UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA TRIDIMENSIONAL DAS CARACTERÍSTICAS GEOTÉCNICAS DO MACIÇO DE ITAIPU: IMPLEMENTAÇÃO DA RENDERIZAÇÃO NO GEOVISUAL.

Luiz Henrique Faria de Carvalho

Orientador: Prof. Dr. Jorge Kazuo Yamamoto Co-orientadora: Profa. Dra. Josiele Patias

MONOGRAFIA DE TRABALHO DE FORMATURA (TF-2011 / 37)

SÃO PAULO 2011

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao Prof. Jorge Kazuo Yamamoto, tanto pela oportunidade como pela orientação e dedicação ao meu trabalho.

A Professora Josiele Patias, que superou as dificuldades de distância e me auxiliou com todo o acervo necessário, sempre com muita atenção e ótimos conselhos que tornaram meu projeto mais adequado para o uso profissional.

Ao Prof. Marcelo Rocha, o Doutorando Carlos Arbieto Carrasco e o responsável pelo laboratório Antônio, por dedicar tempo a minhas dúvidas e dar dicas muito interessantes durante o progresso do trabalho.

Ao meu grande consultor virtual Jerson Selling, por dedicar tempo para solucionar minhas dúvidas no fórum com o simples intuito de divulgar e popularizar o GLscene.

Aos meus pais, que sempre mantiveram apoio financeiro em todos os momentos desse projeto.

Ao meu irmão, João Paulo Faria de Carvalho, que me cedeu um microcoputador para que eu pudesse otimizar meu tempo e acessibilidade na construção do projeto.

Aos meus irmãos de República: Cleiton Graal, Mateus Gomes Rossi, Dhaniel Antunes de Carvalho, Elton Alves Trindade, Denis Kenji Kamio, Lucas Blanes de Oliveira e Jhonnes Vaz, por sempre manter um local propício para trabalhos como este.

A todos os meus amigos da área da informática e afins: Gabriel Oliveira, Felipe Ferraz Gavinier, Daniel Akos Guedes, Ricardo Kinouti, Gustavo Raymond, Pedro Morais e muitos outros, por me lembrarem da minha origem e que meu conhecimento adquirido no passado foi útil no meu ingresso no mundo geológico e com certeza será útil em algum outro momento no futuro.

“Missão dada é Missão cumprida.” Capitão Nascimento

RESUMO A barragem de Itaipu, situada entre as cidades de Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad Del Este (Paraguai) começou a ser construída em 1974 e para isto foi necessário fazer um trabalho sistemático de avaliações geológicas na área. O estudo geológico-geotécnico envolveu vários tipos de investigação como poços, túneis, trincheiras e sondagens rotativas (517); Sendo esta última a base para o estudo de Patias (2010) que estabeleceu modelos geoestatísticos para as variáveis categóricas (Grau de alteração, consistência, fraturamento e coerência) e uma apenas regionalizada (RQD), todas relativas à descrição das sondagens.

A necessidade de estabelecer um modelo tridimensional baseado nas interpolações descritas acima gerou a idéia do presente projeto: implementar uma função de representação tridimensional no programa Geovisual e através dela analisar o banco de dados resultante desse estudo. Resultados mostram que os blocos apresentam anomalias nos graus de alteração, consistência e fraturamento com alta continuidade vertical, possivelmente associada a fraturas verticais e disjunções colunares, e uma considerável continuidade horizontal nos dois últimos, nesse caso associada às fraturas sub-horizontais do derrame.

Palavras-chave: Itaipu, Representação tridimensional, Interpolação, barragens, maciço.

ABSTRACT The Itaipu´s dam, located between the cities of Foz do Iguaçú (Brazil) and Ciudad Del Este (Paraguai) began to be constructed in 1974, for that it was necessary systematic Geology studies in the area. The Geologic/Geotecnic analysis involved several kinds of investigation like wells, tunnels, trenches and rotary drilling (517). Being for that last one the basis for the study of Patias (2010), wich established geoestatistical models for the categoric variables (alteration level, consistecy, fracturing, coherence) and one another just regionalized (RQD), all of them relative to the drillings descriptions.

Tridimensional representation. Key-words: Itaipu. probably associated with vertical fractures and colunar disjunctions. consistency and fracture grades with high vertical continuity. Dams. Results show that the blocks have anomalies in the alteration. and a considerable horizontal continuity in the last two. . in that case associated with subhorizontal fractures of the flood. Interpolation.The necessity to establish a tridimensional model based on interpolations made in the studies described before was the main reason for this project: Implement a function of tridimensional representation in the Geovisual system and analyze the resulting database from that study. massif.

Figura 8. Figuras 12 e 13 – Imagem 3D antes de depois do filtro. Figura 7. Figura 11 – Renderização do arquivo modelo. Figura 4 – Modelo hipotético de um derrame basáltico com a representação esquemática das principais feições litoestruturais (Guidicini 1979). fonte: CPRM. – Definição do modelo tridimensional de blocos. Figura 20 – Seção paralela ao eixo Y. Figura 2 – Mapa Geológico da região. Figura 10 – Formulário inicial da função Repkrig3. – Definição da vizinhança. – Definição da fronteira convexa dos dados no Ordkrig3. Figura 19 – Imagem 3D da representação dos blocos da intepolação do grau de consistência. Figura 9– Delimitação das áreas de estudo (Patias 2010). respectivamente. Figura 3 – Seção esquemática do derrame basáltico. Figura 18 – Imagem com filtro de valores iguais ou maiores que três. Figura 16 – Comparação das três características principais do maciço: alteração. . Figura 15 – Exemplo de seção ortogonal ao eixo X (vermelho). tamanho do bloco e método de cálculo. Figura 6. identificando as três zonas morfológicas (Guidicini & Campos 1968). consistência e fraturamento. Figura 14 – bloco antes de depois do corte. Figura 5 – Exemplo de funcionamento do programa „Categórica‟.LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Vista da barragem de Itaipu com Vertedouro em operação (Patias 2010). Figura 17 – Parâmetros principais do arquivo de entrada.

Figura 25 – Porcentagem de recuperação interpolada por equações multiquádricas. .Figuras 21 e 22 – Seções paralelas ao eixo Y (E-W). Figura 23 – Representação 3D do grau de fraturamento. Figura 24 – Porcentagem de recuperação interpolada por Krigagem. ambas apresentando continuidade das anomalias com inclinação para W.

