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DIREITO CONSTITUCIONAL

CAPÍTULO 3 PODER CONSTITUINTE

3.1 Teoria do Poder Constituinte
3.1.1 Primeira abordagem
O poder constituinte é o que cria e põe em vigor as normas constitucionais. E, como as normas constitucionais, materialmente falando, são as que dispõem sobre a estrutura do Estado e as formas de aquisição, exercício e perda de poder, também estão com a razão aqueles que identificam o poder constituinte como o instituidor do Estado, o criador da estrutura jurídica estatal. Quer se raciocine pela primeira linha, quer pela segunda, é indubitável que a produção de normas jurídicas de peso constitucional não é feita pelas mesmas vias pelas quais são produzidas as normas jurídicas ordinárias, infraconstitucionais. Demandam uma via própria, que guarde relação com a sua superioridade hierárquica.

3.1.2 Momento de manifestação
Por ser um poder dispositivo da estrutura fundamental de um Estado, o poder constituinte não é exercitável a cada momento em que se queira. Segundo alerta Celso Bastos, a sua manifestação só ocorre em ocasiões excepcionais, quando mutações estatais, jurídicas e constitucionais profundas são geradas por convulsões sociais, crises econômicas ou políticas graves, alterações sensíveis e drásticas no panorama social, político ou econômico, e também nos casos de surgimento de um Estado novo, determinam a necessidade de se inaugurar uma estrutura constitucional ou, no mais das vezes, de alterá-la profundamente para refletir a nova realidade nacional. Trata-se, em suma, de reescrever toda a Constituição, e não de alterá-la pontualmente, topicamente, cosmeticamente. Diz-nos Paulo Bonavides que a teoria do poder constituinte é fundamentalmente uma teoria sobre legitimidade do poder, baseada nos conceitos de soberania nacional e soberania popular, e que surgiu nos fins do século XVIII para opor-se à decadente base teórica da monarquia, esta fundamentada no direito divino, no direito de linhagem e idéia de um deus como titular da soberania.

3.1.3 Nova teoria do poder constituinte
A nova teoria do poder constituinte estabelece a nação como titular da soberania e a razão humana como seu fundamento, resultando em dar expressão jurídica, peso jurídico, aos conceitos de soberania nacioanl e soberania popular. Existe uma variável a essa identificação, que localiza no povo, e não na nação, a titularidade desse poder, o que, tecnicamente, faz diferença, já que não se trata de sinônimos, como veremos no local próprio.

3.1.4 Poder constituinte e teoria do poder constituinte
Preliminarmente, cumpre não confundir o poder constituinte com a teoria a seu respeito. Poder constituinte sempre houve no seio da sociedade política, entendido como a atuação para organizar e estrutura o Estado e seus sistemas. Por mais rudimentar que fosse a entidade estatal, necessitou ela de um mínimo de organização e gerenciamento, e a criação desse mínimo foi resultado de um embrionário poder constituinte. Já a teoria constituinte apareceu na época da Revolução Francesa, a partir da obra do abade Emmanuel Sieyès, “O que é o Terceiro Estado?”, muito embora já fosse praticado tal poder pela então nova nação norte-

americana. É conhecido o confronto entre Sieyès e La Fayette (este conhecido como “o amigo de Washington”). Enquanto o primeiro sustentava que fora a França a autora da nova e estupenda descoberta do poder constituinte, o segundo alegava que os americanos já conheciam, tanto na teoria como na prática, esse novo poder, separando poder constituinte de poder constituído, tendo tratado dele nas suas Convenções, inclusive naquela que originou a Constituição de 1787.

3.1.5 Poder constituinte e poder constituído
Hoje há concordância em que a percepção da diferença fundamental entre poder constituinte e poderes constituídos viabilizou o surgimento das constituições escritas. Por ser base da concepção do poder constituinte, a soberania popular foi o primeiro obstáculo a ser vencido na carreira rumo à sua viabilização. Diversamente de Rousseau, que, no Contrato Social, pregava ser o exercício dessa soberania um direito direto do povo (o que levaria à inexeqüibilidade pela absoluta impossibilidade de se ouvir todo o povo na formulação constitucional), Sieyès, diversamente, preferiu inserir o poder constituinte na moldura do regime representativo, pelo que o povo, titular absoluto daquele poder, o veria exercitado por representantes reunidos em convenção, por não ser necessário que a sociedade exercesse diretamente esse elevado atributo, podendo fazê-lo por representantes seus, escolhidos para a tarefa. Esses teriam exclusivamente a missão de elaborar o documento constitucional, sendo-lhes vedada toda e qualquer atividade como poder constituído. A estrutura, assim, é montada para atender à legitimidade. Conforme alerta Celso Bastos, dos atos jurídicos infraconstitucionais cobra-se legalidade, isto é, conformidade com a norma jurídica que lhe é superior. Já da Constituição cobra-se legitimidade, que é a maior ou menor correspondência entre os valores e as aspirações de um povo e aquilo que foi feito constar no texto de sua Lei Maior. Não se trata, aqui, de mera positivação de poder, diz o professor paulista, mas de positivação de valores jurídicos.

3.1.6 Natureza do poder constituinte
Questão importante é a que busca fixar a natureza do poder constituinte. Seria ele um poder jurídico ou, ao contrário, antecede o direito, é metajurídico, extrajurídico? A resposta a ela exige, antes, que se identifique de que poder constituinte se fala. Se o que se quer é classificar o poder de elaborar originariamente uma Constituição, temos aí o poder constituinte originário, de natureza majoritariamente definida como política. Se, ao contrário, o assunto é o poder de reformar a Constituição, trata-se de poder constituinte derivado ou constituído, detentor de natureza jurídica.

3.2 Poder Constituinte Originário
Principiamos pela análise do poder constituinte originário.

3.2.1 Natureza
Do problema de sua natureza jurídica dá notícia Celso Bastos, referindo-se ao poder constituinte como poder de elaborar uma Constituição, portanto originário. Sendo essa o primeiro documento jurídico do Estado e fundamento de validade de todos os demais, negam os normativistas a natureza jurídica do poder que a elabora, reconhecendo que a fixação de sua natureza deve ser buscada em outros ramos do saber, como a sociologia, a política e correlatos, para se identificar a força ou a energia social que propicia a elaboração do documento constitucional. Opondo-se a esses normativistas, os adeptos do jusnaturalismo sustentam a juridicidade do poder constituinte, com base na concepção de que o direito não se resume ao direito positivo, havendo direito que é inerente à natureza humana, positivado ou não. Para esses, e para Sieyès, o poder constituinte é jurídico.

3.2.2 Poder jurídico ou político
Ganha importância, aqui, lição de Celso Antonio Bandeira de Mello: a primeira indagação que ocorreria é se o poder constituinte é um poder jurídico ou não. Se se trata de um dado interno ao mundo do direito ou se, pelo contrário, é algo que ocorre no plano das relações político-sociais, muito mais do que no plano da realidade do direito. E a resposta daquele mestre é que o chamado poder constituinte originário não se constitui num fato jurídico. Em rigor, as características, as notas que se apontam para o poder constituinte, o

ser incondicionado, o ser ilimitado, de conseguinte, o não-conhecer nenhuma espécie de restrição, já estão a indicar que ele não tem por referencial nenhuma espécie de norma jurídica; pelo contrário, é a partir dele que vai ser produzida a lei suprema, a norma jurídica suprema, o texto constitucional; tem-se, para Bandeira de Mello, que concluir que o poder constituinte é algo pré-jurídico, que precede, na verdade, a formação do direito. Também é essa a opinião de Paulo Bonavides. Para ele, o poder constituinte originário é naturalmente conduzido para seu aspecto meramente material, o que faz dele um poder político, um poder de fato, um poder que não se analisa em termos jurídicos formais e cuja existência e ação independem de configuração ou previsão jurídica. É, assim, um poder supra legem ou legibus solutus, um poder a que todos os poderes constituídos hão necessariamente de dobrar-se quando e enquanto estiver ele exercendo a tarefa de criar a Constituição.

3.2.3 Conceito
Assim, o poder constituinte originário é o poder de elaborar a Constituição, e que, nessa tarefa, não se prende a nenhum limite formal, sendo absoluto e ilimitado. É um poder de raiz essencialmente política, extrajurídica, pois definitivamente de poder jurídico não se trata, já que a Constituição não é um prosseguimento de ordem jurídica, mas o seu marco inicial.

3.2.4 Titularidade
Uma segunda questão necessária sobre o poder constituinte originário diz respeito à sua titularidade. Partindo-se do que se disse acima sobre a diferença entre poder constituinte e teoria do poder constituinte, teve ele, historicamente, diversos e distintos titulares, desde a divindade até determinada classe ou categoria de cidadãos, passando pelo monarca, pela nação e pelo povo. A partir da teoria clássica, aceita-se a nação como titular único desse poder extraordinário. Não poderia, assim, a Constituição submeter a nação, que é soberana, e detentora do poder de alterar a Constituição a qualquer momento. Como esse poder não é jurídico, portanto, o problema da sua titularidade não será resolvido dentro do Direito, mas fora dele, identificando-se a nação como sua titular, para exercê-lo de acordo com seus interesses. O exercício do poder constituinte pela nação pode se dar de duas diferentes maneiras. Nas democracias diretas, através dos referendos constitucionais. Nas democracias representativas, pela atuação de representantes do povo especialmente escolhidos para essa função.

3.2.5 Características
Três são as características essenciais do poder constituinte originário ressaltadas por Celso Bastos: – é inicial, porque nenhum outro poder existe acima dele, nem de fato, nem de direito; – é autônomo, porque somente ao soberano (titular do poder) cabe decidir qual a idéia de direito prevalente no momento histórico e que moldará a estrutura jurídica do Estado; – é incondicionado, porque não se subordina a qualquer regra de forma ou fundo, sendo exercitável sob o formato a ser decidido pelos que vão exercê-lo.

3.2.6 Noção de Carl Schmitt
Dois últimos comentários sobre o poder constituinte originário: o primeiro deles vem de Carl Schmitt. Para esse mestre, tal poder é vontade política, pelo que a validade de uma Constituição não se apóia na justiça de suas normas, como pretende o jusnaturalismo, mas na decisão política que lhe dá existência. Não concorda ele, contudo, com a natureza política de poder constituinte originário. Seria ele um poder jurídico, dado não haver separação entre o jurídico e o político; mas não depende de ninguém e de nenhuma regulamentação prévia, e não se esgota pelo exercício, permanecendo, como se viu acima, latente, pronto para instaurar uma nova ordem constitucional a qualquer momento, pois não está submetido à Constituição, mas a submete.

3.2.7 Noção de Hans Kelsen

• Circunstanciais . é impossível derivar a norma jurídica da realidade. 3. o poder constituinte constituído. Na ciência jurídica positivista. o poder constituinte dos Estados-Membros.4. ou. cada qual tendo sua validade assegurada por outra. porque está abaixo do poder originário. derivado. também. – subordinado. A Constituição do Império só permitia a sua alteração depois de quatro anos de vigência. contido. sendo limitado. Hans Kelsen. ou constituído. até que o sistema desagüe numa norma que justifica-se a si mesma. porque provém de outro poder. também chamado de poder constituinte decorrente. será lavrada a lei máxima dos demais entes federativos da República.1 Formas de expressão Trata-se. seria questão de necessidade lógica. que é a Constituição.4 Limites do Poder de Reforma 3. não se pode justificar a validade da Constituição por meio de um ser político. A Constituição brasileira em vigor não apresenta limitações temporais ao poder de emenda. subordinado e condicionado. viu-se. Para Kelsen. não-jurídicos. qual seja o poder constituinte de decisão sobre a unidade política do Estado. é um poder jurídico. sendo por isso também chamado de poder de reforma constitucional.2 Características São características do poder constituinte derivado. A segunda. de um poder jurídico.1 Espécies de limitações A atuação do poder constituinte derivado. o ser: – derivado. Essas limitações são de quatro espécies: • Temporais Impõem que a Constituição somente poderá ser reformada depois de transcorrido certo prazo.3. logo.3 Poder Constituinte Derivado A segunda face do poder constituinte é a do poder constituinte derivado. que tem a justificá-la elementos metajurídicos. devidamente harmônicas e adequadas às prescrições da Carta Federal. por que criado por um documento jurídico e por ele limitado. Essa necessidade de fundamentar a norma fundamentadora num pressuposto não jurídico. Esse poder é. agora. Sua aptidão é dupla. Na primeira das suas formas de atuação. é limitada pelos termos da Constituição. Na segunda. para os positivistas. A primeira delas é o poder de revisão. devendo permanecer nos limites impostos pela Carta da República. também veiculada por Celso Bastos. ou derivado. a ela superior. que é instituído pela Constituição para viabilizar a sua alteração. porque limitado pelo poder constituinte originário. 3. – condicionado.3 Natureza Em função dessas características. por aquele. 3. 3. e que se traduz no poder reconhecido pela Constituição Federal para que essas entidades formulem as suas Constituições locais. que instaura uma nova ordem jurídica a ser observada e preservada também em âmbito local. porque só pode agir nos casos e pela forma previstos pela Constituição.3.Uma segunda acepção vem do mestre da escola austríaca positivista. o poder constituinte derivado cuida de inserir no texto constitucional as alterações que forem se fazendo necessárias pela evolução natural do Estado.3. a questão se apresenta como uma construção escalonada de normas jurídicas. 3.

A convenção é o órgão que maior rigidez confere ao sistema. universal e periódico. nada mais do que uma reforma de amplo alcance. O fundamento da proibição é que. 3. o estado de sítio e a intervenção federal. Essas três previsões foram assentadas pelo constituinte originário e não podem ser alteradas pelo poder constituinte derivado. Já as limitações constitucionais implícitas são proibições de alteração do titular do poder constituinte. extraordinária. A adoção da primeira linha conduz a uma maior mutabilidade. o procedimento é especial e indica a rigidez do sistema. ou órgãos. ao passo em que a opção pela iniciativa reservada faz o sistema tender mais à rigidez. uma outra via. os reformadores podem não estar com os ânimos necessariamente serenos para uma missão de tal importância.4. a distinção entre poder constituinte e poderes constituídos. Por seu turno. o uso do Poder Legislativo como órgão revisor promove. ao contrário. deve guardar certos limites. e pelo quórum especial previsto. se bem que o instrumento mais legítimo para operar a reforma constitucional. Materializam-se pelas restrições ao poder de iniciativa.4. podendo essa ser livre e desembaraçada ou. significa maior flexibilidade do sistema. 60. • Materiais Podem ser subdivididas em explícitas e implícitas. a emenda constitucional tem o mesmo nível hierárquico do texto original mas. e o povo. viabilizando uma alteração que o texto constitucional quis impossível. enumerados no art. O povo. • Processuais São as limitações representadas pelo processo mais difícil de alteração da Constituição. temos que não serão objeto de deliberação as propostas de emenda constitucional tendentes a abolir a forma federativa de Estado. o próprio poder legislativo ordinário. reservada. na verdade. nessas condições. de três quintos da composição de cada uma das Casas. inclusive. e que. qual seja a da revisão constitucional. caminho normal traçado pelo próprio texto original para sua reforma e aprimoramento.Segundo essas. Lá.4. em determinadas situações a reforma constitucional não pode acontecer. tendente a alterar o texto constitucional em extensão bem maior que a franqueada pela via da reforma. já que o Legislativo exercita aqui poder constituinte derivado. Sobre a impossibilidade implícita de alteração de certas matérias constitucionais diz Pontes de Miranda que alterar-se preceitos constitucionais que determinam a inalterabilidade de outros preceitos constitucionais é. é indicado quando a reforma pretendida for de grande extensão.2 Iniciativa do poder de reforma Palpitante é. o voto direto. O colegiado escolhido para tanto é o Poder Legislativo. 3. alterar aqueles ditos inalteráveis. portanto. pode ser prevista. da Constituição. como o é para fazer a própria Constituição. 3. do titular do poder reformador ou de emendas e as relativas ao próprio processo de emenda constitucional. Na atual Constituição essas situações são o estado de defesa. Além da emenda constitucional. pela tramitação diferençada pela previsão de quatro votações.3 Órgão de reforma O órgão de reforma da Constituição pode ser uma convenção especialmente convocada para esse fim. As limitações materiais explícitas são as expressamente consignadas na Constituição e identificadas como cláusulas pétreas. incumbidos de iniciar o processo de reforma. O seu uso. o sentido representativo do sistema político adotado e firma. secreto. a questão da iniciativa do poder de reforma. § 4º. a uma certa flexibilidade no processo de alteração da Constituição. fortemente. também. admite o controle da sua constitucionalidade. . se comparado com o de produção da legislação ordinária. em contrapartida. núcleo pétreo ou núcleo imodificável.4 Sistema positivo de reforma O caminho positivado no Brasil é o da emenda constitucional. a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais. dando grande relevância ao órgão. funcionando ordinariamente. substancialmente. duas em cada Casa.

. Precede-o. Um primeiro. O poder constituinte material precede o poder constituinte formal. porque há sempre dois tempos no processo constituinte: o do triunfo de certa idéia de direito ou do nascimento de certo regime e o da formalização destas idéias ou regime”.2 Entendimento das limitações explícitas A segunda questão diz sobre as limitações materiais explícitas. Por “abolir” compreenda-se que não é qualquer tratamento sobre as matérias em cláusulas pétreas que é proibido pela Constituição. o segundo. São duas faces da mesma realidade ou dois momentos que se sucedem e completam. a partir da obra do mestre lusitano Jorge Miranda. Se. aqueles que resultem na eliminação de tal cláusula.5 Outras Questões 3. 3. vistas acima. apenas. também.5. preservando o direito. o ato de fazer efetivamente essa modificação.5. porque a idéia de direito precede a regra de direito. o poder constituinte admite classificação em poder constituinte material e poder constituinte formal. Precede-o logicamente. a matéria for enfrentada para receber um novo tratamento constitucional. Por ela. por Celso Bastos: “Distinguimos entre um poder de autoconformação do Estado segundo certa idéia de direito e um poder de cretação de normas com a forma e força jurídicas próprias das normas constitucionais. não se estará diante de violação a norma pétrea.1 Poder constituinte material e poder constituinte formal A primeira delas é sobre uma moderna tendência noticiada pelo professor Celso Bastos. por exemplo. Nas palavras de Jorge Miranda. disfarçada. O valor comanda a norma. a opção política fundamental. em que o poder constituinte é só material e um segundo em que é simultaneamente material e formal. O primeiro seria o poder de impor novas regras jurídico-constitucionais a uma nação. historicamente. a forma que elege para agir sobre os fatos.3. A expressão garantidora usada pelo constituinte originário informa que não serão objeto de deliberação as propostas de emendas constitucionais “tendentes a abolir” as cláusulas pétreas. a garantia ou a prerrogativa. mas sim. podendo ser oblíqua. Por “tendentes” entenda-se que a ofensa ao núcleo pétreo não precisa ser frontal.

nem a separação de poderes estabelecida. O núcleo de vinculação real com os movimentos políticos da Sociedade e com os próprios cidadãos.13. o regime de governo. · O reconhecimento de direitos: posições jurídicas fundamentais dos cidadãos. Entre nós. · DTO CONSTITUCIONAL GERAL: Estudo da teoria geral do Direito Constitucional. É o estudo sistemático. de 1789. interpreta e sistematiza os princípios e normas fundamentais do Estado. costumes e convenções que regulam a forma do Estado. Considera-se o caráter material do Direito Constitucional como a real fonte de validade do sistema jurídico. neste diapasão. no seu artigo 16. enumerar os direitos que são inerentes a condição humana. São normas de Direito Constitucional.01 . o direito constitucional positivo é o conjunto de regras. os direitos individuais e suas garantias”. OBJETO: Constituição – Estudo das normas que integram a Constituição do Estado.“Nos Estados democráticos modernos.AULA 2 . DEFINIÇÃO MATERIAL DO DTO. Direitos do homem. A organização jurídica do Poder supõe a sua submissão ao Direito e. dotadas de um status e de uma força especial dentro do ordenamento jurídico que as diferenciam e protegem das normas jurídicas não constitucionais: isto quer dizer que as normas de Direito Constitucional são normas “supra-legais”. sendo parâmetro para os limites de abrangência do Estado. Afonso Arinos de Melo Franco. fossem definidas as normas de Direito Constitucional desde uma perspectiva formal. Herança da Monarquia. · A organização dos poderes: são as normas que organizamos poderes do Estado. não há Constituição”1 A DEFINIÇÃO FORMAL DO DIREITO CONSTITUCIONAL A evolução histórica do Direito Constitucional tornou possível que. sua limitação em favor da liberdade. normativo ou científico (já veremos) do ordenamento constitucional brasileiro. quando escreve que “a supremacia da Constituição se reflete de . quando expressa que “Toda sociedade na qual a garantia dos direitos não esteja assegurada.DIREITO CONSTITUCIONAL DIVISÕES DO DTO. expressada na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. leis. É o estudo ideológico do Direito Constitucional. CONSTITUCIONAL · DTO CONSTITUCIONAL POSITIVO: Estudo sistemático da Constituição de um Estado determinado. interpretação das normas constitucionais. CONSTITUCIONAL (por Paulo Márcio Cruz) Partindo do princípio de que o Direito Constitucional caracteriza-se por buscar a garantia da liberdade. Direito Constitucional é o Direito Constitucional Brasileiro. porém com finalidades diferentes. no mesmo sentido do que anota Pinto Ferreira. O CONCEITO E OBJETO DO DIREITO CONSTITUCIONAL CONCEITO: Ramo do Direito Público que expõe. ou seja. aquelas que regulem as linhas básicas das instituições políticas fundamentais do Estado.08. destacam-se dois tipos de normas: as que reconhecem e garantem os direitos individuais e as que organizam os poderes básicoS do Estado. por conseqüência. Normas que venham a governar uma coletividade humana Então. · DTO. CONSTITUCIONAL COMPARADO: Estudo das Constituições de vários Estados. Inicia-se com a formulação da Declaração dos Direitos. sem abrir mão do critério material. princípios constitucionais. assim como a distribuição do Poder entre elas. o Direito Constitucional foi a cadeira instituída para estudar as liberdades públicas. para estudar as cartas constitucionais e as garantias que essas cartas constitucionais inseriam.

Princípios gerais do direitos constitucional moderno. São Paulo. O Direito Constitucional responde a uma modelo definido de convivência. como nas Cláusulas Pétreas da Constituição da República Federativa do Brasil – sua alteração ou revogação. Pelo contrário. O critério formal – e a supra-legalidade. sirvam para oferecer soluções solidamente fundamentadas aos problemas que afetam. como proposição aproximada. aceitas pelos atores jurídicos (juizes. assim dotados de uma superioridade objetiva e concreta na própria vida social. 02. São normas que. isto é. já que geralmente muito mais rígidas do que as correspondentes ao restante das normas de Direito Público e Privado. os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos perante o Estado e a distribuição do Poder entre seus principais órgãos. efetivamente. representada por instrumentos que dificultem – ou mesmo impeçam. Já o critério material suscita muitas discussões com outras ciências e áreas do conhecimento. baseado no reconhecimento dos direitos e na liberdade da pessoa e na limitação. normalmente possuem caráter de normas superiores. 1- Declaração dos direitos do homem e do cidadão. empregado cuidadosamente. Esta situação é fruto de uma longa evolução histórica. grande parte das normas de Direito Constitucional não tinham força vinculante. Disto resulta. retiradas da prática acumulada e que.”2 Este caráter fundamental exige uma especial estabilidade destas normas. por seu caráter fundamental e definidor do sistema jurídico. . Não obstante. legisladores). considerados seu nível hierárquico e sua força vinculante. traduzíveis em mandamentos concretos e cujo não cumprimento é suscetível de sanção. governantes. mas não “obrigavam”. 133. que conduz à rigidez e ao controle de constitucionalidade das normas jurídicas – é tecnicamente mais preciso quando o objetivo é definir um setor do ordenamento como Direito Constitucional.duas maneiras diferentes: na supra-legalidade das suas regras e na imutabilidade relativa dos seus preceitos. Volume I. pois eram normas inacabadas e imperfeitas. São Paulo: Revista dos Tribunais. pelo menos. Publicação da Fundação Emílio Cortezani. O caráter supra-legal das normas de Direito Constitucional. O DIREITO CONSTITUCIONAL COMO SISTEMA DE CONCEITOS JURÍDICOS Trata-se de normas que respondem a reivindicações de valores. Pode-se dizer que “orientavam”. Durante muito tempo. As técnicas do Direito Constitucional não são aplicáveis em regimes autoritários. que pretendem conseguir alcançar objetivos que justifiquem a sua existência. é um critério – o formal – que deve ser matizado ou. o conhecimento de qual seja na realidade jurídica atual o conteúdo do Direito Constitucional implica na determinação de pautas objetivas de interpretação. 1971. continuamente. As formas de elaboração e modificação das normas de Direito Constitucional são diferentes. divisão e responsabilidade do e pelo Poder do Estado. a conclusão de que se integram no Direito Constitucional aquelas normas que regulam e garantem a liberdade do indivíduo numa comunidade política organizada. A contínua invocação e aplicação das normas de Direito Constitucional em procedimentos de todo tipo (administrativos e judiciais) e sua transcendência para a defesa de interesses e direitos individuais e coletivos obrigam que o estudo destas normas não se conforme apenas com afirmações ideológicas ou de preferência política pessoal. Luís Pinto. O DIREITO CONSTITUCIONAL COMO CONJUNTO DE NORMAS JURÍDICAS As normas de Direito Constitucional podem ser definidas como autênticas normas jurídicas.FERREIRA. determinada por um órgão jurisdicional. p. p. 2 . 1993. a aplicação das normas constitucionais3.

comuns a um grupo social determinado tem direito a converter-se em Estado ou. Após a Idade Moderna verifica-se a predominância do Estado Liberal. predomínio da economia privada. religiosas e. prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. A ORIGEM HISTÓRICA DO DIREITO CONSTITUCIONAL O Direito Constitucional surge num momento – o final do século XVIII – e num contexto – a Europa Ocidental e a América do Norte – em que o Estado estava firmemente consolidado como forma de organização típica da comunidade política. ou são normas que não são cumpridas ou funcionam para estabelecer partido único e negar direitos fundamentais. consagrada há mais de um século. . Curso de direito constitucional.Quando estes adotam documentos jurídicos de índole constitucional. do Direito Privado. portanto. editado pela Saraiva. Paulo. É com o Estado Intervencionista. lingüísticas. p. 4 . principalmente. étnicas. com a proteção do Direito estatal. nas páginas 174 a 180. a realidade estatal é configurada. Observa-se. a ordem estatal. que o Direito Constitucional evolui junto com a noção de Estado. deste modo. como uma realidade concreta na base de formação do Direito Constitucional e assim está colocado até este momento. 22 3 O conceito de Estado e categorias afins – como Estado Nacional ou Soberania Estatal – são pois conceitos anteriores ao Direito Constitucional. este tipo de norma conduz ao autoritarismo. Na Idade Moderna há a predominância do Estado absolutista caracterizado pelo Poder do ilimitado do Rei. Podemos diferenciar a Nação Cultural de uma Nação Jurídica no sentido de que toda Nação Cultural. característica do Estado Contemporâneo que se desenvolve o Direito Constitucional. O Direito Constitucional transforma o Estado/Nação em uma organização jurídico Político fundamental. sujeito às leis evoluiu do Poder arbitrário ao Poder vinculado. ou comunidades culturais e lingüísticas dentro da Nação Jurídica – o Estado . O Estado contemporâneo. em face das múltiplas atividades que o Estado passa a exercer. então. A origem e história do Direito Constitucional está associada. A característica da Idade Média era o Regime feudal marcado pela concentração de riquezas e pelo predomínio do Direito Romano. desde o princípio.BONAVIDES. . ou seja. como o marco do Direito Constitucional. Bonavides diz que “a origem da expressão Direito Constitucional.”4 O Estado deve ser considerado. (referência completa supra) de Dalmo de Abreu Dallari. Pertencer a um grupo étnico-cultural dentro de um Estado implica a existência de reconhecimento e proteção pelo Direito estatal. Como consequência deste fato. · Da antiguidade até o Estado Contemporâneo Intervencionista: Na antiguidade a característica predominante era o governo único para governar as cidades-estados. a organizar-se de forma estatal.reconhecidas pelas normas de Direito Constitucional.Sobre isto ver Elementos de toria geral do estado. Enfim. como no Império Grego e Império Persa até o Império Romano onde tem início uma nova ordem. é traduzida pelo status peculiar destas comunidades. num constante equilíbrio dos deveres do estado e direitos dos cidadãos. definida por um conjunto características culturais. A existência de nacionalidades. onde o Estado se encontra sujeito ao império da lei. preferindo. estabelecido como garantia dos direitos culturais de seus membros de manter sua identidade nacional. ao surgimento e a evolução do Estado.

porque é tomada como lei com supremacia sobre todos os demais atos normativos 2.3 . EVOLUÇÃO HISTÓRICA -Pactos. França -1789 .População.1. A primeira cadeira de Direito Constitucional surge no séc. .2. 1. Constitucionalismo .A.Traços característicos: .Independência . igualdade e fraternidade.2.1787 . Constituição em acepção moderna -Documento jurídico-político que dá tratamento normativo a temas fundamentais. .principalmente quando este se organiza jurídica e politicamente através de uma Constituição.Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão.4.1776 . CAPÍTULO I TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 1. Conceito de Estado . . Constituição em sentido material -Documento jurídico-político que estrutura o Estado -Lista os direitos individuais 1.1628 2 -Bill of Rights – 1688 2.1. com o objetivo de propagar na juventude o sentimento de liberdade.Teorias que formaram o movimento constitucionalista : -Tripartição de poderes -República -Democracia -Jusnaturalismo . . Coincide com o sentido formal. CONCEITO DE ESTADO E CONSTITUIÇÃO 1.Convenção de Virgínia 2.2.2. Conceito de Constituição 1. Constituição em Sentido Formal .Documento jurídico dotado de supremacia sobre todos as normas jurídicas. Inglaterra -Magna Carta – 1215 -Petition of Rights .1. 2. forais -Cartas de franquia -Cartas de colonização 2.3.2.Território.Finalidade . E.Governo ou soberania.U. XVIII por ocasião dfa Revolução francesa.2.Evolução do Estado Liberal para o Estado Social 1.Oposição ao absolutismo .

4 Semi-rígida . 4. 3.3.O documento constitucional não limita o conceito de constituição. Originário . .3. 3. 3. – Imutável/ Rígida / Flexível / Semi-rígida 3.5.2.3 Flexível .4. Normativa . Populares / Outorgadas . de uma junta militar ou de uma oligarquia. Ex: Constituição Brasileira de 1824.1 Imutável – Não pode ser alterada.6. 3.As outorgadas expressam a vontade de um ditador.3.Matérias típicas podem estar na lei. 4.A norma impõe a realidade. 3. CONSTITUIÇÃO DE ACORDO COM DIVERSOS ENFOQUES CIENTÍFICOS 4. Ex: Constituição Brasileira de 1988 . 3. Outras normas constitucionais exigem para sua alteração processo legislativo mais complexo do que o utilizado para leis ordinárias. Material / Formal 3.O documento Constitucional é que limita o conceito de constituição.As populares expressam a vontade do povo.2.5. 3.1. 3 3. – Normativa / Nominal / Semântica 3. .6.A Realidade impõe a norma.5.-Evolução do Estado de Direito para o Estado de Direito Constitucional. Histórica.1.3. 5. Ex: Constituição Inglesa.Emendas constitucionais e leis ordinárias têm o mesmo processo legislativo. .A matéria limita o conceito de constituição. Nominal . Semântica . Constituição é uma folha de papel (Ferdinand Lassale).2.6. 3.5.1.Jurídica . na jurisprudência e nas deliberações do Parlamento. 3. Política .Diferencia Constituição de Leis Constitucionais. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES. PODER CONSTITUINTE 5. Consuetudinária.6.Constituição é a norma posta de maior hierarquia em um ordenamento jurídico (Hans Kelsen). nas tradições. 3.Ilimitado .Algumas normas constitucionais podem ser alteradas como se leis ordinárias fossem. 4.Constituição é uma decisão política fundamental (Carl Schmitt). .1.2 Constituição formal . Dogmática / Costumeira.1Constituição Material .5.2 Rígida – As emendas constitucionais submetem-se a processo legislativo mais complexo do que o utilizado para a aprovação das leis ordinárias. nos costumes.Meio termo entre a constituição normativa e a constituição semântica. 3.Sociológico -. Escrita / Não escrita 3.3.

Processuais ou Formais -Art. 60.2.1. 60.: Princípios do Processo Legislativo. II – o voto direto. Expressos – Normas de preordenação. § 4º .A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal.§ 5º. três quintos dos votos dos respectivos membros.2. . . . pela maioria relativa de seus membros. 7.3.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 6.2. Derivado .2. IV – os direitos e garantias individuais. Materiais Implícitas . com o respectivo número de ordem.Original 5. LIMITES AO PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE 6. Ex.Jurídico 4 . manifestando-se.Poder de alterar a obra do poder constituinte originário. 27. universal e periódico. III – a separação dos Poderes. caput ). caput ). 60. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.§ 2 º . 7. 25. Circunstanciais Art.Incondicionado .: Número de Deputados Estaduais (art. 7. considerando-se aprovada obtiver. Implícitos Ex.Poder de elaborar as Constituições dos Estados-membros.4. Materiais Expressas 5 Art.Condicionado .A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. .Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado. LIMITES AO PODER CONSTITUINTE DERIVADO REFORMADOR 7. no mínimo. . 6. § 1º .Municípios: Princípios da Constituição Federal e da Constituição Estadual (art 25. III – de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. 7. secreto. 5. em dois turnos.de um terço. de estado de defesa ou de estado de sítio.2. II – do Presidente da República. caput).1 – Decorrente . em ambos.Estados: Princípios da Constituição Federal (art.Limitado 5.1.2 – Reformador . cada uma delas .§ 3º .. A constituição poderá ser emendada mediante proposta: I.

