&/(2',0$5 )(51$1'(6

&203$5$d­2 (175( 2 Ë1',&( '( ,17(*5,'$'( %,Ï7,&$ ( 80 0e72'2 '( 08/7,&5,7e5,2 3$5$ $1È/,6( '$ 48$/,'$'( $0%,(17$/ '( 75Ç6 5,$&+26 75,%87È5,26 $2 5(6(59$7Ï5,2 '( ,7$,38

&85,7,%$35 

&/(2',0$5 )(51$1'(6

&203$5$d­2 (175( 2 Ë1',&( '( ,17(*5,'$'( %,Ï7,&$ ( 80 0e72'2 '( 08/7,&5,7e5,2 3$5$ $1È/,6( '$ 48$/,'$'( $0%,(17$/ '( 75Ç6 5,$&+26 75,%87È5,26 $2 5(6(59$7Ï5,2 '( ,7$,38

'LVVHUWDomR DSUHVHQWDGD FRPR UHTXLVLWR SDUFLDO j REWHQomR GR JUDX GH 0HVWUH HP &LrQFLDV &XUVR GH 3yV*UDGXDomR HP 0pWRGRV 1XPpULFRV HP (QJHQKDULD ÈUHD GH FRQFHQWUDomR HP 3URJUDPDomR 0DWHPiWLFD 6HWRU GH &LrQFLDV ([DWDV H 6HWRU GH 7HFQRORJLD 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 3DUDQi 2ULHQWDGRUD 3URI 'U 1HLGD 0DULD 3DWLDV 9ROSL &R2ULHQWDGRU 3URI 'U *LOPDU %DXPJDUWQHU

&85,7,%$35 

7(502 '( $3529$d­2 &/(2',0$5 )(51$1'(6

&203$5$d­2 (175( 2 Ë1',&( '( ,17(*5,'$'( %,Ï7,&$ ( 80 0e72'2 '( 08/7,&5,7e5,2 3$5$ $1È/,6( '$ 48$/,'$'( $0%,(17$/ '( 75Ç6 5,$&+26 75,%87È5,26 $2 5(6(59$7Ï5,2 '( ,7$,38

Dissertação aprovada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre no Curso de Pós-Graduação em Métodos Numéricos em Engenharia – Área de Concentração em Programação Matemática, Setores de Tecnologia e de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná, pela seguinte banca examinadora.

Orientador:

________________________________________ Profª Neida Maria Patias Volpi, D. Eng.
Departamento de Matemática da UFPR

________________________________________ Prof. Helder Gomes Costa, D. Sc.
Universidade Federal Fluminense

________________________________________ Prof. Gilmar Baumgartner, D. Sc.
UNIOESTE

________________________________________ Prof. Celso Carnieri PPGMNE/UFPR Curitiba, 15 de dezembro de 2006.

Aos meus pais. . na realização de mais esta etapa em nossas vidas.$ Dedico este trabalho ao meu amor Cristina pelo apoio. dedicação e acima de tudo compreensão.iv '('.&$7Ï5. que sempre me incentivaram e mostraram o caminho. de quanto é importante estudar e se dedicar no que fazemos.

sempre me auxiliando na realização deste trabalho. Ao co-orientador. que sempre se mostram prestativos e acima de tudo amigos. o professor Dr. pelas dicas e apoio durante a realização do trabalho. .v $*5$'(&. pelos ensinamentos durante o curso. Aos colegas de turma. área de concentração em Programação Matemática. apoio e disponibilidade. À orientadora professora Dra. Aos professores do programa de Métodos Numéricos em Engenharia. nos momentos de dificuldades. Gilmar Baumgartner.0(1726 Ao Gerpel – Grupo de Pesquisas em Recursos Pesqueiros e Limnologia pelo fornecimento dos dados. Neida Maria Patias Volpi. pelo acompanhamento.

..............................................................................................................................................................................%/........ 18 3.. 32 4................. 46 5................$6.............. xii  ..................................................................... 28  (678'2 '( &$62 ...............................................................................2 ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA ..............1 Objetivo Geral............2..................... 43 5.....................................2....2 Procedimentos de classificação.3 IMPLEMENTAÇÃO DO MÉTODO ELECTRE TRI.........................................2..... 12  0(72'2/2*................................1........4 ELECTRE ................................................. 31 4.....2 OBJETIVOS ............ 36 4.............................. 43 5...................67$ '( 7$%(/$6 ....................................................................................... 14 3................................................................................. 5 1......................................................1 Relação de Subordinação no ELECTRE TRI....................................................... x .................................................. 5 1.... 39  5(68/7$'26 ( '.........6&866®(6.......vi 680È5..........1 ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA (IIB) ...................................... 20 3...................................................................................................... 14 3.............................................................................. 38 4......................................................................................2 RESULTADOS DO ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA ..............................................................................................2 Objetivos Específicos .66 ..............1 ESTUDO E MONITORAMENTO DE RIACHOS.........................................................................2 IMPLEMENTAÇÃO DO ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA...... 5  5(9................*85$6.................................................................................................... viii 5(6802 .......................................................................................................................................................2*5È)...........EvaLuation Et Choix Traduisant la Realité ....&$ .................................................................................................................... 1 1.................. 48 /...1 APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA ........1 PROGRAMA DE AMOSTRAGEM .................... xi $%675$&7.......3 RESULTADOS DO MÉTODO ELECTRE TRI PARA UM NÍVEL DE CORTE λ ≤ 0.................................................................................................................. 6 2................................................................. 8 2.......................1 AMOSTRAGEM .......................1752'8d­2...................................... 9 2........................................ 6 2... 4 1..................................2 /................67$ '( )............2 ELECTRE TRI .........1 Descrição dos ambientes de Coleta .........3 ANÁLISE MULTICRITÉRIO ...........2...................6­2 %..........................................................................................

......................................4 Índice de credibilidade..................... 60  &21&/86®(6......................... 79 ....................................................................................3........................................5 Relação de preferência entre os riachos e os perfis .......................... 48 5..........................5 ANÁLISE DE ROBUSTEZ ..............1 Índice de concordância ............... 74 $1(............................................................... 71 $1(........................ 66 */266È5................2......................................................... 69 5()(5Ç1&...............................$6.....vii 5...........................................................................2  ......................4 COMPARAÇÃO ENTRE O IIB E O ELECTRE TRI PARA VÁRIOS NÍVEIS DE CORTE................................................2  ...................................................... 57 5..........3............................... 58 5..................................................................................................................................................................3...............................................2 Índice de concordância geral ...................................................................................................60 5..................................................70  68*(67®(6 3$5$ 75$%$/+26 )878526 .............................3..............................................................................3.............. 53 5.... 52 5...................................3 Índice de discordância ..

........................Índice de concordância parcial F (E 3 .........................................D ) ................................................... ......................Índice de concordância parcial F (D ....................................................... 14 Tabela 02.Dados das amostras por Riacho/Estação de Amostragem .........................................................D ) ...................... 53 Tabela 17 ...........................................................................Dados para elaboração dos parâmetros utilizados na pesquisa ...E 2 ) ...........................Índice de discordância G (E 2 ..............................................................................................D ) ..........Limiares e perfis utilizados no ELECTRE TRI ...................Índice de concordância geral (E ....... 48 Tabela 10 .. 49 Tabela 11 ........Índice de discordância G (D ... 39 Tabela 05 ....................E 2 ) ............................... 53 Tabela 16 ......................E 1 ) ...... 50 Tabela 14 ............................... 55 Tabela 22 ..Índice de concordância geral F(D .................. 35 Tabela 04 ................ ......................................Índice de discordância G (D ......E ) ......................Índice de Integridade Biótica para cada estação...................... 49 Tabela 12 ..................................................E 3 ) ..............E 1 ) ..............................Índice de concordância parcial F (E 2 ........ 44 Tabela 07 .........Índice de concordância parcial F (D ................................................Índice de credibilidade σ (D .... 57 Tabela 23 ..... 53 Tabela 18 ..........................................................66) ..........................................................Índice de credibilidade σ (E ................................Geoposicionamento das estações de coletas.........Índice de concordância parcial F (D .. 58 Tabela 24 .D ) ..........Índice de discordância G (E 1 . 52 Tabela 15 ........................................... 54 Tabela 20 .............Índice de concordância parcial F (E 1 ..................Índice de discordância G (E 3 .D ) ... 41 Tabela 06 .............67$ '( 7$%(/$6 Tabela 01 ........................E 3 ) ............................... 46 Tabela 08 ........... 33 Tabela 03 .......................Pontuação do Índice de Integridade Biótica ........................................................D ) .......................................... 49 Tabela 13 .........E ) ..............Referência utilizada para determinar o Índice de Integridade Biótica ... 54 Tabela 19 ......................................................... 54 Tabela 21 ............Resultado da relação de preferência para (λ ≤ 0...........Índice de discordância G (D ........... 48 Tabela 09 ..............D ) .............. 58 © ¨ ¨ © ¢ £ ¢ £ ¢ £ ¢ £ ¢ £ ¢ £ ¦ § ¤ ¥ ¢ £ ¢ £ ¢ £ ¢ £ ¢ £   ¡ ........D ) .........................................................viii /..............................

.Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI)..66 ........88 ..........Variação do limiar de veto .........77 ..........93 .............. 63 Tabela 31 .... 59 Tabela 26 ....70 ≤ λ ≤ 0...67 ≤ λ ≤ 0....Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI).............................. 0....88 ............. λ ≤ 0............. 60 Tabela 27 . 0.............................ix Tabela 25 .......78 ≤ λ ≤ 0............. 61 Tabela 28 ................78 ≤ λ ≤ 0............. 0. 62 Tabela 29 .. 0.... 63 Tabela 30 .... 65 ...Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI)........Comparação entre o IIB e o ELECTRE TRI ....Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI)..............Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI)...

............ 37 Figura 15 ......................................................................................... 19 Figura 02 ............................................. 33 Figura 11 ..... 37 Figura 17 ...............D 1 ) ............................. ............................ adaptado de (Herrera & Costa.................Localização das estações de amostragem .............. 55 ......................................................Amostra de espécies nativas por estação de amostragem ................. 20 Figura 03 ..E 2 ) ..... 40 Figura 18 ............................... 2001)......... 59 Figura 25 ........................................... 45 Figura 20 – Biomassa(gr)/m² por estação de amostragem........................................................................ 47 Figura 23 ...............................................Avaliação de uma alternativa entre dois perfis .................E 2 ) ... . 33 Figura 10 ................................................Estação Curvado/Foz.. 37 Figura 14 .................................Índice de discordância parcial G 9 (D 5 .......... 36 Figura 13 ................ 30 Figura 08 ............................. 29 Figura 07 ............ usando o ELECTRE TRI......................Classificação segundo procedimento pessimista ...................................Classificação dos riachos ....................... 45 Figura 21 ............................................... 51 Figura 22 ............. 37 Figura 16 ...........................................................Índice de concordância parcial F 1 (D 1 ........ 56 Figura 27 .. 25 Figura 05 ..*85$6 Figura 01 .......................................................Classificação segundo procedimento otimista ............................. 41 Figura 19 ............... 52 Figura 26 ...........Representação do índice de discordância parcial.................................. 32 Figura 09 .....................Malha de Bloqueio.................Estação Arroio Fundo/Foz .................................... 36 Figura 12 .....Classificação das estações de amostragens........................ usando o Índice de Integridade Biótica................................E 3 ) ...Estação Ajuricaba/Nascente.....................................Índice de concordância parcial F 2 (E 1 ...................................Índice de discordância parcial G 6(D 1 ..................Representação do índice de concordância parcial...........................Estação Arroio Fundo/Nascente.... .......... ................................Índice de concordância parcial F 4 (D 6 ....................Estação Ajuricaba/Foz ............................Representação da categoria & .x /.......................................................67$ '( )..........Representação dos perfis no ELECTRE TRI...........Classes de equivalência no ELECTRE TRI.Coleta de Pesca Elétrica..................................................................................................................... 57 Figura 28 ..Classificação das Estações de Amostragens............................................................................................ ..... 50  Figura 24 ....E 1 ) ......... 28 Figura 06 ..Índice de discordância parcial G 1(D 2 .............Estação Curvado/Nascente............................E 3 ) ..... 23 Figura 04 .................

eventos ou cursos de ações. induzindo muitas vezes a decisões equivocadas. sobre um ambiente. Arroio Fundo e Curvado). para avaliar a qualidade ambiental de riachos e compará-lo ao Índice de Integridade Biótica. Em vista do exposto acima. pois quando comparada com o Índice de Integridade Biótica os resultados não se distanciaram muito. essas decisões geralmente possuem pontos de vista conflitantes. sendo que ambos foram aplicados em afluentes ao Reservatório de Itaipu (rios Ajuricaba. o objetivo desta pesquisa foi apresentar um método de multicritério (ELECTRE TRI). utilizando-se a comunidade de peixes como indicador. sendo que alguns efeitos negativos são devidos aos poluentes.xi 5(6802 As atividades humanas têm exercido profunda e. modificações no habitat e alterações das fontes de energia. Muitas situações na tomada de decisão. tendo em vista que é um método não-compensatório. além de ser um método que avalia o conjunto de critérios para classificar os riachos. normalmente. qualidade ambiental. com diferentes juízos de valores. representa melhor a realidade quando comparado com o Índice de Integridade Biótica. negativa influência sobre os corpos hídricos. Índice de Integridade Biótica. 3DODYUDV &KDYH: ELECTRE TRI. Deste modo. envolvem a seleção de alternativas. De acordo com os resultados constatou-se que a escolha do método multicritério para este tipo trabalho é válida. o ELECTRE TRI. enquanto outros estão associados às mudanças na hidrologia da bacia. No entanto. . forçando os tomadores de decisão a decidirem sem uma base técnica suficiente.

xii $%675$&7 The human activities have been exercising deep and. Index of Biotic Integrity. events or actions. Some negative effects are due to the pollutant while others are associated to the hydrology changes of the basin. those decisions usually. Based on the exposed above. because when compared with the Index of Biotic Integrity the results were not so different. using fish communities as indicator. usually. forcing the researcher to decide without enough technical base and so. environmental quality. Besides. habitat modifications and energy sources alterations. both methods were applied in tributaries of the Itaipu Reservoir (Ajuricaba. negative influence on the water bodies. Keywords: ELECTRE TRI. In many situations the decision about the environmental involves selection of alternatives. However. have conflicting point of view and different judgments. the ELECTRE TRI being a method that evaluates the criteria groups to classify the streams represents better the reality when compared with the Index of Biotic Integrity because it is a non-compensatory method. Arroio Fundo and Curvado rivers). the objective of this research was to present a multicriteria method (ELECTRE TRI) to evaluate the environmental quality of streams and to compare with the Index of Biotic Integrity (IBI). According the results was verified that the choice of the multicriteria method for this type of study is valid. . many times inducing wrong decisions.

de madeira para os portos argentinos. posteriormente.853. realizados através do rio Paraná. Segundo AMOP (2006). . quando os padres espanhóis começaram a reunir os índios guaranis em pequenos povoados. acelerou-se a exploração de todas as áreas a leste do rio Paraná. a região permaneceu isolada até 1.1752'8d­2 A região Oeste do Paraná. e destinada a identificar e mapear um caminho terrestre entre a costa atlântica e o Paraguai. da caça e da pesca. as atividades econômicas às margens do rio Paraná. a importação de madeiras da Europa e da América do Norte. sendo que em 1. que viviam em tribos primitivas. primeiro com a exportação da erva-mate e. através do Tratado de Madrid. Para a região oeste. pelo espanhol Alvar Nuñes Cabeza de Vaca. que apresentavam menores custos de transporte. sendo que a primeira expedição a atravessar essa região ocorreu em 1. quando foi criada a Colônia Militar de Foz do Iguaçu. era habitada pelos índios Guaranis. que em 1. a crise das exportações da erva-mate foi compensada pela expansão das exportações de madeira para os mercados latinos. a partir deste século. pois em razão da 1ª Guerra Mundial. o território que hoje é a região oeste foi cedido pela Espanha a Portugal.914 deu origem ao primeiro município da região: Foz do Iguaçu. até o século XVI.1  . passaram por um processo de expansão. sobrevivendo da coleta. para evangelizá-los e civilizá-los. Mesmo após a emancipação política do Paraná ocorrida em 1. Esses mercados passaram a ser cada vez mais atendidos por exportações brasileiras.889.541. em especial as da região oeste. havia se tornado difícil e cara.759. começaram a chegar à esta região os primeiros exploradores. A partir de 1.609. iniciada na Ilha de Santa Catarina. A partir das últimas duas décadas do século XIX.

dentre os quais podemos citar: a) a erosão causada pela atividade agrícola. e. e) a intensificação do turismo e recreação. para em 1. o território serviu como estímulo para que o governo estadual passasse a se preocupar com o atendimento das reivindicações da população da região oeste. alguns dos quais viriam a se transformar em povoados. provocou diversos impactos ao meio ambiente (Ambiente Brasil. o que levaria à rápida ocupação do oeste. d) a perda de áreas alagadas com a construção de represas. que serviam de proteção. com seu sucesso. vegetação aquática. . vindos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.946 ser extinto. que exerce forte pressão sobre os recursos naturais. c) muitos se deslocavam por iniciativa própria e ocupavam terras.2 Em 1. c) o agravamento de enchentes pela ocupação inadequada das áreas de amortecimento. b) o próprio governo estimulava a vinda de colonos para terras públicas. apoiadas pelo governo estadual. colocavam lotes à venda em condições atraentes. Essa invasão da região oeste por imigrantes. principalmente por migrantes de origem alemã e italiana. atraíam outras famílias. d) muitos também se dirigiam para pequenos núcleos. Em 1. e depois. que pode atingir 20 toneladas de solo fértil por hectare por ano. A rápida ocupação do território processou-se de diversas formas: a) empresas de colonização. que tem produzido amplas modificações nesses ambientes. coincidindo com a aceleração do processo migratório à região. até então praticamente isolada do restante do estado. áreas onde havia cobertura como: mata ciliar. ou seja. sendo que apesar do curto tempo de existência. f) a substituição de espécies nativas de peixes por espécies exóticas. b) a poluição e contaminação de rios e lagos pelo uso e despejo intensivo de agrotóxicos e substâncias nocivas nos sistemas aquáticos. produzindo uma rápida sedimentação nos rios e reservatórios. em cidades. 2006). que se estabeleciam nas vizinhanças.940 deu-se a criação do Território Federal do Iguaçu.948 foi criado o Departamento Administrativo do Oeste. e mais tarde.

