Campus Académico de Silves Escola Superior de Saúde Jean Piaget Enfermagem 4º ano, 7º Semestre

Alimentação Infantil
Enfermagem Pediátrica

Coordenador de estágio: Supervisor: Orientador: Discente: Duarte Guerreiro

Silves

2011

.............................................................................................................................................................................................................5) 2......................................................................................... 11 Dos 10 meses aos 12 meses................................................................................................. 16 2 ...........1) 2....................... 12 Conclusão .......................3) 2.................................................................................................. 7 Dos 6/7 meses aos 8 meses ............................................Índice 1) 2) Introdução ............. 6 Dos 5 meses aos 6 meses..................................... 4 2............................................................................... 12 A partir de 1 ano de idade ......................... 4 A importância do aleitamento materno ........4) 2............................................ 15 Bibliografia ........................ 9 Dos 8 meses aos 10 meses..............................................................................2) 2................................ 3 Alimentação durante o primeiro ano ...................................................................... 4 2..................6) 3) 4) 5) Dos 4 meses aos 5 meses....................1) Do nascimento aos 6 meses ..........................1....................................................................................................................

Os nutrientes são substâncias usadas para alimentar os seres vivos ao longo da sua vida e que fornecem todos os nutrientes necessários para:    Produção de energia. A alimentação infantil nem sempre cumpre regras estritas. Funcionamento correto do organismo. equilíbrio e quantidade e qualidade adequada a nível nutricional e higiénica á saúde e desenvolvimento do crescimento. ao mesmo tempo é assegurado as necessidades nutricionais da criança. A alimentação infantil consiste inicialmente na introdução de alimentos de forma gradual. é também dado aprendizagem e estimulação da maturidade física e mental á criança e ao seu desenvolvimento infantil. criarem um plano de alimentação infantil que se enquadre no perfil da criança.1) Introdução A Alimentação Saudável é uma forma racional de comer ao mesmo tempo que é assegurado variedade. Formação. crescimento e reparação do corpo. 3 . pois cada caso é único e muitas vezes existe a necessidade de uma adaptação personalizada a cada criança. porque este processo exige da criança uma aprendizagem e adaptação. para tal poderá ser necessário entre os pais e os profissionais de saúde.

pelo que não é necessário inserir estes dois nutrientes mais cedo na dieta da criança. os gostos dos pais e as indicações dos profissionais de saúde.2) Alimentação durante o primeiro ano A alimentação infantil é uma atividade complexa que muitas vezes varia conforme as necessidades da criança. 2. no entanto existe a possibilidade de recorrer ao uso de bombas de extração de leite. Das várias vantagens do aleitamento infantil destaca-se: 4 .1) Do nascimento aos 6 meses O leite materno é o alimento mais completo para a criança até os 5 ou 6 meses de idade. Apenas o fluor e o ferro não se encontram no leite. estas serão ricas em derivados de cereais que contem ferro.1. sendo também nesta a altura que começam a aparecer os primeiros dentes. Segundo a Organização Mundial de Saúde esta deveria ser exclusiva até os 6 meses de idade.1) A importância do aleitamento materno Mais barato e económico pois não é necessário gastar dinheiro com produtos. posteriormente deverá ser como um suplemento alimentar até os 2 anos de idade da criança. a temperatura a que sai o leite tem a temperatura indicada e a quantidade é regulada pela alimentação do bebé e ingestão da mãe. 2. As crianças amamentadas pelo leite materno alimentam-se por dia entre 8 a 14 vezes enquanto se for por biberão poderá ser entre 6 a 12 vezes por dia. tem tudo e em quantidade adequada do que a criança precisa para o seu desenvolvimento. também nesta altura começa a ser utilizado a água na preparação das novas refeições. sendo sempre em quantidade adequada. agua que contem fluor. Outra desvantagem é a mãe não poder estar sempre presente. tetinas. Embora não exista regras para serem compridas escrupulosamente. mas apos os 6 meses quando a criança começa a tomar as suas primeiras papas. existem linhas de orientação que especificam como alimentar uma criança. biberões. O aleitamento materno favorece não só o desenvolvimento físico e mental da criança como também beneficia a saúde da mãe e tem várias vantagens a vários níveis.