§ 1º.É o controle substancial que afere. CONCEITO .Leis publicadas antes da Constituição Federal são: . Ex.O próprio artigo 60 da Constituição Federal.Conceito de controle .1 – Formal e Material Formal – Verifica o atendimento a requisitos objetivos e subjetivos ligados ao processo legislativo e aos pressupostos e condições estabelecidos na Constituição Federal. 2º do ADCT). contado a partir de sua promulgação.Leis publicadas após a Constituição Federal são: .A Constituição Portuguesa estabeleceu um prazo de dez anos. .Supremacia material da Constituição – decorre do fato de que a constituição é uma decisão política fundamental da sociedade. “a”) Material . INCONSTITUCIONALIDADE E REVOGAÇÃO . . .Inconstitucionalidade .A CF não adotou limitações temporais. II.Controlar significa corrigir um erro obtido pela comparação de uma grandeza com um padrão.Existência – As normas são ditas existentes quando emanam de órgão legitimado. .Controle constitucional . 3.2 – Controle Repressivo ou Preventivo .atua no plano da validade. 65). 62).¯ ¯ Preventivo Repressivo .Validade – as normas são ditas válidas quando estão em conformidade com o ordenamento jurídico.Constitucionais ou inconstitucionais 3 ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADE 3. Lei criando cargo público apresentada por Deputado Federal è Viola requisito subjetivo (art.Recepcionadas ou revogadas . de forma a reduzir a zero o desvio. CAPÍTULO II CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 1. a harmonia entre o texto legal e o constitucional. Lei complementar aprovada por maioria simples è viola requisito objetivo (art.: Medida Provisória sem urgênciaèViola requisito objetivo (art.Supremacia formal da Constituição – decorre do fato de que a constituição é a lei maior do ordenamento jurídico.Verificação a conformidade das normas infraconstitucionais com o padrão constitucional. em que é vedada reforma constitucional. Temporais . 61.A República e o Presidencialismo (art.. 7. .5.Eficácia – as normas são ditas eficazes quando geram efeitos concretos. .Toma como critério distintivo a data de publicação do ato normativo ------------X---------( publicação do ato normativo)-----------X--------. 2. .Planos Jurídicos . 6 . . do ponto de vista jurídico e político.

Overruling – Nova orientação . Ocorre depois do aperfeiçoamento da lei. .3 – Misto .Limites à delegação do Congresso Nacional ao Presidente da República para a edição de leis delegadas.Competência do Senado Federal para suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle difuso.2. É normalmente feito pelos juízes e tribunais do Poder Judiciário.3 .Kelsen X Carl Schmitt 3. 7 Brasil . que abrange: .Preventivo França – Conselho Constitucional.1 .3.Maioria absoluta dos membros do pleno ou do órgão especial para a declaração de inconstitucionalidade nos Tribunais.Controle Político .) . EC nº 16/65 – Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pelo Procurador-Geral da República. .1 – Político – França – Conselho Constitucional 3. CF). Áustria.2 – Judiciário .4. .Difuso .3.Restaura o sistema de 1934. V.2 – Concentrado .3 – Múltiplo .3.Suíça – Leis federais – Controle político pela Assembléia Nacional . 1946 . etc.Repressivo .Apreciação pelas comissões da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal e o Veto Presidencial.: Brasil.Brasil 3.Leis Cantonais – Controle Jurisdicional 8 4 – EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO CONTROLE CONSTITUCIONAL BRASILEIRO 1891 – Só controle difuso (Decreto nº 849/1890) 1934 – Só controle difuso: .Controle Difuso e Concentrado 3.Veto Legislativo – (art.Stare Decisis – Efeito vinculante .Distinguishing – Técnica de distinção 3.4 – Controle Político.2.Madison X Marbury – 1803. 3.2 .Limites ao poder regulamentar do Presidente da República.4. .4. 1967 – Controle difuso + controle concentrado. 49. 1937 – Só controle difuso.Difuso e Concentrado. . 3. Ex.3. . Judiciário ou Misto 3.Controle Judicial .1 . Espanha. Inconstitucionalidade deveria ser apreciada pelo Presidente da República. 3.Cortes Européias no pós-guerra (Alemanha.É o mais utilizado.Representação Interventiva.

coletivos ou difusos.Art.Em tese. 5. 5.EC nº 1/69 – Controle difuso + controle concentrado.Estabeleceu a competência da AGU para defender a norma atacada.2 – Reserva de Plenário . b) O Plenário ou Órgão Especial já ter apreciado a controvérsia constitucional.Inconstitucionalidade por omissão para tornar eficaz norma constitucional.5 – Controle Difuso em Ação Civil Pública. Lei nº 9868/99 . . 5. 102. inclusive em ação civil pública.97 da CF de 1988 – Necessidade de maioria absoluta dos membros do Pleno ou do Órgão Especial para declarar inconstitucionalidade de lei nos Tribunais. .1 – Controle . 5. § 1º. .Pode ser efetivada por qualquer Juiz ou Tribunal. .A Lei nº 9868/99. 1988 . mas a declaração de inconstitucionalidade contida na decisão não pode caracterizar espécie de controle .O Senado exaure sua competência constitucional ao editar a resolução ( não pode revogar ou alterar a resolução ). nada impede o exercício do controle difuso em qualquer tipo de processo ou ação.O controle difuso 2º grau X controle concentrado . .Senado Federal não está obrigado a fazê-lo. EC nº 3/93 – Ação Declaratória de Constitucionalidade.por via de defesa 9 .Ação Civil Pública tutela direitos individuais homogêneos.Regula o processo de ADIN e ADECON Lei nº 9882/99 . . .O controle difuso e o Senado Federal .4 .Regula o processo de argüição de descumprimento de preceito fundamental (art. . CF) 5 –CONTROLE DIFUSO BRASILEIRO 5.incidenter tantum . .Controle Difuso .por via de exceção .Senado Federal suspende por resolução o ato normativo declarado inconstitucional pelo STF em decisão definitiva no controle difuso.A Ação Civil Pública pode ter efeitos erga omnes. Exceções: a) O STF ter declarado a inconstitucionalidade de lei no controle difuso ou concentrado.incidental .Controle Concentrado – ampliou os órgãos com legitimação ativa para impetrar ADIN.3 – Dos efeitos Ex tunc e interpartes. transforma o incidente de inconstitucionalidade em uma "quase-espécie" de controle concentrado.A doutrina dominante entende que os efeitos são “ex nunc”.

Representação Interventiva ( art. 6.Municipais – Os atos normativos municipais não podem ser impugnados por ADIN.I.CF) 6.3 .ADIN Ação Direta de Inconstitucionalidade. . 11 6. perante o STF.A Ação Civil Pública não pode substituir a ADIN OU ADECON. a .Partido Político com representante no Congresso Nacional. I. CF) .2 .ADECON ( art.102.36.Legitimação Ativa .Conselho Federal da OAB .Atos Normativos Impugnados .1 .Mesa do Senado Federal . 2º da Lei nº 9868/99) .CF e art 102.STF 6. 103.Tipos .. CF ) . entidades de classe.2. 102.Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (Art. § 1°.ADIN (art.Procurador-Geral da República . 2º da Lei nº/99) . § 2º) . 102. a.Atos normativos federais e estaduais . Confederação Sindical e Mesa de Assembléia Legislativa devem demonstrar pertinência temática.Presidência da República . CF) .Mesa da Assembléia Legislativa e da Câmara Legislativa do DF (Art.Entidade de classe de âmbito nacional (presente em 9 Estados) . .Permite-se a impetração de Mandado de Segurança por Deputado ou Senador contra Mesa ou Presidente de Casa ou Parlamento para defender direito líquido e certo de não participar de processo legislativo que agrida norma constante da Constituição Federal.Tipos de atos normativos impugnáveis èEC èLeis Delegadas èLeis Complementares èLeis Ordinárias èMedidas Provisórias èDecretos Legislativos èResolução da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.2.6 – Controle Difuso durante o Processo Legislativo 10 .Confederação sindical (categoria profissional ou econômica) .1 – Competência .2 .Governador. Houve o chamado silêncio eloqüente do legislador. CONTROLE CONCENTRADO BRASILEIRO 6.Governador do Estado e do Distrito Federal (Art.Mesa da Câmara dos Deputados . § 2º. . .ADIN por omissão (art.concreto.2. III. 6. 5.

Deferimento parcial : .A lei nº 9868/99 (art 28. por meio de decreto legislativo. CF). . A questão é de ilegalidade e não de inconstitucionalidade.Em regra ex tunc. . 6.2. .7 – Advogado-Geral da União . São atacáveis pelos recursos previstos na legislação processual.5 – Tipos de decisão . 12 . por meio de decreto executivo. 6. 6. . 6.O STF atua como Legislador negativo. mesmo o estadual.Com redução de texto è O STF reduz o texto.A Constituições Estaduais pode criar ADINs que avaliem a inconstitucionalidade de leis estaduais e municipais frente às próprias Constituições Estaduais.É ouvida em todas as ADINs 6.não são impugnáveis por ADIN. e publicado pelo Presidente da República (art. èSenteças normativas trabalhistas . 84. 6.ADIN Federal de lei estadual paralisa a ADIN Estadual similar..9 – ADIN Estadual .2.2.Sempre erga omnes.ADIN Federal prevalece sobre ADIN Estadual. podendo o STF excepcionalmente por razões de interesse social ou segurança jurídica fixar o prazo a partir do qual a lei deverá ser tida como inconstitucional.Sem redução de textoè O STF não reduz o texto. mas dá à norma uma interpretação conforme à Constituição. . èDecisão Normativa do TCU 6.10 – Normas de reprodução .2.§ único) estabeleceu que a ADIN tem efeito vinculante para todos os órgãos do Poder Judiciário e do Poder Executivo (não há previsão constitucional deste sentido). extirpando parte do texto legal do mundo jurídico.Não cabe reclamação contra ajuizamento de ADIN Estadual que busque atacar lei estadual frente à norma de Constituição Estadual similar à norma de Constituição Federal. è Decretos Regulamentares – não são impugnáveis por ADIN. podem ser atacados por ADIN.Indeferimento do pedido – STF julga improcedente a ação. VIII. I).è Tratados – referendados pelo Congresso Nacional (art 49.2. 13 . . .8 – Procuradoria-Geral da República .2.Defende o ato normativo atacado.4 – Efeitos . julgando procedente a ação e extirpando a norma do mundo jurídico.Deferimento do pedido .Só cabe em relação à parte que ingressou com a ADIN. è Decretos Autônomos – Se editados.2.Meio processual para manter íntegras as decisões do STF.6 – Reclamação .

..Não é controle abstrato...Depende de Provimento do STF à representação interventiva impetrada pelo Porcurador–Geral da República.existência de julgados contraditórios – controvérsia judicial relevante. em regra.... 35. exceto para: .4.. .Legitimidade – Procuradoria-Geral da República. VII – assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana. CF) ... Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 14 .6. 6.Cabe medida cautelar..... compreendida a proveniente de transferências.Pode impugnar ato normativo e ato material violadores de princípio sensível..... sistema representativo e regime democrático..... 6..Excepcionalmente a medida cautelar pode ter efeito ex tunc. c) autonomia municipal.CF.Não é ouvida a Advocacia-Geral da União.Órgão Administrativo – prazo de 30 dias para a adoção das providências necessárias............ VII: A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. 34..Princípios Sensíveis: Art .. b) direitos da pessoa humana.... 6.Há também a hipótese de representação interventiva impetrada perante o Tribunal de Justiça como requisito para a intervenção de Estado em Município (art..... ....2.... .Poder Legislativo ..00 .. Não tem efeitos constitutivos. porque exige a edição de decreto presidencial para o aperfeiçoamento da intervenção.. Representação Interventiva .. Tem efeitos declaratórios.Finalidade Afastar insegurança jurídica .Pode haver hipótese de Omissão Parcial Ex: Salário Mínimo = R$ 151.Ciência da mora. ..3. .Não cabe liminar. ..5 ADECON – Ação Declaratória de Constitucionalidade . e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. VI. na manutenção e desenvolvimento do ensino..... .. CF) . d) prestação de contas da administração direta e indireta. ex nunc. VIII.11 – Medidas Cautelares .. .. ..Precede à intervenção federal nos Estados motivada por violação de princípio sensível ( art.. com efeito erga omnes e. por deliberação do Plenário.... ..Cabe quando houver mora para tomar medida que torne efetiva norma constitucional.É processo interpartes – União x Estado .34..

I . 1º da Lei n° 9.882/99). CF) .O Poder Legislativo não é atingido pelo efeito vinculante. . 6.5.5. Competência . § 1°.Procuradoria-Geral da República atua como fiscal da lei. Legitimidade Ativa (art 103.882/99) 6. Parágrafo único. estaduais ou municipais. .5.Atos materiais do Poder Público federal.882/99) .da Lei nº 9.882/99).4. erga omnes e efeito vinculante sobre Poder Executivo.Atos normativos federais 6. – Procedimento .6. 2 º. 6.STF 6.882/99). I da Lei nº 9. – Procedimento .6. estadual ou municipal.Mesa da Câmara dos Deputados .5.6. Parágrafo único. da Lei nº 9. Medidas Cautelares . Poder Judiciário com exceção do STF. Legitimidade Ativa (art 103.5. Competência .Não há sanção para juizes que descumpram decisões tomadas em ADECON.Em regra.5.6. incluídos os anteriores à Constituição (Art.4. 6.Finalidade .2.6 Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (art.5. 6.os legitimados para propor ADIN (art. 6.AGU não atua . 102. 5º.Cabe medida cautelar em ADECON para suspender os processos judiciais que estejam questionando a constitucionalidade de ato normativo objeto de ADECON.2.882/99).5.6. Parágrafo único . CF) -Procuradoria-Geral da República -Mesa do Senado Federal . incluídos os anteriores à Constituição (Art. ex tunc. – Efeitos . 15 .1.6. § 4º. CF) .1.3 – Atos normativos alcançados . da Lei nº 9. § 4º.AGU pode atuar a pedido do Relator (art. estadual e municipal . I . A Lei nº 9868/99 estende ao STF o efeito vinculante. 1º .afastar insegurança jurídica decorrente de controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal.STF 6. – Efeitos .Presidência da República 6.Evitar ou reparar lesão a preceito fundamental.Atos normativos federais. § 2º da Lei nº 9.3 – Atos alcançados .Ministério Público atua como fiscal da lei (art. 7º. ou .6. resultante de ato do poder público (art.Cabe reclamação nesta hipótese por qualquer pessoa prejudicada por decisão judicial que contrarie a posição do STF em ADECON. 1º . 6.

6. Função: .1. da Lei nº 9. menor longevidade. interpretação mais ampla.Colisão entre princípiosèHarmonização 2. apresenta um nível variável de coercitividade. I.Julgada a ação.6 Liminar .882/99). Ex.Normas Programáticas Quanto ao destinatário – Legislador e Poder Executivo 18 .16 . da Lei nº 9.Colisão entre normasèDerrogação 3. Normas . § 1º.Toda norma jurídica constitucional tem imperatividade.Atos materiais . CATEGORIAS DE NORMAS CONSTITUCIONAIS 3.2.882/99).Atos normativos . maior densidade semântica. 5º. § 3º da Lei nº 98828/99 ). § 3°.1. menor densidade semântica. 13 da Lei nº 9. .Orientação ao Legislador . Programáticas e Preceptivas Classificação de Caetano Azzariti. IMPERATIVIDADE .Cabe reclamação nesta hipótese por qualquer pessoa prejudicada por decisão judicial que contrarie a posição do STF neste tipo de ação (art. 10. far-se-á comunicação às autoridades ou órgãos responsáveis pela prática dos atos questionados.882/99).6.Erga omnes e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público (art.: Não matar. 17 CAPÍTULO III AS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. fixando-se as condições e o modo de interpretação e aplicação do preceito fundamental (art.Cabe liminar para suspender os processos judiciais e os efeitos de decisões judiciais não transitadas em julgado que apresentem relação com a matéria objeto da argüição de preceito fundamental (art.1.: Indústria que se instala na Zona Franca => ganha isenção tributária. CF) a) Proibitivas – Proíbem determinada conduta Ex.Critério para aferir constitucionalidade .: Viúva que quer se casar 10 meses após a morte do companheiro => regime de separação judicial Ex. 10.: Alistamento obrigatório para eleitor maior de 18 anos (art 14.Dispositivas: deixam ao cidadão a opção. Princípios – Menor concreção. ou seja. 1.. PRINCÍPIOS E NORMAS 2. 2.Maior concreção. . Ex. § 3º. . Classificação das normas jurídicas de acordo com a imperatividade: Cogentes: a) Preceptivas – Obrigam dada conduta. . .

5º. mas exigindo ou pelo menos tolerando regulamentação pelo legislador ordinário. Chamadas também de normas de eficácia restringível (Maria Helena Diniz). 19 Ex. CF – o prazo de validade do concurso será de 2 anos. diferida. 5º. 205 => A educação é direito de todos. 5º. Eficácia Limitadaè Não produz nenhum efeito e não é aplicável antes de regulamentada.Zelar pela guarda da Constituição Federal. (se não houver lei.2. XXXIV. União. XIII: É livre o exercício de qualquer trabalho ofício ou profissão .Direito de Petição Art 37. Eficácia Contida è De aplicação imediata. XV Direito de locomoção livre no território nacional nos termos da lei.Artigo 37. limitada . Municípios e DF: I . Exemplos de normas programáticas: Art. IX => Compete a União elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e Social. . comunicações telegráficas. Art. § 3º : Cobrança de juros acima de 12% a. é livre) Art. XII: Sigilo das correspondências. Lei determina sua punição como crime de usura. prorrogável uma vez por igual período. Eficácia Plena. 22. o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. Art. 23 => Competência comum. Art. § único: Lei complementar poderá autorizar os Estados a Legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.Classificação de José Afonso da Silva Eficácia Plenaè Apta para produzir efeitos e não admite regulamentação pelo legislador ordinário. Ex: Art. Chamadas também de normas de eficácia relativa dependente de complementação legislativa (Maria Helena Diniz). 192. Art.Normas Preceptivas Quanto ao destinatário – Cidadão e juiz Quanto à natureza – Concretas. "a" . CF. . III. Estados.a. aptas para produzir todos os efeitos Quanto ao objeto – Relações privadas Exemplos de normas preceptivas: . os Estados. de dados e comunicações telefônicas. 211 => A União. por ordem judicial. 3.Quanto à natureza – Alto teor de abstração e imperfeição Quanto ao objeto – Comportamento do Estado. 170 => A Ordem Econômica tem por fim assegurar uma existência digna. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Art. Art. 21. Ex. II – Cuidar da saúde e assistência pública III – Proteger o meio ambiente. . Art. Art. salvo no último caso. 41 – São estáveis após 3 anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de Concurso Público.

INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL . 4. Admite fatores extrajurídicos. Processo aberto de argumentação. Métodos de interpretação 4.A Constituição é nome de nível superior. 4.nas hipóteses e condições que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Método Normativo .. .1.. designadas como faixa de fronteira.3. . .4.. Método Hermenêutico-Concretizador – Konrad Hesse. . .Define o círculo hermenêutico: Pré-compreensão => Texto (norma) => Contexto (fato) => compreensão.Cria-se uma norma concreta para cada problema concreto a partir da utilização do círculo hermenêutico. As leis é que devem ser interpretadas a partir da Constituição.3. .4. que deve ser complementada pela comunidade de intérpretes de Constituição.. Não-Interpretativismo – A interpretação é tarefa de densificação e de concretização de norma constitucional e não só de revelação da vontade do legislador constituinte. ao longo das fronteiras terrestres. Método Científico – Espiritual .2.. Discute-se o problema ao invés do sistema. Interpretativismo x Não Interpretativismo Interpretativismo – a interpretação da constituição é a descoberta da vontade do legislador. 4. § único: A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. 4. 4. .Judiciária – elaborada pelos juizes. Método Tópico-retórico (Viewheg e Perelman) .4. Art. Tipos de interpretação: -Autêntica – elaborado pelo legislador..5.1.A Constituição Federal não deve ser interpretada a partir de leis.Interpretação a partir do todo. 20. 4. 4.Estruturante – Canotilho Interpretação => Investigação (Programa normativo) (Domínio normativo) Norma => Fato 4.Interpretação jurídica e política.2. .Quando a Constituição Federal fixa os fins pressupõe o estabelecimento dos meios necessários para atingi-los.. é considerada fundamental para defesa do território nacional.Quem pretende os fins autoriza os meios.4..4. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. Método de interpretação conforme a Constituição.Rudolf Smend .4. A Constituição Federal é uma pauta aberta. 20 4. tradições e valores. Smend entende a Constituição Federal inserida num contexto de língua.4. Doutrina dos Poderes Implícitos -Juiz Marshall ( caso McCulloch vs Maryland). -Doutrinária – elaborada pela doutrina.A Constituição Federal é fragmentária e indeterminada.

ou seja.Magna Carta . 4. c) Máxima efetividade 21 Interpretação que dá a maior eficácia à norma. b) Efeito integrador Dá destaque ao reforço da unidade política e à integração política e social.5.1776 d – Declaração de Direitos do Povo Americano .Direitos – Disposições declaratórias Ex: Art.Proporcionalidade em sentido estrito è Verifica a relação entre meios e fins. . ..1215 b – Bill of Rights . 1948 i – Convenção Americana sobre Direitos Humanos ( Pacto de San José de Costa Rica) .1919 h – Declaração Universal dos direitos do homem .1969 3. .1791 e – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão – 1789 . IV. f) Princípio da proporcionalidade Estabelece critérios para julgar a constitucionalidade de norma. d) Harmonização O choque de valores e princípios não deve acarretar a anulação de qualquer um deles.ONU. Afere basicamente a relação de meios e fins. Princípios de Interpretação Constitucional a) Unidade da Constituição Federal A Constituição Federal é sistema e não conjunto de normas isoladas. I. III. por meio dos seguintes análises: -PertinênciaèVerifica se a norma atinge o fim -Necessidade è Verifica se há outros caminhos que exijam menor sacrifício.Inglaterra c – Declaração de Direitos do Bom Povo da Virgínia . Precedentes Históricos a. e) Força normativa Dá às normas eficácia. capacidade de gerar efeitos concretos.1918. 5º. .O STF busca a interpretação que permite derivar a constitucionalidade da norma. 22 CAPÍTULO IV DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 1. . Direitos e Garantias .França f – Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado .União Soviéticag – Declaração dos Direitos e Deveres dos Alemães .1688 . Espécies -Direitos individuais -Direitos coletivos -Direitos sociais -Direitos à nacionalidade -Direitos políticos 2. Deve ocorrer uma redução proporcional do âmbito de alcance de cada princípio ou valor.

chamada de relação de compatibilidade vertical. pessoa jurídica. são todas as regras formalmente constitucionais = estão inseridas no texto constitucional.Garantias Institucionais: proteção a instituições como a maternidade. é o conjunto de regras de matéria de natureza constitucional. é o texto votado pela Assembléia Constituinte.. liberdade de imprensa e funcionalismo público. 23 Pessoa física e .quando couber. . DIREITO CONSTITUCIONAL Professora: Fernanda Marinela de Sousa Santos CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO Constituição: é a organização jurídica fundamental de um Estado Estrutura escalonada ou hierarquizada: a pirâmide representa a hierarquia das normas dentro do ordenamento jurídico . as relacionadas ao poder. O conceito de Constituição material transcende o conceito de Constituição formal. Estrangeiros residentes e domiciliados no Brasil (art. Abrange relações públicas e privadas. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1) Quanto ao conteúdo: a) Constituição formal: regras formalmente constitucionais. 5º. Regras de matéria constitucional são as regras que dizem respeito ao poder. b) Constituição material: regras materialmente constitucionais. Destinatários de Proteção. 4. caput).Garantias –Disposições assecuratórias Ex. a família.esta estrutura exige que o ato inferior guarde hierarquia com o ato hierarquicamente superior e. com a Constituição. isto é. 5º. portanto. sob pena de ser ilegal e inconstitucional . quer esteja no texto constitucional ou fora dele. ela é ao mesmo tempo. XXXIV.:Art. XXXIII. são as que cuidam da organização do Estado e dos poderes constituídos. menor que a formal e mais que esta = nem todas as normas do texto são constituição material e há normas fora do texto que são materialmente constitucionais. modo . todos eles.

Magna Carta . A Inglaterra tem uma constituição não escrita.: Constituição de 1891. em parte escrita. . (Democracia = 4) . As constituições dogmáticas podem ser: ortodoxa (quando segue uma só linha de raciocínio. não é denominação correta. na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. a Constituição não escrita é. A ciência política recomenda que as constituições sejam sintéticas e não expansivas como é a brasileira. sendo que a Grã Bretanha é formada pela Inglaterra. “democráticas”. temos dispositivos completamente antagônicos em razão da divergência que existiam entre os parlamentares. na monarquia) ou por uma Assembléia Constituinte (será promulgada. Quanto à forma: a) Escrita: pode ser: sintética (Constituição dos Estados Unidos) e analítica (expansiva. ex. É a que consagra certos dogmas da ciência política e do Direito dominantes no momento. nos sistemas representativos. elementos sócioideológicos. 1934. O simples fato de ser promulgada não significa que seja democrática. etc.é uma dogmática que mistura tudo).datada de 1215) A escrita é sempre dogmática. as garantias e direitos fundamentais. já que cada um visava os seus próprios interesses. a Constituição do Brasil). Portanto. Presidencialismo e Parlamentarismo). Como exemplo de Constituição não escrita e histórica temos a Constituição do Estado chamado Reino Unido da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte. mas se baseie principalmente nos costumes. consolidado. tendo como característica diferenciadora que os seus textos escritos não estão reunidos. elaborado reflexivamente por um órgão constituinte = é escrita. são textos esparsos e se eternizam no tempo. Nem todas as regras que estão na Constituição são regras materialmente constitucionais. Esta consolidação pode ser elaborada por uma pessoa (será outorgada. do lento evoluir das tradições. Quanto a sua origem ou processo de positivação: a) Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção. eleitos para o fim de as elaborar. 1988. são votadas. Pelo simples fato de estarem na Constituição elas são formalmente constitucional. é como se fosse uma lei na constituição. não é codificado. Ex. Irlanda e Escócia. dos fatos sócio-políticos. tem um único pensamento) e eclética (não há um fio condutor. apesar de ter normas materialmente constitucionais que são escritas. 3) b) Histórica: é sempre não escrita e resultante de lenta formação histórica. A expressão democrática não deve ser utilizada como sinônimo de Constituição promulgada.de aquisição e exercício do poder. 1946. É um texto único. denominados Atos do Parlamento (ex. 2) b) Não escrita: é a constituição cuja as normas não constam de um documento único e solene. Também chamada de populares. A não escrita é sempre histórica. originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo. As regras formalmente constitucionais são chamadas por alguns autores de lei constitucional. ex. Quanto ao modo de elaboração: a) Dogmática: é Constituição sistematizada em um texto único. que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado.

vontade da maioria, consenso). A constituição outorgada também pode ser democrática, se a maioria concordar com ela. b) Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Próxima a esta modalidade de constituição encontramos também uma referência histórica, a chamada Constituição Cesarista ou mistificada = não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador, ex. plebiscitos napoleônicos ou por um ditador, ex. plebiscito de Pinochet, no Chile. A participação popular, nesses casos, não é democrática, pois visa somente ratificar a vontade do detentor do poder, sendo assim pode ser considerado um tipo de outorga (são impostas e ratificada pelo povo por meio de plebiscito para dar aparência de legítima). c) Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. OBS: A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas. Portanto, não é mais sinônimo de constituição.
5)

Quanto à estabilidade ou mutabilidade:

a) Imutável: constituições onde se veda qualquer alteração, constituindo-se relíquias históricas – imutabilidade absoluta. b) Rígida: permite que a constituição seja mudada mas, depende de um procedimento solene que é o de Emenda Constitucional que exige 3/5 dos membros do Congresso Nacional para que seja aprovada. A rigidez é caracterizada por um processo de aprovação mais formal e solene do que o processo de aprovação de lei ordinária, que exige a maioria simples. c) Flexível: o procedimento de modificação não tem qualquer diferença do procedimento comum de lei ordinária Alguns autores a denominam de Constituição Plástica, o que é arriscado porque pode ter diversos significados. Ex.: as constituições não escritas, na sua parte escrita elas são flexíveis d) Semi-rígida: aquela em que o processo de modificação só é rígido na parte materialmente constitucional e flexível na parte formalmente constitucional. A estabilidade das constituições não deve ser absoluta, não pode significar imutabilidade. Deve-se assegurar certa estabilidade constitucional, certa permanência e durabilidade das instituições, mas sem prejuízo da constante, tanto quanto possível, perfeita adaptação das constituições às exigências do progresso, da evolução e do bemestar social.
6)

Quanto à sua função (função que a Constituição desenvolve no Estado):

As três categorias não são excludentes, uma Constituição pode ser enquadrada em mais de uma delas, salvo a balanço e a dirigente que se excluem. a) Garantia: tem a concepção clássica de Constituição, reestrutura o Estado e estabelece as garantias dos indivíduos, isto é, estabelece limitações ao poder b) Balanço: foi bem definida por F. Lassale na antiga URSS. A constituição é um reflexo da realidade, devendo representar o “Balanço” da evolução do Estado, o reflexo das forças sociais que estruturam o Poder (é o chamado conceito sociológico dado por Lassale). “CF DO SER”. Seu conteúdo se contrapõe à dirigente. Nesta base foi criada a constituição soviética o que se projetou para os Estados que seguiam a sua concepção. Para eles a constituição tinha que mostrar a realidade social, como se fosse uma fotografia = mostrar como é, portanto, a constituição do SER. EX.: A UNRSS teve três constituições, descrevendo três fases diferentes do Estado. A primeira em 1924 que a constituição do proletariado, a segunda em 1936 chamada dos operários e a última em 1971 que foi a constituição do povo. A cada constituição era feito um novo balanço da evolução do Estado = tirada uma nova fotografia da situação atual. Estas considerações tem somente efeito histórico, porque a própria URSS não existe mais. c) Dirigente: A constituição não apenas organiza o poder como também preordena a atuação governamental por meio de programas vinculantes. “CF DO DEVER SER” Esta constituição diz como deve ser as coisas e não como realmente é. Numa constituição dirigente há duas diretrizes políticas para que seja possível organizar o Estado e preordenar a atuação governamental, que são: permanente (são as que constam da própria constituição) e contingente (são os Estatutos partidários) Nos Estados desenvolvidos segue-se o Estatuto partidário como regras de atuação do poder, sempre obedecendo as normas da constituição que diretrizes permanentes. Os estatutos de qualquer dos partidos, cada um a seu modo devem obedecer sempre a constituição. Nos países em que temos dois grandes partidos a escolha das metas de governo é feita pelo eleitorado e efetivamente tem grande importância, já que os partidos tem planos de governo preestabelecidos - eles tem um estatuto partidário a ser seguido. Para nós os partidos não passam de legendas, os nossos estatutos não são aplicados não tendo a sua real importância - aqui é uma bagunça só, cada um faz o que quer. Quanto à relação entre as normas constitucionais e a realidade política (positividade – real aplicação ): a) normativa: a dinâmica do poder se submete efetivamente à regulamentação normativa. Nesta modalidade a constituição é obedecida na íntegra, como ocorre com a constituição americana;
7)

b) nominalista: esta modalidade fica entre a constituição normativa que é seguida na íntegra e a semântica que não passa de mero disfarce de um estado autoritário. Esta constituição aparece quando um Estado passa de um Estado autoritário para um Estado de direito, é o caso da nossa constituição de 1988. A Constituição de 1988 nasceu normativa, havia uma expectativa de que passássemos da constituição nominalista para uma constituição normativa. Na realidade isto não está ocorrendo, pelo contrário, a classe política, em especial, vem descumprindo absurdamente a constituição.

c) semântica: mero disfarce de um Estado autoritário. * CF brasileira é: escrita, analítica, dogmática, eclética, promulgada, rígida, garantia, dirigente e nominalista

ESTRUTURA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO Elementos da constituição: 1) Elementos orgânicos ou organizacionais: organizam o estado e os poderes constituídos. 2) Elementos limitativos – limitam o poder – direitos e garantias fundamentais. 3) Elementos sócio-ideológicos - princípios da ordem econômica e social 4) Elementos de estabilização constitucional – supremacia da CF (controle de constitucionalidade) e solução de conflitos constitucionais 5) Elementos formais de aplicabilidade – são regras que dizem respeito a aplicabilidade de outras regras (ex. preâmbulo, disposições transitórias)

DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS a) princípios relativos à existência, forma, estrutura e tipo do Estado: República Federativa do Brasil, soberania e Estado Democrático de Direito – art. 1º, caput, inc. I. b) princípios relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e independência e harmonia dos poderes – arts. 1º e 2º. c) princípios relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social, da convivência justa e da solidariedade, e princípio da valorização social do trabalho e da livre iniciativa – arts. 1º, IV e 3º, I. d) princípios relativos ao regime político: princípio da cidadania, da dignidade da pessoa humana, do pluralismo político, da soberania popular, da representação política e da participação direta – art. 1º, inc. I, II, III e V, e seu pú. e) princípios relativos à prestação positiva do Estado: princípio da independência e do desenvolvimento social, da justiça social e da não discriminação – art. 3º, II,III,IV. f) princípios relativos à comunidade internacional: princípio da independência nacional, do respeito aos direitos humanos, da autodeterminação dos povos, da não intervenção, da igualdade entre os Estados, da defesa da paz, da solução pacífica dos conflitos, do repúdio ao terrorismo e ao racismo, da cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, da concessão de asilo político e da integração política.

de modo centralizado ou descentralizado. Neste caso. do qual emanam todos os comandos normativos e no qual se concentram todo as as competências constitucionais. Pode ser: a) Estado unitário: quando existir um único centro dotado de capacidade legislativa. fazendo leis. o que impede a retirada de competências por ato voluntário de poder central. que passam a gozar de autonomias próprias. surge a forma republicada. fonte primária de poder. administrativa e política. por si. II) forma de governo: define o modo de organização política e de regência do corpo estatal. da densidade . sem representar o povo através de mandato. permitindo identificar as comunidades políticas em cujo âmbito de validade o exercício do poder ocorre. Estado federado não significa necessariamente Estado descentralizado. ocorre a forma unitária de Estado.indireta (representativa): o povo.direta: aquele em que o povo exerce. que chefia o Gabinete. temos: a) regime democrático . não podendo dirigir os negócios do Estado diretamente em face da extensão territorial.a Democracia pode ser: .SISTEMAS POLÍTICOS São revelados através de 4 critérios: I) forma de Estado: considera os modos pelos quais se estrutura a sociedade estatal. . surge a forma monárquica de governo. as autonomias regionais não são fruto de delegação voluntária de um centro único de poder. b) monarquia: quando o poder é exercido por quem o detém naturalmente. ou seja. Pode ser: a) republica: quando o poder for exercido pelo povo. surge a forma federativa. b) Estado federal: quando as capacidades políticas. A participação do povo no processo decisório e a capacidade dos governados de influenciar a gestão dos negócios estatais comportam gradação variável em função do regime adotado. legislativas e administrativas são atribuídas constitucionalmente a entes regionais. III) regime de governo: refere-se ao modo pelo qual se relacionam os Poderes Executivo e Legislativo. os poderes governamentais. através de mandatários eleitos temporariamente. Dentro deste critério. mas se originam na própria Constituição. administrando e julgando. Parte da atividade do Executivo é deslocada para o Legislativo] b) presidencialismo: o Presidente concentra as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Governo. IV) regime político: refere-se à acessibilidade do povo e dos governantes ao processo de formação da vontade estatal. o modo pelo qual se exerce o poder. Pode ser: a) parlamentarismo: a função de Chefe de Estado é exercida pelo Presidente ou pelo Monarca e a de Chefe de Governo pelo Primeiro Ministro.

