UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

JERÔNIMO MONTEIRO
ESPÍRITO SANTO
2011





IGOR OLIVEIRA RIBEIRO






ZONEAMENTOS EDAFOCLIMÁTICOS DEHevea brasiliensis,Pinus
elliottiivar.elliottiiESchizolobiumamazonicum, UTILIZANDO ANÁLISE
MULTICRITÉRIO.











JERÔNIMO MONTEIRO
ESPÍRITO SANTO
2011
IGOR OLIVEIRA RIBEIRO






ZONEAMENTOS EDAFOCLIMÁTICOS DE Hevea brasiliensis,Pinus
elliottiivar.elliottiiESchizolobiumamazonicum, UTILIZANDO ANÁLISE
MULTICRITÉRIO.




Monografia apresentada ao
Departamento de Engenharia
Florestal da Universidade Federal
do Espírito Santo, como requisito
parcial para obtenção do título de
Engenheiro Florestal.










ll


IGOR OLIVEIRA RIBEIRO


ZONEAMENTOS EDAFOCLIMÁTICOS DE Hevea brasiliensis,Pinus
elliottiivar.elliottiiESchizolobiumamazonicum, UTILIZANDO ANÁLISE
MULTICRITÉRIO.

Monografia apresentada ao Departamento de Engenharia Florestal da Universidade
Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para obtenção do título de
Engenheiro Florestal.

Aprovada em 14 de Junho de 2011.

COMISSÃO EXAMINADORA

___________________________________________
FabriciaBenda de Oliveira
Universidade Federal do Espírito Santo
Orientador

___________________________________________
Carlos Henrique Rodrigues de Oliveira
Instituto Federal de Minas Gerais - IFMG
Conselheiro

___________________________________________
Wesley A.Campanharo
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES




lll

































"Se soubesse que o mundo acabaria amanhã, eu
ainda hoje plantaria uma árvore."
(Martín Luther King)
lv


AGRADECIMENTOS


Aos meus pais, Lígia Maria Mourão Oliveira e Arivald Santos Ribeiro, pelo
exemplo de vida, ensinamentos concebidos e por sempre estarem ao meu lado,
acreditando e confiando em minha capacidade. Mãe e Pai, muito obrigado pela
confiança, apoio e compreensão, sem vocês não teria conquistado essa vitória.
As minhas irmãs, Ingrid Oliveira Ribeiro e Joice Santos Ribeiro, pela amizade,
confiança e momentos de muita alegria em minha vida, amo vocês.
Aos meus amigos pela força, ótima convivência, pelos conhecimentos
compartilhados e incentivos, os meus sinceros agradecimentos e quero dizer que
estarei sempre junto de vocês.
A minha orientadora, Professora FabriciaBenda de Oliveira, pela convivência
agradável, apoio, paciência, compreensão e pelos valiosos ensinamentos a mim
concedidos durante este trabalho e vida acadêmica. Muito obrigado professora pela
confiança e amizade que construímos ao longo destes anos.
Aos meus familiares e a todos que, de alguma forma, contribuíram para a
minha aprendizagem econhecimentos sobre a vida que foram de grande valia para
mais esta vitória. Agradeço a todos.
À pessoa responsável por me direcionar neste caminho da Engenharia
Florestal, se não fosse por ele não estaria aqui hoje, ao meu primo e amigo Carlos
Alberto Martinelli de Souza, Sassá(in memorian). Que Deus o tenha!











v


RESUMO


Com o desenvolvimento da indústria no setor florestal, há a necessidade de se
buscar por espécies florestais que acompanhem as tendências de mercado e, para
isso, tem sido realizados estudos mais detalhados a fim de aumentar a base de
informações sobre estas espécies. Este trabalho apresenta a metodologia utilizada
para a determinação de áreaspara implantação das culturas florestais Hevea
brasiliensis, Pinus elliottiivar.elliottii e Schizolobiumamazonicum, no Estado do
Espírito Santo, com o uso de análise multicritério e sistemas de
informaçõesgeográficas. Fez-se uma ponderação dos critérios de acordo com o
valor de importância,determinou-se as funções de pertinência fuzzy para cada
critério,euma análise final utilizando as variáveis em estudo. A partir da análise
multicritério observou-se que o Estado apresenta áreas com aptidão edafoclimática
para todas as espécies, sendo as áreas aptas ao plantio do pinus mais restrita
quando comparada as de seringueira e paricá. Também, observou-se que as áreas
aptas ao plantio da seringueira e paricá são semelhantes, por estas espécies
possuírem faixas de exigências climáticas próximas. Concluiu-se que a lógica
fuzzypermite obter resultados mais próximos a realidade natural, tornando o
processo deconhecimento sobre as áreas aptas as culturas mais confiável e menos
sujeito a erros.


Palavras-chave: fatores climáticos, critérios restritivos, lógica fuzzy.








vl


SUMÁRIO


LISTA DE TABELAS ................................................................................................. viii
LISTA DE QUADROS ................................................................................................ ix
LISTA DE FIGURAS ................................................................................................... x
LISTA DE SIGLAS ..................................................................................................... xi
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 1
1.1 O problema e sua importância .......................................................................... 2
1.2 Objetivos ........................................................................................................... 3
1.2.1 Objetivo geral .......................................................................................... 3
1.2.2 Objetivos específicos ................................................................................ 3
2. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 4
2.1 Sistemas de Informações Geográficas .............................................................. 4
2.2 Zoneamento edafoclimático .............................................................................. 5
2.3 Análise multicritério ........................................................................................... 6
2.3.1 Padronização e análise dos critérios ........................................................ 7
2.3.2 Fatores utilizados na elaboração do zoneamento edafoclimático ............. 8
2.3.2.1 Evapotranspiração ........................................................................ 9
2.3.2.2 Deficiência hídrica e Excedente hídrico ....................................... 9
2.3.2.3Temperatura do ar ....................................................................... 10
2.3.2.4Precipitação ................................................................................. 10
2.3.2.5Solos do Estado do Espírito Santo .............................................. 10
2.3.3 Critérios restritivos ..................................................................................... 12
2.4 Avaliação de pesos para os critérios .............................................................. 13
2.5 Combinação Linear Ponderada (WLC) ........................................................... 14
2.6 Espécies florestais .......................................................................................... 14
2.6.1 Seringueira (Hevea brasiliensis) ............................................................. 14
2.6.2 Paricá (Schizolobiumamazonicum) ......................................................... 15
2.6.3 Pinus (Pinus elliottiivar.elliottii) ................................................................ 16
3. MATERIAL E MÉTODOS ...................................................................................... 17
3.1 Caracterização da área de estudo .................................................................. 17
3.2 Materiais utilizados ......................................................................................... 18
vll


3.2.1 Arquivos vetoriais .................................................................................... 18
3.2.2 Softwares ................................................................................................ 18
3.3 Metodologia .................................................................................................... 18
3.4 Dados meteorológicos utilizados no estudo .................................................... 19
3.5 Espacialização dos dados climáticos .............................................................. 21
3.6 Critérios restritivos .......................................................................................... 22
3.7 Fatores ............................................................................................................ 22
3.8 Aptidão agrícola das espécies em estudo ...................................................... 23
3.9Determinação dos pesos dos critérios ............................................................. 27
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES .......................................................................... 28
4.1 Reclassificação dos fatores climáticos............................................................ 28
4.2 Ponderação dos fatores .................................................................................. 31
4.2.1 Justificativas das ponderações adotadas ................................................ 32
4.3 Ponderação das variáveis ............................................................................... 33
4.4 Zoneamento edafoclimático das espécies aplicando MCE ............................. 34
4.4.1 Seringueira .............................................................................................. 35
4.4.2 Paricá ...................................................................................................... 37
4.4.3 Pinus ....................................................................................................... 39
5. CONCLUSÕES ..................................................................................................... 41
6. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 42
ANEXO 1 ................................................................................................................... 51











vlll


LISTA DE TABELAS


Tabela 1. Largura mínima de APP a ser cumprida ao longo de qualquer curso d’água
de acordo com a legislação ....................................................................... 12
Tabela 2. Faixa de aptidão climática das espécies ................................................... 24
Tabela 3. Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores, para a Seringueira ..... 24
Tabela 4. Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores, para o Paricá ............. 24
Tabela 5. Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores, para o Pinus .............. 25
Tabela 6. Normalização das classes de solo para cada espécie .............................. 26
Tabela 7.Escala de Saaty para comparadores .......................................................... 27
Tabela 8.Pesos estatísticos dos fatores .................................................................... 31





















lx


LISTA DE QUADROS


Quadro 1 - Interpoladores com melhor desempenho para cada variável .................. 21
Quadro 2 - Descrição das restrições adotadas ......................................................... 22
Quadro 3 - Fatores, funções fuzzy adotadas............................................................. 23
Quadro 4 - Exigências edáficas das espécies ........................................................... 25
























x


LISTA DE FIGURAS


Figura 1- Funções de pertinência dos conjuntos fuzzy: Sigmoidal crescente (1 A),
Sigmoidal decrescente (1 B), Sigmoidal crescente-decrescente (1 C) e Linear
decrescente (1 D) ........................................................................................................ 8
Figura 2- Localização do Estado do Espírito Santo ................................................... 17
Figura 3 - Distribuição espacial dos pontos de medição dos dados climáticos
localizadas sobre o Estado do Espírito Santo e Estados vizinhos ............................ 20
Figura 4 - Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências das
espécies seringueira e paricá .................................................................................... 29
Figura 5 - Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências da
espécie pinus ............................................................................................................ 30
Figura 6 - Pesos e razão de consistência dos dados ................................................ 31
Figura 7 - Função sigmoidal simétrica ....................................................................... 33
Figura 8 - Função sigmoidal monotônica decrescente .............................................. 33
Figura 9 - Função sigmoidal monotônica crescente .................................................. 34
Figura 10 - Função sigmoidal monotônica crescente ................................................ 34
Figura 11 - Zoneamento edafoclimático da seringueira (Hevea brasiliensis) para o
Estado do Espírito Santo ........................................................................................... 36
Figura 12 - Zoneamento edafoclimático do paricá (Schizolobiumamazonicum) para o
Estado do Espírito Santo ........................................................................................... 38
Figura 13 - Zoneamento edafoclimático do pinus (Pinus elliottiivar.elliottii) para o
Estado do Espírito Santo ........................................................................................... 40









xl


LISTA DE SIGLAS


ANA — Agência Nacional de Águas.
EMBRAPA — Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
GEOBASES — Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito
Santo.
IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
INCAPER — Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica eExtensão Rural.
INMET — Instituto Nacional de Meteorologia.
PIEBOES —Programa Integrado de Expansão da Borracha no Espírito Santo.
SEAG — Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca.
SIG — Sistemas de Informações Geográficas.


















1


1. INTRODUÇÃO

Na sociedade atual a preocupação em realizar atividades florestais de alta
sustentabilidade é cada vez maior, principalmente num país como o Brasil que
possui uma enorme variação de condições edafoclimáticas que interferem na
implantação e manejo de culturas florestais (DIAS et al., 2010).
Com o desenvolvimento do setor industrial brasileiro nos ramos: papel e
celulose, borracha, serrados e painéis de madeira, ocorreu à necessidade de maior
produção de matéria-prima (CASTRO, 2008). Neste contexto, é crescente a busca
por espécies de potencial florestal que acompanhem as tendências de mercado,
maiores produtividades e qualidade de sítios, entre outros aspectos. Desta forma,
vêm se buscando estudos mais detalhados a fim de aumentar o volume de variáveis
das bases de informações econômicas, ecológicas e silviculturais (NAPPO et al,
2005).
Com isso a coleta de informações sobre a distribuição geográfica de recursos
naturais, condições climáticas, de solo e relevo é um passo decisivo na identificação
de locais aptos, ou seja, favoráveis para a implantação de povoamentos florestais de
forma compatível com a legislação ambiental em vigor.
Neste sentido, a aplicação dos sistemas de informações geográficas (SIG) é
de grande utilidade no planejamento e manejo ambiental em função da necessidade
constante de monitoramento destas atividades (PAIVA et al., 2007).
No Estado do Espírito Santo as espécies seringueira (Hevea brasiliensis),
pinus (Pinus elliottiivar.elliottii) e paricá (Schizolobiumamazonicum)apresentam
grande potencial para suprir essas necessidades do mercado e vêm recebendo
incentivos, por parte do governo estadual, para a sua expansão.
A seringueira fornece a matéria prima para a produção da borracha natural, e
segundo Macedo et al. (2002), a produção desta não acompanhou o crescimento do
seu consumo, tanto no mercado nacional como internacional, o que provocou uma
estabilização da produção mundial e um aumento do preço, o que proporciona boas
perspectivas para este mercado no Brasil. O Estado ocupa o quarto lugar no cultivo
da seringueira em relação ao país, sendo uma cultura de destaque e que tem
recebido a atenção do governo estadual.
2


O pinus é uma das essências florestais mais plantadas na região Sul e
Sudeste do Brasil. Existem diversos usos para a madeira do pinus como a
construção de barcos, produção de celulose de fibra longa e entre outros, mas o seu
grande potencial está na produção de resina (CARPANEZZI et al., 1986).
O paricá possui um rápido crescimento, tem capacidade de se adaptar às
diversas condições edafoclimáticas, tem madeira adequada para múltiplos usos
(fabricação de móveis, laminados, compensado, etc.), o que o tornou uma das
espécies nativas mais utilizadas em reflorestamento no país (LUNZ et al., 2010).
Do exposto, o presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise
multicritériopara o Estado do Espírito Santo, com padronizaçãofuzzy, para as
espécies:Hevea brasiliensis(seringueira), Pinus elliottiivar.elliottii (pinus) e
Schizolobiumamazonicum(paricá), utilizando parâmetros climáticos e edáficos.


1.1 O problema e sua importância

Com o desenvolvimento da indústria nos diversos setores florestais, houve
um aumento da busca por espécies florestais com grande potencial econômico a fim
de suprir as necessidades de madeira em quantidade e qualidade.
No início do século XX o mercado de borracha natural brasileiro entrou em
declínio devido ao desenvolvimento deste mercado no Sudeste da Ásia. Atualmente
no Brasil, diversos governos estaduais tem incentivado o aumento do plantio da
seringueira e da extração do látex devido à necessidade de borracha natural no
mercado nacional e internacional (ROSSMANN & GAMEIRO, 2006). OPrograma
Integrado de Expansão da Borracha no Espírito Santo (Pieboes) busca aumentar
para 75 mil hectares plantados de seringueira até o ano de 2025 (SEAG/ES, 2006).
Na busca por matéria-prima para abastecimento das indústrias madeireiras
devido à demanda do mercado interno e externo, as empresas madeireiras têm
buscado espécies de rápido crescimento, destacando-se entre estas o paricá.
Devido as suas diversas opções de uso, bem como a elevada cotação no mercado
interno e externo da sua madeira, esta despontou como a terceira espécie mais
plantada no Brasil (AMATA, 2009).
Em relação ao Pinus, este tem perdido espaço no uso para produção de
celulose de fibras longas devido ao alto teor de resina e ao alto custo do processo
3


de produção industrial (EMBRAPA, 2005). Porém, a resina produzida é bastante
explorada na indústria naval e como matéria-prima nos diversos setores da indústria
brasileira, como na fabricação de perfumes, tintas, móveis, escoras e outros
(COELHO, 1989).
Neste contexto, o zoneamento edafoclimático é uma importante ferramenta no
auxilio à otimização dos investimentos, organização e planejamento da agricultura e
recursos naturais (SEDIYAMA et al., 2001).

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo geral
Definir áreas com potencial para implantação das culturas de Hevea
brasiliensis, Pinus elliottiivar.elliottiie Schizolobiumamazonicum, no Estado do
Espírito Santo, por meio de dados edafoclimáticos, utilizando análise multicritério
com padronização fuzzy.

1.2.2 Objetivos específicos
• Reclassificar os fatores climatológicos espacializados, temperatura do ar,
precipitação, evapotranspiração potencial, deficiência hídrica, para o Estado do
Espírito Santo, por meio de inferência fuzzy;
• Determinar os fatores que interferem nas culturas em estudo;
• Determinar as funções de pertinência fuzzy que se ajustam melhor para os
diferentes fatores edafoclimáticos anuais;
• Determinar asrestrições às culturas estudadas;
• Ponderar os fatores;
• Análise multicritério dos mapas temáticos para escolha de áreas favoráveis
às culturas.





4


2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Sistema de Informações Geográficas

Em sociedades organizadas, a observação e representação da superfície da
Terra, bem como a coleta de informações sobre a distribuição geográfica de
recursos ambientais são atividades de fundamental importância desde a
antiguidade. No entanto, isto era feito apenas em documentos e mapas em papel até
a década de 60, quando surgiu o primeiro Sistema de Informações Geográficas
(SIG), no Canadá, como parte de um programa governamental para criar um
inventário de recursos naturais (CÂMARA e DAVIS, 2002).
Com o avanço da informática, o SIG é uma ferramenta cada vez mais
comum,sendo aplicada em diversas áreas uma vez que possibilita armazenar,
analisar e manipular geometrias e atributos de dados espaciais
georreferenciadoscom o objetivo de auxiliar nas tomadas de decisões (CALIJURI e
LORENTZ, 2003).
Segundo Ferreira (1997), o sistema de informação geográfica é considerado
um instrumento capaz de indicar respostas em um curto espaço de tempo sobre
diversas questões de planejamento urbano e rural, através do mapeamento e
levantamento dos recursos renováveis, identificação das atividades que contribuem
para as mudanças no meio ambiente e auxiliando no manejo e planejamento dos
recursos naturais em determinadas regiões.
A capacidade do SIG de realizar análises complexas através da integração de
um conjunto de dados georreferenciados, proporciona vantagens do ponto de vista
qualitativo e quantitativo (BENDA, 2008). Segundo Burrough (1993), a capacidade
de gerar respostas necessárias a um planejamento a partir da transformação e
combinação de dados espaciais e não espaciais é a principal característica de um
sistema de informações geográficas.
Num país de dimensão continental como o Brasil, que possui grande
variabilidade climatológica e com uma grande carência de informações adequadas
para a tomada de decisões sobre os problemas urbanos, rurais e ambientais, o SIG
apresenta um enorme potencial(CÂMARA e DAVIS, 2002).
3


Neste contexto, o SIG apresenta grande aplicação no campo do planejamento
emanejo ambiental, em função da necessidade constante de monitoramento
nestasatividades (PAIVA et al., 2007).
Em agrometeorologia, uma das principais aplicações de um SIG é a de
transformar dados numéricos, obtidos em pontos na superfície, em mapas
interpolados a partir das informações originais, obtendo valores estimados para
todas as localidades e gerando informações a respeito do comportamento espacial
da variável (CÂMARA e MEDEIROS, 1998).
Portanto, a aplicação do SIG para a elaboração de zoneamento
edafoclimático pode se revelar de grande utilidade, proporcionando resultados mais
satisfatórios e gerando informações georreferenciadas nadefinição de áreas aptas
ao cultivo de determinadas culturas, através da realização de procedimentos
diversos a partir de dados coletados (SANTOS et al.,2000).


2.2 Zoneamento Edafoclimático

O zoneamento climático consiste em uma tarefa, baseada no levantamento
dos fatores que influenciam a aptidão de culturas, que delimita regiões
climaticamente homogêneas, além de identificar áreas de condições homogêneas
de atividades e dos recursos naturais nela existente que sejam propícias ao cultivo
de determinada cultura (CECÍLIO et al., 2003).Além disso, é uma ferramenta de
planejamento e ação que possui o objetivo de reduzir o risco de perdas na
agricultura em razão do desequilíbrio climático (REBOUÇAS, 2010).
Atualmente, na silvicultura globalizada, a busca por metodologias que visam
melhorar a produção das culturas, em qualidade e quantidade, bem como a redução
dos custos e dos riscos de insucesso na implantação das culturas, aumento dos
lucros e a sustentabilidade, sãoconstantes o que proporciona uma maior
adequabilidade a realidade.
O zoneamento exige informações climáticas baseadasnos parâmetros do
balanço hídrico climatológico, destacando-se a precipitação pluvial, a temperatura do
ar e, nas exigências climáticas da cultura (EMBRAPA, 2007).
Segundo Pereira et al. (2002), a elaboração de um zoneamento agroclimático
para determinada cultura depende de algumas etapas fundamentais, entre elas o
6


estudo das condições climáticas da região estudada com confecção de mapas
climáticos, levantamento das faixas de aptidão climática da cultura a ser zoneada e
a análise final com a confecção de mapas finais de zoneamento.
Diante disto, o zoneamento edafoclimático constitui uma tarefa de
fundamental importância na organização dosprogramas de trabalho e suporte do
planejamento da implantação de culturas, porém devido a grande variabilidade
temporal e espacial dos elementos climáticos, segundo Sediyamaet al. (2001) o
zoneamento não é definitivo e deve ser atualizado constantementeincorporando
novas metodologias de estudo e informações sobre as culturas..


2.3 Análise multicritério

O planejamento e organização de projetos ambientais trabalham com muitas
variáveis que atuam interativamente eque devem ser analisadas de forma integrada.
A Análise Multicritério combinacritérios, que podem ser: fatores e restrições. Um
fator éum critério relacionado ao grau de adequabilidade de uma atividade ou
objetivo. Por outro lado, as restrições são limitadores das atividades em estudo.
Com isso, a partir das medições e avaliações desses critérios são tomadas as
devidas decisões (BENDA, 2008).
Os graus de adequabilidade de múltiplos critérios para determinado objetivo
são obtidos a partir de regras de decisão, que são procedimentos e formas para a
escolha dos critérios e de como estes serão combinados. (EASTMAN, 1997).
Muitos dos zoneamentos agroclimáticos para diferentes espécies são
desenvolvidos utilizando a modelagem baseada na lógica booleana que é de fácil
aplicação, mas na prática é considerada inapropriada, pois nessa classificação são
obtidos resultados binários 0 ou 1, ou seja, falso ou verdadeiro (RIBEIRO et al,
2011).
Sabemos que é impossível determinar as fronteiras das unidades dos
mapasde forma exata, o que refletea existênciade mudanças abruptas na paisagem,
levando a áreas com características semelhantes colocadas em lados diferentes nas
fronteiras de classificação (BURROUGH, 1989).
Zadeh (1965) propôs a modelagem fuzzy que possui uma caracterização mais
amplapermitindo a codificação de conhecimentos inexatos, numa forma que se
7


aproxima muito aosprocessos de decisão, ou seja, funciona de forma não
rígida.Essapertinência se dá por uma transição gradual variando de 0 a 255 (ou 0 a
1), permitindo um aumento contínuo da adequabilidade, numa escala de mínima a
máxima aptidão.
Com isso, pode-se observar que estamodelagem mostra resultados mais
próximos da realidade natural, tornando o processo deconhecimento sobre as áreas
aptas auma determinada cultura mais confiável e menos sujeito a erros.