..................27 b................................3 A função OrdKrig3...............................41 ...........................................................................................33 8........ INTRODUÇÃO.......................................................................... Resultado final das análises............. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO..23 6............................................ MATERIAIS E MÉTODOS.................................................................................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................... CONTEXTO GEOLÓGICO DA ÁREA DE ESTUDO.................................................................39 9...ÍNDICE: 1...........17 4.8 4............ TRABALHOS PRÉVIOS....................................................4 Classificação Geotécnica do maciço................................................................6 3................................................................................................. METAS E OBJETIVOS........................1 O banco de dados – Formato GeoEAS.................................................................................................................................1 2....................................27 a......................................................................1 Morfologia dos Basaltos...................................... Sobre o programa............. CONCLUSÕES.........................26 7.................................................40 10......................................................20 5..2 2...................................13 4.. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS...............4 2..........................................................8 4. INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS..................................9 4............................................................2 Principais estruturas do Maciço...............2 Métodos de Interpolação........................

[Digite texto] Página 1 .0 % da energia consumida pelo Paraguai. diversos tipos de investigações. a Usina Hidrelétrica de Itaipu é responsável por aproximadamente 20% da energia consumida pelo Brasil e 77. Nesse sentido. As obras de Itaipu trouxeram um acervo técnico de investigações e estudos com grande interesse para a pesquisa e o desenvolvimento científico. após 35 anos do início da construção da obra. ensaios de campo e de laboratório serviram como a base de dado para muitos estudos relacionados a questões de segurança da barragem. Figura 1 – Vista da barragem de Itaipu com Vertedouro em operação (Patias 2010).1 INTRODUÇÃO Localizada no rio Paraná. Porém. o estudo de Patias (2010) usou métodos de interpolação (Krigragem Ordinária e as equações multiquádricas) para gerar modelos geoestatísticos a partir dos dados obtidos através das sondagens rotativas. a montante da cidade de Foz do Iguaçu (Brasil) e de Ciudad Del Este (Paraguai). surgiu a necessidade de promover a gestão do conhecimento e utilizar novas maneiras de analisar os dados disponíveis.

comparar os padrões apresentados com as principais estruturas da Formação Serra Geral. A origem da bacia está relacionada com a estabilização do Paleocontinente Gondwana.Entretanto. a necessidade de estabelecer um modelo tridimensional para verificação de tendências de comportamento do maciço do modelo geoestatístico gerou a ideia do presente projeto: Inserir uma função de representação tridimensional no programa Geovisual e através dela analisar o banco de dados resultante do estudo citado. A bacia do Paraná. neste caso. e seu registro sedimentar se estende desde o Neo-Ordoviciano até o Eocretáceo. mais especificamente a Formação Serra Geral. vinculada a fragmentação do Gondwana durante o Cretáceo Inferior. vulcanismo por associado à ruptura de placas litosféricas. se possível. está localizada na porção centro-leste do continente Sul-americano. Quantificando e descrevendo os padrões e a distribuição das características geotécnicas da fundação e. que possui a Formação. apresenta formato alongado em “J” de direção geral norte-sul e seu pacote vulcano-sedimentar atinge espessura total superior a 6000 metros. 2 CONTEXTO GEOLÓGICO DA ÁREA DE ESTUDO O contexto geológico regional se situa totalmente na Província Basáltica Paraná-Etendeka. Página 2 . ambiente geológico no qual se situa todo o maciço rochoso.

resultando em um volume estimado em 600.Figura 2 – Mapa Geológico da região. 2009) se somarmos também os corpos do tipo sill. geralmente entre 10 e 80 metros (Marques & Ernesto 2004). Individualmente. 1966). podendo chegar até a 100 metros de espessura (Leinz et al.000 Km2. O Serra Geral é composto por sucessivos derrames de típicos basálticos continentais que se distribuem por grande parte da bacia do Paraná numa extensão de aproximadamente 917. os derrames apresentam espessuras variáveis. A sucessão de derrames da Formação Serra Geral pode ser considerada como típico derrame de geometria tabular (Jerram & Widdowson 2005). podendo somar juntos uma Página 3 . recobrindo assim cerca de 75% do território da bacia.000 Km3 (Frank et al. fonte: CPRM.

Melfi et al. Página 4 . Normalmente subverticais. resultando em juntas de contração por resfriamento. 1988). 1966).1 Morfologia dos derrames Os basaltos da Formação Serra Geral podem ser divididos morfologicamente em três zonas: porção superficial. identificando as três zonas morfológicas (Guidicini & Campos 1968). A porção central é a mais espessa (até 40 metros). A porção superficial representa a faixa de desgasificação devido ao rápido resfriamento da lava em contato com a atmosfera normalmente de menor espessura (5 a 10 metros). porção central e porção basal. 2. que é caracterizada por um lento resfriamento tendendo ser maior ainda no centro desse horizonte. Figura 3 – Seção esquemática do derrame basáltico. que se desenvolvem preferencialmente em um sistema hexagonal. que interceptam as colunas e correspondem a juntas planares de pequena extensão (Lyle 2005). é constituída de basaltos ricos em vesículas e amídalas normalmente preenchidas por zeólitas. as juntas de contração formam disjunções colunares em forma de prismas alongados. Ao longo das disjunções colunares podem ocorrer juntas transversais.espessura máxima de 1700 metros composta predominantemente por basaltos de afinidade toleítica (Leinz et al. quartzo e calcedônia e suas diáclases são predominantemente horizontais (Leinz et al. 1966.

com deslocamento ortogonal ou paralelo. Normalmente.2 Principais estruturas do maciço As estruturas principais Formação Serra Geral conhecidas são majoritariamente rúpteis. a base desta porção é composta por uma zona vítrea que costuma atingir até 10m. geralmente curviplanares e aleatoriamente espaçadas. Juntas As juntas ou diáclases são fraturas geradas pelo processo de distensão e não apresentam indícios de deslizamento ao longo do plano de ruptura (Marshak & Mitra 1988). essas zonas morfológicas são separadas por descontinuidades subhorizontais que serão comentadas posteriormente. 2. As fraturas se formam mediante três pontos de ruptura. Ao longo das disjunções colunares podem ocorrer juntas transversais. que interceptam as colunas e correspondem a juntas planares de pequena extensão (Lyle 2005). As juntas de resfriamento são normalmente sub-verticais e formam disjunções colunares em forma de prismas alongados. Eventualmente. seja pela abertura dos planos de ruptura e um esforço distensivo propagado. que se desenvolvem preferencialmente em um sistema hexagonal (Spry 1962). ou pelo cisalhamento paralelo ao plano de ruptura (fraturas de cisalhamento). O resfriamento dos derrames basálticos se manifesta a partir das extremidades para o centro do derrame e durante esse processo são geradas juntas de contração por resfriamento. 0-4 Kb). e aqui volta a predominar as diáclases horizontais. tais estruturas compreendem superfícies de ruptura onde a rocha perdeu coesão (Ramsay & Huber 1987. formadas na crosta superior sob um regime de baixa pressão e temperatura (0-573 K. Marshak & Mitra 1988). juntas não sistemáticas. porém em menor proporção e preenchidas por minerais secundários mais densos.As porções inferiores também possuem vesículas. perpendicular ao plano de fratura. Fraturas Segundo a definição de fraturas. podem estar Página 5 . A distância entre as juntas transversais normalmente resulta ao longo das colunas feições em forma de discos (MacDonald 1967).