Neste último estado. Santa Teresa do Oeste. Foz do Iguaçu. Essa área envolve total ou parcialmente os municípios de Altônia. 2006). Mato Grosso. Pato Bragado. podendo ser subdividida em 13 sub-bacias. com bacia de drenagem de 1. Terra Roxa. São Paulo. Santa Teresinha de Itaipu. que ocorre desde os pequenos riachos formadores. Dentre os tributários do rio Paraná de grande importância podemos citar o rio São Francisco Verdadeiro. A rede hidrográfica do território paranaense que drena suas águas diretamente no reservatório de Itaipu é denominada Bacia do Paraná III. Ramilândia. no município de Entre Rios do Oeste.000 km2. 2005). Toledo e Vera Cruz do Oeste (Alencar. Essas ações também acontecem nas margens do rio Paraná. Medianeira. Matelândia.000 km2 de área. Diamante do Oeste. Guaíra. Entre Rios do Oeste. Santa Helena. responsáveis pela drenagem. por mais de 4. Itaipulândia. Maripá. 2005). Missal. os tributários do rio Paraná. São . Mercedes. Mato Grosso do Sul e Paraná (Gerpel/Unioeste/Itaipu Binacional. o mais importante da Bacia do Prata. Ouro Verde do Oeste. São Miguel do Iguaçu. A sua área de drenagem abrange os municípios de Cascavel. Esta bacia abrange os estados de Minas Gerais. Cascavel. que possui 8. São José das Palmeiras. Quatro Pontes. Toledo.237. Ouro Verde do Oeste. passando pelos de médio porte e atingindo o rio principal. provocando a redução ou mesmo a extinção de algumas espécies (Gerpel/Unioeste/Itaipu Binacional. Goiás. São Pedro do Iguaçu.000 km. Marechal Cândido Rondon. que se estende desde sua nascente no município de Cascavel até sua desembocadura no reservatório de Itaipu. O Rio Paraná flui no sentido norte-sul. Céu Azul. provocam um enorme grau de relação entre a bacia de drenagem e seus usuários. Nova Santa Rosa.3 Essas ações afetam sobremaneira a estrutura da comunidade de peixes. possui elevada importância devido a sua extensão no território brasileiro e aos milhões de habitantes de sua bacia hidrográfica.

Assim. Ao longo dos rios e riachos ocorrem oscilações nos fatores ambientais e nas características fisiográficas. e diferentes tipos de substrato. enquanto outros estão associados às mudanças na hidrologia da bacia. no sentido de gerenciar o uso múltiplo dos recursos naturais. negativa influência. caracterizada pelos elevados índices de produtividade dessas atividades. sendo que alguns efeitos negativos são devidos aos poluentes. os índices que permitem avaliar e determinar as condições ambientais de uma bacia ou microbacias. tem sido um desafio constante para pesquisadores.1 APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA As atividades antrópicas têm exercido profunda e. Diante disso. Marechal Cândido Rondon e Pato Bragado. O Rio São Francisco Verdadeiro é formado por vários rios e riachos tributários que devido às atividades humanas constituem uma região enormemente impactada. Entre Rios do Oeste. podendo influenciar a distribuição das espécies peixes e a organização das comunidades. Os rios e riachos são ambientes lóticos que são caracterizados por apresentarem fluxo de água elevado e unidirecional. modificações no habitat e alterações das fontes de energia. agropecuária e agroindustrial do Brasil. Estes ambientes constituem um sistema aberto com fluxo contínuo. O rio São Francisco Verdadeiro drena uma região de grande importância agrícola. principalmente os hídricos. a caracterização dessas condições ambientais. o Instituto Ambiental . das quais depende a vida aquática.4 José das Palmeiras. normalmente. proporcionando o arraste de material orgânico e inorgânico no sentido nascente à foz (Schäfer. sendo que ao longo de seu curso estão instaladas aproximadamente 10 mil propriedades rurais. com processos de erosão e deposição. 1. sobre os corpos hídricos. tornam-se ferramentas de extrema utilidade para os órgãos ambientais. No estado do Paraná. 1985).

1. Porém. • Gerar um programa para cada método. através do Método de Multicritério (ELECTRE TRI) e do Índice de Integridade Biótica. a Itaipu Binacional vem investindo constantemente na conservação ambiental ao longo do seu reservatório. para avaliar a qualidade ambiental dos riachos Ajuricaba.2. desenvolvido para regiões temperadas. bacia do rio São Francisco Verdadeiro. e adaptado para o presente trabalho.2 Objetivos Específicos • Estudar e aplicar o método de multicritério ELECTRE TRI. usando a comunidade de peixes como indicador de qualidade. • Fazer uma comparação entre os resultados obtidos pelos dois métodos. . trazendo benefícios para toda a comunidade da região. Arroio Fundo e Curvado. como forma de avaliação da qualidade ambiental. responsável pelo trabalho de fiscalização para a preservação destes locais. localizados no município de Marechal Cândido Rondon. 1.2. Arroio Fundo e Curvado.2 OBJETIVOS 1.5 do Paraná.1 Objetivo Geral Avaliar a qualidade ambiental dos riachos Ajuricaba. é o órgão oficial. • Aplicar o Índice de Integridade Biótica.

por interferir diretamente no balanço energético destes ecossistemas.2*5È). funcionando como uma fotografia do ambiente. a avaliação destes impactos ambientais em riachos pode ser realizada usando-se as espécies como indicadores de preservação. Um dos principais problemas encontrados é o desmatamento. Um exemplo disso ocorreu durante a Revolução Industrial (Século XIX). o uso de espécies de peixes como indicadores de degradação ambiental é vantajoso em relação às medidas físicas e químicas da água.6­2 %. vêm sendo rapidamente degradados devido ao desenvolvimento urbano e rural. através das concentrações de monóxido de carbono (Araújo. 1976). Segundo Metcalfe (1989). onde essa técnica foi usada em minas de carvão para monitorar a qualidade do ar. A idéia de que espécies podem ser usadas para indicar certas condições ambientais. Assim.&$ 2.%/. .1 ESTUDO E MONITORAMENTO DE RIACHOS Os ecossistemas de riachos têm grande importância para a manutenção da biodiversidade e para o abastecimento das atividades humanas. tem sido verificada com bastante freqüência ao longo da história. Outra desvantagem é que se forem feitas amostragens longe da fonte poluente. podem trazer informações sobre toda a região. pelo fato de circularem ao longo do rio. Os peixes por outro lado. No entanto. necessitando assim de um grande número de análises para a obtenção de um resultado eficiente e confiável. pois estas registram apenas o momento em que foram coletadas.6  5(9. 1998). levando a alterações na fauna de vertebrados e invertebrados. as medições químicas não serão capazes de detectar perturbações sutis sobre o ecossistema (Pratt & Coller.

são peixes primariamente de água doce e o restante são peixes de grupos marinhos que invadiram secundariamente a água doce (Malabarba & Reis. sejam eles rios ou riachos. de rios de pequeno e médio porte. Segundo Böhlke et al. A América do Sul apresenta a fauna de peixes de água doce mais rica do mundo. De acordo com Karr (1981). a um baixo custo. servir como uma abordagem exploratória da qualidade do manancial. 1987). é atribuído à falta de adaptação das espécies às variações das condições ambientais. São relativamente poucos os trabalhos acerca da estrutura e história natural da fauna de peixes de água doce. Fato este que segundo Fernando e Holcik (1991). ausência e abundância de uma ou várias espécies de peixes. pode ser indicativo de alterações nas condições e na qualidade ambiental. a presença. Além disso. com uma grande diversidade morfológica e adaptativa. sendo que no Brasil. . com um total estimado de 30 a 40% de espécies ainda não descritas. bem como as tentativas de usar comunidades de peixes como um meio mais compreensível para a determinação da qualidade da água. com dados acerca dos parâmetros abióticos. este tipo de conhecimento se faz necessário na busca de informações para verificar a qualidade dos mananciais existentes. Para Domato (2001). uma rotina de monitoramento das fontes de água usando os peixes pode rapidamente. esta fauna é uma das menos conhecidas do mundo. cerca de 85% das espécies.7 Raras são as iniciativas que visam avaliar os efeitos das atividades humanas sobre os peixes. o que caracteriza estes organismos como ótimos indicadores ecológicos. (1978). que contenham uma boa caracterização.

desenvolvido por Karr (1981) utiliza características biológicas de comunidades de peixes. 2001) e Gravataí-RS. 1986. enquanto que no Brasil foi aplicado somente nas classificações dos rios Paraíba do Sul-RJ. associada à contínua degradação de corpos de água e de suas áreas marginais. 1998. 1986). 1981). 1992). Na elaboração e aplicação deste índice é indispensável conhecer aspectos da ecologia das espécies. através da comparação com as condições encontradas em sítios de referência (Karr. Fichberg et al. do que um conjunto de medidas (Karr et al. induz em caráter de urgência à elaboração de trabalhos investigativos deste tipo. 1991).. Oberdorff & Hughes. (Bozzeto & Schulz. Karr et al. Além disso. 1981 e Karr & Dudley. 2001). tais como sua distribuição e abundância local. evitando a seleção de determinado critério isolado. Algumas dessas espécies podem ser indicadores biológicas do estado de conservação dos ambientes aquáticos em função de suas características. uma . Porém. Uma grande vantagem do uso do IIB é sua capacidade de integrar diversos atributos ecológicos. Para os riachos brasileiros o desconhecimento da ictiofauna. o conhecimento taxonômico da fauna de uma região é o conjunto primário de informações para que qualquer iniciativa de preservação ambiental possa ser implementada. (Araújo.8 2. que possa resultar em diagnósticos menos confiáveis. da história natural e da estrutura das comunidades de peixes estudadas (Karr. A utilização do Índice de Integridade Biótica que considera a ictiofauna.. 1994.. para avaliar a integridade biológica de riachos.2 ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA O Índice de Integridade Biótica (IIB). ainda é o mais importante obstáculo a ser transposto para viabilizar a aplicação do Índice de Integridade Biótica. Este índice foi adaptado para vários estados dos EUA e Europa Ocidental (Karr & Kerans.

Segundo Vincke (1992). ele receberá um peso inferior ao peso atribuído àqueles de maior importância. é que ele é altamente compensatório.. Essa desvantagem. Na escola americana.Y  . • Métodos interativos ou de programação matemática multiobjetivo. os especialistas no auxílio em decisões multicritério dividem os modelos em três famílias: • Escola americana ou escola da teoria da utilidade multiatributo. não-compensatória. surgindo várias escolas de pesquisadores.. 2. pode acontecer que alguns parâmetros podem ser muito ruins e outros muito bons e mesmo assim pode gerar um índice razoável. os métodos de análise multicritério tiveram um desenvolvimento significativo. com várias técnicas e diferentes atitudes de apoio aos novos modos de tomar decisões. Esta teoria permite a definição de uma função  que busca agregar os valores de cada alternativa D segundo cada critério M. isto é. Caso um determinado critério ou atributo seja considerado pouco importante diante de outros critérios ou atributos. em que cada Y é o valor assumido pela alternativa D no critério M.9 desvantagem deste método para avaliação da qualidade de riachos. • Métodos de subordinação ou escola francesa ou européia.Y 2 . é que nos leva a propor uma forma alternativa de avaliação da qualidade de riachos. através de uma metodologia multicritério.. onde o valor cardinal de uma alternativa D é formado     por um conjunto de valores Y1 .    . em uma função utilidade usando a importância de cada critério através do conceito de taxa de substituição..3 ANÁLISE MULTICRITÉRIO Durante a década de 60.

no entanto. e na literatura inglesa são também conhecidas como “pesos” (ZHLJKWV)”. Vulgarmente. c) uma alternativa é indiferente à outra. segundo o julgamento dos decisores.. Existem. na maioria dos casos práticos. é muito difícil ou mesmo impossível de se obter (Bana & Almeida. é necessário dispor-se de informação completa (cardinal) sobre as preferências intracritério dos decisores. também denominada preferência com hesitação. 1996). b) uma alternativa é preferida à outra com preferência fraca.. O decisor pode deparar-se com uma das quatro situações ao comparar duas alternativas (Roy & Bouyssou. sendo que as funções de preferência são desenvolvidas durante a estruturação do problema.10 “As taxas de substituição de um modelo multicritério de avaliação expressam. caso seja necessário). . também denominada preferência sem hesitação. o que. Funções de preferência são representações matemáticas de julgamentos humanos. (Ensslin et al. indicadora da sua posição relativa numa ordenação final. A teoria da utilidade multiatributo possibilita definir uma medida de mérito (valor) global para cada alternativa. 1990). Neste caso não se usa uma função de valor ou de utilidade. as preferências dos decisores. mas não se exige transitividade de preferências e/ou de indiferenças. Na literatura. taxas de substituição são também chamadas de WUDGHRIIV e constantes de escala. no entanto. d) uma alternativa é incomparável à outra. onde se define uma relação de subordinação aceitando incomparabilidades (Dias et al. a perda de performance que uma ação potencial deve sofrer em um critério para compensar o ganho de desempenho em outro. Os métodos de subordinação da escola francesa são aplicados à comparação entre alternativas. podendo usar gráficos e/ou escalas numéricas (pode-se usar inicialmente uma escala verbal e posteriormente transformá-la em numérica. 1993): a) uma alternativa é preferível à outra com preferência forte. 2001).

