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1. Leia atentamente o seguinte texto e responda.

Vai levando Mesmo com toda a fama Com toda a brahma Com toda a cama Com toda a lama A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando essa chama Mesmo com todo o emblema Todo o problema Todo o sistema Toda Ipanema A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando essa gema Mesmo com o nada feito Com a sala escura Com um nó no peito Com a cara dura Não tem mais jeito A gente não tem cura Mesmo com todavia Com todo dia Com todo ia Todo não ia A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando A gente vai levando essa guia (BUARQUE, Chico e VELOSO, Caetano. “Vai levando”. ln: Chico Buarque & Maria Bethânia. Lp Philips n? 6 349 146,1975. L. 2. f. 7.) a) Na letra da música acima, prevalece a denotação ou a conotação? Justifique. b) Destaque quatro palavras do texto usadas em sentido conotativo e comente-as. c) Escreva uma frase com cada uma das quatro palavras selecionadas na resposta anterior de maneira a prevalecer seu sentido denotativo. Brejo da Cruz A novidade Que tem no Brejo da Cruz E a criançada Se alimentar de luz Alucinados Meninos ficando azuis E desencarnando Lá no Brejo da Cruz Eletrizados Cruzam os céus do Brasil Na rodoviária Assumem formas mil Uns vendem fumo Tem uns que viram Jesus Muito sanfoneiro Cego tocando blues Uns têm saudades E dançam maracatus

e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assustava as calmas águas do riacho. começou a subir e apagou. Guardas-noturnos. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. f. vozes veladas. ln:Chico Buarque. 1. se houver. f) Ainda em relação aos versos que respondem ã pergunta anterior: qual a figura de construção que eles apresentam? g) O texto afirma que. e) João pegou de um livro. Essa assimilação é realmente possível? Comente-a. Observe a oração: “O tique-taque do relógio nos perturbava”. No texto de Cruz e Sousa temos exemplo de: a) paralelismo b) versos brancos c) eufemismo . 3. casais São passageiros Bombeiros e babás Já nem se lembram Que existe um Brejo da Cruz Que eram crianças E que comiam luz São faxineiros Balançam nas construções São bilheteiras Baleiros e garçons Já nem se lembram Que existe um Brejo da Cruz Que eram crianças E que comiam luz ( HOLANDA. Na frase: “O fio da idéia cresceu. Chico Buarque de. ganhou velocidade e capotou. Qual o fonema? Indique cinco palavras em que ele apareça. d) Fui “Qual o fonema?” temos uma figura de linguagem. conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. L. Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos. LP Barclay nº 825 161. muitas vezes. vivas. o compositor faz um jogo entre duas palavras. Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática. c) O balão inflou. E de palavra. engrossou e partiu-se” ocorre processo de gradação. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. Aponte-o. ganhou altura e caiu. Não há gradação em: a) O carro arrancou. e) Com o espinho enterrado no pé. um processo metafórico e outro metonímico presentes no texto. b) Aponte.Uns atiram pedra Outros passeiam nus Mas há milhões desses seres Que se disfarçam tão bem Que ninguém pergunta De onde essa gente vem São jardineiros. d) A inspiração surgiu. veludosas vozes.) a) Aponte dois exemplos de hipérbole. de construção ou de pensamento? Que figura é? e) A Partir de semelhanças sonoras. o disfarce utilizado pelos naturais de Brejo da Cruz é tão assimilado que eles já. Qual é a figura de linguagem da expressão destacada? 4. levantou-se rápida à procura do pai. estabelecendo uma relação de causa e efeito. tomou conta de sua mente e frustrou-se. ouviu um disco e saiu. Volúpias dos violões. nem se lembram que existe um Brejo da Cruz”.” (Cruz e Sousa) 6. 2. 5. c) O texto apresenta uma sonoridade obtida pelo emprego constante de um fonema. Texto para a questão de nº 6: Vozes veladas. b) O avião decolou. vulcanizadas. vás.

