. Podemos proteger os outros de perigos e outros humanos. de não-humanos e dos elementos.Este é um trabalho de divulgação de livros encontrados por mim na internet para que possa proporcionar o benefício de um acesso àqueles que não teriam um outro meio para tal. .Oferecer proteção. Segundo a filosofia budista existem quatro formas de generosidade: . energia positiva e boas vibrações). sem esperar pagamento ou recompensa.Oferecer coisas materiais. consolo e coragem.Partilhar os ensinamentos que geram paz interior da forma adequada à mente e à cultura das pessoas. . como nosso corpo e nossos recursos. pois assim você estará incentivando o autor e a publicação de novas obras. dentro do possível. apoio emocional.Oferecer amor (oferecer incondicionalmente aos outros nosso tempo. a possibilidade de adquirir o original. Após sua leitura considere. .

_Sim. não eram apenas histórias divertidas contadas em torno de antigas fogueiras. vindas de praias distantes que alguém já visitou. As pinturas rupestres deixadas por nossos ancestrais mostram como os caçadores dessas tribos primitivas eram influenciados pela natureza e por sentimentos religiosos para com os animais. Para ele. a maneira de viver. E os caçadores realizavam rituais para os espíritos dos animais que partiam. Não vivemos mais no corpo nem no espírito no mundo dos caçadores da era paleolítica.com Os mensageiros animais do Poder Oculto já não servem mais como nos tempos antigos para ensinar e guiar a humanidade. Joseph Campbell dedicou sua vida ao estudo desses mitos e rituais. _E esses mitos me dizem como outras pessoas fizeram a passagem e como eu posso faze-la. mas devemos a eles: as suas vidas. os mitos estão aí nisso para nos ajudar a aceitar a natureza como ela é. O homem não é mais um recém-chegado num mundo de florestas virgens. Hoje os ursos. Como pesquisador e professor. (Bill Moyers) Os Primeiros Contadores de Histórias (Joseph Campbell) _O que nossas almas devem aos mitos antigos? _Os mitos antigos foram concebidos para colocar a mente. mas sim outros humanos que lutam por espaços num planeta que gira em torno de uma estrela de fogo. e depois da maturidade para uma fase de perder os poderes. A criança é educada num ambiente de disciplina. obediência e dependência. tentando convencê-los a voltar e serem sacrificados de novo. E os mitos e rituais eram meios de colocar a mente de acordo com o corpo e a maneira de viver de acordo com a natureza. "O Poder do Mito"). _Então as histórias antigas ainda vivem em nós? _Sim. A lembrança dos mensageiros animais ainda deve continuar adormecida dentro de nós. tanto hoje como nos tempos antigos. e ela tem de transcender tudo isso ao chegar a maturidade e viver responsabilidade própria. E os estágios do desenvolvimento humano são iguais. conversamos sobre a relação entre as primeiras histórias e quem as contava. A mente pode divagar de mil formas estranhas e querer coisas que o corpo não quer. Ela acorda aterrorizada quando ouvimos um trovão. não nos apegarmos a outras coisas. o outono da vida e depois a morte. pois ela desperta quando nos aventuramos numa região selvagem. Campbell. Quaisquer que fossem as trevas interiores onde os feiticeiros dessas cavernas devem existir dentro de nós e todas as noites nós as visitamos em sonhos. pois dependiam deles para sua alimentação. E desperta com uma sensação de reconhecimento quando entramos nas grandes cavernas com pinturas rupestres. ou percebemos o significado de um estranho conto de fadas dos esquimós estamos ouvindo os ecos da primeira história". de aceitar o curso natural das coisas. mas poderosos guias para a vida espiritual. Campbell se interessou pelas peças do Museu Americano de Historio Natural e estudou muitas culturas do mundo inteiro.valeriamiguez@globo. (J. Transcrição de Valéria Miguez .Os Primeiros Contadores de Histórias Joseph Campbell Extraído do Documentário exibido na TV Cultura em 03 de novembro de 2004. _Para mim as histórias são como mensagens dentro das garrafas. leões. o sistema mental de acordo com o sistema corporal com a herança do nosso corpo. os vizinhos não são mais animais selvagens. Nesta entrevista que gravei com Campbell nos dois últimos anos de sua vida. Ele disse: "Quando ouvimos os abracadabras de curandeiro do Congo. elefantes e gazelas estão em jaulas nos zoológicos. Como elas nós fazemos rituais para representar o que julgamos existir no outro mundo e tentamos harmonizar nosso corpo com a morte que é seu destino. a forma do nosso corpo e a estrutura da nossa mente. ou tentamos penetrar numa árdua argumentação de São Tomás de Aquino. E esse problema da transição da infância à maturidade. E agora é você quem visita essas praias. . Eles contavam histórias sobre eles e o mundo sobrenatural para onde parecia ir quando morriam.

