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DO PADRÃO OURO A BRETTON WOODS

 SMI => conjunto de regras e convenções que governam as relações financeiras entre os países. o Aspectos:  Conversão de uma moeda a outra: padrões de ajuste das taxas de câmbio  Padrão monetário adotado: definidos pela natureza do ativo de reserva (reservas em espécie / reservas fiduciárias) o Objetivo: viabilizar a fluidez das relações econômicas entre países, proporcionando a maximização dos ganhos com o comércio e os benefícios derivados dos movimentos de capital o Eficiência: estabilidade e complementaridade FUNDAMENTOS DA MOEDA INTERNACIONAL  Pré-requisito do comércio internacional: uso de instrumento monetário como meio de pagamento e como unidade de conta  Concorrência entre os países para impor sua moeda como referência nas trocas internacionais: o Moeda como bem coletivo => o país que emite essa moeda obtém benefícios  Motivo: a oferta de moeda envolve uma operação dupla. A fonte do ganho é a diferença entre a taxa de juros ganha sobre o ativo e a taxa de juros paga sobre a obrigação. Quando a obrigação do país emissor ganha aceitação crescente como moeda, os usuários abrem mão de taxas de juros mais elevadas em troca da posse dessa moeda. Além disso, o emissor lucra com os rendimentos crescentes de escala (aumento da margem de juros) o Confiança => convencimento dos agentes econômicos de que a moeda é estável e tem valor previsível  Modo mais comum: Conversibilidade da moeda em outro ativo cuja emissão o país não tenha controle.  Credibilidade => garantia de que o compromisso de conversibilidade seja honrado  Manter um preço determinado como referencial pressupõe a subordinação da política monetária interna do país às necessidades da conversibilidade  A confiança permite ao país emissor a possibilidade de apropriar-se de ganhos de escala.

PROBLEMA DA CONSISTÊNCIA  Pressuposto: a soma de déficits e superávits dos balanços de pagamentos de todos os países em um determinado período de tempo tem de ser igual a zero. o Com n países, n-1 países podem determinar suas posições em BP de forma independente. O n-ésimo país deve aceitar passivamente o resultado do BP imposto pela ação dos demais países. o O SMI deve compreender algum mecanismo que induza à consistência entre os objetivos dos n países  Meios de lidar com o problema: a) Enfoque do tipo n-1, em que o n-ésimo país abre mão de definir metas externas (sistema de Bretton Woods)  Por que um país abriria mão de influenciar suas metas externas? O fato de sua moeda nacional ser usada como reserva de valor permite ao país absorver ganhos (senhoriagem) derivados da não-necessidade de manter entre seus ativos outras moedas (que rendem retornos limitados) para financiar eventuais déficits futuros. Além de conseguir captar recursos a baixo custo, uma vez que os n-1 países aceitam seus títulos.  Esse sistema exige da economia hegemônica a esterilização dos efeitos dos movimentos das reservas  Limites: quando os demais países procurar esterilizar esses efeitos, o sistema torna-se instável; quando o país emissor não controla seus custos em relação aos demais países, comprometendo a evolução de seu saldo em TC b) Mecanismo de ajuste automático, como taxas de câmbio flexíveis (anos 1970) c) Coordenação de políticas entre países (a partir da 2ª metade dos anos 1970)

O PADRÃO-OURO
 Três características básicas: o Conversibilidade das moedas nacionais em ouro o Liberdade para o movimento internacional de ouro o Conjunto de regras que vincule a quantidade de moeda em circulação ao estoque de ouro disponível em determinado país  Na prática, isso significa uma paridade fixa entre cada moeda e o preço do ouro e, portanto, entre as diversas moedas  Eventuais desequilíbrios em BP são solucionados por meio de transferências internacionais de ouro, e o equilíbrio é obtido pelo impacto dos fluxos de ouro sobre o sistema econômico interno (mecanismo de ajustamento no padrão-ouro)  Dado que as autoridades monetárias estavam sujeitas às mesmas limitações, ocorreu a harmonização efetiva das políticas monetárias, sem necessidade de esforços de coordenação

por hipótese. mesmo com a atividade econômica tendo recuperado seu patamar original. o Ver gráfico (oferta e demanda de divisas) da taxa de câmbio no padrão-ouro (pág.  1900: Gold Standard Act => oficializa o padrão-ouro nos EUA  1871: emissões monetárias baseadas em ouro na Alemanha. até nível mais baixo que o original => superávit em BC => entrada de ouro => expansão de M => aumento de P => equilíbrio  Como. de trocar notas por ouro. 370): intervalo entre as taxas Pe e Ps.ORIGENS DO PADRÃO-OURO  1819: Resumption Act => Lei que exigia que o Bank of England reassumisse sua prática. levando a um superávit. o nível de preços permanece relativamente baixo => isso dá ao país um adicional de competitividade temporário. até retornar a seu nível original => redução de P e de Y. em razão das reparações de guerra pagas pela França e da descoberta de minas de prata (redução do preço desse metal)  1914: fim do padrão-ouro FUNCIONAMENTO DO MODELO BÁSICO: A VERSÃO DE HUME  Pressupostos: o Economia em concorrência perfeita o Preços e salários totalmente flexíveis o Pleno emprego de fatores de produção o Demanda de moeda sendo total ou predominantemente para transação o Oferta de moeda em função do estoque de ouro  Uso da teoria quantitativa da moeda (MV=PY)  Modelo: apenas dois bens – ouro e o conjunto dos demais produtos o Aumento de M => aumento de P => déficit em BC => uso de ouro para pagar compromissos externos (redução das reservas) => queda da oferta de moeda (M). M e V são constantes. interrompida quatro anos após as Guerras Napoleônicas.  Vantagens do padrão-ouro: o Tendência à estabilização de preços nos diversos países o Manutenção de taxas de câmbio razoavelmente constantes o Liquidez internacional o Possibilidade de equilíbrio sem intervenção estatal significativa  Controvérsias: o Critérios efetivos para emissão de moeda (nem sempre a relação era fixa) o Papel do sistema bancário na expansão de M o Existência de rigidez à redução dos salários o Atuação dos bancos centrais o Efeitos diferenciados entre os países industrializados (estabilidade ok) e os demais (variações e depreciação cambial) .

