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Rococó

O termo rococó forma da palavra francesa rocaille, que significa "concha", associado a certas fórmulas decorativas e ornamentais como por exemplo a técnica de incrustação de conchas e pedaços de vidro, usados na decoração de grutas artificiais. Foi muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas.

História
O rococó é um movimento artístico europeu, que aparece primeiramente na França, entre o barroco e o Arcadismo. Visto por muitos como a variação "profana" do barroco, surge a partir do momento em que o Barroco se liberta da temática religiosa e começa a incidir-se na arquitetura de palácios civis, por exemplo. Literalmente, o rococó é o barroco levado ao exagero de decoração. A expressão "época das Luzes" é, talvez, a que mais frequentemente se associa ao século XVIII. Século de paz relativa na Europa, marcado pela Revolução Americana em 1776 e pela Revolução Francesa em 1789. No âmbito da história das formas e expressões artísticas, o Século das Luzes começou ainda sob o signo do Barroco. Quando terminou, a gramática estilística do Neoclassicismo dominava a criação dos artistas. Entre ambos, existiu o Rococó. Na ourivesaria, no mobiliário, na pintura ou na decoração dos interiores dos hotéis parisienses da aristocracia, encontram-se os elementos que caracterizam o Rococó: as linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais. O Rococó é também conhecido como o "estilo da luz" devido aos seus edifícios com amplas aberturas e sua relação com o século XVIII. Em Portugal aparece na numismática a cerca de 1726 e prolongou-se até 1790 nos principais domínios artísticos. Na corte e no Sul do país desaparece mais cedo, dando lugar ao neoclassicismo. É nas províncias do Norte, particularmente Noroeste, que se encontra a versão mais original do património artístico rococó metropolitano, graças à talha dourada de formas «gordas» de certas igrejas do Porto, Braga, Guimarães, etc., executada por notáveis artistas na segunda metade do século XVIII (Fr. José de Santo António Vilaça, Francisco Pereira Campanhã, etc.) e na escultura ganítica, que decora numerosos edifícios religiosos e profanos na área: igreja da Ordem Terceira do Carmo (1758-68) por José Figueiredo Seixas, Capela do Terço (1756-75); em Viana do Castelo, a capela dos Malheiros Reimões, etc. Os pintores mais representativos foram François Boucher, Antoine Watteau e Jean-Honoré Fragonard No Brasil o estilo revelou-se tardiamente, pois já no início do século XIX, na escultura de madeira e de «pedrasabão», na pintura mural e na arquitectura, com José Pereira Arouca, Francisco Xavier de Brito, Manuel da Costa Ataíde e António Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Características
O rococó tem como principais características:
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Cores claras; Tons pastéis e douramento; Representação da vida profana da aristocracia; Representação de Alegorias; Estilo decorativo; Possui leveza na estrutura das construções; Unificação do espaço interno, com maior graça e intimidade; Texturas suaves;

tonalidades claras e luminosas em que predominam os rosas. os êxtases torturantes. em ascensão como classe. Tudo vai falar quase que exclusivamente das graças da mulher. Trata-se de natural desenvolvimento do barroco. frívolos.