Autor PAULO ROBERTO FERREIRA DE LIMA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO REALIZADO NA EMPRESA BASE AUTOMAÇÃO.

Curso CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO CAMPINAS - São Paulo – Brasil 2011

Relatório de estágio apresentado como requisito para graduação em Engenharia de Automação e Controle no Centro Universitário Salesiano de São Paulo, sob orientação do Prof. Adilson Dalben.

CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO CAMPINAS - São Paulo – Brasil 2011

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DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria possível. Dedico em especial à minha família pelo apoio e compreensão, em todos os momentos desta e de outras caminhadas.

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Aos meus familiares. pela força. pai. mãe e irmã que sempre me ajudaram e deram suporte. 4 . saúde e sabedoria a qual me deu. A todos que me incentivaram e apoiaram a estudar e buscar novos conhecimentos e conquistas.AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus. A minha noiva e minha filha pela paciência e compreensão nos momentos de ausência em função dos estudos.

RESUMO Como a empresa BASE Automação é uma empresa de integração de sistemas na área de Automação Industrial atuando na área de prestação de serviços e projetos de Automação Industrial. Neste relatório está explicitado o desenvolvimento de um projeto de automação industrial baseado em um Sistema Supervisório (Scada). 5 . programação de vários dispositivos como CLP. entre outros. IHM. técnicas de programação. descrevendo as atividades em que teve a oportunidades de participar e contribuir para o desenvolvimento do projeto. sistemas automatizados. aplicação da Automação Industrial em diversos tipos de processos. Sistema Supervisório. que proporcionou ao estagiário contato com diversas tecnologias. Redes Industriais. além de ter tido a oportunidade de acompanhar as etapas de desenvolvimento de um projeto de Automação Industrial. o estagio foi realizado com base no acompanhamento e participação nas atividades diárias da empresa no mercado de Automação Industrial.

..............................................................................................................................................................................................................21 PLANEJAMENTO DA BASE DE DADOS........7 INTRODUÇÃO......1 IDENTIFICAÇÃO......................................23 PLANEJAMENTO DA HIERARQUIA DE NAVEGAÇÃO ENTRE TELAS.....................................................................................................................................22 PLANEJAMENTO DE ALARMES.............................................8 SISTEMA SUPERVISÓRIO (SCADA)...................................................................................................................................................................13 O SOFTWARE UTILIZADO................................................................................................................................................................................15 ENTENDIMENTO DO PROCESSO...........................................................21 VARIÁVEIS DO PROCESSO ..........................25 DESENHO DE TELAS..........................................26 PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE SEGURANÇA.....................................SUMÁRIO ......................................28 6 ..................................................................................................................................................

754.E: 600.IDENTIFICAÇÃO Dados do Estagiário Instituição de Ensino: Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL – Unidade Campinas.lima@hotmail. Campus São José.112 CEP: 13345-230.523.141.081/00011-64 I.com.com Dados da Empresa Nome: AL & F Comércio e Serviços de Informática Ltda. ME .(BASE Automação) Endereço: Rua Floriano Peixoto Nº472 Bairro: Centro Cidade: Salto CEP: 13320-150 Telefone: (011) 78141002 / (011) 78145066 CNPJ: 07. Email: paulo.rf. Responsável pelo Estágio: Alan Liberalesso CREA: 260395221-8 Departamento: Diretor Técnico Telefone: (011) 78141002 e-mail: alan@baseautomacao.br 7 . Curso: Engenharia de Automação e Controle. Nome: Paulo Roberto Ferreira de Lima Endereço: Rua Mário Poli Nº 82 Cidade: Indaiatuba Telefone: (019) 9193-3691.