não sendo apenas problema dos países do terceiro mundo. Reduz calorias e ajuda a mulher a regressar ao peso anterior Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente. não produzindo lixos nem poluição. A perda de sangue (lóquios) depois do parto acaba mais cedo e nas menstruações não existe uma perda menor de sangue. pois não é preciso gastar dinheiro com latas de leite em pó. o vínculo afetivo.   Protege do cancro da mama antes da menopausa e do cancro do ovário. A UNICEF calcula que um milhão e meio de crianças morrem por ano por falta de aleitamento materno. É mais económico para a família. Protege da osteoporose. É um ato ecológico sem desperdícios de recursos naturais. Diminui o risco de obesidade. estes leites estão aconselhados apenas quando o leite materno não é indicado ou quando 5 . etc. Evita o surgimento de alergias e de doenças ao mesmo tempo que reforça o sistema imunitário. Existe leites artificiais mas que não subsituem o leite materno. o que acaba por proteger da anemia. Promove o estabelecimento de uma boa ligação emocional. mas também dos países industrializados pois muitas mortes poderiam ser evitadas com o aleitamento materno. É facilmente digerido.Vantagem para a criança:       Melhora o desenvolvimento físico e mental do bebé.. Vantagem para a mãe:     Diminui a ansiedade e aumenta o sentimento de segurança. Vantagem para a família:    Está sempre disponível e á temperatura ideal não precisando de qualquer preparação anterior. biberões e tetinas. Melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes que posteriormente irão ajudar na alimentação e no desenvolvimento da fala.

asma e outras manifestações de doença alérgicas. diferenças de sabor e de cheiro. Assemelha-se a um cancro na medida em que a regulação dos linfócitos afetados sofre alterações. existe o risco de contaminação e não é facilmente absorvido pelo estomago da criança. Diabetes tipo I. As farinhas não lácteas não contêm leite na composição e devem ser preparadas com o leite que o bebé toma habitualmente. também conhecidas como farinhas infantis. por isso. pela riqueza nutricional e facilidade de digestão. As farinhas não lácteas sem glúten. Mas estes leites têm desvantagens. No início é normal que o bebé estranhe um pouco a nova alimentação em relação ao que estava acostumado. Porque é pobre em vários nutrientes necessários para o desenvolvimento infantil. se recomendam as farinhas não lácteas para uma primeira introdução a 1 O linfoma é uma doença dos linfócitos. a textura líquida para uma mais sólida. Os linfócitos afetados podem dividir-se de forma anómala e demasiado rápida e/ou podem não morrer quando deviam. as papas de cereais são usualmente as primeiras a serem administradas. que leva as crianças a poderem sofrer mais de doenças. 6 . devem ser preparadas com água. sofrer de obesidade na vida adulta e outras patologias como eczema. Nos primeiros dias deverá substituir-se a refeição equivalente ao almoço por uma papa. pelo que pode levar a irritação do estomago e possível alergia ao mesmo leite. que já contêm leite na composição. como são preparadas com o leite habitual do bebé. Nunca se deverá dar leite de vaca antes dos 12 meses. enquanto as farinhas lácteas. Não tem os mesmos anticorpos.os pais preferem não usar o leite materno. É recomendável que as primeiras papas até aos 6 meses não tenham glúten. vai sendo habituado à colher e a texturas mais espessas sem estranhar muito os primeiros sabores e.2) Dos 4 meses aos 5 meses Nesta fase é introduzido as papas. glóbulos brancos nem outros fatores imunológicos presentes no leite materno. têm um sabor muito suave e idêntico ao que ele está habituado. 2. sendo as principais:    Alguns leites são feitos a partir de leite de vaca. As crianças alimentadas com leite artificial têm maior risco de desenvolver linfomas1. Assim.