Essas descontinuidades são consideradas de grande importância na estabilidade de fundações de barragens.dispostas de forma ortogonal às juntas sistemáticas. não necessariamente desenvolvidas junto com a deformação. condicionadas pela atitude da família de juntas. condicionando. uma permeabilidade hidráulica horizontal até duas vezes maior que na vertical. Fraturas sub-horizontais As fraturas sub-horizontais. com deslocamento paralelo ao plano. formando blocos poliédricos de dimensões variadas. Na hidrogeologia. muito frequentes na área de estudo. Figura 4 – Modelo hipotético de um derrame basáltico com a representação esquemática das principais feições litoestruturais (Guidicini 1979). Um sistema de juntas é formado por mais de uma família de juntas orientadas diferentemente. costumam apresentar grande continuidade lateral. juntamente como as camadas intertrapeadas. foram descritas inicialmente por Guidicini & Campos (1968). Falhas As falhas são fraturas geradas pelo cisalhamento paralelo ao plano de ruptura (fraturas de cisalhamento). reconhecida através de observações diretas de áreas de escavações para construções de hidrelétricas como a de Itaipu. pois estão sujeitas a escorregamentos e Página 6 . tais estruturas podem representar zonas de percolação preferencial.

podem ser vistas como juntas até um horizonte fraturado com feições de cisalhamento de até dois metros de espessura. Localmente. As variações desta estrutura estão na sua feição e tamanho. identificando as descontinuidades horizontais formadas nos contatos entre os sucessivos derrames. constituído por um conjunto de fraturas subparalelas. provocadas por falhas. Após implementação do programa. Dada a necessidade da visualização como instrumento que facilita a identificação das principais características e padrões apresentados pela fundação. pois elas formam superfícies dentro do maciço que permitem a percolação de água e consequentemente alteração intempérica. O estudo recente de Curti (2011) revela que as denominadas “Juntas-Falhas” são apenas fraturas sub-horizontais que apresentam deslocamento associado a processo de alívio de tensões laterais em taludes.proporcionam alta condutividade hidráulica. brechação e/ou deslocamento de feições guia. Sendo assim. o objetivo do presente trabalho é adicionar uma função no sistema Geovisual que realize a representação gráfica tridimensional das características geotécnicas do maciço rochoso. a outra meta é buscar através da observação do modelo os padrões e distribuições das características geotécnicas descrevê-las e compará-las com as principais estruturas do maçico. As juntas-falhas são normalmente tratadas descritivamente como “faixas fraturadas”. 3 METAS E OBJETIVOS: A construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu iniciou-se na década de 70 e hoje já completa mais de 30 anos. que também contribuem para a percolação de água. em função de seu material de preenchimento (minerais secundários). assim como as descontinuidades verticais. fraturas ou a própria disjunção colunar na estrutura interna do derrame. elas podem apresentar estrias de fricção no material de preenchimento. Página 7 . é de extrema importância um estudo abrangente que contemple todo o vasto acervo de dados geotécnicos adquiridos ao longo destas décadas para a resolução de importantes questões de segurança das barragens. definindo blocos tabulares ou em lentes. pelo entalhamento de vales fluviais ou até movimentações decorrentes de esforços tectônicos regionais.

1 O banco de dados – Formato GeoEAS: O formato GeoEAS permitiu que os modelos geoestatísticos de vários programas seguissem um padrão de formatação dos dados. Consistência e Fraturamento). utilizamos o compilador Delphi 2010 juntamente com a API de rotinas gráficas do OpenGL para representação gráfica tridimensional. O segundo formulário faz a representação gráfica. Nome da terceira variável – RQD. Nome da segunda variável – Ate – cota final da manobra. A Biblioteca Glscene mantém o eixo Y como o vertical. O procedimento principal do programa será realizado em dois formulários: O primeiro tem a função de ler o arquivo *. Y e Z do banco de dados como o centro de um bloco da interpolação. ela fornece suporte para sua base de usuários e vem com várias aplicações demonstrativas e exemplos. 4. Primeiramente. com o valor da variável de interesse pertencente a um intervalo correspondente a uma cor pré-definido pelo usuário. Nome da quarta variável – Alteração. uma biblioteca 3D baseada no OpenGL. (3a) (4a) (5a) (6a) (7a) (8a) Título ou assunto da planilha – Área do vertedouro. Esta biblioteca provê componentes e objetos visuais permitindo a descrição e a renderização das cenas 3D. Página 8 . Ate. o programa aceitará somente arquivo na extensão *KO3. importante para determinar os parâmetros de entrada. Nome da sexta variável – Fraturamento. portanto foram feitas alterações na indicação do bloco para manter a imagem da maneira convencional. Número de variáveis que serão distribuídas nas colunas – 6 (De.KO3 selecionado e sumariar os dados disponíveis. Alteração. porém com a adição do GLscene. adotando cada conjunto de coordenadas X. além disso. Nome da quinta variável – Consistência. com o eixo Z na vertical. Um exemplo de arquivo no formato GeoEAS pode ser visto na Tabela a seguir: Tabela 1 – Formato padrão do GeoEAS (1a) (2a) RQD. Nome da primeira variável – De – cota inicial da manobra.4 MATERIAIS E MÉTODOS: Para fins de desenvolvimento do programa.