2.3.1 Padronização e análise dos critérios
O processo de normalização dos critérios consiste na padronização dos
valores originais dos dados em uma mesma escala de valores, ou seja, escaloná-los
em um mesmo padrão a fim de compatibilizá-los (BENDA, 2008).
Para a normalização dos critérios são utilizadas algumas funções de
pertinência fuzzy, funções estas que serão selecionadas de forma que melhor se
adequem em relação aos parâmetros em estudo. Entre elas, as mais utilizadas são:
Sigmoidal, J-Shaped, Linear e Definida pelousuário (RAMOS E MENDES,2001).
Algumas dessas funções são mostradas na Figura 1 abaixo.





8




Figura 1 —Funções de pertinência dos conjuntos fuzzy: Sigmoidal crescente (1 A),
Sigmoidal decrescente (1 B), Sigmoidal crescente-decrescente (1 C) e Linear
decrescente (1 D).

Fonte: adaptado de Benda, 2008.

Os critérios restritivos foram mantidos no seu caráter booleano rígido [0 - 1].
Os fatoresforam padronizados numa escalacontínua de adequabilidade de 0 (menos
adequada) a 255 (mais adequada), utilizando-se funções de pertinênciafuzzy.

2.3.2 Fatores utilizados na elaboração do zoneamento edafoclimático
Segundo Camargo et al. (2003), para definir a aptidão do meio físico de uma
região para determinada cultura dois fatores são decisivos: o climático, que
geralmente é o primeiro a ser definido e, posteriormente, a pedologia com maior
variabilidade espacial.
De maneira geral, a temperatura do ar e a deficiência hídrica são utilizadas
como as principais exigências climáticas de uma cultura num zoneamento
agroclimático para sua implantação em determinada região (ANDRADE JUNIOR et
al., 2001).
O fator hídrico, também, é de fundamental importância na seleção de áreas
aptas ao cultivo de determinadas culturas. Neste contexto, a determinação da
9


disponibilidade hídrica de uma região se faz necessária e, para isso, é realizado o
balanço hídrico climatológico, que permite estimar parâmetros importantes como a
deficiência hídrica do solo, excedente hídrico, armazenamento de água no solo,
evapotranspiração potencial e real (CAMARGO, 1971).

2.3.2.1 Evapotranspiração
A evapotranspiração é a união de dois processos: evaporação, que consiste
no transporte da água das superfícies líquidas (rios, lagos, etc.) para a atmosfera em
forma de vapor; transpiração, que envolve a passagem da água retirada do solo
pelas plantas para a atmosfera, através dos estômatos presentes nas folhas.
(COLLISCHONN e TASSI, 2011).
Para um determinado tipo de cobertura vegetal, em crescimento ativo e sem
restrição hídrica, ou seja, em condições ideais de umidade do solo a taxa de
evapotranspiração que ocorre é chamada de Evapotranspiração Potencial, enquanto
a taxa que ocorre para condições reais de umidade do solo, com ou sem restrição
hídrica, é a Evapotranspiração Real. Portanto, a evapotranspiração real é sempre
igual ou inferior à evapotranspiração potencial (COLLISCHONN e TASSI, 2011).

2.3.2.2 Deficiência hídrica e Excedente hídrico
A partir do cálculo do balanço hídrico é possível obter as deficiências hídricas,
que correspondem à água que deixa de ser evapotranspirada, decorrente da
resistência encontrada pela vegetação para extrair a água do solo, à medida que vai
secando (CAMARGO et al., 2003).
Os excedentes hídricos, por outro lado, ocorrem quando o solo está com a
capacidade máxima de retenção hídrica na zona das raízes, ou seja, quando o solo
está em capacidade de campo. Com isso, observa-se que consiste no saldo positivo
entre a precipitação e a evapotranspiração sendo de grande importância para o
abastecimento do lençol freático através da drenagem profunda. (CAMARGO et al.,
2003).



2.3.2.3 Temperatura do ar
10


A temperatura do ar representa o fator térmico, sendo utilizado como
exigência climática na maioria dos zoneamentos agroclimáticos de uma cultura em
uma determinada região (ASSAD et al., 2001).
A temperatura é um dos elementos do clima que mais condiciona o
desenvolvimento da planta, tendo uma influência indireta sobre o seu crescimento e
um efeito direto sobre a mesma nos processos regulatórios, como fotossíntese e
evapotranspiração(LARCHER, 2004).
No entanto, para a obtenção desta variável existe uma grande dificuldade
devido à má distribuição e ao reduzido número de estações meteorológicas. Diante
disso, em locais onde não existem tais dados estes são obtidos através de equações
de regressão (MEDEIROS et al, 2005).
Segundo Castro (2008), os dados de temperatura do ar, bem como os dados
de precipitação, é um dos elementos fundamentais para a formulação do balanço
hídrico de uma região e a falta deste limita os estudos de zoneamentos
agroclimáticos.

2.3.2.4 Precipitação
Precipitação pluviométrica consiste no processo de entrada dos recursos
hídricos gravitacionalmente na superfície terrestre pela condensação da água
presente na atmosfera (OLIVEIRA, 2008).
Este fator influencia em determinadas atividades no preparo da área a ser
cultivada, comona estimativa de água necessária as culturas e no dimensionamento
dos sistemas de irrigação (RICKLI et al., 2008).
A precipitação é um fator de fundamental importância para o planejamento
agrícola, ou seja, é um dos fatores que podem determinar o sucesso ou fracasso de
uma produção (LEITE et al, 2004). Tem grande influência sobre o rendimento das
mais diversas culturas, por isso, conhecer o seu volume, distribuição espacial e
temporal ao longo do ano é de fundamental importância, uma vez que influenciam
em determinados processos produtivos agrícolas (OLIVEIRA, 2010).

2.3.2.5 Solos doEstado Espírito Santo
O Estado do Espírito Santo, segundo mapa de solos de IBGE (2005), em toda
sua extensão possui diferentes classes pedológicas, sendo elas: afloramentos
rochosos, argissolo amarelo, argissolo vermelho, argissolo vermelho-amarelo,
11


cambissoloháplico, gleissoloháplico, latossolo amarelo, latossolo vermelho-amarelo
e neossoloquartzarênico.
As classes pedológicas presentes no Estado do Espírito Santo possuem
determinadas características, como é mostrado abaixo.
• Afloramentos Rochosos: os afloramentos de rochas não são classificados
como classes de solo, ou seja, são materiais originais e não formações pedológicas.
Isto se deve por representarem terrenos com exposições de diferentes rochas,
desde mais brandas até fragmentos rochosos (NASCIMENTO et al., 2006);
De acordo com EMBRAPA (2009):
• Argissolo amarelo: são solos minerais, com horizonte B textural (Bt) de
coloração amarelada. Em geral, ocorrem em relevo suave, profundos e bem
drenados, com argila de alta atividade conjugada com saturação por bases baixa ou
baixa atividade;
• Argissolo vermelho: essa classe possui horizonte B textural de coloração
avermelhada. Encontrados em áreas montanhosas e apresentam boa fertilidade
natural;
• Argissolo vermelho-amarelo: nesta classe o horizonte B textural possui
coloração vermelho-amarelada ou amarelo-avermelhada. Possuem textura
média/argilosa e são bem drenados, podendo ser encontrado em regiões de relevo
suave a montanhoso e associados alatossolos;
• CambissoloHáplico: solos rasos constituídos por material mineral com
horizonte B incipiente (Bi), o que torna suas características influenciadas pelo
material de origem. Horizonte A mais claro do que o horizonte A do solo húmico. Alto
teor de silte e de moderadamente a bem drenados, baixo teor de saturação por
bases no horizonte B e alta CTC no horizonte A. Ocorre em locais de declive
acentuado e baixo potencial de fertilidade;
• GleissoloHáplico:constituídos por material mineral, hidromórficos, com
horizonte glei abaixo de horizonte A ou E, e coloração esverdeada ou azulada
devido as alterações ocorridas com os óxidos de ferro do solo em condições de
encharcamento. Solos mal drenados, podendo apresentar argila de baixa ou alta
atividade, e teores de alumínio elevado. Geralmente localizados em regiões de
baixadas ou de drenagem e com baixa fertilidade;
12


• Latossolo Amarelo: nesta classe, os solos são constituídos por minerais,
muito intemperizados, não hidromórficos, profundos e com horizonte B espesso.
Coloração amarelada devido ao baixo teor de Fe
2
O
3,
alta saturação de
alumínio,apresentando estrutura granular pequena e possuem baixa permeabilidade.
Podem ser encontrados, preferencialmente, em faixas litorâneas com baixa
fertilidade;
• Latossolo Vermelho-amarelo: solos que apresentam coloração vermelho-
amarelada ou amarelo-avermelhada, apresentando horizonte Blatossólico (Bw) e de
grande expressão geográfica. Apresenta horizonte superficial bem desenvolvido e é
rico em matéria orgânica, possuem baixa fertilidade sendo bastante utilizado para
pastagens;
• NeossoloQuartzarênico: são solos minerais pouco desenvolvidos, mal
drenados, rasos e com horizonte A sobre um horizonte C. Não há contato lítico
dentro de 50 cm de profundidade. Textura arenosa e são essencialmente
quartzosos, tendo nas frações de areia cerca de 95% ou mais de quartzo, e
praticamente ausência de minerais primários.

2.3.3 Critérios restritivos
Dentre os parâmetros de restrição que serão utilizados na elaboração do
zoneamento edafoclimático temos, segundo a legislação brasileira:
• Hidrografia(BRASIL, 1965):é considerada área de preservação permanente
(APP) as áreas ao longo de qualquer curso d’água nas seguintes situações,
mostradas naTabela 1 abaixo.

Tabela 1 -Largura mínima de APP a ser cumprida ao longo de qualquer curso d’água
de acordo com a legislação.

Largura do curso d’água (m) APP (largura mínima em m)
< 10 30
10 a 50 50
50 a 200 100
200 a 600 200
> 600 500

13


Fonte: adaptadode BRASIL (1965) pelo autor.
No entanto, para este estudo foi considerado apenas que os cursos d’água
possuem largura máxima de 10 metros, devido ao fato de que a representação
vetorial deste dado é feita por linhas, que de acordo com a escala que foi adotada,
todos os cursos d’água possuem largura máxima de 10 metros. Com isso, as áreas
de preservação permanente possuem largura mínima de 30 metros.
No caso de nascentes, em qualquer situação topográfica, a área de APP deve
ter um raio mínimo de 50 metros de largura.
• Estradas(BRASIL, 1979):Em zonas urbanas, suburbanas, de expansão
urbana ou rural é proibida a construção de qualquer natureza em faixa de reserva de
15 metros, adjacente a cada lado da faixa de domínio da rodovia.
• Topo de morros(BRASIL, 1965): é considerada área de preservação
permanente áreas de topo de morros, montes, montanhas, serras e encostas com
declividade superior a 45º.


2.4 Avaliação de pesos para os critérios

Numa análise multicritério é necessário atribuir pesos a cada critério, a fim de
quantificar a importância de cada um no processo de decisão (BENDA, 2008).
Porém, a determinação deste grau de importância depende da experiência do
especialista, sendo uma limitação desta análise (COSTA et al., 2005).
Para a definição dos pesos, Ramos (2000) apresenta alguns métodos
baseados em:ordenamentos de critérios; escalas de pontos; distribuição de pontos;
comparação decritérios par-a-par.
Segundo Costa et al. (2005), na análise multicritério os critérios booleanos
podem ser incluídos juntamente com os fatores, o que contribui para a análise.
Com isso, neste trabalho utilizou-se o método baseado na comparação de
pares, proposto por Saaty (1977).Determina, através de níveis hierárquicos dos
critérios, um valor que priorizará um fator em relação a outro (GOMES et al., 2004).
E, desenvolve um conjunto de pesos cujo somatório é a unidade (BENDA, 2008).



14



2.5 Combinação Linear Ponderada (WLC)

Com a determinação dos pesos dos critérios a serem utilizados no estudo é
necessário efetuar a agregação dos dados para a obtenção dos mapas finais de
adequabilidade (zoneamento edafoclimático).
Para isto, utilizou-se o método da combinação linear ponderada (WLC)que
consiste em multiplicar os mapas de cada fator por um determinado peso e, em
seguida, é efetuado o somatório de todos os mapas, obtendo-se o zoneamento
edafoclimático para cada espécie (BENDA, 2008).
Porém, neste trabalho o procedimento foi modificado devido aos mapas
booleanos utilizados, portanto, multiplicou-se a adequabilidade dos fatores pelo
produto das restrições.

2.6 Espécies florestais

2.6.1 Seringueira (Hevea brasiliensis)
A seringueira, planta pertencente à família Euphorbiaceae (gênero Hevea),
ocorre naturalmentena floresta amazônica,entre as latitudes de 3ºN e 15ºS, em clima
tropical-equatorialúmido. Suas exigências climáticas são de temperaturas médias
anuaiselevadas e chuvas abundantes, possivelmente com estação hibernal amena
epouco chuvosa (CAMARGO et al., 2003). Porém, seucultivo comercial estende-se
desde as latitudes 24ºN até 25ºS, evidenciando grande capacidade de adaptaçãoa
diversas condições climáticas.
A borracha natural, produzida a partir da matéria prima desta espécie, o látex,
é de grande importância nos diversos setores da sociedade, sendo utilizada como
isolante térmico, na produção de artefatos e entre outras obras de engenharia. Além
disso, esta espécie protege e regenera o solo, é uma dasplantas que mais retira o
gás carbônico da atmosfera, além de produzir uma madeira de ótimaqualidade
(VAREJÃO, 2010).
No Brasil, o Estado do Espírito Santo ocupa o quarto lugar no cultivo da
seringueira e, tem recebidoa atenção do governo que pretende aumentar a área
plantada de 10 mil hectares para 75 mil hectares, tornando-se a segunda espécie
florestal de importância noEstado (SEAG/ES, 2006). Com isso,serão gerados cerca
13


de 20 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, aseringueira tem sido utilizada
na recuperação de áreas degradadas no Estado (VAREJÃO,2010).

2.6.2 Paricá(Schizolobiumamazonicum)
O Paricá, planta pertencente à família Caesalpiniaceae (gênero
Schizolobium), é uma espécie nativa da região amazônica brasileira, de grande
porte, sendo uma espécie muito utilizada para reflorestamentos, principalmente nos
Estados do Pará e Maranhão, com cerca de 80 mil hectares de área plantada
(ABRAF, 2009).
Esta espécie possui um rápidocrescimento, fuste reto, capacidade de
seadaptar às diversas condições edafoclimáticas, madeira com cotação elevada no
mercado interno e externo, além de ser uma madeira adequada para múltiplos usos
como fabricação de forros, palitos e, principalmente, laminados e compensados
(CARVALHO, 1994).
Vem sendo estudado para a fabricação de polpa celulósica e papel de fibra
curta, pois se trata de uma madeira de cor branco-palha, fibras com tamanho entre
1,10 e 1,59, madeira leve, com peso úmido de 650 kg/m e pesoespecífico básico a
12% de umidade entre 320 e 400kg/m³ (ROSSI et al., 2001). Possui um alto teor de
lignina (35%), mas pode ser facilmente deslignificada, é de fácil branqueamento e
produz papel de boa qualidade e resistência (SOUZA et al., 2003).
Porém, ainda é pouco utilizado no setor de celulose já que a produção no país
é feita a partir de espécies exóticas em plantios de empresas (Eucalyptus, Pinus)
(PEREIRA et al., 1982).
Diante deste potencial do Paricá, instituições de pesquisa e ensino, bem
como empresasmadeireiras que cultivam esta espécie passaram a aumentar os
seus estudos. Entretanto, obter informações e resultados desses estudos é difícil,
pois estão dispersosna literatura, ou, ainda, por não serempublicados (ROSA, 2006).

2.6.3 Pinus(Pinus elliottiivar.elliottii)
O pinus, de ocorrência natural do Sul dos Estados Unidos, requer clima fresco
com disponibilidade de umidade constante durante o ano. É indicado para plantio em
toda região Sudeste, porém, a fim de se ter um melhor rendimento da extração de
resina recomenda-se plantar em regiões com temperaturas mais elevadas
(EMBRAPA, 2005).
16


Com o avanço da tecnologia e a ampliação das alternativas de uso, devido o
seu rápido crescimento e boa qualidade da madeira, o pinus tornou-se uma espécie
cada vez mais demandada no setor florestal, contando na região Sul do país com
uma área planta de 1,8 milhões de hectares (EMBRAPA, 2005).
A madeira de pinus tem densidade média de 0,53 g/cm³, podendo ter
múltiplos usos sendo os principais em construção de barcos, produção de celulose
de fibra longa e produção de resina (CARPANEZZI et al., 1986).

























17


3.MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Caracterização da área de estudo

O presente trabalho foi realizado utilizando-se dados doEstado do Espírito
Santo (Figura 2), localizado na região Sudeste do Brasil, com uma área total
aproximada de 46.184,1 km² e um total de 78 municípios. Tem como limites o
oceano Atlântico a leste, a Bahia a norte, Minas Gerais a oeste e o Estado do Rio de
Janeiro a sul, situando-se geograficamente entre os meridianos 39º38’ e 41º50’ de
longitude oeste e entre os paralelos 17º52’ e 21º19’ de latitude sul.












A maior parte do Estado caracteriza-se como um planalto, com altitude média
de 600 a 700 metros e ocorrem basicamente dois tipos de clima, o tropical chuvoso
e o mesotérmico úmido.
OEstado, de acordo com a classificação de Köppen, está situado em uma
área de clima úmido (A e C), além de subtipos climáticos como Aw (clima tropical
com estação seca de inverno), Am (clima de monção), Cf (clima oceânico) e Cw
(clima temperado úmido com inverno seco). (SIQUEIRA et al., 2004).





Figura 2 —Localização do Estado do Espírito Santo.

Fonte:Autor (2011).
18


3.2 Materiais utilizados

3.2.1 Arquivos vetoriais
No presente trabalho, como critérios restritivos, foram utilizados os seguintes
vetores:
• Hidrografia — Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do
Espírito Santo (GEOBASES);
• Sistema Viário — Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do
Espírito Santo (GEOBASES);
• Solos do Espírito Santo — adaptado de IBGE, 2005.


3.2.2 Softwares
Para realizar o processamento e análise dos dados deste trabalho, foram
utilizados os seguintes softwares:
• Software GIS ArcGIS 10.0,©Environmental SystensResearchInstitute, Inc. —
utilizado na elaboração dos mapas base e para o layout final das imagens raster;
• Software GIS IDRISI Andes, Version 15.0, ©The Clark Labs for Cartographic
Technology andGeographicAnalysis — utilizado nas análises espaciais das imagens
raster.


3.3 Metodologia

Neste trabalho, primeiramente, os parâmetros em estudo oriundos do banco
de dados de balanço hídrico climatológico de Castro (2008) foram espacializados
para o Estado utilizando o software ArcGIS 10.0, dando origem aos mapas temáticos
de cada variável. Estes foram importados para o software IDRISI Andes, uma vez
que serviram de base para a análise espacial com inferência fuzzy.
Para cada parâmetro (fator) determinaram-se as funções de pertinência fuzzy
que melhor se adequavam a cada um. A partir disso, as faixas de aptidão de cada
fator para cada espécie foram reclassificadas numa escala que oscila entre 0 e
19


255.Após a determinação das funções e reclassificação, realizou-se a fuzzificação
de cada fator em estudo.
Ainda, foram gerados os mapas dos critérios restritivos em caráter booleano
[0 – 1] no software ArcGIS 10.0 e, posteriormente, importados em formato raster
para o software IDRISI Andes onde foram utilizados para realizar a análise
multicritério.
No software IDRISI Andes através do módulo WEIGHT, determinou-se os
pesos de cada fator, a fim de estabelecer seus níveis de influência sobre cada
espécie em estudo. Por fim, foi realizada a análise multicritério (MCE) utilizando os
mapas com padrozinaçãofuzzy de cada fator para cada espécie com seus
respectivos pesos e os mapas dos critérios restritivos, gerando os mapas de
zoneamento edafoclimático para cada cultura.


3.4 Dados meteorológicos utilizados no estudo

Para a realização do presente trabalho, utilizou-se o banco de dados de
balanço hídrico climatológico do estudo sobre diferentes espécies de Pinus de
Castro (2008), que possui um período de 30 anos de dados (1977-2006) obtidos em
110 pontos de medição de temperatura média do ar e de precipitação pluviométrica
pertencentes ao Instituto Capixaba dePesquisas e Extensão Rural (INCAPER), ao
Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Agência Nacional das Águas (ANA),
localizados dentro e fora do Estado do Espírito Santo.
O balanço hídrico climatológico, obtido a partir de dados meteorológicos
médios de uma região, permite uma avaliação de sua disponibilidade hídrica a partir
da determinação de alguns parâmetros como deficiência hídrica, excedente hídrico,
evapotranspiração potencial e evapotranspiração real (HEWLETT, 1982). Além
disso, utilizaram-se séries históricas de temperaturas médias do ar e de precipitação
pluviométrica como parâmetro no zoneamento (CASTRO, 2008).
A descrição e localização dos postos pluviométricos e estações
meteorológicas utilizadas estão em Anexo 1.

20



Figura 3 — Distribuição espacial dos pontos de medição dos dados climáticos
localizadas sobre o Estado do Espírito Santo e Estados vizinhos.

Fonte: adaptado de Castro (2008).
21


3.5 Espacialização dos dados climáticos

Após o levantamento dos dados das variáveis em estudo, precipitação (P),
temperatura média do ar (T) evapotranspiração potencial (ETP) e real (ER),
deficiência hídrica anual (DEF) e excedente hídrico (EXC) estas foram
espacializadas para oEstado do Espírito Santo, através do software ArcGIS10.0
dando origem aos mapas temáticos de cada variável.
Os dados foram espacializados de acordo com estudos feitos por Castro
(2008), em que determinados interpoladores apresentaram melhor desempenho
para as variáveis em estudo, como mostra o Quadro 1.

Quadro 1 –Interpoladores com melhor desempenho para cada variável.

Variável Interpolador
Parâmetros do semivariograma
C
0
C+C
0
a
Precipitação Krigagem Linear 23125,990 35000,925 105 km
ETP Krigagem Linear 30411,236 32500,229 155,9 km
DEF Krigagem Esférica 2984,601 21387,410 134,5 km
Variável Interpolador
Parâmetros da equação

0

1

2

3

Temperatura do
ar
Regressão linear
múltipla
-12,9848 -0,0071 0,4690 -1,1761
C
0
= efeito pepita; C+C
0
= patamar; a = alcance.

Fonte: adaptado de Castro (2008).

Para a interpolação dos dados anuais de temperatura média do ar, utilizou-se
a mesma equação de regressão linear utilizada nos estudos de Castro
(2008)(Equação 1) que teve como variáveis independentes a altitude, a latitude e a
longitude das estações e como variável dependente a temperatura do ar.

i 3 2 1 0 i
Long Lat Alt ε + β + β + β + β = γ (1)

22


em que:
i
γ = temperaturas normais (médias, máximas e mínimas) mensais ( i=1, 2,...,
12) e anual (i=13) estimadas em °C;
Alt = altitude (m);
Lat = latitude, em graus e décimos (entrada com valores negativos);
Long = longitude em graus e décimos (entrada com valores negativos);

0
,
1
,
2
e
3
= parâmetros de regressão; e

i
= erro aleatório.

