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ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ

NOTA TÉCNICA Nº 001/2006
OBJETO: Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ)

INTRODUÇÃO Este documento apresenta a posição da APEDEMA referente ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) situado no município de Itaboraí. O EMPRENDIMENTO O empreendimento inclui a construção de uma refinaria que vai usar o petróleo pesado extraído em Marlim, na Bacia de Campos, para produzir propeno e eteno — matériasprimas para a indústria petroquímica. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), terá investimento US$ 6,5 bilhões. A obra será construída em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Grupo Ultra,. A obra será construída na região metropolitana do Rio de Janeiro, nos municípios de Itaboraí e São Gonçalo. O empreendimento deve criar 50 mil novos postos de trabalho na fase de operação das três indústrias da cadeia petroquímica. A unidade petroquímica será a base para o desenvolvimento do parque industrial a ser criado na região, com central de utilidades e empresas de produção de insumos de como polietilenos, propileno, estireno – voltados para a fabricação de plásticos, geladeiras, computadores, veículos e até navios. A Unidade Petroquímica em sua primeira fase terá capacidade para processar até 150 mil barris de petróleo pesado, proveniente da Bacia de Campos. Para isto, serão necessários investimentos, em uma primeira etapa, da ordem de US$ 3,5 bilhões. Estimativas da Petrobrás indicam que, nesta primeira fase, durante as obras de construção do complexo, serão criados mais de 212 mil empregos diretos, indiretos e decorrentes do efeito-renda. Já na implantação das empresas de segunda geração, está prevista a criação de mais de 200 mil empregos diretos e indiretos.
NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006

3. e em função da magnitude e da singularidade do empreendimento. A APEDEMA solicita a FEEMA que apresente a sociedade um funcionário que irá coordenar o processo de análise do impacto ambiental do empreendimento. A APEDEMA solicita ainda que a FEEMA crie um espaço em seu website exclusivo para noticiar e informar sobre o processo de licenciamento da Refinaria. a partir de uma carga de 150 mil barris diários de petróleo. O LICENCIAMENTO: A APEDEMA-RJ. em São Gonçalo. com e-mail exclusivo para receber sugestões e criticas de toda a sociedade civil. Com entrada em operação prevista até início de 2012.3 milhão de toneladas de eteno. 2. a Unidade Petroquímica Básica deverá produzir anualmente. para armazenamento intermediário – tendo como objetivo otimizar o escoamento entre Itaboraí e os terminais de carregamento da Baia de Guanabara. NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . ouvindo em plenária as opiniões das diversas filiadas. tudo fundamentado na Lei Federal n° 10.650/03 dispõe sobre o acesso público aos dados e informações existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sisnama. principalmente o coque. 1 Lei Federal n° 10. Realização de uma reunião de esclarecimento com o objetivo de se apresentar para a sociedade à definição do modelo de licenciamento. 360 mil toneladas de benzeno e 700 mil toneladas de – xileno – todos insumos para o setor petroquímico. além de derivados de petróleo. bem como a equipe técnica.2 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ O projeto prevê a construção. cerca de 1. 900 mil toneladas de propeno.650/031. apresenta os seguintes questionamentos e sugestões: 1. por meio de sua Secretaria Executiva e Coordenação. do Centro de Inteligência do Complexo Petroquímico e de uma Central de Escoamento de Produtos Líquidos. visando assegurar transparência e segurança jurídica ao processo em especial ao de estabelecimento da competência.