DA CONSTITUIÇÃO 1)Conceito: considerada sua lei fundamental.Direito Constitucional Comparado: é o estudo teórico das normas jurídico-constitucionais positivas (não necessariamente vigentes) de vários Estados. de um Estado determinado. tem por Objeto a constituição política do Estado. a conduta humana motivada das relações sociais.Direito Constitucional Positivo ou Particular: é o que tem por objeto o estudo dos princípios e normas de uma constituição concreta. A constituição é algo que tem. não podendo ser . os direitos fundamentais do homem e as respectivas garantias. promovendo o bem de todos e erradicando a pobreza. • regime político: democrático. como causa criadora e recriadora. sistematização e crítica das normas jurídico-constitucionais desse Estado. a organização dos seus elementos essenciais: um sistema de normas jurídicas. como forma. seria. cabendo a ele o estudo sistemático das normas que integram a constituição. Sistema brasileiro: • forma de estado: Estado Federal. • regime de governo: Presidencialista. que visa generalizar os princípios teóricos do Direito Constitucional particular e. finalmente. a realização dos valores que apontam para o existir da comunidade. que regula a forma do Estado. é uma ciência. . preocupando-se em destacar as singularidades e os contrastes entre eles ou entre grupo deles.- demográfica e da complexidade dos problemas sociais. . • forma de governo: Republicano.Direito Constitucional Geral: delineia uma série de princípios. e. de conceitos e de instituições que se acham em vários direitos positivos ou em grupos deles para clasificá-los e sistematizá-los numa visão unitária.DO DIREITO CONSTITUCIONAL E DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL Direito Constitucional é o ramo do Direito Público que expõe. DIREITO CONSTITUCIONAL (José Afonso da Silva) 1ª Parte I . outorga as funções de governo aos seus representantes. b) não democrático: subdividido em totalitário. um complexo de normas. então. é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. como fim. que são eleitos periodicamente semi-direta: é a democracia representativa. compreende a interpretação . ao mesmo tempo. escritas ou costumeiras. noe seus legados históricos e sua conexão com a realidade sócio-cultural. ditatorial e autoritário. configuradas na constituição vigente. o poder que emana do povo. como conteúdo. participativa (caminha para democracia semi-direta) e pluralista (pluralismo político). o modo de aquisição e o exercício do poder. o estabelecimento de sus órgãos. Nosso modelo é de uma Democracia Social (promover justiça social. com alguns institutos de participação direta do povo nas funções do governo. em síntese. os limites de sua ação. a forma de seu governo. constatar pontos de contato e independência do Direito Constitucional Positivo dos vários Estados que adotam formas semelhantes do Governo. interpreta e sistematiza os princípios e normas fundamentais do Estado. é a ciência positiva das constituições. com diminuição das desigualdades). O conteúdo científico do Direito Constitucional abrange à seguintes disciplinas: .

concede ao povo. quando codificada e sistematizada num texto único. que regulam a estrutura do Estado. Constituição dogmática é a elaborada por um órgão constituinte. com regime político. A constituição escrita é considerada. assim. 1937. Não escrita. diferentes e mais difíceis que os de formação das leis ordinárias ou complementares. assegurar os direitos e garantias dos indivíduos. 4) Conteúdo: é variável no espaço e no tempo. Rígida é a somente alterável mediante processos. bem como os fundamentos dos direitos econômicos. Outorgadas são as elaboradas e estabelecidas sem a participação do povo. Flexível é a que pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo processo de elaboração das leis ordinárias. revela em sua estrutura normativa as seguintes categorias: a) elementos orgânicos: que se contêm nas normas que regulam a estrutura do Estado e do poder. 5) Elementos: por sua generalidade. sociais e culturais. eleitos para o fim de eleborar e estabelecer a mesma. São populares as que se originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo. do Estado e das instituições democráticas. seu modo de exercício e limites de atuação e os direitos fundamentais. (Cfs 1824. b) limitativos: que se manifestam nas normas que consubstanciam o elenco dos direitos e garantias fundamentais. a organização dos poderes constituídos. Ex. baseando-se nos costumes. a organização de seus órgãos. designa as normas escritas ou costumeiras. o preâmbulo. é a que cujas normas não constam de um documento único e solene. Semi-rígida é a que contém uma parte rígida e uma flexível. c) sócio-ideológicos: consubstanciados nas normas sócio-ideológicas. 1934. que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado. e sistematiza os dogmas ou idéias fundamentais da teoria política e do Direito dominantes no momento. do lento evoluir das tradições. limitam a ação dos poderes estatais e dão a tônica do Estado de Direito (individuais e suas garantias. o modo de quisição do poder e a forma de seu exercício. a um documento solenemente estabelecido pelo poder constituinte e somente modificável por processos e formalidades especiais nela própria estabelecidos. solenidades e exigências formais especiais. fixar o regime político e disciplinar os fins sócio-econômicos do Estado. d) de estabilização constitucional: consagrados nas normas destinadas a assegurar a solução dos conflitos constitucionais. e) formais de aplicabilidade: são os que se acham consubstanciados nas normas que estatuem regras de aplicação das constituições. 2)Classificação das Constituições: quanto ao conteúdo: materiais e formas. jurídicas. Histórica ou costumeira: é a resultante de lenta formação histórica.compreendida e interpretada. SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO . encerrando todas as normas tidas como fundamentais sobre a estrutura do Estado. 3) Objeto: estabelecer a estrutura do Estado. A constituição formal é o peculiar modo de existir do Estado. quanto à estabilidade: rígidas. integrando a multiplicidade no “uno”das instituições econômicas. 1967 e 1969). políticas e sociais na unidade múltipla da lei fundamental do Estado. dos fatos sócio-políticos. identifica-se com a organização total do Estado. A constituição material em sentido amplo. 1946 e 1988). quanto à origem: populares (democráticas) ou outorgadas. as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. impõe. se não tiver em mente essa estrutura. a defesa da constituição. de nacionalidade. (Cfs de 1891. quanto à forma: escritas e não escritas. assim. como é tudo aquilo que integra um conjunto de valores. na jurisprudência e em convenções e em textos constitucionais esparsos. outorga. flexíveis e semi-rígidas. sob forma escrita. aquelas que o governante por si ou por interposta pessoa ou instituição. o organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. constituição inglesa. elaborado por um órgão constituinte. limites de sua atuação. reduzido. quanto ao modo de elaboração: dogmáticas e históricas. considerada como conexão de sentido. políticos). em sentido estrito. o dispositivo que contém as claúsulas de promulgação e as disposições transitórias. que revelam a caráter de compromisso das constituições modernas entre o Estado individualista e o social intervencionista. inseridas ou não num documento escrito.

temos a inconstitucionalidade por ação ou omissão. que busca a simples verificação da existência ou do vício alegado. pois omitir a aplicação das normas.6) Rigidez e supremacia constitucional: A rigidez decorre da maior dificuldade para sua modificação do que as demais. colocando-a no vértice do sistema jurídico.Controle político: entrega a verificação de inconstitucionalidade a órgãos de natureza política. a sentença é declaratória. 9) Sistema de controle de constitucionalidade: se estabelece. tecnicamente. como na maioria que possui controle difuso. também constitui conduta inconstitucional.Qual a eficácia da sentença que decide a inconstitucionalidade na via de exceção: se resolve pelos princípios processuais. Misto: realiza-se quando a constituição submete certas categorias de lei ao controle político e outras ao controle jurisdicional. . não anula a lei nem a revoga.Por omissão: verifica-se nos casos em que não sejam praticados atos requeridos pata tornar plenamente aplicáveis normas constitucionais. combinando os critérios difuso e concentrado. (art. no que tange ao caso concreto. quando a Constituição determina. faz coisa julgada somente no caso e entre as partes. sendo que todas as normas que integram a ordenação jurídica nacional só serão válidas se se conformarem com as normas constitucionais federais. 7) Supremacia da Constituição Federal: por ser rígida. seu fundamento resulta da compatibilidade vertical das normas (as inferiores só valem se compatíveis com as superiores). portanto. suas atribuições nos termos dela. 52. 97) 12) Efeitos da declaração de inconstitucionalidade: depende da solução sobre a natureza do ato inconstitucional: se é inexistente. perdurando até a vigente. pressuposto para a propositura de uma ação de inconstitucionalidade por omissão. Jurisdicional: é a faculdade qua as constituições outorga ao Judiciário de declarar a insconstitucionalidade de lei ou outros atos de Poder Público. na via indireta. distinções a seguir: . a argüição de insconstitucionalidade é questão prejudicial e gera um procedimento incidenter tantum. apresentando sua defesa num caso concreto). A declaração de insconstitucionalidade. importa suprimir a eficácia e aplicabilidade da lei ou ato. a declaração . eficaz e aplicável. A declaração na via direta tem efeito diverso. temos o exercício do controle por via de exceção e por ação direta de insconstitucionalidade e ainda a ação declaratória de constitucionalidade. rigorosamente seguido no sistema brasileiro. a ação direta de inconstitucionalidade compreende três modalidades: Interventiva. genérica e a supridora de omissão. 11) Sistema brasileiro de controle de constitucionalidade: é jurisdicional introduzido com a Constituição de 1891. exige mais. dela emana o princípio da supremacia da constituição. o controle é jurisdicional. . caracteriza-se como inconstitucional. 10) Critérios e modos de exercício do controle jurisdicional: são conhecidos dois critérios de controle: Controle difuso: verifica-se quando se reconhece o seu exercício a todos os componentes do Judiciário. acolhendo o controle difuso por via de exceção ( cabe ao demandado argüir a inconstitucionalidade. para defender a supremacia constitucional contra as inconstitucionalidades. controle concentrado: se só for deferido ao tribunal de cúpula do Judiciário. teoricamente a lei continua em vigor. essa incompatibilidade é que se chama de inconstitucionalidades da lei ou dos atos do Poder Público. nulo ou anulável. exerce. A constituição mantém a regra segundo a qual somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a insconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. até que o Senado Federal suspenda sua executoriedade (art. X). este de competência do STF. em vista da atual constituição. não realizado um direito por omissão do legislador. toda autoridade só nela encontra fundamento e só ela confere poderes e competências governamentais. sendo reconhecida as seguintes formas de inconsitucionalidade: .Por ação: ocorre com a produção de atos legislativos ou administrativos que contrariem normas ou princípios da constituição. subordina-se ao princípio geral de que não há juízo sem autor. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 8) Inconstitucionalidade: as conformidades com os ditames constitucionais não se satisfaz apenas com a atuação positiva.

. ao estatuir que. a condenação tem efeito constitutivo da sentença que faz coisa julgada material erga omnes. sua finalidade imediata consiste na rápida solução dessas pendências. terá como pressuposto fático a existência de decisões de constitucionalidade. apenas lhe retira a eficácia. porque dela decorre um efeito ulterior de natureza mandamental no sentido de exigir a adoção das providências necessárias ao suprimento da omissão. 13) Finalidade o objeto da ação declaratória de constitucionalidade: essa ação pressupõe controvérsia a respeito da constitucionalidade da lei.Qual a eficácia da sentença proferida no processo de ação direta de inconstitucionalidade genérica?: tem por objeto a própria questão de inconstitucionalidade. que vincula as autoridades aplicadoras da lei. a Constituição declara que o decreto se limitará a suspender a execução do ato impugnado. dali por diante. mas não meramente. até que seja suspensa sua executoriedade pelo Senado. poderão propô-la o Presidente da República. a sentença aí faz coisa julgada material. mediante a intervenção. ato que não revoga nem anula a lei. mas também restabelecer a ordem constitucional no Estado. sustentando a constitucionalidade da lei ou ato normativo. produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante aos demais órgãos do Judiciário e do Executivo. declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. o ato. é constitucional. seu exercício gera um processo constitucional contencioso. deverá ter eficácia erga omnes (genérica) e obrigatória. sem possibilidade de . visa solucionar isso. § 2º. se estendendo a todos os feitos em andamento. porque visa desfazer decisões proferidas entre as partes. .§ 4º. que não poderão mais dar-lhe execução sob pena de arrostar a eficácia da coisa julgada. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. paralisando-os com o desfazimento dos efeitos das decisões neles proferidas no primeiro caso ou a confirmação desses efeitos no segundo caso. o que é aferido diante da existência de um grande número de ações onde a constitucionalidade da lei é impugnada. 103. AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE É uma ação que tem a característica de um meio paralisante de debates em torno de questões jurídicas fundamentais de interesse coletivo. 14) Legitimação e competência para a ação: segundo o art. a Mesa do Senado Federal. a sentença que reconhece a inconstitucionalidade por omissão é declaratória. em processos concretos. as decisões definitivas de mérito nessas ações. A competência para processar e julgar a ação declaratória de constitucionalidade é exclusivamente do STF. p ara fazê-lo em 30 dias. . não cabendo ao Senado a suspenção da execução do ato. com o mesmo objeto das contestações. contrárias à posição governamental. 15) Efeitos da decisão da ação declaratória de constitucionalidade: segundo a art. no entanto a lei contínua eficaz e aplicável. por via de coisa julgada vinculante. uma vez qua a declaração de insconstitucionalidade em tese visa precisamente atingir o efeito imediato de retirar a aplicabilidade da lei. não tem por objeto a verificação da constitucionalidade de lei ou ato estadual ou municipal. ou Município.Efeito da sentença proferida no processo de ação de inconstitucionalidade interventiva: visa não apenas obter a declaração de inconstitucionalidade. que a decrete. de fato. 102. mediante sua propositura por uma delas. terá efeito erga omnes. a Mesa da Câmara dos Deputados e o Procurador-Geral da República. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. em se tratando de órgão administrativo. e o STF já decidiu que não cabe a intervenção do Advogado-Geral da União no processo dessa ação. O objeto da ação é a verificação da constitucionalidade da lei ou ato normativo federal impugnado em processos concretos.surte efeitos ex tunc. § 2º da Constituição. daí por diante ex nunc. tem natureza de meio de impugnação antes que de ação.Efeito da declaração de inconstitucionalidade por omissão: o efeito está no art. 103. a sentença não será meramente declaratória. a decisão tem um efeito condenatório que fundamenta o decreto de intervenção. qualquer decisão. que declara ou não a constitucionalidade da lei. não há previsão dessa possibilidade.

três quintos (3/5) dos votos dos membros de cada uma delas (art. de estado de defesa ou estado de sítio (art. 16) Sistema brasileiro: Apresentada a proposta. só a do Império estabeleceu esse tipo de limitação. 18) Limitações ao poder de reforma constitucional: é limitado. visa permitir a mudança da Constituição.DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS . excluir determinadas matérias ou conteúdos da incidência do poder de reforma) e implícitas (ocorre quando são enumeradas matérias de direitos fundamentais. que a realidade exige. § 2º). por esse método. instituiu um poder constituinte reformador. sem que seja preciso recorrer ao poder constituinte originário”. § 5º). proceder às modificações na Constituição. a novos impulsos. é que ela poderia ser reformada ( no caso 4 anos). uma vez aprovada. expressamente. feita com desreipeito de procedimento especial estabelecido ou de preceito que não possa ser objeto de emenda. poder constituinte de revisão “é aquele poder. cuja estabilidade o legislador constituinte não considerou tão grande como outros mais valiosos. mediante determinadas formalidades. pelo efeito vinculante à função jurisdicional dos demais órgãos do Judiciário. é a modificação de certos pontos. Manoel G. nenhum juízo ou Tribunal poderá conhecer de ação ou processo em que se postule uma decisão contrária à declaração emitida no processo de ação declaratória de constitucionalidade pelo STF nem produzir validamente ato normativo em sentido contrário àquela decisão. Ferreira Filho. padecerá de vício de inconstitucionalidade formal ou material. estabelecidas nas próprias constituições para o exercício do poder reformador. segundo o que a mesma estabelece. no fundo.qualquer outra declaração em contrário. o próprio poder constituinte originário. por meio de atuação de certos órgãos. ao estabelecer a CF. o agente ou sujeito da reforma. e assim ficará sujeita ao controle de constitucionalidade pelo Judiciário. 60. dos quais não pode arredar sob pena de sua obra sair viciada. a emenda será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 17) Poder constituinte e poder reformador: a Constituição conferiu ao Congresso Nacional a competência para elaborar emendas a ela. de modo indireto. adaptação da Constituição a novas necessidades. A doutrina distribui as limitações em: Limitações temporais: não são comumente encontráveis na história constitucional brasileira. é o poder constituinte originário. Limitações materiais: distingue. insuscetíveis de emendas) 19) Controle de constitucionalidade da reforma constitucional: toda modificação. II . a novas forças. sem que para tanto seja preciso recorrer à revolução. EMENDA À CONSTITUIÇÃO Emenda é o processo formal de mudanças das constituições rígidas. tal como se dá com as leis ordinárias. configura as limitações formais. com o respectivo número de ordem. é o único sistema de mudança formal da Constituição. inerente à Constituição rígida que se destina a modificá-la. segundo o Prof. § 1º). qual seja a de que não se procederá à reforma na vigência do estado de sítio. 60. porque a própria norma constitucional lhe impõe procedimento e modo de agir. acrescenta-se que a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa (art. em dois turnos. se bem que submetida a obstáculos e formalidades mais difíceis que os exigidos para a alteração das leis ordinárias. em seu lugar. será ela discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. atua em segundo grau. Limitações circunstanciais: desde 1934 estatui-se um tipo de limitação ao poder de reforma. ficando sujeita ao sistema de controle de constitucionalidade. materiais explícitas (compreende-se que o constituinte originário poderá. que somente após um certo tempo estabelecido. considerando-se aprovada quando obtiver. pela outorga de competência à um órgão constituido para. visto que previa. em ambos. a Cf vigente veda emendas na vigência de intervenção federal. 60. que.

econômica e cultural das terras ocupadas pelos brasileiros. soberania. II.As normas são preceitos que tutelam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. da soberania popular. constitui-se de um poder soberano de um povo situado num território com certas finalidades. os gerais formam temas de uma teoria geral do Direito Constitucional. em funcionarem como critério de interpretação e de integração. e constituem desdobramentos dos fundamentais. são basicamente de duas categorias: Princípios político-constitucionais: constituem-se daquelas decisões políticas fundamentais concretizadas em normas conformadoras do sistema constitucional positivo. relativos à comunidade internacional: da independência nacional. e) relativos à prestação positiva do Estado: da independência e do desenvolvimento nacional. dos princípios definidores da estrutura do Estado. a ação imediata dos princípios consiste. de convivência justa e da solidariedade (art 3º. 20) Os princípios constitucionais positivos: se traduzem em normas da Constituição ou que delas diretamente se inferem. reconhecem a pessoa ou a entidade. parágrafo único). os da CF/88 discriminadamente são: a) princípios relativos à existência. da solução pacífica dos conflitos e da defesa da paz. 22) Princípios fundamentais e princípios gerais do Direito Constitucional: os fundamentais traduzem-se em normas fundamentais que explicitam as valorações políticas fundamentais do legislador constituinte. da auto determinação dos povos. b) relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e separação de poderes (art. 3º. relações. 1º. ou seja. histórica. são como núcleos de condensações nos quais confluem valores e bens constitucionais. 25) Território e forma de Estado: território é o limite espacial dentro do qual o Estado exerce de modo efetivo o poder de império sobre pessoas e bens. da igualdade dos Estados. decorrem de certas normas constitucionais. 23) Função e relevância dos princípios fundamentais: a função ordenadora. 1º). Princípios jurídico-constitucionais: são informadores da ordem jurídica nacional. dos princípios estruturantes do regime político e dos princípios caracterizadores da forma de governo e da organização política em geral. Estado é uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentação global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território. bem como sua ação imediata. 4º). forma. enquanto diretamente aplicáveis ou diretamente capazes de conformarem as relações políticoconstitucionais. 1º e 2º). da cooperação entre os povos e o da integração da América Latina (art. DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO BRASILEIRO REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 24) O País e o Estado brasileiros: País se refere aos aspectos físicos. da não-intervenção. objetos. ao torrão nacional. Estado democrático de direito (art. do respeito dos direitos fundamentais da pessoa humana. em primeiro lugar. e são normas-princípio. Forma de Estado é o modo de exercício do poder político em função do território. a faculdade de realizar certos interesses por ato próprio ou exigindo ação ou abstenção de outrem. por envolver conceitos gerais. I). do repúdio ao terrorismo e ao racismo. III e IV). da dignidade da pessoa. 21) Conceito e conteúdo dos princípios fundamentais: constituem-se dos princípios definidores da forma de Estado. vinculam elas à obrigação de submeter-se às exigências de realizar uma prestação. que podem ter seu estudo destacado da dogmática jurídico-constitucional. a constituição organiza esses elementos. Os princípios são ordenações que se irradiam e imantam os sistemas de normas. contêm as decisões políticas fundamentais. da representação política e da participação popular direta (art. pois são eles que dão coerência geral ao sistema. estrutura e tipo de Estado: República Federativa. c) relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social. do pluralismo. d) relativos ao regime político: da cidadania. da justiça social e da não-discriminação (arts. ao habitat. . manifesta a unidade geográfica.

abstratas. 1º) não instaura a República. a executiva e a jurisdicional. que se opõe a toda forma de tirania. autônoma em relação aos Estados e a que cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. executiva e jurisdicional e indicam os respectivos órgãos. embora parecendo único nas relações internacionais. a cidadania. que dá origem aos sistemas parlamentarista. especialmente o Legislativo e o Executivo. visando a ordenar as relações entre esses grupos de indivíduos entre si e recíprocamente. autonomia federativa. ou seja. sem preconceitos de origem. justa e solidária. 28) Fundamentos do Estado brasileiro: segundo o art. os quais reconhece. é superior a todos os outros poderes sociais. o Legislativo. expressada e realizada. 31) Governo e distinção de funções do poder: Governo é o conjunto de órgãos mediante os quais a vontade do Estado é formulada. a dignidade da pessoa humana. de acordo com as leis. promover o bem de todos. garantir o desenvolvimento nacional.a legislativa consiste na edição de regras gerais(leis). ou . A União é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes. é constituído por Estados-membros dotados de autonomia. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político.forma do Estado brasileiro: o federalismo. A autonomia federativa assenta-se em dois elementos: a) na existência de órgãos governamentais próprios. fundamenta-se em dois elementos: a especialização funcional e a independência orgânica. exprimem . 33) Independência e harmonia entre os poderes: a independência dos poderes significa que a investidura e a permanência das pessoas num dos órgãos não dependem da confiança nem da vontade dos . as funções legislativa. o Executivo e o Judiciário. rege e domina. O princípio republicano (art. presidencialista e diretorial. 27) Forma de Governo . estabelecidos na organização dos poderes. consta no ser art. a jurisdicional tem por objeto aplicar o direito aos casos concretos a fim de dirimir conflitos de interesse. 2º :são poderes da União. fundamentalmente é: . estados-membros ou estado). a executiva resolve os problemas concretos e individualizados. 3º): construir uma sociedade livre. a federação consiste na união de coletividades regionais autônomas (estados federados. possui 3 caracteristicas fundamentais. unidade. erradicar a pobreza e a marginalização. a distinção das funções que são a legislativa. idade e de outras formas de discriminação. dotado de personalidade jurídica de Direito Público Internacional. notadamente quanto ao exercício de capacidade normativa sobre matérias reservadas à sua competência. 32) Divisão dos poderes: consiste em confiar cada uma das funções governamentais a órgãos diferentes. 1º. reduzir as desigualdades sociais e regionais. b) na posse de competências exclusivas. a um tempo. 30) Poder político: pode ser definido como uma energia capaz de coordenar e impor decisões visando à realização de determinados fins. que tomam os nomes das respectivas funções. impessoais e inovadoras da ordem pública. Estado federal é o todo. refere-se a uma forma de Estado (federação ou Estado Federal) caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. indivisibilidade e indelegabilidade. República é uma forma de governo que designa uma coletividade política com características da res pública. cor. PODER E DIVISÃO DE PODERES A divisão de poderes é um princípio fundamental da Constituição. O Estado federal apresenta-se como um Estado que.26) Estado Federal . Sistema de Governo é o modo como se relacionam os poderes. raça. independentes e harmônicos entre si. o Estado brasileiro tem como fundamentos a soberania. 29) Objetivos fundamentais do Estado brasileiro: a Constituição consigna como objetivos fundamentais (art. recebe-a da evolução constitucional. coisa do povo e para o povo. o conjunto de órgãos supremos a quem incumbe o exercício das funções do poder político. constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno. sexo.a República: Forma de governo é conceito que se refere à maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados. de maneira a manter um mínimo de ordem e estimular o máximo de progresso à vista do bem comum.

assim. mas não o seu completo desenvolvimento. visa. fundado na dignidade da pessoa humana. 56. é da essência do seu conceito subordinar-se à Constituição e fundar-se na legalidade democrática. que impõe a participação efetiva e operante do povo na coisa pública. observadas apenas as disposições constitucionais e legais. levando em conta os conceitos dos elementos componentes. na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. como realização de valores de convivência humana. participação que não se exaure. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade. não como simples reunião formal dos respectivos elemento. 62 (medidas provisórias com força de lei) e 68 ( delegação de atribuições legislativas). O Estado Democrático de Direito reúne os princípios do Estado Democrático e do Estado de Direito. 38) Caracterização do Estado Democrático de Direito: não significa apenas u nir formalmente os conceitos de Estado de Democrático e Estado de Direito. que. superando o Estado capitalista para configurar um Estado promotor de justiça social que o personalismo e monismo político das democrácias populares sob o influxo do socialismo real não foram capazes de construir. O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO A democracia. da justiça social. a realizar o princípio democrático como garantia real dos direitos fundamentais da pessoa humana. . do sistema de direitos fundamentais. que surgiu como expressão jurídica da democracia liberal. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. no exercício das atribuições que lhe sejam próprias. a divisão de funções entre os órgãos do poder nem sua independência são absolutas. há interferências. onde o qualitativo social refere-se à correção do individualismo clássico liberal pela afirmação dos chamados direitos sociais e realização de objetivos de justiça social. não precisam os titulares consultar os outros nem necessitam de sua autorização. como forma de produção. da legalidade e da segurança jurídica. consiste na criação de um conceito novo. 37) Estado Democrático: se funda no princípio da soberania popular. da igualdade. e porque os limites e exceções ao princípio decorrem de normas. a divisão de poderes e o enunciado e garantia dos direitos individuais. revela um conceito novo que os supera. que constituem em estágio da evolução do Estado Democrático. na simples formação das instituições representativas. 40) Princípios a tarefa do Estado Democrático de Direito: são os seguintes: princípio da constitucionalidade. 35) Estado de Direito: suas caracteristicas básicas foram a submissão do império a lei. 36) Estado Social de Direito: transformação do Estado de Direito. 39) A lei no Estado Democrático de Direito: o princípio da legalidade é também um princípio basilar desse Estado. mas os supera na medida em que incorpora um componente revolucionário de transformação do status quo. Exemplos de exceção ao princípio: arts. cada um é livre. servindo de base ao neocapitalismo. é um tipo de Estado que tende a realizar a síntese do processo contraditório do mundo contemporâneo. democrático. é conceito mais abrangente do que o de Estado de Direito. caracteriza-se no propósito de compatibilizar. 54). que visam ao estabelecimento de um sistema de freios e contrapesos. a CF de 88 apenas abre as perspectivas de realização social profunda pela prática dos direitos sociais que ela inscreve e pelo exercício dos instrumentos que oferece à cidadania e que possibilita concretizar as exigências de um Estado de justiça social.outros. à busca do equilibrio necessário à realização do bem da coletividade. sua tarefa fundamental consiste em superar as desigualdades sociais e regionais e instaurar um regime democrático que realize a justiça social. em um mesmo sistema. 34) Exceções ao princípio: a Constituição estabelece incompatibilidades relativamente ao exercício de funções e poderes (art. que. 2 elementos: o capitalismo. sujeita-se ao império da lei. A harmonia entre os poderes verifica-se pelas normas de cortesia no trato recíproco e no respeito às prerrogativas e faculdades a que mutuamente todos têm direito. e a consecução do bem-estar social geral. na organização dos respectivos serviços. da divisão de poderes.

há de ser exercido. entre outros. institutos que. 42) Regime político brasileiro: segundo a CF/88. a democratização dessas prestações. sendo também um conceito ativo. sem redução a uma simples atividade de governo. que se exprime pela regra de que todo o poder emana do povo. o preâmbulo e o art. 1º. . os poderes governamentais. direta e indireta. nos casos em que a participação é indireta. se seu governo emana do povo. na verdade. também. não igualdade formal. que elege periodicamente. Igualdade e Liberdade. 47) Exercício do poder democrático Democracia direta é aquela em que o povo exerce. da densidade demográfica e da complexidade dos problemas sociais. em face da extensão territorial. no sentido que a democracia constitui instrumento de sua realização no plano prático. que implica uma atividade e um fim. como este recebe qualificações na conformidade de seu objeto e modo de atuação. em verdade. administrando e julgando. é democracia. Democracia semidireta é. para que este seja efetiva expressão da vontade popular. DEMOCRACIA 43) Conceito de Democracia: é um processo de convivência social em que o poder emana do povo. surge um princípio derivado ou secundário: o da representação. mas a substancial. repousa sobre dois princípios fundamentais. se não. 44) Pressupostos da democracia: a democrácia não necessita de pressupostos especiais. 1º o enunciam de maneira insofismável. o conceito de democracia fundamenta-se na existência de um vínculo entre o povo e o poder. mas valores democráticos. supondo dinamismo. constitui fundamento do Estado Democrático de Direito. fonte primária do poder. não são princípios. direta ou indiretamente. segundo o qual o povo é a única fonte do poder. outorga as funções de governo aos seus representantes. a participação.PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO E GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS REGIME POLÍTICO 41) Conceito de regime político: é um complexo estrutural de princípios e forças políticas que configuram determinada concepção do Estado e da sociedade. a Constituição estrutura um regime democrático consubstanciando esses objetivos de igualização por via dos direitos sociais e da universalização de prestações sociais. 46) O poder democrático e as qualificações da democracia: o que dá essência à democracia é o fato de o poder residir no povo. basta a existência de uma sociedade. a igualdade é valor fundante da democracia. ou seja. repousa na vontade popular no que tange à fonte do exercício do poder. e que inspiram seu ordenamento jurídico. pressupõe a existência de um conjunto de instituições e princípios fundamentais que informam determinada concepção política do Estado e da sociedade. a social e a econômica. integram a democracia participativa. não o é. daí o aparecimento de qualificações da democracia para denotar-lhe uma nova faceta. Democracia indireta. a democratização do poder é fenômeno histórico. é aquela na qual o povo. pois. fazendo leis. ou seja. instituído no art. democracia representativa com alguns institutos de participação direta do povo nas funções de governo. antes de tudo. pelo povo e em proveito do povo. a democracia política. a estrutura de modos democráticos. por si. que lhe dão a essência conceitual: o da soberania popular. não podendo dirigir os negócios do Estado diretamente. do povo no poder. o princípio da igualdade e o princípio da liberdade. 45) Princípios e valores da democracia: a doutrina afirma que a democracia repousa sobre três princípios fundamentais: o princípio da maioria. ao fato estrutural há que superpor o elemento funcional. chamada representativa. funda-se no princípio democrático.