• Hedonismo. ociosa e fútil. da música. diz Louis Réau. que se inspirará. os apóstolos e santos compungidos. chega ao nosso país. nem as massas sintéticas e tumultuosas. muito menos os violentos contrastes de claro-escuro e as cores intensas para as sugestões de drama. as paisagens e os céus tempestuosos dos barrocos são substituídos por Vênus e ninfas. Fragonard e Boucher. ociosa e parasitária. sob o nome de D. os interesses e os hábito da aristocracia palaciana. os calvários sangrentos. heróico e dramático. como as artes renascentistas. os acontecimentos sagrados narrados dramaticamente. cujas graças jamais tinham sido cantadas como souberam cantá-las Watteau. São cenas de boudoir ou de alcova. de salão ou de interiores luxuosos. As virgens dolorosas. Quando as cenas bíblicas aparecem são também aristocratizadas. O século é o da mulher. em plena marcha para o poder político que conquistará com a Revolução Francesa. Assim é que expressão da burguesia. os martírios cruéis. São pinceladas rápidas. que rivalizam com os homens e forçam as portas da Academia. nas suas violências expressivas e no seu realismo de inspiração popular. marqueses e marquesas maneirosos. verdes e lilases. tirada do vocabulário das artes decorativas. mundanos e galantes. Desaparecem praticamente a pintura religiosa. leves e curtas. para designar a fase do barroco compreendida entre 1710 e 1780. através de Portugal. O rococó é um estilo eminentemente francês. Agora. delicados e feéricos. fantasia e erotismo. olhos levantados aos céus. é o aparecimento de retratistas femininos. ao passo que expressão da aristocracia. Irradia-se pela Europa e. classe em decomposição. o rococó expressará na sua delicada elegância caprichoso decorativismo e inspiração fantasista e mundana. sobretudo no mobiliário. As transformações começam pelos temas. os temas são outros. tudo isso se transforma ou desaparece. A ARTE ROCOCÓ O ROCOCÓ é o estilo que predomina nas artes européias durante o século XVIII. Também a técnica se transforma na pintura. que marcara com o seu domínio a sociedade feudal. substituído pela graciosidade decorativa. que estava evoluindo para o estágio industrial e capitalista. para se atenuar e finalmente desaparecer nas duas últimas décadas do século. Entre os estilos Luíses da França. festas e reuniões em jardins e paisagens de sonho. Não são mais as pinceladas impulsivas e pastosas do barroco. A Pintura Na pintura as transformações são completas. amorzinhos petulantes. Também o gosto da prática das artes. os franceses que melhor representam essa pintura. filho mais novo de Johann Sebastian Bach. festas e reuniões em parques e jardins. Arte rococó Música rococó O estilo de música utilizada no rococó é de difícil definição. Os pintores tornam-se exímios na representação dos tecidos finos. o barroco foi sobretudo vitalidade e movimento. gigas. elemento na época profusamente usado e caprichosamente estilizado pelos decoradores e ornamentistas. o espírito. militar e agrária. azuis. a começar pela denominação. Ocorre. a mentalidade e os interesses da burguesia manufatureira e mercantilista. realista e popular. quando surgem as manifestações iniciais do neoclassicismo. da pintura . Esta simples circunstância define a sua natureza caracteristicamente decorativa e ornamental. é o chamado estilo Luís XV. que se originou da palavra francesa rocaille (concha). João V. tafetás e veludos. em que se havia transformado a antiga nobreza feudal. É caracterizado por sarabandas. aristocratismo e mundanidade. A denominação rococó teria sido usada pela primeira vez em 1830. sedas e brocados achalamotados. na antigüidade clássica greco-romana. porém. que enquanto no século XVII o barroco traduzira na sua energia. minuetos e outras galanteries. Tudo quanto o barroco possuía de teatral. vaporosidade das gases e musselinas e das carnações femininas. as madalenas aflitas. desenho decorativo. pastorais idílicas e sobretudo nus femininos. Uma das particularidades da época. as virgens e madalenas agoniadas e soluçantes. o rococó será sobretudo fragilidade e graça. Um dos compositores deste estilo é Johann Christian Bach. em suma. o cotidiano da aristocracia.

