0 12,4 1,2 57,2 14,3 (Freiras, 2006)
Vitória 3,3 19,1 11,8 2,7 53,1 10,1 (Manzo,1999)
Xapuri 3,6 14,5 12,7 2,3 56,5 10,3 (MMA & lBAM, 2004)
ICLEI 151 3/21/12 5:04 PM
152
ANEXOS
Apoio à Elaboração dos Planos de Resíduos Sólidos
4. GLOSSÁRIO
3 R’s: Expressão utilizada para designar forma de
pensar e tratar os resíduos sólidos. Refere-se a: reduzir
resíduos sólidos, ou seja, deixar de produzí-los por
meio de atitudes simples em nosso dia a dia com base,
principalmente, no consumo consciente; a reutilizar
materiais antes de descartá-los de tal forma que seja
possível manter tal material em sua forma original o
maior tempo possível no ciclo de consumo; e reciclar
os resíduos gerados que, por sua vez, constitui-se em
produzir um novo produto para consumo a partir de um
resíduo sólido que será exposto a diversos processos
(físicos, químicos, térmicos, entre outros).
3
Acordo setorial: ato de natureza contratual rmado
entre o poder público e fabricantes, importadores,
distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a
implantação da responsabilidade compartilhada pelo
ciclo de vida do produto.
1
Área contaminada: local onde há contaminação
causada pela disposição, regular ou irregular, de
quaisquer substâncias ou resíduos.
1
Área órfã contaminada: área contaminada cujos
responsáveis pela disposição não sejam identicáveis ou
individualizáveis.
1
Aterro controlado: local utilizado para despejo do lixo
coletado, em bruto, com o cuidado de, após a jornada de
trabalho, cobrir esses resíduos com uma camada de terra
diariamente, sem causar danos ou riscos à saúde pública
e à segurança, minimizando os impactos ambientais.
2
Autodepuração: Processo natural decorrente da
oxigenação que ocorre num corpo d’água, que permite
absorver poluentes e restabelecer o equilíbrio do
meio aquático. A autodepuração depende do volume
e características do poluente e da capacidade de
regeneração do corpo receptor.
4
Aterro Sanitário: local utilizado para disposição
nal do lixo, onde são aplicados critérios de engenharia
e normas operacionais especícas para connar os
resíduos com segurança, do ponto de vista do controle
da poluição ambiental e proteção à saúde pública.
2
Aquecimento Global – é o resultado da intensicação
do efeito estufa natural, ocasionado pelo signicativo
aumento das concentrações de gases do efeito estufa
(GEE) na atmosfera, ou seja, gases que absorvem parte
do calor que deveria ser dissipado, provocando aumento
da temperatura média do planeta. As mudanças
climáticas são consequência do aquecimento global,
pois com a elevação da temperatura média ocorre
maior derretimento de geleiras em regiões polares e de
grande altitude, ocasionando a dilatação dos oceanos,
mudanças nos ciclos hidro-geológicos e fenômenos
atmosféricos adversos.
5
Chorume: líquido de cor escura, gerado a partir da
decomposição da matéria orgânica existente no lixo, que
apresenta alto potencial poluidor da água e do solo.
2
Ciclo de vida do produto: série de etapas que
envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção
ICLEI 152 3/21/12 5:04 PM
153
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
Sólidos
de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o
consumo e a disposição nal.
1
  Coleta de esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de
Saneamento Básico) classificação dos tipos de coletores
para transporte de esgoto sanitário em: rede unitária
ou mista - rede pública para coleta de águas de chuva
ou galerias pluviais; rede separadora - rede pública para
coleta e transporte, separadamente, de águas de chuva
e esgoto sanitário; rede condominial - rede interna que
traz todas as contribuições do prédio até o andar térreo e
liga-se à rede da rua em um único ponto.
2
Coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos
previamente segregados conforme sua constituição ou
composição.
1
Coliformes fecais: subgrupo de bactérias do grupo
dos coliformes totais que normalmente habitam o
trato digestivo de animais de sangue quente, incluindo
o homem, outros mamíferos e as aves. Cada pessoa
excreta cerca de dois bilhões dessas bactérias por
dia. Por isso, esse grupo é utilizado como indicador da
contaminação fecal da água e dos alimentos, revelando
o potencial destes de disseminar doenças. A população
de coliformes fecais é constituída na sua maior parte
pela bactéria patogênica Escherichia coli, que tem como
habitat exclusivo o trato intestinal do homem e de outros
animais. A determinação da concentração dos coliformes
assume importância como parâmetro indicador
da possibilidade da existência de microrganismos
patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças
de veiculação hídrica, tais como febre tifóide, febre
paratifóide, desinteria e cólera.
2
Controle social: conjunto de mecanismos e
procedimentos que garantam à sociedade informações
e participação nos processos de formulação,
implementação e avaliação das políticas públicas
relacionadas aos resíduos sólidos.
1
Corpo d’água: qualquer coleção de águas interiores.
Denominação mais utilizada para águas doces
abrangendo rios, igarapés, lagos, lagoas, represas,
açudes, etc.
2
Destinação nal ambientalmente adequada:
destinação de resíduos que inclui a reutilização,
a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o
aproveitamento energético ou outras destinações
admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do
SNVS e do Suasa, entre elas a disposição nal, observando
normas operacionais especícas de modo a evitar danos
ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os
impactos ambientais adversos.
1
Disposição nal ambientalmente adequada:
distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando
normas operacionais especícas de modo  a evitar danos
ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os
impactos ambientais adverso.
1
Efeito estufa – fenômeno natural pelo qual parte da
radiação solar que chega à superfície da Terra é retida
nas camadas baixas da atmosfera, proporcionando a
manutenção de temperaturas numa faixa adequada
para permitir a vida de milhares de espécies no planeta.
Entretanto, devido ao aumento da concentração de gases
causadores do efeito estuga (GEE) na atmosfera, tem
ocorrido uma maior retenção dessa radiação na forma
ICLEI 153 3/21/12 5:04 PM
154
ANEXOS
de calor, e consequentemente, a temperatura média no
planeta está aumentando, provocando o aquecimento
global e signicativas mudanças climáticas.
6
Esgotamento Sanitário: escoadouro do banheiro ou
sanitário de uso dos moradores do domicílio particular
permanente, classicado quanto ao tipo em: rede geral
de esgoto ou pluvial - quando a canalização das águas
servidas e dos dejetos provenientes do banheiro ou
sanitário. Está ligada a um sistema de coleta que os
conduz a uma desaguadouro geral da área, região ou
município, mesmo que o sistema não disponha de
estação de tratamento da matéria esgotada; fossa séptica
- quando a canalização do banheiro ou sanitário está
ligada a uma fossa séptica, ou seja, a matéria é esgotada
para uma fossa próxima, onde passa por um processo
de tratamento ou decantação sendo, ou não, a parte
líquida conduzida em seguida para um desaguadouro
geral da área, região ou município; fossa rudimentar -
quando o banheiro ou sanitário está ligado a uma fossa
rústica (fossa negra, poço, buraco etc.); vala – quando o
banheiro ou sanitário está ligado diretamente a uma vala
a céu aberto; rio, lago ou mar - quando o banheiro ou
sanitário está ligado diretamente a um rio, lago ou mar;
outro - qualquer outra situação.
2
Gases de Efeito Estufa (GEE): ou Greenhouse Gases
(GHG) são os gases listados no Anexo A do Protocolo
de Kyoto, sejam: dióxido de carbono (CO2); metano
(CH4); óxido nitroso (N2O); hexafluoreto de enxofre
(SF6); gases da família dos hidrofluorcarbonos (HFCs)
e perfluorcarbonos (PFCs). Conforme especificação do
Protocolo, as partes também devem informar a emissão
dos seguintes GEE indiretos: monóxido de carbono
(CO); óxidos de nitrogênio (NOx); compostos orgânicos
voláteis sem metano (NMVOCs) e óxido de enxofre (SOx).
As emissões de GEEs são provenientes de processos
artificiais, causados pelo homem, como desmatamentos,
queima de combustíveis fosseis, emissões de gases e
poluentes de indústrias e também podem ter origem
natural, como emissão de metano por meio dos
rebanhos, por exemplo.
7
Geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou
jurídicas, de direito público ou privado, que geram
resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas
incluído o consumo.
1
Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de
ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de
coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação
nal ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e
disposição nal ambientalmente adequada dos rejeitos,
de acordo com plano municipal de gestão integrada de
resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de
resíduos sólidos.
1
Gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de
ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos
sólidos, de forma a considerar as dimensões política,
econômica, ambiental, cultural e social, com controle
social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.
1
Incineração: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico)
Processo de queima do lixo, através de incinerador ou
queima a céu aberto. O incinerador é uma instalação
especializada onde se processa a combustão controlada
do lixo, entre 800 ºC e 1200 ºC, com a finalidade de
transformá-lo em matéria estável e inofensiva à saúde
pública, reduzindo seu peso e volume. Na queima a céu
aberto há a combustão do lixo sem nenhum tipo de
ICLEI 154 3/21/12 5:04 PM
155
SRHU/MMA e ICLEI-Brasil
PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
equipamento, o que resulta em produção de fumaça e
gases tóxicos.
2
Lixiviação: processo pelo qual a matéria orgânica e os
sais minerais são removidos do solo, de forma dissolvida,
pela percolação da água da chuva.
2
Logística reversa: instrumento de desenvolvimento
econômico e social caracterizado por um conjunto de
ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar
a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor
empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou
em outros ciclos produtivos, ou outra destinação nal
ambientalmente adequada.
1
Padrões sustentáveis de produção e consumo:
produção e consumo de bens e serviços de forma a
atender as necessidades das atuais gerações e permitir
melhores condições de vida, sem comprometer a
qualidade ambiental e o atendimento das necessidades
das gerações futuras.
1
Percolação: Processo de penetração da água no
subsolo, dando origem ao lençol freático.
4
Potencial de Aquecimento Global (do inglês
Global Warming Potential – GWP): Índice proposto
pelo IPCC, que descreve as características radiativas dos
GEE. O GWP compara os gases entre si e seus diferentes
impactos sobre o clima. Este parâmetro representa o
efeito combinado dos diferentes tempos que esses
gases permanecem suspensos na atmosfera, além de sua
eciência relativa a absorção de radiação solar (radiação
infravermelha). Ainda não há um consenso entre os
cientistas quanto ao cálculo desse índice.
5
Reciclagem: processo de transformação dos resíduos
sólidos que envolve a alteração de suas propriedades
físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à
transformação  em insumos ou novos produtos.
1
Rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas
todas as possibilidades de tratamento e recuperação por
processos tecnológicos disponíveis  e economicamente
viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a
disposição nal ambientalmente adequada.
1
Resíduos sólidos: material, substância, objeto ou
bem descartado resultante de atividades humanas em
sociedade, a cuja destinação nal se procede, se propõe
proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados
sólido ou semissólido, bem como gases contidos em
recipientes e líquidos cujas particularidades tornem
inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos
ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções
técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor
tecnologia disponível.
1
Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida
dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas
e encadeadas dos fabricantes, importadores,
distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos
titulares dos serviços públicos  de limpeza urbana e de
manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume
de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para
reduzir os impactos causados à saúde humana e à
qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos
produtos.
1
Reutilização: processo de aproveitamento dos
resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física
ou físico-química.
1
ICLEI 155 3/21/12 5:04 PM
156
ANEXOS
Saneamento Ambiental: (Fundação Nacional de
Saúde) conjunto de ações socioeconômicas que têm
por objetivo alcançar níveis de salubridade ambiental,
por meio de abastecimento de água potável, coleta
e disposição sanitária de resíduos sólidos, líquidos e
gasosos, promoção da disciplina sanitária de uso do solo,
drenagem urbana, controle de doenças transmissíveis e
demais serviços e obras especializadas, com a finalidade
de proteger e melhorar as condições de vida urbana e
rural.
2
Serviço público de limpeza urbana e de manejo de
resíduos sólidos: conjunto de atividades previstas no
art. 7º da Lei de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007).
1
Tratamento complementar do esgoto sanitário:
(Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) classificação
dos tipos de tratamento complementar do esgoto
sanitário em: desinfecção - processo destinado a destruir
vírus e bactérias que podem provocar contaminação,
como cloração e aplicação de raios ultravioleta ou
ozônio; remoção de nutrientes - processo destinado a
retirar os nutrientes, fósforo, nitrogênio e potássio da
parcela líquida do esgoto sanitário tratado. Ver também
tratamento do esgoto sanitário.
2
Tratamento do esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional
de Saneamento Básico) combinação de processos físicos,
químicos e biológicos com o objetivo de reduzir a carga
orgânica existente no esgoto sanitário antes de seu
lançamento em corpos d’água, como: filtro biológico;
lodo ativado; reator anaeróbio; valo de oxidação; lagoa
anaeróbia; lagoa aeróbia; lagoa aerada; lagoa facultativa;
lagoa mista; lagoa de maturação; fossa séptica de sistema
condominial.
2
Referências
1) BRASIL. Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras
providências. Diário Ocial da União, Brasília, nº 147, p. 3, 03 de ago. 2010.
2) Instituto Brasileiro de Geograa e Estatística - IBGE. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável: Brasil, 2010. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://
www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/ids2010.pdf
3) SANTOS, A.S.F.; AGNELLI, J.A.M; MANRICH, S. Tendências e Desaos da Reciclagem de Embalagens Plásticas. Polímeros: Ciência e Tecnologia, vol.14, nº 5,
p.307-312, 2004.
4) CONSÓRCIO PCJ – Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Glossário de Termos Técnicos em Gestão dos Recursos
Hídricos. s/l, 2009.
5) ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Manual para aproveitamento de Biogás: Volume 1 – Aterros Sanitários. São Paulo, 2010. 80 p.
6) ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Manual para Aproveitamento de Biogás: Volume 2 – Euentes Urbanos. São Paulo, 2010. 77 p.
7) IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima. Mudanças Climáticas 2007: a base cientíca física. Divulgado em Paris, 2007. Disponível em:
http://www.ecolatina.com.br/pdf/IPCC-COMPLETO.pdf
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PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO
APOIANDO A IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS: DO NACIONAL AO LOCAL

ICLEI 1

3/21/12 5:03 PM

Ministério do Meio Ambiente ICLEI - Brasil Planos de gestão de resíduos sólidos: manual de orientação Brasília, 2012

Bibliogra a ISBN: 978-85-99093-21-4

O Ministério do Meio Ambiente e o ICLEI-Brasil autorizam a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para ns de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte. Nenhum uso desta publicação pode ser feito para revenda ou ns comerciais, sem prévia autorização por escrito do Ministério do Meio Ambiente e do ICLEI – Brasil.

ICLEI 2

3/21/12 5:03 PM

GOVERNOS LOCAIS PELA SUSTENTABILIDADE PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO APOIANDO A IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS: DO NACIONAL AO LOCAL Brasília .DF 2012 ICLEI 3 3/21/12 5:03 PM .GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE ICLEI .

SGM/MME ICLEI – GOVERNOS LOCAIS PELA SUSTENTABILIDADE Secretário Geral ICLEI Internacional Konrad Otto Zimmermann Presidente ICLEI Brasil Pedro Roberto Jacobi Secretária Executiva Regional Interina para América do Sul .REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Presidenta Dilma Vana Roussef Vice-Presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Ministra Izabella Mônica Vieira Teixeira Secretário Executivo Francisco Gaetani Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Nabil Georges Bonduki Diretor de Ambiente Urbano Silvano Silvério da Costa Membros do Comitê Interministerial Hébrida Verardo Moreira Fam – Titular .DAGES/SNSA/MCIDADES Viviane Vilela Marques – Anvisa/MS Walter Lins Arcoverde – DNPM Wanderley Baptista .DDCOT/SNSA/ MCIDADES Gilberto Werneck de Capistrano Filho – IBAMA Hideraldo José Coelho .MMA Heloisa Regina Guimarães de Menezes – Titular MDIC Alexandre Comin – Suplente .CFIC/DEFIA/MAPA Jamyle Calencio Grigoletto – DSAST/SVS/MS Joanes Silvestre da Cruz – DNPM Johnny Ferreira dos Santos – DAGES/SNSA/ MCIDADES Josiane Aline Silva – SGM/MME Júlio César Bachega .SAE/PR André Sinoti – Anvisa/MS Antônio Edson Guimarães Farias – SPG/MME Arnaldo Carneiro – SAE/PR Carlos Eugênio Farias .MMA Samyra Brollo de Serpa Crespo – Suplente .DARIN/SNSA/ MCIDADES Nadja Limeira Araújo .CBIC Luiz Henrique da Silva .MAPA Johnny Ferreira dos Santos – Titular – MCidades Marcelo de Paula Neves Lelis – Suplente MCidades Martim Vicente Gottschalk – Titular .CNI Wilma Santos Cruz – SPG/MME Wilson Pereira . de Souza – CNPH/EMBRAPA Sandro Medeiros .MPOG Silvano Silvério da Costa – Titular .COAGRE/DEPROS/SDC/MAPA Ronessa B.MS Guilherme Alexandre Wiedman – Titular .MME Rômulo Paes de Sousa – Titular .MDIC Francisco Saia Almeida Leite .DDCOT/SNSA/MCIDADES Odilon Gaspar Amado Júnior – ABETRE Osama Maeyana – CPRM Patrícia Metzler Saraiva .MS Cássia de Fátima Rangel .ABES Lilian Sarrouf .SRI Hamilton Moss de Souza – Titular .COAGRE/DEPROS/SDC/ MAPA Rafael Furtado – SAE/PR Rinaldo Mancin – IBRAM Rogério Dias .MCT Igor Vinícius de Souza Geracy – Titular .MAPA José Simplício Maranhão– Suplente .MNCR Marcelo Cavalcante de Oliveira . criado no âmbito do Comitê Interministerial Adriana Sousa – SPG/MME Alexandro Cardoso .MME Helder Naves Torres – Suplente .MDS Daniela Buosi Rohlfs – Titular .SNIC Cássia de Fátima Rangel .MPOG Miguel Crisóstomo Brito Leite – Suplente .Suplente .CGVAM/DSAST/SVS/MS Daniela Buosi Rohlfs – CGVAM/DSAST/SVS/MS Diógenes Del Bel – ABETRE Eder de Souza Martins – CPAC/EMBRAPA Edson Farias Mello – SGM/MME Evandro Soares .SRI Paula Ravanelli Losada – Suplente .MNCR Aline Machado da Matta .ABEMA/SEMA-MT Jussara Kalil Pires .MDIC Wellington Kublisckas – Titular – Casa Civil Welington Gomes Pimenta – Suplente – Casa Civil Membros do Grupo de Trabalho (GT1).Ministério da Fazenda Marcos Vinícius Carneiro Tapajós – Suplente Ministério da Fazenda Márcio Antônio Teixeira Mazzaro – Titular .Anvisa/MS Marcelo de Paula Neves Lelis .MCT Vivian Beatriz Lopes Pires – Suplente .ICLEI SAMS Florence Karine Laloë ICLEI 4 3/21/12 5:03 PM .MDS Jaira Maria Alba Puppim– Suplente .

Técnica Especializada Vinícios Hiczy do Nascimento. Gerente de Projeto Ronaldo Hipólito Soares. Analista Ambiental Joísa Maria Barroso Loureiro. Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Sérgio Antonio Gonçalves. Analista de Infraestrutura Joaquim Antonio de Oliveira. Analista Ambiental Sílvia Cláudia Semensato Povinelli. Gerente de Projeto Zilda Maria Faria Veloso. Analista de Infraestrutura Claudia Monique Frank de Albuquerque. Técnico Especializado ICLEI 5 3/21/12 5:03 PM . Gerente de Projeto Ana Flávia Rodrigues Freire. Técnico Especializado Hidely Grassi Rizzo. Técnica Especializada João Geraldo Ferreira Neto. Analista de Infraestrutura Ivana Marson. Analista de Infraestrutura Edmilson Rodrigues da Costa.A. Analista Ambiental Ingrid Pontes Barata Bohadana. Gerente de Projeto Saburo Takahashi. Assessora Técnica Eduardo Rocha Dias Santos. Chefe de Gabinete Silvano Silvério da Costa. Acervo ICLEI Colaboração: Equipe SRHU/MMA Nabil Bonduki. Técnica Especializada Thaís Brito de Oliveira. Coordenadora Geral Gabriela Alem Appugliese. Coordenadora de Projetos Sophia Picarelli. Técnica Especializada Marcelo Chaves Moreira.FICHA TÉCNICA Supervisão Geral: Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade Concepção. Analista de Infraestrutura Silvia Regina da Costa Gonçalves . Diretor de Ambiente Urbano Moacir Moreira da Assunção. Técnica Especializada Mirtes Vieitas Boralli. Analista Ambiental Sabrina Gimenes de Andrade. Organização e Coordenação Geral: Equipe ICLEI Projeto GeRes Florence Karine Laloë. Analista de Infraestrutura Tania Maria Mascarenhas Pinto. Técnica Especializada Rosângela de Assis Nicolau. Assistente de Projetos Elaboração de Texto: Consultoria: I&T Gestão de Resíduos Tarcísio de Paula Pinto (Coordenação) Luiz Alexandre Lara Augusto Azevedo da Silva Maria Stella Magalhães Gomes Ministério do Meio Ambiente Hidely Grassi Rizzo João Geraldo Ferreira Neto Ivana Marson Sanches Eduardo Rocha Dias Santos Revisão geral: Regina Bueno de Azevedo Projeto grá co: OZR Diagramação: Cristiane Viana Fotos de Capa: José Cruz/ABr Janine Moraes/ABr Arcadis Logos S. Analista de Infraestrutura Maria Luiza Jungles.

. . 18 1. . 31 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Classi cação . . Passo a Passo: o processo de elaboração do PGIRS . . . . . . . . . . do horizonte temporal e das revisões . . . . 65 3. Fontes de recursos nanceiros . O Plano Nacional de Resíduos Sólidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Resíduos sólidos . . . . . . . . . . . . 68 4. . 80 2. . . . . . . . 64 2. . Mobilização e participação social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 4. . . Aspectos socioeconômicos . . . . . . .PGIRS . . . . . . . . . Quadro institucional geral . . . . . . . . . Regionalização e proposição de arranjos intermunicipais . . . . 82 ICLEI 6 3/21/12 5:03 PM . . . . projetos e ações . . . . Sistemática de acompanhamento. . . . . . . . . . . . . 57 4 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 1. . . . . . . . . . . . . . . . . 75 2. . . . De nição das diretrizes e estratégias . . . . Política Nacional sobre Mudança do Clima . . 23 3. . . . . . .6. Metodologia para elaboração dos planos . . . . . . .SUMÁRIO PREFÁCIO APRESENTAÇÃO AGRADECIMENTOS LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS INTRODUÇÃO 3 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS 1. . . . . . . 76 2.2. . scalizatória e gerencial . . . . . . . . . . . . . . 73 ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2. . . . . 17 1. . . . . . . .6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 2. . . . . . . . . 48 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 Apêndice: Situação dos Resíduos Sólidos . . 77 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 5. . . . . . . . Cenários. . . . . . 68 4. . . Implementação das ações . . . . . . . 48 6 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . diretrizes e estratégias . . . . . . . . . . . . . . . Diagnóstico . . . . . . Cenários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . programas.1. . . . 45 7. . Organização do processo participativo . . . . . . . . . . . . . Saneamento básico . . . . . . . . . Estrutura operacional. . . Lei Federal de Consórcios Públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Lei e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) . . . . . 44 6. O processo de elaboração do PERS . . . Elaboração do diagnóstico e dos cenários futuros . . . . . . . . . . . . 31 1.1. . . . . . . . A Lei Federal de Saneamento Básico . . . . . . . . . . . . 69 4. . . . . 72 1 2 ASPECTOS LEGAIS 1. . . . . . . . . . . . 32 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 3. . . 67 4. . . . . . . . Coleta e transporte. Planos de gestão de resíduos sólidos e as mudanças do clima . 21 2. . . .5. . . . . Diretrizes e estratégias . . . . . . .2. . . . . programas e recursos necessários . . . . . . . . . . 68 4. . . . 76 2. . . . . . Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos . . . Solicitação de recursos ao MMA – Roteiro para elaboração do plano de trabalho do PERS . . . . . . . . . . . . . . . 36 3. . . Educação ambiental . . . . . . . . . . . . . Legislação local em vigor . . . Dos prazos. . . . . . . Aspectos gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 5. . . . . . . . . . . . .4. . 78 2. . . . . . e avaliação da implementação do PERS . . Diagnóstico da situação dos resíduos sólidos . . . . . Geração . . . . . . . . . . . . . .7. . . . . . .3.4. .1. . . . . . . . . . . . . . 70 4. . . . . . . . Metas. . . . . . . . . . . . 38 4.3. Metas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . controle. . . . . . . . . . . . . . .2. . . . . . . . . 20 1. 76 2. . . . . . . . . . .

6. . . . . . . . Iniciativas para controle social . . . . . . . . . .7. estratégias. . . . . . . . . . . . 127 6. . 85 3.10. . . . . . . . . . 111 6. . . . . 116 6. . . Diretrizes. . . . . 103 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . Sistemática de organização das informações locais ou regionais . . . . .15. . Ações para a mitigação das emissões dos gases de efeito estufa . . . . . . . . . . . . . . 88 3. . . . . . .4. . . . . . . . . . . . . .9. . . . . . . 105 6. . 111 ANEXOS 1. . . . . . . . . . . . . Estratégias de implementação e redes de áreas de manejo local ou regional . . 83 3. . . . . . . . . . 109 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . 115 6. . . . . . . . . . . . . . Ações especí cas nos órgãos da administração pública . . 125 8. . . . . . . . . . . . . .2. . . . . . . . . . . . . . . . . . .13. programas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Planos de gerenciamento obrigatórios . . . . 99 5. . . . 106 6. . . . . . 125 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 5. .6. . . . . . . . . . . . . . 103 6. 121 4. .5. Itemização proposta para o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS . De nição das responsabilidades públicas e privadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Diretrizes especí cas . . . 115 6.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO 4 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 3. . . . Agendas setoriais de implementação do PGIRS . .16. . . . . . . Solicitação de Recursos ao MMA – Roteiros para Elaboração do Plano de Trabalho do PGIRS . . . . . . . . . . . . . Iniciativas para a educação ambiental e comunicação . . . . . . . . . . . ações e metas para outros aspectos do plano . . Roteiro Para Elaboração do Plano de Trabalho do PGIRS Intermunicipal . . Diretrizes. . . . Plano de Ação: aspectos gerais . .4. Legislação e normas brasileiras aplicáveis . . . . . . .5. . . . 90 3. . .2. . .2. . . . . . Competências e responsabilidades . . . . . Perspectivas para a gestão associada . . . . . . 87 3. . . . . . . . . . . . .8. . . . . . . . Metas quantitativas e prazos. . . . . . . . . . .3. . . . . . . Programas especiais para as questões e resíduos mais relevantes . . . . . 96 5. A situação dos resíduos sólidos municipais . . . . . . . . . . Forma de cobrança dos custos dos serviços públicos . . . 114 6. . . . . . . . . . . . . . .11. . .1. 90 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 7. . 120 6. . . . . . . . . . . . Monitoramento e veri cação de resultados . . . . . . . . . . . 152 7 ICLEI 7 3/21/12 5:03 PM . . . . . . .4. Ajustes na legislação geral e especí ca. . . . . . . . . . . estratégias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . Iniciativas relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Carências e de ciências . . . . . Sistema de cálculo dos custos operacionais e investimentos . . . . . . . . . . . . De nição de nova estrutura gerencial . . . . . . . 123 8. . .1. . . 91 4. . 94 5. . . . . . . Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 3. . . . 91 4. . . . . . . . . . .3. . . . . . . . . . . . . . . Referências Bibliográ cas e Documentos de Referência . . . . . . . . Destinação e disposição nal . 146 3. . . . . 120 6.1. . . . . Caracterização de resíduos urbanos em diversas localidades brasileiras . . . . . . Acervo de endereços eletrônicos . . . . . . . . . . . . . Custos . . . . . . . . . . . . . . . . 117 6. 147 4. . . . . . . . .1. . Ações relativas aos resíduos com logística reversa . . Roteiro Para Elaboração do Plano de Trabalho do PGIRS Municipal . . . . ações e metas para o manejo diferenciado dos resíduos. . . . . . 113 6. . . . . . . . . . . .2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3.12. . . . . . . . 107 6. . 92 5. Indicadores de desempenho para os serviços públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 2. Programas e ações . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14. . . . . . . . . .2. . . . . . . . . . . . programas. . . . . . . . . . . . . . De nição de áreas para disposição nal . . . . . . . . . . . .

entre as quais cabe ressaltar o repasse de recursos federais para estados.PREFÁCIO O desa o da sustentabilidade urbana passou a ocupar um papel de destaque dentre os eixos estratégicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA). de políticas públicas. Assim.305/10 depois de vinte anos de tramitação no Congresso Nacional. o patrimônio genético e a agricultura sustentável continuem a ser prioritários. Não é sem tempo: hoje mais de 165 milhões de pessoas. a preservação dos espaços verdes e a construção sustentável são alguns exemplos de forte relação entre temas ambientais e as políticas urbanas. a proteção da biodiversidade.305/10. profundamente vinculada aos modais de mobilidade e às fontes de energia por eles utilizados. municípios e consórcios públicos possam formular seus planos de gestão de resíduos sólidos. ou seja. a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). aprovada por meio da Lei nº 12. a logística reversa e a compostagem dos resíduos úmidos. as mudanças climáticas. para os municípios. de diferentes setores da administração. 85% dos brasileiros. pois o lixo e esgoto são dois dos principais problemas ambientais do País. realizado em parceria com o ICLEI – Brasil. após agosto de 2012. não podemos esquecer da chamada agenda marrom. a União apenas poderá rmar convênios e contratos para o repasse de recursos federais para estados e municípios. vivem em cidades e sua qualidade de vida depende. com fortes impactos na ocorrência de desastres naturais. 8 ICLEI 8 3/21/12 5:03 PM . objetivos estabelecidos por essa lei. em ações relacionadas com esse tema. a ocupação dos mananciais e das Áreas de Proteção Permanente. órgão responsável pela agenda de qualidade ambiental urbana – disponibiliza esse manual de orientação para a elaboração dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos. que levem em conta os aspectos ambientais. A mesma lei estabeleceu que. Nessa agenda emergente do MMA. para apoiar as iniciativas dos demais entes federativos. em especial. titulares dos serviços de limpeza pública. o manejo das águas pluviais e a drenagem urbana. com o apoio da Embaixada Britânica. são desa os para o poder público e para o setor privado no País e. Acabar com os lixões até 2014 e implantar a coleta seletiva. se eles tiverem formulado seus planos de gestão de resíduos sólidos. é com grande satisfação que o Ministério do Meio Ambiente – por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU). tornou-se uma prioridade. Embora temas como o desmatamento e o código orestal. em boa medida. como a qualidade do ar. Sua elaboração faz parte de uma série de ações que vem sendo realizadas pela SRHU/MMA para implementar a Lei nº 12. relacionada com a sustentabilidade urbana. Outras questões urbanas.

de modo a colocar o Brasil dentre as ainda poucas nações do planeta que conseguiram. levando ainda em conta as especi cidades e a diversidade que caracterizam a rede urbana brasileira. elemento indispensável para a implementação da PNRS.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil A publicação ora lançada faz parte desse esforço para apoiar o desenvolvimento institucional. capacitar os diferentes segmentos da sociedade. o setor privado. o MMA contribui para quali car o poder público. ainda. Izabella Teixeira Ministra de Estado do Meio Ambiente 9 ICLEI 9 3/21/12 5:03 PM . O manual traz orientações para que os planos de resíduos sólidos possam ser elaborados de acordo com as diretrizes de nidas pela Lei nº 12. as cooperativas de catadores e os cidadãos em geral no grande esforço nacional necessário para cumprir as ousadas metas estabelecidas na PNRS. para que eles possam participar efetivamente do processo de debate e de consulta pública que devem ser realizados no âmbito da elaboração dos planos. Com essa iniciativa. evitando-se a criação de modelos prontos e repetitivos. a sociedade civil organizada. Objetiva-se.305/10 e pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos. interessados na questão dos resíduos sólidos. de forma ambientalmente correta e garantindo a inclusão social. dar aproveitamento econômico para os resíduos sólidos.

com horizonte temporal de vinte anos. a criação de grupos de trabalho para desenhar a modelagem da logística reversa de cinco cadeias produtivas (eletroeletrônicos. a elaboração do Plano Nacional foi o primeiro passo do planejamento da gestão de resíduos sólidos no país. lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio. que visam mudar o comportamento da população em relação ao lixo e estimular a coleta seletiva. crescentemente.APRESENTAÇÃO: O empenho em implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU/MMA) está fortemente empenhada em implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). com participação da sociedade. produção e consumo sustentáveis e valorização econômica dos resíduos. 10 As ações realizadas desde 2011 pela SRHU contribuem em vários sentidos na implementação da PNRS. nas audiências regionais e na consulta pública realizadas no segundo semestre de 2011 para debater o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. com o apoio do Comitê Interministerial de Resíduos Sólidos. compatibilizadas com os Planos Plurianuais de Investimentos (PPA) do Governo Federal. sobretudo. instituída pela Lei nº 12. planejamento da gestão. urbanas e socioambientais para que todos os lixões do país possam ser eliminados até 2014 ICLEI 10 3/21/12 5:03 PM . cenários. a formulação dos programas de investimentos do Governo Federal para apoiar a eliminação dos lixões e a implantação da coleta seletiva. maior protagonismo no âmbito do Governo Federal. Nota-se uma forte coesão em torno dos princípios da lei. O enorme envolvimento do diferentes segmentos da sociedade no debate do tema e.404/10. metas e programas de ação. diretrizes. coordenado pela Secretaria Geral da Presidência da República.305/10 e regulamentada pelo Decreto nº 7. planos de gestão capazes de equacionar o enfrentamento da questão dos resíduos sólidos nos seus respectivos territórios. além das cooperativas de catadores. efetivamente. estabelecendo. Instrumento fundamental da PNRS. que ganha. nanceiras. uma referência para o enfrentamento de um dos mais importantes problemas ambientais e sociais do país. formado por 12 ministérios sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e do Fórum de Cidadania e Direitos. Trata-se de uma prioridade da nossa agenda de sustentabilidade urbana. descarte de medicamentos e embalagens em geral). envolvendo. é imprescindível que todos os entes da federação desenvolvam. embalagens de óleos lubri cantes. operacionais. inclusão social dos catadores. estabelecendo as estratégias gerenciais. entre outras. movimentos sociais e ambientalistas. prevendo-se revisões a cada quatro anos. técnicas.305/10 do papel e garantir que ela se torne. O esforço que vem sendo realizado busca tirar a Lei nº 12. mostra que a lei “pegou” e que mobiliza tanto o setor público como o privado. baseados na responsabilidade compartilhada. e a realização de campanhas de comunicação social e educação ambiental (Separe o lixo e acerte na lata). Como seu desdobramento natural.

a SRHU/MMA espera contribuir para a promoção do desenvolvimento institucional dos entes federativos no setor de resíduos sólidos. saúde e desenvolvimento urbano. a quem agradecemos. ele é um instrumento importante para garantir uma intervenção quali cada da sociedade. Com mais essa iniciativa. de que o planejamento das políticas públicas deve prever mecanismos de participação e controle social. entre elas a disposição nal. Para apoiar os entes subnacionais nesse desao. seja através da mobilização de movimentos sociais. É nesse sentido que estamos trabalhando. Nessa perspectiva. no sentido de criar as condições para que eles possam cumprir seus papéis no desa o de alcançar as ousadas metas estabelecidas na Lei nº 12. reciclagem e compostagem.305/10 e no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Nabil Bonduki Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Ministério do Meio Ambiente 11 ICLEI 11 3/21/12 5:03 PM . Sabe-se que essas metas apenas serão alcançadas com o envolvimento do poder público em todos os seus níveis. Este manual visa ser uma ferramenta útil para a orientação de todos aqueles que lidam com os resíduos sóli- dos. Nesse contexto se insere a formulação dessa publicação ‘Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação’. o manual trabalha com a concepção. seja por meio dos conselhos institucionais relacionados com as áreas de saneamento. dentro do enfoque de uma gestão integrada.305/10 exige que estados e municípios apresentem esses planos para que possam rmar convênios e contratos com a União para repasse de recursos nos programas voltados para a implementação da política. sob a supervisão do Departamento de Ambiente Urbano da SRHU. está criando condições.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil e melhorar os indicadores de coleta seletiva. realizada através de uma parceria entre a SRHU/MMA e o ICLEI. consagrada pelo Estatuto da Cidade. Assim. com o suporte nanceiro da Embaixada Britânica. meio ambiente. estado ou região. setor privado e sociedade organizada. como os de Lixo e Cidadania e de Economia Solidária. a presente publicação tem como objetivo subsidiar o poder público. o Governo Federal. seja possível atender. para a realização de planos estaduais e intermunicipais. Longe de pretender criar um “modelo” de plano. por intermédio da SRHU/MMA. pro ssionais e representantes da sociedade civil na elaboração dos planos de resíduos sólidos. às necessidades e realidade de cada município. a publicação busca difundir um método su cientemente exível para que. estabelecendo os procedimentos necessários para o manejo e destinação ambientalmente adequados de resíduos e rejeitos admitida pelos órgãos competentes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). da melhor maneira possível. com recursos e suporte técnico. observando normas operacionais especí cas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos. organizações locais de catadoras e catadores de materiais recicláveis e de fóruns. logística reversa. Realizada por técnicos especializados. A Lei nº 12. a partir do conhecimento de “como fazer”. do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

Por m. no qual buscamos dar subsídios aos estados e municípios na elaboração de seus planos de gestão de resíduos sólidos. Secretariado para América do Sul gostariam de agradecer a todos aqueles que colaboraram para a realização deste Manual de Orientação.   12 ICLEI 12 3/21/12 5:03 PM . à I&T Gestão de Resíduos e consultores por trazerem suas experiências e conhecimento na elaboração do relatório técnico que embasou este Manual. um agradecimento especial aos parceiros. que nos têm apoiado com seu pro ssionalismo e amizade. e aos colegas do ICLEI-SAMS e da equipe internacional do ICLEI. que em algum momento estiveram envolvidos nas atividades do projeto. particularmente à equipe da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e a todos que se empenharam por viabilizar as ações propostas pelo projeto. por meio de sua Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e o ICLEI .Governos Locais pela Sustentabilidade.AGRADECIMENTOS O Ministério do Meio Ambiente. aos técnicos e executivos do governo federal. possi- bilitando a criação deste Manual. Agradecemos em especial ao Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido. que patrocinou e apoiou o Projeto GeRes – Gestão de Resíduos Sólidos. por meio da Embaixada Britânica em Brasília e do Fundo de Prosperidade – “Prosperity Fund”.