Todos os modelos e métodos do auxílio multicritério à decisão. Bana & Almeida (1990). têm como fundamento às estruturas da teoria de preferência. 1999).11 O uso dos métodos de subordinação pode ser motivado pela impossibilidade ou dificuldade de se estabelecer uma função de utilidade (Azondekon & Martel. principalmente nos casos onde há conflitos entre os decisores. tendo como base o princípio de que a experiência e o . O segundo passo consiste em explorar esta relação de subordinação para auxiliar o decisor a resolver o seu problema. defendem que a escola americana utiliza modelos simultaneamente descritivo e prescritivo e está associada à credibilidade. Tanto a função de utilidade. enquanto a escola européia usa modelos construtivos. Métodos da escola francesa usam de dois passos na aplicação. os quais têm o objetivo de apoiar e melhorar os processos de decisão. Esta relação não precisa ser completa ou transitiva. a qual representa a preferência estabelecida pelo decisor. tem por objetivo agrupar os múltiplos critérios e auxiliar o decisor na seleção das alternativas. métodos de subordinação e os métodos interativos. A última família é representada pelos métodos interativos que são aplicados em sistemas informáticos interativos. 1998). Portanto. especialmente em tarefas complexas e mal estruturadas. Estas abordagens foram desenvolvidas para problemas que incluem aspectos qualitativos e/ou quantitativos. estando associada à intensidade de preferências. ou ainda. As abordagens multicritérios funcionam como uma base para discussão. o objetivo deste tipo de análise é ajudar o “ decisor” a analisar os dados que são intensamente complexos e buscar a melhor estratégia. no primeiro constrói-se uma relação de subordinação. que requerem a apreciação crítica e o julgamento dos agentes de decisão. quando a percepção do problema pelos vários atores envolvidos ainda não está totalmente consolidada (Noronha. obtidos através da análise multicritério.

sob critérios quantitativos ou para situações mistas (Gonçalves. 2003). Neste trabalho será utilizado o método ELECTRE TRI que é um instrumento de ajuda a tomada de decisão. que mesmo sem ser ótima pode ser considerada satisfatória e obter uma hierarquização das alternativas (Flament.EvaLuation Et Choix Traduisant la Realité A família ELECTRE. utilizando um intervalo de escala no estabelecimento das relações-de-troca na comparação aos pares das alternativas (Gonçalves. IS e ELECTRE TRI. II. discordância e valores-limite (RXWUDQNLQJ). 2001). estas técnicas podem ser aplicadas na solução de problemas de gestão de recursos hídricos.4 ELECTRE . 1999). Por exemplo. concordância e discordância. 2. que pertence aos métodos da escola francesa. III IV. 2001). Gartner (2001) adverte que os métodos ELECTRE envolvem conceitos complexos e por isso requerem experiência na escolha dos parâmetros para a construção dos limiares de discriminação. Entretanto. que resolvem diferentes tipos de problemas suscitados no tratamento da teoria da decisão (Flament.12 conhecimento das pessoas é pelo menos tão valiosa quanto os dados utilizados para a tomada de decisão (Schmidt. com fixação prévia das preferências por parte dos decisores. A família ELECTRE conta com os procedimentos ELECTRE I. Este método também pode ser utilizado para variáveis contínuas. concebida para tratar de problemas de segmentação/triagem . caracterizados por alternativas avaliadas por critérios preferencialmente qualitativos. Estes métodos se sustentam em três conceitos fundamentais: concordância. possui métodos baseados em relações de superação para decidir sobre a determinação de uma solução. 1999).

e que mostra versatilidade em suas aplicações.13 (TRI). possa determinar o número de categorias/perfis que considera necessário. é importante salientar que é um método que tem sido utilizado em diferentes problemas e abordagens. na classificação de qualidade ambiental de riachos. Portanto. mediante sua concepção de incomparabilidade. que consiste em examinar o valor intrínseco de cada ação. para que em função de sua experiência e habilidade. Uma de suas vantagens ocorre no momento de definir suas categorias de classificação mediante seus perfis. pois o mesmo avalia as alternativas em categorias pré-determinadas pelo decisor. permitindo também que o decisor aprenda com seus julgamentos. sempre que cumpra com as necessidades do decisor. Com relação ao ELECTRE TRI. este método justifica seu uso. dando liberdade ao decisor. É importante mencionar que a determinação dos perfis dentro do ELECTRE TRI pode ser feita por qualquer outro procedimento. a fim de propor uma recomendação apropriada a cada uma delas. .

indicando degradação séria. Regular 23 ≤ x <34 Pobre 11 ≤ x <23 Muito Pobre 9 ≤ x <11 . b) espécies indicadoras. Espécies nativas apresentando várias classes de tamanho. os atributos estão abaixo de 10% da condição de referência. pois o índice aglutina todos os critérios. Em média. estrutura trófica balanceada. este sistema pretende descrever os riachos em quatro classes de qualidade ou categorias ambientais (Bom. Comparável aos riachos-referência. Em média.Pontuação do Índice de Integridade Biótica Categoria Bom Pontuação 34 ≤ x ≤ 45 Descrição Comparável aos riachos de referência e considerados minimamente impactados. c) composição trófica e. de indivíduos até a população. segundo Karr et al. Deste modo. os atributos situam-se entre 10 e 50% da condição referência. os atributos biológicos estão abaixo de 10% da condição de referência. porém com alguns aspectos da biologia comprometidos. foram agrupados em quatro categorias: a) riqueza e composição de espécies. com muitos aspectos da integridade biológica alterados. (1986) e Roth et al. Em média.$6 3. em função de um valor x a ser calculado. os atributos biológicos enquadram-se em mais de 50% da condição de referência. d) abundância. como descrito na tabela 01. Regular. com muitos aspectos da integridade biológica distantes da situação minimamente impactada. Os atributos que delimitam a análise de níveis ecológicos. (2000). Pobre e Muito Pobre). Em média. Tabela 01 . Forte desvio da condição de referência. desenvolvido pela escola americana.14  0(72'2/2*. Significante desvio da condição de referência.1 ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA (IIB) O IIB pode ser considerado um método multicritério que se enquadra na primeira família.

. 3 (situação regular) ou 1 (situação ruim). Na maioria dos casos. Onde: D é uma alternativa (riacho ou estação de amostragem) N n° de alternativas  J : Nº de espécies nativas Composição e Riqueza de espécies  1  J 2 : Nº de espécies bentônicas       J : Nº de espécies intolerantes Espécies Indicadoras  3  J 4 : Proporção de espécies tolerantes  J 5 : Proporção de espécies generalist as..% (D ) = J 1(D ) + J 2 (D ) + . que avalia as variações ecológicas e evolutivas do atributo. o número da espécie de peixes suportada por riachos de um dado tamanho em uma certa região diminui com degradação ambiental (Karr et al...15 O IIB para um determinado riacho é calculado x somando-se várias avaliações. .. 1986). + J 9 (D ) .. A redução no número de espécies pode resultar na diversidade diminuída do habitat ou da perda das espécies que são sensíveis aos poluentes . sendo que à cada atributo é dado uma nota: 5 (esperada boa).. N = 1. O IIB é calculado da seguinte forma: .. onívoros  Composição Trófica  ou invertivor os   J 6 : Proporção de espécies carnívoras  J 7 : Proporção de espécies insetívora s   J 8 : Nº de indivíduos /m² Abundância   J 9 : Biomassa(g r)/m² As definições de cada atributo utilizado na pesquisa estão descritas abaixo: Atributo 1: Número de espécies nativas. O conceito de espécies nativas foi usado extensivamente para avaliar a qualidade do sistema ecológico.

disso o valor de espécies nativas para um local onde as espécies fossem introduzidas. Além.. Atributo 2: Número de espécie de peixes bentônicos. O habitat bentônico pode ser degradado pela redução do oxigênio dissolvido. As espécies introduzidas não são incluídas nesta medida porque a presença destas espécies pode resultar em um número mais elevado de espécies do que ser encontrado naturalmente em um riacho. . as espécies tolerantes aumentam na abundância relativa e podem transformar-se em dominantes (Karr et al. Atributos 3 e 4: Número de espécies intolerantes e proporção de espécies tolerantes. sendo que as porcentagens de espécies dominantes (tolerantes) na comunidade de peixes indicam prováveis aumentos na degradação. sendo sensíveis à degradação do habitat bentônicos. porque têm exigências específicas para reproduzir e se alimentar no fundo do riacho. sendo degradado freqüentemente nos riachos que contêm grandes quantidades de substâncias impróprias. não refletiria no número baixo de espécies nativas que poderia resultar do distúrbio humano no local. Enquanto as espécies intolerantes se tornam menos abundantes em riachos degradados.16 ou a outros impactos humanos-induzidos. Espécies intolerantes estão entre as primeiras a serem afetadas por perturbações. 1986). As espécies de peixes bentônicas vivem no fundo do riacho.

uma estratégia oportunista torna os generalistas bem sucedidos. reduz a fonte de insetos. como resultado da degradação da base alimentar. isto é. onívoras ou invertivoras. essas populações diminuem e/ou desaparecem. Além disso. especialmente dos invertebrados. em função do desaparecimento das espécies presa. 1986). As espécies carnívoras são importantes indicadores. o que automaticamente induz a uma redução no número de espécies insetívoras. Deste modo. quando as circunstâncias degradadas reduzem a abundância de artigos particulares destes indivíduos. 1986). que representam os níveis tróficos mais baixos (Karr et al. sendo que a dominância dessas espécies cresce consideravelmente. já que são melhores situados em circunstâncias degradadas (Karr et al. Em geral..17 Atributo 5: Porcentagem de espécies generalistas. As espécies invertívoras alimentam-se de insetos e outros invertebrados incluindo crustáceos e moluscos. há uma forte correlação negativa entre a abundância de peixes invertívoros e os onívoros. A dominância de espécies generalistas aumenta enquanto as fontes específicas de alimento se tornam menos confiantes. sendo que populações viáveis e saudáveis de espécies carnívoras indicam uma comunidade saudável e diversificada.. em função da poluição. um local declina em qualidade à medida que aumenta a proporção de indivíduos onívoros. Atributo 6: Proporção de espécies carnívoras. A degradação do habitat. . Atributo 7: Proporção de espécies insetívoras. Com o declínio da qualidade da água.

N = 1... Assim.& . os riachos com produtos químicos ou qualidade degradada do habitat suportam somente espécies tolerantes. 3. 2001).. } .... Além disso... As categorias são predefinidas....D ... o método classifica cada frente ao conjunto de critérios de % $ $ nas ) = {J 1.. Atributo 9: Biomassa por metro quadrado... sendo que cada perfil estabelece limites para duas categorias adjacentes.. Dado um conjunto de alternativas $ = {D 1 .18 Atributo 8: Número dos indivíduos por metro quadrado.... que provavelmente terão um número de indivíduos menor... Caracteriza-se por tratar de problemas específicos de classificação ordenada. Roy & Boyossou (1993) e Mousseau et al. .. L = 1.& alternativa D $ +1 } = {& .. (Herrera & Costa. M = 1... P} . Em riachos degradados... Q + 1} . pertence a família ELECTRE. (1999).. o perfil 1 é o limite superior da categoria 1 e que por sua vez é o limite inferior da categoria 2 e assim por diante. A biomassa que um riacho pode acomodar é uma função da quantidade e qualidade do habitat disponível. J } = {J . J ... Assim como a abundância..& 2 . onde cada categoria é limitada por dois perfis adjacentes.. a biomassa de um riacho degradado deve ser menor do que em riachos de alta qualidade. " classes . J 2 .2 ELECTRE TRI O Método ELECTRE TRI reportado por Yu (1992).. associadas a um conjunto de categorias ou " # ! classes ordenadas & = {& 1 ..D } = {D . geralmente é esperado que o rendimento em número de indivíduos seja menor que em riachos menos impactados..D 2 .

Figura 01 .19 (Figura 01). adaptado de (Herrera & Costa. 2001). As classes & ’V são delimitadas por limites inferiores e superiores. As avaliações destes perfis para cada critério J .. J (E )} = {J (E ). @ 6 A 8 6 9 7 5 4 .. {J (E1 ).Classes de equivalência no ELECTRE TRI. ..... 3 2 ) 0 1 0 0 ' ( & ∀M = 1. L = 1.. definem os conjuntos de valores. sendo que a Categoria & é limitada por: No critério J 1: J 1(E ) e J 1(E +1 ) No critério J 2 : J 2 (E ) e J 2 (E +1 ) .& +1 ... No critério J : J (E ) e J (E +1 ) ..& 2 .. Q} ...E 2 .. chamados de perfis e representados em % = {E1 . conforme figura 02. Pode-se considerar o ELECTRE TRI como sendo uma metodologia de designação multicritério....... P que limitam as classes & 1 . .E } .

A afirmação de que H D N = 1. .. Q . que caracteriza como as alternativas são comparadas aos perfis das classes...20 uma categoria melhor que a & . Na validação da afirmação D 6E (ou E 6D ). devem-se verificar duas condições: I P F G C Supondo que todos os critérios sejam crescentes..Representação da categoria & representa D 6E . ..1 Relação de Subordinação no ELECTRE TRI A relação de subordinação é construída para tornar possível a comparação de F G E D uma alternativa D com um limite padrão E .2.. significa que “ D é ao menos tão boa quanto E ” . a categoria & B +1 Figura 02 .. 3. exploração (através de procedimentos de classificação) da relação 6. e. (Figura 01). C O ELECTRE TRI classifica as alternativas seguindo dois passos consecutivos: construção de uma relação de subordinação 6. L = 1..

especifica a maior diferença entre J (D ) − J (E ) preservando a indiferença entre D e E no critério J . para cada critério v w u J .D ) ... • O conjunto de limites de preferência { S (E )... L = 1... L = 1.. representa a menor diferença entre J (D ) − J (E ) r s t s h i p q V f g c d e d compatível com a preferência de D no critério J . usado no teste de concordância quando se calcula a importância relativa dos critérios que são a favor da afirmação D 6E .. ƒ ‚ „ ‚ ƒ „ I P a b P • Concordância: para que D 6E I (ou E 6D ) seja aceita... para cada critério J .. nenhum Q dos critérios J na minoria deve se opor à afirmação D 6E (ou E 6D ).. representa a menor diferença J (E ) − J (D ) incompatível com a afirmação D 6E . O limite de preferência S (E ) . Z ... P} .. para cada critério J .. Q} . L = 1. M} . • O conjunto de limites de indiferença {T (E ).. Q} . de uma “ maneira muito forte” . e • O conjunto de limites de veto {Y (E ).E ) e F (E ..  € x y y x y Os seguintes passos são seguidos na obtenção desta relação: • Cálculo do índice de concordância parcial F (D .Z 2 . Quatro tipos de parâmetros associados aos critérios intervêm na construção de 6: S T P I R • O U V conjunto de coeficientes dos {Z1 .. M = 1. Z .21 suficiente de critérios J deve ser a favor desta afirmação.. W X Y ` Usado no teste de discordância o veto Y (E ) ... e • Não-discordância: quando a condição de concordância é verificada. uma maioria pesos ou importância . O limite de indiferença T (E ) ...

F (D . • Cálculo da relação de subordinação conforme o índice de credibilidade ˆ ‡ ‰ ‡ ˆ ‰ … † σ (D . Este índice é calculado pela melhor. ’ “ ’ “ O índice de concordância parcial F (D . então F (D . considerando que o critério J seguinte expressão: é válido. expressa até que ponto a afirmação D é ao menos tão boa quanto E e E é ao menos tão bom quanto D . então F (D . g h g h i h g h g h – Se J é um critério que quanto maior o valor assumido na alternativa é F (D . e  ‘ • Determinar um nível de corte λ para obter uma relação de subordinação.D ) .E ) . – • ˆ ‡ ‰ ” ‡ ˆ ’ ‰ € respectivamente.22 • Cálculo do índice de concordância geral F(D .E ) é calculado como se segue.E ) . Isto é: Se σ ( D .E ) ≥ λ ⇒D 6E .E ) e F (E . figura 03: Se J (D ) ≤ J (E ) − S (E ) .E ) = 0 j k j k l k d e f — ˜ — ‡ ˜ ˆ ‰ ™ ˜ Se J (E ) −T (E ) < J (D ) .E ) e G (E .D ) .E ) = [ J (D ) − J (E ) + S (E )] [ S (E ) −T (E )] .E ) = 1 p q r m n o n o n j k j k j l k Se J (E ) − S (E ) < J (D ) ≤ J (E ) − T (E ) . • Cálculo do índice de discordância parcial G (D .