conforme as etapas sugeridas que devem ser observadas. passando pela flexibilidade e segurança de funcionamento. Cada vez mais nota-se a preocupação das empresas em melhorar a sua produtividade e reduzir os custos. na economia de energia. tendo como conseqüência direta a melhoria da produtividade. Busca encontrar melhorias contínuas. Este relatório tem como objetivo descrever o desenvolvimento de um sistema Supervisório em que o estagiário teve a oportunidade de participar. com foco no resultado final e no cliente. Foi feita uma descrição das etapas a serem observadas durante o processo e criação e configuração do sistema. visando reduzir o custo e oferecer serviços e mão de obra com qualidade. É uma empresa que atua no ramo de Automação Industrial. tendo muito ainda a crescer. Alguns setores da indústria têm apostado mais na automação de seus processos produtivos do que outros. Pode-se notar que. O estagiário faz uma apresentação o projeto desenvolvido. situada em Salto no estado de São Paulo. maiores serão os benefícios da automação na regularidade da qualidade de um produto. Trabalha com o desenvolvimento de novos projetos em automação industrial e em melhorias e manutenção de projetos já implantados em parceria com clientes e fornecedores. 8 . relacionando as etapas descritas na teoria com o desenvolvimento implementado na prática. porém há um consenso quanto à convergência para a implantação de sistemas automatizados nos diversos setores da indústria. embora tenha crescido o número de profissionais ao longo dos últimos anos. Este tipo de mão de obra ainda é carente no Brasil. E também uma breve descrição das funcionalidades e aplicação de cada módulo no sistema. O setor de Automação Industrial é um setor que necessita de mão de obra especializada.INTRODUÇÃO Este estágio foi realizado na empresa BASE Automação. No Brasil a introdução do conceito de automação na indústria e sua popularização ainda são recentes. teve início na década de 90 e ainda hoje está em evolução. quanto mais um processo se encontrar automatizado. visando ao atendimento às especificações e exigências do projeto. Foi feita ainda uma apresentação do software utilizado para criação deste sistema Supervisório e seus módulos.

Com isso foi possível estabelecer uma relação com a teoria para a criação e desenvolvimento de um sistema Supervisório com o desenvolvimento na prática. Foi possível identificar as dificuldades e desafios encontrados na prática e no dia-a-dia de um projeto de automação industrial. 9 . Através deste estágio. o estagiário pode ainda ter a oportunidade de relacionar vários conteúdos do curso de Engenharia que foram aproveitados na prática. que nem sempre estão previstos na teoria. no dia-a-dia de uma empresa de automação industrial.

Para melhor entendimento do conteúdo deste relatório. Nele são mostradas as etapas de desenvolvimento de um projeto de Automação Industrial em que o estagiário pode ter contato. em especial. o desenvolvimento de um Sistema Supervisório para monitoramento e controle das variáveis de processo de uma planta industrial. além das etapas de desenvolvimento e dos testes para avaliar o desempenho do sistema na busca da maior eficiência. atendendo as necessidades e expectativas do cliente. São Paulo. serão abordados alguns tópicos que apresentam a concepção orientadora para a elaboração de um Sistema Supervisório.OBJETIVOS Este relatório visa descrever as atividades profissionais desenvolvidas neste período de estágio referente ao curso de Engenharia de Automação e Controle realizado na empresa BASE Automação. 10 . situada em Salto.

por isso a empresa investe constantemente em treinamentos e aperfeiçoamento.HISTÓRICO DA EMPRESA A BASE Automação é uma empresa de integração de sistemas na área de Automação Industrial fundada em 2005. A Base Automação possui clientes nos em diversos setores da indústria.com. seja através da aplicação de uma metodologia de trabalho que auxilia na busca pelo erro zero. fornecimento de soluções em automação industrial. aplicando estratégias diferenciadas. máquinas e linhas de produção. comissionamento e start-up. na flexibilidade e excelência de suas soluções e na transparência que mantém no relacionamento com seus clientes e parceiros. automação de processos. uso da tecnologia a favor do homem. A BASE Automação tem uma visão clara das necessidades básicas de qualquer cliente e o que é esperado ao se contratar qualquer tipo serviço ou projeto: qualidade. Alguns Clientes: . planejamento. Possui uma equipe composta por colaboradores capacitados a estudar e apresentar as melhores soluções para cada projeto ou aplicação. inovação. prazo e custo. (http://www. Acesso em 22 out. ou através da revisão sistemática dos custos. análise de riscos e finalizando com a qualificação e validação dos sistemas. Valores: Honestidade. identificação de oportunidades de melhorias. Atua no desenvolvimento de projetos. Com isso busca constantemente aprimorar-se nestes três pilares. O reconhecimento da BASE Automação no mercado sustenta-se no dinamismo dos serviços prestados. Possui como filosofia: Visão: Ser reconhecida com uma empresa de automação capacitada a atender às necessidades do mercado em seus mais diversos segmentos. 2011. Missão: Criar sistemas e soluções em automação industrial que melhorem a produtividade e qualidade das operações e produtos de nossos clientes. Seja através da padronização e organização de atividades que permitindo reduzir prazos. gargalos e otimização.) O setor de Automação Industrial necessita de mão-de-obra especializada. respeito às pessoas e ao meio-ambiente.br. 11 .baseautomacao. ética.Procter & Gamble. passando pelo entendimento no processo.