A pessoa estava ali viva. Os mitos me ajudam a fazer essa passagem. conversando e agora está lá. "Quem sou eu?". E antes da era do homem de Neanderthal é neste período que começam a aparecer os primeiros enterros que conhecemos. Este corpo é um veículo da consciência e se você se identifica com a consciência pode observar seu corpo decair como um carro velho. Ele sobrevive à morte e ressuscita. . está dizendo que a imagem da morte é o começo da mitologia. deitada. o grande antílope. o principal animal dos bosquímanos. _E convivo com esses mitos e eles me dizem para fazer assim o tempo todo. do relaxamento. mas não há nenhuma prova de que eles reflitam sobre isso. Na costa noroeste da América é o salmão. o animal-chefe. Havia nela alguma coisa que não está mais ali e onde está então? Os animais também passam por essa experiência de ver seus companheiros morrerem. Ou então você pode identificar-se com Shiva. _O que não conhecemos sustenta o que conhecemos? _Sim. Há um muito interessante com os ossos longos de um urso da caverna enfiados dentro do seu maxilar. Meu amigo morreu e sobrevive. Eu diria que o mito básico da caça é uma espécie de aliança entre o mundo animal e o humano. _O Sr. "Sou a lâmpada que leva a luz ou sou a luz da qual a lâmpada é um veículo?". _E os mitos. Tudo aponta para a noção de um plano de existência que há atrás do plano invisível e que de alguma forma sustenta o plano visível com o qual nos relacionamos. Mas também há sarcófagos para animais caçados. Quando me aposentei do magistério sabia que precisava criar uma nova forma de vida. que envia seu rebanho para ser morto. pelo qual o animal dá sua vida de bom grado. quando o corpo atingiu o auge da força e começa a perde-la. apodrecendo. fria. Aí você tem que se identificar não com o corpo que está começando a decair. quente. mas daí surge uma preocupação. Se esse plano é considerado um outro mundo ou simplesmente uma energia. Na primeira tumba descoberta. Esse é o tema básico de toda a mitologia. _O que isso significa? _Um enterro. Preciso fazer um tipo de expiação para com eles. Isso pode ser entendido metaforicamente identificando-se com o Cristo dentro de nós e o Cristo que está em nós não morre. as histórias que trouxeram essa consciência. uma das primeiras cavernas funerárias já encontradas. E não é preciso ter uma imagem metafórica como essa se você tem uma mente disposta a relaxar e se identificar com aquilo que a faz funcionar. os animais que matei também têm que sobreviver. _E depois. Eu mesmo sinto isso agora que estou vivendo meus últimos anos. mas com a consciência da qual ele é um veículo. armas e objetos sacrificiais em torno do morto sugerem a idéia da continuação para além desta vida visível. há a passagem final pela porta escura? _Bem. Mas é algo que você já espera aos poucos. Em geral o animal é visto como uma vítima voluntária com o pressuposto de que a sua vida que transcende a sua existência física será devolvida ao solo ou a mãe através de um ritual de reintegração. Estes sarcófagos. _A tradição da Índia em que ao passar de um estagio de vida para outro você muda por completo a sua maneira de vestir e até seu nome. isso difere conforme a época e o lugar._E também mostra o que é belo pelo caminho. Em que sentido? _Só posso dizer que a prova mais antiga que temos de algo parecido com o pensamento mitológico está associada aos enterros e aos túmulos. com uma bela machadinha ao lado. E os principais rituais e as principais divindades são associados ao principal animal de caça. isso não é problema nenhum. _Que tipo de mito? De um exemplo de um mito que o tenha realmente ajudado. percebendo as maravilhas que nos cercam. da apreciação. as pessoas morriam e eram simplesmente jogadas fora. as grandes festas têm a ver com a chegada do salmão. um menino foi colocado como se estivesse dormindo. _E lá estavam as coisas que foram enterradas junto com o morto? _Sim. em especial os que ficam nos Alpes são cavernas muito altas e contém crânios de ursos das cavernas. Isso é algo que eu aprendi com os mitos. O problema é na meia-idade. Na África do Sul é o elá. já visitou algumas dessas tumbas? _Estive em Le Moustier. _E o que sugerem esses enterros? Que os homens e mulheres viam a vida e de repente não a viam mais e assim começavam a pensar sobre tudo isso? _Deve ter sido isso. essas tumbas com objetos funerários. Eu sou Shiva! Essa é a grande meditação dos iogues no Himalaia. Basta imaginar como seria nossa própria experiência nesse caso. Ela não está mais neste ambiente aqui. _O Sr. _A existência de um outro mundo? _A existência de um plano invisível que sustenta o plano visível. a coisa toda se desintegra e a consciência reencontra a consciência. Para os índios das planícies americanas era o búfalo. e mudei meu conceito de vida em função disto deixando para trás a estrela das realizações e entrando no mundo do prazer.

