Revista Manufaturas

Antropologia, Ciência e Outras Artes e Ofícios Chamada para artigos A Revista Manufaturas: Antropologia, Ciência e Outras Artes e Ofícios, vinculada ao Laboratório de Antropologia da Ciência e da Técnica (LACT-UNB) está recebendo contribuições para seu primeiro número, com publicação prevista para o segundo semestre de 2012. Manufaturas é uma revista online, de periodicidade semestral, dedicada aos estudos das relações entre ciências e técnicas sob a perspectiva de práticas antropológicas dos mais diversos matizes, bem como em diálogo com outras áreas do conhecimento. Inspirando-se nas múltiplas possibilidades do pensamento propiciadas pela etnografia, espera-se que ao reabrir controvérsias e adentrar na lógica de dispositivos outros, novas associações entre ciências, artes, naturezas e culturas sejam possíveis. Neste espírito, Manufaturas é um manifesto contínuo em favor de novas articulações para as ciências sociais. A primeira edição terá como tema princípio ativo.
Eis que se levantam aqueles batalhões de átomos, átomos de outros átomos, compósitos de outros compósitos. Antes ensimesmados na gélida substância que outrora lhes arrebatara, agora prontificam-se a serem regidos por sua única senhora: a eficácia. Deram-lhes nome: princípio ativo. Momentums, aceleradores de dispositivos, monstros que se prestam a conjurar tantas feras, que nenhum bestiário seria capaz de conter. Estes ingredientes agora circulam pelas redes neuronais de um mamífero superior, navegam por ritalinas, Prozacs e fluoxetinas, mas também transitam por aceleradores de partículas, fórmulas mágicas e por todas as formas de sentimentos mais intestinos. Diz-se deles que são detonadores, substâncias, elas mesmas compostas de exércitos de outros fazem-fazer. Quando tentam torná-los cativos, escravos reduzidos a uma função, prontos estão a jogar-se pelos precipícios que lhe cercam. Verdadeiros insurgentes, os princípios-ativos, no momento em que detectam que lhes tomam as mãos para por os grilhões, apressam-se a escapar por frestas, gretas, criando passagens, conduzindo-se a novos senhores.

Aquilo ou aquele que age no princípio. Princípio ativo da antropologia. magnetiza a volição alheia. a origem que age. dessa forma. As colaborações devem ser enviadas para: revistamanufaturas@gmail. princípio subjugado e impedido. A revista aceita artigos inéditos. daquele que age? Pode bem ser aquele arranjo molecular de um remédio alopático que faz com que ele produza um determinado efeito fisiológico nos organismos. do xamanismo. espanhol. O princípio que age. basta tentar nomeá-los (para o desespero dos herdeiros de Lineu). As instruções para colaboradores encontram-se no arquivo em anexo. entrevistas. Fonte de eficácia. Princípio ativo. Fonte de volição. resenhas. Comitê Editorial . cativa. Princípio ativo como princípio vital.com até o dia 30 de maio de 2012. ou antes. Fonte de ação. Mas pode ser ainda mais. das relações com a alteridade. espiritual e/ou cosmológico da eficácia de uma certa técnica. porque não? Princípio ativo como princípio nativo. não obterá nada além de um fluxo: uma paisagem amorfa povoada por estas estranhas gentes. Aquilo que nasce de uma matéria bruta. Motivo material. Assim que o fazem. e. o princípio da atividade. com isso.Dos princípios ativos diz-se que. Princípio cativo. em função do cativeiro. os valores ou as pulsões que movem algo ou alguém. Mas pode ser também a fé ou transmissões de estímulos cerebrais desconhecidos que curam aquele que toma um placebo. para provocá-los. princípio ativo do sistema de parentesco. produções estéticas e traduções. o princípio daquilo. Mas qual é. Aquilo ou aquele que age por princípio. princípio que seduz. afinal. o princípio. os princípios em atividade. Serão aceitos trabalhos escritos em português. estes insubordinados filhos de Prometeu prontificam-se a transformar-se de maneira que. de ser ativo ou cuja atividade. dos rituais de iniciação. as forças. Sendo os textos em língua estrangeira publicados no idioma original. é limitada. o começo. Princípio ativo como princípio cativo. inglês e francês. no momento em que qualquer observador diligente tenta registrar os seus contornos em uma câmara escura.

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