as paridades entre as principais moedas oscilaram pronunciadamente. com conseqüentes efeitos sobre a liquidez e a atividade internos  1933: saída dos EUA O SISTEMA DE BRETTON WOODS  1944: Conferência de Bretton Woods – 45 países não-comunistas o Iniciativas para lidar com desequilíbrios externos o Definição de aparato institucional o Tentativa de criação da OIC  Grande superávit dos EUA => papel dos recursos do Plano Marshall e créditos comerciais do Eximbank (reservas do resto do mundo eram insuficientes)  Aumento da preocupação dos países em adotar medidas que evitassem a redução do nível de reservas  Evolução de mecanismos bilaterais de pagamentos para um sistema multilateral (moeda de um terceiro país para saldar transações) ETAPA BILATERAL: 1945-1949  Convivência de duas áreas monetárias – área do dólar e da libra esterlina  Distintos países aceitavam diferentes formas de pagamento . as taxas de câmbio voltariam ao seu nível de antes da guerra.  Para superar a escassez.  Entre 1919 e 1923. de 1922. Essa perspectiva não considerava. que ajudaram a neutralizar os efeitos dos superávits comerciais dos países industrializados o Evidência de que mesmo no período do padrão-ouro as flutuações de preços foram consideráveis o Efeitos sobre os preços relativos das variações na produção internacional de ouro o Distribuição desigual de ouro entre os países o Papel da Inglaterra: emprestou volumes consideráveis de recursos a países deficitários A TENTATIVA DE RETORNO AO PADRÃO-OURO NOS ANOS 20  Os agentes econômicos esperavam que. o Comitê Financeiro da Conferência de Genebra.  Cerca de 50 países retornaram a esse padrão  1925: retorno da Inglaterra ao padrão-ouro  1931: Inglaterra sai do padrão-ouro. em razão do aumento de seu desequilíbrio externo. as modificações ocorridas durante o conflito no âmbito político. físico e financeiro.o Existência de movimentos de capital. Além de que as pressões inflacionárias nesse período terem levado à relativa escassez de ouro. no entanto. recomendou a adoção mundial do padrão-ouro. com o fim da guerra.

provocando preocupação crescente quanto às reservas de ouro do Tesouro dos EUA  Mar. Persistentes: políticas fiscais e monetárias restritivas  Deseq. 1960: desconfiança em relação ao dólar o Déficits em BP nos EUA o Financiamento via emissão da Guerra do Vietnã. do Programa Espacial e da Guerra Fria => pressão inflacionária que reforça tendência ao desequilíbrio externo o Oferta de ouro não aumentou proporcionalmente à demanda  Ago. mas também entre bancos centrais e com o FMI  Posição deficitária dos EUA => países superavitários convertiam seus dólares em ouro. 1958: sistema europeu (13 países) => compra e venda de moedas por operações de mercado o Moedas tornam-se conversíveis entre si o Conversibilidade do dólar em ouro. 1947: Acordo para Compensações Monetárias Multilaterais => anos seguintes: Acordos para Pagamentos Intra-Europeus (OCEE) o 1950: União Européia de Pagamentos (saldos pagos com base na posição líquida de cada país ao final de cada período) => 1º sistema multilateral CONVERTIBILIDADE E AJUSTE: 1958-1971  Dez. Fundamental: desvalorização cambial  Déc. Tentativa de superação. do caráter bilateral dos acordos monetários: o Nov. as cotações deixaram de ser feitas exclusivamente em torno da paridade em relação à moeda dos EUA . pelos países europeus. à taxa de US$35 por onça de ouro  Manutenção das reservas de divisas na forma dos ativos aos quais o país pretendia converter sua moeda nacional  Transações passam a ocorrer não apenas via mercado. 1971: suspensão da convertibilidade do dólar em relação ao ouro o Ademais. 1961: GAB (EUA + 9 países) => compromisso de aportar recursos ao FMI quando um desses países demandasse empréstimos em grande escala  Regras da política cambial: manutenção da paridade acordada dentro de faixa de + 1% o Enfoque do FMI:  Desequilíbrios temporários: financiamento com reservas do país  Deseq.

mas acabou aproximando-se do tema do desenvolvimento econômico. que não poderia objetar  Variações superiores a 10% tinham de ser autorizadas pelo FMI o Liquidez:  Cada país tem uma cota. atuando.A INSTITUCIONALIDADE CRIADA EM BRETTON WOODS FMI  FMI e BIRD iniciaram suas atividades em 1947  2 funções no acordo inicial: prover código de conduta e zelar pelo seu cumprimento  Um país com problemas em BP poderia impor controle sobre capitais. impor restrições sobre os fluxos de comércio. com países subdesenvolvidos  Até os anos 1960. Não é permitido. as operações do FMI eram feitas apenas em ouro e nas moedas nacionais dos países-membros BIRD  Concebido para ajudar na reconstrução das economias européias. a partir desse valor. a menos que o Comitê Executivo autorize  Base nas experiências do período entreguerras  Foco na estabilidade cambial e na provisão de liquidez o Estabilidade: margem de variação cambial de 1%  Variações entre 1% e 10% deveriam ser comunicadas ao FMI. contudo. sobretudo. que serve como referencial para os empréstimos (automático: 25% da cota. e os passa aos países com margem de custo para cobrir as operações. suas atividades eram centradas em empréstimos para infra-estrutura e setor público. GATT  Criado em 1947  Tentativa frustrada de criar OIC (Congresso dos EUA não ratificou => risco de perda de autonomia)  1994: Acordo de Marrakesh => OMC . a taxas preferenciais. há condicionalidades)  Até 1969 (criação dos DES). Depois diversifica os projetos financiados e também passa a emprestar diretamente ao setor privado (IFC)  Levanta recursos no mercado financeiros.