na qualidade de fórum permanente do debate ambiental no Estado. 3. para APEDEMA. com ênfase no reflorestamento de margens de rios e encostas e de clareiras em Parques. com campos e quadras para prática de esporte. 2. como testado em alguns paises. 5. na formulação da Instrução Técnica / Termo de Referência com PODER DELIBERATIVO no colegiado de formulação dos referidos documentos. ou injeção de CO2 em forma liquida em rochas porosas em grande profundidade. o empreendimento deve no mínimo incorporar os seguintes aspectos no projeto de engenharia: 1. Se houver resíduos de carbono nas emissões. Após a reunião acima citada e com subsídios técnicos desta. tornando-a uma microbacia modelo de gestão participativa através das ações de recuperação urbana e ambiental (drenagem eficiente. paisagismo e arborização. calçamento. melhoria de vias. investir em projetos de seqüestro na própria região. etc). bem como participação institucional em todas as fases do licenciamento. área para churrasco e piscina NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . 4. Ser cercado por uma cortina de árvores nativas de mata atlântica e por um parque municipal simples com árvores e plantas exclusivas da mata atlântica. Reivindicamos EXPRESSAMENTE a participação da APEDEMA. Reuso industrial da água. Tolerância Zero de poluição nos efluentes líquidos e emissões aéreas. pois água é escassa na região sendo destinada obviamente para abastecimento público. escola. AÇOES POSITIVADORAS Visando maior eficiência da gestão ambiental de todo o processo. estabelecer os procedimentos para a participação e o acompanhamento do Processo de Licenciamento e da Avaliação de Impacto Ambiental de outras entidades governamentais e da comunidade no processo de 5. praças e centro comunitário.3 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ 4. Preparar a microbacia onde for instalado.

9. Recomendamos. com a organização de uma rede institucional integrada para todas as localidades. nos termos da legislação vigente. 10. sociais e organizacionais.4 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ pública a ser administrada pela Prefeitura com apoio do complexo. que área seja reflorestada e transformada em Unidades de Conservação. reside em implantar um modelo de gestão descentralizada dos recursos ambientais e futuramente expandi-lo. gerando uma série de impactos. qualificação profissional e educação ambiental. Ressaltamos que a criação das Unidades de Conservação deve. 6. sendo está criação uma responsabilidade do empreendedor em parceria com o poder público local e com a sociedade civil. Dar especial ênfase às áreas localizadas fora da propriedade do empreendimento que podem ser ainda mais degradadas. monitoramento.000 é fornecer assistência para as organizações na implantação ou no aprimoramento de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). em função da instalação do empreendimento. O empreendimento deve ser auditado anualmente por empresa independente. em parceria com as ONGs e com relatórios expostos em website próprio. 11. mobilização. conforme previstas do SNUC 2. 2 Sistema Nacional de Unidades de Conservação instituído pela Lei 9985/00 NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . Implantação de um amplo programa de diálogo social. para que a população pobre tenha oportunidade de lazer.000 após inicio da operação. Uma vez que o objetivo geral da ISO 14. FUNDO SÓCIO-AMBIENTAL O objetivo maior deste sub-programa. 8. Ela é consistente com a meta de “Desenvolvimento Sustentável” e é compatível com diferentes estruturas culturais. em função da predominância de manguezais e da necessidade de preservação dos mesmos. sugerimos que o empreendimento seja certificado com a ISO 14. ser precedida de estudo técnico que apontará a unidade de conservação mais adequada para o local. 7. para tanto propomos um roteiro que segue no “Anexo 1” do presente documento.