_E essa é a primeira prova que temos de um ato de adoração? A um poder superior ao do homem? E o animal era superior porque fornecia a comida. _E a caça se transforma em quê? _Num ritual. se vocês caíssem eu me casaria com um de vocês". Isso é o que mais me impressiona nesse sistema de cerimônia de caça. _Lembra-se da história da mulher do búfalo? _É uma lenda básica da tribo Blackfoot que originou seu ritual da dança dos búfalos onde eles invocam a cooperação dos animais no jogo da vida. um poder maior que o deles. Eles não conseguiam fazer os búfalos cair do penhasco. no norte do Japão. o urso e o povo. _Sim. uma espécie de participação mística com os animais cuja morte ele ocasionou e cuja carne se tornará a sua vida. É um reconhecimento da nossa dependência e do consentimento voluntário do animal em lhe dar o alimento. as qualidades desses animais. Ele tem poderes que o ser humano não tem. A caça é um ritual. E quando o animal se torna o modelo de como viver. As aldeias índias tinham totens novos. _Então entre os homens e os animais surgiu um veículo que exige que um seja consumido pelo outro. nós lhe daremos o privilégio do sacrifício de um outro urso". O animal tinha algo a ver com a formação dos mitos desses povos. _É uma esperança de ressurreição. os animais se aproximavam e se desviavam. Então eles começaram a perceber que havia algum poder de que eles dependiam. E para sua surpresa eles todos vêm e . _É o que fornece o alimento. _Respeito pelo animal. _O caçador que mata o deus. Por exemplo. _Você acaba sendo o caçador que mata o mensageiro. Se você levar em conta o tamanho de algumas dessas tribos percebe que para alimenta-los era preciso muita carne. Dizem: "Se você nos der o privilegio de recebe-lo de novo. Não foi um ato pessoal. o cachimbo místico. E ela diz: "Ah. de agradecimento ao animal. quando nos sentamos à mesa agradecemos a Deus. entre o povo Ainu cuja principal divindade é o urso da montanha. _Se o urso da montanha não fosse apaziguado os animais não apareceriam e esses caçadores primitivos morreriam de fome. _É um tipo de respeito pelo animal que foi morto. as águias. _E isso causa culpa? _A culpa é justamente aquilo que o mito apaga. Nós mesmos. Fiz uma viagem pela costa noroeste. Os povos caçadores primitivos não têm essa relação com o animal. Certa manhã uma mocinha de uma das cabanas vai buscar água no poço para a família. a águia. Essa história se passa com a tribo Blackfoot muito tempo atrás. e muito forte. _Há aqui um contraste com a nossa relação com os animais._E o animal-chefe.. o corvo. Era um conhecimento muito íntimo e eles tinham uma relação amistosa de boa vizinhança com essas criaturas. e é por isso que havia os ritos. _Assim é a vida. E à vezes eles matavam alguma delas. Em muitos aspectos o animal é superior. o animal era o alimento e você precisa que ele volte. Eles tinham o caráter. e a Bíblia diz que somos superiores. Eles não iam conseguir carne para o inverno. etc. o animal se torna um mensageiro do poder divino. ou à nossa idéia de Deus por nos dar esse alimento. em 1932. da mesma forma que o búfalo representou um papel muito importante para os índios americanos. Assim a caça não é simplesmente uma matança. uma viagem maravilhosa e ali os índios ainda esculpiam totens. é um ato ritual. Também há a identificação do caçador com o animal. _Isso perturbava o homem primitivo? _Sem dúvida. Vimos os corvos. E uma forma de ter carne para o inverno era fazer estourar uma manada de búfalos e faze-los cair do alto de um rochedo. em Hokaido.. você está executando um ato da natureza. Por aí você vê. os animais que atuavam nos seus mitos. _E certos animais adquirem uma personalidade: o búfalo. É uma coisa muito bonita e transforma a vida numa experiência mitológica. A caça é um ritual. _E é esse poder do animal-chefe. _Mais do que respeito. _Depois que ele foi morto? _Depois que ele foi morto o caçado precisa executar certos ritos. Aqueles povos agradeciam ao animal. É o búfalo que lhes trazia o tabaco. _Que tipos de ritos eram esses? _Ritos de apaziguamento. Vemos os animais como uma forma inferior de vida. quando se mata um urso há uma cerimônia de lhe servir um banquete com sua própria carne no jantar e há uma conversa entre o deus da montanha.

