Capítulo IV – Conjuntos de Antenas

Marcelo Grafulha Vanti
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
4.1 Introdução
Os padrões de irradiação resultantes de elementos isolados, como as antenas lineares
estudadas no capítulo anterior, apresentam normalmente baixas diretividades ou ganhos. O aumento
da diretividade de uma antena pode ser conseguido aumentando-se suas dimensões físicas, o que
muitas vezes não é conveniente. As características de radiação podem ser consideravelmente
melhoradas, entretanto, com o uso de conjuntos ou arranjos de antenas.
Arranjos de antenas hoje são utilizados de muitas formas, e estão se tornando cada vez mais
importantes na melhoria do desempenho de sistemas de comunicações sem fio. Entre muitas
aplicações, talvez a mais atraente seja a capacidade de fazer o cancelamento da interferência co-
canal, comum em serviços de comunicações móveis. Um resumo das aplicações de conjuntos de
antenas em sistemas de comunicações móveis pode ser encontrado em [6].
O diagrama de irradiação de um conjunto de antenas idênticas pode ser determinado através
do controle de alguns parâmetros como a geometria do conjunto, o deslocamento de fase entre as
correntes de excitação dos elementos e suas amplitudes, além, é claro, do padrão de irradiação do
elemento individual irradiante.
4.2 Conjunto de dois elementos isotrópicos
Considere as duas antenas pontuais isotrópicas separadas por uma distância d, e excitadas
com correntes de mesma amplitude I
0
e fases -δ/2 e δ/2, nos elementos 1 e 2, respectivamente.
Figura 4.1: Par de antenas pontuais isotrópicas sobre o eixo z
Sendo um ponto na região de campo distante, representado por suas coordenadas esféricas
p(r,θ ), o campo elétrico total é dado por:

,
_

¸
¸
+ −
,
_

¸
¸
− −
+ ·
2
2
0
2
1
0
δ
β
δ
β r wt j r wt j
e E e E E
(4.1)
onde assumiu-se que r r r
2 1
// // , e portanto
1
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
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θ
θ
cos
2
cos
2
d
r r
d
r r
2
1
− ·
+ ·
. (4.2)
Com a substituição de (4.2), (4.1) pode ser rescrita como:
( )
1
1
]
1

¸

+ ·

,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸
+ −
− 2
cos
2 2
cos
2
0
δ
θ
β δ
θ
β
β
d
j
d
j
r wt j
e e e E E
( )
( )
1
]
1

¸

+ ·

δ θ β
β
cos
2
1
cos 2
0
d e E E
r wt j
(4.3)
Em (4.3) o campo irradiado pelo conjunto é igual ao campo irradiado por um elemento
isolado
( )
( )
r wt j
e E
β −
0
multiplicado por um termo denominado de fator de arranjo FA, o qual já
havia aparecido quando foi estudado o comportamento de antenas dipolo sobre planos refletores, em
(3.47) e (3.49)
O fator de arranjo é uma função dependente da geometria do conjunto e da excitação. Em
(4.3) o fator de arranjo é dado por:
( )
1
2cos cos
2
FA d β θ δ
1
· +
1
¸ ]
(4.4)
que pode ser escrito na forma normalizada como
( )
1
cos cos
2
n
FA d β θ δ
1
· +
1
¸ ]
(4.5)
Portanto, para um conjunto de elementos iguais, o campo elétrico em um ponto dado é:
( ) ( ) FA ⋅ · simples elemento total E E (4.6)
A equação (4.6) é conhecida como princípio de multiplicação de diagramas. O campo total é
obtido pela multiplicação do diagrama de irradiação do elemento individual com o diagrama
descrito pelo fator de arranjo.
Exemplo 4.1
Para um par de elementos isotrópicos localizados em y = -d/2 e y = d/2 encontre os nulos do
fator de arranjo e esboce o diagrama de polar irradiação quando d=λ/4 e:
a) δ = 0;
2
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b) δ = π/2, ou seja, o elemento 1 (y = d/2) está π/2 avançado em relação ao elemento 2 em y = -
d/2.
c) δ = -π/2, ou seja, o elemento 1 (y = d/2) está π/2 atrasado em relação ao elemento 2 em y = -
d/2.
Resolução:
a) δ = 0
( ) ( )
1
1
0 cos cos cos cos 2 , não existe
2 2 4 2
n n n n
FA
π π π
θ θ θ

1 ¸ _
· · ⇒ · t ⇒ · t
1
¸ , ¸ ]
.
Os dois elementos irradiam em fase e suas contribuições são aditivas perpendicularmente ao
eixo do conjunto, como mostra a figura 4.2.
Figura 4.2. Fator de arranjo para δ=0.
Ao longo do eixo do conjunto, em
2
π
θ t ·
, o sinal de cada elemento é adicionado ao sinal
que chega do elemento mais afastado que está atrasado de βd = π/2, e esta defasagem não é
suficiente para o cancelamento. Se por outro lado a distância entre os elementos for igual a λ/2, βd =
π e os campos são cancelados em
2
π
θ t ·
como mostrado na figura 4.3.
3
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
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Figura 4.3.Fator de arranjo para δ=0 e d= λ/2.
b) δ = π/2
( )
1
0 cos cos cos 1 cos 2 1
2 2 2 4 2
n n n n
FA
π π π π
θ θ θ
1 ¸ _
· · + ⇒ + · t ⇒ · t −
1
¸ , ¸ ]
( )
1 1
cos 1 ou cos 3 , .
2
n
π
θ
− −
·
· − ∉
Figura 4.4. Fator de arranjo para δ=π/2 e d= λ/4.
A onda irradiada pelo elemento 1(y = d/2) alcança o elemento 2 (y = -d/2) em fase com a
onda irradiada por este, reforçando o diagrama de irradiação em θ = 3π/2. Inversamente, o sinal
irradiado pelo elemento 2 alcança o elemento 1 com ângulo de fase igual a –90
o
, e os sinais
irradiados pelos dois elementos estão defasados de 180
o,
com cancelamento total em θ = π.
c) δ = -π/2
( )
1
0 cos cos cos 1 cos 2 1
2 2 2 4 2
n n n n
FA
π π π π
θ θ θ
1 ¸ _
· · − ⇒ − · t ⇒ · t +
1
¸ , ¸ ]
4
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
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( )
1 1
3
cos 1 ou cos 3 , .
2
n
π
θ
− −
·
− · ∉
Figura 4.5. Fator de arranjo para δ=-π/2 e d= λ/4.
Com δ = -π/2 há cancelamento em θ =3π/2, pois os campos irradiados pelos dois elementos
estão defasados de 180
o
. Por outro lado os campos estão em fase para θ =π/2.
Considere-se agora o exemplo descrito na figura 4.1 com a referência não mais sobre ponto
médio entre os elementos, mas sobre o elemento 1. Neste caso, o campo irradiado pelo elemento de
referência (1) será
( )
1
0
r wt j
e E
β −
, enquanto o elemento 2, afastado de uma distancia d, e excitado com
um ângulo de fase δ em relação ao elemento de referência, terá seu campo dado por:
( ) δ β + −
·
2
0 2
r wt j
e E E (4.7)
onde r2=r1-dcosθ. Desta forma, o campo total visto á uma distância r do conjunto é:
( ) ( ) ( )
[ ]
) cos (
1
0
2
0
1
0
1
δ θ β β δ β β + − + − −
+ · + ·
d j r wt j r wt j r wt j
e e E e E e E E (4.8)
onde o fator de arranjo é:
( )
[ ] ·
1
1
]
1

¸

+ · + ·

,
_

¸
¸ +

,
_

¸
¸ +

,
_

¸
¸ +
+ 2
cos
2
cos
2
cos
cos
1 FA
δ θ β δ θ β δ θ β
δ θ β
d
j
d
j
n d
j
d j
e e e e
=
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸ +
δ θ β
δ θ β
cos
2
1
cos 2
2
cos
d e
d
j
. (4.9)
Este resultado mostra que a alteração do ponto de referência apenas causa um deslocamento
de fase do fator de arranjo, não de suas propriedades.
5
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
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4.3 Conjunto Linear de N Elementos com Amplitude de Excitação e espaçamento
constantes.
4.3.1 Fator de Arranjo
Nesta seção generalizaremos a análise realizada para um arranjo de dois elementos. Para isto,
considere um conjunto linear de N elementos alinhados com o eixo z, igualmente espaçados e com
diferença de fase de excitação δ entre elementos adjacentes, como mostra a figura 4.6.
Figura 4.6.Campo irradiado de um conjunto linear de N antenas
Assim, para ponto situados na região de campo distante, , r1, r2, ..., rN são relacionados como
segue:
( ) θ θ
θ θ
θ
cos 1 cos
cos 2 cos
cos
1 1
1 2 3
1 2
d N r d r r
d r d r r
d r r
N N
− − · − ·
− · − ·
− ·


O fator de arranjo é, de(4.9):
( ) ( ) ( ) ( ) δ θ β δ θ β δ θ β + − + +
+ + + ·
cos 1 cos 2 cos
1
d N j d j d j
e e e FA 
( ) ( ) ( )
∑ ∑
·

·
+ −
· ·
N
n
n j
N
n
d n j
e e FA
1
1
1
cos 1 ψ δ θ β
(4.10)
onde
δ θ β ψ + · cos d
.
Multiplicando (4.10) por e

, obtemos
ψ ψ ψ ψ ψ jN j j j j
e e e e FA + + + + · ⋅ 
3 2
e
(4.11)
Subtraindo (4.10) de (4.11) leva a
6
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( ) 1 1 e − · −
ψ ψ jN j
e FA
1 e
1


·
ψ
ψ
j
jN
e
FA (4.12)
Alguma manipulação pode ser realizada com (4.12) para que uma forma mais simples seja
obtida. Com efeito,
[ ]
·


·


·
1
1
]
1

¸



·

,
_

¸
¸




2 2
2
2
2 2
2
2 2 2
e e e e
1
e e e
1
ψ ψ
ψ
ψ
ψ
ψ ψ
ψ
ψ
ψ ψ ψ
ψ
j j
j
N j
j j
jN
j
j j j
jN
e e e e e
FA
·


·


·

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
− −
,
_

¸
¸
+ −
2 2
2 2
1
2 2
1
2 2
2 2 2 2 2 2
e e e e
ψ ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ ψ
ψ ψ ψ ψ ψ ψ
j j
N
N
j N
N
j
j j
N N j N N j
e e e e
1
1
1
]
1

¸



·


·





− −
2 2
2 2
2
1
2 2
2 2
1
2 2
1
e e e e
ψ ψ
ψ ψ
ψ
ψ ψ
ψ ψ ψ ψ
j j
N
j
N
j
N
j j
N
j
N
j
N
j
N
j
e e
e
e e e e
Finalmente, (4.12) pode ser reescrita como:
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·

2
sen
2
sen
2
1
ψ
ψ
ψ
N
e FA
N
j
(4.13)
onde o termo
ψ
2
1 − N
j
e
aparece devido a posição do elemento de referência na extremidade do
arranjo. Com a referência no centro do arranjo, (4.13) torna-se
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
2
sen
2
sen
ψ
ψ N
FA
(4.14)
O fator de arranjo em (4.14) descreve o padrão de irradiação de um conjunto de fontes
pontuais ou isotrópicas dispostas em linha, com separação d entre elas e alimentação com correntes
7
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
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de amplitudes iguais, mas com deslocamento progressivo de fase δ. O valor máximo de FA ocorre
quando ψ=2nπ, e pode ser calculado como segue:
N
N
FA
n
· ·

2
sen
2
sen
lim max
2
ψ
ψ
π ψ
(4.15)
O fator de arranjo normalizado é dado por:
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
2
sen
2
sen
ψ
ψ
N
N
FA
n
(4.16)
Os diagramas de campo dados por (4.16) podem ser comparados para N=3,10 e 20 elementos
na figura 4.7. Observe que FA atinge valores máximos para ψ=2nπ.
Figura 4.7

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
2
sen
2
sen
x
N
Nx
para N=3,10 e 20 elementos.
O conjunto descrito pela equação (4.16) terá pontos de valor nulo quando o numerador for
igual a zero. Isto ocorrerá quando
N
n
n
N N π
ψ π
ψ ψ 2
2
0
2
sen t · ⇒ t · ⇒ ·
,
_

¸
¸
8
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
onde δ θ
λ
π
ψ + · cos
2
d . Portanto,
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
− t ·

δ
π
π
λ
θ
N
n
d
n
2
2
cos
1
(4.17)
Em (4.17), n indica a ordem dos nulos no diagrama de irradiação. Quando n é um múltiplo
inteiro de N, entretanto, π
π
ψ k
N
kN
2
2
t · t · e o denominador de (4.16) é anulado, causando um
máximo para o fator de arranjo. Portanto, os nulos são calculados com o auxílio de (4.17) para os
seguintes valores de n:


N N N n
n
3 , 2 ,
3 , 2 , 1

·
O Fator de arranjo será máximo, por outro lado, quando o denominador for nulo, como já foi
dito. Isto ocorrerá quando
π ψ m 2 t ·
. Ou seja,
( )
1
]
1

¸

− t ·

δ π
π
λ
θ m
d
m
2
2
cos
1
 3 , 2 , 1 · m
(4.18)
Finalmente, os pontos de meia potência, ou pontos de 3 dB, ocorrem quando
2
1
FA ·
=0,707. Para pequenos espaçamentos entre os elementos, (4.16) pode ser aproximada como:
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

2
2
sen
ψ
ψ
N
N
FA
n
(4.19)
Assim, fazendo
391 , 1
2
707 , 0
2
2
sen
t · ⇒ ·
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
ψ
ψ
ψ
N
N
N
Logo, os ângulos para os quais a potência irradiada é a metade de seu valor máximo são:
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
− t ·

δ
π
λ
θ
N d
782 , 2
2
cos
1
2
1
(4.20)
9
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
A posição dos pontos de máximos e de nulos, portanto a forma do diagrama de irradiação
será determinada primariamente pelo deslocamento de fase δ entre os elementos do conjunto. Os
diagramas obtidos com diferentes valores de δ são discutidos na próxima seção.
A intensidade de radiação é obtida da equação (4.16). Assim, U
m
= 1 e
π 4
0
r
P
U · e a
diretividade máxima é U
m
/U
o
, onde P
r
pode ser calculada numericamente. A equação (4.20) pode
também ser usada para a determinação da largura de feixe, e a partir desta, da diretividade pelo
método de Kraus, embora a precisão resultante aqui seja menor. Expressões simplificadas para D
o
em casos específicos serão deduzidas nas próximas seções.
4.3.2 Conjunto Broadside
Quando os elementos de um conjunto linear são excitados em fase, isto é, δ=0
o
, o conjunto
irradia em fase em todas as direções perpendiculares ao eixo do conjunto. Por outro lado, os campos
irradiados por cada elemento atingem os elementos vizinhos com um ângulo de atraso igual a -βd,
com efeitos predominantemente destrutivos. De uma maneira geral, o padrão de irradiação
broadside tem seus máximos dirigidos nas direções perpendiculares ao eixo do conjunto, formando,
portanto, um padrão omnidirecional.
Com efeito, se os máximos devem estar dirigidos em
2
π
θ ·
, basta fazer
0
2
cos · + · δ
π
β ψ d , o que dá δ=0. As figuras 4.7 e 4.8 ilustram as irradiações obtidas com 5 e 10
elementos, e espaçamento λ/4. Os círculos pequenos representam os elementos. Máximos de mesma
intensidade que os principais podem ocorrer se d=nλ, pois βd=2nπ·e os campos irradiados por cada
elemento atingirão os elementos vizinhos em fase com estes últimos, reforçando o campo total na
direção do conjunto, em ambos sentidos. Note-se que nestas direções
π ψ n 2 t ·
. Estes lóbulos são
chamados de espúrios – grating lobes – e são facilmente evitados garantindo d< λ. Um exemplo
com N=10 e d= λ pode ser visto na figura 4.9
Figura 4.7. Conjunto Broadside com 5 elementos e d = λ/4.
10
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.8. Conjunto Broadside com 10 elementos e d = λ/4.
Figura 4.8a Diagrama 3d do Conjunto Broadside com 10 elementos e d = λ/4.
11
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.9 Conjunto Broadside com GratingLobes.
Os ângulos de nulos e de meia potência para conjuntos broadside são obtidos fazendo δ=0
em (4.17) 3 (4.20). desta forma temos que


