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DE

.-.;
CONSTITUICAO
.6
PARA
O' IMPERIO DO BRASIL,
ORGANIZADO NO CONSELHO DE ESTADO
SOBRE AS BASES APPRESENTADAS
POR
SUA MAGESTADE Il\IPERIAL
O SENHOR
D. PEDRO I. .
IJVIPERADOR CONSTITUCIONAL
s
E DÉFENSOR PERPETUO DO BRASIL•.
RIO DE JANEIRO.
NA TYPOGRAPHIA NACIONAL•. 1823.
-.
no SENúUO HOfRAl
Este voLume acha.ee registrado
sob número •
do ano de ... ;r·--....·-
-
( 3 )
Cf)

PROJECTO DE CON8'IT
PARA
I
1,/
o IMPERIO DO BRABILe_
TITULO 1..0
Do bnpt1"io do Brasil, seit Territor.io, Governo
DYruJStia, e Religíão.
Ad. 1. O IMPERIO do Hra!<íl he
associação Politica de todos os Cidadãos Bm-
·sileiros. Elles formão hurna Nação livre, e in-
que não adrnltte ·com
.outra laço algum de união., ou federação,
que -se opponba á sua Independencia.
Art. 2. O seu Territorio he dividido em
Provineias na forma, em que actualmente se
acha, as quaes' poder.áõ ser subdivididas, como
pedír Q bem do Estado.
Art. 3. -O seo G6"verno he Monarchico
Heredítarío, Constitucional, e Repre entativo.
Art. 4. A Dynastia Imperante he a do
Senhor Dom I. actual Imperador, e
D.efensor Perpetuo do Brasil.
Art. 5. A Religião Catholica Apostolica
Romana continuará a ser a Religião do lmperio.
Todas as 0utras seráõ permitiidas
com seu culto domestIco, ou particular em
1 ii
( 4 )
"'Casas para isso destinadas, sem forma alglf..
ma exterior de Templo.
TITULO 2,0
Dos Cidadáos BmsilároG.
Art. 6. SAü Cidadãos Brasileiros
I. Os que no Brasil tiverem nascido,
quer sejão ingenuos, ou libertos; ainda qn-e
o pai seja estrangeiro, huma vez que este não
resida por serviço da sua Nação.
II. Os filhos de pai Brasileiro, e os il-
legitimos de mãi Bl'asileira, nascidos em paiz
'estrangeiro, que vierem estabelecer dOl'lÜ-
cilio no lmperio. .
III. Os filhos de pai Brasileiro, que es-
tivesse em paiz estrangeiro em serviço do 1m-
perio, embera el1es não venhão estabelecer
domicilio no BrasiL .
IV. Todos os nascidos em Portugal, e
1:luas Possessões, que sendo já residentes no
Brasil lia epocba, em que se proc1a.motl a ln-
dependencía nas Províncias, onde 11abitaváo,
adherirão. á esta expressa, ou tacitamente pe-
la continuação da sua resitlencia,
V. Os estrangeiros naturalisados, q ual-
quer que seja a sua Religião. A L i deter-
minará as qualidades precisas, para se obter
Carta de naturalisacão.
Art. 7. Perde ~ os Direitos de Cidadão
Brasileiro
I. O que se naturálisar em paIZ estran-
gelro.
'- II. O que sem licença do1mperador ac-
ceitar EmpreO"o, Pensão, ou Condecoração
o .
de qualquer Governo Estrangell.'o .
III. O que for banido por Sentença.
Art. 8. o exercioio dofS Di-
reitos Politicas .
I. Por incapacidade fysica, ou moral.
lI. Por Sentença condemnatoria a pri-
saõ, ou degredo, em quanto durarem os seus
effeitos.
TITULO 3.°
Dos Poderes, e Representaçáo NGlciollal.
Art. 9. A Divisão, e harmonia dos
deres Politicos he o principio conserndor dos
Direitos dos Cidadãos, e o mais segul'o meio
de fazer effectivas as garantias, que a Cons-
tituiçf'o- oíferece.
Art. lO. Os Poderes Politicos reéonhe-
cidos pela Constituição do lmperio do Brasil
são quatro: o Poder Legislativo, o Poder
Moderador, o Poder Executivo, e o Poder
Judicial.
Art. lI. Os Representantes da Rçâo
Brasiieira saõ o Imperado!, e a Assembléa
Geral. .
:Art. 12. Todos estes Poder.e8 no Impe-
rio do Brasil iiaõ delegações da Naçãa;
-II
( 6
TITUL(J 4.
Do p-gder Legislattuo.
CAPITULO I.
Das llamas elo Puder Legislativ.o, e suas
attl'ibuições. _
.: Art. 13. O Poder he delega.
do á Assembléa Geral com a Sancção do
Imperado,·..
Art. 14. A Assembléa Geral compõe-se
de duas Camaras: Camara de DeÍLUtados, e
Camara de Senad<;>rE.'s, ou Senado.
Art. 15.. Ue attribuiç§.o da Assem.
bléu- Geral
I. Tomar Jluamento ao ao
P'Fincipe
r
lrl)periaL, ao R€gente, ou Regencia.
II. a Regçneia, ou o Regente, e
marcar 06 limítes da Sl).a auetoridade.
UI. Re.conheeer o Príncip.e Imperial,
Gomo SllCCe580l! do 'l'hpono, na prímeira reu,
logo drepois do seu na:scimento.
. JV. Nomea,' ao.Jmperad{)f menOI",
caso seu Pai o não em Tas..
tamento.
y;' as, duv.íd-a,s, que oecorre..
rem sobre a successão da Coroa.
VI. ! Na do Imperador, ou va-
cancia: -du.. Th.ltVl101$ in&tituir exame da admi.
nistraçãõ, que acabou, e reformar os abu$o.s
Ill'ella introduzidos,
( 7 .)
VII: . Escolliér Dynaslill'., no- oca '
d extincção da • , .
VIU. iJels, mtel'pre,tal-a
s
, 5US·
pendeI-as·', e- l'e1rogal..as•. ,'l ." ,f
rx. Velar' na' gu:arda- da
e pl'emmver' o. bem geral da Naçaõ, '
X.o Fixar' annu'alffienfe. as déSJ>ezas' pUi-'
blicas e a coofri buição
XI. FIxar annualmente, li Infor-
mação d'o Governo·,.a forcas d-e mal!, e t-er.ra'
ordinari'a!ll, e'
XII. Oí::lnceder-, óú negar fl
de forças de' fenra ,e màr,· .den,,-
í-ro do Imperio" ou dos- portos
XIII'. Auctorizar para' coh..-
tt'ahil' '..
XliV. Estabele-cer'mei-os convenieJltes pil'>'
l'a pagamento' da djy·ida Rublica
Regular' a adinio-istr ção
Naciona:es, e dectetat a sua alie açã6.
:XVI. Orear, ou supptimir Empregos pU'"
lHillOS', e' e"stabelecet-Hies ordena-clos.
XVII. Determinar o peso, valt)'l'; ms.
cripçãQ, typo, e' d:eliominação a'as m<j'edàs ,-
assim o pa.drão· -dos. e medidfrS'.- '
Art. 16: Cada huma' das Camara$ terá.:
o ....... Aug-ustos, ,e
Senhores Representantes da Nação.
Art. 1'7. Cada Legislà.bura durará qtiah1E)'
mmos·, e- -cada Sessão aFlnual' quatro tnezes.
Art. -IR A. Sessão'Imperial de aberte-ta'
sedl todos os' annO$' D@' -dia tréz de Maio.
Art. 19.. Tàmbem será Hnperial a SessãQ'
do e tanto' eS'ta como a.. d_ '
( 3 )
abe.r.hlra se Tará em .Assembléa Geral, reUnI-
das ambas as
Art. 20. eeremonial, e. o da par-
ticipação ao Imperador será feito na [órIDa
do Regimento interno. .
Art. 21. A nomeação dos respectivos
Presidentes, Viee-Presidentes, e Secretarias
das Gamaras, verificação dos poderes dos.
seus Merobras, Juramento, e sua policia in-
teI:Íor, se executará na f6rma dos seus Regi-
mentos.
'Art. 22. Na reunião das duas Camaras t
o J.?.residente do Senado dirigirá o trabalho;
os e Senadores tomaráõ lugar in-
distinctamente.
Art. 23. Não se polIerá celebrar Sessão
em cada huma das Gamaras, sem que esteja
reunida a metade, e mais hum dos seus res-
pectivos" Membros.
Art. 24. As Sessões de cada huma dás
eamaras serãa publicas ,. á ,excepção dos ca-
sos, em que o bem do Estado exigir, que se·
secretas.
Ar. 25.. Os negocios se resolveráã péla
maioria absoluta de votos dos Membros pre.,
sentes. .
A·rt. 26. Os M.egtbros de cada humanas
eamaras são inviolaveis pelas opiniões, .que
pr6ferir.em no exerciCio das suas.
. Art: 27. Nenhum Senador, eu· Deputa..
:<1.0, durante a' sua deputação, pade ser pre-
so por' Auctoridade ,-alguma, sabo por ordem
'la sua -respe.ctiva Camara, menos em
te Cilclicto de _pena. capital. : . " J :)
Art. 28: Se ãlgllrn Senador, oli Deputado-
ror 1 o Juiz, .suspendendo todo o
ulterior procedimento, dará couta á res-
pectiva Cama.ra, a qual decidirá, se o pro-
deva continuar, e o Membro ser, ou
llão suspenso no exercício das suas funcçães.
Art. 29. Os Sena.dore3, -e.Deputados po-
de.ráÕ ser nomeâdos para o Cargo de Minis-
tro de Estado, ou Conselheiro de Estado,
com a differença de q l1e os Senadores'
tinuâo a ter assento no Senado, e o Depu-
tado deixa vago (') .seu lugar da -eamara, e
-se procede a neva eleição, na qual piide ser
!reeleito, ·e àccumular .as duas funcções. -
Art. 30. Tambem accl:lmulãQ as duas fl:m-
ções., 5e já -exercião dos menciona-
(los Cargos, quando forão -eléitQs. -
.Art. 3L Nãe póde ser ao mesmo .tem.-
po Membro de ambas as Camar.as.
Art. 32.. O exerci.cie de .ql:1alquer
prego, á excepção dQS d.e Censelhe.ir-o de Es-
tado., e Ministrg de Estado, -cessa interina-
mente, em quanto durarem as de
Deputado, .ou de· SefiüHlor.
Art. 33. No irlten'allo da3 Sessões não
poderá o.lmperad<!)i: empregar hum Senador,
ou Deputado f6ra do Imperio nem. mesmQ'
iráõ .exereel' seus- Empregos, <}Jlaf)do isso os
iropossibilite -para. se reunll'-cm BO temp<r ·da'"
cpn.vocação da Geral -ordinaôa "
e.x.traordinaria.
Art..:,,3.L Se_por algmn caso- imprevisto, •
.,(fe que dependã a !5eO'urança publica, ou o
bem do Esta.do, for indispens-avel, que
2
§ÚlIl1 '8enadrer,; ó-u' Depl:ltádo sáiá para
tra Commisi'ão, a respectiv:a Camara o Fade..
dete-rminar.· ...
CA-PITULO n.·
J
Da Camara Deputatios.
, mt. 3:5. A Camara dos )Depatados he;
electiva, e temporaria. -
Art. 36. He pI'ivativa- d-a Camara dos
.F>e-putados a Iniciativa
l. Sobre Impostos.
lI.. Sobre
lU. Sobre a liscolha da nova Dynastia t
no caso da' extincção da Imperante.
Art. 37. Tambem principiará-õ na
ra dos Deputados ---
I. O Exame da administração· ,
e reforma dos abusos n'ella introduzidos.
II. A discusilão das propostas', feita"'! pe-
lo Poder Executivo.
Art. '38. He da- privativa attribuiçã.o da-
:mesma Camara decretar, que tem lugar a
aecusação dos Ministros Estado,. e Con-
selheiros de Estado.
AFi. 39. Ü5 'Y'enceráõ., duran-'
te a8- Sessões,. hum Subsidio pecuniario, ta-
xado no fim da ultima Sessãq da Legislatura
Além disto se lhes arbitrará hu-
ma indemnisaçã.o para. as· ,d"espesas (Ja vinda,).
e yolta.. . . . .
,
CJ\:PIl'tJLO III.
D9 Senado.
Art. 4'0. O Senado he composto' d'e
'gembros vitalicios, será organiz,ado por
eleição Provincial. .
Art. 41. Cada Provincia darâ, tantos Se-
nadores, quantos forem metade de seus res-
pectivos Deputados, com a differença, que t
- quan.do o numero dos Deputados da Provin-
cia for impar, .p numero dos seus Senadores
será metade do numero immedi.atamente me.
nor, de maneira que a Provincia, que houver de
dar onze Deputados, dará cinco Senadores.
42. A Provincia, que tiver hum só
Deputado, elegerá todavia. o seu
não obstante a regra a cima
, Art. 43. As Eleições serão feitas pela
me.sma maneira, que as dos Deputados, maa
'eJ;ll triplices, sobre as quaes o Impera-
dor esc'olherá o terço na totalidade da lista.
44. Os Lugl;lres. de Senadores, que
vagarem, serão pre'enchidos pela mesma for-
ma da primeira Eleição pela sua re pectiva
.Provincia. . .
Art. 45. Para ser Senador requer-se
_ L seja Cidadão Brasileiro, e que
esteja no goso dos seos Direitos Politicos..
n.. Que tenha de idade quarenta annos
p ra ·clma. _ . .
lU. . seja pessoa' de saber i capaej.
dad , . vIrtudes, .com preferencia os que ti.
e.r..em. feito lV' ços . Pat.r,ia..
. 2ií
...
IV. Que t:enha de rendimento, annuaJ
por benB, industria commercio, GU Em,re.
gos, a SOlllma de· f>itocentos mil réis..
Art. 46. Os Prillcipes da Casa hnperiaF
são Senadores por Direito, e terão assentO'
no .Senado logo que· fi, idade' de
\(inte e eineo
Act. 4 He. da attrili>uiçãe exell:1shra do:
SenadO'
- J. Confleeer c:f.os: delictoS" com-
mettroos pelos Memb,os- da Família I mperiall,.
Mi!lisbos dé Estado, Conselheir.os· de- Eetaoo"
e Senadores-;. e dos- delidos- des Deputados, 4.
rente· () periods da
Conhecer da responsabilidade- dMi
8ecr-etarioe-, e Conselheiros de Estaelo•.
lU. Expedir Carias de COl'lvocação
AssembléB:,. easo 0- ImperadeF' (» nãe t-eBÕai-
&ito Eieis: mezew depois. do tempo., que a
()onstitmição determina; para. G que se' rewlÍ,'l'w
• Senado- extnlE)rdmariamente
IV. Convocar. ai Assembléa na morte à41
Imperador para a Eleição da: RegeHCia,. ft'OS'
easo!',. em que eUa tem lugar,. quando a..Re-
lencia Provisional o nió faça..
An. No Juiz@ à'os crimes,. cuja ac-
nãú pertence á Camara .ros
àos, 8ccosari €r. Procurador- da e-- So....
lJeranil;\ NaeifolBaL
Art.. 49.. As. dl> Semufo· c:omeçãOj.
e aeabã'O ao mesmo tempo ,. as Ela. €a--
mata dos Deputados.
Art. 56... A' eIcepção dos caso! Ol:d'emr-
pela. COIiOtitúsâOl, a ,ewüão' do
CAPITULO IV.
( 13 )
nado· fóra do tempo das Sessões da .&mara.
dos Deputados he illicita, e nulla.
Art. 51. O Subsidio dos Senadores l!lerá
4e 'tanto, e mais metade, do que tiverem 08
Deputados.
Da Proposição, Discussão ,. Sancção.. , Promul-
gação das Leis.
. Art. 52. A Proposição, opposição, e-
approvaçaõ dos Projectos de Lei compete a
cada huma das Camaras.
Art. 53. O Poder Executivo exerce por
qualquer dos Ministros de Estado a proposi-
ção, que lhe compete na formação das Leis";
e só depoi!; de examinada por huma Commis-
são da Camara dos Deputados, aonde deve
ter principio, poderá ser convertida em Pro-
jecto de Lei.
Art. 54. Os Ministros podem assistir, e
discetir a Proposta, depoie do relatorio da
Commissão ; mas não poderáõ votar, nem es-
tarão presentee á salvo se
Senadores, eu Deputados.
Art. 55. Se a Camara dos Deputados
adoptar o Projecto, o remetterá á dos Sena-
dores com a formula - ACamara
dos Deputados envia á Camara dos Senado-
res a Proposição junta do Poder Executivo
(com emendas, ou sem ellas) e pensa, que
cUa tem lugar. . '.
Art. 56. . Senão poder adoptar a
( f(
síçã{), participar-ã ao Imperador por laU1Da
Deputação de sete Membr08 da maneira se.
guinte -'A Camara dos Depetados testemu-
ao. o seo reconheciplento pelo
zelo, que mostra , em vigiar ei do
Imperio: e Lhe supplica
Digne-Se tomar em ulterior a
.Proposta do Governo.
Art. 57 Em geral as proposições, a
Camara des Deputados admittil', e approvar,
serão remettidas' á Camara dos Senadores
com a formula seguinte - A Camara dos De-
putados envia ao Senado a Preposição junta,
e pensa, que tem lugar, pedil'.se ao Imperador
a sua Sancção. '
Art. 58. Se porém a Camara dos Sena-
dores não adoptar inteiramente ç Projecto
da Camara dos Deputados, mas se o tiver
alterado, õu addicionado, o reenviará pela
maneira seguinte - O Senado envia á Camara
dos Deputados a sua Proposição (tal) Gom
as emendas., ou addicé>es juntas, e pensa,
.> ,
que com el1as tem pedir-se ao Impera-
dor a Sancção Imperial.
. Art. 59, Se o Senado, depois de ter de-'
liberado, J'ulO"a, que não póde admittir a Pro-
;::l d'
posição, ou Projecte, Irá nos iermos, se-
guintes - O Senado (orna a remetter á Ca-
mara dos Depllt.ados a Proposição (tal), á.
qual não tem podido dar o seo
mento, .
Art. 60. O, mesmo praticará aCamara,
dos Deputaã.os p.,ra com, a do ' quando,
n'este tiver o Pfo-Jecto- a sua .
T5 )
Art. 6I. . Se- a Camara dos Deputados
não appl'ovar as emendas, oa a-ddíções do
Ilado, ou vice ve"sa, e todavia a Camara re-
cusante julgar-, que o project@ he antajoso "
Foder' €querer por hUrDa Deputação de tr.es
Membros a relJIniáo das duas. Camams, que
se fará na Camara d'O' Senad'o, e conforme 6-
resultado- da discussão-. se i.eguirá, o que for
deliberado.
Art. 62•. Se das' duas
ms, concluída a discussão, aél0,ptar intei:ra...
mente o Projecto, que a outra Camara lhe
eNviou, o reduzirá a Decreto, e depois de
lido em Sessão, o dirigirá a0 Imperador em
dois autografos, assinados pelo Presidente,.
. e os dois primeiros Secretarios, pedindo-lhe
a sua Sancção pela form.ula seguinte - A As-
sembléa Geral dirige ao Imperador o
to incluso, que julga- vantajoso, e util ao 1m:.
perio , e pede a Sua Magestade Imperial,. Se
Digne dar a sua Saneção-.
. Art. &3.. Esta remessa será feita por hu';'
ma Deputaçãa- de sete Membros, enviada pe-
la Camara ultimamente deliberante,. a qual
ao mesmo tempo inf0rmará. outra Camara
a onde o Projecto teve origem que tem ado;".
,.lado a sua Proposição-, relati.va a tal ollja-
(lto, e que a dirigio.- ao Imperador,. pedindo,",
Lhe a Sua 'Sancção-.
A:rt. 64.. Recusando o lmp'erador
o seu consentimento, responderá nos
seguintes. - O Imperad'Cl)1" quer meditar so-
bre o Projecto de Lei-, para a seu tempo se'
re!olv-er = Ã'O' que aCamara. re.sponderá,.
(16 )
que -- Louva a SUll Magestade Imperial o
interesse, que toma pela Nação.
Arl. 65. Esta denegação tem effeito sus-
pensivo sómente: pelo que todas a:; vezes, que
as dua.s Legislaturas, que se seguirem áquel-
la, que tiver approvado o Projecto, tornem'
successivamente a appresental-o nos meSmos
termos, entender-se-hã, que o Imperador tem
dado a Sancção.
Art.66. O Imperador dará, ou n&gará
8 Sancçao em cada Decreto dentro de hum
mez, depois que lhe for appresentado. ,
Art. 67. Se o nao fizer dentro do men-
cionado prazo, terá o mesmo etreito, como se
expressamente negasse a Sancção, para' se-
rem contadas as Legislaturas, em que pode-
rá ainda recusar o seo consentimento, ou
reputar-se o Decreto obrigatorio, por haver.
já negado a Sancção nas duaIS antecedentes
'Legislaturas.
ArL 68. Se o Imperador adoptar o Pro-
jecto da Asse'mbléa Geral, se expl'imirá as-
sim - O Imperador consente - Com o que
fica sanccionado, e nos termos de ser promul-
gado como Lei do Imperio; e hum dos dois
aut@graf05, depois de assinados pelo Impe-
rador, será remettido para o Archivo da
Camara, que o enviou, e o outro servirá
para por elle se fazer a Promulgação da Lei ,.
pela respectiva Secretãria de Estado, aonde
será guardado.
Art. 69. A formula da Promulgação da
Lei será concebida nos seguintes termos -
D@m ( N:) por Graça de Deos, e. Unanime
Este direito será exercitado pe·
dos Des fietos, e pelo Conse-
3
.,
( 17 )
Acclamação dos Povos, Imperador Constitu-
cional, e Defensor Perpetuo do Brasil: Fa-
zemos saber a touos os Nossos Subdito, , que
a Assernbléa Geral decretou, e Nós Quere-
mos a Lei 8eguinte (a integra da Lej nas
suas disposições sórnent'€ ): Mandamos por tan-
to a todas as Auctoridades, a quem o conhe-
cimento, e execução da referida Lei pel'fen-
ceI', q le a cumprão" e fação cumprir, e gyá -
dar tão inteiramente, cama n' ella se contem.
O Secretario de Estado dos Negocios d ...
( o da Re compet<>Ilte) a faça impri-
mil', publica.r, e correr.
ArL 70. Assignada a Lei pelo Impera-
dor, referendada pelo de Est.ad()
competente, e seBada com o Se1l0 do lU1pe-
rio, se guardará o original no Archivo P 1-
blico, e se remetteráõ os 'e ia
impressos a todas as Camaras do lmperio,
Tribunaes, e mais Lugat'es, aonue convenha
fazer-:se
CAPITULO V.
Dos Conselhos Gemes de Província, e suas attri.;
bltições. .
ArL 71. A Constituicão
rante Ó' direilo de touo o Cidadão
nos negociosO da sua Provincia, e ql1e são
immedia-tamente relativos a seus interes es
peculiares.
Arl. 72.
las Camaras
( 18)
lhos, que com o titulo de - Conselho Geral
da Provincia - se devem estabelecer em
cada Provincia, aonde naõ estiver coll@cada
a. Capital do Imperio. .
Art. 73. Cada hum dos Conselhos Geq
raes constará de vinte e hum Membros na!J
Provincias mais populosas, como sejão Pará,
Maranhaõ, Ceará, Pemambuco, Bahia, Miq
na!!! Geraes, São Paulo, e Rio Grande do
Sul; e nas outras de treze Membros.
Art. 74. .A sua Eleição se fará na mes-
ma occasião, e da mesma maneira, que se
fizer a dos Representantes da Nação, e pelo
tempo âe cada Legislatura.
Art. 75. A jdade de vinte e cince an..
nos, p'robidade, e decente subsistencia são'
as qualidades necessarias para ser Membro
destes Conselhos.
Art. 76. A sua reunião se fará na Ca-'
pital da Provincia; e na primeira Sessão pre-
paratoria nomearáó Presidente, Vice-Presiq
dente, Secretario, e Supplente; que servil'áó
por todo o tempo da Sessão: examinaráõ,
e verificaráõ a legitimidade da eleição dos
seus Membros.
Art. 77. Todos os annos haverá Ses5ã0,
e durará dois mezes, podendo pl'Ore>gar-se
por mais hum mez, se nisso convier a maioq
ria do Conselho.
Art. 78. Para haver Sessão deverá achar-
. fie reunida mais da metade do numero dos
seus Membros.
Art. 79. Não podem ser eleitos para
Membros do Conselho Geral, o Presidente da
( 19 )
Provincia, o Secretario, e o Commanc1âl1te
das Armas.
Art. 80. O Presidente da Provincia assis-
til'á á installação do Conselho Geral, que
se fará no primeiro dia de Dezembro, e terá
assento igual ao do Presidente do Conselho,
e á sua direita; e ahi dirigirá o Presidente
da Provincia sua. faBa ao Conselho.; instruin-
eo-o do estado dos negocios publicos, e das
providencias, que a mesma Província mais
precisa para seu melhoramento.
. Art. 81. Estes Conselhos teráõ por prin-
cipal objecto propôr, discutir, e deliberai' 30-
bre os negocios mais interessantes das suas
provincias; formando projectos peculiares,
e, accommodados ;is suas localidades, e ur-
gencias.
Art. 82. Os negocios, que cemeçarem
- nas Camaras seráõ reméttid05 officialmente
ao Secrc:tario do Conselho, aonde serão dis--
cutidos a portas ab.ertas, bem como os que
tiverem origem nos mesmos Conselhos. As
suas res.oluções serão tomadas á pluralidade
absoluta de votos dos Membros presentes.
Art. 83. Não se podem propôr, nem
deliberar nestes Conselhos Projectos
I. Sobre interesses geraes da Nação.
II. Sobre quaesquer ajustes de humas
com outras Provincias. .
III. Sobre imposições, cuja
he da competencia particular da Camara
dos Deputados. Art. 36.
. _ I V, Sobre de Leis, devendo
porém dirigir a esse respeito representações
3 ii
( 20 )
motival!,as á Assembléa Geral, e ao Poder
Executi 'o c njunêtamente.
Art. 84. As Resolucões dos ConselhoB
Geraes de Província sel'ão remelliqas directa-
mente a.o Poder Executivo, pelo intermedio
do Pres.idente da Provincia.
Art. 85. Se a AssemLléa Geral . e achar
a esse tempo reunida, lhe serão" immediata-
mente enviadas pela respectiva Secretaria de
Estado, para serem propostas como Projectos
ue Lei, e obter a ap'provação da Assembléa
por huma uníca em caaa Camara.
Al't. 86. Não se achanilo a esse tempo
reunida a Assernbléa, o Imperador as man-
dará provisor' amente executar, se julgar que
el1as são dignas de prompta proviJencia, pe-
la utílidade, que de sua observancia
rá ao bem geral da Provincia.
Art. 87. Se porém não occorrerem essas'
circunstancias, o Imperador declarará, que-
Suspende .0 seu juizo a respeito daquelle ne-
gocio - Ao que o· Conselho l'esponderá, que
-.-. rece·beo mui res.j3eitosamente a respesta de
Sua M-agestade. IOlperial.
Ar1. 88. Logo. que- a Assembléa Geral
se reunir, lhe serão enviadas assim essas Re-
soluçõ . us.pensa. , como as que estiverem
em execução-, pa,ra serem discutidas, e de...
liberadas, na forma do Art. 35.
, .Art. 89. O methodo ele proseguirem os
€onselb08 Gel!aeS d'e Província em seus tra-
e sua policia .interna, e externa., tudo.
Be regulará por hum Regimento:, q.ue lhes ser'
dauo pda Assembléa .
( 21 )
CAPITULO VI.
Das Eleições.
Art. 90. AS nomeações dos Deputa-
dos, c Senadores para a Asserubléa Geral, e
dos Membros dos Censelhos Geraes das Pro-
víncias, serão feitas por indirectas,
elegendo a massa dos Cidadãos acti\os em
Assembléas Parochiaes os Eleitores de Pro-
vincia, e estes o_s Representantes dá Nação,.
e Provincia.
Art. 91. Tem voto nestas Eleições pri-
marIas
I. Os Cidadãos Brasileiros s que estão
110 goso de seos direitos politicos.
Ir. Os naturalisados.
Art. 92. São excluidos de votar nas Ai-
!cmbléas Parochiaes.
T. Os menores de vinte e cinco annes;
lIOS quaes senão comprehendem os casados,
e Officiaes Militm-'es, que forem maiores de
vinte e hUID annos, os Bachareis Formados,
e Clerig05 de Ordens Sacra!.
II. Os filhos famílias, que estiverem na
de seus pais, salvo se servirem
Officios publicos.
II 1. Os criados de servir, em cuja elas-
não os Guarda-livros, e primeiros
eaixelros das casas de commercio, os Cria
dos da Casa' Imperial, que lIão forem de ga-
lão branc(), e os ad ministradores das .fazen-
das furaes ,- e fabri(ws. .
( 22 )
IV. Os Religiosos, e uaesquer, que vivão
em Communidade c1austI'< l.
V. Os que não tive em de renda liqui.
da annual cem mil reis or bens de raiz, in.
dustria, commercio, ou Empregos.
. Art. 93. Os que Ião pódem votar nas
Assembléas Primr'lrias de Parochia, não pó..
dem ser Membros, nem votar na nomeação
alguma Auctoridade electiv& Nacional ,....-ou
local. .
Art. 94. 'Podem ser Eleitores, e votar
na eleição dos Deputados, Senadores, e Mem..
br05 dos Conselhos de Província os que
podem votar na Assembléa Parocbial! Exce'Y
ptuão-se
J. Os que não tiverem de renda liquida
annual duzentos mil reis por bens de
industria, cornmercio, ou Emprego. .
1I. Os Li bertos.
III. Os criminosos pronunciados em que...
réla, ou devassa.
Art. 95. Todas os qué podem ser Elei-
tores, são habeis para serem nomeados De...
putados. Exceptuão-se
I. Os que não tiverem quatrocentos mil
r.eis de renda liquida, na forma dos Art. 92 e 94.
I [.. Os Estrangeiros naturalisados.
III. Os que não professarem a Religião
do Estado.
Art. 96. Os Cidadãos Braeileiros em qual-
{fuer parte, que existão, são elegiveis em ca·
da Destricta Eleitof21 para Deputados, ou
Senadores, ainda quando ahi não sejão nas-
cidos , residentes, ou domiciliados.
· \..
( 23 )
Art. 97. Huma Lei regulamentar marca-
rá o modo pl'atico das Eleiçães- 1 e o numero
dos Deputados relativamente á população do
Imperio. .
TITULO 5.
0
Do Imperador.
CAPITULO I.
Do Poder JVlodemaol'.
Art. 98. O Poder Moderador be- II
chave de toda a orgabização Politica, e hê
delegado privativamente ao Imperador, como
Chefe Supremo da Nação, e Seu Primeiro
Representante, para que incessantemente vele
sobré a manutenção da Independencia, equi-
librio " e harmonia dos mais Poderes Politicos:
Art. 99. A Pessoa do Imperador he in-
violavel, e Sagrada: Elle não está sujeito a
responsabilidade alguma.
Art. 100. Os seus Titulos são" Impe-
rador Constitucional, e Defensor Perpetuo do
Brasil " e tem o Tratamento de Magestade
Imperial.
Art. 101. O Imperador exerce o Poder
Moderador
I. Nomeando os Senadores, na forma d'o
Art. 43.
n. Convoeando a Assembléa Geral ex..-
tr ordina iamente nos intervaHos das Ses ões,
quando assim o pede o bem do' Imperio.
( 24 )
III. os Decretos, e Reso-
luções da Assembléa Geral, para que tenhão
força de Lei: Art. 62.
IV. Ap'j}royando, e suspendendo interi-
. namente 'as Resolu:;ões dos ponselhos Provin-
ciaes :' Art. 86, e 87.
V. Pl'O.roganuo, ou adiando a Assernhléa
Geral, e dissolvendo a Camara dos Deputa-
dos, ' nos, casos, em que .0 exigir a salvação
do Estado; convocando lmmedlatarnente ou-
, I
tra, que a substitua.
VI. Nomeando! e demittindo livremente
os Ministr05 de Estado. ,
VIL Suspendefldo os nos
casos do Art. 154.
VIII. Perdoando, e modevando as pe-
nas impostas aos Reos condernnados por Sen..
tenca.
.> IX. Concedendo Amnistia em caso ur-
gente, e que assim acon!iielhem & ..
de I e bem dQ Estado.
CAPITULO Ir.
Do Poder Executwo.
Art. ]02. O Irnpera:c.1or/.he O Chefe do
Poder Executivo, e o exercita pelos seus
Ministroi de E,tado.
São suas princi'paes attribuições
'I. Convocal' a nova Assembléa. -Geral
órdinaria no dia tres de J do terceiro
anno da Legislatura e.xistentc
l