os déficits dos EUA levam a uma erosão na confiança em sua moeda. II. PROBLEMAS COM A LIQUIDEZ INTERNACIONAL: O “DILEMA DE TRIFFIN”  Argumento: padrão-ouro era intrinsecamente instável. GATT: detalha em quais áreas as partes contratantes devem estabelecer relações com o FMI. XV. a solução definitiva só poderia ocorrer depois que fosse sanado o déficit americano. elevação do preço do ouro (desvalorização do dólar) ou criar um BC universal e moeda única. A expansão do comércio internacional só poderia ser mantida com uma expansão paralela da liquidez internacional  Problema: ao mesmo tempo em que a conversibilidade do dólar em ouro leva a um aumento da demanda por dólares – permitir a liquidez –. .  Componente político: países relutavam em desvalorizar (sinal de fragilidade) ou valorizar suas moedas (perda de competitividade). Essa resistência comprometeu a flexibilidade do sistema para lidar com desequilíbrios externos.  Proposta: câmbio flexível. GATT: reconhece que a manipulação das taxas de câmbio e os controles cambiais podem ser usados como formas de proteger os mercados nacionais contra importações o Art. provendo informações sobre restrições cambiais inconsistentes com o GATT e sobre acordos cambiais com países não-membros  FMI e BIRD tem seus papéis enleados com o passar do tempo PROBLEMAS NO SISTEMA DE BRETTON WOODS A FALTA DE MECANISMOS DE AJUSTE ADEQUADOS  O sistema permitia o recurso a uma desvalorização cambial na hipótese de desequilíbrio “fundamental” – nunca definido claramente  A economia de referência – os EUA – era relativamente fechada  O ideal era que os desequilíbrios fossem corrigidos pela desvalorização do dólar. pequenas desvalorizações não resolveriam e desvalorizações expressivas encontravam resistência por parte dos países que detinham a maior parte de suas reservas em dólar. No entanto.  Problema do diagnóstico de Triffin: supor que a convertibilidade dólar-ouro seria mantida inalterada.RELAÇÕES INSTITUCIONAIS  GATT e FMI tem relações estatutárias definidas o Art. Assim. ao mesmo tempo em que originou um enorme fluxo de capitais que encontrou fonte importante de remuneração nos movimentos especulativos.

com pesos variados)  1974: cesta de 16 moedas (com predominância do dólar)  1981: dólar. 1 1945-1949: superávits dos EUA 1950-1957: Com a recuperação européia. queriam evitar as facilidades dos EUA em manter déficits  1961-1968: Grupo do Ouro (7 países industrializados. com cotação igual ao dólar o Vantagens: não são vulneráveis a variações de estoque. moeda de curso internacional. liderados pelos EUA) => vender o ouro de suas reservas no mercado de Londres para evitar que o preço do metal subisse. a desconfiança crescente em relação ao dólar e o aumento do nível das reservas internacionais  A persistência dos déficits comerciais1 dos EUA permitiu o aumento das reservas => esse aumento de reservas contribui para estimular o processo inflacionário (diretamente. criar formas alternativas de liquidez mundial. ampliando a liquidez por meio do “multiplicador monetário”) CRIAÇÃO DOS DIREITOS ESPECIAIS DE SAQUE: DES  Política: EUA queriam evitar variações bruscas na paridade dólar-ouro. marco alemão.  1968: estabelecimento de mercado duplo para evitar o esgotamento das reservas de ouro dos EUA: o Paridade de US$ 35 por onça nas transações entre bancos centrais o Cotação pelo mercado nas demais transações  1967: DES => para elevar o estoque de reservas internacionais o Início: valor definido em termos de ouro. evitando ao mesmo tempo crises de confiança  1967: Reunião do FMI. libra esterlina o Critérios para alocação => A proposta era transferir recursos aos países em desenvolvimento. iene. além de ser ativo monetário dos bancos centrais. a menos que 80% dos membros decidam nesse sentido A QUESTÃO DAS RESERVAS INTERNACIONAIS  Relação direta da aceleração do processo inflacionário nos países industrializados. RJ => criação do DES (idéia de FMI como banco de depósito dos bancos centrais. Medidas propostas: induzir os países a manter suas reservas em dólar. com valor determinado pelo uso como meio de pgto e reserva de valor  1971: novo impulso à discussão relativa aos DES o Método para fixar o valor => adoção do método de uma “cesta básica” (define as paridades para um conjunto de moedas. sobretudo os europeus. outros países. tentar reduzir o déficit americano. franco francês. os EUA passaram a ter déficits (+ US$ 1 bi anuais) A partir de 1958: IEDs na Europa e esforço bélico (anos 1960) financiado por emissões levaram a grandes déficits dos EUA (+ US$ 3 bi anuais) . sem converte-las em ouro. mas isso não aconteceu  O volume do DES é controlado pelo FMI e não pode ser ampliado.

