Direito e ordem

A criação de unidades de organização social tem como definição, procurar evitar o caos. Esse desejo por padrões de ordem na vida humana não representa um traço de desejo próprio ou que não é de utilização forçada dos seres humanos. Dele esta profundamente imbuído toda a matéria que se compõe a natureza, e da qual faz parte a própria coexistência humana. A natureza nos revela uma única variedade mais próxima das sequencias repetidas e das associações de acontecimentos que se reproduzem. Pelo menos naquelas manifestações da natureza externa, que se refletem mais significante e decisivamente na vida humana neste planeta, a ordem parece prevalecer sobre a desordem, a regularidade sobre a irregularidade, a regra sobre a exceção. Como na natureza, a ordem representa importante papel na vida dos seres humanos. A sociedade em geral, dependendo da simultaneidade e do fato de cooperação, manifestam forte tendência para a adoção de formas disciplinar, improvisando um “governo” e sua “regulamentação”. A sociedade em geral, dependendo da vida em sociedade e da cooperação de muitos indivíduos e diversos grupos, tem ainda maior necessidade de organização e de “normas”.

Introdução à Ciência do Direito
Há dois tipos de estrutura social que se caracterizam pela falta de meios institucionais para a criação e manutenção da ordem na vida social. Esse dois tipos são o anarquismo e o despotismo, nas suas formas puras e não dissolvidas. Embora seja difícil encontrar sociedades que tenham praticado (ao menos por um período de tempo apreciável) uma forma de governo puramente anárquica ou totalmente arbitrário, o exame dessas formas extremas, ou “marginais”, de existência politica e social, é útil para uma compreensão da natureza e das funções do direito, como instrumento da ordem social. O anarquismo representa uma condição social em que se confere poder ilimitado a todos os membros da comunidade. O ser humano é por natureza essencialmente bom, e de que só o Estado e as suas instituições o corrompem, Bakuni e Kropotkin. Leão Tolstoi acreditou na possibilidade de uma sociedade não coercitiva, cujos componente se uniriam por laços de amor reciproco. A cooperação e a ajuda mutua, ocupando o lugar da competição desfreada, passariam a ser as leis supremas de tal sociedade. A maioria das pessoas é por natureza boa e sociável, restara sempre uma minoria avessa cooperação, contra a qual será preciso usar de coação. “Os homens são fatalmente sujeitos a paixões” e ate mesmo um homem normalmente racional pode, dominado por um impulso incontrolável, praticar um ato que a sociedade não tolerara. Por nossa infelicidade, a ordem nas coisas humanas não se impõe por si mesma e sim pela coexistência humana. O extremo oposto do anarquismo na vida social seria um sistema politico em que um só homem exercesse um poder tirânico e ilimitado sobre os seus semelhantes.

ou satisfazendo os seus caprichos ocasionais ou as suas disposições de momento. . Situações de poder arbitrário. despertam no povo um sentimento de perigo e insegurança.O verdadeiro poder soberano da as suas ordens e estabelece as suas proibições de acordo com a sua vontade livre e irrestrita. ao qual se usa para o controle desta euforia. encontradas em maior ou menor grau em todos os estados totalitários. o direito.