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INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores

Análise de Circuitos

Introdução ao Osciloscópio

Setembro de 2003

Elaborado por: António Serralheiro Revisto por: João Costa Freire Teresa Almeida

período e frequência). Começa-se por apresentar o osciloscópio do ponto de vista funcional.Diagrama simplificado do tubo de raios catódicos: a . Serralheiro 2 .alvo fosforescente. A tensão a visualizar é aplicada nas placas de deflexão vertical. a menos de uma constante. tanto maior será o desvio sofrido pelo feixe em relação à sua trajectória original. onde se apresenta um diagrama contendo um tubo de raios catódicos. o feixe ir-se-á deslocar alternadamente para cima e para baixo.feixe de electrões. f a b c d e Figura 1 . O par de placas d produz uma deflexão do feixe na vertical. e indicam-se algumas técnicas de medida de tensões eléctricas contínuas e variáveis periódicas (amplitude. Se o período de oscilacão desta tensão for suficientemente baixo (comparado com os tempos de persistência do mostrador e da retina humana) ter-se-á um segmento de recta que poderemos associar ao contradomínio do sinal aplicado nas placas. Neste tubo.Análise de Circuitos INTRODUÇÃO AO USO DO OSCILOSCÓPIO Com este trabalho pretende-se iniciar o aluno na utilização do osciloscópio como aparelho de medida e de observação de grandezas eléctricas. a distância do ponto luminoso ao centro do mostrador tem uma correspondência directa com a amplitude da tensão aplicada entre as placas. A. portanto. cria-se um campo eléctrico que irá desviar o feixe de electrões (figura 2). produzindo um «rasto» no mostrador (figura 3). DEFLEXÃO VERTICAL Atente na figura 1. Basta. b .placas de deflexão vertical. destinados a produzirem um feixe de electrões e que incidem num alvo fosforescente f. mas paralelas ao feixe de electrões. Ao se aplicar uma diferença de potencial eléctrico entre as duas placas dum dado par. cuja intensidade é função da energia contida no feixe de electrões. determinar o valor da tensão aplicada. c . a peça fundamental do mostrador do osciloscópio. produzindo um ponto luminoso na zona de impacto. Deste modo. Por este motivo as placas são denominadas placas de deflexão. o par c são as placas de deflexão horizontal. f . como pode verificar.ânodo. Se a tensão aplicada for sinusoidal. a e b. d . e . dotar o mostrador de uma escala vertical métrica para que se possa. fase. perpendiculares entre si. existe um conjunto de eléctrodos. pelo que são apelidadas de placas de deflexão vertical.placas de deflexão horizontal. 1.cátodo. No interior do tubo de raios catódicos. Do mesmo modo. encontram-se dois pares de placas c e d. Quanto maior for o campo eléctrico por elas criado.

. coloque o potenciómetro numa posição intermédia.Deslocamento (na vertical) do feixe de electrões pelo efeito de um campo eléctrico constante entre o par de placas d. obtivemos um processo de medir a tensão aplicada.Análise de Circuitos Repare-se que. Quanto ao valor da tensão de saída. consoante os modelos do equipamento. • Comece esperar por que ligar este o osciloscópio. ele é escolhida através de um potenciómetro que.. criado por uma tensão variável vS. pode ou não estar graduado em Volt (se não estiver. Coloque um cabo apropriado na saída do 1 Deve procurar no painel um interruptor que selecciona as diferentes formas de onda da tensão de saída. Seleccione no gerador de sinais (mas sem o ligar) um sinal triangular com uma amplitude de aproximadamente 3V1 e frequência de 1000 Hz. Serralheiro 3 . agora. Pretende-se. deste modo. e colocá-lo na posição pretendida. + - VS d Figura 2 . mas ainda não podemos determinar qual a sua «forma».).Rasto produzido no mostrador por um feixe desviado alternadamente para cima e para baixo pelo efeito de um campo eléctrico variável entre o par de placas d. A.. verificar na prática o que se expôs anteriormente.. ~ vS d Figura 3 . criado por uma tensão constante VS.). uma vez do que seu é necessário de «aqueça» (lembre-se aparelho televisão.

Estes dois últimos tipos de cabos destinam-se alvéolos. pode-se curto circuitar parte do circuito a medir através das «massas» dos aparelhos. Nesta. os crocodilos convenções sinal-massa. normalmente em variações sobre o tema 1 . neste momento. Os aparelhos de medida têm em geral conectores coaxiais tipo BNC.4V. Se trocar as ligações estará a curto-circuitar a saída do gerador de sinais3. a ser utilizados coaxiais. Neste caso não há perigo de curto circuitar os terminais de qualquer dos aparelhos. uma deflexão para baixo. normalmente. que encontrará no Laboratório. 2 (é um Procure ajuste sensibilidade comutador que apresenta vários valores. coloque na entrada do canal 2 (por vezes assinalado pela letra Y) um cabo coaxial que deverá ligar ao gerador Respeite de as sinais através do cabo que ligou anteriormente. senão se tiver cuidado.2 .4cm corresponde a uma tensão de -2. para que a sessão de laboratório possa correr nas melhores condições. 2 Provavelmente a saída do aparelho ou é feita através de dois terminais (alvéolos) ou através de uma ficha BNC. Todos os terminais de massa dos cabos a ligar ao circuito a medir têm de estar ligados ao mesmo nó. BNC-corcodilos. de 2. destrutivo! Mas. A. em perceber todos os passos que irá percorrer: a sequência de experiências que lhe são propostas levá-lo-ão intuitivamente a conhecer o funcionamento do osciloscópio.5) e coloque-o na posição 14 (1V por divisão). • Procure no painel frontal do osciloscópio todos os interruptores e/ou selectores ainda o que indiquem de XY e coloque-os do nessa canal posição. em o aparelhos terminal com de terminais sinal tipo Nos cabos (condutor central do cabo) está ligado à pinça crocodilo ou banana de côr vermelha e o terminal da massa à pinça crocodilo ou banana de côr preta. e tenha especial atenção em distinguir o terminal do sinal do terminal da «massa». Existem no laboratório cabos coaxiais BNC-BNC. Como todos os aparelhos têm a mesma «massa». Assim. deverá utilizar um cabo apropriado. 4 Acabou de ajustar a sensibilidade do canal 2 para 1V por cada cm de desvio. BNC-bananas e bananasbananas ou bananas-corcodilos. Serralheiro 4 . Não se preocupe.Análise de Circuitos gerador de sinais2. Tenha especial atenção em colocar os comutadores DC-ACGND dos canais de entrada do osciloscópio na posição DC. • No osciloscópio. 3 Este curto-circuito não é. aconselha-se o aluno a verificar cuidadosamente todas as ligações que efectuar. Em alternativa pode ligar o gerador de sinais directamente ao osciloscópio através de um cabo BNC-BNC. ligando vermelhos um ao outro bem como os crocodilos pretos entre si. em relação à posição inicial.