Com isso, foram gerados os mapas temáticos de cada fator para o Estado,
que serão utilizados no software IDRISI Andes para combinação linear ponderada.


3.6 Critérios restritivos

Os critérios restritivosrepresentam os locais ou áreas em que de forma
alguma pode ocorrer a implantação de culturas devido a determinadas condições.
Assim, as restrições foram consideradas de acordo com o quadro abaixo.

Quadro 2 –Descrição das restrições adotadas.

ID Descrição
R1
Distância mínima de 30m (“buffer”) de qualquer coleção hídrica ou curso
d’água. (
a
)
R2 Distância mínima de 15m (“buffer”) do sistema viário. (
b
)
R3 Áreas com declividade 45º.(
a
)

Fonte: (
a
)BRASIL (1965); (
b
)BRASIL (1979).


3.7 Fatores

Os fatores estão relacionados ao grau de aptidão de determinada área para a
implantação das culturas, levando em consideração o valor de importância de cada
um e a adequabilidade nos locais fora das restrições absolutas. Portanto, tais fatores
23


foram reclassificados ou normalizados a partir de determinadas funçõesfuzzy, como
mostra o quadro abaixo.

Quadro 3 –Fatores, funções fuzzy adotadas.

ID Fator Função fuzzy
F1 Temperatura do ar Sigmoidal simétrica
F2 DEF Sigmoidalmonotônica decrescente
F3 Precipitação Sigmoidal monotônica crescente
F4 ETP Sigmoidal monotônica crescente
F5 Solos Escala [0 – 255]
DEF = deficiência hídrica; ETP = evapotranspiração potencial.

Fonte: Autor (2011).


3.8 Aptidão agrícola das espécies em estudo

Segundo Pereira et al. (2002), a elaboração de um zoneamento agroclimático
para determinada cultura depende de algumas etapas fundamentais, entre elas o
estudo das condições climáticas da região estudada com confecção de mapas
climáticos, levantamento das faixas de aptidão climática da cultura a ser zoneada e
a análise final com a confecção de mapas finais de zoneamento.
De acordo com as necessidades dos fatores térmicos, hídricos e edáficos
exigidos pelas espécies para seu desenvolvimento, o zoneamento edafoclimático
destas terão classes de aptidão que variam em um intervalo de 0 a 255, em que a
faixa 255 representa áreas que expressam o máximo potencial da cultura, sendo
que 0 a área é considerada inapta, ou seja, não atende as exigências
edafoclimáticas da cultura.
Com base na literatura, foram estabelecidos os parâmetros das exigências
climáticas de cada espécie, mostrados na Tabela 2.


24


Tabela 2 -Faixa de aptidão climática das espécies.

Espécies
Aspectos Climáticos
P
(mm)
Ta
(ºC)
ETP
(mm)
DEF
(mm)
Hevea brasiliensis 1300 a 3000(
a
) 20 Ta 25(
a
) 900(
b
) 150(
b
)
Schizolobiumamazonicum 1600 a 3000(
c
) 20 Ta 26 - 180(
d
)
Pinus elliottiivar.elliottii >900 15 Ta 24 (
e
) - 50(
f
)

Fonte: (
a
)HEVEABRASIL (2007);(
b
)CIIAGRO (2009); (
c
)CRESPO et al. (1995);
(
d
)MARTORANO et al. (2010); (
e
)CARPANEZZI et al. (1986); (
f
)GOLFARIet al.
(1978).

A partir dos parâmetros das exigências climáticas que foram estabelecidos
para cada espécie, foram determinados os pontos de controle das funções de
pertinência fuzzy de cada fator, como mostramas tabelasabaixo.

Tabela 3 - Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores, para a Seringueira.

Fatores
Pontos de controle
a b c d
Precipitação 0 1300mm 3000mm 3000mm
Temperatura 0 20ºC 25ºC 26ºC
ETP 0 900mm 900mm 900mm
Deficiência
hídrica
150mm 150mm 150mm 360mm

Fonte: Autor (2011).

Tabela 4 - Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores, para o Paricá.

Fatores
Pontos de controle
a b c d
Precipitação 0 1600mm 3000mm 3000mm
Temperatura* 0 20ºC 26ºC 26ºC
ETP - - - -
23


Deficiência
hídrica
180mm 180mm 180mm 360mm
* No estudo do Paricá, para o fator temperatura utilizou-se a função de pertinência sigmoidal
monotônica crescente.
- sem dados.

Fonte: Autor (2011).

Tabela 5 - Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores, para o Pinus.

Fatores
Pontos de controle
a b c d
Precipitação 0 900mm 1600mm 1600mm
Temperatura 0 15ºC 24ºC 26ºC
ETP - - - -
Deficiência
hídrica
50mm 50mm 50mm 360mm
- sem dados.

Fonte: Autor (2011).
As variáveis foram escalonadas para o intervalo de 0 a 255, isto é,
converteram-se os valores originais em faixas de adequabilidade devido a
necessidade de se uniformizar os dados para que possam ser cruzados e gerar um
mapa final (BENDA, 2008).
Com base na literatura, foram estabelecidos os parâmetros das exigências
edáfica de cada espécie, mostrados no Quadro 4.

Quadro 4 -Exigências edáficas das espécies.

Espécies Adequabilidade Aspectos Edáficos
Hevea brasiliensis
Alta
Solos de textura leve, profundose
bem drenados, ligeiramente ácidos
(
a
); Latossolos (
b
).
Média
Latossolospodzólicos.

Baixa
Solos argilosos, mal drenados, rasos,
hidromórficos.
26


Schizolobiumamazonicum
Alta
Podzólico vermelho-amarelo distrófico
e eutrófico com textura argilosa e em
terra roxa, profundos (
c
).
Média
Solos areno-argilosos com média e
alta fertilidade natural(
c
).
Baixa Areia quartzoza.
Pinus elliottiivar.elliottii
Alta
Solos de textura arenosa, média e
argilosa.
Baixa
Neossoloquartzarênico e solos
arenosos; áreas com solos que
apresentam profundidade inferior a 50
cm ou com solos muito pedregosos.

Fonte: (
a
)IAPAR (2004); (
b
)CUNHA et al. (2000); (
c
)ROSSI et al. (2001).

De acordo com as exigências edáficas das espécies e do levantamento das
características dos solos presentes no Estado do Espírito Santo, foi efetuada uma
normalização das classes pedológicas através do escalonamento de 0 a 255, onde 0
seria o solo menos adequado e, 255 o solo com maior adequabilidade para cada
espécie, como mostra a tabela 6.
Essa reclassificação levou em consideração algumas características
utilizadas na classificação dos solos, sendo as principais para este estudo as
seguintes: textura (granulometria), profundidade, atividade da fração argila
edrenagem. Com base na comparação das exigências edáficas de cada espécie
com as características de cada solo, foi efetuada a valoração da adequabilidade,
como mostra a tabela abaixo.

Tabela 6- Normalização das classes de solo para cada espécie.

Classe de solo
Valores atribuídos
Seringueira Paricá Pinus
Afloramentos Rochosos 0 0 0
Argissolo-amarelo 220 190 190
Argissolo-vermelho 160 220 220
Argissolo vermelho-amarelo 190 255 255
Cambissoloháplico 64 64 64
Gleissoloháplico 0 0 64
Latossolo amarelo 255 128 128
27


Latossolo vermelho-amarelo 255 160 160
Neossoloquartzarênico 64 0 0

Fonte: Autor (2011).

3.9 Ponderação das variáveis

Para cada variável o peso foi estimado, na matriz de comparação par-a-par
através do método AHP (Processo de hierarquização analítica), presente no
software IDRISI Andes 15.0 através do módulo WEIGHT, que utiliza a escala de
SAATY (1977) (Tabela 8).

Tabela 7 – Escala de Saaty para comparadores.

Valores Importância mútua
1/9 Extremamente menos importante que
1/7 Muito fortemente menos importante que
1/5 Fortemente menos importante que
1/3 Moderadamente menos importante que
1 Igualmente importante a
3 Moderadamente mais importante que
5 Fortemente mais importante que
7 Muito fortemente mais importante que
9 Extremamente mais importante que

Fonte: SANTOS (2007).








28


4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 Reclassificação dos fatores climáticos

Com base nos mapas temáticos dos fatores climáticos gerados no
softwareArcGIS 10.0, a partir do banco de dados de Castro (2008), estes foram
importados para o software IDRISI Andes onde foram reclassificados de acordo com
as exigências de cada espécie, aplicando as funçõesfuzzydefinidas para cada fator
(Figura 4 e 5).
Os mapas temáticos mostram as áreas com aptidão para a implantação das
culturas no Estado de acordo com as faixas de temperatura média do ar, deficiência
hídrica, precipitação, evapotranspiração potencial e, também, de acordo com os
tipos de solo que permitem um melhor desenvolvimento das espécies.
Observa-se que em relação aos fatores de temperatura média do ar e
deficiência hídrica, o Estado do Espírito Santo em toda a sua extensão possui
condições favoráveis à implantação de todas as espécies em estudo. Por outro lado,
em relação ao fator precipitação, não existem áreas que sejam totalmente aptas ao
plantio do Paricá. Isto se deve as médias pluviométricas do Estado, que possui
precipitação média anual acumulada entre 1000 e 1550 mm, como mostram estudos
de Castro (2008).
Em relação ao fator solo, observa-se que o Estado possui diferentes tipos de
solos com características que atendem as necessidades para o desenvolvimento de
todas as espécies em estudo, sendo poucas as áreas com baixa ou nenhuma
aptidão, como em locais com afloramentos rochosos.
Por existirem poucos estudos que determinam a influência e as faixas de
evapotranspiração potencial favoráveis ao desenvolvimento das espécies de
Schizolobiumamazonicume Pinus elliottiivar. elliotti, este fator não foi estudado neste
trabalho para estas culturas.





29


Temperatura média do ar Deficiência hídrica Precipitação ETP Solo
S
e
r
i
n
g
u
e
i
r
a



P
a
r
i
c
á


-


Figura 4 – Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências das espécies seringueira e paricá.

Fonte: Autor (2011)


30



Temperatura
média do ar
Deficiência hídrica Precipitação ETP Solo
P
i
n
u
s


-



Figura 5 – Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências da espécie pinus.

Fonte: Autor (2011)




31


4.2 Ponderação dos fatores

Para cada espécie foi determinado o peso de cada fator, o que proporcionou
determinar o grau de influência de cada um, com base na escala de Saaty (1977).
Os pesos e a ordem de importância de cada fator para cada espécie são
mostrados na tabela abaixo.

Tabela 8 – Pesos dos fatores.

Fatores Importância Seringueira Paricá Pinus
Temperatura 1 0,3621 0,3950 0,3950
Deficiência
hídrica
2
0,3621 0,3950 0,3950
Precipitação 3 0,1607 0,1626 0,1626
ETP 4 0,0762 - -
Solo 5 0,0389 0,0473 0,0473
Fonte: Autor (2011).
A Razão de consistência foi de 0,03, ou seja, menor que 0,1o que torna os
pesos calculados para este modelo aceitáveis.

Figura 6 – Pesos e razão de consistência dos dados.

Fonte: Autor (2011).


32


4.2.1 Justificativas das ponderações adotadas
• Fator temperatura do ar e deficiência hídrica: 1
Os fatores temperatura do ar e deficiência hídrica são de igual importância,
pois são considerados os principais fatores climáticos num zoneamento e exercem
forte influência no desenvolvimento das culturas.
• Fator temperatura do ar e fator precipitação: 3
O fator temperatura do ar é moderadamente mais importante do que o fator
precipitação, pois o efeito na ausência deste pode ser reduzido com a utilização da
irrigação e, também, independe da precipitação para ser determinado.
• Fator temperatura do ar e fator evapotranspiração: 5
O fator temperatura do ar é fortemente mais importante que o fator
evapotranspiração, uma vez que exerce maior influência sobre a planta e a
evapotranspiração é influenciada pela temperatura.
• Fator temperatura do ar e fator solo: 7
O fator temperatura do ar é muito fortemente mais importante que o fator solo,
uma vez que com o manejo e tratamentos culturais adequados o solo pode se tornar
mais apto à determinada cultura.
• Fator deficiência hídrica e fator precipitação: 3
O fator deficiência hídrica é moderadamente mais importante do que o fator
precipitação, uma vez que exerce maior influência no desenvolvimento da planta
apesar do fator precipitação influenciar a deficiência hídrica.
• Fator deficiência hídrica e fator evapotranspiração: 5
O fator deficiência hídrica é fortemente mais importante que o fator
evapotranspiração, uma vez que exerce maior influência sobre a planta e é
considerado um dos principais fatores para um zoneamento.
• Fator deficiência hídrica e fator solo: 7
Fator deficiência hídrica é muito fortemente mais importante que o fator solo,
uma vez que com o manejo e tratamentos culturais adequados o solo pode se tornar
mais apto à determinada cultura, enquanto que a deficiência hídrica depende das
condições climáticas.
• Fator evapotranspiração e fator solo: 5
Fator deficiência hídrica é muito fortemente mais importante que o fator solo,
uma vez que com o manejo e tratamentos culturais adequados o solo pode se tornar
33


mais apto à determinada cultura, enquanto que a evapotranspiração é influenciada
pelas condições térmicas e hídricas do clima.

4.3 Determinação das funções de pertinência para cada fator

• Fator temperatura do ar
A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie
em estudo, com isso, utilizou-se a função fuzzysigmoidal simétrica, presente no
IDRISIAndes (Figura 7), tendo como pontos de controle os valores citados nas
tabelas 3, 4 e 5.

Figura 7 – Função sigmoidal simétrica.

Fonte:Eastman (1997).

• Fator deficiência hídrica
A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie
em estudo, com isso, utilizou-se a função fuzzysigmoidalmonotônica decrescente,
presente no IDRISI Andes (Figura 8), tendo como pontos de controle os valores
citados nas tabelas 3, 4 e 5.

Figura 8 – Função sigmoidalmonotônica decrescente.

Fonte: Eastman (1997).


34


• Fator precipitação
A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie
em estudo, com isso, utilizou-se a função fuzzysigmoidalmonotônica crescente,
presente no IDRISI Andes (Figura 9), tendo como pontos de controle os valores
citados nas tabelas 3, 4 e 5.


Figura 9 - Função sigmoidal monotônica crescente.

Fonte: Eastman (1997).

• Fator evapotranspiração (ETP)
A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie
em estudo, com isso, utilizou-se a função fuzzysigmoidal monotônica crescente,
presente no IDRISI Andes (Figura 10), tendo como pontos de controle os valores
citados nas tabelas 3, 4 e 5.

Figura 10 – Função sigmoidalmonotônica crescente
.

Fonte: Eastman (1997).


4.4 Zoneamento edafoclimático das espécies, aplicando MCE

As figuras 11 a 13 apresentam os mapas temáticos de zoneamento
edafoclimático das espécies Hevea brasiliensis, Schizolobiumamazonicum, Pinus
33


elliottiivar. elliottii, respectivamente para todo o Estado do Espírito Santo, a partir de
análise multicritério, considerando fatores e restrições discutidos anteriormente.

4.4.1 Seringueira
Observando a figura 11, a seringueira é uma espécie com boa aptidão
edafoclimática, com áreas de aptidão que se estendem do norte até o sul do
Estado, percorrendo toda a faixa litorânea, com exceção de algumas áreas
localizadas nos municípios de Linhares, São Mateus e Jaguaré que são locais com
condições edáficas pouco favoráveis à implantação da seringueira.
É importante observar que a região norte de Itaguaçu, Baixo Guandu e região
oeste de Colatina são áreas com pouca aptidão para a heveicultura, devido ao fato
de serem regiões com pouca precipitação e alta deficiência hídrica, como já havia
sido demonstrado por Pilau et al. (2007).
Além disso, através da análise do mapa, observa-se que os principais
municípios produtores de borracha natural atualmente no Estado (São Mateus,
Guarapari, Serra, Sooretama) estão situados em áreas com alta aptidão a
heveicultura, comprovando o que Rossman(2007) já havia observado.
De acordo com o mapa de zoneamento da seringueira, as áreas aptas a sua
implantação concentram-se em regiões onde a altitude é menor que 500 metros, que
são locais onde a temperatura do ar são mais elevadas.
Grande parte do Estado, segundo dados de IBGE (2005) é composto
predominantemente por latossolos, que possuem características que favorecem o
desenvolvimento da seringueira.
Com relação aos critérios restritivos em estudo, baseados na legislação
brasileira, levando em consideração as áreas com declividade maior ou igual a 45º,
as margens dos principais rios do Estado, como Rio Itapemirim e Rio Doce, bem
como as principais rodovias estaduais observa-se que estes critérios ocupam áreas
relativamente significantes, diminuindo as áreas aptas a heveicultura e, também, as
demais espécies.
É importante ressaltar que se levarmos em consideração toda a malha viária
e hidrográfica, bem como todas as áreas de preservação permanente do Estado, as
áreas para o plantio da seringueira diminuiriam consideravelmente.

36



Figura 11 – Zoneamento edafoclimático da seringueira (Hevea brasiliensis) para o
Estado do Espírito Santo.

Fonte: Autor (2011).
37


4.4.2 Paricá
Na figura 12, observa-se que a região Cento-Sul e Norte do Estado do
Espírito Santo são regiões com boa aptidão para a implantação da cultura do paricá.
Por ser uma espécie capaz de tolerar deficiências hídricas de até 180 mm e
temperaturas médias elevadas, esta possui grande faixa de aptidão em todo o
Estado, com exceção de locais que possuem solos com baixo potencial e altas
deficiências hídricas (>200 mm).
As áreas climaticamente aptas a esta espécie quando comparadas as de
seringueira, são semelhantes devido ao fato de possuírem exigências climáticas
muito próximas. O que diferencia a aptidão de determinada área entreestas espécies
são os fatores solo e precipitação, em que os solos do Estado possuem
características que melhor atendem as exigências da seringueira.
Ainda em relação ao fator solo, observa-se que o Estado possui poucas áreas
em que predominam o tipo argissolo (extremo norte e sul), que são solos que melhor
atendem as necessidades de desenvolvimento do paricá. É por este motivo, que as
faixas de aptidão para a cultura desta espécie é menor quando comparado com as
da seringueira.
Esta espécie possui um ótimo desenvolvimento em regiões em que a
precipitação pluviométrica média anual é superior a 1600 mm, o que não ocorre no
Estado do Espírito Santo, que segundo estudos de Castro (2008) possui uma
precipitação média anual máxima de 1550 mm. Com isso, a adequabilidade desta
espécie em relação a este fator é muito baixa.

38



Figura 12 – Zoneamento edafoclimático do paricá (Schizolobiumamazonicum) para o
Estado do Espírito Santo.

Fonte: Autor (2011).
39


4.4.3 Pinus

Conforme pode ser observado na figura 13, a espécie de Pinus em estudo é
mais indicada a ser implantada em áreas da região Sul do Estado, com altitudes
acima de 500 metros onde as temperaturas são mais amenas e a deficiência hídrica
é menor, confirmando o que Castro (2008) recomendou para o Estado.
Por ser uma espécie com pouca tolerância à deficiência hídrica (até 50 mm),
observa-se que possui baixa aptidão na maior parte do Estado, pois este apresenta
deficiências hídricas elevadas em grande parte do território (CASTRO, 2008).
Observa-se que a região norte de Itaguaçu, Baixo Guandu e região oeste de
Colatina são áreas com pouca aptidão para esta cultura e, também, para as demais.
Isto porque esta região possui altas deficiências hídricas, temperaturas elevadas
(maiores que 22ºC) e, principalmente no caso do pinus, devido a baixa altitude do
local.
De acordo com estudo de Castro (2008), as áreas aptas ao plantio da espécie
Pinus elliotii var. elliottiié a segunda maior quando comparada com as de Pinus
oocarpa, Pinus taedae Pinus caribeaevar. hondurensis, demonstrando o grande
potencial do Estado para esta cultura.
40



Figura 13 – Zoneamento edafoclimático do pinus (Pinus elliottiivar. elliottii) para o
Estado do Espírito Santo.

Fonte: Autor (2011).
41


5. CONCLUSÕES

Com base na análise dos dados e interpretação dos resultados, obtidos a
partir do que foi proposto e das condições específicas deste trabalho, conclui-se
que:
• a escolha das funções de pertinência fuzzyque melhor se adequavam aos
fatores edafoclimáticos em estudo, foi de fundamental importância para se obter
resultados coerentes com a realidade;
• a determinação dos pesos que determinaram a influência de cada fator
sobre a aptidão das espécies, proporcionou resultados próximos a realidade;
• o Estado do Espírito Santo possui áreas com aptidão edafoclimática para
todas as espécies, de acordo com os fatores utilizados para estes zoneamentos;
• a determinação de áreas como margens de rios e estradas, áreas
declivosas, onde não podem ser implantadasnenhum tipo de atividade agrícola,
proporcionou resultados mais coerentes com a legislação ambiental;
• as áreas com melhor aptidão para a seringueira e paricá são semelhantes,
porém para o paricá as áreas são mais restritas, devido ao fator solo e pelas
condições pluviométricas médias do Estado que não atendem adequadamente as
necessidades da espécie;
• são necessários mais estudos sobre as exigências edafoclimáticas do
paricá, uma vez que a literatura carece dessas informações.
• a espécie Pinuspor não ser tolerante à altas deficiências hídricas, a sua
área de implantação é mais restrita (região Sul) quando comparada com a
seringueira e paricá.
• a análise multicritério utilizando a lógica fuzzy, proporciona resultados mais
próximos a realidade quando comparado com o zoneamento booleano, por permitir
a codificação de conhecimentos inexatos e, consequentemente, não causar
mudanças abruptas na paisagem que levariam locais semelhantes a terem
classificações diferentes.




42


6. REFERÊNCIAS

ABRAF. Anuário Estatístico da ABRAF: ano base 2008. Brasília-DF. Associação
Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas, p. 120, 2009.

AMATA. Revisão sobre paricá: SchizolobiumamazonicumHuber exDucke. 2009.
Disponível em: <http://www.amatabrasil.com.br/pt/operacoes/Revisao_Parica_23-09-
09.pdf>. Acesso em 28 mai. 2011.

ANDRADE JUNIOR, A. S. de. et al. Zoneamento agroclimático para as culturas de
milho e de soja no Estado do Piauí. Revista Brasileira de Agrometeorologia, Passo
Fundo, v. 9, n.3, p. 544-520, 2001.

ASSAD, E. D. et al. Zoneamento agroclimático para a cultura de café (Coffeaarabica
L.) no Estado de Goiás e sudoeste do Estado da Bahia. Revista Brasileira de
Agrometeorologia, Passo Fundo, v. 9, n.3, p. 510-518, 2001.

