PARA: Exm.ª Senhora Vereadora, Dra.

Ana Duarte DE: Gabinete de Apoio à Vereação – Elsa Tiago Judas ASSUNTO: Obrigatoriedade da apresentação do Certificado de Eficiência Energética noa celebração de Protocolos de Cedência Precária de Utilização de bens imóveis do Município. DATA: 13/03/2012

INFORMAÇÃO

A 1 de Janeiro de 2009 entrou em vigor a legislação que obriga à certificação energética de todos os edifícios de serviços ou habitação, que mais não é do que atribuir uma categoria energética aos edifícios, à semelhança do que sucede já a titulo de exemplo com determinados electrodomésticos, se um proprietário não possuir o certificado não pode transaccionar o seu imóvel. Assim, desde 1 de Janeiro de 2009 que a certificação energética de edifícios é obrigatória para quem comercializa (compra/vende ou arrenda) um edifício para habitação, comércio ou serviços (novo ou não). O Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos edifícios resulta da transposição para Portugal da Directiva nº 2002/91/CE relativa ao desempenho energético dos edifícios. Esta Directiva estabelece que os Estados-membros da União Europeia implementem um sistema de certificação energética de forma a informar o cidadão sobre a

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qualidade térmica dos edifícios aquando da construção, da venda ou do arrendamento dos mesmos. Ainda de acordo com esta directiva, a certificação energética deverá permitir aos futuros utentes obter informações sobre os consumos de energia dos edifícios passando assim a integrar o conjunto dos aspectos que os caracterizam e a constituir mais um critério para a tomada de decisão relativa à realização do investimento. A apresentação deste certificado é obrigatória em todas as transacções comerciais que envolvam bens imóveis: no acto de qualquer escritura de compra ou arrendamento, ou contrato similar, é o que resulta, quer do Preambulo da Directiva n.º 2002/91/CE, DO Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro, quer do DL 7872006, de 4 de Abril, quer dos objectivos que se pretendem prosseguir com a exigência da certificação energética. Assim, a exigência da certificação só faz sentido em face duma operação comercial, duma transacção, não sendo de exigir em situações de disposição dos imóveis de outro tipo como seja a cedência precária da sua utilização, formalizadas por Protocolos que se presume não revestir carácter comercial. Caso se entenda que os Protocolos de cedência precária da utilização de edifícios municipais reveste uma natureza comercial, a certificação energética tem que ser requerida e apresentadapelo Município, nos termos do artigo 9º do DL 7872006, de 4 de Abril, na qualidade de proprietário, não sendo transmissível tal obrigação. A Assessora

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