1974: Relatório Outline of Reform  Dificuldades da época esvaziaram os planos originais de desenhar novo SMI. pelo impacto nos preços de bens primários)  O aumento de reservas tornou sem sentido a preocupação de criar liquidez internacional O FIM DE BRETTON WOODS  Ago. 1971: pacote de medidas de Nixon => suspensão da conversibilidade dólar-ouro. indiretamente. incentivos fiscais à aquisição de bens de capital produzidos internamente  Negociações nos anos seguintes: o Dez.25% (ocorreria compra da moeda menos valorizada pela mais valorizada – instituiu-se mecanismo de ajuste mensal na CEE) o Rumo ao câmbio flutuante:  Jun. Canadá. Japão e Suíça adotam taxas flexíveis o 1972: Comitê dos 20 (20 países ou grupo de países que escolhem os diretores executivos do FMI)  Jun. pois permitiria amplitude de 4. Ocorrem novas negociações e mais moedas passam a flutuar  Mar. sobretaxas às importações. ensejando apenas acordos parciais .5% de suas cotações (considerar o grande componente de comércio entre eles e o intento de consolidar uma união econômica)  Países continuariam adeptos do Acordo Smithsonian. 1972: libra esterlina se desliga da serpente européia e passa a flutuar. 1973: Japão fecha seu mercado de divisas. mas a faixa de variação entre moedas européias foi limitada em 2.pelo aumento da oferta monetária. em troca de redefinição das paridades das nove moedas em relação ao dólar (o que significava uma desvalorização do dólar)  A margem permitida para flutuações passou a ser de 2. 1973: nova suspensão do mercado de divisas => moedas da CEE adotam flutuação conjunta. Inglaterra passa a impor controles sobre movimentos de capital  Exemplo inglês é seguido por outros países  Fev. países industrializados mais ricos do mundo)  Primeira vez que se buscou promover ajustes cambiais em bases multilaterais e reconciliar objetivos de BP de diversos países  EUA comprometem-se a eliminar sobretaxas às importações.25%  Cotação do dólar foi elevada a US$ 38/onça o Serpente Européia => a nova faixa de variação constitui um problema para os europeus. 1971: Acordo de Smithsonian (G-10.

. 1975: Encontro em Rambouillet. 1976: Conferência em Kingston. França => acordam incluir a existência do regime de câmbio flutuante nos artigos do FMI o Jan. Jamaica => legitima a prática de taxas flutuantes.o Nov. abole o preço oficial do ouro. aumenta a importância dos DES como reserva internacional.

com uma taxação esse benefício poderia ser perdido. Como algumas transações de curto prazo são estabilizadoras. e vice versa. Isso significa que a composição dessas carteiras pode ser bastante flexível.  A inexistência de padrões comuns que determinem as paridades das principais moedas é frequentemente vista como um fator de instabilidade. META MONETÁRIA GLOBAL: A PROPOSTA MCKINNON  Pressuposto: o fator de instabilidade do SMI é a facilidade com a qual ocorrem as transações no mercado de divisas. o que reduziria o estímulo para os especuladores movimentarem recursos de um país para outro em função de pequenos movimentos das taxas de juros.  Em um cenário globalizado. aumentando sua estabilidade.  Críticas: o Para ser efetiva.  Proposta: taxação de todas as transações com divisas. com pouca possibilidade de controle centralizado. alguns agentes o como empresas transnacionais e investidores institucionais – procuram manter suas carteiras com o mínimo de risco e o máximo de retorno. essa taxa teria de incidir sobre todas as transações em divisas e não apenas sobre movimentos de capital de curto prazo (o que poderia comprometer o dinamismo comercial). com impactos significativos sobre as cotações das diversas moedas nacionais. já que o próprio risco de variações não planejadas na taxa de cambio impõe disciplina macroeconômica à formulação das políticas nacionais. .  Há várias propostas que visam introduzir um grau maior de convergência no sistema. VOLATILIDADE E ACESSO AO CAPITAL (TAXA TOBIN)  Pressuposto: Grande parte das oscilações entre as taxas de câmbio tem sido causada pelos movimentos de capital de curto prazo  Em um cenário globalizado. tanto no que se refere à moeda usada como referencia. o É discutível se a autonomia da autoridade nacional é um elemento negativo. quanto em termos dos critérios de ajuste. os graus de liberdade das autoridades monetárias nacionais para adotar políticas independentes são limitados => uma elevação da taxa de juros interna pode provocar entrada maciça de recursos e ensejar uma apreciação cambial.EVOLUÇÃO RECENTE DO SMI O ATUAL REGIME INTERNACIONAL DE TAXAS DE CÂMBIO  Possibilidade de que os países adotem qualquer tipo de política cambial  Há uma multiplicidade de regimes cambiais.

já em 1977. 1987: Acordo do Louvre => a desvalorização do dólar com o Acordo Plaza foi expressiva. Proposta: componente compensatório => ao ocorrer uma queda na demanda pela moeda A e um aumento simultâneo da demanda pela moeda B.  Críticas: o O efeito de substituição relevante não ocorre entre moedas. Poderia ser periodicamente ajustada para considerar modificações estruturais de cada economia.  Set. o Isso provocou crescente déficit nas contas correntes dos EUA. 1985: Acordo Plaza => os 5 países mais ricos do mundo decidiram que seriam feitas aquisições no mercado de marcos alemães e ienes.  Proposta: Taxa de Câmbio Efetiva de Equilíbrio Fundamental. refletindo a política fiscal expansionista do país. se buscasse equilibrar o mercado por meio de acordo cooperativo que usasse moeda B para comprar moeda A. Seria permitido à taxa nominal de câmbio oscilar livremente dentro de uma faixa próxima ao valor referencial.  No entanto. como forma de compensar a excessiva valorização do dólar. mas entre títulos emitidos por países distintos. PROPOSTA DE ÁREA-OBJETIVO PARA AS TAXAS DE CÂMBIO  Pressuposto: necessidade de se aperfeiçoar o próprio manejo da política cambial. durante a primeira metade dos anos 1980. . a falta de sincronia entre as políticas – sobretudo entre os EUA e os europeus e japonês – levou a que. houve forte apreciação do dólar. com risco de ataques especulativos.  Crítica: a explicitação de uma área para a variação das taxas de câmbio faz com que se obtenha de fato uma taxa fixa.  Entre 1981 e 1985. Decidiu-se então que a paridade do dólar havia atingido um nível compatível com os fundamentos econômicos. comprometendo-se a manter as taxas de câmbio no nível observado. Ao mesmo tempo. o diferencial de taxas de juros atraia capital ao mercado norte-americano. NOVAS TENTATIVAS DE COORDENAÇÃO  1979: 2ª crise do petróleo => os países industrializados buscaram minorar o impacto inflacionário e adotaram políticas ativas de juros com forte impacto recessivo generalizado.  Fev.  As paridades das principais moedas deveriam flutuar de forma limitada a uma faixa de variação. definida a partir de um conjunto de indicadores básicos e não apenas com base em diferenciais de preços. o Não é clara qual deveria ser a taxa de paridade usada como referencial na hipótese de um mecanismo como o proposto ser adotado. se observasse significativa apreciação do dólar em relação às moedas dos principais parceiros comerciais norte-americanos.