BENDA, F. Favorabilidade de áreas para implantação de aterros controlados
nomunicípio de Campos dos Goytacazes/RJ utilizando sistemas deinformação
geográfica. 2008. 141 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Universidade
Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Centro de Ciência eTecnologia.
Laboratório de Engenharia Civil. Campos dosGoytacazes, 2008.

BRASIL. Lei nº 4771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código Florestal.
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 16 set. 1965, p. 9529.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 01 jun. 2011.

BRASIL. Lei nº 6766, de 19 de dezembro de 1979. Dispõe sobre o parcelamento do
solo urbano e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil, Brasília, 20 dez. 1979, p. 19457. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 01 jun. 2011.

43


BURROUGH, P.A. Fuzzy mathematical methods for soil survey and land evaluation.
Journal of Soil Science, OsneyMead, UK, v.40, p.477-492, 1989.

BURROUGH, P. A. Principles of geographical information system for land resources
assessment – Monograph on Soil and Resource. Oxford: Claredon, 1993. 194p.

CALIJURI, M. L.; LORENTZ, J. F. Apostila do Programa de Pós-graduação em
EngenhariaCivil: Análise Multi-critério. Viçosa: UFV, 2003. 73p.

CÂMARA, G.; DAVIS, C. Capítulo 1: Apresentação. In: CÂMARA, G.; DAVIS, C. e
MONTEIRO, A.M.V. Introdução à Ciência da Geoinformação. 2002.

CÂMARA, G.; MEDEIROS J.S.de. Princípios básicos em geoprocessamento. In:
ASSAD, E.D.; SANO, E.E. (Ed.). Sistema de Informações Geográficas. Apliacações
na Agricultura, Brasília: EMBRAPA-CPA, p.1-11, 1998.

CAMARGO, Â.P. Balanço hídrico no Estado de São Paulo. Campinas: IAC, 1971.
28p. (Boletim Técnico, 116).

CAMARGO, A.P; MARIN, F.R; CAMARGO, M.B.P. Zoneamento climático da
heveicultura no Brasil. Campinas – SP, Embrapa Monitoramento por satélite.
Documento 24, p. 19,2003.

CARPANEZZI, A. A. et al. Zoneamento ecológico para plantios florestais no Estado
do Paraná. Brasília; EMBRAPA – Centro Nacional de Pesquisa de Florestas, p. 89,
1986.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras: recomendações silviculturais,
potencialidades e uso da madeira. Colombo: EMBRAPA-CNPF, Brasília-DF:
EMBRAPA-SPI, p 639, 1994.

CASTRO, F. S. Zoneamento agroclimático para a cultura do Pinus no Estado do
Espírito Santo. Alegre, 2008. 101f. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal).
Universidade Federal do Espírito Santo, 2008.
44



CECILIO, R.A. et al. Zoneamento climático associado ao potencial de cultivo
dasculturas do café, cana-de-açúcar e amendoim nas sub-bacias do alto e médio
São Francisco em Minas Gerais. Anais XI SBSR, Belo Horizonte, Brasil, INPE, p. 39-
45, 2003.

CIIAGRO. Zoneamento macro - Aptidão ecológica da cultura da seringueira.
Governo do Estado de São Paulo. 2009. Disponível em:
<http://www.ciiagro.sp.gov.br/znmt_macro_21.html>. Acesso em: 28 mai. 2011.

COELHO, S. Dólares, gota a gota. Globo Rural, p.76-79, maio. 1989.

COLLISCHONN, W.; TASSI, R. Introduzindo Hidrologia: apostila. Instituto de
Pesquisas Hidráulicas, UFRGS, v.8, p 76-95, mar. de 2011. Disponível em:
<http://galileu.iph.ufrgs.br/collischonn/apostila_hidrologia/cap%208%20-
%20Evapotranspira%C3%A7%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 28/05/2011.

COSTA, T.C.C. et al. Favorabilidade de terras para a agricultura familiar por meio da
análisemulticritério. Revista Geografia, Universidade Federal de
Londrina,Departamentode Geociências, Londrina, v. 14, n. 2, p. 5-47. 2005.

CRESPO, T. R.; MINNICK, G.; VARGAS, J. Evaluación de algunasleguminosas enel
trópico de Cochabamba, Bolivia. In: EVANS, D. O.; SZOTT,L. T., ed. Nitrogen fixing
trees for acid soils: proceedings of a workshop.Morrilton: NFTA / Winroch
International, 1995. p. 103-112.

CUNHA, T. J. F. et al. Influência da diferenciação pedológica no desenvolvimento da
seringueira no município de Oratórios, MG. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 35,
p. 145-155, 2000.

DIAS, B.A.S et al. Zoneamento ecológico para cinco espécies arbóreas no Estado
de Minas Gerais. 2010. Trabalho acadêmico – Introdução aos Sistemas de
Informações Geográficas – Departamento de Engenharia Florestal, Universidade
Federal do Espírito Santo, Viçosa, 2010.
43



EASTMAN, J.R. et al. Rasters procedures for multicriteria/multi-objective decisions.
Photogrammetric Engineering and RemoteSensing, Bethesta, v.61, n.5, p.539-547,
1995.

EASTMAN, J. R. IDRISI Andes for Windows. Version 15.0. Worcester-MA, Graduate
School for Geography, Clark University, 1997. 192 p.

EMBRAPA. Zoneamento agroclimático facilita o planejamento agrícola.2007.
Disponível em: <http://www.cpatu.embrapa.br/noticias/2007/agosto/2a-
semana/zoneamento-agroclimatico-facilita-o-planejamento-agricola-1>. Acesso em
22 mai. 2011.

EMBRAPA – Embrapa Florestas. Sistema de produção. 2005. Disponível em;
<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Pinus/CultivodoPinus/a
presentacao.htm>. Acesso em 30 mai. 2011.

EMBRAPA. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Ed. 2. Rio de Janeiro:
EMBRAPA – SPI, 2009.

FERREIRA, C.C.M. Zoneamento agroclimático para implantação de sistemas
agroflorestais com eucaliptos, em Minas Gerais. 158 f. Dissertação (Mestrado em
Meteorologia Agrícola) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, 1997.

GOLFARI, L.; CASER, R. L.; MOURA, V. P. G. Zoneamento ecológico esquemático
para reflorestamento no Brasil; (2ª aproximação). Belo Horizonte, Centro de
Pesquisa Florestal da Região do Cerrado, 1978. 66 p. (PRODEPEF, Série Técnica,
11).

GOMES, L. F. A. M. et al. Tomada de decisões em cenários complexos. São Paulo:
Pioneira, 2004

46


HEVEABRASIL. Hevea brasiliensis (Seringueira). 2007. Disponível em:
<www.heveabrasil.com/noticias/hevea_brasiliensis_fotos.pdf>. Acessoem: 29 mai.
2011.

HEWLETT, J.D. Principles of Forest Hydrology.Athens: The University of Georgia.
Press, p 183, 1982.

IAPAR – Instituto Agronômico do Pará. O cultivo da seringueira (Hevea spp.).
Secretaria de Estado da Agricultura e do Abstecimento. 2004. Disponível em:
<http://www.iapar.br/zip_pdf/cultsering.pdf>. Acesso em: 02 jun. 2011.

IBGE. Mapa interativo de solos do Brasil. 2005. Disponível em:
<http://mapas.ibge.gov.br/>. Acesso em: 2 jun. 2011.

INCAPER. Governo lança Programa de Expansão da Heveicultura durante o V
Simpósio Capixaba deSeringueira. 2009. Disponível em:
<http://www.incaper.es.gov.br/?a=noticias/2009/abril/noticias_14_04_2009>.Acesso
em : 20 mai 2011.

LARCHER, W. Ecofisiologia Vegetal. São Carlos, SP: Rima Artes e Textos, 2004.

LEITE, C.C. Análise da precipitação pluviométrica no Estado do Paraná utilizando o
SUFFER 5.0. In: XIII Congresso Brasileiro de Meteorologia, 13, 2004, Fortaleza.
Anais eletrônicos... Disponível em: <http://www.cbmet.com/edicoes.php?cgid=22>.
Acesso em 30 mai. 2011.

LUNZ, A.M. et al. Ocorrência de Pantophthalmuskerteszianuse P. chuni(Diptera:
Pantophthalmidae) em paricá, no Estado do Pará. Revista Pesquisa Florestal
Brasileira. Revista Pesquisa Florestal Brasileira, Colombo, v. 30, n. 61, p. 71-74,
2010.

MACEDO, R. L. G. et al. Introdução de clones de seringueira no Nordeste do Estado
de Minas Gerais. Cerne,Lavras, v.8, n.1, p. 124-133, 2002.

47


MARTORANO, L.G. et al. Condições topobioclimática associadas à ocorrência de
taxi-branco(SclerolobiumpanuculatumVogel) e paricá (Schizolobiumparahyba var.
amazonicum (Huber exDucke) Barneby) preferenciais para implantação deplantios
florestais no Estado do Pará. In: XVIII Reunião Brasileira de Manejo e Conservação
do solo e da água, 18., 2010. Teresina - PI. Anais... Piauí, 2010.

MEDEIROS, S. de. S. et al. Estimativa e espacialização das temperaturas do ar
mínimas, médias e máximas na Região Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de
Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 9, n. 2, p. 247-255, 2005.

NAPPO, M. E.; NAPPO, A.E.; PAIVA, H.N. Zoneamento Ecológico de Pequena
Escala para Nove EspéciesArbóreas de Interesse Florestal no Estado de Minas
Gerais. Revista Científica Eletrônica de EngenhariaFlorestal. Volume 5. 14p. 2005

NASCIMENTO, F.R. do.; CUNHA, S.B.; ROSA, M. de F. Classes de solos e
unidades morfo-pedológicas na Bacia Hidrográfica do Rio Acaraú – Ceará. Goiânia.
Anais...Goiânia-GO, 2006. Disponível em:
<http://www.labogef.iesa.ufg.br/links/sinageo/articles/016.pdf>. Acesso em: 30 mai.
2011.

OLIVEIRA, A.G. A questão do valor do clima: reflexões em torno deum valor
conceitual para a precipitação pluviométrica na produçãoagrícola. 2010. 150f. Tese
(Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-graduação em Geografia,
Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2010.

OLIVEIRA, A. S. de. Precipitação pluviométrica. In: Fundamentos de Meteorologia e
Climatologia. Bahia, 2008. cap 11. Disponível em:
<http://www.ufrb.edu.br/neas/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=3
6>. Acesso em: 30 mai. 2011.

PAIVA, Y. G. et al. Zoneamento agroecológico de pequena escala paraToonaciliata,
Eucayptusgrandis e Eucalyptusurophilla na Bacia Hidrográficado Rio Itapemirim –
ES, utilizando dados SRTM. Anais XIII Simpósio Brasileiro deSensoriamento
Remoto, Florianópolis, Brasil, 21-26, INPE, p. 1785-1792, abril 2007.
48



PEREIRA, A. P.; MELO, C. F. M.; ALVES, S. de M. O
paricá(Schizolobiumamazonicum): características gerais da espéciee suas
possibilidades na indústria de celulose e papel.Silvicultura em São Paulo, v. 16A, n.
2, p. 1340-1344, 1982.

PEREIRA, A.R.; ANGELOCCI, L.R.; SENTELHAS, P.C. Agrometeorologia:
fundamentos e aplicações práticas. Guaíba:Agropecuária, 2002. 478 p.

PILAU, F.G. et al. Zoneamento Agroclimático da heveicultura para as regiões
Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.Revista Brasileira de Agrometeorologia,
Piracicaba, v.15, n.2, p. 161-168, 2007

RAMOS, R. A. R.; MENDES, J. F. G. Avaliação da aptidão do solo para
localizaçãoindustrial: o caso de Valença. Revista Engenharia Civil, Minho, Portugal,
n. 10,Universidade do Minho, 2001. p. 7-29.

RAMOS, R. A. R. Localização Industrial: um modelo para o noroeste dePortugal.
Tese (doutorado) - Braga: Minho-Portugal, Universidade do Minho, In:RAMOS &
RAMOS, 2000.

REBOUÇAS, F. Zoneamento agroclimático. Texto disponibilizado em 21 set. 2010.
In: InfoEscola Navegando e Aprendendo. Disponível em:
<http://www.infoescola.com/geografia/zoneamento-agroclimatico/>. Acesso em: 29
maio 2011.

RIBEIRO, I. O. et al. Zoneamento Agroclimático da Seringueira para o Estado do;
Espírito Santo aplicando alógica Fuzzy. In: XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento
Remoto, 15., 2011, Curitiba-PR. Anais... INPE, 2011. p.1851.

RICKLI, L.I.; CATANEO, A.; FILHO, J.S. das V. Comparação de três métodos para
estimativa dos parâmetros da distribuição gama em dados diários de precipitação
pluviométrica. Revista Energia na Agricultura, Botucatu, n. 2, v. 23 , p. 53-61, 2008.

49


ROSA, L. dos S. Ecologia e silvicultura do Paricá
(SchizolobiumamazonicumHuberexDucke) na amazônia brasileira. Revista de
Ciências Agrárias, Belém-PA, n. 45, p.135-174, 2006.

ROSSI, L. M. B. et al. Aspectos silviculturais e socioeconômicos de uma espécie de
uso múltiplo: o caso deSchizolobiumamazonicum (Hub.) Ducke. In: CONGRESSO
FLORESTAL ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL, 8., 2000,Nova Prata. Anais...
Nova Prata: Prefeitura Municipal ; SantaMaria: UFSM, 2001 p. 271-279. 1 CD-ROM.

ROSSMANN, H.; GAMEIRO, A.H. O futuro da heveicultura brasileira. Revista
Florestar Estatístico, São Paulo – SP, v. 9, n. 18, p. 14-19, nov. 2006.

ROSSMANN, H. Panorama nacional da heveicultura.2007. Disponível em
<www.incaper.es.gov.br/congresso_seringueira/downloads/apresentacao_palestras/
Heiko/palestra.pdf.>. Acessoem: 06 jun. 2011.

SAATY, T. L. A scaling method for priorities in hierarchical
structures.JournalofMathematicalPsychology. n.15, p.234-281, 1977.

SANTOS, A.R et al. Zoneamento agroclimático para a cultura do café conilon
(Coffeacanephfora) e arábica (Coffeaarabica) na Bacia do Itapemirim, ES, Brasil.
Revista Engenharia na Agricultura, Viçosa, n.8 v.1 p.19-37, 2000.

SANTOS, A. R. ArcGIS 9.1 total: aplicações para dados espaciais. Ed 1, Vitória, ES:
Fundagres, 2007.

SEAG/ES. Silvicultura. 2006. Disponível em
<http://www.seag.es.gov.br/silvicultura.htm> acesso em: 20/05/2011.

SEDIYAMA, G.C. et al. Zoneamento agroclimático do cafeeiro (Coffeaarabica L.)
para o Estado de Minas Gerais. Revista Brasileira de Agrometeorologia, Passo
Fundo, v. 9, n.3, p. 501-509, 2001.

30


SIQUEIRA, J. D. P. et al. Estudo ambiental para os programas de fomento florestal
da Aracruz Celulose S. A. e extensão florestal do governo do Estado do Espírito
Santo. Floresta, Edição especial, nov/2004, p. 3-67.

SOUZA, C.R. de. et al. Paricá: Schizolobiumparahyba var. amazonicum(Huber x
Ducke) Barneby. Manaus-AM: EMBRAPA Amazônia Ocidental, 2003, p. 12.
(Embrapa Amazônia Ocidental. Circular técnica, 18). Disponível em:
http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/676209. Acesso em: 02 jun. 2011.

VAREJÃO, P. Governo incentiva a produção de seringueira no Norte do Estado.
2010. Disponível em:
<http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99713835>. Acesso em: 24
mai. 2011.

VAREJÃO, P. Incaper realiza VI Simpósio Capixaba sobre Seringueira. 2010.
Disponível em: <http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99709461>.
Acessoem: 25 jun. 2011.

ZADEH, L.A. Fuzzy sers and systems. Systems theory. New York, Brooklyn Institute,
1965. p. 29-39.






31


ANEXOS

Anexo 1 – Estações meteorológicas e postos pluviométricos de onde foram retirados
os dados para o estudo.

Estação Responsável Municípios
Altitude
(m) Latitude Longitude
01839000 ANA Pedro Canário 66 -18°18’ -39°57’
01839001 ANA Conceição da Barra 3 -18°33’ -39°45’
01839006 ANA São Mateus 6 -18°57’ -39°46’
01840000 ANA Águia Branca 180 -18°59’ -40°45’
01840003 ANA São Mateus 90 -18°29’ -40°05’
01840004 ANA Barra de S. Francisco 192 -18°45’ -40°53’
01840007 ANA Água Doce do Norte 280 -18°32’ -40°59’
01840008 ANA Jaguaré 60 -18°58’ -39°59’
01840009 ANA Ecoporanga 190 -18°07’ -40°53’
01840010 ANA Nova Venécia 300 -18°48’ -40°41’
01840011 ANA Ecoporanga 200 -18°11’ -40°43’
01840012 ANA Montanha 96 -18°09’ -40°08’
01840013 ANA Ecoporanga 300 -18°21’ -40°50’
01840015 ANA Ecoporanga 400 -18°12’ -40°36’
01840016 ANA Nova Venécia 96 -18°29’ -40°28’
01840017 ANA Pinheiros 100 -18°19’ -40°24’
01840019 ANA Nova Venécia 80 -18°42’ -40°26’
01840020 ANA Boa Esperança 100 -18°33’ -40°20’
01841009 ANA Mantenópolis 900 -18°54’ -41°07’
01841010 ANA Água Doce do Norte 500 -18°24’ -41°02’
01939002 ANA Linhares 3 -19°34’ -39°47’
01940000 ANA Itarana 165 -19°52’ -40°52’
01940001 ANA Santa Tereza 149 -19°48’ -40°40’
01940002 ANA Aracruz 5 -19°57’ -40°09’
01940005 ANA João Neiva 50 -19°41’ -40°24’
01940006 ANA Colatina 40 -19°31’ -40°37’
01940007 ANA Fundão 50 -19°56’ -40°24’
01940009 ANA Pancas 135 -19°13’ -40°51’
01940010 ANA Santa Tereza 675 -19°57’ -40°33’
01940012 ANA Itaguaçu 70 -19°39’ -40°50’
01940013 ANA Governador Lindenberg 170 -19°14’ -40°35’
32


Anexo 1– Cont.
01940016 ANA São Domingos do Norte 70 -19°03’ -40°31’
01940020 ANA Santa Tereza 690 -19°57’ -40°44’
01940021 ANA Aracruz 58 -19°49’ -40°16’
01940022 ANA Aracruz 50 -19°35’ -40°11’
01940023 ANA Rio Bananal 95 -19°16’ -40°19’
01940025 ANA Governador Lindenberg 80 -19°17’ -40°31’
01941003 ANA Baixo Guandu 70 -19°31’ -41°00’
01941008 ANA Laranja da Terra 250 -19°54’ -41°03’
01941009 ANA Baixo Guandu 160 -19°41’ -41°01’
01941012 ANA Alto Rio Novo 600 -19°03’ -41°01’
02040001 ANA Viana 80 -20°24’ -40°29’
02040003 ANA Serra 70 -20°11’ -40°19’
02040004 ANA Guarapari 6 -20°39’ -40°30’
02040005 ANA Iconha 25 -20°47’ -40°49’
02040006 ANA Itapemirim 40 -20°57’ -40°57’
02040007 ANA Santa Maria de Jetibá 710 -20°01’ -40°44’
02040008 ANA Santa Maria de Jetibá 940 -20°08’ -40°58’
02040009 ANA Anchieta 6 -20°48’ -40°39’
02040010 ANA Santa Leopoldina 160 -20°06’ -40°32’
02040011 ANA Alfredo Chaves 515 -20°33’ -40°49’
02040012 ANA Marechal Floriano 544 -20°24’ -40°40’
02040013 ANA Rio Novo do Sul 80 -20°52’ -40°56’
02040014 ANA Cariacica 200 -20°15’ -40°28’
02040015 ANA Domingos Martins 640 -20°17’ -40°47’
02040017 ANA Iconha 265 -20°43’ -40°53’
02040018 ANA Santa Maria de Jetibá 410 -20°04’ -40°36’
02040022 ANA Vila Velha 3 -20°31’ -40°22’
02040023 ANA Domingos Martins 804 -20°28’ -40°56’
02041000 ANA Atílio Vivácqua 76 -20°54’ -41°12’
02041001 ANA Guaçuí 576 -20°46’ -41°40’
02041002 ANA Castelo 107 -20°36’ -41°12’
02041003 ANA Alegre 127 -20°25’ -41°28’
02041010 ANA Vargem Alta 580 -20°42’ -41°01’
02041011 ANA Conceição do Castelo 600 -20°21’ -41°14’
02041013 ANA Iúna 615 -20°20’ -41°32’
02041014 ANA Dores do Rio Preto 772 -20°41’ -41°50’
02041015 ANA Muqui 600 -20°56’ -41°24’
02041016 ANA Ibitirama 794 -20°32’ -41°40’
33


Anexo 1 – Cont.
02041017 ANA Irupi 920 -20°19’ -41°42’
02041018 ANA Muniz Freire 580 -20°22’ -41°24’
02041019 ANA Muniz Freire 380 -20°31’ -41°30’
02041020 ANA Domingos Martins 1075 -20°22’ -41°03’
02041021 ANA Cachoeiro de Itapemirim 180 -20°40’ -41°21’
02041023 ANA Afonso Cláudio 300 -20°04’ -41°07’
02140000 ANA Itapemirim 4 -21°00’ -40°50’
02141014 ANA Mimoso do Sul 59 -21°12’ -41°27’
02141015 ANA Mimoso do Sul 67 -21°03’ -41°21’
02141016 ANA São José do Calçado 150 -21°02’ -41°39’
02141017 ANA Mimoso do Sul 120 -21°03’ -41°14’
- INCAPER Alegre 138 -20°45’ -41°28’
- INCAPER Alfredo Chaves 35 -20°37’ -40°44’
- INCAPER Domingos Martins 950 -20°22’ -41°03’
- INCAPER Ecoporanga 250 -18°22’ -40°49’
- INCAPER Venda Nova do Imigrante 727 -20°22’ -41°11’
- INCAPER Itarana 245 -19°52’ -40°52’
- INMET Linhares 28 -19°24’ -40°04’
- INCAPER Marilândia 104 -19°24’ -40°32’
- INCAPER Muniz Freire 575 -20°28’ -41°25’
- INCAPER Santa Tereza 648 -19°54’ -40°33’
- INCAPER São Gabriel da Palha 120 -18°59’ -40°32’
- INCAPER São J. de Petrópolis 150 -19°47’ -40°40’
- INMET São Mateus 25 -18°42’ -39°50’
- INMET Vitória 36 -20°17’ -40°19’
01740000 ANA Carlos Chagas (MG) 146 -17°42’ -40°45’
01740001 ANA Nanuque (MG) 92 -17°50’ -40°22’
01841006 ANA Mantena (MG) 360 -18°41’ -41°12’
01841007 ANA Ataléia (MG) 210 -18°12’ -41°15’
01841008 ANA Ataléia (MG) 250 -18°02’ -41°06’
01841018 ANA Central de Minas (MG) 260 -18°45’ -41°18’
01941004 ANA Resplendor (MG) 130 -19°20’ -41°14’
01941010 ANA Aimóres (MG) 115 -19°29’ -41°09’
01941019 ANA Mutum (MG) 250 -19°48’ -41°26’
02041005 ANA Caiana (MG) 747 -20°41’ -41°55’
02041008 ANA Manhuaçu (MG) 458 -20°06’ -41°43’
02041048 ANA Manhuaçu (MG) 540 -20°10’ -41°57’
02041046 ANA Natividade (RJ) 650 -20°55’ -41°51’
34


Anexo 1– Cont.
02141001 ANA São João da Barra (RJ) 15 -21°29’ -41°06’
02141003 ANA Campos dos Goyt. (RJ) 20 -21°29’ -41°36’
01739006 ANA Nova Viçosa (BA) 59 -17°48’ -39°39’
ANA: Agência Nacional de Águas;INCAPER: Instituto Capixaba de Pesquisas e
Extensão Rural;INMET: Instituto Nacional de Meteorologia.