A seguir são descritos alguns desses serviços: -CLPs. IHM. entre outros.Natura.Unilever. a fim de alcançar ou superar as necessidades e expectativas dos clientes. hardware e documentação. Validação de sistemas computadorizados de acordo a ANVISA e FDA atendendo a resolução RDC-210 e RDC-17 da ANVISA. Sistema Supervisório (Scada). abrangendo a parte de software e programação. programação. OQ (Qualificação da Operação). projeto. . start-up. 2 3 empresas. sempre com foco no resultado final. com regras e software) e Redes Industriais para: IQ da (Qualificação da Instalação). busca encontrar melhorias contínuas para as empresas. -Contratos de Manutenção: Contratos de Manutenção para Sistemas Automatizados implementados pela BASE Automação ou por outras cobertura definidas em contrato.. A BASE Automação presta diversos tipos de serviços na área de Automação Industrial. 12 . 1 A Base Automação.BASF. especificação. IHM. -Qualificação e Validação: Qualificação de equipamentos. -Sistemas de Batelada: Modelamento e implementação de sistemas de batelada de acordo com a ANSI-ISA/S-88. desenvolvimento das aplicações. Visando oferecer aos clientes serviços e mão de obra com qualidade. . PQ (Qualificação com Levantamento. nestes anos de atividade no setor de Automação Industrial. implementando novos sistemas ou melhorando os sistemas automatizados existentes. -Suporte e Consultoria: Atendimento a todas as empresas que necessitem de consultoria em Automação Industrial. Elaboração de protocolos de qualificação e relatórios de validação Performance) e DQ (Qualificação de Projeto). -Treinamentos: Programação e manutenção em produtos (hardware e na aplicação para: CLP. de processos e de sistemas de automação. Sistema Supervisório (Scada) e Redes Industriais: qualificação e validação. e Sistemas de Bateladas (Batch).

agilizando a operação e facilitando a manipulação no dia-a-dia. podendo gerar informações a outros níveis da empresa. trazendo ferramentas padronizadas para a construção de Os Sistemas Supervisórios atuais oferecem a possibilidade de uma interação cada vez maior com o operador.REFERENCIAL TEÓRICO SISTEMA SUPERVISÓRIO (SCADA) Um Sistema Supervisório ou também chamado SCADA (Supervisory Control e Data Aquisition) é basicamente um sistema que efetua a leitura e o monitoramento das variáveis de controle de um determinado sistema automatizado. Desta forma. estudar a documentação existente. Segundo Rosário (2009. Os Sistemas SCADA podem ainda melhorar a eficiência do processo de monitoração e de controle. oferecendo representações visuais cada vez mais próximas da planta ou processo que poder ser interpretadas de forma intuitiva. verificar com a gerencia quais informações 13 . com o objetivo de fornecer subsídios ao operador do sistema. Entendimento do Processo: Deve-se ter um entendimento completo e detalhado do processo a ser automatizado. devem-se reunir informações de várias fontes como. como gerência e diretoria. Segundo MORAES (2007. disponibilizando em tempo útil o estado atual do sistema por meio de gráficos e de relatórios. que de posse das informações da planta pode controlar e monitorar o processo. por exemplo. p. Para isso.135) são recomendadas sete etapas no desenvolvimento dos sistemas Supervisórios: 1. p. uma rede de automação. se mostra uma importante ferramenta de informação do chão de fábrica. informar-se com operadores ou especialistas do processo a ser automatizado. podendo ser auxiliar em decisões estratégicas da empresa. Com isso permitindo o acompanhamento mais amplo e preciso da planta ou do processo automatizado.51): Supervisório ou software de supervisão é um programa computacional que permite a comunicação entre um computador e interfaces entre operador e o processo.

e com isso descobrir qual o melhor tipo de comunicação a ser utilizado. Para cada variável deve ser definido um tag. É recomendada a utilização de códigos de instrumentação padronizados pela ISA. desenhos e diagramas do projeto. supervisores e operadores. Planejamento da base de dados: Nesta etapa é importante definir os dados a serem apresentados no sistema Supervisórios visando-se o um limite que pode ser estabelecido pelo tipo de comunicação. Deve-se estabelecer classes onde as variáveis devem estar divididas segundo sua importância para o processo. uma identificação que deve constar nos demais locais como lista de materiais. deve-se considerar a representação do processo e as funcionalidades exigidas no projeto de automação da planta ou processo. Planejamento de alarmes: Deve-se definir junto aos responsáveis técnicos do processo quais serão os alarmes a serem criados. Os alarmes numa planta automatizada não se restringem somente às sinalizações visuais das telas do sistema Supervisórios ou IHM. Planejamento da hierarquia de navegação entre telas: A hierarquia deve ser estruturada de maneira completa através da definição de acesso restrito á navegação pelos gerentes. Variáveis do Processo: Deve-se definir como serão identificadas as variáveis do processo a ser automatizado. Geralmente são projetadas barras de navegação. É recomendado separar o processo em partes. permitindo a navegação entre as telas do processo. 6. um tráfego de informações grande pode prejudicar o desempenho. montando uma estrutura. No caso de sistemas que envolvam redes. com botões que dêem uma idéia do conteúdo da tela a ser chamada. 5. plaqueta física junto ao equipamento e lista de tags do Supervisórios. Podem ser separadas 14 .necessitam de registro. Desenho de telas: Ao planejar os desenhos das telas. 3. É muito importante ter em mente alarmes auditivos realizados por sirenes ou altofalantes ligados ao computador. recebendo diferentes taxas de atualização. de forma a entender as informações a serem trocadas entre eles. 2. 4. Consiste em uma série de telas que fornecem progressivamente detalhes das plantas e seus constituintes à medida que se navega através do aplicativo. ou seja.