 Nov. o Crescente institucionalização da poupança (graças à expansão dos fundos de pensão) o O volume e a velocidade de circulação do fluxo de recursos entre países aumentaram consideravelmente. 1971: reunião ministerial do G-77 => iniciou o processo de consulta que resultou na formação. mas também no desenho de facilidades a serem oferecidas no âmbito do FMI e do BIRD. destinado a focalizar aspectos substantivos da reforma monetária. As cotações permaneceram estáveis por diversos meses.  A partir de 1988. até que uma sucessão de eventos levou a variações expressivas dessas cotações: o Reunificação alemã de 1990 o Crise das bolsas de valores de out. sob a forma de reuniões de cúpula periódicas.  Uma grande preocupação em relação às instituições multilaterais tem sido estabelecer de forma inequívoca o papel a ser desempenhado por cada uma delas. têm ocorrido várias modificações nas estruturas financeiras internacionais: o Mercados financeiros têm se tornado mais internacionalizados e integrados o Aumento expressivo do tamanho desses mercados na maior parte dos países o Tendência ao desaparecimento de barreiras entre atividades bancárias e outras atividades de intermediação. assim como na analise do próprio funcionamento dessas instituições. 1987 o Crise do mercado financeiro japonês o Crise de instituições de poupança e empréstimos nos EUA o . evitando as condicionalidades cruzadas que caracterizaram os programas de ajuste nos anos 1980. o Grupo dos Sete países mais ricos do mundo passou a desenvolver esforços de coordenação macroeconômica.. A EXPANSÃO E A INTEGRAÇÃO DOS MERCADOS FINANCEIROS INTERNACIONAIS  Nas últimas décadas. A PERCEPÇÃO DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO  As discussões sobre a reforma do SMI estiveram por muito tempo concentradas no âmbito do Comitê de 20 países. do Grupo dos 24. em 1972.  O Grupo dos 24 marcou posição dos países em desenvolvimento não apenas nos debates sobre a reforma monetária internacional.. . superando os valores gerados pela atividade comercial. Isso motivou os países em desenvolvimento a manifestarem seu desejo de participar de maneira mais ativa desse processo.

 O resultado da liberalização foi a expansão da atividade do setor financeiro. que estabelece as condições básicas a serem adotadas pelos sistemas bancários dos países signatários. Outros grandes países abriram seus mercados nacionais aos capitais externos. de intensificação da unidade econômica. o tema da regulação do sistema financeiro tornou-se objeto de negociações internacionais. com a desvalorização do dólar. com o relaxamento dos controles sobre o movimento de capitais por parte dos principais países industrializados. o processo de liberalização do mercado financeiro foi intensificado.  O principal argumento a favor de políticas de abertura financeira é o de que essa abertura contribui para aumentar a eficiência na alocação internacional de recursos: por meio de mecanismos de arbitragem o capital fluirá entre países em resposta à expectativas de taxas de retorno. com expressivo aumento da liquidez e do nível de concorrência entre instituições. o SMI tem se caracterizado pela inexistência de fixação prévia de valores a serem honrados e pela eliminação de diversos controles o Chamado de “não-sistema” por K.  A preocupação com o crescente risco de vulnerabilidade do sistema bancário e os possíveis impactos sobre as economias nacionais levaram os 10 países mais ricos a definir a distribuição de responsabilidades na supervisão dos bancos internacionais entre países de origem e receptores.  A liberalização dos movimentos de capital passou a ser um objetivo de política em diversos países => como consequência. embora tenham possibilitado maior eficiência.  Em 1974. expuseram a incapacidade e a inadequação do sistema regulatório existente para lidar com esse novo cenário. o que diminui a necessidade de manutenção de estoques elevados de reservas internacionais.  Na segunda metade dos anos 1980. de modo a assegurar a solvência do sistema. Isso deve contribuir para reduzir os diferenciais de remuneração de capital e para aumentar a convergência do mercado de divisas. firmou-se o Acordo de Basileia.  As inovações surgidas. Esse fenômeno é chamado de “globalização financeira” => origina-se na década de 1970.  Em 1988.  A interação entre os sistemas financeiros nacionais e internacionais dá à questão da credibilidade uma importância elevada na determinação do acesso ao crédito e do custo do crédito obtido. O PERÍODO RECENTE  Desde o fim do sistema de Bretton Woods. em 1975. Pilbeam  Há duas perspectivas sobre como as taxas de câmbio devem ser estabilizadas: o Por meio de políticas macroeconômicas – sobretudo políticas monetárias ativas o Por meio de compromissos para assegurar essa estabilização . ocorre estímulo adicional ao movimento de liberalização => Projeto Europa-92.