_Em "isso". Esta é a idéia básica: que através do ritual se alcança a dimensão que transcende a temporalidade. de forma que elas não sejam "vós". um homem debaixo do cobertor. _Mudaram o búfalo de "vós". tricô ou algo assim. fo sinto um cheiro de índio!". _E o que aconteceu quando o homem branco chegou e matou esse animal reverenciado? _Eles violaram algo sagrado. E veja só. a dimensão de onde vem a vida e para onde volta. "Ah é? E nós? Ali estão nossos filhos. realmente era um sacrilégio. Foi o ponto de exclamação final depois da destruição da civilização dos índios porque a estavam destruindo. Era búfalo por todo lado. Calça seus mocassins. Você a viu? Poderia encontrala nessa planície?" Ele responde: "Vi uma linda garota junto com os búfalos perto daqui". "Esse é o meu pai". Aí vêm os caçadores com espingardas de repetição. todos se levantam e fazem uma dança lenta. como um ser reverenciado? _Eles tratavam por "vós" todas as formas de vida: árvores. O pássaro chega e diz: "Seu pai está lá no Charco esperando por você". é muito perigoso! Esses búfalos podem nos matar. com certeza". Quando eu era garoto e andava de trenó usava casacos de pelo de búfalo. a família dela acorda e cadê a Minehaha? O pai procura e diz: "Ela fugiu com um búfalo". E o homem diz: "Você poderia ir até lá e dizer a ela que seu pai está aqui?" O pássaro voa até a garota no meio dos búfalos que estão dormindo. enterro e ressurreição não só para os seres humanos? _Para os animais também. Ela diz: "Nada disso!".. Ela continua cantando. Nós cumprimos as nossas parte. E o homem lhe diz: "Oh. pais. _Foi um momento incrível na evolução da sociedade americana a matança dos búfalos. E esse era o animal sagrado para os índios. fá. _Você imagina o que foi essa experiência para um povo? No espaço de dez anos perder seu meioambiente. perder o objeto central da sua vida ritual? . belo pássaro minha filha fugiu com um búfalo. tira um dos chifres e lhe diz: "Vá até o Charco buscar água para mim". mas ainda não está respirando. é um pássaro de plumagem vistosa que tem dons especiais. _Em 1880. você dança. Essa foi a 1ª surpresa. você prometeu. pedras. mulheres. fica com pena e diz: "Se você conseguir trazer seu pai de volta à vida. Diga a ele que me espere. E você aqui chorando pelo seu pai!". Ela olha. diz ele.começam a despencar. diz ela. E quando um povo vai à guerra o problema dos jornais é transformar essas pessoas em mero "isso". Então ela diz ao pássaro: "Procure pelo chão e veja se encontra um pedacinho do meu pai". vou dar um jeito". onde os animais gostam de vir rolar na lama para se refrescar e se livrar dos piolhos. Toda a sua psicologia muda quando você se refere às coisas como "isso". cem anos atrás. Ela diz: "Não. Ele dá um mugido de búfalo. Depois de caminhar bastante fica com vontade de descansar e chega a um lugar chamado Charco dos Búfalos. De manhã. Vamos colocar isso aqui no chão". Mas parece que ele era bonzinho. com Búfalo Bill. Não sei o que ela estava fazendo. _Sim. Você pode chamar alguma coisa de "vós" e notará a mudança que isso trás na sua psicologia. O ego que vê um "vós" não é o mesmo que vê um "isso". Ela diz: "Ah. diz: "Tudo bem. ficar em pedacinhos. O pássaro vai ciscando e acaba trazendo um ossinho. canta essa canção e nós voltaremos à vida". você vem comigo". matam o rebanho inteiro e deixam os animais ali. Então diz: "Vou busca-la". Diz ela: "Isso é terrível. Então seu marido búfalo acorda. Dizem: "Por que você não faz isso por nós? Nós ensinaremos vossa dança e depois que vocês matarem nossas famílias. _Então essa história confirmava essa reverência. tudo. _Isso mesmo. Ela apanha água e volta. Seu marido búfalo diz: "Fi. _Sim. vai até o Charco e lá está seu pai. Para os índios isso era sacrilégio. _Qualidades mágicas. Ele percebe pelas pegadas. E a garota diz: "Isso já basta. etc. é seu pai. mágicas. Ele lhe diz: "Venha". Vão até o Charco e pisoteiam o pobre homem até ele desaparecer. Ela pega o chifre. Acharei um jeito. o feiticeiro do rebanho. O rebanho inteiro vai nos perseguir. com os rabos levantados. ela coloca o cobertor sobre o ossinho e canta uma canção mágica. E ele diz: "Sim. Ali começa a pensar no que fazer quando chega uma pega. Tiravam a pele para vender e deixavam o corpo apodrecer. A 2ª surpresa foi quando um dos búfalos velhos. minha família está morta lá embaixo. todos mortos. não!" Ele diz: "Sim. Agora você virá comigo". _E volta toda essa idéia de morte. Isso aconteceu nos anos 80 quando começou a caça ao búfalo com Kit Carson. é muito perigoso. de grande poder. eu a deixo ir embora". seu arco e flecha e vai para a planície. _Os índios se dirigiam aos búfalos por "vós".. agora me deixe voltar". A garota chora e seu marido búfalo diz: "Você está chorando?". ele fica de pé e os búfalos ficam espantadíssimos.