, 3 , 2 ,
, 3 , 2 , 1
cos
1
N N N n
n
Nd
n
n

·
1
]
1

¸

t ·

λ
θ
(4.21)
1
]
1

¸

t ≅

d Nπ
λ
θ
391 , 1
cos
1
2
1
(4.22)
onde 4.22 é válida para pequenos valores de d.
Para o cálculo da diretividade, considere o fato de Arranjo com δ=0 e pequenos
espaçamentos (d<<λ), ou seja, eq. (4.16) pode ser escrita como:
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

2
cos
2
cos
sen
θ β
θ β
d
N
d
N
FA
n
A partir de onde a intensidade de radiação é
( )
( )
2
2
sen
2
cos
2
cos
sen
1
]
1

¸

·
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

x
x
d
N
d
N
U
θ β
θ β
θ (4.23)
onde
2
cosθ β d N
x · .
12
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
A intensidade máxima de radiação ocorre em θ=π/2, e é igual a 1. Por outro lado,
( ) ( )
∫ ∫ ∫
1
]
1

¸

·
1
]
1

¸

· ·
π π π
θ θ φ θ θ
π π
0
2 2
2
0 0
0
sen
sen
2
1
sen
sen
4
1
4
d
x
x
d d
x
x P
U
r
(4.24)
Lembrando que θ β cos
2
d
N
x · , θ θ β d d
N
dx sen
2
− · , substituindo em (4.24) temos
( )


1
]
1

¸

− ·
2
2
2
0
sen 1
d N
d N
dx
x
x
d N
U
β
β
β
(4.25)
Para um grande arranjo, podemos aproximar Nβd→∞, logo
( )


∞ −
1
]
1

¸

− ≅ dx
x
x
d N
U
2
0
sen 1
β
(4.26)
( )
π ·
1
]
1

¸



∞ −
dx
x
x
2
sen
, logo,
d N
U
β
π

0
(4.27)
A diretividade é escrita como
λ π
β d
N
d N
U
U
D
m
2
0
0
· ≅ ·
(4.28)
Exercício 4.1: Determine a diretividade de um conjunto alimentado uniformemente em fase de 10
elementos isotrópicos, d=λ/4, usando (4.28) e determinando numericamente a potência irradiada.
Compare os resultados.
4.3.2 Conjunto End-Fire Ordinário.
O conjunto end-fire tem por característica a existência de um único lóbulo principal ao longo
do eixo do conjunto, ou seja, o eixo z na figura 4.6. isto ocorre porque o ângulo de deslocamento de
fase entre os elementos é escolhido de forma que as contribuições dos campos sejam adicionadas ao
longo de θ=0 ou θ=π, e canceladas nas outras direções.
Para irradiação máxima em θ=0,
d d β δ δ θ β − · ⇒ · + 0 cos
(4.29)
e, para θ=π,
13
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
d β δ ·
(4.30)
Caso o espaçamento adotado seja igual a λ/2, os campos irradiados estarão em fase nas duas
extremidades do conjunto. Com efeito, admitindo
d β δ − ·
(irradiação máxima em θ=0) e d=λ/2,
βd=π e portanto, em θ=π teremos
π ψ 2 − ·
, ou seja, um segundo lóbulo principal nesta direção.
Resultado análogo ocorrerá se d=λ/2 e
d β δ ·
. Se o espaçamento adotado for um múltiplo inteiro
de λ, em θ=π/2 teremos
π ψ n 2 t ·
, ocasionando um Grating Lobe nesta direção. Para garantir qua
haja apenas um lóbulo principal, o espaçamento deve ser escolhido menor que meio comprimento de
onda.
Os diagramas de irradiação para um conjunto de 10 elementos, espaçamento de λ/4 e
d β δ t ·
são mostrados nas figuras 4.10 e 4.11, respectivamente.
Figura 4.10. Conjunto 10 elementos, d = λ/4 e δ=βd.
Figura 4.11. Conjunto 10 elementos, d = λ/4 e δ=-βd.
14
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.11a.Diagrama 3d do conjunto 10 elementos, d = λ/4 e δ=-βd.
Os efeitos da utilização de d=λ/2 e d=λ podem ser conferidos nas figuras 4.12 e 4.13,
respectivamente.
Figura 4.12. Conjunto end-fire10 elementos, d = λ/2 e δ=-βd.
15
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.13. Conjunto end-fire10 elementos, d = λ e δ=-βd.
Os ângulos de nulos e de meia potência para conjuntos end-fire são obtidos fazendo δ=βd em
(4.17) e (4.20). desta forma temos que


, 3 , 2 ,
, 3 , 2 , 1
1 cos
1
N N N n
n
Nd
n
n

·
1
]
1

¸

− ·

λ
θ
(4.31)
1
]
1

¸

− ≅

d Nπ
λ
θ
391 , 1
1 cos
1
2
1
(4.32)
onde (4.32) é válida para pequenos valores de d.
A diretividade de um conjunto end-fire é calculada de forma semelhante à do conjunto
broadside, como visto na seção anterior. O fator de arranjo para um único máximo em θ = 0
o
é
(considerando pequenos espaçamentos entre os elementos):
( )
( )
( )
( )
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

·
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸ −

1 cos
2
1 cos
2
sen
2
cos
2
cos
sen
θ
β
θ
β
β θ β
β θ β
d N
d N
d d
N
d d
N
FA
n
e a intensidade de radiação é dada por
16
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
( )
( )
( )
( )
2
2
sen
1 cos
2
1 cos
2
sen
1
]
1

¸

·
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

·
x
x
d N
d N
U
θ
β
θ
β
θ (4.33)
onde ( ) 1 cos
2
− · θ
β d N
x . A intensidade de radiação é máxima em θ = 0
o
vale 1. A intensidade de
radiação média é
( )
( )

1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

· ·
π
θ θ
θ
β
θ
β
π
0
2
0
sen
1 cos
2
1 cos
2
sen
2
1
4
Pr
d
d N
d N
U (4.34)
Substituindo ( ) 1 cos
2
− · θ
β d N
x e θ θ
β
d
d N
dx sen
2
− · em (4.34),
( )


1
]
1

¸

− ·
d N
dx
x
x
d N
U
β
β
0
2
0
sen 1
(4.35)
Novamente, fazendo
∞ → d Nβ
e lembrando que a integral em (4.35) vale π/2, (4.35) resulta
em
d N
U
β
π
2
0

(4.36)
(4.36) dá uma diretividade igual a
λ π
β d
N
d N
D 4
2
0
· ≅ (4.37)
a qual é o dobro do resultado encontrado para o conjunto broadside.
Exercício 4.2: Determine a diretividade de um conjunto end-fire de 10 elementos isotrópicos, d=λ/4,
usando (4.37) e determinando numericamente a potência irradiada. Compare os resultados.
4.3.3. Conjunto End-Fire com Diretividade Aumentada (Hansen-Woodyard)
A excitação do conjunto com deslocamentos de fases entre os elementos dado por (4.29) e
(4.30) garante máximos ao longo de θ = 0 ou θ = π, mas não resulta em uma máxima diretividade.
Hansen e Woodard mostraram em 1938 que a diretividade pode atingir valores mais altos se as
seguintes condições, conhecidas como condições de diretividade aumentada forem satisfeitas. Estas
17
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
condições resultam da distribuição de corrente que minimiza a potência total irradiada, ao mesmo
tempo em que o campo medido em um ponto distante na mesma linha que o arranjo é mantido
constante [7].
0 em máximo para ·
,
_

¸
¸
+ − · θ
π
β δ
N
d
(4.38)
π θ
π
β δ ·
,
_

¸
¸
+ + · em máximo para
N
d
(4.39)
Como comparação, considere o conjunto linear com 4 elementos e espaçamento d=λ/2. A
figura 4.14 mostra o diagrama de irradiação para o caso end-fire ordinário, enquanto que a figura
4.15 ilustra o conjunto com diretividade aumentada.
Figura 4.14: Conjunto de 4 elementos, d = λ/2, δ = π.
Figura 4.15: Conjunto de 4 elementos, d = λ/2, diretividade aumentada.
18
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
O lóbulo em θ = 0 na figura 4.15 apresenta uma largura de faixa nitidamente mais estreita
que na figura 4.14. Entretanto, o lóbulo posterior é evidentemente mais largo, o que deve ser evitado
para que o aumento da diretividade seja efetivo.
Aplicando o deslocamento de fase indicado por (4.37), em θ = 0 tem-se
N N d d π π β β ψ − · − − · , e substituindo (4.14),

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸ −

,
_

¸
¸

·
N N
FA
2
sen
1
2
sen
2
sen
π π
π
. (4.39)
Tomando o limite de (4.39) para ∞ → N , o valor máximo de FA é
N N
N
FA
N N
637 .
2
2
sen
1
lim lim · ·

,
_

¸
¸
·
∞ → ∞ →
π π
. (4.40)
Portanto, de (4.39), para qualquer número de elementos, o fator de arranjo normalizado é:
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
2
sen
2
sen
2
sen
ψ
ψ
π
N
N
FA
n
(4.41)
A redução ou total eliminação do lóbulo posterior em θ = 180
o
é alcançada usando-se
espaçamentos próximos de λ/4. Com efeito, se d= λ/4,
( ) N N N d π π β ψ
π θ
1 2 + − · − − ·
·
, com
limite igual a -π para um crescente número de elementos do conjunto. Além disso, quando o número
de elementos do conjunto for ímpar, o fator de arranjo será
( )
( )
0
2
1
sen
2
1 sen
·

,
_

¸
¸ +

,
_

¸
¸
+ −
·
π
π
N
N
N
FA
(4.42)
pois N+1 é um número par. Quando N é par, o limite de FA é
( )
1
2
1
sen
2
sen
lim lim ·

,
_

¸
¸ +

,
_

¸
¸

·
∞ → ∞ →
π
π
N
N
k
FA
N N
(4.43)
19
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
pois k é um número ímpar. Assim, no lóbulo posterior, o fator de arranjo ou é anulado ou é limitado
em 1 enquanto atinge 0,637 N no seu lóbulo principal. Como exemplo, para um conjunto com 10
elementos (fig. 4.16) e espaçamento d= λ/4, o valor de FA em θ = 0
o
será 6,39 enquanto que FA
=1,012 em θ = 180
o
e a relação frente costas é 16 dB. Para 11 elementos( ou 9) a irradiação em θ =
180
o
desaparece.
Figura 4.16. Conjunto 10 elementos, d = λ/4 e diretividade aumentada.
Figura 4.16a. Diagrama 3d do conjunto 10 elementos, d = λ/4 e diretividade aumentada.
Exemplo 4.2. Determine a diretividade máxima através do cálculo da potencia irradiada de um
conjunto com diretividade aumentada, com 10 elementos e espaçamento d = λ/4. Compare com o
mesmo conjunto na configuração end-fire ordinário.
Solução: Tomando a integral do quadrado de (4.40), e determinando a potencia total
irradiada, resulta em D
0
=17,789. Para um arranjo end-fire ordinário, D
0
=9,999. A razão entre as duas
diretividades é 1,779.
Baseado no exemplo 4.2 se é tentado a estabelecer que a diretividade máxima do conjunto
end-fire com diretividade aumentada como 1,8 vezes a diretividade do conjunto end-fire ordinário.
Com efeito, uma expressão para D
0
é dada por [1]:
20
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
1
]
1

¸

·
λ
d
N D 4 805 , 1
0
(4.44)
4.3.4. Conjunto com máximo em direção arbitrária (Scanning Array ou Phased Array)
Se for desejado que o conjunto irradie na direção definida por um ângulo θ
0
dado, o
deslocamento de fase entre os elementos deve ser:
0
cosθ β δ d − ·
(4.45)
Como exemplo, considere o conjunto de 10 elementos e d = λ/4, com máximo em θ
0
= π/3,
mostrado na figura (4.17) e (4.18) para uma perspectiva tridimensional.
Figura 4.17. Conjunto de 10 elementos e d = λ/4, com máximo em θ0 = π/3
Figura 4.17a. Diagrama 3d do conjunto de 10 elementos e d = λ/4, com máximo em θ0 = π/3
21
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.18. Conjunto de 10 elementos e d = λ/4, com máximo em θ0 = π/3. Os elementos estão dispostos sobre o eixo
y.
O cálculo da largura de feixe é útil para uma aproximação da diretividade máxima do
arranjo. Substituindo (4.44) em(4.20) leva a:
·
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+ t ·

0
1
2
1
cos
2 782 , 2
2
cos θ
λ
π
π
λ
θ
d
N d
1
]
1

¸

t

Nd π
λ
θ
2
782 , 2
cos cos
0
1
(4.46)
Os dois ângulos de meia potência podem ser obtidos escolhendo-se sucessivamente o sinal
positivo e negativo em (4.46). Daí, a largura de feixe pode ser escrita como:
1
]
1

¸

+ −
1
]
1

¸

− · ∆
− −
Nd Nd π
λ
θ
π
λ
θ θ
2
782 , 2
cos cos
2
782 , 2
cos cos
0
1
0
1
2
1
(4.47)
Exemplo 4.3. Use (4.44) para daterminação da diretividade máxima de um conjunto com 200
elementos, d = λ/4 e θ
0
= π/6. Compare com o valor obtido através do cálculo da potência irradiada.
Solução:
π
π
π φ
θ
· · ∆
· · ∆
6
sen 2
2,03 rad 0354 , 0
2
1
o
2
1
0
6,37 ster 111 , 0 · · ∆ Ω
B
89 , 112
0
· D
Calculando a potência total irradiada, a diretividade obtida é D
0
=100,75.
4.4 Conjunto Linear de N Elementos Igualmente Espaçados e Excitação com
Amplitude Não-uniforme.
Na seção 4.3 foram estudadas as configurações básicas para conjuntos com excitação de
igual amplitude em todos os elementos. Os diagramas de irradiação resultantes para este tipo de
excitação apresentam normalmente um número relativamente elevado de lobos secundários. Por
outro lado, a ocorrência de lobos secundários pode ser minimizada, ou mesmo eliminada, se os
elementos do conjunto forem alimentados com correntes cujas amplitudes podem assumir valores
diferentes.
Entretanto, conjuntos alimentados com correntes de amplitude não uniforme possuem
diretividades menores que os conjuntos com correntes uniformes. A escolha de um ou outro método
dependerá de um compromisso entre a diretividade e a presença de lobos secundários, segundo as
necessidades do projetista.
4.4.1 Fator de Arranjo
22
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Considere o conjunto mostrado na figura 4.19. ela representa conjunto de elementos
isotrópicos com espaçamento constante d, mas cada elemento é excitado com corrente de amplitude
n
I
, onde N n ≤ é o número da antena no conjunto.
Figura 4.19 Conjunto linear de N elementos com espaçamento constante mas com excitação não uniforme.
O campo elétrico em um ponto definido por r para o conjunto mostrado acima pode ser
escrito como:
( ) ( ) ( ) ( ) δ θ β δ θ β δ θ β + − + +
+ + + + ∝
cos 1 cos 2
3
cos
2 1
d N j
N
d j d j
e I e I e I I E  (4.48)
onde δ é o ângulo entre correntes em elementos vizinhos.
Dividindo (4.48) por |I
1
| obtemos uma expressão para o fator de arranjo, ou seja,
( ) ( ) ( ) ( ) δ θ β δ θ β δ θ β + − + +
+ + + + ·
cos 1 cos 2
3
cos
2 1
d N j
N
d j d j
e p e p e p p FA  (4.49)
onde os pesos multiplicadores p
i
são definidos como:
1
I
I
p
i
i
·
(4.50)
4.4.2 Conjunto Binomial
No conjunto binomial, os pesos p
i
em (4.50) são escritos como os termos de uma série
utilizando expansão binomial. Para compreensão mais clara de tal definição dos pesos, considere
inicialmente um conjunto de dois elementos alimentados com correntes de amplitude uniforme. O
fator de arranjo normalizado é dado pela equação (4.4), ou seja,
23
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti

,
_

¸
¸
·
2
cos
ψ
n
FA
(4.51)
Se um novo conjunto idêntico vem unir-se ao primeiro, fazendo a sobreposição dos
elementos extremos, isto é, como mostrado na figura 4.20, o conjunto resultante possui 3 elementos
com pesos 1, 2 e 1, respectivamente, e o fator de arranjo será:
( )
2
2
1 2 1
ψ ψ ψ j j j
e e e FA + · + + ·
(4.52)
O fator de arranjo normalizado pode ser escrito como:

,
_

¸
¸
·
2
cos
2
ψ
n
FA
(4.53)
Figura 4.20
Repetindo o processo, duplicando o conjunto da figura 4.20 a, obtemos o conjunto da figura
4.20 b, para o qual o fator de arranjo é:
( )
3
3 2
1 3 3 1
ψ ψ ψ ψ j j j j
e e e e FA + · + + + ·
(4.54)
e, assim,

,
_

¸
¸
·

2
cos
1
ψ
N
n
FA
(4.55)
Vemos que os pesos utilizados seguem a série baseada no expansão binomial, a qual pode ser
representada pelo triângulo de pascal, abaixo,
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
24
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
ou pode ser dada pela expansão seguinte:
( ) ( )
( ) ( )
2 1
! 2
2 1
1 1 1 x
m m
x m x
m
− −
+ − + · +

( ) ( ) ( )
 +
− − −
+
3
! 3
3 2 1
x
m m m
(4.56)
Arranjos binomiais possuem lobos secundários menores que arranjos com alimentação
uniforme. Mais especificamente, arranjos com espaçamento menor que λ/2 simplesmente não
possuem lobos secundários, como pode ser conferido nas figuras 4.20 e 4.21. O conjunto da figura
4.20 é o mesmo da figura 4.11, e devem ser comparados. É evidente que o conjunto binomial não
apresenta lobos secundários, mas a largura de banda resultante é maior que para o conjunto
alimentado uniformemente. Com efeito, as diretividades são 10 e 5,39, respectivamente.
Figura 4.20 Conjunto binomial de 10 elementos, end-fire, d=λ/4.
Figura 4.21 Conjunto binomial de 10 elementos, broadside, d=λ/2.
25
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
4.4.3 Conjunto Ótimo Dolph-Tchebyscheff
Em aplicações reais de conjuntos de antenas, deseja-se que vários parâmetros sejam
satisfeitos pelo conjunto utilizado. O feixe deve ser tão diretivo quanto possível, o nível de lóbulos
laterais deve ser minimizado, etc.
O ganho de um conjunto pode ser maximizado se os elementos são alimentados
uniformemente, isso é, os elementos são alimentados com correntes de mesmas amplitudes, como
visto na seção 4.3. Infelizmente o uso deste tipo de alimentação também resulta em grandes lóbulos
laterais. Por outro lado, como visto na seção anterior, os lóbulos laterais podem ser totalmente
eliminados com o a alimentação distribuída com base em uma expansão binomial, mas este método
tem como desvantagem a formação de lóbulos largos com baixo ganho. Além disso, para grandes
arranjos binomiais, torna-se impraticável a alimentação dos elementos do conjunto devido às altas
correntes necessárias.
Outra distribuição de pesos foi proposta por C.L. Dolph em 1946, baseada nas propriedades
dos polinômios de Tchebyscheff, e possue como vantagens[8]:
a) A distribuição de pesos ou correntes pode ser calculada após a especificação do nível
máximo aceito para os lóbulos laterais;
b) Esta distribuição de corrente é ótima no sentido que para o nível máximo de lóbulo
lateral especificado, a diretividade é máxima;
c) Todos os lóbulos laterais têm o mesmo nível.
Inicialmente, escreveremos uma expressão para o fator de arranjo simétrico para a qual a
referência esteja situada no centro do conjunto, como na figura 4.22 (a) e 4.22 (b).
Para um número 2N de elementos(figura 4.22 (a)), com a referência no centro, o fator de
arranjo pode ser escrito como
( ) ( ) ( ) ( )
 +
1
1
]
1

¸

+ +
1
1
]
1

¸

+ ·
+ − + + − + δ θ β δ θ β δ θ β δ θ β cos
2
3
cos
2
3
2
cos
2
1
cos
2
1
1
d j d j d j d j
e e p e e p FA
( )
( )
( )
( )
1
1
]
1

¸

+
+

− +

δ θ β δ θ β cos
2
1 2
cos
2
1 2
d
N
j d
N
j
N
e e p
(4.57)
ou ainda
( )
( )

·
1
]
1

¸

+

·
N
n
n
d
n
p FA
1
cos
2
1 2
cos 2 δ θ β
(4.58)
A qual, na forma normalizada é reduzida a
( )
( )

·
1
]
1

¸

+

·
N
n
n n
d
n
p FA
1
cos
2
1 2
cos δ θ β
(4.59)
Se o conjunto tem 2N+1 elementos(figura 4.22 (b)), o elemento no centro do arranjo terá seu
peso dobrado, para que a simetria seja garantida, ou seja
26
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
( ) ( )
[ ]
( ) ( )
[ ]  + + + + + ·
+ − + + − + δ θ β δ θ β δ θ β δ θ β cos 2 cos 2
3
cos cos
2 1
2
d j d j d j d j
e e p e e p p FA
( ) ( )
[ ]
δ θ β δ θ β + − +
+
+
cos cos
1
d jN d jN
N
e e p (4.60)
que pode ser escrito como
( ) ( ) [ ]

+
·
+ − ·
1
1
cos 1 cos 2
N
n
n
d n p FA δ θ β
(4.61)
ou na forma normalizada,
( ) ( ) [ ]

+
·
+ − ·
1
1
cos 1 cos
N
n
n n
d n p FA δ θ β
(4.62)
Figura 4.22 Conjuntos com número par (a) e ímpar (b) de elementos, e referência no centro.
As séries acima podem ser vistas como séries de Fourier de N(par) ou N+1(ímpar) termos.
Mostra-se agora que (4.59) e (4.62) são polinômios de grau igual ao número de elementos menos 1,
e daí que os coeficientes p
n
podem ser determinados univocamente para produzir um diagrama de
mínima largura de feixe para uma dada relação de lobo secundário.
Lembrando que
δ θ β ψ + · cos d
,
e da fórmula de Euler,
m
jm
j
m
j
m
e
,
_

¸
¸
+ · + ·
2
sen
2
cos
2
sen
2
cos
2
ψ ψ ψ ψ
ψ
27
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
da qual, tomando-se apenas a parte real,
m
j
m

,
_

¸
¸
+ ·
,
_

¸
¸
2
sen
2
cos Re
2
cos
ψ ψ ψ
(4.63)
Expandindo (4.63) em uma série binomial,
( )
+


,
_

¸
¸
·
,
_

¸
¸

2
sen
2
cos
! 2
1
2
cos
2
cos
2 2
ψ ψ ψ ψ
m m
m m m
( ) ( ) ( )
 −
− − −

2
sen
2
cos
! 4
3 2 1
4 4
ψ ψ
m
m m m m
(4.64)
Fazendo
2
cos 1
2
sen
2 2
ψ ψ
− · , e atribuindo valores inteiros para m, (4.64) torna-se em:

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸
·
,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸
·
,
_

¸
¸
·
·
,
_

¸
¸
·
2
cos 3
2
cos 4
2
cos 3
1
2
cos 2
2
cos 2
2
cos
2
cos 1
1
2
cos 0
3
2
ψ ψ ψ
ψ ψ
ψ ψ
ψ
m
m
m
m
m
m
m
m
(4.65)
onde, substituindo
,
_

¸
¸
·
2
cos
ψ
x
, as equações (4.65) são escritas como:
28
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )

x T x x x x x
m
m
x T x x x x
m
m
x T x x x x
m
m
x T x x x
m
m
x T x x x
m
m
x T x x
m
m
x T x x
m
m
x T x
m
m
x T x
m
m
x T
m
m
9
3 5 7 9
8
2 4 6 8
7
3 5 7
6
2 4 6
5
3 5
4
2 4
3
3
2
2
1
0
9 120 432 576 256
2
cos 9
1 32 160 256 128
2
cos 8
7 56 112 64
2
cos 7
1 18 48 32
2
cos 6
5 20 16
2
cos 5
1 8 8
2
cos 4
3 4
2
cos 3
1 2
2
cos 2
2
cos 1
1
2
cos 0
· + − + − ·
,
_

¸
¸
·
· + − + − ·
,
_

¸
¸
·
· − + − ·
,
_

¸
¸
·
· − + − ·
,
_

¸
¸
·
· + − ·
,
_

¸
¸
·
· + − ·
,
_

¸
¸
·
· − ·
,
_

¸
¸
·
· − ·
,
_

¸
¸
·
· ·
,
_

¸
¸
·
· ·
,
_

¸
¸
·
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
ψ
(4.66)
onde T
m
(x) é o polinômio de Tchebyscheff em x de ordem m. Polinômios de Tchebyscheff de
ordens 0 a 5 são mostrados na figura 4.23.
Figura 4.23 Polinômios de Tchebyscheff de ordens m=0 a m=5.
29
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
A fórmula de recursão para polinômios de Tchebyscheff é
( ) ( ) ( ) x T x xT x T
m m m 2 1
2
− −
− ·
(4.67)
que pode ser usada para determinação de um polinômio se as duas ordens anteriores são conhecidas.
Ora, as equações (4.59) e (4.62) são ambas somas de polinômios em função de ( ) 2 cos ψ · x
de ordem igual ao número de elementos do conjunto (N
e
) menos 1. Como exemplo, considere-se um
conjunto de 4 elementos.o fator de arranjo para este conjunto é dado por:
( ) x x p x p p p FA 3 4
2
3 cos
2
cos
3
2 1 2 1
− + ·
,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸
·
ψ ψ
.
Assim como para um conjunto de 5 elementos o fator de arranjo é:
( )
2 4 2
1 2 3 1 2 3
cos 2 cos 4 2 1 (8 8 1)
2 2
FA p p p p p x p x x
ψ ψ ¸ _ ¸ _
· + + · + − + − +

¸ , ¸ ,
.
Como pode ser visto, os dois fatores de arranjo são polinômios de Tchebyscheff de ordem
N
e-1,
os quais são mostrados na figura 4.23 e apresentam as propriedades seguintes:
a) As curvas de T
m
(x) cruzam o ponto (1,1) para todo valor de m.
b) Qualquer raiz de T
m
(x) situa-se em 1 1 ≤ ≤ − x . Dentro desta escala de valores de x,
( ) 1 1 ≤ ≤ − x T
m
e os valores máximos e mínimos de T
m
(x) são +1 e –1, respectivamente, para
todo m.
c) Para |x|>1, os polinômios são funções do tipo co-senos hiperbólicos. Isto é,
( ) ( ) [ ] 1 , cosh cosh
1
> ·

x x m x T
m
(4.68)
Defina-se R como a relação do máximo lóbulo principal para o nível do lóbulo secundário
desejado. Deseja-se que o fator de arranjo em algum ponto desejado x
0
apresente valor máximo igual
a R. Se os lóbulos secundários apresentarem máximos iguais a 1, então a relação máximo lóbulo
principal/máximo lóbulo secundário terá sido satisfeita. Como o fator de arranjo é um polinômio de
Tchebyscheff, é isso o que ocorre. Entretanto, como R>1, x
0
estará fora da faixa 1 1 ≤ ≤ − x , à qual x
deveria estar restrito por sua definição. Logo, deve ser realizada uma mudança de escala de forma
que
0
2
cos
x
x
z · ·
ψ
(4.69)
Para um conjunto de N
e
elementos, e R dado, faça-se:
( ) R x T
e
N
·
− 0 1 (4.70)
30
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
de onde determinamos o valor de x
0
, onde é posicionado o lóbulo principal. Ora, substituindo (4.70)
em (4.68)
( )
1
]
1

¸


·

R
N
x
e
1
0
cosh
1
1
cosh
(4.71)
Os outros lóbulos estarão situados entre –1 e 1. O fator de arranjo é escrito em função de z,
para levar em consideração o ponto x
0
. Igualando FA a um polinômio de Tchebyscheff de ordem
N
e
-1 em função de x, os pesos p
i
são determinados. O processo completo será ilustrado através do
exemplo abaixo.
Exemplo 4.4. Projete um conjunto Dolph-Tchebyscheff de 8 elementos espaçados de λ/2, de forma
que a relação entre o lobo principal para o lobo secundário seja 26 dB.
Solução: Segundo as especificações, R ≈ 20. Daí, de (4.68),
( ) ( ) [ ] 20 cosh 7 cosh
0
1
0 7
· ·

x x T , e de 4.71,
( ) 14 . 1 20 cosh
7
1
cosh
1
0
·
1
]
1

¸

·

x
Substituindo
2
cos
ψ
· z em (4.66) e (4.51) e expandindo, teremos:
· + + + ·
2
7
cos
2
5
cos
2
3
cos
2
cos
4 3 2 1
ψ ψ ψ ψ
p p p p FA
n
( ) ( ) ( ) z z z z p z z z p z z p z p 7 56 112 64 5 20 16 3 4
3 5 7
4
3 5
3
3
2 1
− + − + + − + − + (4.72)
Lembrando que
0
x
x
z ·
e re-agrupando os termos comuns,
x
x
p p p p
x
x
p p p
x
x
p p
x
x
p
FA
n

,
_

¸
¸
− + −
+

,
_

¸
¸
+ −
+

,
_

¸
¸

+ ·
0
7 5 3 1
3
3
0
7 5 3 5
5
0
7 5 7
7
0
7
7 5 3
56 20 4 112 16 64
(4.73)
O Polinômio de ordem 7 é, de (4.62) (ver figura 4.24),
( ) x x x x x T 7 56 112 64
3 5 7
7
− + − · (4.74)
31
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Igualando (4.73) e (4.74) termo a termo, obtêm-se finalmente os valores dos pesos p
n
, ou
seja,
94 . 6 1
84 . 5
02 . 4
50 . 2
2
3
4
·
·
·
·
p
p
p
p
, ou normalizando,
78 . 2 1
34 . 2
61 . 1
1
2
3
4
·
·
·
·
p
p
p
p
O fator de arranjo para o conjunto especificado é:

,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸
·
2
7
cos
2
5
cos 61 . 1
2
3
cos 34 . 2
2
cos 78 . 2
ψ ψ ψ ψ
n
FA
(4.75)
O resultado pode ser visto na figura 4.25. Para comparação, as figuras 4.26 e 4.27 mostram
os diagramas de irradiação do mesmo conjunto para alimentação uniforme e binomial,
respectivamente. A natureza ótima da distribuição Dolph-Tchebyscheff pode ser confirmada
inspecionando-se as larguras de feixes nas três formas de excitação. É claro que, embora possua
lobos secundários, os quais não existem na alimentação binomial, o uso da distribuição Dolph-
Tchebyscheff resulta em menor largura de feixe, situando-se entre as alimentações uniformes e
binomial.
Figura 4.24. Polinômio de Tchebyscheff de ordem 7.
32
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.25. conjunto Dolph-Tchebyscheff de 8 elementos, d=λ/2.
Figura 4.26. conjunto convencional de 8 elementos, d=λ/2.
Figura 4.26. conjunto binomial de 8 elementos, d=λ/2.
33
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Com efeito, o cálculo das diretividades para os conjuntos com alimentação uniforme, binomial e
Dolph-Tchebyscheff fornece D
0
=8, 4,77 e 7,11, respectivamente. Note que a distribuição de corrente
para o caso binomial é dada por
35
21
7
1
5 4
6 3
7 2
8 1
· ·
· ·
· ·
· ·
p p
p p
p p
p p
Algumas propriedades podem ser melhor compreendidas analisando-se um exemplo simples
extraído do artigo original de Dolph [8].
Exemplo 4.5. Propriedades de um conjunto Dolph-Tchebyscheff de 4 elementos, com R=20.
Considere-se um conjunto linear de 4 elementos. O fator de arranjo é dado por (4.59) e
(4.66), ou seja:
( ) · − + · + · x x p x p p p FA
n
3 4
2
3 cos
2
cos
3
2 1 2 1
ψ ψ
( ) ( )
2 1
2
2
3 4 p p x p x − + (4.76)
O fator de arranjo possui dois máximos e três nulos entre –1 e 1, como pode ser visto na
figura 4.23. Os máximos correspondem aos lóbulos secundários do conjunto. Os pontos de nulo
podem ser determinados a partir de (4.76), fornecendo
.
4
3
e 0
2
1

,
_

¸
¸

t ·
·
p
p
x
x
n
n
(4.77)
Por sua vez, os pontos entre –1 e 1 onde FA atinge seus máximos valores são determinados
igualando a zero a derivada de (4.76). Assim,
0 3 12
2
2
2 1
· − + · p x p p
dx
dFA
m
n
12
3
2
1

,
_

¸
¸

t ·
p
p
x
m
(4.78)
O valor máximo de |FA|
n
para os lóbulos laterais em x
m
é
34
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
2
3
2
1
2
3
9
3
max

,
_

¸
¸
− ·
p
p
p FA
n
. (4.79)
Por outro lado, o lóbulo principal ocorrerá em algum ponto x0>1, de forma que a largura de
feixe do conjunto depende da distância entre x0 e o primeiro nulo x
n
, dado por (4.77). Quanto menor
esta distância, mais estreito será o feixe e vice-versa. É importante notar também que as posições de
nulos e máximos, assim como o nível máximo dos lóbulos secundários são proporcionais ao fator

,
_

¸
¸

2
1
3
p
p
.
Pode-se, portanto, analisar a diretividade com base na relação entre os pesos p1 e p2. Com
efeito, a faixa de valores
3 1
2
1
≤ ≤
p
p
cobre a faixa integral entre a distribuição uniforme e a
distribuição binomial. Com o aumento da razão, ou seja, quando o conjunto passa da distribuição
uniforme para a distribuição binomial o primeiro nulo desloca-se em direção ao zero, aumentado
assim a largura do feixe principal, enquanto o nível máximo de lóbulo secundário é cancelado, como
pode ser concluído de (4.79).
A partir do valor de R especificado, os pesos podem ser calculados com o algoritmo de
Dolph, assim,
856 , 1
0
· x
e
13 , 2
392 , 6
61 , 13
2
1
2
1
·
·
·
p
p
p
p
Substituindo em (4.77)-(4.79) os seguintes valores são calculados:
1 max
5 , 0
868 , 0

·
·
n
m
n
FA
x
x
As posições de x
n
(triângulos) e x
m
(círculos)e x
0
(círculo) são mostrados no diagrama da
figura 4.27. O diagrama de irradiação para espaçamento d = λ/2 é mostrado na figura 4.28, e uma
ampliação mostrando os lóbulos secundários é vista na figura 4.29. Como previsto, o nível máximo
de lóbulo secundário na figura 4.29 é unitário, assim como no diagrama do polinômio de
Tchebyscheff de terceira ordem na figura 4.27. Logo, o nível do lóbulo secundário é 20.
Conforme (4.69), quando θ = 0
o
, x = 0 na figura 4.27. O ponto x
0
corresponde à θ = 90
o
, e
então em θ = 180
o
x retorna à zero, passando pela faixa de valores da tabela 4.1. O conjunto
apresenta um lóbulo principal e dois secundários, como pode ser confirmado nas figuras 4.28 e 4.29.
35
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.27.Nulos é máximos do polinômio de Tchebyscheff de ordem 3
Figura 4.28 Diagrama de irradiação para d=λ/2
Figura 4.29 Lóbulos secundários para d=λ/2
36
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Tabela 4.1
θ x Max |FA|
n
0
o
0 0
34,274
o
0,5 1 (secundário)
46,31
o
0,867 0 (1
o
nulo)
90
o
1,856 20 (principal)
133,7
o
0,867 0 (1
o
nulo)
145,73
o
0,5 1 (secundário)
180
o
0 0
Algumas observações baseadas neste exemplo simples mostram claramente que a
distribuição de correntes ou pesos no conjunto Dolph-Tchebyscheff é ótima. Com efeito, para
valores de
13 , 2
2
1
<
p
p
, x
n
, o ponto de 1
o
nulo, é deslocado para direita, diminuindo a largura de
feixe do lóbulo principal, atingindo o limite quando
1
2
1
·
p
p
, o conjunto tem alimentação
uniforme e a diretividade é maior. Entretanto, a relação lóbulo principal/lóbulo secundário é
reduzida, como pode ser depreendido por inspeção de (4.79). Para que a relação lóbulo
principal/lóbulo secundário seja aquela especificada no projeto, os pesos devem ser tais que
13 , 2
2
1

p
p
. Entretanto, se
13 , 2
2
1
>
p
p
, x
n
se aproxima de zero, aumentando a largura do feixe
principal e diminuindo a diretividade. Portanto, para a relação R=20 especificada, os pesos
encontrados no exemplo correspondem à distribuição ótima de pesos maximizando a diretividade do
conjunto.
4.5 Impedância Mútua e Elementos Parasitas : O Conjunto Yagi - Uda
Estudou-se até aqui as propriedades dos conjuntos de antenas sem considerar um aspecto
essencial decorrente do acoplamento eletromagnético entre os elementos do conjunto. De uma
maneira geral, a impedância que uma antena apresenta aos terminais de uma linha de transmissão é
conhecida como impedância terminal, e quando esta antena consiste de apenas um elemento isolado,
a impedância terminal é a impedância própria da antena, ou seja a resistência de radiação refrida ao
ponto de alimentação mais a reatância própria para uma antena sem perdas. No caso de um
conjunto, a proximidade entre elementos diferentes resulta no aparecimento de impedâncias mútuas
entre estes, que devem ser consideradas na determinação da impedância terminal.
Além disso, será visto que o acoplamento eletromagnético pode ser usado vantajosamente
nos elementos ditos parasitas, que compõe o conjunto conhecido como antena Yagi-Uda .
4.5.1 Impedância Mútua
Considere dois elementos lineares acoplados eletromagneticamente, como mostra a figura
4.27.
37
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Figura 4.27 Dois elementos lineares acoplados
Usando o conceito de quadripolos, a impedância mútua entre os dois elementos mostrados na
figura 4.27 é dada pela razão entre as tensões e correntes em elementos diferentes, ou seja:
2
1
1
2
21 12
I
V
I
V
Z Z · · ·
(4.76)
Note que a igualdade entre Z
12
e Z
21
é resultante do teorema da reciprocidade para antenas.
Para o caso mostrado na figura, onde os elementos têm comprimentos iguais l e estão dispostos lado
a lado e separados por uma distância d, a impedância mútua obtida pelo método da força
eletromotriz induzida[2]-[3] é:
( ) ( ) ( ) [ ]
( ) ( ) ( ) [ ]
2 1 0
0
12
2 1 0
0
12
2
4
2
4
u S u S u S
Z
X
u C u C u C
Z
R
i i i
i i i
− − − ·
− − ·
π
π
(4.77)
onde

,
_

¸
¸
− + ·

,
_

¸
¸
+ + ·
·
l l d u
l l d u
d u
2 2
2
2 2
1
0
β
β
β
(4.78)
Se V
1
é a tensão aplicada aos terminais da antena 1, então
12 2 11 1 1
Z I Z I V + · (4.79)
Analogamente, podemos escrever
22 2 12 1 2
Z I Z I V + · (4.80)
38
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
onde Z
11
e Z
22
são as impedâncias próprias das antenas 1 e 2. Como exemplo de determinação das
impedâncias terminais, consideremos as duas antenas alimentadas uniformemente e em fase
(broadside) e com deslocamento δ=-βd (end-fire).
Para o conjunto broadside, as correntes I
1
e I
2
são iguais e em fase, portanto,
( )
12 11 1 1
Z Z I V + · (4.81)
( )
22 12 2 2
Z Z I V + · (4.82)
A impedância terminal para o elemento 1 é:
12 11
1
1
1
Z Z
I
V
Z + · ·
(4.83)
e, para o elemento 2 é:
12 22
2
2
2
Z Z
I
V
Z + · ·
(4.84)
Como os elementos são idênticos, Z
11
=Z
22
e V
1
=V
2
, logo,
12 11 2 1
Z Z Z Z + · · (4.85)
Se os dois elementos são dipolos de meia onda, afastados de meio comprimento de onda,
então, Z
11
=Z
22
= 73.13+j42.55 Ω, e de (4.77)-(4.78), Z
12
=-12.53-j29.93 Ω, e então Z
1
= 60+j14 Ω. A
impedância dos dois dipolos em paralelo é 30+j7 Ω, portanto, alimentando os dipolos com um cabo
coaxial de meio comprimento de onda, a impedância de entrada Z
in
será igual a 30+j7 Ω.
Para o conjunto end-fire com d=λ/2, as correntes I
1
e I
2
são iguais e contrárias, portanto,
( )
12 11 1 1
Z Z I V − · (4.86)
( )
12 22 2 2
Z Z I V − · (4.86)
Como Z
11
=Z
22
, temos que
12 11 2 1
Z Z Z Z − · · (4.87)
Para o dipolo de meia onda, Z
1
= 86 + j23Ω.
4.5.2 Elementos Parasitas - A antena Yagi-Uda
A antena Yagi-Uda é na verdade um conjunto de elementos onde um destes é ativo e os
outros agem como parasitas diretores ou refletores [3]-[5].
39
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
Considere novamente o conjunto formado por dois elementos, mas onde apenas o primeiro é
excitado diretamente. O segundo elemento é chamado de elemento parasita, conforme mostrado na
figura 4.28.
Figura 4.28 Conjunto com elemento parasita.
No Exemplo mostrado, o elemento parasita é chamado de diretor, se seu comprimento é
menor que o do elemento ativo; refletor, se maior.
A corrente que circula no elemento parasita na figura 4.28 é
δ j
e
Z
Z
I
Z
Z
I I
22
12
1
22
12
1 2
· − ·
(4.88)
onde δ é o ângulo entre as impedâncias mútua e própria mais π. O fator de arranjo será então
δ j
e
Z
Z
FA
22
12
1+ ·
(4.89)
Assim,se a corrente no elemento parasita tiver um ângulo
d β π δ + t ·
, ocorrerá um
cancelamento em θ = π, configurando um padrão end-fire. Este ângulo é obtido com uma escolha
judiciosa do afastamento d e do comprimento l do elemento parasita. Para o caso mostrado na figura
4.28, o elemento parasita deve ser um pouco menor que o elemento ativo, e portanto mais
capacitivo, de maneira que para pequenas distâncias d, o padrão end-fire seja atingido. Mais
elementos parasitas podem ser adicionados, seja como diretores, seja como refletores. Os elementos
refletores deverão ter seu comprimento maior do que o elemento ativo, de forma que o mesmo
deslocamento de fase exista no elemento ativo em relação ao refletor. Neste caso, deve ser notado
que
d β π δ − ≈
, o ângulo da corrente no elemento refletor, e -βd, o ângulo de fase com que o
campo irradiado pelo elemento ativo atinge o refletor, são totalmente opostos, de forma que o
padrão end-fire seja reforçado.. Normalmente, espaçamentos menores que λ/4 são desejáveis.
Continuando o exemplo da figura 4.28, considere que o comprimento do elemento ativo seja
l
1
=0.5λ, o comprimento do elemento diretor l
2
=0.475λ , e o afastamento d=0,12λ Portanto, βd =
43.2
o
. A impedância mútua para pequenas distâncias é pouco alterada para pequenas variações de
comprimento, de modo que pode ser calculada usando (4.77)-(4.78), e daí temos que Z
12
=64.86+j1.6
= 64.87e
j1.4
Ω, Z
22
=63.08-j69.91= 94.16e
-j47.93
Ω. Portanto,
( ) 83 . 130 17 . 49
22
12
1
2
6889 . 0
j j
e e
Z
Z
I
I
− +
· ·
π
,
40
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
ou seja, obteve-se um valor de ângulo muito próximo do esperado. O diagrama de irradiação para o
conjunto pode ser visto na figura 4.29.
Figura 4.29 Diagrama de irradiação para conjunto formado por um elemento ativo e um parasita, l1=0.5λ, l2=0.475λ, e
d=0,12λ
4.6 Conjuntos Planares com Alimentação de Amplitude Uniforme
Arranjos planares são capazes de focar um lobo principal de pequena largura de feixe em um
ponto no espaço, diferentemente de arranjos lineares, para os quais isto somente é possível quando a
configuração end-fire é aplicada. Considere a situação descrita na figura 4.30, na qual uma rede de
elementos isotrópicos é distribuída no plano z = 0. Pode ser facilmente verificado que esta rede é
composta de M conjuntos lineares alinhados com o eixo x, dispostos lado a lado, com uma distância
d
x
entr cada dois conjuntos, ou diferentemente, a rede é vista como N conjuntos lineares alinhados
com y e separados entre si por uma distância d
y
.
Figura 4.30 Conjunto planar M X N elementos
O fator de arranjo para um conjunto de N elementos alinhado sobre o eixo x é:
41
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
( )

·
+ −
·
M
i
d i j
x
x x
e I FA
1
cos sen ) 1 (
0
δ φ θ β
(4.90)
onde δ
x
é o deslocamento de fase entre os elementos alinhados com x. Se N destes conjuntos iguais
são alinhados em y, formando um conjunto planar, o fator de arranjo será:
( )
( )
∑ ∑
·
+ −
·
+ −
1
]
1

¸

·
N
k
d k j
M
i
x d i j
x y
y y
x
e e I I FA
1
sen sen ) 1 (
1
cos sen ) 1 (
0 0
δ φ θ β
δ φ θ β
(4.91)
onde δ
y
é o deslocamento de fase dos elementos alinhados com y. (4.91) pode ser reescrita fazendo
I
0
=I
0x
I
0y
, ou seja:
( ) ( )
( ) ( )
∑ ∑
· ·
+ −
+ −
·
M
i
N
k
d k j
d i j y y
x x
e e I FA
1 1
sen sen 1
cos sen 1
0
δ φ θ β
δ φ θ β
(4.92)
Finalmente, a normalização de (4.92) leva a :
1
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
2
sen
2
sen
2
sen
2
sen
y
y
x
x
n
N
N
M
M
FA
ψ
ψ
ψ
ψ
(4.93)
onde
x x x
d δ φ θ β ψ + · cos sen
e
y y y
d δ φ θ β ψ + · sen sen
.
Para que os grating lobes sejam evitados, o conjunto deve ser projetado de forma que d
x
< λ/
2 e d
y
< λ/2.
Para que o conjunto irradie um único feixe na direção definida por θ = θ
0
e φ = φ
0
, os
deslocamentos de fase devem ser
0 0
0 0
sen sen
cos sen
φ θ β δ
φ θ β δ
y y
x x
d
d
− ·
− ·
(4.94)
A Diretividade pode ser relacionada com o ângulo sólido do feixe principal através de
b
D