\
( 25 )
lI.· Nomear Bispos, e prover os Bene-
ficios Ecclesiasticos.
111. Nomear Magistrados.
IV. Prover os mais Civis, e'
Politicos.
V. Nomear os Commandantes da Força
de Terra, e Mar, e removeI-os, quando
assim o pedir o Serviço da Nação.
VI. Nomear Embaixadores, e mais Agen-
tes DipIomaticos, e Commerciaes. .
. VII. Dirigir as Negociações Politicas ccm
as Nações Estrangeira
VIII. Fazer Tratados de Alliança offen-
s-iva, e efensiva, de Subsidio, e Commer-
cio, levando-os depois de concluidos ao co-
nhecimento da Asseml.>léa Geral, quando o
interesse, e segurança do Estado {) permit-
tirem. Se os Tratad05 concluídos em tempo de
paz envolverem cessão, ou troca de Territorio
do ImperiQ, ou de Pmisessões, a que o Im-
perio tenha direito, lião serão ratíficados , sem
terem sido approvados pela Assemblt?a Geral.
IX. Declarar a guerra, e fazer a paz,
participando á Assembléa as communicações,
que forem compativeis com os interesses, e
segurança do Estada.
X. Conceder Cartas de Naturalisação
na fórma' da Lei.
XI. Conceder Titulos, Honras, Ordens
Militares, e em r compensa de
,erviços feitos ao Estado; depelldendo as
Mercês pecuniarias da approvação da Assem-
bléa, quando Bão estiverem já designadas, e
taxadas por Lei.
XII. Expedir op. Instrucções,
e 'Regulamentos adequados á boa
das Leis.
XUI. ap;pJicaç.ã.P dos, rendi-
mentos destinatlos pela Assembléa aos,
:uamos: da publjça
. XLV. çu Hl2gar o
t aos Dacre.tos dos Coocilios, Letras
tolica.&, e. Ec-
clésiasticas, C!J.,u'e se não € á, GOQ ...
e d:a, As-
semblé'a, se contiverem. dispo;;iç.ãjQ,
XV. Pr.over. 3+ 'f!wlQ, for con.c.ernen-
te. á s.eg!lranç.a inte,.rna., e. eit1:A1U}a q,{) E.stado".
na [fuma- da, (!j..Qnstitlliçã.o...
'A:.ct., J 0;3... O ... an..lie;3 d,e. aç-
clamado p.§estar-ã: na,s . .m.ã.0& dp. P11csjdj;l,nt,e d9
aenadiOi' r.e;lin'das, a$.l Q s;e-
guinte, Juramento - J.uf;0, mant-€r a
Ca.tiholioa -Rpm3:.Pil" a
e iodHúsib'Iidade) (lIo ln ne.:ç.io;· obfH:}rv,all',
observa &i I?olitiea. da.M-ar
ç,ã.o' B:asileir,a, e mais Le',s d'o-" IÕ1pe..ro0 , e
RItOF..en ao bem. geraL dO'. BJ.lMit, qUf:\Drt.@. Etm
mim C-Q,Ube1'... •
. Art. 104. O Impel'ado:r •Qão polilerá
hnpe: '0: do BrafllL,_ sem cnns.entiJItento
da Assembléa Geral; e se Q! fizer,
q,*' alhdi-coJ,l< -a. Qorda>.
CAPITULO 1I1.
Da Família Impe'l"ial, e sua Dotáçáo.
, Art. 105. O Hérdéiro prest1ll1ptivo do
Imperio terá o Titulo de " Principe Impe-
rial " e o seu Primogenito o de "Frincipe da
Grão Pará: " todos os mais terão o de " PrÍno:
cipErs. " O Tratamento âo Heràeiro presum-
ptivo será o de " Alteza Imperial" e o mes-
IIlQ será o de Principe do Grão Pará: os ou-
tros Principes terão o Tratamento de
Art. 10"6. O Herdeiro presumptivo-, em
completando quatorze annos de idade, pres-
tará .nli13 maos dG Presidente do Senado, reu-
nidas as duas Camaras, o seguinte J ul'ame-n-'
to - Juro Rêligião Catholica Apos-
totica' R9iiJana, QbS€l"vár a C0Qstituição P'o-
lifíca da . Nação Brasileirã, e ser obédient-e
ás Leis, e ao Imperador. '
Art. 107. A Assembléa Géral, logo que
o Iml>el'ador succedet n'o Imperio, lhe assi-
gnará, 'e á· Impe'ratriz Sua Augusta Esposa
huma Dotação correspondente ao de'coro dé
Sua Alta. Dignidadé. .
Art. 108. A Dotaç;;\o assign-ada ao prelo
sente Imperadoí', e á Suá Augusta Esposà
deverá ser augmentada, visto que as circuns-
tancias actuaes: não p'el'lnittem, que ôe fixe
desde já huma somIílà adequada ao decoro
de Suas AugustaS' e Dignidade da
Nacão. .