Daí eles acendem a luz outra vez e você vê esses animais pintados. o jovem tem que sobreviver e com isso se tornar um homem. mas sim no homem ou na mulher que estava ali pintando. Se foi uma intenção do artista o que chamamos de "estética" ou até que ponto era simplesmente algo que eles aprenderam a fazer daquele jeito? Este é um ponto difícil._Foi nessa época dos caçadores que os seres humanos começaram a sentir que sua imaginação mística se agitava ao sentir o mistério das coisas que eles não conheciam? _Havia uma explosão de ações artísticas magníficas. É uma sensação avassaladora. _O Sr. E o Xamã ou quem que os estivesse levando não ia facilitar as coisas. E se dá conta de que a escuridão é inconcebível. é o lugar de onde vem a vida e o mundo lá fora. Você bate a cabeça nas saliências o tempo todo. a luz do dia é um mundo secundário. mas como respeitar os animais. lá embaixo. Nós estávamos lá com luz elétrica. tudo em forma humana. que animais executar e como deixar de ser crianças e se tornar homens. Parece que aquilo é o útero. Você entra lá e é muito perigoso. os Santos. Um touro de uns seis metros de comprimento pintado de tal forma que as ancas são representada por uma saliência na pedra. A gente perde toda a orientação. a beleza vem da própria natureza da aranha. será que essa beleza era intencional ou a expressão natural de um espírito belo? Entende o que eu quero dizer? Quando você ouve um pássaro cantar a beleza do canto será intencional? E intencional em que sentido? É a expressão do pássaro a beleza do espírito do pássaro. As formas significam valores espirituais e as imagens têm formas antropomórficas: Deus. Lá as imagens eram em forma animal. _Essas cavernas são chamadas de cavernas-templos? _Os templos com imagens e vitrais coloridos. _E qual é a mensagem da caverna? _A mensagem da caverna é uma relação do tempo com os poderes eternos. eles tomavam isso tudo em consideração. leste ou oeste. é uma beleza instintiva. mas em alguns momentos o guia desligou a luz e você nunca viu uma escuridão tão negra em toda a sua vida. Pois as caçadas eram muito perigosas e esses eram os santuários rituais dos homens onde o menino deixava de ser filho de sua mãe para se tornar filho de seu pai. Você entra num mundo de imagens espirituais. você não sabe onde está. O que sentiu quando viu essas cavernas subterrâneas? _A gente não tem vontade de ir embora. é uma escuridão que jamais viu luz do dia. O que passava pela cabeça deles quando faziam aquilo? E são coisas difíceis de fazer. a mensagem é importante. a catedral é a mãe. é impressionante. visitou algumas das grandes cavernas européias com pinturas rupestres. E os rapazes tinham que dominar essa sensação e entrar no ventre da terra. Como chagavam até lá? Como enxergavam? Que tipos de iluminação tinham? Será que só umas tochazinhas de luz permitiam fazer algo de tanta graça e perfeição? E em relação ao problema da beleza. Q que será que a tribo ou a tradição estava tentando dizer ao rapaz? _Que este é o ventre da terra de onde vêm todos os animais.a Mãe Igreja. É um negrume absoluto. o útero da sua vida espiritual . _Em forma humana. E que catedral! Quando você entra. Os rapazes deviam aprender não só como caçar. Dá a ele uma prova um teste terrível. este aqui é o primário. criando? _Sim. olha esses objetos de arte primitiva e não pensa na arte. qual seria o uso dessas cavernas? A explicação mais comum entre os estudiosos é que tinham a ver com a iniciação dos rapazes na caça. É totalmente escuro e frio. A forma é secundária. que de alguma forma deve ser experimentada naquele lugar. E pintado com tanta vida com aquela vividez da tinta sobre seda que há nas pinturas japonesas. sentiu isso lá? _Tive todas às vezes. É incrível! _O Sr. Você entra numa câmara enorme como uma grande catedral. E quanto da beleza da nossa própria vida é a beleza de estar vivo e quanto é uma intenção consciente? Essa é uma pergunta importante. Agora. _Seguimos para Lascaux. E os rituais lá embaixo tentavam criar uma situação propícia para a caça. parecia que a imaginação mística estava em pleno vigor. é um lugar de medo. as catedrais. são uma paisagem da alma. _E aí vinha uma sensação de alívio quando se entrava naquela caverna. Quando se está numa caverna daquelas há uma estranha transformação da consciência. uma glória. Jesus. Quando uma aranha tece uma bela teia. Penso nisso em relação à arte rupestre. . iluminada por tochas. não sabe se está olhando para o norte. Quando fui com minha mulher até aquela região da França nós paramos na Catedral de Chartes. sul. com muitos animais pintados. _O Sr. _Que efeito isso teria nos rapazes? _Isso existe ainda hoje em culturas que ainda têm rituais de iniciação para os meninos.