·
2
0
π
(4.95)
Como exemplo de conjunto planar, considere um conjunto de 5x5 elementos, dispostos sobre
o plano xy como na figura 4.32, com espaçamento d
x
=d
y
= λ/4, θ
0
= 60º e φ
0
= 45º. Com (4.94) os
deslocamentos de fase são calculados, e o resultado é mostrado na figuras 4.33a e 4.33b. Nas duas
figuras, os retângulos representam a disposição dos elementos como vistos no plano do gráfico.
42
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
a) Função de φ b) Função de θ
Figura 4.33. Diagramas polares de irradiação para um conjunto planar 5x5 elementos, d x= dy = λ/4,
θ
0
= 60º e φ
0
= 45º.
Figura 4.33a. Diagrama 3dpolares de irradiação para um conjunto planar 5x5 elementos, d x= dy = λ/4, θ0 = 60º e φ0 =
45º.
Na figura 4.33a, o ponto de observação é o eixo z, e o conjunto está no plano xy. O gráfico
mostra os diagramas de irradiação obtidos em φ = 45º para θ

= 60º (linha cheia) e para θ

= 28º (linha
43
Capítulo IV – Conjuntos de Antenas
Marcelo Grafulha Vanti
tracejada), onde a atenuação alcança aproximadamente 3 dB. Na figura 4.33b são mostrados os
diagramas de irradiação para θ

= 60º (150º , pois o arranjo esta em 90º), com φ = 45º (linha cheia) e
φ = 15º (linha tracejada), onde de novo a atenuação alcança 3dB.
Referências
1 BALANIS, C. Antenna Theory, John Wiley & Sons, 1997.
2 ELLIOT, R. S., Antenna Theory and Design, The IEEE Press series on Electromagnetic Wave
Theory, 2003.
3 KRAUS, Antenas, Guanabara Koogan, 1950.
4 KRAUS, J.D.; MARHEFKA, R.J. Antennas for all applications. 3rd ed. New York : McGrau-
Hill, 2002.
5 YAGI, H. Beam Transmission of Ultra Short Waves, Proc. IRE, pp 715-741, junho 1928,
reimpresso em Proc. IEEE, Vol 72, No5, pp 634-645, Maio, 1984.
6 GODARA, L.C., Applications of antenna arrays to mobile communications, part I: performance
improvement, feasibility, and system considerations, Proc. IEEE, pp 1031-1060, , Vol 85, No7,
julho 1997.
7 HANSEN, W. W.; WOODYARD, J.R., A New Principle in Directional Antenna Design, Proc.
IRE, pp 333-345, Vol 26, No3, March, 1938
8 DOLPH, C.L., A Current Distribution for Broadside arrays which Optimizes the relationship
Between Beam Width and Side-Lobe Level, Proc. IRE and Waves and Electrons, pp 335-348,
june 1946.
44

Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti d cosθ 2 . d r2 = r − cos θ 2 r1 = r + Com a substituição de (4.2), (4.1) pode ser rescrita como:
δ   βd  − j  β d cosθ + δ  j cosθ +   2 2   2 e  2 E = E0 e + e     1  E = E 0 e j ( wt − β r ) 2 cos  ( β d cosθ + δ )  2 
j ( wt − β r )

(4.2)

(4.3)

Em (4.3) o campo irradiado pelo conjunto é igual ao campo irradiado por um elemento isolado E 0 e j ( wt − β r ) multiplicado por um termo denominado de fator de arranjo FA, o qual já havia aparecido quando foi estudado o comportamento de antenas dipolo sobre planos refletores, em (3.47) e (3.49) O fator de arranjo é uma função dependente da geometria do conjunto e da excitação. Em (4.3) o fator de arranjo é dado por:

(

)

1  FA = 2 cos  ( β d cos θ + δ )  2  que pode ser escrito na forma normalizada como 1  FAn = cos  ( β d cos θ + δ )  2  Portanto, para um conjunto de elementos iguais, o campo elétrico em um ponto dado é: E( total ) = E( elemento simples) ⋅ FA

(4.4)

(4.5)

(4.6)

A equação (4.6) é conhecida como princípio de multiplicação de diagramas. O campo total é obtido pela multiplicação do diagrama de irradiação do elemento individual com o diagrama descrito pelo fator de arranjo. Exemplo 4.1 Para um par de elementos isotrópicos localizados em y = -d/2 e y = d/2 encontre os nulos do fator de arranjo e esboce o diagrama de polar irradiação quando d=λ/4 e: a) δ = 0;

2

Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti b) δ = π/2, ou seja, o elemento 1 (y = d/2) está π/2 avançado em relação ao elemento 2 em y = d/2. c) δ = -π/2, ou seja, o elemento 1 (y = d/2) está π/2 atrasado em relação ao elemento 2 em y = d/2. Resolução: a) δ = 0  1 π π π  FAn = 0 = cos   cos θ n   ⇒ ( cos θ n ) = ± ⇒ θ n = cos− 1 ( ± 2 ) , não existe . 4 2   2 2 Os dois elementos irradiam em fase e suas contribuições são aditivas perpendicularmente ao eixo do conjunto, como mostra a figura 4.2.

Figura 4.2. Fator de arranjo para δ=0.

Ao longo do eixo do conjunto, em θ = ± π 2 , o sinal de cada elemento é adicionado ao sinal que chega do elemento mais afastado que está atrasado de βd = π/2, e esta defasagem não é suficiente para o cancelamento. Se por outro lado a distância entre os elementos for igual a λ/2, βd = π e os campos são cancelados em θ = ± π 2 como mostrado na figura 4.3.

3

Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti

Figura 4.3.Fator de arranjo para δ=0 e d= λ/2.

b) δ = π/2  1 π π  π π FAn = 0 = cos   cos θ n +   ⇒ ( cos θ n + 1) = ± ⇒ cos θ n = ± 2 − 1 2  4 2  2 2 π θ n = cos − 1 1 = ou cos − 1 ( − 3) , ∉ . 2

Figura 4.4. Fator de arranjo para δ=π/2 e d= λ/4.

A onda irradiada pelo elemento 1(y = d/2) alcança o elemento 2 (y = -d/2) em fase com a onda irradiada por este, reforçando o diagrama de irradiação em θ = 3π/2. Inversamente, o sinal irradiado pelo elemento 2 alcança o elemento 1 com ângulo de fase igual a –90 o, e os sinais irradiados pelos dois elementos estão defasados de 180o, com cancelamento total em θ = π. c) δ = -π/2  1 π π  π π FAn = 0 = cos   cos θ n −   ⇒ ( cos θ n − 1) = ± ⇒ cos θ n = ± 2 + 1 2  4 2  2 2

4

∉ .Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti θ n = cos − 1 − 1 = 3π ou cos − 1 ( 3) . Neste caso. Considere-se agora o exemplo descrito na figura 4.8) [ j ( β d cosθ + δ ) ]= e =e  β d cos nθ + δ  j  2    − e    β d cosθ + δ  j  2   + e  β d cosθ + δ  j  2    β d cosθ + δ  j  2    1   2 cos 2 β d cosθ + δ   . não de suas propriedades. Fator de arranjo para δ=-π/2 e d= λ/4.5. Com δ = -π/2 há cancelamento em θ =3π/2.7) [ ]   =   (4. pois os campos irradiados pelos dois elementos estão defasados de 180o. 2 Figura 4. enquanto o elemento 2. o campo irradiado pelo elemento de referência (1) será E 0 e j ( wt − β r1 ) . mas sobre o elemento 1. e excitado com um ângulo de fase δ em relação ao elemento de referência.9) Este resultado mostra que a alteração do ponto de referência apenas causa um deslocamento de fase do fator de arranjo. afastado de uma distancia d.    (4. terá seu campo dado por: E 2 = E 0 e j ( wt − β r 2+ δ ) onde r2=r1-dcosθ.1 com a referência não mais sobre ponto médio entre os elementos. Por outro lado os campos estão em fase para θ =π/2. 5 . o campo total visto á uma distância r do conjunto é: E = E 0 e j ( wt − β r1) + E 0 e j ( wt − β r2 + δ ) = E 0 e j ( wt − β r1 ) 1 + e j ( β d cosθ + δ ) onde o fator de arranjo é: FA = 1 + e (4. Desta forma.

rN são relacionados como segue: r2 = r1 − d cosθ  rN = rN − 1 − d cosθ = r1 − ( N − 1) d cosθ O fator de arranjo é. obtemos FA ⋅ e jψ = e jψ + e j 2ψ + e j 3ψ +  + e jNψ Subtraindo (4.. de(4.9): FA = 1 + e j ( β d cosθ + δ ) + e j 2( β d cosθ + δ ) +  e j ( N − 1)( β d cosθ + δ ) FA = r3 = r2 − d cosθ = r1 − 2d cosθ n= 1 ∑ N e j ( n− 1)( β d cosθ + δ ) = n= 1 ∑ N e j ( n − 1)ψ (4.11) leva a 6 (4. . igualmente espaçados e com diferença de fase de excitação δ entre elementos adjacentes. para ponto situados na região de campo distante.3.6.10) onde ψ = β d cosθ + δ .10) por ejψ..10) de (4.6.Campo irradiado de um conjunto linear de N antenas Assim. r2. Para isto. como mostra a figura 4. .. considere um conjunto linear de N elementos alinhados com o eixo z. Multiplicando (4.1 Fator de Arranjo Nesta seção generalizaremos a análise realizada para um arranjo de dois elementos.11) . 4. r1.3 Conjunto Linear de N Elementos com Amplitude de Excitação e espaçamento constantes.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti 4. Figura 4.

14) O fator de arranjo em (4.13) torna-se   Nψ    sen  2     FA =  ψ     sen 2       j N−1 ψ 2 (4. (4. Com efeito.12) para que uma forma mais simples seja obtida.12) pode ser reescrita como:   Nψ    sen 2      ψ     sen  2       FA = N−1 j ψ e 2 (4. com separação d entre elas e alimentação com correntes 7 . jNψ − j FA = e ψ j e 2 −1 − ψ − j e 2  jψ e 2       = e ψ 2 ψ j e 2 [e − jNψ −1 ψ − j e 2 ]= ψ   j  Nψ −  2 e  ψ j e 2 − e − j − j ψ 2 − e ψ 2 = = ψ   ψ ψ j N − + N  2 2 2 e  ψ j e 2 N−1 j ψ e 2 N j ψ e 2 − − ψ ψ   ψ j N − N −  2 2 2 e  ψ − j e 2 N − j ψ e 2 = ψ   N−1 j ψ +N  2 2 e  ψ j e 2 N j ψ e 2 − ψ   N−1 j ψ −N  2 2 e  − j − e ψ 2 = = − N−1 j ψ e 2 − j e j ψ 2 − e ψ 2 = N−1 ψ e 2  −  − e  ψ j −  2  e − e N j ψ 2 j ψ 2      Finalmente.14) descreve o padrão de irradiação de um conjunto de fontes pontuais ou isotrópicas dispostas em linha.12) ( ) Alguma manipulação pode ser realizada com (4.13) onde o termo aparece devido a posição do elemento de referência na extremidade do e arranjo. Com a referência no centro do arranjo.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti FA e jψ − 1 = e jNψ − 1 FA = e jNψ − 1 e jψ − 1 (4. (4.

16) podem ser comparados para N=3.15) O fator de arranjo normalizado é dado por:   Nψ    sen 2     FAn =  ψ    N sen  2      (4.7.7 para N=3.16) Os diagramas de campo dados por (4.  x N sen   2 O conjunto descrito pela equação (4. e pode ser calculado como segue: sen → 2 nπ max FA = limψ Nψ 2 = N ψ sen 2 (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti de amplitudes iguais. Observe que FA atinge valores máximos para ψ=2nπ.10 e 20 elementos na figura 4. Isto ocorrerá quando Nψ 2nπ  Nψ  sen = ± nπ ⇒ ψ = ±  = 0⇒ 2 N  2  8 .10 e 20 elementos.16) terá pontos de valor nulo quando o numerador for igual a zero. O valor máximo de FA ocorre quando ψ=2nπ. mas com deslocamento progressivo de fase δ.  Nx  sen   2  Figura 4.

os pontos de meia potência.2. n indica a ordem dos nulos no diagrama de irradiação.17) para os seguintes valores de n: n = 1.18) Finalmente. (4.782  = cos − 1  − δ  ± N   2π d  (4.707 ⇒ N ψ = ± 1.  λ ( ± 2mπ − δ )  θ m = cos − 1   2π d  m = 1. ocorrem quando FA = 1 2 =0. Portanto.16) pode ser aproximada como:   Nψ    sen  2     FAn ≅   Nψ   2    Assim. quando o denominador for nulo.16) é anulado.707. ψ = ± N máximo para o fator de arranjo.19) θ 1 2  λ  2.3 (4.2. causando um inteiro de N.17).3 N  O Fator de arranjo será máximo. Portanto.20) 9 .17) Em (4. Para pequenos espaçamentos entre os elementos. como já foi dito. fazendo   Nψ    sen 2      = 0. Isto ocorrerá quando ψ = ± 2mπ . ou pontos de 3 dB. entretanto. os nulos são calculados com o auxílio de (4.391  2  Nψ    2   Logo.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti onde ψ = 2π d cosθ + δ . Ou seja.2 N . λ θ n  λ  2nπ  = cos − 1  − δ  ± N   2π d  (4. Quando n é um múltiplo 2kNπ = ± 2kπ e o denominador de (4. por outro lado.3 n ≠ N . os ângulos para os quais a potência irradiada é a metade de seu valor máximo são: (4.

onde Pr pode ser calculada numericamente. Um exemplo com N=10 e d= λ pode ser visto na figura 4. Os diagramas obtidos com diferentes valores de δ são discutidos na próxima seção. isto é. portanto a forma do diagrama de irradiação será determinada primariamente pelo deslocamento de fase δ entre os elementos do conjunto. Estes lóbulos são chamados de espúrios – grating lobes – e são facilmente evitados garantindo d< λ. 10 . o que dá δ=0. o conjunto irradia em fase em todas as direções perpendiculares ao eixo do conjunto. formando.7 e 4. Máximos de mesma intensidade que os principais podem ocorrer se d=nλ. portanto. em ambos sentidos.3.8 ilustram as irradiações obtidas com 5 e 10 2 elementos. A intensidade de radiação é obtida da equação (4.βd.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti A posição dos pontos de máximos e de nulos.16). e espaçamento λ/4.2 Conjunto Broadside Quando os elementos de um conjunto linear são excitados em fase. Note-se que nestas direções ψ = ± 2nπ . os campos irradiados por cada elemento atingem os elementos vizinhos com um ângulo de atraso igual a . o padrão de irradiação broadside tem seus máximos dirigidos nas direções perpendiculares ao eixo do conjunto. Por outro lado. se os máximos devem estar dirigidos em θ = π 2 . 4. δ=0o. De uma maneira geral. da diretividade pelo método de Kraus.20) pode também ser usada para a determinação da largura de feixe.9 Figura 4. pois βd=2nπ·e os campos irradiados por cada elemento atingirão os elementos vizinhos em fase com estes últimos. As figuras 4. embora a precisão resultante aqui seja menor. e a partir desta.7. Os círculos pequenos representam os elementos. Um = 1 e U 0 = Pr e a 4π diretividade máxima é Um/Uo. Conjunto Broadside com 5 elementos e d = λ/4. Assim. reforçando o campo total na direção do conjunto. basta fazer π ψ = β d cos + δ = 0 . com efeitos predominantemente destrutivos. Com efeito. A equação (4. um padrão omnidirecional. Expressões simplificadas para Do em casos específicos serão deduzidas nas próximas seções.

Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4. Figura 4.8. 11 .8a Diagrama 3d do Conjunto Broadside com 10 elementos e d = λ/4. Conjunto Broadside com 10 elementos e d = λ/4.

3.3 N .22) onde 4.2 N .2. ou seja. Para o cálculo da diretividade. (4.       2  sen ( x )  =   x   2 (4. eq.16) pode ser escrita como:   β d cosθ  sen  N 2  FAn ≅   N β d cosθ  2        A partir de onde a intensidade de radiação é   β d cosθ  sen  N 2  U (θ ) ≅   N β d cosθ  2  onde x = Nβ d cosθ 2 .17) 3 (4. considere o fato de Arranjo com δ=0 e pequenos espaçamentos (d<<λ). Os ângulos de nulos e de meia potência para conjuntos broadside são obtidos fazendo δ=0 em (4.391λ  ≅ cos − 1  ±  Nπ d   (4.20). n ≠ N .  n 1 (4. desta forma temos que θ  nλ  = cos − 1  ±  Nd   n = 1.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4.23) 12 .21) θ 2  1.9 Conjunto Broadside com GratingLobes.22 é válida para pequenos valores de d.

1: Determine a diretividade de um conjunto alimentado uniformemente em fase de 10 elementos isotrópicos. ou seja. e é igual a 1.28) Exercício 4.24) Lembrando que x = 1 U0 = − Nβ d N N β d cosθ . usando (4. (4. Para irradiação máxima em θ=0.2 Conjunto End-Fire Ordinário. logo. Por outro lado. β d cosθ + δ = 0 ⇒ δ = − β d e. Compare os resultados.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti A intensidade máxima de radiação ocorre em θ=π/2.25) Para um grande arranjo. dx = − β d sen θ dθ . substituindo em (4. d=λ/4.27) A diretividade é escrita como D0 = U m Nβ d d ≅ = 2N U0 π λ (4. logo U0 ≅ − 2 1 Nβ d ∫− ∞ ∞  sen ( x )   x  dx   2 (4.   U0 ≅ π Nβ d (4. para θ=π.29) 13 . o eixo z na figura 4. U0 = Pr 1 = 4π 4π ∫0 ∫0 2π π 1 π  sen ( x )  sen θ dθ dφ = ∫  x  2 0   2  sen ( x )   x  sen θ dθ   2 (4. e canceladas nas outras direções.28) e determinando numericamente a potência irradiada.3.24) temos 2 2 ∫ Nβ d − Nβ d 2 2  sen ( x )   x  dx   2 (4. podemos aproximar Nβd→∞.6. O conjunto end-fire tem por característica a existência de um único lóbulo principal ao longo do eixo do conjunto. isto ocorre porque o ângulo de deslocamento de fase entre os elementos é escolhido de forma que as contribuições dos campos sejam adicionadas ao longo de θ=0 ou θ=π.26) ∫− ∞ ∞  sen ( x )   x  dx = π . 4.

Com efeito. um segundo lóbulo principal nesta direção. 14 . espaçamento de λ/4 e δ = ± β d são mostrados nas figuras 4. Conjunto 10 elementos. Se o espaçamento adotado for um múltiplo inteiro de λ. em θ=π teremos ψ = − 2π . Os diagramas de irradiação para um conjunto de 10 elementos. ocasionando um Grating Lobe nesta direção. em θ=π/2 teremos ψ = ± 2nπ . Figura 4.11.10. βd=π e portanto. ou seja.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti δ = βd (4. Conjunto 10 elementos. o espaçamento deve ser escolhido menor que meio comprimento de onda. admitindo δ = − β d (irradiação máxima em θ=0) e d=λ/2. Para garantir qua haja apenas um lóbulo principal.30) Caso o espaçamento adotado seja igual a λ/2. d = λ/4 e δ=βd. os campos irradiados estarão em fase nas duas extremidades do conjunto.11. Resultado análogo ocorrerá se d=λ/2 e δ = β d . respectivamente.10 e 4. Figura 4. d = λ/4 e δ=-βd.

12.13. Os efeitos da utilização de d=λ/2 e d=λ podem ser conferidos nas figuras 4. 15 . d = λ/4 e δ=-βd.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4.11a. respectivamente. d = λ/2 e δ=-βd.Diagrama 3d do conjunto 10 elementos. Figura 4.12 e 4. Conjunto end-fire10 elementos.

2.391λ  ≅ cos − 1  1 − Nπ d    (4. como visto na seção anterior. Conjunto end-fire10 elementos. A diretividade de um conjunto end-fire é calculada de forma semelhante à do conjunto broadside. n ≠ N .32) é válida para pequenos valores de d.  n 1 (4. Os ângulos de nulos e de meia potência para conjuntos end-fire são obtidos fazendo δ=βd em (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4.3.20).32) onde (4. desta forma temos que θ nλ   = cos − 1  1 − Nd    n = 1.17) e (4.31) θ 2  1. O fator de arranjo para um único máximo em θ = 0o é (considerando pequenos espaçamentos entre os elementos):   ( β d cosθ − β d )     Nβ d ( cosθ − 1)      sen   sen N 2   =   2  FAn ≅  ( β d cosθ − β d )   Nβ d ( cosθ − 1)   N     2 2     e a intensidade de radiação é dada por 16 .3 N .13.2 N . d = λ e δ=-βd.

35) resulta em U0 ≅ π 2 Nβ d (4.36) dá uma diretividade igual a D0 ≅ 2 Nβ d d = 4N π λ (4.30) garante máximos ao longo de θ = 0 ou θ = π. A intensidade de radiação é máxima em θ = 0o vale 1.37) a qual é o dobro do resultado encontrado para o conjunto broadside.34) Substituindo x = Nβ d ( cosθ − 1) e dx = − Nβ d sen θ dθ em (4.36) (4. A intensidade de 2 radiação média é   Nβ d   sen 2 ( cosθ − 1)      sen θ dθ  Nβ d  ( cosθ − 1)   2   2 U0 = Pr 1 π = ∫ 4π 2 0 (4.3. usando (4.3. 2 2 U0 = − 1 Nβ d ∫0 − Nβ d  sen ( x )   x  dx   2 (4.29) e (4. Estas 17 . Compare os resultados. fazendo Nβ d → ∞ e lembrando que a integral em (4.37) e determinando numericamente a potência irradiada. Conjunto End-Fire com Diretividade Aumentada (Hansen-Woodyard) A excitação do conjunto com deslocamentos de fases entre os elementos dado por (4.2: Determine a diretividade de um conjunto end-fire de 10 elementos isotrópicos. 4.35) Novamente. Exercício 4.35) vale π/2. Hansen e Woodard mostraram em 1938 que a diretividade pode atingir valores mais altos se as seguintes condições. mas não resulta em uma máxima diretividade.34). d=λ/4. conhecidas como condições de diretividade aumentada forem satisfeitas.33) Nβ d ( cosθ − 1) . (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti   Nβ d   sen 2 ( cosθ − 1)     U (θ ) =  Nβ d  ( cosθ − 1)   2   onde x = 2  sen ( x )  =   x   2 (4.

Figura 4. Figura 4.14 mostra o diagrama de irradiação para o caso end-fire ordinário.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti condições resultam da distribuição de corrente que minimiza a potência total irradiada. d = λ/2.14: Conjunto de 4 elementos. diretividade aumentada. 18 . A figura 4. δ = π. π   δ = −  β d +  para máximo em θ = 0 N  π   δ = +  β d +  para máximo em θ = π N  (4. enquanto que a figura 4.15 ilustra o conjunto com diretividade aumentada. d = λ/2. considere o conjunto linear com 4 elementos e espaçamento d=λ/2.38) (4.15: Conjunto de 4 elementos.39) Como comparação. ao mesmo tempo em que o campo medido em um ponto distante na mesma linha que o arranjo é mantido constante [7].

Entretanto. para qualquer número de elementos. o fator de arranjo será π   sen − ( N + 1)  2  FA = = 0  ( N + 1)  sen − π  2N   pois N+1 é um número par. em θ = 0 tem-se ψ = β d − β d − π N = − π N .37).637 N π .41) A redução ou total eliminação do lóbulo posterior em θ = 180o é alcançada usando-se espaçamentos próximos de λ/4. o limite de FA é (4. Com efeito.40) Portanto.39) para N → ∞ .42) lim N → ∞ FA = lim N → ∞ π   sen − k  2  =1  ( N + 1)  sen − π  2N   (4.39) (4. o fator de arranjo normalizado é:   Nψ    sen 2    π    FAn = sen    2 N   sen  ψ        2   (4.43) 19 . Além disso. (4.  π  sen  −  1  2 = FA = . o lóbulo posterior é evidentemente mais largo.14. e substituindo (4. quando o número de elementos do conjunto for ímpar. ψ θ = π = − 2 β d − π N = − ( N + 1)π N .Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti O lóbulo em θ = 0 na figura 4.39). Quando N é par.14). de (4. −π   π  sen   sen   2N   2N  Tomando o limite de (4. se d= λ/4. o que deve ser evitado para que o aumento da diretividade seja efetivo. com limite igual a -π para um crescente número de elementos do conjunto. o valor máximo de FA é lim N → ∞ FA = lim N → ∞ 1  π  sen    2N  = 2 N = . Aplicando o deslocamento de fase indicado por (4.15 apresenta uma largura de faixa nitidamente mais estreita que na figura 4.

para um conjunto com 10 elementos (fig.2 se é tentado a estabelecer que a diretividade máxima do conjunto end-fire com diretividade aumentada como 1.16) e espaçamento d= λ/4. uma expressão para D0 é dada por [1]: 20 .8 vezes a diretividade do conjunto end-fire ordinário. Baseado no exemplo 4. Exemplo 4. Solução: Tomando a integral do quadrado de (4.789. Determine a diretividade máxima através do cálculo da potencia irradiada de um conjunto com diretividade aumentada. Conjunto 10 elementos. Compare com o mesmo conjunto na configuração end-fire ordinário. resulta em D0=17. Com efeito.012 em θ = 180o e a relação frente costas é 16 dB.39 enquanto que FA =1. com 10 elementos e espaçamento d = λ/4.637 N no seu lóbulo principal. Figura 4. Figura 4. e determinando a potencia total irradiada. Assim. Diagrama 3d do conjunto 10 elementos. 4. D0=9. d = λ/4 e diretividade aumentada.999.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti pois k é um número ímpar. o valor de FA em θ = 0o será 6. Para 11 elementos( ou 9) a irradiação em θ = 180o desaparece.779.40). Como exemplo. d = λ/4 e diretividade aumentada.2. no lóbulo posterior.16. A razão entre as duas diretividades é 1. o fator de arranjo ou é anulado ou é limitado em 1 enquanto atinge 0.16a. Para um arranjo end-fire ordinário.

mostrado na figura (4.18) para uma perspectiva tridimensional. Diagrama 3d do conjunto de 10 elementos e d = λ/4.3.17. considere o conjunto de 10 elementos e d = λ/4. Conjunto com máximo em direção arbitrária (Scanning Array ou Phased Array) Se for desejado que o conjunto irradie na direção definida por um ângulo θ0 dado.45) Como exemplo. Figura 4. o deslocamento de fase entre os elementos deve ser: δ = − β d cosθ 0 (4.805 4 N  λ  (4. com máximo em θ0 = π/3. com máximo em θ0 = π/3 21 .17) e (4.4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti d  D0 = 1. Conjunto de 10 elementos e d = λ/4.17a. com máximo em θ0 = π/3 Figura 4.44) 4.

4 Conjunto Linear de N Elementos Igualmente Espaçados e Excitação com Amplitude Não-uniforme. Entretanto. segundo as necessidades do projetista.782λ  2.44) em(4.782λ  −1  − cos  cosθ 0 + 2π Nd  2π Nd    (4.89 Calculando a potência total irradiada.37 0 D0 = 112. ∆φ 1 = 2π sen 4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4.3.03o 2 π = π 6 2 ∆ Ω B = 0.18.44) para daterminação da diretividade máxima de um conjunto com 200 elementos. Daí. A escolha de um ou outro método dependerá de um compromisso entre a diretividade e a presença de lobos secundários.0354 rad = 2.4.47) Exemplo 4.3 foram estudadas as configurações básicas para conjuntos com excitação de igual amplitude em todos os elementos.782λ   cos − 1  cosθ 0 ± (4. Conjunto de 10 elementos e d = λ/4. Substituindo (4. se os elementos do conjunto forem alimentados com correntes cujas amplitudes podem assumir valores diferentes. conjuntos alimentados com correntes de amplitude não uniforme possuem diretividades menores que os conjuntos com correntes uniformes.111 ster = 6. 4. Os diagramas de irradiação resultantes para este tipo de excitação apresentam normalmente um número relativamente elevado de lobos secundários. Por outro lado. a largura de feixe pode ser escrita como: θ 1 ∆θ 1 2  = cos − 1  cosθ  0 − 2. a diretividade obtida é D0=100.20) leva a:  λ  2. Use (4. Solução: ∆ θ 1 = 0.75. ou mesmo eliminada. O cálculo da largura de feixe é útil para uma aproximação da diretividade máxima do arranjo. com máximo em θ0 = π/3. Compare com o valor obtido através do cálculo da potência irradiada. a ocorrência de lobos secundários pode ser minimizada.782 2π d  = cos − 1  + cosθ 0   = ± N λ 2   2π d  2.46) 2π Nd    Os dois ângulos de meia potência podem ser obtidos escolhendo-se sucessivamente o sinal positivo e negativo em (4. d = λ/4 e θ0 = π/6. Os elementos estão dispostos sobre o eixo y.1 Fator de Arranjo 22 . Na seção 4.46).

ou seja.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Considere o conjunto mostrado na figura 4.49) 4. Dividindo (4. os pesos pi em (4.2 Conjunto Binomial No conjunto binomial.19. ela representa conjunto de elementos isotrópicos com espaçamento constante d. O fator de arranjo normalizado é dado pela equação (4.4. Figura 4.19 Conjunto linear de N elementos com espaçamento constante mas com excitação não uniforme. onde n ≤ N é o número da antena no conjunto.48) onde δ é o ângulo entre correntes em elementos vizinhos. O campo elétrico em um ponto definido por r para o conjunto mostrado acima pode ser escrito como: E ∝ I1 + I 2 e j ( β d cosθ + δ ) + I 3 e j 2( β d cosθ + δ ) +  + I N e j ( N − 1)( β d cosθ + δ ) (4.50) (4. Para compreensão mais clara de tal definição dos pesos. ou seja. considere inicialmente um conjunto de dois elementos alimentados com correntes de amplitude uniforme. FA = p1 + p 2 e j ( β d cosθ + δ ) + p3 e j 2( β d cosθ + δ ) +  + p N e j ( N − 1)( β d cosθ + δ ) onde os pesos multiplicadores pi são definidos como: pi = Ii I1 (4.48) por |I1| obtemos uma expressão para o fator de arranjo.50) são escritos como os termos de uma série utilizando expansão binomial. mas cada elemento é excitado com corrente de amplitude I n .4). 23 .

obtemos o conjunto da figura 4. a qual pode ser representada pelo triângulo de pascal.20 b. abaixo.55) ( ) 3 (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti ψ  FAn = cos   2 (4. fazendo a sobreposição dos elementos extremos. o conjunto resultante possui 3 elementos com pesos 1.20 a. como mostrado na figura 4. e o fator de arranjo será: FA = 1 + 2e jψ + e j 2ψ = 1 + e jψ ( ) 2 (4. 2 e 1.20 Repetindo o processo.54) Vemos que os pesos utilizados seguem a série baseada no expansão binomial. para o qual o fator de arranjo é: FA = 1 + 3e jψ + 3e j 2ψ + e j 3ψ = 1 + e jψ e. 1 1 1 1 1 1 3 2 3 1 1 1 1 4 6 4 1 5 10 10 5 1 6 15 20 15 6 1 24 .52) O fator de arranjo normalizado pode ser escrito como: ψ  FAn = cos 2    2 (4. duplicando o conjunto da figura 4. assim.20. isto é.53) Figura 4.51) Se um novo conjunto idêntico vem unir-se ao primeiro. ψ  FAn = cos N − 1    2 (4. respectivamente.

e devem ser comparados.39.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti ou pode ser dada pela expansão seguinte: (1 + x ) m− 1 = 1 + ( m − 1) x + ( m − 1)( m − 2) x 2 2! ( m − 1)( m − 2)( m − 3) x 3 +  + 3! (4.21. 25 . respectivamente.20 é o mesmo da figura 4. Figura 4.11. Com efeito. O conjunto da figura 4.20 e 4. d=λ/2. as diretividades são 10 e 5. end-fire. Mais especificamente. d=λ/4.20 Conjunto binomial de 10 elementos. É evidente que o conjunto binomial não apresenta lobos secundários. broadside. mas a largura de banda resultante é maior que para o conjunto alimentado uniformemente.56) Arranjos binomiais possuem lobos secundários menores que arranjos com alimentação uniforme.21 Conjunto binomial de 10 elementos. arranjos com espaçamento menor que λ/2 simplesmente não possuem lobos secundários. como pode ser conferido nas figuras 4. Figura 4.