Isto posto. o estagiário pode fazer uma relação com a teoria da criação de um Sistema Supervisório e a aplicação desta teoria na criação de um sistema real de Supervisão aplicado na indústria. Esse conjunto de softwares ou módulos são desenvolvidos sobre uma arquitetura criada pelo fabricante denominada ArchestrA. com valores coletados em tempo real ou com valores de arquivos de históricos e Telas de Manutenção que são telas compostas por informações do tipo histórico de falhas. foram descritas algumas etapas sugeridas pelo autor para a criação.conforme a função ou característica. Telas de Malhas são as telas que apresentem o estado das malhas de controle ao operador e possibilitem que sejam feitos os ajustes necessários. tem-se uma base de informações que tem por objetivo auxiliar o desenvolvimento de um Sistema Supervisório. A partir dessas informações. apresentando objetos e dados de uma determinada área de modo a relacionar funções estanques dos processos. Telas de Tendências que são telas que apresentam variáveis na forma gráfica. 7. Telas de Grupo que são telas representativas de cada processo ou unidade. 15 . como alarmes. O tipo de bloqueio de acesso aos usuários pode ser definido por contas de acesso individuais. Planejamento do Sistema de segurança: Deve-se definir os níveis de acesso às funcionalidades do sistema. O SOFTWARE UTILIZADO No desenvolvimento projeto descrito neste relatório foram utilizados os softwares do fabricante Wonderware que constituem o Wonderware System Platform. que são telas que apresentarão ao operador uma visão global de um processo. sob visualização imediata na operação da planta. acesso aos comandos e telas específicas ou por proteção de escrita em tags. Telas de Detalhe que são telas que atendem a pontos e equipamentos controlados individualmente. Como por exemplo: Telas de Visão Geral. além de uma breve descrição e recomendações para cada etapa. defeitos e dados de manutenção das diversas áreas referentes ao processo e aos equipamentos.

16 . com gráficos de resolução independente e simbologia que podem reproduzir a planta ou processo com detalhes. histórico. Fornece um grupo de ferramentas produtivas para a construção de soluções em software para a gestão de operações críticas de fabricação. A seguir é feita uma descrição de cada um dos módulos da plataforma System Platform do fabricante Wonderware. O centro do Development Studio é o software chamado Integrated Development Environment (IDE). gráficos.NET. testar e manter quaisquer aplicações industriais. Neste modelo serão centralizadas as informações. Acesso em 13 out.) O System Platform é composto por um pacote de softwares ou módulos adquiridos em função da arquitetura do projeto de automação. A arquitetura ArchestrA utiliza a tecnologia Microsoft . desenvolver. pode ser integrada à sistemas já implantados. alarmes. scripts. Possui como principais recursos: -Desenvolvimento de objetos e gráficos com base em modelos. que deve ser configurado ou programado para determinada parte ou função do projeto: Development Studio O Development Studio da Wonderware consiste de um kit de ferramentas cooperativas desenvolvidas para possibilitar a rápida construção e manutenção das aplicações. -Gestão de I/O. 2011. No System Platform é feita a representação lógica dos processos físicos sendo controlados e supervisionados. -Biblioteca de gráficos completa e símbolos-objetos pré-projetados customizáveis.wonderware. pode-se desenvolver objetos gráficos com recursos visuais avançados e incorporá-los às aplicações e telas do Supervisórios.com/BR/Pages/WonderwareSystemPlatform. Dentro do IDE pode-se projetar. Ainda com o IDE. melhorando os padrões industriais abertos e tecnologia em software. e também das necessidades e exigências do projeto em questão.aspx. eventos. (http://global. ou seja. -Scripts sofisticados para estender e customizar aplicações conforme necessidades específicas.ArchestrA consiste de uma arquitetura de software para automação e informação. produção e operações industriais. Cada módulo corresponde a um software específico. cria-se um modelo da planta a ser automatizada. fornecendo uma plataforma única e escalável para todas as necessidades apresentadas.