109. . A Assêmbléa a signará tarobe
4 ii
( 28 )
al:imentos ao Principe Imperial,' e aos demais
Principes, desde que nascerem. Os alimentos
dados aos Principes cessaráõ somente, quando
elles sahirem para fora do Imperio.
Art. IIO. Os Mestres dos Principes se-
rão da escolha, e nomeação do Imperador,
e a Assembléa lhes designará os Ordenados,
que deveráõ sela pagos pelo Thezouro Na-
cional.
Art. 111. Na primeira Sessão de cada
Legislatura, a Camara dos Deputados exigirá
Mestres huma conta do estado do adian-
tamento dos seus Augustos Discipulos.
Art. 112. Quando as Princezas houverem
de casar, a Assembléa lhes assignará o seu
Dote, e com a entrega deHe cessaráõ os
alimentos.
Art. 113. Aos Príncipes, que se ca5a-
rem, e fOl'em residir fora do 1mperio, se en·
- tregará por huma vez somente huma quantia
determinada pela Assembléa, com o que ces-
saráó os alimentos, que percebião.
Art. 114. A Dotação, Alimentos, e Do-
tes, de que faHão os Artigos antecedentes, se-
rão pagos pelo Thezauro Publico, entregues a
hum Mordomo, nomeado pelo Imperador, com
quem· se poderáõ tratar as Acções activas
e passivas, concernentes aos interesses da
Çasa Imperial.
Art. ] 15. Os Palaci os, e Terrenos Na-
cionaes, possuidos pelo Senhor
D. Pedro I., ficaráõ sempre pertencendo a
S us Successores; e a Nação cuidará nas ac-
qui!liçães, e construcções, que julgar conve-
( 29 )
nientes para a decencia, e recreIO do Impe-
rador, e sua Familia.
CAPITULO IV.
Da Successão do lmperio.
Art. 116. O Senhor D. Pedro I., por
UnanilOe Acc1aOlação dos Povos, actual, Impe-
rador Constitucional, e Defensor Perpetuo,
Imperará sempre no Brasil.
Art. 117. Sua Descendeflc1'a legitima
succederá no Throno, seRlomdo a ordem regu-
lar de primogenitura, e representação, pre-
ferindo sempre a linha anterior ás posterio-
res; na mesma linha, o gráo mais proximo ao
mais remoto; no mesmo grão, o sexo mascu-
lino ao feminino; no mesmo sexo-, a pessoa
mais velha á mais moça.
Art. 118. Extinctas as linhas dos descen-
.:lentes legitimos do Senhor D. Pedro I., aiu-
da em vida do ultimo descem}ente, e duran-
te o seo Imperio, escGlherá a Assembléa Ge-
raI a nova Dinastia.
. Art. 119. Nenhum Estrangeiro poderá
succeder na Coroa da Imperio do Brasil.
Art. 120. O Casamento da Princeza Her-
deira presumptiva da 90roa será feito a apra-
zimento do Imperador; não existindo Imp"-
radar ao tempo, em que se tratar dest
Consorcio, não poderá elle elfectuar-se em
approvação da Assembléa Geral. Seu arido
não terá parte no Governo, e sémente se
( 30 )
chamará. Im:p:eraoor, depois' ql e tiver da Im-
peratriz fiLho, ou filha. .
CAPITULO V.
Da Regencia na menoridade, ou ímpedimento
do Imperador.
O
{.
Art. 121. Imperador hc menor até
. á idade de dezoito annos completos.
Art.·122. Durante a sua menoridade, o
Jrnperió será governado por buma Reo-encia ,
a qual pertencerá ao Parente mais chegado
do Imperador, segundo a ordem da' Succes-
são, e que seja m&\ior de vinte e cinco annos.
Art. 123. Slt o Imperador não tiver
rente algum, que reuna estas qualidades,
será. o Imperio governado por huma Regen..
cia permanente, nomeada pela Assembléa Ge;.
raI, composta' de tres Membros, dos 'quaes
o mais velho em idade será o Presidente,.
Art. 124. Em quanto esta. Regencia se
não eleger, governará o Jmperio huma
gencia provisional, composta dos Ministros de
EsEado do Imperio, e da Justiça; e dos dois
de Estado mais antigos em exer-
cicio, presidida pela 1mperatriz yiuva, e na
sua falta, pelo- m&lis antigo- Conselheiro de
Estado.
Art. 125. No caso de fallec€r a Impe-
ratriz Imperante, será esta Regenda presi-
dida por seu Marido. ___
Art. 126. Se o Imperador por causa fy--
( Bt )
sica, ou moral, eviaentemente reconhecida
pela pluralidade de cada huma das Camaras
d;l Assembléa, se impo6sibi
r
litar para gover-
nar, em seu lugar governará, como Regent
O Principe Imperial, se for maior de dezoito
ann0S. .
Art. 127. TaJil{o o como a Re-
genei.a pt'estará o Jurament<r meneiona.do no
j ,rt. 103, accreseentando a e1arusr.J!a de fide-
lidade ao Imperamor, e de lbe entregar o
Governo, logo que elle chegue á maioridade,
QU cessar o seu impedimento.
Art. 128. Os Actos da RegeFlcia, e
Regente serão e-xpediclbS em nome. d9 Impe-
rador pela formula seguinte - Manàa a !te-
genciá em nome -do lmpera-dor ... - Manda
o. Pri-noipe ImpEtrial Regeme em nOJlle uo
Imperador. . .
Art. 129. Nem a nem o Re-
gente responsaveh
Art. 13e. a- menoridade do SUG-
oQs.'wr ela Coroa será seu Tutor, q seu
Pai lhe tiver nomeado em Testamento; TIa.-
falta a.lmperatriz Mãi', em quanto não
t.orpar a cl:\sa,r:: fa\t3Jnde esia,..a Assemb]'.a.
Geral nomeará Tutol', com tanto. que nunea.
poderá' ser 'Tuto.r- €lo ImpeJ!a:dor menor aqueI-
,. a qUf>m pDasa toc.ar a su,cccslião da Coro.3
.na sua falta.
( 32 )
CAPITULO VI.
Do MinisiBrio.
Art. 131. H A v ~ r á differentes Secreta-
rias de Estado. A Lei designará os negocios
pertencentes á cada huma, e seu numero;
as ret.mirá, ou separará, como mais convier.
Art. 132. Os Ministràs de Estado refe-
rendaráõ, ou assignaráõ todos os Actos do
Poder Executivo, sem o que naó poderáõ
ter execução.
Art. 133. Os Ministros de Estado serão
responsavels
I. Por traição.
JI. Pqr peita, soborno, ou concussão.
UI. Por abuso do Poder.
IV. Pela falta de observancia da Lei.
V. Pelo. que obrarem contra a Liberda-
de, segurança, ou propriedade dos Cidadãos.
VI. Por qualquer dIssipação dos bens
publicos.
Art. 134. Ruma Lei particular espedfi-
cará a natureza destes delictos, e a maneira
de proeeder contra eHes. .
Art. 135. Não salva aos Minis1:ros da
responsabilidade a ordem do Imperador vocal,
ou por escri pto.
Art. ] 3'6. Os Estrangeiros, posto que
naturalizados, não podem ser Ministros de
Estado.
( 33 )
CA PITULO VII.
Do Conselho de EstadoA
Art. 137. hum Conselho de
Estado, composto de Cons.elheiros -vitalícios t
nomeados pelQ lmpeJ'ador.
. Art. ) 38. O ,Seu numero não excederá
la dez.
Art. 139. Não s'l1o comprehennidas nes·
te numero GS Minifttros de Estado, nem es-
tes serão reputa.d.os Gons'elheiros .de Estado,
sem especial nomeaçiio do Imperador
,.este Cargo.
Art. 140. Para ser Conselheiro de Es-
tado. requerem..se as mesmas qualid.ades, que
devem conconer para ser Senador.
Art. 141. Os Conselhei'fos de Estado, an-
tes de tomarem posse, prestal'úõ juramenta
D3S mãos elo Imperador .de - manter aRe",
',' )i.gião Catholica Apo&lolíca Romana; obser·
vaI' a Constituição, e as Leis; ser fieis .ao
Imperador; aconselhai-O scg.l1ndo suas cons-
çieneias, ..attennendo Jl..p he'm da
NaçãQ,
Art. J 42. -Os ConseUl€i-r06 serão
em todos os negocios .graves, e medidas g;e..
.raes da publica Administr;ação;. principalmen•
.te sobre a declaração da Guerra, aj'Uste.a
de paz; negociações,com as Nações Est.ran-
geiras, assim como em toclas as occasiõcs,
.em que .0 lJJlperaQ.ór se -proponha .exercer
.qualqu,er- das attribuj.,Ções. proprias do Poder
fi
Moderador, indicadas no Art um, á;-.. exce-
pção· d·a. Vl".
. Art. 143.. SâD responsaveis os. Conse-
lheiros de Estado pelos conselhos, que
dçrem, oppostos ás Leis, e ao intel'esse do
Estado·.,. manifestamente dolosos.
. Alt. 144. O Principe·lmperiaL,.. logo que-
tiver. dezoito aonos completos, será de Di-
relto do Conselho de· Estado: os demais Prin-
cipes. da Casa lmperia1\ para entrarem no·
CQnselho de, Estado ficâo dependentes. da ua--
roeação do Imperador. Estes, e o Principe·
Imperial não eBtrão, no, numero· marcado:
íA..rJ. 138.
CAPITULO. VIII...
Da F01°ça Militar;;.
Art. 145.' 08 ·.Brasiléiros são ob'ri,;·
·gados. a pegar em armas·, p.ara sustentar. a.ln.··
tlependencia, e integriClade dó Imperió, e de-.·
'ÍéBdel·(') d'os se!JS inimigos externos, oQ'Ínternoso
Ar'L 146:· Em quanto a.Ass€mblêa Geral!
não. designar- a Força Militar permanente de·
mar.; e terra, subsistirá, a·que então h0uver,
(ãtê que-.pela mesma Assembléa seja alterada:
-paTa maIS, ou para menos.
ArL 1'47. A Força Militar lie essencial-o
mente- jamais se p0àerá reunir,.
-sem que lhe sejÇl ordenado pela Aucloridade.
legitima.
Art. 148. Ao Poder, Executivo compete
privativamente empregar a Fo.rça.. Armada
( 85 )
Mar, e Terra,. como bem lhe .pfirecer con,
:veniente á segurança, e defesa do imperiQ,
Art. 14Q. Officiaes do Exercit.o, () Ar-
·não podem ser privados das suas Pa-
ttentes., ,sepão po.r Sentença .proferida em
Juizo competente. .
.Ad. 15@. lIuma Ordenança cs.peeial re-
,gulaI:'á a organização do Exercito d.o Brasil;
.suas Promoções, Soldos, e Discij>lina., a-ssim
.C91l10 d,a FQrça Naval. .
TITULO. 6.o'
JJo Poder Judicieil.
CAPITULO UNICO.
Dos e Tribunaes·de Justiça.
Art. 1511. ·0 Poder Judicial he inde-
pendente., e ser.á composto de Juizes, e Ju-
'rados, .os quaes teráõ lugar assim no Civel,
-como ng Crime nos casos, e pelo modo,
,que .os Codigos ·determinarem.
Ar·t. '152. Os Jurados pronuncião sobre
.() facto, e os Juizes applicão a Lei.
Art. 153. Os Juizes de Direito sel'ão
!perpetuas, o que todavia se não entende,
..que náG ·possão ser mudados de huns para
..()utros Lugares pelo tempo, .e maneira, que
a Lei determinar.
Art. 154. O {mperador poderá sUzSpen-
5 ii
d'el-03 por queiX'l.9 contra elles feitfÍs, prec-e':
dendo' audiencia dos mesmos Juizes, informa"
çâo nec'essaria, e ouvido o Conselho de Es-
tado. 06 papeis 1 que lhes sá<> COlleel'llentes-,
serão í:l Relação do respectivo
para proceder na fó-rma da Lei-.-
Art. 155. Só p'or Sentenca podeTá.-õ es-
tes Juizes perder o Lugar. .>
:,- Aro. 156. Todos os J uizg'g de' DireitO' f
e os Officilles de J u&tiça são re.ponsavei-s
-pelos abusos de poder, e prevaricações, que
commetterem no exercício de seus Empreg()s ;:
esta responsabilidade se fará:effectiva por Lei
regulamentar.
Art., 157.. Por suhal'llo, Jreita, pe'culatb'f
e concussão haverá contra elles acção
pular, que poderá ser intentada dentro de
anno, e dia pelo proprio queixoso, ou por
qualqu-er do Po'vO', guardada a ordem do
Processo estabelecida na Lei.
Art. 158. Para julgar as Causas em se-
e ultimainstancia haverá nas Prc-
vincias aO' ImperiO" aR Relações,- qu-e' fO'rem
necessarias' para commodidade dos PovoS'.
. Art. 159. Nas- Causas crimes a inq'uerÍ...
ção dªs Testemunhas, e todos os mais:' aetes
(1'0' Processo, de'pois da pronuncia, serão pu-
blicos d'esde já.
Art. 160. Nas civeis, e naS' penaes
intentad-as , podeTáõ as Partes nomear
Juizes Arbitras. Suas Sentenças serão execu-
tacl:as sem recurso, se assim 4) convenciona.
rem as mesmas Partes.
Ad. Hil. Sem se' constar; ql:le se
( 37 )
tem intentado 'O meio da reconciliação, não
se começará Processo algum.
Art. 162. Para este fim haverá J UiZe8
de Paz, os quaes serão electivos pelo mes-
mo tempo, e maneÍ'ta, porque se elegem os
Vereadores das Cnmaras. Suas attribl:1içães, e.
Destrictos serão regulados por Lei.
Art. 163. Na Capital do Imperio, além
da Relação, que deve existi.', assim como
nas demais haterá tambem hum
Tribunal com a denominação de -" Supremo
Tribunal de Justiça - composto de Juizes Le-
trados, tirados das Relações por suas anti-
guidades; e serão condecorados com e Titu-
lo do Conselho. Na primeira organização po-
deráó ser empregados neste Tribunal os Mi-
nistros" daquelles, que se houverem d-e aEoHr.
Arf. ] 64. A este Tribunal compete
"I. Conceder, ou denegar Revistas nas
e pela maneira, que a Lei deter-
mmar.
II. Conhecer dos delicios, e erros de
Officio, que" commetterem os seus Ministros,
-os das Relações, os Empregados no Corpo"
Diplomatico, e os Presidentes das Provincia"S.
lII. Conhecer, e decidir sobre os con-
llictos de Jurisdição·, e competencia dai Re"
lações Provinciaes.
.
TITULO ·7:'
. DlL 4dministração, e Economia das Provtncuu.
'CA'PITULO I.
Da .I.1dministração.
1\rt. 165. H averá em cada ProvinCia
;hum Presidente, .nGmeado pelo Imperador., que
o poderá r.emovel', quando entendei", que as-
:sim con,vem ao bom seIWiç.o do Estad.o.
Art. 166. .A Lei designará as suas a't-
...ibl:iições., eempetencia, e auctoridade., e
.quanto ao c1.el'5ta
.'
,CAP;l'l'ULO I(.
Das Camamsp
167. Em todas as Cidades., eViL-
las ora existentes, e nas mais, que para ·0
futuro se crearém ha.verá Camat'as" ás quaes
compete o Go·verno econ9.II:lico, .municipal
das mesmas Cidades, e Yillas.
At't. 16'8. As Camaras seráõ electivas,
e compostas dQ numero .de Vereadores., que
.a Lei designar., e o que obtiver maior nu-
mero de VGtos, será Presidente.
Art. 169. O exercicio de suas funeçães
n.;lunicipaes, formasáo suas Postur.as
C!las suas Í"Emd'as, e' todas'
as suas particulares, e uteis attribu.içõe&, se-
_ MO'· decretadas Eor Lei.: regulamentar.
eAPIT.ULO III.
Da .Nacionot.. • .J
A'rt. 170. A despesa dà Fa-
zenda Nacional será encarregada a num Tri--
Bunal', debaixo. do. nome de "',};hes.ouro· Na-
cional " aonde em diversas- Estaçõ"es, devi-
damente estabelecidas por Lei, se' regulará'
a sua' administração, arreçadação, e contabi-
lidade, em' recip,roca correE>'pondenoia com,
as Thes'Ourarias.,. e .A'uctoriêlades- das Provín-
cias do lmperio.
Arti. 17L Todas as contribuiçéies" diÍ'e;
etas, á' excepção .da,quellas, que estiverem ap-
plicadàs.- aos juros·, e amortisaç\ o da;
Publica',. serRo annualtnente" estabelecidàs
Ia Assembléa Geral, mas continuará(;)', até que
s:e . plJbliq ue a' sua ou sejã:O 5Ubs.,.·,
t·ituidás por .outras.,
Ar!. 172:: 0- Ministro de Estado
zenda', havendo recebido dos' outros Mini::;..
tros os orçamentos. relativos b despesas
suas' Repartiçõ.es, na Camara'
dos Députados' annualmente, logo' que estal
estiveI" l'eunida, Hum Balanço. geral' da recei-,'
ta, e despesa do Thesouro Nàciónal' do anno
anteeedeate , .e igualmente. o orçamento ger-ali'
de. todas as. desp,esas publicas do anno futl>{ro.;:
( 4Jt ).
e da importalJcia. de todas as i
e rendas plJblicas.
TITULO
Dqs Disposições geraes, e Gamntias dos Direit()$
C,iuiz, e PQ!iticos dos Cidadãos JJrasileiros,
, 4rt. A Assembléa Geral no 'prjn-
.cipio das suas Sessões examinará, se a Cons.,
tituição Politica, d«) Estado tem sido exacta-
mente observa,qa,', para provêr, como for justo,
Art. 174. passados quatré> annos, de.,
pois de jurada a Constituição do Brasil, se
conhecer, que algum dos seus artigos mere-
ce reforma, se fará a proposição por escrip.
to, a qual de",e ter origem na Camal'a dos
Deputados e apoiada pela parte
(1.eUe$. .
Art. 175. A proposição será lida por
tl'es com intervallos de seis dias de hu-
ma á outra leitura; e -depois da. teFceira,
liberará a Cumara dos Deputados, se pode.,.
rá ser admittida á -discussão, seguindo-se tu..
do o mais, que he preciso para a formação
de huma Lei. .
Art. 176. Admittida a discussão, e
çida a necessidade da reforma do Artigo
Constitucional, se expedirá Lei, que ser-á.
sanccionada, e promulgada pelo Imperadop
em forma ordinaria -; e na qunl se ordenqrá
aos ELeitores dos Deputados para a seguinte
Legislatulia, q1le nas Procul'Usões lhes çonp.-:
( 41 )
"Tão facuidade para a pretendiáa
.teração, referllla. -
177. Na seguiHte Leg;slatura, e na
primeira Sesstlo será a materia proposta, e
discutida, e o que se vence-r, prevalecer.á
ra a mudança, ou addição á. Lei fundamen-
tal; e juntando-se á ConlitittúçáG será solem
c
ll€mel1.te promulg'<;1da. .
Art. 178. He s6 Oonstituciooal o que
diz respeito aos Jimltes, e -attribuiçses
pcctivas dOlil Poderes Po-Iíticos., -e a,os Di.pei-
tos Politicos, -e individuaes dos {jidadãos. Tu-
do, o que nãG he :Constituci.onal , pode ser al-
terado setn as formalidu-des ref-eridas, -pelas
Leg-islaturas ordigaria'S.
ArJ.. 179. A inviolahiliclade dos Direitos
Cit'is, e Politicos dos Cidadãos Brasileiros;,
que tem por base a liberdade, a segurança
individual, e a propriedade, he garantida pela
C<;>llstituição do hnperio, pela maneira seglllinte
L Nenhum Cidadão póde ser ohl'igado
a fazer, ou de ,fazer alguma c@isa,
senão em virt.ude da Lei.
I r. Nenhuma Lei será estabelecida sem
utilidad-e publica.
III. A sua-dilDposição não terá re-
troactivo.
IV. 'rfodos pod-em communicar os seos
pensamentos por pa:1avl'as, escri'ptes, ,e publica-
los pela Jmprem;a, sem dependencia de censu-
r-a; com tanto que hajão de responder pelos
ql:1e commetterem no exercicio dest.e
Direito, nos casos, e pela f()rma, que a Lei