52) Democracia e direito constitucional brasileiro: o regime assume uma forma de democracia participativa. periódica e formal. Já a Constituição de 1891 abria a Seção II do Título IV com uma Declaração de Direitos. regulado no art. A Constituição de 1946 trouxe o Título IV sobre as Declarações dos Direitos. e Garantia dos Direitos Civis e Políticos dos cidadão brasileiros. no conteúdo e na aplicação. optar por isso significa acolher uma sociedade conflitiva. o mandato político representativo. que combinam instituições de participação direta e indireta. à segurança e à propriedade nos termos dos 31 parágrafos do art. § 2º). uma democracia socialista. pelo que nem teve tempo de ter efetividade. A . dedicados aos direitos e garantias individuais especialmente. a Constituição incorpora princípios da justiça social e do pluralismo. 51) Democracia pluralista: a CF/88 assegura os valores de uma sociedade pluralista (preâmbulo) e fundamenta-se no pluralismo político (art.. pela sociedade pluralista que respeita a pessoa humana e sua liberdade. 14. não é porém. ditatorial na forma. 179. III. 5º. 14. o papel político é inserido para satisfazer. em favor do eleito. com disposições sobre a aplicação da Constituição. à segurança individual e à propriedade. incluindo no caput do art. 61. por via das instituições eleitorais que visam a disciplinar as técnicas de escolhas do representantes do povo. o modelo é o de uma democracia social. a participação popular é indireta. um sobre a nacionalidade e a cidadania e outro sobre os direitos e garantias individuais. participativa e pluralista. 50) Democracia participativa: o princípio participativo caracteriza-se pela participação direta e pessoal da cidadania na formação dos atos de governo. com 2 capítulos. especialmente os concernentes às relações políticas. pela edição de medidas adequadas o plurarismo social. 14 a 17 da CF. havendo. Essa metodologia modificou-se a partir da Constituição de 1934 que abriu um título especial para a Declaração de Direitos. II e 49. com integral desreipeito aos direitos do homem.A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS 1) A declaração dos direitos nas constituições brasileiras: a Constituição do Império já os consignava quase integralmente. 49) O mandato político representativo: a eleição gera. de interesses contraditórios e antinômicos. V). tais como: a iniciativa popular (art. pouca inovação de fundo. etc. A esse modelo. salvo quanto à Constituição vigente que incorpora novidades de relevo. Assim fixou o enunciado que se repetiria da Constituição de 1967 (art. nele se consubstanciam os princípios da representação e da autoridade legítima. 153). que vem a formar os direitos políticos que qualificam a cidadania. assim. LXXIII). XV). nesse aspecto. a Constituição opta. com 35 incisos. 151) e sua Emenda 1/69 (art. natureza de suas normas e o art. o mandado se diz político representativo porque constitui uma situação jurídico-política com base na qual alguém. nela inscrevendo não só os direitos e garantias individuais. o plebiscito (art. designado por via eleitoral. desempenha uma função política na democracia representativa. sua reforma. pois o modelo econômico adotado é fundamentalmente capitalista. as primeiras manifestações consistiram nos institutos de democracia semidireta. §§ 3º e 4º) e a ação popular (art. I e 18. assegurando a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade. o referendo popular (art. basicamente. 1º.48) Democracia representativa: pressupõe um conjunto de instituições que disciplinam a participação popular no processo político. contendo seu efeito dissolvente pela unidade de fundamento da ordem jurídica. assegurando os direitos concernentes à vida. pois. o sistema eleitoral. 72. 2ª Parte DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS I . como constam nos arts. o direito à vida. no qual encontramos participação por via representativa e participação direta por via do cidadão. à liberdade. A ela sucedeu a Carta de 1937. essa constitução durou pouco mais de 3 anos. tais como as eleições. contém só os chamados direitos e garantias individuais. 14. 141. ela continha um título sob rubrica confusa Das Disposições Gerais. mas também os de nacionalidade e os políticos.

pois se trata de assunto que está em função do direito positivo. até porque os direitos individuais. nem mesmo sobrevive. estão contaminados de dimensão social. quando estatui que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais. 3 . não atina com a necessidade de envolver nessa problemática também os direitos econômicos. mediante influências recíprocas. têm aplicação imediata. 5 . fundamentais do homem no sentido de que a todos. no qualitativo fundamentais acha-se a indicação de que se trata de situações jurídicas sem as quais a pessoa humana não se realiza. inicialmente. 5) Natureza e eficácia das normas sobre direitos fundamentais: a natureza desses direitos são situações jurídicas. aquelas prerrogativas e instituições que ele concretiza em garantia de uma convivência digna.Dos Direitos e Garantias Fundamentais.). 4 . de tal sorte que a previsão dos direitos sociais. com isso. 6) Classificação dos direitos fundamentais: em síntese. a eficácia e aplicabilidade das norma que contêm os direitos fundamentais dependem muito de seu enunciado. culturais e políticas que favorecem o exercício dos direitos fundamentais. com base na CF/88. a doutrina social da Igreja. livre e igual de todas as pessoas. porque. passaram a constituir o preâmbulo das constituições. 5º). não convive e . é reservada para designar.CF/88 adota técnica mais moderna. são . atualmente. outras fontes de inspiração dos direitos fundamentais são o Manifesto Comunista e as doutrinas marxistas.direitos sociais (arts. por isso. 2 . há certamante um desiquilíbrio entre uma ordem social socializante e uma ordem econômica liberalizanta. em caso de inobservância. 12).garantias constitucionais que consistem nas instituições. matéria que nos ocupará a partir de agora. as quais se referem à organização da comunidade política.direitos à nacionalidade (art. definidas no direito positivo. . a reintegração dos direitos fundamentais. integram-se num todo harmônico. 6º e 193 e ss. ainda que nos documentos internacionais assumam a forma das primeiras declarações. a partir do Papa Leão XIII e o intervencionismo estatal. TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO HOMEM 2) Inspiração e fundamentação dos direitos fundamentais: a doutrina francesa indica o pensamento cristão e a concepção dos direitos naturais como as principais fontes de inspiração das declarações dos direitos. depois. objetivas e subjetivas.direitos individuais (art. é a limitação imposta pela soberania popular aos poderes constituídos do Estado que dela dependem. 8) Direitos e garantias dos direitos: interessam-nos apenas as garantias dos direitos fundamentais. a forma de proclamações solenes. mas concreta e materialmente efetivados. lhes quebra o formalismo e o sentido abstrato. subjetivando-se em direito particular de cada povo. e que poderíamos chamar condições econômico-sociais. e logo introduz o Título II . sociais e culturais. entre eles.direitos políticos (arts.direitos coletivos (art. 7) Integração das categorias de direitos fundamentais: a Constituição fundamenta o entendimento de que as categorias de direitos humanos fundamentais. além de referir-se a princípios que resumem a concepção do mundo e informam a ideologia política de cada ordenamento jurídico. abre-se com um título sobre os princípios fundamentais. nela previstos. que tem consequência jurídica prática relevante. que distinguiremos em 2 grupos: . não apenas formalmente reconhecidos. por igual. 3) Forma das declarações de direitos: assumiram. se não de tendência socializante. 14 a 17). 4) Conceito de direitos fundamentais: direitos fundamentais do homem constitui a expressão mais adequada a este estudo. a CF/88 é expressa sobre o assunto. podemos classificar os direitos fundamentais em 5 grupos: 1 .garantias gerais. nos ordenamentos nacionais integram as constituições. no nível do direito positivo. igualdade e liberdade da pessoa humana. em prol da dignidade. fundada na insuficiente e restrita concepção das liberdades públicas. deteminações e procedimentos mediante os quais a própria Constituição tutela a observância ou. os direitos de nacionalidade e políticos. adquirindo o caráter concreto de normas jurídicas positivas constitucionais. devem ser. 5º). transita-se de uma democracia de conteúdo basicamente políticoformal para a democracia de conteúdo social. as vezes. aos quais se chama brevemente direitos sociais. destinadas a assegurar e existência e a efetividade (eficácia social) daqueles direitos.

. como direito de resistência. garantindo a iniciativa e independência aos indivíduos diante dos demais membros da sociedade política e do próprio Estado. do Título II anuncia uma especial categoria dos direitos fundamentais: os coletivos. política e jurídica. II e III. aos órgãos do Poder Público. nos incisos do art. 5º. 5º. como instituto de fiscalização financeira. como direito à identidade pessoal. LXIII. aqueles que não são nem explícita nem implícitamente enumerados. 5º). onde estão. apenas as liberdades de reunião e de associação. aqueles explicitamente enunciados nos incisos do art. 5º. a reintegração dos direitos fundamentais. no caso de violação. mas especialmente às autoridades e detentores de poder. é difícil delinear sua posição. e etc. protegem a eficácia. 2) direitos individuais implícitos. um assitir a si mesmo e um tomar posição de si mesmo. Ex: incisos XLIX. II). certos desdobramentos do direito à vida. caracterizados. especiais. a inviolabilidade dos direitos assegurados impõe deveres a todos. limitando a atuação dos órgãos estatais ou de particulares. VI. 31. VII. mas nada mais diz a seu respeito. quanto aos estrangeiros não residentes.. 8º e 37. que é o objeto do direito assegurado no art. têm como destinatários mais o Poder Público e seus agentes em qualquer nível do que os indivíduos em particular. em conjunto caracterizam-se como imposições. na maior parte. que são prescrições constitucionais estatuindo técnicas e mecanismos que. preferimos no entanto. LXII. II . à igualdade. § 2º. XIII. 5º. integra-se de elementos materiais e imateriais. do art. 5º. esses direitos coletivos?. DO DIREITO À VIDA E DO DIREITO À PRIVACIDADE DIREITO À VIDA 14) A vida como objeto do direito: a vida humana. fazer uma distinção em 3 grupos: 1) direitos individuais expressos. ou ainda.de 2 tipos: gerais. o direito à atuação geral (art. que são instituições constitucionais que se inserem no mecanismo de freios e contrapesos dos poderes e. limitativas de sua conduta. para assegurar a observância ou. como direitos sociais (arts. pois o artigo só menciona “brasileiros e estrangeiros residentes”. positivas ou negativas. e 61. que são aqueles que reconhecem a autonomia aos particulares. saber-se e dar-se conta de si mesmo. o direito de entidades associativas de representar seus filiados e os direitos de receber informação de interesse coletivo e de petição restaram subordinados à rubrica dos direitos coletivos. ao mesmo tempo. I. a aplicabilidade e a inviolabilidade dos direitos fundamentais de modo especial. 11. mas provêm ou podem vir a provir do regime adotado. 27. 29. a vida é intimidade conosco mesmo. 12) Direitos coletivos: a rubrica do Capítulo I. aqueles que estão subentendidos nas regras de garantias. 14. LXIV. 3) direitos indivíduais decorrentes do regime e de tratados internacionais subscritos pelo Brasil. assim. O conjunto das garantias forma o sistema de proteção deles: proteção social. 5º. no art. 225) ou caracterizados como instituto de democracia direta nos arts. à liberdade. 13) Deveres individuais e coletivos: os deveres que decorrem dos incisos do art. por isso é que ela constitui a fonte primária de todos os outros bens jurídicos. quando assegura a inviolabilidade do direito à vida.DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS 9) Conceito de direito individual: são do direitos fundamentais do homem-indivíduo. 10. § 3º. técnicas de garantia e respeito aos direitos fundamentais. à segurança e à propriedade. § 4º. entre outros de difícil caracterização a priori. 11) Classificação dos direitos individuais: a Constituição dá-nos um critério para a classificação dos direitos que ela anuncia no art. impedem o arbítrio com o que constituem. 5º. muitos desses ditos interesses coletivos sobrevivem no texto constitucional. 9º e 37. 10) Destinatários dos direitos e garantias individuais: são os brasileiros e os estrangeiros residentes no País(art.

já constitui ilícito penal. tornando-a um bem indenizável (art. considerando-o um direito conexo ao da vida. pois. o dever da autoridade policial informar ao preso seus direitos. XIX (art. 18) Pena de morte: é vedada. os executores e os que. que será estudado mais adiante. o sigilo de correspondência e ao segredo profissional. a imagem constituem. 20) Aborto: a Constituição não enfrentou diretamente o tema. de permanecer vivo. V e X). 5º. expressamente. nos termos do art. X). à integridade moral do direito assume feição de direito fundamental. . 5º. a). a condenação é tão incisiva que o inciso XLIII determina que a lei considerará a prática de tortura crime inafiançável e insuscetível de graça. abrangendo nesse sentido à inviolabilidade do domicílio. independente. segundo o qual ninguém será submetido a tortura ou a tratamento desumano e degradante. 5º. a vida privada. a honra. a CF foi explícita em assegurar ao lesado. só é admitida no caso de guerra externa declarada. mas parece inadmitir o abortamento. DIREITO À PRIVACIDADE 22) Conceito e conteúdo: A Constituição declara invioláveis a intimidade. tentou-se incluir na Constituição o direito a uma existência digna. XLIX).455/97). declara que ninguém será submetido a tortuta ou tratamento desumano ou degradante (art. a honra e a imagem das pessoas (art. a Constituição preordena várias garantias penais apropriadas. se omitirem (Lei 9. é o direito de não ter interrompido o processo vital senão pela morte espontânea e inevitável. a CF reputa-os valores humanos distintos. da personalidade. 16) Direito à integridade física: a Constituição além de garantir o respeito à integridade física e moral (art. erigiu. a fim de dotar essas normas de eficácia. 25) Honra e imagem das pessoas: o direito à preservação da honra e da imagem. devendo o assunto ser decidido pela legislação ordinária. 26) Privacidade e informática: a Constituição tutela a privacidade das pessoas. esses valores humanos à condição de direito individual. 5º. por isso é que o Direito Penal tutela a honra contra a calúnia. de defender à própria vida. a difamação e a injúria. podendo evitá-lo. 24) Vida privada: a tutela constitucional visa proteger as pessoas de 2 atentados particulares: ao segredo da vida privada e à liberdade da vida privada. objeto de um direito. 5º. portanto. 27) Violação à privacidade e indenização: essa violação. a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre. 84. ao juiz competente e à família ou pessoa indicada. o direito do preso à identificação dos responsáveis por sua prisão e interrogatório policial.15) Direito à existência: consiste no direito de estar vivo. imediatamente. 19) Eutanásia: é vedado pela Constituição. como o dever de comunicar. direito à indenização por dano material ou moral decorrente da violação do direito à privacidade. o Estado continua a protegê-la como valor social e este interesse superior torna inválido o consentimento do particular para que dela o privem. XLVII. 5º. que é o habeas data. especialmente a penal. de lutar pelo viver. 23) Intimidade: se caracteriza como a esfera secreta da vida do indivíduo na qual este tem o poder legal de evitar os demais. por ele respondendo os mandantes. 17) Direito à integridade moral: a Constituição realçou o valor da moral individual. acolhendo um instituto típico e específico para a efetividade dessa tutela. em algumas hipóteses. 21) Tortura: prática expressamente condenada pelo inciso III do art. não caracteriza propriamente um direito à privacidade e menos à intimidade. III). o desinteresse do indivíduo pela própria vida não exclui esta da tutela.

apesar do princípio da isonomia assegurado a todos pela Constituição (art. 34) Igualdade perante a lei penal: essa igualdade deve significar que a mesma lei penal e seus sistemas de sanções hão de se aplicar a todos quanto pratiquem o fato típico nela definido como crime. nos termos desta Constituição. é vedado distinções de qualquer natureza. apresenta-se sob 2 prismas: como interdição do juiz de fazer distinção entre situações iguais. 3º. promever o bem de todos. proíbe também. só valem as discriminações feitas pela própria Constituição e sempre em favor da mulher. a material são as regras que proíbem distinções fundadas em certos fatores. a Constituição procura aproximar os 2 tipos de isonomia. isso é que permite. onde diz que:.. XXX e XXXI. do art. consistente no tratamento igual a situações iguais e tratamento desigual a situações desiguais. as situações que sejam entre si distintas. 7º. 5º que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. e outro. 33) Igualdade perante à tributação: o princípio da igualdade tributária relaciona-se com a justiça distributiva em matéria fiscal. 5º). distinguir. sendo destacada no inciso I. Ex: art. à legislação. significa para o legislador que. sem distinção de qualquer natureza. 7º. reforça o princípio com muitas outras normas sobre a igualdade ou buscando a igualização dos desiguais pela outorga de direitos sociais substanciais. . 36) O princípio da não discriminação e sua tutela penal: a Constituição traz 2 dispositivos que fundamentam e exigem normas penais rigorosas contra discriminações. 40. cor. devido aos fatores econômicos. as discriminações são proibidas expressamento no art. sexo. buscando realizar o princípio da igualização. I a III). na medida em que não de limitara ao simples enunciado da igualdade perante a lei. deve reger.. sem preconceitos de origem. (art. idade. a aposentadoria da mulher com menor tempo de serviço e de idade que o homem (arts. diz-se num deles que a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. de sorte a quinhoá-las ou gravá-las em proporção às suas diversidades. 32) O princípio da igualdade jurisdicional: a igualdade jurisdicional ou igualdade perante o juiz decorre. diz respeito à repartição do ônus fiscal do modo mais justo possível. e. como interdição ao legislador de editar leis que possibilitem tratamento desigual a situações iguais ou tratamento igual a situações desiguais por parte da Justiça. idade. da igualdade perante a lei. diferença de salários. estado civil ou posse de deficiência (art. XLI e XLII). 5º. raça. 3º. e 202. tutelar pessoas que se achem em posição econômica inferior. III. IV. menciona também a igualdade entre homens e mulheres e acrescenta vedações a distinção de qualquer natureza e qualquer forma de discriminação. ao elaborar a lei. reciprocamente. 35) Igualdade “sem distinção de qualquer natureza”: além da base geral em que assenta o princípio da igualdade perante a lei. 29) Isonomia formal e isonomia material: isonomia formal é a igualdade perante a lei. XXX e XXXI). cor. as condições reais de desigualdade condiconam o tratamento desigual perante a lei penal. IV. XXX). a CF/88 abre o capítulo dos direitos individuais com o princípio que todos são iguais perante a lei. nos termos da lei. ao aplicar a lei. pois. e 7º. fora disso a igualdade será puramente formal. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. com iguais disposições situações idênticas. na repartição de encargos e benefícios. 30) O sentido da expressão “igualdade perante a lei”: o princípio tem como destinatários tanto o legislador como os aplicadores da lei. estabelecendo que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. por exemplo.DIREITO DE IGUALDADE 28) Introdução ao tema: as Constituições só tem reconhecido a igualdade no seu sentido jurídicoformal (perante a lei). 31) Igualdade de homens e mulheres: essa igualdade já se contém na norma geral da igualdade perante a lei. como garantia constitucional indissoluvelmente ligada à democracia. sujeito a pena de reclusão. mais específico porque destaca a forma mais comum de discriminação. também contemplada em todas as normas que vedam a discriminação de sexo (arts. e quaiquer outras formas de discriminação.

inclui as liberdades de opinião. são formas de liberdade. uma consiste em outorgar benefício legítimo a pessoas ou grupos. permaneceram em condições mais favoráveis. 5º. porque depende do poder do homem sobre a natureza. I e II). mais o homem se vai libertando dos obstáculos que o constrangem. 22. o que é válido afirmar é que a liberdade consiste na ausência de coação anormal. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. que ela fica sujeita à observância das qualificações profissionais que a lei exigir. A liberdade opõe-se ao autoritarismo. o que se pense em ciência. mencionando também o problema da segurança. beneficia brasileiros e estrangeiros residentes. arte. com todas as suas liberdades. 12 § 3º. por qualquer forma. à autoridade legítima. quanto à escolha e exercício de ofício ou profissão. mais liberdade conquista.37) Discriminações e inconstitucionalidade: são inconstitucionais as discriminações não autorizadas pela Constituição. que aqui. mas como forma de garantir a efetividade destas. em função do Direito Constitucional positivo. é hoje função do Estado promover a liberação do homem de todos esses obstáculos. que é a liberdade de ação em geral. de comunicação. ( art. DIREITOS COLETIVOS 43) Direito à informação: o direito de informar. A Constituição ressalva. discriminando-as em face de outros na mesma situação que. 4) liberdade de ação profissional. de expressão intelectual. a liberdade anunciada no acima (art. só podendo a lei federal definir as qualificações profissionais requeridas para o exercício das profissões. econômicos. de ofício e de profissão. O assinalado o aspecto histórico denota que a liberdade consiste num processo dinâmico de liberação do homem de vários obstáculos que se antepõem à realização de sua personalidade: obstáculos naturais. artística e científica e direitos conexos. de informação. há 2 formas de cometer essa inconstitucionalidade. à medida que a atividade humana se alarga. assim. 5º. 42) Liberdade de ação profissional: confere liberdade de escolha de trabalho. e é aqui que a autoridade e liberdade se ligam. como conceito podemos dizer que liberdade consiste na possibilidadede de coordenação consciente dos meios necessários à realização da felicidade pessoal. 2) liberdade de pensamento. e 37. de acordo com as propensões de cada pessoa e na medida em que a sorte e o esforço próprio possam romper as barreiras que se antepõem à maioria do povo. para nós as formas de expressão dessa liberdade se revelam apenas na liberdade de locomoção e na liberdade de circulação. II. enquanto a acessibilidade à função pública sofre restrições de nacionalidade (arts. dever. moral e legítima. que decorre do art. não porém. Cabe considerar aquela que constitui a liberdade-matriz. 40) Liberdade da pessoa física: é a possibilidade jurídica que se reconhece a todas as pessoas de serem senhoras de sua própria vontade e de locomoverem-se desembaraçadamente dentro do território nacional. a sociedade. DIREITO DE LIBERDADE 38) O problema da Liberdade: a liberdade tem um caráter histórico. 3) liberdade de expressão coletiva. de expressão cultural e de transmissão e recepção do conhecimento. 39) Liberdade e liberdades: liberdades. distingue-se em 5 grupos: 1) liberdade da pessoa física. fortalece-se. 41) Liberdade de pensamento: é o direito de exprimir. discriminando-os favoravelmente em detrimento de outras pessoas ou grupos em igual situação. ônus. XIII). à deformação da autoridade. ilegítima e imoral. no plural. trata-se de liberdade de conteúdo intelectual e supõe contato com seus semelhantes. religião. não como forma dessa liberdade em si. ou o que for. XVI). daí se conclui que toda a lei que limita a liberdade precisa ser lei normal. O regima democrático é uma garantia geral da realização dos direitos humanos fundamentais. sociais e políticos. sanção ou qualquer sacrifício a pessoas ou grupos de pessoas. como aspecto da liberdade de manifestação de . no sentido de que seja consentida por aqueles cuja liberdade restringe. a outra forma revela-se em se impor obrigação. religiosa. 5) liberdade de conteúdo econômico. o conteúdo da liberdade se amplia com a evolução da humanidade. e sobre si mesmo em cada momento histórico. quanto mais o processo de democratização avança.

pensamento, revela-se um direito individual, mas já contaminado no sentido coletivo, em virtude das transformações dos meios de comunicação, que especialmente se concretiza pelos meios de comunicação social ou de massa; a CF acolhe essa distinção, no capítulo da comunicação (220 a 224). preordena a liberdade de informar completada com a liberdade de manifestação do pensamento (5º, IV). 44) Direito de representação coletiva: estabelece que as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados em juízo ou fora dele (art. 5º, XXI), legitimidade essa também reconhecida aos sindicatos em termos até mais amplos e precisos, in verbis: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas (art. 8, III). 45) Direito de participação: distinguiremos 2 tipos; um é a participação direta dos cidadãos no processo político e decisório (arts. 14, I e II, e 61, § 2º); só se reputa coletivo porque só pode ser exercido por um número razoável de eleitores: uma coletividade, ainda que não organizada formalmente. Outro, é a participação orgânica, às vezes resvalando para uma forma de participação corporativa, é a participação prevista no art. 10 e a representação assegurada no art. 11, as quais aparecem entre os direitos sociais. Coletivo, de natureza comunitária não-corporativa, é o direito de participação da comunidade (arts. 194, VII e 198, III). 46) Direito dos consumidores: estabelece que o Estado proverá, na forma da lei, a defesa do consumidor (art. 5º, XXXII), conjugando isso com a consideração do art. 170, V, que eleva a defesa do consumidor à condição de princípio da ordem econômica. 47) Liberdade de reunião: está prevista no art. 5º, XVI; a liberdade de reunião está plena e eficazmente assegurada, não mais se exige lei que determine os casos em que será necessária a comunicação prévia à autoridade, bem como a designação, por esta, do local de reunião; nem se autoriza mais a autoridade a intervir para manter a ordem, cabendo apenas um aviso à autoridade que terá o dever, de ofício, de garantir a realização da reunião. 48) Liberdade de associação: é reconhecida e garantida pelos incisos XVII a XXI do art. 5º; há duas restriçõs expressas à liberdade de associar-se: veda-se associação que não seja para fins lícitos ou de caráter paramilitar; e é aí que se encontra a sindicabilidade que autoriza a dissolução por via judicial; no mais têm as associações o direito de existir, permanecer, desenvolver-se e expandir-se livremente. Regime das Liberdades 49) Eficácia das normas constitucionais sobre as liberdades: as normas constitucionais que definem as liberdades são, via de regra, de eficácia plena e aplicabilidade direta e imediata; vale dizer, não dependem de legislação nem de providência do Poder Público para serem aplicadas; algumas normas podem caracterizar-se como de eficácia contida (quando a lei restringe a plenitude desta, regulando os direitos subjetivos que delas decorrem); o exercício das liberdades não depende de normas reguladoras, porque, como foi dito, as normas constitucionais que as reconhecem são de aplicabilidade direta e imediata, sejam de eficácia plena ou eficácia contida. 50) Sistemas de restrições das liberdades individuais: a característica de normas de eficácia contida tem extrema importância, porque é daí que vêm os sistemas de restrições das liberdades públicas; algumas normas conferidoras de liberdade e garantias individuais, mencionam uma lei limitadora (art. 5º, VI, VII, XIII, XV, XVIII); outras limitações podem provir da incidência de normas constitucionais (art. 5º, XVI e XVII); tudo isso constitui modos de restrições de liberdadesm que, no entanto, esbarram no princípio de que é liberdade, o direito, que deve prevalecer, não podendo ser extirpado por via da atuação do Poder Legislativo nem do poder de polícia. DIREITO DE PROPRIEDADE Direito de Propriedade em Geral

51) Fundamento constitucional: O regime jurídico da propriedade tem seu fundamento na Constituição; esta garante o direito de propriedade, desde que este atenda sua função social (art. 5º, XXII), sendo assim, não há como escapar ao sentido que só garante o direito de propriedade qua atenda sua função social; a própria Constituição dá conseqüência a isso quando autoriza a desapropriação, como pagamento mediante título, de propriedade que não cumpra sua função social (arts. 182, § 4º, e 184); existem outras normas que interferem com a propriedade mediante provisões especias (arts. 5º, XXIV a XXX, 170, II e III, 176, 177 e 178, 182, 183, 184, 185, 186, 191 e 222). 52) Conceito e natureza: entende-se como uma relação entre um indivíduo (sujeito ativo) e um sujeito passivo universal integrado por todas as pessoas, o qual tem o dever de respeitá-lo, abstraindo-se de violá-lo, e assim o direito de propriedade se revela como um modo de imputação jurídica de uma coisa a um sujeito. 53) Regime jurídico da propriedade privada: em verdade, a Constituição assegura o direito de propriedade, estabelece seu regime fundamental, de tal sorte que o Direito Civil não disciplina a propriedade, mas tão-somente as relações civis e ela referentes; assim, só valem no âmbito das relações civis as disposições que estabelecem as faculdades de usar, gozar e dispor de bens (art. 524), a plenitude da propriedade (525), etc.; vale dizer, que as normas de Direito Privado sobre a propriedade hão de ser compreendidas de conformidade com a disciplina que a Constituição lhe impõe. 54) Propriedade e propriedades: a Constituição consagra a tese de que a propriedade não constitui uma instituição única, mas várias instituições diferenciadas, em correlação com os diversos tipos de bens e de titulares, de onde ser cabível falar não em propriedade, mas em propriedades; ela foi explícita e precisa; garante o direito de propriedade em geral (art. 5º, XXII), mas distingue claramente a propriedade urbana (182, § 2º) e a propriedade rural (arts. 5º, XXIV, e 184, 185 e 186), com seus regimes jurídicos próprios. 55) Propriedade pública: a Constituição a reconhece: - ao incluir entre os bens da União aqueles enumerados no art. 20 e, entre os dos Estados, os indicados no art. 26; - ao autorizar desapropriação, que consite na transferência compulsória de bens privados para o domínio público; - ao facultar a exploração direta de atividade econômica pelo Estado (art. 173) e o monopólio (art. 177), que importam apropriação pública de bens de produção. *ver também os arts. 65 a 68 do CC; e 20, XI, e 231 da CF. PROPRIEDADES ESPECIAIS 56) Propriedade autoral: consta no art. 5º, XXVII, que contém 2 normas: a primeira confere aos autores o direito exclusivo de utilizar, publicar e reproduzir suas obras; a segunda declara que esse direito é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; o autor é, pois, titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual que produzir; os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis; mas, salvo os de natureza personalíssima, são transmissíveis por herança nos termos da lei; já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. 57) Propriedade de inventos, de marcas e indústrias e de nome de empresas: seu enunciado e conteúdo denotam, quando a eficácia da norma fica dependendo de legislação ulterior: “que a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como a proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País” (art. 5º, XXIX); a lei, hoje, é a de nº 9279/96, que substitui a Lei 5772/71. 58) Propriedade-bem de família: segundo o inc. XXVI do art. 5º, a pequena propriedade rural, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; possui o interesse de proteger um patrimônio necessário à manutenção e sobrevivência da família. LIMITAÇÕES AO DIREITO DE PROPRIEDADE

59) Conceito: consistem nos condicionamentos que atingem os caracteres tradicionais desse direito, pelo que era tido como direito absoluto (assegura a liberdade de dispor da coisa do modo que melhoe lhe aprouver), exclusivo e perpétuo (não desaparece com a vida do proprietário). 60) Restrições: limitam, em qualquer de suas faculdades, o caráter absoluto da propriedade; existem restrições à faculdade de fruição, que condicionam o uso e a ocupação da coisa; à faculdade de modificação coisa; à alienabilidade da coisa, quando, por exemplo, se estabelece direito de preferência em favor de alguma pessoa. 61) Servidões e utilização de propriedade alheia: são formas de limitação que lhe atinge o caráter exclusivo; constituem ônus impostos à coisal; vinculam 2 coisas: uma serviente e outra dominante; a utilização pode ser pelo Poder Público (decorrente do art. 5º, XXV) ou por particular; as servidões são indenizáveis, em princípio; outra forma são as requisições do Poder Público; a CF permite as requisições civis e militares, mas tão-só em caso de iminente perigo e em tempo de guerra (art. 22, III); são também indenizáveis. 62) Desapropriação: é a limitação que afeta o caráter perpétuo, porque é o meio pelo qual o Poder Público determina a transferência compulsória da propriedade particularm especialmente para o seu patrimônio ou de seus delegados (arts. 5º XXIV, 182 e 184). FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE 63) Conceito: não se confunde com os sistemas de limitação da propriedade; estes dizem respeito ao exercício do direito ao proprietário; aquela à estrutura do direito mesmo, à propriedade; a função social se modifica com as mudanças na relação de produção; a norma que contém o princípio da função social incide imediatamente, é de aplicabilidade imediata; a própria jurisprudência já o reconhece; o princípio transforma a propriedade capitalista, sem socializá-la; constitui o regime jurídico da propriedade, não de limitações, obrigações e ônus que podem apoiar-se em outros títulos de intervenção, como a ordem pública ou a atividade de polícia; constitui um princípio ordenador da propriedade privada; não autoriza a suprimir por via legislativa, a instituição da propriedade privada

III - DIREITOS SOCIAIS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS 64) Ordem social e direitos sociais: a CF/88 traz um capítulo próprio dos direitos sociais e, bem distanciado deste, um títuto especial sobre a ordem social, não ocorrendo uma separação radical, como se os direitos sociais não fossem algo ínsito na ordem social; o art. 6º diz que são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurançam a previdência social ......, na forma desta Constituição; esta forma é dada precisamente no título da ordem social, onde trata dos mecanismos e aspectos organizacionais desses direitos. 65) Direitos sociais e direitos econômicos: a Constituição inclui o direito dos trabalhadores como espécie de direitos sociais, e o trabalho como primado básico da ordem social (arts. 7º e 193); o direito econômico tem uma dimensão institucional, enquanto os sociais constituem forma de tutela pessoal; o direito ecônomico é a disciplina jurídica de atividades desenvolvidas nos mercados, visando a organizá-los sob a inspiração dominante do interesse social; os socias disciplinam situações objetivas, pessoais ou grupais de caráter concreto. 66) Conceito de direitos sociais: são prestações positivas proporcionadas pelo Estado direta ou indiretamente, enunciadas em normas constitucionais, que possibilitam melhores condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a realizar a igualização de situações sociais desiguais.

o 193 dispõe que a ordem social tem como base o primado do trabalho. possui 2 preceitos específicos: irredutibilidade do salário (inciso VI). 9º a 11). renumeração do trabalho noturno superior à do diurno. 7º). e com base nos arts. . 7º. DIREITOS SOCIAIS RELATIVOS AOS TRABALHADORES Questão de Ordem 68) Espécies de direitos relativos aos trabalhadores: são de duas ordens: a) os direitos em suas relações individuais de trabalho (art. 71) Direito ao trabalho e garantia do emprego: o art. piso salarial. a primeira na ordem do art. décimo-terceiro salário. são agrupados em 5 classes: a) direitos sociais relativos ao trabalhador. cabe observar que os dispositivos que garantem a isonomia e não discriminação (XXX a XXXII) também possuem uma dimensão protetora do trabalhador. a quarta é a do inciso XXVIII. 7º. salário nunca inferior ao mínimo. quanto a valores mínimos e certas condições de salários (art. prevê a proteção em face da automação. VI. o 170 estatui que a ordem econômica funda-se na valorização do trabalho. prevendo uma indenização compensatória. tais como: salário mínimo. A garantia de emprego significa o direito de o trabalhador conservar sua relação de emprego contra despedida arbitrária ou sem justa causa . 7º que aparece é a do inciso XX: proteção ao mercado de trabalho da mulher. b) relativos à seguridade. os valores sociais do trabalho. garantir o equilíbrio entre o trabalho e descanso (XIII a XV e XVII a XIX). constituindo crime sua retenção dolosa (inciso X). caput). 74) Direitos relativos ao repouso e à inatividade do trabalhador: a Constituição assegura o repouso semanal renumerado. XVII. forma de segurança do trabalho. VIII. 7º. d) relativos à família. por meio delas é que eles alcançam a melhoria de sua condição social (art. temos assim direitos expressamente enumerados e direitos simplesmente previstos. o gozo de férias anuais.67) Classificação dos direitos sociais: à vista do Direito positivo. este ressai do conjunto de normas sobre o trabalho. e a proteção do salário na forma da lei. na forma da lei. a terceira do inciso XXVII. respeito ao princípio da isonomia salarial e o adicional de insalubridade. c) relativos à educação e cultura. 7º. 6º a 11. no art. XIX. determinação que a renumeração da hora extra seja superior no mínimo 50% a do trabalho normal. adolescente e idoso. b) direitos coletivos dos trabalhadores (arts. que estabelece o seguro contra acidentes de trabalho. 7º relaciona os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. IV. compreendendo os direitos à saude. visando proteger o trabalhador. XXI e XXIV. 6º define o trabalho como direito social. 73) Direitos relativos ao salário: quanto à fixação. a segunda é a do inciso XXII. há porém uma classicação dos direitos sociais do homem como produtor e como consumidor. mas ela o faz. além de outros que visem à melhoria de sua condição social. a Constituição não é o lugar para se estabelecerem as condições das relações de trabalho. à previdência e assistência social. e) relativos ao meio ambiente. declara que o País tem como fundamento. 7º trazem norma expressa conferindo o direito ao trabalho. mas seu parágrafo único assegura à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos indicados nos incisos IV. caso ocorra essa hipótese (art. 75) Proteção dos trabalhadores: a CF ampliou as hipóteses de proteção. especialmente para assegurar a isonomia material (XXX a XXXII e XXXIV). criança. a CF oferece várias regras e condições. a licença a gestante e a licença-paternidade (incisos XV e XVII a XIX). 1º. Direitos dos Trabalhadores 69) Destinatários: o art. salário-família. 72) Direitos sobre as condições de trabalho: as condições dignas de trabalho constituem objetivos dos direitos dos trabalhadores. 70) Direitos reconhecidos: são direitos dos trabalhadores os enumerados nos incisos do art. I). mas nem ele nem o art. IV a X). e. entre outros. quanto à proteção do salário. XVIII.

do referido artigo autoriza a assembléia geral a fixar a contribuição sindical que. garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos a ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. a participação na gestão da empresa só ocorrerá quando a coletividade trabalhadora da empresa. por si própria (art. participar das negociações coletivas.76) Direitos relativos aos dependentes do trabalhador: o da maior importância social é o direito previsto no inc. 84) Direito à saúde: a CF declara ser a saúde direito de todos e dever do Estado. conforme definido em lei (art. impor contribuições. disponha de algum poder de co-decisão ou pelo menos de controle. eleger ou designar representantes da respectiva categoria. resultados. nas empresas de mais de 200 empregados. 7º. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. um delegado ou um representante. 80) Direito de substituição processual: consiste no poder que a Constituição conferiu aos sindicatos de ingressar em juízo na defesa de direitos e interesses coletivos e individuais da categoria. já a associação profissional não sindical se limita a fins de estudo. ou resultados. 578 a 610 da CLT). consistem na equação positiva ou negativa entre todos os ganhos e perdas. DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES 78) Liberdade de associação ou sindical: são mencionados no art. II. por força do art. a liberdade de adesão sindical. a liberdade sindical implica efetivamente: a liberdade de fundação de sindicato. fazendo parte ou não dos órgãos diretivos dela. e. A Constituição contempla e assegura amplamente a liberdade sindical em todos os seus aspectos. O inciso IV. o texto fala em participação nos lucros. um conselho. XI). 77) Participação nos lucros e co-gestão: diz-se que é direito dos trabalhadores a participação nos lucros. proteção e recuperação. lucro bruto é a diferença entre a receita líquida e custos de produção dos bens e serviços da empresa. VI. serviços e ações .(arts. independente da contribuição prevista em lei. defesa e coordenação dos interesses econômicos e profissionais de seus associados. são diferentes. DIREITOS SOCIAIS DO HOMEM CONSUMIDOR Direitos Sociais Relativos à Seguridade 83) Seguridade social: A Constituição acolheu uma concepção de seguridade social. do art. XXV. ao defini-la como “um conjunto de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. Sobre a pluracidade ou unicidade sindical. 9º). A participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho é obrigatória. 79) Direito de greve: a Constituição assegurou o direito de greve. conforme o art. em se tratando de categoria profissional. 10). 8º. desvinculada da renumeração. 8º. pelo qual se assegura assistência gratuita aos filhos e dependentes do trabalhador desde o nascimento até 6 anos de idade em creches e pré-escolas. a CF adotou a unicidade. 8º. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. greve é o exercício de um poder de fato dos trabalhadores com o fim de realizar um abstenção coletiva do trabalho subordinado. excepcionalmente. à previdência e à assistência social” (194). 81) Direito de participação laboral: é direito coletivo de natureza social (art. tais como: defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. ou resultados. 2 tipos de associação: a profissional e a sindical. 11. por si ou por uma comissão. cujos objetivos e princípios se aproximam bastante daqueles fundamentais. a diferença é que a sindical é uma associação profissional com prerrogativas especiais. não o subordinou a eventual previsão em lei. segundo o qual. a participação na gestão da empresa. será descontada em folha.7º. 82) Direito de representação na empresa: está consubstanciado na art. a liberdade de atuação e a liberdade de filiação. segundo o qual é assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão.