Plano Nacional sobre Mudança do Clima PNSB – Pesquisa Nacional de Saneamento Básico PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos PPA – Plano Plurianual PSF – Programa Saúde da Família RCC – Resíduos da Construção e de Demolição RSS – Resíduos de Serviços de Saúde RSU – Resíduos Sólidos Urbanos SNIRH – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica SICONV – Sistema de Convênios e Contratos de Repasse SINIR – Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento SISAGUA – Sistema Nacional de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente SINISA – Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária SRHU – Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano SUASA – Sistema Uni cado de Atenção à Sanidade Agropecuária TR – Termo de Referência UF – Unidade Federativa ZEE – Zoneamento Ecológico-Econômico 13 ICLEI 13 3/21/12 5:03 PM .PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS APP – Área de Preservação Permanente ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ANA – Agência Nacional de Águas ASPP – Aterro Sanitário de Pequeno Porte ATT – Área de Triagem e Transbordo A3P – Agenda Ambiental na Administração Pública BDI – Benefícios e Despesas Indiretas CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente CF – Constituição Federal DAU – Departamento de Ambiente Urbano ETE – Estação de Tratamento de Esgoto GT – Grupo de Trabalho LEV – Locais de Entrega Voluntária MCidades – Ministério das Cidades MMA – Ministério do Meio Ambiente MP – Ministério Público NBR – Norma Brasileira Registrada ONG – Organização Não Governamental PACS – Programa de Agentes Comunitários da Saúde PEAMSS – Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento PERS – Plano Estadual de Resíduos Sólidos PEV – Ponto de Entrega Voluntária PMS – Projeto de Mobilização Social e Divulgação PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNM – Plano Nacional de Mineração PNMC.

445/2007) um arcabouço jurídico-institucional decisivo para o desenvolvimento sustentável do País. que formam com a PNRS e a Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11. gestores e técnicos dos estados e municípios.305/2010). a partir de passos metodológicos que garantem a participação e o controle social e buscam o cumprimento das metas estabelecidas no PNRS. escrito em linguagem simples e direta. uma Política Nacional de Mudanças Climáticas (Lei nº 12. Diante destes compromissos. de 09/12/2009).através da capacitação técnica dos tomadores de decisão e gestores públicos envolvidos. o Brasil conta com um Plano Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC (2008). além de todos os envolvidos na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12. a elaboração dos planos e a gestão local de resíduos sólidos. promovendo o fortalecimento institucional . Municipais e Intermunicipais em apoio à implementação da Política e do Plano Nacional de Resíduos Sólidos Este Manual.Gestão de Resíduos Sólidos. clima e água). que vem contribuindo com governos locais brasileiros. O ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. O Projeto GeRes soma-se ao movimento nacional de transformação do cenário e padrões de produção e consumo.GEE (entre 36. A publicação faz parte do programa de capacitação do Projeto GeRes . tratamento e destinação dos resíduos sólidos no Brasil. de baixo carbono e inclusiva.014. no Plano Nacional de Resíduos Sólidos e demais metas previstas em legislação correlata. Tendo como uma de suas principais missões o apoio aos governos locais através do desenvolvimento de ferramentas e metodologias para uma gestão local mais sustentável e a proteção dos bens comuns globais (como a qualidade do ar. foi elaborado com a intenção de esclarecer a um público especí co – tomadores de decisão. os últimos 14 ICLEI 14 3/21/12 5:03 PM .INTRODUÇÃO: Políticas e Planos Estaduais. Hoje.9% até 2020). às vésperas da Conferência Rio+20 que ocorrerá no Rio de Janeiro em junho deste ano. na implementação da PNRS.Internacional Council for Local Environmental Initiatives (Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais) é uma associação internacional composta por mais de 1. sobre a elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos. uma iniciativa do MMA em parceria com o ICLEI e apoio da Embaixada Britânica. bem como um Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12. a m de encontrar soluções sustentáveis e permanentes. fundado originalmente como ICLEI . estados e municípios.200 governos locais no mundo todo que assumiram um compromisso com o desenvolvimento sustentável. as ações estaduais e municipais tornam-se essenciais para o sucesso das políticas nacionais.187 de 29/12/2009) que estabelece metas voluntárias de redução de emissões de gases de efeito estufa .1% e 38. otimizando a gestão e contribuindo para uma economia verde.

a gestão do carbono e uma economia mais verde e mais inclusiva. O Manual está dividido em quatro partes: a primeira sobre o quadro institucional e legal. é de suma importância que os estados e municípios se engajem na construção de políticas e ações efetivas que se articulem com as nacionais para uma melhor gestão dos resíduos sólidos no Brasil. por m. Neste sentido. Florence Karine Laloë Secretária Executiva Regional Interina ICLEI – Secretariado para América do Sul 15 ICLEI 15 3/21/12 5:03 PM . Esperamos que governos estaduais e municipais entendam a urgência das ações em matéria de resíduos sólidos e as ações pelo clima e enxerguem oportunidades na gestão de resíduos sólidos para o desenvolvimento sustentável. trazem benefícios globais. as duas últimas partes apresentam um roteiro básico para os planos estaduais e os planos de gestão integrada de resíduos sólidos. ao contribuir com a agenda nacional. a segunda traz orientações comuns a estados e municípios para a ela- boração dos planos de gestão de resíduos sólidos e.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 20 anos desde a Rio92 demonstram que ações cumulativas locais.

2. QUADRO INSTITUCIONAL GERAL A LEI E A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PNRS O PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS foto: Timo Balk/sxc.PARTE 1 ASPECTOS LEGAIS 1. 3.hu ICLEI 16 3/21/12 5:03 PM .

O Estatuto regulamentou os artigos 182 e 183 da Constituição Federal e estabeleceu as condições para uma reforma urbana nas cidades brasileiras. ICLEI 17 3/21/12 5:03 PM . possibilita a construção de políticas públicas de longa duração. por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12. sanitário. com grande alcance social. a estrutura para a drenagem urbana e o sistema de gestão e manejo dos resíduos sólidos. etc. objeto do presente Manual.305/2010). estabelece normas de interesse social. lazer. um aumento da capacidade de gestão dos problemas acarretados pelo aumento acelerado da concentração da população nas cidades. segundo o Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística (IBGE).257/2001. educação. e de gestão mais e ciente. Assim.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 1. O crescimento das cidades brasileiras não foi acompanhado pela provisão de infraestrutura e de serviços urbanos. Todo este aparato legal. da segurança e do bem-estar dos cidadãos e cidadãs. Diretrizes e metas sobre resíduos sólidos também estão presentes no Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) recentemente concluído. econômico. Lembre-se: Elaborar planos de gestão de forma participativa. ambiental.445/2007). regula o uso da propriedade urbana para o bem coletivo. o Brasil conta com um arcabouço legal que estabelece diretrizes para a gestão dos resíduos só- lidos.107/2005) que permite estabilizar relações de cooperação federativa para a prestação desses serviços. fundamental para a promoção de um ambiente mais saudável. bem como do equilíbrio ambiental. Obrigou os principais municípios do País a formular seu Plano Diretor visando promover o direito à cidade nos aglomerados humanos sob vários aspectos: social (saúde. desde 2005. A economia do País cresceu sem que houvesse. concentrando. 2010a). em 2010. a coleta e tratamento de esgoto sanitário. com menos riscos à população. como as leis de saneamento básico e de resíduos sólidos. com a aprovação do Estatuto das Cidades foram estabelecidos novos marcos regulatórios de gestão urbana. transporte. que incluem o abastecimento de água potável. é de suma importância que os agentes públicos tomem conhecimento e se apropriem do conteúdo destas leis para elaborarem o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS. cerca de 85% de sua população em áreas urbanas (IBGE. chamada de Estatuto da Cidade. A Lei nº 10. paralelamente. Atualmente. dentre outros). habitação. se empregado corretamente. Também conta. Em 2001. entre eles os serviços públicos de saneamento básico. QUADRO INSTITUCIONAL GERAL N os últimos cinquenta anos o Brasil se transformou de um país agrário em um país urbano. com a Lei de Consórcios Públicos (Lei nº 11. deverá permitir o resgate da capacidade de planejamento. dos serviços públicos de saneamento básico. como determina o Estatuto das Cidades. e para a prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos por meio da Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11.

infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais. A Lei institui como diretrizes para a prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: . 3º da Lei . desde a captação até as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição. de 05/01/2007. tratamento e disposição nal adequada dos esgotos sanitários. .445.de nição de regulamento por lei. de nição de entidade de regulação.a exigência de contratos precedidos de estudo de viabilidade técnica e nanceira.saneamento básico: conjunto de serviços. detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias. 2007a).1.a prestação de serviços com regras. .o planejamento. de transporte. que dispõe sobre as Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico considera: Art. . saúde. tratamento e disposição nal das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas (BRASIL.Art. desde as ligações prediais até o seu lançamento nal no meio ambiente. b) esgotamento sanitário: constituído pelas atividades. d) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: conjunto de atividades. 3o I . além da limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos (veja as Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico . A Lei Federal de Saneamento Básico A Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11. tratamento e disposição nal adequados dos esgotos sanitários. transporte. coleta. além da interação com outras áreas como recursos hídricos. infraestruturas e instalações operacionais de coleta. transbordo. transporte. infraestruturas e instalações operacionais de: a) abastecimento de água potável: constituído pelas atividades.445/2007) aborda o conjunto de serviços de abastecimento público de água potável.ASPECTOS LEGAIS 1. infraestruturas e instalações operacionais de coleta. 11 estabelece um conjunto de condições de validade dos contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento básico quais sejam: plano de saneamento básico (são aceitos planos específicos por serviço). c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades. a regulação e scalização. tratamento e destino nal do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas. drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. e controle social assegurado. estudo comprovando viabilidade técnica e econômico-financeira da prestação universal e integral dos servi- Lei Federal nº 11.no quadro ao lado). No seu Art. Inclui ainda como princípios a universalidade e integralidade na prestação dos serviços. meio ambiente e desenvolvimento urbano. 18 ICLEI 18 3/21/12 5:03 PM . infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável.

normas de regulação e designação da entidade de regulação e de fiscalização. III – compatibilidade de planejamento (BRASIL. para possibilitar ganhos de escala na gestão dos resíduos sólidos. por meio de taxas ou tarifas e outros preços públicos. Quanto à elaboração dos planos. 14. e as hipóteses de intervenção e de retomada dos serviços (BRASIL. Art. Outro ponto importante é a inclusão de uma alteração na Lei nº 8. que garanta a sustentabilidade dos serviços e a racionalidade da aplicação dos recursos técnicos.666/1993. e equipes técnicas permanentes e capacitadas (veja no quadro ao lado. Lei Federal nº 8. que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública. 24 da Lei Federal nº 8. 19 ICLEI 19 3/21/12 5:03 PM . 24. compatíveis com os planos das bacias hidrográ cas. inclusive de sua remuneração.445. anteriormente ao Plano Plurianual e. em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas atividades. se envolverem a prestação regionalizada de serviços. O desa o é grande! A necessidade do fortalecimento da capacidade de gestão para garantia da sustentabilidade dos serviços faz com que poucos municípios tenham uma gestão adequada dos resíduos sólidos. A prestação regionalizada de serviços públicos de saneamento básico é caracterizada por: I – um único prestador do serviço para vários Municípios. que os planos dos titulares que se associarem sejam compatíveis entre si. É dispensável a licitação: XXVII . revistos ao menos a cada quatro anos. sempre que possível. foi instituída a prestação regionalizada dos serviços de saneamento básico. ambientais e de saúde pública (BRASIL. realização prévia de audiências e de consulta públicas. 14 da Lei). De ne ainda que a sustentabilidade econômica e nanceira dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos seja assegurada.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil ços. II – uniformidade de scalização e regulação dos serviços. 2007a). humanos e nanceiros. exige que estes sejam editados pelos próprios titulares. que dispõe sobre as Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico considera: Art. regulação e fiscalização.666. de 21/061/1993. Em função disso.na contratação da coleta. de 05/01/2007. Lei Federal nº 11. mediante remuneração pela cobrança destes serviços. contíguos ou não.666). efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis. com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas. 1993). processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis. permitindo a dispensa de licitação para a contratação e remuneração de associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis (veja no quadro ao lado o Art. 2007a). Art. buscando melhorias na gestão. mecanismos de controle social nas atividades de planejamento. em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo.

12. epidemiológicos.187. Desse modo. construídos a partir da realidade local. objetivos e metas de curto. portanto de combate ao aquecimento global. diretrizes e instrumentos (BRASIL. observando a compatibilidade com os demais planos setoriais. Os Planos de Saneamento Básico abrangem. estabelece ações a serem A Lei Federal de Saneamento Básico faculta a elaboração de planos especí cos por serviço. utilizando sistema de indicadores sanitários. 2010c). para minimizar os impactos no clima. 4º. no mínimo: I. II). II.187. o compromisso nacional voluntário com ações de mitigação das emissões de gases de efeito estufa.9% as emissões nacionais projetadas até o ano de 2020. podendo durar até 50 anos.uma mistura de gases provenientes de material orgânico. admitidas soluções graduais e progressivas. O Decreto nº 7. ações para emergências e contingências. o PGIRS pode fazer parte do Plano de Saneamento Básico. identi cando possíveis fontes de nanciamento.ocorre normalmente durante um período de 16 anos. III. para reduzir entre 36. inclusive naquelas referentes aos resíduos (Art. médio e longo prazo para a universalização. é que a Política Nacional sobre Mudança do Clima estabelece como um de seus objetivos a redução das emissões de GEEs oriundas das atividades humanas. Considerando. dessa forma. em seu Art. que tem como principal componente o metano. A alta geração do biogás . 2009b). de 9 de dezembro de 2010 regulamenta a Lei nº 12. O Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) estabelece os programas e ações necessários ao cumprimento da Política Nacional. projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas. ambientais e socioeconômicos e apontando as causas das de ciências detectadas. O Decreto 7. a Política Nacional sobre Mudança do Clima estabeleceu. de 29 de dezembro de 2009 institui a política e de ne seus princípios. um dos Gases de Efeito Estufa (GEEs) . ICLEI 20 3/21/12 5:03 PM . diagnóstico da situação e seus impactos nas condições de vida. IV. mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da e ciência e e cácia das ações programadas. Assim. O metano é um gás com Potencial de Aquecimento Global 21 vezes maior que o do gás carbônico (CO2) e é emitido em grande escala durante o processo de degradação e aterramento de rejeitos e resíduos orgânicos. 1. 20% da geração antropogênica do gás metano (CH4) é oriunda dos resíduos humanos. que institui a Política Nacional (BRASIL. de modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais correlatos. objetivos.ASPECTOS LEGAIS POLÍTICA NACIONAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA A Lei nº 12. que já são bastante perceptíveis.390/2010. que regulamenta a Política.390.2. medidas possíveis de redução das emissões dos GEEs e. nas suas diferentes fontes. VI. Política Nacional sobre Mudança do Clima Em alguns países.1% e 38. V. programas.

racionalizar e ampliar a escala no tratamento dos resíduos sólidos. 2009b. 21 ICLEI 21 3/21/12 5:03 PM .3. instalações para processamento e outras. A Lei 11. contratado entre os entes federados consorciados. inclusive a recuperação e o aproveitamento energético (BRASIL. no âmbito da PNRS. e ao Distrito Federal e municípios que optem por soluções consorciadas intermunicipais para gestão associada. Os municípios pequenos. aterros. quando associados. Lei Federal de Consórcios Públicos A Lei nº 11. e o incentivo ao reaproveitamento dos resíduos sólidos. BRASIL. Os consórcios públicos possibilitam a prestação regionalizada dos serviços públicos instituídos pela Lei Federal de Saneamento Básico. de preferência com os de maior porte.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil implementadas para o atendimento desse compromisso (BRASIL. integrante da administração pública de cada município associado. e ter um órgão preparado para administrar os serviços planejados. com equipes técnicas capacitadas e permanentes serão os gestores de um conjunto de instalações tais como: pontos de entrega de resíduos. O Plano Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC) de niu metas para a recuperação do metano em instalações de tratamento de resíduos urbanos e para ampliação da reciclagem de resíduos sólidos para 20% até o ano de 2015. consórcios que integrem diversos municípios. 2010c). o desenvolvimento e o aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais: o incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos.107/2005 regulamenta o Art. o Contrato de Rateio para transferência de recursos dos consorciados ao consórcio. podem superar as fragilidades da gestão. A formação de consórcios públicos vem sendo estimulada pelo Governo Federal e por muitos dos estados. e é incentivada e priorizada pela PNRS (BRASIL. a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) definiu entre os seus objetivos a adoção. e o Con- 1. 2005).107/2005 possibilita a constituição de consórcio público como órgão autárquico. Os consórcios públicos recebem. A Lei institui o Contrato de Consórcio celebrado entre os entes consorciados que contêm todas as regras da associação. prioridade absoluta no acesso aos recursos da União ou por ela controlados. instalações de triagem. Coerentemente. Essa prioridade também é concedida aos estados que instituírem microrregiões para a gestão. 2010b). Assim. para que aconteça o necessário salto de qualidade na gestão dos serviços públicos. 241 da Constituição Federal e estabelece as normas gerais de contratação de consórcios públicos.

permissão ou autorização da prestação dos serviços. e o território em que serão prestados. ao mesmo tempo. entre entes e o consórcio público.ASPECTOS LEGAIS trato de Programa que regula a delegação da prestação de serviços públicos. que nasce como um Protocolo de Intenções entre entes federados. Cede. e delimita os critérios técnicos para cálculo do valor das taxas. autoriza a gestão associada de serviços públicos. De ne as condições para o Contrato de Programa. Explicita também quais serão os servi- ços públicos objeto da gestão associada. explicitando as competências cujo exercício será transferido ao consórcio público. O Contrato de Consórcio. 2005). tarifas e de outros preços públicos. autorização para licitar ou outorgar concessão. de um ente da Federação para outro ou. bem como para seu reajuste ou revisão (BRASIL. 22 ICLEI 22 3/21/12 5:03 PM .

reutilização.e diretrizes para a gestão integrada e gerenciamento dos resíduos sólidos.305 é a ordem de prioridade para a gestão dos resíduos. e o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR). conforme sua constituição ou composição (úmidos. da saúde. secos. da construção civil. A logística reversa é apresentada como um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações. Um dos objetivos fundamentais estabelecidos pela Lei 12. Não Geração Reutilização Tratamento Redução Reciclagem Disposição Final Fina Adequada Ad Entre os instrumentos de nidos estão: a coleta seletiva. e dos consumidores. princípios importantes como o da prevenção e precaução. industriais. De ne ainda. A Lei estabelece a diferença entre resíduo e rejeito: resíduos devem ser reaproveitados e reciclados e apenas os rejeitos devem ter disposição nal. A coleta seletiva deverá ser implementada mediante a separação prévia dos resíduos sólidos (nos locais onde são gerados). entre outros (BRASIL. tratamento dos resíduos sólidos e disposição nal ambientalmente adequada dos rejeitos. procedimentos e meios para coletar e devolver os resíduos sólidos ao 23 ICLEI 23 3/21/12 5:03 PM . que deixa de ser voluntária e passa a ser obrigatória: não geração.).PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 2. da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. reciclagem. instrumentos – inclusive instrumentos econômicos aplicáveis . do poluidor-pagador. do poder público. do direito à informação e ao controle social. 2010b). A LEI E A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PNRS A PNRS estabelece princípios. do reconhecimento do resíduo como bem econômico e de valor social. da ecoe ciência. A implantação do sistema de coleta seletiva é instrumento essencial para se atingir a meta de disposição nal ambientalmente adequada dos diversos tipos de rejeitos. etc. redução. o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas e outras formas de associação dos catadores de materiais recicláveis. os sistemas de logística reversa. indicando as responsabilidades dos geradores. objetivos.

agrotóxicos.305. Deverá ser observada a dispensa de licitação para a contratação de cooperativas ou associações de catadores. para reaproveitamento em seu ciclo de vida ou em outros ciclos produtivos. considerando. A prioridade no acesso a recursos da União e aos incentivos ou nanciamentos destinados a empreendimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos ou à limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos será dada (BRASIL. II . seus resíduos e embalagens. e que os planos municipais deverão de nir programas e ações para sua inclusão nos processos. o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados (BRASIL. de 02/08/2010. importadores. § 1º Na forma do disposto em regulamento ou em acordos setoriais e termos de compromisso rmados entre o poder público e o setor empresarial. metálicas ou de vidro. V . 2010d). scalização e prestação de serviços de acordo com tecnologias adequadas à realidade regional. priorizando a participação de cooperativas ou de outras formas de associação destes trabalhadores. constitua resíduo perigoso. e a melhoria das suas condições de trabalho (BRASIL. que os sistemas de coleta seletiva e de logística reversa. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa.lâmpadas uorescentes. deverão priorizar a participação dos catadores de materiais recicláveis. assim como outros produtos cuja embalagem. por meio do Decreto 7. 33. IV .ASPECTOS LEGAIS setor empresarial. o estímulo ao fortalecimento institucional de cooperativas e à pesquisa voltada para sua integração nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista. III .pneus.produtos eletroeletrônicos e seus componentes. seus resíduos e embalagens.óleos lubri cantes. os sistemas previstos no caput serão estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas.pilhas e baterias. os fabricantes. e aos demais produtos e embalagens. A PNRS de niu.404. distribuidores e comerciantes de: I . prioritariamente. VI . que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos: Art. A PNRS incentiva a formação de associações intermunicipais que possibilitem o compartilhamento das tarefas de planejamento. 2010b): 24 Lei Federal nº12. de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. Outro aspecto muito relevante da Lei é o apoio à inclusão produtiva dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis. A implementação da logística reversa será realizada de forma prioritária para seis tipos de resíduos. regulação. ICLEI 24 3/21/12 5:03 PM . apresentados no quadro ao lado. após o uso. 2010b). mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor.

sobretudo. Os geradores ou operadores de resíduos perigosos estão obrigados. do Distrito Federal e dos municípios (BRASIL. O SINIR deverá ser alimentado com informações oriundas. submetendo-o aos órgãos competentes.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil » aos estados que instituírem microrregiões. a comprovar capacidade técnica e econômica para o exercício da atividade. Estes mesmos cadastros técnicos serão fontes de dados para o SINIR. 2010b). BRASIL. A recorrente discussão sobre a implantação ou não de mecanismos de cobrança nos municípios foi encerrada pela decisão do Congresso Nacional aprovando a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. a Lei 12. inscrevendo-se no Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos. » ao Distrito Federal e aos municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos. para realização de objetivos de interesse comum e. » aos municípios que implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou associações de catadores formadas por pessoas físicas de baixa renda. Harmonizada com este preceito. constituídos na forma da Lei nº 11. ou que se inserirem de forma voluntária nos planos microrregionais de resíduos sólidos estaduais. do nacional ao local.nanceiro da prestação de serviços públicos. a diretriz da Lei Federal de Saneamento Básico. É também extremamente importante ressaltar a ênfase dada ao planejamento em todos os níveis. dos estados. E. » aos Consórcios Públicos. dos Planos Estaduais. o planejamento e a execução das ações a cargo de municípios limítrofes na gestão dos resíduos sólidos. incluindo o sistema de cobrança. É exigida a formulação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. a realização de qualquer uma das etapas de gestão de resíduos de responsabilidade dos geradores obrigados a implementar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (BRASIL. que revigora neste aspecto. 2007a. e ao planejamento do gerenciamento de determinados resíduos. não têm validade os contratos que não prevejam as condições de sustentabilidade e equilíbrio econômico.305/2010 exige que os planos explicitem o sistema de cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos. para integrar a organização. Os Planos Municipais podem ser elaborados como 25 ICLEI 25 3/21/12 5:03 PM .305/2010. Pela Lei 11. e a forma de cobrança dos usuários. Deverão elaborar plano de gerenciamento de resíduos perigosos. dos Municipais e dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de alguns geradores especí cos. 2010b). O cadastro técnico ao qual estarão vinculados é parte integrante do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais. a política de subsídios entre outros itens.107/2005. a sistemática de reajustes e revisões. O SINIR cará sob a coordenação e articulação do MMA e deverá coletar e sistematizar dados relativos aos serviços públicos e privados de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. outro aspecto bastante importante na Lei 12. veda ao poder público. por Lei.445/2007.

responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos. de Regiões Metropolitanas e de Aglomerações Urbanas. e de manejo de resíduos sólidos. à sociedade cabe participar dos programas de coleta seletiva (acondicionando os resíduos adequadamente e de forma diferenciada) e incorporar mudanças de hábitos para reduzir o consumo e a conseqüente geração (BRASIL. Microrregionais. Todos têm responsabilidades: o poder público deve apresentar planos para o manejo correto dos materiais (com adoção de processos participativos na sua elaboração e de tecnologias apropriadas).ASPECTOS LEGAIS Planos Intermunicipais. às empresas compete o recolhimento dos produtos após o uso e. comerciantes. importadores. consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana. PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Planos Estaduais de Resíduos Sólidos Planos Microrregionais e de Regiões Metropolitanas Planos Municipais Planos Intermunicipais Planos de Gerenciamento de R$ A responsabilidade compartilhada faz dos fabricantes. 2010b). 26 ICLEI 26 3/21/12 5:03 PM . distribuidores.

As diretrizes. o Plano estabelece seis prioridades de ação: aumento da reciclagem. Informações quantitativas e qualitativas importantes também são apresentadas no Plano e. igualmente. adotou o “Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis – PPCS”. 14 da citada Lei o qual. exigidos de alguns dos geradores. composto por doze ministérios. portanto. 2010b). varejo e construções sustentáveis.404 de 2010. de Saneamento Básico (Plansab) e de Produção e Consumo Sustentável (PPCS).305. com atualização a cada quatro anos. através do MMA. com o objetivo de direcionar o Brasil para padrões mais sustentáveis de consumo e produção. » indicadores econômicos obtidos a partir do Sistema Nacional de Informações em Saneamento O Governo Federal. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos mantém estreita relação com os Planos Nacionais de Mudanças do Clima (PNMC). regulamentada pelo Decreto nº 7. O PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS A PNRS. conforme previsto na Lei nº 12. tem vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos.CI. com a responsabilidade de elaborar e implementar este Plano (BRASIL. agenda ambiental na administração pública – A3P. Contempla o conteúdo mínimo contido no Art. criou como um dos seus principais instrumentos o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O Plano. compras públicas sustentáveis. » diretrizes e metas para o manejo adequado de resíduos sólidos no Brasil (Capítulos 3 e 4).gov. os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. educação para o consumo sustentável. resumidamente. São encontrados dados sobre: » a taxa de cobertura da coleta regular de resíduos nas áreas urbanas e rurais. refere-se a: » diagnóstico da situação atual dos diferentes tipos de resíduos (Capítulo 1). exercer forte papel norteador do desenvolvimento dos outros planos de responsabilidade pública. inclusive. Explicita conceitos e propostas para diversos setores da economia compatibilizando crescimento econômico e preservação ambiental. 2009).mma. Atenção! Foram estabelecidos prazos para algumas ações tais como a eliminação de lixões e disposição nal ambientalmente adequada dos rejeitos até 2014 (MMA. estratégias e metas indicam quais ações serão necessárias para a implementação dos objetivos nacionais e as prioridades que devem ser adotadas. » cenários macroeconômicos e institucionais (Capítulo 2).br. Podem. ICLEI 27 3/21/12 5:03 PM . construções sustentáveis. podem servir de referência para a elaboração dos outros planos. coordenado pelo MMA. A versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos encontra-se disponível para consulta no site do MMA: http://www. in uenciando. com desenvolvimento sustentável. e instituiu o Comitê Interministerial . de Recursos Hídricos (PNRH).PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 3. Em sua primeira fase.

A regionalização e os consorciamentos intermunicipais consistem na identi cação de arranjos territoriais entre municípios com o objetivo de compartilhar serviços ou atividades de interesse comum. 28 Fonte: SRHU/MMA ICLEI 28 3/21/12 5:03 PM . estimativas sobre o número de catadores de materiais recicláveis no país (entre 400 e 600 mil) e dados sobre suas organizações (cooperativas) e instituições ou programas federais de apoio.ASPECTOS LEGAIS » » » » » » (SNIS) como as despesas com a gestão dos resíduos sólidos urbanos. a logística reversa com embalagens de agrotóxicos e a posição do Brasil como referência mundial neste quesito. Isto é importante para viabilizar a implantação dos consórcios ou associações de municípios até 2013. fomentados pelo MMA desde 2007. avaliação sucinta das ações de educação ambiental no país em termos gerais e no que se refere aos resíduos sólidos. considerando que a gestão associada dos serviços é um dos princípios fundamentais da PNRS (MMA. Na proposta 1 das Metas está explícito que 100% das UFs devem concluir os estudos de regionalização em 2012. informações sobre os resíduos da construção civil que podem representar de 50 a 70% da massa de resíduos sólidos urbanos. o percentual de municípios brasileiros que contam com algum tipo de cobrança pelo serviço de gestão de resíduos sólidos urbanos. RR AP AM PA MA PI CE AC RO MT TO BA DF RN PB PE AL SE GO MG MS ES SP PR SC RS RJ Estados com regionalização para a gestão associada de resíduos com convênio com MMA sem convênio com MMA Fonte: SRHU/MMA REGIÕES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA BAHIA Na versão preliminar consta ainda. experiências de compostagem no Brasil. uma informação muito relevante. Trata-se da necessidade de realização de estudos de regionalização do território. 2011).

Minas Gerais. destinados a empreendimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos. As vocações econômicas. 25 anuncia: § 3º . por exemplo.404. 51. 2010d). organizadas como consórcios públicos. aglomerações urbanas e microrregiões. simpli cado em 16 itens. Constituição Federal de 1988 O Art. 17 da Lei 12. tendo como referência o conteúdo mínimo estipulado. foram concluídos os mapas de regionalização de: Alagoas. mediante lei complementar. para integrar a organização. esgoto. o conteúdo mínimo. apresenta. de 2007. drenagem urbana e resíduos sólidos. O PGIRS pode estar inserido no Plano de Saneamento Básico integrando-se com os planos de água. Para os territórios em que serão estabelecidos consórcios. O conteúdo mínimo encontra-se no Art. o plano intermunicipal deve observar o conteúdo mínimo previsto no Art. no Art. Neste caso deve ser respeitado o conteúdo mínimo de nido em ambos os documentos legais (BRASIL. O Estado da Bahia. a ser adotado nos planos de municípios com população até 20 mil habitantes (BRASIL. BRASIL. Sergipe. 19 da Lei nº 12. 19 da Lei 12. Os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais para gestão dos resíduos sólidos estarão dispensados da elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.305.445. o per l socioambiental do município e da região. bem como para as regiões metropolitanas e aglomerados urbanos. o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. além de outras unidades que estão neste processo ou que de niram sua regionalização por motivação própria. Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. 2007a). 2010b). 2010b. com a concentração dos esforços em 26 Regiões de Desenvolvimento Sustentável.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Como resultado dos convênios entre alguns estados e o MMA. ajudam a compreender os tipos de resíduos sólidos gerados. o Estado de Minas Gerais poderá apoiar as 853 unidades. como são tratados e a maneira de dar destino adequado a eles. Acre.Os Estados poderão. instituir regiões metropolitanas. 2010b). Neste caso. denominadas Arranjos Territoriais Ótimos. O conteúdo mínimo do plano estadual é tratado no Art.305 (BRASIL. constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. ICLEI 29 3/21/12 5:03 PM . obrigatoriamente com a participação dos municípios envolvidos na elaboração e implementação. poderá auxiliar as soluções de seus 417 municípios. A elaboração dos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é condição necessária para o Distrito Federal e os municípios terem acesso aos recursos da União. os estados poderão elaborar Planos Microrregionais de Gestão. Bahia. O Decreto 7.305 e os detalhes das abordagens necessárias estão apresentados e comentados em item posterior deste Manual (BRASIL. previstos na Lei nº 11. Os estados terão que elaborar seus Planos Estaduais de Resíduos Sólidos para terem acesso aos recursos da União ou por ela controlados. que a regulamenta. concentrando as ações em 51 áreas. As peculiaridades de cada localidade deverão de nir o formato do plano regional ou municipal. destinados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos.

Classi cação 2. 4. 2. Geração 3. PROGRAMAS E RECURSOS NECESSÁRIOS IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES DOS PRAZOS. Coleta e transporte Foto: Stefan Redel ICLEI 30 3/21/12 5:03 PM . 7. 6. DO HORIZONTE TEMPORAL E DAS REVISÕES PASSO A PASSO: O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PGIRS APÊNDICE: SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS 1.PARTE 2 ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS 1. METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO E DOS CENÁRIOS FUTUROS DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS METAS. 5. 3.

participação em conferências. Tanto para o desenvolvimento dos planos estaduais. e será mais e ciente se acontecer com grupos organizados e entidades representativas dos setores econômicos e sociais de cada comunidade ou região. O poder público deve assumir papel orientador e provocador desse diálogo com a sociedade. o aperfeiçoamento da convivência. pressupõe a convergência de propósitos. e para a elaboração de políticas públicas. todos os cidadãos e cidadãs. e a transparência dos processos decisórios com foco no interesse da coletividade. Para que os resultados desta tarefa coletiva sejam positivos. a participação dos movi- mentos sociais tem desempenhado papel importante para esse processo de avaliação. a resolução de con itos. o diálogo terá papel estratégico. organizadas e convocadas pelos agentes públicos com a ajuda e participação dos representantes da comunidade. Incentivar a criação de Conselhos Municipais e fortalecer os existentes ajudará a pautar a questão dos resíduos sólidos e a Política Nacional. Nesse sentido. por intermédio das diferentes formas de participação social citadas. No Brasil. o setor de serviços e ainda as instâncias do poder público terão uma parte da responsabilidade pelos resíduos sólidos gerados (BRASIL. Criar estímulos à participação da sociedade para discutir as políticas públicas é de grande importância para o fortalecimento ou construção de organismos de representação visando o controle social. Isso por que constitui instrumento de avaliação da e cácia da gestão. comitês. grupos de trabalho. Mobilização e Participação Social O processo de construção dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos deverá levar a mudanças de hábitos e de comportamento da sociedade como um todo. assim como as indústrias. Com a responsabilidade compartilhada. sentem-se estimulados a participar. o comércio. A participação social representa um grande desa o para a construção de sociedades democráticas. Quando todos têm acesso às informações sobre o assunto.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 1. Dentre as modalidades de participação e controle social destacam-se as audiências públicas. seminários ou outro meio que possibilite a expressão e debate de opiniões individuais ou coletivas. As reuniões deverão ser preparadas. o diálogo permanente entre os vários segmentos sociais será muito importante. como dos planos municipais e intermunicipais. e da melhoria contínua das políticas e serviços públicos por parte da população. opinar. 2010b). e por garantir a estrutura física e equipes necessárias para bem atender às necessidades de todo o processo de mobilização e participação social. ICLEI 31 3/21/12 5:03 PM . METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS 1. O conhecimento pleno das informações sobre o que será discutido é básico para que a mobilização A divulgação dos dados sobre os resíduos é também fator de mobilização e controle da sociedade sobre os serviços públicos. o poder público deve ser o responsável por manter vivo o interesse dos participantes.1. diretriz fundamental da PNRS. consultas. e as responsabilidades de fato compartilhadas por todos. conselhos.

municipais e estaduais. conferências. etc. e cria oportunidades para soluções e para a construção de pactos como resultado da somatória de interesses e necessidades de todos os participantes. etc. e será responsável pela coordenação da elaboração dos planos. seja nomeado por ato o cial. Estes procedimentos são importantes também para a institucionalização dos Planos pelos estados e municípios. É recomendável que o Comitê Diretor. As conferências preparatórias deverão eleger os conferencistas que irão representar seu segmento no debate do evento nal. o bom andamento do processo. no caso dos planos regionais. O Comitê Diretor terá caráter técnico. Nesse sentido. É o momento pós-conferência. tenham o mesmo nível de informação sobre o que será discutido nas reuniões. principalmente nos casos de planos regionais ou de grandes cidades. se está no perímetro urbano ou é área rural. e promover a sua ampla divulgação (uma edição especial do jornal local ou do diário o cial. Organização do Processo Participativo A garantia de um processo participativo. que apresentará as propostas e validará o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos.2. da implementação das diretrizes formuladas. Produzir um documento didático e atraente (documento guia). para assegurar o controle social de sua implementação e operacionalização.) e a responsabilidade de garantir. seja e ciente. É importante garantir que todos os participantes dos seminários. A conferência valoriza a discussão da pauta e a contribuição das representações e dos demais participantes das comunidades. A Lei Nacional de Saneamento Básico estipula como um dos mecanismos de controle a possibilidade de atuação de órgãos colegiados de caráter consultivo. deverão ser constituídos dois fóruns com atribuições distintas: a) Comitê Diretor . Além disso. no caso dos planos locais. ordenado e e ciente na formulação dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos depende da adequada estruturação de instâncias de coordenação e representação. compatível com um organismo que tem papel executivo. A fase nal de construção do Plano exige que se estruture uma agenda de continuidade. Os meios para controle e scalização deverão estar propostos nos planos. área comercial. ICLEI 32 3/21/12 5:03 PM . locais apropriados. e o número de membros. para condução coletiva e consistente do processo. 2007a). Terá também papel executivo quanto às tarefas de organização e viabilização da infraestrutura (convocatória de reuniões. inclusive com recursos. debatidas e aprovadas no processo participativo. per l social e econômico. uso intenso da internet. cópias de documentos. de Saúde e outros (BRASIL. a metodologia de conferências é a mais utilizada para discussões em torno de políticas públicas para diversos temas. etc. tais como Conselhos de Meio Ambiente.deverá ser formado por representantes (gestores ou técnicos) dos principais órgãos envolvidos no tema: municipais.) fará com que um maior número de interessados tenha acesso ao seu conteúdo. conselhos ou outro meio.podem ser organizadas em uma determinada área ou território da cidade – bairros com o mesmo per l de ocupação e seus problemas especí cos como densidade populacional. 1. permite a utilização de dinâmicas para o debate. Dentre os processos democráticos de participação.ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS Conferências Territoriais .

publicá-los e distribuí-los convenientemente. audiências públicas. empresas de serviços. buscando promover as ações integradas de gestão de resíduos sólidos. criar agendas para a apresentação pública dos resultados do trabalho. o Comitê Diretor deverá: » » » » » » » coordenar o processo de mobilização e participação social.será o organismo político de participação social. etc. analisar e aprovar os produtos da consultoria contratada quando houver. e por ajudar na consolidação das políticas públicas de resíduos sólidos. formular os temas para debate. movimentos sociais e ONGs. conferências e debates visando a participação social no processo de discussão do Plano. de Saneamento Básico e de Desenvolvimento Urbano. e instituições locais. indústrias. instituições de âmbito estadual ou regional. representantes de organizações da sociedade civil como entidades pro ssionais. A partir de pauta básica de nida em reunião conjunta do Comitê Diretor e do Grupo de Sustentação. operacional.deverão focar os diversos setores produtivos da economia local como o comércio e suas entidades representativas. O Grupo de Sustentação será responsável por garantir o debate e o engajamento de todos os segmentos ao longo do processo participativo. universidades. ICLEI 33 3/21/12 5:03 PM . serviços de saúde públicos e privados. de nir e acompanhar agendas das equipes de trabalho e de pesquisa. associações. garantir locais e estruturas organizacionais para dar suporte a seminários. pro ssionais liberais. sindicais.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Fabio Pozzebom/ABr » » » produzir documentos periódicos sobre o andamento do processo de construção do Plano. Votação durante a 13ª Conferência Nacional de Saúde Em linhas gerais. comunidade acadêmica e convidados de modo geral). sindicatos. Deverão ser considerados todos os que estão envolvidos de alguma forma com o tema (representantes dos Conselhos de Meio Ambiente. deliberar sobre estratégias e mecanismos que assegurem a implementação do Plano. empresariais. de Saúde. sugerir alternativas. nanceira e ambiental. promover campanhas informativas e de divulgação do processo de construção do Plano constituindo parcerias com entidades e os diversos meios de comunicação. b) Grupo de Sustentação . do ponto de vista de viabilidade técnica. Deverá ser formado por representantes do setor público e da sociedade organizada. deverão ser elaborados documentos guia para orien- Conferências Setoriais .

ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS

Conferências Temáticas - poderão ser dedicadas a discutir assuntos especí cos abordados por sua importância em termos de geração ou impacto na comunidade como por exemplo, cargas perigosas; resíduos de construção e demolição depositados irregularmente. Conferências Municipais e Regionais – uma vez realizadas as conferências preparatórias (territoriais, setoriais ou temáticas) e sistematizadas as contribuições para cada item de um documento guia, nova publicação deve ser produzida, com ampla distribuição, feita com antecedência ao evento nal, que deverá ser a Conferência Municipal ou Regional de Resíduos Sólidos (Conferência Municipal / Regional

tação da discussão. Estes documentos deverão conter os principais temas regionais e locais, as diretrizes da Política Nacional, e as contribuições feitas pelos representantes dos órgãos públicos e dos diversos setores da comunidade. Estes documentos subsidiarão a fase do diagnóstico, do planejamento das ações e de sua implementação. O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação, juntos, deverão elaborar uma agenda de todo o processo de construção dos Planos de Gestão, a ser pactuada com a comunidade local ou regional, por meio de suas representações. Esta agenda deverá conter:

As iniciativas de educação ambiental deverão ser preparadas em conjunto pelo Comitê Diretor e Grupo de Sustentação. É importante buscar uma abordagem transversal nas temáticas da não geração, redução, consumo consciente, produção e consumo sustentáveis, conectando resíduos, água e energia sempre que possível. É importante que o planejamento das ações respeite a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e o Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea) que poderão fornecer as diretrizes.
wagg66/sxc.hu Acesso à informação plena e espaços participativos são fundamentais para a mobilização social.

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a frequência de reuniões com suas datas, horários, locais; datas para a divulgação da pauta de discussão, com a antecedência necessária, para que todos possam preparar-se para os eventos. É fundamental que todos os setores sociais e econômicos envolvidos tenham tempo para o debate entre seus pares, e a construção de posições em relação às temáticas em discussão; o anúncio dos debates públicos (seminários e/ ou conferências) previstos para momentos chave do processo. Estes debates visam apresentar o conteúdo do Plano para o estabelecimento do compromisso coletivo da construção da política. São momentos de validação dos documentos.

A elaboração de um programa mínimo de educação ambiental, no âmbito das ações para a elaboração participativa dos Planos, deverá contemplar iniciativas visando pautar o assunto “resíduos sólidos” no dia a dia das comunidades, com campanhas, seminários, entrevistas em rádio e mídias impressas e outros meios.

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A educação ambiental deverá acompanhar o desenvolvimento da agenda de comunicação especí ca do Plano, e o processo participativo de sua construção tendo a mídia local como parceira. Será importante a realização de campanhas de divulgação da temática dos resíduos sólidos, de forma criativa e inclusiva tais como:

As possibilidades são inúmeras e deverão ser exploradas pelos responsáveis pela elaboração do programa. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (BRASIL, 1999).

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de Saneamento Básico). Possíveis representantes para o Grupo de Sustentação: Associações comunitárias e de bairros; associação comercial; sindicatos empresariais e de trabalhadores urbanos e rurais; associação de industriais; associações de produtores agrícolas; cooperativas; empresas de construção civil; empresas estaduais de saneamento; empresas prestadoras de serviços públicos em geral; associações pro ssionais, servidores públicos municipais, estaduais e federais; entidades religiosas; clubes de serviço; poderes executivo, legislativo e judiciário; organizações não governamentais, etc.

promoção de concursos de redação com a temática resíduos sólidos; promoção de concurso de fotos de agrantes sobre o tema, com exposição de todos os trabalhos inscritos; programas de entrevistas no rádio com crianças, empresários, coletores de resíduos, aposentados, médicos, comerciários, etc.

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2. ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO E DOS CENÁRIOS FUTUROS

O diagnóstico, no enfoque técnico, deverá ser estruturado com dados e informações sobre o per l das localidades. É fundamental entender a situação dos resíduos sólidos gerados no respectivo território quanto à origem, volume, características, formas de destinação e disposição nal adotadas. Informações sobre a economia, demogra a, emprego e renda, educação, saúde, características territoriais e outros, auxiliam na compreensão das peculiaridades locais e regionais e tipo e quantidade de resíduos gerados. O acervo de informações sobre as condições do saneamento básico, bem como sobre a gestão dos resíduos sólidos, é muito importante para se construir um diagnóstico amplo, pois permite compreender os níveis de desenvolvimento social e ambiental da cidade, e as implicações na área da saúde. Construir informações e dados numa perspectiva histórica poderá auxiliar no enfrentamento de determinados gargalos ou di culdades futuras. É importante pesquisar o histórico de gastos com a limpeza urbana, gestão e manejo dos resíduos sólidos, mesmo que dois ou mais órgãos sejam os responsáveis pela gestão, na administração pública. Dife-

O diagnóstico dos resíduos deve considerar as características locais: acima, ruas da pequena cidade do semi-árido cearense, Irauçuba e abaixo, a vista da grande cidade de Belo Horizonte (MG).

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importante enfatizar e valorizar sempre dois aspectos indissociáveis do processo de construção dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: o conhecimento técnico e o envolvimento participativo da coletividade que será alvo do plano.

como de nida na nova legislação. e dos sistemas de coleta seletiva e logística reversa que deverão ser implantados. novas capacidades gerenciais. e divulgar exemplos de condutas para incentivar novos hábitos para a não geração.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil rentes estudos mostram que no Brasil. manejo e disposição nal de resíduos sólidos. com pequenas variações. re etindo as expectativas favoráveis e desfavoráveis para aspectos como: crescimento populacional. dos diversos setores da comunidade organizada. e o acesso aos dados da realidade local ou regional. cerca de 5% do orçamento municipal é consumido em limpeza urbana. ICLEI 37 3/21/12 5:03 PM . sociais e ambientais em relação a outras regiões do Estado. Estes cenários. Já o enfoque participativo tem a nalidade de assegurar o envolvimento. esforço de racionalização para a sustentabilidade econômica do serviço público. As informações obtidas devem ser colocadas num grande quadro de referência inicial. Estes cenários servirão de referencial para o planejamento no horizonte temporal adotado. imagináveis ou desejáveis. Este procedimento favorece a quali cação e a consolidação da equipe gerencial local ou regional. É importante que os dados re itam a diversidade e a especi cidade local ou regional e as suas identidades econômicas. Valorizar a participação da sociedade. desde o início do processo de elaboração do plano. reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos. etc. permitem uma re exão sobre as alternativas de futuro. difundir as informações sobre novas tecnologias de tratamento e redução dos volumes. e suas instituições representativas. identi cando o volume de resíduos gerados em cada porção do território. e população em geral. Enquanto órgão colegiado de representação é importante que o Grupo de Sustentação faça o acompanhamento sistemático do processo. tal como tratados no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. portanto. favorece a construção dos mecanismos de controle social dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos. a equipe técnica deverá construir cenários futuros que descrevam hipóteses de situações possíveis. e o trabalho distribuído entre os técnicos envolvidos. gestão. Exige. intensidade de geração de resíduos. no processo de construção dos Planos de Gestão. O lançamento das informações neste quadro de referência deve ser feito pelo Comitê Diretor. mudança no per l dos resíduos. Complementarmente ao diagnóstico. É importante tornar público os dados de todos os setores produtivos. incorporação de novos procedimentos.

reciclagem. 2007a). resíduos industriais.). estes resíduos são o da construção civil. 2010b). Como no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. reutilização. » » » responsabilidades pelos serviços públicos de limpeza urbana e manejo. e pelos resíduos gerados em instalações públicas. através das ações e programas de nidos. estratégias. o resíduo domiciliar seco. O Plano de Gestão deve levar em conta prioritariamente o planejamento das iniciativas para os resíduos que têm presença mais significativa nas cidades. de forma a reduzir a geração de gases malé cos à atmosfera (BRASIL. Estas instalações constituem a oferta de endereços físicos para a atração e concentração de diversos tipos de resíduos. minerários. As diretrizes. metas e ações deverão ser traçadas considerando-se os diversos tipos de responsabilidades da gestão compartilhada dos resíduos: » responsabilidades do consumidor/gerador domiciliar. redução. o ICLEI 38 3/21/12 5:03 PM .445/2007. A s diretrizes e estratégias dos Planos de Gestão deverão traduzir com clareza a hierarquia que deve ser observada para a gestão de resíduos estabelecida na PNRS: não geração. BRASIL. etc. No âmbito local (município) ou regional (intermunicipal).PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO 3. A atenção deverá ser central para a questão da inclusão social dos catadores de materiais recicláveis. As ações programadas deverão estar harmônicas com as ações para a redução de emissões de gases oriundos dos resíduos.305/2010 e da Lei 11. com atenção no encerramento dos lixões existentes. Sem estes endereços. 2010b. e o resíduo domiciliar úmido. resíduos de logística reversa. tratamento dos resíduos e disposição nal dos rejeitos. Embora com um papel mais central no Plano Estadual de Resíduos Sólidos. ou propondo acordos de alcance local. compatibilizando-se com os objetivos da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (BRASIL. regional ou estadual. agrosilvopastoris. re etindo no âmbito do PGIRS os acordos setoriais que já tenham sido decididos a nível nacional. DEFINIÇÃO DAS DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS As diretrizes e estratégias deverão respeitar as exigências da Lei 12. e as estratégias como a forma ou meio para sua implementação. De uma forma geral. responsabilidades dos entes privados pelos resíduos gerados em ambientes sob sua gestão. enfatizando a questão da sustentabilidade econômica e ambiental. responsabilidades decorrentes da logística reversa e da implementação de Plano de Gerenciamento obrigatório. as diretrizes precisam ser entendidas como as linhas norteadoras. Este planejamento específico deve ser seguido pelo planejamento das ações para todo o conjunto de resíduos ocorrentes (resíduos de serviços de saúde. Os planos deverão contemplar a recuperação e valorização máxima dos diversos materiais. incorporando soluções para redução da disposição dos rejeitos ricos em matéria orgânica nos aterros. deverão ser traçadas diretrizes relativas aos agentes responsáveis pela implementação dos processos de logística reversa. o PGIRS precisa ser traduzido em um conjunto de instalações que contemple a totalidade do território urbano.

que poderá ser convertida em prestação de serviços. di culdades e soluções propostas buscando compatibilizar com as diretrizes da PNRS. Deverão constar neste quadro. aeroportuárias e de rodoviárias (municipais e intermunicipais). os resíduos agrosilvopastoris. resíduos oriundos de varrição e drenagem. que precisam ser abordados nos planos. parques e jardins.mma. O processo coletivo de de nição das diretrizes e estratégias é parte importante do processo de formação da equipe técnica gerencial. o consumidor deve: I . resíduos verdes de poda e da manutenção de praças. agrotóxicos e suas embalagens). indicação de sistemas de controle existentes. Lei nº 12. óleos combustíveis.pdf. O MMA vem incentivando um Modelo Tecnológico que de ne uma rede de instalações. 84 prevê que os consumidores que descumpram suas obrigações estarão sujeitos à advertência e. resíduos perigosos. os que participam do sistema de logística reversa (elétricos e eletrônicos. Para isso cumprirá um papel estratégico a consolidação do quadro de referência proposto no início dos trabalhos. com todos os aspectos de todos os resíduos. sempre que estabelecido sistema de coleta seletiva ou de logística reversa. pneus.br/estruturas/srhu_urbano/ _publicacao/125_publicacao17012012091004.acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados. Decreto 7. Esse quadro de referência deverá conter informações sobre a situação atual do conjunto de resíduos gerados. lâmpadas uorescentes.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil processo indisciplinado de descarte de resíduos permanecerá. 39 ICLEI 39 3/21/12 5:03 PM . agentes responsáveis. 35 a rma que. Veja o folder do modelo tecnológico do MMA em: http://www. em reincidência.gov. pilhas e baterias. II – disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução. multas de R$ 50 a R$ 500.404/ 2010: o Art. resíduos de cemitérios além daqueles próprios de instalações portuárias. volumosos. além dos resíduos que têm presença mais signi cativa nas localidades ou na região.305/2010: o Art.

Depósito de lixo eletrônico. Resíduos domiciliares úmidos. jdu-rham/Morgue le.ewasteguide. 40 ICLEI 40 Marina Zablith 3/21/12 5:03 PM Empa .info Renato Araújo/AgBr .com Resíduos industriais.ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS Posto de entrega de embalagens de agrotóxicos.

PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Resíduos agrosilvopastoris madeireiros. Lars Sundström/sxc. Resíduos da construção civil.hu Timo Balk/sxc.hu 41 ICLEI 41 3/21/12 5:03 PM .

físicos e nanceiros para sua gestão. principalmente a exigência legal. Destacam-se: » » » » » a formalização da presença dos catadores no processo de gestão. Os Planos de Gestão deverão apontar as fontes de recursos para a implementação das ações e programas. PROGRAMAS E RECURSOS NECESSÁRIOS U ma vez estabelecidas as diretrizes e estratégias. o disciplinamento das atividades de geradores. e a diretriz de que em agosto de 2014 estejam encerrados os lixões (MMA. a capacidade de investimento e a capacidade gerencial. culturais. vinculados aos anos de preparo dos planos plurianuais. o incentivo à implantação de atividades processadoras de resíduos. por seu caráter estruturante. considerando-se como melhor hipótese o lançamento por quadriênios. imprescindíveis para o sucesso de todo o conjunto de ações. transportadores e receptores de resíduos. Será certamente importante considerar. a implementação de iniciativas de gestão de resíduos e compras sustentáveis nos órgãos da administração pública. o que deve condicionar o estabelecimento das metas. reembolsáveis e não reembolsáveis. entre outros fatores. As diretrizes e prazos determinados pela Lei 12. METAS. etc. a implementação de mecanismos de controle e scalização. em parceria com o MMA e o MCidades aponta as diversas fontes de recursos disponíveis. 42 ICLEI 42 3/21/12 5:03 PM . do Estado e dos Municípios nortearão a de nição das metas. a estruturação de ações de educação ambiental. e portanto momentos de revisão dos Planos de Gestão. » » a constituição de equipes técnicas capacitadas. O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deverão enfatizar a necessidade de planejamento para as questões mais relevantes. Deverão ser compatibilizadas. O desenvolvimento de Programas Prioritários para os resíduos que têm presença mais signi cativa nas cidades é importante. 2011).305/2010 e as peculiaridades sociais. O Manual recentemente publicado pelo Banco do Brasil. econômicas. Alguns programas e ações são primordiais. territoriais. duas de nições da Política Nacional de Resíduos Sólidos – é vedado o acesso aos recursos da União sem elaboração do PGIRS a partir de agosto de 2012.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO 4. por tratarem-se dos que empregam mais recursos humanos. As metas quantitativas deverão ser xadas por período. os Planos de Gestão deverão de nir as metas quantitativas para as quais serão desenvolvidos programas e ações. de início.

gestão adequada de todos os resíduos gerados e.deve servir de exemplo na redução de impactos socioambientais negativos com origem na atividade pública.o poder público é grande consumidor de recursos naturais. Para saber mais.inclusão de critérios socioambientais nos investimentos. . Esta disposição tem especial importância no caso dos Planos Estaduais pelas possibilidades que se abrem para a de nição de programas especiais de agências de fomento.MCidades http://www.bb.pdf 43 ICLEI 43 3/21/12 5:03 PM .combate a todas as formas de desperdício de recursos naturais e bens públicos. disponível em: http://www.br/estruturas/a3p/_arquivos/cartilha_a3p_36. . É estruturada nas seguintes principais razões: . acesse a publicação ‘Agenda Ambiental na Administração Pública`. 2010b).gov. .com. São objetivos da A3P: .br/docs/pub/inst/ dwn/3FontesFinan. .mma.305/2010 o poder público poderá instituir medidas indutoras e linhas de nanciamento voltadas à melhoria da gestão dos resíduos. existentes no âmbito estadual com repercussão nos municípios e regiões do Estado (BRASIL.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Informações sobre fontes de recursos: Manual – Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Parceria: Banco do Brasil – MMA . compras e contratações de serviços dos órgãos governamentais. . instituições nanceiras e outras.A3P A A3P pode ser vista como estratégia de construção de uma nova cultura institucional que visa à incorporação de critérios socioambientais na administração pública.sensibilização dos servidores públicos quanto aos aspectos ambientais e de melhoria da qualidade do ambiente de trabalho.pdf Conforme a Lei 12. Agenda Ambiental na Administração Pública .tem papel importante na promoção de padrões de produção e consumo ambientalmente sustentáveis e.

IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES A s di culdades nanceiras e a fragilidade da gestão de grande parte dos municípios brasileiros para a solução dos problemas relacionados aos resíduos sólidos abrem espaço para que as cidades se organizem coletivamente visando a construção de planos intermunicipais de gestão integrada de resíduos sólidos.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO 5. será necessário instituir agendas de implementação. principalmente no âmbito local. assim como os estaduais e federais. recurso oriundo da venda de materiais recicláveis.cada qual com sua responsabilidade. e esta pode ser uma opção decisiva para o processo de implementação. Os elevados recursos empenhados na gestão e no manejo dos resíduos sólidos exigem a criação de instrumentos de recuperação dos custos para tornar economicamente sustentáveis esses serviços públicos. Assim. contendo as responsabilidades e novas condutas. Poderão ser fontes de recursos para as instâncias gestoras: a cobrança proporcional ao volume de resíduos sólidos gerados por domicílios e outras fontes. por grupos de interesse ou tipo de resíduo. após o término do processo de construção. 44 ICLEI 44 3/21/12 5:03 PM . etc. É importante que se tenha clara a responsabilidade do poder público na elaboração dessas agendas de continuidade para que não haja espaço vazio entre a formalização do Plano e sua efetiva implementação. Os prazos que a Política Nacional estabelece para que os municípios dêem solução ambientalmente adequada aos resíduos podem reforçar a opção por consórcios públicos. oriundos da prestação de serviços. A solução adequada desta questão determinará as possibilidades de sucesso dos Planos de Gestão. entre todos os agentes econômicos e sociais para a sua implementação . A construção dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos baseada na mobilização e participação social deverá resultar em um pacto em nível local e regional. Os órgãos públicos municipais também terão sua agenda. recursos orçamentários. A discussão e implementação de instrumentos para a recuperação dos custos poderá ser mais produtiva se realizada no âmbito da gestão associada dada a maior diversidade de parâmetros a serem ponderados em conjunto pelo Comitê Diretor e Grupo de Sustentação.

junto com a revisão do plano plurianual. faz do PGIRS uma peça viva. Estadual Plano Microrregional de Resíduos Sólidos Plano de Resíduos Sólidos de Regiões Metropolitanas ou Aglomerações Urbanas Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos A cada 4 anos (previsão) Prioritariamente. manejo. para o âmbito local. PRAZOS Horizonte Atualização ou Revisão Vigência de atuação Indeterminado 20 anos A cada 4 anos (previsão) ESFERA Federal Plano Plano Nacional de Resíduos Sólidos Plano Estadual de Resíduos Sólidos Elaboração Versão preliminar até junho de 2011 Agosto de 2012 A elaboração é condição para o acesso dos Indeterminado 20 anos Estados aos recursos da União. 4º da Lei 12. DOS PRAZOS. renovando o repertório de conhecimento sobre o assunto por parte da comunidade. incorporando novos procedimentos e descartando os que já não mais se mostrem e cientes ou viáveis. Esta exigência. processamento e destinação nal. que se reinventa a cada nova discussão pública. ou por ela controlados. Plano Intermunicipal Municipal de Resíduos Sólidos Municípios com menos de 20 mil habitantes poderão adotar planos simpli cados de gestão de resíduos sólidos. estão relacionados os planos de atribuição pública e seus respectivos prazos estabelecidos pelo Decreto nº 7. No quadro abaixo. DO HORIZONTE TEMPORAL E DAS REVISÕES O Art.305/2010 de ne quais planos integram a PNRS. ou por ela controlados. 45 ICLEI 45 3/21/12 5:03 PM . incorporando novas tecnologias nos processos de gestão. no máximo a cada 4 anos. Agosto de 2012 A elaboração é condição para o acesso dos Indeterminado 20 anos Municípios aos recursos da União.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 6.404/2010.

O AÇÃ DE O 13 AN 14 PL 12 11 10 9 15 16 TURAÇ ÃO TRU ES IPA RTIC ÇÃO S PA E IAL OC 2 17 18 3 4 5 1 1. estruturação da agenda para a elaboração do PGIRS 4. para o planejamento coletivo das ações e. reunião dos agentes públicos envolvidos e de nição do Comitê Diretor para o processo 2. PASSO A PASSO: O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PGIRS N os municípios.) e constituição do Grupo de Sustentação para o processo 5. Ipea. avançando gradativamente dos primeiros esforços de estruturação das instâncias de elaboração. o processo de elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS). identi cação dos agentes sociais. rádios e outros) 6.ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS 7. legislativos. entidades setoriais e pro ssionais. pode seguir uma metodologia passo a passo. identi cação das possibilidades e alternativas para o avanço em articulação regional com outros municípios 3. inclusive para o envolvimento dos meios de comunicação (jornais. ministério público. econômicos e políticos a serem envolvidos (órgãos dos executivos. SNIS) e identi cação das peculiaridades locais 7. para a etapa de implementação. tal como indicada a seguir. por nal. nas regiões em consorciamento ou em consórcio público já constituído. ONGS e associações. para a fase de diagnóstico participativo. elaboração do diagnóstico expedito (com apoio dos documentos federais elaborados pelo IBGE. estabelecimento das estratégias de mobilização dos agentes. apresentação pública dos resultados e validação do diagnóstico com os órgãos públicos dos municípios e com o conjunto dos agentes envolvidos no Grupo de Sustentação (pode ser 8 7 O IC DIA GN ÓS T 6 19 DA SD E AG N 20 EI MP 21 LEM 22 ÃO ENTAÇ 46 ICLEI 46 3/21/12 5:03 PM . etc.

Meio Ambiente e outros) 18. rádios e outros) 17. instalações e custos. de cada iniciativa e programa. discussões e tomada de decisões sobre a conversão ou não do PGIRS em lei municipal. de nição dos agentes públicos e privados responsáveis pelas ações a serem arroladas no PGIRS 14. de nição das perspectivas iniciais do PGIRS. contemplando inclusive a organização de consórcio regional e a revisão obrigatória do PGIRS a cada 4 anos 22.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil interessante organizar apresentações por grupos de resíduos) 8. e com o conjunto dos agentes envolvidos no Grupo de Sustentação (será importante organizar apresentações em cada município envolvido. por meio de consórcio regional 16. inclusive nos seus Conselhos de Saúde. incorporação das contribuições e preparo de diagnóstico consolidado 10. estabelecimento de um plano de divulgação da primeira versão junto aos meios de comunicação (jornais. apresentação pública dos resultados e validação do plano com os órgãos públicos dos municípios. iniciativas e instalações a serem implementadas e outras) 15. Meio Ambiente e outros na validação do diagnóstico 9. respeitada a harmonia necessária entre as leis de diversos municípios. divulgação ampla do PGIRS consolidado 21. de nição de programas prioritários para as questões e resíduos mais relevantes com base nas peculiaridades locais e regionais em conjunto com o Grupo de Sustentação 13. de nição da agenda de continuidade do processo. envolvimento dos Conselhos Municipais de Saúde. identi cação das ações necessárias para a superação de cada um dos problemas 12. incorporação das contribuições e consolidação do PGIRS 19. no caso de constituição de consórcio público 20. elaboração da primeira versão do PGIRS (com apoio em manuais produzidos pelo Governo Federal e outras instituições) identi cando as pos- sibilidades de compartilhar ações. inclusive quanto à gestão associada com municípios vizinhos 11. de nição das metas a serem perseguidas em um cenário de 20 anos (resultados necessários e possíveis. monitoramento do PGIRS e avaliação de resultados 47 ICLEI 47 3/21/12 5:03 PM .

2011). Contém partes de alimentos in natura.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO APÊNDICE: SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS O diagnóstico sobre a situação dos resíduos sólidos deverá relacionar e classi car todos os resíduos existentes nas localidades. 48 Os estudos que embasaram o Plano Nacional de Resíduos Sólidos apontaram uma composição média nacional de 31.hu Papéis representam 39% dos resíduos sólidos domiciliares secos. vidros e metais diversos. Jane-cohdra/sxc. Cada localidade tem seu quadro especí co. 2001). Há predominância de produtos fabricados com papéis (39%) e plásticos (22%). conforme levantamento realizado pelo Compromisso Empresarial pela Reciclagem (VILHENA. cascas e sementes. é composto por resíduos secos e resíduos úmidos (RSU). cumprindo os procedimentos das normas brasileiras. Já os resíduos úmidos são constituídos principalmente por restos oriundos do preparo dos alimentos. Os resíduos secos são constituidos principalmente por embalagens fabricadas a partir de plásticos. ocorrendo também produtos compostos como as embalagens “longa vida” e outros.4% de resíduos úmidos no total dos resíduos sólidos urbanos coletados.9% de resíduos secos e 51.RSD Corresponde aos resíduos originários de atividades domésticas em residências urbanas. as condições de geração e as formas de coleta e transporte adotadas. Resíduos Sólidos Domiciliares – Rejeitos Referem-se às parcelas contaminadas dos resíduos domiciliares: embalagens que não se preservaram secas. resíduos úmidos que não podem ser processados ICLEI 48 3/21/12 5:03 PM . No Anexo 3. 1. restos de alimentos industrializados e outros. Classi cação Resíduos Sólidos Domiciliares . como folhas. papéis. Esta seção do Manual trata das informações gerais que auxiliarão na distinção e na de nição da situação local dos resíduos sólidos. que poderá ser revelado por caracterizações realizadas periodicamente. encontra-se uma planilha com a caracterização de resíduos domiciliares que poderá permitir uma visão das peculiaridades das regiões e dos portes de municípios (MMA.

limpeza de escadarias. dizem respeito a: varrição. pequenas embalagens e pedaços de madeira.7% do total. As atividades de varrição. Os resíduos da varrição são constituídos por materiais de pequenas dimensões. Resíduos da Limpeza Pública As atividades de limpeza pública. correspondem a 16. desobstrução e limpeza de bueiros. em uma caracterização média nacional (MMA.com A grande parcela dos resíduos sólidos domiciliares úmidos é composta por restos de comida. podas e atividades correlatas. jdurham/ morgue le. síduos de feiras públicas e eventos de acesso aberto ao público (BRASIL. ação. Mesclam-se com as atividades de limpeza pública aquelas de caráter corretivo. abrigos e outros. É comum a presença de areia e terra. de nidas na Lei Federal de Saneamento Básico. Segundo os estudos que embasaram o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. 2011). como embalagens em geral.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil em conjunto com os demais. sanitários. Este conjunto é designado de classe B (recicláveis para outras destinações) e corresponde a quase 20% do total sendo que metade é debitado às madeiras. Resíduos da Construção Civil e Demolição – RCC Nestes resíduos predominam materiais trituráveis como restos de alvenarias. Os pro ssionais encarregados da coordenação desta atividade em campo conseguem descrever a composição percentual dos materiais recolhidos. limitam-se às vias centrais e centros comerciais dos municípios. todos designados como RCC classe A (reutilizáveis ou recicláveis). resíduos volumosos e resíduos domiciliares. inclusive solo. fezes de animais e outros. principalmente os carreados pelo vento ou oriundos da presença humana nos espaços urbanos. raspagem e remoção de terra e areia em logradouros públicos. madeira e o gesso. resíduos das atividades de higiene e outros tipos. a 80% da composição típica desse material. muitas vezes. bocas de lobo e correlatos. folhas. além do solo. argamassas. capina. 2007a). Nestes pontos observa-se a presença signi cativa de resíduos da construção. e limpeza dos re- 49 ICLEI 49 3/21/12 5:03 PM . monumentos. Comparecem ainda materiais facilmente recicláveis. que são feitas nos costumeiros pontos viciados de cada município. metais. Correspondem. tubos. concreto e asfalto.

por m. tintas e baterias de ferramentas (MMA.ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS bastante usadas na construção. ltros de ar. como as embalagens) respondem por 75% do volume (MMA. pilhas e baterias. Grupo C (rejeitos radioativos). seus resíduos e embalagens e. telefonia e outras.112 de 30 de junho de 2004. Boa parte deles coincide com os resíduos de limpeza pública. da seguinte forma: Grupo A (potencialmente infectante: produtos biológicos. Os resíduos volumosos estão de nidos nas normas brasileiras que versam sobre resíduos da contrução e. bolsas transfusionais. peças anatômicas. A observação de estabelecimentos de serviços de saúde tem demonstrado que os resíduos do Grupos A. galharia na. B. mercúrio e de luz mista). Para melhor controle e gerenciamento. 25% do volume total. 2011). Vários dos resíduos com 50 ICLEI 50 3/21/12 5:03 PM . normalmente são removidos das áreas geradoras juntamente com os RCC.). Grupo B (químicos). Resíduos Volumosos Resíduos Verdes São os resíduos provenientes da manutenção de parques. Grupo D (resíduos comuns) e Grupo E (perfurocortantes). 2011). óleos lubri cantes. também com seus resíduos e embalagens. podas e outros resíduos de origem não industrial e não coletados pelo sistema de recolhimento domiciliar convencional. gases etc. Resíduos dos Serviços de Saúde São constituídos por peças de grandes dimensões como móveis e utensílios domésticos inservíveis. Acervo MMA Os resíduos volumosos estão de nidos na ABNT NBR 15. impermeabilizantes. solventes. C e E são no conjunto. Os do Grupo D (resíduos comuns e passíveis de reciclagem. Resíduos com Logística Reversa Obrigatória Este conjunto de resíduos é constituído por produtos eletroeletrônicos. O restante dos RCC são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/ recuperação e os resíduos potencialmente perigosos como alguns tipos de óleos. os agrotóxicos. pneus. folhas e material de capina e desbaste. áreas verdes e jardins. Os componentes mais constantes são as madeiras e os metais. lâmpadas uorescentes (vapor de sódio. graxas. que trata de resíduos da construção. estes resíduos são divididos em grupos. grandes embalagens. redes de distribuição de energia elétrica. São comumente classi cados em troncos.

de acordo com a Resolução CONAMA nº 416 de 30 de setembro de 2009 (BRASIL. som. Os pneus. dos resíduos secos e dos resíduos verdes dos arranjos orais e similares. As pilhas e baterias são de várias dimensões. por exemplo. costumeiramente vêm sendo geridos em conjunto com os resíduos sólidos em geral. desde os dispositivos de muito pequeno porte até as baterias automotivas. são resíduos preocupantes pelos impactos que provocam nas redes de saneamento e em cursos d’água. com predominância de material inerte proveniente principalmente do desassoreamento de cursos d’água. Os resíduos são resultantes dos processos aplicados em Estações de Tratamento de Água (ETAs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). bares e congêneres) e também de domicílios. Resíduos de Óleos Comestíveis São os resíduos de óleos gerados no processo de preparo de alimentos. Parte deles se sobrepõe a outros tipos de resíduos. também são de portes variados e têm condições obrigatórias de gestão para as peças acima de 2 kg.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil logística reversa já têm a gestão disciplinada por resoluções especí cas do CONAMA. vídeo. pequenos dispositivos como ferros de passar. Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico São os resíduos gerados em atividades relacionadas às seguintes modalidades do saneamento básico: tratamento da água e do esgoto. Apesar dos pequenos volumes gerados. os equipamentos da linha branca. 2009a). e dos resíduos de madeira provenientes dos esquifes. Os equipamentos eletroeletrônicos são de pequeno e grande porte e incluem todos os dispositivos de informática. secadores. de controle eletrônico ou acionamento elétrico. manutenção dos sistemas de drenagem e manejo das águas pluviais. ambos envolvendo cargas de matéria orgânica. Os resíduos da decomposição de corpos (ossos e outros) provenientes do processo de exumação são especí cos deste tipo de instalação. A partir da sua edição os seguintes setores industriais devem enviar registros para com- 51 ICLEI 51 3/21/12 5:03 PM . Provêm das fábricas de produtos alimentícios. É o caso. brinquedos e outros. em geral. Resíduos Industriais Os resíduos industriais são bastante diversi cados e foram disciplinados. lavadoras e fogões. e resíduos dos sistemas de drenagem. ventiladores. exaustores e outros equipamentos dotados. pela Resolução CONAMA nº 313/2002. Apesar de não serem sólidos. telefonia. dos resíduos da construção e manutenção de jazigos. do comércio especializado (restaurantes. anteriormente à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Resíduos Sólidos Cemiteriais Os resíduos gerados nos cemitérios em todos os municípios brasileiros devem ser também diagnosticados. como geladeiras.

milho. aeroportos e passagens de fronteira. os resíduos das atividades orestais. soja. apreendidas ou mal acondicionadas. Quanto às criações de animais. os fertilizantes e os produtos farmacêuticos e as suas diversas formas de embalagens. (MMA. inclusive os oriundos das instalações de trânsito de usuários como as rodoviárias. fabricação de produtos químicos. sucatas e embalagens em geral. equinos. Também estão entre estes. resíduos químicos. caprinos. bem como os resíduos gerados nos abatedouros e outras atividades agroindustriais. inclusive pelo fato de apenas 11 Estados terem desenvolvido os seus Inventários Estaduais de Resíduos Sólidos Industriais. material de escritório. estados e países. reboques e carrocerias. ovinos. laranja. fabricação de máquinas e equipamentos. e fabricação de outros equipamentos de transporte (BRASIL. Resíduos dos Serviços de Transportes São gerados em atividades de transporte rodoviário. resíduos infectantes. fabricação de produtos de metal. etc. banana. 52 Resíduos Agrosilvopastoris Estes resíduos precisam ser analisados segundo suas características orgânicas ou inorgânicas. etc. mandioca. elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool. precisam ser consideradas as de bovinos. refeitórios e serviços de bordo. aéreo e aquaviário. metalurgia básica. os portos. lâmpadas. fabricação e montagem de veículos automotores.). foram geradas 316. São citados entre estes resíduos: resíduos orgânicos provenientes de cozinhas. máquinas para escritório e equipamentos de informática. re no de petróleo.675 toneladas de resíduos agrosilvopastoris orgânicos provenientes da criação de bovinos (leite). Dentre os de natureza orgânica deve-se considerar os resíduos de culturas perenes (café. Em 2009. pilhas e baterias. Os grandes volumes de resíduos gerados e as características daqueles que são de natureza orgânica ICLEI 52 Timo Balk/sxc.909.hu 3/21/12 5:03 PM . fabricação de coque.) e temporárias (cana. Os resultados das orientações do CONAMA foram pequenos. feijão. aves e outros. cargas em perdimento. ferroviário. resíduos contaminados de óleo. e os resíduos de atividades de manutenção dos meios de transporte. suínos.ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS posição do Inventário Nacional dos Resíduos Industriais: indústrias de preparação de couros e fabricação de artefatos de couro. 2011) Os resíduos de natureza inorgânica abrangem os agrotóxicos. 2002). São tidos como resíduos capazes de veicular doenças entre cidades. coco.

Somam-se a esses. Podem também ser constituídos por materiais rochosos de composição diversa da rocha que encerra depósito. manutenção de equipamentos pesados e veículos. As quantidades de resíduos secos recolhidas por estes agentes precisam ser agregadas para de nição da taxa de geração local. os resíduos das atividades de suporte: materiais utilizados em desmonte de rochas. Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD A geração dos resíduos domiciliares varia de acordo com o porte dos municípios e regiões geográ cas do país. 2. e a ocorrência de outros tipos que não a convencional. pelas suas condições geográ cas têm estas atividades mais desenvolvidas. Os levantamentos do SNIS têm mostrado que os municípios que conseguem controlar seus resíduos com uso de balanças ainda são minoria – cerca de um terço nas regiões sul e sudeste. incremento da pureza ou outra nalidade. a quantidade de resíduos domiciliares em toneladas pode tomar como parâmetro os indicadores sugeridos abaixo. Os rejeitos são os resíduos provenientes do bene ciamento dos minerais. Assim.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil têm pautado a discussão das possibilidades de seu aproveitamento energético. Neste Manual elas estão organizadas por tipo de resíduo. Os dois tipos gerados em maior quantidade são os estéreis e os rejeitos. Os estéreis são os materiais retirados da cobertura ou das porções laterais de depósitos mineralizados pelo fato de não apresentarem concentração econômica no momento de extração. Da mesma forma. atividades administrativas e outras relacionadas. o ferro. de planejamento das ações. como as promovidas por catadores e sucateiros. o ouro. os resíduos úmidos levados a processos de compostagem ou outros tipos de aproveitamento precisam ser computados. em função do vigor da atividade econômica e tamanho e renda da população. A análise dos resultados do SNIS 2009 permite visualizar as taxas de geração média de resíduos domiciliares e resíduos da limpeza pública detectada em municípios com diversos portes. Os minerais com geração mais signi cativa de resíduos são as rochas ornamentais. No entanto é necessário registrar a abrangência da coleta. Resíduos da Mineração Os resíduos de mineração são especí cos de algumas regiões brasileiras que. fosfato e outros. titânio. para redução de dimensões. e pouco mais de dez por cento nas outras três regiões. Geração As informações sobre geração local ou regional dos resíduos são importantes como alicerces da etapa 53 ICLEI 53 3/21/12 5:03 PM . Os municípios têm facilidade de compor esta informação por conta de contratos existentes ou controles dos veículos responsáveis pela coleta. visando a redução das emissões por eles causadas.

