Resenha Crítica Daniel Anunciação Sanches1 Natureza do Conhecimento e do Método Cientifica – Verdade e Certeza

Marivalde Moacir Francelin Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1998) e mestrado em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2004). Doutor em Ciência da Informação - ECA/USP (2010). Professor Doutor do Departamento de Biblioteconomia e Documentação - ECA/USP. Áreas de interesse: Epistemologia. teoria e metodologia da Ciência da Informação; Organização da Informação e do Conhecimento; Teorias e epistemologia do Conceito.

O autor cita alguns outros autores principalmente a discussão entre (Thomas Kuhn e Karl Popper) para abordar a temática da ciência revisando e abordando alguns de seus aspectos na constituição do conhecimento científico exibindo assim as definições, ou tentativas da mesma no que tange sua relação histórica com a filosofia, religião e o mito.

Freire-Maia aduz que existem 03(três) motivos para recusa de tentar definir “ciência” o primeiro reside segundo esse autor de que toda definição para ciência seria por si só incompleta, o segundo empecilho seria a complexidade do tema e por último a falta de acordo entre as definições. Como alternativa, ele propõe uma “metodologia especial” no caso a metodologia científica como método para definição de ciência na qual excluiria as fundamentações epistemológicas. Para Morais a ‘ciência’ seria um conceito abstrato e o que se pode conhecer ‘concretamente’ são os cientista e o resultado de seus trabalhos. Aduz que o cientificismo não é partilhado pelas disciplinas que compõem as chamadas ciências humanas e sociais e que o pensamento científico não se reduz apenas a experiências justamente por anterior a elas existir o pensamento, a idéia. Esta visão de Morais é um tanto quanto simplista, as ciências existem por

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Aluno de Direito da Unijorge

Então meio a essa “crise” da razão as pessoas vão repondo aquilo que foi desmistificado no Renascimento. Já Granger fala que o “determinismo” na sociedade atual é criticado. Bachelard propõe o que ele chama de “pluralismo filosófico” como único meio de abordar experiência e teoria em seus variados níveis por meio de uma filosofia que esteja na mesma frequência da multiplicidade e isso é obvio e facilmente percebido no cotidiano. Para isso propõe um princípio básico a todas as ciências. transformação é necessário que exista esse “pluralismo filosófico” para abordar experiência e teoria. O que de fato não aconteceu.si só pois são fenômenos da própria natureza e por isso podem compartilhar as chamadas ciências humanas. meio a tantas outras revoluções buscam algo que o cientificismo não pode explicar por si só. Segundo Chrétien o cientificismo veio para substituir de vês a religião e com isso eliminando o “obscurantismo” sobre os fenômenos miológicos da história. . através da entre ciência e a filosofia. Para ele existe sempre um pensamento que antecede o ato material e esse pensamento se traduz na filosofia que para si é a visão geral de todas as ciências com o objetivo de as harmonizar e completar. Temática bastante defendida por Cotrim. È como se faltasse algo na rotina da sociedade desta época. A ciência ao longo do tempo foi se distanciando da crença religiosa e estruturando-se como conhecimento autônomo. por meio do cotidiano e que tornam-se científicos ao romperem com esse cotidiano. O senso comum é que dão origem aos conceitos. No século XX o cientificismo entra em conflito com ele mesmo na medida em que a sociedade precisa de “mitos” para o seu cotidiano e justificar os seus valores. Meio a tantas modificações. concebida com o objetivo de representar todas as ciências como uma só ciência. Whitehead explica perfeitamente o que Morais não conseguiu arguir. muito pelo contrário. nos dias atuais a ciência Chauí vai mais além e fala sobre o papel da racionalidade sobre o “indeterminismo”. Moles relembra que nem sempre filosofia e as ciências estiveram em lados opostos e que essa “ruptura” ocorreu no Renascimento. seria a filosofia da ciência. Tal critica recai sobre a razão como único caminho para o conhecimento verdadeiro.

Thomas Kuhn ao contrário de Popper afirma que a ciência se desenvolve a partir de revoluções que ocorrem em espaçados intervalos de tempo e se adequar ao paradigma vigente desse espaço tempo. que a crença pode manifestar-se a partir dos mais rigorosos métodos científicos. filosofia. Fundamental saber o pensamento de Karl Popper no qual criticava a filosofia do positivismo lógico e o Círculo de Viena. que as revoluções dependem de uma suposta verdade. Deus. Para Morais a aproximação do saber cientifico com o senso comum é um tanto quanto radical. e essa verdade vem do ser humano . que a razão necessita do mito. Por fim o autor sabiamente em suas considerações finais demonstra que as relações entre ciência. mito e senso comum são de grande importância como o mesmo fala que a ciência necessita do senso comum. Aduz que o conhecimento científico e o senso comum estão relacionados ao cotidiano humano e que com isso podem se relacionar no entanto são distintos e tais distinções devem ser consideradas.Boaventura de Souza Santos – Como boa parte dos pensadores pós-modernos defende a aproximação do conhecimento do senso comum ao conhecimento cientifico. Para ele toda preposição para ser cientifica deve ser falseável ou seja deve ser movimentada já que a ciência desenvolve a partir de constantes revoluções. O velho paradigma será sempre substituído por um novo. Segundo ele é necessário uma “ruptura epistemológica inversa” pois o conhecimento cientifico pós-moderno só se realiza enquanto tal na medida em que se converte em senso comum.