(5º. igualdade. e § 4º). III a V. 227. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. do adolescente e do idoso (art. § 3º. 92) Direito ao meio ambiente:o art. d) liberdade de formas de expressão cultural. porque será prestada a quem dele necessitar. sendo de ter cuidado para não confundir o direito individual da criança . gratuidade do ensíno públido.que são de relevância pública (196 e 197). 89) Direito à educação: o art. VII a IX. previdenciário (201. b) direito de acesso às fontes da cultura nacional. Direitos Sociais Relativos à Educação e à Cultura 87) Significação constitucional: a CF/88 deu releventa importância à cultura. e) liberdade de manifestações culturais. morte. liberdade. 94) Direito dos idosos: além dos direitos. 85) Direito à previdência social: funda-se no princípio do seguro social. eleva e educação ao nível dos direitos fundamentais do homem. que aliás coincide. ele está muito associado aos direitos dos trabalhadores relativos ao repouso. como forma de propriedade de interesse público (215 e 216). 30. da criança. realçando-lhe o valor jurídico. velhice e reclusão. de assistência social e no capítulo da família. IX. 205 e 227). DIREITOS SOCIAIS DA CRIANÇA E DOS IDOSOS 93) Proteção à maternidade e à infância: está prevista no art. 24. 6º. como visto. I) e assintenciário (203. assim. independentemente de contribuição (art. 23. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. mas seu conteúdo há de ser buscado em mais de um dos capítulos da ordem social. que combinada com o art. ou constituição cultural. com seu direito social. 227). (201 e 202) 86) Direito à assistência social: constitui a face universalizante da seguridade social. 227. 225 estatui que. IX. formando aquilo que se denomina ordem constitucional da cultura. assegurando a sua participação na comunidade. estatui que a família. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. invalidez. b) preparo da pessoa para o exercício da cidadania. c) qualificação da pessoa para o trabalho. ficam sujeitos a um regime jurídico especial. os princípios estão acolhidos no art. todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. constituiída pelo conjunto de normas que contêm referências culturais e disposições consubstanciadoras dos direitos sociais relativos à educação e à cultura. f) direito-dever estatal de formação de patrimônio cultural e de proteção dos bens de cultura. gestão democrática da escola e padrão de qualidade. pluralismo. 205: a) pleno desenvolvimento da pessoa. 203). 6º como espécie de direito social. c) direito de difusão da cultura. e 205 a 2017). valorização dos respectivos profissionais. o art. 90) Direito à cultura: os direitos culturais são: a) direito de criação cultural. onde aparece com aspectos do direito de previdência social. bem . 206: universalidade. com a cláusula a educação é dever do Estado e da família (art. DIREITO AMBIENTAL 91) Direito ao lazer: a Constituição menciona o lazer apenas no art. com o de todas as pessoas. I). 205 contém uma declaração fundamental. de sorte que os benefícios e serviços se destinam a cobrir eventos de doença. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. aí se afirma que a educação é direito de todos. que. 88) Objetivos e princípios informadores da educação: os objetivos estão previstos no art. 6º e faz ligeira referência no art. e nada mais diz sobre esse direito social. em boa parte. IV a VII. com o direito civil e com o direito tutelar do menos (art. 230. apenas do segurado e seus dependentes.

I. 12. b) do Estado. se confere a nacionalidade em função do viínculo de sanguem reputando-se os nacionais ou dependentes de nacionais. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral (art. b) o critário de origem territorial. I). b) extraordinária: é reconhecida aos estrangeiros. 12. 2) os nascidos no exterior. IV . 12 da Constituição. 96) Natureza do direito de nacionalidade: os fundamentos sobre a aquisição da nacionalidade é matéria constitucional. pela nacionalidade brasileira. 102) Os brasileiros naturalizados: o art.o nascimento -. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão pessoal do Estado. oferece um mecanismo adequado para solucionar os conflitos de nacionalidade negativa em que se vejam envolvidos filhos de brasileiros (art. O sistema constitucional brasileiro. não se vincula a nenhum daqueles critérios. geram um conflito de nacionalidade. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. nacional é o brasileiro nato ou naturalizado. 12. a). II. e compreende 2 classes: a) ordinária: é a concedida ao estrangeiro residente no país. 97) Nacionalidade primária e nacionalidade secundária: a primária resulta de fato natural . a não ser que estejam em serviço oficial.como a gratuidade dos transportes coletivos urbanos e. são elas: 1) os nascidos no Brasil. 12. 4) os nascidos no exterior. dada a circunstância de nascimento. depois do nascimento. 12. desde que venham a residir no Brasil antes da maioridade e optem. em qualquer tempo. consiste na situação da pessoa que. a secundária é a que se adquire por fato voluntário. cidadão qualifica o nacional no gozo dos direitos políticos e os participantes da vida do Estado. que lhe determinariam uma nacionalidade. no Direito Constitucional vigente. que preencha os requisitos previstos na lei de naturalização. de pai ou mãe brasileiros. mesmo naqueles casos em que ela é considerada em textos de lei ordinária. Os modos de aquisição da nacionalidade secundária dependem da vontade: a) do indivíduo. nacionalidade é o vínculo jurídicopolítico de Direito Público interno. quer sejam filhos de pais brasileiros ou de pais entrangeiros. o que acontece quando sua situação de nascimento se vincula aos 2 critérios de determinação de nacionalidade primária. 12. revelando 4 situações definidoras de nacionalidade primária no Brasil. só esse dispositivo diz quais são os brasileiros. só reconhecendo a naturalização expressa. 3) os nascidos no exterior. registrados em repartição brasileira competente. prevê o processo de naturalização. b e c). e o brasileiros naturalizados (art.DIREITO DE NACIONALIDADE 95) Conceito de Nacionalidade: segundo Pontes de Miranda. aquela que depende de requerimento do naturalizando. têm sentido distinto. 101) Os brasileitos natos: o art. 103) Condição jurídica do brasileiro nato: essa condição dá algumas vantagens em relação ao . dá os critérios e pressupostos para que alguém seja considerado brasileito nato. DIREITO DE NACIONALIDADE BRASILEIRA 100) Fonte constitucional do direito de nacionalidade: estão previstos no art. os termos nacionalidade e cidadania. distinguindo-se em 2 grupos. I. tanto quanto possível a convivência em seu lar. que pode ser positivo ou negativo. de pai ou mãe brasileiros. ou nacional e cidadão. residente no Brasil há mais de 15 anos i ninterruptos e sem condenação penal. pelo qual se atribui a nacionalidade a quem nasce no território do Estado de que se trata. desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil. 99) O polipátrida e o “heimatlos”: polipátrida é quem tem mais de uma nacionalidade. I. II). com consequência jurídicas relevantes: os brasileiros natos (art. 98) Modos de aquisição de nacionalidade: são 2 os critérios para a determinação da nacionalidade primária: a) critério de sangue. Heimatlos.

o que a perdeu por naturalização voluntária poderá readquiri-la . 12.por decreto do Presidente. Permanência: estada sem limitação de tempo. XV). serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro nato. CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO NO BRASIL 107) O estrangeiro: reputa-se entrangeiro no Brasil. § 2º). b) adquirir outra nacionalidade (art. 12. observados os critérios para isso. existem limitações aos estrangeiros estabelecidas na Constituição. pela norma estrangeira. conforme o caso. como a possibilidade de exercer todos os direitos conferidos no ordenamento pátrio. 113) Asilo político: a Constituição prevê a concessão do asilo político sem restrições. quem tenha nascido fora do território nacional que. Saída: pode seixar o território com o visto de saída. salvo os casos previstos nesta Constituição. § 4º). mas mera expectativa de direito. XXXI. porém. o visto não cria direito subjetivo. mas também não restringe. nem a estrangeiros nas situações enumeradas no art. 3º). 108) Especial condição jurídica dos portugueses no Brasil: a CF favorece os portugueses residentes no país. art. salvo nos casos de reconhecimento de de nacionalidade originária pela lei estrangeira. VII. 4º. obtendo o visto de entrada. considerando como um dos princípios que regem as relações internacionais do Brasil (art. quanto aos sociais. as distinções são só aquelas consignadas na Constituição (art. 36). de sorte que podermos asseverar que eles só não gozam dos mesmos direitos assegurados aos brasileiros quando a própria Constituição autorize a distinção. 112) Não aquisição de direitos políticos: os estrangeiro não adquirem direitos políticos (art. não o concedendo aos menores de 18 anos. Entrada: satisfazendo as condições estabelecidas na lei. apesar desse dispositivo ser muito defeituoso e incompreensível. 109) Locomoção no território nacional: a liberdade de locomoção no território nacional é assegurada a qualquer pessoa (art. 172. 5º. mas também ficam sujeitos aos deveres impostos a todos. por qualquer forma prevista na Constituição. 5º. 105) Perda de nacionalidade brasileira: perde a nacionalidade o brasileiro que: a) tiver cancelada sua naturalização.§ 1º. 5º. nele permanecer ou dele sair. como condição para permanência em seu território ou para exercício de direitos civis (redação da ECR-3/94). assim que obtenha o visto para fixar-se definitivamente. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 106) Reaquisição da nacionalidade brasileira: salvo se o cancelamento for feito em ação rescisória. consiste no recebimento . e imposição de naturalização.naturalizado. a liberdade. ora. apenas recupera a condição que perdera. 12. 222. 104) Condição jurídica do brasileiro naturalizado: as limitações aos brasileiros naturalizados são as previstas nos arts. § 5) 111) Gozo dos direitos individuais e sociais: é assegurado aos entrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. art. 190. 7º da referida lei. à igualdade. 89. alterada pela Lei 6964/81). a lei condiciona o direito de qualquer pessoa entrar no território nacional. ela não assegura. esse com restrições. só ou com seus bens ( Lei 6815/80. Exs: arts. não tendo efeito retroativo. § 3º. 14. aquele que teve a naturalização cancelada nunca poderá recuperar a nacionalidade brasileira perdida. não adquira a nacionalidade brasileira. § 2º). à segurança e à propriedade. 222. quando declara que aos portugueses com residência permanente no País. se houver reciprocidade em favor de brasileiros.227. ao brasileiro residente no Estado estrangeiro. se se ressalvam casos previstos. por sentença judicial. 110) Aquisição e gozo dos direitos civis: o princípio é o de que a lei não distingue entre nacionais e estrangeiros quanto à aquisição e ao gozo dos direitos civis (CC. 176. X). a constituição não tem ressalva alguma aos direitos inerentes ao brasileiros natos. LI. cumpre-se notar que a reaquisição da nacionalidade opera a partir do decreto que a conceder. se estiver domiciliado no Brasil (Lei 818/49.

que tem o cidadão de eleger. vetando os crimes políticos ou de opinião por estrangeiro. 14. são apenas modalidades de seu exercício ligadas à capacidade eleitoral ativa. 116) Deportação: fundamenta-se no fato de o estrangeiro entrar ou permanecer irregularmente no território nacional. dá-lhes sentido diferentes. 121) Instituições: as instituições fundamentais são as que configuram o direito eleitoral. para evitar punição ou perseguição no seu país por delito de natureza politica ou ideológica. a qualidade de eleitor decorre do alistamento. a CF. então que a cidadania se adquire com a obtenção da qualidade de eleitor. que assenta na elegibilidade. no entanto. atentar contra a segurança nacional. DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS 120) Conceito: consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo político e nos órgãos governamentais. tais como o direito de sufrágio e os sistemas e procedimentos eleitorais. 118) Modalidades de direitos políticos: o núcleo fundamental dos direitos políticos consubstancia-se no direito de votar e ser votado. 76 a 94 da Lei 6815/80. garantindo a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidade de sufrágio. 14. e à capacidade eleitoral passiva. 114) Extradição: compete a Únião legislar sobre extradição (art. a seu pedido. a ordem política ou social.de estrangeiros no território nacional. consubstanciada nas condições do direito de votar (ativo). possibilitando-se falar em direitos políticos ativos e passivos. V . que é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos. fundamenta-se na necessidade de defesa e conservação da ordem interna ou das relações internacionais do Estado interessado. vigorando sobre ela os arts. ser eleito e de participar da organização e da atividade do . pode-se dizer. a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular. I e II). 119) Aquisição de cidadania: os direitos de cidadania adquirem-se mediante alistamento eleitoral na forma da lei. atributo de quem preenche as condições do direito de ser votado (passivo). sem os requisitos de ingresso. § 1º. os maiores de 70 anos e maiores de 16 e menores de 18 (art. ou cujo procedimento o torne nocivo à convivência e aos interesses nacionais. a Constituição emprega a expressão direitos políticos. sem que isso constitua divisão deles. cabe ao STF processar e julgar ordinariamente a extradição solicitada por Estado estrangeiro. o sufrágio é um direito público subjetivo de natureza política. Direito de Sufrágio 122) Conceito e funções do sufrágio: as palavras sufrágio e voto são empregadas comumente como sinônimas. decorre do não cumprimento dos requisitos. secreto e tem valor igual. que documentalmente se manifesta na posse do título de eleitor válido. 22. por onde se vê que sufrágio é universal e o voto é direto. em seu sentido estrito. como o conjunto de regras que regula os problemas eleitorais. mas a CF traça limites à possibilidade de extradição quanto à pessoa acusada e quando à natureza do delito. e de modo absoluto os brasileiros natos. de qualquer forma.DIREITO DE CIDADANIA DIREITOS POLÍTICOS 117) Conceito e abrangência: Os direitos políticos consistem na disciplina dos meios necessários ao exercício da soberania popular. 115) Expulsão: é passível de expulsão o estrangeiro que. XV). especialmente no seu art. entre outros casos previstos em lei.

131) Elegibilidade e condições de elegibilidade: consiste no direito de postular a designação pelos eleitores a um mandado político no Legislativo ou no Executivo.). 129) Caracteres do voto: eficácia. é a sua manifestação no plano prático.poder estatal. o regime. no que tange sua função eleitoral. é. uma função. se não for titular do direito de votar. a personalidade do voto é indispensável para a realização dos atributos da sinceridade e autenticidade. 125) Titulares do direito de sufrágio: diz-se ativo (direito de votar) e passivo (direito de ser votado). 123) Forma de sufrágio: o regime político condiciona as formas de sufrágio ou. o sigilo do voto é assegurado mediante as seguintes providências: 1) uso de cédulas oficiais. autocrático ou oligárquico. 124) Natureza do sufrágio: é um direito público subjetivo democrático. o sufrágio restrito ( quando só é conferido a indivíduos qualificados por condições econômicas ou de capacidade especiais) revela um regime elitista. as formas de sufrágio denunciam. nem menos de 50. 126) Capacidade eleitoral ativa: depende das seguintes condições: nacionalidade brasileira. não se admitindo que outro o faça. não se admitindo. aquele caracteriza o eleitor. 128) Natureza do voto: a questão se oferece quanto a saber se o voto é um direito. 103. sim. o eleitorado está organizado segundo 3 tipos de divisão territorial. é aceitável a sua imposição como um dever. de acordo com o direito eleitoral vigente. nele consubstancia-se o consentimento do povo que legitima o exercício do poder. daí se conclui que o voto é um direito público subjetivo. 14 . que cabe ao povo nos limites técnicos do princípio da universalidade e da igualdade de voto e de elegibilidade.(art. mas função de soberania popular. nestas. o elegível. será universal (quando se outorga o direito de votar a todos as nacionais de um país. posse de título eleitoral e não ser conscrito em serviço militar obrigatório. sem restrições derivadas de condições de nascimento. . direito esse. no sentido de que cada eleitor de ambos os sexos tem direito a um voto em cada eleição e para cada tipo de mandato. por outras palavras. em princípio. 4) emprego de urna que assegure a inviolabilidade do sufrágio e seja suficientemente ampla para que não acumulem as cédulas na ordem em que forem introduzidas pelo próprio eleitor. 117. qué é um direito já o admitimos acima. que são as circunscrições eleitorais e zonas eleitorais e. o outro. o Direito Constitucional brasileiro respeita o princípio da igualdade do direito de voto. uma função ou um dever. aí estando sua função primordial. para tanto. 2) isolamento do eleitor em cabine indevassável. o primeiro é pressuposto do segundo. sinceridade e autenticidade são atributos que os sistemas eleitorais democráticos procuram conferir ao voto. hão de garantir-lhe 2 caracteres básicos: personalidade e liberdade. adotando-se a regra de que a cada homem vale um voto. as condições de elegibilidade e as . nesse sentido. idade mínima de 16 anos. significando que o eleitor deverá estar presente e votar ele próprio. mas também pela faculdade de votar em branco ou de anular o voto. de fortuna e de capacidade especial. Lei 4737/65) 130) Organização do eleitorado: o conjunto de todos aqueles detêm o direito de sufrágio forma o eleitorado. fundamenta-se no princípio da soberania popular por meio de represantes. na medida em que traduz o instrumento de atuação desta. salvo autorização do TRE em casos excepcionais (art. 14) 127) Exercício do sufrágio: o voto: o voto é o ato fundamental do exercício do direito de sufrágio. ao mesmo tempo. 3) verificação da autenticidade da cédula oficial. a liberdade de voto é fundamental para sua autenticidade e eficácia.art. * esse assunto merece uma leitura mais ampla. os eleitores são agrupados em seções eleitorais que não teram mais de 400 eleitores nas capitais e de 300 nas demais localidades. garantido pelo voto secreto. os votos por correspondência ou por procuração. se este é democrático. uma função social e um dever. (art. pois. ninguém tem o direito de ser votado. manifestando-se não apenas pela preferência a um ou outro candidato. que é a seleção e nomeação das pessoas que hão de exercer as atividades governamentais. Lei 4737/65).

por isso. que consiste no seguinte: adiciona-se mais 1 lugar aos o que foram obtidos por cada um dos partidos. em segundo lugar pode ser simples. que se obtém dividindo-se o número de votos obtidos pela legenda pelo quociente eleitoral. pretende-se que a representação em determinado território. b) por maioria relativa. isso porque algumas da condições indicadas dependem de forma estabelecida em lei. por ele. § 2º). c) Quociente partidário: é o número de lugares cabível a cada partido. 136) O sistema misto: existem 2 tipos: o alemão. que procura combinar o princípio decisório da eleição majotirária com o modelo representativo da eleição proporcional. mas com um aumento da representação proporcional. a fração superior a meio. destinados a organizar a representação do povo no território nacional. na forma da lei. como válidos. se estendendo às Assembléias Legislativas e às Câmaras de Vereadores. cabe ao candidato ou candidatos que obtiverem a maioria dos votos. além de outras que podem ser previstas em lei complementar. as condições de elegibilidade. se distribua em proporção às correntes ideológicas ou de interesse integrada nos partidos políticos concorrentes. toma-se o número de votos válidos atribuídos a cada partido e divide-se por aquela soma.inelegibilidade variam em razão da natureza ou tipo de mandato pleiteado. para a eleição de Senadores Federais. arredondando-se para 1. II). d) Distribuição de restos: para solucionar esse problema da distribuição dos restos ou das sobras. art. o sistema suscita os problemas de saber quem é considerado eleito e qual o número de eleitos por partido. os votos nulos e brancos não entram na contagem (77. dividindo-se o número de votos válidos pelo número de lugares a preencher na Câmara dos Deputados. os votos dados à legenda partidária e os votos de todos os candidatos. o conjunto de técnicas e procedimentos que se empregam na realização das eleições. 134) O sistema majoritário: por esse sistema. § 3º. do Governador (28) e do Prefeito (29. houve . que busca conservar o sistema eleitoral misto. 14. desprezada a fração. e o mexicano. o primeiro lugar a preencher caberá ao partido que obtiver a maior média. depois. sendo. denomidado sistema de eleição proporcional “personalizado”. desprezada a fração igual ou inferior a meio. as inegebilidades constam nos §§ 4º a 7º e 9º do mesmo artigo. ou na Câmara Municipal. primeiramente ele se conjuga com o sistema de eleições distritais. conforme o caso. haverá apenas um candidato por partido. as eleições são procedimentos técnicos para a designação de pessoas para um cargo ou para a formação de assembléias. a representação. se designa sistema eleitiral. do livro. como pode ser por maioria absoluta. No Brasil. ou na Assembléia Legislativa estadual. 109) * é bom observar os exemplos nas páginas 374 e ss. com maioria simples. repita-se a mesma operação tantas vezes quantos forem os lugares restantes que devem ser preenchidos. a CF arrola no art. necessário determinar: a) votos válidos: para a determinação do quociente eleitoral contam-se. o direito brasileiro adotou o método da maior média. (Código Eleitoral. para a eleição do Presidente (77). 135) O sistema proporcional: é acolhido para a eleição dos Deputados Federais (45). até sua total distribuição entre os diversos partidos. SISTEMAS ELEITORAIS 132) As eleições: a eleição não passa de um concurso de vontades juridicamente qualificadas visando operar a designação de um titular de mandato eletivo. 133) Reeleição: significa a possibilidade que a Constituição reconhece ao titular de um mandato eletivo de pleitear sua própria eleição para um mandato secessivo ao que está desempenhando. em dado território. o Direito Constitucional brasileiro consagra o sistema majoritário: a) por maioria absoluta. isto é. b) Quociente eleitoral: determina-se o quociente eleitoral . com predomínio do sistema de maioria. nos quais o eleitor há de escolher entre candidatos individuais em cada partido.

(arts. da totalidade dos direitos políticos de votar e ser votado. Propaganda: é regulada pelos arts. 142) Interpretação: a interpretação das normas constitucionais ou complementares relativas aos direitos políticos deve tender à maior compreensão do princípio. cujo procedimento esta descrito nos arts. coibir a fraude. segundo as boas regras de hermenêutica. com o que o indivíduo perde sua condição de eleitor e todos os direitos de cidadania nela fundados. e tem por objetivo fundamental assegurar a eficácia das normas e garantias eleitorais e. a formação das candidaturas ocorrem em cada partido. portanto. na forma que a lei dispusesse. de uma forma ou de outra. 141) Conteúdo: compõem-se das regras que privam o cidadão. pela perda definitiva ou temporária. 87 a 102 do Código Eleitoral. e é nesse momento que devem concretizar-se as garantias eleitorais do sigilo e da liberdade de voto (arts. § 1º). 135 a 157. a temporária é sua suspensão. PROCEDIMENTO ELEITORAL 137) Apresentação de candidatos: o procedimento eleitoral visa selecionar e designar as autoridades governamentais. 118 a 121) DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS 140) Conceito: são àquelas determinações constitucionais que. enquanto as regras de privação e restrição hão de entender-se nos limites mais estreitos de sua expressão verbal. deve dirigir-se ao favorecimento do direito de votar e de ser votado. buscando a verdade e a legitimodade eleitoral. . enquanto durarem seus efeitos. e 158 a 233. 145) Suspensão dos direitos políticos: consiste na sua privação temporária. porque não se pode admitir a aplicação de penas restritivas de direito fundamental por via que não seja a judiciária. pois a CF garante-lhes autonomia para definir sua estrutura interna. em processo suscitado pelas autoridades federais em face de caso concreto. especialmente. o registro das candidaturas é feito após a escolha. segundo o processo por ele estabelecido. 240 a 256 do Código Eleitoral. 138) O escrutínio: é o modo pelo qual se recolhem e apuram os votos nas eleições. há de começar pela apresentação dos candidatos ao eleitorado. e só admite a perda e suspensão nos casos indicados no art. bem como daquelas regras que determinam restrições à elegibilidade do cidadão. 15. 146) Competência para decidir sobre a perda e suspensão de direitos políticos: decorre de decisão judicial. importem em privar o cidadão do direito de participação no processo político e nos órgãos governamentais. cumpre ao partido providenciar-lhes o registro consoante. a Constituição veda a cassação de direitos políticos. só pode ocorrer por uma dessas três causas: incapacidade civil absoluta. 139) O contencioso eleitoral: cabe a Justiça Eleitoral. o Poder Judiciário é o único que tem poder para dirimir a questão. quando a Constituição não indique outro meio. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS 143) Modos de privação dos direitos políticos: a privação definitiva denomina-se perda dos direitos políticos. Código Eleitoral). improibidade administrativa. organização e funcionamento (17. condenação criminal transitada em julgado. 144) Perda dos direitos políticos: consiste na privação defeinitiva dos direitos políticos.tentativa de implantar um chamado sistema misto majoritário e proporcional por distrito. a EC 22/82 é o que previu.

contudo. ou unipartidário. de parentesco ou de domicílio. 17. considerada a vida pregressa do candidato. ficará obrigado a novo alistamento eleitoral. 14. ou mais partidos. consiste no modo de organização partidária de um país. organização e funcionamento de . consoante se adote uma regulamentação maximalista (maior intervenção estatal) ou minimalista (menor). 148) Reaquisição dos direitos políticos suspensos: não há norma expressa que preveja os casos e condições dessa reaquisição. 40 da Lei 818/49. Controle: a ordenação constitucional e legal dos partidos traduz-se num condicionamento de sua estrutura. neste último se inclui o sistema brasileiro nos termos do art. 151) Eficácia das normas sobre inelegibilidades: as normas contidas nos §§ 4º a 7º. independem de lei complementar referida no § 9º do mesmo artigo. que deu lugar a um sistema de controle. do art. 40 da Lei 818/49). que continua em vigor sobre a matéria. ou multipartidário. no momento da eleição se encontre o cidadão. quando diz que o inadimplente poderá a qualquer tempo. 156) Institucionalização jurídico-constitucional dos partidos. a normalidade para o exercício do mandato. b) o de dois partidos. 14. coordenar e instrumentar a vontade popular com o fim de assumir o poder para realizar seu programa de governo. c) o de 3. 153) Desincompatibilização: dá-se também o nome de desincompatibilização ao ato pelo qual o candidato se desvencilha da inelegibilidade a tempo de concorrer à eleição cogitada. admite-se uma analogia à Lei 8239/91. seus direitos políticos. as relativas constituem restrições à elegibilidade para determinados mandatos em razão de situações especiais em que. 150) Objeto e fundamento: têm por objeto proteger a proibidade administrativa. os diferentes modos de organização possibilitam o surgimento de 3 tipos de sistema: a) o de partido único. reavendo. e a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. os perdidos em conseqüência da escusa de consciência (art. § 9º).REAQUISIÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS 147) Reaquisição dos direitos políticos perdidos: é regulada no art. 4º. 4. regularizar sua situação mediante cumprimento das obrigações devidas (art. para incidirem. readquirida esta. não impossibilita a recuperação desses direitos que se dará automaticamente com a cessação dos motivos que determinaram a suspensão. assim. seu programa e suas atividades. como para o candidato desembaraçar-se da inelegibilidade. a regra é. que prevê essa reaquisição. INELEGIBILIDADES 149) Conceito: Inelegibilidade revela impedimento à capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado). denominado sistema pluripartidário. o mesmo termo. tornando-se ilegítimas quando estebelecidas com fundamento político ou para assegurarem o domínio do poder por um grupo que o venha detendo. 152) Inelegibilidades absolutas e relativas: as absolutas implicam impedimento eleitoral para qualquer gargo eletivo. cargo ou emprego na administração direta ou indireta (art. DOS PARTIDOS POLÍTICOS 154) Noção de partido político: é uma forma de agremiação de um grupo social que se propõe organizar. são de eficácia plena e aplicabilidade imediata. podem ser por motivos funcionais. 155) Sistemas partidários: sistema de partido. ou bipartidarismo. mediante o qual o eleito sai de uma situação de incompatibilidade para o exercício do mandato. § 2º). quem os perdeu em razão da perda de nacionalidade brasileira. a Constituição vigente liberou a criação. tanto serve para designar o ato. possuem um fundamento ético evidente. essa circunstância.

que é função essencial a existência dos direitos fundamentais do homem. a serem de caráter nacional. 161) Autonomia e democrácia partidária: a idéia que sai do texto constitucional (art.agremiações partidárias. que o povo outorga aseus representantes. 165) Sistema partidário e sistema eleitoral: ambos formam os dois mecanismos de expressão da vontade popular na escolha dos governantes. 17. estão de permeio entre o povo e o governo. mas com previsão de mecanismos de controle qualitativo (ideológico). para seu compromisso com o regime democrático. mantido o controle financeiro. sendo assim. canais por onde se realiza a representação política do povo. mas não no sentido de simples intermediários entre 2 pólos opostos ou alheios entre si. os direitos fundamentais da pessoa humana. a necessidade e os fundamentos de partidos de oposição. nos termos seguintes: é livre a criação. numa concepção minimalista. o controle financeiro impões limites à apropriação dos recursos financeiros dos partidos. fusão. os estatutos dos partidos estão autorizados a prever sanções para os atos de indisciplina e de infidelidade. visando a aplicação de seu programa de governo. resguardados a soberania nacional¸ o regime democrático. sujeitando-se à fiscalização do Poder Público. adquirem personalidade na forma da lei civil é porque são pessoas jurídicas de direito privado PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA 159) Liberdade partidária: afirma-se no art. mas uma determinante estatutária. que poderão ir de simples advertência até a exclusão. a circunstância de ambos se voltarem para um mesmo objetivo imediato (a organização da vontade popular) revela a influência mútua entre eles. 17. do art. que. 164) Partidos e exercício do mandato: uma das conseqüências da função representativa dos partidos é que o exercício do mandato político. a ponto de a doutrina definir condicionamentos específicos do sistema eleitoral sobre o de partidos. 162) Disciplina e fidelidade partidária: pela CF. § 3º. do texto constitucional (17). o pluripartidarismo. 17. V). 158) Natureza jurídica dos partidos: se segundo o § 2º. a prestarem contas à Justiça Eleitoral e a terem funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 160) Condicionamentos à liberdade partidária: ela é condicionada à vários princípios que confluem. em geral. . condicionados. no entanto. mas como um instrumento por meio do qual o povo governa. em essência. não são uma determinante da lei. decorrem. não se admitindo candidaturas avulsas. o pluripartidarismo pressupões maioria governante e minoria discordante. mas a Constituição não permite a perda de mandato por infidelidade partidária. sem controle quantitativo (embora o possibilite por lei ordinária). § 1º) é a de que os partidos hão que se organizar e funcionar em harmonia com o regime democrático e que sua estrutura interna também fica sujeita ao mesmo princípio. a não receberem recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiro ou a subordinação a estes. desse modo. o direito da maioria pressupões a existência do direito da minoria e da proteção desta. faz-se por intermédio deles. de acordo com suas concepções. admite que os partidos têm por função fundamental. realizar uma estrutura interna democrática. incorporação e extinção dos partidos políticos. 157) Função dos partidos e partido de oposição: a doutrina. pois ninguém pode concorrer a eleições se não for registrado num partido (14. PARTIDOS E REPRESENTAÇÃO POLÍTICA 163) Partidos e elegibilidade: os partidos destinam-se a assegurar a autenticidade do sistema representativo. pois. organizar a vontade popular e exprimi-la na busca do poder. que só podem buscá-los em fontes estritamente indicadas. a autonomia é conferida na suposição de que cada partido busque. até o veda.

inobservância do direito violado. significa que se trata de poder limitado. como proclama a Constituição (art. está consagrado no inciso II. 3) dos direitos sociais. os quais se encontram ligados a estes entre os incisos do art. segundo o qual ningum será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 84. o caso. compreendendo: princípio da legalidade. enquanto as garantias são meios destinados a fazer valer esses direitos. positivas ou negativas. não é poder legislativo. sendo necessário olhar na íntegra. 4) dos direitos políticos. 167) Garantias constitucionais dos direitos: se caracterizam como imposições. e os remédios constitucionais.. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS INDIVIDUAIS 170) Conceito: usaremos a expressão para exprimir os meios. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 172) Conceito e fundamento constitucional: o princípio da legalidade sujeita-se ao império da lei. são instrumentos pelos quais se asseguram o exercício e gozo daqueles bens e vantagens. estabilidade dos direitos subjetivos. à disciplina de outras fontes. do art. 5º. elas se agrupam: 1) Garantias constitucionais individuais. a efetividade do gozo e a exigibilidade dos direitos individuais. àquelas subordinadas. 2) garantias dos direitos coletivos. 168) Confronto entre direitos e garantias: a lição de Ruy Barbosa: convém olhar os exemplos que estão nas páginas 414 e ss. da proteção judiciária. 175) Legalidade e poder regulamentar: cabe ao Presidente da República o poder regulamentar para fiel execução da lei e para dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal. especialmente aos órgãos do Poder Público. o Estado não será Democrático de Direito. à segurança. 1º). a estabilidade dos direitos subjetivos adquiridos. instrumentos. IV e VI).GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DIREITOS E SUA GARANTIAS 166) Garantia dos direitos: os direitos são bens e vantagens conferidos pela norma. limitativas de sua conduta. 169) Classificação das garantias constitucionais especiais: nos termos do Direito Constitucional positivo. se o poder não for legítimo. 5º. o princípio da legalidade funda-se no princípio da legitimidade. na forma da lei (art.VI . 173) Legalidade e reserva de lei: o primeiro (genérica) significa a submissão e o respeito à lei. tem-se a reserva legal quando uma norma constitucional atribui determinada matéria exclusivamente à lei formal. para assegurar a observância ou. o segundo ( legalidade específica) consiste em estatuir que a regulamentação de determinadas matérias há de fazer-se necessariamente por lei formal. qualquer que seja seu objeto. segurança jurídica e remédios constitucionais. procedimentos e instituições destinados a assegurar o respeito. perfeitos e julgados. 174) Legalidade e legitimidade: o princípio da legalidade de um Estado Democrático de Direito assenta numa ordem jurídica emanada de um poder legítimo. 176) Legalidade e atividade administrativa: Lembra Hely Lopes Meirelles que a eficácia de toda a . para entender o assunto. mas pela busca da igualização das condições dos socialmente desiguais. subtraindo-a. até porque. o princípio é o de que o poder regulamentar consiste num poder administrativo no exercício de função normativa subordinada. que é muito extenso para resumir. 171) Classificação: apenas agruparemos em função de seu objeto em legalidade. mas da lei que realize o princípio da igualdade e da justiça não pela sua generalidade. proteção judiciária. com isso.