que é um conjunto de soluções para comunicação com diversos fabricantes e fornecedores. Deve ser instalado em um servidor. ActiveFactory 17 . como o IDE e o System Manegement Console (SMC). os CLPs. leitores de códigos de barra. escalas. A função dele neste novo conceito é basicamente o desenho das telas que representem o processo e será a interface com o operador. pois concentra toda a configuração da aplicação. É constituído de um pacote com os drivers para instalação e configuração da comunicação. controladores de fluxo. Intouch HMI O Intouch é um software para desenvolvimento de Sistemas Supervisórios da Wonderware existente no mercado há vários anos. modelo.NET e APIs Wonderware. protocolo de comunicação entre outros. feita dos dispositivos em campo como. a aquisição de dados que era configurada diretamente em sua base de dados agora é feita por outros softwares do System Platform. por exemplo. Existem algumas funcionalidades de sua versão original que não são utilizadas neste novo conceito. dentre outros equipamentos de software. como por exemplo. A instalação dos drivers de comunicação ocorre em função da arquitetura do sistema criado para cada projeto de automação. Wonderware Device Integration Uma etapa importante do Sistema SCADA é a aquisição de dados. O IDE é o principal módulo do system Platform. sendo apresentado com uma nova denominação. levando em consideração as características dos dispositivos que farão a coleta e disponibilização dos dados em campo. o Intouch HMI. como fabricante. RTUs e DCSs. controladores de loop. No System Platform essa etapa é feita com o Device Integration. O Intouch foi incorporado ao conceito de System Platform da Wonderware. onde através de uma rede de comunicação fornece os dados que podem ser visualizados e controlados pelos terminais clientes através da rede. aferidores. e são criados uma base de dados com os endereços relacionados aos respectivos dispositivos. A configuração final de cada driver instalado é feita pelo software chamado System Management Console (SMC). Nele serão feitas as configurações da comunicação conforme o protocolo. com ampla utilização.-Passível de expansão através do Microsoft .

O arquivamento dos dados deve ser previamente configurado no software IDE. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 18 .O ActiveFactory da Wonderware é o software utilizado para apresentar as informações arquivadas em histórico. Pode fornecer análise dos dados de tendências representados na forma gráfica. Pode apresentar os dados em diversas formas para serem analisadas e interpretadas pelos operadores e usuários do sistema Supervisório. o Excel ou ainda fornecer análise dos dados em forma de relatórios de dados utilizando o Microsoft Word. fornecer análise dos dados numéricos utilizando o software para planilhas da Microsoft.

dos prazos esperados. enfrentando desafios.O estágio supervisionado descrito neste relatório foi realizado na empresa BASE Automação. Os projetos seguem um fluxo. ou seja. Redes Industriais. Teve ainda a oportunidade de acompanhar o dia-a-dia da empresa. o estagiário descreverá algumas atividades em que teve a oportunidade de participar dentro deste contexto de desenvolvimento de um projeto de automação industrial dentro do departamento de engenharia de aplicações em uma empresa de automação industrial. Após passado o contato e definições iniciais da área comercial. A empresa atua no desenvolvimento e implantação de novos sistemas de automação industrial. A seguir. O desenvolvimento do projeto na área de Engenharia de Aplicações pode englobar várias frentes de trabalho dependendo do tamanho e complexibilidade do projeto. como CLPs. manutenção de sistemas automatizados existentes. enfim. O projeto então fica aguardando a aprovação do cliente e fechamento do contrato. Sistemas Supervisórios. buscando soluções e tendo contato com profissionais atuantes da área nos diversos níveis. Neste relatório de estágio. além de execução de outros serviços como consultoria e documentação de projetos na área de automação industrial. Podem ser desenvolvidos programas para os mais diversos dispositivos aplicados na automação industrial utilizados na indústria. o projeto é encaminhado para a área responsável pelo desenvolvimento. Isso dependerá da arquitetura prevista no projeto. é feito um planejamento geral para o desenvolvimento do projeto internamente. Este 19 . Este departamento é responsável pelo desenvolvimento dos projetos de automação industrial. passando pelas áreas da empresa. dispositivos inteligentes entre outros. é feita a avaliação técnica para desenvolvimento do projeto. do cronograma de atividades e designação dos responsáveis por cada etapa do desenvolvimento. negociações com o cliente. são feitas as definições da equipe que trabalhará no projeto. cotações. São feitos orçamentos. Essa área é a responsável pelo contato inicial com o cliente que solicita o projeto. O estágio foi realizado na área de Engenharia de Aplicações. da solução oferecida para o cliente e do nível de automação que o cliente deseja implantar na empresa. que é o departamento de Engenharia de Aplicações. Primeiramente o projeto é tratado pela área comercial.