base para a determinação do valor do RQD através de cálculos e para as classificações geotécnicas referentes aos graus de alteração. formatados segundo o padrão acima. a qual é representada pelas colunas De e Ate. Na sequência são apresentadas coordenadas Leste e Norte. a profundidade. pois se trata de uma variável categórica.Após o cabeçalho é inserida uma linha com as informações referentes à identificação do furo. Leste. o azimute e o mergulho da sondagem. No entanto. sejam compatíveis com a leitura do Geovisual. aos dados de localização e aos dados de posicionamento do furo. Para que os arquivos do trabalho de Patias(2010). Portanto. Cota e valor da variável. Uma manobra na realização de uma sondagem rotativa é definida como o corte e a retirada de um testemunho de sondagem. uma função extra nomeada “Categórica” não implementada na versão original do programa realiza transformações no arquivo da seguinte maneira: Figura 5 – Exemplo de funcionamento do programa „Categórica‟. Página 9 . a cota da boca do furo. no programa proposto o arquivo de entrada tem as seguintes referências: Norte. consistência e fraturamento. há transformações a serem feitas antes mesmo de realizar a interpolação. grau de alteração. grau de consistência e grau de fraturamento foram inseridos para cada manobra. o valor de “De” corresponde à cota de início da manobra e o valor de “Até” corresponde à cota final da manobra. Os valores das características geotécniacs: RQD.

o novo banco de dados terá 10 variáveis indicadoras. assim temos a média igual a p1 e a variância igual a p1*p2. A Variável indicadora: Dada uma variável categórica com “k” tipos. a função indicadora do k-ésimo tipo é descrita através da função: I(xi.k)]. Uma única variável indicadora segue que pode assumir somente um ou zero. o usuário insere o arquivo no formato da tabela 1 com extensão *.k)] 2 = pk – pk 2 = pk (1.CMP (valores de 0 a 1 equivalendo 0% e 100%.k)] = fk/N = pk Onde pk é a proporção do tipo k e N = ∑k . O passo nº 2 envolve a transformação dos dados probabilísticos do arquivo regularizado *CAT. obedecendo assim a distribuição de Bernoulli (Kader & Perry. se k estiver presente no local x} { 0.2) Note que E[ I 2( x. porém cada classe será transformada em uma variável indicadora.1. cada uma correspondente a uma classe.No primeiro passo. Antes de ir para o passo nº 2 é preciso compositar a amostra para adequação à escala de trabalho através do Geosivual.E[ I( x. A variância é então a probabilidade de ocorrer K multiplicada pela probabilidade de não ocorrer K.k)]= E[ I ( x.pk ) (4. 2007).fk é igual ao total no domínio.1. transformando assim os dados antes discretos em categóricos. se o banco de dados possuía duas variáveis com a classificação de 1 a 5.prn e clica no botão “Passo 1”. Página 10 . Já a variância é calculada por: (4. k ) ]= E[ I 2( x. funciona como uma variável booleana que garante a presença ou não de uma classe. ou seja.k)] . Sendo p1 a proporção de vezes que ocorre “1” e p2 a proporção de zeros. respectivamente). A média da variável indicadora pode ser calculada através da fórmula: E[ I( x.1) Var[I ( x . se k não estiver presente em x} Ou seja. o resultado é um arquivo ainda regularizado.k) = { 1.

41500000000000E+0005 7.41340000000000E+0005 7.18688000000000E+0006 1.41420000000000E+0005 7.18704000000000E+0006 2.98000000000000E+0002 1 7.00000000000000E+0002 1 7.00000000000000E+0002 2 7.18720000000000E+0006 2.41500000000000E+0005 7.KO3+VertedouroA3.18688000000000E+0006 1. gerando um arquivo *KO3 para cada uma.98000000000000E+0002 1 7.41580000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 2 7.18696000000000E+0006 2.41420000000000E+0005 7. será necessário um procedimento para cada classe disponível. VertedouroA1. antes não considerados nas análises.KO3+VertedouroA4.18696000000000E+0006 2.00000000000000E+0002 4 7.98000000000000E+0002 1 Página 11 . 4 vertedouroCAT1.18696000000000E+0006 1.41340000000000E+0005 7.98000000000000E+0002 1 7.18720000000000E+0006 2.18680000000000E+0006 1. começaram a ser usados recentemente para mapear zonas de incerteza ao redor dos limites entre os tipos de variável categórica (Yamamoto et al.41340000000000E+0005 7.KO3+VertedouroA2.98000000000000E+0002 1 7.41500000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 4 7.18712000000000E+0006 2.41500000000000E+0005 7.98000000000000E+0002 1 7.18688000000000E+0006 2.18712000000000E+0006 2. a variável assim retorna a ser categórica.18720000000000E+0006 2.41420000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 5 7.41420000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 4 7.00000000000000E+0002 2 7.41420000000000E+0005 7.41420000000000E+0005 7.18704000000000E+0006 2.98000000000000E+0002 1 7.41500000000000E+0005 7.KO3 concatenados.00000000000000E+0002 1 7.18680000000000E+0006 2.OK3 X Y Cota Categoria 7.41420000000000E+0005 7.18704000000000E+0006 2. o usuário poderá realizar a interpolação dos dados na função Ordkrig3 que será discutida posteriormente.18712000000000E+0006 2.41340000000000E+0005 7.18720000000000E+0006 2.00000000000000E+0002 1 7.41340000000000E+0005 7.18728000000000E+0006 2.00000000000000E+0002 1 7.00000000000000E+0002 1 7.18688000000000E+0006 2.KO3+VertedouroA5.41500000000000E+0005 7.18696000000000E+0006 1.41580000000000E+0005 7.18696000000000E+0006 1. 2011). O programa categórico terá a entrada dos arquivos (como no exemplo da figura) e da compilação a saída será um *ko3 onde o valor de cada ponto será a classe que tem a maior probabilidade de ocorrência naquela coordenada.00000000000000E+0002 1 7.00000000000000E+0002 4 7.41580000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 2 7.41340000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 2 7.41500000000000E+0005 7.41340000000000E+0005 7.18688000000000E+0006 1.Os valores de variabilidade e incerteza. Um exemplo do formato do arquivo final se encontra a seguir: Tabela 2 – Exemplo de arquivo gerado pelo Ordkrig3.18712000000000E+0006 2.18696000000000E+0006 2.41420000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 2 7.00000000000000E+0002 2 7.00000000000000E+0002 1 7. Com o novo banco de dados.18728000000000E+0006 2.41420000000000E+0005 7.00000000000000E+0002 2 7.41500000000000E+0005 7.18688000000000E+0006 2.

