A Voz da Indústria

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Boletim Informativo da AIMO-FI

Edição nº: 17. Ano II. Março de 2012

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Por uma Industria Competitiva

Os reais Exemplos de Produtividade e Competitividade (outrora)
Vidreira de Moçambique

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Engenharia e Informática
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AIMO - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS

criando assim novas bases para a transformação estrutural da economia e industrialização de Moçambique. Os anúncios recentes da O IGEPE e Governo referentes a reactivação do parque industrial constituem passos certos nesta direcção.Editorial_____ A economia Moçambicana registou um crescimento económico médio anual de 7. operando abaixo de 50% da capacidade instalada. Infelizmente. encontra-se semi -paralizada ou em total estagnação. Moçambique encontra-se perante uma oportunidade única para assegurar a sua industrialização e desenvolvimento económico. Tal como referimos no nosso documento de posição sobre competitividade industrial em Moçambique.46% entre 2003-2010.Federação das Indústrias «Por Uma Indústria Competitiva» 2 . A participação da indústria doméstica no conjunto de fornecedores de bens e serviços aos grandes projectos e ao sector público cresceu mas situa-se abaixo do desejável. mostram que os mesmos consideram que o país caminha a passos seguros para o sucesso económico. Mas as dificuldades referidas no ambiente de negócios significam: (i) Procurar e não encontrar força de trabalho com qualificação para competir na região e globalmente. Há sinais de vontade de mudar este cenário e congratulamos a quem de direito por isso. Embora se reconheça as controvérsias e fragilidades associadas a esta classificação. (iii) não ser competitivo por que os custos visíveis e invisíveis da importação das matérias-primas são altos. Mas recordamos que estamos no mundo competitivo e a rapidez de mudança é fundamental para recuperarmos dos vários anos de estagnação em que o pais este metido. o mesmo ainda traduz uma percepção económica que tem que ser tomada em conta e informa a todos nós sobre a distância em que o país se encontra das melhores práticas para estimular investimentos para um combate bem sucedido contra a pobreza. Com a descoberta de minérios e o início da exploração de carvão. (ii) usar fundos próprios para investimento por que é quase impossível mobilizar créditos industriais no sistema financeiro doméstico. Houve melhorias mas continua difícil operar formalmente no mercado Moçambicano. (v) operar com défice de credibilidade nos produtos e processos numa economia que cada vez mais depende de credibilidade industrial para competir globalmente. Mais do que nunca na sua história económica recente. com honrosas excepções. associações e autoridades públicas. Os resultados das avaliações de necessidades dos industriais produzidos nos últimos dois anos. a pequena e média indústria doméstica continua recuperando de forma tímida e nalguns sectores e regiões. Manter a tendência de transformações positivas no tecido económico do país constitui a principal desafio de todos. Moçambique situa-se na posição 126 no conjunto de 138 reportados no doing business do banco mundial em 2011. Aproveitar esta oportunidade exige pro-actividade de todos e intercâmbio de ideias que permitam a erradicação dos factores que limitam a competitividade da indústria nacional. Não é por isso surpreendente que a pobreza e o desemprego estejam em alta. espera-se que as exportações aumentem. e (vi) falta de acesso a infraestruturas que propiciem rapidez e fluidez em toda a cadeia de produção. empresas. AIMO . não obstante o crescimento robusto assistido nos últimos dez anos.