e que pela Lei Federal 9. Associações Comunitárias.985/00) deve ser destinado no mínimo 0. direcionada como o principal instrumento para a transferência do conhecimento. gestão para solicitarem os recursos ambientais locais subsidiados pelo esforço de pesquisa aplicada. APEDEMA e Ministério Público. de Pescadores. seja vinculada ao desenvolvimento e implementação de Projetos Sócio-Ambientaos. COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS – AGENDA POSITIVA Considerando que a primeira etapa do Projeto está estimada em R$ 13. Agricultores. completando os investimentos do Projeto Mata Atlântica. A APEDEMA-RJ propõe a criação de um Fundo Privado Sócio-Ambiental. Entendemos NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 .5% do valor do empreendimento para investimentos em Unidades de Conservação de Proteção Integral estimamos um investimento de R$ 70 milhões que flutuará para mais ou para menos em função da taxa cambial. ONG's regionais e a UERJ. retomada de terras devolutas e compra de terras (se possível os 45 mil ha). que irá congregar as associações.5 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ O Presente sub-programa pretende capacitar ONGs. irão contribuir para a promoção do uso sustentável dos recursos ambientais locais. exclusivamente para ONGs e Associações Comunitárias no Estado. capacitação. Poder Público. A rede institucional ficará então completa com a criação do Fundo Sócio-Ambiental. o poder público. com um conselho gestor constituído por representantes do COMPERJ. demarcação e execução das ações previstas no Plano Diretor. a iniciativa privada. Estas associações serão também capacitadas para a administração contábil e serão equipadas com o instrumental necessário para conduzir cada um dos programas específicos que em última instância.8 bilhões. sugerimos a seguinte aplicação para os recursos: • Implantação Definitiva do Parque Estadual dos Três Picos: Levantamento detalhado da situação fundiária do Parque. Quilombolas que serão contempladas com programas específicos de treinamento.

Contra-partida do Município: (i) (ii) (iii) (iv) (v) • elaborar o Plano Diretor.6 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ ser está uma oportunidade única para implantar de vez o Parque. e NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . Valor Estimado para o investimento: R$ 3 milhões. plano diretor. Este projeto poderia ser apresentado a um ORGANISMO DE FINANCIAMENTO que adicionaria mais recursos. ii) Investimentos de R$ 5 milhões. relatório de cadastro fundiário. plano de regularização fundiária. o que poderia garantir mais de R$ 45 milhões para o Parque. Valor Estimado para o investimento: R$ 10 milhões. • Parque Nacional da Serra dos Órgãos: Investimentos nos projetos previstos no Plano Diretor. investimentos de R$ 500 mil. Parque Nacional Manguezais da Baia de Guanabara: Para preservar os manguezais da APA de Guapimirim. • Parque Municipal da Mata Atlântica da Pedra do Cantagalo (Reserva Darci Ribeiro) em Niterói: Implantação da Infra-estrutura necessária. Contra-partida do Município: Designação por decreto do Diretor e a equipe encarregada de operar o Parque bem como demarcá-lo definitivamente. Valor Estimado para o investimento: R$ 35 milhões. demarcar o Parque e designar por decreto o Diretor e a equipe administrativa do Parque. • Parque Municipal Paleontológico de Itaboraí: Plano Diretor e Implantação da Infraestrutura. Valor Estimado para o investimento: R$ 3 milhões. Contra partida do Estado: i) O IEF deve concluir e divulgar o Plano Diretor. Investimentos em estudos básico. iii) Compor uma equipe mínima de 20 funcionários de carreira encarregados de operar o Parque.

. FEEMA. ITERJ. • Criação e Efetiva Implantação de Uc’s (plano de manejo. • Rios Macacu e São João: criação e Efetiva Implantação de Unidades de Conservação ao longo das duas margens dos rios. etc. UERJ e Procuradoria de Meio Ambiente do Estado. compra de terras (mínimo de 30 % da área dos Parques). Contra partida do Estado: i) o IEF deve iniciar o Diretor e uma equipe mínima de 5 funcionários de carreira encarregados de operar o Parque e apor investimentos de R$ 2 milhões. Valor Estimado para o investimento: R$ 10 milhões. INCRA. para recreação e lazer. incluindo implantação de infra–estrutura. conselho. atividades para renaturalização do rio e da fauna e flora fluvial e das margens. ii) Contrapartida de investimentos de R$ 500 mil pelo Governo do Estado / FECAM para execução do Plano Diretor.7 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ execução dos projetos previstos no Plano. Valor Estimado para o investimento: R$ 13 milhões. • Serras do Sambê-Barbosão criação e Efetiva Implantação de uma Unidade de Conservação nas referidas serras. incluindo implantação de infra–estrutura Valor Estimado para o investimento:R$ 4 milhões. plano diretor e execução dos projetos previstos nos Planos Diretores. O CONEMA deve estabelecer uma comissão para exercer controle sobre a aplicação das verbas e eficiência de todo o processo. Investimentos em estudos básicos. Investimentos em estudos básicos. Estas ações fariam parte de um Plano de Investimentos. semelhantes aos existentes em Curitiba ao longo do rio Iguaçu. plano diretor e implantação de infra–estrutura Valor Estimado para o investimento: R$ 2 milhões. que seria coordenado pelo IBAMA com apoio do IEF.) nas áreas do entorno do empreendimento que contemplem o ecossistema “mangue” na forma do anexo 1 deste documento. Contra-partida do Estado: i) O IEF deve designar o Diretor e uma equipe mínima de 2 funcionários de carreira encarregados de operar o Parque. NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 ..