” “. movimento e voz a coisas inanimadas. ação. c) hipérbole – antítese. cada uma identificada por uma de suas características mais genéricas: I.” d) “Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios. eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho.” c) “Qual um filósofo. e) metonímia – assíndeto. Nos dois primeiros versos: O vento voa a noite toda se atordoa. eu que permaneço”.metonímia: a parte pelo todo. indique as respectivas figuras de linguagem: a) prosopopéia – aliteração. que aprenderam sozinhos o mistério das cousas.’’ e) “Os meus sentidos estavam tão aguçados. aparece a mesma figura: a) metáfora b) metonímia e) hipérbole d) personificação e) antítese 10. Quanto ao sentido figurado no texto. respectivamente. (PUCSP) Nos trechos: “. 12. as seguintes figuras de linguagem: a) prosopopéia e hipérbole b) hipérbole e metonímia c) perífrase e hipérbole d) metonímia e eufemismo e) metonímia e prosopopéia 9.” b) “E mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser.d) aliteração e) hipérbole 7. considere as três figuras abaixo relacionadas. (UM-SP) Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. (São Marcos-SP) Na frase “Ao pobre não lhe devo nada”. encontramos um caso de: a) anacoluto b) pleonasmo c) elipse d) zeugma e) solecismo 8. II. a) “Rio como um regato que soa fresco numa pedra. Leia os versos abaixo e responda: 1 – Vontade de beijar os olhos de minha pátria De niná-la. o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas.o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja” encontramos.em um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major. A seguir. b) metáfora – gradação.. III. A partir dos exemplos 1 e 2... observe os exemplos e os relacione com as figuras de linguagem: .. de passar-lhe a mão pelos cabelos”. d) aliteração – personificação.personificação: atribuição de vida.” 11.eufemismo: suavização de uma palavra ou expressão. 2 – “Pátria.

” ) “Powell tinha a arte na ponta dos dedos.” e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso. 13. parada. figuras de pensamento e figuras de palavras. Como diria o torcedor de um time muito ruim Como diria o pai de um aluno que corre o risco de ser reprovado Como diria o pai de um aluno burro Paulo. b) II.” ) “Baden Powell deixou o mundo em saudade. III. Figuras de som a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais. “Na sala. III. I. III.” c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos. I.” A seqüência correta é: a) III. “De tudo ficou um pouco. “Esperando.. Do meu medo. 4. pregada na pedra do porto. penso e peço. c) III. “Eu que passo. “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral. figuras de construção. 6. I. I. II. com o que está implícito.” (omissão de havia) b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. A silepse pode ser: • De gênero Vossa Excelência está preocupado. Subdividem-se em figuras de som. 3. II. teatro. Do teu asco. Ele prefere cinema.” Figuras de construção a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. 5. (omissão de prefiro) c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. 2. “ E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (. eu. . mas com o que se subentende. apenas quatro ou cinco convidados. mas de significados distintos. seu trabalho de português está horrível! Ele é um ignorante Você é um mentiroso! Eles são grosseiros - As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens.( ( ( ) “A bossa nova ficou mais triste. d) II. 7. Crie eufemismo para os seguintes casos: 1.)” d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.” b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. II. e) I..

batendo. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. É dor que desatina sem doer” Figuras de pensamento a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários. Observe: Não tinha teto em que se abrigasse. restrugindo. Ele enriqueceu por meios ilícitos. com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. torna-se outro por . obtendo-se. efeito crítico ou humorístico. “Meu pensamento é um rio subterrâneo. pois. ou seja. Todavia. procura-se suavizar alguma afirmação desagradável. Senhor Deus!” Figuras de palavras a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual.” b) metonímia: como a metáfora. consiste numa transposição de significado. a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança. uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido. É um contentamento descontente. É ferida que dói e não se sente. A vida. como na metáfora.” c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca. f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax) “Um coração chagado de desejos Latejando. “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. (teto em lugar de casa) c) catacrese: ocorre quando. O jardim olhava as crianças sem dizer nada. “Os jardins têm vida e morte.” h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. com isso.” b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual. isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. “E rir meu riso e derramar meu pranto. “ Amor é um fogo que arde sem se ver.” f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. A metáfora implica. “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. (em vez de ele roubou) d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática. Normalmente. por falta de um termo específico para designar um conceito. Estou morrendo de sede.” g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada). em síntese. • De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca. de palavras que se opõem pelo sentido. (em vez de estou com muita sede) e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.• De número Os Lusíadas glorificou nossa literatura. g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. não sei realmente se ela vale alguma coisa. uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado.

sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. refere-se às figuras de linguagem. pesquiza (em vez de pesquisa) prototipo (em vez de protótipo) b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática. não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado. O guarda deteve o suspeito em sua casa. O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles) e) sinestesia: trata-se de mesclar. numa expressão. d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade: . Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático. A luz crua da madrugada invadia meu quarto. O menino repetente mente alegremente. denominado norma culta ou língua padrão. em se tratando da linguagem escrita.. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas. este não é considerado vicioso. devido ao uso contínuo. Entretanto. desvio na sintaxe de concordância) c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido. O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade.empréstimo. Fazem dois meses que ele não aparece. a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta. temos os chamados vícios de linguagem. . Vícios de linguagem A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua.. f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som. e) pleonasmo vicioso: consiste na repetição desnecessária de uma ideia. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?) d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras. O pé da mesa estava quebrado. Paguei cinco mil reais por cada. (em vez de faz .