Fonte: CASTRO (2008).

IGOR OLIVEIRA RIBEIRO

ZONEAMENTOS EDAFOCLIMÁTICOS DE Hevea brasiliensis,Pinus elliottiivar.elliottiiESchizolobiumamazonicum, UTILIZANDO ANÁLISE MULTICRITÉRIO.

Monografia Departamento

apresentada de

ao

Engenharia

Florestal da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Florestal.

JERÔNIMO MONTEIRO ESPÍRITO SANTO 2011

IGOR OLIVEIRA RIBEIRO

ZONEAMENTOS EDAFOCLIMÁTICOS DE Hevea brasiliensis,Pinus elliottiivar.elliottiiESchizolobiumamazonicum, UTILIZANDO ANÁLISE MULTICRITÉRIO.
Monografia apresentada ao Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Florestal. Aprovada em 14 de Junho de 2011.

COMISSÃO EXAMINADORA
___________________________________________ FabriciaBenda de Oliveira Universidade Federal do Espírito Santo Orientador ___________________________________________ Carlos Henrique Rodrigues de Oliveira Instituto Federal de Minas Gerais - IFMG Conselheiro ___________________________________________ Wesley A.Campanharo Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

" (Martín Luther King) . eu ainda hoje plantaria uma árvore."Se soubesse que o mundo acabaria amanhã.

Aos meus familiares e a todos que. As minhas irmãs. Ingrid Oliveira Ribeiro e Joice Santos Ribeiro. os meus sinceros agradecimentos e quero dizer que estarei sempre junto de vocês. À pessoa responsável por me direcionar neste caminho da Engenharia Florestal. ensinamentos concebidos e por sempre estarem ao meu lado. pelo exemplo de vida. Agradeço a todos. pelos conhecimentos compartilhados e incentivos. Lígia Maria Mourão Oliveira e Arivald Santos Ribeiro. Aos meus amigos pela força. contribuíram para a minha aprendizagem econhecimentos sobre a vida que foram de grande valia para mais esta vitória. apoio. sem vocês não teria conquistado essa vitória. confiança e momentos de muita alegria em minha vida. A minha orientadora. de alguma forma. Que Deus o tenha! . paciência. acreditando e confiando em minha capacidade. pela amizade. amo vocês. pela convivência agradável. Muito obrigado professora pela confiança e amizade que construímos ao longo destes anos. compreensão e pelos valiosos ensinamentos a mim concedidos durante este trabalho e vida acadêmica. muito obrigado pela confiança. apoio e compreensão. ao meu primo e amigo Carlos Alberto Martinelli de Souza. Professora FabriciaBenda de Oliveira. se não fosse por ele não estaria aqui hoje. ótima convivência. Mãe e Pai. Sassá(in memorian).AGRADECIMENTOS Aos meus pais.

por estas espécies possuírem faixas de exigências climáticas próximas. no Estado do Espírito Santo. Pinus elliottiivar. critérios restritivos.euma análise final utilizando as variáveis em estudo. Concluiu-se que a lógica fuzzypermite obter resultados mais próximos a realidade natural. lógica fuzzy. Este trabalho apresenta a metodologia utilizada para a determinação de áreaspara implantação das culturas florestais Hevea brasiliensis. . observou-se que as áreas aptas ao plantio da seringueira e paricá são semelhantes.determinou-se as funções de pertinência fuzzy para cada critério. para isso. tornando o processo deconhecimento sobre as áreas aptas as culturas mais confiável e menos sujeito a erros.elliottii e Schizolobiumamazonicum. sendo as áreas aptas ao plantio do pinus mais restrita quando comparada as de seringueira e paricá. Fez-se uma ponderação dos critérios de acordo com o valor de importância. tem sido realizados estudos mais detalhados a fim de aumentar a base de informações sobre estas espécies.RESUMO Com o desenvolvimento da indústria no setor florestal. A partir da análise multicritério observou-se que o Estado apresenta áreas com aptidão edafoclimática para todas as espécies. há a necessidade de se buscar por espécies florestais que acompanhem as tendências de mercado e. Palavras-chave: fatores climáticos. com o uso de análise multicritério e sistemas de informaçõesgeográficas. Também.

............3........................................................................ 14 2...................2 Zoneamento edafoclimático ..............1 Evapotranspiração ................................SUMÁRIO LISTA DE TABELAS ......3...................... INTRODUÇÃO ......3.............................. x LISTA DE SIGLAS .... 15 2.................................................................................................... 8 2................................................ 10 2....6............... REVISÃO DE LITERATURA ............................................................ xi 1.......................1 Objetivo geral ............... ix LISTA DE FIGURAS ............................................................2.....................2 Objetivos específicos .....2.... 6 2........2................................ 13 2... 2 1.........3 Pinus (Pinus elliottiivar. 4 2.......................................................2................ 3 1.................................3Temperatura do ar ...... 18 ..................... 12 2...............3 Critérios restritivos .............. MATERIAL E MÉTODOS ................3.....3.............6..................5Solos do Estado do Espírito Santo ................. 3 2....................................................................2.....6 Espécies florestais ..........3............................2 Fatores utilizados na elaboração do zoneamento edafoclimático ...... 3 1......... 14 2...........................6........................................................................................................2.......................................................................................1 Sistemas de Informações Geográficas ............................................. 9 2...... 10 2................................................2 Materiais utilizados ................................................2 Objetivos ............ 16 3..................2 Paricá (Schizolobiumamazonicum) .......1 Padronização e análise dos critérios .................. 14 2......1 Caracterização da área de estudo ..............2 Deficiência hídrica e Excedente hídrico ..................... 10 2................................................................................................................................................................................................ 7 2..................................................................... 1 1...........elliottii) .....................3.............................3 Análise multicritério ................................................................. 4 2..................................................................... viii LISTA DE QUADROS ........................ 5 2........................................3.................................. 9 2.........................2. 17 3........................................................................................ 17 3...............4Precipitação ...............................................4 Avaliação de pesos para os critérios ......................................................1 O problema e sua importância ......1 Seringueira (Hevea brasiliensis) ...........................................................5 Combinação Linear Ponderada (WLC) ...............

1 Arquivos vetoriais ................................ 28 4.... 27 4..2 Paricá ...............3 Ponderação das variáveis................................................................ 32 4....................................................... 28 4......1 Seringueira....................................1 Justificativas das ponderações adotadas......................................................................................... 34 4................................... 22 3......5 Espacialização dos dados climáticos ... 21 3..............1 Reclassificação dos fatores climáticos................................................................................................................................................................................................................. 19 3................................................................................................................. RESULTADOS E DISCUSSÕES ...........................2...............................2.................................................................2 Ponderação dos fatores ............................................ 18 3.........4 Dados meteorológicos utilizados no estudo.......4.........2........................................................................................... 31 4............. 51 ............................ 33 4...... 42 ANEXO 1 ........3 Metodologia .................................................8 Aptidão agrícola das espécies em estudo ..................3 Pinus .......................................................7 Fatores.......................................................4 Zoneamento edafoclimático das espécies aplicando MCE .....................4............................... 18 3............................. 35 4......................................... 23 3.............................. 22 3....................................................... 41 6..9Determinação dos pesos dos critérios ............ 18 3....................................................6 Critérios restritivos ... REFERÊNCIAS ....2 Softwares .............. CONCLUSÕES ..................................... 37 4.......................4...........................................................................................3. 39 5..............................................................................

...... 24 Tabela 5...Escala de Saaty para comparadores........................LISTA DE TABELAS Tabela 1............ Faixa de aptidão climática das espécies ................ Normalização das classes de solo para cada espécie .................................. 26 Tabela 7....... 27 Tabela 8................. 24 Tabela 3.. Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores. 25 Tabela 6.......................................................... para o Pinus . 12 Tabela 2........ para a Seringueira ........ Largura mínima de APP a ser cumprida ao longo de qualquer curso d’água de acordo com a legislação ................... para o Paricá ............... 31 .. 24 Tabela 4................................ Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores..Pesos estatísticos dos fatores ................. Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores......................................

........Fatores............ funções fuzzy adotadas.............LISTA DE QUADROS Quadro 1 ......Descrição das restrições adotadas ........................................................................ 21 Quadro 2 ... 22 Quadro 3 .. 23 Quadro 4 .................................................Exigências edáficas das espécies .................... 25 .....Interpoladores com melhor desempenho para cada variável ...........

............................ 17 Figura 3 .. Sigmoidal decrescente (1 B)................................................................................... 36 Figura 12 ....................................Função sigmoidal monotônica decrescente ............... 30 Figura 6 ........................ Sigmoidal crescente-decrescente (1 C) e Linear decrescente (1 D) ...... 34 Figura 11 .................................. 34 Figura 10 ................................... 40 ....................... 29 Figura 5 ....................Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências das espécies seringueira e paricá .....................................................Pesos e razão de consistência dos dados .....Função sigmoidal monotônica crescente ..........................elliottii) para o Estado do Espírito Santo ... 31 Figura 7 .......................Função sigmoidal simétrica ..Distribuição espacial dos pontos de medição dos dados climáticos localizadas sobre o Estado do Espírito Santo e Estados vizinhos ..........................................Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências da espécie pinus .......Zoneamento edafoclimático do pinus (Pinus elliottiivar......................Zoneamento edafoclimático da seringueira (Hevea brasiliensis) para o Estado do Espírito Santo ....LISTA DE FIGURAS Figura 1.................................... 8 Figura 2......................................................Função sigmoidal monotônica crescente .............................................................................................. 38 Figura 13 ................................. 33 Figura 9 ........................... 33 Figura 8 .......................................Zoneamento edafoclimático do paricá (Schizolobiumamazonicum) para o Estado do Espírito Santo ....Localização do Estado do Espírito Santo...............................Funções de pertinência dos conjuntos fuzzy: Sigmoidal crescente (1 A)................................................................ 20 Figura 4 .....................................................

LISTA DE SIGLAS ANA — Agência Nacional de Águas. EMBRAPA — Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. INCAPER — Instituto Capixaba de Pesquisa. Aquicultura e Pesca. Abastecimento. SIG — Sistemas de Informações Geográficas. INMET — Instituto Nacional de Meteorologia. . GEOBASES — Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo. Assistência Técnica eExtensão Rural. PIEBOES —Programa Integrado de Expansão da Borracha no Espírito Santo. SEAG — Secretaria de Estado da Agricultura.

Neste sentido. ou seja. 2007). (2002). Desta forma. sendo uma cultura de destaque e que tem recebido a atenção do governo estadual. . a produção desta não acompanhou o crescimento do seu consumo. o que proporciona boas perspectivas para este mercado no Brasil. Com isso a coleta de informações sobre a distribuição geográfica de recursos naturais. o que provocou uma estabilização da produção mundial e um aumento do preço. 2005).elliottii) e paricá (Schizolobiumamazonicum)apresentam grande potencial para suprir essas necessidades do mercado e vêm recebendo incentivos. entre outros aspectos. Com o desenvolvimento do setor industrial brasileiro nos ramos: papel e celulose. ecológicas e silviculturais (NAPPO et al. é crescente a busca por espécies de potencial florestal que acompanhem as tendências de mercado.1. para a sua expansão. principalmente num país como o Brasil que possui uma enorme variação de condições edafoclimáticas que interferem na implantação e manejo de culturas florestais (DIAS et al. por parte do governo estadual. borracha. tanto no mercado nacional como internacional. 2010). de solo e relevo é um passo decisivo na identificação de locais aptos.. INTRODUÇÃO Na sociedade atual a preocupação em realizar atividades florestais de alta sustentabilidade é cada vez maior. A seringueira fornece a matéria prima para a produção da borracha natural. condições climáticas. a aplicação dos sistemas de informações geográficas (SIG) é de grande utilidade no planejamento e manejo ambiental em função da necessidade constante de monitoramento destas atividades (PAIVA et al. vêm se buscando estudos mais detalhados a fim de aumentar o volume de variáveis das bases de informações econômicas. favoráveis para a implantação de povoamentos florestais de forma compatível com a legislação ambiental em vigor.. e segundo Macedo et al. ocorreu à necessidade de maior produção de matéria-prima (CASTRO. pinus (Pinus elliottiivar. serrados e painéis de madeira. O Estado ocupa o quarto lugar no cultivo da seringueira em relação ao país. 2008). Neste contexto. No Estado do Espírito Santo as espécies seringueira (Hevea brasiliensis). maiores produtividades e qualidade de sítios.

este tem perdido espaço no uso para produção de celulose de fibras longas devido ao alto teor de resina e ao alto custo do processo . o que o tornou uma das espécies nativas mais utilizadas em reflorestamento no país (LUNZ et al. etc. tem capacidade de se adaptar às diversas condições edafoclimáticas. Devido as suas diversas opções de uso.1 O problema e sua importância Com o desenvolvimento da indústria nos diversos setores florestais. mas o seu grande potencial está na produção de resina (CARPANEZZI et al. bem como a elevada cotação no mercado interno e externo da sua madeira. 2010). diversos governos estaduais tem incentivado o aumento do plantio da seringueira e da extração do látex devido à necessidade de borracha natural no mercado nacional e internacional (ROSSMANN & GAMEIRO. com padronizaçãofuzzy. o presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise multicritériopara o Estado do Espírito Santo. para as espécies:Hevea brasiliensis(seringueira).elliottii (pinus) e Schizolobiumamazonicum(paricá). compensado. laminados. Na busca por matéria-prima para abastecimento das indústrias madeireiras devido à demanda do mercado interno e externo. utilizando parâmetros climáticos e edáficos.. O paricá possui um rápido crescimento. houve um aumento da busca por espécies florestais com grande potencial econômico a fim de suprir as necessidades de madeira em quantidade e qualidade. Do exposto. Atualmente no Brasil. tem madeira adequada para múltiplos usos (fabricação de móveis. esta despontou como a terceira espécie mais plantada no Brasil (AMATA. 2009). No início do século XX o mercado de borracha natural brasileiro entrou em declínio devido ao desenvolvimento deste mercado no Sudeste da Ásia. 1986). Pinus elliottiivar.O pinus é uma das essências florestais mais plantadas na região Sul e Sudeste do Brasil. destacando-se entre estas o paricá. as empresas madeireiras têm buscado espécies de rápido crescimento. 1. 2006). produção de celulose de fibra longa e entre outros.). OPrograma Integrado de Expansão da Borracha no Espírito Santo (Pieboes) busca aumentar para 75 mil hectares plantados de seringueira até o ano de 2025 (SEAG/ES. Existem diversos usos para a madeira do pinus como a construção de barcos.. Em relação ao Pinus. 2006).

a resina produzida é bastante explorada na indústria naval e como matéria-prima nos diversos setores da indústria brasileira.2 Objetivos específicos • Reclassificar os fatores climatológicos espacializados. . deficiência hídrica. • Análise multicritério dos mapas temáticos para escolha de áreas favoráveis às culturas. por meio de inferência fuzzy.elliottiie Schizolobiumamazonicum. escoras e outros (COELHO. 2001). evapotranspiração potencial. tintas. • Determinar os fatores que interferem nas culturas em estudo. 1989). 1. • Ponderar os fatores.2. organização e planejamento da agricultura e recursos naturais (SEDIYAMA et al. por meio de dados edafoclimáticos. 2005). para o Estado do Espírito Santo.de produção industrial (EMBRAPA. Neste contexto. • Determinar asrestrições às culturas estudadas. utilizando análise multicritério com padronização fuzzy. o zoneamento edafoclimático é uma importante ferramenta no auxilio à otimização dos investimentos. como na fabricação de perfumes. no Estado do Espírito Santo. Pinus elliottiivar.2 Objetivos 1.. precipitação. temperatura do ar. • Determinar as funções de pertinência fuzzy que se ajustam melhor para os diferentes fatores edafoclimáticos anuais. Porém. móveis. 1.1 Objetivo geral Definir áreas com potencial para implantação das culturas de Hevea brasiliensis.2.

quando surgiu o primeiro Sistema de Informações Geográficas (SIG). 2002).sendo aplicada em diversas áreas uma vez que possibilita armazenar. 2003). Segundo Ferreira (1997). 2002). no Canadá. No entanto.1 Sistema de Informações Geográficas Em sociedades organizadas. isto era feito apenas em documentos e mapas em papel até a década de 60. através do mapeamento e levantamento dos recursos renováveis.2 REVISÃO DE LITERATURA 2. a capacidade de gerar respostas necessárias a um planejamento a partir da transformação e combinação de dados espaciais e não espaciais é a principal característica de um sistema de informações geográficas. o SIG apresenta um enorme potencial(CÂMARA e DAVIS. proporciona vantagens do ponto de vista qualitativo e quantitativo (BENDA. o SIG é uma ferramenta cada vez mais comum. que possui grande variabilidade climatológica e com uma grande carência de informações adequadas para a tomada de decisões sobre os problemas urbanos. como parte de um programa governamental para criar um inventário de recursos naturais (CÂMARA e DAVIS. 2008). analisar e manipular geometrias e atributos de dados espaciais georreferenciadoscom o objetivo de auxiliar nas tomadas de decisões (CALIJURI e LORENTZ. . bem como a coleta de informações sobre a distribuição geográfica de recursos ambientais são atividades de fundamental importância desde a antiguidade. o sistema de informação geográfica é considerado um instrumento capaz de indicar respostas em um curto espaço de tempo sobre diversas questões de planejamento urbano e rural. Segundo Burrough (1993). rurais e ambientais. A capacidade do SIG de realizar análises complexas através da integração de um conjunto de dados georreferenciados. Com o avanço da informática. Num país de dimensão continental como o Brasil. a observação e representação da superfície da Terra. identificação das atividades que contribuem para as mudanças no meio ambiente e auxiliando no manejo e planejamento dos recursos naturais em determinadas regiões.

2 Zoneamento Edafoclimático O zoneamento climático consiste em uma tarefa.. o SIG apresenta grande aplicação no campo do planejamento emanejo ambiental..Neste contexto. 2010). aumento dos lucros e a sustentabilidade. Em agrometeorologia. sãoconstantes o que proporciona uma maior adequabilidade a realidade. Atualmente. destacando-se a precipitação pluvial. 2. obtidos em pontos na superfície. 2007). 2003). a elaboração de um zoneamento agroclimático para determinada cultura depende de algumas etapas fundamentais. 1998). em mapas interpolados a partir das informações originais.2000). a aplicação do SIG para a elaboração de zoneamento edafoclimático pode se revelar de grande utilidade. em função da necessidade constante de monitoramento nestasatividades (PAIVA et al. Portanto. é uma ferramenta de planejamento e ação que possui o objetivo de reduzir o risco de perdas na agricultura em razão do desequilíbrio climático (REBOUÇAS. bem como a redução dos custos e dos riscos de insucesso na implantação das culturas. obtendo valores estimados para todas as localidades e gerando informações a respeito do comportamento espacial da variável (CÂMARA e MEDEIROS. uma das principais aplicações de um SIG é a de transformar dados numéricos. 2007). O zoneamento exige informações climáticas baseadasnos parâmetros do balanço hídrico climatológico.Além disso. a busca por metodologias que visam melhorar a produção das culturas.. nas exigências climáticas da cultura (EMBRAPA. proporcionando resultados mais satisfatórios e gerando informações georreferenciadas nadefinição de áreas aptas ao cultivo de determinadas culturas. baseada no levantamento dos fatores que influenciam a aptidão de culturas. Segundo Pereira et al. além de identificar áreas de condições homogêneas de atividades e dos recursos naturais nela existente que sejam propícias ao cultivo de determinada cultura (CECÍLIO et al. que delimita regiões climaticamente homogêneas. em qualidade e quantidade. entre elas o . na silvicultura globalizada. a temperatura do ar e. (2002). através da realização de procedimentos diversos a partir de dados coletados (SANTOS et al.

segundo Sediyamaet al. A Análise Multicritério combinacritérios. a partir das medições e avaliações desses critérios são tomadas as devidas decisões (BENDA. (EASTMAN. levando a áreas com características semelhantes colocadas em lados diferentes nas fronteiras de classificação (BURROUGH. levantamento das faixas de aptidão climática da cultura a ser zoneada e a análise final com a confecção de mapas finais de zoneamento. as restrições são limitadores das atividades em estudo. 1997). 2011). numa forma que se . mas na prática é considerada inapropriada. Por outro lado. Sabemos que é impossível determinar as fronteiras das unidades dos mapasde forma exata.3 Análise multicritério O planejamento e organização de projetos ambientais trabalham com muitas variáveis que atuam interativamente eque devem ser analisadas de forma integrada. porém devido a grande variabilidade temporal e espacial dos elementos climáticos. Os graus de adequabilidade de múltiplos critérios para determinado objetivo são obtidos a partir de regras de decisão. que são procedimentos e formas para a escolha dos critérios e de como estes serão combinados. pois nessa classificação são obtidos resultados binários 0 ou 1. Diante disto.. Um fator éum critério relacionado ao grau de adequabilidade de uma atividade ou objetivo.estudo das condições climáticas da região estudada com confecção de mapas climáticos. 1989). o que refletea existênciade mudanças abruptas na paisagem. (2001) o zoneamento não é definitivo e deve ser atualizado constantementeincorporando novas metodologias de estudo e informações sobre as culturas. o zoneamento edafoclimático constitui uma tarefa de fundamental importância na organização dosprogramas de trabalho e suporte do planejamento da implantação de culturas. Zadeh (1965) propôs a modelagem fuzzy que possui uma caracterização mais amplapermitindo a codificação de conhecimentos inexatos. 2008). Muitos dos zoneamentos agroclimáticos para diferentes espécies são desenvolvidos utilizando a modelagem baseada na lógica booleana que é de fácil aplicação. falso ou verdadeiro (RIBEIRO et al. ou seja. 2. que podem ser: fatores e restrições. Com isso.

aproxima muito aosprocessos de decisão.Essapertinência se dá por uma transição gradual variando de 0 a 255 (ou 0 a 1). ou seja. J-Shaped. Para a normalização dos critérios são utilizadas algumas funções de pertinência fuzzy. as mais utilizadas são: Sigmoidal.2001). 2. numa escala de mínima a máxima aptidão. Linear e Definida pelousuário (RAMOS E MENDES.1 Padronização e análise dos critérios O processo de normalização dos critérios consiste na padronização dos valores originais dos dados em uma mesma escala de valores. 2008). Entre elas. . funciona de forma não rígida. Algumas dessas funções são mostradas na Figura 1 abaixo. escaloná-los em um mesmo padrão a fim de compatibilizá-los (BENDA. pode-se observar que estamodelagem mostra resultados mais próximos da realidade natural. tornando o processo deconhecimento sobre as áreas aptas auma determinada cultura mais confiável e menos sujeito a erros.3. ou seja. funções estas que serão selecionadas de forma que melhor se adequem em relação aos parâmetros em estudo. Com isso. permitindo um aumento contínuo da adequabilidade.