• Aterro Sanitário Regional: Um aterro para atender Itaboraí. construção. para NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . com vida útil mínima de 50 anos e com galpões para separação de material e usina para reciclagem. Guaxindiba/Alcântara. na porção leste da bacia hidrográfica da baia de Guanabara. compra de imóvel implantação de infra–estrutura e treinamento dos serviços municipais de coleta (Valor Estimado para o investimento: R$ 20 milhões). da Companhia Vale do Rio Doce. desenvolvimento de SIG em 1:10:000. ou seja. Caceribu. Edificação com espaços para escritórios da SERLA. caso sejam captadas águas na bacia deste rio. Tanguá. ou mesmo na bacia do rio São João. FEEMA. IEF e Delegacia do Meio Ambiente para ação exclusiva nestas bacias. Investimentos em projeto básico.8 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ A APEDEMA coloca como condição “sine qua non” que os investimentos PRIORITARIAMENTE em Unidades de Conservação de Proteção Integral situados na bacia onde o empreendimento será construído. Sem este Centro o caos ambiental da região será ampliado. compra de imóvel. São Gonçalo e Niterói. Magé e Iriri) a ser construído em Cachoeiras de Macacu. de equipamentos de campos e escritório e barco (Valor Estimado para o investimento: R$ 1.5 milhões). em Itaboraí. inventário das fontes de poluição e degradação ambiental e compra de 4 veículos. Investimentos em projeto básico. semelhante ao de Linhares. A APEDEMA insiste que sejam realizados investimentos substanciais em compras de terras e na exigência de contrapartidas do Estado e do Município para que os investimentos não sejam perdidos como a história recente tem mostrado. COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS NA INSERÇÃO REGIONAL (Fora da lei do SNUC) Investimentos propostos para serem elencados na Licença de Instalação emitida pelo órgão licenciador: • Centro Regional de Gerenciamento Ambiental das Bacias Hidrográficas do Leste (Bacias dos Rios Guapi-Macacu. • Horto Florestal: construção de um Horto Florestal em Silva Jardim (onde ainda existem florestas). Alguém precisa assumir a liderança e tomar conta. Aferir viabilidade de incluir projeto piloto de usina para produção de energia elétrica a partir do lixo.