6
( 42 )
1" ,r, Ninguem sel' perseguido: por
motivo de Religião, huma vez que respeite a
do Estado, e não o.ffenda a Moral Publica.
VJ. ' Qualquel' pódc conservar-se, ou sair
Q€l Imperio, como lhe convenha, levando com
sigo os seus bens, guardados os i:egulamen..
tos policiaes, e salvo o prejIJ'ze> de terceiro.
VII. Todo o Cidadão tem em sua casa um
asilo inviolavel. De noite não se poderá entrar
n' ella, se não por seu consentimento, ou para
o defender de incendio, ou inundação'; e de
dia só será franqueada a 8ua entrada nos.
casos, e pela maneira, qU€ a Lei determinar.
VIU. Ninguem poderá ser preso sem cul·
pa formada, excepta nos casos declarados na
Lei; e nestes dentro de vinte e quatro horas
contadas da entrada prisão,.' sendo em
Cidades, Villas.,. ou· outras Povoações proxi-
mas aos lugares da residencia do Juiz; e nos
lugares remotos dentro. de hum praso
vel, que a Lei marcará, attenta a extensão
do territorio, () Juiz por huma Nota, por·
elle af5si;)aua, fâ.r·á:, constar ao Reo o moti-
vo da prisão" 05 npmes d;o seu accusador,
€ os das testemunhas, havendo-as.
IX. Ainda com culpa formada,' ni"ngu.-eInl
eerá eond·uzid·(). â prisãà.,. ·@u, n'ella conservado.
estandq. já, preso.,. se- prestar fiança indonea,
nos casos, que a Lei a admitte: e· em ge-
r.al nos orim:es, que não. tiverem ma,lor pena ,.
do que a de seis mezes de prisão, ou €les...
terro. para fi)ra da C0mmarca, pocilerá o Reo·
livrar-se solto.
X. .A' de flagrante delieto· ,. a.
I
"( 43 )
prisâo nilo pode ser: executadtl, se nâQ por
ordem escripta da Auctoridade legitima. Se
esta for arbitraria, o Juiz, que a deu, e'"
quem a tiver requerid serão' pUDidos com as
penas, que a Lei determinar.
'- O que fica disposto á cerca da prisão an-
tes de culpa formada, não comprehend'e ali
Ordenanças Militares, estabeleciàas como ne-
éessarias á disciplina, e recrutamento do Exer-
citG; nem os casos, que não são puramente
criminaes, e em que a Lei determina todavia
a prisão de alguma pessoa, por desobedecer
aos mandados da J usti!;a, ou não cumprir
alguma ebrigação dentro de determinad{)
prase.
XI. Nil}guem será sentenciado, senão
pela Auctoridade competente, por virtude #
de Lei anterior, e na forma por elia pres-
eripta.
XII. Será mantida a independencia do
Poder J udiciaJ. Nenhuma Auctoridade poderá
avocar as Causas pendentes, sustaI· as , ou
fazer reviver os Processos findos.
XIII. A Lei eerá igual para todos, quer
proteja, quer castigue, e recompensará em
prop@rção dos merecimeutos de cada hUIlíl.
XIV. Todo o Cidadão póde ser admitti-
do aos Cargos P ~ l i c o s (jivis, Politicos, ou lVIi.-
litares, sem outra dilferença, que não seja
a dos scos talentos, e virtudes.
XV. Ninguem será. exempto de contri.
buir para as despesas do Estado em propor-
~ ã o dos seus hm'eres.
. XVt Ficáo abordos todos os Privile-
6ii
"
( 44 )
s, que ão t6rel'll essencial, e inteiramente
ligados aos Largos, por utilidade publica.
. XVI!. A' excepção das Causas, flue paI'
sua natu.reza pert€ne:ern a Juizos t>articulu-rec; .
na. conformidade das Lei3, não haverá Fero..
privilegiado, nem especiaes. nas
Causas- civeis ,. ou ·crimes. .
. XVIII. OL'gan.izar- c-ha quanto an&es hum
Codigo. Civil, e Cl'jminal , funuado nas solidas-
bases da Justiça, c Egllldade.
XIX. Desde já ficão abolidos os açoltes-,.
a tortura, a marca de feFro q\,lente ,. e to-
das tiS mais pena erueis.
.Nenhuma pena passará da pessoo,.
do. deliquente. Por tanto' não haverá e01 C1l8(}
a,lgum confis-cação de bens-, Bem a rnfttmia
do Reo se transmlttií'á eles parentes em·
q,ualquer gráo, que seja. _
XXI. As Cadêas serão segmas, limpas"
e bem arejadas' ,- ha.vel'lc1"o di·vers3s-casas para
5eparação dos Reos '0 conforme suas Cil:Cl1l1S--
taucias, e natureza dos- seus crimes.
XXIl. He garantido o Direito de Pwprie.
oade em tnda a sua plenitude. Se o bem pu..bli-
co legalmente verificado o BSO, e em..
prego da Propriedac1e do Cidadão, será eUe
:previamente indemnisado do ,'alor d'eHa. Pi:
Lei marcará os casos, em que terá lugar.
esta unica excepç·iiio, e dar.á as regras para
se determinar a indemnlEação.
XXIII. Tambem fica garantida a Diú-·
da Publica.
XXIV. Netlhúm genero de trahalho, de
çultUl'3., industria, ou commercio pode s.el.'
)
prohibido, huma vez que não se o,p.nha aos
COotumes á seguraflça, e saude do!}
Cidad-:'os.
XXV. Ficão abolidas as Corporações de
Qfficios, seus Juizes, Escrivães, e Mestres.
XXVI. Os inventores terão a. propjljedade
dos suas tlescobertas, ou uas suns prodúcçóe3•
.A Lei lhes assegurará bum privilegjo exclUa
sjyO ternporario, ou lhes remune.rará em re·
sarcimento da perda, que hajão de sofIrer
pela vulg,arisação.
X.L:' TI r. O Segredo das Cartas ne inviola·
vel. A Atlministras-ão do Correio fica l'igoro-
6,.t 'nte por qualquer infracS'ão
, " ... - • • l,h (,."
'-'-' - \ _ til:. v •
•• Tlli. Ficão garantidas as recompen.
sas COI- r' das pelos serviços feitos ao Estado,
quer Civís, quer Militares; ltssim como o di-
reito ad4)uerido a na fórma das Leis.
XX1X. Os Empregados Publicos são siri-
ctamente responsaveis pelos abusos, e ommis-
sões praticadas no exercicio das suas fune-
çõe '.' e por não fazerem effectivamente respon-
3avei's aos seus subalternos.
Todo o Cidadão poderá appre-
sentar por escripto ae Poder Legislativo, e ao
Executivo reclamações, queixas, ou petições, e
até espor qualquer infracção da Constituicão,
requerendo perante a competente Auctoiida-
de a effectiva bilidade dos infractores.
XXXI. A Constituição tambem garante
os soccorros pu blicos.
XXXII. A Instrucção primaria, e gra..
tuita a todos os Cidadãos.
III. Collegios, e Universidades, aim;
de serão ensinad0s os elementos das Sciell-
eias, Bellas Letras, e Artes.
, XXXiV. Os Poderes Constitucionaes nãO'
rode'm suspender a Constituição I no que diz
respeito aos direitos individuaei, salvo nos ca-
80s, e circunstancias especificadas no § seguinte.
XXXV. Nos caso& de rebellião, ou in.
vasão de inimigos, pedindo a segurança do Es-
tado, que se diipensem por tempo determina-
do algumas das formalidades, que garantem a
liberdade individual, poder-se-ha fazer por
acto especial do Poder Legislativo. Não se
achando porem a esse tempo retinida a As-
sembléa, e correndo a Patria perigo immi-
nente, poderá o Governo exercer esta mes-
~ a pmvidellcia, como mecJida provisoria, e
indispe.t1savel, suspendendo-a immediatamente
que cesse a necessidade ul'gente, que a m0-
tivou; devendo n'hum, e outro caso remetter
á Assembléa, logo que reunida for, huma
r e l a ~ ã o motivada das prisões, e d'outras me-
didas de -prevençã.o tomadas; e quaesquer
Auctoridad.es, que tiverem mandado proceder
a ellas, serão responsaveis pelos abusos, que
tiverem prati.cado a esse respeito.
Rio de Janeiro lIde Dezembro de 1823.
João Severiano MacieZ da Costa - Luiz José de
Cm'valho e Melto - CLemente Ferreira França-
Madanno José Pereira da Foncer;a ~ João
Gomes da SillJeira .Afendonça - Francisca VilMa
Barboza - Barão de S. Amaro - .I1ntonio Luis
Perezra da Cunha - ManoeZ JacÍ1·ztfi Nogueira
di: Gama - Jos.é Joaqu.im Carneiro de Campos.
-- -
INDEX
Dos Titulos, e fJjapitulos, que C01/têm o
}!!cto de Constituífã6J pm'a .o lm-
perio.. do. B1·asil..
Pag:.
TITULO 1.0 Do lmperio do Brasil, seu.
Tel'?'itorio, Dynastt'a, e Religião
r
3
T IT, 2.° Dos GidadúQs Bmsil.eiros 4
TIT. Dor; l)oderes,. c Representaçlío Na-
cional 5-
TIT. 4,° Do Poder Legislativo; ()
CAP. I. Dos Ramos do Poder Legislátiivo,
e suas .fltt1·ib,ui"ções 6-
CAP. II.. Da Gamara, dbs Deputados 10
CAP. III. Do Senade 11
CAI'. IV. Da Proposição, Sanc-
ção, e· Promulgação elas Leis 13
CAP. V. Dos Gonsel/ws Gemes ele Pr.Qvín-
cia, e s;uas .I1ltribm'('óes. 17
CAP. VI.. Das 21
TIT. Do Imperado'}:
CAP. I. ])0 Poder J-"IqderadG'Jf'
CAP. II. Do Pode1' Executi:vo- 2-t
CAP. lU.. Da F",miHa friJ,pm'ial', e sua Do-
tação 27
CAP. IV. Da Sttccessão· do- Imperia· 29
CAP•. V. Da Regcncia. na JlrJiJum'darie,
Impeclím&nto do· Irnpc1'ado'l!' 30
CAP. VI. Do Ministeriol 32
CAP. VII. Do GCJnselho .de 33'
G.u. VIII. Da F01·f./J. :M.iliJ.€t1: jiJ;
T. 6:- D9 Poder Ju. tcial 35
CAP. UNICO. Dos Ut .. , e Tri6wU(es
. Justiça.
TIT. 7.
0
Da AdJ1tinistraç(;o, e Ecanomi(J
das Provineias 38
CAP. I. Da .I1dministraçã()
CAP. II. Das Canwras
CAP. III. Da Fazenda Nacional 39
TIT. 8.
0
Das DisposiçÕes geraes, e Garan-
tias dos Direitas Civis, e Politicos dos Ci.
dadãos
..