5º. 186) Direito adquirido: a LICC declara que se consideram adquiridos os direitos que o seu titular. 5º. constitui garantia de permanência e de estabilidade do princípio da legalidade. vindo a lei nova. o legislativo e o jurisdicional. 177) Legalidade tributária: esse princípio da estrita legalidade tributária compõe-se de 2 princípios que se complementam: o da reserva legal e o da anterioridade da lei tributária (art. fechase o ciclo das garantias processuais. ESTABILIDADE DOS DIREITOS SUBJETIVOS 185) Segurança das relações jurídicas: a segurança jurídica consiste no conjunto de condições que tornam possível às pessoas o conhecimento antecipado e reflexivo das conseqüências diretas de seus atos e de seus fatos à luza da liberdade reconhecida. a segunda consiste no direito de invocar a a atividade jurisdicional sempre que se tenha como lesado ou simplesmete ameaçado um direito. 5º. prevalecendo hoje o conceito do . XXXVI. § 3º (art. se o direito subjetivo não foi exercido. só é permitido fazer o que a lei autoriza. 153. é aquela situação consumada ou direito consumado. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO JUDICIÁRIA 181) Fundamento: fundamenta-se no princípio da separação dos poderes. (art. 6º. 183) Direito de ação e de defesa: garante-se plenitude de defesa. como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo. a arbítrio de outrem (art. junta-se aí uma constelação de garantias. o princípio se contempla com outro. refere-se a coisa julgada material. consagrado na Constituição. 179) Princípios complementares do princípio da legalidade: a proteção constitucional do direito adquirido. tranforma-se em direito adquirido. 184) Direito ao devido processo legal: ninguém será privado de liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (art. a aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. o que prescreve a não ultratividade da lei penal (XL). em processo judicial e administrativo. 187) Ato jurídico perfeito: nos termos do art.atividade administrativa está condicionada ao atendimento da lei. ou alguém por ele. 180) Controle de legalidade: a submissão da Administração à legalidade fica subordinada a 3 sistemas de controle: o administrativo. prevalece o império da lei velha. moralidade e publicidade. é perfeito ainda que possa estar sujeito a termo ou condição. 5º . 188) Coisa julgada: a garantia. XXXV) é a que cabe ao Judiciário o monopólio da jurisdição. revogando aquela sob cujo império se formara o direito subjetivo. XXXV. reconhecido pela doutrina como uma das garantias constitucionais. 5º. esta o princípio segundo o qual a Administração Pública obedecerá aos princípios da legalidade. como a do art. XXXVI) é aquele que sob regime da lei antiga se tornou apto para produzir os seus efeitos pela verificação de todos os requisitos a isso indispensável. impessoalidade. nem pena sem cominação legal (art. direito definitivamente exercido. assegurada no inciso LV: aos litigantes. no art. 178) Legalidade penal: não há crime sem lei anterior que o defina. possa exercer. XXXIX). 37. 150. ou condição preestabelecida inalterável. no art. do ato jurídico perfeito e da coisa julgada. I e III). junto com o da irretroatividade das leis que o complementa. 5º. LIV e LV) 182) Monopólio do judiciário do controle jurisdicional: a primeira garantia que o texto revela (art. a lei não prejudicará o direito adquirido. porque era direito exercitável e exigível à vontade de seu titular. LIV). individual ou não. se vem lei nova. § 2º). combinado com o direito de acesso à justiça (XXXV) e o contraditório e a plenitude de defesa (LV). havendo exceções. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. § 1º. com os meios e recursos a ela inerentes. na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. 153.

194) Direito a certidões: está assegurado a todos. 5º. 191) Segurança em matéria penal: visam tutelar a liberdade pessoal. LXIX) 197) Mandade de injunção: constitui um remédio ou ação constitucional posto à disposição de quem .b) de que não se instituirá tratamento desigual entre contribuintes. personalização da pena. 5º. XII). 5º. d) de que não haverá tributo com efeito confiscatório. XI. independentemente do pagamento de taxas. de julgamento pelo tribunal do júri nos crimes dolosos contra a vida. também o direito fundamental da privacidade. proibição de extradição de brasileiro e de estrangeiro por crime político. no art. da intimidade. REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 193) Direito de petição: define-se como direito que pertence a uma pessoa de invocar a atenção dos poderes públicos sobre uma questão ou situação. só o próprio titular desse direito tem legitimidade para impetrá-lo. garantia do devido processo legal. mais a hipótese do LXXV. que é oponível contra qualquer autoridade pública ou contra agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições públicas. XXXIV. LVIII e LXXV. que torna imutável e indiscutível a sentença. 150: a) nenhum tributo será exigido nem aumentado senão em virtude de lei. XXXVII a XLVII. gde legalidade e da comunicabilidade da prisão. garantia da ação privada. 5º. seja para solicitar uam modificação do direito em vigor do sentido mais favorável à liberdade (art. c) de que nenhum tributo será cobrado em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado nem no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 3) relativas à aplicação da pena: individualização da pena. 7) garantias penais da não discriminação: XLI e XLII. parar e ficar.CPC. 5º. mas pode prever licitamente. figuram no art. quando define a casa como o asilo inviolável do indivíduo. formas de manifestação do pensamento de pessoa a pessoa. com o objetivo de corrigir ato ou omissão ilegal decorrente do abuso de poder. consagra o direito do indivíduo ao aconchego do lar com sua família ou só. princípio da legalidade tributária. como o fez o art. que entram no conceito mais amplo de liberdade de pensamento em geral (IV). 5º. e pedir reorientação da situação. 467). 5º. proibição da prisão civil por dívida. proibição de determinadas penas. visa impedir que estar invadam o lar. LXVIII) 196) Mandado de segurança individual: visa amparar direito pessoal líquido e certo. a lei não pode desfazer a coisa julgada. DIREITO À SEGURANÇA 189) Segurança do Domicílio: o art. que são meio de comunicação interindividual. a obtenção de certidões em repartições públicas para defesa de direito e esclarecimentos de situações de interesse pessoal. 6) garantias da incolumidade física e moral: vedação do tratamento desumano e degradante. 8) garantia penal da ordem constitucional democrática: XLIV. denomina-se coisa julgada material a eficácia. 485 do CPC. 195) Habeas corpus: é um remédio destinado a tutelar o direito de liberdade de locomoção. 5) garantias da presunção de inocência: LVII. do juiz competente. a proteção dirige-se basicamente contra as autoridades. 192) Segurança em matéria tributária: realiza-se nas garantias consubstanciadas no art. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. 2) garantias criminais preventivas: anterioridade da lei penal. XXXIV). 4) garantias processuais penais: instrução penal contraditória. (art. 190) Segurança das comunicações pessoais: visa assegurar o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas (art. sua rescindibilidade por meio de ação rescisória. liberdade de ir e vir. vedação e punição da tortura. (art. seja para denunciar uma lesão concreta. irretroativodade da lei penal. podem ser consideradas em 2 grupos: 1) garantias jurisdicionais penais: da inexistência de juízo ou tribunal de exceção. tem natureza de ação constitucional penal.

trata-se de um remédio constitucional pelo qual qualquer cidadão foca investido de legitimidade para o exercício de um poder de natureza essencialmente política.se considere titular de qualquer daqueles direitos. da CF. o requisito do direito líquido e certo será sempre exigido quando a entidade impetra o mandado de segurança coletivo na defesa de direito subjetivo individual. opinião política. LXXI). 5º. LXXIII. 200) Mandado de injunção coletivo: pode também ser um remédio coletivo. inerte em virtude de ausência de regulamentação (art. aos direitos culturais (215). do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural. da moralidade administrativa. 203) Decisões judiciais normativas: a importância dos sindicatos se revela na possibilidade de celebrarem convenções coletivas de trabalho e. . em defesa dos interesses de seus membros ou associados. já que pode ser impetrado pos sindicato (art. na legitimação que têm para suscitar dissídio coletivo de trabalho.1º. § 2º) 204) Garantia de outros direitos sociais: fontes de recursos para a seguridade social. GARANTIA DOS DIREITOS SOCIAIS 202) Sindicalização e direito de greve: são os 2 instrumentos mais eficazes para a efetividade dos direitos sociais dos trabalhadores. etc) e conservação de dados falsos ou com fins divesos dos autorizados em lei (art. a igualdade de voto. desleais e ilícitos. 201) Ação popular: consta no art. LXXII). tais são o sigilo de voto. 5º. introdução nesses registros de dados sensíveis (origem racial. outorgado a qualquer cidadão como garantia político-constitucional. podemos a definir como instituto processual civil. 5º. 8º e 9º). (114. 5º. quando o sindicaro usá-lo na defesa do interesse coletivo de seus membros e quando os partidos impetrarem-no na defesa do interesse coletivo difuso exigem-se ao menos a ilegalidade e a lesão do interesse que o fundamenta. a reserva de recursos orçamentários para a educação (212). 198) Habeas data: remédio que tem por objeto proteger a esfera íntima dos indivíduos contra usos abusivos de registros de dados pessoais coletados por meios fraudulentos. SOCIAIS E POLÍTICOS GARANTIA DOS DIREITOS COLETIVOS 199) Mandado de segurança coletivo: instituído no art. 8º. sua finalidade consiste em conferir imediata aplicabilidade à norma constitucional portadora daqueles direitos e prerrogativas. entidade de classe ou associação legalmente constituída. LXX. e constitui manifestação direta da soberania popular consubstanciada no art. os atos necessários ao exercício da cidadania. III) no interesse de Direito Constitucional de categorias de trabalhadores quando a falta de norma regulamentadora desses direitos inviabilize seu exercício. inclui-se aí a determinação de que sejam gratuitos. DIREITOS POLÍTICOS 205) Definição do tema (remissão): são aquelas que possibilitam o livre exercício da cidadania. para a defesa do interesse da coletividade. liberdades ou prerrogativas inviáveis por falta de norma regulamentadora exigida ou suposta pela Constituição. que pode ser impetrado por partido político ou organização sindical. na forma da lei. visto que possibilita a instituição de sindicatos autônomos e livres e reconhece constitucionalmente o direito de greve (arts. GARANTIA DOS DIREITOS COLETIVOS. ao meio ambiente (225). mediante a provocação do controle jurisdicional corretivo de atos lesivos do patrimônio público. com aplicação obrigatória nas ações e serviços de saúde e às prestações previdenciárias e assistenciais (194 e 195). consequentemente.

3) A posição dos territórios: não são mais considerados componentes da federação. 19 contém vedações gerais dirigidas à União. 18. para formarem Territórios Federais. nacional. a União.206) Eficácia dos direitos fundamentais: a garantia das garantias consiste na eficácia e aplicabilidade imediata das normas constitucionais. quando os declara integrantes desta (art. a vedação de criar distinções entre brasileiros coliga-se com o princípio da igualdade. § 3º. e do Congresso Nacional. § 2º). mediante aprovação da população diretamente interessada. a paridade federativa encontra apoio na vedação de criar preferência entre os Estados. incorporação. ainda. fusão e desmembramento. por lei complementar. é o pólo irradiante. DA REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS 7) O problema da repartição de competências federativas: a autonomia das entidades federativas pressupõe repartição de competências para o exercício e desenvolvimento de sua atividade normativa. a CF/88 estruturou um sistema que combina competências exclusivas. senão por divisão de outro ou outros. a CF lhes dá posição correta. simples descentralização administrativoterritorial da União. o Distrito Federal e os Municípios. privativas e principiológicas com competências comuns e concorrentes. Parte DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO E DOS PODERES I . dentro do período determinado por lei complementar federal (EC-15/96). caracterizados como direitos fundamentais. de acordo com sua natureza de mera-autarquia. far-se-ão por lei estadual. os direitos. 8) O princípio da predominância do interesse: segundo ele. 6) Vedações constitucionais de natureza federativa: o art. Distrito Federal e Municípios. o que mostra serem vinculados a estes. e onde acontecem os fatos decisivos para os destinos do País. 5) Os Municípios na Federação: a intervenção neles é da competência dos Estados.DA ESTRUTURA BÁSICA DA FEDERAÇÃO ENTIDADES COMPONENTES DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA 1) Componentes do Estado Federal: a organização político-administrativa compreende. como se vê no art. 3a. visam o equilíbrio federativo. a Constituição prevê a possibilidade de transformação deles por incorporação entre si. de onde partem. e dependerão de plebiscito. por subdivisão ou desmembramento quer para se anexarem a outros. 2) Brasília: é a capital federal. VI). Estados. determinando que as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. aos governados. 48. 4) Formação dos Estados: não há como formar novos Estados. as decisões mais graves. quer. os Estados. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas (art. tanto que sua criação. 18. combinado com o art. à União caberão aquelas matérias e questões de predominante interesse geral. 18. quer para formarem novos Estados. através de plebiscito. só cumprem sua finalidade se as normas que os expressem tiverem efetividade. assume uma posição jurídica específica no conceito brasileiro de cidade. ao passo que aos Estados tocarão as matérias e assuntos . liberdades e prerrogativas consubstanciadas no título II.

15) Natureza da intervenção: intervenção é ato político que consiste na incursão da entidade interventora nos negócios da entidade que a suporta. único). podemos classificá-las em 2 grandes grupos com suas subclasses: 1) competência material. privativa. 13) Gestão associada de serviços públicos: a EC-19/98 deu novo conteúdo ao art. as finanças estaduais e a estabilidade da ordem constitucional. para manter a integridade nacional e repelir invasão estrangeira (34. deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias. que pode ser exclusiva (25. casos e finalidades: constituem situações críticas que põem em risco a segurança do Estado. . DA INTERVENÇÃO NOS ESTADOS E NOS MUNICÍPIOS 14) Autonomia e equilíbrio federativo: autonomia é a capacidade de agir dentro de círculo preestabelecido (25. que pode ser exclusiva (21) e comum (23). financeira e tributária. 10) Sistema da Constituição de 1988: busca realizar o equilíbrio federativo. 29 e 32). esse equilíbrio realiza-se por mecanismos instituídos na constituição rígida. b) a defesa do princípio federativo. que conjugam poderes enumerados e poderes reservados. I e II). INTERVENÇÃO FEDERAL NOS ESTADOS E NO DISTRITO FEDERAL 16) Pressupostos de fundo da intervenção. cada entidade mantêm seu corpo de servidores públicos destinados a executar os serviços das respectivas administrações (37 e 39). à extensão: exclusiva. entre os quais sobreleva o da internvenção federal nos Estados e dos Estados nos municípios (34 a 36). par. quando é autorizada a intervenção nos casos dos incisos VI e VII do art. é nisso que verifica-se o equilíbrio da federação. sob outro prisma podem ser classificadas quanto: à forma ou processo de sua distribuição: enumerada. 2) competência legislativa. 12) Sistema de execução de serviços: o sistema brasileiro é o de execução imediata. concorrente e suplementar. reservada ou remanscente e residual e implícita. 34). pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. politico-administrativa. e aos Municípios concernem os assuntos de interesse local. § 2º). § 1º) e poderes definidos indicativamente aos Municípios (30). à origem: originária e delegada. ao conteúdo: econômica. reservando-se aos Estados os remanescentes. § 1º e 2º). incumbe à lei complementar fixar normas para a cooperação entre essas entidades. único). é medida excepcional. pôr termo a grave comprometimento da ordem pública e garantir o livre exercício de qualquer dos poderes nas unidades da federação. e só há de ocorrer nos casos nela taxativamente e indicados como exceção no princípio da não intervenção (art. com poderes remanescentes para os Estados (25. para repelir invasão de uma unidade em outra. sendo permitida à intervenção quando for suspensa o pagamento da dívida fundada por mais de 2 anos. b) na atribuição dos poderes enumerados aos Estados e dos remanescentes à União. 34. 4) a defesa da ordem constitucional. privativa (22). mas combina possibilidades de delegação (22. bem como a transferência total ou parcial de encargos. autorizando a gestão associada de serviços públicos. c) na enumeração das competências das entidades federativas. social. 241. tem por finalidade: a) a defesa do Estado. concorrente (24) e suplementar (24. par.de predominante interesse regional. o equilíbrio federativo. 9) Técnicas de repartição de competências: as constituições solucionavam o problema mediante a aplicação de 3 técnicas. competências são as diversas modalidades de poder de que se servem os órgãos ou entidades estatais para realizar suas funções. 11) Classificação das competências: competência é a faculdade juridicamente atribuída a uma entidade ou a um órgão ou agente do Poder Público para emitir decisões. comum. estabelecendo o seguinte: “as entidades” disciplinarão por meio de consórcios públicos e convênios de cooperação entre os federados. serviços. é antítese da autonomia. c) a defesa das finanças estaduais. por meio de uma repartição de competências que se fundamenta na técnica da enumeração dos poderes da União (21 e 22). que consistem: a) na enumeração dos poderes da União. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional (23. cumulativa ou paralela.

o CN não se limitará a tomar ciência do ato de intervenção. II). nessa qualidade. IV. no exercício normal e regular da Administração estadual. 35). juridicamente. 27) União e pessoa jurídica de Direito Internacional: o Estado federal é que é a pessoa jurídica de Direito Internacional. salvo impedimento legal (36. integram a competência deste (art. as autoridades afastadas de seus cargos a eles voltarão. rege toda a vida no interior do País. poi se não houvessem elementos unitários não teriamos à essência do Estado. o decreto conterá a designação do interventor (se for o caso). 21. a responsabilidade é imputada ao Estado. o qual especificará a sua amplitude. e se couber. § 4º). podendo ser submetida aos Tribunais. o controle jurisdicional acontece nos casos em que ele dependa de solicitação do poder coacto ou impedido ou de requisição dos Tribunais. 22) Motivos para a intervenção nos Municípios: o princípio aqui é também o da não intervenção. 49. só preside os fatos sobre que incide sua competência. 18) Controle político e jurisdicional da intervenção: segundo a art. 20) Responsabilidade civil do interventor: o interventor é figura constitucional e autoridade federal. pois ele será submetido a sua apreciação. que se faz por decreto do Governador. e será submetido à apreciação da Assembléia Legislativa. nomeará o interventor ( 36. esta passará a ser ato inconstitucional (85. prazo e condições de execução. 26) Posição da União no Estado federal: constitui aquele aspecto unitário que existe em toda organização federal. se suspender. 18. porque abrange a competência da União e a das demais unidades autônomas referidas no art. o Estado federal. 35. . está sujeita à responsabilidade pelos atos que pratica. de sorte que esta só poderá licitamente ocorrer nos estritos casos indicados no art. tem domicílio na Capital Federal (18. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 21) Fundamento constitucional: fica também sujeito a intervenção na forma e nos casos previstos na Constituição (art. seus limites e requisitos. na ordem jurídica. autônoma em relação às unidades federadas e a cabe exercer as prerrogativas da soberania do Estado brasileiro. constituindo pessoa jurídica de Direito Público interno. 23) Competência para intervir: compete ao Estado. 28) União como pessoa jurídica de direito interno: nessa qualidade. cujas atribuições dependem do ato interventivo e das i nstruções que receber da autoridade interventora. refere-se a 2 coisas: as relações internacionais do Estado realizam-se por intermédio de órgãos da União.17) Pressupostos formais: constitume pressupostos formais da intervenção o modo de efetivação. para fins processuais. § 6º). §§ 1º a 4º). 19) Cessação da intervenção: cessados os motivos da intervenção. § 1º). § 1º).DO GOVERNO DA UNIÃO DA UNIÃO COMO ENTIDADE FEDERATIVA 24) Conceito de União: é a entidade federal formada pela reunião das partes componentes. o prazo e os limites da medida. efetiva-se por decreto do Presidente. 25) União federal e Estado federal: a União. é titular de direitos e sujeitos de obrigações. executa atos e profere decisões que prejudiquem a terceiros. quando. e os Estados federados não tem representação nem competência em matéria internacional. a responsabilidade civil pelos danos causados é da União (37. I a IV). aprovando ou rejeitando. quando se diz que a União é pessoa jurídica de Direito Internacional. no prazo de 24 horas. como tal. II . como instituição de Direito Internacional. conforme o caso (109.

de defesa e a intervenção. foi aberta a possibilidade das outras entidades compartilharem com ela da prestação de serviços nessas matérias. h) da pesquisa. do CC. pois ele é muito extenso (pags. de competência legislativa concorrente com os Estados sobre temas especificados no art. 36) Competência legislativa: toda matéria de competência da União é suscetível de regulamentação mediante lei (ressalvado o disposto nos arts. visando a saúde. o Legislativo. 24. 49. de competência comum (art. h) manter serviços de assitência social. 48. d) estabelecer políticas sociais e econômicas. 496 a 504). poder de legislar sobre direito eleitoral. (art. i) legislar sobre direito social em suas várias manifestações. não lhe cabem com exclusividade. * é muito aconselhável ler mais sobre este assunto. 2º). e pode ser titular de direitos pessoais. f) regulamentar as ações e serviços de saúde. e) regular o SUS. de competência legislativa privativa (art. c) organizar a seguridade social. 21. enriquecimento. industrialização e comércio de minérios nucleares. c) intervir no domínio econômico. na forma da lei. 23) onde arrola temas de competência comum. poder de conceder anistia. 38) Sistema de governo: são técnicas que regem as relações entre o Legislativo e o Executivo no exercício das funções governamentais. 22 e 24 especificam seu campo de competência legislativa. de natureza política de competência exclusiva são as seguintes: poder de decretar estado de sítio. vamos discorrer sobre algumas características de cada sistema: . como objeto de direito pessoal. COMPETÊNCIAS DA UNIÃO 30) Noção: a União dispõe de competência material exclusiva conforme ampla enumeração de assuntos no art. j) planejar e executar. 23) e. conforme o art. d) explorar a pesquisa e a lavra de recursos minerais. 31) Competência internacional e competência política: internacional é a que está indicada no art. lavra. 4º. 51 e 52). o Executivo e o Judiciário. o art. o presidencial. 20 da CF estatui quais são esses bens. k) legislar sobre produção e consumo. ainda. 21. g) estabelecer a previdência social. i) a desapropriação por interesse social. nos termos dos art. já que a ela cabe legislar sobre normas gerais de Direito tributário e financeiro e sobre orçamento. III. 33) Competência social: a) elaborar e executar planos nacionais de regionais de desenvolvimento social. referidos antes. e) monopólio de pesquisa. 35) Competência material comum: muitos assuntos do setor social. ORGANIZAÇÃO DOS PODERES DA UNIÃO 37) Poderes da União: são. a polítiva agrícola. declara que os bens públicos são os que constituem o patrimônio da União. g) monopólio do transporte marítimo do petróleo bruto.29) Bens da União: ela é titular de direito real. b) a defesa permanente contra calamidades públicas. ou real de cada uma dessa entidades. mas os arts. são 3 os sistemas básicos. 66. independentes e harmônicos entre si. 34) Competência financeira e monetária: a administração financeira continuará sob o comando geral da União. restando as outras entidades a legislação suplementar. 32) Competência econômica: a) elaborar e executar planos nacionais e regionais de desenvolvimento econômico. lavra e refinação do petróleo. reprocessamento. 22). explorar atividad econômica e reprimir abusos do poder econômico. destacou um dispositivo (art. o art. 184 a 186. atendendo os princípios consignados no art. dos Estados ou Municípios. que é considerada em 2 grupos: privativa e concorrente. o parlamentar e o convencional. f) monopólio da pesquisa e lavra de gás natural. b) estabelecer áreas e as condições para o exercício de garimpagem. principalmente. mas.

52. 49. cumpre um mandato por tempo fixo. § 5º). que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. § 3º). cada uma deve elaborar seu regimento interno. . sessões legislativas ordinárias ou extraordinárias. sua função é representar o CN durante o recesso parlamentar. I. deixando isso e a representação por Estados para serem estabelecidos por lei complementar. haverá apenas uma. alternadamente. par. FUNCIONAMENTO E ATRIBUIÇÕES 44) Funcionamento do Congresso Nacional: o CN desenvolve sua atividades por legislaturar. mesmo quando aprovado por lei. XXIV).único e 86). § 3º.Presidencialismo. não há predominância substancial de uma câmara sobre outra. acumula as funções de Chefe de Estado. fazendo-o proporcionalmente à população. é típico das monarquias constitucionais. durante ele. transformação ou extinção de cargos. * também ler mais sobre o assunto DO PODER LEGISLATIVO 39) O Congresso Nacional: a função legislativa de competência da União é exercida pelo Congresso Nacional. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva renumeração. eleita por suas casas na última sessão ordinária do período legislativo. 3 Senadores (com 2 suplentes cada). sessões ordinárias e extraordinárias. criação. podendo. ser convocada sessão legislativa extraordinária. § 2º). por três quintos (60. o Presidente exerce o Poder Executivo. 51.12). 71 e 72. esses espaços de tempo entre as datas constituem o recesso parlamentar. * Ler mais sobre o assunto 43) Comissão representativa: instituída no art. sessões ordinárias são as reuniões diárias que se processam no dias úteis. sem dar satisfação jurídica a outro poder. II e 84. o Senado é contínuo por ser renovável parcialmente em cada período de 4 anos (46. que podem ser os casos que exigem maioria absoluta (arts. 58. serão tomadas por maioria de votos. 66. § 2º. de julgamento de crime de responsabilidade (51. pelo princípio majoritário. 40) A Câmara dos Deputados: compõe-se de representantes do povo. Quórum para deliberações: as deliberações de cada Casa ou do Congresso em câmaras conjuntas. bem ou mal. dispor sobre sua organização. integrados respectivamente por deputados e senadores. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 47). salvo disposição em contrário (art. o Executivo se divide em duas partes: um Chefe de Estado e um Primeiro Ministro. a CF não fixa o número total de Deputados Federais. no bicameralismo brasileiro. I.08 a 15. 52. meramente deliberativas (49). 42) Organização interna das Casas do Congresso: elas possuem órgão internos destinados a ordenar seus trabalhos. cada um. o órgão do Poder Legislativo não é Parlamento. 45) Atribuições do Congresso Nacional: atribuições legislativas (48. que o executará ou não. IX e X. único). 61 a 69).02 a 30. renovando-se a representação de 4 em 4 anos. 58. polícia. § 2º) e por dois terços (51. caso em que a direção dos trabalhos cabe à Mesa do Congresso Nacional (57. a legislatura tem a duração de 4 anos. de fiscalização e controle (50. 46). eleitos em cada Estado e no Distrito Federal pelo sistema proporcional. por um e dois terços (art. nem de outro órgão governamental. Reuniões conjuntas são as hipóteses que a CF prevê (57. elegendo. 41) O Senado Federal: compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. 86) e constituintes (60). depende exclusivamente da coordenação do Presidente. eventual plano de governo. presente a maioria de seus membros. 55. § 4º e 69). 166. par. não há interferência de uma em outra. § 4º.06 e 01. funcionamento. § 2º. para um mandato de 8 anos. § 1º. Chefe de Governo e Chefe da Administração. sessão legislativa ordinária é o período em que deve estar reunido o Congresso para os trabalhos legislativos (15. início ao término do mandato dos membros da Câmara dos Deputados (44. I e II. Parlamentarismo.

se for aprovado na Câmara. limitação ao dever de testemunhar os parlamentares não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. sugerem modificações nos interesses relativos à matéria contida em projetos de lei. veto) realizados pelos órgãos legislativos visando a formação das leis constitucionais. nem anulam a eleição. votação. terá o Senado igual prazo. de leis financeiras. delegadas. 50) Prerrogativas: a CF/88 restituiu aos parlamentares suas prerrogativas básicas. 55. extinção do mandato é o . negociais. que estatui o regime jurídico dos membros do CN. resoluções e decretos legislativos. em processo penal. sanção é a adesão. § 5º). tudo na forma regimental. mas impede o processo. 59) a elaboração de emendas à Constituição. § 4º). d) sanção e veto: são atos legislativos de competência exclusiva do Presidente. privilégio de foro os parlamentares só serão submetidos a julgamento. em tempo de guerra. a contar do seu recebimento. II e VI). 47) Atos do processo legislativo: a) iniciativa legislativa: é a faculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei ao Legislativo. a das discussões. medidas provisórias. a inviolabilidade é a exclusão de cometimento de crime por parte de parlamentares por sua opiniões. prevendo suas prerrogativas e direitos. 3) legislativos especiais: são os estabelecidos para a elaboração de emendas constitucionais. simples ou absoluta. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações (53. é o ato de decisão (65 e 66) que se toma por maioria de votos. como os de debater matérias submetidas à sua Câmara e às comissões. a imunidade não exclui o crime. mantendo-se o provilégio de foro e a isenção do serviço militar e acrescentou a limitação do dever de testemunhar. não interditam candidaturas. 54. ordinárias. não poderá fazê-lo por sua exclusiva vontade. desenvolve-se em 5 fases. a de exame do projeto nas comissões permanentes. seus deveres e incompatibilidades (53 a 56). de medidas provisórias e de leis complementares. políticas e profissionais. distingue-se em: 1) Procedimento legislativo ordinário: é o procedimento comum. emenda. 51) Direitos: os congressistas têm direitos genéricos decorrentes de sua própria condição parlamentar. 53) Perda do mandato: seu regime jurídico disciplina hipóteses em que ficam sujeitos à perda do mandato. conforme o caso. por ter o seu titular incorrido em falta funcional. a introdutória. votando projetos de lei. c) votação: constitui ato coletivo das casas do Congresso. tem por objeto (art. 2) legislativo sumário: se o Presidente solicitar urgência. participar dos trabalhos. veto é a discordância com o projeto aprovado. 52) Incompatibilidades: são as regras que impedem o congressista de exercer certas ocupações ou praticar certos atos cumulativamente com seu mandato. salvo se renunciar o mandato. especialmente a inviolabilidade e a imunidade. sanção. são estabelecidas no art. complementares e ordinárias. antes o pressupõe. de leis delegadas. somente recaem sobre projeto de lei. salvo impedimento moral por interesse pessoal ou de parente próximo na matéria em debate. podem ser funcionais. a decisória e a revisória. definida em lei e punida com esta sanção (art. destinado à elaboração das leis ordinárias. pedir informações. leis complementares. perante o STF (53. que se dará por: cassação é a decretação da perda do mandato.PROCEDIMENTO LEGISLATIVO 46) Conceito e objeto: entende-se o conjunto de atos (iniciativa. são impedimentos referentes ao exercício do mandato. decretos legislativos e resoluções. isenção do serviço militar mesmo que o congressista queira incorporar-se às Forças Armadas. palavras e votos (53). b) emendas: constituem proposições apresentadas como acessória a outra. 48) Procedimento legislativo: é o modo pelo qual os atos do processo legislativo se realizam. o projeto deverá ser apreciado pela Câmara dos Deputados no prazo de 45 dias. I. ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS 49) Conteúdo: entende-se como o conjunto de normas constitucionais.

apuradas em processo político-administrativo realizado pelas Casas do Congresso. ato jurisdicional é o que emana dos órgãos jurisdicionais no exercício de sua competência constitucional respeitante à solução de conflitos de interesses. sistema de composição de conflitos de interesses ou sistema de composição de lides. ao Procurador-Geral ou ao Advogado-Geral. em primeiro turno. dentre brasileiros natos que preencham as condições de elegibilidade previstas no art. simultaneamento com o Vicepresidente. a integridade e a independência do Brasil. a eleição realizar-se-á. 58) Atribuições do Presidente da República: são as enumeradas no art. 14. e administração o que conferiu aos órgão do Executivo. o próprio Presidente é responsável. e suceder-lhe no caso de vaga. Tribunais de Juízes dos . por isso mesmo. perda ou suspensão dos direitos políticos (55. 83). nos casos de morte. sustentar a união. se houver. defender e cumprir a Constituição. como privativas do Presidente. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. definidos na legislação penal. III. no último domingo de outubro. Tribunais de Juízes do Trabalho. § 3º. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. 56) Subsídios: o Presidente e o Vice têm. 84. do qual tomará posse. que. além de crimes comuns. par. no primeiro domingo de outubro e. em verdade. renúncia. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. que serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência. ausência de Pais por mais de 15 dias. IV e V). não se limita à execução da lei.único). auxiliará o Presidente. Tribunais de Juízes Militares. o Presidente do Senado e o Presidente do STF. nesse caso. esta edita normas de caráter geral e abstrato e a jurisdição se destina a aplicá-las na solução das lides. o processo divide-se em 2 partes: juízo de admissibilidade do processo e processo e julgamento. DO PODER JUDICIÁRIO 60) A função jurisdicional: os órgão do Judiciário têm por função compor conflitos de interesse em cada caso concreto. se ocorrer o impedimento concomitante do Presidente e do Vice ou no caso de vacância de ambos os cargos. no dia 01/01 do ano seguinte ao de sua eleição. perante o CN. 61) Jurisdição e legislação: não é difícil distinguir as jurisdição e legislação. sem liçenca do CN (art. declaração de vacância do cargo pelo CN (arts. 82). o não comparecimento a certo número de sessões expressamente fixado. 63) Órgãos da função jurisdicional: STF. cujo parágrafo único permite que ele delegues as mencionadas nos incisos VI e XXV. nos casos de impedimento. DO PODER EXECUTIVO 54) Eleição e mandato do Presidente da República: é eleito. em sessão conjunta. em segundo turno. prestando o compromisso de manter. promover o bem geral do povo. tais como a morte. o mandato é de 4 anos (art. 78 e 82). o outros substitutos são: o Presidente de Câmara. em forma de subsídios em parcela única. Tribunais Federais de Juízes Federais. sempre que por ele for convocado para missões especiais (79. primeira parte aos Ministros. STJ . ficando sujeito a sanções de perda do cargo por infrações definidas como crimes de responsabilidade. 55) Substitutos e sucessores do Presidente: ao vice cabe substituir o Presidente. a renúncia. direito a estipêndios mensais. 62) Jurisdição e administração: jurisdição é aquilo que o legislador constituinte incluiu na competência dos órgãos judiciários. 57) Perda do mandato do Presidente e do Vice: cassação. 49. perda ou suspensão dos direitos políticos e perda da nacionalidade brasileira. observar as leis.perecimento pela ocorrência de fato ou ato que torna automaticamente inexistente a investidura eletiva. isso é a funçào jurisdicional. e. Tribunais de Juízes Eleitorais. VIII). extinção. que se realiza por meio de um processo judicial. 59) Responsabilidade do Presidente da República: no presidencialismo. dito. que serão fixados pelo CN (art.