rendas. as três direções da pintura francesa no século XVIII são . a técnica de pintura mais apreciada fosse justamente o pastel. predomina o gênero nitidamente rococó. da porcelana e do minueto. flôres e folhagens. Aplica-se o pastel sobre papel rugoso ou com a superfície áspera. que se chamará neoclassicismo e marcará artisticamente o primeiro quartel do século XIX. próprios para acentuar as partes do desenho. isto é. se comemorar a alegria de viver. neste sentido. O terceiro aspecto é a corrente realista.e da gravura. em que o amor de Deus pelo homem assume agora a forma de uma . para as massas de cor. entre 1730 e 1780. Nos seus temas e técnicas. O pastel. vão se tornar dominadoras e características no século XIX. dava opiniões. mas sem a dramaticidade pesada nem a religiosidade do barroco. Desse modo. para recebe-lo e fixa-lo. pela vontade divina. é um giz colorido. agora diretamente inspirado na antigüidade greco-romana e nos mestres renascentistas italianos. que está para desaparecer na convulsão sangrenta da grande revolução burguesa. como se fosse artista profissional e vivesse daquilo. nudez feminina e minueto. graciosa luminosa e fantasista. porcelanas. os artistas do rococó a denunciavam com a mesma fragilidade. adrede preparada. caracteriza-se pela fragilidade e efemeridade. grandes artistas. como estuque nas decorações arquitetônicas e a porcelana na escultura decorativa. pastoso e aderente. Assim é que os artistas profetizam e denunciam. As duas últimas. Discutia problemas de técnica e de expressão. com maior nitidez. realismo e neoclassicismo. as transformações da sociedade do que mesmo rigorosas conclusões dos cientistas sociais. jardins e comédias galantes. sofria sofrimentos de artista. Na primeira metade do século. um dos elementos decorativos mais característicos desse estilo. quando o século dourado acabará. O pastel foi verdadeira moda no século XVIII. Rococó O rococó é um estilo que se desenvolveu principalmente no sul da Alemanha. sempre avisaram. especialmente no retrato.rococó. Enquanto os ideólogos da monarquia absoluta a proclamavam eterna. pelo exagero. Tenta-se. Quase todo o século XVIII será mais nitidamente rococó.. laços. Os grandes reformadores sociais são. embora à primeira vista suas formas lembrem maneirismos ainda mais intrincados do que os do período anterior. as artes rococós estão revelando. no balanço final. Há pastéis mais duros. a fragilidade e efemeridade da classe cujos interesses e espírito tão fielmente souberam expressar . Os temas mundanos e galantes do rococó estão sendo substituídos pelos temas históricos. efemeridade e feminilidade de estuque. em substituição aos modelos do academismo da escola bolonhesa dos Carracci. Esta faculdade artística parece indispensável ao verdadeiro estadista. Porém. continuadora da escola dos irmãos Le Nain. A Marquesa de Pompadour. que buscavam uma elegância requintada. Pintura Francesa no Século XVIII A pintura Francesa apresenta no século XVIII três aspectos diferentes. Para muitos teóricos. influenciada pelos realistas barrocos holandeses e flamengos. Esta a lição dos fatos da história das artes. São artistas que fixam cenas da pequena burguesia e da vida provinciana. o neoclassicismo e o realismo. na alta sociedade. um espírito que se reflete inclusive nas obras sacras. entre cujos representantes se destaca Jean Baptiste Chardin. É bastante significativo que naquele século de estuques. por exemplo. sedosidade dos cabelos. O nome vem do francês rocaille (concha. em última instância. estudava desenho e gravura com o pintor Boucher. ou mesmo sobre camurça. feito com terras bem moídas. tão bem representada por Watteau e Fragonard. como podemos ver. que deve ver mais longe do que o comum dos governados. Outra particularidade da época é a generalização da técnica do pastel. a chamada pintura fêtes galantes. espelhos. patrióticos e moralizadores da nova tendência. Austria e França. sua filosofia é bem diferente. cascalho).a aristocracia. pois se presta com facilidade à expressão de certos efeitos de delicadeza e leveza dos tecidos. o rococó nada mais é do que a coroação do barroco. maciez da pele feminina. caracterizado pelo excesso de curvas caprichosas e pela profusão de elementos decorativos como conchas. na refinada artificialidade dos detalhes. Na segunda metade do século volta o academismo clássico. Existe uma alegria na decoração carregada. outros mais brandos. ao bom entendedor. na teatralidade. com as escolas fundadas por David e Coubert. Quase todos os grandes pintores rococós foram também pastelistas. Os artistas sempre forma premonitórios. sempre estão avisando. de luzes e brilhos. Quer dizer. que.