pois as estimativas feitas são resultados de combinações lineares dos pesos atribuídos aos dados disponíveis para a estimativa de um valor determinado para um ponto. atribuído a cada um dos valores z(xi). a qual é modelada pelo semivariograma.2.1). a média dos erros (mr) será nula.2. um importante critério a ser estabelecido é o de escolha dos pontos amostrados para a estimativa de cada valor. A partir desta fórmula pode-se estimar o valor correspondente a um ponto.2) em que z*KO (x0) é o valor estimado e z(x) é o valor real. ou seja.2) Para a minimização do erro. a estimativa de valores é calculada pela equação 4. área ou volume segundo um conjunto de dados n(xi). Esta identificação deve garantir que o local possua boa amostragem espacial. Onde λi é o peso da Krigagem Ordinária. obtido pelo cálculo do semivariograma.2. A principal característica deste método de estimativa é a minimização da variância do erro (r).2. Na krigagem ordinária. Neste sentido.1) σ2E = Var |Z*KO(x0) – Z(x) | (4. Este método é linear. definido pela Equação (4. área ou volume (Isaaks & Srivastava 1989). Página 12 .2 Métodos de interpolação Krigagem Ordinária O mapeamento de uma determinada variável por meio de estimativas pela krigagem ordinária é realizado após a variografia. o estimador é confiável. tal critério é definido como critério de vizinhança local. sendo o primeiro calculado pela equação (4. este método utiliza como base para a interpolação a correlação espacial entre as amostras. Z(xi) (4.4. Se forem realizadas várias estimativas. o que pode ser verificado pela distribuição dos erros ao longo da área estudada.2. evitando-se subconjuntos e agrupamentos de amostras. A grande especialidade da krigagem ordinária é que a precisão local das estimativas ocorre com perda da precisão global pelo efeito de suavização (da variância e do semivariograma). *KO(x0) = Σ λi . o pré-requisito para este tipo de interpolação é a existência de um modelo teórico baseado em um semivariograma experimental. sendo assim.2.

podendo exibir alta variabilidade quando se usa valores menores do que este. Para a obtenção das estimativas feitas pela krigagem ordinária é necessária a definição da malha regular de pontos em duas ou três dimensões.. X3. sendo o critério selecionará os n/8 pontos mais próximos. Neste caso. As equações de krigagem escritas em termos de função semivariograma. sem distinção de subdivisão a qual eles pertencem. Três critérios de vizinhança local são comumente definidos. Esta definição permite uma melhor facilidade computacional para a elaboração dos mapas como proposto por Yamamoto (1994). Quando os dados são distribuídos em três dimensões.2. a malha regular é definida como blocos. Página 13 . levando em conta a hipótese da estacionariedade de segunda ordem da variável é definida na equação 4. Assim.2. Estes blocos possuem dimensões compatíveis com a densidade média de amostragem nas três dimensões. X2. Xn). resultando em um estimador não tendencioso (Landim 2003 a). a malha ideal seria igual à metade do espaçamento médio entre amostras.Na busca de minimizar a variância da estimativa. Sendo µ o multiplicador de Lagrande que permite encontrar o mínimo da função variância do erro.. em que ɣ é o semivariograma médio entre as observações utilizadas (X1. compondo um sistema de n+1 equações são dadas conforme a equação 4. são eles: Por pontos mais próximos (n): O ponto a ser estimado usa como referência para a estimativa os pontos mais próximos. Por pontos mais próximos por Octantes (n/8): O procedimento é parecido com o critério de vizinhança por quadrante. Por pontos mais próximos por quadrante (n/4): O critério de seleção de pontos a região ao redor do ponto é subdividida em quatro partes iguais e os n/4 pontos mais próximos do quadrante são usados na estimativa.2. Segundo Yamamoto (1994).3. porém a região definida é um octante. a variância do erro da krigagem. tem-se que a soma dos pesos deve ser igual a um e não deve ocorrer tendência local. tem-se o exemplo para a estimativa de um ponto (X0).

5) A variância de interpolação representa a propriedade de exatidão da krigagem ordinária.Xi) + µ (4. por meio do peso (λi) da krigagem ordinária (Yamamoto 2000). Rossi. σ2KO = Σ λi .3) A variância de estimativa ou variância de krigragem ordinária (σ2KO).2. além disso.6) Página 14 . ɣ (Xo. 1989). sendo igual a zero no momento em que o ponto estimado é coincidente com um ponto de dado.2. Yamamoto (2000) propôs que a variância da krigagem fosse determinada com média ponderada das diferenças ao quadrado entre os valores dos pontos e o valor da estimativa no ponto (X0).(4.6: (4.2. Equações Multiquádricas As equações multiquádricas podem ser usadas para interpolar um ponto sem amostras através da equação 4.2. que foi denominada variância da interpolação (S2KO): n S o2 i 1 i Z xi * Z KO xo 2 (4. que em termos da função do semivariograma é dada pela equação (4.2.4) A variância de krigagem mede a configuração espacial dos dados. por este critério o ponto mais influente no dado a ser estimado possui maior peso.2.2. Este estimador é ainda proporcional à dispersão dos pontos de dados. sendo independente dos valores dos pontos amostrados (Journel. pois utiliza a distância estrutural do semivariograma de maneira indireta.5).5) (Yamamoto 1994). conforme equação (2.

Enquanto que a krigagem depende inicialmente de uma função semivariograma. Para resolver esse problema é considerado o algoritmo proposto por Rao & Journel (1997).9 podem resultar em pesos negativos. definida por ɣ (h) (Journel & Huijbregts. onde a função semi-variograma é substituída pela função radial básica (Φ). desenvolvido pelo Professor orientador Jorge Kazuo Yamamoto e utilizado pela Professora co-orientadora Josiele Patias em seu Página 15 . pois como enaltece Yamamoto (2000).2. de acordo com eles. KO3 O programa Ordkrig3 é parte do Sistema Geovisual. Os pesos das equações multiquádricas vêm da solução do sistema linear de equações a seguir: (4.3 A função Ordkrig3 *. 1978).7) É possível perceber que a função é muito parecida com a Krigagem Ordinária. a função da base radial (Φ) equivale ao semivariograma ɣ(h).8) Esses pesos negativos precisam ser corrigidos. para comparar covariâncias e os métodos multiquádricos.2.8 e 4. Porém. no caso das equações multiquádricas. uma constante que se iguala ao módulo do maior peso negativo é somada a todos os pesos e depois o algoritmo é recalculado para resultar em uma soma igual a um.2. o cálculo da variância da interpolação é feita com pesos positivos.2. quando isso ocorre a soma do indicador da estimativa em um ponto não amostrado não será igual a um e consequentemente não corresponderá a equação: (4.Esta expressão foi deduzida através de um sistema de duas equações proposto por Hardy (1977). 4. as fórmulas 4.

o programa tem a função de fazer a interpolação tridimensional de uma amostragem qualquer. que foi definida como o polígono de menor área que contém todos os pontos de amostragem (Sedgewick. deve ser feita a fronteira convexa. A interpolação do grid regular será realizada apenas nos limites desta fronteira. o programa pede dois arquivos: O primeiro com o banco de dados. Após definido os parâmetros principais do arquivo *. Figura 6. tenha ele os dados regularizados ou não. e o segundo é o modelo do variograma.DAT. Página 16 . 1983) .estudo para criar o modelo de blocos exemplo deste trabalho. – Definição do modelo tridimensional de blocos. No início.