§ 1º). alternadamente. 70) Juízes Federais: são membros da Justiça Federal de primeira instância. dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos. 105. em recurso especial. aí. nomeados pelo Presidente. 94. em recurso ordinário (Inc. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 64) Composição do STF: compõe-se de 11 Ministros. Os TRT serão compostos de Juízes . JUSTIÇA FEDERAL 69) Tribunais Regionais Federais: compõe-se de. que é o órgão de cúpula. na forma da lei. o TST compõe-se de 27 Ministros. por antiguidade e merecimento (art. JUSTIÇA DO TRABALHO 71) Organização: sua organização compreende o TST. 93. Sua competência está definida no art. do art. a ordem de classificação (art. II). alternadamente. sendo: a) 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do MP federal. mais de 35 e menos de 65 anos. de notável saber jurídico e reputação ilibada. de notável saber jurídico e reputação ilibada. estrutura. indicados na forma do art. III). cabendo-lhe. em partes iguais. ingressam no cargo inicial da carreira (substituto) mediante concurso. 3) as que lhe toca julgar em recurso extraordinário (inc. as atribuições judicantes previstas no incisos do 102. a atuação do STF. sua composição. logo. 3) para julgar. Estadual. sendo: a) 1/3 dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e 1/3 dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça. I). no mínimo 7 juízes. as causas em que a União for interessada. os Tribunais Regionais do Trabalho e as Juntas de Conciliação e Julgamento (111). b) um terço.Estados e do Distrito Federal. 3 do MP do Trabalho) togados vitalícios e 10 classistas temporários. na respectiva região e nomeados pelo Presidente dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. do Distrito Federal. par. 102. especificadas em 3 grupos: 1) as que lhe cabe processar e julgar originariamente. nas nomeações. 67) Competência: está distribuída em 3 áreas: 1) competência originária para processar e julgar as questões relacionadas no inc. de acordo com o art. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 66) Composição: compõe-se de no mínimo 33 Ministros. com representação paritária dos trabalhadores e empregadores (111. se destina a compor lide constitucional. II. indicados na lista sêxtupla pelos órgão de representação das respctivas classes. mediante o exercício da jurisdição constitucional.único). dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade. exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo grau (105. as causas indicadas no inc. que serão nomeados pelo Presidente. com participação da OAB em todas as suas fases. obedecendo-se. conteúdo de litígio constitucional. exceto as de falência. 65) Competência: constam do art. atribuições a funcionamento vão depender de lei. constituirá uma seção judiciária que terá por sede a capital (110). 2) para julgar em recurso ordinário. I. III. 94. 108. recrutados quando possível. 107). têm. com mais de 10 anos de carreira. compete a eles processar e julgar. 2) as que lhe cabe julgar. depois de aprovada a escolha pelo Senado. após aprovação do Senado. 68) Conselho de Justiça Federal: funciona junto ao Stj.quase todas. cada Estado. as de acidente de trabalho e as sujeitas à justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. sendo: 17 (11 juízes de carreira. as causas referidas no inc. 3 advogados. depois de aprovada escolha pelo Senado. como o Distrito Federal. b) os demais mediante promoção de Juízes Federais com mais de 5 anos de exercício. indicados na lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal. nomeados pelo Presidente. dentre advogados e membros do MP federal.

pois fica difícil resumi-lo. julgarem a inconstitucionalidade de lei federal. recurso ordinário e extraordinário para o STF. garantia de equilíbrio. mas a CF já oferece um esquema básico de sua estrutura. salvo as que denegarem o habeas corpus. os juízes eleitorais. é também necessária ao seu funcionamento. isso justifica as funções essenciais à justica. é indispensável à administração da . a composição do TSE está prevista no art. bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças. (pags. conforme dispõe a Lei de Organização Judiciária Militar (Decreto-lei 1003/69). na forma da lei. inclusive coletivas. e de Juízes eleitorais e de Juntas Eleitorais (118). abrangindo os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta das entidades governamentais. 72) Competência: compete conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. existentes nas circunscrições judiciárias. DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 78) Funcionamento da Justiça . os Tribunais de Juízes militares instituídos em lei.Nemo iudex sine actore: significa que não há juiz sem autor. compondo-se de 1 juiz do trabalho. nomeados estes pelo presidente do TRT. permitida uma recondução (112 e 116). salvo as que denegarem mandado de segurança. respectivamente. que a presidirá. 120. é também um munus e uma árdua fatiga posta a serviço da justiça. caso em que caberá. a composição do STM está no art. que são as Auditorias Militares. 123. 127 a 135. revela que a justiça não funcionará se não for provocada. 572 a 578). a do TRE no art. respectivamente para o STF. ADVOGADO 79) Uma profissão: a advocacia não é apenas uma profissão. o mandado de segurança e o mandado de injunção e as que contrariem a Constituição. * Sobre o Estatuto da Magistratura e garantias constitucionais do Poder Judiciário convém ler o livro. 75) Recorribilidade de suas decisões: são irrecorríveis as do TSE. seu órgão de cúpula. institucionalizadas nos arts. JUSTIÇA ELEITORAL 74) Organização e competência: serão dispostas por lei complementar (121). e de 2 juízes classistas. imparcialidade. as Juntas serão instituídas em lei. 119. 73) Recorribilidade das decisões do TST: são irrecorríveis. habeas data e mandado de injunção e as que contrariem a Constituição ou declarem a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. 80) O advogado e a administração da justiça: a advocacia não é apenas um pressuposto da formação do Judiciário. o habeas data. JUSTIÇA MILITAR 76) Composição: compreende o STM. 77) Competência: processar e julgar os crimes militares. são os próprios juízes de direito da organização judiciária estadual (121). ela se compõe de um TSE. sendo 2/3 de togados vitalícios e 1/3 de juízes classistas temporários (112 a 115). de TRE. é a única habilitação profissional que constitui pressuposto essencial à formação de um dos Poderes do Estado: o Judiciário. isto é. na forma da lei. é um dos elementos da administração democrática da justiça. das quais caberá recurso ordinário e extraordinário. a inércia é para o juiz.nomeados pelo Presidente.

o MP do trabalho. a ordem de classificação. a irredutibilidade. a Defensoria Pública como instituição essencial à função jurisdicional. na forma do art. 18. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. tem por chefe o Advogado-Geral da União. e 22. 93.justiça (133). organizados em carreira. que compreende: o MP federal. § 5º. 131. com isso se institucionalizam os serviços jurídicos estaduais. 91) Formas de expressão do Constituinte Estadual: sendo subordinado ao Poder Constituinte . consubstanciando-se na sua capacidade de autoorganização. a CF assegurou aos Estados a capacidade de autoorganizar-se por Constituiçãp própria. MINISTÉRIO PÚBLICO 82) Natureza e princípios institucionais: a Constituição lhe dá o relevo de instituição permanente. III . ingressa-se na carreira por concurso de provas e títulos. 90) Auto-organização e Poder Constituinte Estadual: a auto organização se concretiza na capacidade de dar-se a própria Constituição (25). não é absoluta. que diretamente ou através de órgãos vinculados. 5º. 129. lei complementar a organizará. as normas constitucionais lhe afirmas os princípios institucionais da unidade. 83) Estrutura orgânica: segundo o art. representa a União judicial e extrajudicialmente. de livre nomeação do Presidente dentre cidadãos maiores de 35. conforme disposto nos art. assegurada a participação da OAB em sua realização. II). 134. 81) Inviolabilidade: a inviolabilidade prevista no art. e assim mesmo. 88) Defensorias Públicas e a defesa dos necessitados: a CF prevê em seu art. serão organizados em carreira. o MP abrange: 1) o MP da União. 128. em que ingressarão por concurso. 21. em todos os graus. o militar e o do Distrito Federal. 133.DOS ESTADOS. ADVOCACIA PÚBLICA 86) Advocacia Geral da União: é prevista no art. de notável saber jurídico e reputação ilibada. XVII. nos termos da lei. 84) Garantias: como agentos políticos precisam de ampla liberdade funcional e maior resguardo para desempenho de suas funções. XIII. II e VI. essencial à função jurisdicional do Estado. 25 e 28). 87) Representação das unidades federadas: competem aos seus Procuradores. as promoções de carreira e aposentadoria seguem as regras do art. § 4º (EC-19/98) e a inamovibilidade (128. 39. 85) Funções institucionais: estão relacionadas no art. só o ampara em relação a seus atos e manifestações no exercício da profissão. a CF é poder supremo. não sendo privilégio pessoal as prerrogativas da vitaliciedade. obsevados os princípios dela. DOS MUNICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL DOS ESTADOS FEDERADOS 89) Autonomia dos Estados: a CF a assegura. soberano. 2) MP dos Estados. incumbida da orientação jurídica e defesa. na forma do art. da indivisibilidade e da independência funcional e lhe aseguram autonomia administrativa (169). dos necessitados. em cuja classe inicial ingressarão por concurso. de auto-legislação. de auto-governo e de auto-administração (arts. LXXIV. o Poder Constituinte Estadual é apenas autônomo. observadas as nomeações.

que determinam o retraimento da autonomia estadual. algumas coisas na esfera econômica e quase nada mais. XIII. 150 e 152. em verdade. 34. 127 a 130. por via de representação popular. 94) Princípios constitucionais estabelecidos: são os que limitam a autonomia organizatória dos Estados. supender o pagamento de dívida fundada por mais de 2 anos. § 4º. em sessão legislativa ordinária. etc. § 1º). 18. previamente. legislar plenamente ou suplementarmente sobre as matérias relacionadas no art. a matéria de sua organização e as normas constitucionais de caráter vedatório. para um mandato de 4 anos. criar distinções entre brasileiros ou criar preferências em favor de qualquer da pessoas jurídicas de direito público interno. 93. com ou sem participação popular direta. veda-se-lhes implicitamente tudo o que sido enumerado apenas para a União (20. de administração. cuja identificação reclama pesquisa no texto constitucional. § 3º). bem como os princípios de organização política. 29. 593 a 599 95) Interpretação dos princípios limitadores da capacidade organizadora dos Estados: cerne a essência do princípio federalista. administrativa. social. * ler mais sobre o assunto . compõe-se de Deputados. tais como: elaborar e votar leis complementares à Constituição estadual. . 21 e 22) e para os Municípios (29 e 30). admitir o contrário seria superpor a vontade constituída à vontade constituinte.. 25. 19.pags. hão de ser compreendidos e interpretados restritivamente e segundo seus expressos termos. que lhes cabem.. social. 98) Competência estaduais comuns e concorrentes: estão destacadas no art. se expressa comumente por via de procedimento democrático. eleitos diretamente pelo sistema proporcional. são aquelas regras que revelam. VII. 97) Competências vedadas ao Estado: veda-se-lhe explicitamente: estabelecer cultos religiosos ou igrejas. pois também lhes competem competências enumeradas em comum com a União e os Municípios (23). reúne-se na Capital. gestão de seus bens. §§ 2º e 3º. quando manda que suas Constituições e leis observem os seus princípios. 99) Competências estaduais materiais: a área de competência dos Estados se limita à seguinte classificação: competência econômica. a inclusão de normas na CE em desrespeito e esses princípios poderá provocar a representação do Procurador-Geral da República. é unicameral. sobre o seu funcionamento. sua expressão depende de como lhe seja determinado no ato constitucional originário. financeira e tributária. III.originário. independente de convocação. etc. social e econômica. na data fixada pela CE. seu controle prévio e sucessivo de atos do Executivo. 24. legislação sobre tributos. 92) Limites do Poder Constituinte dos Estados: é a CF que fixa a zona de determinações e o conjunto de limitações à capacidade organizatória dos Estados. além dessas contam-se ainda. podemos encontrar algumas nos seguintes arts: 37 a 41. 93) Princípios constitucionais sensíveis: são aqueles enumerados no art. 94 e 95. financeiro. 23. como a Assembléia Estadual Constituinte. as tributárias (150 e 152). que constituem o fulcro da organização constitucional do País. COMPETÊNCIAS ESTADUAIS 96) Competências reservadas aos Estados: são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição (art. 42. assim como a competência exclusiva referida no art. as financeiras (167) e as administrativas (37. 100) Competência legislativa: não vai muito além do terreno administrativo. visando à declaração de inconstitucionalidade e decretação de intervenção federal (art. não só competências que não lhes sejam vedadas. 36. 25. XVI e XVII). recusar fé aos documentos públicos. votar o orçamento. ORGANIZAÇÃO DOS GOVERNOS ESTADUAIS 101) Poder Legislativo estadual: Assembléia Legislativa é o seu órgão. as atribuições de competência exclusiva serão aquelas que se vinculam a assuntos de sua economia interna. deixar de entregar receitas tributárias previstas em lei aos Municípios.

e de Poder Legislativo. exercido pelo Prefeito. termos e distritos judiciários. cabendo a lei orgânica discriminar suas funções. a competência dos Tribunais e Juízes é matéria da Constituição e leis de organização judiciária do Estado. meramente . dentro de um círculo prefixado por entidade superior. c. 106) Elementos sócio-ideológicos: são regras de ordem econômica e social. 29). indicará. 111) Competências municipais: o art. circunscrições. 34. GOVERNO MUNICIPAL 112) Poderes municipais: é constituído só de Poder Executivo. as quais se desdobram em 4 grupos: função legislativa. 110) Lei Orgânica própria: espécie de Constituição municipal. a divisão judiciária compreende a criação. 103) Poder Judiciário estadual: o constituinte estadual é livre para estruturar sua Justiça. autonomia significa capacidade de poder gerir os próprio negócios. dentre a matéria de sua competência. assim como ocorre com o Presidente. definidos em definitivo pela CF. independentemente de previsão especificada na CE. terá maior autonomia na organização do Judiciário. bem como sua classificação. a alteração e a extinção das seções. a CE pode ampliar os limites à atuação das autoridades. CONTEÚDO DA CONSTITUIÇÀO ESTADUAL 104) Elementos limitativos: referem-se aos direitos fundamentais do homem. e garantida contra os Estados no art. a posse se dá perante a Assembléia. eleito para um mandato de 4 anos. 1º e 18). exercido pela Câmara Municipal. a CF indica algumas competências do TJ (96 e 99). observados os princípios constitucionais (125). desde que preveja o Tribunal de Justiça. de autogoverno. etc. 114) Poder Legislativo municipal: a Câmara municipal deverá também ter suas atribuições discriminadas pela lei orgânica. 105) Elementos orgânicos: terá que aceitar a forma republicana e representativa de Governo.102) Poder Executivo estadual: é exercido por um Governador. além das áreas de competência comum previstas no art. aquela que lhe cabe legislar com exclusividade a a que lhe seha reservado legislar supletivamente. 108) Base constitucional da autonomia municipal: a autonomia municipal é assegurada pelos arts. normativa própria e de auto-administração. estabelecendo os órgãos que melhor atendam os interesses da Justiça local. 30 discrima as bases da competência municipal. a própria CF já indicou seu conteúdo básico (art.. VII. o processo e o julgamento dos crimes de responsabilidade serão estabelecidos na respectiva Constituição. seguindo o modelo federal. 109) Capacidade de auto-organização: consiste na possibilidade da elaboração da lei orgânica própria (29). a autonomia municipal se assenta em 4 capacidades: de auto-organização. como órgão de cúpula da organização judiciária. DOS MUNICÍPIOS 107) Fundamentos constitucionais: são considerados componentes da estrutura federativa (arts. os impedimentos decorrem da natureza de suas atribuições. comarcas. 113) Poder Executivo municipal: é exercido pelo Prefeito. 23. as atribuições do Governador serão definidas na CE. 18 e 29. a CE não tem que tratar dos direitos fundamentais que constam no Título II da CF. os princípios da legalidade e da moralidade administrativa podem ser reforçados. o sistema eleitoral majoritário em 2 turnos para Governador. sequer pertine a ela cuidar desses assuntos.

ÓRGÃOS SUPERIORES DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL 125) Natureza e posição: segundo o art. o Presidente exerce o Executivo. fiscalizadora e julgadora. nos termos do art. em princípio. goza de autonomia político-constitucional. 118) Auto-organização: essa capacidade efetiva-se com a elaboração de sua lei orgânica. XVII). imunidades. como legislar sobre a organização judiciária (22.. IV . 119) Competências: são atribuídas as competências tributárias e legislativas que são reservadas aos Estados e Municípios (32 e 147). 32. Vice e Vereadores: será fixado por lei de iniciativa da Câmara. renumeração. 123) Organização da Administração: é complexa. 124) Administração direta. as capacidades de auto-organização. assim. suas competências e a organização de seus poderes governamentais. GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL 120) Poder Legislativo: a Câmara Legislativa compõe-se de Deputados Distritais. perda do mandato. observe-se que nem tudo que cabe aos Estados foi efetivamente atribuído a competência do DF . com o auxílio dos Ministros de Estado. DO DISTRITO FEDERAL 116) Natureza: tem como função primeira servir de sede do governo federal. a direção superior da administração federal. os Ministros. § 4º (EC-19/98). eleitos pelo sistema proporcional. liçenca. podemos concebê-lo como uma unidade federada com autonomia parcialmente tutelada. que são órgão integrados nas muitas entidades personalizadas de prestação de serviços ou exploração de atividades econômicas. auto-governo. porque a função administrativa é institucionalmente imputada a diversas entidades governamentais autônomas. fundacional são as fundações instituídas pelo Poder Público. que definirá os princípios básicos de sua organização. materiais. indireta e fundacional: direta é a administração centralizada. impedimentos e incorporação às Forças Armadas (32. c/c o 27). aplicando-se-lhes as regras da CF. 117) Autonomia: está reconhecida no art. auto-legislação e autoadministração sobre áreas de competência exclusiva. financeiros e humanos preordenados à execução das decisões políticas. expressas no art. sujeita aos impostos gerais. referidas aos congressistas (53. vinculadas a cada um dos Executivos daquelas entidades.deliberativa. através de lei. 39. estão na cúpula da . na mesma época que as eleições estaduais. indireta é a descentralizada. 121) Poder Executivo: é exercido pelo Governador. que será eleito para um mandato de 4 anos. definida como conjunto de órgãos administrativos subordinados diretamente ao Poder Executivo de cada entidade. 54 e 55) sobre inviolabilidade. onde declara que se regerá por lei orgânica própria.DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRUTURAS BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 122) Noção de Administração: Administração Pública é o conjunto de meios institucionais. 84. 115) Subsídios de Prefeitos. § 3º. 37. II. compreende.

85 e 86). além de outras estabelecidas na CF e na lei: a) a orientação. I. de um lado. que se consubstancia na correta gestão dos negócios e no manejo dos recursos públicos no interesse coletivo. de outro lado. I. destinados. garantir a boa administração.único. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades na área de sua competência. par. ou seja. a orientar a ação do administrador na prática dos atos administrativos e. 127) Condições de investidura no cargo: ser brasileiro. 129) Os Ministérios: são criados e estruturados por lei. b) expedir instruções para a execução das leis. propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território.organização administrativa federal. nos crimes de responsabilidade (51. 52. estado de defesa. pelo Senado. 131) Conselho da República: é órgão superior de consulta do Presidente. estado de sítio e sobre outras questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas (89 e 90). 137) Princípio da moralidade: a moralidade é definida como um dos princípios da Administração Pública (37). com competência para pronunciar-se sobre intervenção federal. ser maior de 21 anos e estar no exercício de seus direitos políticos (87). ÓRGÃOS SUPERIORES ESTADUAIS 133) Secretárias de Estado: os Secretários de Estado auxiliam os Governadores na direção superior da administração estadual. que também disporá sobre suas atribuições (88). sempre exerceram as mesmas atribuições que acima apontamos como de competência dos Ministros. submetido à lei. consiste no conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. em processo e julgamento idênticos aos do Presidente. DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 134) Colocação do tema: A Administração é informada por diversos princípios gerais. I. competindo-lhe opinar nas hipóteses de declaraçào de guerra e de celebração da paz. relatório anual de sua gestão. 132) Conselho de Defesa Nacional: é órgão de consulta do Presidente nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático. CONSELHOS 130) Generalidades: conselhos são organismos públicos destinados ao assessoramento de alto nível e de orientação e até deliberação em determinado campo de atuação governamental. cada Ministério tem sua estrutura básica dividida em secretárias. impõe que o administrador público só pratique o ato para o seu fim legal. c) apresentar ao Presidente. 128) Juízo competente para processar e julgar os Ministros: pelo STF nos crimes comuns e nos de responsabilidade que cometerem sozinhos (102. c). 126) Atribuições dos Ministros: cabem-lhe. d) praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe foram outorgadas ou delegadas pelo Presidente. a finalidade é inafastável do interesse público. 136) Princípio da impessoalidade: significa que os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica mas ao órgão ou entidade administrativa em nome do qual age o funcionário. decretos e regulamentos. . 135) Princípioda finalidade: o ato administrativo só é válido quando atende seu fim legal.

II). 142) Princípio da prescritibilidade dos ilícitos administrativos: nem tudo prescreverá. compreendendo todos aqueles que mantêm com o Poder Público relação de trabalho. dada a diferença de natureza das competências e atribuições a ele cometidas. a fim de que os administrados tenham. apenas a apuração e punição do ilícito. paridade. estar aprovado em concurso para ter direito à investidura. independem de concurso as nomeações para cargo em comissão (37. que compreende: o subsídio. deve agir com a maior transparência possível. é usada a expressão espécie renumeratória como gênero. cf. não eventual. 146) Investidura em cargo ou emprego: a exigência de aprovação prévia em concurso público implica a classificação dos candidatos e nomeação na ordem dessa classificaçào. para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (art. empregos e funções são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. 140) Princípio da eficiência: introduzido no art. sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer.138) Princípio da proibidade administrativa: consiste no dever de o funcionário servir a Administração com honestidade. os vencimentos e a renumeração. o dever de indenizar prejuízos causados a terceiros por agente público. que são os titulares de cargo. 147) Contratação de pessoal temporário: será estabelecido por lei. I. a EC-19/98 modificou o sistema renumeratório dos agentes. IX). 37. como forma de renumerar agentes políticos e certas categorias de agentes administrativos civis e militares. do prejuízo causado ao erário (37. 37. 143) Princípio da responsabilidade civil da Administração: significa a obrigação de reparar os danos ou prejuízos de natureza patrimonial que uma pessoa causa a outrem. 37 pela EC-19/98. vinculação e equiparação de vencimentos: isonomia é igualdade de . constitui um princípio instrumental de realização dos princípios da moralidade administrativa e do tratamento isonômico dos eventuais contratantes com o Poder Público. pois. rege-se pela regra da consecução do maior benefício com o menor custo possível. o vencimento. DOS SERVIDORES PÚBLICOS AGENTES ADMINISTRATIVOS 144) Agentes públicos e administrativos: o elemento subjetivo do órgão público (titular) denominase genericamente agente público. sem necessidade de comprovar se houve culpa ou dolo (art. 145) Acessibilidade à função administrativa: a CF estatui que os cargos. o direito da Administração ao seu ressarcimento. na forma da lei (art. porém. 148) Sistema renumeratório dos agentes públicos: Espécies. não. à indenização. que é de 2 anos (37. emprego ou função pública. 141) Princípio da licitação pública: significa que essas contratações ficam sujeitas ao procedimento de seleção de propostas mais vantajosas para a Administração. a toda hora. § 5º). que. § 6º). conhecimento de que os administradores estão fazendo. 37. orienta a atividade administrativa no sentido de conseguir os melhores resultados com os meios escassos de que se dispõe e a menor custo. procedendo no exercício da suas funções. durante o período de validade do concurso. compete a pessoa jurídica a que pertencer o agente. necessária também é que esteja classificado e na posição correspondente às vagas existentes. assim como aos estrangeiros. não basta. EC-19/98). 149) Isonomia. por ser público. se distingue em: agentes políticos e agentes administrativos. 139) Princípio da publicidade: o Poder Público. III). com a criação do subsídio.

cargo de provimento efetivo é aquele que deve ser preenchido de caráter definitivo. de acordo com a Constituição. 2) mandato de prefeito. e demissão. V . cf. 150) Vedação de acumulações renumeradas: ressalvadas as exceções expressas. decorrentes de calamidade pública. membros do Tribunal de Contas e membros do MP. EC-20/98) se dará: por invalidez permanente. cf.BASES CONSTITUCIONAIS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 156) Componentes: o sistema tributário nacional compõe-se de tributos. 41. 3) mandato de vereador. aumenta-se o outro. o que. exercerá ambas. quanto a sindicalização. ficará afastado da sua atribuição (38. essa garantia não impede a perda do cargo pelo vitalício em 2 hipóteses: extinção do cargo. estadual ou distrital. seja da Administração direta ou indireta (37. cabível só aos civis. o texto constitucional estabelece que o direito de greve dos servidores será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. são requisitos para adquirir a estabilidade: a nomeação por concurso e o exercício efetivo após 3 anos. 154) Vitaliciedade: é assegurada pela CF a magistrados. pensão e seus proventos: a aposentadoria dos servidores abrangidos pelo regime previdenciário de caráter contributivo (art. 151) Servidor investido em mandato eletivo: o exercerá observando as seguintes regras: 1) se se tratar de mandato eletivo federal. tributo é gênero. 40. não há restrições (37. é quase o mesmo que recusar o direito prometido. compreendem. 155) Sindicalização e greve dos servidores públicos: é expressamente proíbida aos militares. I). de guerra externa ou sua iminência (148). quanto à greve. na prática. compulsoriamente aos 70 anos com provento proporcionais ao tempo de contribuição e voluntariamente. vinculação é relação de comparação vertical. com outro superior. a EC-19/98 diz que são estáveis após 3 anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. * ler mais sobre o assunto (pags. mantendo-se certa diferença. sendo-lhe facultado optar pela renumeração. mediante lei complementar no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional ou para atender a despesas extraordinárias. VI). 157) Empréstimo compulsório: só pode ser instituído pela União. o afastamento é automático. é igualdade de vencimentos a cargos e atribuições iguais ou assemelhadas pertencentes a quadros de poderes diferentes. se verifica com a posse. as taxas e as contribuições de melhoria (145). 670 a 675) 153) Efetividade e estabilidade: o art. caso em que o titular ficará em disponibilidade com vencimentos integrais.espécies renumeratórias entre cargos de atribuições iguais ou assemelhados. vincula-se um cargo inferior. que. Em qualquer das hipóteses. para efeito de retribuição. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. equiparação é a comparação de cargos de denominação e atribuições diversas. 40. será afastado do cargo. observado o disposto no § 3º do art. é determinado que os benefícios da pensão por morte será igual ao valor dos proventos do falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito em atividade na data de seu falecimento. não é permitido a um mesmo servidor acumular dois ou mais cargos ou funções ou empregos. o que só poderá ocorrer em virtude de sentença judicial. . os impostos. sobre a pensão. exceto para promoção por merecimento. SERVIDORES PÚBLICOS 152) Aposentadoria. considerando-os iguais para fins de lhes conferirem os mesmos vencimentos. XVI e XXVII). aumentando-se um. havendo compatibilidade de horário. paridade é um tipo especial de isonomia.

da proporcionalidade razoável. reputadas como tributos parafiscais. conforme dispuser lei complementar (23. da irretroativodade. além das disposições gerais (145 a 149): a) limitações do poder de tributar (150 a 152). LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR 161) Princípios constitucionais da tributação e sua classificação: podemos classificá-los em: princípios gerais. 163) Sistema discriminatório brasileiro: combina a outorga de competência tributária exclusiva. DISCRIMINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO PODER DE TRIBUTAR 162) Natureza e conceito: a discriminação de rendas é elemento da divisão territorial do poder político.158) Contribuições sociais: é competência exclusiva da União instituir contribuições sociais (seguridade social e previdenciária. as imunidades fiscais. DISCRIMINAÇÃO DAS RENDAS POR FONTE 164) Atribuição constitucional de competência tributária: compreende a competência legislativa plena. I). 195. os princípios especiais. salvo as funções de arrecadar ou fiscalizar tributos. liberdade de tráfego) ou decorrentes (da universalidade e da destinação pública dos tributos). b) a discriminação da competência tributária. serviços. ou de considerações de interesse geral. a doutrina entende que todas essas contribuições compulsórias têm natureza tributárias. 166) Normas de controle e disciplina da repartição de receita tributária: cabe à lei complementar estabelecer regras e disciplina do sistema de repartição de receitas. atos ou decisões administrativas em matéris tributária e outras de cooperação entres essas entidades públicas. os específicos referem-se a determinados impostos. com o sistema de participação no produto da receita tributária de entidade de nível superior. 160) Elementos do sistema tributário nacional: distinguem-se os seguintes elementos. e 201). insere-se na técnica constitucional de repartição de competência. instituídas por razões de privilégio. consubstanciadas nas disposições sobre a repartição das receitas tributárias. c) as normas do federalismo cooperativo. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. DISCRIMINAÇÃO DAS RENDAS PELO PRODUTO 165) Técnicas de repartição da receita tributária: predomina o critério da repartição em favor da entidade participante. I a III. ou de executar leis. por fontes (153 a 156). por lei complementar e por resoluções do Senado Federal da matéria trubutária. emissão e . par. DAS FINANÇAS PÚBLICAS E DO SISTEMA ORÇAMENTÁRIO 167) Disciplina das instituições financeiras: o art. igualdade tributária. e é indelegável. específicos e as imunidades tributárias. 163 declara que a lei complementar disporá sobre: finanças públicas. impondo-se ao TCU a tarefa de efetuar o cálculo das quotas referentes aos fundos de participação. da não cumulatividade do imposto e da seletividade do imposto. constituem-se das vedações constantes dos arts. em impostos de receita partilhada segundo a capacidade da entidade beneficiada e em fundos. e assim se apresentam: da progressividade. 159) Normas de prevenção de conflitos tributários: estamos chamando assim à disciplina normativa. concessão de garantias da dívida pública. excluem a atuação do poder de tributar. mas é possível distinguir 3 modalidades de participação: em impostos de decretação de uma entidade e percepção por outras (157. por fonte. da personalização dos impostos e da capacidade contributiva. I e 158. discriminaçãp pelo produto (157 a 162). 151 e 152. Os princípios gerais são expressos (da legalidade. designando expressamente os tributos de cada esfera governamental. especiais. dívida pública externa e interna.único).

serviços e encargos governamentais. do equilíbrio orçamentário. indiquem os recursos necessários e sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto do mesmo projeto. o processo se rege pelas regras do art. destinados a reforçar a utilidade do orçamento como instrumento de controle parlamentar e domocrático sobre a atividade financeira do Executivo e. pela sua natureza de leis temporárias. mas admite a possibilidade da rejeição do projeto de lei orçamentária anual. com estimativa de receita e fixação das despesas de cada exercício financeiro. se aprovam. 165. 172) Formulação dos princípios orçamentários: foram elaborados pelas finanças clássicas. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. 63. são os seguintes: princípio da exclusividade. I. no art. se as emendas se destinarem a modificar o projeto de lei de diretrizes orçamentárias. ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados mediante créditos especiais ou suplementares. VII). sua formação fica sujeita a procedimentos especiais. estatui que os recursos que. 165 a 169. com prévia e específica autorização legislativa. na forma regimental. da unidade. no que não contrariar o disposto nos arts. 174) Processo de formação das leis orçamentárias: as emendas e os projetos de lei do plano plurianual. se expressam. será exercida exclusivamente pelo banco central (164).resgate de títulos. somente serão aprovadas caso sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. 175) Rejeição do projeto de orçamento anual e suas conseqüências: a CF não admite a rejeição do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (57. em se tratando do projeto de lei do plano plurianual. se executam e se avaliam os planos e programa de obras. da anualidade. fiscalização das instituições financeirar. § 2º). 166. 170) Orçamento-programa: trata-se de planejamento estrutural. 165 a 169. ESTRUTURA DOS ORÇAMENTOS PÚBLICOS 169) Instrumentos normativos do sistema orçamentário: o sistema orçamentário encontra fundamento constitucional nos arts. de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão apresentadas na Comissão mista. quando. DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. 168) Função do banco central: a competência da União para emitir moeda (21. o primeiro desses dispositivos indica os instrumentos normativos do sistema: a lei complementar de caráter financeiro. da programação. a lei do plano plurianual. e serão apreciadas. só poderão ser aprovadas quando compatíveis com o plano plurianual. § 8º. se se tratar de emendas ao projeto de lei do orçamento anual. em decorrência de veto. todos os casos serão votados nos termos do art. á a integração do orçamento público com o econômico. aplicadas das demais normas do processo legislativo (63 a 68). garante a necessária coordenação entre a política fiscal e a política econômica. aprovação e execução do orçamento. pelo plenário das 2 Casas do CN. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 176) Função da fiscalização: engloba os meios que se preordenam no sentido de impor à Administração o respeito à lei. ELABORAÇÃO DAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS 173) Leis orçamentárias: são as previstas no art. orientar a elaboração. a lei das diretrizes orçmentárias e a lei orçamentária. operações de câmbio e compatibilização das funções da instituições oficiais de crédito da União. quando sua conduta contrasta com esse dever. 166. ao qual se adiciona o dever de . da universalidade e da legalidade. são de iniciativa legislativa vinculada.que sobre elas emitirá parecer. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS 171) Conteúdo dos orçamentos: orçamento é o processo e o conjunto integrado de documentos pelos quais se elaboram.