penca. a papa deverá ser de consistência fina. Aos poucos são introduzidos outros legumes e hortaliças. no entanto recomenda-se o uso de águas engarrafada e que esta seja aquecida anteriormente antes de dar á criança. preferencialmente os de cor mais clara. 7 . Como os alimentos são vários e o intervalo entre a introdução de cada um deles deverá ser entre 5 a 7 dias é natural que alguns tipos de refeições acabam por ser dadas mais tarde. As farinhas lácteas já contêm leite na sua composição e por isso devem ser preparadas com água. a cenoura e alface e indo gradualmente alargando para outros como o feijão-verde e o alho francês. no entanto.3) Dos 5 meses aos 6 meses Nesta altura a alimentação suplementar deve-se dar em sempre em forma de papas ou purês. mas pelos motivos acima indicados. recomenda-se primeiro uma farinha não láctea sem glúten aos 4 meses e láctea com glúten aos 6 meses. de modo que a gordura não ferva. sem adicionar sal. começar por introduzir uma farinha láctea. e com uns grãos de arroz (mais fácil de digerir do que a batata). uma rodela de cebola e/ou um dentinho de alho. vagem. aumentando gradualmente a sua solidez. Pode-se. feito com cenoura e/ou abóbora. No entanto antes de formar os 6 meses completos poderá iniciar a introdução de novos alimentos. De início.novos sabores e texturas. Normalmente Inicia-se por uma sopa simples. Cerca de 2 semanas depois pode substituir o arroz pela batata. começando com os mais simples como a batata. de acordo com as instruções do fabricante e o gosto do bebé. no final temperado com uma colher de café de azeite. A partir do 5º até o 6º mês é o momento para introduzir a sopa de legumes. fáceis de digerir e menos alergénicos: alface. couve branca. A sopa de deve ser bem cozida e. A sopa deve ser preparada sem sal e com um fio de azeite adicionado já no final da confeção. alho francês. 2. Esta deve ser dada uma vez por dia e à colher e estas não necessitam de adição de açúcar. Deve haver sempre o cuidado de introduzir uma novidade de cada vez para que qualquer reação ao novo alimento seja facilmente identificada. etc. porque são mais tenros.

puré de vegetais. peixe ou fígado. legumes e frutas. purés de fruta não citrina. retirando-a antes de triturar e prepara-la como puré. é importante que a criança receba água nos intervalos das refeições. Alguns técnicos referem que a carne poderá ser triturada juntamente com os legumes em forma de puré. Alguns técnicos de saúde e algumas bibliografias referem que nesta fase já se poderá dar arroz para bebes.   A evolução da introdução dos alimentos é feita apos a criança conseguir ingerir os semissólidos. por exemplo de borrego. leite-creme e iogurte simples. puré de luminosas como lentilhas. A partir do 6º ao 7º mês a sopa já pode ser preparada no caldo de cozer da carne. 8 . para que a criança aprenda a identificar as suas cores e sabores. Nesta fase a criança deve alimentar-se 3 vezes ao dia se ainda amamentar ou 5 a 6 vezes se já não o fizer e quando introduzir a alimentação complementar.  Os alimentos devem ser oferecidos separadamente. sempre sob vigilância para que não se engasgue. apenas para dar sabor. A partir desta altura começam a surgir os dentes de leite. Aos poucos devera-se introduzir as frutas no fim das refeições. O que pode parecer rejeição aos novos alimentos é resultado do processo natural da criança em conhecer novos sabores e texturas e da própria evolução da maturação dos reflexos da criança. o caldo vai-se tornando mais espesso até adquirir a consistência de um puré.Á medida que se introduz um novo legume/hortaliça. proporcionando textura ao mesmo tempo que dissolve-se rapidamente com a saliva. pelo que poderá oferecer-se ao bebé uma bolacha ou um bocadinho de pão. Nesta altura também é opcional a introdução de outros alimentos alem das farinhas. puré de carne como frango. começando com a pera ou maçã bem esmagadas ou cozidas ou a banana convenientemente madura e deixando para mais tarde as variedades que possam ser causas de alergias como os citrinos e frutos vermelhos. frango ou peru.

pode-se também acrescentar bolachas e tostas para a criança mordiscar. agrião. Agua especialmente em excesso ate os 4 meses de idade é desaconselhado devido ao risco de hiponatremia. Carnes como carne de porco.   O leite integral nunca pode ser oferecido antes do 1 ano de idade. vitamina B12. Já a fruta aconselha-se a menos alérgica como a maçã. Sendo o melão uma boa fonte de vitamina c que ajuda na boa absorção do ferro. esta recebe pouco ferro. Os legumes continuam a ser aconselhados antes das frutas para a criança não ficar mal habituado ao doce da fruta e recusar os outros alimentos. entre 4 a 5 dias apos outros alimentos. Leite de vaca é pobre em ferro e pode levar a perda de sangue por falta de absorção no estomago o que pode levar a anemia além de levar a uma sobrecarga a nível renal. 2. alface. feijão-verde. Nesta altura cada novo alimento pode ser dado com menos tempo de intervalo.     Até a introdução de alimentos na dieta da criança. ervilhas. A água da torneira pode conter chumbo pelo que é desaconselhado devido ao envenenamento por chumbo devendo recorrer a água mineral para as papas em pó. Nunca dar alimentos sólidos antes do 1º ano de vida devido á incapacidade do trato gástrico da criança conseguir ingerir estes alimentos e risco de criar alergias. frutos secos como nozes. no entanto se a mãe ingerir muito destes nutrientes pode ajudar. sendo estes ricos em ferro. vitamina D. citrinos e ovos são postos mais tarde apos o 1º ano de idade devido ao risco de alergias. Os legumes podem ser abobora passada. a pera e a banana. O leite materno pode ser armazenado a 4º até o máximo de 5 dias livre de contaminação e congelado (-18º) ate 12 meses. 9 .4) Dos 6/7 meses aos 8 meses É introduzido mais variedades de frutas e também sumos de fruta (+-115ml/dia) expeto de citrinos e tomate (risco de desenvolver alergias). alho francês e feijão-verde.