da base de dados. Cada projeto tem suas particularidades. É também onde serão feitos os testes e validações necessárias nos programas desenvolvidos. O respectivo projeto engloba o desenvolvimento de um sistema de supervisão e aquisição de dados (SCADA). com o intuito de identificar e corrigir possíveis falhas antes do startup do projeto no cliente final. tendo sido responsável pela criação das telas e da navegação. É onde serão desenvolvidos os programas e softwares utilizados no projeto de automação.departamento será onde o projeto efetivamente começará a ganhar forma. Essas variáveis serão coletadas por um sistema de aquisição de dados também desenvolvido no projeto. que deverá ser compatível com alguns dispositivos e equipamentos já existentes na planta. Na área de Engenharia de Aplicações os projetos são desenvolvidos respeitando o planejamento e definições previamente estabelecidas. O projeto consiste em automatizar alguns equipamentos da área de utilidades e energia de uma das plantas desta empresa localizada no Rio de Janeiro. Com a equipe definida. Este sistema será composto de um aplicativo Supervisório onde serão monitoradas várias variáveis importantes do processo da área de utilidades e energia da planta. tempo esperado de desenvolvimento. uma empresa multinacional atuante em diversas áreas do mercado. da criação dos gráficos e dados históricos e outras funções do sistema de supervisão. inicia-se o desenvolvimento da parte técnica do projeto. as etapas de desenvolvimento definidas e com os respectivos responsáveis designados. disponibilidade de mão-de-obra técnica. separando em etapas que foram respeitadas seguindo o planejamento e estruturação do projeto. 20 . O estagiário teve a oportunidade de participar deste projeto no desenvolvimento do sistema Supervisório. A seguir o estagiário fará uma descrição das etapas de desenvolvimento deste sistema Supervisórios. como por exemplo. seu grau de complexibilidade técnica. que se comunicará com algumas redes industriais já existentes e com alguns equipamentos diretamente. O projeto de automação industrial que será tratado neste relatório foi desenvolvido a pedido de um cliente. entre outras. O sistema SCADA foi chamado de Sistema de Monitoramento de Variáveis. ou SMV.

Para inicio do projeto são necessários alguns requisitos e informações a respeito do processo e equipamentos que farão parte do sistema automatizado.Fluxograma do processo P&ID de uma das áreas. Essas informações podem ser obtidas diretamente com o cliente em reuniões. Planejamento de alarmes. Variáveis do Processo. Figura 1 . Abaixo se tem um exemplo de um diagrama P&ID (Figura 1) utilizado no projeto.Sendo estas etapas: Entendimento do Processo. como diagramas PI&D. Planejamento da hierarquia de navegação entre telas. Planejamento da base de dados. contato telefônico ou via e-mail ou também através de documentação do processo. Desenho de telas. Com isso. como descrito anteriormente. que descreve uma parte do processo. interligando alguns equipamentos e redes industriais existentes da área de utilidades e energia da planta do cliente. Planejamento do Sistema de segurança. VARIÁVEIS DO PROCESSO 21 . gerando um sistema que faça a monitoração e acompanhamento do processo. fluxogramas de processo entre outros. ENTENDIMENTO DO PROCESSO O projeto. consiste na implantação de um Sistema Supervisório.

ou ainda utilizar a padronização sugerida pela ISA (Figura 3). que é um documento gerado no início do projeto e guiará a criação da base de dados tanto no CLP quanto no Supervisório. Figura 3 . listas de equipamentos. entre outros. tem-se a etapa de planejamento da base de dados. tem-se a definição das variáveis do processo. 22 . Abaixo se tem um exemplo de uma lista de endereçamento do CLP. Nesta etapa pode-se fazer uso de alguns documentos como listas de entradas e saídas e endereçamento dos CLPs (Figura 2). lista de endereçamento das redes industriais para criação dos tags na base de dados do Supervisório. Após definidas as variáveis do processo no início do projeto. Os tags podem ser seguir uma padronização fornecida pelo cliente. ou seguir a padronização utilizada no diagrama do processo ou diagrama P&ID.Exemplo de padrão de tag. Figura 2 . é feito o planejamento da base de dados.Lista de entradas e saídas.Após a etapa de entendimento do processo. como lista de endereçamento do CLP. São utilizados os documentos gerados. PLANEJAMENTO DA BASE DE DADOS Seguindo com as etapas do projeto. listas com endereçamento das redes industriais.