O Sul da Alemanha e a Áustria foram os locais em que a arte rococó mais se desenvolveu. intransferível e independente dos conceitos em vigência numa determinada região. Todavia. que levou uma parte da crítica a classificá-lo de pintura fútil. Através de ornatos ilusionistas e figuras escultóricas que voam. Tal como acontecera com o Barroco. O estilo colorido e galante predomina principalmente na decoração do interior de igrejas.no conjunto. que se prendia fortemente à figura religiosa. Outro ponto de contato com o barroco é a ênfase . Uma arte essencialmente decorativa Trata-se de um termo primitivamente associado às artes decorativas e que acabou sendo usado também para designar a arquitetura. Ao contrário do Barroco. sem que o mesmo fosse forte em seu país de origem. . diferencia-se do Barroco principalmente pela leveza e delicadeza com que se exprime. ainda maior . Individualista. a decoração se sobrepõe à estrutura e o interior sobre o exterior do edifício. Um bom exemplo desse individualismo é Goya. contudo. num efeito mágico de leveza. a vida da corte era objeto comum da arte rococó. Tudo é mais leve. A arquitetura dos irmãos Asam é fundamental dentro do rococó. de planejamento mais modesto. mas fiel ao conjunto Era a arte pessoal. palácios e teatros. tamanha a minúcia. ele não prosperou nesse país e praticamente deixou de existir após a metade do Século 18.no caso do rococó. a pintura e a escultura do período. como a despreocupada vida nas grandes cortes de Paris ou Viena. espalhando-se pela Europa no século XVIII. foi o surgimento de mestres de determinadas nacionalidades como grandes expoentes do estilo. É considerado uma espécie de continuação um pouco modificada da arte barroca. Rococó O Rococó é um estilo artístico que nasceu na França no ano de 1700. as paredes quase desaparecem. o Rococó também ganha características locais nos diferentes lugares em que se manifesta.infinidade de anjinhos rechonchudos. tratada de maneira crítica ou não. onde a ornamentação chega a um grau de extravagância quase quebradiça. Arquitetura. sem que. O paradígma do salão rococó é a Kaisersaal do Palácio de Wurzburg. considerado um dos principais artistas do período. Embora surgido na França. a Espanha tivesse realmente assimilado a arte rococó. Comum nesse período. Em sua série de igrejas do sul da Alemanha. a temática do Rococó mostra preferencialmente uma vida de divertimento. escultura e pintura deveriam se complementar num todo harmônico. individual. No caso da França. mas também produz obras inquietantes na pintura e na escultura. oferecendo menos exuberância e vigor. Era comum ainda a colaboração de vários artistas das diferentes especialidades para obtenção de tal efeito.

Um dos exemplos mais conhecidos de seu trabalho é o Salon de la Princesse no Hôtel de Soubise (1732). conhecido. 1697 – id. pintor francês (Valenciennes. Trata-se de uma rica sala de recepção numa casa particular. tendo recebido influências de Rubens e da Escola Veneziana. por suas estampas. bastante influenciado por Tiepolo e Velázquez. uma obra de interior rico e grandioso. 1684 . O mais velho deles. O pintor flamengo estabelecido em Paris. é conhecido. Na pintura. mestre em cenas campestres. Mestre do ilusionismo barroco. com belíssimos resultados. pela construção de palácios para príncipes. O veneziano Tiepolo é considerado um dos maiores artistas do Século 18. 1721). temos grandes nomes como Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770). na Baviera. arquiteto e engenheiro alemão (Cheb. Gabriel. Antoine Watteau (1684-1721). Giovanni Domenico Tiepolo. Praticou uma arte moralizante e fixou os costumes da época. além da Itália. William Hogarth é tido como o fundador da famosa escola inglesa de pintura (até então a Inglaterra não tinha demonstrado realmente grandes nomes nessa expressão artística pela qual notabilizar-se-ia posteriormente). extremamente popular na Paris do Século 18.Madri.1721). É fantástica a integração entre as formas arquitetônicas e a decoração e pinturas presentes na moradia. HOGARTH (William). Balthasar Neumann. Sua inventiva é brilhante. celebrizando-se pelas obras. entre outras coisas. Foi o autor das pinturas realizadas na construção de Neumann "Residenz".Artistas do Rococó Na arquitetura destaca-se Gabriel-Germain Boffrand (1667-1754) e Johann Balthasar Neumann (1687-1753). Preferiu os temas campestres. William Hogarth (1697-1764) e Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828). WATTEAU (Antoine). ao lado do pai. por seu trabalho de crítica sutil na corte de Charles IV. Francisco Goya é talvez um dos mais famosos pintores do período. e o colorido.Antoine Watteau (1684 . 1770). inclusive os próprios filhos.Würzburg. construía casas para a aristocracia francesa. NEUMANN (Johann Balthasar). como a extremamente bem humorada série "Marriage à la Mode". é conhecido.. Foi também célebre pelos retratos. sendo o mais famoso chamado "Residenz". 1764).Nogent-sur-Marne. 1696 . as "festas galantes". Suas preferências caíam nas pinturas de cunho moralizante tiradas de sátiras. pintor e gravador italiano (Veneza. em Würzburg. na corte espanhola de Charles III. Tiepolo iniciou na pintura vários assistentes. Boêmia. Seu genro Francesco Guardi também é considerado excelente paisagista do período. por sua vez. arquiteto alemão. as cenas bucólicas. em Madrid. Trabalhou. Entre suas obras principais estão o palácio de residência de Würzburg e a igreja dos Vierzehnheiligen (14 santos). 1753). . Os personagens da Comédia dell’arte e os da Comédia Francesa aparecem freqüentemente em sua obra. Jean. TIEPOLO (Giambattista). em que elementos como janelas e espelhos são usados para dar a sensação de amplitude e fragmentar a luz. claro e alegre. 1687 . pintor e gravador inglês (Londres. Seu estilo é considerado o do rococó tardio. preocupando-se sempre com a harmonização entre a construção e a decoração de seu interior ao estilo rococó. é outro importante pintor do período.