E ) = 0 v w x w v w  €  } ~ } } ~ | | ~ Se J (D ) < J (E ) + T (E ) .23 Figura 03 .D ) é calculado como se segue: Se J (D ) ≥ J (E ) + S (E ) . F (E .D ) = 0 v w x w v w q p r p r p q r p r ~ q r Se J (D ) < J (E ) + T (E ) . s t s t u t s t s t – Se J é um critério que quanto maior o valor assumido na alternativa é F (E . então F (E .     €      – Se J é um critério que quanto menor o valor assumido na alternativa é F (D .D ) = 1 | } ~ y z y z { z melhor. então F (D . então F (D . então F (E .D ) = [ J (E ) − J (D ) + S (E )] [ S (E ) − T (E )] . F (D .E ) = [ J (E ) − J (D ) + S (E )] [ S (E ) − T (E )] v w v w x v w Se J (E ) + T (E ) ≤ J (D ) < J (E ) + S (E ) .E ) = 1  €      €  v w v w v x w Se J (E ) + T (E ) ≤ J (D ) ≤ J (E ) + S (E ) .E ) é calculado como se segue: Se J (D ) ≥ J (E ) + S (E ) .Representação do índice de concordância parcial melhor.

L = 1.E ) expressa até que ponto as avaliações de D e E .D ) = 0 † ‡ † ‡ ˆ ‡ €      €    €  Se J (D ) > J (E ) −T (E ) . Q e N = 1.D ) = 1 … ƒ „ ƒ „ ƒ „ … „ O índice de concordância global F( D .E ) = ∑   ‘ Z F (D ..E ) . F (E .D ) = [ J (D ) − J (E ) + S (E )] [ S (E ) −T (E )] .. . neste critério. então F (E . Neste caso de preferência crescente. o critério J se opõe a um veto quando a diferença J (E ) − J (D ) excede ao limite de veto Y (E )  › œ ˜ ™ š ™ • – — — – • — – — – • ’ “ ”  =1 ∑Z  Ž F(E ... “ D subordina E ´.D )  =1 ∑Z  Ž F(D . isto é.. . ƒ „ ƒ „ … „ ƒ „ ƒ „ Ž Ž ‚ Se J é um critério que quanto menor o valor assumido na alternativa é F (E ..D ) = ∑  ‘  Z F (E . então F (E ...D ) é calculado como se segue: Se J (D ) ≤ J (E ) − S (E ) . Q e N = 1.. . estão de acordo com a afirmação “ D subordina E ” :  ‘    ‹ ‰ Š Œ ‹ =1 Analogamente. E é preferível à D . ‘    =1 O índice de discordância parcial G (D ...24 melhor..E ) expressa até que ponto o critério J se opõe à afirmação “ D é ao menos tão boa quanto E ” . † ‡ † ‡ ˆ † ‡ Se J (E ) − S (E ) ≤ J (D ) < J (E ) − T (E ) .. L = 1.. Um critério J é considerado discordante com a afirmação “ D subordina E ” se.. em todos os critérios..

D ) = [ J (D ) − J (E ) − S (E )] [Y (E ) − S (E )] § ¨ § ¨ § © ¨ Se J (E ) −Y (E ) < J (D ) ≤ J (E ) − S (E ) .25 melhor. ­ ® ­ ® ¯ ® ­ ® ­ ®  Se J é um critério que quanto maior o valor assumido na alternativa é G (E .E ) = [ J (E ) − J (D ) − S (E )] [Y (E ) − S (E )] .E ) = 0 § ¨ © ¨ § ¨ ¡ £ ¢ ¡ ¢ ¡ ž ¢ Ÿ   « £ ¢ Se J (E ) −Y (E ) ≥ J (D ) . então G (D . então G (E . então G (D . G (D .E ) = 1 ¬ ª « ª « ¬ « ¬ « Figura 04 . ¤ ¥ ¤ ¥ ¦ ¥ ¤ ¥ ¤ ¥  Se J é um critério que quanto maior o valor assumido na alternativa é G (D .Representação do índice de discordância parcial melhor.D ) = 0 § ¨ § ¨ © ¨ ª ¬ « ¬ « ¬ ª « ¬ ª « § ¨ § ¨ © § ¨ Se J (E ) + S (E ) < J (D ) ≤ J (E ) +Y (E ) . G (E .D ) p calculado como se segue: Se J (D ) ≤ J (E ) + S (E ) .E ) é calculado como se segue. figura 04: Se J (D ) > J (E ) − S (E ) .

E ) é calculado como se segue: Se J (D ) ≤ J (E ) + S (E ) .D ) = 0 § ¨ © ¨ § ¨ ¶ · ¸ ³ ´ ³ ° ´ ² µ ´ Se J (D ) ≤ J (E ) −Y (E ) .E ) = 0 § ¨ § ¨ © ¨ ² ° ± ² ± ² ² ± ° ± ± ° ± Se J (D ) > J (E ) +Y (E ) ..E ) da relação de subordinação D 6E ..E ) = [ J (D ) − J (E ) − S (E )] [Y (E ) − S (E )] .E ) é obtido de acordo com os seguintes princípios: É Ê Ç È Å Æ Â Ã Ä À Á § ¨ § ¨ © § ¨ Se J (E ) −Y (E ) < J (D ) ≤ J (E ) − S (E ) . expressa até que ponto “ D subordina E ” de acordo com o índice de concordância global ¼ ½ ¼ ½ ¿ ¾ F(D .D ) = 1 ° ² ± ° ± ² ± ² ² ± ± melhor.26 Se J (E ) +Y (E ) < J (D ) .E ) e com o índice de discordância G (D .E )...E ) = 1 ² ° ± ² ± ² ± ° melhor. L = 1....E ). então G (E . O cálculo do índice de credibilidade σ (D .D ) = 1 » ¹ º ¹ º ¹ º » º O índice de credibilidade σ ( D . G (D . Calculam-se os índices de credibilidade σ (D .D ) para estabelecer a relação de subordinação.. ² ± ² ± ° ± ² ± ±  Se J é um critério que quanto menor o valor assumido na alternativa é G (E . então G (E . então G (D . M = 1. então G (E .D ) = [ J (E ) − J (D ) − S (E )] [Y (E ) − S (E )] § ¨ § ¨ § © ¨ Se J (E ) + S (E ) < J (D ) ≤ J (E ) +Y (E ) . G (E . ² ± ² ± ° ± ² ± ² ±  Se J é um critério que quanto menor o valor assumido na alternativa é G (D .D ) é calculado como se segue: Se J ( D ) > J (E ) − S (E ) . então G (D . Q e σ (E . P .

27

1. Quando nenhum critério for discordante, a credibilidade da relação de subordinação σ (D ,E ) é igual ao índice de concordância F(D ,E ) ;
Ì Ì Ë Ì É Ê

2. Quando um critério discordante se opõe ao veto para a afirmação “ D
Ë Ì Î Ï Ð Í

subordina E ” (i. é., G (D ,E ) = 1) , então o índice de credibilidade σ (D ,E ) torna-se nulo (a afirmação “ D subordina E ” não é totalmente acreditável); e 3. Quando um critério discordante é tal que F(D ,E ) < G (D ,E ) < 1 , o índice de credibilidade σ (D ,E ) torna-se menor do que o índice de concordância F(D ,E ) , devido ao efeito de oposição deste critério. A conclusão deste princípio é de que o índice de credibilidade σ (D ,E ) corresponde ao índice de concordância, enfraquecido por um eventual efeito de veto. Mais precisamente, o valor σ (D ,E ) é calculado como se segue :
1 − F(D ,E )
Ö × Ö × Õ Ë Ì Ë Ì Ë Ì Ë Ì Ñ Ò Ó Ñ Ò Í Ì

A relação de subordinação S utiliza de um nível de corte- λ . λ é considerado como o menor valor do índice de credibilidade compatível com a afirmação de que “ D
Ü Ý Ü Ý Û

subordina E ” , se σ (D ,E ) ≥ λ ⇒ D 6E . Assim, são definidas relações binárias de preferência (>), indiferença (I) e incomparabilidade (R):

D ,E ⇔ D 6E e E 6D ; D >E ⇔ D 6E e não E 6D ; D <E ⇔ não D 6E e E 6D ; e
é ã â à á â Þ ã ß â Þ ß ã

D 5E ⇔ não D 6E e não E 6D
è ê ë è é

Ø

Ù

Ø

Ù

Ú

σ (D ,E ) = F(D ,E )∏
Ô Õ Ö × Ö ×

1 −G (D ,E )

, onde , = { M / G (D ,E ) > F(D ,E )}

æ

ç

ä

å

ä

å

28

3.2.2 Procedimentos de classificação Supondo que todos os critérios sejam crescentes, a regra do procedimento de exploração é realizada para analisar o modo em que uma alternativa D é comparada com
ì é

os limites padrão determinados para a classe na qual D procedimentos de classificação são avaliados.

deve ser enquadrada. Dois

1º) O procedimento de classificação pessimista (ou conjuntivo) é descrito a seguir: 1. Comparar D sucessivamente com E , para L = Q, Q − 1,...,1 , conforme figura 05. 2. Se E é o primeiro limite padrão tal que D 6E , classifica-se D Classe & +1 (D →& +1 ) .
þ ï ð ï î î í ì

para a

D
| b1 C2 | b2 ... |

C1

Ci+1 | | bi

|

Cn Cn+1 | | bn-1 bn

Figura 05 - Classificação segundo procedimento pessimista

soma dos limites), para todos os critérios (regra conjuntiva). Quando λ decresce, o caráter conjuntivo desta regra é enfraquecido, isto é, pode acontecer que J (D ) < J (E ) e ainda D ∈&
ý
+1

.

ø

ú

û

ü

û

ö

+1

ù

÷

pode ser enquadrada na classe &

somente se J (D ) for igual ou exceder J (E ) (pela

õ

E , isto é, D 6E . Quando se utiliza este procedimento com λ = 1 , uma alternativa D
ó ô ò

ò

procedimento pessimista classifica a alternativa D para a classe &

+1

tal que D subordine

ò

ñ

ï

Se E

e E +1 denotam os limites inferior e superior da classe &

+1

, o

29

2º) O procedimento de classificação otimista (ou disjuntivo) é descrito a seguir: 1. Comparar D sucessivamente com E , L = 1,2,..., Q , conforme figura 06; e
ÿ ý

& (D →& ) .

D
C1

| b1

C2

| b2

...

Ci

|

|

| bi

Ci+1

| bi+1

| bn

Figura 06 - Classificação segundo procedimento otimista

O procedimento otimista (ou disjuntivo) classifica D para a mais baixa classe & para a qual o limite superior de E é preferível a D , i. é, E >D . Quando se utiliza este procedimento com λ = 1 , uma alternativa D pode ser classificada na classe & quando

J (E ) exceder J (D ) (pela soma dos limites) ao menos para um critério (regra
disjuntiva). Quando λ decresce, o caráter disjuntivo desta regra é fraco. 3º) Comparação entre os dois procedimentos de classificação: Sendo estes dois procedimentos diferentes, conseqüentemente, pode ocorrer a classificação de algumas alternativas em diferentes classes. Suponha-se que uma alternativa D é classificada em & pelo procedimento de classificação pessimista e & pelo procedimento otimista, respectivamente. Espera-se: • Que & seja inferior ou igual a & (L ≤ M ) ; e • Que & seja inferior a & quando D é incomparável com todos os limites entre & e & ( D5E , ∀I , tal que L < I ≤ M ) .

¦

£

2. Que E seja o primeiro perfil tal que E >D , classificando D

na classe

¦

¥

¦

¡

¢  

¦ 

©

 

¦ 

¦  

¤

¦

§

¥

¤

¤

¨

e uma divergência entre os resultados dos dois procedimentos de classificação ocorre somente quando uma alternativa é incomparável para um ou vários limites.Avaliação de uma alternativa entre dois perfis   otimista: E +1 6D D →&    pessimista: D 6E D →&  +1 +1 . a regra de classificação pessimista classifica a alternativa na classe inferior a da otimista. figura 07. ambos os procedimentos classificam esta alternativa para esta classe.30 Quando as avaliações de uma alternativa ficarem entre os dois limites de uma classe em cada critério. Ci+1 | bi | bi+1 | | | Figura 07 . então. Em tais casos.

localizado numa região de extrema atividade agrícola e industrial. tanto no ambiente terrestre como no aquático. Deste modo. que por sua vez influenciará a qualidade de vida dos seres vivos existentes no reservatório. Os impactos causados pelas grandes devastações da cobertura vegetal regional. principalmente no que diz respeito aos cursos da água. com a implantação dessas atividades ainda não foram avaliados. usando exclusivamente a fauna de peixes como indicador da qualidade do manancial. A usina Itaipu Binacional com um reservatório de grande abrangência e um de seus maiores tributários o rio São Francisco Verdadeiro. de modo que trabalhos de monitoramentos ambientais nas regiões de abrangência das usinas são de fundamental importância. causou para a região um forte impacto ambiental. este trabalho utiliza a análise de multicritério e o Índice de Integridade Biótica para avaliar a qualidade ambiental de três riachos afluentes ao reservatório. A avaliação e caracterização da qualidade ambiental dessa sub-bacia indicarão a qualidade das águas que estará chegando ao reservatório. uma vez que as construções dessas usinas causam um grande impacto ao meio-ambiente e a sociedade em geral.31  (678'2 '( &$62 Existe uma crescente preocupação das usinas geradoras de energia referente ao meio ambiente. .

O posicionamento geográfico das estações é apresentado na tabela 02. entre outubro de 2004 e abril de 2006. 5L R 3 DUDQ i Figura 08 . da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – &DPSXV de Toledo.Localização das estações de amostragem # " ! .32 4. Arroio Fundo e Curvado foram realizadas bimestralmente. sendo definidas duas estações de amostragem (nascente e foz). em cada um dos riachos.1 PROGRAMA DE AMOSTRAGEM As amostragens de peixes nos riachos Ajuricaba. pelo GERPEL – Grupo de Pesquisa em Recursos Pesqueiros e Limnologia. pertencentes à bacia hidrográfica do rio São Francisco Verdadeiro (Figura 08).

Rondon Marechal C. utilizando-se dois puçás energizados (cátodo e ânodo) por um gerador de eletricidade de 2. Ajuricaba Arroio Fundo Curvado Nascente Foz Nascente Foz Nascente Foz Marechal C.Malha de Bloqueio. delimitados por rede de bloqueio de malha de 0. onde cada exemplar foi identificado ao nível $ $ % % & % % $ ÈUHD (VWDomR 0XQ L FtSL R 3 RVL FL RQ DPHQ WR .Geoposicionamento das estações de coletas. Rondon Marechal C. Rondon Marechal C. Rondon 21J 0791711E/7278627S 21J 0787391E/7275728S 21J 0796877S/7277177S 21J 0787369S/7274635S 21J 0788638S/7280166S 21J 0787404S/7275769S As coletas foram realizadas em trechos de 40 metros. através de três coletas sucessivas no sentido da foz à cabeceira. Rondon Marechal C. Figura 10 . denominada de pesca elétrica (Figura 10).5kW. sendo que os indivíduos capturados foram fixados em formol 4% e transportados ao laboratório para análise. Figura 09 .33 Tabela 02. Rondon Marechal C. funcionando em corrente contínua com saída de 220V e 2A.Coleta de Pesca Elétrica. Após as coletas com pesca elétrica.5cm (Figura 09). foram utilizadas peneiras em vinte lances em cada local.

486 indivíduos. Quanto à composição trófica. ou seja. ou seja. Na tabela 03 estão citadas todas as características que foram avaliadas em todos os locais de coleta. e detritos). à exceção da combinação dos invertebrados e peixes. que foram considerados generalistas. comprimento padrão. foram definidas a proporção de generalistas. peixes. por metro quadrado. plantas. pertencentes a 40 espécies de peixes. sendo que foram obtidas as informações: número de espécies nativas (espécies de peixes oriundas do rio Paraná). número de espécies bentônicas. plantas vascular. onívoros e invertivoros. sendo ainda obtidos o comprimento total.34 específico. Quanto às espécies indicadoras. Quanto à abundância por local foram calculados o número de indivíduos e biomassa (gr). outros invertebrados. algas. Os insetívoros alimentam-se quase exclusivamente de insetos e os carnívoros. isto é. moluscos e afins. quanto à alimentação dos peixes. espécies mais resistentes à poluição. foram definidos o número de espécies intolerantes. peso. somente se alimentam de peixes e invertebrados. Os invertivoros comem insetos e outros invertebrados. espécies mais sensíveis à degradação ambiental. os estágios de maturidade sexual e o grau de repleção gástrico. que são espécies de peixes que habitam no fundo do rio. . proporção de espécies tolerantes. incluindo crustáceos. No período de coleta foram capturados 5. Os onívoros consomem dois ou mais tipos de alimentos (insetos.