fabricante. No caso do projeto descrito neste relatório. sendo necessária a instalação e configuração de dois driver distintos na base de dados (Figura 4) para efetuar a comunicação do Sistema Supervisório com os dispositivos e equipamentos. Figura 4 -Tela de configuração da base de dados. onde cada tag terá um endereço físico em campo.Após a definição dos tags. onde fará a leitura de alguma variável. Abaixo se tem um exemplo de configuração de um driver de comunicação e os tags da base de dados utilizado no projeto. Com isso pode-se haver a necessidade de ter na base de dados vários drivers de comunicação instalados e configurados. foram utilizados dois tipos de redes industriais. é feita uma correlação com o endereçamento no CLP ou na rede industrial. indicará alguma falha. Nesta etapa do projeto é feito um levantamento das variáveis que 23 . etc. a fim de manter o pleno funcionamento do sistema ou processo automatizado. PLANEJAMENTO DE ALARMES Algumas variáveis referentes ao processo devem ser monitoradas e controladas. a Ethernet/IP e a Modbus. tipo de dados. entre outros. atuará em algum dispositivo. por exemplo. um para cada tipo de rede industrial. isso ocorre em função do protocolo de comunicação. Cada dispositivo pode necessitar de uma configuração diferente para se comunicar com o Supervisório.

No software utilizado. baixo ou extra-baixo.necessitarão deste monitoramento mais detalhado. para acionamento de um sinal sonoro ou luminoso na sala de controle ou em campo próximo ao processo ou equipamento ou para intertravar um seqüenciamento do processo a fim de evitar perdas materiais ou acidentes. se serão alarmes de valores extra-alto. Para isso são definidos valores limites.Tela de alarmes. Abaixo se tem um exemplo de configuração de alarme para uma variável utilizada no projeto. Os alarmes são definidos e configurados dentro das propriedades dos objetos de cada variável ou equipamento (Figura 6). 24 . são criados objetos individuais para cada variável de leitura ou equipamento. que quando ultrapassados acionarão um alarme. podendo ser valores abaixo ou acima dos valores normais de operação. e ainda definir os valores para cada faixa de alarme. alto. onde aparecerão os alarmes configurados: Figura 5 . O sinal de alarme gerado pode ser utilizado para indicação na tela de alarme (Figura 5) no Supervisório. Abaixo se tem um exemplo da tela de alarme do Supervisório. Com isso pode-se definir quais variáveis terão alarmes.

Figura 6 . podendo aparecer outras subáreas com uma navegação mais complexa ou podendo ser representada com menor numero de telas e navegação mais simples. Cada área da planta representada no sistema tem suas características. 25 . ou seja. foi estabelecida uma hierarquia de navegação entre as telas de forma que facilite a intervenção do operador ou de quem necessite operar o sistema no dia-a-dia. No projeto descrito neste relatório. que podem ser acessadas pelo menu superior principal de navegação (Figura 7) que é fixo para toda a aplicação. PLANEJAMENTO DA HIERARQUIA DE NAVEGAÇÃO ENTRE TELAS No Sistema Supervisório deve-se haver uma hierarquia de navegação entre as telas do sistema. A seguir é apresentado um diagrama com a navegação (Figura 8) criada para o projeto do Sistema Supervisório descrito neste relatório. Figura 7 . o usuário terá acesso à tela principal daquela área e também ao menu superior particular daquela área. As telas foram separadas por áreas. É apresentada a seqüência de navegação e interligação entre a navegação das telas.Menu superior de navegação principal. Ao acessar uma determinada área a partir do menu superior principal. devem-se separar as áreas representadas no sistema e as formas como se interligam durante a navegação.Tela com configuração de alarmes no IDE. A partir disto pode-se acessar as subáreas ou os equipamentos referentes aquela determinada área.

o estagiário utilizou algumas informações a respeito das áreas a serem representadas nas telas. DESENHO DE TELAS As telas são uma forma de representar o processo ou o sistema automatizado.Figura 8 . No desenho das telas do Sistema Supervisório descrito neste relatório. representando a planta automatizada de forma mais próxima ao real ou podem ter desenhos mais simplificados. foi definido que deveriam representar as áreas e processos de forma próxima ao real. Com isso.Diagrama da hierarquia de navegação. as telas podem ter recursos gráficos mais avançados. utilizando representação em forma de fluxogramas eu desenhos. 26 . desenhos e diagramas. Abaixo segue a imagem da ferramenta de criação e edição de imagens. figuras e desenhos disponíveis no software utilizado. O software utilizado (Figura 9) possui ferramentas avançadas para criação e edição de desenhos e imagens quando comparado com outros softwares disponíveis no mercado. como informações fornecidas pelo cliente. fotos reais das áreas. Conforme as definições do projeto e os recursos do software utilizado. O estagiário fez uso destas ferramentas disponíveis para criação dos desenhos utilizados nas telas representativas das áreas da planta.