O fator hídrico.Figura 1 —Funções de pertinência dos conjuntos fuzzy: Sigmoidal crescente (1 A). De maneira geral. Sigmoidal crescente-decrescente (1 C) e Linear decrescente (1 D). para definir a aptidão do meio físico de uma região para determinada cultura dois fatores são decisivos: o climático.. 2008. também. (2003). que geralmente é o primeiro a ser definido e. posteriormente. 2.1]. Sigmoidal decrescente (1 B). Fonte: adaptado de Benda. a pedologia com maior variabilidade espacial. a determinação da . 2001). Neste contexto.3. é de fundamental importância na seleção de áreas aptas ao cultivo de determinadas culturas. Os fatoresforam padronizados numa escalacontínua de adequabilidade de 0 (menos adequada) a 255 (mais adequada).2 Fatores utilizados na elaboração do zoneamento edafoclimático Segundo Camargo et al. Os critérios restritivos foram mantidos no seu caráter booleano rígido [0 . a temperatura do ar e a deficiência hídrica são utilizadas como as principais exigências climáticas de uma cultura num zoneamento agroclimático para sua implantação em determinada região (ANDRADE JUNIOR et al. utilizando-se funções de pertinênciafuzzy.

por outro lado. etc. Para um determinado tipo de cobertura vegetal. 2011). em condições ideais de umidade do solo a taxa de evapotranspiração que ocorre é chamada de Evapotranspiração Potencial.) para a atmosfera em forma de vapor. 1971). que consiste no transporte da água das superfícies líquidas (rios. (CAMARGO et al.2. observa-se que consiste no saldo positivo entre a precipitação e a evapotranspiração sendo de grande importância para o abastecimento do lençol freático através da drenagem profunda. é a Evapotranspiração Real. com ou sem restrição hídrica. excedente hídrico.2.3.disponibilidade hídrica de uma região se faz necessária e.2 Deficiência hídrica e Excedente hídrico A partir do cálculo do balanço hídrico é possível obter as deficiências hídricas. para isso. em crescimento ativo e sem restrição hídrica. ou seja. 2003)..3. Com isso.1 Evapotranspiração A evapotranspiração é a união de dois processos: evaporação. à medida que vai secando (CAMARGO et al.. enquanto a taxa que ocorre para condições reais de umidade do solo.2. 2011). através dos estômatos presentes nas folhas. é realizado o balanço hídrico climatológico. que envolve a passagem da água retirada do solo pelas plantas para a atmosfera. 2. Os excedentes hídricos. 2. Portanto. que permite estimar parâmetros importantes como a deficiência hídrica do solo. a evapotranspiração real é sempre igual ou inferior à evapotranspiração potencial (COLLISCHONN e TASSI. quando o solo está em capacidade de campo. decorrente da resistência encontrada pela vegetação para extrair a água do solo. lagos.3. 2.3 Temperatura do ar . armazenamento de água no solo. evapotranspiração potencial e real (CAMARGO. transpiração. ou seja. ocorrem quando o solo está com a capacidade máxima de retenção hídrica na zona das raízes. 2003). (COLLISCHONN e TASSI. que correspondem à água que deixa de ser evapotranspirada.

4 Precipitação Precipitação pluviométrica consiste no processo de entrada dos recursos hídricos gravitacionalmente na superfície terrestre pela condensação da água presente na atmosfera (OLIVEIRA. como fotossíntese e evapotranspiração(LARCHER. No entanto.5 Solos doEstado Espírito Santo O Estado do Espírito Santo. argissolo vermelho-amarelo.3. tendo uma influência indireta sobre o seu crescimento e um efeito direto sobre a mesma nos processos regulatórios. 2004). sendo utilizado como exigência climática na maioria dos zoneamentos agroclimáticos de uma cultura em uma determinada região (ASSAD et al. em locais onde não existem tais dados estes são obtidos através de equações de regressão (MEDEIROS et al. . conhecer o seu volume. 2008). distribuição espacial e temporal ao longo do ano é de fundamental importância.A temperatura do ar representa o fator térmico. Segundo Castro (2008). é um dos elementos fundamentais para a formulação do balanço hídrico de uma região e a falta deste limita os estudos de zoneamentos agroclimáticos. em toda sua extensão possui diferentes classes pedológicas.3. Este fator influencia em determinadas atividades no preparo da área a ser cultivada. Tem grande influência sobre o rendimento das mais diversas culturas. 2005). é um dos fatores que podem determinar o sucesso ou fracasso de uma produção (LEITE et al. Diante disso. uma vez que influenciam em determinados processos produtivos agrícolas (OLIVEIRA.. segundo mapa de solos de IBGE (2005). bem como os dados de precipitação.2. os dados de temperatura do ar. ou seja. 2010). para a obtenção desta variável existe uma grande dificuldade devido à má distribuição e ao reduzido número de estações meteorológicas. 2. A temperatura é um dos elementos do clima que mais condiciona o desenvolvimento da planta. 2001). 2. 2008).. comona estimativa de água necessária as culturas e no dimensionamento dos sistemas de irrigação (RICKLI et al. A precipitação é um fator de fundamental importância para o planejamento agrícola. sendo elas: afloramentos rochosos. argissolo amarelo.2. argissolo vermelho. 2004). por isso.

. como é mostrado abaixo. com horizonte glei abaixo de horizonte A ou E. Geralmente localizados em regiões de baixadas ou de drenagem e com baixa fertilidade. Horizonte A mais claro do que o horizonte A do solo húmico. Encontrados em áreas montanhosas e apresentam boa fertilidade natural. com horizonte B textural (Bt) de coloração amarelada. • GleissoloHáplico:constituídos por material mineral. desde mais brandas até fragmentos rochosos (NASCIMENTO et al. • Afloramentos Rochosos: os afloramentos de rochas não são classificados como classes de solo. gleissoloháplico. Alto teor de silte e de moderadamente a bem drenados. baixo teor de saturação por bases no horizonte B e alta CTC no horizonte A. As classes pedológicas presentes no Estado do Espírito Santo possuem determinadas características. Ocorre em locais de declive acentuado e baixo potencial de fertilidade. 2006). com argila de alta atividade conjugada com saturação por bases baixa ou baixa atividade.. • CambissoloHáplico: solos rasos constituídos por material mineral com horizonte B incipiente (Bi). podendo apresentar argila de baixa ou alta atividade. ou seja. e coloração esverdeada ou azulada devido as alterações ocorridas com os óxidos de ferro do solo em condições de encharcamento. são materiais originais e não formações pedológicas. • Argissolo vermelho: essa classe possui horizonte B textural de coloração avermelhada. Isto se deve por representarem terrenos com exposições de diferentes rochas. hidromórficos.cambissoloháplico. latossolo vermelho-amarelo e neossoloquartzarênico. • Argissolo vermelho-amarelo: nesta classe o horizonte B textural possui coloração vermelho-amarelada ou amarelo-avermelhada. ocorrem em relevo suave. o que torna suas características influenciadas pelo material de origem. podendo ser encontrado em regiões de relevo suave a montanhoso e associados alatossolos. Em geral. De acordo com EMBRAPA (2009): • Argissolo amarelo: são solos minerais. profundos e bem drenados. Possuem textura média/argilosa e são bem drenados. latossolo amarelo. e teores de alumínio elevado. Solos mal drenados.

• Latossolo Amarelo: nesta classe, os solos são constituídos por minerais, muito intemperizados, não hidromórficos, profundos e com horizonte B espesso. Coloração amarelada devido ao baixo teor de Fe2O3,alta saturação de alumínio,apresentando estrutura granular pequena e possuem baixa permeabilidade. Podem ser encontrados, preferencialmente, em faixas litorâneas com baixa fertilidade; • Latossolo Vermelho-amarelo: solos que apresentam coloração vermelhoamarelada ou amarelo-avermelhada, apresentando horizonte Blatossólico (Bw) e de grande expressão geográfica. Apresenta horizonte superficial bem desenvolvido e é rico em matéria orgânica, possuem baixa fertilidade sendo bastante utilizado para pastagens; • NeossoloQuartzarênico: são solos minerais pouco desenvolvidos, mal drenados, rasos e com horizonte A sobre um horizonte C. Não há contato lítico dentro de 50 cm de profundidade. Textura arenosa e são essencialmente quartzosos, tendo nas frações de areia cerca de 95% ou mais de quartzo, e praticamente ausência de minerais primários. 2.3.3 Critérios restritivos Dentre os parâmetros de restrição que serão utilizados na elaboração do zoneamento edafoclimático temos, segundo a legislação brasileira: • Hidrografia(BRASIL, 1965):é considerada área de preservação permanente (APP) as áreas ao longo de qualquer curso d’água nas seguintes situações, mostradas naTabela 1 abaixo. Tabela 1 -Largura mínima de APP a ser cumprida ao longo de qualquer curso d’água de acordo com a legislação. Largura do curso d’água (m) < 10 10 a 50 50 a 200 200 a 600 > 600 APP (largura mínima em m) 30 50 100 200 500

Fonte: adaptadode BRASIL (1965) pelo autor. No entanto, para este estudo foi considerado apenas que os cursos d’água possuem largura máxima de 10 metros, devido ao fato de que a representação vetorial deste dado é feita por linhas, que de acordo com a escala que foi adotada, todos os cursos d’água possuem largura máxima de 10 metros. Com isso, as áreas de preservação permanente possuem largura mínima de 30 metros. No caso de nascentes, em qualquer situação topográfica, a área de APP deve ter um raio mínimo de 50 metros de largura. • Estradas(BRASIL, 1979):Em zonas urbanas, suburbanas, de expansão urbana ou rural é proibida a construção de qualquer natureza em faixa de reserva de 15 metros, adjacente a cada lado da faixa de domínio da rodovia. • Topo de morros(BRASIL, 1965): é considerada área de preservação permanente áreas de topo de morros, montes, montanhas, serras e encostas com declividade superior a 45º.

2.4 Avaliação de pesos para os critérios Numa análise multicritério é necessário atribuir pesos a cada critério, a fim de quantificar a importância de cada um no processo de decisão (BENDA, 2008). Porém, a determinação deste grau de importância depende da experiência do especialista, sendo uma limitação desta análise (COSTA et al., 2005). Para a definição dos pesos, Ramos (2000) apresenta alguns métodos baseados em:ordenamentos de critérios; escalas de pontos; distribuição de pontos; comparação decritérios par-a-par. Segundo Costa et al. (2005), na análise multicritério os critérios booleanos podem ser incluídos juntamente com os fatores, o que contribui para a análise. Com isso, neste trabalho utilizou-se o método baseado na comparação de pares, proposto por Saaty (1977).Determina, através de níveis hierárquicos dos critérios, um valor que priorizará um fator em relação a outro (GOMES et al., 2004). E, desenvolve um conjunto de pesos cujo somatório é a unidade (BENDA, 2008).

2.5 Combinação Linear Ponderada (WLC) Com a determinação dos pesos dos critérios a serem utilizados no estudo é necessário efetuar a agregação dos dados para a obtenção dos mapas finais de adequabilidade (zoneamento edafoclimático). Para isto, utilizou-se o método da combinação linear ponderada (WLC)que consiste em multiplicar os mapas de cada fator por um determinado peso e, em seguida, é efetuado o somatório de todos os mapas, obtendo-se o zoneamento edafoclimático para cada espécie (BENDA, 2008). Porém, neste trabalho o procedimento foi modificado devido aos mapas booleanos utilizados, portanto, multiplicou-se a adequabilidade dos fatores pelo produto das restrições. 2.6 Espécies florestais 2.6.1 Seringueira (Hevea brasiliensis) A seringueira, planta pertencente à família Euphorbiaceae (gênero Hevea), ocorre naturalmentena floresta amazônica,entre as latitudes de 3ºN e 15ºS, em clima tropical-equatorialúmido. Suas exigências climáticas são de temperaturas médias anuaiselevadas e chuvas abundantes, possivelmente com estação hibernal amena epouco chuvosa (CAMARGO et al., 2003). Porém, seucultivo comercial estende-se desde as latitudes 24ºN até 25ºS, evidenciando grande capacidade de adaptaçãoa diversas condições climáticas. A borracha natural, produzida a partir da matéria prima desta espécie, o látex, é de grande importância nos diversos setores da sociedade, sendo utilizada como isolante térmico, na produção de artefatos e entre outras obras de engenharia. Além disso, esta espécie protege e regenera o solo, é uma dasplantas que mais retira o gás carbônico da atmosfera, além de produzir uma madeira de ótimaqualidade (VAREJÃO, 2010). No Brasil, o Estado do Espírito Santo ocupa o quarto lugar no cultivo da seringueira e, tem recebidoa atenção do governo que pretende aumentar a área plantada de 10 mil hectares para 75 mil hectares, tornando-se a segunda espécie florestal de importância noEstado (SEAG/ES, 2006). Com isso,serão gerados cerca

por não serempublicados (ROSA. Diante deste potencial do Paricá.6. É indicado para plantio em toda região Sudeste. ou. porém.elliottii) O pinus. Porém. laminados e compensados (CARVALHO. sendo uma espécie muito utilizada para reflorestamentos.10 e 1. 2003). a fim de se ter um melhor rendimento da extração de resina recomenda-se plantar em regiões com temperaturas mais elevadas (EMBRAPA. 2006). capacidade de seadaptar às diversas condições edafoclimáticas. de ocorrência natural do Sul dos Estados Unidos. pois se trata de uma madeira de cor branco-palha. 2005). obter informações e resultados desses estudos é difícil. com peso úmido de 650 kg/m e pesoespecífico básico a 12% de umidade entre 320 e 400kg/m³ (ROSSI et al. Pinus) (PEREIRA et al. Entretanto. 2009). palitos e. principalmente.3 Pinus(Pinus elliottiivar. 1994).59.2 Paricá(Schizolobiumamazonicum) O Paricá. bem como empresasmadeireiras que cultivam esta espécie passaram a aumentar os seus estudos. Vem sendo estudado para a fabricação de polpa celulósica e papel de fibra curta. 2001). 1982). Esta espécie possui um rápidocrescimento. aseringueira tem sido utilizada na recuperação de áreas degradadas no Estado (VAREJÃO. 2. Além disso. fibras com tamanho entre 1. fuste reto. ainda é pouco utilizado no setor de celulose já que a produção no país é feita a partir de espécies exóticas em plantios de empresas (Eucalyptus.2010). de grande porte. instituições de pesquisa e ensino..6. 2. pois estão dispersosna literatura. planta pertencente à família Caesalpiniaceae (gênero Schizolobium). com cerca de 80 mil hectares de área plantada (ABRAF. ainda.. é de fácil branqueamento e produz papel de boa qualidade e resistência (SOUZA et al. madeira com cotação elevada no mercado interno e externo. Possui um alto teor de lignina (35%). requer clima fresco com disponibilidade de umidade constante durante o ano. . mas pode ser facilmente deslignificada. além de ser uma madeira adequada para múltiplos usos como fabricação de forros. madeira leve.de 20 mil empregos diretos e indiretos. é uma espécie nativa da região amazônica brasileira.. principalmente nos Estados do Pará e Maranhão.

1986). devido o seu rápido crescimento e boa qualidade da madeira. .. o pinus tornou-se uma espécie cada vez mais demandada no setor florestal. produção de celulose de fibra longa e produção de resina (CARPANEZZI et al.Com o avanço da tecnologia e a ampliação das alternativas de uso. A madeira de pinus tem densidade média de 0. contando na região Sul do país com uma área planta de 1. podendo ter múltiplos usos sendo os principais em construção de barcos.8 milhões de hectares (EMBRAPA. 2005).53 g/cm³.

com altitude média de 600 a 700 metros e ocorrem basicamente dois tipos de clima.184. (SIQUEIRA et al.1 Caracterização da área de estudo O presente trabalho foi realizado utilizando-se dados doEstado do Espírito Santo (Figura 2).1 km² e um total de 78 municípios. Figura 2 —Localização do Estado do Espírito Santo. situando-se geograficamente entre os meridianos 39º38’ e 41º50’ de longitude oeste e entre os paralelos 17º52’ e 21º19’ de latitude sul. além de subtipos climáticos como Aw (clima tropical com estação seca de inverno). o tropical chuvoso e o mesotérmico úmido. Cf (clima oceânico) e Cw (clima temperado úmido com inverno seco). OEstado. Minas Gerais a oeste e o Estado do Rio de Janeiro a sul.MATERIAL E MÉTODOS 3. com uma área total aproximada de 46. está situado em uma área de clima úmido (A e C). 2004).3. A maior parte do Estado caracteriza-se como um planalto. . Am (clima de monção). a Bahia a norte.. localizado na região Sudeste do Brasil. Tem como limites o oceano Atlântico a leste. Fonte:Autor (2011). de acordo com a classificação de Köppen.

Para cada parâmetro (fator) determinaram-se as funções de pertinência fuzzy que melhor se adequavam a cada um. os parâmetros em estudo oriundos do banco de dados de balanço hídrico climatológico de Castro (2008) foram espacializados para o Estado utilizando o software ArcGIS 10. primeiramente.3 Metodologia Neste trabalho. foram utilizados os seguintes vetores: • Hidrografia — Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (GEOBASES). 3. as faixas de aptidão de cada fator para cada espécie foram reclassificadas numa escala que oscila entre 0 e . • Sistema Viário — Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (GEOBASES).2 Materiais utilizados 3. Inc. Estes foram importados para o software IDRISI Andes. uma vez que serviram de base para a análise espacial com inferência fuzzy. dando origem aos mapas temáticos de cada variável. foram utilizados os seguintes softwares: • Software GIS ArcGIS 10.2. ©The Clark Labs for Cartographic Technology andGeographicAnalysis — utilizado nas análises espaciais das imagens raster.2 Softwares Para realizar o processamento e análise dos dados deste trabalho. 3.©Environmental SystensResearchInstitute.3.1 Arquivos vetoriais No presente trabalho. Version 15.0. como critérios restritivos.0. — utilizado na elaboração dos mapas base e para o layout final das imagens raster. • Software GIS IDRISI Andes. 2005. • Solos do Espírito Santo — adaptado de IBGE.2.0. A partir disso.

. No software IDRISI Andes através do módulo WEIGHT. evapotranspiração potencial e evapotranspiração real (HEWLETT.4 Dados meteorológicos utilizados no estudo Para a realização do presente trabalho. permite uma avaliação de sua disponibilidade hídrica a partir da determinação de alguns parâmetros como deficiência hídrica. determinou-se os pesos de cada fator.255. posteriormente. 3. importados em formato raster para o software IDRISI Andes onde foram utilizados para realizar a análise multicritério. utilizou-se o banco de dados de balanço hídrico climatológico do estudo sobre diferentes espécies de Pinus de Castro (2008). foi realizada a análise multicritério (MCE) utilizando os mapas com padrozinaçãofuzzy de cada fator para cada espécie com seus respectivos pesos e os mapas dos critérios restritivos. localizados dentro e fora do Estado do Espírito Santo. que possui um período de 30 anos de dados (1977-2006) obtidos em 110 pontos de medição de temperatura média do ar e de precipitação pluviométrica pertencentes ao Instituto Capixaba dePesquisas e Extensão Rural (INCAPER). Além disso.Após a determinação das funções e reclassificação. obtido a partir de dados meteorológicos médios de uma região. realizou-se a fuzzificação de cada fator em estudo. A descrição e localização dos postos pluviométricos e estações meteorológicas utilizadas estão em Anexo 1. O balanço hídrico climatológico. foram gerados os mapas dos critérios restritivos em caráter booleano [0 – 1] no software ArcGIS 10.0 e. Ainda. 2008). a fim de estabelecer seus níveis de influência sobre cada espécie em estudo. excedente hídrico. ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Agência Nacional das Águas (ANA). 1982). Por fim. utilizaram-se séries históricas de temperaturas médias do ar e de precipitação pluviométrica como parâmetro no zoneamento (CASTRO. gerando os mapas de zoneamento edafoclimático para cada cultura.

Figura 3 — Distribuição espacial dos pontos de medição dos dados climáticos localizadas sobre o Estado do Espírito Santo e Estados vizinhos. . Fonte: adaptado de Castro (2008).

utilizou-se a mesma equação de regressão linear utilizada nos estudos de Castro (2008)(Equação 1) que teve como variáveis independentes a altitude. temperatura média do ar (T) evapotranspiração potencial (ETP) e real (ER).5 km Variável Precipitação ETP DEF Variável Temperatura do ar Interpolador Krigagem Linear Krigagem Linear Krigagem Esférica Interpolador Parâmetros da equação 0 1 2 3 Regressão linear múltipla -12.3.0 dando origem aos mapas temáticos de cada variável. através do software ArcGIS10.925 32500. Fonte: adaptado de Castro (2008).990 30411. Para a interpolação dos dados anuais de temperatura média do ar.410 a 105 km 155.229 21387.4690 -1. γ i =β 0 +β1 Alt +β 2 Lat +β 3 Long + ε i (1) . Parâmetros do semivariograma C0 23125.601 C+C0 35000. a latitude e a longitude das estações e como variável dependente a temperatura do ar. Quadro 1 –Interpoladores com melhor desempenho para cada variável.0071 0.9848 -0.5 Espacialização dos dados climáticos Após o levantamento dos dados das variáveis em estudo.236 2984. em que determinados interpoladores apresentaram melhor desempenho para as variáveis em estudo.1761 C0 = efeito pepita. a = alcance. precipitação (P). deficiência hídrica anual (DEF) e excedente hídrico (EXC) estas foram espacializadas para oEstado do Espírito Santo.9 km 134. C+C0 = patamar. Os dados foram espacializados de acordo com estudos feitos por Castro (2008). como mostra o Quadro 1.