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Massa especí ca aparente de resíduos domiciliares: soltos: 250 kg/m3 compactados: 600 kg/m3 Resíduos da Limpeza Pública Os resíduos resultantes das atividades de limpeza pública representam cerca de 15% da geração total de resíduos domiciliares, excluída a quantidade de resíduos de construção em deposições irregulares. Na limpeza de feiras públicas alguns municípios convivem com taxas de geração de aproximadamente 6 kg anuais per capita (GUARULHOS, 2010). Já na varrição, o Manual de Saneamento da FUNASA registra taxas que

variam de 0,85 a 1,26 m3 diários de resíduos por km varrido. A quantidade destes resíduos está vinculada à extensão do serviço. Além dos registros locais, podem ser consultados os dados do SNIS 2008 que apresenta a extensão média varrida nos municípios pesquisados – 0,27 km/hab (FUNASA, 2006; MCidades, 2010). A limpeza corretiva de pontos viciados, observada em inventários de diversos municípios têm mostrado que cerca de 20% dos resíduos de construção pode estar depositado nestes pontos. Em alguns municípios importantes os inventários revelaram percentuais próximos de 50%. Resíduos da Construção Civil e Demolição – RCC O levantamento de números con áveis sobre estes resíduos depende do levantamento de informações diretamente com agentes externos à administração pública. Em grande número dos casos os transportadores privados são responsáveis por até 80% do manejo deste material – para um bom diagnóstico os caçambeiros, carroceiros e outros coletores autônomos devem ser consultados. Para a quanti cação pode-se utilizar a metodologia apresentada no Manual “Manejo e Gestão de Resíduos da Construção Civil”, editado pelos Ministérios das Cidades e do Meio Ambiente e Caixa Econômica Federal (PINTO; GONZÁLES, 2005a). Os inventários revelam uma relação entre estes resíduos e os resíduos domiciliaresde dois para um. A média estimada como geração típica per capita é de 520 quilos anuais, podendo crescer em cidades com economia mais forte e reduzir-se em municípios menores.

DIAGNÓSTICO: ORIGEM DOS RCC REMOVIDOS POR TRANSPORTADORES
90 80 70 60

% coleta

50
40 30

20 10 0

S. André

S. J. R. Preto

R. Preto

Jundiaí

V. Conquista

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PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO

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Dados indicativos das atividades locais de construção podem ser encontrados nos registros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, que revela as alterações no nível de empregos formais por atividade. É importante observar que os inventários detectam que 75% da geração destes resíduos ocorrem em pequenos e médios eventos construtivos, que, quase na totalidade, são classi cados como atividades informais. Massa especí ca aparente de resíduos da construção: indiferenciado: 1.200 kg/m3 classe A: 1.400 kg/m3 classe A solo: 1.500 kg/m3

“cata bagulho”, cujos encarregados conseguem indicar o percentual do volume composto por este tipo de resíduo. Os inventários de alguns municípios revelaram taxa de geração de 30,0 kg anuais per capita (GUARULHOS, 2010). Massa especí ca aparente de resíduos volumosos: 400 kg/m3 Resíduos Verdes As fontes de informação para a quanti cação destes resíduos são principalmente o setor de manutenção pública de parques, áreas verdes e jardins, e o setor responsável pela manutenção das redes de distribuição de energia. Em cidades pequenas e médias, não densamente ocupadas, costumam constituir volume bastante signi cativo. Massa especí ca aparente de resíduos verdes (podas): in natura: 200 kg/m3 triturados: 450 kg/m3 Resíduos dos Serviços de Saúde O SNIS 2008 aponta uma geração média destes resíduos de 5 kg diários para cada 1000 habitantes. Corresponde a uma taxa média de 0,5% em relação à quantidade de resíduos domiciliares e públicos coletada.

Participação dos RCD nos RSU e taxa de geração em localidades diversas

Localidade Santo André / SP São José do Rio Preto / SP São José dos Campos / SP Ribeirão Preto / SP Jundiaí / SP Vitória da Conquista / BA
Fonte: Adaptado PINTO, 1999

Participação dos RCD na massa total de RSU 54% 58% 67% 70% 62% 61%

Taxa de Geração (t/habitante/ano) 0,51 0,66 0,47 0,71 0,76 0,40

Resíduos Volumosos Os resíduos volumosos precisam ser diagnosticados em conjunto com os resíduos de construção, pois são manejados pelo mesmo tipo de transportadores. Em alguns municípios são organizadas campanhas de

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Pode-se também construir a estimativa de geração através da taxa que consta do Manual de Saneamento da FUNASA de 2,63 kg diários por leito de internação existente, dos quais 0,5 kg são resíduos perigosos. A Política Nacional de Saneamento Básico revela, para o ano de 2008 a coleta de 8.909 toneladas diárias destes resíduos em todo o país (MCidades, 2011; FUNASA, 2006). Para o levantamento local da quantidade destes resíduos deve-se investigar os volumes gerados nos estabelecimentos que prestam serviços de saúde, públicos ou privados, tais como: hospitais, clínicas médicas e veterinárias, laboratórios de análises clínicas, farmácias, unidades básicas de saúde, etc. Resíduos com Logística Reversa Obrigatória Os números relativos a estes resíduos são pouco conhecidos. A prática de diferenciá-los, obrigatória a partir da sanção da Lei 12.305/2010, deverá revelar as quantidades geradas em cada localidade e região. No entanto, desconsiderando-se peculiaridades locais e regionais, os números da produção nacional para o consumo interno, pode apontar taxas de geração de resíduos ou de consumo dos bens envolvidos. Para os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos pode-se consider a taxa de geração de 2,6 kg anuais per capita, com base em trabalhos acadêmicos e em estimativas traçadas pela Fundação Estadual de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais – FEAM em 2009 (FEAM, 2011). Quanto aos pneus, o número dos considerados inservíveis, recolhidos e destinados se56

gundo o Cadastro Técnico Federal do IBAMA (IBAMA, 2011), aponta para uma taxa de geração de resíduos de 2,9 kg anuais por habitante. No caso dos pneus pode-se consultar também a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). Com relação a pilhas e baterias, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) indica, para o ano de 2006, uma taxa de consumo de 4,34 pilhas anuais e 0,09 baterias anuais por habitante (TRIGUEIRO, 2006). No tocante às lâmpadas, no material divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (MANSOR, 2010) consta a estimativa de 4 unidades incandescentes e 4 unidades uorescentes por domicílio. Este dado permite estimar as quantidades de dispositivos que podem ser descartados. Uma outra fonte para este tipo de informação é o setor público responsável tanto pela manutenção das instalações municipais como pela iluminação pública. Os departamentos responsáveis devem possuir um histórico das trocas realizadas por período de tempo. Resíduos Sólidos Cemiteriais A quantidade gerada por tipo, terá que ser investigada junto aos administradores das instalações públicas e privadas. Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico Neste caso a quantidade de resíduos gerada terá que ser investigada nos registros dos responsáveis

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Resíduos Industriais Os dados apresentados no documento preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos mostram que os estados que desenvolveram os inventários de resíduos industriais exigidos pela Resolução CONAMA nº 313/2002 foram: MT. para os Estados do RJ e SP. PB. sendo necessário um mapeamento das unidades geradoras e seus volumes. tanto para a con rmação das quantidades geradas. 2011). respeitadas as peculiaridades locais. MG. para o preparo da discussão do planejamento das ações que serão necessárias para o tratamento e aproveitamento destes resíduos. e dos responsáveis pela manutenção dos sistemas de drenagem urbana. RS. PR. citados no mesmo documento. PE. ES. 3. GO.35 kg de resíduos por passageiro usuário da instalação (GUARULHOS. Resíduos de Óleos Comestíveis Atualmente. Entre estes resíduos estão aqueles com grande capacidade de geração de gases de efeito estufa (GEEs). Coleta e transporte As informações sobre a coleta e o transporte dos diversos tipos de resíduos são importantes. Permitem ainda a identi cação dos agentes com os quais deverá ser estabelecido um esforço maior de 57 ICLEI 57 3/21/12 5:03 PM .1 e 0. Existem ainda dados estimados pela Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (ABETRE) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).5 litros mensais por família das Classes C e D (INSTITUTO PNBE. estes resíduos vêm recebendo mais atenção e já existem algumas estimativas sobre: a taxa de geração entre 0. Os números lançados podem sugerir caminhos para a estimativa do volume local destes resíduos (MMA. Resíduos Agrosilvopastoris Os volumes de resíduos gerados nas atividades agrosilvopastoris apresentam certa complexidade e devem ser obtidos junto aos responsáveis pelos empreendimentos situados no município ou na região.5 litros mensais por família das Classes A e B e taxa de geração entre 1 e 1. em Guarulhos. revelou a geração de 0. 2011). MS e RN. Resíduos da Mineração Os dados necessários aos Planos terão que ser investigados junto aos responsáveis pelas atividades extrativistas localizadas no território em análise. AP. AC. como para o reconhecimento dos uxos origem-destino. O recente levantamento realizado junto ao Aeroporto de Cumbica. 2010).PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil pela operação de ETAs e ETEs. Resíduos dos Serviços de Transportes As quantidades geradas terão que ser inventariadas junto aos responsáveis pelas instalações e equipamentos de transporte. CE.

O diagnóstico precisa apontar como são exercidas estas atividades. O diagnóstico deve descrever o índice de cobertura que a coleta atinge e os tipos de veículos utilizados. Não havendo pesagem destes resíduos. Os tipos de veículos transportadores utilizados na coleta nos municípios brasileiros são vários. e como são avaliadas. O registro das quantidades deve ser feito mensalmente. da ocorrência ou de não pesagem.4 100 » » » » » » » A cobertura atual é signi cativa? Está muito distante o propósito de universalização da coleta destes resíduos? O número de veículos é adequado? O estado de conservação é adequado? A frequência com que a coleta é realizada é su ciente? Como são atendidas vilas. 2009 Tipo de veículo Caminhão compactador Caminhão basc. 58 ICLEI 58 3/21/12 5:03 PM . e a taxa de cobertura da coleta domiciliar nos 1. baú ou carroceria Caminhão Poliguindaste Trator agrícola c/ reboque Tração animal Embarcações Total Fonte: SNIS.ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS aproximação de modo a induzí-los a participar do processo de discussão dos Planos. Sobre estes dados deve ser desenvolvida uma análise qualitativa com base em questões como: » Qual o percentual destes resíduos que são coletados fora do sistema porta a porta? Composição da frota de coleta de resíduos urbanos.. para todos os tipos de resíduos. para que seja evitada a inconsistência de dados entre municípios com frequências diversas de coleta. conforme indicado no quadro a seguir.4% em relação à população total.9 9. O SNIS 2008 mostrou que em quase 70% dos municípios a frequência da coleta é de duas a três vezes por semana.0 2. a expressão do volume coletado (número de viagens multiplicado pela capacidade do equipamento) em toneladas pode ser feita com o uso dos indicadores de massa especíca aparente. ao menos qualitativamente. É importante o registro.2 3.698 municípios pesquisados 93. 2009 Percentual por tipo (%) 39. principalmente dos Planos Municipais – PGIRS. distritos e áreas de habitação precária? Há limite de volume para o serviço público de coleta? Existe pesquisa de satisfação dos usuários com o serviço? Os geradores obedecem o horário para a disponibilização dos resíduos para coleta? Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD Coleta Convencional O SNIS 2009 identi cou os vários tipos de equipamentos mais frequentemente utilizados na coleta e transporte destes resíduos.5 0. Brasil.0 45. segundo tipo de veículo.

rejeitos. em média. Média da massa coletada de RSU. 59 ICLEI 59 3/21/12 5:03 PM .97 1. baterias e eletroeletrônicos) têm utilizado os mesmos veículos que a coleta seletiva de resíduos domiciliares secos. por faixa populacional Faixa Populacional até 30 mil hab 30 mil a 100 mil 100 mil a 250 mil 250 mil a 1 milhão 1 milhão a 3 milhões mais de 3 milhões Total Fonte: SNIS. per capita em relação à população urbana. Os resultados são mais signi cativos nos menores municípios (MCidades. Massa especí ca aparente de resíduos domiciliares secos (média): soltos: 45 kg/m3 As cidades que operam com a coleta diferenciada de alguns dos resíduos com logística reversa (principalmente pilhas.96 Não havendo pesagem dos resíduos. que utilizam geralmente carrinhos de tração humana e/ou animal e os veículos de sucateiros ou aparistas. a expressão do volume coletado em toneladas pode ser feita com o indicador aqui apresentado.95 0.81 0. Precisam ser registrados também os veículos utilizados pelos agentes que não estão inseridos em iniciativas formais. resíduos dos serviços de transportes. Os veículos mais utilizados neste tipo de coleta e transporte são os caminhões baú e os caminhões carroceria com laterais elevadas com tela. como os catadores autônomos. O mesmo acontece com os municípios que realizam a coleta diferenciada de recipientes contendo resíduos de óleos comestíveis. Os dados do SNIS 2009 revelam que nos municípios pesquisados.2 kg anuais de resíduos por habitante.77 0./dia 0. e para a parte dos resíduos cemiteriais que se assemelhe aos domiciliares. Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD Secos O diagnóstico precisa descrever a abrangência da eventual coleta diferenciada dos resíduos secos e registrar o percentual da população atendida em relação à população total e outros aspectos que forem considerados importantes.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Massa especí ca aparente de resíduos domiciliares: soltos: 250 kg/m3 compactados: 600 kg/m3 A solução de coleta e transporte observada para estes resíduos provavelmente será a mesma utilizada para os resíduos sólidos domiciliares úmidos. 2011).19 0. são recuperados.Kg/hab. 6. 2009 Massa coletada per capita (indicador médio) .81 0.

RCC Conforme o SNIS 2008 a coleta e transporte dos RCC é realizada. As limpezas de feira muitas vezes são realizadas com veículos compactadores. geralmente de pequeno porte. Resíduos Verdes Os resíduos provenientes das operações de manutenção em espaços públicos comumente são coletados e transportados em caminhões com carroceria de madeira. principalmente aqueles oriundos da manutenção do sistema de drenagem. assim como acontece geralmente com a coleta e transporte dos produtos da varrição. limpeza de monumentos e outros). e discriminar quais os serviços desenvolvidos como parte do conjunto designado como de limpeza pública (varrição. 60 ICLEI 60 3/21/12 5:03 PM . Frequentemente. etc. 2010). os carroceiros. recolhimento de animais mortos de pequeno e grande porte. são recolhidos principalmente por caminhões com carroceria de madeira. O diagnóstico deve indicar o índice de cobertura da varrição. Em alguns municípios. os RCC são 1/3 da coleta convencional de resíduos domiciliares e públicos (MCidades.11 tonelada anual per capita. Resíduos da Construção Civil e Demolição .ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PLANOS Resíduos da Limpeza Pública A descrição da forma como é executada a coleta e transporte dos resíduos precisa considerar que estas são atividades bem diversi cadas. O diagnóstico precisa avaliar se o número de equipamentos disponibilizados para a atividade é su ciente. as prefeituras respondem pela coleta de 0. limpeza corretiva do entulho. que utilizam equipamentos também diversi cados. que utilizam caminhões basculantes (caçambas). Pelos dados do SNIS 2008. em mais de 75% dos municípios pesquisados. são recolhidos em operações de limpeza corretiva. Afora esta situação. destacam-se os condutores autonômos. desconsiderada a ação dos agentes privados. pomares. Isto signi ca que. em outros. integrando as atividades de limpeza pública. e nas regiões mais desenvolvidas. Resíduos Volumosos Os resíduos volumosos quando coletados em operações programadas do tipo “cata bagulho”. já o recolhimento de animais mortos é feito com veículos carroceria ou basculante. limpeza de feiras. com laterais elevadas. empresas de remoção que utilizam poliguindastes e caçambas estacionárias. por diferentes agentes. trafegam nos mais diversos veículos. ou mesmo em caminhões basculantes (caminhões caçamba). são utilizados estes mesmos veículos na coleta e transporte dos resíduos dos serviços públicos de saneamento básico. poda e capina. Os resíduos provenientes de pequenas operações privadas de manutenção de jardins. Estas operações precisam ser avaliadas no diagnóstico. volumosos e domiciliares indiferenciados.

predominantemente. se existem operadores privados inseridos nesta atividade. segundo esta mesma fonte. O diagnóstico precisa apontar se ocorre a inexistência de coleta. costumam ser operados por equipamentos com poliguindastes e caçambas estacionárias. quando atua removendo resíduos privados. Os veículos exclusivos são quase sempre de pequeno porte. cobra pelos serviços prestados. nas maiores cidades.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil O diagnóstico local deve descrever detalhadamente as alternativas utilizadas para a coleta e transporte destes resíduos e a estimativa de participação de cada agente quanto aos volumes transportados. Segundo o SNIS 2008. 2010). Resíduos Industriais Estes resíduos. conforme inofrmações do SNIS 2008. geralmente respondem pela remoção do maior percentual destes resíduos. e se a administração pública. É importante destacar a atuação dos agentes privados que. Observa-se no entanto. menos de 18% dos municípios cobram pela remoção e transporte destes resíduos. 2010). 61 ICLEI 61 3/21/12 5:03 PM . a cobrança é mais frequente entre os municípios de maior porte (MCidades. Resíduos dos Serviços de Saúde Para a coleta e transporte destes resíduos os municípios utilizam. a presença signi cativa de coleta sendo realizada concomitantemente por veículos responsáveis também pela remoção de resíduos domiciliares (MCidades. às vezes pelos mesmos operadores dos resíduos de construção e demolição. veículos que são exclusivos para esta tarefa.

5. 3. 2. 4. DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO DO PERS foto: Christian De Grandmaison | Dreamstime.PARTE 3 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS 1.com ICLEI 62 3/21/12 5:04 PM . O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS REGIONALIZAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE ARRANJOS INTERMUNICIPAIS CENÁRIOS.

reciclagem.diagnóstico. destinados a empreendimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos. bem como para os planos municipais de gestão integrada e para os planos de gerenciamento dos grandes geradores de resíduos. Além disso. XII .diretrizes para o planejamento e demais atividades de gestão de resíduos sólidos de regiões metropolitanas. O PERS deverá apontar caminhos e orientar investimentos. com os objetivos e as diretrizes dos planos plurianuais (PPA) e de saneamento básico.medidas para incentivar e viabilizar a gestão consorciada ou compartilhada dos resíduos sólidos. II . e com a legislação ambiental. para a obtenção de seu aval. o PERS deve ser compatível e integrado às demais políticas.metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição nal.meios a serem utilizados para o controle e a scalização. Dessa forma. 17 da Lei. para integrar a organização. entre outras. é condição para os estados terem acesso a recursos da União. III . com vistas a reduzir a quantidade de resíduos e rejeitos.programas.metas para a eliminação e recuperação de lixões. o planejamento e a execução das ações a cargo de municípios limítrofes na gestão de resíduos sólidos. planos e disciplinamentos do Estado relacionados à gestão do território. assegurado o controle social.16 da Lei nº 12.normas e condicionantes técnicas para o acesso a recursos do Estado. VIII . a partir de 02 de agosto de 2012. quando couber. além de subsidiar e de nir diretrizes para os planos das regiões metropolitanas. incluída a identi cação dos principais uxos de resíduos no Estado.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil A elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). VI . observando o conteúdo mínimo de nido pelo Art. associadas à inclusão social e à emancipação econômica de catadores. aglomerações urbanas e microrregionais. 63 ICLEI 63 3/21/12 5:04 PM . reutilização.305/2010. O Art. o PERS deve estar em consonância. para um horizonte de vinte anos com revisões a cada quatro anos. 17 da Lei nº 12. XI – previsão de zonas favoráveis para a localização de unidades de tratamento ou de disposição nal e de áreas degradadas a recuperar. aglomerações urbanas e microrregiões. nos termos previstos no Art. VII . dentre outras. E também para serem bene ciados por incentivos ou nanciamentos de entidades federais de crédito ou fomento para tal nalidade. X . IV . de resíduos. de saúde e de educação ambiental. 2010b): I . principalmente.metas de redução. do qual podem ser ressaltados os seguintes pontos (BRASIL.proposição de cenários. V . projetos e ações para o atendimento das metas previstas. A Lei estabelece ainda que serão priorizados no acesso aos recursos da União os estados que instituírem microrregiões. IX .305/2010 apresenta o conteúdo mínimo do Plano Estadual. O PERS deverá abranger todo o território do estado.normas e diretrizes para a disposição nal de rejeitos e.

de planejamento e de acompanhamento da implementação das ações de gestão dos resíduos sólidos. Nesse sentido. o processo de elaboração do PERS deve considerar as orientações descritas na Parte 2 deste Manual. É recomendável. a elaboração de um Projeto de Mobilização Social e Divulgação. Conselhos Comunitários e Câmaras Técnicas de Comitês de Bacia Hidrográ ca. projetos e ações. os mecanismos. Rio de Janeiro.gov. representação.br 64 ICLEI 64 3/21/12 5:04 PM .mma. os quais poderão auxiliar na discussão de programas. Conselho Estadual de Meio Ambiente. Guarulhos. Nova Iguaçu e outras. atuantes no estado na área de resíduos sólidos ou temas convergentes (Agenda 21 Local. Nesse projeto estarão de nidos a metodologia. garantindo à sociedade: acesso às informações. Belo Horizonte. Campinas.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO 1. O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PERS O PERS é parte de um processo que objetiva provocar. não raro con itantes. Coletivos de Educadores Ambientais. mudanças de atitudes e hábitos na sociedade brasileira quanto à geração e destinação nal de resíduos sólidos. e de grandes cidades como São Paulo. de maneira gradual e contínua. implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos (Art. que trata dos mecanismos e procedimentos que poderão ser instituídos de modo a garantir à sociedade. Salvador. no caso dos planos estaduais e mesmo dos planos microrregionais. O projeto de mobilização deve considerar desde o início a existência de interesses múltiplos. e os procedimentos destinados a promover a sensibilização do maior número de atores para o trabalho de elaboração do PERS. 3º. impondo a identi cação de atores ou segmentos sociais estratégicos. item VI da Lei 12. Consulte o documento ‘Orientações Gerais para elaboração dos Planos Estaduais de Resíduos Sólidos’ em www. Fortaleza.305/2010). etc.). e participação no processo de formulação da política. o acesso a informações e participação na formulação.

estaduais e federais) e não governamentais. projetos e programas existentes com destaque para aqueles referentes ao aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição nal de resíduos. quilombolas. » » » identi cação dos principais uxos de resíduos no estado. de nição de diretrizes e metas. e primários (gerados. com a identi cação dos elos da comercialização dos recicláveis no estado. Assim. por exemplo. aldeias indígenas. resíduos gerados em vilas. e o seu armazenamento em bancos de dados. coleta e transporte. etc. caracterização da situação dos resíduos sujeitos a logística reversa.). aglomerados rurais. Deve-se realizar ampla pesquisa de dados secundários. É recomendável que as informações coletadas sejam mapeadas para melhor visualização espacial facilitando análises e decisões. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS O diagnóstico é a base para a proposição de cenários. que de algum modo possam ter determinado simpli cações. destinação e disposição nal (contemplando lixões. disponíveis em instituições governamentais (municipais. áreas degradadas/contaminadas em razão de disposição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos. As fontes devem ser citadas. etc. será possível prever ações para sanar a carência de dados e permitir uma revisão mais consistente do Plano. identi cação dos impactos socioeconômicos e ambientais decorrentes das soluções da gestão vigente. projetos e ações. in uenciando os resultados das análises. ressaltando eventuais falhas e limitações. em inspeções locais) referentes à: » » geração.). instrumento fundamental para auxiliar no acompanhamento da implementação do PERS. classi cação e caracterização dos resíduos sólidos (identi cação dos principais geradores quanto à origem e periculosidade. e para a tomada de decisões.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 2. e para o detalhamento de programas. aterros sanitários. geração. galpões de triagem. existência de catadores de materiais recicláveis estruturados ou formalizados. lugarejos. Requer o levantamento de informações das áreas urbanas e rurais. bota foras de RCC. » » » 65 ICLEI 65 3/21/12 5:04 PM . Consulte o apêndice da Parte 2 deste Manual para obter informações sobre a Situação de Resíduos Sólidos: classi cação.

econômica e ambiental. E. estratégias e metas. principalmente). através destas informações. Áreas Indígenas. o estabelecimento de cenários. o levantamento dos instrumentos de planejamento territorial e demais planos e estudos que possam ter importância para a questão da geração. legislações. resoluções. por exemplo. Em seguida. estrati cada por renda e faixa etária e projeções de crescimento populacional nos horizontes de tempo do Plano. regional e per capita.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS Também será necessário o levantamento das normas. Plano Estadual de Recursos Hídricos e Planos de Bacias Hidrográ cas. Unidades de Conservação. códigos. Os dados demográ cos servirão para uma estimativa da geração de resíduos sólidos no estado. » » » » » » ICLEI 66 3/21/12 5:04 PM . sujeitas a inundação ou deslizamento.. sobre resíduos sólidos.305/2010. Dados sobre emprego. a disposição inadequada dos resíduos com a redução da disponibilidade hídrica e extensão e gravidade dos danos ao meio ambiente. a localização das áreas degradadas em razão da disposição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos que serão objeto de recuperação ambiental. atividades econômicas dominantes também são importantes. a discussão e de nição das tecnologias a serem utilizadas. etc. Avaliações Ambientais Estratégicas. a localização de áreas órfãs (aquelas onde a responsabilidade ambiental ainda não está de nida) a serem objeto de descontaminação. Planos Diretores Municipais. É importante proceder a uma caracterização socioeconômica do estado contemplando informações tais como: formas de ocupação e organização territorial. social. Pode-se. A caracterização da situação dos recursos hídricos (bacias hidrográ cas de domínio do estado) e do saneamento básico também deve fazer parte do diagnóstico pela estreita interdependência que mantém entre si e com os resíduos sólidos. Áreas de Fronteira. vigentes no estado. Áreas de Preservação Permanente. paralelamente. destinação e disposição nal de resíduos ou rejeitos tais como: Zoneamento Ecológico-Econômico. decretos. Áreas de fragilidade ou vulneráveis. o planejamento da erradicação dos lixões e. Zoneamento Costeiro. o uso e ocupação atual do solo e dos recursos naturais (hídricos. e importância econômica no conjunto das demais Unidades da Federação. vocações e especicidades regionais. para melhor con guração da situação dos resíduos. a proposição de zonas favoráveis para a localização de unidades de manejo de resíduos ou de disposição de rejeitos. a inclusão dos catadores e a sustentabilidade técnica. 66 deve-se fazer uma análise demográ ca. Estas informações e outras que forem julgadas como necessárias deverão auxiliar na construção de cenários conforme o estabelecido na Lei 12. A síntese das informações sobre resíduos sólidos deverá permitir: » a elaboração de modelos de gestão de resíduos sólidos que contemple: as características locais e regionais. relacionar. PIB estadual.

permitindo. Bacia Hidrográ ca (sub-bacia. o Estudo de Regionalização consiste na identi cação de arranjos territoriais (microrregiões) entre municípios. potencializando os investimentos realizados. de infraestrutura e nanceiros existentes em cada um deles. microbacia). Contiguidade territorial. População total a ser atendida (rateio de custos). Di culdades em localizar áreas adequadas para manejo em alguns municípios. Existência de pequenos municípios que não podem ser segregados do arranjo regional. gerando economia de escala. maximizar os recursos humanos. Alguns critérios podem ter relevância para uma região e não para outras. pois fornecem uma base de dados capaz de facilitar o entendimento ou as negociações entre os diferentes gestores municipais. 67 ICLEI 67 3/21/12 5:04 PM . O ganho de escala no manejo dos resíduos. constituídos com base na Lei nº 11. e pro ssionalizando a gestão.107/2005. destacam-se: » » » » » » » » » » » » » » Área de abrangência pretendida para o consórcio (distância máxima entre municípios). garante a sustentabilidade econômica dos consórcios e a manutenção de pessoal especializado na gestão de resíduos sólidos. Experiências comuns no manejo de resíduos. contíguos ou não. Volume total de resíduos gerados nos municípios. Número de municípios envolvidos. ou atividades de interesse comum. com o objetivo de compartilhar serviços. agilizando o processo de constituição de consórcios. regular. dessa forma.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 3. Existência de uxos econômicos entre municípios. Dentre os vários critérios que podem ser estabelecidos. no qual os municípios manejam seus resíduos sólidos isoladamente. Condições de acesso (infraestrutura de transporte entre os municípios). É uma forma de induzir a formação de consórcios públicos que congreguem diversos municípios para planejar. Arranjos regionais pré-existentes (compartilhamento de unidades). sugere-se uma classi cação dos critérios pelo grau de relevância. Para uma análise adequada. visando fortalecer a gestão de resíduos sólidos nos municípios. O processo da construção dos arranjos intermunicipais se inicia com o estabelecimento de critérios para o estudo das opções de agregação de municípios. Existência de municípios polo com liderança regional. a gestão associada possibilita reduzir custos. Similaridade quanto às características ambientais e socioculturais. scalizar e prestar os serviços de acordo com tecnologias adequadas a cada realidade. REGIONALIZAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE ARRANJOS INTERMUNICIPAIS P ara ns deste Manual. com um quadro permanente de técnicos capacitados. Os estudos de regionalização são importantes para viabilizar a constituição de consórcios públicos. O Governo Federal tem priorizado a aplicação de recursos na área de resíduos sólidos por meio de consórcios públicos. conjugado à implantação da cobrança pela prestação dos serviços. Quando comparada ao modelo atual.

podem comprometer a implementação do Plano. O processo de construção de cenários promove assim uma re exão sobre as alternativas de futuro e.2. desenhando futuros distintos. aglomerações urbanas e microrregiões. deve privilegiar a participação da sociedade conforme consta na Parte 2 deste Manual. da situação de origem até a situação futura. Preferencialmente. ferramenta básica para auxiliar nas mudanças de hábito de consumo e comportamento com relação à forma de tratar os resíduos. 68 ICLEI 68 3/21/12 5:04 PM . visando o atendimento das demandas e prioridades da sociedade no que se refere à gestão dos resíduos sólidos. dimensionar. Diretrizes e Estratégias As diretrizes e estratégias representam os principais caminhos e orientações sobre questões fundamentais que. a construção de cenários no processo de elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos. capazes de uma mudança. inclusive emergenciais e contingenciais. estratégias. os cenários de planejamento devem ser divergentes entre si. manejo diferenciado e integrado em instalações normatizadas. programas e ações de Educação Ambiental voltados para a não geração. 4. reutilização e reciclagem de resíduos sólidos. analisar e prever a implementação de alternativas de intervenção. Estas diretivas referem-se a: » » » » » recuperação de resíduos e minimização dos rejeitos encaminhados à disposição nal ambientalmente adequada. o qual subsidiará a elaboração de diretrizes. Os cenários deverão indicar alternativas que representem aspirações sociais factíveis de serem atendidas nos prazos estipulados. e de políticas públicas de modo geral. Cenários A proposição de cenários em um processo de planejamento visa a descrição de um futuro . CENÁRIOS. Por essa razão. imaginável ou desejável . redução.a partir de suposições ou prováveis perspectivas de eventos. melhoram a tomada de decisões estratégicas por parte dos gestores.1. As discussões devem levar à eleição do cenário de referência. Constituem referências para o planejamento de longo prazo. metas.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO 4. programas projetos e ações. DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS 4. planejamento e demais atividades de gestão de resíduos sólidos de regiões metropolitanas. ao reduzir as diferenças de percepção entre os diversos atores interessados. Os cenários deverão ser construídos com base nas informações do diagnóstico buscando uma análise prospectiva da situação futura de modo a orientar o planejamento. sem esse direcionamento. Tem por objetivo identi car.possível.

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proposição de normas e diretrizes para a disposição nal de rejeitos; as metas para o aproveitamento energético dos gases gerados na biodigestão e disposição nal dos resíduos sólidos; proposição de medidas a serem aplicadas em áreas degradadas objeto de recuperação em razão da disposição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos; medidas para incentivar e viabilizar a gestão consorciada dos resíduos sólidos; diretrizes e meios para a criação de fundo estadual e municipal de resíduos sólido; capacitação das equipes gestoras locais e regionais; a obrigatoriedade de estruturação e implementação de sistemas para os resíduos sujeitos a logística reversa; apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis, contribuindo para a formalização de suas atividades.

estimados os prazos e o montante dos investimentos necessários à sua implementação. Inclui normas e condicionantes técnicos para o acesso a recursos do estado. Caso o estado não disponha de um marco regulatório sobre resíduos, deve-se partir das diretrizes e disposições trazidas pela Lei nº 12.305/10 e pelo Decreto nº 7.404/10 (BRASIL, 2010b; BRASIL, 2010d). A seguir é apresentado um exemplo da conexão entre as diretrizes, os programas, projetos, ações e as metas do Plano:
Diretriz - Recuperação de resíduos e minimização dos rejeitos encaminhados à disposição nal ambientalmente adequada. Programa - Promoção da destinação nal ambientalmente adequada de resíduos sólidos. Projeto - Implantação de sistemas de destinação nal adequada de resíduos. Ação - Instalação de unidades de manejo em municípios consorciados. Meta – ‘X’ aterros sanitários (ou outros) construídos e em operação nos arranjos intermunicipais selecionados até 2014.

4.3. Metas, Programas, Projetos e Ações
A partir da eleição do cenário de referência parte-se para a de nição das metas do Plano. As metas devem ser quanti cáveis, de modo que seu alcance seja mensurável e, por consequência, aferido. Devem também se referir a horizontes temporais (curto, médio e longo prazos). Esta etapa deve de nir os programas, projetos e ações para o atendimento das metas estabelecidas para o alcance do cenário de referência. Para cada Programa deverão ser

4.4. Fontes de recursos nanceiros
A identi cação dos programas, projetos e ações necessárias à consecução das metas permite que sejam estimados os valores para sua execução de acor69

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Para baixar a publicação “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”, Fascículo 3 – Fontes de Financiamento, acesse: http://www.bb.com.br/ docs/pub/inst/dwn/3FontesFinan.pdf

4.5. Sistemática de acompanhamento, controle e avaliação da implementação do PERS
O acompanhamento, controle e a scalização do Plano envolvem questões tais como:

geri-jean/ sxc.hu

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Pilhas e Óleos Lubri cantes: resíduos com logística reversa obrigatória.

do com os prazos estabelecidos. Na distinção entre o montante requerido para a execução de obras físicas, e ações direcionadas à gestão é conveniente enfatizar, e priorizar, as atividades que contribuirão para o aumento da e cácia da gestão dos resíduos sólidos. Deve-se apontar para as possíveis fontes de nanciamento e respectivos critérios de elegibilidade, entre os quais a elaboração de bons projetos gura como requisito principal. Poderá ser consultada a publicação realizada pelo Banco do Brasil, em parceria com o MMA e MCidades – Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, formada por quatro fascículos, sendo o terceiro referente a fontes de nanciamento para a gestão integrada de resíduos sólidos.
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elaboração da agenda de implementação e acompanhamento do cumprimento dos objetivos de nidos no PERS; a observância dos dispositivos legais aplicáveis à gestão dos resíduos sólidos; a identi cação dos pontos fortes e fracos do plano elaborado e das oportunidades e entraves à sua implementação; a efetividade da implementação do Plano por meio da aferição das metas estabelecidas; construção de indicadores de desempenho operacional, ambiental e do grau de satisfação dos usuários dos serviços públicos; meios para controle, monitoramento e scalização das atividades que garantirão a qualidade da gestão. Devem abranger desde os serviços públicos de coleta seletiva e destinação nal adequada, aos planos de gerenciamento obrigatórios para determinados resíduos e sistemas de logística reversa das empresas privadas;

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o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos – SINIR deverá ser alimentado com informações pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios; irá sistematizar dados dos serviços públicos e privados de resíduos sólidos apoiando o monitoramento, a scalização e a avaliação da e ciência da gestão e gerenciamento, inclusive dos sistemas de logística reversa; proposição de adequações e demais ajustes necessários.