Vizinho mais próximo. estão disponíveis no Ordkrig3: Inverso da distância. Equações multiquádricas e Krigagem.Figura 7. o usuário já poderá escolher qual método de interpolação deve ser usado. Página 17 . deve-se escolher o tamanho dos blocos de cubagem e definir a vizinhança. Finalmente. – Definição da fronteira convexa dos dados no Ordkrig3. Depois de definida a fronteira. no trabalho de Patias (2010) foram utilizados a Krigagem ordinária e as equações multiquádricas para o RQD.

A malha de sondagem realizada definiu um conjunto de dados que a partir desse foi possível caracterizar o maciço investigado. bem como permitir a determinação da porcentagem de recuperação do testemunho. tamanho do bloco e método de cálculo. O arquivo pode conter outras variáveis como desvio de krigagem e o desvio de interpolação( aparecem dependendo do método escolhido). o que indica a qualidade da sondagem. consistência e faturamento). além de parâmetros para a classificação geomecânica dos maciços rochosos (RQD. o programa gera um arquivo com essa extensão. No final. Página 18 . – Definição da vizinhança. 4.Figura 8. litologia e suas características espaciais das descontinuidades.4 Classificação Geotécnica do Maciço Os parâmetros geotécnicos representados graficamente são observações feitas a partir de sondagens realizadas na área de construção da barragem e adjacências. determinando o tipo de rocha. no formato ASCII que contém as coordenadas equivalentes ao centro de cada bloco e valor atribuído pela interpolação. graus de alteração.

(1967).. dentre elas. a classificação dos parâmetros utilizada nesse projeto é a mesma do banco de dados gerado no estudo de Patias (2010). O valor é calculado a partir da relação. este depende principalmente de fenômenos magmáticos (alteração hidrotermal) e alteração intempérica (ambiente exógeno).Por motivos de conveniência. baseado nas variações do brilho. e sua relação com o a qualidade do maciço rochoso é representada pela Tabela 3. a caracterização táctil-visual. Correlação entre o valor de RQD e a qualidade do maciço rochoso Padrão geomecânico do maciço Muito ruim Ruim Regular Bom Excelente RQD 0-25 25-50 50-75 75-90 90-100 Grau de alteração: Determinado a partir do testemunho de sondagem. são eles: RQD (Rock Quality Designation): É um índice de fraturamento que indica a relação entre o somatório dos comprimentos de rocha maiores que 10 cm e o avanço total da manobra. RQD (%) = 1. A identificação do estado de alteração de um maciço depende de diversas técnicas. ∑ comprimentos ≥ 10 cm Avanço (1manobra) x 100 Tabela 3. cores dos minerais e da rocha. proposta por Deere et al. além da friabilidade. A Tabela 4 apresenta a classificação para a intensidade da alteração de acordo com IPT (1984). Página 19 .

são representados pela Tabela 5. por vezes pulverulentos e friáveis.. dureza e friabilidade das amostras. Graus de alteração Sigla A1 Denominações Rocha sã ou praticamente sã Características da rocha Apresenta minerais prismáticos sem vestígios de alteração ou com alteração química e físicas incipientes. Essa caracterização é feita segundo a resistência da rocha ao impacto do martelo e ao risco com lamina de aço (Guiducini et al. gradando para cores de solo. Neste caso. A4 Rocha alterada extremamente Apresentam minerais totalmente alterados e a rocha é intensamente descolorida. A2 Rocha mediamente alterada Apresentam minerais medianamente alterados e a rocha é bastante descolorida A3 Rocha muito alterada Apresenta minerais muito alterados. 1972) e. Página 20 .Tabela 4. a rocha é ligeiramente descolorida. Grau de coerência/consistência: Outra caracterização determinada táctil-visualmente é definida a partir da tenacidade.

Graus de Fraturamento Sigla F1 F2 F3 F4 F5 Fraturas/metro <1 1a5 6 a 10 11 a 20 >20 Denominação do maciço Ocasionalmente fraturado Pouco fraturado Mediamente fraturado Muito fraturado Extremamente fraturado Página 21 . desagregando-se. produzindo fragmentos que podem ser partidos facilmente manualmente. C3 Rocha pouco coerente Quebra com facilidade ao golpe do martelo. produzindo fragmentos de bordas cortantes. A Tabela 4 mostra a classificação de acordo com IPT (1984). Sigla C1 Denominações Rocha coerente Característica da rocha Quebra com dificuldade ao golpe do martelo. Tabela 6. Escarificável. Superfície riscável com lâmina de aço. Friável e escavável com lâmina.Tabela 5. riscável com Superfície lâmina de aço. Graus de coerência. Escavável a fogo. C4 Rocha incoerente Quebra com a pressão dos dedos. C2 Rocha mediamente coerente Quebra com dificuldade ao golpe do martelo. Superfícies dificilmente riscável por lâmina de aço. Somente escavável a fogo. Poder cortada com lâmina de aço. Grau de Fraturamento: O testemunho de sondagem pode ser classificado por esse parâmetro de acordo com a quantidade de fraturas ocorridas por metro linear de sondagem.