Dados para elaboração dos parâmetros utilizados na pesquisa $PEO\GRUDV DIILQLV $QFLVWUXV VS $SK\RFKDUD[ VS Itaui-Cavalo $SWHURQRWXV FDXGLPDFXORVXV Lambari $VW\DQD[ DOWLSDUDQDH Lambari $VW\DQD[ IDVFLDWXV Lambari $VW\DQD[ SDUDQDH Lambari %U\FRQDPHULFXV H[RGRQ Lambari %U\FRQDPHULFXV VWUDPLQHXV Bagre &HWRSVRUKDPGLD LKHULQJL Charutinho &KDUDFLGLXP ]HEUD Cara &LFKODVRPD SDUDQDHQVH Corydoras &RU\GRUDV VS Joaninha &UHQLFLFKOD EULWVNLL Joaninha &UHQLFLFKOD QLHGHUOHLQLL Carpa &WHQRSKDU\QJRGRQ LGHOOD )DUORZHOOD VS Cara *HRSKDJXV EUDVLOLHQVLV Morenitas *\PQRWXV LQDHTXLODELDWXV Morenitas *\PQRWXV VS Morenitas *\PQRWXV V\OYLXV Bagre Cipó +HSWDSWHUXV PXVWHOLQXV Traira +RSOLDV PDODEDULFXV Traira +RSOLDV VS  Traira +RSOLDV VS  Traira +RSOLDV VS Traira +RSOLDV VSS Cascudo +RSORVWHUQXP OLWWRUDOH Cascudo +\SRVWRPXV DQFLVWURLGHV Cascudo +\SRVWRPXV VS  Cascudo +\SRVWRPXV VS  Cascudo +\SRVWRPXV VSS Piaussu /HSRULQXV PDFURFHSKDOXV Acari /RULFDULLFKWK\V SODW\PHWRSRQ Lambari-corintiano 0RHQNKDXVLD LQWHUPHGLD Tilápia 2UHRFKURPLV QLORWLFXV Canivete 3DURGRQ QDVXV Jundia 5KDPGLD TXHOHQ Lambari 6HUUDSLQQXV QRWRPHODV Mussum 6\QEUDQFKXV PDUPRUDWXV Cascudo B= Bentônico. onívoros nativo generalistas nativo insetívoros nativo carnívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo insetívoros nativo insetívoros nativo generalistas introduzido generalistas nativo onívoros nativo invertivoros nativo insetívoros nativo invertivoros nativo invertivoros nativo carnívoros nativo carnívoros nativo carnívoros nativo carnívoros nativo carnívoros nativo insetívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros nativo onívoros introduzido onívoros nativo onívoros nativo insetívoros introduzido generalistas nativo carnívoros nativo generalistas nativo insetívoros nativo B B B B B B B B B B B B B B QAc16QHE 6W GI X B(tA Gt Xc2 cHWYFr GEs 4X I T I I T I T I I T I T I I I T I T T T T T T T T T T I T T T T T T I T T T T T 7TP WQApi PA Gq H1h gfe 02 GB A GS bB cE d1cRP (a GX( 4 0 1H` Y1WV7( U HE TS RQIH2 HF31(D' ( G GP GE 2 0 B @ (4 0( CA 6894765231)' .35 Tabela 03 . I= Intolerante. T= Tolerante.

sendo que a descrição da flora do ambiente é um fator importante na questão de avaliação ambiental. margens escavadas que servem para diminuir a visibilidade dos peixes em relação aos predadores aquáticos e terrestres. Na estação Ajuricaba/Nascente observou-se fundo lodoso e considerável quantidade de abrigos. Suas margens apresentam predominância de solo nu com pequena faixa de árvores e arbustos (Figura 11). grande faixa de arbustos. Figura 11 .Estação Ajuricaba/Nascente Figura 12 . pouco abrigo.Estação Ajuricaba/Foz A estação Arroio Fundo/Nascente apresenta fundo pedregoso. isto é. que possui fundo pedregoso. Ambiente inverso registrou-se na estação Ajuricaba/Foz.1 Descrição dos ambientes de coleta As características dos locais de amostragem estão reportadas abaixo. poucas árvores e pequena faixa de solo nu (Figura 12).1. .36 4. ausência de abrigos e suas margens possuem quantidade razoável de árvores e arbustos com faixas de solo nu (Figura 13). uma vez que essas características influenciam nos resultados finais da qualidade de um ambiente.

Na estação Curvado/Foz observou-se fundo pedregoso.Estação Arroio Fundo/Nascente Figura 14 . com predominância de árvores e arbustos em suas margens (Figura 15). poucas árvores e considerável quantidade de solo nu (Figura 16). porém nas suas margens existe a predominância de árvores e arbustos e pequenas faixas de solo nu (Figura 14). Figura 15 . Figura 13 . pequena quantidade de abrigos e suas margens possuem larga faixa de arbustos.Estação Arroio Fundo/Foz O ambiente da estação Curvado/Nascente caracterizou-se pelo fundo rochoso com pequenas áreas de lodo e considerável quantidade de abrigos.Estação Curvado/Nascente Figura 16 . .Estação Curvado/Foz.37 Situação semelhante ocorre na estação Arroio Fundo/Foz que também apresenta fundo pedregoso e ausência de abrigos.

O cálculo do IIB para um determinado local é então calculado pela seguinte fórmula: . conforme tabela 04. sendo que a tabela 04 informa as pontuações que foram usadas em função das informações ( [ ) obtidas das amostras... sendo que J (D ) = [ pode assumir os valores 5. Para a implementação do IIB foi utilizado um aplicativo desenvolvido em MATLAB. onde trata de valores específicos para o rio Paraná.. apresentado no Anexo 1. + J 9 (D ) A classificação de cada riacho é dada pela tabela 01. sendo retiradas as espécies de grande porte. w x y v y y y u .% (D ) = J 1(D ) + J 2 (D ) + . Cada local D é avaliado em relação a cada J .. nas duas estações de amostragem.2 IMPLEMENTAÇÃO DO ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA O IIB foi calculado para cada riacho. 3 ou 1.38 4. (2004). usando como referência o trabalho de Agostinho et al.

proporção de espécies insetívoras. (2004). Proporção de espécies carnívoras ≤ 38 ≥ 25 ≥ 25 38 < x ≤ 90 11 ≤ x < 25 11 ≤ x < 25 onívoros e invertívoras < 11 < 11 J 7 . $EXQ GkQ FL D ≥ 14 ≥ 139 6 ≤ x < 14 59 ≤ x < 139 4.Referência utilizada para determinar o Índice de Integridade Biótica  &RPSRVL omR H UL TXH]D GH HVSpFL HV J 1 . que são os locais a serem avaliados: ‚  € &DWHJRUL D 3 RQ WXDomR  €  € € € € ‚ ‚ € € < 22 <8 <8 > 95 € > 90 ‚ <6 < 59 . proporção de espécies carnívoras. Nº de espécies Bentônicas ≥ 52 ≥ 20 ≥ 18 ≤ 41 22 ≤ x < 52 8 ≤ x < 20 8 ≤ x < 18 41 < x ≤ 95 J 3 . proporção de espécies generalistas. Nº de espécies intolerantes &RPSRVL omR 7UyIL FD J 4 . Proporção de espécies generalistas. onívoros e invertívoras. Biomassa/m2 Fonte: Agostinho et al. Nº de espécies Nativas (VSpFL HV .3 IMPLEMENTAÇÃO DO MÉTODO ELECTRE TRI Os critérios utilizados para implementação do ELECTRE TRI foram os mesmos utilizados no cálculo do IIB: nº de espécies nativas.Q GL FDGRUDV J 2 . nº espécies intolerantes. sendo as alternativas em nº de 6.39 Tabela 04 .. proporção de espécies tolerantes. J 6 . Nº de indivíduos/m2 J 9 . Proporção de espécies tolerantes J 5 . Proporção de espécies insetívoras J 8 . nº de individuo/m2 e biomassa/m². nº de espécies bentônicas.

Regular. Para cada critério J . A tabela 05 mostra esses parâmetros.Classificação dos riachos Foram definidos ainda. que foram determinados a partir da análise dos valores de cada critério. J : Muito Pobre E1 | Pobre E2 | Regular E3 | Bom Figura 17 . sendo: Bom. sendo os perfis encontrados a partir da literatura citada anteriormente.40 D 1 : Ajuricaba/Nascente D 2 : Ajuricaba/Foz D 3 : Arroio Fundo/Nascente D 4 : Arroio Fundo/Foz D 5 : Curvado/Nascente D 6 : Curvado/Foz Foram consideradas quatro categorias de qualidade ambiental. estes perfis assumem os valores J (E ) . „ ƒ … † ‡ . e também o peso para cada critério analisado. Pobre e Muito Pobre. comparados às alternativas com três perfis de referência (Figura 18). limitadas por perfis E ’V . os limiares de indiferença. conforme a figura 17. preferência e veto para cada critério.

g2= Nº de espécies bentônicas. g8= Nº de indivíduo/m2 e g9= Biomassa/m². g7= Proporção de espécies insetívoras.Limiares e perfis utilizados no ELECTRE TRI J1 J2 1 2 1 0 3 2 1 12 8 14 20 J3 1 2 0 0 3 1 1 10 8 13 18 J4 1 1 3 3 2 5 5 54 -95 -68 -41 J5 1 1 3 3 2 5 5 52 -90 -64 -38 J6 1 3 2 0 4 3 1 14 11 18 25 J7 1 3 2 0 4 3 1 14 11 18 25 J8 1 3 0 0 4 1 1 8 6 10 14 J9 1 6 0 0 7 1 1 80 59 99 139 Limite indiferença T (E 1 ) Limite indiferença T (E 2 ) Limite indiferença T (E 3 ) Limite de preferência S (E 1 ) Limite de preferência S (E 2 ) Limite de preferência S (E 3 ) Veto Y (E ). Figura 18 .41 Tabela 05 . g4= Proporção de espécies tolerantes. onívoros e invertivoros. g6= Proporção de espécies Carnívoras. ∀L Perfil J (E 1 ) Perfil J (E 2 ) Perfil J (E 3 ) g1= Nº de espécies nativas.Representação dos perfis no ELECTRE TRI  ‰  ˆ ˆ ˆ ‘ ’ ’ ’ „ Peso Z 1 3 1 0 4 2 1 30 22 37 52 ’ . g3= Nº espécies intolerantes. g5= Proporção de espécies generalistas.

42 Por exemplo. assim. e de outro for 22 (1º perfil). mesmo que tenha boas avaliações nos outros critérios. para uma diferença acima desse limiar considera-se que o riacho é estritamente melhor do que o outro. O limiar de veto é utilizado para verificar se existe discordância associada à afirmação de que um riacho é preferível a outro. o primeiro riacho é estritamente melhor do que o segundo. Por exemplo. para qualquer critério e. com relação ao primeiro critério apresentado na tabela 05. o limiar de indiferença T 1 (E1 ) = 3 significa que um riacho com 25 espécies nativas e outro com 19 espécies nativas são considerados indiferentes ao riacho de 22 espécies que caracteriza o 1º perfil. apresentado no Anexo 2. “ ” . Já o limite de preferência S é o valor para o qual existe preferência estrita de um riacho em relação a outro. nesse critério. Isso ocorre se a diferença entre as avaliações de dois riachos for maior que Y (E ) . ou seja. o riachos de menor avaliação não pode ser considerado preferível ao outro. entende-se que. O procedimento de classificação de cada estação de amostragem foi efetuado por um aplicativo desenvolvido em ambiente MATLAB. para S 1 (E1 ) = 4 significa que o número de espécies nativas de um riacho for 26.

43  5(68/7$'26 ( '. ocorreu uma maior captura na estação Arroio Fundo/Nascente (83%) e uma menor captura na estação curvado/Foz (72%). .1 AMOSTRAGEM No final dos nove bimestres de coletas os resultados das amostras encontrados em cada riacho e estação de amostragem estão representadas na tabela 06. número de indivíduos/m² teve uma leve dominância na estação Curvado/Nascente(6). As espécies indicadoras classificadas como intolerantes tiveram uma presença um pouco maior nas estações Arroio Fundo/Foz (7) e Curvado/Foz (7). A proporção de espécies carnívoras capturadas na estação Ajuricaba/Foz (23%) e na estação Arroio Fundo/Foz (12%). Um número maior de espécies bentônicas foi capturado nas estações Ajuricaba/Nascente (11) e Arroio Fundo/Foz (11). ainda quanto a alimentação foi avaliado a proporção de espécies insetívoras que teve uma maior predominância nas estações Ajuricaba/Foz (23%) e Arroio Fundo/Foz (23%) e uma menor predominância na estação Ajuricaba/Nascente (15%). ocorrendo na estação Arroio Fundo/Nascente (70%) e na estação Ajuricaba/Foz (55%). A abundância nas estações de amostragens. Na estação Curvado/Nascente foi onde ocorreu um número menor dessas espécies (7). já na estação Arroio Fundo/Nascente em menor número (4). Outro critério avaliado para as espécies indicadoras foi à proporção de espécies tolerantes.6&866®(6 5. Quanto ao hábito alimentar das espécies capturadas foram avaliadas a proporção de espécies generalistas. onívoros e invertivoros.

Dados das amostras por Riacho/Estação de Amostragem Parâmetros &RPSRVLomR H ULTXH]D GH HVSpFLHV Nº de espécie nativas Nº de espécies bentônicas (VSpFLHV .94 .28 4 31.QGLFDGRUDV Nº espécies intolerantes Proporção de espécies tolerantes (%) &RPSRVLomR 7UyILFD Proporção de espécies generalistas.44 Tabela 06 .35 5 26.55 5 51. F: Foz 22 8 21 9 24 11 22 7 $UURLR )XQGR1 $UURLR )XQGR) &XUYDGR1 &XUYDGR) 25 10 5 81 6 73 4 83 7 73 5 79 7 72 65 19 15 55 23 23 70 13 17 65 12 23 63 17 21 68 16 16 5 93.75 4 25. onívoros e invertivoros (%) Proporção de espécies carnívoras (%) Proporção de espécies insetívoras (%) $EXQGkQFLD Nº de indivíduo/m2 Biomassa(gr)/m2 $MXULFDED1 25 11 $MXULFDED) Riachos/Estações de Amostragens – N: Nascente.95 6 67.

95 Figura 20 – Biomassa(gr)/m² por estação de amostragem – w g vjuk– r q g – g onjk– ™9eQgY7estp3epieeQ1Y7)• Qml R7fhi9g 1e™7–D• – j fk j – f d ˜ — { ƒ {€ {|} x yz {~ ‚ Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio N Arroio F 26.75 Curvado N Curvado F .94 93.28 25.28 g/m²) foram responsáveis pelas maiores capturas (Figura 20). %LRPDVVDPð 31.35 g/m²) e Curvado/Nascente (67. 30 25 20 15 10 5 Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio N Arroio F Curvado N Curvado F Figura 19 .Amostra de espécies nativas por estação de amostragem Quanto à biomassa/m². podemos perceber que as estações Ajuricaba/Nascente (93. com 25 espécies nativas em ambas as estações (Figura 19).45 Quanto ao número de espécies nativas coletadas nas estações podemos perceber que na estação Ajuricaba/Nascente e Curvado/Foz ocorreu uma leve predominância.35 67.55 51.