Seria criada uma unidade dentro da Pesagro. o empreendimento. geração de renda. chamada de Pesagro Florestal. referente ao esforço de pesquisa aplicada. Magé e Iriri: a ser composto e dirigido pela sociedade civil visando o controle do processo de uso e reuso da água pelo empreendimento. onde a gestão global será compartilhada por todos os atores locais da gestão. Guaxindiba/Alcântara. que serão conduzidas pela associação comunitárias. Essas alternativas serão NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . para aliviar as pressões atuais e futuras sobre os ecossistemas costeiros. a APEDEMA e a comunidade. desenvolvimento sustentável e preservação do ecossistema manguezais . • Observatório Ambiental das Bacias dos Rios Guapi-Macacu. concurso publico para contratação de ecólogos.5 milhões). respeito e valorização a cultura local e valorização com re-inserção social. identificando oportunidades locais que possam substanciar ações inovadores e exitosas na preservação de Manguezais. O Centro de Referências em Manguezais deve ser totalmente centrado na transferência do conhecimento via educação ambiental. bem como da qualidade do efluentes despejados nos corpos hídricos e a preservação do lençol freático dos respectivas bacias com análises periódicas e permanentes enquanto durar o empreendimento (Valor Estimado para o investimento: R$ 5 milhões). infra-estrutura. Investimentos em projeto básico. compra de fazenda de no mínimo 400 ha com mata. Entre os diversos enfoques a estratégia necessária para a configuração do fortalecimento institucional de um centro de gestão do conhecimento técnico-científico e comunitário.9 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ produção mínima de 1 milhão de mudas de árvores nativas/ano e realização de pesquisas em ecologia florestal e silvicultura. Centro de Referência em Manguezais: Este conjunto de ações concretas resultará na criação de um sistema de interlocução vigoroso entre o poder público. ONGs. para implantar alternativas de desenvolvimento sustentável. bioquímicos e engenheiros florestais e agrônomos (Valor Estimado para o investimento: R$ 2. Caceribu. Centros de Pesquisa e Poder Público. botânicos. para operar o Horto a semelhança da EMBRAPA Floresta.

Plano Diretores dos Município de Itaboraí. O município e a região do entorno precisam receber significativos investimentos federais e estaduais de modo a estarem preparados para receber o empreendimento . Toda a riqueza produzida no município.10 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ consubstanciadas pelos achados da pesquisa aplicada e pelo intenso apoio dos programas de educação ambiental e geração de renda. Defendemos que as seguintes ações de inserção regional devam constar na licença de instalação: • • Atualização do Mapeamento de 1:10:000 em toda a região. Guapimirim e São Gonçalo com produção de Sistema Geográfico de Informações e Treinamento (Valor Estimado para o investimento: R$ 5 milhões) NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . sob pena de se tornarem uma réplica da cidade de São Francisco do Conde. para o PREPARAÇÃO PRÉVIA PARA INSERÇÃO REGIONAL DO EMPREENDIMENTO: O Pólo mudará completamente a cidade de Itaboraí e arredores e provocará uma migração intensa que certamente irá piorar as condições sociais e urbanas no Município e os índices de doença e violência. São Francisco do Conde abriga a Refinaria Landulpho Alves. Itaboraí é bem mais pobre do que a média das cidades do Estado do Rio. cerca de R$ 10 bilhões por ano. As pessoas vivem na pobreza onde o PIB é o maior do Brasil. (Valor Estimado investimento: R$ 5 milhões). No entanto. Tanguá. saneamento básico e sem moradia. os moradores da cidade vivem quase sem escolas. que gera uma receita R$ 200 milhões/ano. é o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do Haiti e igual à totalidade da produção do Paraguai. assistência média. no Recôncavo Baiano. segunda maior refinaria de petróleo do País. Com menos de 200 mil habitantes. que tem menos de 30 mil habitantes e o maior PIB per capita do Brasil graças a refinaria da Petrobrás.