5 TRABALHOS PRÉVIOS: O estudo que serviu como base para este projeto é certamente o de Patias (2010). que realizou interpolações a partir das características geotécnicas do terreno para avaliar a variabilidade e a distribuição dos parâmetros obtidos em sondagens rotativas. usando a krigagem ordinária e as equações multiquádricas como os métodos de interpolação das variáveis (RQD e graus de alteração. Como métodos de intepolação foram escolhidos as equações multiquádricas para grau de alteração. leste e cota). áreas que possuem uma densidade de pontos razoável para a realização das interpolações. assim para cada um dos valores existem três coordenadas associadas (norte. construída no leito do rio. ou seja. As quatro variáveis inicialmente citadas podem ser consideradas todas regionalizadas pela possibilidade de estabelecer a locação das sondagens com grande precisão. dos blocos de concreto e a barragem de enrocamento. Página 22 . estava vigorando em caráter provisório. Este Datum. na qual se encontra a barragem principal. O sistema geodésico de referência dos documentos geotécnicos de Itaipu é o Astro Datum Chuá. profundidade alcançada e também por apresentar o maior número de perfis. juntamente com as áreas a montante e a jusante além da fundação da estrutura de desvio. faturamento e krigagem ordinária para RQD (Rock Quality Designation). Foram delimitadas duas áreas distintas durante esta etapa: A área I abrange o vertedouro e as barragens de contraforte da margem direita enquanto a Área II engloba o local com maior densidade de investigações. antes da implantação do South American Datum of 1969 (SAD 69). consistência e fraturamento). um levantamento através dos mapas de pontos foi necessário para mapear as áreas potenciais para avaliação do comportamento do maciço. Para evitar grandes áreas sem dados disponíveis. consistência. A escolha de interpolar este tipo de investigação é por apresentar grande abundância. na época do projeto de Itaipu. todas elas são regionalizadas. O estudo também trouxe a digitalização e a integração dos dados.

as sondagens contidas nesta área sobreposta foram inseridas em ambas as tabelas de parâmetros de entrada de dados no programa. para tanto. Através da planilha digital contendo dados de sondagens rotativas no formato GeoEAS.Figura 9– Delimitação das áreas de estudo (Patias 2010). As áreas possuem uma sobreposição para que não ocorram locais sem valores interpolados. a análise geoestatística procedeu através das seguintes etapas do GeoVisual: Regularização de dados (COMPOSITE)  Análise Estatística (STATBASE)  Construção do Variograma experimental (VARCOM)  Construção do Modelo teórico do Variograma (MODVARG)  Página 23 .

o programa usava várias cores para respresentação. A segunda etapa envolve estudos de casos relativos à interpolação das características geotécnicas do maciço de Itaipu. porém as equações multiquádricas não necessitam de um modelo de variograma). em termos de comportamento do maciço. porém as cores se confundiam muito e a versão para apresentação usará apenas tons de azul a amarelo. Tabela 6 – Cronograma do Trabalho de formatura. 6. provavelmente uma versão posterior poderá utilizar outras legendas. entre muitos outros fatos.Interpolação com Krigagem Ordinária/Equações Multiquádricas (ambos no ORDKRIG3. Atividade/Mês 2 Revisão bibliográfico-Teórica Trabalho de campo em Itaipu* Construção do código fonte do programa X X X X X X X X X 3 X 4 5 6 7 8 9 10 11 Elaboração da Monografia Análise das características do maciço X X X X X As principais dificuldades do projeto foram em relação à programação. incluindo todas as funções extras e implementação no Geovisual. análise e comparação das características do maciço. Página 24 . O estudo concluiu. que os zoneamentos obtidos para cada parâmetro geotécnico apresentaram alta correlação. principalmente para criar uma nova classe de cubos com um valor atribuído e relacionar ele com uma cor. Inicialmente.1 Cronograma As principais atividades da primeira etapa foram: revisão bibliográfica. 6 DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO O projeto envolveu duas etapas principais: A primeira foi a construção do programa. trabalho de campo na área de trabalho (reconhecimento regional e levantamento de dados). construção do código fonte do programa. com as informações obtidas por meio da instrumentação com piezômetros. apresentação dos resultados na forma de texto (monografia) e visual (defesa do trabalho). demostrando todas as vantagens de se obter a visualização tridimensional de uma interpolação.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 7. Página 25 . Y e Z). A entrada do arquivo exige que seja um arquivo no formato *KO3. o processo inicia com um formulário de entrada de dados.1 Sobre o Programa O resultado final do programa não envolve somente a representação. relacionados à variável interpolada temos os Valores mínimo e máximo e o número total de blocos. Na figura abaixo temos um exemplo de banco de dados do grau de alteração de uma região do maciço: Figura 10 – Formulário inicial da função Repkrig3. porém existem algumas funções extras que auxiliam a visualização.7. Alguns parâmetros são definidos nesse formulário. são eles: coordenadas mínimas e máximas nos três eixos (X. essa é feita como procedimento principal. resultado da função OrdKrig3 do sistema Geovisual.

o botão “prosseguir” mostrará a representação em blocos do.Adicionalmente. no exemplo utilizado o grau de fraturamento utiliza outra classificação (de F1 até F5) e no formulário de entrada de dados foi definido um número de intervalos igual a cada intervalo será igual a um e todos eles possuirão uma cor. Figura 11 – Renderização do arquivo modelo. qualquer coordenada abaixo do valor médio do seu eixo terá um valor negativo correspondente. os intervalos intermediários possuirão valores intermediários entre as duas cores. a cor de cada bloco corresponde a um intervalo.0. ou seja. Após a entrada de dados e as definições citadas. também é definido o ponto médio nos três eixos. Página 26 . o valor mínimo terá o Azul mais intenso enquanto o valor máximo será totalmente branco. a coordenada relativa ao conjunto desses três pontos corresponde a origem dos eixos do programa (0.0).

para baixo. Eixo Z (Verde). o programa apresentará a mesma figura. O número de cores da imagem principal corresponde ao número de intervalos definido no primeiro formulário. Eixo Y (Azul). a primeira é rolando o Scroll do mouse (para cima. onde existe um setlist com opções de aumento de diminuição da escala ( de 25% a 1000%). ou também clicando na opção “Girar” do menu principal. Página 27 . Igualmente. a qual realiza uma seleção de blocos baseado no valor atribuído a ele e no tipo de seleção escolhido. entretanto só aparecerão os blocos que obedecem ao filtro. Figuras 12 e 13 – Imagem 3D antes de depois do filtro. zoom -) e também através do menu principal. a interceptação dos três eixos corresponde à metade do valor máximo no eixo. As funções adicionais utilizadas pelo programa são: Filtro de dados: Com certeza a função auxiliar mais importante do programa. A imagem possui o seguinte padrâo de cores: Eixo X (vermelho).É possível rotacionar a imagem de duas maneiras: Mantendo o cursor clicado na imagem e mover o mouse para uma posição. permitindo o usuário a analisar em todos os ângulos. há duas maneiras de alterar a escala da imagem. para a esquerda é sentido horário e para a direita antihorário. zoom +. o bloco vai rotacionar lentamente.

inserir a coordenada e uma tolerância de valor sem restrições. basta o usuário clicar em “Corte” . será aberta uma janela com os parâmetros desejados. como mostra a figura abaixo: Figura 14 – bloco antes de depois do corte. Na janela aberta é preciso escolher os eixos onde serão realizadas as seções e o tipo de seleção. onde todos os valores. é disponível ao usuário “Igual ou acima de”. em qualquer eixo. bastando clicar em seção.Filtro de coordenadas: É possível também construir seções paralelas à qualquer eixo no programa. Seção: Também é possível realizar seções ortogonais. Página 28 .