instrumentos que são as vozes dos espíritos. leia o "New York Times". etc. _E o que a gente encontra? _As notícias do dia. E num caçador. A mulher é o centro da questão: dar a vida. O equivalente judaico é o Bar-Mitzvá. Ao participar de um ritual você participa de um mito. Foram cada vez mais reduzidos. _Mas o mais importante era viver de acordo com as necessidades e os valores da tribo. ele tinha passado por alguma coisa. num belo dia. listas feitas de sangue. Creio que 50% de todos os crimes são cometidos por jovens entre 20 e 30 e poucos anos que se comportam como bárbaros. _Jovens que não sabem se comportar numa sociedade civilizada. _O ritual é a representação de um mito. _Eles até tocam violão. _Ninguém lhes deu um ritual para que eles se transformem em membros da sociedade. _É. O que acontece é que os meninos tinham que passar por aquilo. E o que é uma mulher? A mulher é um veículo da vida e a vida tomou conta dela. _E a mulher? Quase todas as figuras nas cavernas-templos são masculinas. É algo que lhe acontece. se você quer saber o que significa uma sociedade sem nenhum ritual. _Quer dizer: um ritual que antes transmitia uma realidade interior hoje é uma mera formalidade._O que aconteceria se eu fosse criança num ritual desses? _Sabemos como é na Austrália. Mesmo na Igreja Católica eles traduziram a missa da linguagem ritual para uma linguagem que tem uma porção de associações domésticas. Esqueceram de qual é a função do ritual: de elevar. _Porque a vida deles era assim. é uma linguagem que nos tira do campo doméstico. Agora eles viraram o altar ao contrário. Eles usam seu próprio sangue para colar a penugem. agora pertence ao grupo dos homens. da ordem social e do objetivo social. tanto nos rituais da sociedade como nos ritos pessoais do casamento e da religião? . O menino voltava com um corpo diferente. Cada vez que eu leio a missa em latim volto a sentir aquela sintonia que ela provoca. e eles o fazem passar por uma prova realmente difícil. E qual é a sua iniciação? Normalmente consiste em ficar sentada numa cabaninha por um certo número de dias e se dar conta de quem ela é. O menino tenta se refugiar com a mãe. a mãe já não serve mais dali em diante. dar a nutrição. sentada. A mulher torna-se veículo da sociedade. Nós não sabemos exatamente o que acontecia com a mulher naquela época porque há poucas indicações a respeito. E se essa cerimônia funciona ou não para efetuar uma transformação psicológica acho que depende do caso individual. Ela é como a deusa da terra em seus poderes e tem que perceber isso. tudo é caseiro e familiar. O menino não tem um acontecimento parecido. Agora ela é um veículo para a vida. ela finge que tenta protegê-lo. Nas culturas primitivas de hoje a menina torna-se mulher com a 1ª menstruação. mas os homens simplesmente levam-no embora. O altar é colocado para que o padre nos dê as costas e junto com ele você se volta para fora. Quando um menino fica impossível de se lidar. o bispo lhe dá um tapinha no rosto. arrancarem os dentes ou algo assim. O ritual foi reduzido a isso e nada lhe acontece. eles chegam como espíritos. _E o que acontece quando uma sociedade não adota mais uma mitologia poderosa? _Acontece isso que temos nas mãos. _Como é que ela faz isso? _Ela fica lá. Se você é um menino católico escolhe seu nome de crisma com que vai ser confirmado e você se eleva. subincisao. Mas em vez de cicatrizes. Então ela já passou pela transformação. Ele tem que ser transformado em homem e voluntariamente tornar-se um servidor de algo maior que ele próprio. _E qual é a conseqüência para os meninos de hoje da inexistência desses mitos? _A crisma é um equivalente atual desses ritos. e não aconchega-lo de volta no mesmo lugar onde você sempre esteve. tirar fora. _E o objetivo é transforma-lo num membro da tribo. Assim são os ritos de circuncisão. _Sim. E chegam tocando zunidores. estão nus exceto por umas faixas de penugem brancas coladas no corpo. _Guerras. _Então os mitos se relacionam diretamente com as cerimônias e os rituais da tribo e a ausência do mito pode significar o fim de um ritual. Agora ela é uma mulher. _Nenhum ritual. a natureza faz isso com ela. Na época antiga não havia problema. Num curto espaço de tempo o menino é iniciado em todo o contexto cultural do seu povo. Ele já não é mais um menininho. parece uma garota-propaganda numa demonstração na TV. É como eu digo. Será que era uma sociedade secreta apenas para homens? _Não era uma sociedade secreta.