46 5. ou seja. possuem mais abrigos e uma faixa considerável de mata. Proporção de espécies carnívoras Proporção de espécies insetívoras Nº de indivíduos/m2 Biomassa/m2 . o que facilita a alimentação dos peixes e a preservação do mesmo. Tabela 07 . F: Foz Com relação às classificações das estações de amostragem observou-se que as estações Ajuricaba/Nascente e Curvado/Nascente foram classificadas como locais regulares (Figura 21). os atributos situam-se entre 10 e 50% em relação a situação ideal para os ambientes. .. em média.Índice de Integridade Biótica para cada estação Critérios/Estações Nº de espécies Nativas Nº de espécies Bentônicas Nº de espécies intolerantes Ajuricaba/ N Ajuricaba/ F Arroio Fundo/N Arroio Curvado/ Curvado/ Fundo/F N F 3 3 1 3 3 3 3 1 3  3 3 1 3 3 3 3 1 1  1 3 1 3 3 3 3 1 1  3 3 1 3 3 3 3 1 1  3 1 1 3 3 3 3 3 3  3 3 1 3 3 3 3 1 1  Proporção de espécies tolerantes Proporção de espécies generalistas. onívoros e invertívoras. além disso.% N: Nascente.2 RESULTADOS DO ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA Os valores do cálculo do índice de integridade biótica para cada estação de amostragem estão representados na tabela 07.

há um clube de recreação em suas redondezas e este local é utilizado para lazer e conseqüentemente faz com que as atividades exerçam uma forte pressão sobre os recursos naturais.47 Os outros locais avaliados (Ajuricaba/Foz. usando o Índice de Integridade Biótica. Arroio Fundo/Foz e Curvado/Foz). ou seja. há um significante desvio da condição de referência. isto se justifica pelo fato de que neste ponto de coleta. um impacto maior ao ambiente. com muitos aspectos da integridade biológica distantes da situação minimamente impactada. Arroio Fundo/Nascente. sendo que em média os atributos estão abaixo de 10% da condição referência. Além disso.QWHJULGDGH %LyWLFD 25 24 23 22 21 20 19 18 Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio N Arroio F Curvado N Curvado F Regular Pobre (VWDo}HV GH $PRVWUDJHP Figura 21 . &ODVVLILFDomR GDV (VWDo}HV GH $PRVWUDJHQV 26 ËQGLFH GH . foram classificados como pobres (Figura 21).Classificação das Estações de Amostragens. . a estação Arroio Fundo/Nascente ficou com índice menor do que todas as outras nascentes. causando assim.

00 0.00 M =8 0.00 1.00 0.00 0.00 0.00 1.Índice de concordância parcial F ( D .00 0.00 0.00 0.00 1.00 M=2 0.00 1.00 0.00 1.00 M =9 1. primeiro foi encontrado o índice de concordância parcial.00 0.00 1.00 1.00 M=2 1.00 † † † † ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ M =5 1.00 0.00 0.E 1 ) F (D 6 .00 0.00 1.E 2 ) F (D 4 .E 1 ) F (D 1 .00 0.00 0.00 0.00 1.00 1.E 2 ) L=2 F (D 1 .00 1.00 0.00 1.E 1 ) M =1 1.00 1.00 0.E 2 ) F (D 2 .00 0. para cada critério avaliado.00 1.00 1.00 0.E 2 ) F (D 5 . 12 e 13 apresentam os resultados encontrados.00 1.E 1 ) F (D 2 .00 1.00 0.E 1 ) F (D 4 .00 0.00 M=6 1.00 1.00 1.00 1.00 M =9 0.00 0.00 1.00 0.00 0.E 1 ) F (D 5 .00 1.00 1.00 1.00 0.00 M=7 0.00 1.00 0.E 2 ) M =1 0.00 1.00 0.00 .3. 09.00 0.00 1.00 1.00 M=7 1.00 1.E 2 ) „ ‡ … ˆ M =5 1.00 1.00 1.00 1.1 Índice de concordância Para determinação dos índices de concordância entre cada riacho e perfil.00 1.00 1.3 RESULTADOS DO MÉTODO ELECTRE TRI PARA UM NÍVEL DE CORTE λ ≤ 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 1. 11.00 1.00 1.00 1.00 M =3 0.48 5.00 M =8 1.50 F (D 6 .00 0.00 F (D 3 .00 0.00 0.E 1 ) L =1 Tabela 09 .00 1.00 M =3 0.00 1.00 M=4 0. Tabela 08 .00 1.00 M=6 1. sendo que as tabelas 08.00 0.66 5.00 1.00 1.Índice de concordância parcial F ( D .00 M=4 1.00 0.E 2 ) F (D 3 .00 1. 10.00 † † ˆ 1.00 0.00 0.50 1.00 1.00 1.00 1.00 0.00 1.

D ) F (E 1 .00 0.00 1.00 0.00 0.00 .00 1.00 0.E 3 ) F (D 2 .00 1.00 1.00 M=7 1.00 0.00 1.49 Tabela 10 .00 M=7 0.00 M =3 1.00 0.00 1.00 F (D 3 .00 0.00 1.00 0.00 0.00 1.00 1.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.D 2 ) F (E 2 .00 1.00 1.00 1.D 3 ) L =1 Tabela 12 .00 0.00 1.E 3 ) F (D 5 .00 1.00 0.00 1.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.D 5 ) F (E 1 .00 M =8 1.00 1.E 3 ) F (D 4 .00 1.00 0.00 M =5 1.00 1.00 M =5 0.Índice de concordância parcial F (E 2 .00 0.00 0.00 0.00 1.00 0.00 0.00 0.00 1.00 1.00 0.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.00 1.00 0.00 0.00 1.00 0.00 0.Índice de concordância parcial F (E 1 .00 0.00 0.D ) F (E 2 .00 1.00 0.D 4 ) F (E 2 .00 1.00 1.00 1.00 M=7 0.00 1.E 3 ) F (D 6 .00 M =9 0.00 1.00 F (E 1 .00 1.00 1.00 0.00 1.00 M=4 0.E 3 ) M =1 0.00 1.00 ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ Š Š Š Š Š M=6 0.00 0.00 0.00 1.00 1.00 M =3 1.00 0.00 M =3 0.00 1.00 1.00 1.00 M=6 1.00 0.00 0.00 0.00 1.00 0.00 1.00 M=2 1.00 M=4 0.Índice de concordância parcial F ( D .00 ˆ ˆ ˆ ˆ Š 0.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.00 M=2 0.00 1.00 1.00 0.00 0.00 1.00 1.00 0.00 1.00 1.00 1.D 3 ) F (E 2 .00 M=6 0.E 3 ) F (D 1 .E 3 ) L=3 Tabela 11 .00 0.D 4 ) F (E 1 .00 1.00 M =8 1.00 M =8 0.00 M =9 0.D 2 ) F (E 1 .00 M=4 1.00 1.00 0.00 1.D 6 ) ‰ ‡ ‡ Š ˆ ˆ M =5 0.00 1.00 0.00 M =9 1.00 M=2 0.D 5 ) L=2 F (E 2 .00 1.D 6 ) F (E 1 .00 0.00 1.00 1.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.00 1.00 1.00 0.00 0.D 1 ) M =1 1.00 0.00 0.00 1.D 1 ) M =1 1.00 1.00 1.00 0.00 F (E 2 .00 0.00 1.

00 1.00 1.Índice de concordância parcial F (E 3 . para L = 1 e M = 1 .00 1.00 F (E 3 .00 1.00 1.00 M =5 1. representa o índice de concordância parcial F1 (D 1 .00 1.00 M =8 1.00 1.00 1.00 1.D ) F (E 3 .00 1.00 1.E 1 ) = 1. Como J (E ) −T (E ) < J (D ) .00 M=7 1.00 1. 23 e 24 mostram o significado de alguns índices.00 1.00 M=4 1.00 1. A figura 22.00 1. então F1 (D 1 .00 1.00 1. Este valor significa que concorda-se plenamente com o fato que D 1 é melhor que E1 sob o ponto de vista do critério 1.E 1 ) ‹ Œ ‰  Š M=6 1.00 1.00 1.00 1. Figura 22 .00 1.00 M =3 1.00 1.D 1 ) M =1 1.D 3 ) L=3 Para melhor entender os resultados.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 Œ  Œ Š Š 1.00 1.00 1.00 M =9 1.50 Tabela 13 .00 M=2 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.D 4 ) F (E 3 .D 6 ) F (E 3 .D 5 ) F (E 3 . as figuras 22.00 Š Š Š Š .00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.E 1 ) da tabela 08.00 1.00 1.00 1.00 1.Índice de concordância parcial F1 ( D 1 .D 2 ) F (E 3 .

Como J (D ) ≥ J (E ) + S (E ) .D 1 ) = 0 .E 2 ) A figura 24.Índice de concordância parcial F 4 ( D 6 .E 2 ) da tabela 09 J 4 (E 2 ) − S 4 (E 2 ) = −73 < J 4 (D 6 ) = −72 ≤ J 4 (E 2 ) −T 4 (E 2 ) = −71 . representa o índice de concordância parcial F 2 (E 1 .51 A figura 23. ou seja. F 2 (E 1 . Como J (E ) − S (E ) < J (D ) ≤ J (E ) − T (E ) . 2 Ž  Ž    Ž  Ž  para L=2 e M = 4. mostra o índice de concordância parcial F 4 (D 6 .5 . F 4 (D 6 .E 2 ) = − 72 + 68 + 5 = 0.D 1 ) da tabela 11 para L = 1 e M = 2 . então. ” • ” • ’ ‘ – ’ • ’ ‘ ’ “ ’ F (D .E ) = [ J (D ) − J (E ) + S (E )] . ou seja. então ‘ ‘ ‘ “ ’ . [ S (E ) −T (E )] Figura 23 .

89 0.Índice de concordância geral F(D .89 0.00 0.00 0.E ) expressa até que ponto as avaliações de um riacho D e um perfil E .22 0. ¡ ¢ — Ÿ ˜    ž š ™ Ÿ ›   œ .89 0. em todos os critérios. Tabela 14 .D ) expressa até que ponto as avaliações de um perfil E e D .Índice de concordância parcial F 2 (E 1 . conforme os resultados encontrados na tabela 15. estão de acordo com a afirmação de que D 6E .00 O índice de concordância geral (E . em todos os critérios estão de acordo com a afirmação E 6D .00 0.22 0.33 0.D 1 ) 5.78 0.E ) .11 0.33 0. D1 D2 D3 D4 D5 D6 E1 E2 E3 0.89 0.33 0. conforme resultados encontrados na tabela 14.00 0.2 Índice de concordância geral O índice de concordância geral F(D .3.89 0.00 0.52 Figura 24 .

50 0.16 M =5 0.18 0.00 0.00 5.71 0.00 0.00 0.46 0.00 0.67 1.00 1.12 0.D ) E1 E2 E3 D1 D2 D3 D4 D5 D6 0.36 0.00 0.00 G (D 5 .39 0.00 M =8 0.Índice de discordância G (D .E 1 ) G (D 2 .00 0.10 0.00 0.00 1.00 0. As tabelas 16.00 0.56 0. 19.14 0.44 0.33 0.00 0.00 0.00 0.E 2 ) L=2 ¡ ¢ £ ¤ M=7 0. o índice de discordância.40 0.27 ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ M=7 0.00 0.00 M=4 0.02 0.57 0.00 0.27 0.84 .00 0. ao contrário do índice de concordância.00 M =8 0.E 2 ) G (D 4 .00 0.00 0. não há um índice de discordância geral.E 2 ) G (D 2 .00 0.58 0.E 1 ) G (D 6 . Tabela 16 .00 0.36 M=2 0.43 0.00 0.00 0.56 0.00 0.20 0.00 0.E 2 ) G (D 1 .35 0.67 0.00 M =9 0.00 M=6 0.00 0.00 0.39 0.00 0.00 0.57 M =9 0.00 0.10 M =3 0.E 1 ) G (D 4 .00 0.00 0.E 1 ) Tabela 17 .Índice de concordância geral (E .00 0.50 0.3.71 0.E 2 ) G (D 3 .91 0.00 0.00 0.00 M=2 0.00 0.00 1.00 0.00 0.00 M =5 0.00 M =3 0.E 1 ) G (D 5 .E 1 ) M =1 0.E 1 ) L =1 G (D 1 . 17.00 0.00 0.00 0.90 0.78 0.00 0.20 0.36 0.00 0.00 1.00 0.00 0.00 M=6 0. deve ser calculado somente para cada critério de avaliação.89 0. 18.Índice de discordância G (D .3 Índice de discordância De acordo com a metodologia ELECTRE TRI.00 0.78 M=4 0.89 0.00 0.57 0.00 0.00 0.46 0.53 Tabela 15 .00 0.00 1.00 0.67 0.00 0.56 1.00 1.89 1.00 0.E 2 ) M =1 0.30 0. 20 e 21 apresentam os valores encontrados.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.56 0.00 0. ou seja.56 0.00 0.00 ¥ ¥ ¥ ¥ 0.06 0.00 G (D 3 .E 2 ) G (D 6 .

00 0.55 0.00 0.57 0.67 0.50 0.E 3 ) G (D 5 .00 M =5 0.73 1.00 0.00 0.00 0.00 0.61 1.82 1.00 0.00 0.00 0.00 M =9 0.90 M=2 0.D 6 ) L =1 G (E 1 .00 0.36 0.00 0.08 0.00 0.54 0.37 0.00 1.00 0.00 M=6 0.61 0.89 1.40 M=7 0.D 1 ) M =1 0.00 0.00 0.66 0.47 0.57 ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ 0.00 0.00 0.00 M=2 0.00 0.10 0.20 0.00 1.00 M=4 0.25 0.80 0.00 0.91 0.10 0.00 1.00 0.18 0.55 0.46 0.00 1.38 M=7 0.Índice de discordância G (E 2 .E 3 ) G (D 2 .00 M =8 0.D 4 ) G (E 2 .38 0.00 1.90 1.00 0.46 M=6 0.00 1.00 0.00 0.08 0.00 0.00 M =3 0.D 1 ) M =1 0.00 0.00 0.00 0.00 M =8 0.E 3 ) G (D 3 .19 0.E 3 ) G (D 4 .92 0.18 0.93 1.60 0.00 0.E 3 ) G (D 1 .00 0.00 0.00 0.E 3 ) M =1 0.09 0.00 0.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.D 5 ) L=2 G (E 2 .53 0.00 0.00 0.00 0.08 0.00 0.00 0.40 0.00 0.00 0.00 1.00 0.00 0.D 5 ) Tabela 20 .00 0.00 M=2 0.18 0.Índice de discordância G (D .D ) G (E 1 .00 0.00 0.80 0.02 0.00 0.20 0.00 1.00 0.00 0.00 G (E 1 .00 0.D 4 ) G (E 1 .00 0.23 0.00 0.00 0.54 Tabela 18 .D 2 ) G (E 1 .00 0.73 M =3 1.00 M =9 0.38 0.00 M =9 0.54 0.Índice de discordância G (E 1 .43 0.85 0.00 M=7 0.00 0.80 0.00 G (E 2 .00 1.00 1.00 M =3 0.00 0.D 2 ) G (E 2 .D 6 ) ¥ ¥ ¥ M=4 0.00 .00 0.23 M =5 0.D ) G (E 2 .D 3 ) G (E 1 .40 0.00 0.00 1.00 0.E 3 ) G (D 6 .00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.27 0.00 1.00 ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ ¥ M=4 0.00 L=3 Tabela 19 .75 0.00 0.00 0.53 0.00 0.71 M =5 0.69 M =8 1.00 0.D 3 ) G (E 2 .47 M=6 0.

00 0.00 0.E 2 ) da G 6 (D 1 .00 M =8 0. Como J (D ) > J (E ) − S (E ) .D 4 ) G (E 3 .00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.D 1 ) M =1 0.00 0.00 0.Índice de discordância parcial G 6 (D 1 .00 0.00 L=3 Na figura 25.E 2 ) ¦ § ¦ § ¨ § tabela da tabela 17.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 M=7 0.00 M=2 0.00 M=6 0. Figura 25 .00 M =3 0.00 0.00 0.55 Tabela 21 .00 0.00 0.00 ¥ ¥ ¥ ¥ M = 6 .D ) G (E 3 .00 0. então .D 5 ) G (E 3 .00 0.00 ¥ ¥ 0.00 0.00 0.00 0.E 2 ) = 0.00 0.00 0.D 2 ) G (E 3 .00 0.00 0.00 0.00 M =5 0.00 0. para L = 2 e ¥ M=4 0.D 3 ) G (E 3 . está representado o índice de discordância parcial G 6 (D 1 .00 0.Índice de discordância G (E 3 .00 0.00 0.00 0.00 0.D 6 ) G (E 3 .00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 M =9 0.00 0.