DE
.-.;

CONSTITUICAO
.6

PARA

O' IMPERIO DO BRASIL,
ORGANIZADO NO CONSELHO DE ESTADO

SOBRE AS BASES APPRESENTADAS
POR

SUA MAGESTADE Il\IPERIAL
O SENHOR

D. PEDRO I. .
IJVIPERADOR CONSTITUCIONAL s
E DÉFENSOR PERPETUO DO BRASIL•.

RIO DE JANEIRO. NA TYPOGRAPHIA NACIONAL•. 1823.

8IDUOTE~a

no

SENúUO

HOfRAl
;r·--.. .·-

Este voLume acha.ee registrado sob número • do ano de ... _~.=~~f_1

-

( 3 )

Cf)

~

PROJECTO DE CON8'IT
PARA

1,/

I

o

IMPERIO DO BRABILe_
TITULO
1..0

Do bnpt1"io do Brasil, seit Territor.io, Governo DYruJStia, e Religíão.

Ad. 1. IMPERIO do Hra!<íl he associação Politica de todos os Cidadãos Bm·sileiros. Elles formão hurna Nação livre, e independeC:lt~, que não adrnltte ·com q>llaI~tuer .outra laço algum de união., ou federação, que -se opponba á sua Independencia. Art. 2. O seu Territorio he dividido em Provineias na forma, em que actualmente se acha, as quaes' poder.áõ ser subdivididas, como pedír Q bem do Estado. Art. 3. -O seo G6"verno he Monarchico Heredítarío, Constitucional, e Repre entativo. Art. 4. A Dynastia Imperante he a do Senhor Dom P~dro I. actual Imperador, e D.efensor Perpetuo do Brasil. Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do lmperio. Todas as 0utras ReJi~iões seráõ permitiidas com seu culto domestIco, ou particular em 1 ii

O

huma vez que este não resida por serviço da sua Nação. 6. Todos os nascidos em Portugal. III. e os illegitimos de mãi Bl'asileira. TITULO 2. Os que no Brasil tiverem nascido. para se obter Carta de naturalisacão. Art. Cidadãos Brasileiros I. á esta expressa. quer sejão ingenuos. 7. II. . onde 11abitaváo. adherirão. embera el1es não venhão estabelecer domicilio no BrasiL . q ualquer que seja a sua Religião. Os filhos de pai Brasileiro.( 4 ) "'Casas para isso destinadas. que estivesse em paiz estrangeiro em serviço do 1mperio. nascidos em paiz 'estrangeiro. V. ou libertos.motl a lndependencía nas Províncias. Os filhos de pai Brasileiro. ma exterior de Templo. IV. em que se proc1a. que vierem estabelecer dOl'lÜcilio no lmperio. e 1:luas Possessões. ou tacitamente pela continuação da sua resitlencia.. A L i determinará as qualidades precisas. sem forma alglf.0 Dos Cidadáos BmsilároG. ainda qn-e o pai seja estrangeiro. Perde ~ os Direitos de Cidadão Brasileiro SAü . Art. Os estrangeiros naturalisados. que sendo já residentes no Brasil lia epocba.

lI. Divisão. e harmonia dos Po~ deres Politicos he o principio conserndor dos Direitos dos Cidadãos. de qualquer Governo Estrangell. O que sem licença do 1mperador acceitar EmpreO"o. que a Constituiçf'o. e Representaçáo NGlciollal. o Poder Executivo. o Poder Moderador. TITULO 3. ou Condecoração o .e8 no Imperio do Brasil iiaõ delegações da Naçãa. ou moral. :Art. em quanto durarem os seus effeitos. . 8. Art. O que se naturálisar em paIZ estran- II. O que for banido por Sentença.'- I. lO. Os Poderes Politicos reéonhecidos pela Constituição do lmperio do Brasil são quatro: o Poder Legislativo. 9. Art. Art. Suspende~se o exercioio dofS Direitos Politicas . ou degredo.° Dos Poderes. lI. e a Assembléa Geral. Por Sentença condemnatoria a prisaõ. Por incapacidade fysica. gelro. Pensão. e o mais segul'o meio de fazer effectivas as garantias.oíferece. Todos estes Poder.'o . 12. I. e o Poder Judicial. Os Representantes da Rçâo Brasiieira saõ o Imperado!. A . Art. III.

Poder he delega. ou vacancia: -du. Das llamas elo Puder Legislativ. O LegjsIativ~ y.. ! Na ~.Jmperad{)f menOI".'s.>rE. VI.Geral I. _ . . Art. Art.·. ou Senado. e marcar 06 limítes da Sl).~ado em Tas. 15..o. ou o Regente. rem sobre a successão da Coroa.. lt6. do á Assembléa Geral com a Sancção do Imperado.$olve~r as. que acabou. nistraçãõ.e Imperial. Ili~o logo drepois do seu na:scimento. bléu. 13. ou Regencia.' a Regçneia. JV. Re. ao P'Fincipe r lrl)periaL. duv. ~ELegffi. Tomar J luamento ao Imperado~. e suas attl'ibuições.. Th. 14.: Art.conheeer o Príncip.( 6 -II ~ TITUL(J 4.. caso seu Pai o não t~J:)ha nQll). ao R€gente.íd-a. UI. II. Do p-gder Legislattuo.o da Assem.ltVl101$ in&tituir exame da admi. Nomea.a auetoridade.' . Ue d~ attribuiç§. tamento. e reformar os abu$o.' ~utor ao.s. A Assembléa Geral compõe-se de duas Camaras: Camara de DeÍLUtados. na prímeira reu.s Ill'ella introduzidos. que oecorre.l1)rte do Imperador. Gomo SllCCe580l! do 'l'hpono. e Camara de Senad<. CAPITU LO I.

tal-a s . 5US· pendeI-as·'. e.drão· -dos. e' e"stabelecet-Hies ordena-clos.~". valt)'l'..( 7 .portos d~le. XIII'.. " . ou supptimir Empregos pU'" lHillOS'. e t-er. Orear.) d VII: .í-ro do Imperio" ou dos. Escolliér no~a Dynaslill'. ' l . Auctorizar ao·HoVer{1(~i' para' coh.o Fixar' annu'alffienfe. Velar' na' gu:arda. 19....as•. d~r Aug-ustos. as déSJ>ezas' pUi-' blicas e ~pal'tir a coofri buição ~ir-ect:a:XI. d_ ' ms.l'e1rogal.. Art.assim e~mo' o pa.oca ' extincção da Imp. de forças es-t~angeiras de' fenra . sobt~ li Informação d'o Governo·. Sessão'Imperial de aberte-ta' sedl todos os' annO$' D@' -dia tréz de Maio. mtel'pre. . 1'7..-cada Sessão aFlnual' quatro tnezes.f ". :XVI. e' d:eliominação a'as m<j'edàs .~ra~..ramento ~ e tanto' eS'ta como a.: • . Fa~E:lr iJels. Art. VIU. . ~:t rx. e dectetat a sua alie açã6. typo. e. e' extraordina-l'ias~· XII.. óú negar fl 'eIl.ra' ordinari'a!ll..' Art.tr~aa. . ' X.a forcas d-e mal!. 16: Cada huma' das Camara$ terá. cripçãQ.· . pe~os.. Determinar o peso. FIxar annualmente. bem geral da N açaõ. e medidfrS'...den.bura durará qtiah1E)' mmos·. Art...e màr. no. Tàmbem será Hnperial a SessãQ' do ~ncer. .tt'ahil' empt-eliltimós~' '.. -IR A. Oí::lnceder-.da COnsütuíçae~" e pl'emmver' o. Cada Legislà. XliV..e Djgtti~simos' Senhores Representantes da Nação.: o ~ratal'nento . XVII. Estabele-cer'mei-os convenieJltes pil'>' l'a pagamento' da djy·ida Rublica XV~ Regular' a adinio-istr ção d'Os··ben~· N aciona:es.

menos em flo.em no exerciCio das suas.0. Juramento. durante a' sua deputação. Art: 27. . verificação dos poderes dos. .?. A·rt. e mais hum dos seus respectivos" Membros.. Art. que se· jão~ secretas.Assembléa Geral. funcçõe~. e Senadores tomaráõ lugar indistinctamente. 21.excepção dos casos. sem que esteja reunida a metade.egtbros de cada humanas eamaras são inviolaveis pelas opiniões. capital.. A nomeação dos respectivos Presidentes. :<1. Os negocios se resolveráã péla maioria absoluta de votos dos Membros pre. e. Nenhum Senador. ~eu eeremonial. . Viee-Presidentes. . o da participação ao Imperador será feito na [órIDa do Regimento interno. sabo por ordem 'la sua -respe.gran~ te Cilclicto de _pena.que pr6ferir. " ~_ J :) .hlra se Tará em .-alguma. As Sessões de cada huma dás eamaras serãa publicas . Art. em que o bem do Estado exigir. e Secretarias das Gamaras. seus Merobras. e sua policia inteI:Íor. pade ser preso por' Auctoridade . Na reunião das duas Camaras t o J. os Deput~dos. 22.( 3 ) abe. 26.r. 24..residente do Senado dirigirá o trabalho. sentes. eu· Deputa. Os M. Não se polIerá celebrar Sessão em cada huma das Gamaras.. Art.ctiva Camara. se executará na f6rma dos seus Regimentos. Ar. 20. reUnIdas ambas as C~maras. Art. á . 25. : . 23. 'Art.

e o Membro ser. 30..as. Art.x. 33. • . quando forão -eléitQs.exereel' seus.Art.as duas funcções.(fe que dependã a !5eO'urança publica. e Ministrg de Estado. Tambem accl:lmulãQ as duas fl:mções. se reunll'-cm BO temp<r ·da'" cpn..do. na qual piide ser !reeleito. for indispens-avel. 32.suspendendo todo o ulterior procedimento.ra. Art. -e.ir-o de Estado. Art..Art. á excepção dQS d. ou o ~ bem do Esta. mesmQ' iráõ .d~ 2 .mc~e8 de Deputado. ou Conselheiro de Estado.ql:1alquer E~­ prego.Deputados pode.cie de . que al~ ror pronuncin.3. -cessa interinamente.L Se_por algmn caso.ráÕ ser nomeâdos para o Cargo de Ministro de Estado.traordinaria.lmperad<!)i: empregar hum Senador. dará couta á ~ua. respectiva Cama.Empregos. Art.po Membro de ambas as Camar. 29. 3 L Nãe ~ póde ser ao mesmo .tem.:. Art.seu lugar da -eamara. a qual decidirá. ·e àccumular . oli Deputado1 o Juiz.e Censelhe. <}Jlaf)do isso os iro possibilite -para. e -se procede a neva eleição.vocação da A$semb'lé~ Geral -ordinaôa " ~11 e.imprevisto..ou de· SefiüHlor. 28: Se ãlgllrn Senador. 5e já -exercião qual~uer dos menciona(los Cargos. O exerci. em quanto durarem as f'l. Os Sena. e o Deputado deixa vago (') .dore3. ou llão suspenso no exercício das suas funcçães... No irlten'allo da3 Sessões não poderá o. . . ou Deputado f6ra do Imperio ~ nem. se o pro~esso deva continuar. . com a differença de q l1e os Senadores' 'Con~ tinuâo a ter assento no Senado.

mt. as· .. . Art.privativa attribuiçã.d-a Camara dos . taxado no fim da ultima Sessãq da Legislatura ~ntecedente.. II.o para. e Conselheiros de Estado. e yolta. Sobre a liscolha da nova Dynastia t no caso da' extincção da Imperante. Camara dos )Depatados he. '38. duran-' te a8. He pI'ivativa. electiva. Art. 3:5. e reforma dos abusos n'ella introduzidos. . . O Exame da administração· ~ass-ada .o da:mesma Camara decretar.d"espesas (Ja vinda. Tambem principiará-õ na Cama~' ra dos Deputados --I. ....· .. Sobre Recrutamentos~ lU. Ü5 D~putad"5 'Y'enceráõ.. Sobre Impostos. CA-PITULO J n. a respectiv:a Camara o Fade. 39. Art.§ÚlIl1 '8enadrer.. A discusilão das propostas'.).F>e-putados a Iniciativa l.· Da Camara do~ Deputatios. e temporaria. 37. hum Subsidio pecuniario. ~ dete-rminar. 36. . AFi. Além disto se lhes arbitrará huma indemnisaçã. He da.Sessões. que tem lugar a aecusação dos Ministros ~e Estado.. lI. ~ A . ó-u' Depl:ltádo sáiá para ou~ tra Commisi'ão. feita"'! pelo Poder Executivo.

quan. vIrtudes. lU. não obstante a regra a cima ~stabelecida. n. .~ será organiz. maa 'eJ. 4'0. . quantos forem metade de seus respectivos Deputados. o seu S~nador. Para ser Senador requer-se _ L Qu~ seja Cidadão Brasileiro.r. serão pre'enchidos pela mesma forma da primeira Eleição pela sua re pectiva . .ia. CJ\:PIl'tJLO III. . . Pat. 43. As Eleições serão feitas pela me. Que tenha de idade quarenta annos p ra ·clma... que tiver hum só Deputado..r.. Ar~ 42. e que esteja no goso dos seos Direitos Politicos. que t .. . . com a differença. Cada Provincia darâ.p numero dos seus Senadores será metade do numero immedi. Art. de maneira que a Provincia.com preferencia os que ti. Art. e. dad . que houver de dar onze Deputados. de Senadores. 41. . Art.atamente nor.lres. 2ií . . 45. que vagarem. Senado he composto' d'e 'gembros vitalicios. feito lV' ços . D9 Senado. Os Lugl. O me.ll list~s triplices.ado por eleição Provincial. que as dos Deputados. ~ue seja pessoa' de saber i capaej. . .sma maneira.Provincia. . _ . A Provincia. dará cinco Senadores. Art. elegerá todavia..do o numero dos Deputados da Provincia for impar.. tantos Senadores.em. Art~ 44. sobre as quaes o Imperador esc'olherá o terço na totalidade da lista.

annuaJ por benB. quando a.os.da Família I mperiall. As. industria ~ commercio. que a ()onstitmição determina.Senado ~ logo que· ~hegarem fi.. Art.. Os Prillcipes da Casa hnperiaF são Senadores por Direito.. 8ccosari €r. cuja ac~usação nãú pertence á Camara . gos... Confleeer c:f.. COIiOtitúsâOl.des Deputados. GU Em.. G que se' rewlÍ.. ft'OS' easo!'..So..delidos. Procurador.dMi 8ecr-etarioe-. €a-mata dos Deputados.os: delictoS" ind1vjduaes~ commettroos pelos Memb. e aeabã'O ao mesmo tempo ..os· de.ewüão' do ~ . Conselheir. Convocar. do tempo. 56.ImperadeF' (» nãe t-eBÕai&ito Eieis: mezew depois. Expedir Carias de COl'lvocação d~ AssembléB:. da attrili>uiçãe exell:1shra do: SenadO' . 49. 46.extnlE)rdmariamente IV. a SOlllma de· f>itocentos mil réis.\ NaeifolBaL Art. e terão assentO' no . Ses8Õ~8 dl> Semufo· c:omeçãOj..Relencia Provisional o nió faça.'l'w • Senado.. Art. An..da Cotoa.~e as Ela. lU. ai Assembléa na morte à41 Imperador para a Eleição da: RegeHCia. e Conselheiros de Estaelo•. ~À a . 48~ No Juiz@ à'os crimes. Mi!lisbos dé Estado. 4. em que eUa tem lugar. e dos.. 9. 4 7'~ He. lJeranil..re.Eetaoo" e Senadores-. para.IV.ros Dept1t~­ àos. Que t:enha de rendimento.. easo 0.J.. rente· () periods da Legislatura~ n~ Conhecer da responsabilidade. idade' de \(inte e eineo ann([)s:~ Act.~ e-.. A' eIcepção dos caso! Ol:d'emr~0Il pela.