12) e anual (i=13) estimadas em ° C.em que: γ i = temperaturas normais (médias. 0. (b)BRASIL (1979). Com isso. 2. 2 e 3 = parâmetros de regressão. i= 1. Long = longitude em graus e décimos (entrada com valores negativos)... máximas e mínimas) mensais ( i=1. Alt = altitude (m). as restrições foram consideradas de acordo com o quadro abaixo. Portanto. levando em consideração o valor de importância de cada um e a adequabilidade nos locais fora das restrições absolutas. 3. e erro aleatório... Assim. 3. Quadro 2 –Descrição das restrições adotadas.6 Critérios restritivos Os critérios restritivosrepresentam os locais ou áreas em que de forma alguma pode ocorrer a implantação de culturas devido a determinadas condições. (b) R3 Áreas com declividade Fonte: (a)BRASIL (1965). foram gerados os mapas temáticos de cada fator para o Estado. Lat = latitude. ID R1 Descrição Distância mínima de 30m (“buffer”) de qualquer coleção hídrica ou curso d’água. em graus e décimos (entrada com valores negativos).7 Fatores Os fatores estão relacionados ao grau de aptidão de determinada área para a implantação das culturas. (a) 45º. que serão utilizados no software IDRISI Andes para combinação linear ponderada. tais fatores .(a) R2 Distância mínima de 15m (“buffer”) do sistema viário.

em que a faixa 255 representa áreas que expressam o máximo potencial da cultura. ou seja.foram reclassificados ou normalizados a partir de determinadas funçõesfuzzy. Fonte: Autor (2011). ID F1 F2 F3 F4 F5 Fator Temperatura do ar DEF Precipitação ETP Solos Função fuzzy Sigmoidal simétrica Sigmoidalmonotônica decrescente Sigmoidal monotônica crescente Sigmoidal monotônica crescente Escala [0 – 255] DEF = deficiência hídrica. foram estabelecidos os parâmetros das exigências climáticas de cada espécie. De acordo com as necessidades dos fatores térmicos. o zoneamento edafoclimático destas terão classes de aptidão que variam em um intervalo de 0 a 255. entre elas o estudo das condições climáticas da região estudada com confecção de mapas climáticos. funções fuzzy adotadas.8 Aptidão agrícola das espécies em estudo Segundo Pereira et al. como mostra o quadro abaixo. sendo que 0 a área é considerada inapta. não atende as exigências edafoclimáticas da cultura. Quadro 3 –Fatores. 3. Com base na literatura. (2002). a elaboração de um zoneamento agroclimático para determinada cultura depende de algumas etapas fundamentais. levantamento das faixas de aptidão climática da cultura a ser zoneada e a análise final com a confecção de mapas finais de zoneamento. hídricos e edáficos exigidos pelas espécies para seu desenvolvimento. . ETP = evapotranspiração potencial. mostrados na Tabela 2.

(b)CIIAGRO (2009).Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores. Tabela 3 .elliottii 20 20 15 Fonte: (a)HEVEABRASIL (2007). para a Seringueira.Tabela 2 -Faixa de aptidão climática das espécies. para o Paricá.Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores. Pontos de controle a 0 0 0 150mm b 1300mm 20ºC 900mm 150mm c 3000mm 25ºC 900mm 150mm d 3000mm 26ºC 900mm 360mm Fatores Precipitação Temperatura ETP Deficiência hídrica Fonte: Autor (2011). Tabela 4 . (d)MARTORANO et al. (2010). (1978). (f)GOLFARIet al. (e)CARPANEZZI et al. como mostramas tabelasabaixo. A partir dos parâmetros das exigências climáticas que foram estabelecidos para cada espécie. Aspectos Climáticos P (mm) 1300 a 3000(a) 1600 a 3000(c) >900 Ta (ºC) Ta 25(a) Ta Ta 26 24 (e) ETP (mm) 900(b) DEF (mm) 150(b) 180(d) 50(f) Espécies Hevea brasiliensis Schizolobiumamazonicum Pinus elliottiivar. foram determinados os pontos de controle das funções de pertinência fuzzy de cada fator. (1986). (c)CRESPO et al. Pontos de controle a 0 0 b 1600mm 20ºC c 3000mm 26ºC d 3000mm 26ºC - Fatores Precipitação Temperatura* ETP . (1995).

mal drenados. Latossolos (b). profundose bem drenados. para o fator temperatura utilizou-se a função de pertinência sigmoidal . . As variáveis foram escalonadas para o intervalo de 0 a 255.sem dados. Tabela 5 . Latossolospodzólicos. para o Pinus. foram estabelecidos os parâmetros das exigências edáfica de cada espécie. Pontos de controle a 0 0 50mm b 900mm 15ºC 50mm c 1600mm 24ºC 50mm d 1600mm 26ºC 360mm Fatores Precipitação Temperatura ETP Deficiência hídrica . converteram-se os valores originais em faixas de adequabilidade devido a necessidade de se uniformizar os dados para que possam ser cruzados e gerar um mapa final (BENDA. Fonte: Autor (2011).Deficiência hídrica monotônica crescente. Com base na literatura. Fonte: Autor (2011). isto é.sem dados. Quadro 4 -Exigências edáficas das espécies. 180mm 180mm 180mm 360mm * No estudo do Paricá. ligeiramente ácidos (a). mostrados no Quadro 4. rasos. 2008).Pontos de controle das funções fuzzy dos fatores. Espécies Adequabilidade Alta Hevea brasiliensis Média Baixa Aspectos Edáficos Solos de textura leve. Solos argilosos. hidromórficos.

De acordo com as exigências edáficas das espécies e do levantamento das características dos solos presentes no Estado do Espírito Santo. como mostra a tabela abaixo. Solos de textura arenosa. Essa reclassificação levou em consideração algumas características utilizadas na classificação dos solos. como mostra a tabela 6. média e argilosa.Alta Schizolobiumamazonicum Média Baixa Alta Pinus elliottiivar. atividade da fração argila edrenagem. Tabela 6. (c)ROSSI et al. profundidade. Fonte: (a)IAPAR (2004).Normalização das classes de solo para cada espécie. (2000). (b)CUNHA et al. foi efetuada a valoração da adequabilidade. profundos (c). (2001). foi efetuada uma normalização das classes pedológicas através do escalonamento de 0 a 255.elliottii Baixa Podzólico vermelho-amarelo distrófico e eutrófico com textura argilosa e em terra roxa. Solos areno-argilosos com média e alta fertilidade natural(c). onde 0 seria o solo menos adequado e. Areia quartzoza. 255 o solo com maior adequabilidade para cada espécie. Valores atribuídos Seringueira 0 220 160 190 64 0 255 Paricá 0 190 220 255 64 0 128 Pinus 0 190 220 255 64 64 128 Classe de solo Afloramentos Rochosos Argissolo-amarelo Argissolo-vermelho Argissolo vermelho-amarelo Cambissoloháplico Gleissoloháplico Latossolo amarelo . Neossoloquartzarênico e solos arenosos. áreas com solos que apresentam profundidade inferior a 50 cm ou com solos muito pedregosos. Com base na comparação das exigências edáficas de cada espécie com as características de cada solo. sendo as principais para este estudo as seguintes: textura (granulometria).

Importância mútua Extremamente menos importante que Muito fortemente menos importante que Fortemente menos importante que Moderadamente menos importante que Igualmente importante a Moderadamente mais importante que Fortemente mais importante que Muito fortemente mais importante que Extremamente mais importante que . presente no software IDRISI Andes 15.9 Ponderação das variáveis 255 64 160 0 160 0 Para cada variável o peso foi estimado.0 através do módulo WEIGHT. na matriz de comparação par-a-par através do método AHP (Processo de hierarquização analítica).Latossolo vermelho-amarelo Neossoloquartzarênico Fonte: Autor (2011). Valores 1/9 1/7 1/5 1/3 1 3 5 7 9 Fonte: SANTOS (2007). 3. que utiliza a escala de SAATY (1977) (Tabela 8). Tabela 7 – Escala de Saaty para comparadores.

aplicando as funçõesfuzzydefinidas para cada fator (Figura 4 e 5). como mostram estudos de Castro (2008). elliotti. observa-se que o Estado possui diferentes tipos de solos com características que atendem as necessidades para o desenvolvimento de todas as espécies em estudo. o Estado do Espírito Santo em toda a sua extensão possui condições favoráveis à implantação de todas as espécies em estudo. Em relação ao fator solo. Os mapas temáticos mostram as áreas com aptidão para a implantação das culturas no Estado de acordo com as faixas de temperatura média do ar. que possui precipitação média anual acumulada entre 1000 e 1550 mm. . Por existirem poucos estudos que determinam a influência e as faixas de evapotranspiração potencial favoráveis ao desenvolvimento das espécies de Schizolobiumamazonicume Pinus elliottiivar. sendo poucas as áreas com baixa ou nenhuma aptidão. em relação ao fator precipitação. RESULTADOS E DISCUSSÕES 4. de acordo com os tipos de solo que permitem um melhor desenvolvimento das espécies. estes foram importados para o software IDRISI Andes onde foram reclassificados de acordo com as exigências de cada espécie. evapotranspiração potencial e. Por outro lado. como em locais com afloramentos rochosos. Isto se deve as médias pluviométricas do Estado. também. deficiência hídrica.0. não existem áreas que sejam totalmente aptas ao plantio do Paricá.1 Reclassificação dos fatores climáticos Com base nos mapas temáticos dos fatores climáticos gerados no softwareArcGIS 10.4. este fator não foi estudado neste trabalho para estas culturas. Observa-se que em relação aos fatores de temperatura média do ar e deficiência hídrica. precipitação. a partir do banco de dados de Castro (2008).

Temperatura média do ar Deficiência hídrica Precipitação ETP Solo Paricá Seringueira - Figura 4 – Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências das espécies seringueira e paricá. Fonte: Autor (2011) .

Temperatura média do ar Deficiência hídrica Precipitação ETP Solo Pinus - Figura 5 – Reclassificação fuzzy para os fatores de acordo com as exigências da espécie pinus. Fonte: Autor (2011) .

2 Ponderação dos fatores Para cada espécie foi determinado o peso de cada fator.1607 0.4. o que proporcionou determinar o grau de influência de cada um.1626 0. Fonte: Autor (2011). Fatores Temperatura Deficiência hídrica Precipitação ETP Solo Fonte: Autor (2011).3950 0. Tabela 8 – Pesos dos fatores. com base na escala de Saaty (1977).3621 0.0762 0.0473 Figura 6 – Pesos e razão de consistência dos dados. Importância 1 2 3 4 5 Seringueira 0.3621 0. ou seja.03.1o que torna os pesos calculados para este modelo aceitáveis.1626 0.3950 0. .3950 0.3950 0. Os pesos e a ordem de importância de cada fator para cada espécie são mostrados na tabela abaixo. A Razão de consistência foi de 0. menor que 0.0389 Paricá 0.0473 Pinus 0.

pois são considerados os principais fatores climáticos num zoneamento e exercem forte influência no desenvolvimento das culturas.2. • Fator temperatura do ar e fator precipitação: 3 O fator temperatura do ar é moderadamente mais importante do que o fator precipitação. uma vez que exerce maior influência sobre a planta e a evapotranspiração é influenciada pela temperatura. pois o efeito na ausência deste pode ser reduzido com a utilização da irrigação e. uma vez que com o manejo e tratamentos culturais adequados o solo pode se tornar mais apto à determinada cultura. uma vez que exerce maior influência no desenvolvimento da planta apesar do fator precipitação influenciar a deficiência hídrica. • Fator evapotranspiração e fator solo: 5 Fator deficiência hídrica é muito fortemente mais importante que o fator solo. • Fator deficiência hídrica e fator precipitação: 3 O fator deficiência hídrica é moderadamente mais importante do que o fator precipitação.1 Justificativas das ponderações adotadas • Fator temperatura do ar e deficiência hídrica: 1 Os fatores temperatura do ar e deficiência hídrica são de igual importância. independe da precipitação para ser determinado. também. • Fator temperatura do ar e fator evapotranspiração: 5 O fator temperatura do ar é fortemente mais importante que o fator evapotranspiração. • Fator temperatura do ar e fator solo: 7 O fator temperatura do ar é muito fortemente mais importante que o fator solo. • Fator deficiência hídrica e fator solo: 7 Fator deficiência hídrica é muito fortemente mais importante que o fator solo. uma vez que exerce maior influência sobre a planta e é considerado um dos principais fatores para um zoneamento. uma vez que com o manejo e tratamentos culturais adequados o solo pode se tornar mais apto à determinada cultura. uma vez que com o manejo e tratamentos culturais adequados o solo pode se tornar . enquanto que a deficiência hídrica depende das condições climáticas.4. • Fator deficiência hídrica e fator evapotranspiração: 5 O fator deficiência hídrica é fortemente mais importante que o fator evapotranspiração.

Figura 8 – Função sigmoidalmonotônica decrescente. enquanto que a evapotranspiração é influenciada pelas condições térmicas e hídricas do clima.3 Determinação das funções de pertinência para cada fator • Fator temperatura do ar A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie em estudo. tendo como pontos de controle os valores citados nas tabelas 3. Fonte: Eastman (1997). utilizou-se a função fuzzysigmoidalmonotônica decrescente. Figura 7 – Função sigmoidal simétrica. • Fator deficiência hídrica A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie em estudo. Fonte:Eastman (1997). com isso. 4 e 5. tendo como pontos de controle os valores citados nas tabelas 3. presente no IDRISI Andes (Figura 8). presente no IDRISIAndes (Figura 7). 4 e 5. com isso. 4. utilizou-se a função fuzzysigmoidal simétrica.mais apto à determinada cultura. .

com isso.Função sigmoidal monotônica crescente. presente no IDRISI Andes (Figura 9).4 Zoneamento edafoclimático das espécies. Fonte: Eastman (1997).• Fator precipitação A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie em estudo. utilizou-se a função fuzzysigmoidal monotônica crescente. 4 e 5. com isso. 4 e 5. tendo como pontos de controle os valores citados nas tabelas 3. Fonte: Eastman (1997). • Fator evapotranspiração (ETP) A normalização deste fator foi feita com base nas exigências de cada espécie em estudo. 4. tendo como pontos de controle os valores citados nas tabelas 3. Figura 9 . aplicando MCE As figuras 11 a 13 apresentam os mapas temáticos de zoneamento edafoclimático das espécies Hevea brasiliensis. Figura 10 – Função sigmoidalmonotônica crescente . Pinus . presente no IDRISI Andes (Figura 10). utilizou-se a função fuzzysigmoidalmonotônica crescente. Schizolobiumamazonicum.

elliottiivar. através da análise do mapa. que são locais onde a temperatura do ar são mais elevadas. as demais espécies. Guarapari. Sooretama) estão situados em áreas com alta aptidão a heveicultura. É importante ressaltar que se levarmos em consideração toda a malha viária e hidrográfica. que possuem características que favorecem o desenvolvimento da seringueira.1 Seringueira Observando a figura 11. Grande parte do Estado. como já havia sido demonstrado por Pilau et al. Além disso. elliottii. comprovando o que Rossman(2007) já havia observado. diminuindo as áreas aptas a heveicultura e. a partir de análise multicritério. (2007). 4. bem como as principais rodovias estaduais observa-se que estes critérios ocupam áreas relativamente significantes. observa-se que os principais municípios produtores de borracha natural atualmente no Estado (São Mateus. São Mateus e Jaguaré que são locais com condições edáficas pouco favoráveis à implantação da seringueira. as áreas para o plantio da seringueira diminuiriam consideravelmente. É importante observar que a região norte de Itaguaçu. levando em consideração as áreas com declividade maior ou igual a 45º. as áreas aptas a sua implantação concentram-se em regiões onde a altitude é menor que 500 metros. a seringueira é uma espécie com boa aptidão edafoclimática. com exceção de algumas áreas localizadas nos municípios de Linhares. De acordo com o mapa de zoneamento da seringueira. como Rio Itapemirim e Rio Doce. baseados na legislação brasileira. . com áreas de aptidão que se estendem do norte até o sul do Estado. considerando fatores e restrições discutidos anteriormente. as margens dos principais rios do Estado. Baixo Guandu e região oeste de Colatina são áreas com pouca aptidão para a heveicultura. segundo dados de IBGE (2005) é composto predominantemente por latossolos. Serra. bem como todas as áreas de preservação permanente do Estado. percorrendo toda a faixa litorânea. também. respectivamente para todo o Estado do Espírito Santo.4. Com relação aos critérios restritivos em estudo. devido ao fato de serem regiões com pouca precipitação e alta deficiência hídrica.

Figura 11 – Zoneamento edafoclimático da seringueira (Hevea brasiliensis) para o Estado do Espírito Santo. Fonte: Autor (2011). .

observa-se que a região Cento-Sul e Norte do Estado do Espírito Santo são regiões com boa aptidão para a implantação da cultura do paricá. observa-se que o Estado possui poucas áreas em que predominam o tipo argissolo (extremo norte e sul). o que não ocorre no Estado do Espírito Santo.4. a adequabilidade desta espécie em relação a este fator é muito baixa.4. que as faixas de aptidão para a cultura desta espécie é menor quando comparado com as da seringueira. Por ser uma espécie capaz de tolerar deficiências hídricas de até 180 mm e temperaturas médias elevadas. As áreas climaticamente aptas a esta espécie quando comparadas as de seringueira. É por este motivo. que segundo estudos de Castro (2008) possui uma precipitação média anual máxima de 1550 mm. são semelhantes devido ao fato de possuírem exigências climáticas muito próximas. Com isso. Ainda em relação ao fator solo. esta possui grande faixa de aptidão em todo o Estado. em que os solos do Estado possuem características que melhor atendem as exigências da seringueira. com exceção de locais que possuem solos com baixo potencial e altas deficiências hídricas (>200 mm). que são solos que melhor atendem as necessidades de desenvolvimento do paricá.2 Paricá Na figura 12. . O que diferencia a aptidão de determinada área entreestas espécies são os fatores solo e precipitação. Esta espécie possui um ótimo desenvolvimento em regiões em que a precipitação pluviométrica média anual é superior a 1600 mm.

Figura 12 – Zoneamento edafoclimático do paricá (Schizolobiumamazonicum) para o Estado do Espírito Santo. Fonte: Autor (2011). .

pois este apresenta deficiências hídricas elevadas em grande parte do território (CASTRO. temperaturas elevadas (maiores que 22ºC) e. para as demais. principalmente no caso do pinus. elliottiié a segunda maior quando comparada com as de Pinus oocarpa. Pinus taedae Pinus caribeaevar.4. Baixo Guandu e região oeste de Colatina são áreas com pouca aptidão para esta cultura e. . hondurensis. observa-se que possui baixa aptidão na maior parte do Estado. Isto porque esta região possui altas deficiências hídricas. devido a baixa altitude do local. as áreas aptas ao plantio da espécie Pinus elliotii var. De acordo com estudo de Castro (2008). Observa-se que a região norte de Itaguaçu. demonstrando o grande potencial do Estado para esta cultura. Por ser uma espécie com pouca tolerância à deficiência hídrica (até 50 mm).3 Pinus Conforme pode ser observado na figura 13. 2008). com altitudes acima de 500 metros onde as temperaturas são mais amenas e a deficiência hídrica é menor. a espécie de Pinus em estudo é mais indicada a ser implantada em áreas da região Sul do Estado. também. confirmando o que Castro (2008) recomendou para o Estado.4.

Fonte: Autor (2011).Figura 13 – Zoneamento edafoclimático do pinus (Pinus elliottiivar. elliottii) para o Estado do Espírito Santo. .

• a determinação de áreas como margens de rios e estradas. • a espécie Pinuspor não ser tolerante à altas deficiências hídricas. • as áreas com melhor aptidão para a seringueira e paricá são semelhantes. consequentemente. porém para o paricá as áreas são mais restritas. • a determinação dos pesos que determinaram a influência de cada fator sobre a aptidão das espécies. CONCLUSÕES Com base na análise dos dados e interpretação dos resultados. por permitir a codificação de conhecimentos inexatos e. foi de fundamental importância para se obter resultados coerentes com a realidade. a sua área de implantação é mais restrita (região Sul) quando comparada com a seringueira e paricá. de acordo com os fatores utilizados para estes zoneamentos. • o Estado do Espírito Santo possui áreas com aptidão edafoclimática para todas as espécies. áreas declivosas.5. conclui-se que: • a escolha das funções de pertinência fuzzyque melhor se adequavam aos fatores edafoclimáticos em estudo. não causar mudanças abruptas na paisagem que levariam locais semelhantes a terem classificações diferentes. proporciona resultados mais próximos a realidade quando comparado com o zoneamento booleano. obtidos a partir do que foi proposto e das condições específicas deste trabalho. onde não podem ser implantadasnenhum tipo de atividade agrícola. . • a análise multicritério utilizando a lógica fuzzy. devido ao fator solo e pelas condições pluviométricas médias do Estado que não atendem adequadamente as necessidades da espécie. proporcionou resultados mais coerentes com a legislação ambiental. proporcionou resultados próximos a realidade. • são necessários mais estudos sobre as exigências edafoclimáticas do paricá. uma vez que a literatura carece dessas informações.

com. Favorabilidade de áreas para implantação de aterros controlados nomunicípio de Campos dos Goytacazes/RJ utilizando sistemas deinformação geográfica. Disponível em: <http://www. Campos dosGoytacazes. 1979. Brasília. Disponível em: <http://www.br/>. Disponível em: <http://www. 141 f.planalto. 20 dez. p. 9. et al.amatabrasil. 19457.pdf>. Brasília-DF. 2011. BENDA. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. ANDRADE JUNIOR. Lei nº 6766. REFERÊNCIAS ABRAF. 1965. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) . Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. p. Passo Fundo. 2008. v. F. 544-520.Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Institui o novo Código Florestal. Acesso em: 01 jun. Zoneamento agroclimático para a cultura de café (Coffeaarabica L.3. p. 9529.6. 9. 510-518.planalto. 2008. 120. Revisão sobre paricá: SchizolobiumamazonicumHuber exDucke.gov. D. Passo Fundo. Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências. n. 2001.3. p. de. . v. Lei nº 4771. Centro de Ciência eTecnologia. 16 set. de 19 de dezembro de 1979. n. 2009. 2011. Revista Brasileira de Agrometeorologia. Brasília. ASSAD. BRASIL.br/pt/operacoes/Revisao_Parica_23-0909. Revista Brasileira de Agrometeorologia. Anuário Estatístico da ABRAF: ano base 2008. A.gov. E. et al. S. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. 2009. 2011. Zoneamento agroclimático para as culturas de milho e de soja no Estado do Piauí.br/>. BRASIL. AMATA. Acesso em: 01 jun. 2001. p. de 15 de setembro de 1965. Acesso em 28 mai.) no Estado de Goiás e sudoeste do Estado da Bahia. Laboratório de Engenharia Civil.