há uma tendência a subestimar os riscos de investir ou de conceder créditos a economias cujos indicadores objetivos não são favoráveis o Os mercados têm demonstrado baixa capacidade de distinguir adequadamente entre prestamistas potencialmente bons e maus. euro. embora associada à instabilidade dos mercados financeiros e de divisas. mesmo aqueles com elevada liquidez não estão imunes a crises iniciadas em outras praças. .  Desde os anos 1970. já que. o Na década de 1980 houve maior estabilidade na atividade econômica em relação à de 1970. nota-se que as flutuações nas taxas de câmbio têm sido mais pronunciadas. o Em fases de bonança. A DISCUSSÃO SOBRE A NOVA ARQUITETURA FINANCEIRA INTERNACIONAL  Cenário financeiro internacional: o Adoção de regulamentações mais liberais por parte de diversos países em relação aos movimentos de capitais o Flutuação sem precedentes nas paridades entre as principais moedas o Surgimento de um provável sistema internacional com base em duas moedas fortes (dólar.. A política monetária é o instrumento mais potente para se conseguir a estabilidade cambial.. e a uma taxa mais alta de desemprego.) o Papel preponderante dos capitais privados no financiamento do BP o Inexistência de um “emprestador de última instância” com recursos suficientes para fazer face a uma eventual crise de confiança o Experiências recentes de transmissão de crises de liquidez  Desafio de lidar com as questões de volatilidade dos fluxos de recursos externos e de contágio de crises externas  Crises recentes: o 1992-93: Sistema Monetário Europeu o 1994-95: Crise Tequila => México e Argentina o 1997: países da Ásia o 1998: Rússia o 1999: Brasil e outros países da AL  Características básicas dessas crises: o Ciclos de auge e retração pronunciada nos mercados financeiros o Esse comportamento por parte dos investidores é racional o As economias mais vulneráveis são geralmente aquelas menos desenvolvidas e com maior desequilíbrio em relação aos fundamentos macroeconômicos no momento de crise o Dado o elevado grau de integração entre os mercados. associadas a objetivos de médio prazo e têm uma relação pouco clara com a política cambial. Yuan. não se observa maior instabilidade na atividade produtiva. afetando a todos. No entanto. por exemplo. políticas fiscais são inflexíveis.

códigos de conduta sobre políticas fiscais. com adoção de padrões mínimos comuns sobre regulação e supervisão prudencial e contabilidade financeira. Ações tópicas adotadas nos últimos anos para lidar com essa situação: o Aprovação de novas linhas de crédito e ampliação dos recursos do FMI o Reconhecimento da necessidade de estímulos para que países em desenvolvimento adaptem seu perfil de dívida o Esforços para estabelecer padrões para regulação e supervisão dos sistemas financeiros o Ajustes na Iniciativa para Países Pobres Altamente Endividados o Bancos de desenvolvimento regional viabilizando o acesso a crédito em condições mais favorecidas. monetárias e financeiras o Necessidade de adotar dispositivos para a suspensão de pagamentos com anuência internacional  Desejo dos países em desenvolvimento de preservar uma condição diferenciada no acesso a recursos em situações de choques externos adversos .  Existe razoável consenso quanto a: o Reconhecimento de que a crise financeira internacional requer a manutenção de políticas macroeconômicas expansionistas no mundo industrializado o Necessidade de prover financiamento de contingencia a países em dificuldades o Necessidade de aperfeiçoar o marco institucional no qual operam os mercados financeiros.

BRASIL E O SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL A relação da economia brasileira com o sistema monetário internacional tem duplo caráter:  Cíclica. com baixa elasticidade-preço e capacidade limitada de substituição por produção interna.  2ª adoção do padrão-ouro: 1888. por outro.  O Brasil apresentava elevado coeficiente de importações.  Uma das características da política monetária na segunda metade do século XIX foi seu caráter anticíclico: em períodos de crise econômica. gerando liquidez. como forma de viabilizar o financiamento dos gastos públicos. desestabilizava as economias menos avançadas. No entanto.  4ª: Caixa de Estabilização. o padrão-ouro.  Esse sistema supostamente levaria a ajustes automáticos no BP. as autoridades monetárias reduziam o encaixe obrigatório. um dos requisitos básicos é a inexistência de rigidez na oferta e demanda de produtos. estimulando as importações => equilíbrio externo tendia a se deteriorar. . pilar do padrão-ouro. estabilizava os países ricos.  Como resultado. para que isso ocorra. 1846. o Brasil recorreu varias vezes a um “padrão papel não conversível”. a contração monetária resultante tinha efeitos desastrosos sobre a atividade interna. o Nos períodos de aumento do ciclo de investimento internacional e recuperação dos termos de troca do país. com aproximações alternadas por posições de relativa autonomia  Envolvimento permanente com a institucionalidade vigente a cada período BRASIL NO PADRÃO-OURO  Adoção do padrão-ouro: set. por um lado. a entrada de recursos induzia a uma valorização cambial. na mesma paridade de 1846 => 27 pence/mil-réis  3ª adoção: Caixa de Conversão. se. ao mesmo tempo em que expandia o credito interno. 1926-30 (reforma monetária de Washington Luís)  Análise: aspecto recessivo derivado da contração monetária imposta pelo padrão-ouro. frequentemente acompanhado de déficits fiscais e inflação. 1906-14. as exportações brasileiras se caracterizavam pela baixa elasticidade-renda e frequente oscilação de preços no mercado internacional => a rigidez de oferta interna e a recorrência de choques externos levavam a frequentes expansões monetárias. o Quando ocorria escassez de crédito externo e queda nas relações de troca. Ademais.