pitoresco. mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoração de interiores. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. François Boucher. Merecem destaque. "Anjo da guarda". Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas.com. as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado. sempre com grande perfeição no desenho. em que se afirmou o predomínio político e cultural da França sobre o resto da Europa.O Rococó na escultura Na escultura temos Egid Quirim Asam (1692-1750). Principal Artista Johann Michael Fischer. Mais do que nas peças esculpidas. as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica. Restaurou dezenas de igrejas. um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. escultor alemão. (1692-1766). Ignaz Günther.br Rococó Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco. com sua obra "A Ninfa e o Sátiro". Principais Artistas Antoine Watteau. (1725-1775). "Pietà". que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. Fonte: www. quer cronológica. distinguiu-se pela criação de santos e anjos de grande tamanho. alguns retratos. não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó. membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque. responsável por vários edifícios na Baviera. paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio"). ou Clodion. (1703-1770). PINTURA Durante muito tempo. escultor alemão. Além dos quadros de caráter mitológico. Grande mestre do estilo rococó. marco do rococó bávaro. Principais Artistas Johann Michael Feichtmayr. ainda. as esculturas realizadas em larga escala. ao contrário do que ocorreu na arquitetura. Alemanha. e Claude Michel. "Anunciação". cada uma com existência própria e individual. ESCULTURA Na escultura e na pintura da Europa oriental e central. é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. mas a alegre descontração do estilo rococó. exemplificado pela obra "Assunção da Virgem". responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren. na Abadia de Rohr. quer estilisticamente. (1709-1772). o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. pintou. (1684-1721). mosteiros e palácios. obras-primas dos interiores rococós. em especial na Alemanha e na Áustria. um dos últimos expoentes do rococó francês. No final do reinado de Luís XIV. .

as gravuras e relevos de Jean Bérain a pintura de Jean-Antoine Watteau (1684 . de cenas galantes em paisagens idílicas. Peregrinação à Ilha de Cítera. The Creation of the Rococo. águas em cascata ou brotando do solo. irredutível ao barroco e ao clássico. preferencialmente articulado às artes decorativas e ornamentais.Jean-Honoré Fragonard . formações rochosas.1754). O termo tem origem na palavra francesa rocaille [rocalha] . Um exemplo característico do estilo na França pode ser encontrado no Salão Oval da Princesa do Hôtel Soubise de Paris (1738-1740). Ao redor de 1760. o Grande. Foi um dos últimos expoentes do período rococó. A partir de então. dotando-as de maior funcionalidade e conforto. Na arquitetura. que se combinam aos arabescos com linhas curvas em "c" ou "s". Os anos compreendidos entre 1730 e 1770 marcariam o rococó propriamente dito com a projeção de uma nova leva de artistas . como o mobiliário.1770). Jean-Honoré Fragonard (1732 . o rococó deixa de ser visto como uma variante do barroco. o "estilo regência". Rococó Principal estilo de época do século XVIII europeu.1721).1806). com a introdução de curvas flexíveis e de linhas mais soltas. nas pilastras. Datam desse momento. com a obra clássica do historiador Fiske Kimball sobre o assunto. gênero maior da pintura rococó. desde a origem até o século XIX. o uso da luz (pelas "janelas francesas" que descem ao chão) e dos espelhos. 