Treinamento e Concurso publico) • • • • • • • Plano de Calçamento e Urbanização de Itaguaí (execução em 5 anos. Guapimirim e São Gonçalo (Estudos. Plano de Arborização Urbana. Mudanças de Processos. para criar um cinturão verde na bacia da bacia de Guanabara. Planos Municipais de Habitação e Saneamento de Itaboraí. Plano de Desenvolvimento Agropecuário Regional em Microbacias. 100 quilômetros por ano). A nova gestão na Prefeitura deve ter como base o recrutamento através de concurso público. Entendemos que a Petrobrás é uma empresa que pode ajudar na reforma e modernização administrativa. Tanguá. Propomos que seja implementada uma nova gestão na Prefeitura com técnicos qualificados para a nova realidade. Jardinagem e Espaços Verdes de Itaboraí. Plano Regional de Transportes (Valor Estimado para o investimento: R$ 500 milhões em cinco anos). Plano Regional de Segurança Pública (Valor Estimado para o investimento: R$ 100 milhões em cinco anos). NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . Macro plano de desenvolvimento regional da aérea de influência (direta e indireta) do empreendimento PREEFEITURA DE ITABORAÍ A APEDEMA solicita que o Município de Itaboraí promova uma profissionalização da Administração Pública Municipal. contratando centros de excelência como a UERJ e a FGV.11 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ • Projeto de Fortalecimento e Profissionalização da Administração Pública Municipal de Itaboraí. Tanguá e São Gonçalo. Tanguá e São Gonçalo. visando enfrentar os desafios deste empreendimento e o impacto que ele trará.

fitofisionomia.2. e 2.1.2.1. Elaboração do Diagnóstico Fundiário dos imóveis: 2.3.2.3. presença de comunidades indígenas e tradicionais. diagnóstico das ações antrópicas.4.2. 2. etc.1.1.4. 2. e 2.1. e 2. Elaboração da Base Cartográfica abrangendo: 2. avaliação do valor de mercado da terra na região 2. poder público.3. Vistoria da área: 2.2. 2.4. 2.3. 2.3.1.3.4.5. hidrografia. 2. malha viária.6. comunidade científica. uso do solo.2. Identificação das áreas de domínio público e privado.4. 2. Levantamento Sócio-econômico: 2.4.1. 2. limites políticos. Elaboração dos Estudos Técnicos: poder público por meio de seus órgãos executores ou por meio de consultorias contratadas. laudo acerca dos fatores bióticos e abióticos da área. 2.4. Identificação da demanda pela criação da unidade: sociedade civil. levantamento da cadeia sucessória dos imóveis.2. e NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . 2. levantamento de dados planialtimétrico e geográficos.4. altimetria. como formas de uso do solo.12 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ ANEXO 1 Roteiro básico para a criação de Unidades de Conservação A) Roteiro básico: 1.

4. incluindo diagnóstico expedito sobre a situação fundiária da área. áreas sob alguma forma de proteção (Terras Indígenas.1.4.7.5. ao Chefe do Poder Executivo. Solicitação dos moradores. Minuta do Decreto de criação da Unidade. com a respectiva Exposição de Motivos. Encaminhamento. em se tratando de Reservas Extrativistas ou de Desenvolvimento Sustentável. Assinatura e publicação dos Decretos. a dimensão e os limites mais adequados para a unidade. Áreas de Mineração. 4. 5. bem como mapa de situação e de perímetro da Unidade proposta. 6. com a respectiva Exposição de Motivos. os limites propostos e a categoria de manejo definida. Unidades de Conservação. ou envio do Projeto de Lei ao Poder Legislativo. 6. 3.7.6. que tenham algum tipo de interesse alcançado pela criação da Unidade. 6. Encaminhamento ao Órgão de Meio Ambiente (Ministério do Meio Ambiente. 6.2. NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . em se tratando de Unidades de Conservação de domínio público. Estudo Técnico que justifique e embase a criação da Unidade de Conservação. Encaminhamento a outros órgãos da estrutura do Poder Executivo. Realização de Audiência Pública. dos seguintes documentos: 6. Manifestação dos outros órgãos públicos interessados. B) Das características mínimas do estudo: O Estudo deve apontar minimamente:  Identificar a localização. Secretarias Estaduais e Municipais de Meio Ambiente) para a elaboração de pareceres técnico e jurídico. Minuta do Decreto de declaração da área como sendo de utilidade pública para fins de desapropriação. ou do Projeto de Lei a ser enviado ao Poder Legislativo.13 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ 2. Ata da Audiência Pública realizada. 7. 6. e Áreas das Forças Armadas). 6.3. Pareceres Técnico e Jurídico elaborados pelo Órgão de Meio Ambiente. e 6.