Isto surge como parte da estratégia do Governo com vista a revitalização da indústria têxtil nacional (Riopel. pelo que. A AAM esclarece ainda que quando as etapas da cadeia de valor ocorrem em locais geográficos diferentes. por motivos conjunturais. reflectindo a queda de preços produção no mercado diversos internacional na cadeia e de constrangimentos Depois de 10 anos da paralisação e de várias tentativas da reactivação da gigantesca fábrica de pneus Mabor. desde há muitos anos que Moçambique apenas conta com as duas primeiras etapas da cadeia. designadamente a produção Cristalaria de Moçambique. estagnada há 13 anos. Riopel e Vidreira e Texmoc) como veículo rápido para a criação de postos de trabalho e adição de valor aproveitando a fibra do algodão.IGEPE anuncia a revitalização da Mabor. Presidente da Associação Algodoeira de Moçambique (AAM). mas actualmente os níveis de produção baixaram significativamente. a fiação (produção do fio). volte a funcionar até ao final do primeiro semestre deste ano. ajudando a satisfazer a procura deste tipo de produtos pela indústria moçambicana. a tecelagem (produção do pano) e a confecção (produção da roupa). na tentativa da revitalização do parque industrial sobretudo do sector têxtil. o agro-processamento (produção do algodão em rama). a não integração da cadeia poderá levar a perdas significativas de valor nas margens dos comerciantes e nos custos de transporte das matérias-primas e 3 . tendo recentemente aparecido algumas unidades de confecção de roupa. Francisco Ferreira dos Santos. nomeadamente garrafas para diversas utilidades. a Sonil como é actualmente designada pelos novos proprietários irá apostar na manufactura de embalagens. Ainda nos princípios do ano em curso. a Mabor Moçambique está num processo mais complicado de voltar a fabricar pneus devido a limitações de mercado. a sua ligação é frequentemente feita por traders especializados. Refira-se que Moçambique foi no passado um grande produtor e exportador de algodão. Igualmente espera-se que a Vidreira e AAM apela à integração da cadeia de valor para minimizar perdas e aumentar a competitividade Em jeito de reacção ao esforço evidenciado pelo IGEPE. particularmente nas categorias de alimentação e bebidas. Os investidores interessados na aquisição da Mabor preferem assim transforma-la num complexo industrial. referindo que. O IGEPE anunciou para breve a retomada das actividades da Riopele Téxteis. ainda com pouca expressão para fazer face às necessidades internas. Segundo o IGEPE. Embora o compromisso seja de continuar a produzir vidro. citado pelo matutino notícias. congratulou a iniciativa e começou por clarificar que a cadeia de valor do algodão engloba cinco etapas fundamentais. Texlom agrícola. Moçambique dificilmente voltará a contar com uma indústria de pneus.

gastos criando nas infraestruturas concentraram-se nos Corredores de realidade actual. realizado pela unidade de pesquisa da AIMO. experiências mostram que países bem sucedidos no seu desenvolvimento têm um forte suporte da sua base industrial e.22%) e indústria a de madeira enfrentar (11. principalmente no 4 . os ramos da indústria Infra-estruturas competitividade nacional afectam a da Indústria transformadora com maior contribuição na economia.27 em 2010.56%) continuam A estrutura da economia nacional revela que a indústria transformadora é o segundo sector com maior contribuição. Será que na Competitividade Infra-estruturas e a Industrial. Se. A reactivação destas empresas vai certamente criar postos de trabalho. é preciso notar que num cenário de comércio livre. vai também reactivar ligações. Segundo AIMO. embora o governo reconheça a necessidade de estabelecer a ligação do sector industrial com os outros sectores. condições de suprimento de energia eléctrica. como é o caso da fabricação de alimentos (15. do que uma indústria de fiação da China? Esperemos que sim e é para isso que temos de lutar. especialmente os sectores primários. uma vez que as regiões de maior produção agrícola. por outro lado. por um lado. segundo os resultados do constrangimentos significativos para aceder às matérias-primas. beneficiam de uma competitividade cada vez mais crescente. Num outro desenvolvimento. os maiores (CDs). o senso comum diz estudo sobre as que a integração faz sentido sob todos os pontos de vista.produtos. Entretanto. o que por sua vez é agravado pela falta de um sistema ferroviário que liga o norte ao sul do país. o estudo revela a inexistência de um subsector de transporte para escoamento de produtos agrícolas. a AAM coloca a seguinte questão. ligação ferroviária e as unidades indústrias atraídas por estas infraestruturas foram-se implantando ao longo dos CDs. fabricação de bebidas e tabaco (13. com objectivo de analisar a estrutura produtiva da indústria transformadora. analisar o investimento que tem sido realizado pelo governo na área das infra-estruturas e avaliar o impacto das infraestruturas na competitividade industrial. AIMO felicita o Governo A AIMO-FI considera que as recentes medidas anunciadas pelo governo e pelo IGEPE para revitalização o Parque Industrial em Moçambique trazem uma lufada de ar fresco há muito desejada pelos Industriais. a montante e a jusante. Dada a natureza dos sectores visados. necessárias para uma industrialização assente em recursos locais Desenvolvimento melhores condições rodoviárias. portanto. Em Moçambique. Como exemplo do que se pretende dizer. uma eventual indústria de fiação no sul de Moçambique conseguirá oferecer um melhor preço pelo algodão produzido no norte do país.64%). a integração de toda a cadeia de valor em Moçambique só terá mérito e só será sustentável se a eliminação dos custos de comercialização internacional significar uma vantagem competitiva directa para vários participantes na cadeia de valor nacional. com uma percentagem de 12.