Inicialmente. Dolph em 1946. Outra distribuição de pesos foi proposta por C.3 Conjunto Ótimo Dolph-Tchebyscheff Em aplicações reais de conjuntos de antenas. O ganho de um conjunto pode ser maximizado se os elementos são alimentados uniformemente. Por outro lado.22 (a)). mas este método tem como desvantagem a formação de lóbulos largos com baixo ganho. o fator de arranjo pode ser escrito como 1  j 1 ( β d cosθ + δ )  j 3 ( β d cosθ + δ ) − j ( β d cosθ + δ )  − 2 e 2  + p2  e 2 FA = p1 + e + e       ( 2 N − 1) ( β d cosθ + δ )   j ( 2 N − 1) ( β d cosθ + δ ) − j 2 e 2  pN + e     j 3 ( β d cosθ + δ 2 ) +   (4. como visto na seção anterior.4. etc. b) Esta distribuição de corrente é ótima no sentido que para o nível máximo de lóbulo lateral especificado. deseja-se que vários parâmetros sejam satisfeitos pelo conjunto utilizado. Além disso. o elemento no centro do arranjo terá seu peso dobrado. O feixe deve ser tão diretivo quanto possível.3.59) Se o conjunto tem 2N+1 elementos(figura 4. o nível de lóbulos laterais deve ser minimizado.22 (b). na forma normalizada é reduzida a (4. e possue como vantagens[8]: a) A distribuição de pesos ou correntes pode ser calculada após a especificação do nível máximo aceito para os lóbulos laterais. como visto na seção 4. para grandes arranjos binomiais.L.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti 4. como na figura 4.58) FAn =  ( 2n − 1) ( β d cosθ + δ )  p n cos   2  n= 1 ∑ N (4. com a referência no centro. Infelizmente o uso deste tipo de alimentação também resulta em grandes lóbulos laterais.22 (a) e 4. Para um número 2N de elementos(figura 4. para que a simetria seja garantida. escreveremos uma expressão para o fator de arranjo simétrico para a qual a referência esteja situada no centro do conjunto. os lóbulos laterais podem ser totalmente eliminados com o a alimentação distribuída com base em uma expansão binomial.57) ou ainda N  ( 2n − 1) ( β d cosθ + δ )  FA = 2 ∑ p n cos   2  n= 1 A qual. baseada nas propriedades dos polinômios de Tchebyscheff. torna-se impraticável a alimentação dos elementos do conjunto devido às altas correntes necessárias. os elementos são alimentados com correntes de mesmas amplitudes. a diretividade é máxima.22 (b)). c) Todos os lóbulos laterais têm o mesmo nível. isso é. ou seja 26 .

Mostra-se agora que (4.59) e (4. As séries acima podem ser vistas como séries de Fourier de N(par) ou N+1(ímpar) termos.FA = 2 p1 + p 2 e j ( β d cosθ + δ ) + e − j ( β d cosθ + δ ) + p3 e j 2( β d cosθ + δ ) + e − p e jN ( β d cosθ + δ ) + e − jN ( β d cosθ + δ ) N+1 [ [ ] [ ] Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti j 2( β d cosθ + δ ) + ] (4.60) que pode ser escrito como FA = 2 ∑ p n cos[ ( n − 1)( β d cosθ + δ n= 1 N+1 )] (4. FAn = N+1 n= 1 ∑ p n cos[ ( n − 1)( β d cosθ + δ )] (4. e daí que os coeficientes pn podem ser determinados univocamente para produzir um diagrama de mínima largura de feixe para uma dada relação de lobo secundário.62) Figura 4.62) são polinômios de grau igual ao número de elementos menos 1. e da fórmula de Euler.22 Conjuntos com número par (a) e ímpar (b) de elementos. e jmψ 2 = cos mψ mψ ψ ψ   + j sen =  cos + j sen  2 2 2 2  m 27 .61) ou na forma normalizada. e referência no centro. Lembrando que ψ = β d cosθ + δ .

e atribuindo valores inteiros para m.65) são escritas como:  2 (4.63) em uma série binomial. m( m − 1) ψ ψ  mψ  m ψ  cos cos m− 2 sen 2 +  = cos   − 2! 2 2  2   2 m( m − 1)( m − 2 )( m − 3) ψ ψ cos m− 4 sen 4 −  4! 2 2 2 Fazendo sen (4.65) 28 . as equações (4.63) Expandindo (4.64) ψ ψ = 1 − cos 2 .Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti da qual.64) torna-se em: 2 2   =1   ψ   = cos    2  2 ψ   = 2 cos   − 1   2  ψ  3 ψ   = 4 cos   − 3 cos    2  2  mψ m = 0 cos  2  mψ m = 1 cos  2  mψ m = 2 cos  2  mψ m = 3 cos  2  ψ  onde. tomando-se apenas a parte real. (4. substituindo x = cos  . ψ ψ   mψ   cos  = Re cos + j sen  2 2  2   m (4.

Figura 4.23.66) onde Tm (x) é o polinômio de Tchebyscheff em x de ordem m.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti  mψ m = 0 cos  2  mψ m = 1 cos  2  mψ m = 2 cos  2  mψ m = 3 cos  2  mψ m = 4 cos  2  mψ m = 5 cos  2  mψ m = 6 cos  2  mψ m = 7 cos  2  mψ m = 8 cos  2  mψ m = 9 cos  2    =    =    =    =    =    =    =    =    =    =  1 = T0 ( x ) x = T1 ( x ) 2 x 2 − 1 = T2 ( x ) 4 x 3 − 3 x = T3 ( x ) 8 x 4 − 8 x 2 + 1 = T4 ( x ) 16 x 5 − 20 x 3 + 5 x = T5 ( x ) 32 x 6 − 48 x 4 + 18 x 2 − 1 = T6 ( x ) 64 x 7 − 112 x 5 + 56 x 3 − 7 x = T7 ( x ) 128 x 8 − 256 x 6 + 160 x 4 − 32 x 2 + 1 = T8 ( x ) 256 x 9 − 576 x 7 + 432 x 5 − 120 x 3 + 9 x = T9 ( x ) (4. 29 .23 Polinômios de Tchebyscheff de ordens m=0 a m=5. Polinômios de Tchebyscheff de ordens 0 a 5 são mostrados na figura 4.

para todo m.69) Para um conjunto de Ne elementos. então a relação máximo lóbulo principal/máximo lóbulo secundário terá sido satisfeita.68) Defina-se R como a relação do máximo lóbulo principal para o nível do lóbulo secundário desejado. Deseja-se que o fator de arranjo em algum ponto desejado x0 apresente valor máximo igual a R. − 1 ≤ Tm ( x ) ≤ 1 e os valores máximos e mínimos de Tm(x) são +1 e –1. é isso o que ocorre.1) para todo valor de m.70) 30 . os polinômios são funções do tipo co-senos hiperbólicos. Dentro desta escala de valores de x. Como exemplo.  2  2 Assim como para um conjunto de 5 elementos o fator de arranjo é:  ψ   ψ  FA = p1 + p2 cos  2  + p3 cos  4  = p1 + p2 ( 2 x 2 − 1) + p3 (8 x 4 − 8 x 2 + 1) . Se os lóbulos secundários apresentarem máximos iguais a 1.  2  2 Como pode ser visto.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti A fórmula de recursão para polinômios de Tchebyscheff é Tm ( x ) = 2 xTm− 1 ( x ) − Tm− 2 ( x ) (4.59) e (4. considere-se um conjunto de 4 elementos. c) Para |x|>1. e R dado. Qualquer raiz de Tm(x) situa-se em − 1 ≤ x ≤ 1 . Isto é.o fator de arranjo para este conjunto é dado por: ψ   ψ  FA = p1 cos  + p 2 cos 3  = p1 x + p 2 4 x 3 − 3x . os quais são mostrados na figura 4. x0 estará fora da faixa − 1 ≤ x ≤ 1 . à qual x deveria estar restrito por sua definição. ( ) [ ] x >1 (4. respectivamente. Entretanto. os dois fatores de arranjo são polinômios de Tchebyscheff de ordem Ne-1. faça-se: TN e − 1 ( x0 ) = R (4. a) b) ( ) Tm x = cosh m cosh − 1 ( x ) . Logo. deve ser realizada uma mudança de escala de forma que z = cos ψ x = 2 x0 (4.67) que pode ser usada para determinação de um polinômio se as duas ordens anteriores são conhecidas. Ora.23 e apresentam as propriedades seguintes: As curvas de Tm(x) cruzam o ponto (1. as equações (4.62) são ambas somas de polinômios em função de x = cos(ψ 2 ) de ordem igual ao número de elementos do conjunto (Ne) menos 1. como R>1. Como o fator de arranjo é um polinômio de Tchebyscheff.

de (4. onde é posicionado o lóbulo principal.68). ψ em (4.74) 31 .71. teremos: 2 ψ 3ψ 5ψ 7ψ + p 2 cos + p3 cos + p 4 cos = 2 2 2 2 p1 z + p 2 4 z 3 − 3 z + p3 16 z 5 − 20 z 3 + 5 z + p 4 64 z 7 − 112 z 5 + 56 z 3 − 7 z Lembrando que z = 64 p 7 x e re-agrupando os termos comuns.72) FAn =  16 p5 − 112 p7  5  4 p3 − 20 p5 + 56 p7  3 x +  x + x7 +  7 5 3     x0 x0 x0      p − 3p + 5p − 7p  3 5 7  1 x   x0   (4. x0 ( ) ( ) ( ) (4. Daí. de (4. Igualando FA a um polinômio de Tchebyscheff de ordem Ne-1 em função de x. Solução: Segundo as especificações.51) e expandindo. R ≈ 20.62) (ver figura 4. T7 ( x ) = 64 x 7 − 112 x 5 + 56 x 3 − 7 x (4. T7 ( x0 ) = cosh 7 cosh − 1 ( x0 ) = 20 1  x0 = cosh  cosh − 1 ( 20 )  = 1.24). para levar em consideração o ponto x0.68)  1  x0 = cosh  cosh − 1 ( R )   Ne − 1  (4. de forma que a relação entre o lobo principal para o lobo secundário seja 26 dB. Ora. O processo completo será ilustrado através do exemplo abaixo.73) O Polinômio de ordem 7 é.71) Os outros lóbulos estarão situados entre –1 e 1.70) em (4. O fator de arranjo é escrito em função de z.14 7  Substituindo z = cos FAn = p1 cos [ ] . e de 4. os pesos pi são determinados. substituindo (4.66) e (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti de onde determinamos o valor de x0.4. Projete um conjunto Dolph-Tchebyscheff de 8 elementos espaçados de λ/2. Exemplo 4.

34 cos  + 1.27 mostram os diagramas de irradiação do mesmo conjunto para alimentação uniforme e binomial. p4 = 1 p3 = 1.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Igualando (4. o uso da distribuição DolphTchebyscheff resulta em menor largura de feixe.02 p 2 = 5. embora possua lobos secundários. É claro que.94 p1 = 2.50 p3 = 4.24. obtêm-se finalmente os valores dos pesos pn. respectivamente.61 p 2 = 2.26 e 4. situando-se entre as alimentações uniformes e binomial. as figuras 4. Polinômio de Tchebyscheff de ordem 7.75) O resultado pode ser visto na figura 4. p 4 = 2. 32 .61 cos  + cos   2  2   2   2  (4.78 O fator de arranjo para o conjunto especificado é: ψ   3ψ   5ψ   7ψ  FAn = 2.73) e (4.74) termo a termo.25. Figura 4.34 p1 = 6. os quais não existem na alimentação binomial. Para comparação.78 cos  + 2. A natureza ótima da distribuição Dolph-Tchebyscheff pode ser confirmada inspecionando-se as larguras de feixes nas três formas de excitação. ou seja. ou normalizando.84 .

conjunto binomial de 8 elementos. d=λ/2. d=λ/2. 33 .Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4. d=λ/2.26. Figura 4. Figura 4.25. conjunto convencional de 8 elementos. conjunto Dolph-Tchebyscheff de 8 elementos.26.

respectivamente. Assim. Note que a distribuição de corrente para o caso binomial é dada por p1 = p8 = 1 p 2 = p7 = 7 p3 = p 6 = 21 p 4 = p5 = 35 Algumas propriedades podem ser melhor compreendidas analisando-se um exemplo simples extraído do artigo original de Dolph [8].Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Com efeito.5. fornecendo xn = 0 e  3 − p1   p2  . binomial e Dolph-Tchebyscheff fornece D0=8.59) e (4. Propriedades de um conjunto Dolph-Tchebyscheff de 4 elementos.78) 34 . xn = ±  4 (4.23.76). O fator de arranjo é dado por (4. dFAn = p1 + 12 p 2 x 2 − 3 p 2 = 0 m dx  3 − p1   p2    xm = ± 12 O valor máximo de |FA|n para os lóbulos laterais em xm é (4. Os máximos correspondem aos lóbulos secundários do conjunto.11. Exemplo 4. como pode ser visto na figura 4. Os pontos de nulo podem ser determinados a partir de (4. os pontos entre –1 e 1 onde FA atinge seus máximos valores são determinados igualando a zero a derivada de (4.77) Por sua vez. com R=20. Considere-se um conjunto linear de 4 elementos.66). ou seja: FAn = p1 cos ψ ψ + p 2 cos 3 = p1 x + p 2 4 x 3 − 3x = 2 2 2 x 4 p 2 x + ( p1 − 3 p 2 ) ( ) ( ) (4.77 e 7.76). o cálculo das diretividades para os conjuntos com alimentação uniforme. 4.76) O fator de arranjo possui dois máximos e três nulos entre –1 e 1.

dado por (4. quando θ = 0o. O diagrama de irradiação para espaçamento d = λ/2 é mostrado na figura 4. O ponto x0 corresponde à θ = 90o. assim como o nível máximo dos lóbulos secundários são proporcionais ao fator  3 − p1   p2  .61 p 2 = 6. Quanto menor esta distância.868 x m = 0. Conforme (4. Logo.13 Substituindo em (4.27.856 e p1 = 13. portanto.5 max FAn ≈ 1 As posições de xn (triângulos) e xm (círculos)e x0 (círculo) são mostrados no diagrama da figura 4. 35 .79) os seguintes valores são calculados: x n = 0.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti max FAn = 3 p 2  3 − p1   p2    9 3 2 .69).29 é unitário.27. o nível máximo de lóbulo secundário na figura 4. e uma ampliação mostrando os lóbulos secundários é vista na figura 4. quando o conjunto passa da distribuição uniforme para a distribuição binomial o primeiro nulo desloca-se em direção ao zero. o lóbulo principal ocorrerá em algum ponto x0>1. assim como no diagrama do polinômio de Tchebyscheff de terceira ordem na figura 4.79) Por outro lado. x0 = 1.29. os pesos podem ser calculados com o algoritmo de Dolph. É importante notar também que as posições de nulos e máximos. de forma que a largura de feixe do conjunto depende da distância entre x0 e o primeiro nulo xn. e então em θ = 180o x retorna à zero. Com p efeito. analisar a diretividade com base na relação entre os pesos p1 e p2. como pode ser concluído de (4. como pode ser confirmado nas figuras 4.1.28.79). Com o aumento da razão.29. aumentado assim a largura do feixe principal. o nível do lóbulo secundário é 20. a faixa de valores 1 ≤ 1 p ≤ 3 cobre a faixa integral entre a distribuição uniforme e a 2 distribuição binomial.27. Como previsto. ou seja. passando pela faixa de valores da tabela 4. (4.28 e 4.77). x = 0 na figura 4.77)-(4. A partir do valor de R especificado. mais estreito será o feixe e vice-versa. O conjunto apresenta um lóbulo principal e dois secundários. enquanto o nível máximo de lóbulo secundário é cancelado.392 p1 p2 = 2. assim.   Pode-se.