BRASIL NO SISTEMA DE BRETTON WOODS  Ao final da II GM. declarada ao FMI em 1948 (apesar da inflação elevada e da duplicação do produto no período). o que dificultava sua utilização (uma alternativa foi a liquidação de saldos via nacionalização de investimentos – britânicos –.  Essas instituições desempenharam importante papel no financiamento da construção da infraestrutura produtiva brasileira. com a redução gradual dos subsídios às importações essenciais.  Esse contexto levou a uma dupla tendência: o Controle cambial => sistema de leilões de câmbio (lei 1807. o que acabou levando à criação da Secretaria do Tesouro . de 1955. e pela lei de Tarifas. mesmo assim. de importância crescente: o Aumento da participação direta do Estado no processo produtivo o Entrada de capital estrangeiro. o Brasil tinha um estoque considerável de reservas internacionais. o Crescente dependência da conta de capital para equilibrar o BP. mas parte dessas reservas era constituída de moedas bloqueadas. mas estima-se que.  Ago 1968: regime de minidesvalorizações cambiais => permite reduzir o diferencial entre as taxas de inflação externa e interna e traz maior estabilidade ao mercado de câmbio. de 1944. Notar que esse processo estava mais concentrado nos movimentos de capitais do que no intercâmbio comercial. de 1957.  1945-1951: Brasil teve superávits comerciais. houve significativa valorização da moeda brasileira. mas o saldo era obtido com países de moedas não conversíveis. sobretudo em serviços públicos). o país era deficitário com a área de moedas conversíveis.  1957: redução das categorias de importação => 2  1959: transferência ao mercado livre de diversos produtos de exportação  1961: taxa de câmbio foi desvalorizada em 100% e teve inicio a convergência a um sistema de taxa única. Ao mesmo tempo. estimulado sobretudo pela instrução 113 da SUMOC. instrução 70 da SUMOC) e imposição crescente de barreiras comerciais.  1955-61: economia brasileira apresenta dois novos elementos.  1964-68: 3 desvalorizações cambiais. RELAÇÕES DO BRASIL COM AS INSTITUIÇÕES MULTILATERAIS  Brasil é um dos signatários do Acordo de Bretton Woods.  O período de Bretton Woods foi uma etapa de crescente internacionalização da economia brasileira.  Os recursos do BIRD tornaram possível uma serie de reformas na estrutura da administração pública e na área de comércio exterior  Ensejaram esforço de monitoramento e controle de gastos públicos.  1939-53: Brasil manteve a taxa oficial de paridade.

1983. com novo empréstimo stand by. BID e alguns países => pacote de ajuda financeira. 1983. encontram-se:  Ajuste do conceito de necessidade de financiamento do setor público não financeiro adotado pelo FMI às peculiaridades brasileiras  Dificuldades técnicas para incluir expectativas sedimentadas por anos de indexação generalizada nos diagnósticos de excesso de demanda. para obtenção de empréstimo junto ao Eximbank.  Nov. 1984 o Entre as dificuldades para o cumprimento dos compromissos.  1955: desconforto do FMI frente à política de taxas múltiplas de câmbio => relatório  1957: FMI apoiou formalmente a adoção da Lei de Tarifas.  Conjunto de 6 cartas de intenções de metas não cumpridas de política econômica com o FMI: o 1ª: jan. 1998: Brasil firmou acordo com o FMI. 3ª: set.  1961: retomada das relações com o FMI. a economia brasileira apresentou melhora considerável de suas contas externas: crescimento das exportações. 5ª: mar. 2ª: fev.  Na segunda metade da década de 1960. que vigorou praticamente inalterada até 1987. aumento das reservas líquidas => isso facilitou o acesso ao financiamento advindo de fontes privadas e tornou desnecessário o uso de recursos do FMI. Uma das bases do acordo foi o compromisso com a disciplina fiscal. Banco Mundial.  1958: 1ª operação direta de empréstimo do FMI ao Brasil.FMI  1º registro de intervenção técnica do FMI: pedido de aval do governo brasileiro. o conjunto de medidas de política econômica recomendadas não foi implementado. o A falta de aval técnico das agencias internacionais à política econômica contribui para dificultar o acesso a recurso internacionais. e o país passou a depender de modo crescente das linhas de financiamento de curto prazo a custos elevados. melhora dos termos de troca. deteriorando substancialmente o perfil da dívida externa. 1983. 1984. 6ª: set. quando a reciclagem da liquidez proveniente dos petrodólares facilitou muito o acesso dos países em desenvolvimento a recursos privados. 4ª: Nov. No entanto. 1983. a ser usado nos três anos seguintes. em 1954. e as negociações foram suspensas em meados de 1959 (impacto político sobre JK).  A renúncia de JQ e as posições de JG levaram à desconfiança da comunidade financeira e das instituições multilaterais => apenas em 1965 ocorrerá outra operação de empréstimo stand by. . para fazer frente a dificuldades no BP.  Essa situação continuou durante a década de 1970.  1982: início de novo ciclo de aproximações e atritos com o FMI => resultado de duas crises do petróleo e da moratória mexicana de 1982.