G.BURROUGH. CARVALHO. CÂMARA.. A. Capítulo 1: Apresentação. Introdução à Ciência da Geoinformação. Zoneamento climático da heveicultura no Brasil. 116). P. p. UK. E. Campinas: IAC. F. Brasília-DF: EMBRAPA-SPI. 73p. Embrapa Monitoramento por satélite. e MONTEIRO. A. A.2003. Â. CARPANEZZI. C. Apostila do Programa de Pós-graduação em EngenhariaCivil: Análise Multi-critério.). J.E. DAVIS. (Ed. LORENTZ.M. Viçosa: UFV. SANO. Balanço hídrico no Estado de São Paulo. Espécies florestais brasileiras: recomendações silviculturais. M. p 639. 2008. 1989. MARIN.. CAMARGO. 1994. In: ASSAD. 2002. potencialidades e uso da madeira. L. M.de. 1986. Apliacações na Agricultura. Sistema de Informações Geográficas. F. G.477-492. P. Fuzzy mathematical methods for soil survey and land evaluation.R.R.1-11.. CAMARGO.P. 2008. v.A.V. Brasília: EMBRAPA-CPA. CÂMARA. 89. Princípios básicos em geoprocessamento. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal).E. F.. S. CASTRO. CAMARGO. A. Oxford: Claredon.D. 101f. p. 1971. Zoneamento ecológico para plantios florestais no Estado do Paraná. 194p. DAVIS. MEDEIROS J. 2003. In: CÂMARA. Colombo: EMBRAPA-CNPF. CALIJURI. Campinas – SP. 1998. Universidade Federal do Espírito Santo. Principles of geographical information system for land resources assessment – Monograph on Soil and Resource. E. EMBRAPA – Centro Nacional de Pesquisa de Florestas. (Boletim Técnico. Alegre. G.40. 1993. 28p. Journal of Soil Science.B. 19. P. BURROUGH. C. p.. p.P.S.P. OsneyMead. . Brasília. et al. Zoneamento agroclimático para a cultura do Pinus no Estado do Espírito Santo. A. Documento 24.

Zoneamento climático associado ao potencial de cultivo dasculturas do café.8. p. Anais XI SBSR. Zoneamento ecológico para cinco espécies arbóreas no Estado de Minas Gerais. v. 2003. ed. Viçosa. p. Acesso em: 28/05/2011. G. n. COSTA. DIAS. Bolivia. F. Brasil. 145-155. Governo do Estado de São Paulo. Revista Geografia. CUNHA.ciiagro. Disponível em: <http://www. maio. et al.pdf>. v.ufrgs. Pesquisa Agropecuária Brasileira.sp. D. Instituto de Pesquisas Hidráulicas. p. p.Departamentode Geociências. W. 2005.. Nitrogen fixing trees for acid soils: proceedings of a workshop. 2010. T.Aptidão ecológica da cultura da seringueira. UFRGS.html>..L. O. VARGAS. Universidade Federal do Espírito Santo. Evaluación de algunasleguminosas enel trópico de Cochabamba.. TASSI.. 14. Acesso em: 28 mai. 5-47. gota a gota. 1989. p. 1995.Morrilton: NFTA / Winroch International. 2010. R.br/znmt_macro_21. p 76-95. MINNICK.gov. et al. CIIAGRO. J.br/collischonn/apostila_hidrologia/cap%208%20%20Evapotranspira%C3%A7%C3%A3o.CECILIO. S. T.C. COLLISCHONN. 2. 2000.iph. COELHO. Belo Horizonte.A. CRESPO. Globo Rural. R. INPE. R. In: EVANS. Dólares. T. 103-112. Trabalho acadêmico – Introdução aos Sistemas de Informações Geográficas – Departamento de Engenharia Florestal. 2011. 35. cana-de-açúcar e amendoim nas sub-bacias do alto e médio São Francisco em Minas Gerais.C. de 2011. . 3945. et al.76-79..A. v. Influência da diferenciação pedológica no desenvolvimento da seringueira no município de Oratórios. B. J. mar. Universidade Federal de Londrina. 2009. Disponível em: <http://galileu. Londrina. T.S et al. Favorabilidade de terras para a agricultura familiar por meio da análisemulticritério. MG. Introduzindo Hidrologia: apostila. Zoneamento macro . SZOTT.

Rio de Janeiro: EMBRAPA – SPI. Zoneamento ecológico esquemático para reflorestamento no Brasil. R. 2. (2ª aproximação). Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.C.cpatu. 2011. L. Version 15. et al.br/noticias/2007/agosto/2asemana/zoneamento-agroclimatico-facilita-o-planejamento-agricola-1>. J.5. p. 2009. 2005. v. Disponível em. G. CASER. Photogrammetric Engineering and RemoteSensing. P. 158 f. GOMES. C. Centro de Pesquisa Florestal da Região do Cerrado.br/FontesHTML/Pinus/CultivodoPinus/a presentacao. Acesso em 30 mai. Acesso em . GOLFARI. 2011. 66 p. L. EASTMAN.R. 1995.cnptia. J. F.61. Viçosa. MOURA. Ed. Disponível 22 mai. em Minas Gerais. Worcester-MA. Dissertação (Mestrado em Meteorologia Agrícola) – Universidade Federal de Viçosa.htm>.2007.. 1978.embrapa.0. (PRODEPEF. M. L. MG. Graduate School for Geography. Rasters procedures for multicriteria/multi-objective decisions. EMBRAPA. R. Série Técnica. V. São Paulo: Pioneira.539-547.EASTMAN. et al. EMBRAPA – Embrapa Florestas. EMBRAPA. Zoneamento agroclimático para implantação de sistemas agroflorestais com eucaliptos.embrapa. 11).. FERREIRA. A. IDRISI Andes for Windows.M. Belo Horizonte. 1997. Bethesta. Clark University. Sistema de produção. <http://sistemasdeproducao. Zoneamento agroclimático facilita o planejamento agrícola. Tomada de decisões em cenários complexos. 1997. 192 p. 2004 em: <http://www. n.

. Secretaria de Estado da Agricultura e do Abstecimento. LEITE. Ocorrência de Pantophthalmuskerteszianuse P. In: XIII Congresso Brasileiro de Meteorologia.pdf>.1. W. IBGE. 2007. 2005. . et al. 2004. Disponível em: <http://www. G. Ecofisiologia Vegetal. Acessoem: 29 mai. Press. L. n. et al.8. Anais eletrônicos.gov. 71-74. v.HEVEABRASIL.gov. LUNZ.0. Disponível em: <www. 2004. Fortaleza. IAPAR – Instituto Agronômico do Pará. p 183.. Revista Pesquisa Florestal Brasileira. no Estado do Pará. MACEDO. C.heveabrasil. R. Hevea brasiliensis (Seringueira). 124-133.br/>.br/zip_pdf/cultsering.iapar. 2011. 2011. chuni(Diptera: Pantophthalmidae) em paricá. 13. n. SP: Rima Artes e Textos. 61. Revista Pesquisa Florestal Brasileira. Disponível em: <http://www. p. 1982. Análise da precipitação pluviométrica no Estado do Paraná utilizando o SUFFER 5.C. Disponível em: <http://mapas. Principles of Forest Hydrology. 2009.Acesso em : 20 mai 2011.M. São Carlos.pdf>. J. 2002. INCAPER.ibge. LARCHER.br/?a=noticias/2009/abril/noticias_14_04_2009>.Athens: The University of Georgia. O cultivo da seringueira (Hevea spp. 30. Colombo.es. Acesso em 30 mai. 2011. 2011. Acesso em: 2 jun.Lavras. 2004.).com/noticias/hevea_brasiliensis_fotos. HEWLETT. Introdução de clones de seringueira no Nordeste do Estado de Minas Gerais. Governo lança Programa de Expansão da Heveicultura durante o V Simpósio Capixaba deSeringueira. p. v.cbmet. Mapa interativo de solos do Brasil. Acesso em: 02 jun.com/edicoes.php?cgid=22>.D. Cerne.incaper. A. 2010. Disponível em: <http://www.

MEDEIROS.edu. Brasil. 21-26.br/neas/index. E. abril 2007. p.. Florianópolis. Y.pdf>. 2010. L.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=3 6>. Bahia.R. amazonicum (Huber exDucke) Barneby) preferenciais para implantação deplantios florestais no Estado do Pará. 2005. 18. S. NAPPO. . Teresina ..Goiânia-GO.. PAIVA. v.G. 2008. PAIVA. de F. Zoneamento agroecológico de pequena escala paraToonaciliata.N. de. Revista Científica Eletrônica de EngenhariaFlorestal. 2005 NASCIMENTO. de. NAPPO. Classes de solos e unidades morfo-pedológicas na Bacia Hidrográfica do Rio Acaraú – Ceará. OLIVEIRA.labogef. et al. OLIVEIRA. A. 150f. do. S. Estimativa e espacialização das temperaturas do ar mínimas. 2010. Volume 5. Campina Grande. médias e máximas na Região Nordeste do Brasil. Anais. Precipitação pluviométrica. Acesso em: 30 mai. n.ufrb. 2. A. Goiânia.E. et al. INPE. et al. Anais. M. CUNHA.G. F.B. Eucayptusgrandis e Eucalyptusurophilla na Bacia Hidrográficado Rio Itapemirim – ES. Anais XIII Simpósio Brasileiro deSensoriamento Remoto. 9. ROSA.. 2006. S.. In: XVIII Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do solo e da água.PI. p.iesa. G. Uberlândia. Zoneamento Ecológico de Pequena Escala para Nove EspéciesArbóreas de Interesse Florestal no Estado de Minas Gerais. 14p.MARTORANO. S.. cap 11. 2010. 2011. Disponível em: <http://www... Disponível em: <http://www. Piauí. M. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental.. A. utilizando dados SRTM. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-graduação em Geografia. Condições topobioclimática associadas à ocorrência de taxi-branco(SclerolobiumpanuculatumVogel) e paricá (Schizolobiumparahyba var. 2011.br/links/sinageo/articles/016. 1785-1792. Acesso em: 30 mai.ufg. In: Fundamentos de Meteorologia e Climatologia. 247-255. Universidade Federal de Uberlândia. 2010. A questão do valor do clima: reflexões em torno deum valor conceitual para a precipitação pluviométrica na produçãoagrícola. H.

23 . RAMOS. P. Universidade do Minho. R.PEREIRA... 2007 RAMOS. et al. v. Localização Industrial: um modelo para o noroeste dePortugal. 161-168.R. L.. p. F. 1982.com/geografia/zoneamento-agroclimatico/>. PEREIRA. n.Silvicultura em São Paulo. n.Universidade do Minho. Portugal. PILAU.. Agrometeorologia: fundamentos e aplicações práticas. In: InfoEscola Navegando e Aprendendo. G. 2011. 2002. Revista Energia na Agricultura. p. A. R. . ALVES. F. 15. INPE. In:RAMOS & RAMOS. L. características espéciee possibilidades na indústria de celulose e papel. Curitiba-PR. das V.Revista Brasileira de Agrometeorologia. p. da de M.15. p.. RIBEIRO. 7-29. Botucatu.I. O. 2. 16A. Zoneamento Agroclimático da heveicultura para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Tese (doutorado) . 2000.1851. Zoneamento agroclimático.C. Disponível em: <http://www. A. A.infoescola. Anais. R. Texto disponibilizado em 21 set. Minho... Guaíba:Agropecuária. FILHO. n. 53-61. v. MELO. 478 p. SENTELHAS.Braga: Minho-Portugal. p.. O suas paricá(Schizolobiumamazonicum): 2. A. v.. Piracicaba. 2001. F.S. P.. et al. J. Acesso em: 29 maio 2011. Espírito Santo aplicando alógica Fuzzy. gerais S. Avaliação da aptidão do solo para localizaçãoindustrial: o caso de Valença. MENDES. REBOUÇAS.2. RICKLI. 2008. Zoneamento Agroclimático da Seringueira para o Estado do. CATANEO. A.G. J. M. 1340-1344. 2011.R. 10. ANGELOCCI. Comparação de três métodos para estimativa dos parâmetros da distribuição gama em dados diários de precipitação pluviométrica. R. In: XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. F. 2010. I. C. n. Revista Engenharia Civil.

Revista Brasileira de Agrometeorologia. 1 CD-ROM. 2007.pdf. Zoneamento agroclimático do cafeeiro (Coffeaarabica L. Disponível em <http://www.135-174. A. 271-279.es. A scaling method for priorities in hierarchical structures. p. Anais. São Paulo – SP. Revista de Ciências Agrárias. H.15..) para o Estado de Minas Gerais.JournalofMathematicalPsychology. ROSSMANN. 2006. SantaMaria: UFSM. 501-509.234-281. Panorama nacional da heveicultura. A.R et al. dos S.H. Zoneamento agroclimático para a cultura do café conilon (Coffeacanephfora) e arábica (Coffeaarabica) na Bacia do Itapemirim. Revista Florestar Estatístico.br/congresso_seringueira/downloads/apresentacao_palestras/ Heiko/palestra. .Nova Prata. ROSSI.2007. SANTOS. Ed 1. ROSSMANN.seag. L..br/silvicultura. 14-19. GAMEIRO. 8. n. R. SANTOS. SAATY. Belém-PA. 2011. Revista Engenharia na Agricultura. p. L.incaper.19-37. 2001.) Ducke.. B. 1977.8 v. 45.C. A. Ecologia e silvicultura do Paricá (SchizolobiumamazonicumHuberexDucke) na amazônia brasileira. n.ROSA. Acessoem: 06 jun. n.es. 2001 p. 2006. 9. et al. SEDIYAMA. 2000. Aspectos silviculturais e socioeconômicos de uma espécie de uso múltiplo: o caso deSchizolobiumamazonicum (Hub. In: CONGRESSO FLORESTAL ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL. M. et al.1 p. Vitória.gov. H. v. n.3. L. 2006. Disponível em <www. Silvicultura. G. 2000.htm> acesso em: 20/05/2011.>. 9. ES: Fundagres.1 total: aplicações para dados espaciais. ArcGIS 9. T. 18. n. Brasil. p. v.. Viçosa. O futuro da heveicultura brasileira. Passo Fundo. Nova Prata: Prefeitura Municipal . ES. SEAG/ES.gov. p. nov.

et al. P.es. Estudo ambiental para os programas de fomento florestal da Aracruz Celulose S. J. Edição especial. p.R. Brooklyn Institute. nov/2004. 2003.gov. Disponível em: <http://www. Acesso em: 24 .br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99713835>. A. Circular técnica.A. Manaus-AM: EMBRAPA Amazônia Ocidental. Governo incentiva a produção de seringueira no Norte do Estado. L. mai. Paricá: Schizolobiumparahyba var. p. Floresta.es. 29-39. Disponível em: <http://www. p. P.aspx?noticiaId=99709461>. P. 2011. 3-67. SOUZA. Acessoem: 25 jun.infoteca. Acesso em: 02 jun.embrapa.br/site/noticias/show.SIQUEIRA. 2011. Incaper realiza VI Simpósio Capixaba sobre Seringueira.br/handle/doc/676209. 2011. VAREJÃO. 12. VAREJÃO.gov. e extensão florestal do governo do Estado do Espírito Santo. et al. amazonicum(Huber x Ducke) Barneby. 18). Fuzzy sers and systems. New York. 2010. D. Systems theory. ZADEH. 1965. 2010.cnptia. de. (Embrapa Amazônia Ocidental. Disponível em: http://www. C.

Francisco Água Doce do Norte Jaguaré Ecoporanga Nova Venécia Ecoporanga Montanha Ecoporanga Ecoporanga Nova Venécia Pinheiros Nova Venécia Boa Esperança Mantenópolis Água Doce do Norte Linhares Itarana Santa Tereza Aracruz João Neiva Colatina Fundão Pancas Santa Tereza Itaguaçu Governador Lindenberg .ANEXOS Anexo 1 – Estações meteorológicas e postos pluviométricos de onde foram retirados os dados para o estudo. Altitude (m) Latitude Longitude 66 3 6 180 90 192 280 60 190 300 200 96 300 400 96 100 80 100 900 500 3 165 149 5 50 40 50 135 675 70 170 -18° 18’ -18° 33’ -18° 57’ -18° 59’ -18° 29’ -18° 45’ -18° 32’ -18° 58’ -18° 07’ -18° 48’ -18° 11’ -18° 09’ -18° 21’ -18° 12’ -18° 29’ -18° 19’ -18° 42’ -18° 33’ -18° 54’ -18° 24’ -19° 34’ -19° 52’ -19° 48’ -19° 57’ -19° 41’ -19° 31’ -19° 56’ -19° 13’ -19° 57’ -19° 39’ -19° 14’ -39° 57’ -39° 45’ -39° 46’ -40° 45’ -40° 05’ -40° 53’ -40° 59’ -39° 59’ -40° 53’ -40° 41’ -40° 43’ -40° 08’ -40° 50’ -40° 36’ -40° 28’ -40° 24’ -40° 26’ -40° 20’ -41° 07’ -41° 02’ -39° 47’ -40° 52’ -40° 40’ -40° 09’ -40° 24’ -40° 37’ -40° 24’ -40° 51’ -40° 33’ -40° 50’ -40° 35’ Estação Responsável 01839000 01839001 01839006 01840000 01840003 01840004 01840007 01840008 01840009 01840010 01840011 01840012 01840013 01840015 01840016 01840017 01840019 01840020 01841009 01841010 01939002 01940000 01940001 01940002 01940005 01940006 01940007 01940009 01940010 01940012 01940013 ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA Municípios Pedro Canário Conceição da Barra São Mateus Águia Branca São Mateus Barra de S.

Anexo 1– Cont. 01940016 01940020 01940021 01940022 01940023 01940025 01941003 01941008 01941009 01941012 02040001 02040003 02040004 02040005 02040006 02040007 02040008 02040009 02040010 02040011 02040012 02040013 02040014 02040015 02040017 02040018 02040022 02040023 02041000 02041001 02041002 02041003 02041010 02041011 02041013 02041014 02041015 02041016 ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA São Domingos do Norte Santa Tereza Aracruz Aracruz Rio Bananal Governador Lindenberg Baixo Guandu Laranja da Terra Baixo Guandu Alto Rio Novo Viana Serra Guarapari Iconha Itapemirim Santa Maria de Jetibá Santa Maria de Jetibá Anchieta Santa Leopoldina Alfredo Chaves Marechal Floriano Rio Novo do Sul Cariacica Domingos Martins Iconha Santa Maria de Jetibá Vila Velha Domingos Martins Atílio Vivácqua Guaçuí Castelo Alegre Vargem Alta Conceição do Castelo Iúna Dores do Rio Preto Muqui Ibitirama 70 690 58 50 95 80 70 250 160 600 80 70 6 25 40 710 940 6 160 515 544 80 200 640 265 410 3 804 76 576 107 127 580 600 615 772 600 794 -19° 03’ -19° 57’ -19° 49’ -19° 35’ -19° 16’ -19° 17’ -19° 31’ -19° 54’ -19° 41’ -19° 03’ -20° 24’ -20° 11’ -20° 39’ -20° 47’ -20° 57’ -20° 01’ -20° 08’ -20° 48’ -20° 06’ -20° 33’ -20° 24’ -20° 52’ -20° 15’ -20° 17’ -20° 43’ -20° 04’ -20° 31’ -20° 28’ -20° 54’ -20° 46’ -20° 36’ -20° 25’ -20° 42’ -20° 21’ -20° 20’ -20° 41’ -20° 56’ -20° 32’ -40° 31’ -40° 44’ -40° 16’ -40° 11’ -40° 19’ -40° 31’ -41° 00’ -41° 03’ -41° 01’ -41° 01’ -40° 29’ -40° 19’ -40° 30’ -40° 49’ -40° 57’ -40° 44’ -40° 58’ -40° 39’ -40° 32’ -40° 49’ -40° 40’ -40° 56’ -40° 28’ -40° 47’ -40° 53’ -40° 36’ -40° 22’ -40° 56’ -41° 12’ -41° 40’ -41° 12’ -41° 28’ -41° 01’ -41° 14’ -41° 32’ -41° 50’ -41° 24’ -41° 40’ .

02041017 02041018 02041019 02041020 02041021 02041023 02140000 02141014 02141015 02141016 02141017 01740000 01740001 01841006 01841007 01841008 01841018 01941004 01941010 01941019 02041005 02041008 02041048 02041046 ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA INCAPER INCAPER INCAPER INCAPER INCAPER INCAPER INMET INCAPER INCAPER INCAPER INCAPER INCAPER INMET INMET ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA ANA Irupi Muniz Freire Muniz Freire Domingos Martins Cachoeiro de Itapemirim Afonso Cláudio Itapemirim Mimoso do Sul Mimoso do Sul São José do Calçado Mimoso do Sul Alegre Alfredo Chaves Domingos Martins Ecoporanga Venda Nova do Imigrante Itarana Linhares Marilândia Muniz Freire Santa Tereza São Gabriel da Palha São J. de Petrópolis São Mateus Vitória Carlos Chagas (MG) Nanuque (MG) Mantena (MG) Ataléia (MG) Ataléia (MG) Central de Minas (MG) Resplendor (MG) Aimóres (MG) Mutum (MG) Caiana (MG) Manhuaçu (MG) Manhuaçu (MG) Natividade (RJ) 920 580 380 1075 180 300 4 59 67 150 120 138 35 950 250 727 245 28 104 575 648 120 150 25 36 146 92 360 210 250 260 130 115 250 747 458 540 650 -20° 19’ -20° 22’ -20° 31’ -20° 22’ -20° 40’ -20° 04’ -21° 00’ -21° 12’ -21° 03’ -21° 02’ -21° 03’ -20° 45’ -20° 37’ -20° 22’ -18° 22’ -20° 22’ -19° 52’ -19° 24’ -19° 24’ -20° 28’ -19° 54’ -18° 59’ -19° 47’ -18° 42’ -20° 17’ -17° 42’ -17° 50’ -18° 41’ -18° 12’ -18° 02’ -18° 45’ -19° 20’ -19° 29’ -19° 48’ -20° 41’ -20° 06’ -20° 10’ -20° 55’ -41° 42’ -41° 24’ -41° 30’ -41° 03’ -41° 21’ -41° 07’ -40° 50’ -41° 27’ -41° 21’ -41° 39’ -41° 14’ -41° 28’ -40° 44’ -41° 03’ -40° 49’ -41° 11’ -40° 52’ -40° 04’ -40° 32’ -41° 25’ -40° 33’ -40° 32’ -40° 40’ -39° 50’ -40° 19’ -40° 45’ -40° 22’ -41° 12’ -41° 15’ -41° 06’ -41° 18’ -41° 14’ -41° 09’ -41° 26’ -41° 55’ -41° 43’ -41° 57’ -41° 51’ .Anexo 1 – Cont.

(RJ) Nova Viçosa (BA) 15 20 59 -21° 29’ -21° 29’ -17° 48’ -41° 06’ -41° 36’ -39° 39’ ANA: Agência Nacional de Águas. .INCAPER: Instituto Capixaba de Pesquisas e Extensão Rural. 02141001 02141003 01739006 ANA ANA ANA São João da Barra (RJ) Campos dos Goyt. Fonte: CASTRO (2008).Anexo 1– Cont.INMET: Instituto Nacional de Meteorologia.