27.29 Lóbulos secundários para d=λ/2 36 .Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4.Nulos é máximos do polinômio de Tchebyscheff de ordem 3 Figura 4.28 Diagrama de irradiação para d=λ/2 Figura 4.

5 1 (secundário) 180o 0 0 Algumas observações baseadas neste exemplo simples mostram claramente que a distribuição de correntes ou pesos no conjunto Dolph-Tchebyscheff é ótima. Entretanto. diminuindo a largura de 2 p feixe do lóbulo principal. atingindo o limite quando 1 p = 1 .274o 0. 37 . como mostra a figura 4. será visto que o acoplamento eletromagnético pode ser usado vantajosamente nos elementos ditos parasitas.867 0 (1o nulo) o 90 1. aumentando a largura do feixe p2 p2 principal e diminuindo a diretividade. para p valores de 1 p < 2. o ponto de 1o nulo.79). Portanto. os pesos encontrados no exemplo correspondem à distribuição ótima de pesos maximizando a diretividade do conjunto.27. para a relação R=20 especificada. Para que a relação lóbulo principal/lóbulo secundário seja aquela especificada no projeto.1 Impedância Mútua Considere dois elementos lineares acoplados eletromagneticamente.Uda Estudou-se até aqui as propriedades dos conjuntos de antenas sem considerar um aspecto essencial decorrente do acoplamento eletromagnético entre os elementos do conjunto.73 0. a impedância terminal é a impedância própria da antena.5 Impedância Mútua e Elementos Parasitas : O Conjunto Yagi .13 . é deslocado para direita. se p1 > 2. a impedância que uma antena apresenta aos terminais de uma linha de transmissão é conhecida como impedância terminal.7 0. 4.1 x Max |FA|n θ o 0 0 0 34.13 . que devem ser consideradas na determinação da impedância terminal. De uma maneira geral. e quando esta antena consiste de apenas um elemento isolado. os pesos devem ser tais que p1 ≥ 2.867 0 (1o nulo) o 145. o conjunto tem alimentação 2 uniforme e a diretividade é maior. 4.856 20 (principal) o 133. que compõe o conjunto conhecido como antena Yagi-Uda .31o 0. como pode ser depreendido por inspeção de (4.13 . xn se aproxima de zero. Com efeito. Entretanto. a proximidade entre elementos diferentes resulta no aparecimento de impedâncias mútuas entre estes.5. a relação lóbulo principal/lóbulo secundário é reduzida.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Tabela 4. No caso de um conjunto. Além disso. xn . ou seja a resistência de radiação refrida ao ponto de alimentação mais a reatância própria para uma antena sem perdas.5 1 (secundário) 46.

76) Note que a igualdade entre Z12 e Z21 é resultante do teorema da reciprocidade para antenas. então V1 = I1 Z11 + I 2 Z12 Analogamente. onde os elementos têm comprimentos iguais l e estão dispostos lado a lado e separados por uma distância d.27 Dois elementos lineares acoplados Usando o conceito de quadripolos. Para o caso mostrado na figura.27 é dada pela razão entre as tensões e correntes em elementos diferentes.80) (4. ou seja: Z12 = Z 21 = V2 V1 = I1 I 2 (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Figura 4. a impedância mútua obtida pelo método da força eletromotriz induzida[2]-[3] é: R12 = X 12 onde u0 = β d u1 = β  d 2 + l 2 + l      u2 = β  d 2 + l 2 − l      Se V1 é a tensão aplicada aos terminais da antena 1. a impedância mútua entre os dois elementos mostrados na figura 4.79) (4.78) Z0 [ 2Ci ( u 0 ) − Ci ( u1 ) − Ci ( u 2 ) ] 4π Z = − 0 [ 2 S i ( u 0 ) − S i ( u1 ) − S i ( u 2 ) ] 4π (4. podemos escrever V2 = I1 Z12 + I 2 Z 22 (4.77) 38 .

53-j29. logo. V1 = I1 ( Z11 − Z12 ) V2 = I 2 ( Z 22 − Z12 ) Como Z11=Z22. consideremos as duas antenas alimentadas uniformemente e em fase (broadside) e com deslocamento δ=-βd (end-fire). e então Z1= 60+j14 Ω.93 Ω. as correntes I1 e I2 são iguais e em fase.77)-(4.86) (4. temos que Z1 = Z 2 = Z11 − Z12 Para o dipolo de meia onda.5.2 Elementos Parasitas .86) (4.A antena Yagi-Uda A antena Yagi-Uda é na verdade um conjunto de elementos onde um destes é ativo e os outros agem como parasitas diretores ou refletores [3]-[5].85) Se os dois elementos são dipolos de meia onda. para o elemento 2 é: Z2 = V2 = Z 22 + Z12 I2 (4. A impedância dos dois dipolos em paralelo é 30+j7 Ω. alimentando os dipolos com um cabo coaxial de meio comprimento de onda. Z11=Z22= 73. Z1= 86 + j23Ω. a impedância de entrada Zin será igual a 30+j7 Ω.13+j42. Como exemplo de determinação das impedâncias terminais. Z12=-12.82) e. portanto. 4. Para o conjunto broadside. então. portanto. e de (4.84) Como os elementos são idênticos.55 Ω. V1 = I1 ( Z11 + Z12 ) V2 = I 2 ( Z12 + Z 22 ) A impedância terminal para o elemento 1 é: Z1 = V1 = Z11 + Z12 I1 (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti onde Z11 e Z22 são as impedâncias próprias das antenas 1 e 2.87) . afastados de meio comprimento de onda. Z11=Z22 e V1=V2. 39 (4.83) (4. portanto.81) (4. Z1 = Z 2 = Z11 + Z12 (4.78). Para o conjunto end-fire com d=λ/2. as correntes I1 e I2 são iguais e contrárias.

refletor.4 Ω.28. deve ser notado que δ ≈ π − β d .Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti Considere novamente o conjunto formado por dois elementos. A corrente que circula no elemento parasita na figura 4. e daí temos que Z 12=64. = 64. se seu comprimento é menor que o do elemento ativo.08-j69. Para o caso mostrado na figura 4. O segundo elemento é chamado de elemento parasita.77)-(4. Z22=63.12λ Portanto..89) Assim. A impedância mútua para pequenas distâncias é pouco alterada para pequenas variações de comprimento. considere que o comprimento do elemento ativo seja l1=0.6 Z12 j ( π + 49. mas onde apenas o primeiro é excitado diretamente. Mais elementos parasitas podem ser adicionados. Os elementos refletores deverão ter seu comprimento maior do que o elemento ativo. βd = 43.475λ . O fator de arranjo será então FA = 1 + Z12 jδ e Z 22 (4. são totalmente opostos. de forma que o padrão end-fire seja reforçado.78). Portanto. Continuando o exemplo da figura 4. o padrão end-fire seja atingido. se maior. No Exemplo mostrado. e o afastamento d=0. o elemento parasita é chamado de diretor.28 é I 2 = − I1 Z12 Z = I1 12 e jδ Z 22 Z 22 (4. o ângulo de fase com que o campo irradiado pelo elemento ativo atinge o refletor.83 .5λ.86+j1. Este ângulo é obtido com uma escolha judiciosa do afastamento d e do comprimento l do elemento parasita.88) onde δ é o ângulo entre as impedâncias mútua e própria mais π. o ângulo da corrente no elemento refletor. e portanto mais capacitivo. de maneira que para pequenas distâncias d. seja como diretores. de modo que pode ser calculada usando (4.6889e − j130. o elemento parasita deve ser um pouco menor que o elemento ativo. Figura 4. Normalmente.91= 94. seja como refletores.93Ω.28. espaçamentos menores que λ/4 são desejáveis.87ej1.28.2o. conforme mostrado na figura 4. configurando um padrão end-fire. I1 Z 22 40 . de forma que o mesmo deslocamento de fase exista no elemento ativo em relação ao refletor. ocorrerá um cancelamento em θ = π.16e-j47.17 ) I2 = e = 0.se a corrente no elemento parasita tiver um ângulo δ = ± π + β d . o comprimento do elemento diretor l2=0.28 Conjunto com elemento parasita. e -βd. Neste caso.

l2=0. com uma distância dx entr cada dois conjuntos. Figura 4. obteve-se um valor de ângulo muito próximo do esperado.29 Diagrama de irradiação para conjunto formado por um elemento ativo e um parasita. O diagrama de irradiação para o conjunto pode ser visto na figura 4. na qual uma rede de elementos isotrópicos é distribuída no plano z = 0. a rede é vista como N conjuntos lineares alinhados com y e separados entre si por uma distância dy. para os quais isto somente é possível quando a configuração end-fire é aplicada. ou diferentemente.30 Conjunto planar M X N elementos O fator de arranjo para um conjunto de N elementos alinhado sobre o eixo x é: 41 . l1=0.29. e d=0. Considere a situação descrita na figura 4.12λ 4. Pode ser facilmente verificado que esta rede é composta de M conjuntos lineares alinhados com o eixo x. Figura 4.6 Conjuntos Planares com Alimentação de Amplitude Uniforme Arranjos planares são capazes de focar um lobo principal de pequena largura de feixe em um ponto no espaço. diferentemente de arranjos lineares.5λ.30. dispostos lado a lado.475λ.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti ou seja.

Nas duas figuras. Para que os grating lobes sejam evitados. a normalização de (4.92) leva a :   Mψ x    sen  2     FAn =   ψ x   M sen 2      onde ψ x   Nψ y     sen   2     ⋅ ψ   N sen  y    2      (4. considere um conjunto de 5x5 elementos. os retângulos representam a disposição dos elementos como vistos no plano do gráfico. Com (4.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti FA = I 0 x ∑ e j (i − 1)( β d x senθ i= 1 M cos φ + δ x ) (4. o conjunto deve ser projetado de forma que dx < λ/ 2 e dy < λ/2. dispostos sobre o plano xy como na figura 4. os deslocamentos de fase devem ser = β d x sen θ cos φ + δ x δ δ x y = − β d x sen θ 0 cos φ 0 = − β d y sen θ 0 sen φ 0 (4.33b.92) Finalmente. formando um conjunto planar. Se N destes conjuntos iguais são alinhados em y.94) A Diretividade pode ser relacionada com o ângulo sólido do feixe principal através de D0 = π Ω 2 (4. e o resultado é mostrado na figuras 4. o fator de arranjo será: N  M FA = I 0 y ∑  I 0 x ∑ e j (i − 1)( β d x senθ k = 1 i= 1 cos φ + δ x )  e  j ( k − 1) β d y sen θ sen φ + δ y ( ) (4.94) os deslocamentos de fase são calculados.91) onde δy é o deslocamento de fase dos elementos alinhados com y.32. Para que o conjunto irradie um único feixe na direção definida por θ = θ0 e φ = φ0.95) b Como exemplo de conjunto planar. com espaçamento dx=dy = λ/4.33a e 4.91) pode ser reescrita fazendo I0=I0xI0y. ou seja: FA = I 0 ∑ e j ( i − 1)( β d x senθ i= 1 M cos φ + δ x ) k= 1 ∑ N e j ( k − 1) β d y sen θ sen φ + δ y ( ) (4.93) e ψ y = β d y sen θ sen φ + δ y . (4. θ0 = 60º e φ0 = 45º. 42 .90) onde δx é o deslocamento de fase entre os elementos alinhados com x.

Figura 4. d x= dy = λ/4. Na figura 4. Diagramas polares de irradiação para um conjunto planar 5x5 elementos. Diagrama 3dpolares de irradiação para um conjunto planar 5x5 elementos.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti a) Função de φ b) Função de θ Figura 4. θ0 = 60º e φ0 = 45º. e o conjunto está no plano xy. o ponto de observação é o eixo z.33a. O gráfico mostra os diagramas de irradiação obtidos em φ = 45º para θ = 60º (linha cheia) e para θ = 28º (linha 43 .33a.33. d x= dy = λ/4. θ0 = 60º e φ0 = 45º.

part I: performance improvement. Referências 1 2 3 4 5 6 7 8 BALANIS. . W. IRE and Waves and Electrons. Guanabara Koogan. A New Principle in Directional Antenna Design. pp 715-741. Proc. 44 . Vol 85. pp 1031-1060. IEEE. C. WOODYARD. S. onde a atenuação alcança aproximadamente 3 dB. 1997.C. GODARA. W. Proc. Maio. No3.. 1984. IRE. The IEEE Press series on Electromagnetic Wave Theory.. KRAUS.. feasibility. KRAUS. C. june 1946.. L. Proc. Vol 26.. Antenas. ELLIOT. John Wiley & Sons. reimpresso em Proc. IRE. YAGI. Na figura 4. A Current Distribution for Broadside arrays which Optimizes the relationship Between Beam Width and Side-Lobe Level. 3rd ed. J. IEEE. HANSEN. and system considerations.L. Vol 72. 1938 DOLPH.D. julho 1997. Applications of antenna arrays to mobile communications. Antennas for all applications. Antenna Theory.Capítulo IV – Conjuntos de Antenas Marcelo Grafulha Vanti tracejada). MARHEFKA. junho 1928. R. Beam Transmission of Ultra Short Waves. Proc. pois o arranjo esta em 90º). Antenna Theory and Design. pp 335-348. com φ = 45º (linha cheia) e φ = 15º (linha tracejada). pp 634-645. J. 1950. No7. onde de novo a atenuação alcança 3dB. No5.R.33b são mostrados os diagramas de irradiação para θ = 60º (150º .. H. R.J. pp 333-345. March. New York : McGrauHill. 2002. 2003.