O Comitê Diretor deverá deliberar sobre as estratégias e mecanismos que assegurem a implementação do Plano, tais como: a) Instrumento legal contendo o horizonte temporal do PERS e os períodos de revisão, em conformidade com a Lei nº 12.305/2010 e respectivo decreto regulamentador. Nesta fase poderá ser proposto o Projeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos. b) Controle e participação social nas revisões do PERS. Há a necessidade de se instituir mecanismos de representação da sociedade para o acompanhamento, monitoramento e avaliação do Plano, de modo que o seu aperfeiçoamento contínuo re ita as expectativas e demandas da sociedade. Além da representação em diversos fóruns tais como os conselhos de meio ambiente, de saúde, de habitação e desenvolvimento urbano e Comitês de Bacia Hidrográ ca, a participação social se efetiva por intermédio de organizações da sociedade civil, entidades do movimento social, entidades sindicais, pro ssionais, de defesa do consumidor e outras. c) Sistema de Regulação e Fiscalização ou sistemática de acompanhamento, controle e scalização do cumprimento das metas e ações estabelecidas no Plano.

d) Diretrizes complementares para orientar os municípios na elaboração dos planos municipais e intermunicipais. e) Plano de Emergência e Contingência estadual para gestão de riscos e desastres, contemplando ações sobre manejo, destinação e disposição nal dos resíduos sólidos gerados, para enfrentamento da situação e para o restabelecimento das condições normais. Neste caso, devem ser envolvidos a Defesa Civil e órgãos de saúde pública de acordo com a escala do impacto. f ) Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da e cácia, e ciência e efetividade das ações programadas bem como do atendimento das metas por meio da seleção de indicadores que permitam avaliar os resultados das ações implementadas. A construção de indicadores deve permitir uma análise grá ca entre a meta prevista e a realizada nos períodos determinados pelo PERS, além de apresentar, pelo menos, as seguintes características:

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terem de nição clara, concisa e interpretação inequívoca; serem mensuráveis com facilidade e a custo razoável; possibilitarem e facilitarem a comparação do desempenho obtido com os objetivos planejados; contribuírem efetivamente para a tomada de decisões; dispensarem análises complexas; serem limitados a uma quantidade mínima, o suciente para avaliação objetiva das metas de planejamento; serem rastreáveis; serem compatíveis com os indicadores extraíveis das metas xadas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos;

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ICLEI 72 3/21/12 5:04 PM . Estabelece ainda em seu Art. O Decreto 7. diretrizes e instrumentos desta Política Nacional sobre Mudança do Clima. 4. pode ser convertido em uma forma de aproveitamento energético como eletricidade. de forma a incrementar-se a e ciência energética. IV). de 29/12/2009 estabeleceu em seu Art. combustível veicular ou para abastecimento de gasodutos. diretrizes e instrumentos das políticas públicas e programas governamentais em geral. 2009b) A Lei nº 12. 2009b). O aproveitamento energético dos resíduos sólidos em grande escala. Existem tecnologias em pequena e média escalas sendo aplicadas no país. a Política Nacional de Resíduos Sólidos de niu entre os seus objetivos a adoção. facilitando assim a integração do sistema de indicadores local e estadual com o sistema nacional.187/2009: Art.4 milhões de m3 de dejetos de animais – resíduos pastoris que têm que ser tratados nos Planos Estaduais de Gestão de Resíduos Sólidos. vapor. combustível para caldeiras ou fogões. O Plano Nacional sobre Mudanças do Clima de niu metas para a recuperação do metano em instalações de tratamento de resíduos urbanos e meta para ampliação da reciclagem de resíduos sólidos para 20% até o ano de 2015. 11. como os resíduos urbanos úmidos e os agrosilvopastoris. XIV). Outra ação prevista é a ampliação do uso de tecnologias para tratamento de 4. diretrizes e instrumentos das políticas públicas e programas governamentais deverão compatibilizar-se com os princípios. objetivos. inclusive a referente aos resíduos (Art. desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais (Art. objetivos. pela biodigestão que elimina o metano e gera composto orgânico. 12 o compromisso nacional voluntário com ações de mitigação das emissões de gases de efeito estufa. 7º. Planos de gestão de resíduos sólidos e as mudanças do clima A Política Nacional sobre Mudança do Clima estabelece como um de seus objetivos a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundas das atividades humanas. nas suas diferentes fontes. Lei no 12. 11 que os princípios. inclusive a recuperação e o aproveitamento energético (Art. A bioeletricidade pode ser gerada com a recuperação e destruição do gás metano em instalações adequadas. Os Planos de Gestão de Resíduos Sólidos deverão incorporar a atenção a estas questões para minimizar os impactos ambientais do transporte de resíduos em geral (reduzindo a emissão de CO2 neste quesito) e da destinação dos resíduos com forte porcentagem de orgânicos. e o incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos. (BRASIL. 4º. O biogás.1% e 38.SINIR. estabeleceu as ações a serem implementadas para o cumprimento do compromisso nacional voluntário. diretrizes e instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima. que regulamenta a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Coerentemente. é empregada de forma cada vez mais expressiva em países com gestão ambiental avançada.187. Os princípios. para reduzir entre 36. Este esforço terá que ser compartilhado com os Estados e Municípios. objetivos. 7º. produzido pela degradação destes e outros resíduos sólidos orgânicos.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PERS » serem compatíveis com os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos . Dentre estas ações está a de expansão da oferta de energia de fontes renováveis como a bioeletricidade. II) (BRASIL. deverão compatibilizar-se com os princípios.6. objetivos.390/2010.9% as emissões nacionais projetadas até o ano de 2020. principalmente na região sul.

4 / Divulgação do Plano 2 / PANORAMA DOS RS NO ESTADO 2.2 / Critérios de agregação de municípios 4 / ESTUDOS DE PROSPECÇÃO E ESCOLHA DO CENÁRIO DE REFERÊNCIA 5 / DIRETRIZES E ESTRATÉGIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO PERS 5.2 / Caracterização socioeconômica e ambiental 2.5 / Áreas degradadas e áreas órfãs 3 / ESTUDO DE REGIONALIZAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE ARRANJOS INTERMUNICIPAIS 3. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA Metas e Etapas 1 / PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E DIVULGAÇÃO 1.1 / Áreas para a destinação adequada 3.2 / Validação do Panorama dos Resíduos Sólidos 1.1 / O cinas sobre a legislação 1.3 / Atividades geradoras 2.1 / Diagnóstico da gestão 2.5 / Programas.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 5.6 / Investimentos e fontes de nanciamento 5.7 / Sistemática de controle e avaliação da implementação ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO DO PERS Produtos e Relatórios Projeto de Mobilização RT O cina com técnicos RT Validação Panorama RT Validação PERS RT Divulgação Prazos sugeridos 2 a 4 meses Conforme andamento das metas/etapas Desembolso previsto (%) X% (com apresentação do Projeto de Mobilização Social e RT O cina com técnicos) Panorama dos RS 4 a 6 meses X% (com apresentação do Panorama de RS e RT Validação Panorama) Estudo Regionalização e Arranjos 3 a 5 meses X% (com apresentação do Estudo de Regionalização) X% (com apresentação do Estudo de Prospecção e Cenários) Estudos Prospecção e Cenários 1 a 2 meses PERS 4 a 6 meses X% (com apresentação do PERS.2 / Proposição para a disposição nal de rejeitos 5.3 / Apresentação e validação do Plano 1.4 / Metas para a gestão dos RS 5.4 / Situação dos resíduos 2. RT Validação PERS e RT Divulgação) Prazo total até 20 meses 73 ICLEI 73 3/21/12 5:04 PM .3 / Proposição de medidas em áreas degradadas 5. aglomerações e microrregiões 5.1 / Diretrizes para RMs. projetos e ações 5.

A SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS MUNICIPAIS 4. PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 2. AÇÕES E METAS PARA O MANEJO DIFERENCIADO DOS RESÍDUOS 6. AÇÕES E METAS PARA OUTROS ASPECTOS DO PLANO 7. ESTRATÉGIAS. ITEMIZAÇÃO PROPOSTA PARA O PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 8. ESTRATÉGIAS. PROGRAMAS.hu ICLEI 74 3/21/12 5:04 PM . PLANO DE AÇÃO: ASPECTOS GERAIS 5.PARTE 4 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 1. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA DO PLANO DE TRABALHO DO PGIRS ROTEIROS PARA ELABORAÇÃO foto:Chris Richardson/sxc. DIRETRIZES. DIAGNÓSTICO 3. DIRETRIZES. PROGRAMAS.

principalmente. 2007a). Nesse caso.445. formado por representantes dos principais órgãos envolvidos. Nesse caso deve ser respeitado o conteúdo mínimo de nido em ambos os documentos legais (BRASIL. previstos na Lei nº 11. implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos. no processo de discussão.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 1. integrando-se aos planos de água. LEMBRE SE! É possível elaborar um único plano atendendo às Leis 11. esgoto. 19 da Lei nº 12. e do Grupo de Sustentação. a capacidade de articulação dos agentes e gestores envolvidos de nirão a abrangência do plano de gestão .305/2010 (BRASIL.se regional ou municipal. o plano intermunicipal ou regional deve observar o conteúdo mínimo previsto no Art. Quanto ao processo participativo. drenagem urbana e resíduos sólidos. ressalta-se a importância do Comitê Diretor. É possível elaborar um único plano atendendo a vários municípios associados: Os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais para gestão dos resíduos sólidos estarão dispensados da elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.305/2010: O PGIRS pode fazer parte do Plano de Saneamento Básico. 75 ICLEI 75 3/21/12 5:04 PM .445/2007 e 12. As peculiaridades locais e regionais e. e à caracterização dos resíduos sólidos. organismo político de participação social composto por representantes do setor público e da sociedade organizada. O processo de elaboração do PGIRS deve basear-se nas orientações contidas na Parte 2 deste Manual no que se refere à participação social e organização institucional do processo participativo. PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS A metodologia e a estrutura para a elaboração do PGIRS proposta nessa parte do Manual são adequadas tanto para os planos municipais como para planos intermunicipais ou regionais. de 2007. formulação. 2010b).

A geração de mapas para organização das informações para ns do diagnóstico pode ser feita por meio de aplicativos gratuitos oferecidos por órgãos públicos.ibge. distinguir a população urbana da rural a partir de dados ICLEI 76 3/21/12 5:04 PM . e a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico O IBGE disponibiliza informações importantes nos seguintes sites: http://www. trabalhos acadêmicos. tais como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) versão 2009 e anteriores. br/index. DIAGNÓSTICO 2. sistema hídrico. gov. altitude na região. divisão em bairros do município e outros aspectos. os dados demográ cos relativos ao Censo 2010 e anteriores. e a segunda. bem como a densidade demográ ca. 2000. nesta fase do diagnóstico. a situação do saneamento básico e outros.gov.1. A coleta de dados primários deverá ocorrer apenas em situações especí cas. As fontes de informação são classi cadas em primárias e secundárias – a primeira refere-se a dados coletados diretamente na fonte.ibge. ao uso de dados sistematizados por diferentes instituições ou publicações. Na página do IBGE também poderão ser encontradas informações descritivas da geogra a local. br/Censos/Censo_ Demogra co_ 2010/Resultados_ do_Universo/ Agregados_por_ Setores_ Censitarios/ (PNSB) versão 2008 e anteriores. 2007 e 2010. 1996.br/estadosat/ ftp://ftp. IpeaGeo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). etc. como: WebCart do IBGE. a geogra a regional. Para esses dados pode-se traçar séries históricas a partir dos registros de 1991. TabWin do Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus).ibge.censo2010. e o acesso à rede mundial de computadores permitirá reduzir signi cativamente os prazos e custos desta etapa do trabalho. Para a elaboração do PGIRS considera-se que o recurso às fontes secundárias seja su ciente.2. encontram-se disponíveis na página do Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística (IBGE) bem como as pesquisas especí cas promovidas pelo mesmo Instituto.gov. Muitas destas informações já se encontram sistematizadas na página do IBGE Cidades. 2. disponibilizados por instituições especializadas. Serão também indicadas as fontes de informação que poderão ser consultadas como os bancos de dados locais. É muito importante. federais ou estaduais. De modo geral.php http://www. que ajudarão a traçar um painel descritivo dos principais aspectos do município e da região como: a questão demográ ca. conformação física do relevo. tipos de solo. gov. Aspectos Socioeconômicos Para a caracterização da população do município ou do conjunto de municípios é importante considerar a evolução do número de habitantes e das taxas de crescimento populacional.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 2.br/cidadesat/ topwindow. TerraView do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). como: clima dominante.htm?1 http://www.ibge. Aspectos Gerais Este item contempla os aspectos gerais do Diagnóstico.

existência de favelas ou habitações precárias. por exemplo: bairros com densidade demográ ca baixa. Quando não existirem dados locais. drenagem e manejo das águas pluviais. Nesse caso. que consolida informações obrigatórias das indústrias locais (estatísticas do trabalho e do mercado de trabalho). 2001). o PIB per capita e as atividades econômicas dominantes. tanto no município como na região. a extensão das redes. É importante indicar em que bairros estão concentradas as ocorrências e o relacionamento. se houver. média e alta. serviço autônomo local. e ao que foi estabelecido como diretriz para a gestão dos resíduos. e situação dos resíduos sólidos. assim como os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho. Em relação à drenagem e manejo de águas pluviais. deve-se considerar o Produto Interno Bruto (PIB) municipal. principalmente em relação ao ordenamento territorial. deve-se quali car a intensidade com que os problemas (inundações. que será analisada à parte (BRASIL. gov. considerando-se todas as modalidades de nidas na Lei Federal de Saneamento Básico abastecimento de água. O IBGE disponibiliza as informações para os municípios por setores censitários. A página do IBGECidades poderá ser consultada. deve-se buscar informação na PNSB do IBGE e no SNIS. Na caracterização econômica dos municípios deve-se buscar informações sobre a mobilidade social local decorrente das recentes mudanças no per l de renda e consumo da população. a solução de tratamento prévio para a água. com a má gestão de resíduos sólidos. etc.3. Saneamento Básico Deve ser traçado um quadro geral da situação do saneamento nos municípios. muitos municípios já desenvolveram seu Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.snis. densidade demográ ca. número de domicílios. o que permite obter um conjunto signi cativo de dados desagregados por bairros: população. A inexistência de dados precisos não deve inibir o lançamento de informações qualitativas como. O Observatório das Metrópoles. Devem ser registrados também os órgãos responsáveis pelo saneamento básico: concessionária estadual. gov. a existência de tratamento para o esgoto coletado e as fragilidades mais relevantes.mte. Quanto às informações econômicas.br/rais/2010/ O SNIS disponibiliza informações sobre diversos municípios em: http://www. 2007a). esgotamento sanitário. Por força das exigências do Estatuto das Cidades (BRASIL. consórcio público regional. os índices de cobertura. ou forem precários.br ICLEI 77 3/21/12 5:04 PM . 2. Para obter os dados da RAIS. não havendo informações locais sistematizadas. que realiza de forma sistemática estudos sobre a problemática metropolitana também poderá ser consultado. é importante elaborar um mapa com a síntese das informações.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil censitários. acesse: http://www. média ou grande intensidade. alagamentos) ocorrem: pequena. Na análise da situação do abastecimento de água e esgotamento sanitário deve-se considerar o número de domicílios. o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o cadastro dos bene ciários do Programa Bolsa Família.

ao nal da página.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS órgão da administração direta dos municípios. de porte assemelhado. Em municípios ou regiões com informações precárias. de bota foras de RCC. em região de forte atividade minerária e assim por diante. com forte atividade turística. outros resíduos podem ser considerados nesta categoria. podem ser considerados como referências. pode ser qualitativo. Na ausência de informações especí cas para os municípios. que podem ser extraídos dos dados das publicações citadas. caso a caso. Em municípios litorâneos. médio e alto. iniciativas de compostagem de orgânicos e manejo dos resíduos da construção. mesmo nas publicações da PNSB e SNIS. e dos resíduos. secos e úmidos. os dados mais importantes para cada município são: existência de lixão. Resíduos com maior presença (em volume) Municípios População (2010) domiciliares secos domiciliares úmidos de construção e demolição outros Problemas mais frequentes no sistema de limpeza urbana poluição incômodos lixo nos em águas lixo na em torno da cursos subterrâneas e rua disposição nal d´água super ciais 78 ICLEI 78 3/21/12 5:04 PM . ainda não exaustiva sobre a situação dos resíduos sólidos. Nessa abordagem inicial. sugestão de quadro geral sobre resíduos e problemas mais frequentes. de galpões de triagem e outros. indicadores de municípios próximos. registrando-se a ocorrência ou não dos problemas. Vale o mesmo para municípios em zona portu- ária. obrigando atenção especial. e o grau dos problemas existentes em fraco. esse quadro geral. deve-se buscar informações sobre a existência de: práticas de coleta seletiva de embalagens e outros resíduos secos. E é importante registrar os resíduos com presença mais signi cativa (em volume) – muito provavelmente serão os resíduos urbanos. Veja a seguir.4. 2. conforme as especi cidades locais. Resíduos Sólidos Para registro da situação dos resíduos sólidos nos municípios é necessário traçar um quadro geral. focado nos problemas mais freqüentes. e os resíduos da construção civil. ou outro. ou indicadores gerais. No tocante às alternativas de destinação e disposição nal. de instalações adequadas como aterros sanitários.

0 100. permi- tirão análises como. a presença de ONGs dedicadas à temática da coleta seletiva de resíduos secos e iniciativas do poder público local. segundo as Unidades da Federação . agregados às informações locais.0 20.0 70. É possível obter essas informações na PNSB 2008 do IBGE através do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (IBGE. Interessa registrar também dados sobre o custo unitário da coleta convencional. Assim. Municípios com manejo de resíduos sólidos. 2010b).0 50. o percentual do orçamento municipal despendido com o gerenciamento público de resíduos. Na página do IBGE Cidades encontram-se informações gerais sobre as nanças dos municípios.0 40. sugestão de quadro sobre catadores e cooperativas. As informações de cunho geral também podem ser obtidas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (MMA. 2010b).PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil A diretriz da inclusão social dos catadores constitui aspecto importante da PNRS (BRASIL. onde as entidades têm conhecimento de catadores em seus vazedouros e aterros.0 80. Veja a seguir.0 10. 2010) Municípios População (2010) no de catadores existentes no de cooperativas ou associações no de catadores participantes no de ONGs existentes Ações do poder público 79 ICLEI 79 3/21/12 5:04 PM . por exemplo. faz-se necessário o levantamento de informações sobre esses trabalhadores. e devem ser consultados. Os setores de assistência social e as equipes de agentes comunitários de saúde e/ou de saúde da família dos municípios têm condições de traçar um rápido panorama sobre os catadores e suas organizações.0 60.0 30.2008 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Distrito Federal Pernambuco Alagoas Ceará Paraíba Mato Grosso do Sul Goiás Amapá Sergipe Rio Grande do Norte Bahia Pará Rondônia Acre Rio de Janeiro Mato Grosso Paraná Espírito Santo Amazonas Minas Gerais Roraima São Paulo Piauí Maranhão Tocantins Rio Grande do Sul Santa Catarina 0. Esses dados. suas organizações. A PNSB 2008 revelou que metade dos municípios brasileiros tem conhecimento da existência de catadores na área urbana. 2010b).0 90. 2011).0 (IBGE. e quase 30% sabem da ocorrência de catadores nas áreas de disposição nal (IBGE. ao nal da página. As informações sobre os custos dos processos atuais de gestão dos resíduos é de extrema importância.

por exemplo. 2. na gestão dos resíduos como. sua ementa e a carência ou não de regulamentação por decreto. Para cada município devem ser registradas as leis em vigor e aquelas em processo de elaboração ou em tramitação: Plano Diretor. Veja a seguir. A elaboração do PGIRS demandará. número) Lei B (título. Veja a seguir. 2011).5. dentre outros. serviços públicos. a realização de ajustes na legislação existente. número) 2. praticamente 50% dos municípios pesquisados cobra o manejo dos resíduos. organizar as informações sobre eventuais receitas para o gerenciamento dos resíduos. Código de Posturas. Legislação local em vigor A legislação local relacionada à gestão dos resíduos precisa ser inserida no diagnóstico geral. O SNIS 2009 mostra que. a política estadual para os resíduos sólidos e dispositivos como o ICMS ecológico. É igualmente importante. sugestão de quadro sobre legislação: Data da sanção Situação da regulamentação Município Ementa Lei A (título. Regulamento de Limpeza Urbana ou leis especí cas. sendo que a ampla maioria deles o faz por meio de taxa específica inserida no boleto do IPTU. scalizatória e gerencial Deve ser feita uma análise qualitativa e um registro quantitativo dos recursos humanos e equipamentos disponibilizados para o gerenciamento dos resíduos sólidos. Os custos especí cos do gerenciamento de cada resíduo serão tratados mais adiante. sugestão de quadros para levantamento de dados sobre capacidade operacional e gerencial: 80 ICLEI 80 3/21/12 5:04 PM . a data da sanção. em boleto específico da limpeza urbana ou outras modalidades (MCidades. por órgão responsável: de limpeza urbana.6. ocorrendo ainda a cobrança em boleto pelo uso de água. meio ambiente e outros. e o custo unitário da disposição nal na solução adotada localmente. ao nal.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS custo de transporte dos resíduos. a identi cação das leis de âmbito estadual que interferem ou possam vir a interferir. registrando-se a existência ou não da cobrança pelos serviços. Estrutura operacional. É necessário ainda.

PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Capacidade Operacional Recursos Humanos qualitativa Municípios População (2010) Órgão operacionais nível médio su cientes quantitativa scais exclusivos qualitativa veículos pesados Equipamentos quantitativa eqptos de carca veículos leves su cientes poucos poucos órgão 1 nome Município A órgão 2 nome órgão 3 nome Capacidade Gerencial (recursos humanos) qualitativa nível superior Municípios População (2010) Órgão su cientes poucos quantitativa nível médio   órgão 1 nome órgão 2 nome órgão 3 nome                         Município A outros       outros 81 ICLEI 81 3/21/12 5:04 PM .

2.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS AVALIE OS BENEFÍCIOS! O registro dessas informações permitirá identi car as fragilidades e pontos fortes da estrutura operacional e gerencial dos municípios. sugestão de quadro para levantamento de informações sobre programas de saúde e saneamento: Programa de Agentes Comunitários de Saúde equipes agentes Programa de Saúde da Família Municípios equipes agentes ICLEI 82 3/21/12 5:04 PM . e identi cadas as instâncias de gover- Acesse informações sobre as equipes e agentes de saúde nos municípios em: http://www2.php?area= 0204&id=11673 Selecionar OCUPAÇÕES Selecionar o estado e municí-pio desejado Selecionar a categoria pro ssional desejada no que podem ter papel importante neste tema. fazer parte do PGIRS. Assim. por lei. caracterizando-as da melhor forma possível. Educação ambiental Programas e ações de educação ambiental devem. etc. o diagnóstico deve fazer um levantamento do número de equipes e agentes que estão atuando em Programas de Saúde da Família e Programas de Agentes Comunitários de Saúde. vigilância sanitária. datasus.gov. Para auxiliar o planejamento de ações nesta direção. conexão cada vez mais necessária de ser feita. Veja a seguir. esses dados podem ser recuperados junto ao DATASUS. Em grande parte. devem ser listadas as iniciativas em curso. além dos que estão envolvidos em controle de endemias. abrindo espaço para a discussão de soluções consorciadas e estáveis para a gestão dos resíduos.7. Na Parte 2 desse Manual são encontradas informações que poderão auxiliar na elaboração de programas de educação ambiental.br/ DATASUS/ index. Importa registrar também a forma como os municípios vêm abordando a interface entre Saúde e Saneamento.

A melhor forma de viabilizar esta tarefa. central para o diagnóstico. sugestão de quadro de referência inicial: 83 ICLEI 83 3/21/12 5:04 PM . e as tarefas distribuídas entre os técnicos envolvidos. das formas de coleta e transporte usuais e traz outras informações relevantes. Veja a seguir. Para a sistematização dos dados deve-se consultar o apêndice da Parte 2 do presente Manual.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 3. O lançamento das informações deve ser realizado pelo Comitê Diretor. é preparar um grande quadro de referência inicial. realizada por catador em Diadema (SP). que trata da classi cação dos resíduos. com responsáveis para cada conjunto de informações. Este procedimento favorece a construção ou ampliação do embrião de uma equipe gerencial local ou regional. das condições de geração. Acervo MMA Coleta de resíduos domiciliares secos. 2005. A SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS MUNICIPAIS O diagnóstico deverá promover uma análise pormenorizada da situação de todos os tipos de resíduos que ocorrem localmente. O quadro de referência remete para a organização de “ chas” de trabalho. formando um roteiro de trabalho para o detalhamento do Plano. cada qual composta por um tipo de resíduo e abordagem associada aos dados solicitados nas linhas verticais correspondentes.

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS Iniciativas relevantes domiciliares RSD .coleta convencional domiciliares RSD .secos domiciliares RSD .úmidos limpeza pública construção e demolição .RCC volumosos verdes serviços de saúde equipamentos eletroeletrônicos pilhas e baterias lâmpadas pneus óleos lubri cantes e embalagens agrotóxicos sólidos cemiteriais serviços públicos de saneamento básico óleos comestíveis industriais serviços de transportes agrosilvopastoris mineração 84 ICLEI 84 Carências e de ciências Tipos de resíduos e abordagens sugeridas Legislação e normas brasileiras aplicáveis 3/21/12 5:04 PM Coleta e transporte Competências e responsabilidades Destinação e disposição nal Dados gerais e caracterização Geração Custos .

Destinação e disposição nal O SNIS sistematizou os tipos de unidades de processamento existentes em um bom número de municípios. ou sua imprecisão. aos dados localmente existentes. Acrescente-se ainda a possibilidade de consulta a bancos de tese das diferentes universidades do país. O uso de informações secundárias. por exemplo. minerários e agrosilvopastoris. Essa listagem pode ser adotada como base para o diagnóstico da situação local e regional. o qual poderá ser revisto continuamente para o fornecimento de informações ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR). Pode ser útil. ponderadas pelos técnicos responsáveis pelo trabalho.os transportadores privados terão que ser ouvidos sobre os volumes que manejam. do RCC . o número de unidades. Da mesma forma. geração. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos contém informações que também podem auxiliar no preenchimento do quadro. É o caso.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil No preenchimento pormenorizado deste quadro de referência. coleta e transporte. sempre. é muitas vezes realizado de maneira informal por catadores. Veja a seguir. que seja partícipe do SNIS. mas a ausência destes. sugestão de quadro sobre unidades de processamento de resíduos : 85 ICLEI 85 3/21/12 5:04 PM . A primeira revisão do PGIRS. e/ ou por veículos privados vinculados a “sucateiros“ que também terão que ser consultados. lançando-se. informações sobre a existência ou não de instalações nos municípios e. regionais ou nacionais. LEMBRE SE! Consulte o apêndice da Parte 2 deste Manual para obter informações sobre a Situação dos Resíduos Sólidos: classificação. inexistindo dados locais.1. na inexistência de informação local. em áreas de concentração comercial. em um primeiro momento. não deve inibir o lançamento de informações construídas com base em indicadores gerais. o uso de indicador extraído de informação prestada por município próximo. em quatro anos. Construindo a informação: A prioridade deve ser dada. já poderá ser feita com dados locais mais consolidados. o manejo de resíduos domiciliares secos. Outros resíduos poderão estar nessa mesma situação como os industriais. se cabível. A obtenção de informações sobre alguns dos resíduos deverá implicar na coleta e sistematização de dados não disponíveis nos órgãos públicos. tal como exigido pela legislação. assemelhado. 3. permitirá a construção do quadro de referência. será útil a consideração de indicadores regionais ou nacionais que podem ser encontrados em documentos do SNIS ou em análises realizadas sobre os dados da PNSB.

......ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS município D município A Tipo de unidade de processamento Lixão Aterro controlado Aterro sanitário Unidade de transbordo Unidade de triagem (galpão ou usina) Unidade de compostagem (pátio ou usina) Unidade de manejo de galhadas e podas Unidade tratamento por microondas ou autoclave Unidade de tratamento por incineração Vala especí ca de resíduos de serviços de saúde Aterro industrial Área de transbordo e triagem de RCC e volumosos (ATT) Aterro de resíduos de construção e demolição (antigo aterro de inertes) Área de reciclagem RCC (antiga un... reciclagem de entulho) Queima em forno de qualquer tipo Bota fora de entulhos Instalações de sucateiros (ferro velho) Centrais de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos Unidade biodigestora (rural ou urbana) Unidade de captação de pneus usados 86 ICLEI 86 município X município C município B ....... 3/21/12 5:04 PM .....

É necessário organizar os dados sobre custos diretos de operações de coleta e transporte.... 3. o destino predominante são áreas privadas... É preciso investigar as diversas despesas que incidem sobre o conjunto de resíduos abordados...... volumosos e outros.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil município D município A Tipo de unidade de processamento Outro tipo de unidade Total por município Total regional Além dessas unidades de processamento. bem como as características de comercialização e de transporte.. inclusive os custos de limpeza corretiva em pontos viciados Acervo MMA 87 ICLEI 87 3/21/12 5:04 PM . no município e na região. Ecopontos. Caçamba particular com resíduos volumosos.... pontos de captação de pilhas.2.. Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes. e mesmo os RSD secos.. eletrônicos. FIQUE POR DENTRO! Deve-se analisar resíduo por resíduo e o uxo origem-destino de cada um deles. município X município C município B . etc.. Custos INVESTIGUE COM CUIDADO! É importante que o levantamento não que limitado às unidades públicas porque. devem ser identi cadas aquelas voltadas para a captação de resíduos como entulhos. tais como: Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). para alguns resíduos como os RCC. de destinação e disposição. O diagnóstico dos custos deve ser exaustivo. É importante veri car a existência de indústrias de reciclagem dos diferentes tipos de resíduos..

o SNIS 2008 aponta que o custo da varrição na média dos municípios pesquisados gira em torno de » 88 ICLEI 88 3/21/12 5:04 PM . indica que esta relação estava em 5.306 municípios pesquisados. quanto à geração. 2011). e as responsabilidades pela elaboração e implementação de Planos de Gerenciamento de Resíduos. deve-se elaborar um quadro síntese. com valores maiores nos maiores municípios (MCidades. eliminando-se os municípios com população acima de 1 milhão de habitantes. e grandes (acima de 1 milhão de habitantes) R$ 33. as informações sobre custos indiretos.3%. o valor detectado pelo SNIS foi de R$ 51. e responsabilidades privadas. Outros documentos apontam informações que podem auxiliar na análise de como andam os custos locais: R$ 53.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS de deposição irregular.06/t (MMA. com responsabilidade pública enquanto gerador público. como de nidos na Lei 12. medido em 2008. Devem também ser destacados os responsáveis pela estruturação e implantação de sistemas de logística reversa. os relativos à amortização e depreciação de investimentos e outros. 2010). transporte e recepção de resíduos. com uma produtividade de 1. Tendo as despesas todas compiladas. 2010).25/t.305/2010 (BRASIL.48/hab/ano (MCidades. 2010b). 3. médios (mais de 100 mil habitantes) R$ 35. sugestão de quadro síntese sobre responsabilidades: » o Plano Nacional de Resíduos Sólidos revela os seguintes custos para a disposição nal em aterro sanitário: municípios pequenos (menos de 100 mil habitantes) R$ 54.46/t. 2010). é importante de nir um indicador que relacione as “despesas com manejo dos resíduos sólidos urbanos” e as “despesas correntes municipais”. administrativos.3. destacando: os agentes com responsabilidade pelo serviço público a ser prestado (limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos domiciliares). combate a vetores. e a varrição a quase 21% (MCidades. Outro dado de interesse é o nível de despesas per capita: no ano de 2009. tais como os de scalização. 2011).3 km diário/funcionário (MCidades.32 por quilômetro varrido. » a coleta de resíduos domiciliares e da limpeza pública correspondem a cerca de 45% do custo total dos serviços. O quadro síntese também será útil na de nição dos interlocutores para a discussão e elaboração do PGIRS. Veja a seguir. em 1. O último dado disponível no SNIS. Competências e responsabilidades Para melhor visualizar as competências e responsabilidades pelo manejo de cada um dos resíduos constantes deste Manual.

RCC volumosos verdes serviços de saúde equipamentos eletroeletrônicos pilhas e baterias lâmpadas pneus óleos lubri cantes e embalagens agrotóxicos sólidos cemiteriais serviços públicos de saneamento básico óleos comestíveis industriais serviços de transportes agrosilvopastoris mineração Responsabilidades públicas principal complementar gerador Responsabilidades privadas transportador receptor 89 ICLEI 89 3/21/12 5:04 PM .coleta convencional domiciliares RSD .úmidos limpeza pública construção civil .PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Tipos de resíduos e responsabilidades estabelecidas domiciliares RSD .secos domiciliares RSD .

a inexistência de controle da ação de agentes privados: geradores de RSS.514/2008.5. transportadores e receptores de RCC.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e seu Decreto Regulamentador 6. Iniciativas relevantes É importante registrar também os fatos relevantes que ocorrem nos municípios da região: empresas com políticas socioambientais estruturadas e com ações no município. dentre outras.514. a ausência da coleta continuada de resíduos em aglomerados precários tanto na área urbana como rurais e em distritos distantes. As discussões acerca das responsabilidades. a ocorrência de pontos viciados com deposição irregular de resíduos diversos. de 22 de julho de 2008 regulamenta a Lei nº 9. devem deixar claro que a não observância de suas diretrizes sujeitará os infratores a sanções legais. ONGs com projetos implantadas na região. Legislação e normas brasileiras aplicáveis Excetuando-se as leis maiores (Lei 12.4. Boas práticas O conhecimento de experiências exitosas de alguns municípios brasileiros pode auxiliar no preparo das discussões para o planejamento de ações locais.605 e outras (BRASIL. O Decreto nº 6.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS Esse quadro poderá ser estendido e contemplar as responsabilidades pelas instalações de processamento anteriormente citadas. etc. » » » » » » o não atingimento da universalidade na prestação do serviço público. em especial as xadas na Lei Federal 9. essas discussões têm também caráter pedagógico. 3. A legislação e as normas estão listadas nos Documentos de Referência (ANEXO). Nesse sentido. e que precisam ser analisadas. decorrentes da PNRS. de 12 de fevereiro de 1998 dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (BRASIL. Carências e de ciências Na elaboração do diagnóstico é importante identicar as principais carências e de ciências de gestão e registrar fatos como: LEI DE CRIMES AMBIENTAIS A Lei nº 9. 3. 1998).445) que consolidam disciplinas para vários resíduos. as di culdades gerenciais com destaque para as questões relacionadas a recursos humanos e as fragilidades de sustentação econômica. 2008b). 3. sucateiros/ ferro velho. escolas e associações de bairro que desenvolvem projetos com a população. existem legislações especí cas e normas brasileiras.6.605. para que o planejamento da ações seja desenvolvido de forma adequada. cooperativas ou associações de catadores. ICLEI 90 3/21/12 5:04 PM .305 e Lei 11. aplicáveis aos resíduos diagnosticados.

BRASIL. Não poderão estar ausentes considerações sobre ações compartilhadas com outras instâncias de governo. tendo em vista a redução de emissões de GEEs oriundos da decomposição de resíduos orgânicos (BRASIL. no âmbito do PGIRS. identi cadas a principais tendências (evolução demográ ca. na geração e gestão dos resíduos sólidos. alterações físicas provenientes de obras de infraestrutura ou mudanças no ambiente.1. com especial ênfase na sustentabilidade econômica e ambiental do PGIRS. por exemplo. entre outros aspectos) e. prover capacidade gerencial para todos os municípios associados. é aquém do necessário. Até a inevitável 91 ICLEI 91 3/21/12 5:04 PM . 2010b.305/2010 e Lei 11. e quais deles ocasionarão di culdades mais signi cativas. sistematizadas e analisadas no diagnóstico geral.445/2007. desempenho das atividades econômicas locais e regionais. evolução da situação de emprego.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 4. baseada na atuação regionalizada de uma única equipe capacitada. O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deverão considerar a possibilidade de constituição de um Consórcio Público Regional na perspectiva da construção de uma autarquia intermunicipal de gestão. não se limitando a. Para a elaboração do Plano de Ação devem ser consideradas todas as informações coletadas. consumo e renda per capita. Por exemplo: se haverá incremento na geração de resíduos. avaliados os impactos das tendências consideradas mais importantes. PLANO DE AÇÃO: ASPECTOS GERAIS O Plano de Ação é o planejamento de todas as ações que devem ser implementadas para que se possa atingir os resultados almejados no prazo estipulado para cada uma delas. implicando na continuidade da existência dos lixões ou dos baixíssimos índices de recuperação dos materiais. As diretrizes e estratégias que serão adotadas no PGIRS devem ser de nidas no início do processo de elaboração do Plano de Ação e compatíveis com as exigências da Lei 12. As possibilidades criadas pela Lei de Consórcios Públicos (BRASIL. na imensa maioria dos municípios. 2005) e Lei de Saneamento (BRASIL. 2007a) têm que ser aproveitadas ao máximo: somar capacidades. 4. e na inclusão social dos catadores de materiais recicláveis. Perspectivas para a gestão associada Todos os estudos técnicos realizados demonstram que a gestão de resíduos. apenas compartilhar um novo aterro sanitário. dividir custos com ganhos de escala. 2007a). compartilhar instalações e concentrar resíduos quando a logística for conveniente. com um histórico recorrente de ine ciência dos investimentos. e a partir dos resultados obtidos.

não é promissor se não for buscado um salto de qualidade na capacidade de gestão. ou que se inserirem de forma voluntária nos planos microrregionais de resíduos sólidos referidos no § 1o do Art. Art. § 1º.2. Os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais. Os movimentos nos estados brasileiros para viabilização deste salto de qualidade são amplos. e a programação das ações. ca mais amena quando apresentada como decisão conjunta e regional. consoante o § 3o do art. com um nível mais elevado de exigências da nova legislação. Para essa discussão é importante que o Comitê Diretor veri que como está sendo conduzida a discussão da regionalização do território pelos órgãos do Governo do Estado. § 1º Serão priorizados no acesso aos recursos da União referidos no caput os Estados que instituírem microrregiões. 16. II implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. deverá considerar os diferentes agentes envolvidos e suas respectivas responsabilidades. 18. corrigiram problemas graves de gestão dos resíduos. De acordo com a Lei 12. o planejamento e a execução das ações a cargo de Municípios limítrofes na gestão dos resíduos sólidos. e estão calcados no sucesso destas iniciativas em países europeus (Portugal e Itália) que. Todo o novo conjunto de leis para saneamento e gestão de resíduos traz a gestão associada instituída pela Lei de Consórcios Públicos (BRASIL. 92 Olhar para o futuro: O cenário que se aproxima. incluída a elaboração e implementação de plano intermunicipal. 16.305/2010 (BRASIL. repercutindo decisão de lei federal para validade dos contratos. I optarem por soluções consorciadas intermu-nicipais para a gestão dos resíduos sólidos. para integrar a organização. Art. 2005) como aspecto central. 2010b): Art. e do conjunto de ações típicas do saneamento. ICLEI 92 3/21/12 5:04 PM .ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS discussão de que os custos terão que ser recuperados e taxas terão que ser introduzidas. 25 da Constituição Federal. 4. 18. ou se inserirem de forma voluntária nos planos microrregionais relativos às microrregiões instituídas pelos estados terão prioridade no acesso aos recursos da União ou por ela controlados. § 1º. com a implementação da gestão associada. De nição das responsabilidades públicas e privadas A de nição das diretrizes e estratégias. recentemente.

II – disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução. distribuidores e comerciantes. O PGIRS deve estabelecer o limite entre pequenos geradores. isoladamente). resíduos de nidos como de logística reversa – fabricantes. Decreto 7. resíduos com Plano de Gerenciamento obrigatório – gerador privado (instalações de saneamento. construtores. etc. resíduos gerados em próprios públicos – gestor especí co (RSS gerado em hospitais públicos. e os grandes geradores. multas de R$ 50 a R$ 500. pela elaboração e implementação de plano específico. e sem prejuízo da responsabilidade compartilhada. o consumidor deve: I . que poderá ser convertida em prestação de serviços. PNRS (BRASIL.404/2010 (BRASIL. sempre que estabelecido sistema de coleta seletiva ou de logística reversa. e possivelmente. RCC gerado em obras públicas. 2010b): O Art. resíduos de prédios administrativos. acondicionamento adequado e diferenciado. atendidos pelos serviços públicos de manejo de resíduos. 35 a rma que. serviços de saúde. 93 ICLEI 93 3/21/12 5:04 PM . importadores. ou outros. resíduos gerados em ambientes privados – gerador privado (atividades em geral). responsáveis diretos pelo gerenciamento. 2010d): O Art. orgânicos. em reincidência.acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Basicamente. É de fundamental importância identi car os diversos uxos de resíduos que serão objeto de ações especí cas prestando mais atenção nos que apresentam volumes mais signi cativos: resíduos secos. indústrias. terminais de transporte e outros). rejeitos e resíduos da construção. 84 prevê que os consumidores que descumpram suas obrigações estarão sujeitos à advertência e. Para estes resíduos deverão ser elaborados programas prioritários. e pela disponibilização adequada para coleta ou devolução – consumidor/gerador domiciliar (munícipes em geral). mineradoras.). estas responsabilidades são as seguintes: » » » » » » serviços públicos de limpeza urbana e manejo dos resíduos domiciliares – órgão público competente (autarquia intermunicipal na forma de Consórcio Público ou órgão municipal.

mecanismos de monitoramento e controle) necessárias para o cumprimento do plano? Na de nição das metas. para a instalação dos aterros sanitários. portanto. AÇÕES E METAS PARA O MANEJO DIFERENCIADO DOS RESÍDUOS O manejo diferenciado dos resíduos é a essência do conceito de coleta seletiva e se aplica. vidros e metais. o Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deverão observar os prazos legais já de nidos na legislação e os rebatimentos locais das metas de nidas no Plano Nacional e no Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Veja a seguir. PROGRAMAS. reconhecidos como bem econômico e de valor social. instalações. a todos os resíduos. um quadro base onde estarão incluídas as propostas para todos os tipos de resíduos identi cados no município ou na região. equipamentos. O planejamento das ações deverá gerar assim. gerador de trabalho e renda.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 5. Na Lei já está de nida a data limite para encerramento dos lixões e. de programas e ações especí cas. estratégias. plásticos. As diretrizes são as linhas norteadoras. sugestão de quadro base: 94 ICLEI 94 3/21/12 5:04 PM . 2010b). já que os aterros só poderão receber rejeitos (BRASIL. conforme segue abaixo: » » Metas (QUANTO e QUANDO?) – quais são os resultados e prazos a serem perseguidos pelas ações concebidas? Programas e ações (COM QUEM?) – quais são os agentes públicos e privados envolvidos e quais as ações necessárias para efetivação da política de gestão? » » Diretrizes (O QUÊ?) – quais são as diretrizes especí cas que deverão ser atendidas pelo plano? Estratégias (COMO?) – quais são as estratégias de implementação (legais. e para a estruturação das coletas seletivas. e as estratégias os meios para implementação. DIRETRIZES. que de nirão as ações e os programas para que as metas sejam atingidas. O planejamento das ações poderá seguir uma lógica investigativa. que garantam uxos adequados. além da típica coleta seletiva de papel. O planejamento do manejo diferenciado de cada resíduo deverá contemplar as diretrizes. ESTRATÉGIAS. metas.

PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Tipos de resíduos e abordagens sugeridas domiciliares RSD .secos domiciliares RSD .RCC volumosos verdes serviços de saúde equipamentos eletroeletrônicos pilhas e baterias lâmpadas pneus óleos lubri cantes e embalagens agrotóxicos sólidos cemiteriais serviços públicos de saneamento básico óleos comestíveis industriais serviços de transportes agrosilvopastoris mineração O QUÊ? Diretrizes COMO? Estratégias QUANTO? QUANDO? Metas quantitativas COM QUEM? Programas e ações 95 ICLEI 95 3/21/12 5:04 PM .úmidos limpeza pública construção civil .

pilhas e baterias. inservíveis e outros) para reutilização ou reciclagem Segregação na origem dos Resíduos de Serviços de Saúde (grande parte é resíduo comum) Implantação da logística reversa com o retorno à indústria dos materiais pós-consumo (embalagens de agrotóxicos. lâmpadas uorescentes. embalagens de óleos lubri cantes. priorizando-se a inserção de associações ou cooperativas de catadores Compostagem da parcela orgânica dos RSU e geração de energia por meio do aproveitamento dos gases provenientes da biodigestão em instalações para tratamento de resíduos.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS O processo de preenchimento do quadro deverá revelar os resíduos para os quais será necessário um planejamento mais detalhado. com inclusão social. disposição adequada dos rejeitos. incentivo à compostagem doméstica » 5. Os atalhos tecnológicos que avançam diretamente para tratamento de resíduos. de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista. a formalização do papel dos catadores de materiais recicláveis e o compartilhamento de responsabilidades com os diversos agentes. gerando os programas prioritários. sem diferenciação. adoção de tratamentos quando necessários e. realizada porta a porta. otimização da reutilização e reciclagem. Esse modelo pressupõe um » 96 ICLEI 96 3/21/12 5:04 PM . com recuperação das áreas degradadas » » » » » » Separação dos resíduos domiciliares recicláveis na fonte de geração (resíduos secos e úmidos) Coleta seletiva dos resíduos secos. peças centrais da PNRS. com pequenos veículos que permitam operação a baixo custo. Diretrizes especí cas A nova legislação estabelece que sejam feitos esforços para: a não geração e redução dos resíduos. Estratégias de implementação e redes de áreas de manejo local ou regional O MMA incentiva a implantação de um Modelo Tecnológico que privilegia: o manejo diferenciado. e dos 5.1. a gestão integrada dos resíduos sólidos. papel e outros) Segregação dos Resíduos Volumosos (móveis. devem ser evitados porque eliminam a logística reversa e a responsabilidade compartilhada pela gestão. pneus. ORIENTAÇÕES PARA RECUPERAÇÃO DE RESÍDUOS E MINIMIZAÇÃO DOS REJEITOS NA DESTINAÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA: Segregação dos Resíduos da Construção e Demolição com reutilização ou reciclagem dos resíduos de Classe A (trituráveis) e Classe B (madeiras.2. gases gerados em aterros sanitários (biogás). plásticos. produtos eletroeletrônicos e seus componentes) Encerramento de lixões e bota foras.

13 deste Manual). no item 6. para recebimento de recicláveis » » » » Galpões de triagem de recicláveis secos. resíduos volumosos e resíduos com logística reversa (NBR 15.849) Aterros de Resíduos da Construção Classe A (NBR 15. A consulta ao Plano Diretor pode auxiliar na escolha da melhor localização das áreas de manejo local e/ou regional.114) Aterros Sanitários (NBR 13. PEV PEV PEV SAÍDA » » SAÍDA » INSTALAÇÕES PARA O MANEJO DIFERENCIADO E INTEGRADO. com normas operacionais de nidas em regulamento Unidades de compostagem/biodigestão de orgânicos ATTs – Áreas de Triagem e Transbordo de resíduos da construção e demolição.Aterros Sanitários de Pequeno Porte com licenciamento simpli cado pela Resolução CONAMA 404 e projeto orientado pela nova norma (NBR 15.112) Áreas de Reciclagem de resíduos da construção (NBR 15. da coleta seletiva e resíduos com logística reversa (NBR 15. PEV ou privados monitorados. de resíduos volumosos.112) LEVs – Locais de Entrega Voluntária de Resíduos Recicláveis – contêineres. REGULADO. para que baixos custos sejam obtidos. com a de nição do uso compartilhado das redes de instalações para o manejo de diversos resíduos. e com a de nição de uma logística de transporte adequada. (mais informações sobre o Modelo Tecnológico podem ser encontradas posteriormente.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil planejamento preciso do território.113) Acervo MMA Desenho esquemático de um Ecoponto.896) ASPP . sacos ou outros dispositivos instalados em espaços públicos » SAÍDA 97 ICLEI 97 3/21/12 5:04 PM . NORMATIZADO » PEVs – Pontos de Entrega Voluntária (Ecopontos) para acumulação temporária de resíduos da construção e demolição.

Os setores devem. com equipamentos adequados e custos suportáveis. Os setores e a rede de instalações devem ser georeferenciados. Guarulhos/SP: Área de deposição irregular de resíduos (acima). com base em vários critérios.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS Essas instalações são. propiciando a de nição da logística de transporte. Estas bacias devem coincidir. 2011 : Regulamenta a concessão de crédito presumido do imposto sobre produtos industrializados – IPI na aquisição de resíduos sólidos diretamente de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. O PGIRS deve propor uma setorização dos espaços urbanos. na prática. permitem transformar resíduos difusos em resíduos concentrados. São conhecidos os ICLEI 98 3/21/12 5:04 PM . tanto quanto possível. aproximar-se dos limites das regiões de saúde organizadas para a atuação dos agentes dos Programas de Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde. Alocados nos bairros. a oferta de endereços físicos para a atração e concentração de diversos tipos de resíduos. formando bacias de captação de resíduos para cada PEV. Acervo MMA O Modelo Tecnológico incentivado pelo MMA propõe a adequação da rede de instalações ao porte dos municípios. sempre que possível. População da Sede Municipal até 25 mil de 25 a 50 mil de 50 a 75 mil de 75 a 100 mil 3 4 1 1 PEVs ATT PEV Central 1 2 Aterro RCD coligado 1 1 1 1 DECRETO NO 7. transformada em Ecoponto (abaixo). também. em municípios menores. O planejamento para a definição da rede de instalações é essencial. com os setores censitários do IBGE. agregando as duas funções em uma única instalação (PEV Central) conforme pode ser visto no quadro abaixo. de nindo o número de PEVs e Áreas de Triagem e Transbordo (ATTs) em função da população e. de forma que todo o conjunto de informações do Censo esteja disponibilizado para o planejamento. Os PEVs (Ecopontos) são os pontos iniciais das redes que precisam ser de nidas.619/ 2011 BRASIL.

Em função disso. Veja abaixo sugestão de quadro de metas e prazos: Metas período 1 (ano . vapor e gás a partir do tratamento de RSD úmido. a reciclagem de madeira por trituração. legalmente permitida sem comprometer os objetivos principais do consórcio. através de pequenos veículos que permitam a concentração das cargas para a entrada em cena dos veículos de maior porte. o tratamento do RSS. conseguindo custos de coleta semelhantes aos da coleta convencional. pode ser feita pelos catadores ou por funcionários na ausência destes. O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação devem manter um intenso diálogo com a coordenação destes programas. a capacidade de investimento e a capacidade gerencial. e as perspectivas reais de abertura ou ampliação de negócios com os resíduos recuperados. Na de nição das estratégias. no caso de Consórcios Públicos. ou seja. Esta é uma forma de constituir “receita própria”.3. por meio da biodigestão.ano) período 2 (ano . de forma a atender as prescrições do PNMC. e seu aproveitamento. a geração de energia. harmonizando a exigência legal (revisão a cada 4 anos. A disposição dos resíduos ricos em matéria orgânica nos aterros operados com maior escala. entre outros fatores. a prestação de serviços além dos serviços públicos tais como: o manejo do RCC e sua reciclagem. 5. Esses agentes são numerosos nos municípios brasileiros e têm uma compreensão muito clara do território onde trabalham.ano) período 4 (ano .PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil ganhos em saúde decorrentes das melhorias em saneamento. deve-se considerar a possibilidade de atuação complementar. no mesmo período de elaboração dos planos plurianuais). estruturaram suas intervenções a partir desta lógica. reconhecidamente mais e ciente se realizada porta a porta. que apresentam os melhores resultados para este tipo de coleta seletiva.ano) Descrição da ação 99 ICLEI 99 3/21/12 5:04 PM .ano) período 3 (ano .ano) período 5 (ano . prioritariamente. deverá gerar volumes expressivos de GEEs. sempre que possível deverá ser prevista solução para a captura integral desses gases. as possibilidades de utilização de tecnologias para o tratamento dos resíduos. A estratégia de coleta seletiva de resíduos domiciliares secos. Metas quantitativas e prazos O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação deverão xar as metas quantitativas por período. As metas devem considerar as peculiaridades locais. Municípios como Londrina/PR.

tornar obrigatória a adesão aos compromissos da A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública). valorizar a educação ambiental como ação prioritária. Programas e ações Deverão ser previstas ações que se re etirão na gestão de praticamente todos os resíduos: RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES – RSD COLETA CONVENCIONAL » » » ESCOLA LIXO ZERO: disciplinar as atividades de geradores. transportadores e receptores de resíduos. são sugeridas adiante: » Desenvolver Programa Prioritário. incluído o processo de compras sustentáveis. promovendo sua inclusão.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 5. restaurantes e outros) e promover a compostagem. ICLEI 100 3/21/12 5:04 PM . sacolões. para redução da emissão de gases. por meio da biodigestão e compostagem quando possível. formalizar a presença dos catadores organizados no processo de coleta de resíduos. formalizar a presença das ONGs envolvidas na prestação de serviços públicos. para todos os órgãos da administração pública local. modernizar os instrumentos de controle e scalização. apoiada nos PEVs e logística de transporte com pequenos veículos para concentração de cargas. inicialmente em condomínios e similares. com intensa participação dos alunos no processo. Implementar o manejo de resíduos secos em programas “Escola Lixo Zero”. RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES – RSD SECOS Iniciativa voltada à destinação adequada de todas as frações de resíduos geradas no ambiente escolar.4. scalização por análise de imagens aéreas). voltada à destinação adequada das frações de resíduos seca e úmida. » » Desenvolver Programa Prioritário com metas para avanço por bacia de captação. indústrias ou atividades processadoras de resíduos. » Buscar redução signi cativa da presença de resíduos orgânicos da coleta convencional nos aterros. estabelecendo coleta seletiva de RSD úmidos em ambientes com geração homogênea (feiras. incentivar a implantação de econegócios por meio de cooperativas. agregando tecnologia da informação (rastreamento eletrônico de veículos. exigindo os Planos de Gerenciamento quando cabível. com possível retorno dos restos orgânicos às unidades produtoras. complementar a ação com funcionários atuando sob a mesma logística. RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES – RSD ÚMIDOS Algumas das possibilidades de ações. » » » » » » » FEIRA LIMPA: Iniciativa desenvolvida em feiras livres. Implantar coleta conteinerizada. indústrias. a remuneração do seu trabalho público e a sua capacitação. Priorizar a inclusão social dos catadores organizados para a prestação do serviço público e quando necessário. Implementar o manejo de resíduos secos em programas “Feira Limpa”. relacionadas aos resíduos a serem geridos.

com capacitação em marcenaria.RCC » » » » » » Desenvolver Programa Prioritário com metas para implementação das bacias de captação e seus PEVs (Ecopontos) e metas para os processos de triagem e reutilização dos resíduos classe A. Elaborar “Plano de Manutenção e Poda” regular para parques. Incentivar a identi cação de talentos entre catadores e sensibilizar para atuação na atividade de reciclagem e reaproveitamento. De nir custo de varrição e preço público para eventos com grande público. tapeçaria etc. De nir cronograma especial de varrição para áreas críticas (locais com probabilidade de acúmulo de águas pluviais) vinculado aos períodos que precedam as chuvas.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil » » Implementar o manejo de resíduos úmidos em programas “Escola Lixo Zero”. Promover parceria com o Sistema “S” (SENAC. Envolver os Núcleos de Atenção Psicossocial NAPS. agregados às parcerias de agentes privados (atividade terapêutica e remunerada das equipes com coordenação psicológica e agronômica). RESÍDUOS VOLUMOSOS » » » RESÍDUOS DA LIMPEZA PÚBLICA » » » Implementar a triagem obrigatória de resíduos no próprio processo de limpeza corretiva e o uxo ordenado dos materiais até as Áreas de Triagem e Transbordo e outras áreas de destinação. » Promover a discussão da responsabilidade compartilhada com fabricantes e comerciantes de móveis. Desenvolver esforços para a adesão das instituições de outras esferas de governo às responsabilidades de nidas no PGIRS. visando a emancipação funcional e econômica. para atendimento da geração privada. Incentivar a presença de operadores privados com RCC. a m de constituir equipes com pacientes desses núcleos para atender demandas de manutenção de áreas verdes. Indicadores de produtividade para catadores em galpão: coleta: 160 kg/dia triagem: 200 kg/ dia prensagem: 600 kg/dia Indicadores de produtividade para compostagem em pátio: 1 tonelada de composto: 10 horas de trabalho (montagem da pilha. atendendo os períodos adequados para cada espécie.. jardins e arborização urbana em parceria com a iniciativa privada. irrigação e peneiramento) ICLEI 101 3/21/12 5:04 PM . SENAI) para oferta de cursos de transformação. reaproveitamento e design. Estabelecer contratos de manutenção e conservação de parques. jardins e arborização urbana. e com a população consumidora. Promover o incentivo ao reaproveitamento dos resíduos como iniciativa de geração de renda. revolvimento. RESÍDUOS VERDES RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL . Implementar o manejo de resíduos úmidos em programas “Feira Limpa”.

por meio de ensaios de caracterização. Criar cadastro de transportadores e processadores. referenciado no sistema local de informações sobre resíduos.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS » Incentivar a implantação de iniciativas como as “Serrarias Ecológicas” para produção de peças de madeira aparelhadas a partir de troncos removidos na área urbana. visando reduzir os impactos econômicos e ambientais por ocorrência de enchentes. » » RESÍDUOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE » » Registrar os Planos de Gerenciamento de Resíduos das instituições públicas e privadas no sistema local de informações sobre resíduos. chuvas. com padrão receptivo apropriado para a nalidade a que se destinam. Identi car e responsabilizar os potenciais agentes poluidores reconhecidos nos lodos dos processos de dragagem ou desassoreamento de corpos d’água. RESÍDUOS SÓLIDOS CEMITERIAIS » RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS Garantir que os equipamentos públicos tenham um cenário de excelência em limpeza e manutenção. » Criar “Programa de Inclusão Digital” local que aceite doações de computadores para serem recuperados e distribuídos a instituições que os destinem ao uso de comunidades carentes. de acordo com a ocorrência de 102 ICLEI 102 3/21/12 5:04 PM . RESÍDUOS AGROSILVOPASTORIS » RESÍDUOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO Promover o incentivo ao processamento dos resíduos orgânicos por biodigestão. com geração de energia. Reduzir volume de resíduos de limpeza de drenagens levados a aterro de resíduos perigosos. » Estabelecer cronograma de limpeza da micro e macro drenagem.

e de operação de aterros sanitários convencionais (NBR 13896:1997) em municípios de pequeno e grande porte. como de trabalhadores que vivem da catação de recicláveis. PROGRAMAS. mas também as considerações sobre distâncias de transporte. deve-se buscar a inclusão social dos catadores conforme previsto na PNRS. 6. e às necessidades impostas pelas peculiaridades e capacidades locais. que: A prestação de serviços públicos de saneamento básico. nesta questão. programas e ações especí cas para outros quesitos além dos resíduos propriamente ditos. a decisão sobre a adesão dos municípios à gestão associada. Essa situação é proibida pela Lei Federal de Saneamento Básico.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 6. AÇÕES E METAS PARA OUTROS ASPECTOS DO PLANO Deverão ser elaboradas diretrizes. De nição de áreas para disposição nal O PGIRS deverá. DIRETRIZES. segundo o Art.1. e as emissões de GEE. É importante. como o manejo de resíduos urbanos. O ganho de escala em unidades de maior porte é importante. O PGIRS deverá apontar solução para a regularização de situações como o uso de aterros privados sem respaldo em contrato oriundo de processo licitatório. estratégias. O encerramento de lixões e bota foras. Estudos contratados pelo MMA revelam ser extremamente diferenciados os custos de implantação Aterro Sanitário de Pequeno Porte (Rafard/SP) ICLEI 103 Dan Moche Schneider 3/21/12 5:04 PM . metas. ao lado das de nições relativas ao encerramento de lixões e bota foras. 10. termos de parceria ou outros instrumentos de natureza precária (BRASIL. sendo vedada a sua disciplina mediante convênios. A Lei Federal de Saneamento Básico de ne. ESTRATÉGIAS. 2007a). apresentar as diretrizes para as áreas adequadas para disposição nal. por entidade que não integre a administração do titular depende da celebração de contrato. deverá ocorrer paralelamente às discussões para a solução dos eventuais problemas sociais relacionados tanto à presença de moradores nesses locais. atendendo ao conteúdo mínimo previsto na legislação federal. Nesses casos.

a Resolução CONAMA 307/2002 prevê a disposição nal de rejeitos dos resíduos classe A em aterros que possibilitem o uso do espaço aterrado para alguma função urbana após o encerramento. O PGIRS também deverá apontar soluções ambientalmente adequadas para a disposição nal de outros rejeitos.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS A Resolução 404 do CONAMA simpli cou o processo de licenciamento dos ASPP. e os aterros de reservação para os resíduos classe A. A NBR 15849:2010 xa os critérios para adequação dos elementos de proteção ambiental aos condicionantes locais (características do solo. Na medida em que a motivação primordial para a adoção do Consórcio Público é a gestão associada de todo o processo e não exclusivamente a administração de aterros únicos. ABNT. de áreas de transbordo de rejeitos. limitados à recepção de 20 toneladas diárias deve ser considerada. que o transporte através de veículos coletores deve ser limitado a distâncias de 30 km do aterro. para veículos de maior capacidade de carga. em pontos regionais estratégicos. Quando as distâncias são maiores deve-se considerar a conveniência da inclusão. e menor custo unitário ton/km (VELLOSO. Veja abaixo sugestão de quadro sobre áreas para disposição nal adequada : Diretrizes encerramento de lixões disposição nal adequada de rejeitos de resíduos urbanos encerramento de bota foras disposição nal adequada de rejeitos da construção reservação de resíduos da construção para uso futuro – classe A disposição nal adequada de rejeitos de resíduos industriais perigosos Estratégias Metas quantitativas Programas e ações ICLEI 104 3/21/12 5:04 PM . em princípio. 2011). Considera-se no geral. do rejeito. onde são acondicionados temporariamente à espera de um aproveitamento futuro (NBR 15113:2004) (BRASIL. a solução de Aterros Sanitários de Pequeno Porte – ASPP (NBR 15849:2010). 2010). do freático e do excedente hídrico) (ABNT. 2002. como os da construção civil e os rejeitos de resíduos perigosos. triturável. 2004). o desenvolvimento de EIA RIMA (BRASIL. não exigindo. 2008c). No caso dos resíduos da construção civil.

§ 2º estabelece que a inexistência do PGIRS não obsta a elaboração.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil A escolha das áreas de disposição nal deverá ser realizada com base em estudos de viabilidade técnica. o órgão público que será a referência para entrega do plano de gerenciamento. agrosilvopastoris. Lei 12. empresas e terminais de transporte. 2010b): O Art. deverá considerar o aproveitamento de áreas ociosas pelo esgotamento de atividades mineradoras. e quanto às penalidades aplicáveis pelo seu não cumprimento. evitando problemas futuros.305/2010 (BRASIL. os responsáveis por: atividades industriais. onde os resíduos processados por biodigestão geram energia que pode ser utilizada na Central. Muitas dessas áreas estão mapeadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e referem-se a materiais como argila.dnpm. gov. 2010d): O Art. 6. cascalho. areia. visando à reservação dos resíduos para seu resgate futuro. A implantação de Aterro de Resíduos da Construção classe A. serviços públicos de saneamento básico. econômica e ambiental e análise do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (e seu Zoneamento Urbano e Ambiental) e do Zoneamento Ambiental do Estado de modo a compatibilizar todas as informações. inertes e não inertes. Planos de gerenciamento obrigatórios O PGIRS deve de nir. implementação e operacionalização do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. 56 a rma que os responsáveis pelo plano de gerenciamento deverão disponibilizar ao órgão municipal competente. no âmbito local ou regional. e os grandes estabelecimentos comerciais e de prestação de serviço. inclusive absorvendo resíduos de estações de tratamento de esgotos. informações completas e atualizadas sobre a implementação e a operacionalização do plano. Estudos técnicos podem levar à de nição de centrais com boa e ciência energética. secos e úmidos. consoante as regras estabelecidas pelo órgão coordenador do SINIR. Decreto 7. granito e outras. mineradoras. Um instrumento e caz para identicar a disponibilidade dessas áreas na região é a realização de “Chamamento Público”. ao órgão licenciador do SISNAMA e às demais autoridades competentes. de forma a garantir a sistemática anual de atualização. com periodicidade anual. estabelecimentos de serviços de saúde. visando o controle e a scalização.br/webmap/ O PGIRS deverá também avaliar a conveniência da implantação de “Centrais de Tratamento de Resíduos” – integrando resíduos sólidos diversos. Deverão ser orientados quanto a estes procedimentos. 21. construtoras.Departamento Nacional de Produção Mineral: http://sigmine.2. 105 ICLEI 105 3/21/12 5:04 PM . Acesse o site do DNPM . feito para que proprietários desses sítios esgotados explicitem interesse na sua conversão em áreas de reservação de RCC.404/2010 (BRASIL. por meio eletrônico.

É importante que esteja previsto no PGIRS a elaboração de acordo. 33. iniciando assim a rotina anual de renovação da informação. a captação e concentração de resíduos. as metas e ações. Veja abaixo sugestão de quadro sobre logística reversa. Aos consumidores caberá a responsabilidade Resíduos com logística reversa produtos eletroeletrônicos pilhas e baterias lâmpadas uorescentes pneus agrotóxicos e embalagens óleos lubri cantes e embalagens Diretrizes Estratégias Metas quantitativas Programas e ações 106 ICLEI 106 3/21/12 5:04 PM . de 6. como por exemplo.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS O PGIRS deverá xar o prazo para a primeira apresentação dos Planos de Gerenciamento aos órgãos receptores locais.305. importadores. distribuidores e comerciantes. quando for o caso. Ações relativas aos resíduos com logística reversa A responsabilidade pela estruturação e implementação dos sistemas de logística reversa de alguns resíduos está bem de nida na Lei 12. precisam ser previstas também. entre outros) para o estabelecimento dos uxos de informação entre geradores – órgão público – SINIR. termo de compromisso ou. No planejamento das ações. tendo como referência os acordos setoriais estabelecidos ou em processo de discussão. Em consequência.3. § 7º). deverão ser determinadas.305 como sendo dos fabricantes. de acondicionar adequadamente e disponibilizar os resíduos para coleta ou devolução. É importante ressaltar que a Lei prevê a remuneração do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos. primeiramente para os seis resíduos com logística reversa já estabelecida. prevista na legislação (Sistema Declaratório). para cada um deles. as diretrizes e estratégias. Art. contrato com o setor empresarial (Lei 12. as condições de infraestrutura (recursos humanos e de informática. quando este exerce alguma atividade do sistema de logística reversa.

o grau de satisfação do usuário. e outras autoridades. Indicadores de desempenho para os serviços públicos O PGIRS deverá considerar como critérios estratégicos para avaliação dos serviços: » » » a universalidade: os serviços devem atender toda a população. a captação destes resíduos na rede de PEVs ou Ecopontos) (BRASIL. foram selecionados os seguintes indicadores gerais: » Incidência das despesas com o manejo de resíduos sólidos nas despesas correntes da prefeitura (SNIS 001). Os responsáveis por estes resíduos deverão informar continuamente ao órgão municipal competente. Outra referência é o SNIS. Os acordos setoriais de nirão os procedimentos. a integralidade do atendimento: devem ser previstos programas e ações para todos os resíduos gerados. Como sugestão. a e ciência e a sustentabilidade econômica. sem exceção. 6. de modo a permitir o cadastramento das instalações locais. os planos de logística reversa. As redes de estabelecimentos que comercializam produtos da logística reversa poderão reservar áreas para concentração desses resíduos e de nir os uxos de retorno aos respectivos sistemas produtivos. São eles: “Guia referencial para Medição de Desempenho e Manual para Construção de Indicadores” (MPOG. » » » a articulação com as políticas de inclusão social. 107 ICLEI 107 3/21/12 5:04 PM . É importante que a de nição dos indicadores do PGIRS tenha como referência aqueles eleitos pelo SNIS.4. e tem produzido indicadores que permitem análises entre municípios de mesmo porte e/ ou da mesma região. os municípios possam analisar sua situação à luz de uma série histórica já existente. a adoção de tecnologias apropriadas. inseridas nos sistemas de logística reversa adotados. considerando a capacidade de pagamento dos usuários. que desde o primeiro monitoramento. Orçamento e Gestão (MPOG) publicou dois documentos que podem auxiliar na de nição de indicadores para a medição do desempenho dos serviços públicos. permitindo assim. deverão contemplar as ações públicas de divulgação sobre as obrigações do consumidor quanto à segregação e destinação adequada dos resíduos e as penalidades previstas. e demais ações relacionadas no PGIRS. Complementariamente. 2009). de desenvolvimento urbano e regional e outras de interesse relevante. O Ministério do Planejamento. as ações de logística reversa a seu cargo. que há sete anos vem levantando dados sobre o manejo de resíduos sólidos em municípios brasileiros. dentre outras possibilidades.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil forma que os serviços prestados sejam remunerados (por exemplo. a adoção de soluções graduais e progressivas e adequação à preservação da saúde pública e do meio ambiente. urbanas ou rurais. 2010b).

Taxa de empregados em relação à população urbana (SNIS 001).ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS » » » » » » Despesa per capita com manejo de resíduos sólidos em relação à população (SNIS 006). Taxa de resíduos recuperados em relação ao volume total removido na limpeza corretiva de deposições irregulares. » 108 ICLEI 108 3/21/12 5:04 PM . Massa de resíduos da construção civil (RCC) coletada per capita (apenas por coletores públicos) em relação à população urbana. Taxa de material recolhido pela coleta seletiva de matéria orgânica em relação à quantidade total coletada de resíduos sólidos domiciliares. Incidência de empregados gerenciais e administrativos no total de empregados no manejo de resíduos sólidos (SNIS 010). Sugere-se. Massa recuperada per capita de materiais recicláveis secos (exceto matéria orgânica e rejeitos) em relação à população urbana (SNIS 032). Taxa de recuperação de materiais recicláveis secos (exceto matéria orgânica e rejeitos) em relação à quantidade total (SNIS 031). Auto-su ciência nanceira da prefeitura com o manejo de resíduos sólidos (SNIS 005). resíduos volumosos e domiciliares. principalmente). » » » » Massa recuperada per capita de matéria orgânica em relação à população urbana. Massa de resíduos dos serviços de saúde (RSS) coletada per capita (apenas por coletores públicos) em relação à população urbana (SNIS 036). Taxa de material recolhido pela coleta seletiva de secos (exceto matéria orgânica) em relação à quantidade total coletada de resíduos sólidos domésticos (SNIS 053). Pode-se ainda desenvolver indicadores para detectar e mapear as situações recorrentes como os locais onde se repetem as deposições irregulares de resíduos (entulhos. Podem também ser incluídos indicadores sobre resíduos de serviços de saúde e resíduos da construção civil: Interessam também indicadores sobre resíduos urbanos como: » » » » » » Cobertura do serviço de coleta em relação à população total atendida (declarada) (SNIS 015). Incidência de empregados próprios no total de empregados no manejo de resíduos sólidos (SNIS 007). portanto: » » Número de deposições irregulares por mil habitantes. Taxa de cobertura do serviço de coleta de resíduos domiciliares em relação à população urbana (SNIS 016). Taxa de recuperação de matéria orgânica em relação à quantidade total. Receita arrecadada per capita. Massa de matéria orgânica estabilizada por biodigestão em relação à massa total de matéria orgânica.

na fonte geradora. e minimização da geração de resíduos sólidos. contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal direta. ou ainda.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Podem ser construídos indicadores para resíduos que se mostrem localmente signi cativos. estadual ou federal. da esfera de governo municipal. tais como: » » » Número de catadores organizados em relação ao número total de catadores (autônomos e organizados). para os quais devem ser organizados » » » o cumprimento das exigências da Lei Federal 12. Ações especí cas nos órgãos da administração pública O Comitê Diretor e técnicos envolvidos precisam preparar uma listagem dos órgãos administrativos existentes na região. o uso de agregados reciclados provenientes de resíduos da construção em obras e serviços públicos. 2010b). e assumam a dianteira no processo de gestão de resíduos sólidos e meio ambiente. por força do poder de compra público.5. formalização do papel dos catadores de materiais recicláveis e participação social nos programas de coleta seletiva. ICLEI 109 3/21/12 5:04 PM . A A3P prevê ações de sustentabilidade para o poder público mais amplas que a gestão dos resíduos de suas atividades. 2006): Institui a separação dos resíduos recicláveis descar-tados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta. de varrição ou logística reversa. É importante que as instituições públicas se destaquem no cumprimento das responsabilidades de nidas em lei para todos. É importante a construção de indicadores para o acompanhamento dos resultados das políticas de inclusão social. 2010): Dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens. Deve ser ressaltado: 6. estendendo a eles as mesmas imposições. como os de serviços de transporte. Cabe ressaltar a adoção de sistema de compras (de bens e serviços) que possibilitem introduzir materiais de consumo e práticas sustentáveis na rotina de trabalho. a documentação de todos os uxos de resíduos e da origem dos materiais. agrosilvopastoris. Essas ações devem re etir-se nas especi cações para contratos com terceiros. minerários. sugestão de quadro sobre instituições públicas. autárquica e fundacional e dá outras providências. por exemplo. como a aplicação da Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P).305. Para a construção desse último conjunto de indicadores é essencial a integração de ações com o trabalho das equipes de agentes comunitários de saúde. Deverão ser previstas ações em relação. entre outras determinações. Número de domicílios participantes dos programas de coleta em relação ao número total de domicílios. de qualquer tipo. programas especí cos em sua lógica gerencial. Decreto Federal no 5. em nome do contratante público (BRASIL. etc.940/2006 (BRASIL. ao consumo racional de energia e água. Veja na página a seguir. e a sua destinação às cooperativas Instrução Normativa MPOG 01/2010 (MPOG. na execução de obras e construções de próprios públicos. Número de catadores remunerados pelo serviço público de coleta em relação ao número total de catadores.

940/06 e Instrução Normativa MPOG 01/2010 Diretrizes Estratégias Metas quantitativas Programas e ações 110 ICLEI 110 3/21/12 5:04 PM .ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS Instituiçõe Públicas órgãos gestores de resíduos órgãos gestores do meio ambiente órgãos gestores das compras públicas órgãos gestores da tecnologia de informação órgãos gestores da iluminação pública órgãos responsáveis por manutenção de veículos órgãos de apoio às atividades agrosilvopastoris demais órgãos da administração órgãos da administração federal – aplicação do Decreto Federal 5.

incentivando o interesse pela temática nos diversos ambientes: trabalho. vizinhança. com campanhas. o registro das propostas e decisões sobre estes temas após debate pela equipe. pautar o assunto “resíduos sólidos” no dia a dia da comunidade. motivar a comunidade no processo de construção coletiva do PGIRS. estabelecer metas que atendam ao regulamento da política. seminários. De nição de nova estrutura gerencial As exigências da nova legislação impõem um salto de qualidade na capacidade gerencial municipal e/ou regional sem o qual di cilmente serão atingidos os objetivos determinados. estratégias. metas e ações para a construção de uma capacidade efetiva de gestão e esta efetividade será atingida de forma mais rápida e estável com a adesão à prestação regionalizada dos serviços públicos por Metas quantitativas Programas e ações Temas e abordagens Diretrizes Estratégias educação ambiental na ação dos órgãos públicos educação ambiental na ação das entidades privadas agenda de eventos 111 ICLEI 111 3/21/12 5:04 PM . 3. médio e longo prazos considerando: 1.6. contendo as indicações que irão de nir as estratégias de abordagem. Nas iniciativas para a comunicação. 2. O Plano de Gestão precisa de nir as diretrizes. em conjunto. etc.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 6. divulgar a agenda de implementação do plano nos meios de comunicação. comportamentos e peculiaridades locais. o PGIRS deve buscar uma agenda de eventos para curto. aos hábitos.7. família. entrevistas em rádio e mídias impressas. Iniciativas para a educação ambiental e comunicação O Comitê Diretor e o Grupo de Sustentação devem preparar. 6. escola. Veja abaixo sugestão de quadro síntese sobre atividades de educação ambiental e comunicação. etc. lazer.

Fiscalização quali cação necessária Estimativa do MMA para consórcio público com 12 municípios e 340 mil hab. na dimensão requerida pelas peculiaridades locais é condição imprescindível para o sucesso das missões colocadas para o ente da administração pública responsável pelos resíduos: prestar o serviço público em sua plenitude e exercer a função pública sobre os processos privados. com a extensão prevista na lei. nº de funcionários na equipe incorporação gradual 2 3 1 3 5 4 6 2 4 5 8 15 112 ICLEI 112 3/21/12 5:04 PM . Licenciamento Financeiro Finanças e contabilidade. Licitação e patrimônio Câmara de Regulação Coordenação. Setor Administrativo e nanceiro.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS meio de consórcio público. Uma equipe estabilizada e tecnicamente capacitada. Planejamento Instâncias nº de funcionários na equipe Presidência Superintendência Ouvidoria Assessoria Jurídica Planejamento Tecnologia da Informação Comunicação Mobilização e Educação Ambiental Controle Interno Apoio técnico Capacitação. pode-se ter como referência o documento do MMA que mostra as instâncias gerenciais e a estimativa do número básico de pro ssionais requeridos. Para de nir a estrutura gerencial necessária às tarefas estabelecidas pelo PGIRS. Setor Técnico. Assistência técnica. Tesouraria e Cobrança Administrativo Gestão de pessoas.

apesar de aparentemente ser numerosa. II . que regulamenta a Lei Federal do Saneamento Básico (BRASIL.nível de renda da população da área atendida. a instância que responda pela capacitação técnica permanente dos funcionários. inclusive em prol da inclusão social dos catadores. mesmo os de menor porte.mecanismos econômicos de incentivo à minimização da geração de resíduos e à recuperação dos resíduos gerados. 14. E tem a vantagem de. bem como poderá considerar: I . que determina a recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço. » Decreto no 7. Art. a instância que assuma a comunicação. na gestão associada. estes custos possam ser divulgados. ajustando-a a esta situação peculiar. A remuneração pela prestação de serviço público de manejo de resíduos sólidos urbanos deverá levar em conta a adequada destinação dos resíduos coletados. A estrutura apontada não inclui instâncias responsáveis por trabalho operacional. Algumas novas funções precisam ser previstas: basicamente a mesma que a sugerida. Sistema de cálculo dos custos operacionais e investimentos Faz parte do conteúdo do PGIRS a de nição do sistema de cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos. contemplando aspectos como investimentos em infraestrutura física. Este sistema deve estar em conformidade com as diretrizes da Lei Federal de Saneamento Básico. capacidade administrativa. 2010a). o planejamento destes investimentos no tempo. ICLEI 113 3/21/12 5:04 PM .peso ou volume médio coletado por habitante ou por domicílio. No caso da de nição de uma estrutura adequada à gestão isolada. não haver uma repetição de equipes insu cientes.8. com transparência. é o setor que permite identi car as demandas da população e as possíveis falhas nos procedimentos dos serviços públicos. a estrutura é » os investimentos necessários para que os objetivos possam ser atingidos. equipamentos de manejo.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil A equipe gerencial para um consórcio público. ou IV . bem como a geração dos recursos necessários à realização dos investimentos previstos para a execução das metas. O Comitê Diretor deverá organizar as informações para que. e a forma de cobrança desses serviços. há vantagem na adoção da gestão associada – o ganho de escala com a concentração de operações permite diluição dos custos. podem dividir o esforço para a construção da instituição que assuma a gestão em uma escala mais adequada. além das imprescindíveis tarefas de educação ambiental e mobilização. mas pode ser prescindível a presença da Câmara de Regulação e seus funcionários se as tarefas de regulação exigidas pela Lei 11. entre outros.445/2007 forem exercidas por um ente externo ao Consórcio Público. enquanto uma central de diálogo entre o Poder Público e a população. por um único município.características dos lotes urbanos e áreas neles edi cadas. entre eles a universalidade e a integralidade na oferta dos serviços. sua depreciação e amortização. Os municípios. Na abordagem do tema no PGIRS deverão receber especial atenção: » » » a Ouvidoria. mas sim a agregação de competências diversas. aprofundando os temas que integram a rotina de trabalho. III . provavelmente signi cará uma taxa de funcionários por município menor do que a observada no diagnóstico.217/2010. Também quanto a este ítem. 6. segundo o crescimento presumido da geração.