de 22 de agosto de 2002 que regulamentou artigos da Lei nº 9. Florestas Estaduais ou Florestas Municipais. E ainda em seu artigo 26: Art 26. justapostas ou sobrepostas. dispõe em seu artigo 22: Art 22 As unidades de conservação são criadas por ato do Poder Público. a gestão do conjunto deverá ser feita de forma integrada e participativa.  A existência de população tradicional beneficiária. considerandose os seus distintos objetivos de conservação. quando couber. O decreto nº 4. Quando existir um conjunto de unidades de conservação de categorias diferentes ou não.985. de forma a compatibilizar a presença da biodiversidade. a área da unidade e o órgão responsável por sua administração. no caso das Florestas Nacionais. DE 18 DE JUNHO DE 2000 que Regulamenta o art. e VII da Constituição Federal.340. constituindo um mosaico. instituindo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências.  A existência de população tradicional residente. a dimensão e os limites mais adequados para a unidade. § 1º. III. II. justapostas ou sobrepostas.  A existência de um conjunto de unidades de conservação de categorias diferentes ou não. e ouras áreas protegidas públicas ou provadas. próximas. conforme se dispuser em regulamento. incisos I. a categoria de manejo. que dispõe sobre o Sistema Nacional de NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . no caso das Reservas Extrativistas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável. constituindo um mosaico. de segurança e de defesa nacional envolvida. próximas. os objetivos.14 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ  A denominação. § 1º (VETADO) § 2º A criação de uma unidade de conservação deve ser precedida de estudos técnicos e de consulta pública que permitam identificar a localização.985. de 18 de julho de 2000.  As atividades econômicas. Parágrafo único. C) Base Legal: A LEI Nº 9. O regulamento desta Lei disporá sobre a forma de gestão integrada do conjunto das unidades. 225. a valorização da sociodiversidade e o desenvolvimento sustentável no contexto regional. e ouras áreas protegidas públicas ou provadas.

no caso das Florestas Nacionais.” Sendo estás as considerações preliminares sobre a proposta de criação de UC’s no entorno do Comperj. Art. dando-se prioridade. 3º A denominação de cada unidade de conservação deverá basear-se. III – a população tradicional residente. às designações indígenas ancestrais. Florestas Estaduais ou Florestas Municipais. da dimensão e dos limites mais adequados para a unidade. e IV – as atividades econômicas. a critério do órgão ambiental competente. quando couber. § 2º No processo de consulta pública.15 ASSEMBLÉIA PERMANENTE DE ENTIDADES EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE-RJ Unidades de Conservação da Natureza . a categoria de manejo. de modo claro e em linguagem acessível. Art. a consulta pública e os demais procedimentos administrativos necessários à criação da unidade. e dá outras providências estabelece parâmetros mínimos para o a criação de UC’s dispondo em seus artigos 2 ao 5: “Art. os objetivos. preferencialmente.SNUC. outras formas de oitiva da população local e de outras partes interessadas. § 1º A consulta consiste em reuniões públicas ou. o órgão executor competente deve indicar. NOTA TÉCNICA 001/2006 OUTUBRO 2006 . 5º A consulta pública para a criação de unidade de conservação tem a finalidade de subsidiar a definição da localização. 2º O ato de criação de uma unidade de conservação deve indicar: I – a denominação. II – a população tradicional beneficiária. Art. os limites. de segurança e de defesa nacional envolvidas. as implicações para a população residente no interior e no entorno da unidade proposta. neste último caso. ou na sua denominação mais antiga. a área da unidade e o órgão responsável por sua administração. na sua característica natural mais significativa. 4º Compete ao órgão executor proponente de nova unidade de conservação elaborar os estudos técnicos preliminares e realizar. no caso das Reservas Extrativistas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável. quando for o caso.