os dentes começam a nascer e a musculatura e sistema de mastigação está mais desenvolvido. alho. óleo. Para temperar os alimentos. evitando a monotonia da dieta e garantindo a quantidade de ferro.      A criança deve acostumar-se a comer alimentos variados. moela de frango. O que pode parecer rejeição aos novos alimentos é resultado do processo natural da criança em conhecer novos sabores e texturas. Alimentos fontes de ferro são as carnes vermelhas. pera. Os cereais fortificados com ferro são os primeiros a serem introduzidos.     Dar em copo ajuda a prevenir carie e habitua a criança a beber pelo copo. mas os vegetais já precisam de mais água (cenouras e batatas). mas tem que ser bem absorvidos como por exemplo mas tem que ser menos de 180ml por dia e não é aconselhado os não orgânicos ou de maça e cereja. recomenda-se o uso de cebola. Frutas como maçã e pera quase não precisam de água. devendo colocar as porções de cada alimento no prato. pedaços de fruta (expeto uva). vegetais de folhas verde-escuras. Os alimentos devem ser oferecidos separadamente. 10 .As papas e farinhas infantis continuam a ser aconselhadas nesta idade devido á necessidade de ferro mas nesta idade já se pode colocar alimentos com glúten. feijão e batata-doce. Ao 8 e nono mês já se pode oferecer vegetais pré-cozidos. Utilizar agua e cozer os legumes e frutas e colocar numa trituradora para dar consistência de puré. Só a partir de mais ou menos dos 6 meses se deve dar sumos. para que a criança aprenda a identificar as suas cores e sabores. A partir desta idade até os 8 meses. ameixa e uva porque são mal absorvidos. as refeições reduzem de 3 a 6 para 3 a 5 vezes por dia. É possível oferecer duas frutas diferentes por dia. rins. sem misturá-las.    Nesta idade o sistema gastrointestinal está mais apto. fígado. pouco sal e ervas como salsa e coentro.

 Por penosos que possa ser. 2. picados ou cortados em pedaços pequenos. Deve-se fazer uma amamentação e parar a meio e dar depois dar a comida com a colher. desde que amassados. aproveitando para introduzir mais alimentos proteicos nas refeições como galinha cortada aos bocados. Devera-se dar carnes magras/partes magras da carne como galinha. o que ajuda o bebé a aprender a mastigar antes de chegar aos alimentos sólidos. Também fruta inteiras moles como banana e legumes passados como a batata. Já a partir desta idade recomenda-se o uso de copos (copinhos) para oferecer água ou outros líquidos e os alimentos semissólidos e sólidos com prato e com a colher. peru. assim a criança ainda vai ter fome e vai aceitar mais facilmente a colher. A introdução da colher é normal que a criança não aceite e empurre porque é um objeto estranho. deixar a criança brincar com a comida. desfiados. pois a partir de um ano até os 3 anos de idade é mais difícil inserir novos alimentos. 11 .5) Dos 8 meses aos 10 meses Entre os 8 e 10 meses é normal que o bebé coma menos mas em maiores quantidades. Até um ano de idade existe um rápido crescimento da criança que resulta numa grande fome. No iogurte aconselha-se a introdução de fruta para o tornar mais doce. deixar a criança brincar mesmo que se suje todo é uma oportunidade da criança aprender mais sobre a comida. sentir a o seu molde. sentir a sua textura e resistência. Nesta idade pode ser oferecida os mesmos alimentos preparados para a família. iogurte simples e queijo fresco. por isso é precisos aproveitar para introduzir novos alimentos. coelho. borrego e cabrito mas também peixe.    Evitar o mel devido ao perigo de botulismo.