Proposição. e só depoi!. CAPITULO IV. e discetir a Proposta.. eapprovaçaõ dos Projectos de Lei compete a cada huma das Camaras.ACamara dos Deputados envia á Camara dos Senadores a Proposição junta do Poder Executivo (com emendas. . opposição. 54. ou sem ellas) e pensa. depoie do relatorio da Commissão . Art. 52. Sancção .&mara. . 53. Art. O Poder Executivo exerce por qualquer dos Ministros de Estado a proposição. O Subsidio dos Senadores l!lerá 4e 'tanto. 51. Discussão . Art. nem estarão presentee á yota~ão.. . de examinada por huma Commissão da Camara dos Deputados. '. que cUa tem lugar. dos Deputados he illicita. poderá ser convertida em Projecto de Lei. Promulgação das Leis. salvo se f~rem Senadores. . Art. mas não poderáõ votar. 56.. Art. que lhe compete na formação das Leis". aonde deve ter principio.( 13 ) nado· fóra do tempo das Sessões da . e nulla. 55. Os Ministros podem assistir. eu Deputados. Senão poder adoptar a prop~ A . e mais metade. o remetterá á dos Senadores com a 8~guinte formula . do que tiverem 08 Deputados. Se a Camara dos Deputados adoptar o Projecto. Da Proposição. Art.

mento. O. Art. em vigiar ei interes~es do Imperio: e Lhe supplica -respeitosame~te. 59.O Senado envia á Camara dos Deputados a sua Proposição (tal) Gom as emendas. . serão remettidas' á Camara dos Senadores com a formula seguinte . que mostra . Se porém a Camara dos Senadores não adoptar inteiramente ç Projecto da Camara dos Deputados. mesmo praticará aCamara.se ao Imperador a sua Sancção. ou addicé>es juntas. que não póde admittir a Proposição. d'Irá nos iermos.O Senado (orna a remetter á Camara dos Depllt.. que com el1as tem lu~ar pedir-se ao Imperador a Sancção Imperial. depois de ter de-' liberado. ' Art.Jg~m. 57 Em geral as proposições.( f( síçã{). q~e a Camara des Deputados admittil'. 58. dos Deputaã.::l . ou Projecte. e pensa. Art.> . mas se o tiver alterado. seguintes .A Camara dos Deputados envia ao Senado a Preposição junta.ados a Proposição (tal). 60. que tem lugar. e pensa. Art. Digne-Se tomar em ulterior considera~aõ a . . .a sua oJ. pedil'. participar-ã ao Imperador por laU1Da Deputação de sete Membr08 da maneira se.. J'ulO"a.os p. guinte -'A Camara dos Depetados testemu~l!a ao.ra com. . Se o Senado. e approvar. o reenviará pela maneira seguinte . qual não tem podido dar o seo consen~-. á. . õu addicionado. n'este tiver o Pfo-Jecto. a do S~nad<? ' quando.Proposta do Governo. I!DP~ra{{or o seo reconheciplento pelo zelo.

e util ao 1m:.. o dirigirá a0 Imperador em dois autografos. . concluída a discussão. o reduzirá a Decreto. ou vice ve"sa..ptar intei:ra.a Camara dos Deputados não appl'ovar as emendas. enviada pela Camara ultimamente deliberante.. e conforme 6resultado.da discussão-. assinados pelo Presidente. que se fará na Camara d'O' Senad'o..O Imperad'Cl)1" quer meditar sobre o Projecto de Lei-. Recusando o lmp'erador prest~l" o seu consentimento.. pedindo-lhe a sua Sancção pela form.es Membros a relJIniáo das duas.~( T5 ) Art. .vantajoso. re.eguirá.' ma Deputaçãa. Art. que a outra Camara lhe eNviou. ~ outra Camara ~ a onde o Projecto teve origem ~ que tem ado. a qual ao mesmo tempo inf0rmará.. Esta remessa será feita por hu'. . para a seu tempo se' re!olv-er Ã'O' que aCamara.. Lhe a Sua 'Sancção-.ula seguinte ..ao Imperador. Camams. se i.sponderá. 62•. que o project@ he ~ antajoso " Foder' €querer por hUrDa Deputação de tr.. A:rt. oa a-ddíções do S~ Ilado.A Assembléa Geral dirige ao Imperador o Decre~ to incluso. o que for deliberado.va a tal ollja(lto.". que julga.de sete Membros. e todavia a Camara recusante julgar-. aél0.lado a sua Proposição-.". . mente o Projecto. responderá nos termo~ seguintes.. Art. e depois de lido em Sessão. e pede a Sua Magestade Imperial. Se.. pedindo. = . e que a dirigio. perio . 6I. Se Digne dar a sua Saneção-. . relati. &3. 64. e os dois primeiros Secretarios. Se ~ualqtler das' duas C'am~ ms.

em que poderá ainda recusar o seo consentimento. aonde será guardado. já negado a Sancção nas duaIS antecedentes 'Legislaturas. ArL 68. Art.s Legislaturas. tornem' successivamente a appresental-o nos meSmos termos. . O Imperador dará. que toma pela Nação. como se expressamente negasse a Sancção. vezes. 67. Se o nao fizer dentro do mencionado prazo. depois que lhe for appresentado. e o outro servirá para por elle se fazer a Promulgação da Lei . pela respectiva Secretãria de Estado. por haver. que as dua. que se seguirem áquella. será remettido para o Archivo da Camara. 69. ou reputar-se o Decreto obrigatorio. e hum dos dois aut@graf05. ou n&gará 8 Sancçao em cada Decreto dentro de hum mez. terá o mesmo etreito. e nos termos de ser promulgado como Lei do Imperio. Esta denegação tem effeito suspensivo sómente: pelo que todas a:. Art. entender-se-hã.O Imperador consente . Arl. depois de assinados pelo Imperador. para' serem contadas as Legislaturas.Louva a SUll Magestade Imperial o interesse. Art. que o enviou.(16 ) que -. Unanime .. e.Com o que fica sanccionado. A formula da Promulgação da Lei será concebida nos seguintes termos D@m ( N:) por Graça de Deos. Se o Imperador adoptar o Projecto da Asse'mbléa Geral. se expl'imirá assim . 65. que o Imperador tem dado a Sancção.66. que tiver approvado o Projecto.

se guardará o original no Archivo P 1blico. . e Nós Queremos a Lei 8eguinte (a integra da Lej nas suas disposições sórnent'€ ): Mandamos por tanto a todas as Auctoridades. CAPITULO V.r. e pelo Conse3 A reco~héc'e.. Este direito será exercitado pe· las Camaras dos Des fietos.ad() competente. Arl. e~­ . .. Imperador Constitucional. e seBada com o Se1l0 do lU1perio. Tribunaes. publica. Assignada a Lei pelo Imperador. referendada pelo Secr~tario de Est. e ql1e são immedia-tamente relativos a seus interes es peculiares. e suas attri. e gyá dar tão inteiramente. que a Assernbléa Geral decretou. Acclamação dos Povos. e mais Lugat'es. O Secretario de Estado dos Negocios d . e correr.( 17 ) . 72. bltições. Constituicão rante Ó' direilo de illter~'ir touo o Cidadão nos negociosO da sua Provincia. a quem o conhecimento. ArL 71. Dos Conselhos Gemes de Província. cama n' ella se contem.. . e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a touos os Nossos Subdito. aonue convenha fazer-:se publ~ca. e execução da referida Lei pel'fenceI'. e se remetteráõ os Exemplare~ 'e ia impressos a todas as Camaras do lmperio. ( o da Re arti~ão compet<>Ilte) a faça imprimil'. q le a cumprão" e fação cumprir. ArL 70.

Art. 79. Art. A jdade de vinte e cince an. Para haver Sessão deverá achar. A sua reunião se fará na Ca-' pital da Provincia. nos. e decente subsistencia são' as qualidades necessarias para ser Membro destes Conselhos. Capital do Imperio. que com o titulo de . 74. Não podem ser eleitos para Membros do Conselho Geral. Cada hum dos Conselhos Geq raes constará de vinte e hum Membros na!J Provincias mais populosas. Miq na!!! Geraes. Art. Todos os annos haverá Ses5ã0. e na primeira Sessão preparatoria nomearáó Presidente. 78.. que servil'áó por todo o tempo da Sessão: examinaráõ. Art. Vice-Presiq dente. Maranhaõ. . e durará dois mezes. p'robidade.se devem estabelecer em cada Provincia. e verificaráõ a legitimidade da eleição dos seus Membros. Secretario. aonde naõ estiver coll@cada a. Bahia. Ceará. São Paulo. que se fizer a dos Representantes da Nação. e Rio Grande do Sul. e pelo tempo âe cada Legislatura. 73. 75. e da mesma maneira. .A sua Eleição se fará na mesma occasião. Pemambuco. podendo pl'Ore>gar-se por mais hum mez. Art. Art. como sejão Pará. e nas outras de treze Membros.Conselho Geral da Provincia . 77. o Presidente da . 76.fie reunida mais da metade do numero dos seus Membros. se nisso convier a maioq ria do Conselho. Art.( 18) lhos. e Supplente.

e deliberai' 30bre os negocios mais interessantes das suas provincias. Art. accommodados . e. formando projectos peculiares. bem como os que tiverem origem nos mesmos Conselhos. Art. _ I V. e urgencias. Art. que se fará no primeiro dia de Dezembro.is suas localidades. e terá assento igual ao do Presidente do Conselho.( 19 ) Provincia. II. As suas res.nas Camaras seráõ reméttid05 officialmente ao Secrc:tario do Conselho. e ahi dirigirá o Presidente da Provincia sua. . Estes Conselhos teráõ por principal objecto propôr. cuja inici~tiva he da competencia particular da Camara dos Deputados. instruineo-o do estado dos negocios publicos. III. o Secretario. devendo porém dirigir a esse respeito representações 3 ii . e o Commanc1âl1te das Armas. nem deliberar nestes Conselhos Projectos I. aonde serão dis-cutidos a portas ab. Os negocios. Art. Sobre imposições.ertas. 83.oluções serão tomadas á pluralidade absoluta de votos dos Membros presentes. que a mesma Província mais precisa para seu melhoramento. Sobre quaesquer ajustes de humas com outras Provincias. . Não se podem propôr. 81. 80. e á sua direita. discutir. O Presidente da Provincia assistil'á á installação do Conselho Geral. faBa ao Conselho. Art. . Sobre interesses geraes da Nação. e das providencias. que cemeçarem . 82. 36.. Sobre e~ecução de Leis.

e achar a esse tempo reunida. Logo. e sua policia . que de sua observancia resulta~ rá ao bem geral da Provincia. liberadas. para serem propostas como Projectos ue Lei. 86. Be regulará por hum Regimento:. O methodo ele proseguirem os €onselb08 Gel!aeS d'e Província em seus trabalho~.. queSuspende . Se a AssemLléa Geral . e externa. 85. . e obter a ap'provação da Assembléa por huma uníca disc~ssft. 35. . . lhe serão" immediatamente enviadas pela respectiva Secretaria de Estado. se julgar que el1as são dignas de prompta proviJencia. pelo intermedio do Pres.as á Assembléa Geral. rece·beo mui res. Se porém não occorrerem essas' circunstancias. 87.a Assembléa Geral se reunir.-. 88. As Resolucões dos ConselhoB Geraes de Província sel'ão remelliqas directamente a.o Poder Executivo. e de. Art.Ao que o· Conselho l'esponderá.idente da Provincia. us. q. o Imperador as mandará provisor' amente executar. como as que estiverem em execução-.pensa. e ao Poder Executi 'o c njunêtamente. na forma do Art. o Imperador declarará. Ar1. pela utílidade.interna.A rt.j3eitosamente a respesta de Sua M-agestade. Não se achanilo a esse tempo reunida a Assernbléa. 89. Al't.ue lhes ser' dauo pda Assembléa Ge. lhe serão enviadas assim essas Resoluçõ ~s .ral~ . Art. tudo.( 20 ) motival!..0 seu juizo a respeito daquelle negocio . que.ra serem discutidas. IOlperial. .. pa. Art.o em caaa Camara. que -. 84.

II 1. e dos Membros dos Censelhos Geraes das Províncias. Os Estr~ngeiros naturalisados.. e estes o_s Representantes dá Nação. 92. os Bachareis Formados. Art. Os menores de vinte e cinco annes. Os Cidadãos Brasileiros s que estão 110 goso de seos direitos politicos. serão feitas por E~eições indirectas. elegendo a massa dos Cidadãos acti\os em Assembléas Parochiaes os Eleitores de Provincia. São excluidos de votar nas Ai!cmbléas Parochiaes. Art. Tem voto nestas Eleições primarIas I. Os criados de servir. II. A . os Cria dos da Casa' Imperial. que forem maiores de vinte e hUID annos.. e Clerig05 de Ordens Sacra!. 91. e Provincia. que lIão forem de galão branc(). Os filhos famílias. e Officiaes Militm-'es. em cuja elas~e não ~ntrão os Guarda-livros. T.fazendas furaes . e primeiros eaixelros das casas de commercio. que estiverem na ~ompanhia de seus pais. 90. Das Eleições. lIOS quaes senão comprehendem os casados. salvo se servirem Officios publicos.e fabri(ws. Ir. c Senadores para a Asserubléa Geral. . e os ad ministradores das . Art. S nomeações dos Deputados.( 21 ) CAPITULO VI.

Os que não professarem a Religião do Estado. Os Li bertos. são habeis para serem nomeados De.-ou local. da annual cem mil reis or bens de raiz. e uaesquer. Art.. na forma dos Art. Os criminosos pronunciados em que. Os Cidadãos Braeileiros em qual{fuer parte. . Os que não tiverem de renda liquida annual duzentos mil reis por bens de f~iz. não pó. dustria. ou Empregos. ou domiciliados. V. Os que não tiverem quatrocentos mil r. ou Senadores.. Art.( 22 ) IV. ainda quando ahi não sejão nascidos . que existão. e votar na eleição dos Deputados. e Mem. réla. cornmercio.eis de renda liquida. commercio. residentes. 93. os que podem votar na Assembléa Parocbial! Exce'Y ptuão-se J.. III. Os que não tive em de renda liqui.. Todas os qué podem ser Eleitores. 'Podem ser Eleitores. Os Religiosos. 92 e 94.~ industria.. Senadores. que vivão em Communidade c1austI'< l. br05 dos Conselhos de Província t~dos. 94.... são elegiveis em ca· da Destricta Eleitof21 para Deputados.. . 95. . Os Estrangeiros naturalisados. Art. dem ser Membros. Exceptuão-se I. ou devassa. nem votar na nomeação d~ alguma Auctoridade electiv& Nacional . I [. Art. III. putados.. 1 I.. ou Emprego. 96. . in. Os que Ião pódem votar nas Assembléas Primr'lrias de Parochia.

Nomeando os Senadores. Os seus Titulos são" Imperador Constitucional. quando assim o pede o bem do' Imperio. na forma d'o Art. 98. e Sagrada: Elle não está sujeito a responsabilidade alguma. Do Poder JVlodemaol'.. e Seu Primeiro Representante. 100.· ( 23 ) \. Art. 43. Art. e Defensor Perpetuo do Brasil " e tem o Tratamento de Magestade Imperial. 97. 0 Do Imperador. O . CAPITULO I. A Pessoa do Imperador he inviolavel. n. para que incessantemente vele sobré a manutenção da Independencia. Art. TITULO 5.II chave de toda a orgabização Politica.. equilibrio " e harmonia dos mais Poderes Politicos: Art.tr ordina iamente nos intervaHos das Ses ões. Art. Poder Moderador be. e hê delegado privativamente ao Imperador. 101. . Huma Lei regulamentar marcará o modo pl'atico das Eleiçães. Convoeando a Assembléa Geral ex. como Chefe Supremo da Nação.1 e o numero dos Deputados relativamente á população do Imperio. 99. O Imperador exerce o Poder Moderador I.

tra. ]02. 86. Do Poder Executwo. CAPITULO Ir. e dissolvendo a Cam ara dos Deputados. Art. ou adiando a Assernhléa Geral. e suspendendo interi. e que assim acon!iielhem & hU!'Dan~<}~. namente 'as Resolu:. e 87. e o exercita pelos seus Ministroi de E. Ap'j}royando. casos.roganuo. Perdoando.xistentc l • O \ . VI. V. Concedendo Amnistia em caso urgente. e Resoluções da Assembléa Geral.1or/.he O Chefe do Poder Executivo. em que . Convocal' a nova Assembléa. para que tenhão força de Lei: Art. Irnpera:c. VIII. 154. IV.> IX.. ' nos. São suas princi'paes attribuições 'I. -Geral órdinaria no dia tres de J lJnb~ do terceiro anno da Legislatura e. Sanc~ionando os Decretos.tado.ões dos ponselhos Provinciaes :' Art.( 24 ) III. . Pl'O. VIL Suspendefldo os Magi~tradoa nos casos do Art. convocando lmmedlatarnente I ou. Nomeando! e demittindo livremente os Ministr05 de Estado.0 exigir a salvação do Estado. tenca. e modevando as penas impostas aos Reos condernnados por Sen. 62. . de I e bem dQ Estado. que a substitua..

ou troca de Territorio do ImperiQ. de Subsidio. Fazer Tratados de Alliança offens-iva. e Commerciaes. Nomear os Commandantes da Força de Terra.erviços feitos ao Estado. Se os Tratad05 concluídos em tempo de paz envolverem cessão. XI. quando o interesse. ou de Pmisessões. depelldendo as Mercês pecuniarias da approvação da Assembléa. 111. levando-os depois de concluidos ao conhecimento da Asseml. X. e Mar. e taxadas por Lei. Dirigir as Negociações Politicas ccm as Nações Estrangeira VIII. Nomear Magistrados. V. VI. sem terem sido approvados pela Assemblt?a Geral. Declarar a guerra. e efensiva. IX. Prover os mais Empre~os Civis. e segurança do Estada. e prover os Beneficios Ecclesiasticos. e segurança do Estado {) permittirem. e Dis~illcçóe8 em r compensa de . Conceder Cartas de Naturalisação na fórma' da Lei. Honras. e fazer a paz. lião serão ratíficados . . e Commercio. quando assim o pedir o Serviço da Nação.( 25 ) lI. a que o Imperio tenha direito. e' Politicos. e removeI-os. e mais Agentes DipIomaticos. Conceder Titulos. IV. que forem compativeis com os interesses. . quando Bão estiverem já designadas. Nomear Embaixadores. VII. participando á Assembléa as communicações.· Nomear Bispos. .>léa Geral. Ordens Militares.

dendof aPtJ.lMit. (!j.te~e.P dos.. se contiverem. Art. v~rioEt :uamos: da publjça A<l·mÜli~traçi. Etm mim C-Q.l ~uas. tibtbÍ:ção~..Pil" a int~rjll"ªd~. Expedir op.pJicaç.J. G)lmara~_. GOQ .eg!lranç.uf. eit1:A1U}a q. Qorda>..rna.M-ar ç...@. O I~p~ .U be 1'.l!li·ç.· obfH:}rv.{) E.l< -a.iç. XLV. ~ Letras Apo~­ tolica. e se Q! fizer. e RItOF.§estar-ã: na.m.xec.ã..... Assemblé'a. Instrucções. hnpe: '0: do BrafllL. e mais Le'. l5er.l. qUf:\Drt. rendimentos destinatlos pela Assembléa aos. e.a inte.Qnstitlliçã.. Juramento ..rov~ção d:a. geraL dO'. XV.ernente. D~cJet'Os.s d'o-" IÕ1pe.ã.lie. C!J. ~ ~tlte'h d.entiJItento da Assembléa Geral.ct... 104. ajlo~ an. e iodHúsib'Iidade) (lIo ln ne. . 3+ 'f!wlQ.. q.tos dos Coocilios.!.. J 0.qições Ecclésiasticas...u'e se não oppo~er€-m á.nt.e. ~c~e1~r ~ ap.e. na [fuma.~t:áJ.c. observa &i Cgnstit.0& dp. e p.io.~t.ãjQ.a -Rpm3:.e. ~ fa~er.uç~Q das Leis.3.XII. ~el' açclamado p.. P11csjdj.. Pr.s . O Impel'ado:r •Qão polilerá ~8ii­ ~.3 d.tr~ 0Qn~tit. . e. á s. .&.stado". mant-€r a lleJjg~ Ca. • .e d9 aenadiOi' r. dispo. Q s.en ao bem.a. q.o' B:asileir. 'A:. XUI.0.*' alhdi-coJ.P ou.tiholioa Aposto~.o.:ç.ã~. Çouc~der. da. e 'Regulamentos adequados á boa e.da.o.all'._ sem Q~ cnns...l~_ for con. BJ.over.ã. a$.eguinte. çu Hl2gar o ~el)eplaeit aos Dacre.ro0 ... ql!a~sql~e. I?olitiea..lin'das.