1757. Na pintura. Os alemães se antecipam ao empregar o termo em sua acepção moderna de estilo artístico referido à arquitetura e artes ornamentais na segunda metade do século XIX. . que se fixam as origens do estilo na França em meados do século XVIII. Nicolas Pineau (1684 . Mas será apenas em 1943. desenhista e retratista de talento. Os traços mais salientes do estilo rococó relacionam-se ao uso das rocailles. como atesta sua célebre Banhista. Os historiadores da arte distinguem dois momentos do rococó. (1732-1806).1736) e Jean-Marc Nattier (1685 .1744). Jacques de Lajoue II (1687 1761). e um dos mais antigos precursores do impressionismo. libertando-o assim do sentido pejorativo que o acompanha.Juste Aurèle Meissonnier (1695 . sobretudo nos interiores.1766).que trabalham na remodelação das residências urbanas da nobreza e alta burguesia parisiense (os chamados hôtels). os nomes mais importantes dessa fase são François Boucher (1703 . e a estátua eqüestre de Pedro. Etienne Maurice Falconet (1716 . Um que vai de 1690 a 1730. plantas e flores delicadas. Jean-Baptiste Pater (1695 . Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza. apelando para a leveza. a porcelana e a ourivesaria. caracterizado por uma arte alegre e sensual. . graça e para os coloridos suaves. em Leningrado. apresentada à Academia em 1717). medalhões e troféus que tomam conta das decorações. passando a ser considerado um estilo autônomo.que se populariza por analogia ao termo italiano barocco. Na escultura. As composições realizadas com extrema liberdade e fantasia mesclam a sinuosidade das linhas com motivos tirados da natureza: pássaros e pequenos animais. Nesse sentido é que o estilo se desenvolve ligado à ornamentação de interiores. O luxo da decoração interna tem o seu contraponto na simplicidade das fachadas externas dos edifícios.1750). boa parte delas consideradas menores. a tapeçaria. as decorações de Pierre Lepautre (1660 . as cores claras. marcado pelo rompimento com a rigidez arquitetônica do estilo Luís XIV. com conchas e rochas . assistimos à retomada das tendências e repertórios clássicos.tipo comum de decoração de jardins do século XVIII.1791) é considerado a expressão mais relevante do rococó. predominam os traçados sinuosos. o rococó se desenvolve como uma sutilização à complexidade formal e aos excessos do barroco. pintor mais importante do período que imortaliza "as festas galantes" (por exemplo. atual São Petersburgo.

Chama a atenção nesse processo a sua penetração na arte religiosa. retoma. imprime à pintura da época não apenas um repertório novo. desde a origem até o século XIX. em Pernambuco. 1986.ed. São João Del Rey. Em Boucher. Ian. Mas será apenas em 1943. ligam-se diretamente ao prazer e ao divertimento o que leva os estudiosos a falarem em um fundo hedonista presente nas mais diversas manifestações do rococó. os temas mitológicos associam-se às cenas galantes. adquirindo feições originais. vai conhecer expressão maior seja na região da Baviera. que consiste em justapor pequenas manchas de tinta sobre a tela. A arquitetura religiosa rococó. O rococó religioso no Brasil e seus antecedentes europeus. o rococó liga-se à sociabilidade elegante do período. il. 1112 p. Nattier. às modas e maneiras cotidianas que têm nos salões literários e artísticos expressão significativa. em clave um pouco distinta. a associação entre vida cortesã e temas mitológicos. Congonhas do Campo etc. No caso do Brasil.br Rococó Principal estilo de época do século XVIII europeu. 2001. como também um método particular. O termo tem origem na palavra francesa rocaille (embrechado) — tipo comum de decoração de jardins do século XVIII. libertando-o assim do sentido pejorativo que o acompanha.org. A vivacidade e alegria da vida cotidiana. em diversas cidades mineiras (Ouro Preto. de fraco desenvolvimento na França. no que será seguido por Pater. além da frivolidade elegante da sociabilidade cortesã francesa. São Paulo: Martins Fontes. principal retratista do período. seja na zona portuguesa do Minho e logo depois no Brasil. pioneiro no interesse pelas festas campestres e pelas cenas teatrais.O Balanço . La Nuova enciclopedia dell'arte Garzanti. Bibliografia CHALVERS. . 1751. 