há um início de diversificação setorial => setor agrícola e indústria de transformação. os governos da América Latina demandaram. etc. mas envolve uma diversificação maior. Tendo o Brasil atingido a maior parte das metas acordadas. transformação da estrutura da dívida (aumento de empréstimos privados. para o setor de energia  A participação dos recursos do BIRD na constituição da infraestrutura produtiva brasileira tem sido uma constante. o que significa juros maiores).  Década 1970: intensificação da diversificação setorial  Década 1980: grande mudança na atuação do BIRD: passou a atuar no financiamento de programas de política. no entanto.  A distribuição setorial dos recursos emprestados pelo BID ao Brasil é semelhante à estrutura dos empréstimos do Banco Mundial.  Os recursos obtidos por um país por meio de um acordo stand by estão limitados ao percentual da cota que o país tem depositado no FMI. desde o início. apoio à educação. o Brasil passou a adotar estratégia de uso de recursos externos para ampliar a capacidade de importar e prover os recursos para financiar a retomada do processo de crescimento. 2001. com o apoio de todos os candidatos à presidência. .  1968-73: dívida bruta triplicou. credenciou-se para uma renovação => nunca havia antes ocorrido uma renovação de acordo com o FMI ao final de uma administração. assistência técnica por parte do staff do BID.  1949: 1º empréstimo. BANCO MUNDIAL – BIRD  As relações do Brasil com o Banco Mundial são mais constantes do que com o FMI. com predominância de projetos de infraestrutura. tendo o Brasil chegado algumas vezes a ser o principal tomador de recursos. alongamento do prazo dos créditos. não apenas em projetos. Três vezes (1998.  Década 1950: empréstimos direcionados essencialmente a projetos de infraestrutura.  1921: 1º empréstimo direto com os EUA  1930: EUA já detinham 30% da dívida externa brasileira  1937: 1ª moratória  Ao final dos anos 1960.  Década 1960: embora o setor energético continue a absorver a maior parte. compreendendo linha de credito para exportação. DÍVIDA EXTERNA  A origem da dívida externa brasileira é anterior ao período republicano. ciência e tecnologia. 2002) o Brasil conseguiu empréstimos que superaram o valor total da cota.  O Brasil ocupa posição de destaque no conjunto das operações do BID. sobretudo nos setores de energia (90%) e de transportes. BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO – BID  Criado em 1961  Forma de atuação semelhante à do BIRD.

ela correspondia.  A partir da renegociação da dívida. com o aumento do preço do petróleo e a consequente deterioração do BP brasileiro. a dívida externa brasileira sempre foi menor que em outros países em desenvolvimento. O aumento dos preços do petróleo em 1979 afetou negativamente a BC brasileira. substituindo os empréstimos bancários. adquirindo o direito de recomprar os papéis de sua dívida no mercado secundário. e as taxas de juros no mercado internacional tiveram grande elevação. 1994: troca de “dívida velha” por títulos com 30 anos de maturidade.  Como parte da estratégia de manter a presença do país no mercado internacional e conseguir condições mais favoráveis. por uma intensificação da saída de recursos reais por intermédio de diversos mecanismos.  Em termos de geração de divisas para o seu pagamento (relação dívida externa / Xs de bens e serviços). na primeira metade da década de 1990. sem a necessidade de um monitoramento formal das instituições multilaterais. um nível excessivamente alto. o qual foi manifestado em 1973. FUGA DE CAPITAIS  A década de 1980 foi marcada. o Out.  Razões para essa fuga de capitais: o Movimentos preventivos de desvalorizações cambiais o Diferenciais de retorno a aplicações financeiras em países distintos o Proteção de ativos . o Aproximadamente metade da dívida externa é devida pelo setor privado  Essas duas características refletem o maior acesso das empresas localizadas no Brasil ao mercado de capitais internacional. nos países da América Latina. em 2002.  Em termos de PIB.  Movimentos recentes: o Abr. entre os quais o superfaturamento de importações ou subfaturamento de exportações. 1995: liquidação da última parcela das garantias exigidas na renegociação da dívida.  Novos choques exógenos vieram a demonstrar a fragilidade da estratégia de endividamento externo.8 vezes. o Brasil usou como elemento de captação de recursos diversas empresas estatais => estatização da dívida externa. ganharam destaque duas características: o Os recursos externos de médio prazo passaram a ser predominantemente captados a partir de colocação de títulos nos mercados de capitais externos. Decorre daí um aumento da vulnerabilidade. a 3.  A política adotada para enfrentar esse choque foi reduzir a demanda por importações – via controle e estímulos à produção competitiva interna – e aumentar a captação de recursos por meio de novos empréstimos.

 O influxo de capitais no início da década de 1990 está relacionado a: o Política macroeconômica: taxa de juros. ao contrário do padrão asiático. em razão do baixo grau de liberalização cambial e financeira. os fundos mútuos especializados e investidores individuais também foram atraídos pela alta remuneração e pela perspectiva criada pelo fato de as flutuações nos mercados financeiros dos países em desenvolvimento serem relativamente independentes das flutuações nos países industrializados. o Brasil foi o 18º maior receptor de IED. BRASIL E O MERCADO FINANCEIRO INTERNACIONAL NOS ANOS 1990  A economia brasileira esteve excluída do expressivo aumento dos fluxos de capital para os países em desenvolvimento durante vários anos. No período 1985-95. mas crescentemente à instalação de unidades de produção e comercialização.  A reversão desse processo.  Desde 1991. o Depois. liberalização financeira. preservação da taxa de câmbio o Conjuntura política o Evolução das condições de liquidez internacional o Diferencial das taxas de juros interna e externas => arbitragem de juros o Mudanças na legislação o Processo de privatização das empresas públicas  Padrão geral latino-americano: fortemente influenciado pelos movimentos de conversão da dívida e privatizações. O Brasil não foi exceção a esse comportamento geral. foi aparentemente um fator importante para o influxo total de recursos externos na economia brasileira no período recente. o Brasil atraiu um volume expressivo de IED. com a volta dos recursos de residentes depositados no exterior.  A maior parte desses recursos derivou de investimentos em carteiras de ações e empréstimos em divisas.  Nos anos recentes. há o surgimento de investimentos brasileiros no exterior => associado sobretudo ao setor de serviços. . tem recebido uma quantidade substancial de recursos externos. no entanto. o Primeiros lançamentos foram feitos por empresas estatais de grande porte o No início do processo. e outros países da AL.  Destaque para a volta do país ao mercado financeiro internacional por meio da colocação de títulos. via colocação de títulos no exterior. em que ocorreu como aquisição de novas empresas. o Brasil. a maior parcela dos recursos captados pode ser atribuída ao retorno de capitais que haviam fugido nos anos 1980. embora. em função das desconfianças em relação à capacidade de lidar com o desequilíbrio macroeconômico e das dificuldades na negociação da dívida.  Historicamente. esse fenômeno tenha sido menos intenso aqui.