as novas possibilidades. _Os artistas? _Sim. a nossa visão do universo. se tornará o intérprete para os outros de coisas invisíveis? _Sim. baseadas na agricultura. Kiowa e outros. O Xamã se torna uma pessoa cuja experiência a tira do mundo normal e a leva para o mundo dos que têm dons excepcionais? Pensa-se que o Xamã é um mágico. _Gostaria que o Sr. por exemplo. _Há uma velha idéia romântica que em alemão se chama "das Volklische". A sociedade reverencia certas divindades. E elas falam ao povo e o povo responde. Já os poderes do Xamã são simbolizados em entidades familiares que emanam da sua própria experiência pessoal e sua autoridade vem de uma experiência psicológica e não de uma ordenação social. Segundo ela a poesia e as idéias das culturas tradicionais vem do povo. _ Desempenham um papel equivalente aos sacerdotes. Seu inconsciente abriu-se por inteiro e a pessoa caiu lá dentro. _Que experiências é essa? _Morte e ressurreição. E as únicas pessoas que podem mantê-la viva são os artistas. Pessoas que tem sonhos muito profundos . Por exemplo. estar no limiar e voltar. Para mim. Joyce e Thomas Mann foram os principais gurus quando eu estava tentando formar minha própria vida. E nas artes visuais houve dois homens que trabalharam com mitologia de uma forma maravilhosa: Paul Klein e Picasso. os mitos estão sempre se transformando em função das circunstâncias desses povos. _Então os nossos artistas são os atuais criadores de mitos? _Os criadores de mitos do passado foram os equivalentes dos nossos artistas. um povo mudava-se. músicos. e grande parte está morta. na sociedade dos bosquímanos. seria o intérprete da herança da vida mitológica. desde a Sibéria. executavam os rituais._O ritual deve manter-se vivo. O sacerdote é um funcionário social. saía de uma área onde a vegetação era o principal meio de sustento e ia morar na planície. Pawnee. _Eles pintavam nas paredes. explicasse melhor. sem dúvida! _A dança do transe. passando pelas Américas até a Terra do Fogo. Esses dois realmente sabiam o que estavam fazendo e suas revelações tinham grande versatilidade. Compreende o que eu digo? _E aquele que teve essa experiência psicológica traumática. o popular. Isso já foi descrito muitas vezes ocorre em todos os lugares. Penso que James Joyce foi um dos grandes reveladores do mistério de crescer e de tornar-ser um ser humano. Ela não se alterou nem assimilou as qualidades de nossa cultura. É um tipo de ruptura esquizofrênica a experiência do Xamã. .e também pessoas que entraram na floresta e ali tiveram encontros místicos. que no final da infância ou no início da juventude teve uma experiência psicológica fortíssima que a deixou inteiramente voltada para si mesma. _É o meio ambiente que dá forma às histórias? _As histórias respondem ao meio ambiente.o sonho é uma grande fonte do espírito . A divindade a qual ele se dedica. hás uma interação. Mas vejamos nós temos uma tradição que vem do primeiro milênio a. esse êxtase. É muito interessante ler sobre as culturas primitivas. O Xamã é uma pessoa. _E o êxtase fazia parte dessa experiência na tradição xamanista? _É um êxtase. _Então quem teria sido nessas antigas culturas o equivalente aos nossos poetas de hoje? _Os Xamã. seja homem ou mulher. E assim a mitologia se transforma: passa de vegetação para búfalos. _Artistas como os poetas. vem de um outro lugar e ainda lidamos com ela. Antes viviam ao longo do rio Mississipi em aldeias fixas. Ainda notamos a estrutura das antigas mitologias de vegetação na mitologia dos índios Dakota. elementares e ver como as histórias populares. A maioria dos índios das planícies americanas do período em que eram cavaleiros eram originários da cultura do Mississipi. e o sacerdote se ordena como um funcionário encarregado de executar esse ritual.. escritores? _Exatamente. Daí receberam o cavalo dos espanhóis e com isso puderam se aventurar nas planícies e se dedicar as grandes caçadas de manadas de búfalos. passar realmente pela experiência da morte. Não é verdade. elas vêm da experiência de uma elite: pessoas de talento especial que tem os ouvidos abertos para a canção do universo. os feiticeiros. mas o seu papel não é de fazer truques. a função dos artistas é a mitologização do ambiente e do mundo. É necessário mantê-la viva. existia antes dele. mas o primeiro i pulso vem de cima não de baixo na formação das tradições populares.C. Creio que tivemos alguns grandes artistas nos últimos tempos. _Serão eles os primeiros sacerdotes? _Fundamentalmente o Xamã e o sacerdote são diferentes.

e é uma visão profética do terrível futuro que aguardava a sua tribo. Como dizem os Hindus: "Além dos nomes e das formas". O menino começa a tremer. não é rompida. é a outra mente. o ponto central. É diferente do que faz a psicanálise. como poderemos experimentar esse território-limite de que fala o Xamã? _O melhor exemplo que conheço na nossa literatura é um livro de John Neihardt. Creio que foi Nietzsche quem disse: "Cuidado. A montanha central sagrada era o Pico Harney. _Qual é o significado das mulheres controlarem a dança? _A mulher é a vida e o homem é o servidor da vida._Há um exemplo fantástico. Daí você volta para onde todo mundo está. Os dois sexos vivem separados de uma forma disciplinada. Estou contando uma típica história de xamanismo. Além da "damarupan" dos nomes e das formas. _Por que? _Porque ela distingue entre a imagem local do culto o Pico Harney e sua conotação . E a visão vai dar numa grande formulação que para mim é uma chave para se entender o mito e os símbolos. _Quem era o Alce Negro? _O Alce Negro era um índio Sioux. venenos. nenhuma palavra