1737. seu aluno. De Lamberc como Minerva. o rococó se desenvolve como uma sutilização à complexidade formal e aos excessos do barroco.il. Os alemães se antecipam ao empregar o termo em sua acepção moderna de estilo artístico referido à arquitetura e artes ornamentais na segunda metade do século XIX. Watteau. OLIVEIRA. Tradução Marcelo Brandão Cipolla.Enraizado culturalmente no século XVIII. As artes. p&b.itaucultural. rondam também a pintura rococó. observa-se a forte penetração do rococó na arquitetura religiosa desde meados do século XVIII no Rio de Janeiro. com conchas e rochas — que se populariza por analogia ao termo italiano barocco. adaptando-se a contextos muito diversos. mas também pela Espanha e Portugal. o estilo sofre as influências do barroco italiano e das tradições autóctones. contrariando uma origem ligada à nobreza e à vida mundana. Paraíba e Belém. especificamente.). Nessas regiões. Myriam Andrade Ribeiro de. A polidez e a performance social que os salões evidenciam vêm acompanhadas da importância do luxo e refinamento (do espírito e do corpo). O estilo rococó se internacionaliza rapidamente pela Europa Central. nesse contexto. The Creation of the Rococo. Dicionário Oxford de Arte. apelando para a leveza. São Paulo: Cosac & Naif. como exemplificam as telas de Boucher e de Fragonard. que se fixam as origens do estilo na França em meados do século XVIII. por exemplo em Mme. graça e para os coloridos suaves. 2. Fonte: www. 343p. 2003. p&b. que explora também as paisagens e a pintura histórica. color. com a obra clássica do historiador Fiske Kimball sobre o assunto. As cores delicadas e o erotismo do mestre encontram ressonância no trabalho de Fragonard . 1766. como na famosa Menina reclinada. Milano: Garzanti Editore.

assistimos à retomada das tendências e repertórios clássicos. Nesse sentido é que o estilo se desenvolve ligado à ornamentação de interiores. Etienne Maurice Falconet (1716-1791) é considerado a expressão mais relevante do rococó. atual São Petersburgo. que explorou também as paisagens e a pintura histórica. além da frivolidade elegante da sociabilidade cortesã francesa. As composições realizadas com extrema liberdade e fantasia mesclam a sinuosidade das linhas com motivos tirados da natureza: pássaros e pequenos animais. As artes. como na famosa Menina reclinada (1751). passando a ser considerado um estilo autônomo. imprime à pintura da época não . Os traços mais salientes do estilo rococó relacionam-se ao uso das rocailles. nesse contexto. gênero maior da pintura rococó.Juste Aurèle Meissonnier (1695-1750). Na arquitetura. o rococó liga-se à sociabilidade elegante do período. A polidez e a performance social que os salões evidenciam vêm acompanhadas da importância do luxo e refinamento (do espírito e do corpo). os temas mitológicos associam-se às cenas galantes. como atesta sua célebre Banhista (1757). marcado pelo rompimento com a rigidez arquitetônica do estilo Luís XIV. dotando-as de maior funcionalidade e conforto. O luxo da decoração interna tem o seu contraponto na simplicidade das fachadas externas dos edifícios. retoma. pioneiro no interesse pelas festas campestres e pelas cenas teatrais. As cores delicadas e o erotismo do mestre encontram ressonância no trabalho de Fragonard — O Balanço (1766). como exemplificam as telas de Boucher e de Fragonard. na antiga Leningrado. pintor mais importante do período que imortaliza “as festas galantes” (por exemplo. plantas e flores delicadas. Na escultura. o rococó deixa de ser visto como uma variante do barroco. que se combinam aos arabescos com linhas curvas em “c” ou “s”. as decorações de Pierre Lepautre (1660-1744). De Lamberc como Minerva (1737). boa parte delas consideradas menores. ligam-se diretamente ao prazer e ao divertimento o que leva os estudiosos a falarem em um fundo hedonista presente nas mais diversas manifestações do rococó. águas em cascata ou brotando do solo. Datam desse momento. Um exemplo característico do estilo na França pode ser