Após a criação e edição dos desenhos.Criação e edição das telas no Intouch. 27 . Figura 10 . as telas têm fundo cinza claro e possuem na parte superior o nome da área ou equipamento representado na tela com texto em preto com fundo azul. Abaixo segue um exemplo de uma tela em edição e configuração no software Intouch. Como definição do projeto. figuras e imagens a ser utilizada nas telas.Figura 9 .Imagem do editor gráfico utilizado. O estagiário utilizou o software Intouch para criar as telas (Figura 10) e configurar as animações dos desenhos e objetos e também a navegação entre elas. a próxima etapa foi efetivamente a criação das telas que fazem a representação das áreas da planta.

após a criação das telas e da navegação entre as telas do sistema. no desenvolvimento do projeto são criados usuários genéricos para testar o sistema de segurança. Figura 11 . Abaixo se tem uma figura com a tela de configuração de usuários e segurança (Figura 11) no software utilizado. ou seja. pois ainda não havia sido definido pelo cliente. No projeto descrito neste relatório.PLANEJAMENTO DO SISTEMA DE SEGURANÇA Seguindo as etapas de desenvolvimento. devem-se definir quais são os usuários e suas respectivas senhas de acesso e o que cada usuário cadastrado no sistema terá acesso.Tela de configuração de usuários. Estas definições de usuários e níveis de acesso devem ser levantadas junto ao cliente. 28 . Por conta disso. e nem sempre são informações disponíveis no início do projeto. e as definições finais são feitas no final do projeto ou durante o star-up. devem-se fazer as configurações de segurança no Sistema Supervisório. o estagiário criou alguns usuários genéricos. Em muitos casos o cliente define os usuários e níveis de acessos no final do projeto.

Abaixo é apresentada a tela de login de usuário utilizada no sistema Supervisório.Tela de Login de usuário. com suas aplicações práticas no dia-a-dia.Quando o Supervisório é iniciado uma tela para inserir o usuário é aberta (Figura 12). contribuindo para o sucesso do projeto e conseqüentemente da empresa. 29 . Figura 12 . tendo a oportunidade de aliar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. O estagiário pode ainda durante o período de estágio. Na execução deste projeto. O desenvolvimento foi planejado e executado seguindo os passos descritos anteriormente. o estagiário foi o responsável pelo desenvolvimento do sistema Supervisório. por em prática os conhecimentos adquiridos nas disciplinas do curso de Engenharia de Automação e Controle. com isso garante-se que apenas um usuário habilitado poderá ter acesso ao sistema. Com isso o estagiário pode ter contato e adquirir certa experiência com procedimentos e padronizações no desenvolvimento de projetos de automação industrial.

30 . em Salto. além de ter tido a oportunidade de aprender tendo contato no dia-a-dia da empresa podendo desenvolver-se pessoal e profissionalmente. Foi proporcionada ao estagiário a oportunidade de aplicar na prática muitas das teorias estudadas durante o curso de Engenharia de Automação e Controle. o estagiário recorreu ao conhecimento adquirido no curso de Engenharia de Automação e Controle bem como outros conhecimentos adquiridos em outros cursos. podendo contribuir para que o projeto descrito neste relatório fosse desenvolvido e implantado no cliente final. Foi descrito no relatório as etapas de um projeto de Automação Industrial com a utilização de um Sistema Supervisório (Scada) em que o estagiário teve contato e pode contribuir para o desenvolvimento. Para que os objetivos fossem atingidos.CONCLUSÃO Neste relatório o estagiário procurou mostrar o meio de trabalho e experiências adquiridas durante o estágio supervisionado na área de Engenharia de Aplicações na empresa BASE Automação. Com isso. São Paulo. podendo fixar o aprendizado e conciliar a aplicação na teoria em casos reais de Automação Industrial. seguindo as exigências e expectativas do cliente.

com/BR/Pages/WonderwareSystemPlatform. 2011. 2011.baseautomacao. 2009. São Paulo: Baraúna.wonderware. Acesso em 22 out. Rio de Janeiro: LTC. Automação Industrial. 1. Cícero Couto de. ed.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MORAES. BASE Automação: BASE Automação Principal. ed. 2. Acesso em 13 out.com. 2007.aspx>.br>. Engenharia de Automação Industrial. Disponível <http://global. ROSÁRIO. Disponível em: WONDERWARE: System Platform Wonderware. João Maurício. <http://www. em: 31 .

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