107.Juro mant~r. e á Suá Augusta Esposà deverá ser augmentada. Dignidadé. lhe assignará. 10"6. que ôe fixe desde já huma somIílà adequada ao decoro de Suas AugustaS' Pe~soas. e ao Imperador. Hérdéiro prest1ll1ptivo do Imperio terá o Titulo de " Principe Imperial " e o seu Primogenito o de "Frincipe da Grão Pará: " todos os mais terão o de " PrÍno: cipErs.nli13 maos dG Presidente do Senado.a Rêligião Catholica Apostotica' R9iiJana. A Assêmbléa a signará tarobe 4 ii ~ O . 'e á· Impe'ratriz Sua Augusta Esposa huma Dotação correspondente ao de'coro dé Sua Alta. . QbS€l"vár a C0Qstituição P'olifíca da . 105. " O Tratamento âo Heràeiro presumptivo será o de " Alteza Imperial" e o mesIIlQ será o de Principe do Grão Pará: os outros Principes terão o Tratamento de Alteg~. 108. .CAPITULO 1I1. A Dotaç.. Nação Brasileirã. reunidas as duas Camaras. e sua Dotáçáo. Art. e Dignidade da Nacão. A Assembléa Géral. Art. . O Herdeiro presumptivo-. 109.\o assign-ada ao prelo sente Imperadoí'. o seguinte J ul'ame-n-' to . e ser obédient-e ás Leis. Art. . visto que as circunstancias actuaes: não p'el'lnittem. Da Família Impe'l"ial. logo que o Iml>el'ador succedet n'o Imperio. em completando quatorze annos de idade. ~rt. prestará . ' Art.

. nomeado pelo Imperador. que deveráõ sela pagos pelo Thezouro Nacional. que julgar conve- . A Dotação. Alimentos. Art. 111. e construcções. Pedro I. e com a entrega deHe cessaráõ os alimentos. desde que nascerem. 113. Quando as Princezas houverem de casar. e a Nação cuidará nas acqui!liçães. Art. concernentes aos interesses da Çasa Imperial. Na primeira Sessão de cada Legislatura. e Terrenos Nacionaes. Art.' e aos demais Principes. entregues a hum Mordomo.( 28 ) al:imentos ao Principe Imperial. serão pagos pelo Thezauro Publico. ] 15. de que faHão os Artigos antecedentes. 114. a Camara dos Deputados exigirá d~s Mestres huma conta do estado do adiantamento dos seus Augustos Discipulos. Os Palacios. Art. 112. e fOl'em residir fora do 1m perio. que percebião.tregará por huma vez somente huma quantia determinada pela Assembléa. Art. Art. e a Assembléa lhes designará os Ordenados. Aos Príncipes. quando elles sahirem para fora do Imperio. com quem· se poderáõ tratar as Acções activas e passivas. com o que cessaráó os alimentos. e Dotes. que se ca5arem. e nomeação do Imperador. Os alimentos dados aos Principes cessaráõ somente. possuidos actualment~ pelo Senhor D. se en· . a Assembléa lhes assignará o seu Dote. Os Mestres dos Principes serão da escolha. IIO. ficaráõ sempre pertencendo a S us Successores.

e representação. na mesma linha. Imperará sempre no Brasil. Art. CAPITULO IV.. no mesmo sexo-. escGlherá a Assembléa GeraI a nova Dinastia. e durante o seo Imperio. 120. e sua Familia.:lentes legitimos do Senhor D. o sexo masculino ao feminino. 118. 119. preferindo sempre a linha anterior ás posteriores.( 29 ) nientes para a decencia. actual. Seu arido não terá parte no Governo. e Defensor Perpetuo. no mesmo grão. Extinctas as linhas dos descen. Senhor D. Art. . Pedro I. não existindo Imp"radar ao tempo.. em que se tratar dest Consorcio. Art. Sua Descendeflc1'a legitima succederá no Throno. Art. Nenhum Estrangeiro poderá succeder na Coroa da Imperio do Brasil. a pessoa mais velha á mais moça. Pedro I. aiuda em vida do ultimo descem}ente. o gráo mais proximo ao mais remoto. não poderá elle elfectuar-se em approvação da Assembléa Geral. 116. Imperador Constitucional. por UnanilOe Acc1aOlação dos Povos. seRlomdo a ordem regular de primogenitura. Art. 117. e sémente se O . e recreIO do Imperador. O Casamento da Princeza Herdeira presumptiva da 90roa será feito a aprazimento do Imperador. Da Successão do lmperio.

Durante a sua menoridade.Conselheiro de Estado.( 30 ) chamará. No caso de fallec€r a Imperatriz Imperante. . segundo a ordem da' Successão. governará o Jmperio huma Re~ gencia provisional. que reuna estas qualidades.. composta' de tres Membros. Se o Imperador por causa fy-- O {.. Art.. Art. e da Justiça.·122. Em quanto esta. a qual pertencerá ao Parente mais chegado do Imperador. pelo. será. e que seja m&\ior de vinte e cinco annos. ou filha. 124. ___ Art. Im:p:eraoor. 125. raI. cia permanente.m&lis antigo. Regencia se não eleger. e dos dois Consell~eirofS de Estado mais antigos em exercicio. Art. 126. o Jrnperió será governado por buma Reo-encia . presidida pela 1mperatriz yiuva. Da Regencia na menoridade. dos 'quaes o mais velho em idade será o Presidente. o Imperio governado por huma Regen. e na sua falta. Slt o Imperador não tiver Pn~ rente algum. depois' ql e tiver da peratriz fiLho. será esta Regenda presidida por seu Marido. CAPITULO Im- V. á idade de dezoito annos completos. nomeada pela Assembléa Ge. composta dos Ministros de EsEado do Imperio. Art. Imperador hc menor até . 121. ou ímpedimento do Imperador. Art. 123. .

ar a su. . que nunea. 128. .Manàa a !tegenciá em nome -do lmpera-dor .€lo ImpeJ!a:dor menor aqueIl~ . .a Assemb]'. 129.l Assem bléa.a..eõt~. 103.orpar a cl:\sa. poderá' ser 'Tuto. se impo6sibirlitar para governar.r:: fa\t3Jnde esia. Os Actos da RegeFlcia. em quanto não t.o Regente serão e-xpediclbS em nome. Art. 127. em seu lugar governará... eviaentemente reconhecida pela pluralidade de cada huma das Camaras d. a qUf>m pDasa toc.. Art. nem o Regente &er~ responsaveh Art. . Pri-noipe ImpEtrial Regeme em nOJlle uo Imperador. .. IDuraiil·t~ a.falta fl. como a Regenei. logo que elle chegue á maioridade. QU cessar o seu impedimento. a. com tanto.menoridade do SUGoQs. Art.J!a de fidelidade ao Imperamor. q u~m seu Pai lhe tiver nomeado em Testamento. TIa.Manda o. accreseentando a e1arusr. ou moral.'wr ela Coroa será seu Tutor. Nem a Reg~ncia. d9 Imperador pela formula seguinte .( Bt ) sica. 13e. e de lbe entregar o Governo. se for maior de dezoito ann0S.r.3 .lmperatriz Mãi'. como Regent O Principe Imperial.. TaJil{o o Reg~nte.a pt'estará o Jurament<r meneiona.na sua falta.do no j . Geral nomeará Tutol'.rt.cccslião da Coro. e ~.

Por abuso do Poder. Por traição. Do MinisiBrio. Pelo. 133. Por qualquer dIssipação dos bens publicos. Pqr peita. sem o que naó poderáõ ter execução. ou separará. differentes Secretarias de Estado. VI. ou propriedade dos Cidadãos. V.( 32 ) CAPITULO VI. Art. ] 3'6. soborno. Art. Não salva aos Minis1:ros da responsabilidade a ordem do Imperador vocal. ou assignaráõ todos os Actos do Poder Executivo. Art. HAv~rá . que obrarem contra a Liberdade. as ret. ou concussão. não podem ser Ministros de Estado. Pela falta de observancia da Lei. ou por escri pto. 131. . A Lei designará os negocios pertencentes á cada huma. IV. segurança. UI.mirá. 134. posto que naturalizados. Art. Art. e seu numero. Art. Ruma Lei particular espedficará a natureza destes delictos. Os Estrangeiros. 135. JI. 132. e a maneira de proeeder contra eHes. Os Ministràs de Estado referendaráõ. Os Ministros de Estado serão responsavels I. como mais convier.

. ser fieis .men1e Jl.gião Catholica Apo&lolíca Romana. Para ser Conselheiro de Estado.com as Nações Est. ) 38.er.ao Imperador. A rt. 139. aconselhai-O scg.ades. aj'Uste. -Os ConseUl€i-r06 serão ouvido~ em todos os negocios . hum Conselho de Estado.Seu numero não excederá la dez. 141.graves. negociações.attennendo J~.ação...te sobre a declaração da Guerra. principalmen• .l1ndo suas consçieneias.qualqu. . prestal'úõ juramenta D3S mãos elo Imperador . nem estes serão reputa.. Não s'l1o comprehennidas nes· te numero GS Minifttros de Estado. requerem. e medidas g. Art.em que . Art.das attribuj. . .rangeiras.0 lJJlperaQ.a de paz.d.raes da publica Administr.este Cargo. 137. O .os Gons'elheiros . que devem conconer para ser Senador.elheiros -vitalícios t nomeados pelQ lmpeJ'ador. Art.ór se -proponha . sem especial nomeaçiio do Imperador par~ . antes de tomarem posse. se as mesmas qualid.e..G. Os Conselhei'fos de Estado.de manter aRe". assim como em toclas as occasiõcs. Do Conselho de EstadoA Art.p he'm da NaçãQ. proprias do Poder fi II~veI'á . J 42.( 33 ) CA PITULO VII. 140. composto de Cons. .de Estado.Ções.. '.. obser· vaI' a Constituição. e as Leis. Art.exercer .' )i.

..ln. 148. Conselheiros de Estado pelos conselhos. da Casa lmperia1\ para entrarem no· CQnselho de. Militar. legitima. a·que então h0uver. designar.. . 144. ArL 1'47. Armada d~' T~dos . manifestamente dolosos. -sem que lhe sejÇl ordenado pela Aucloridade. logo quetiver. 145. e de-.' 08 ·.rJ.. ou para menos. (ãtê que-. indicadas no Art um. oppostos ás Leis... Art. a pegar em armas·. Vl". O Principe·lmperiaL.· ·gados. CAPITULO.pela mesma Assembléa seja alterada: -paTa maIS.Brasiléiros são ob'ri. Art. e terra.rça. jamais se p0àerá reunir.. A Força Militar lie essencial-o mente. no.obedi~nte·. que dçrem. dezoito aonos completos.... 143.Ass€mblêa Geral! não. Da F01°ça Art. oQ'Ínternoso Ar'L 146:· Em quanto a. Ao Poder.. da ua-roeação do Imperador. e ao intel'esse do Estado·. Executivo compete privativamente empregar a Fo.·· tlependencia. 138... e integriClade dó Imperió. excepção· d·a. subsistirá. Estes.· 'ÍéBdel·(') d'os se!JS inimigos externos.ara sustentar..Moderador. será de Direlto do Conselho de· Estado: os demais Principes.. p.-.a Força Militar permanente de· mar. Alt. e o Principe· Imperial não eBtrão.. á. numero· marcado: nQ_~ íA. a. SâD responsaveis os. VIII. Estado ficâo dependentes.

.os Codigos ·determinarem. CAPITULO UNICO. e ser. como bem lhe . o que todavia se não entende. Soldos.á composto de Juizes. e defesa do imperiQ. . que a Lei determinar. TITULO. e os Juizes applicão a Lei.sepão po.( 85 ) Mar. Art. 1511.que náG ·possão ser mudados de huns para . O {mperador poderá sUzSpen5 ii ·0 .suas Promoções.o Brasil. 14Q. '152. . Art. 15@. Dos . :veniente á segurança.. . e pelo modo.o. 6. lIuma Ordenança cs. e Discij>lina.()utros Lugares pelo tempo. Art. Poder Judicial he independente. e Ju'rados. .. -como ng Crime nos casos. e Terra.a FQrça Naval..peeial re. a-ssim . Art.que .. . o' JJo Poder Judicieil. Ar·t.r Sentença ." e Tribunaes·de Justiça.proferida em Juizo competente.. () Arm~da ·não podem ser privados das suas Pattentes.pfirecer con.os quaes teráõ lugar assim no Civel.C91l10 d. 153. Os Jurados pronuncião sobre . ~Os Officiaes do Exercit. .() facto. .e maneira. 154.J~izes..Ad. . Os Juizes de Direito sel'ão !perpetuas.gulaI:'á a organização do Exercito d.

-õ estes Juizes perder o Lugar. Art. 06 papeis 1 que lhes sá<> COlleel'llentes-.. Jreita. 156. se assim 4) convenciona. guardada a ordem do Processo estabelecida na Lei. que poderá ser intentada dentro de anno. Art. prec-e': dendo' audiencia dos mesmos Juizes. Nas civeis. Todos os J uizg'g de' DireitO' f e os Officilles de J u&tiça são re. serão publicos d'esde já.. Para julgar as Causas em se~unda. e naS' penaes c:~ ~'ilmente intentad-as . e ouvido o Conselho de Estado.Aro.d'el-03 por queiX'l. 159. ql:le se . Art. Só p'or Sentenca podeTá. serão remettid~ í:l Relação do respectivo Destr~cto. pe'culatb'f e concussão haverá contra elles acção po~ pular. podeTáõ as Partes nomear Juizes Arbitras. Art.: esta responsabilidade se fará:effectiva por Lei regulamentar. Hil. . . 157. Ad.> :.qu-e' fO'rem necessarias' para commodidade dos PovoS'. e dia pelo proprio queixoso.. 160. informa" çâo nec'essaria. que commetterem no exercício de seus Empreg()s .9 contra elles feitfÍs. ção dªs Testemunhas. de'pois da pronuncia. e todos os mais:' aetes (1'0' Processo.Causas crimes a inq'uerÍ. e prevaricações. Sem se' fa~er constar. 155. ou por qualqu-er do Po'vO'. Nas.Art.. 158. e ultimainstancia haverá nas Prcvincias aO' ImperiO" aR Relações.ponsavei-s -pelos abusos de poder.. para proceder na fó-rma da Lei-. rem as mesmas Partes. Suas Sentenças serão executacl:as sem recurso. Por suhal'llo.

ou denegar Revistas nas C~usas. II. e maneÍ'ta. porque se elegem os Vereadores das Cnmaras. e decidir sobre os conllictos de Jurisdição·. que a Lei determmar.'. além da Relação. os Empregados no Corpo" Diplomatico. Conceder. Art. A este Tribunal compete "I. e pela maneira. assim como nas demais Provincia~. Arf. Conhecer dos delicios. que se houverem d-e aEoHr. Na Capital do Imperio. -os das Relações. os quaes serão electivos pelo mesmo tempo. Art. Conhecer.composto de Juizes Letrados. Suas attribl:1içães. e os Presidentes das Provincia"S. e competencia dai Re" lações Provinciaes. Destrictos serão regulados por Lei. e erros de Officio. . tirados das Relações por suas antiguidades. ] 64.( 37 ) tem intentado 'O meio da reconciliação. Na primeira organização poderáó ser empregados neste Tribunal os Ministros" daquelles. Para este fim haverá J UiZe8 de Paz. e. e serão condecorados com e Titulo do Conselho. que" commetterem os seus Ministros. lII. 163. 162. que deve existi. não se começará Processo algum. haterá tambem hum Tribunal com a denominação de -" Supremo Tribunal de Justiça .