encontrado no Salão Oval da Princesa do Hôtel Soubise de Paris (1738-1740). A vivacidade e alegria da vida cotidiana. e a estátua eqüestre de Pedro. medalhões e troféus que tomam conta das decorações. a porcelana e a ourivesaria. apresentada à Academia em 1717). Um que vai de 1690 a 1730. Peregrinação à Ilha de Cítera. Jacques de Lajoue II (1687-1761). o uso da luz (pelas “janelas francesas” que descem ao chão) e dos espelhos. os nomes mais importantes dessa fase são François Boucher (1703-1770). irredutível ao barroco e ao clássico. as gravuras e relevos de Jean Bérain a pintura de Jean-Antoine Watteau (1684-1721). Na pintura. Os anos compreendidos entre 1730 e 1770 marcariam o rococó propriamente dito com a projeção de uma nova leva de artistas . formações rochosas. Nattier. predominam os traçados sinuosos. como o mobiliário. o Grande. sobretudo nos interiores. principal retratista do período. preferencialmente articulado às artes decorativas e ornamentais. com a introdução de curvas flexíveis e de linhas mais soltas. Ao redor de 1760. Nicolas Pineau (1684-1754). JeanHonoré Fragonard (1732-1806). Jean-Baptiste Pater (1695-1736) e Jean-Marc Nattier (1685-1766).A partir de então. a tapeçaria. às modas e maneiras cotidianas que têm nos salões literários e artísticos expressão significativa. rondam também a pintura rococó. Em Boucher. a associação entre vida cortesã e temas mitológicos. que trabalham na remodelação das residências urbanas da nobreza e alta burguesia parisiense (os chamados hôtels). as cores claras. Enraizado culturalmente no século XVIII. o “estilo regência”. seu aluno. em clave um pouco distinta. Os historiadores da arte distinguem dois momentos do rococó. nas pilastras. por exemplo em Mme. Watteau.

acreditando ter chegado às Índias. em Pernambuco.). chegando à Ilha da Madeira. seja na zona portuguesa do Minho e logo depois no Brasil. 1513: Vasco Nunes de Balboa atravessa o istmo do Panamá e descobre o Mar del Sur. observa-se a forte penetração do rococó na arquitetura religiosa desde meados do século XVIII no Rio de Janeiro. Nessas regiões. adquirindo feições originais. . o estilo sofre as influências do barroco italiano e das tradições autóctones. no que será seguido por Pater. Paraíba e Belém Cronologia das Grandes Navegações CRONOLOGIA DAS GRANDES NAVEGAÇÕES Reino de Portugal: 1420: Início das expedições. mas também pela Espanha e Portugal. D. adaptando-se a contextos muito diversos. acreditando ter chegado á Ásia. de fraco desenvolvimento na França. como também um método particular. Chama a atenção nesse processo a sua penetração na arte religiosa. após sua segunda viagem ao Novo Mundo. São João Del Rey. A arquitetura religiosa rococó. ao sul das Ilhas Canárias. Henrique adentra o Atlântico. vai conhecer expressão maior seja na região da Baviera. abrindo caminho para a colonização de parte da África. última cidade espanhola ocupada pelos muçulmanos. caminho temido pelos viajantes. 1496: Chegada de Colombo à Espanha. chega ao continente americano. porém essencial para a chegada às Índias. Congonhas do Campo etc. 1500: Pedro Álvares Cabral. contrariando uma origem ligada à nobreza e à vida mundana. 1519-1522: Primeira circunavegação da Terra. morto em 1521 por indígenas filipinos e sucedido por Sebastião Elcano. 1498: Vasco da Gama chega à Calicute. Cristóvão Colombo. No caso do Brasil. atual Oceano Pacífico. 1488: Bartolomeu Dias quebra o tabu e dobra o Cabo da Boa Esperança. que consiste em justapor pequenas manchas de tinta sobre a tela. 1456: Descoberta de Cabo Verde por Diogo Alves. Reino de Castela: 1492: Retomada de Granada. 1434: Ultrapassagem do Cabo Bojador.apenas um repertório novo. O estilo rococó se internacionaliza rapidamente pela Europa Central. Tendo sido iniciada por Fernão de Magalhães. litoral sudoeste da Índia. descobre o Brasil. e a busca de ouro e escravos. em diversas cidades mineiras (Ouro Preto. especificamente.

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