mz@mofcom. Entretanto. a competitividade da economia moçambicana. Portanto.cn 5 . entre outros assuntos que de um certo modo afligem o sector. Email. Que medidas devem ser tomadas? Para ultrapassar (minimizar) este a constrangimento a AIMO sugere-se que o Governo adopte modelos de investimento em infra-estruturas que se adequem à realidade Moçambicana tendo sempre em consideração a necessidade de reduzir os custos de acesso às matérias-primas de qualidade e quantidade e. o memo que se espera fazer no segundo evento. Industrial em O evento está previsto para o primeiro trimestre do ano em curso. envolverá as Terá lugar no dia 15 de Abril e 5 de Maio do ano corrente na cidade de Canton a 10 edição da maior feira de Canton. através de +258 21485454 Fax: +258 214903306.norte do país. são de acesso rodoviário limitado. com o objectivo de levantar um debate sobre a importância da competitividade industrial no desenvolvimento económico e social do país.gov. minando deste modo o seu nível competitivo no mercado nacional e internacional. com vista a realização do evento. O maior evento de reflexão do sector industrial. ligações entre a indústria nacional e o investimento directo estrangeiram (IDE). a unidade de pesquisa da AIMO vem desenvolvendo vários estudos dentre os quais o estudo sobre o impacto de infra-estruturas rodoviárias na competitividade Industrial em Moçambique. os mega projectos como catalisadores da indústria nacional. foram sintetizadas e publicadas num livro intitulado Competitividade Industrial em Moçambique da Autoria da AIMO. aumentar o nível competitivo da indústria nacional partes interessadas nas discussões sobre as perspectivas para garantir o aumento da competitividade industrial. o acesso à energia eléctrica fiável. por esta forma. a indústria transformadora continua enfrentando a problemática de infra-estruturas rodoviárias como constrangimento que contribui significativamente na sua estrutura de custos. O evento é vocacionado aos produtos de importação e exportação. académicos. O evento contará com a presença de membros do governo. bem como peritos internacionais. As empresas interessadas podem obter covintes e apresentação da feira junto da senhora Jiang Wen. De referir que as recomendações e sugestões deixadas na primeira conferência realizada em Novembro de 2010. apontadas como alguns dos factores comprometedores da competitividade do sector Eventos Previstos A Federação das Indústrias (AIMO-FI) está a organizar a II conferência sobre a X edição da Feira de Canton Competitividade Moçambique. e leva os seus agentes a adoptarem novas metodologias operacionais com seus impactos na produtividade. do sector privado.

Editoras de Livros. Lucílio Bule.gov.mz e donhassengo@yahoo. realizado de 8 a 10 de Junho de 2011. 1º Andar-Esq.Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas e seus parceiros: ITC.carlos@ipeme. por favor. Caro empresário participe deste processo e venha fazer parte dos que escreverão com letras douradas a história sobre o sistema de Código de Barras em Moçambique! Para mais informações. 25 de Setembro. fabricantes de Cigarros. para contactar o IPEME através do endereço Propriedade: AIMO. Um dos requisitos para aprovação da candidatura de Moçambique ao sistema.com. contacto: (+258) 823562923 E-mail: domingos.EXORTAÇÃO Pedido de Cartas de Suporte no âmbito do processo de Implantação do sistema de Código de Barras em Moçambique abaixo. intendem ser membros e que usarão os serviços fornecidos pelo mesmo. dos ramos: Alimentar.br No âmbito das actividades de implantação do sistema de Código de Barras em Moçambique (GS1 Moçambique). Nº 1509. Jornais e Revistas. As Cartas de suporte ou Endorsment Letter (versão inglesa). Indústria de Transformação. vem por este meio. Elias Come Editor: Nelson Mabau Colaboradores: Constantino Marrengula. Têxteis. Farmácias e empresas Distribuidoras de Medicamentos.FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS . Titos Rodrigues e Amosse Ubisse AIMO . é a obtenção de 250 cartas de suporte das empresas do ramo acima mencionado até ao dia 15 de Fevereiro de 2012. Supermercados. Operadoras de Telefonia Móvel e outros. actividade plasmada na matriz de seguimento da 2 a edição da MOZNEGÓCIOS-Feira e Conferência Internacional de Embalagem e Equipamentos de Embalagem. são cartas que as empresas escrevem em língua inglesa dizendo que apoiam o estabelecimento do sistema GS1 Moçambique. Agroprocessamento. Sumos e Bebidas. AIMO. o Ministério da Indústria e Comércio através do IPEME . contacte: Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas Domingos Carlos AV. para o envio de cartas de suporte para efeitos de candidatura do nosso país o ao GS1 World (organismo que aprova e regula o sistema de código de barras em todo o mundo). exortar todas empresas Moçambicanas ou estrangeiras estabelecidas em Moçambique.Federação das Indústrias Presidente: Eng. GIZ e a CTA.º Carlos Simbine Director Executivo: Engº. Prédio Continental. no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano em Maputo. Transporte e Logística.