89) do fato de que D 5 é melhor que E 3 .89 .56 A figura 26.E ) = [ J (E ) − J (D ) − S (E )] então G 9 (D 5 . O significado é que considerando o critério 1.28 − 1 = 0.E 3 ) da tabela da tabela 18.28 ≤ J (E ) − S (E ) = 138 .E 3 ) da tabela 18. discorda-se permanente que D 2 é melhor que E3 . representa o índice de discordância parcial G 1(D 2 . Como J (E ) −Y (E ) ≥ J (D ) então G 1( D 2 . sob o critério 9. Figura 26 .Índice de discordância parcial G 9 ( D 5 .E 3 ) = 1. [Y (E ) − S (E )] Este valor tem o significado de que se discorda bastante (0.E 3 ) A figura 27.E 3 ) = 139 − 67. para L = 3 e M = 1 . para L = 3 e M = 9 . indica o índice de discordância parcial G 9 (D 5 . 80 − 1 © ª © ª « ª © ¬ ª © ª ¬ ¬ ® ­ . Como J (E ) −Y (E ) = 59 < J (D ) = 67. ¯ ° ± ° ± ° ­ ¬ ­ ® ­ ¬ ­ ­ logo G (D .

011 0. Os resultados estão apresentados nas tabelas 22 e 23.004 0.00 0.89 0.023 ² ³ E3 0.E ) de D4 D5 D6 D1 D2 D3 E1 0.001 0.78 E2 0.00 0.E 3 ) 5.57 Figura 27 .00 0.00 0.053 0.Índice de discordância parcial G 1(D 2 .00 .Índice credibilidade σ ( D .4 Índice de credibilidade Calculados os índices de concordância e discordância determinou-se a credibilidade em que a afirmação de que um riacho é tão bom quanto a cada perfil e viceversa.89 0.89 0.029 0.89 0.00 0.3. Tabela 22 .89 0.

00 1. Isto quer dizer que o sistema construído foi capaz de estabelecer as comparações das alternativas aos perfis.25 0.D ) E1 E2 E3 D3 D5 D6 D1 D2 D4 0.00 5.29 0. As classificações encontradas no ELECTRE TRI (Tabela 25). quando das duas formas (Otimista e Pessimista).58 Tabela 23 .00 1. convergem.Resultado da relação de preferência para (λ ≤ 0. ¸ Onde (>) significa que D 6E e ~E 6D .5 Relação de preferência entre os riachos e os perfis Para níveis de credibilidade (λ ≤ 0. (<) significa que ~ D 6E e que E 6D ¹ · ¶ ³ ² não foram identificadas ¶ · ´ µ ¸ ¹ ¹ ¸ .67 0. conforme tabela 24.Índice de credibilidade σ (E . O que indica que o sistema mostrou-se coerente na busca da classificação das alternativas para estes níveis de credibilidade. A divergência entre estas classificações para uma das alternativas indica uma incapacidade do sistema de comparar esta alternativa à pelo menos um dos limites de classes.3.00 1.00 0.00 0.56 1. Tabela 24 .89 0.00 1.89 1.086 0.66) D1 D2 D3 D4 D5 E1 > > I E2 < < < D6 > > > < < < E3 < < < < < < e (I) D 6E e E 6D .66) incomparabilidades.23 0.00 1.00 1.67 1.

(figura 28). λ ≤ 0.Classificação das estações de amostragens. usando o ELECTRE TRI 7meWõ ÷ê öå í óçòî ñå Qô 6Q75e6ð îíìê ë å ½Q7ee6ï îí ½1ì Ü1ê g ½Ú R è àßá ß ç TÜ æ Ú Þ 1 geTëã DT é 6dVgeÃäÝ Ö âê Ü å ÜÚÙ ÚÙØÖ×Ö g½Ûg7ggg1Õ 1½Q½gÈ ½g5ƙgÃgÁg½g¾ ½1º »ÊÁɾ ¼»Ç Å Ä Á » À¿ ¼» Ò ÓÔ Í ÌË ÎÎ Ï ÍÑ ÏÐ . uma vez que o método de multicritério aplicado neste trabalho é um método de avaliação não-compensatória.59 Tabela 25 . ou seja.Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI). este método se distingue dos métodos que se baseiam em médias ponderadas. Outra diferença importante em relação a outros métodos é que a metodologia proposta classifica os riachos de acordo com o desempenho em um maior número de critérios e um desempenho péssimo em apenas um critério pode desclassificar o riacho. &ODVVLILFDomR GDV (VWDo}HV GH $PRVWUDJHQV 4 3 2 1 0 Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio N Arroio F Curvado N Curvado F Figura 28 .66 Estação de amostragem Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio Fundo N Arroio Fundo F Curvado N Curvado F Classificação Otimista Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação Pessimista Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação final Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Verificamos que todas as estações foram classificadas como Pobre.

5 ANÁLISE DE ROBUSTEZ A análise de robustez foi realizada variando-se os parâmetros de indiferença. uma vez que o ELECTRE TRI não faz compensação nas avaliações dos critérios. (tabela 05). Observou-se que a medida em que aumenta a exigência do nível de corte a classificação das estações de amostragem tendem a piorar.66 0. veto e o nível de corte λ . Percebeu-se também que as classificações do ELECTRE TRI. ou seja.Comparação entre o IIB e o ELECTRE TRI Ajuricaba Ajuricaba Arroio Fundo Arroio Fundo Curvado Curvado N F N F N F IIB ELECTRE TRI λ ≤ 0. classificação pessimista.4 COMPARAÇÃO ENTRE O IIB E O ELECTRE TRI PARA VÁRIOS NÍVEIS DE CORTE Uma comparação entre o IIB e o ELECTRE TRI.77 0. tende a ser iguais ou inferiores ao IIB. a.78 ≤ λ ≤ 0. Os resultados mostraram-se iguais aos da tabela 25 para um . Para o ELECTRE TRI foi considerada a classificação final como sendo um perfil mais exigente pelo decisor. preferência. para diferentes níveis de cortes é apresentada na tabela 26. Tabela 26 .88 Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre 5. Limiar de Indiferença ( T ) Os limiares de indiferença foram variados de zero até o valor do limiar de preferência ( S ). verificando dessa maneira se houveram variações significativas na classificação final.67 ≤ λ ≤ 0.60 5.

67 ≤ λ ≤ 0. Para a mesma variação de T para um nível de corte 0. para o perfil otimista e para a classe Muito Pobre. uma incomparabilidade nas .66 . sob ótica otimista e classe Pobre sob a ótica pessimista. Isto significa que o sistema de classificação precisa ser reavaliado. A estação Ajuricaba/Foz foi classificada na classe Regular. Tabela 27 .67 ≤ λ ≤ 0.88 apresentou uma divergência de classificação em duas estações (Tabela 28). neste caso optaremos pela a classificação mais exigente. caso seja estritamente necessária uma convergência entre as classificações otimista e pessimista para esta estação. Esta dupla classificação indica uma incomparabilidade.77 Estação de amostragem Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio Fundo N Arroio Fundo F Curvado N Curvado F Classificação Otimista Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação Pessimista Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação final Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre E ainda para um nível de corte 0. para o perfil pessimista.Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI).61 nível de corte 0.77 apresentou uma divergência de classificação para a estação Ajuricaba/Foz: classe Regular. 0. para o perfil pessimista. Os resultados ficaram conforme tabela 27. Podendo o decisor optar por uma das duas classificações de acordo com o seu perfil mais exigente (pessimista) ou menos exigente (otimista).50 ≤ λ ≤ 0. Havendo assim.78 ≤ λ ≤ 0. para o perfil otimista e na classe Pobre. A estação Arroio Fundo/Nascente foi classificada para a classe Pobre.

50 ≤ λ ≤ 0. houveram incomparabilidades nas estações Ajuricaba/Foz e Arroio Fundo/Nascente.78 ≤ λ ≤ 0. Curvado/Nascente e Cruvado/Foz). Limiar de preferência ( S ) Os limiares de preferência foram variados da seguinte forma: a) Quando o limiar de preferência assume o próprio limiar de indiferença para um nível de corte 0. 0. Arroio Fundo/Foz. classificando assim as duas estações no perfil pessimista.77 os resultados ficaram iguais os da tabela 25. .88 Estação de amostragem Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio Fundo N Arroio Fundo F Curvado N Curvado F Classificação Otimista Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação Pessimista Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação final Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre b. Tabela 28 .78 ≤ λ ≤ 0. (Tabela 29).88 . Como já citado anteriormente. Para um nível de corte 0. para o presente trabalho foi considerado um perfil mais exigente. ficaram classificadas como Pobre. As outras estações (Ajuricaba/Nascente.Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI).62 duas estações.

0. 0.70 ≤ λ ≤ 0.63 Tabela 29 . todas as estações ficaram classificadas como Pobre. Tabela 30 .93 . 0.Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI). (Tabela 05).78 ≤ λ ≤ 0.88 Estação de amostragem Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio Fundo N Arroio Fundo F Curvado N Curvado F Classificação Otimista Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação Pessimista Pobre Muito Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação final Pobre Muito Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre b) Quando o limiar de preferência assume o limiar de veto.70 ≤ λ ≤ 0. não havendo incomparabilidade em nenhuma das estações.93 Estação de amostragem Ajuricaba N Ajuricaba F Arroio Fundo N Arroio Fundo F Curvado N Curvado F Classificação Otimista Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação Pessimista Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Classificação final Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre .Classificação das estações de amostragens (ELECTRE TRI). conforme tabela 30. para um nível de corte mais exigente.

Outro procedimento adotado foi diminuir ainda mais os limiares de veto. ø ú ú ø ù . Num primeiro passo usou-se 50% de cada valor. foram Y 3 . Isto significa que se o decisor for muito exigente em relação ao veto podem ocorrer mudanças na classificação final. Este procedimento foi implementado para cada alteração de Y testando assim a sua robustez para os níveis de corte citados na tabela 31. Os únicos Y ’V que se mostram com classificações diferentes da primeira linha da tabela 31.Y 6 .Y 7 . mantendo as mesmas classificações de Y .Y 9 . então os Y ’V foram divididos por três e verificado as classificações das estações para cada alteração de Y . Para este procedimento não se mostram alterações nas classificações das estações. Limiar de veto ( Y ) Para variação do limiar de veto utilizou-se a primeira linha da tabela 31.64 c.

Tabela 31 .Variação do limiar de veto g1 g2 g3 g4 g5 g6 g7 g8 g9 Estação Ajuricaba/N Ajuricaba/F vj 30 12 10 54 52 14 14 8 80 Arroio Fundo/N Arroio Fundo/F Curvado/N Curvado/F Ajuricaba/N Ajuricaba/F Arroio Fundo/N vj 30 12 3 54 52 14 14 8 80 Arroio Fundo/F Curvado/N Curvado/F Ajuricaba/N Ajuricaba/F Arroio Fundo/N vj 30 12 10 54 52 5 14 8 80 Arroio Fundo/F Curvado/N Curvado/F Ajuricaba/N Ajuricaba/F Arroio Fundo/N vj 30 12 10 54 52 14 5 8 80 Arroio Fundo/F Curvado/N Curvado/F Ajuricaba/N Ajuricaba/F Arroio Fundo/N vj 30 12 10 54 52 14 14 8 26.77 3HVVLPLVWD Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre 2WLPLVWD Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre λ = 0.66 3HVVLPLVWD Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre 2WLPLVWD Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre λ = 0.88 3HVVLPLVWD Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Regular Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Muito Pobre Muito Pobre Muito Pobre Pobre Muito Pobre .6 Arroio Fundo/F Curvado/N Curvado/F 65 2WLPLVWD Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre Pobre λ = 0.

esses parâmetros modelam a maneira de pensar e de decidir do responsável pela análise e vão de acordo com cada especialista. pois além de não ser compensatório como o IIB representa melhor a realidade. veto e do grau de importância (vetor de pesos) dado a cada critério. uma vez que a presença ou ausência de espécies nativas é um indicativo de boa qualidade ou degradação do habitat e a biomassa/m² que um riacho pode acomodar é em função da quantidade do habitat disponível no riacho. É claro que o IIB é bem mais simples de ser aplicado. mas não permite fazer algumas interpretações nos dados que o ELECTRE TRI permite. Podemos perceber durante a pesquisa que este método pode ser muito útil para este tipo de trabalho. No geral. A presença de indivíduos maiores de uma espécie indica provavelmente que o riacho tem uma boa qualidade. mostrando. fato este não encontrado em trabalhos desta natureza. mais e maiores peixes esperam-se em riachos de alta qualidade. A abundância é provável ser menor em riachos degradados do que em riachos de alta qualidade. No método ELECTRE TRI os resultados de classificação dependem das funções de preferência. Nas duas estações Ajuricaba/Nascente e Curvado/Nascente melhores classificadas pelo Índice de Integridade Biótica. percebemos que o número de espécies nativas e a biomassa/m² tiveram valores significativos nesses locais. .66  &21&/86®(6 Para o presente trabalho foi utilizado uma metodologia de multicritério para avaliação da qualidade ambiental de riachos. Isto indica que o método ELECTRE TRI tende a dar resultados mais confiáveis que o proposto por Karr. isto é. pois uma vez comparado com as classificações do Índice de Integridade Biótica o método não se distanciou muito destas classificações. portanto que esses dois parâmetros são importantes para avaliação da qualidade do manancial segundo este método. indiferença.

tendo o decisor que ter uma boa experiência matemática. pois mesmo quando aumentado a exigência de corte λ não teve alterações significativas em nenhuma das estações. limiar de preferência e limiar de veto são adequados. Uma desvantagem deste método é que ele é muito técnico. reforçando a hipótese de que como o ponto de coleta Arroio Fundo/N é usado para recreação. limiar de indiferença. E ainda uma má avaliação em um índice pode ser suficiente para indicar má qualidade do ambiente. para identificar os seus limiares. Portanto. Uma das vantagens do método ELECTRE TRI é que ele permite trabalhar com erros. uma vez que os dados são amostrais. . ƒ O riacho Arroio Fundo classificado como Muito Pobre.67 A análise de robustez mostrou que os valores determinados para o peso dos critérios. isto pode ter influenciado em uma classificação pior do que os outros dois riachos. quando variou os limiares obtiveram-se valores iguais ou similares aos já encontrados. pois quando aumentou-se a exigência de λ (nível de corte) a estação nascente ficou classificada como Muito Pobre. reforçando a hipótese de que este método para este caso de classificação varia de acordo com a preferência de cada decisor sendo mais exigente ou não. Enfim. o uso da metodologia de multicritério ELECTRE TRI para avaliação da qualidade ambiental de riachos pode ser usada para qualquer riacho podendo ainda ser utilizados outros parâmetros. fazendo uma comparação entre as duas metodologias utilizadas podemos classificar os riachos da seguinte forma: ƒ Os riachos Ajuricaba e Curvado como Pobre. o que não aconteceu durante esta pesquisa. sendo que semelhante aconteceu com o IIB que nesta estação deu menor do que na estação Foz. Isto porque.

. principalmente o que se refere à preservação do ecossistema. uma vez que a ictiofauna destes riachos influenciam na ictiofauna da bacia formadora.68 Os três riachos estudados precisam de cuidados. o uso correto do solo pela agricultura e a constante acompanhamento e monitoramento da comunidade ictíca desses ambientes é de fundamental importância.

69  68*(67®(6 3$5$ 75$%$/+26 )878526 Através da aplicação dos dois métodos no presente trabalho. Turbidez. Fósforo. . deixam-se algumas sugestões tais como: • A utilização de análise de componentes principais para verificar a qualidade dos ambientes comparando com os dois métodos usados nesta pesquisa. • A utilização de mais critérios de avaliação incluindo parâmetros da qualidade da água tais como: Oxigênio. PH. entre outros.

.2 Antrópicas Electre Ictiofauna Atividades humanas.70 */266È5. sistemática que classifica os peixes em ordens de classes ou famílias. Trófica Cadeia alimentar dos peixes. Taxonômico Classificação cientifica. (OLPLQDWLRQ HW &KRL[ 7UDGXLVDQW OD 5pDOLWp Comunidades de peixes.