3) A partir de 1 ano de idade A partir de agora o bebé vai poder começar a experimentar a “comida dos adultos”. embora em proporções adequadas às suas necessidades e com todos os cuidados da chamada alimentação saudável: pouco sal.2. poucas gorduras. poucos ou nenhuns fritos e refogados. Também nesta idade já pode-se dar leite de vaca. A criança deve sentar-se para fazer as refeições. especialmente pensado para esta nova fase do bebé em que a carga proteica e de sódio é menor e os teores de ácidos gordos essenciais. podendo optar-se por um leite de crescimento. mesmo os lanches.    Recomenda-se uma alimentação que inclua variedade de alimentos com texturas. • • É também altura da criança de aprender a comer sozinha. fruta fresca ou enlatada são bem tolerados. embora com alguns cuidados. mas os líquidos já podem ser ingeridos por uma caneca. vitaminas e minerais como o ferro e cálcio são superiores. 12 . Alimentos consistentes e macios como galinha tenra. Não se deve forçar a criança a comer tudo o que está no prato. fruta e grande variedade de alimentos No entanto.6) Dos 10 meses aos 12 meses Entre os 10 e 12 anos a quantidade de alimentos mantem-se igual. A televisão e o rádio devem estar desligados para evitar distrações nas refeições. muitos legumes. sabores e cores diferentes ao longo do dia. Neste período. a criança deve fazer progressivamente a aproximação à alimentação familiar. feijão cozido. se ela não querer. pois pode provocar o aparecimento de excesso de peso ou desenvolvimento de aversão aos alimentos.  Deve-se em todas as etapas cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos e garantir o armazenamento e a conservação adequados. continua a ter necessidades específicas e é recomendável que a sua alimentação continue a merecer toda a atenção.

Exemplos de bons lanches  Iogurte com pedaços de fruta  Sanduíche pequena. se ele já mastigar bem  Torrada ou pão com patê ou queijo cremoso  Leite gelado batido com frutas  Copo de leite e um pãozinho ou fatia de bolo caseiro   Evitar passar muito tempo sem a criança comer.  Compotas de fruta. Se dar logo o leite. é também uma idade que as crianças têm mais interesse em brincar e que por vezes torna-se difícil alimenta-las devido á sua irrequietude.o corpo dela sabe o tanto de comida de que precisa. sendo importante sentá-la à mesa e deixá-la explorar os alimentos.  Cenoura. Não ser rígido com as horas das alimentações mas tentar aproximar das horas regulares para que tenha fome dentro dos horários de refeições. Tentar sentar a criança á mesa 15 minutos antes para ficar calma quando chegar a altura da refeição.  Salada de fruta com iogurte ou um pouco de sorvete. Sendo esta uma fase mais difícil á pontos a ter em conta para ajudar o processo:       Oferecer alimentos saudáveis e nutritivos. Oferecer três refeições e mais dois ou três lanches: Tabela I . Deixar que a criança decida o quanto quer comer . Tabela II .  Fruta com mel (crianças com mais de 1 ano) 13 .É nesta altura que a criança gosta de participar nas refeições dos adultos e ser incentivada a comer sozinha. pois pode faze-la irritada e atrapalhar a próxima refeição Não deixar a criança alimentar-se de apenas refeições doces mas não fazer dos doces o premio apos de comer as refeições. ralados ou em pedaços pequenos.  Arroz-doce. pepino.  Iogurte natural com geleia. a criança não vai querer comer a comida familiar.Exemplos de doces  Pudim de leite. Do 1 ano até cerca dos 3 anos as necessidades nutricionais diminuem.

fruta ou sumo natural + pão com queijo ou fiambre magro.      Comer a mesma comida que a criança e elogiar a comida como dizendo "Humm. Dar á criança a mesma comida que os adultos – “Os pais são o espelho dos filhos”.  Culinária cuidada e pouco engordurada.Ceia: leite ou iogurte ou fruta + pão (Essencial para quem se deita muito tempo após o jantar) 14 . A gema de ovo deve-se dar antes do ovo inteiro para testar sensibilidade. Evitar comidas rápidas e snacks. iogurte. É nesta altura que é introduzido os ovos. Respeitar o gosto da criança mas não fazer comida especial só para ele. Dar quantidades pequenas e deixar a criança pedir mais se o quiser. purê de batata com carne moída é uma das minhas comidas favoritas". Não forçar a criança a comer – pode originar obesidade ou aversão á comida. alternar carne e peixe. 4. Aconselha-se sempre a fazer 5 a 6 refeições por dia Tabela III .Almoço e jantar: sopa de legumes + prato + produtos hortícolas ou saladas + fruta  No prato. sumo de laranja e tomate. mas não os proibir pois serão mais desejadas. 3.Lanche da manhã e da tarde: leite. Mas quando existe o historial de alergias na família aconselha-se esta introdução só a partir dos 12 até os 14 meses.Pequeno-almoço: leite + pão ou cereais + fruta ou sumo natural 2.Exemplos de refeições diárias 1.