182) Tribunais de contas estaduais e municipais: a CF não prevê diretamente sua criação. associação ou sindicato é parte legítima para. II. d) de fidelidade funcional. a atuação varia. 179) O sistema de controle externo: é função do Poder Legislativo. estaduais e municipais com o auxílio dos respectivos Tribunais de Contas. 186) Defesa das instituições democráticas: o equilíbrio constitucional consiste na existência de uma distribuição relativamente igual de poder. o mais seguro é o registro contábil. de tal maneira que nenhum grupo. e 137. as finalidades do controle interno estão constitucionalmente estabelecidas no art. possa dominar sobre os demais.boa administração. sobre a administração financeira e orçamentária. c) de economicidade. admitindo-se diversas maneiras de proceder. TRIBUNAIS DE CONTAS 180) Organização a atribuições do Tribunal de Contas da União: é integrado por 9 Ministros. de cumprimento de programa de trabalhos e metas. II). 181) Participação popular: o § 2º. ou combinação de grupos. 178) O sistema de controle interno: a CF estabelece que os 3 Poderes manterão de forma integrada. isso denota que o controle externo há de ser primordialmente de natureza técnica ou numérico-legal. através de seus representantes. d).DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO 185) Defesa do Estado e compromissos democráticos: defesa do Estado é defesa do território contra invasão estrangeira (34. dispõe que. do art. VII. d) segundo a natureza dos organismos controladores. o controle externo será auxiliado pelos TC do Estado. no município a fiscalização será exercida pela Câmara e pelos sistemas de controle interno. em primeiro lugar. 184) Prestação de contas: é um princípio fundamental da ordem constitucional (34. 74. fá-lo indiretamente nas arts. suas atribuições estão nos termos do art. através do Tribunal de Contas (70 e 71). quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo território nacional. federais. do Executivo local. partido político. que fica também sob a vigilância dos sistemas de controle. e) de resultados. neste caso sem deixar dúvidas quato à obrigatoriedade de sua instituição nos Estados. na forma da lei. todas estão sujeitos à prestação e tomadas de contas pelo sistema interno. na forma da lei. a democrácia é o equilíbrio mais estável entre os grupos de poder. 31 e 75. c) segundo o momento de seu exercício. quanto aos tipos. amenizado pela participação do Tribunal de Contas. o controle orçamentário dinstingue-se: a) segundo a natureza das pessoas controladas. depois. e pelo sistema de controle externo. b) de legitimidade. ESTADO DE DEFESA . tem sede no DF. é defesa da Pátria (142). 74. trata-se de controle de natureza administrativa. é defesa da soberania nacional (91). que é órgão eminentemente técnico. 183) Natureza do controle externo e do Tribunal de Contas: o controle exteno é feito por um órgão político que é o CN. nos respectivos âmbitos. qualquer cidadão. consiste na atuação da função fiscalizadora do povo. b) segundo à natureza dos fatos controlados. é de natureza política. a Constituição reconhece os seguintes (70 e 74): a) controle de legalidade dos atos. 177) Formas de controle: quanto à forma. não mais defesa deste ou daquele regime político ou de uma particular ideologia ou de um grupo detentor do poder. o controle interno. 71. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. lhe é conferido a exercício das competências previstas para os Tribunais judiciários (96). VI .

189) Controles: o político realiza-se em 2 momentos pelo CN. assim. é sucessivo. por força da EC-18/98. 197) A obrigação militar: é obrigatório para todos nos termos da lei (143). DAS FORÇAS ARMADAS 192) Destinação constitucional: se destinam à defesa da Pátria. do art. consiste na instauração de uma legalidade extraordinária. mas de mobilização nacional (84. por determinado tempo e em certa área. é reconhecida a escusa de consciência no art. VIII. sua instauraçã depende de preenchimento de requisitos (pressupostos) formais (137 e 138.único). não se cuidará de efetivos. 198) Organização militar e seus servidores: seus integrantes têm seus direitos. pelo Exército e pela Aeronáutica. objetivando preservar ou restaurar a normalidade constitucional. consiste. para preservar a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade instituional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. XIX). ESTADO DE SÍTIO 190) Pressupostos. por exemplo. pois. 5º. em tempo de guerra. objetivos e conceito: causas do estado de sítio são as situações críticas que indicam a necessidade de instauração de correspondente legalidade de exceção para fazer frente à anormalidade manisfestada. do conceito de servidores públicos. § 3º. 193) Instituições nacionais permanentes: as Forças Armadas são instituições nacionais. atuará após o seu término e a cessação de seus efeitos (141. um concomitante e um sucessivo. 142. perturbada por motivo de comoção grave de repercussão nacional ou por situação de beligerância com Estado estrangeiro. da lei e da ordem (142). por certo tempo. na instauração de uma legalidade extraordinária. desvinculados. o jurisdicional consta. que desobriga o alistamento. o segundo. §§ 2º e 3º).187) Defesa do Estado e estado de defesa: o primeiro significa uma ordenação que tem por fim específico e essencial a regulamentaçã global das relações sociais entre os membros de uma dada população sobre um dado território. 136. disciplina é o poder que têm os superiores hierárquicos de impor condutas e dar ordens aos inferiores. dependem de lei de iniciativa do Presidente (61. desde que cumprida prestação alternativa. os fundamentos para sua instauração acham-se estabelecidos no art. § 1º. à garantia dos poderes constitucionais e. 188) Pressupostos e objetivo: tem por objetivo preservar ou restabelecer a ordem pública ou a paz social ameaçadas por aqueles fatores de crise. do art. prerrogativas e impedimentos definidos no § 3º. por iniciativa de qualquer destes. garantias. e são de fundo e de forma. segundo o art. em locais restritos e determinados. o jurisdicional é amplo em relação aos limites de aplicação das restrições autorizadas. 196) Fixação e modificação dos efetivos das Forças Armadas: para o tempo de paz. o segundo. 136. 191) Controles do estado de sítio: o político realiza-se pelo CN em 3 momentos: um controle prévio. 195) Componentes das Forças Armadas: são constituídas pela Marinha. mediante decreto do Presidente. par. o primeiro consiste na apreciação do decreto de instauração e de prorrogação do estado de defesa. 194) Hierarquia e disciplina: Hierarquia é o vinculo de subordinação escalonada e graduada de inferior a superior. I). permanentes e regulares. 136. DA SEGURANÇA PÚBLICA .

da redução das desigualdades regionais e sociais e da busca do pleno emprego. 201) Polícias Federais: estão mencionadas 3 no art. todas elas hão de ser instituídas em lei. da função social da propriedade. uma é o Monopólio. significa que a ordem econômica dá prioridade aos valores do trabalho humano sobre todos os demais valores da economia de mercado. os conteúdo e limites desses direitos e a responsabilidade que comporta o exercício da atividade econômica. de natureza capitalista. consubstanciam uma ordem capitalista. I a III. conforme dispuser a lei. antes citado: da soberania nacional. passa a significar a atividade administrativa tendente a assegurar a ordem. 6) Exploração estatal da atividade econômica: existem 2 formas. conforme os ditames da justiça social. 202) Polícias estaduais: são responsáveis pelo exercício das funções de segurança pública e de polícia judiciária: a polícia civil. da defesa do consumidor. a rodoviária federal e a ferroviária federal. a outra. como órgãos permanentes estruturados em carreira. são organizadas e mantidas pela União (21. assim. da livre concorrência. princípios estes que. 200) Organização da segurança pública: é de competência e responsabilidade de cada unidade da federação. da propriedade privada. a militar e o corpo de bombeiros militar. destinadas à proteção de seus bens. 203) Guardas municipais: a Constituição apenas reconheceu aos Municípios a faculdade de constituí-las. 170.DA ORDEM ECONÔMICA PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA 1) Fundamento e natureza da ordem econômica instituída: ela é fundada na valorização do trabalho humano e na iniciativa privada. Polícia. serviços e instalações. 2) Fim da ordem econômica: tem por fim assegurar a todos existência digna. a paz interna. 4) Princípios da constituição econômica formal: estão relacionados no art. consagra uma economia de mercado. em essência. XIV). observados os princípios indicados no art. da defesa do meio ambiente. a harmonia e o órgão do Estado que zela pela segurança dos cidadãos. ATUAÇÃO ESTATAL NO DOMÍNIO ECONÔMICO 5) Modos de atuação do Estado na economia: a CF reconhece duas forma de atuação do Estado na ordem econômica: a participação e a intervenção. fala em exploração direta da atividade econômica pelo Estado e do Estado como agente normativo e regulador da atividade econômica. salvo nos limites de gozo e reivindicação de seus próprios direitos e defesa de seus legítimos interesses. 144.199) Polícia e segurança pública: a segurança pública consiste numa situação de preservação ou restabelecimento dessa convivência social que permite que todos gozem de seus direitos e exerçam suas atividades sem perturbação de outrem. 4ª Parte DA ORDEM ECONÔMICA E DA ORDEM SOCIAL I . . a polícia federal propriamente dita. CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA E SEUS PRINCÍPIOS 3) Idéia de Constituição econômica: a constituição econômica formal brasileira consubstancia-se na parte da Constituição Federal que contém os direitos que legitimam a atuação dos sujeitos econômicos. tendo em vista as peculiaridades regionais e o fortalecimento do princípio federativo. 170.

caracteriza o Estado administrador de atividades econômicas. quem compreende as funções de fiscalização. a intervenção fundada no art. 9) Planejamento econômico: é um processo técnico instrumentado para tranformar a realidade existente no sentido de objetivos previamente estabelecidos. 177. inclusive os do subsolo. ganha substancialidade precisamente quando aplicado à propriedade dos bens de produção.embora a Constituição não o diga. tem como utilidade natural a produção de bens necessários à sobrevivência humana. II e III) 11) Propriedade dos meios de produção e propriedade socializada: a propriedade de bens de consumo e de uso pessoal. ou seja. consiste num processo de intervenção estatal no domínio econômico. se instrumente mediante a elaboração de plano ou planos. 225 e 216. é a propriedade sobre a qual em maior intensidade refletem os efeitos do princípio. com o fim de organizar atividades econômicas para obter resultados previamente colimados. 14) Propriedade do solo. aos nos referirmos à função social dos bens de produção em dinamismo. que prevalece na Constituição. 8) Intervenção no domínio econômico: a participação com base nos arts. 13) Propriedade de interesse público: são bens sujeitos a um regime jurídico especial e peculiar em virtude dos interesses públicos a serem tutelados. 526). o promotor e o planejador da atividade econômica. bens de produção são os que se aplicam na produção de outros bens ou rendas. quando o exigir a segurança nacional ou o interesse coletivo relevante (173). em benefício próprio e da comunidade em que vive. IX e X). como são as subsidiárias daquelas. a sanção para imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social é a desapropriação por interesse social. exs: arts. os recursos minerais. ou seja. o regime jurídico da terra fundamenta-se na doutrina da função social da propriedade. 21. 16) Propriedade rural e reforma agrária: a propriedade rural. conforme diretrizes gerais instituídas por lei. e não constituem nunca instrumentos de opressão. a sociedade de economia mista e outras entidades estatais ou paraestatais. DAS PROPRIEDADES NA ORDEM ECONÔMICA 10) O princípio da propriedade privada: a CF inscreveu a propriedade privada e a sua função social como princípios da ordem econômica (170. a propriedade do solo abrange a do subsolo em toda a profundidade útil ao seu exercício (CC. 173 a 177. os instrumentos de participação do Estado na economia são a empresa pública. o Estado aparece como agente normativo e regulador. pela qual toda riqueza produtiva tem finalidade social e econômica. para fins de reforma agrária. inerente à utilidade e a valores que possuem. 15) Política urbana e propriedade urbana: a concepção de política de desenvolvimento urbano da CF decorre da compatibilização do art. a propriedade. com sua natureza de bem de produção. 12) Função social da empresa e condicionamento à livre iniciativa: o princípio da função social da propriedade. pois satisfazem necessidades diretamente. art. são expressamente incluídos entre os bens da União (20. caracterizando o Estado regulador. sujeitas ao princípio da função social. do subsolo e de recursos naturais: por princípio. XX. implementada sob compromisso com a sua destinação. mediante pagamento da indenização em títulos da dívida agrária . incentivo e planejamento. por isso são consignadas normas que servem de base à sua peculiar disciplina jurídica (184 a 191). VIII. é a necessária. na disciplina jurídica da propriedade de tais bens. 174. estamos à aludir à função social da empresa. o sistema de apropriação privada tende a organizar-se em empresas. que estabelece que a política de desenvolvimento urbano tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes e é executada pelo Município. e quem a detém deve fazê-la frutificar. é essencialmente vocacionada à apropriação privada. que dá competência a União para instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. são imprescindíveis à própria existência digna das pessoas. com o 182. 7) Monopólios: é reservado só para as hipóteses estritamentes indicadas no art. e os potenciais de energia hidráulica.

a Lei 4595/64 o instituiu. o SUS rege-se pelos princípios da descentralização. um depende de lei complementar. DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 17) Fundamento legal e objetivos do sistema financeiro nacional: será regulado em lei complementar. e são os seguintes: auxílios (201. 192 que as taxas de juros reais. serão depositados em suas instituições regionais de crédito e por elas aplicados. segundo o qual os recursos financeiros relativos a programas e projetos de caráter regional. 201. assegura-se às instituições bancárias acesso a todos os intrumentos do mercado financeiro bancário.DA ORDEM SOCIAL INTRODUÇÃO À ORDEM SOCIAL 22) Base e objetivo da ordem social: tem por base o primado do trabalho. do atendimento integral e da participação da comunidade. as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividade relacionada com a compra e venda de ações e outros títulos. será financiada por toda a sociedade de forma direta ou indireta (195). as seguradoras. destinadas a asegurar os direitos relativos à saude. seguro-desemprego (7º. da unidade de organização e da solidariedade financeira. sendo. ainda. os benefícios são prestações pecuniárias aos assegurados e a qualquer pessoa que contribua na forma dos planos previdenciários. § 2º. I). mercadorias ou dinheiro. e 239). de previdência e de capitalização. assim como as sociedades que efetuam distribuição de prêmios em imóveis. da igualdade. compreende prestações de 2 tipos: benefícios e serviços. nelas incluídas comissões e quaisquer outras renumerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito. mediante sorteio de títulos de sua emissão ou por qualquer outra forma e. a cobrança acima desse limite será conceituada como crime de usura. e como objetivo o bemestar e a justiça social. 25) Previdência social: será organizada sob forma de regime geral. DA SEGURIDADE SOCIAL 23) Conteúdo. 24) Saúde: por serem de relevância pública. . pensão por morte e a aposentadoria. 20) Regionalização financeira: 2 dispositivos se preocupam com a questão regional. o outro consta do art. porém. salário família e auxílio reclusão. 21) Tabelamento dos juros e crime de usura: está previsto no § 3º. 69. princípios e financiamentos da seguridade social: compreende um conjunto integrado de ações de inciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. além das instituições financeiras. nos termos que a lei determinar. II . II. 18) Instituições do sistema financeiro: subordinam-se à sua disciplina. punido. rege-se pelos princípios da universalidade de cobertura e do atendimento. nos termos da lei. não poderão passar de 12% ao ano. 19) Funcionamento das instituições financeiras: depende de autorização (192. I a III). de caráter contributivo e de filiação obrigatória. as ações e serviços ficam inteiramente sujeitos à regulamentação. fiscalização e controle do Poder Público. 192. vedada a elas a participação em atividades não previstas na autorização. as bolsas de valores. III.(84). em todas as suas modalidades. que deve estabelecer os critérios restritivos de transferência de poupança de regiões com renda inferior à média nacional para outras de maior desenvolvimento. sua alteração depende de lei formada nos termos do art. a CF estabelece que ele será estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da comunidade. à previdência e à assistência social. de responsabilidade da União. do art.

34) Meio ambiente: a Constituição o define ecologicamente equilibrado como direito de todos e lhe dá a natureza de bem de uso comum do povo. o casamento é civil e gratuita a sua celebração. o dever de se ajudar é recíproco entre pais e filhos. a pesquisa a a capacitação tecnológica (219). como direito de cada um. que obedecerão o princípio de indissociabilidade entre ensino. que são: da igualdade. 39) Organização social: o art. juntamento com a sociedade e o Estado. DO ADOLESCENTE E DO IDOSO 35) A família: é afirmada como base da sociedade. costumes. com o que reconhece a existência de minorias nacionais e institui normas de proteção de . 230 estatui que a família. línguas. da valorização dos profissionais do ensino. assistencial (203. da gestão democrática e do padrão de qualidade (206). como o previdenciário (201. informado pelos princípios. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. 205 só se realizará num sistema educacional democrático. da gratuidade. no mínimo. crenças e tradições dos índios. observadas as diretrizes do art. 31) Cultura e direitos culturais: a CF estatui que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional. é financiada com recursos do orçamento da seguridade social. 28) Princípio básicos do ensino: a consecução prática de seus objetivos. § 1º. DA FAMÍLIA. é reconhecida a união estável.26) Assistência social: não depende de contribuição. mediante prestações estatais que garantam. 37) Tutela de idosos: vários dispositivos mencionam a velhice como objeto de direitos específicos. os benefícios e serviços serão prestados a quem deles necessitar. além de outras fontes. acolhidos pela CF. a paternidade responsável é sugerida. 33) Ciência e Tecnologia: é incumbência estatal promover e incentivar o desenvolvimento científico. o art. pesquisa e extensão (207). obrigatório e gratuito (208 a 210). 36) Tutela da criança e do adolescente: a família tem o grave dever. 231 e 232. consoante o art. DA CRIANÇA. o ensino fundamental. de assegurar com absoluta prioridade. DOS ÍNDIOS 38) Fundamentos constitucionais dos direitos indígenas: as bases dos direitos dos índios estão estabelecida nos arts. 225. do pluralismo. administrativa e de gestão financeira das Universidades. DA ORDEM CONSTITUCIONAL DA CULTURA 27) Educação: a Constituição declara que ela é um direito de todo e dever do Estado (205 a 214). apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. 30) Ensino público: importa em que o Poder Público organize os sistemas de ensino de modo a cumprir o respectivo dever com a educação. 227. os direitos fundamentais da criança e do adolescente enumerados no art. 29) Autonomia universitária: a CF firmou a autonomia didático-científica. I). tendo especial proteção do Estado. arrola as medidas e providências que incumbem ao Poder Público tomar para assegurar a efetividade do direito reconhecido no caput do próprio artigo. o art. 231 reconhece a organização social. da liberdade. 32) Desporto: é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais. I). 217.

O resumo foi feito à partir da obra “CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL POSITIVO” de José Afonso da Silva. do mesmo artigo. consubstanciada no § 2º. às suas comunidades e às organizações antropológicas e pró-indios. que é de competência da Justiça Federal (109.br Resumo de Direito Constitucional Assunto: Dicas & Macetes de Direito Constitucional Conteúdo: Dicas e Macetes da matéria Direito Constitucional . intervindo o MP em todos os atos do processo. 41 Defesa dos direitos e interesse dos índios: têm natureza de direito coletivo. SC . reconhecidos pela Constituição. como direitos originários (231). 40) Direitos sobre as terras indígenas: são terras da União vinculadas ao cumprimento dos direitos indígenas sobre elas.Campus de Videira. XI e § 2º.com. especialmente de suas línguas. atualizada até a EC-20/98. estudante da 9ª fase do Curso de Direito da UNOESC . consagra uma relação jurídica fundada no instituto do indigenato.sua singularidade étnica. 16ª Ed.. como fonte primária e congênita da posse territorial. costumes e usos. E-mail: rodolpho@netcon.junho de 1999. por isso é que a CF reconhece legitimação para defendê-los em juízo aos próprios índios. Rodolpho Priebe Pedde Junior. que assim. e 232).

Autor: Desconhecido DIREITO CONSTITUCIONAL (“Pegadinhas”)  Constituição: não há hierarquia diferenciada entre dispositivos da CF. Na Constituição material. figuram apenas assuntos que devem ser tratados numa Constituição. derrubada de poder. como a Organização. etc.  Constituição rígida: não facilmente mutável. direitos. exige processo especial (geralmente escrita)  Constituição flexível: fácil de mudar. à força. poder. O que vale dizer é que as normas foram produzidas em processo formal e constam da CF exclusivamente por isso.  Constituição material:  Constituição formal: certas normas da CF versam sobre matérias atípicas.  STF: não aprecia constitucionalidade sobre normas originárias (constitucionais ou do Poder Constituinte originário).  Constituição promulgada: por revolução. e não o conteúdo das normas. por lei ordinária. que versam sobre temas importantes para o Estado. O que vale no sentido material da CF é o conteúdo das normas. que não deveriam constar numa Constituição. Cláusulas pétreas da CF não podem ser invocadas como normas superiores em ADIN (ação direta de inconstitucionalidade).Objetivo: nas Mostrar ao concurseiro as “pegadinhas” que aparecem Diversas provas de Concurso Público. .

etc). não existe no Brasil.  Limitação material: de abolir. não necessita lei ou regulamento. só com norma  Vigência constitucional: aptidão em produzir efeitos. salvo se uma nova CF prever expressamente.  Poder Originário: ilimitado. (não pode modificar CF) temporais (após certo prazo).abolir voto.  Eficácia limitada: infraconstitucional precisa de lei ou regulamento. sociológicos. intervenção federal. Desconstitucionalização: normas da Constituição revogada valeriam como lei ordinária .não vale no Brasil. extrajurídico. defesa). subordinado.  Poder derivado (constituído): condicionado. repartição dos poderes e direitos/garantias individuais) e processuais (3/5 cada casa para rejeição) limitação material implícita -  Emenda para alterar quórum de emenda: proibida. mas pode reestruturar a cláusula pétrea sem abolir ou extinguir. extinguir. forma federativa. Pode ser inconstitucional pela CF.  Interpretação da CF: utilizam-se vários elementos (políticos. econômicos. reformador (CF). mas pode produzir não produz efeitos. . só revogação  Interpretação da CF: não pode contrariar a própria CF.  Normas de (CF) eficácia plena:  Eficácia contida: efeitos. materiais (cláusulas pétreas .  Constituições dos Estados:  Limitações do poder derivado: Poder derivado decorrente. produz efeito imediato .daí é válida. não só as regras do Direito.  Inconstitucionalidade superveniente: tácita. circunstanciais (sítio.

separatismo. não são ilimitados. Federação (União. Podem ser revogados por lei ordinária. não existem.  Decretos autônomos:  Lei ordinária: pode revogar lei complementar (se esta legislar sobre tema de lei ordinária) não se subordinam competência diversa. DF e Municípios. Devem ser  Direitos individuais e fundamentais: . Estados. Encontram limites na própria CF. são inconstitucionais por previsão necessária de lei.  Decretos legislativos e Resoluções:  República Federativa do Brasil:  União indissolúvel:  Forma de Estado: não secessão. Depende de tratado de extradição. às leis. Recepção de lei pela CF:  Emenda: formal e material mesmo plano hierárquico da CF total  Inconstitucionalidade quanto a forma:  Controle de Constitucionalidade: juiz ou Tribunal no país  Lei Complementar / ordinária / delegada:  Tratados internacionais: não há hierarquia nível de lei federal ordinária. Não podem dispor sobre matéria de Lei complementar. Estados e DF) verbos (CONGAPROERR)  Objetivos fundamentais:  Fundamentos: SOCIDIVAPLU (INPREAUTONÃOIGUALREDECONSOCO) América Latina  Princípios internacionais:  Integração entre povos:  Extradição: não de brasileiro nato ou estrangeiro por crime político (não está nos princípios internacionais).

Quando se exceder nestes motivos (caso não existam. mesmo que haja maioria absoluta na aprovação da MP.  MP rejeitada expressamente pelo CN  MP publicada - não pode mais ser retirada do CN.interpretados com harmonia com os outros direitos assegurados. fica revogada a MP anterior. Se alterada substancialmente a .  MP e contribuição previdenciária prazo de 90 dias para cobrança – conta-se da publicação da MP.não pode dispor sobre matéria de Lei complementar. Não se esgotam no art. Há discricionariedade do PR. pode haver controle de constitucionalidade. o PR pode alegar que é relevante e urgente para o país baseado em seus motivos.  MP e LC .admitem controle judicial. portanto não pode ser considerada inconstitucional. voltam os efeitos da MP revogada.  MP revogada (ab-rogada) por outra MP –  Lei convertida a partir de MP – supera todos os vícios quanto à urgência e relevância da MP.limitações materiais expressas à Medida Provisória (MP)   Proibição para regulamentar exploração estadual dos serviços locais de gás canalizado. mas pode ser revogada ou reeditada em 30 dias. Vedação para regulamentar artigo da CF com redação alterada por Emenda a partir de 95.  MP – tributos e contribuições pode instituir e modificar tributos e contribuições sociais (STF)  MP – crimes e penas não pode instituir crime ou fixar penas (STF). 5º. A lei resultante não é contaminada. somente se há excesso do poder de legislar. Se aprovada a MP revogadora. por exemplo).  Pressupostos de relevância e urgência na edição de MP . estão por toda a CF. e. Caso não aprovada a MP revogadora. não é admitida sua reedição pelo PR. fica suspensa até que o CN se pronuncie sobre a MP revogadora (ab-rogante).  CF . pelo prazo restante à sua vigência. ou seja.

nos termos da lei). as CPI’s não tem todos os poderes do Poder Judiciário. não pode MP declarar a inconstitucionalidade de outra MP.  Reserva legal qualificada -  Princípio da reserva de jurisdição -  CPI e apuração de fato determinado -  CPI e apuração por prazo certo - o prazo máximo fixado em lei é o fim da legislatura em curso. necessidade do aditamento da ADIN. na forma da lei. As relações jurídicas ocasionadas pela vigência da MP devem ser disciplinadas pelo CN. Qualquer outra restrição na lei que não atenda a esses fins. O legislador não pode limitar tanto o direito ou até suprimi-lo por lei. Mesmo que o CN glose certos artigos. para fins de). podem ser regulados pelo PR por MP. estabelece as condições ou fins que devem ser objeto da norma (Ex. poderá ser argüida de inconstitucional. ou seja.  Reserva legal simples - quando a CF estabelece em seus artigos que determinado assunto seja objeto de uma lei ordinária (Ex. quando as modificações do CN não houverem alterado substancialmente o seu texto. o fato não prejudica a MP na sua eficácia temporal.  Conversão parcial da MP em lei não descaracteriza a situação de urgência. necessidade da propositura de nova ADIN.  MP não transformada em lei em 30 dias -  Reedição de MP e ADIN impugnante de MP –  Reedição distinta de MP e ADIN  MP . a CPI pode investigar outros fatos que se ligam com o fato principal.MP pelo CN.podem instituir medida provisória (MP). nos 30 dias. perde a eficácia desde a edição (retroage ex-tunc). além de estabelecer qual assunto será objeto de lei. há determinados assuntos de competência exclusiva pela CF dos membros do PJ.inconstitucionalidade –  Assuntos proibidos em lei delegada -  Estados-membros . há limites implícitos na sua atuação legislativa. mas pode MP revogar outra. o prazo começa a contar da lei de conversão. A CPI pode ser . ou seja.

crimes de  Processo contra Governador de Estado - .  Quebra de sigilo fiscal. Prender qualquer pessoa. nem mesmo por atos estranhos ao seu ofício. duração. etc)  CPI – outros impedimentos  Fazer busca e apreensão de documentos em residência.provocada sucessivamente até o fim da legislatura. se alegar sigilo profissional.  Declarar indisponibilidade de bens. números. bancário e telefônico .o advogado é obrigado a comparecer perante a CPI.  Legitimidade em permanecer calado perante a CPI o STF entende como legítima a decisão do investigado em permanecer calado perante a CPI.  CPI e sigilo profissional do advogado .  CPI e interceptação telefônica as CP’Is estão impedidas de autorizar a escuta telefônica. mas podem fazer o levantamento de ligações já efetuadas (conta telefônica. mas poderá se escusar de depor sobre fatos. autorização.  Imunidade processual – O PR não pode ser processado por infrações penais comuns praticadas antes da investidura no cargo. Esta imunidade processual não é extensiva aos Governadores de Estado. O PR pode ser processado apenas por crimes comuns e crimes de responsabilidade durante seu mandato. nas mesmas condições do PR (julgamento por 2/3. salvo flagrante.  Impedir advogados dos investigados nas sessões.as CPI’s podem quebrar o sigilo das pessoas investigadas. os Governadores podem ser submetidos a julgamento pelas Assembléias Legislativas (AL).

 Criação de Tribunais de Contas Municipais – comuns.  Fixação pelo Legislativo de prazo para o Executivo iniciar lei (iniciativa privativa de lei pelo PR) – inconstitucional por invasão ao princípio de separação dos poderes. que sejam desnecessárias ou desproporcionais. o Chefe do Executivo pode deixar de aplicar uma lei se entender que ela é inconstitucional.responsabilidade. pelo Executivo (controle prévio pelo PR) e Legislativo (controle prévio pelas Comissões Permanentes). nem revogar o seu ato de suspensão se já suspendeu a norma. os Estados podem. etc). somente os Municípios estão vedados de criar. nem há previsão de prazo para isto. na medida em que leis forem consideradas sem razão ou impróprias. apenas no controle incidental ou difuso. . O Senado também não pode estender ou restringir o julgado do STF. O judiciário pode impugnar leis baseadas neste princípio. nunca como sucedânea da ADIN no controle concentrado de constitucionalidade. por afronta ao separação dos  Submissão de convênios assinados pelo Governador à aprovação da AL – inconstitucional princípio da poderes.  Ação civil pública – pode ser usada com o objetivo de controle de constitucionalidade.  Princípios da razoabilidade ou da proporcionalidade – são aplicáveis no nosso Direito.  Controle de constitucionalidade no Brasil –  Atos do Congresso de sustação aos atos do Poder Executivo -  Aplicação de lei entendida como inconstitucional –  Senado Federal: não é obrigado a suspender uma lei declarada inconstitucional pelo STF. no controle incidental. também estão sujeitos ao controle de constitucionalidade. junto ao STF. há o controle jurisdicional (jurídico) e também o controle político.

 Medida Liminar em ADIN e ADC – Pode ser concedida no periculum in mora.  STF: pode restringir os efeitos da declaração de inconstitucionalidade. se a inconstitucionalidade representar uma ameaça ao direito imediato. No controle concentrado. é porque o STF assim determinou e julgou. que teriam sido revogados pela norma argüida de inconstitucionalidade. podendo fazer com que ela não retroaja ex-tunc totalmente. caso haja. que venha a ter eficácia a partir do trânsito em julgado ou outro momento fixado. .impugnações de normas em ADIN – o STF exige relação de pertinência.Se suspender parcialmente a lei. ou seja. ou ainda. confederações e entidades de classe nacionais . nada impede o surgimento de nova lei. em virtude de segurança jurídica.  Governador e Mesa de Assembléia estadual/ DF. que a matéria esteja relacionada à sua Unidade Federada ou à causa e interesse das impetrantes. a lei é declarada inconstitucional pelo STF e não precisa do Senado para suspender a execução. ou seja. atendido todos os princípios constitucionais de criação.  A medida liminar também faz repristinar a norma e o direito anterior. Neste meio tempo. ou que retroaja apenas de uma determinada data.