CAP.de Vereadores.I....ibl:iições. e Yillas. O exercicio de suas funeçães n.. At't.1dministração.verá Camat'as" ás quaes compete o Go·verno econ9. ~ .o do Estad. 16'8.. e compostas dQ numero . 166. ~. quando entendei"..A Lei designará as suas a't~(..vem ao bom seIWiç. que .) TITULO ·7:' . Em e . e auctoridade. Da . Art. e nas mais.quanto cOIlvi~r ao m~lh0r des~mpenho c1. . 165. e . Art. 'CA'PITULO I. será Presidente. Das Camamsp 167.o. As Camaras seráõ electivas.' . formasáo d~s suas Postur..el'5ta ~d@Qistra~ãor. . .nGmeado pelo Imperador.lunicipaes.. ViLlas ora existentes. 1\rt.as po~ A~t. que as:sim con. e Economia das Provtncuu.II:lico. DlL 4dministração. e o que obtiver maior numero de VGtos..l'l'ULO H I(. que para ·0 futuro se crearém ha. que o poderá r. averá em cada ProvinCia .municipal das mesmas Cidades.hum Presidente. todas as Cidades. 169. eempetencia.a Lei designar.emovel'.

quellas. desp. se' regulará' a sua' administração.. Hum Balanço.: regulamentar.)'.A'uctoriêlades. Ar!. nome de "'. eAPIT. 172:: 0.outras. á' excepção .. despesa dà Fazenda Nacional será encarregada a num Tri-Bunal'. debaixo..ouro· Nacional " aonde em diversas. t·ituidás por .' ta. relativos b despesas ~s-. • . e' todas' as suas particulares.J Da Fa~endilr A'rt. serRo annualtnente" estabelecidàs W!~­ Ia Assembléa Geral.}..rCiae5~. as Thes'Ourarias. devidamente estabelecidas por Lei.esas publicas do anno futl>{ro.içõe&.hes. tros os orçamentos.-e· .es.das Províncias do lmperio. que estiverem applicadàs. 170..da.roca correE>'pondenoia com. appre~entará na Camara' dos Députados' annualmente.·. mas continuará(. em' recip..Ministro de Estado da~Fâ'-­ zenda'. suas' Repartiçõ. plJbliq ue a' sua derogaç~o" ou sejã:O 5U bs. logo' que estal estiveI" l'eunida. Dívi~a Publica'.applfcação C!las suas Í"Emd'as. havendo recebido dos' outros Mini::..Nacionot.. e uteis attribu. do. e despesa do Thesouro Nàciónal' do anno anteeedeate .ULO III. geral' da recei-. 17L Todas as contribuiçéies" diÍ'e.: A Recen~r. todas as. se_ MO'· decretadas Eor hum~' Lei. Arti. e . etas. .aos juros·.. .e igualmente... e amortisaç\ o da. até que s:e . o orçamento ger-ali' de.. arreçadação. e contabilidade.Estaçõ"es.

-: 17~. A proposição será lida por tl'es v~zes com intervallos de seis dias de huma á outra leitura. . Assembléa Geral no 'prjn.'. como for justo.. d«) Estado tem sido exactamente observa. se pode. se expedirá Lei. e PQ!iticos dos Cidadãos JJrasileiros. de.iuiz. que ser-á. 175.qa. . TITULO ~. seguindo-se tu. rá ser admittida á -discussão. e -depois da. e da importalJcia.o Dqs Disposições geraes. se conhecer. 4rt.. 174.cipio das suas Sessões examinará. Admittida a discussão. para provêr. do o mais. Art. sanccionada. . A . Art. e promulgada pelo Imperadop em forma ordinaria -. de~ liberará a Cumara dos Deputados. teFceira. ~e passados quatré> annos. que he preciso para a formação de hum a Lei. se a Cons.ribui~esi e rendas plJblicas. de todas as ~ont. q1le nas Procul'Usões lhes çonp. 176. e na qunl se ordenqrá aos ELeitores dos Deputados para a seguinte Legislatulia.. Art. a qual de". que algum dos seus artigos merece reforma.. e ven~ çida a necessidade da reforma do Artigo Constitucional.eUe$.e ter origem na Camal'a dos Deputados ~ e f!i~P apoiada pela t~rça parte (1. e Gamntias dos Direit()$ C. se fará a proposição por escrip. pois de jurada a Constituição do Brasil.( 4Jt ). to. tituição Politica..

e Politicos dos Cidadãos Brasileiros. e pela f()rma. A inviolahiliclade dos Direitos Cit'is. ou dei~ar de . A sua-dilDposição não terá em~ito retroactivo. Tudo. -e a. ArJ. sem dependencia de censur-a. Lei fundamental. a segurança individual. -pelas Leg-islaturas ordigaria'S.. IV.fazer alguma c@isa. I r. pela maneira seglllinte L Nenhum Cidadão póde ser ohl'igado a fazer. 178.onal . prevalecer. e na primeira Sesstlo será a materia proposta.á pa~ ra a mudança.te promulg'<.( 41 ) "Tão Qsp'eci~J facuidade para a pretendiáa ai~ . e -attribuiçses res~ pcctivas dOlil Poderes Po-Iíticos. He s6 Oonstituciooal o que diz respeito aos Jimltes. he garantida pela C<. 'rfodos pod-em communicar os seos pensamentos por pa:1avl'as. escri'ptes.ude da Lei. -e individuaes dos {jidadãos. Na seguiHte Leg. . senão em virt. pode ser alterado setn as formalidu-des ref-eridas.os Di. 177.slatura.>llstituição do hnperio. com tanto que hajão de responder pelos ~buso6.1da.. . Art. o que nãG he :Constituci.teração. o~ referllla. e discutida. nos casos. Nenhuma Lei será estabelecida sem utilidad-e publica.e Direito. 179. ql:1e commetterem no exercicio dest. Ar~. e juntando-se á ConlitittúçáG será solem ll€mel1. e o que se vence-r. ou addição á.e publicalos pela Jmprem. que a Lei c det~rminar: 6 . que tem por base a liberdade. III. e a propriedade..peitos Politicos.a.

e de dia só será franqueada a 8ua entrada nos. a.ção de flagrante delieto· .. casos. ou· outras Povoações proximas aos lugares da residencia do Juiz..)aua. que a Lei marcará.. VIU.' ni"ngu. para fi)ra da C0mmarca.( 42 ) 1" Ninguem ~ode sel' perseguido: por motivo de Religião. do que a de seis mezes de prisão. tiverem ma. ou inundação'. estandq. VII.lor pena . De noite não se poderá entrar n' ella.al nos orim:es. e nestes dentro de vinte e quatro horas contadas da entrada r~a prisão. pocilerá o Reo· livrar-se solto.r·á:. Ninguem poderá ser preso sem cul· pa formada.ffenda a Moral Publica. ou €les.-eInl eerá eond·uzid·().' sendo em Cidades. n'ella conservado. excepta nos casos declarados na Lei. de hum praso razoa. . ou sair Q€l Imperio. qU€ a Lei determinar. por· elle af5si.... .. ·@u. Villas. IX. ou para o defender de incendio..~ vel.. levando com sigo os seus bens. se.. se não por seu consentimento. e salvo o prejIJ'ze> de terceiro. que não. VJ. que a Lei a admitte: e· em ger.o seu accusador. havendo-as. como lhe convenha. . ' Qualquel' pódc conservar-se. terro. Todo o Cidadão tem em sua casa um asilo inviolavel..A' ex~p. fâ. () Juiz por huma Nota. nos casos. preso. e nos lugares remotos dentro. â prisãà.r. Ainda com culpa formada. guardados os i:egulamen. huma vez que respeite a do Estado. e não o. tos policiaes.. attenta a extensão do territorio. já. constar ao Reo o motivo da prisão" 05 npmes d. € os das testemunhas. e pela maneira.prestar fiança indonea. X.

que não seja a dos scos talentos. e recrutamento do ExercitG. Politicos. Todo o Cidadão póde ser admittido aos Cargos P~licos (jivis. e na forma por elia preseripta. Ninguem será. Nil}guem será sentenciado. A Lei eerá igual para todos. que a Lei determinar. por desobedecer aos mandados da J usti!. quer castigue. que não são puramente criminaes. e recompensará em prop@rção dos merecimeutos de cada hUIlíl. nem os casos. ou fazer reviver os Processos findos. XI. e virtudes. sem outra dilferença. buir para as despesas do Estado em propor~ão dos seus hm'eres. por virtude de Lei anterior. XV. Nenhuma Auctoridade poderá avocar as Causas pendentes.I "( 43 ) prisâo nilo pode ser: executadtl. 'O que fica disposto á cerca da prisão antes de culpa formada. Será mantida a independencia do Poder J udiciaJ. quer proteja. e em que a Lei determina todavia a prisão de alguma pessoa. ou lVIi. XII. exempto de contri. se nâQ por ordem escripta da Auctoridade legitima.a. não comprehend'e ali Ordenanças Militares. XIV. e'" quem a tiver requerid serão' pUDidos com as penas.litares. senão pela Auctoridade competente. o Juiz. Se esta for arbitraria. . XIII. sustaI· as . XVt Ficáo abordos todos os Privile- # 6ii . ou não cumprir alguma ebrigação dentro de determinad{) prase. estabeleciàas como neéessarias á disciplina. que a deu.

esta unica excepç·iiio. Pi: Lei marcará os casos. prego da Propriedac1e do Cidadão... e Cl'jminal . oade em tnda a sua plenitude. nem Coml~issões especiaes.civeis . Se o bem pu.el. e natureza dos. e em. do.. será eUe :previamente indemnisado do . Por tanto' não haverá e01 C1l8(} a. XXIl. a marca de feFro q\. .reza pert€ne:ern a Juizos t>articulu-rec. XXIII. conformidade das Lei3.izar.ualquer gráo. Netlhúm genero de trahalho. . funuado nas solidasbases da Justiça.blico legalmente verificado exi~ir o BSO. . XXI. na. industria. Tambem fica garantida a Diú-· da Publica. Desde já ficão abolidos os açoltes-. c Egllldade. XVI!.seus crimes. Nenhuma pena passará da pessoo. deliquente. ou commercio pode s. . de çultUl'3. XXIV. não haverá Fero. por utilidade publica.ha. ou ·crimes.'alor d'eHa. OL'gan.vel'lc1"o di·vers3s-casas para 5eparação dos Reos '0 conforme suas Cil:Cl1l1S-taucias. nas Causas.. e todas tiS mais pena erueis. Bem a rnfttmia do Reo se transmlttií'á eles parentes em· _ q. limpas" e bem arejadas' . Civil. He garantido o Direito de Pwprie.c-ha quanto an&es hum Codigo. As Cadêas serão segmas... XIX. que ão t6rel'll essencial.. a tortura. XX~ . A' excepção das Causas.lgum confis-cação de bens-. em q ue terá lugar.' " se .. flue paI' sua natu.( 44 ) s. e dar. privilegiado. XVIII. e inteiramente ligados aos Largos.á as regras para determinar a indemnlEação.. que seja.lente .

" .p. •• ~ . ou uas suns prodúcçóe3• . e gra. Os inventores terão a. e ao Executivo reclamações. v T lli. Os Empregados Publicos são sirictamente responsaveis pelos abusos. Ficão abolidas as Corporações de Qfficios. ltssim como o direito ad4)uerido a ella~ na fórma das Leis. ou lhes remune. XXVI..A Lei lhes assegurará bum privilegjo exclUa sjyO ternporario. Escrivães. -.(~45 ) prohibido. quer Civís.rará em re· sarcimento da perda. e saude do!} Cidad-:'os. e até espor qualquer infracção da Constituicão. seus Juizes. quer Militares. XX~. á seguraflça.. O Segredo das Cartas ne inviola· vel. e ommissões praticadas no exercicio das suas funeçõe '. huma vez que não se o. propjljedade dos suas tlescobertas.L:' TI r. A Constituição tam bem garante os soccorros pu blicos.. A Instrucção primaria.\ • '-'-' _• l. queixas. e Mestres.' e por não fazerem effectivamente respon3avei's aos seus subalternos. Ficão garantidas as recompen. sas COI. A Atlministras-ão do Correio fica l'igoro6. X. XX1X. ou petições. XXV.nha aos COotumes publico~.. XXXII.h (. requerendo perante a competente Auctoiidade a effectiva re~ponsa bilidade dos infractores. tuita a todos os Cidadãos.r' das pelos serviços feitos ao Estado. Todo o Cidadão poderá appresentar por escripto ae Poder Legislativo. XXXI.arisação.t 'nte r~sponsavel por qualquer infracS'ão . que hajão de sofIrer pela vulg.." • til:.

que garantem a liberdade individual. serão responsaveis pelos abusos. e d'outras medidas de -prevençã.t1savel. salvo nos ca80s. rode'm suspender a Constituição I no que diz respeito aos direitos individuaei. ou in. Collegios. XXXiV. e Universidades. pedindo a segurança do Estado.Jos. Os Poderes Constitucionaes nãO' . aim. João Severiano MacieZ da Costa . vasão de inimigos.o tomadas. e Artes.é Joaqu.a ~ João Gomes da SillJeira . . Amaro .III. que tiverem mandado proceder a ellas.ManoeZ JacÍ1·ztfi Nogueira di: Gama .Francisca VilMa Barboza . Rio de Janeiro lIde Dezembro de 1823. que a m0tivou. e correndo a Patria perigo imminente. Não se achando porem a esse tempo retinida a Assembléa. poderá o Governo exercer esta mes~a pmvidellcia. poder-se-ha fazer por acto especial do Poder Legislativo. que se diipensem por tempo determinado algumas das formalidades.I1ntonio Luis Perezra da Cunha ..im Carneiro de Campos.cado a esse respeito. e indispe. Nos caso& de rebellião.Afendonça . logo que reunida for. de serão ensinad0s os elementos das Scielleias. huma rela~ão motivada das prisões. e circunstancias especificadas no § seguinte.Luiz José de Cm'valho e Melto . e quaesquer Auctoridad. Bellas Letras. suspendendo-a immediatamente que cesse a necessidade ul'gente. e outro caso remetter á Assembléa. XXXV. que tiverem prati. devendo n'hum.CLemente Ferreira FrançaMadanno José Pereira da Foncer.es. como mecJida provisoria.Barão de S.

.ui"ções 6CAP. Da F01·f. Da Sttccessão· do. 3. e s. l)oderes. 2.° Do Poder Legislativo. II. e fJjapitulos. Prf)~ Pag:.fltt1·ib. 33' G.pm'ial'.iliJ. VI./J. IV. 17 CAP. Das Eleifi~s 21 TIT..eiros 4 TIT.: INDEX Dos Titulos. III.de Estad~.° Dos GidadúQs Bmsil.u.. Da Proposição. c Representaçlío Nacional 5TIT. Sancção. e suas . 4. IV. 5~o' Do Imperado'}: 2~ CAP. B1·asil. do. que C01/têm o }!!cto de Constituífã6J pm'a . Da F". () CAP. Tel'?'itorio.Imperia· 29 CAP•. Diseu.I1ltribm'('óes. Do GCJnselho . :M. Do Pode1' Executi:vo2-t CAP. seu. dbs Deputados 10 CAP. na JlrJiJum'darie. TITULO 1. e sua Dotação 27 CAP. Do Senade 11 CAI'. .miHa friJ. G01Vcn~o. Da Gamara.- -~----'k----_---.. Do Ministeriol 32 CAP.uas . V. e Religiãor 3 T IT..-. VI.o lmperio.. Dos Ramos do Poder Legislátiivo. ~u Impeclím&nto do· Irnpc1'ado'l!' 30 CAP.Qvíncia. I. Dos Gonsel/ws Gemes ele Pr.~ão. Dynastt'a. V. Da Regcncia.0 Do lmperio do Brasil. II. VIII. I. e· Promulgação elas Leis 13 CAP..~ Dor. ])0 Poder J-"IqderadG'Jf' CAP.€t1: jiJ. VII. lU.

e Garantias dos Direitas Civis. e Tri6wU(es d~ . 0 Das DisposiçÕes geraes. II.o. e Politicos dos Ci. 7.. Dos Ut . .I1dministraçã() CAP. I. 6:. 8. TIT.D9 Poder Ju. Das Canwras CAP. e Ecanomi(J das Provineias CAP.T. Justiça. tcial CAP. III. Da Fazenda Nacional TIT. dadãos Br~ilciros 35 38 39 ~O . . Da . 0 Da AdJ1tinistraç(. UNICO..