devendo ser introduzidos em pequenas porções. amora). A refeição proporciona um período de interação.4) Conclusão Na alimentação infantil a introdução de novos alimentos não é rígida. indo aumentando ao longo do tempo. tangerina). No caso do ovo deve-se introduzir completo após os 12 meses de idade. em substituição da carne ou do peixe. convívio e de aprendizagem social. Tendo que no caso do ovo possa ser dado a gema em pequenas quantidades antes dos 12 meses de idade. as crianças. devido á sua elevada taxa de poder alergizante. com tudo em cru. o bebé já poderá fazer uma refeição completa (sopa + prato + fruta). só devem ser introduzidos após o 1º ano de vida. pêssego e kiwi. os frutos vermelhos (morango. com pouca gordura e sem adição de sal. acompanhados de carne moída ou peixe desfiado numa fase mais tardia. este deve ser bem lavado e cumprir com uma boa higiene. Recomenda-se que os pratos sejam confecionados com a batata esmagada. respeitando o ritmo individual de cada criança. com antecedentes pessoais ou familiares de alergia. 15 . ou massa bem cozida e empapada. grelhados e os estufados em lume brando. de modo que a alimentação doce seja dada apenas depois da criança ter comido os outros alimentos menos doces. indo aumentando gradualmente até perfazer o 1 ano completo. devem ser inseridos nessa altura em pequenas quantidades. sendo a confeção dos alimentos simples. preferindo sempre os cozidos. framboesa. Nunca esquecendo que uma vez que a fruta é um alimento dado cru. a farinha de pau. A partir dos 12 meses pode habituar a criança ao padrão alimentar da família. sendo encorajada a pegar nos alimentos e utensílios por ela própria. A partir dos 8 meses. Os novos alimentos são oferecidos à colher (alimentos sólidos). A fruta deve ser oferecida como sobremesa da refeição constituída pela papa ou pelo puré de legumes. e os citrinos (laranja. o arroz. Os alimentos que só podem ser dados apos o 1º ano. Embora algumas frutas possam ser dadas antes de a criança completar o 1º ano de idade. e pelo copo (alimentos líquidos).

em pequenas quantidades (utilize água simples engarrafada ou fervida). refrigerantes. alimentos. Ofereça a fruta individualmente e varie para que a criança contacte com novos paladares. semilíquido. charcutaria. como a capacidade de comunicação e socializar durante as refeições. Durante todo este processo de introdução de alimentos o essencial é a introdução de alimentos gradualmente. devem ser evitados ou então em doses menores. a água deve ser oferecida durante o dia. a capacidade de brincar e conhecer nova comida. Nesta fase de introdução de alimentos não é só os próprios alimentos que interessam mas também as novas capacidades e aprendizagens da criança. produtos de pastelaria. devendo sempre avaliar se a criança tolera e tendo em conta a maturidade física e mental da criança. aos pedaços e finalmente inteiros. 16 .No momento em que o bebé inicia a alimentação complementar. a destreza motora ganha. Os doces. á semelhança da alimentação dos adultos. dando de consistência de líquido.

ulsm.min-saude. Lisboa: Instituto Piaget. MONAHAN. 2009: Lusodidacta.aspx?menuid=569 LEONOR. J. Enfermagem Pediatrica. & et. de Unidade Local de Saúde de Matosinhos: www. 17 .5) Bibliografia      EASTWOOD. (2001).d. Lisboa: Instituto Piaget. & et. M. Princípios de Nutrição Humana. (2008). Guia de Alimentação Infantil. FRICKER. (2009). Enfermagem Médico-Cirúrgica. Obtido em 24 de Novmbro de 2011. (s. Guia da Alimentação da Criança. Silves: ESSJPA.). (2010).pt/content.

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