. .php3?base= . Cascavel. & Schulz. H. Domato. Costa. p. Dias. 1991. Barrella.. Noronha. 181-199. A. & Holcik. C. Maringá. J.$6 Agostinho.Q: Maia. PR. Fernando. C. S.Q: http://www. M. .. M./água/doce/bacias. . Araújo.. L. M. . Bana. J. . M. v. p. Böhelke.. H.Br/composer.4562. N. p. Climaco.. Alencar. Mensor-Método Multicritério para Segmentação Ordenada. São Paulo. C. 10. Montibeller Neto. & Almeida.QYHVWLJDomR 2SHUDFLRQDO. cap. N. $ EDFLD GR 3UDWD. Menezes. Avaliação da aplicabilidade do índice de integridade biótica (IBI) para riachos subtropicais do Sul do Brasil e sugestões iniciais para sua adaptação. Adaptação ao índice de integridade biótica usando a comunidade de peixes para o Rio Paraíba do Sul. J. A. 76.. B.Q : http : / /www. 2001. (eds). P.ambientebrasil. 2006. Rodrigues. J.FWLRORJLD. v. Bozzeto. O Processamento Paralelo e o Apoio Multicritério à Decisão: Algumas Experiências Computacionais. 2001. H. n. 58. 1990. Ensslin. (XURSHDQ -RXUQDO RI 2SHUDWLRQDO 5HVHDUFK. Thomaz. C. M. C. Miranda. . G. N. 3ODQR GH GHVHQYROYLPHQWR UHJLRQDO.71 5()(5Ç1&. 1996. Acessado em setembro de 2006.php. 2001. 229236. H. 19-28. A. Fish in reservoirs. 4. PR.. 117. 149-167. 1998.com. EDUEM.QW 5HYXH *HV +\GURELRO. v. L. 5HYLVWD %UDVLOHLUD GH .html&conteúdo=. p . $FWD $PD]. AMOP-Associação dos Municípios do Oeste do Paraná. Ambiente Brasil. 1999. A. S. G. M. p. v.FWLRORJLD. n. Estado atual da sistemática de peixes de água doce da América do Sul. . Gomes..9 (QFRQWUR %UDVLOHLUR GH . E. S. 16. %DFLD +LGURJUiILFD GR 3DUDQi. 12. O emprego de indicadores biológicos na determinação de poluentes orgânicos perigosos. Martos. . 2004... L. Azondekon. L.inf. S. 2. & Martel. U. São Leopoldo.br/jornal/colunistas/alencar/index.QYHVWLJDomR 2SHUDFLRQDO. . n. C. L. p. H.QVXODU Florianópolis.html#prata Acessado em agosto de 2006.. EDUC/COMPED/INEP. 547-558. C. 1978. Apoio a Decisão – Metodologia para Estruturação de Problemas e Avaliação Multicritério de Alternativas. 1. L../água/ doce /index. v. 6WUXFWXUH DQG IXQFWLRQLQJ RI WKH 3DUDQi 5LYHU DQG LWV IORRGSODLQ. Weitzmann. F. 5HVXPRV .QGLFDGRUHV DPELHQWDLV FRQFHLWRV H DSOLFDo}HV. RS. Value of Additional Information in Multicriterio Analysis Under Ucertainty. J. W.ji.

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10. Chaillou. UFSC. 1985. Florianópolis. 1998. 0XOWLFULWHULD 'HFLVLRQ $LG. ELECTRE TRI Aspects Methodologiques et Guide d’ Utilisation. p. F. 1992. 1992. Oberdorff. . Dissertação (Mestrado). Porto Alegre. Prepared by Versar INC. 1993. UFSC. S. & Hughes. 1992. 2003. M. Yu. 3URFHVVR GH DSRLR j WRPDGD GH GHFLVmR$ERUGDJHQV $+3 H 0$&%(7+. M. France. E. W. v. P. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Modification of an index of biotic integrity. Stranko. T. C. J. A procedure for the routine biological evaluation of urban runoff in small rivers. $LGH 0XOWLFULWqUH j OD 'pFLVLRQ 0pWKRGHV HW FmV. Pratt. based on fish assemblages to characterize rivers of the Seine Basin. Vincke. Florianópolis. )XQGDPHQWRV GH HFRORJLD H ELRJHRJUDILD GDV iJXDV FRQWLQHQWDLV. p. & Coler. S. Roth. Â. M.France. D. Maryland. A. v. Monitoring and NonTidal Assessment Division.2000. 1976. Ed. R. New York: John Wiley. T. & Bouysson. A. Roy. Paris. R. 1019-1025. N.. A. M. :DWHU 5HVHDUFK. Schafer. D. P. 117-130. SC. Kazyak. B. 8P PRGHOR PXOWLFULWpULRV SDUD DSRLDU D GHFLVmR GD HVFROKD GR FRPEXVWtYHO SDUD DOLPHQWDomR GH FDOGHLUDV XVDGRV QD LQG~VWULD Wr[WLO. Schmidt. A. 228. +LGURELRORJLD. France: Université Paris – Dauplhine.73 Noronha. and Maryland Department of Natural Resources. Dissertação (Mestrado). 'RFXPHQW 'X /DPVDGH. Econômica.. Southerland. M. Annapolis. J.. 5HILQHPHQW DQG YDOLGDWLRQ RI D ILVK LQGH[ RI LQWHJULW\ IRU 0DU\ODQG VWUHDPV..

ONIVOROS e INVERTIVOROS *' ) disp(') ' G(i)=input(' ) G=' end for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES CARNIVORAS *' ) disp(') ' C(i)=input(' ) C=' end .74 $1(.2  function IIB disp(’**************************************************************’) disp(’**************** INDICE DE INTEGRIDADE BIOTICA ***************’) disp(’**************************************************************’) disp(’ ’) disp(’ ******* ENTAR COM OS VALORES DE REFERENCIA **********’) disp(’ ’) disp(' ******* COMPOSIÇAO E RIQUEZA DE ESPECIES **********' ) disp(') ' pause for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE ESPECIES NATIVAS *' ) disp(') ' N(i)=input(' ) N=' end for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE ESPECIES BENTONICAS *' ) disp(') ' B(i)=input(' ) B=' end for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE ESPECIES INTOLERANTES *' ) disp(') ' I(i)=input(' ) I=' end for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES TOLERANTES *' ) disp(') ' T(i)=input(' ) T=' end disp(' ******* COMPOSIÇAO TROFICA **********' ) disp(') ' pause for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES GENERALISTAS.

ONIVOROS e INVERTIVOROS *' ) disp(') ' g=input(' ) g=' disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES CARNIVORAS *' ) disp(') ' c=input(' ) c=' disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES INSETIVORAS *' ) .75 for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES INSETIVORAS *' ) disp(') ' S(i)=input(' ) S=' end disp(' ******* ABUNDANCIA **********' ) disp(') ' pause for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE INDIVIDUOS/M2 *' ) disp(') ' IN(i)=input(' ) IN=' end for i=1:2 disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE BIOMASSA/M2 *' ) disp(') ' BIO(i)=input(' BIO=' ) end disp(' ******* disp(') ' disp(' ******* disp(') ' pause ENTAR COM OS DADOS **********' ) COMPOSIÇAO E RIQUEZA DE ESPECIES **********' ) disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE ESPECIES NATIVAS *' ) disp(') ' n=input(' ) n=' disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE ESPECIES BENTONICAS *' ) disp(') ' b=input(' ) b=' disp(' * ENTRAR COM O NUMERO DE ESPECIES INTOLERANTES *' ) disp(') ' y=input(' ) y=' disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES TOLERANTES *' ) disp(') ' t=input(' ) t=' disp(' ******* COMPOSIÇAO TROFICA **********' ) disp(') ' pause disp(' * ENTRAR COM A PROPORÇAO DE ESPECIES GENERALISTAS.

b=1 else [b > B(i) & b < B(i+1)]. n=1 else [n > N(i) & n < N(i+1)]. y=3 end end for i=1 if t < T(i). t=5 elseif t > T(i+1). b=3 end end for i=1 if y > I(i+1) y=5 elseif y < I(i) y=1 else [y > I(i) & y < I(i+1)]. n=3 end end for i=1 if b > B(i+1).76 disp(’ ’) s=input(’s=’) disp(’ ******* ABUNDANCIA **********’) disp(’ ’) pause disp(’ * ENTRAR COM O NUMERO DE INDIVIDUOS/M2 *’) disp(’ ’) in=input(’in=’) disp(’ * ENTRAR COM O NUMERO DE BIOMASSA/M2 *’) disp(’ ’) bio=input(’bio=’) end for i=1 if n > N(i+1). b=5 elseif b < B(i). n=5 elseif n < N(i). t=1 else [t > T(i) & t < T(i+1)]. t=3 end end for i=1 .

c=1 else [c > C(i) & c < C(i+1)]. in=5 elseif in < IN(i). c=3 end end for i=1 if s > S(i+1). s=3 end end for i=1 if in > IN(i+1). g=3 end end for i=1 if c > C(i+1). bio=5 elseif bio < BIO(i). s=1 else [s > S(i) & s < S(i+1)]. g=5 elseif g > G(i+1). in=1 else [in > IN(i) & in < IN(i+1)]. bio=3 end end IIB= n + b + y + t + g + c + s + in + bio if [IIB >= 34 & IIB <= 45] RIO=’Bom’ elseif [IIB >= 23 & IIB < 34] . c=5 elseif c < C(i). s=5 elseif s < S(i).77 if g < G(i). in=3 end end for i=1 if bio > BIO(i+1). bio=1 else [bio > BIO(i) & bio < BIO(i+1)]. g=1 else [g > G(i) & g < G(i+1)].

78 RIO=’Regular’ elseif [IIB >= 11 & IIB < 23] RIO=’pobre’ else [IIB >= 9 & IIB < 11] RIO=’muito pobre’ End .

2  function y=electre tri % Entrada de dados disp(’ * i=input(’ i = ’ ) disp(’ * j=input(’ j = ’ ) disp(’ * disp(’ ’) for i=1:i for j=1:j g(i.j)=input(’ end end disp(’ * disp(’ ’) for j=1:j w(j)=input(’ end ENTRAR COM O VETOR DE PESOS *’) VETOR DOS PESOS W[j] = ’ ) *’) ENTRAR COM O NUMERO DE LINHAS *’) ENTRAR COM O NUMERO DE COLUNAS *’) ENTRAR COM A MATRIZ DOS CRITERIOS *’) MATRIZ DOS CRITERIOS G[i.79 $1(.j)=input(’ end end for k=1:n for j=1:j disp(' disp(') ' * ENTRAR COM O(S) VETOR(ES) DO(S) PERFIL(IS) B[j] = ’ ) ENTRAR COM A MATRIZ DE INDIFERENÇA *' ) MATRIZ DE INDIFERENÇA Q[j] = ' ) q(k.j)=input(' end .j] = ’ ) disp(’ * ENTRAR COM O NUMERO DE PERFIS n=input(’ n = ’ ) for k=1:n for j=1:j disp(’ disp(’ ’) * ENTRAR COM A MATRIZ DOS PERFIS *’) b(k.

elseif [b(k. cb(i.j).j) ].j)] < g(i.j).k)=0.j) <= [ b(k.j).j.j.j)=input(’ MATRIZ DE VETO V[j] = ’ ) end end %calculando o índice de concordância parcial for k=1:n for i=1:i for j=1:j if g(i.j).80 end for k=1:n for j=1:j disp(’ * disp(’ ’) p(k.p(k.j).j).j)=input(’ end end for k=1:n for j=1:j ENTRAR COM A MATRIZ DE PREFERENCIA *’) MATRIZ DE PREFERENCIA P[j] = ’ ) disp(’ * ENTRAR COM A MATRIZ DE VETO *’) disp(’ ’) v(k.j.q(k.q(k.j) + q(k. c(i.j)< [ b(k.j) & g(i.j.j) <= [b(k. cb(i.k)=1.j) & g(i.j)] / [p(k.j.k)=1.j)+ q(k. end end .j) ]. cb(i.j) .b(k.j)+ p(k.j)] / [p(k.j) < [b(k. end end end end c for k=1:n for i=1:i for j=1:j if g(i.j)].j)] < g(i.j)].g(i.j).j) + p(k.q(k. c(i.j).j)+ p(k. else [ b(k. else g(i.k)= [g(i.k)= [b(k.j)].j)] <= g(i. c(i.j)>=[ b(k.q(k.j)].p(k.j)].j) + p(k.k)=0. elseif [b(k.j.

v(k.p(k. db(i.p(k.g(i.j)] < g(i. db(i.j)<=[b(k.k)=0.j) <= [b(k.j)+ p(k. else [b(k. elseif [b(k.j.j)<= [b(k. end end end end d for k=1:n for i=1:i for j=1:j if g(i.j)+ v(k.j) & g(i.j)] / [v(k.j)]. d(i.j).k)=0.j) . else g(i.j). end end end end db % indice de concordancia Global for k=1:n for l=1:i D(l.k)=0.j) > [b(k.j) & g(i.j).j.p(k.j. end for k=1:n for l=1:i .j)]. d(i.j.b(k.j).81 end end cb % Indice de discordancia for k=1:n for i=1:i for j=1:j if g(i.j)> [b(k. d(i.v(k.j).j)+ v(k.p(k.j)].k)=1.j).j)].j.j.j)].j)] >= g(i.j)] < g(i.j)+ p(k. end end peso=0.j).j).k)= [b(k. elseif [b(k.j).j) .p(k.j)] / [v(k.k)=[g(i. db(i.j)]. for m=1:j peso=peso + w(m).j)].p(k.k)=1.

82

for m=1:j res=[w(m)*c(l,m,k)]/peso; D(l,k)=D(l,k)+ res; end end end D for k=1:n for l=1:i h(l,k)=0; end end peso=0; for m=1:j peso=peso + w(m); end for k=1:n for l=1:i for m=1:j res=[w(m)*cb(l,m,k)]/peso; h(l,k)=h(l,k)+ res; end end end h % Calcular o indice de credibilidade U=’N’; for i=1:i for k=1:n soma(i,k)=0; end end for k=1:n for i=1:i for j=1:j if d(i,j,k)==1; U=’S’; soma(i,k)=10; else soma(i,k)=soma(i,k) + d(i,j,k); end end end end for k=1:n for i=1:i for j=1:j if [soma(i,k)==0];

83

cred(i,k)=D(i,k); elseif [U==’S’ & soma(i,k)>=10]; cred(i,k)=0; elseif [d(i,j,k) < D(i,k)]; cred(i,k)= D(i,k); else [[D(i,k) < d(i,j,k)] & [d(i,j,k) < 1]]; for j=1:j if d(i,j,k)~=0; cr(j)=[[1- d(i,j,k)] / [1- D(i,k)]]; r=1; for j=1:j if cr(j)~=0; r=cr(j)*r; r; end end end end cred(i,k)= r * [D(i,k)]; end end end end cred U=’N’; for i=1:i for k=1:n soma(i,k)=0; end end for k=1:n for i=1:i for j=1:j if db(i,j,k)==1; U=’S’; soma(i,k)=10; else soma(i,k)=soma(i,k) + db(i,j,k); end end end end for k=1:n for i=1:i for j=1:j

84

if [soma(i,k)==0]; cred1(i,k)= h(i,k); elseif [U==’S’ & soma(i,k)>=10]; cred1(i,k)=0; elseif [db(i,j,k) < h(i,k) ]; cred1(i,k)= h(i,k); else [[h(i,k) < db(i,j,k)] & [db(i,j,k) < 1]] ; for j=1:j if db(i,j,k)~=0; hr(j)= [[1-db(i,j,k)] / [1-h(i,k)]]; s=1; for j=1:j if hr(j)~=0; s=hr(j)*s; s; end end end end cred1(i,k)= s * [h(i,k)]; end end end end cred1 lambda=0.70; for i=1:i for k=1:n if [cred(i,k)>=lambda & cred1(i,k)>=lambda]; a(i,k)= ’I’; elseif [cred(i,k)<lambda & cred1(i,k)<lambda]; a(i,k)= ’R’; elseif [cred(i,k)<lambda & cred1(i,k)>=lambda]; a(i,k)=’<’; else [cred(i,k)>=lambda & cred1(i,k)<lambda]; a(i,k)=’>’; end end end a % Procedimento de Classificaçao % Procedimento Pessimista for i=1:i sub= [n+1];

for k=1:n if a(i. end end O(i)=sub. sub=sub.k)== [’<’]. sub=sub.k)== [’I’] | a(i. sub=sub-1. end P % Procedimento Otimista for i=1:i sub= [1].k)== [’<’] | a(i. end O .k)== [’R’] | a(i. else a(i.k)== [’I’]. sub=sub+1.k)== [’R’] | a(i.k)== [’<’].k)== [’>’].85 for k=n:-1:1 if a(i. else a(i. end end P(i)=sub.