2 Resultado final das análises: Foram analisadas imagens tridimensionais apenas dos bancos de dados referentes ao vertedouro. portanto é preciso muito cuidado ao realizar qualquer mudança no arquivo *KO3.Figura 15 – Exemplo de seção ortogonal ao eixo X (vermelho). Página 29 . Comentários críticos sobre o programa: O arquivo de entrada é resultado da krigagem. é esperado que não se faça nenhuma alteração na formatação do banco de dados. por exemplo. seguindo as seguintes características da fundação: grau de alteração. se ele receber uma tabulação ao invés de um espaço. consistência e fraturamento. seu procedimento se alterará completamente e ocorrerá um erro. pois o programa lê o arquivo já presumindo que se segue o formato modelo descrito anteriormente. 7.

Página 30 .Figura 16 – Comparação das três características principais do maciço: Fraturamento. Figura 17 – Parâmetros principais do arquivo de entrada. Alteração: Os parâmetros do arquivo do grau de alteração mostram que são 6303 blocos com valores categóricos variando de 1 a 5. as cotas dos blocos variam aproximadamente 140 metros. consistência e alteração. respectivamente.

resulta em um total de 6086 blocos. Para o grau de alteração é importante mapear as áreas que possuem valores maiores que 3. 4580 tem o valor igual a 1. se somarmos esses com os blocos de grau 2 (de médio a baixo grau de alteração. As áreas que apresentam esse padrão tem um padrão vertical. e sua mineralogia foi quase ou totalmente alterada. eventualmente toma forma de bolsões. o número de intervalos deve ser igual a 5 para que cada categoria seja representada por uma cor.Como já se sabe o intervalo entre valores de amostras (1). Página 31 . A representação mostrou que dos 6303 blocos. valores no qual a rocha já se tornou pulverulenta e friável. Figura 18 – Imagem com filtro de valores iguais ou maiores que três. de acordo com a classificação).

Consistência: Analisando esta característica geotécnica. vemos que são 6350 blocos no total com valores mínimo e máximo de 1 a 4. São 4959 blocos com valor igual a um. 6208 blocos se somarmos àqueles com valor igual a 2. Figura 19 – Padrão regional do grau de consistência.É importante notar que a maioria dos blocos com valores maiores do que 3 (217) estão todos na metade superior do maciço. Diferente dos padrões de alteração. adicionalmente. Ou seja. há um alto grau de consistência do maciço. o grau de consistência não possui alguma distribuição regional específica. os blocos alterados aparecem irrestritamente com alta continuidade vertical como apresentado pela figura 21: Página 32 . os valores iguais a estão em sua maioria em contato com a superfície. respectivamente.

percebe-se alguma continuidade inclinada das anomalias. caindo para Oeste. nas seções apresentadas pelas figuras a seguir: Página 33 . imagem com filtro acima de três.Figura 20 – Comportamento espacial da continuidade do grau de consistência. Adicionalmente.

ou seja. a maioria dos blocos é no mínimo pouco fraturado (4854). Fraturamento: O grau de fraturamento foi quantificado em 6350 blocos. ambas apresentando continuidade das anomalias com inclinação para W. Com a moda do valor dos blocos igual a dois. porém o desvio padrão é menor do que nos outros casos pois poucos blocos apresentam mais de 20 fraturas por metro (35) ou menos de uma fratura por metro (365).Figuras 21 e 22 – Seções paralelas ao eixo Y (E-W). Figura 23 – Representação 3D do grau de fraturamento. O padrão de fraturamento possui alta continuidade vertical e uma considerável continuidade horizontal. Página 34 . com valores mínimo e máximo de 1 a 5. respectivamente. sem uma distribuição regional característica.

RQD Ambos os métodos de interpolação apresentaram valor máximo de 100% valores mínimos de 10.86% (Krigagem) e 8. As figuras 23 e 24 mostram os padrões encontrados: Figura 24 – Porcentagem de recuperação interpolada por Krigagem. Multiquádricas). Página 35 .3% (eq.

Porém muitas mudanças posteriores provavelmente serão implementadas de acordo com o uso para a facilitação do uso do programa. Não é possível apresentar um padrão direcional.Figura 25 – Porcentagem de recuperação interpolada por equações multiquádricas. Página 36 . 8 INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A representação tridimensional é uma ferramenta de auxílio às interpretações relacionadas a direções e forma de anomalias de valores no modelo de blocos que o usuário não consegue identificálas apenas com os números. porém os valores abaixo de 50% nos dois casos apresentam-se nas porções superficiais.

Na imagem referente ao grau de alteração. As regiões de menor grau de consistência. sendo na maioria das vezes os valores anômalos que apresentam uma alta continuidade vertical. provavelmente esse maior grau está associado à alteração supérgena e não há algum fluxo relacionado a estruturas condutivas do maciço. pois as zonas de maior alteração apresentam baixíssima continuidade horizontal. Sobre os padrões do maciço: A partir da análise dos arquivos *ko3 resultantes do trabalho de Patias (2010). é possível perceber que a alta continuidade vertical das anomalias da alteração pouco ou nada tem haver com as falhas-fraturas horizontais. conclui-se que as três características apresentam padrões parecidos de comportamento. Enfim. As evidências mostram que pelo estilo da alteração provavelmente ela está associada a fraturas verticais ou disjunções colunares. possuem alguma continuidade em cotas específicas. porém uma análise mais profunda de mapeamento detalhado por coordenada desses padrões não seria possível devido à falta de referências no visualizador. apesar do caso do grau de alteração não apresentar o mesmo nível de continuidade dos outros casos. Página 37 . foi possível caracterizar o maciço. não pertencente ao grupo das falhas sub-horizontais e sim a outro tipo de fraturamento. devido ao fato ressaltado ter valores iguais a estão todos em contato com a superfície.9 CONCLUSÕES: Sobre o programa: O programa apresentou resultados suficientes para visualização da imagem e para análise dos padrões encontrados na fundação. Finalmente. se fizermos uma comparação dos padrões encontrados com as principais estruturas da Formação Serra Geral. também associados com o grau de percolação da rocha.

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