o alcançou". Os homens têm suas preocupações: armas. de sair da terra e passar pelo reino das imagens mitológicas até chegar a Deus. Entro por um lugar como aquele onde as pessoas bebem água. etc. Estando-se presos a uma certa imagem de Deus numa cultura onde a ciência determina as percepções da realidade. pois ao livrar-se de seu demônio poderá se livrar do melhor que há dentro de você". Você volta. mas o eterno. é isso. Neste caso. Quando você chega no lugar de Deus você se faz pequeno. Veja uma descrição dessa experiência: "Quando as pessoas cantam. Se eles não fizerem isso você morre. esse "untum" que eu faço. Amigos. Daí você começa a cantar. no ponto mais alto. esse "untum" que eu danço". E as mulheres têm suas preocupações: cuidar das crianças. Eles eram o grande povo das planícies. E falava da cooperação de todos os círculos e de todas as nações das grandes procissões. e de repente um deles desmaia. Viajo muito. antes que a cavalaria americana encontrasse os Sioux. algo que nós ainda não compreendemos bem. E esse menino fica psicologicamente doente. Para os bosquímanos a vida inteira se passa numa enorme tensão. "Nenhuma língua o maculou. Mas em lugar de alivia-lo dessas divindades e adaptar as divindades a ele. O movimento temporal e o eterno. Quando eu volto à superfície já venho escalando. Era uma visão do que ele chamou de arco ou círculo da sua nação. em Dakota do Sul. Elas controlam a dança e o que os homens fazem conforme vão cantando e mexendo com as pernas. A conexão é mantida. Lá você faz o que você tem que fazer. E a forma como Deus é imaginado. O ponto central do mundo é o ponto onde o movimento e a imobilidade se encontra. largo dele. Subo num fio. tal como o nome de Deus. como se fosse um psicanalista para tirar o menino daquele estado. ou Dakota. Perceber que . E os mestres do "untum" estão ali em volta. ou em grupos. Eles seguram sua cabeça e sopram no seu rosto. foram mantidos. É só na dança que os dois grupos se encontram. E aí ele diz: "Mas a montanha central está em todo lugar". _Isso se torna algo da nossa outra mente. Este menino teve uma visão que foi descrita. Esta é uma experiência real de um transe. Deus transcende qualquer coisa. Ele diz: "Vi a mim mesmo na montanha central do mundo. Todas as pessoas que ficaram lá atrás estão esperando você. eu danço. vou muito longe. Porém mais do que isso foi uma experiência em que ele atravessou os reinos das imagens espirituais da sua cultura e assimilou suas mensagens. Simplesmente morre. É assim que você consegue viver de novo. E esses homens então se tornam conselheiros espirituais do seu povo. Mandam vir um Xamã que tinha tido essa mesma experiência na juventude. Você entra dentro da terra e volta para entrar na pele do seu corpo. fica imobilizado e sua família fica numa preocupação terrível.os poderes. alimentá-las. O centro do mundo é o eixo do universo "axis mundi". E durante essa dança os homens fazem movimentos muito tensos. não o momentâneo. subindo por fios. as divindades que foram encontradas . entra em transe. Elas têm medo de você. percebendo que este era um dos muitos círculos. caça. Eu entro dentro da terra. Esta é realmente uma percepção mitológica. volta e por fim entra no seu corpo de novo. Mas falava também dos possíveis aspectos positivos desse futuro. subo em outro. ou ao centro do poder. e se tornam o centro e os homens dançam em volta delas. chamado: "Fala o Alce Negro". E tive uma visão porque estava vendo o mundo de uma forma sagrada".que é o centro do mundo. deixa a teologia para trás. subo em outro daí largo deste. a estrela polar em torno da qual tudo gira. um menino que tinha nove anos. Você entra pequeno no lugar de Deus. volta. e são eles que trazem os dons. _Certo. é o sentido da vida. _Será que os ocidentais poderão entender essa experiência teológica do transe místico? Ela transcende a teologia. As mulheres ficam sentadas em círculo.

E experimentar o aspecto eterno do que você vive na sua experiência temporal essa e a experiência mitológica. Roma. não pelos sentidos que tem o centro em todo lugar e a circunferência em nenhum lugar. Benares. Assim. será que a montanha central do mundo é: Jerusalém. uma esfera conhecida pela mente. E cada um de nós é a manifestação desse mistério.este momento da sua vida é um momento da eternidade. fica bem aqui onde você está sentado e o outro centro fica bem aqui onde eu estou sentado. _Então esse indiozinho estava dizendo que há um ponto brilhante onde todas as linhas se cruzam? _Exatamente. Lhasa. e esse menino a teve. _Deus é uma esfera inteligível. E o centro. _Estava dizendo que Deus não tem circunferência. meu caro. digamos. . Cidade do México? Veja México ou Jerusalém é o símbolo de um princípio espiritual como centro do mundo.

Oferecer proteção. . pois assim você estará incentivando o autor e a publicação de novas obras.Partilhar os ensinamentos que geram paz interior da forma adequada à mente e à cultura das pessoas. sem esperar pagamento ou recompensa. energia positiva e boas vibrações). Podemos proteger os outros de perigos e outros humanos. . apoio emocional. consolo e coragem. .Oferecer amor (oferecer incondicionalmente aos outros nosso tempo.Este é um trabalho de divulgação de livros encontrados por mim na internet para que possa proporcionar o benefício de um acesso àqueles que não teriam um outro meio para tal. dentro do possível.Oferecer coisas materiais. a possibilidade de adquirir o original. de não-humanos e dos elementos. Segundo a filosofia budista existem quatro formas de generosidade: . como nosso corpo e nossos recursos. . Após sua leitura considere.