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS » » Segundo o Art. tarifa ou preço público. A consideração desses fatores permite. Art. de pequeno. » » O plano deverá xar as diretrizes.prévio conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que podem estar sujeitos. lâmpadas e outros). é assegurado aos usuários de serviços públicos de saneamento básico. III .445/2007. referente a serviços divisíveis. 29) que o PGIRS deve buscar soluções (BRASIL. inclusive.amplo acesso a informações sobre os serviços prestados.acesso a manual de prestação do serviço e de atendimento ao usuário. tais como a Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Domiciliares. média ou elevada geração de resíduos assemelhados aos domiciliares (na faixa limite estabelecida como atendimento enquanto serviço público). cumprirá papel fundamental o ente regulador. II . os estabelecimentos não industriais atendidos se caracterizarem por baixa. Será necessário estabelecer a diretriz de transparência na demonstração da lógica de cálculo empre- » » localização dos domicílios atendidos: bairros populares. 2007a). independentemente da qualidade dos serviços ofertados. médio ou grande porte. as receitas auferidas não cobrem os custos. quer seja uma agência reguladora externa. de renda média ou renda alta. a ocorrência de custos por oferta de serviços não considerados enquanto serviços públicos. contratada pelo consórcio ou pelo município isolado. aos quais os serviços são oferecidos. É nessa direção (Lei 11. as indústrias atendidas se caracterizarem por baixa. No tocante a isso.acesso a relatório periódico sobre a qualidade da prestação dos serviços (BRASIL. 27 da Lei 11. ou a captação e transporte de resíduos com logística reversa obrigatória (pneus. possibilitando o desenvolvimento de um trabalho detalhado para sua implementação. Entretanto. diferentes estudos revelam que. quer seja ele a Câmara de Regulação estabelecida em um Consórcio Público. média ou elevada geração de resíduos asseme- ICLEI 114 3/21/12 5:04 PM . A Lei Federal de Saneamento Básico determina que os serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos sejam remunerados pela cobrança de taxas. Forma de cobrança dos custos dos serviços públicos A ampla maioria dos municípios brasileiros inclui os custos com os serviços de manejo dos resíduos nas alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).9. os custos divisíveis (como os da coleta e manejo dos resíduos domiciliares) e dos custos indivisíveis (varrição e capina. que permita a manutenção dos serviços. por exemplo). estratégias e metas para estas questões. de nida como obrigatória pela nova legislação. IV . 6. tarifas ou preços públicos. E que estes. 2007a). para este papel. Alguns exercícios para estabelecimento da sistemática de cálculo têm considerado fatores. mesmo que não seja usufruído. elaborado pelo prestador e aprovado pela respectiva entidade de regulação.445/2010. a de nição de uma política de subsídios para a remuneração dos serviços. como a coleta e tratamento de RSS de geradores privados. regulamentares e contratuais: I . sejam contemplados com uma sistemática de reajuste e revisão. Pelo novo marco legal a cobrança tem que ser feita pelo lançamento de taxa. tais como: lhados aos domiciliares (na faixa limite estabelecida como atendimento enquanto serviço público). na forma das normas legais. a presença de terrenos vazios.

logicamente. precisa introduzir a discussão da institucionalização do controle. anualmente. com as devidas adaptações da legislação. por meio de legislação especí ca. e participação de órgãos colegiados de caráter consultivo. dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos: 6. organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor. será vedado o acesso aos recursos federais destinados a saneamento básico. Os municípios. 34 são descritos os mecanismos que poderão ser adotados para instituir o controle social dos serviços de saneamento e. ou o consórcio intermunicipal. O PGIRS precisa traçar a diretriz e meta para a de nição desta legislação especí ca.10.217/2010 (BRASIL.11. disponibilizar informações sobre os resíduos sob sua esfera de competência. » » » » debates e audiências públicas. A temática precisa estar pautada nas audiências e conferências. Fique atento! Prevendo que as funções e competências dos órgãos colegiados poderão ser exercidas por outro órgão colegiado já existente. Para os órgãos colegiados é assegurada a participação dos seguintes representantes: dos titulares dos serviços. dos usuários dos serviços. 2010a). 6. são obrigados a disponibilizar o PGIRS no SINIR além de. conferências das cidades. aos titulares desses serviços públicos que não instituírem o controle social realizado por órgão colegiado. as proporções entre níveis de geração e outras considerações. Sistemática de organização das informações locais ou regionais A recepção e encaminhamento de informações é responsabilidade do titular dos serviços públicos. consultas públicas. Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. A validação das etapas do PGIRS junto às instâncias de participação social locais ou regionais (Conselhos Locais de Meio Ambiente. dos prestadores de serviços públicos. e das entida- 115 ICLEI 115 3/21/12 5:04 PM . Em seu Art. que constituirão banco de dados e procedimentos integrados. o Decreto determina que a partir do exercício nanceiro de 2014. para conferir maior legitimidade à discussão da cobrança pela prestação dos serviços.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil gada na composição de custos. Saúde e outros). des técnicas. Iniciativas para controle social O processo de elaboração do PGIRS deverá garantir a introdução dos mecanismos de controle social previstos em lei no documento nal. dos órgãos governamentais relacionados ao setor. como prevista no Decreto 7. O relacionamento do município ou consórcio público se dará tanto com o SINIR como com o SINISA.

recepção e análise dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e de suas atualizações. eventos construtivos. inclusão dos dados referentes aos programas e ações implementados a partir da aprovação do plano (sobre recursos humanos. além dos itens anteriormente citados. resultados. As alterações necessárias podem con gurar-se como um Código de Resíduos Sólidos (nos moldes do Código de Obras. além das informações já citadas: A integração entre os diversos bancos de dados existentes pode ser atingida com maior facilidade pela estrutura única estabelecida em um Consórcio Público. etc. informações sobre habitação e obras (tipologia. informações sobre planejamento urbano (demandas para ampliação de serviços e outros aspectos). deve-se prever: análise conjunta. um banco de dados informatizado pode ser implantado.). para cumprimento estrito da previsão legal. adotando as estratégias e metas necessárias. rotina anual de renovação da informação (Sistema Declaratório) a cargo dos grandes geradores. Código de Posturas. necessidades e capacidades locais.12. A abordagem dada à questão no Plano de Gestão pode ser de avanço gradual e progressivo. custos. Ao nal.). que deverá ser implantado até dezembro de 2012. Código Sanitário. geração de resíduos). Constituir um Sistema de Informações Integrado é uma iniciativa estratégica para implementação progressiva de um serviço público e ciente.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS O PGIRS de nirá a compatibilização da disposição legal com as peculiaridades. equipamentos. geração de resíduos). atividades econômicas. etc. pode-se prever. Ajustes na legislação geral e especí ca As diretrizes de nidas no PGIRS para adequação das práticas locais aos conceitos da PNRS poderá demandar o encaminhamento pelo Comitê Diretor de propostas de alteração de dispositivos legais existentes. receitas e despesas. sob coordenação do MMA. nível de ocupação. Em um primeiro momento. em um processo mais so sticado. infraestrutura. » Em um segundo momento. a integração do banco de dados relativo aos resíduos sólidos. » » encaminhamento do PGIRS ao SINIR. agregando. e de sua 116 ICLEI 116 3/21/12 5:04 PM . prevendo-se os investimentos no tempo para a construção desta capacidade gerencial especí ca. incompatíveis com as novas orientações. 6. com bancos de dados de outras áreas da administração municipal ou do conjunto de municípios compromissados com um consórcio público: » » » informações sobre nanças (contribuintes. informações sobre o setor saúde (instalações. entre outras). » » sistematização e registro das informações coletadas no período da construção do diagnóstico para o Plano de Gestão.

causadores dos problemas mais impactantes devem ser tratados com estratégias diferenciadas. Podem ser citados como aspectos a serem disciplinados por legislação local: » o órgão colegiado. Considerando que na maioria dos municípios. acondicionamento. havendo necessidade. transporte e destinação. organizadas equipes especí cas que devem preservar as boas práticas locais existentes. limpeza. a conquista dos primeiros resultados e a consolidação da participação ampla dos diversos agentes. procedimentos relativos aos Planos de Gerenciamento que precisam ser recepcionados e analisados no âmbito local. » posturas relativas às matérias de higiene. os instrumentos e normas de incentivo para o surgimento de novos negócios com resíduos. disposição para coleta. a operação de transportadores e receptores de resíduos privados (transportadores de entulhos. segurança e outros procedimentos públicos relacionados aos resíduos sólidos. A decisão de editar ou não o PGIRS como uma legislação especí ca não é de nida explicitamente na PNRS e dependerá das decisões locais. os programas especí cos previstos no PGIRS. A existência de programas prioritários não deve inibir o preparo de programas para outros resíduos especialmente impactantes.13. os resíduos urbanos. como os resíduos dos serviços de saúde. para os quais deverão ser desenvolvidos programas prioritários e. os limites de volume que caracterizam pequenos geradores e serviços públicos de manejo de resíduos. bem como os relativos à sua segregação.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil de abrangência local ou regional. os mecanismos de recuperação dos custos pelos serviços prestados por órgãos públicos (taxas. tarifas e preços públicos). os procedimentos para a mobilização e trânsito de cargas perigosas no município ou na região. Programas especiais para as questões e resíduos mais relevantes Os resíduos de presença mais signi cativa (em volume). e os resíduos da construção civil são os mais relevantes. resíduos industriais. secos e úmidos. 6. O Modelo Tecnológico que vem sendo incentivado pelo MMA integra as ações para os três resíduos citados. disciplinando aspectos da responsabilidade compartilhada. sucateiros e ferro velhos. resíduos de saúde. outros). Assim. programas prioritários focados permitirão a estruturação dos processos. e dos sistemas de logística reversa. traduzindo ações em um conjunto de áreas para a captação e destinação de resíduos que estabeleçam uxos diretos para resíduos da construção e resíduos » » » » » » » 117 ICLEI 117 3/21/12 5:04 PM . as representações e a competência para participação no controle social dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos.

destinação adequada de cada resíduo segregado. vinculação do programa aos conceitos: e ciência (coleta planejada e realizada porta a porta). maior ou menor conforme a dimensão do município. » » » » » » » resíduos da construção civil gerados em pequenas quantidades. formalização do papel dos agentes locais: caçambeiros. Seus aspectos mais signi cativos podem ser como os que seguem: PROGRAMA PRIORITÁRIO PARA O GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO PROGRAMA PRIORITÁRIO PARA O GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DOMICILIARES SECOS » » implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVEcopontos).2 deste Manual. por simples peneiração. Áreas de Triagem e Transbordo (ATT). para atendimento dos maiores geradores privados. podas e inservíveis). inclusão social (operação a ser feita com os catadores) e baixo custo (correto equacionamento dos trechos de transporte). 118 ICLEI 118 3/21/12 5:04 PM . as áreas. O planejamento destas redes está descrito no item 5. criando as condições para o manejo segregado dos resíduos domiciliares úmidos. recolhimento segregado dos resíduos no processo de limpeza corretiva. após setorização da malha urbana. ou PEV Central em municípios menores. da fração na do RCC classe A. pilhas e baterias). evitando-se as atuais deposições irregulares em pontos viciados. apoio à ação organizada de carroceiros e outros pequenos transportadores de resíduos ( delização). Por esta estratégia. incentivo à presença de operadores privados com RCC. » » » » Consideradas as condições impostas pelas peculiaridades locais. com possível apoio de agentes de saúde. As áreas para captação de resíduos integrarão as ações para os resíduos prioritários mas também permitirão ações voltadas a outros resíduos: » difusão de informações para a organização dos uxos de captação. carroceiros e outros.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS domiciliares secos. eletroeletrônicos. para uso como “bica corrida” ou “cascalho” em serviços de manutenção. recuperação. funcionando em rede. resíduos domiciliares secos de entrega voluntária ou captados por meio de pequenos veículos. resíduos volumosos (móveis. o PGIRS deverá indicar seus Programas Prioritários. lâmpadas. constituirão os ‘endereços’ para os quais os resíduos serão conduzidos. resíduos com logística reversa (pneus. organização do uxo de remoção dos resíduos segregados e concentrados na rede (é essencial a e ciência deste uxo para a credibilidade do processo). quando necessária. visando redução da multiplicação de vetores (dengue e outros).

estruturação de iniciativas como A3P. A logística de transporte deve ser apoiada primeiramente nos pequenos veículos. difusão de informações para a organização dos uxos de captação. “Feira Limpa”. 2007a). organização do uxo de remoção dos resíduos concentrados na rede. destinação adequada de cada resíduo segregado. com possível apoio de agentes de saúde. promoção da interação dos sistemas de tratamento dos resíduos orgânicos com o de tratamento do esgoto sanitário. restaurantes e outros). incentivo à organização de ações por instituições privadas. incentivo aos negócios voltados à reutilização e reciclagem de resíduos secos.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil » » organização das ações em torno dos PVEs e PEV Central e Galpões de Triagem. com geração homogênea de orgânicos (feiras. de nição dos roteiros de coleta com possível uso de Locais de Entrega Voluntária (LEVs). instalações para biodigestão. formalização do papel dos catadores. » » » » » » » 119 ICLEI 119 3/21/12 5:04 PM . associada posteriormente ao transporte com veículos de maior capacidade. incentivo à organização de ações nas instituições privadas. jardins e áreas verdes. estabelecidos em instituições parceiras. para concentração das cargas dos roteiros. como agentes prestadores do serviço público da coleta seletiva. PROGRAMA PRIORITÁRIO PARA O GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DOMICILIARES ÚMIDOS » » » » » » » » » » implantação de unidades de valorização de orgânicos – compostagem simpli cada ou acelerada. difusão de informações para a organização dos uxos de captação. estruturação de iniciativas como A3P e “Escola Lixo Zero”. incentivo à presença de negócios voltados à reutilização e reciclagem de resíduos úmidos. cadastramento dos grandes geradores. estabelecimento do uso de composto orgânico em serviços de manutenção de parques. obedecendo às diretrizes da Lei de Saneamento Básico (Art. organização dos roteiros e do uxo de coleta seletiva de RSD úmidos. visando sua organização e inclusão em processos formais. para redução da emissão de gases. busca da redução signi cativa da presença de resíduos orgânicos da coleta convencional nos aterros. organizados em associações e cooperativas. cadastramento dos catadores atuantes. “Escola Lixo Zero”. indução de processo de logística reversa para os resíduos úmidos com feirantes e seus fornecedores. indústrias. 10) (BRASIL. sacolões. em pátios ou galpões.

Ações para a mitigação das emissões dos gases de efeito estufa O Plano de Gestão deve analisar cuidadosamente as soluções de transporte de resíduos em geral (reduzindo a emissão de CO2 nesse quesito) e as soluções de destinação dos resíduos com forte carga orgânica. respeitando-se as prioridades de nidas na PNRS em seu Art. deverão ser consideradas no planejamento ações para: » captação dos gases resultantes da decomposição dos resíduos úmidos. compartilharão com a União os esforços para a efetivação dos compromissos internacionais já assumidos. no Brasil. nos aterros sanitários existentes (prazo de geração de gases estimado entre 16 e 50 anos). e já vem sendo utilizada. captação dos gases provenientes da decomposição acelerada dos resíduos úmidos urbanos e rurais. 6. É responsabilidade do poder pú- » diminuição do transporte mecanizado de todos os tipos de resíduos. Devem ser denidas diretrizes. como os resíduos urbanos úmidos e os agrosilvopastoris (reduzindo a emissão de metano).404. Algumas novas tecnologias podem ser consideradas para a destinação dos resíduos. O Decreto 7.14. no tratamento do esgoto urbano e de resíduos sólidos de criadouros intensivos. vapor. aproveitamento energético (geração de energia elétrica. regulamentador da PNRS estabelece que. A biodigestão é uma tecnologia limpa. em uma ordem de precedência que deixou de ser voluntária e passou a ser obrigatória. » » » » As ações para mitigação das emissões de gases são extremamente necessárias para a minimização dos impactos no clima. desta forma. por meio de biodigestores (prazo de geração de gases estimado em algumas semanas). Os municípios. maximização dos processos de compostagem.15. principalmente de suínos e bovinos.) dos gases produzidos na biodigestão de resíduos úmidos urbanos e rurais. antecedendo-os de biodigestão sempre que possível. não será necessário aguardar regulamentação especí ca dos ministérios envolvidos (BRASIL. É uma alternativa para a destinação de resíduos sólidos e redução de suas emissões prejudiciais. estratégias e metas para a redução e o controle dos gases de efeito estufa (GEE) atendendo às diretrizes da PNMC. Para a mitigação de GEE. etc. que já são bastante detectáveis. 120 ICLEI 120 3/21/12 5:04 PM .ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 6. 9º. Agendas setoriais de implementação do PGIRS A nalização do processo de planejamento e a validação do PGIRS estabelece o início do processo de sua implementação. para esta nova tecnologia. disposição de resíduos da coleta convencional em aterro sanitário exclusivamente quando já estabilizados por meio da biodigestão. 2010d). visando a redução de emissões.

Agenda A3P – gestores responsáveis pela Agenda Ambiental da Administração Pública nos vários setores da administração. criadores de animais e órgãos públicos envolvidos. Agenda dos Catadores – organizações de catadores de materiais recicláveis e reaproveitáveis e os grandes geradores de resíduos secos. órgãos públicos envolvidos e outros. entre outros. Agenda da Logística Reversa – comerciantes. não permitir que existam espaços vazios entre a formalização do plano e sua efetiva implantação. estabelecimento de rotinas para avaliação dos indicadores. precisam ser implementadas. para que. caçambeiros e outros transportadores. deve ser realizado com apoio. do Comitê Diretor e do Grupo de Sustentação. envolvendo todos os agentes nas ações que. grandes geradores. reuniões do órgão colegiado com competência estabelecida sobre a gestão dos resíduos. entre outros. distribuidores.16. Para isso deverão ser formuladas agendas de continuidade. sejam aplicadas as correções necessárias. de serviços de saúde. tal como a produção de relatórios periódicos que incluam a análise dos registros feitos pela Ouvidoria. Agendas de implementação que precisam ser estabelecidas: já decididas. Agenda dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – setor industrial. dando efetividade à responsabilidade compartilhada que é essencial na PNRS. Monitoramento e veri cação de resultados A Lei Federal estabelece que o PGIRS seja revisto. no mínimo a cada quatro anos. Além deles. Agenda dos Resíduos Úmidos – feirantes e suas instituições representativas. Essas agendas são uma das formas de possibilitar a continuidade da participação social no processo de gestão dos resíduos. 121 ICLEI 121 3/21/12 5:04 PM . nas revisões. » Agenda da Construção Civil – construtores e suas instituições representativas. sitiantes. 6.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil blico. manejadores de resíduos. setor de hotéis. sobretudo nos indicadores de desempenho de nidos no plano. entre outros. Em todas as agendas é importante que sejam consideradas as ações de educação ambiental e capacitação dos agentes para melhoria progressiva do seu desempenho e dos resultados. fabricantes. fabricantes. distribuidores de materiais e órgãos públicos envolvidos. bares e restaurantes. O monitoramento e veri cação de resultados. são elementos importantes de monitoramento: » » » » » » » » implantação de Ouvidoria – órgão para recebimento de reclamações. mineradores. avaliações e denúncias – ou utilização de órgão ou serviço já existente.

em atendimento ao artigo 34 do Decreto 7217/2010. pela possibilidade que oferece de convivência entre os diversos agentes envolvidos. deverá ser o grande instrumento de monitoramento e veri cação de resultados. 122 ICLEI 122 3/21/12 5:04 PM .ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS O órgão colegiado a ser estabelecido.

ITEMIZAÇÃO PROPOSTA PARA O PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 1.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 7. Diagnóstico Capítulo I .2 Geração II.3 Situação geral dos municípios da região I. Planejamento das Ações Capítulo III .2 Situação do saneamento básico I.10 Iniciativas para controle social 123 ICLEI 123 3/21/12 5:04 PM . Introdução 1.9 Legislação e normas brasileiras aplicáveis 3. estratégias. programas.2 De nição das responsabilidades públicas e privadas Capítulo IV – Diretrizes. scalizatória e gerencial I.4 Indicadores de desempenho para os serviços públicos V.2 Regramento dos planos de gerenciamento obrigatórios V.5 Ações especí cas nos órgãos da administração pública V.Aspectos gerais III. ações e metas para outros aspectos do plano V.3 Coleta e transporte II.8 Sistema de cálculo dos custos operacionais e investimentos V.1 Objetivos do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 1.4 Legislação local em vigor I.6 Iniciativas e capacidade de educação ambiental Capítulo II – Situação dos resíduos sólidos II.2 Metodologia participativa – Comitê Diretor e Grupo de Sustentação 2.4 Programas e ações – agentes envolvidos e parcerias Capítulo V – Diretrizes.1 Dados gerais e caracterização II.5 Estrutura operacional.Aspectos gerais I.3 Ações relativas aos resíduos com logística reversa V.1 De nição de áreas para disposição nal V.6 Iniciativas para a educação ambiental e comunicação V.7 De nição de nova estrutura gerencial V.2 Estratégias de implementação e redes de áreas de manejo local ou regional IV.4 Destinação e disposição nal II. estratégias. programas.5 Custos II.1 Diretrizes especí cas IV.6 Competências e responsabilidades II.3 Metas quantitativas e prazos IV.9 Forma de cobrança dos custos dos serviços públicos V. ações e metas para o manejo diferenciado dos resíduos IV.1 Aspectos sócio econômicos I.8 Iniciativas relevantes II.7 Carências e de ciências II.1 Perspectivas para a gestão associada com municípios da região III.

16 Monitoramento e veri cação de resultados 124 ICLEI 124 3/21/12 5:04 PM .ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS V.12 Ajustes na legislação geral e especí ca V.14 Ações para mitigação das emissões dos gases de efeito estufa V.13 Programas especiais para as questões e resíduos mais relevantes V.11 Sistemática de organização das informações locais ou regionais V.15 Agendas de implementação V.

4 / Situação dos resíduos 2.2 / Caracterização socioeconômica e ambiental 2.1 / Limitações e potencialidades regionais 3.4 / Apresentação e validação do Plano 2 / DIAGNÓSTICO REGIONAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS 2.2 / Validação do Diagnóstico Regional 1.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 8.3 / Apresentação e validação do Estudo de Arranjo Intermunicipal 1.5 / Iniciativas relevantes 3 / ESTUDO DA GESTÃO ASSOCIADA 3.1 Roteiro Para Elaboração do Plano de Trabalho do PGIRS Intermunicipal Metas e Etapas 1 / PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E DIVULGAÇÃO 1.1 / Diagnóstico da gestão 2.2 / De nição escopo do Consórcio Público Estudo Arranjo Intermunicipal 2 a 3 meses XX% (com apresentação do Estudo Arranjo Intermunicipal e RT Validação Arranjo Intermunicipal) Diagnóstico Regional RS 4 a 6 meses XX% (com apresentação do Diagnóstico Regional RS e RT Validação Diagnóstico e levantamento de sugestões) Produtos e Relatórios Projeto de Mobilização 2 meses RT O cinas com técnicos RT Validação Diagnóstico e levantamento de sugestões RT Validação do Estudo de Arranjo Intermunicipal RT Validação PGIRS Intermunicipal XX% (com apresentação do Projeto de Mobilização Social e RT O cina com técnicos) Prazos sugeridos Desembolso previsto (%) Conforme andamento das metas/etapas 125 ICLEI 125 3/21/12 5:04 PM .1 / O cinas sobre a legislação 1.3 / Atividades geradoras 2. SOLICITAÇÃO DE RECURSOS AO MMA ROTEIROS PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO DO PGIRS 8.

4.2 / Diretrizes. metas e ações.2 / Divulgação do PGIRS Intermunicipal Prazo total até 20 meses RT O cina Implementação e Divulgação 2 meses PGIRS Intermunicipal 4 a 6 meses XX% (com apresentação do PGIRS Intermunicipal e RT Validação PGIRS Intermunicipal) XX% (com apresentação do RT O cina Implementação e Divulgação) 126 ICLEI 126 3/21/12 5:04 PM .3 / Instrumentos de gestão e rede de áreas de manejo. planos de gerenciamento RS e logística reversa 4.ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 4 / PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DO PGIRS 4.4 / Áreas para a disposição nal de rejeitos 4. 4.5 / A3P.6 / De nição da estrutura gerencial 4. 5. estratégias.1 / Análise cenários futuros s 4.7 / Cálculo dos custos e mecanismos de cobrança 5 / AGENDAS SETORIAIS DE IMPLEMENTAÇÃO DO PGIRS 5.1 / O cina sobre agendas de implementação.

3 / Apresentação e validação da Análise Possibilidades Gestão Associada 1. 1.3 / Atividades geradoras 2.4 / Apresentação e validação do Plano 2 / DIAGNÓSTICO MUNICIPAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS 2.5 / Iniciativas relevantes 3 / ANÁLISE POSSIBILIDADES GESTÃO ASSOCIADA 3.2 / Validação do Diagnóstico Municipal.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 8.2 / Análise ganho de escala na gestão e manejo Análise Possibilidades Gestão Associada 2 a 3 meses Diagnóstico Municipal RS 3 a 5 meses X% (com apresentação do Diagnóstico Regional RS e RT Validação Diagnóstico e levantamento de sugestões) Produtos e Relatórios Projeto de Mobilização 2 meses RT O cina com técnicos RT Validação Diagnóstico e levantamento de sugestões RT Validação da Análise Possibilidades Gestão Associada RT Validação PGIRS X% (com apresentação do Projeto de Mobilização Social e RT O cina com técnicos) Prazos sugeridos Desembolso previsto (%) Conforme andamento das metas/etapas X% (com apresentação da Análise Possibilidades Gestão Associada RT Validação da Análise) 127 ICLEI 127 3/21/12 5:04 PM .1 / Diagnóstico da gestão 2.1 / Limitações e potencialidades regionais 3.2 Roteiro para Elaboração do Plano de Trabalho do PGIRS Municipal Metas e Etapas 1 / PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL E DIVULGAÇÃO 1.1 / O cina sobre a legislação 1.4 / Situação dos resíduos 2.2 / Caracterização socioeconômica e ambiental 2.

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PGIRS 4 / PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DO PGIRS 4. estratégias.5 / A3P. 4.1 / Análise cenários futuros s 4. 5.3 / Instrumentos de gestão e rede de áreas de manejo.7 / Cálculo dos custos e mecanismos de cobrança 5 / AGENDAS SETORIAIS DE IMPLEMENTAÇÃO DO PGIRS 5.2 / Diretrizes.6 / De nição da estrutura gerencial 4. 4. planos de gerenciamento RS e logística reversa 4. metas e ações.1 / O cina sobre agendas de implementação.2 / Divulgação do PGIRS Prazo total até 20 meses RT O cina Implementação e Divulgação 2 meses PGIRS 3 a 5 meses X% (com apresentação do PGIRS Intermunicipal e RT Validação PGIRS Intermunicipal) X% (com apresentação do RT O cina Implementação e Divulgação) 128 ICLEI 128 3/21/12 5:04 PM .4 / Áreas para a disposição nal de rejeitos 4.

ICLEI 129 3/21/12 5:04 PM .

CARACTERIZAÇÃO DE RESÍDUOS URBANOS EM LOCALIDADES BRASILEIRAS 4. ACERVO DE ENDEREÇOS ELETRÔNICOS 3. GLOSSÁRIO Foto: Lars Sundström/sxc.ANEXOS 1.hu ICLEI 130 3/21/12 5:04 PM . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 2.

Diário O cial da União. Rio de Janeiro. 05 jun. R.n. Brasília. Diário O cial da União. de 1998b. Dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental. NBR 15849: xa os critérios para adequação dos elementos de proteção ambiental aos condicionantes locais (características do solo. NBR 15112: Resíduos da construção civil e resíduos volumosos . Brasília. servidores e agentes políticos. 28 abr. 2001. do rejeito.Diretrizes para projeto. Brasília. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. e dá outras providências. Lei nº 10. BRASIL. Diário O cial da União. Conceitos básicos de resíduos sólidos.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 1. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil. BIDERMAN. Guia de compras públicas sustentáveis: uso do poder de compra do governo para a promoção de desenvolvimento sustentável. Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal. 1999.605 de 12 de fevereiro de 1998. Lei nº 9. Rio de Janeiro: FGV. Brasília. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. do freático e do excedente hídrico). Lei n° 8. São Carlos: EESC/USP. 198p. Diário O cial da União. Emenda Constitucional n° 19 de 04 de junho de 1998. BRASIL.795 de abril de 1999. Institui normas para licitações e contratos da Administração Pública. BIDONE.ABRELPE. 22 jun. et al.]. Rio de Janeiro.1993 BRASIL. 2010. estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. e dá outras providências.R. São Paulo: [s.666 de 21 de junho de 1993. BRASIL. BRASIL. Modi ca o regime e dispõe sobre princípios e normas da Administração Pública. 131 ICLEI 131 3/21/12 5:04 PM .257 de 10 de julho de 2001. 1998a.Áreas de transbordo e triagem .A. 1988. F. Brasília. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 2008. BRASIL. 1999. 2004. 11 jul. 05 out. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. 12 fev. F. 120p. e dá outras providências.. 2010.152p. controle de despesas e nanças públicas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal. implantação e operação. Lei nº 9. Brasília. POVINELLI. Diário O cial da União. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA Referências Bibliográ cas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPE ZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS .

13 fev. Resolução CONAMA nº 416 de 30 de setembro de 2009. Diário O cial da União. 22 nov. 22 jun. de 11 de novembro de 2008.445/2007.017. 2008c.IPI na aqui- 132 ICLEI 132 3/21/12 5:04 PM .187. Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada. Brasília. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Resolução CONAMA n° 313 de 29 de outubro de 2002. BRASIL. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento. Diário O cial da União. de 29 de dezembro de 2009. 12 nov. Lei nº 12. 11º e 12º da Lei no 12. Decreto nº 6. Decreto nº 6. BRASIL. Diário O cial da União. Decreto nº 7. de 13 de fevereiro de 2008. de 23 de dezembro de 2010. 2008a. BRASIL. 18 jan. Regulamenta os arts. 06 abr. BRASIL. de 17 de janeiro de 2007. Brasília. 01 out.514. Decreto nº 7. Diário O cial da União. Revoga a Resolução CONAMA nº 6/88. Diário O cial da União. 2005. Resolução CONAMA Nº 404. Brasília. Diário O cial da União. Brasília.ANEXOS BRASIL.404. Decreto nº 7. 13 fev. Brasília. BRASIL. no âmbito do Ministério do Meio Ambiente. BRASIL. Diário O cial da União. Institui a Política Nacional sobre a Mudança do Clima. de 05 de janeiro de 2007. Brasília. Brasília.305. Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente.107. de 02 de agosto de 2010.º 11. BRASIL. Regulamenta a concessão de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados . Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos. Portaria nº 44. Brasília.107. Regulamenta a Lei Federal n. o Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentável CGPCS.187. 2010a. 2007b. Institui. 21 de junho de 2010.445. Decreto nº 7. estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações. 2002 BRASIL. Diário O cial da União. BRASIL. 2007a. Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos. e dá outras providências. 08 jan. Diário O cial da União. BRASIL. Brasília.217. Regulamenta a Lei nº 11. Brasília. 2009a. de 09 de dezembro de 2010. de 29 de dezembro de 2009. e dá outras providências.305. 6º. 2009b. Diário O cial da União. de 21 de novembro de 2011. Lei nº 11.390. Brasília. que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Regulamenta a Lei n. de 6 de abril de 2005. de 22 de julho de 2008.619. 2010c. que dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos. Lei nº 12. de 2 de agosto de 2010. 03 ago. Diário O cial da União. Lei nº 11. 29 dez. 2010b. BRASIL. 23 dez. BRASIL. Brasília. 10 dez. Diário O cial da União. Diário O cial da União. de 06 de abril de 2005. Brasília. 2010d. BRASIL. Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de peque- no porte de resíduos sólidos urbanos.º 12. 2008b.

2011. 2006. 53p MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades. Brasília: Banco Mundial.T.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.n].gov. Rio de Janeiro: [s. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍS TICA IBGE. Brasília: [s. MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades. MANSOR. 3 ed. 278p. Brasília: Funasa.n]. 2011. Atlas de Saneamento 2011.org. A3P: Agenda Ambiental na Administração Pública. Relató- rio de Pneumáticos Out. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS): diagnóstico do manejo de resíduos sólidos urbanos: 2008. 1900p. Disponível em: <http:// www. Elementos para a organização da coleta seletiva e projeto de galpões de triagem. Brasília: MCidades.br>. 22 nov. 2011 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTI CA IBGE. 2009 – Dez. 2010. Brasília: MCidades. Brasília: MCidades.C. Programa Bióleo. Estudo de baixo carbono para o Brasil. 294p FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE DE MI NAS GERAIS FEAM. 2010: Resolução CONAMA 416/2009 do Cadastro Técnico Federal.ibge.institutopnbe. Acesso em: 13 out.gov. 5.php?id_noticia=1766>. 147p. Rio de Janeiro : ABES. Diário O cial da União. 6) MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades. 152p. GOUVELLO. INSTITUTO DO PENSAMENTO NACIONAL DAS BA SES EMPRESARIAIS DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL . 2011. Acesso em: 14 out.B. 408p. M. Rio de Janeiro: [s. 2008.ibama. RiMa. Manual de Saneamento. MINISTÉRIO DAS CIDADES – MCidades.br>. Brasília. Pesquisa nacional de saneamento básico (PNSB): 2008. 222p.694 pessoas. Acesso em: 13 out. A. 2010. Disponível em: <http://www. Diagnóstico da geração de resíduos eletroeletrônicos no Estado de Minas Gerais. CASTILHOS JÚNIOR. . 2010b. C.) Resíduos sólidos urbanos: aterro sustentável para municípios de pequeno porte. 2003.n].INSTITUTO PNBE. 264p. Disponível em: <http://ewasteguide. 268p. FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE – FUNASA.732. ed. 2011. 2011. Disponível em: <http://www. (Cadernos de Educação Ambiental. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS): diagnóstico do manejo de resíduos sólidos urbanos: 2009. Resíduos Sólidos. São Paulo: SMA. 2010. 2010a. 2006.info/ les/ Rocha_2009_pt. INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS – IBAMA. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTI CA IBGE. (Coord. Guia para a elaboração de planos municipais de saneamento. et al. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Brasília: 133 ICLEI 133 3/21/12 5:04 PM . Censo 2010: população do Brasil é de 190. Acesso em: 10 out.pdf>.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil sição de resíduos sólidos. 2011.

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Lei nº 11. Regulamenta os arts.390 de 09 de dezembro de 2010. Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos. Resolução CONAMA nº 386 de 27 de dezembro de 2006. que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima .405 de 23 de dezembro de 2010.445 de 05 de janeiro de 2007. Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.187. Decreto nº 7. Regulamenta a Lei nº 11. Decreto nº 7. de 29 de dezembro de 2009.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Legislação geral Lei nº 11.619 de 21 de novembro de 2011. 11 e 12 da Lei nº 12.940 de 25 de outubro de 2006. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. 6º.217 de 21 de junho de 2010.445 de 05 de janeiro de 2007. Resolução CONAMA nº 404 de 11 de novembro de 2008. que dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos. Institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta.187 de 29 de dezembro de 2009. Lei nº 12. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Decreto nº 7. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Altera o art. Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. Regulamenta a Lei Federal nº 11. Regulamenta a concessão de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados . e a sua destinação às cooperativas. Institui a Política Nacional sobre a mudança do clima. de 06 de abril de 2005. Decreto nº 5. 18 da Resolução CONAMA nº 316.107 de 06 de abril de 2005.305 de 02 de agosto de 2010. Decreto nº 6. Lei nº 12. De ne os empreendimentos potencialmente causado- 135 ICLEI 135 3/21/12 5:04 PM . Institui o Programa Pró-Catador. na fonte geradora.107. Resíduos Sólidos Domiciliares (secos.017 de 17 de janeiro de 2007. de 29 de outubro de 2002 que versa sobre tratamento térmico de resíduos. Resolução CONAMA nº 313 de 29 de outubro de 2002. Resolução CONAMA nº 378 de 19 de outubro de 2006. ABNT NBR 10004/2004.IPI na aquisição de resíduos sólidos. Decreto nº 7404 de 23 de dezembro de 2010.PNMC.305 de 02 de agosto de 2010. Regulamenta a Lei nº 12. úmidos e indiferenciados) Decreto nº 7. Resíduos sólidos – Classi cação. Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais.

ABNT NBR 8849/1985. Transporte terrestre de resíduos.Determinação da biodegradação pelo método respirométrico. ICLEI 136 3/21/12 5:04 PM .6 m³ para coleta de resíduos sólidos por coletores-compactadores de carregamento traseiro – Requisitos.80 m³. Resolução CONAMA nº 275 de 25 de abril de 2001.Veri cação em amostra de resíduos . Amostragem de resíduos sólidos. Coleta de resíduos sólidos. ABNT NBR 13221/2010. Resíduos Verdes ABNT NBR 13999/2003. pastas celulósicas e madeira . Coleta de resíduos sólidos. ABNT NBR 1298/1993. Resíduos de limpeza corretiva ABNT NBR 13463/1995. Coleta. ABNT NBR 10006/2004. cartão. implantação e operação.Método de ensaio. Papel. art. Compostagem – Terminologia. ABNT NBR 10007/2004. Líquidos livres .771. Contentor metálico de 0. Alterada pela Resolução nº 386 de 27 de dezembro de 2006. Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólido. Estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva. ABNT NBR 13591/1996.Critérios para projeto. ABNT NBR 14283/1999. ABNT NBR 15849/2010. Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos. Requisitos de segurança para coletores-compactadores de carregamento traseiro e lateral.Determinação do resíduo (cinza) após a incineração a 525°C. ABNT NBR 10005/2004. ABNT NBR 13999/2003. Papel. 136 ABNT NBR 14599/2003. de 15 de setembro de 1965. Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. Resolução CONAMA nº 316 de 29 de outubro de 2002.Determinação do resíduo (cinza) após a incineração a 525°C. Resíduos em solos . operação e encerramento. 1. e dá outras providências.2 m³ e 1. projeto. Aterros de resíduos não perigosos . ABNT NBR 1299/1993. cartão.ANEXOS res de impacto ambiental nacional ou regional para ns do disposto no inciso III. ABNT NBR 13896/1997. § 1o. 19 da Lei nº 4. pastas celulósicas e madeira . varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos – Terminologia. Apresentação de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos – Procedimento. Resíduos sólidos urbanos – Aterros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para localização. implantação. ABNT NBR 13463/1995. ABNT NBR 13334/2007.

de 24 de maio de 2011. Altera a Resolução CONAMA nº 307. 8º. 10. 3º da Resolução nº 307.Diretrizes para projeto. e nº 431. 5º. Resoluções 348. Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil . Resíduos da construção civil e resíduos volumosos . do Conselho Nacional do Meio Ambiente . alterando critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. implantação e operação. Resolução CONAMA nº 307 de 05 de julho de 2002. ABNT NBR 13221/2010. Resíduos da construção civil e resíduos volumosos . Altera os arts. de 05 de julho de 2002. ABNT NBR 15114/2004.Áreas de transbordo e triagem Diretrizes para projeto. critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Saneamento Am- 137 ICLEI 137 3/21/12 5:04 PM . 4º. Resolução CONAMA nº 348 de 16 de agosto de 2004. Resíduos sólidos da Construção civil . incluindo o amianto na classe de resíduos perigosos. implantação e operação. Resíduos sólidos – Classi cação. de 05 de julho de 2002.Áreas de reciclagem . Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes . Altera o art. Estabelece diretrizes.CONAMA. Dispõe sobre o tratamento e a disposição nal dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências.Critérios para projeto. ABNT NBR 15112/2004. Resolução CONAMA nº 330 de 25 de abril de 2003.Aterros . implantação e operação. Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil .Diretrizes para projeto.Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos. Alterada pelas Resíduos de Serviços de Saúde Resolução CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005. implantação e operação. ABNT NBR 10004/2004. 9º. Institui a Câmara Técnica de Saúde. do Conselho Nacional do Meio Ambiente . Aterros de resíduos não perigosos .CONAMA. implantação e operação. Transporte terrestre de resíduos. Resolução CONAMA nº 431 de 24 de maio de 2011. Resíduo de Construção Civil Resolução CONAMA no 448 de 18 de janeiro de 2012. ABNT NBR 15116/2004. 2º.Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos. 6º. estabelecendo nova classi cação para o gesso.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Resíduos Volumosos ABNT NBR 15112/2004. de 5 de julho de 2002. 11 da Resolução nº 307. ABNT NBR 13896/1997.Áreas de transbordo e triagem Diretrizes para projeto. ABNT NBR 15115/2004. de 16 de agosto de 2004. ABNT NBR 15113/2004.

Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. ABNT NBR 12810/1993. ABNT NBR 8418/1984. Resolução CONAMA nº 401 de 04 de novembro de 2008. Alterada pela Resolução nº 424. Resíduos de serviço de saúde – Classi cação. Alterada pelas Resoluções nº 360. ABNT NBR 12808/1993. Transporte terrestre de resíduos. Resolução CONAMA nº 023 de 12 de dezembro de 1996.Resíduos do grupo A. de 16 de outubro de 1998. ABNT NBR 13221/2010. cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado. Resíduos de serviços de saúde – Terminologia. ABNT NBR 12807/1993.ANEXOS biental e Gestão de Resíduos. Resolução CONAMA nº 006 de 19 de setembro de 1991. Resolução CONAMA nº 316 de 29 de outubro de 2002. Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos . e nº 244. Coletor-transportador rodoviário de resíduos de serviços de saúde . ABNT NBR 14652/2001. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Regulamenta a importação e uso de resíduos perigosos. de 17 de maio 2005 e nº 376. ABNT NBR 8418/1984. Dispõe sobre a importação de desperdícios e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo. Alterada pelas Resoluções nº 235. de 24 de outubro de 2006. Resolução ANVISA nº 306 de 07 de dezembro de 2004. Resíduos Eletroeletrônicos Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. Dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde. e dá outras providências. de 22 de abril de 2010. portos e aeroportos. Laboratórios clínicos .Requisitos de construção e inspeção . Alterada pela Resolução nº 386.Procedimento. ICLEI 138 3/21/12 5:04 PM . Resolução CONAMA nº 228 de 20 de agosto de 1997. Estabelece os limites máximos de chumbo.Procedimento.Gerenciamento de resíduos. de 07 de janeiro 1998. 138 ABNT NBR 15051/2004. Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos . de 27 de dezembro de 2006. Coleta de resíduos de serviços de saúde – Procedimento.

Critérios para projeto. ABNT NBR 11175/1990.Padrões de desempenho – Procedimento. Aterros de resíduos perigosos . Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. ABNT NBR 11175/1990.Procedimento. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas.Procedimento.Critérios para projeto. de 16 de outubro de 1998. Resolução CONAMA nº 401 de 04 de novembro de 2008. ABNT NBR 10157/1987. Resolução CONAMA nº 023 de 12 de dezembro de 1996. ABNT NBR 10157/1987. Resíduos Pneumáticos Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. Aterros de resíduos perigosos .Padrões de desempenho – Procedimento. Aterros de resíduos perigosos . ABNT NBR 8418/1984. Dispõe sobre a prevenção à degradação am139 ICLEI 139 3/21/12 5:04 PM . construção e operação – Procedimento. Incineração de resíduos sólidos perigosos . Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos . Resolução CONAMA nº 228 de 20 de agosto de 1997. Alterada pela Resolução nº 424. Estabelece os limites máximos de chumbo. Incineração de resíduos sólidos perigosos . Dispõe sobre a importação de desperdícios e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo. construção e operação – Procedimento. cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado.Critérios para projeto. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. Resolução CONAMA nº 416 de 30 de setembro de 2009. Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos . Alterada pelas Resoluções nº 235. Regulamenta a importação e uso de resíduos perigosos. construção e operação – Procedimento.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil ABNT NBR 10157/1987. ABNT NBR 8418/1984. Resíduos Lâmpadas Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. e dá outras providências. e nº 244. de 07 de janeiro de 1998. Resíduos Pilhas e Baterias Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. de 22 de abril de 2010.

do Conselho Nacional do Meio Ambiente . Alterada pelas Resoluções nº 370. 140 ICLEI 140 3/21/12 5:04 PM . e dá outras providências. Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos .CONAMA. para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados. e no Art. Altera dispositivos da Resolução nº 335. que dispõe sobre o licenciamento ambiental de cemitérios. Resolução CONAMA nº 380 de 31 de outubro de 2006. Resolução CONAMA nº 410 de 04 de maio de 2009. Dispõe sobre condições e padrões de lançamento de e uentes. de 03 de abril de 2008.Procedimento. 44 da Resolução nº 357. de 03 de abril de 2003. Resolução CONAMA nº 008 de 19 de setembro de 1991. ABNT NBR 12235/1992. Dispõe sobre a classi cação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. De ne critérios e procedimentos. construção e operação – Procedimento. Dispõe sobre a entrada no país de materiais residuais. para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados.ANEXOS biental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada.De ne critérios e procedimentos. Alterada pela Resolução nº 402. Resíduos dos serviços públicos de saneamento Resolução CONAMA nº 430 de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. Reti cada pela Resolução nº 380. Prorroga o prazo para complementação das condições e padrões de lançamento de e uentes. Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto de 2006. Reti ca a Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto de 2006 . e dá outras providências.Critérios para projeto. 3º da Resolução nº 397. Resolução CONAMA nº 357 de 17 de março de 2005. e dá outras providências. de 06 de abril de 2006. previsto no art. Aterros de resíduos perigosos . e dá outras providências. de 17 de novembro de 2008. complementa e altera a Resolução nº 357. ABNT NBR 8418/1984. de 31 de outubro de 2006. ABNT NBR 10157/1987. de 17 de março de 2005. de 17 de março de 2005. nº Resíduos Sólidos Cemiteriais Resolução CONAMA nº 368 de 28 de março de 2006. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de e uentes. Armazenamento de resíduos sólidos perigosos – Procedimento.

do Conselho Nacional do Meio Ambiente . previsto no art. nº 410. ABNT NBR 13221/2010. Resolução CONAMA nº 005 de 05 de agosto de 1993. de 13 de maio de 2011. e dá outras providências. Alterada pela Resolução nº 358. de 13 de maio de 2011. nº 410. Resolução CONAMA nº 005 de 15 de junho de 1988. Resolução CONAMA nº 410 de 04 de maio de 2009. Reti ca a Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto de 2006 . bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de e uentes. Resíduos de Drenagem Resolução CONAMA nº 430 de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas.Formato e dimensões. de 06 de abril de 2006. aeroportos. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos. e nº 430. ções e padrões de lançamento de e uentes. para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados. Dispõe sobre a classi cação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. de 03 de abril de 2008. e dá outras providências. 3º da Resolução nº 397. de 29 de abril de 2005. de 17 de março de 2005. Transporte terrestre de resíduos. Resolução CONAMA nº 357 de 17 de março de 2005. Prorroga o prazo para complementação das condi- 141 ICLEI 141 3/21/12 5:04 PM . Dispõe sobre condições e padrões de lançamento de e uentes. De ne critérios e procedimentos. de 04 de maio de 2009. de 31 de outubro de 2006. aeroportos. terminais ferroviários e rodoviários. Conexão internacional de descarga de resíduos sanitários . 44 da Resolução nº 357. terminais ferroviários e rodoviários. e nº 430. Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. ABNT NBR 7166/1992.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 397. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos. Alterada pelas Resoluções nº 370. complementa e altera a Resolução nº 357. de 03 de abril de 2008.CONAMA. Dispõe sobre o licenciamento de obras de saneamento básico. nº 397. de 29 de abril de 2005. para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados. Alterada pela Resolução nº 358. Resolução CONAMA nº 380 de 31 de outubro de 2006. e no Art. Resolução CONAMA nº 005 de 05 de agosto de 1993. Resolução CONAMA nº 375 de 29 de agosto de 2006. de 03 de abril de 2008. de 04 de maio de 2009. de 17 de março de 2005.De ne critérios e procedimentos. e dá outras providências. Reti cada pela Resolução nº 380.

Dispõe sobre a entrada no país de materiais residuais. de 29 de abril de 2005. Alterada pela Resolução nº 424. Resolução CONAMA nº 008 de 19 de setembro de 1991. ABNT NBR 12235/1992. terminais ferroviários e rodoviários. ABNT NBR 8418/1984. Resolução CONAMA nº 023 de 12 de dezembro de 1996. Armazenamento de resíduos sólidos perigosos – Procedimento. Resíduos em solos . Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos.Limpeza de superfície de sistemas de uido.Formato e dimensões. Estabelece os limites máximos de chumbo. de 16 de outubro de 1998. de 12 de dezembro de 1996. ABNT NBR 13221/2010. Dispõe sobre a importação de desperdícios e resíduos de acumuladores elétricos de chumbo. Resolução CONAMA nº 401 de 04 de novembro de 2008.Padrões de desempenho – Procedimento. Altera o anexo 10 da Resolução CONAMA nº 23. Transporte terrestre de resíduos. Resolução CONAMA nº 228/1997. Alterada pelas Resoluções nº 235.Procedimento.Determinação da biodegradação pelo método respirométrico. Parte 3: Procedimentos analíticos para a determinação de resíduos não voláteis e contaminação de partícula. Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos . e dá outras providências. 142 ICLEI 142 3/21/12 5:04 PM . de 07 de janeiro de 1998. aeroportos.Determinação de material não volátil . Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. ABNT NBR 8911/1985.Método de ensaio. Resíduos de serviços de transporte Resolução CONAMA nº 005 de 05 de agosto de 1993. Sistemas espaciais . de 22 de abril de 2010.ANEXOS ABNT NBR 7166/1992. Resolução CONAMA nº 362 de 23 de junho de 2005. ABNT NBR ISO 14952-3/2006. Solventes . Regulamenta a importação e uso de resíduos perigosos. Dispõe sobre o recolhimento. Alterada pela Resolução nº 358. Incineração de resíduos sólidos perigosos . cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado. coleta e destinação nal de óleo lubri cante usado ou contaminado. e nº 244. ABNT NBR 14283/1999. Conexão internacional de descarga de resíduos sanitários . ABNT NBR 11175/1990. Resíduos Industriais Resolução CONAMA nº 420 de 28 de dezembro de 2009. Resolução CONAMA nº 235 de 07 de janeiro de 1998.

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org.abnt.snis.br Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA: www.br Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: www.datasus.br Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS: www.ibge.cfm Departamento de Informática do SUS – DATASUS: www.gov.gov.gov.br Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA: www.rebea.cidades.br/port/conama/index.casacivil.gov.gov.gov. ACERVO DE ENDEREÇOS ELETRÔNICOS Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA: www.org/lacs/portugues Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística – IBGE: www.anvisa.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada www.gov.gov.iclei.mma.br Ministério das Cidades: www.gov.ANEXOS 2.br Governos Locais pela Sustentabilidade – ICLEI Brasil: www.ibama.br Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA: www.ipea.mma.org.org.br Ministério do Meio Ambiente: www.br Casa Civil: www.br 146 ICLEI 146 3/21/12 5:04 PM .gov.br Confederação Nacional de Municípios: www.cnm.

de Souza.9 34. de Souza.3 2.9 19. Leite & et.5 Benevides 4. & M.7 11. 2005) (Marques Júnior. C.8 15.1 14.9 Fontes (Rodrigues.9 1.4 4.2 12.4 2. I. Cabral.3 13.0 18.0 39.7 17. 2007) (Rodrigues.0 10.7 3. papelão e tetrapak 6.0 3. S.9 2.2 18.3 6. escolha da amostra e divisão das categorias). 2009) (Kajino.6 3.8 7.3 2. F.6 1. Deve-se chamar atenção para o fato de que para tais estudos nem sempre utilizarem a mesma metodoloMetal total 1. Tavares.0 17.6 3. S. 2009) (Carneiro. 2007) (F. Vania Elisabete Schneider. 2005) (J.4 18.1 13.9 147 ICLEI 147 3/21/12 5:04 PM .3 1.8 1. Pinheiro & Girard.5 21.7 Bento Gonçalves 3. Cidade Águas mornas Almirante Tamandaré Aracaju Araucária Balnério Camboriu Bauru Bela Vista Belém Alumínio Aço Plástico lme Plástico rígido Vidro Orgânico Outros 2.5 19.9 9.9 45.1 44.9 52.3 0.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil 3.5 75.7 19.7 2. & Panarotto. F.0 gia (frequência.2 51.5 2. 2000) (Peresin.3 1.2009) (R.7 19.2 36.7 4.1 3.7 36. C. al. Pinheiro.5 3. M.. Tavares.0 21.0 11. 2002) 12.8 8.5 14. S.0 11. C.1 Plástico total 18.5 6.8 2.6 5.2 15.0 Papel.4 65.2 2. CARACTERIZAÇÃO DE RESÍDUOS URBANOS EM DIVERSAS LOCALIDADES BRASILEIRAS A tabela abaixo foi extraída de estudos realizados pelo IPEA para o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Versão preliminar). 1990) (R. o que resulta em uma estimativa do comportamento real da situação.3 3.0 48.1 21.

ANEXOS Cidade Betim Bituruna Blumenau Bombinhas Botucatu Cabedelo Caldas novas Metal total 3.0 1. 2007) (Secretaria de Serviços Públicos.9 18.5 18.3 2.2 14. 1997) (Pereira Neto.5 11. 2007) (R.8 1.0 2.1 18.2 13. & Pina.6 13. E.2008) (R.7 3. 2010) (R. papelão e tetrapak 15. C.8 12. Andrade. B. T.1 11.1 17.8 3. Tavares. 2003) (J.7 34.2 5. Barros.1 Alumínio Aço Papel.6 6.0 2..5 1.6 14.7 2.6 148 ICLEI 148 3/21/12 5:04 PM .4 10.1 12.2 12. Tavares.9 4.3 13.2 5.5 Plástico total 10.9 12.8 3.6 15. 2007) (Rodrigues.7 Campo Grande 3. 2002) (Bianchi et al.4 0.3 24.3 2. al. C. 2007) (Pasqualeno.9 16. 2007) (Lange & Simões.4 19.0 2.1 55.1 66.1 27. Assis. al.5 1.0 2.0 15.4 7. 1999) (R.4 16. da F. Oliveira & eI. Tavares.6 4.3 2.0 59.8 11.2 5.0 18. V.5 47.4 1.2 2.4 58. 2009) (S. C.2 24.1 4.4 13.5 42. 2006) (Gorgati & et. C.1 14.0 6. 2001) (Pereira et al.5 19. B..9 1.3 56.5 45.9 3.7 3.2009) (Rodrigues.4 6.6 2. Tavares.0 14.0 46.7 6.0 42.7 68.4 13.4 67.7 43. L.0 11.4 2. Barros.6 4. C. & F. Andrade.4 Camaçari Campina Grande Campina Grande do Sul Campinas 0.2 4.6 2. Tavares.3 3. 2007) (R.0 4.7 11 .1 2.7 8. H.1 2..2 3.9 15.8 2.6 14.8 Plástico lme Plástico rígido Vidro Orgânico Outros 1.2 74.9 0.6 0. 2007) 0.0 41.5 Fontes (Ribeiro.4 0. Prado.4 6.0 15.4 2.3 2.0 66.9 Campo Largo Campo Magro Catas Altas Caxias do Sul Coari Colombo Comercinho 3.3 30. Santos.2 11.0 20.5 2.3 13.4 5.1 15.0 3.0 19. N.8 19.7 50.8 12.2 17.9 38.5 3.1 6..6 3.6 8.0 10. 2007) (R.4 2.3 3. 1996) (EPE.7 3. L.0 0.4 16.5 8.8 14.

5 2.3 3.6 1.1 8.9 45. 2003) (J.1 6.6 1. 2007) (Arruda & et. lavares.6 0.6 24.5 6.2 12.2 4.1999) (Rodrigues.1 10.2 9.5 0. N.1 1.1 45.0 6.1 2. 2008) (Casaril.6 26.5 11. 2007) (R. 2009) (MMA & IBAM.9 2.2 58.6 17.8 2.0 0.1 0.8 5.5 1.7 14.2009) (Pelegrino.9 2.9 Vidro Orgânico Outros 2.7 8. Schwartzman. Tavares.3 9. 2004) (D.0 2.2 3.1 5.2 11.2 12.8 27. 2002) (R.9 2.9 8.5 3.1 19.2 16.1 4.4 15.9 4.4 1.0 8. Mazzarino. 2004) (Carvalho.5 38. 2007) (Aquino Consultores e Associados LTDA.7 0.S 43. 2003) (Lessa.1 65.7 6.0 6. Kagohara.7 53.2 2. 2007) (Prefeitura Municipal de Jaboticabal. 2001) (MMA & IBAM.3 2.8 52.0 57.0 1.3 17.4 4.0 17.6 3.5 1..2 2.2 15.1 2. B.6 6.5 2.3 2. Andrade.1 3.5 1. & Mattos..3 1.4 149 ICLEI 149 3/21/12 5:04 PM . L.4 2.1 55.2008) (Rodrigues.9 Itabuna ltajai Itamogi Itaocatiara ltaperucú Jaboticabal 1.2 50.7 13.1 50.8 9.1 0. 2009) (Mancini.6 6. Bica.8 11.1 16.1 67.3 2.1 3.3 10.1 12.2 2.7 2.2 2.7 14. Nogueira.0 11.0 14.1 0.3 0. C.2 6.0 1.1 2. papelão e tetrapak 18.0 13.4 Fontes (R.3 57.9 16.2 76.7 21. Tavares.6 Plástico rígido 4.1 24.3 1. & Konrad.7 Plástico total 16.6 11.5 0.2 4.8 5.8 4.5 17.7 17. C.8 7.4 5.2 9.1 14.7 16.9 10. 2007) (Guadagnin et al.0 16. C.3 1.1 0.5 18.3 67. de Magalhães.3 1.0 4.6 48.1 13.7 Plástico lme 11.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil Cidade Contenda Criciúma Cururupu Dores do Campos Estrela Extrernoz Fazenda Rio Grande Florianópolis Fortaleza Gaspar Guajara mirim Hidrolandia Imbituba Indaiatuba Metal total 3.3 3.8 10.4 24.0 10.2 13. al.6 5.6 11. 2005) (Rodrigues.9 50.0 Alumínio Aço 0.3 33.8 17.0 Papel.7 16.5 4.0 20.5 2. 2001) 7.3 1. 2009) (Silva.6 21.3 1.8 1.2 6.0 44.0 8.

5 8.6 10.9 17. 2007) (J.6 2. 2002) (M.1 3.3 40.1 0. & Schalch.0 3. 2003) João Pessoa Juina Lageado Lajeado Maceió Manacapuru Manaus Mandirituba Maricoré Maringá Mossoró Natal Navegantes Palmas Parintins Parnamirirn Passos Pau dos Ferros Peixe-Boi Pinhais Piraquara Porto Alegre 1.8 43. 2002) (Superintendência de Limpeza Urbana & Teixeira. C.1 60.4 11.8 17.4 2.1 52.4 2.5 11. Tavares.7 11. C. 2002) (Rodrigues. 2002) (Silva.0 1.9 11.9 2.2 14.6 62.7 2.1 2.3 7.7 10. 2001) (1.6 11.2 30.6 1.1 8. 2007) (MMA & IBAM.3 15. Andrade.4 1.6 16.8 16. 2007) (R.3 0.7 5. Pugliesi.8 1.4 1. de Oliveira.5 18.6 53.6 18.4 4.6 33.0 17.5 13.1 62.2 18.3 4.9 3. al.7 2.0 2. papelão e tetrapak 8.2006) (MMA & IBAM. Tavares.4 6.1 3. B. Andrade & Schalch.2009) (Naval & Gondirn.2 5.0 57.4 5.5 18. 2004) (Barros Jr. & Schmitz.9 3.7 4.1 11.4 4. C. Beserra.4 150 ICLEI 150 3/21/12 5:04 PM .1 8.8 1. & Júnior.9 5.7 21.2 69.4 20.6 4.7 10.2 4.9 5.7 3.4 4.9 2.1 17.3 2.8 38.7 9.3 14. 2007) (Silva.7 11.5 2.6 10.9 3.8 0.5 41.4 8.3 0.9 3.9 25.4 18.2 18.ANEXOS Cidade Metal total Alumínio Aço Papel.0 8.7 1.8 0.6 3.3 3.8 13.7 11.0 0.7 58.5 8. 1997) (R.0 22.9 34.6 1. L.1 7.4 13.4 11. P.0 3.4 57.6 1.3 2.9 Plástico total Plástico lme Plástico rígido Vidro Orgânico Outros Fontes (Seixas.9 25.4 6..7 40. 2007) (Reis & et.3 56.0 15.8 9. P. C.2 20.5 2.0 0.3 0. Andrade.4 10.9 5.7 8. 2010) (J.0 16. 2008) (R.9 8.8 10.0 13..4 22. Fagundes.1 69.4 16.1 5.7 6.6 1.6 14.1 0.0 60.2 2.1 56. 2004) (Casaril et al.4 1. L.2 1.8 2.0 13.1 1.0 3.0 7..0 7. L. Tavares. 2001) (Silva.0 40.9 3.3 2.5 20.3 17. B. Tavares.3 6.7 1.5 46.0 12.0 3.0 52. L.4 5.2 0.4 1.7 2. Casaril.0 5. B.9 3.4 18. 2002) (Silva.0 1. 2008) (J. 2009) (Konrad.1 7.1 8.1 5.9 3.5 6.9 4.1 17.

PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO

SRHU/MMA e ICLEI-Brasil

Cidade Presidente Lucena Presidente Prudente Proproá Quatro Barras Rio de Janeiro Rio Grande Salvador Santa Cruz Santa Cruz de Salinas São Carlos São João Batista São José São José dos Pinhais São Leopoldo Silo Marcos São Paulo Silo Sebastião Teresina Uberlândia Varjão Vitória Xapuri

Metal total 1,5 5.4 1,1 2,6 1,6 6,6 3,7 3,6 4,3 1,3 3,3 3,0 3,2 1,5 2,3 2,2 3,3 3,4 3,0 1,9 3,3 3,6

Alumínio Aço

Papel, papelão e tetrapak 11,0 21,0 7.4

Plástico total 8,0 8,9 10,0 15,0 17,2 9,5 17,1 13,5 13.4 10,5 14,1 20,1 19,3 12,3 5,6 16,5 7,9 20,5 11,0 12,4 11,8 12,7

Plástico lme

Plástico rígido

Vidro Orgânico Outros

Fontes (L. P. Gomes & Martins, 2002) (Borges, 2002) (Barrete, 1997) (R. C. Tavares, 2007) (COMLURB, 2007) (A. S. D. Oliveira, 2002) (A. M. V. de Oliveira, Quadros, & Campos, 1999) (Silva, 2002) (Costa,2010) (Frésca, 2007) (Rodrigues, 2009) (Rodrigues, 2009) (R. C. Tavares, 2007) (Soares & Moura, 2009) (Quissini, Pessin, Conto, & F. M. Gomes, 2007) (LIMPURB,2003) (Alves & Blauth, 1998) (Ribeiro Filho & L. P. dos Santos, 2008) (Fehr & Calçado, 2001) (Freiras, 2006) (Manzo,1999) (MMA & lBAM, 2004)

1,5 2,6 5,3 10,5 12,5 4,7 4,5 4,7 0,8 2,8 3,0 3,7 12,0 6.4 5,1 7,1 2,9 0,9 3,3 7,6 2,8 1.7 4,2 3,2 13.4 8,5 5,9 3,8 2,7 1,7 0,8 12,3 4,2 1,8 2,8 11,6 8,9 2.4 3,0 1,2 2,7 2,3

45,0 55,0 65,3 44,8 56,7 51,2 46,9 25,2 46,5 59,1 34,3 41,7 37,1 58,7 56,9 59,2 49,0 45,4 72,0 57,2 53,1 56,5

33,0 7,1 15,3 15,0 6,9 10,0 13,3 53.4 19,7 20,1 25,6 17,9 17,2 11,2 26,7 7,9 18,5 12,5 4,0 14,3 10,1 10,3

0,3 0,4

2,3 1,2

19,8 14,6 19,0

1,1 0.4

2,5 3,2

16,2 3,5 12,8 7,4 18,5 14,1 20,5

0,4 0,5 0,7

1,1 1,8 1,5

14,6 7,7 12,4 18,5

0,9

2,4

15,8 7,0 13,0 19,1 14,5

151

ICLEI 151

3/21/12 5:04 PM

ANEXOS

Apoio à Elaboração dos Planos de Resíduos Sólidos

4. GLOSSÁRIO

3 R’s: Expressão utilizada para designar forma de pensar e tratar os resíduos sólidos. Refere-se a: reduzir resíduos sólidos, ou seja, deixar de produzí-los por meio de atitudes simples em nosso dia a dia com base, principalmente, no consumo consciente; a reutilizar materiais antes de descartá-los de tal forma que seja possível manter tal material em sua forma original o maior tempo possível no ciclo de consumo; e reciclar os resíduos gerados que, por sua vez, constitui-se em produzir um novo produto para consumo a partir de um resíduo sólido que será exposto a diversos processos (físicos, químicos, térmicos, entre outros). 3 Acordo setorial: ato de natureza contratual rmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. 1 Área contaminada: local onde há contaminação causada pela disposição, regular ou irregular, de quaisquer substâncias ou resíduos.1 Área órfã contaminada: área contaminada cujos responsáveis pela disposição não sejam identi cáveis ou individualizáveis.1 Aterro controlado: local utilizado para despejo do lixo coletado, em bruto, com o cuidado de, após a jornada de trabalho, cobrir esses resíduos com uma camada de terra diariamente, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais.2

Autodepuração: Processo natural decorrente da oxigenação que ocorre num corpo d’água, que permite absorver poluentes e restabelecer o equilíbrio do meio aquático. A autodepuração depende do volume e características do poluente e da capacidade de regeneração do corpo receptor.4 Aterro Sanitário: local utilizado para disposição nal do lixo, onde são aplicados critérios de engenharia e normas operacionais especí cas para con nar os resíduos com segurança, do ponto de vista do controle da poluição ambiental e proteção à saúde pública.2 Aquecimento Global – é o resultado da intensi cação do efeito estufa natural, ocasionado pelo signi cativo aumento das concentrações de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera, ou seja, gases que absorvem parte do calor que deveria ser dissipado, provocando aumento da temperatura média do planeta. As mudanças climáticas são consequência do aquecimento global, pois com a elevação da temperatura média ocorre maior derretimento de geleiras em regiões polares e de grande altitude, ocasionando a dilatação dos oceanos, mudanças nos ciclos hidro-geológicos e fenômenos atmosféricos adversos. 5 Chorume: líquido de cor escura, gerado a partir da decomposição da matéria orgânica existente no lixo, que apresenta alto potencial poluidor da água e do solo.2 Ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção

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PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO

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de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição nal.1   Coleta de esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) classificação dos tipos de coletores para transporte de esgoto sanitário em: rede unitária ou mista - rede pública para coleta de águas de chuva ou galerias pluviais; rede separadora - rede pública para coleta e transporte, separadamente, de águas de chuva e esgoto sanitário; rede condominial - rede interna que traz todas as contribuições do prédio até o andar térreo e liga-se à rede da rua em um único ponto.2 Coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição.1 Coliformes fecais: subgrupo de bactérias do grupo dos coliformes totais que normalmente habitam o trato digestivo de animais de sangue quente, incluindo o homem, outros mamíferos e as aves. Cada pessoa excreta cerca de dois bilhões dessas bactérias por dia. Por isso, esse grupo é utilizado como indicador da contaminação fecal da água e dos alimentos, revelando o potencial destes de disseminar doenças. A população de coliformes fecais é constituída na sua maior parte pela bactéria patogênica Escherichia coli, que tem como habitat exclusivo o trato intestinal do homem e de outros animais. A determinação da concentração dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microrganismos patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide, desinteria e cólera.2

Controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos.1 Corpo d’água: qualquer coleção de águas interiores. Denominação mais utilizada para águas doces abrangendo rios, igarapés, lagos, lagoas, represas, açudes, etc.2 Destinação nal ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição nal, observando normas operacionais especí cas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.1 Disposição nal ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais especí cas de modo  a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adverso.1 Efeito estufa – fenômeno natural pelo qual parte da radiação solar que chega à superfície da Terra é retida nas camadas baixas da atmosfera, proporcionando a manutenção de temperaturas numa faixa adequada para permitir a vida de milhares de espécies no planeta. Entretanto, devido ao aumento da concentração de gases causadores do efeito estuga (GEE) na atmosfera, tem ocorrido uma maior retenção dessa radiação na forma

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óxidos de nitrogênio (NOx). buraco etc. classi cado quanto ao tipo em: rede geral de esgoto ou pluvial . ou não. por exemplo.6 Esgotamento Sanitário: escoadouro do banheiro ou sanitário de uso dos moradores do domicílio particular permanente.qualquer outra situação. poço. transporte. rio. emissões de gases e poluentes de indústrias e também podem ter origem natural. compostos orgânicos voláteis sem metano (NMVOCs) e óxido de enxofre (SOx). entre 800 ºC e 1200 ºC. hexafluoreto de enxofre (SF6).quando o banheiro ou sanitário está ligado diretamente a um rio. econômica.1 Gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos. 1 Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas. outro . de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos. queima de combustíveis fosseis. óxido nitroso (N2O). metano (CH4). como emissão de metano por meio dos rebanhos. transbordo. mesmo que o sistema não disponha de estação de tratamento da matéria esgotada. nelas incluído o consumo.1 Incineração: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) Processo de queima do lixo. reduzindo seu peso e volume. fossa séptica . e consequentemente. As emissões de GEEs são provenientes de processos artificiais. as partes também devem informar a emissão dos seguintes GEE indiretos: monóxido de carbono (CO). sejam: dióxido de carbono (CO2). 7 Geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas. vala – quando o banheiro ou sanitário está ligado diretamente a uma vala a céu aberto. fossa rudimentar quando o banheiro ou sanitário está ligado a uma fossa rústica (fossa negra. cultural e social. com a finalidade de transformá-lo em matéria estável e inofensiva à saúde pública. de direito público ou privado. onde passa por um processo de tratamento ou decantação sendo. ou seja. ambiental.quando a canalização do banheiro ou sanitário está ligada a uma fossa séptica. a parte líquida conduzida em seguida para um desaguadouro geral da área.). de forma a considerar as dimensões política.ANEXOS de calor. região ou município. região ou município. tratamento e destinação nal ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição nal ambientalmente adequada dos rejeitos. que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades. direta ou indiretamente. provocando o aquecimento global e signi cativas mudanças climáticas. com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.quando a canalização das águas servidas e dos dejetos provenientes do banheiro ou sanitário. O incinerador é uma instalação especializada onde se processa a combustão controlada do lixo. Está ligada a um sistema de coleta que os conduz a uma desaguadouro geral da área. nas etapas de coleta. a temperatura média no planeta está aumentando. a matéria é esgotada para uma fossa próxima. através de incinerador ou queima a céu aberto. gases da família dos hidrofluorcarbonos (HFCs) e perfluorcarbonos (PFCs). como desmatamentos. lago ou mar. causados pelo homem. Conforme especificação do Protocolo. Na queima a céu aberto há a combustão do lixo sem nenhum tipo de 154 ICLEI 154 3/21/12 5:04 PM . lago ou mar .2 Gases de Efeito Estufa (GEE): ou Greenhouse Gases (GHG) são os gases listados no Anexo A do Protocolo de Kyoto.

bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água.1 155 ICLEI 155 3/21/12 5:04 PM . com vistas à transformação  em insumos ou novos produtos. que descreve as características radiativas dos GEE. objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade. de forma dissolvida.1 Rejeitos: resíduos sólidos que. sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras. dando origem ao lençol freático.PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS: MANUAL DE ORIENTAÇÃO SRHU/MMA e ICLEI-Brasil equipamento. em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. além de sua e ciência relativa a absorção de radiação solar (radiação infravermelha). ou outra destinação nal ambientalmente adequada.5 Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas. se propõe proceder ou se está obrigado a proceder.1 Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes.4 Potencial de Aquecimento Global (do inglês Global Warming Potential – GWP): Índice proposto pelo IPCC. pela percolação da água da chuva. procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial. distribuidores e comerciantes.1 Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica. Este parâmetro representa o efeito combinado dos diferentes tempos que esses gases permanecem suspensos na atmosfera.1 Resíduos sólidos: material. a cuja destinação nal se procede.2 Logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações. Ainda não há um consenso entre os cientistas quanto ao cálculo desse índice. não apresentem outra possibilidade que não a disposição nal ambientalmente adequada. O GWP compara os gases entre si e seus diferentes impactos sobre o clima.1 Percolação: Processo de penetração da água no subsolo. dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos  de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.1 Padrões sustentáveis de produção e consumo: produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida. físico-químicas ou biológicas. bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos. depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis  e economicamente viáveis. importadores.2 Lixiviação: processo pelo qual a matéria orgânica e os sais minerais são removidos do solo. o que resulta em produção de fumaça e gases tóxicos. para reaproveitamento. física ou físico-química. substância. para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados. nos estados sólido ou semissólido.

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável: Brasil. lagoa mista. Lei nº 12. fossa séptica de sistema condominial. A. 4) CONSÓRCIO PCJ – Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba. AGNELLI.307-312. nº 147. MANRICH. Manual para Aproveitamento de Biogás: Volume 2 – E uentes Urbanos.gov. S.14. 2004.A. coleta e disposição sanitária de resíduos sólidos. s/l.. 2007.605. 6) ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. vol.com. 80 p. p.processo destinado a destruir vírus e bactérias que podem provocar contaminação. 2010.ecolatina. remoção de nutrientes . controle de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas. 03 de ago. Ver também tratamento do esgoto sanitário.F.ANEXOS Saneamento Ambiental: (Fundação Nacional de Saúde) conjunto de ações socioeconômicas que têm por objetivo alcançar níveis de salubridade ambiental. Rio de Janeiro. por meio de abastecimento de água potável. drenagem urbana. como: filtro biológico.2 Referências 1) BRASIL. 2) Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística . 7) IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima.pdf 3) SANTOS. 2010. lagoa facultativa. promoção da disciplina sanitária de uso do solo. São Paulo. altera a Lei nº 9. de 12 de fevereiro de 1998. 7º da Lei de Saneamento Básico (Lei 11. 5) ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/ids2010. lodo ativado. Mudanças Climáticas 2007: a base cientí ca física. p. J. Brasília. 2010.br/pdf/IPCC-COMPLETO. Capivari e Jundiaí. fósforo.445/2007). nitrogênio e potássio da parcela líquida do esgoto sanitário tratado. líquidos e gasosos.2 Tratamento do esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) combinação de processos físicos. Polímeros: Ciência e Tecnologia. Disponível em: http://www.305 de 02 de agosto de 2010.2 Serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades previstas no art. lagoa aerada. 2010. e dá outras providências.processo destinado a retirar os nutrientes. 77 p.M. 2009. Glossário de Termos Técnicos em Gestão dos Recursos Hídricos. com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida urbana e rural. lagoa de maturação. Divulgado em Paris. lagoa anaeróbia.pdf 156 ICLEI 156 3/21/12 5:04 PM . Manual para aproveitamento de Biogás: Volume 1 – Aterros Sanitários. reator anaeróbio. Tendências e Desa os da Reciclagem de Embalagens Plásticas. como cloração e aplicação de raios ultravioleta ou ozônio. valo de oxidação. químicos e biológicos com o objetivo de reduzir a carga orgânica existente no esgoto sanitário antes de seu lançamento em corpos d’água. 2010. 3. nº 5. lagoa aeróbia.1 Tratamento complementar do esgoto sanitário: (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico) classificação dos tipos de tratamento complementar do esgoto sanitário em: desinfecção . Diário O cial da União.S. São Paulo.IBGE. Disponível em: http:// www. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.ibge.