e regule-os de modo a ter um ponto brilhante. 10Hz e 1Hz. desloque esse ponto até A. Observe que. procure junto do mostrador os comandos de intensidade e de focagem do feixe de electrões. Varie novamente a frequência do sinal de saída do gerador por saltos para valores de 1kHz. 100Hz. Deverá observar uma recta vertical no mostrador. • Diminua a frequência do sinal do gerador primeiro para 100Hz. depois para 10Hz e finalmente para 1Hz. Ajuste a amplitude de saída do gerador de modo a ter um segmento de recta com 6 quadrados de comprimento (+3 V a -3V). pois não é possível que a nossa visão detecte a rápida variação do sinal. se visualiza apenas uma recta vertical estática. ó. Para as frequências de 10Hz e 1Hz já é visível que o feixe de electrões se desloca para cima e para baixo. Tendo em conta o que observou com uma onda triangular comente o que visualiza agora com uma onda quadrada. Coloque o comutador da forma de onda para uma onda quadrada. Anote as conclusões que achar pertinentes. mas não em excesso. de acordo com o valor instantâneo da tensão do sinal triangular. Usando os comandos assinalados pelas símbolos ao centro do mostrador. • alternadamente. • Ligue agora o gerador de sinais.Análise de Circuitos • Ainda no painel frontal do osciloscópio. e o mais redondo ô e possível. para as frequências de 1kHz e 100Hz. Serralheiro 5 .

há que fazê-lo regressar à sua posição original (à esquerda do mostrador). simples: basta repetir os procedimentos anteriores de forma sincronizada e a um ritmo que permita a retenção da imagem no mostrador. através do potenciómetro ó uma tensão variável nas placas de deflexão horizontal (placas c. BASE DE TEMPO (DEFLEXÃO HORIZONTAL) Usando o osciloscópio tal como lhe foi sugerido no ponto 1. Acabou de aplicar. Rodando-o rapidamente. Verifique que visualiza uma onda aproximadamente triangular.1 BASE DE TEMPO «MANUAL» • Seleccione no gerador uma onda triangular de 10Hz de frequência. figura 1). Estamos. para que o feixe comece no lado esquerdo do mostrador. Para repetir a deslocação do feixe electrónico para a direita.Tensão gerada na base de tempo do osciloscópio. que lhe produzirá um segmento de recta vertical no mostrador do osciloscópio. Serralheiro . +V t -V Figura 4 . É pois de todo o interesse efectuar de um modo automático o procedimento manual anterior. A tensão aplicada às placas c de deflexão horizontal «parte» de um valor negativo (-V).. deste modo. a construir uma «base de tempo» que nos permite ver a evolução no tempo das tensões aplicadas no canal 2 do osciloscópio. centre o segmento de recta no mostrador. Como obter então uma imagem permanente? A resposta é. todavia. poderemos observar a evolução no tempo da tensão de entrada. tensão em dente de serra. e vai progressivamente aumentando até a um valor máximo + 6 A.2 BASE DE TEMPO «AUTOMÁTICA» Se aplicarmos nas placas de deflexão horizontal uma função como a que se apresenta na figura 4. desloque o feixe de electrões para a direita e para a esquerda. 2. A imagem obtida no mostrador resulta agora da composição das duas funções aplicadas nos dois pares de placas. • Utilizando o potenciómetro ó. Só se obteve uma imagem que rapidamente desapareceu do mostrador. 2.Análise de Circuitos 2. apenas pode medir a tensão do sinal aplicado no canal 2 (Y). não podendo ver a sua «forma».

este tempo é nulo pois corresponde ao troço de recta vertical. Na figura 4. Por isso o tempo de transição de +V para -V deve ser o mais curto possível. consoante a escala de tempos) e poderemos ligar às placas de deflexão horizontal o sinal presente na entrada 1 (por vezes assinalada por X). • Coloque agora a base de tempo em 200µs/div. de diferentes frequências. ou seja. Apenas se mudou a escala dos tempos no osciloscópio. A. se manteve o mesmo sinal de entrada (a frequência e a amplitude não foram alteradas no gerador de sinal). Se este aumento for linear. Escolha para frequência do sinal do gerador um valor próximo de 1kHz. Identifique.Análise de Circuitos V de modo a deslocar o feixe para a direita. assim como o respectivo nível de referência. apenas se alterou a forma de visualização no osciloscópio! 5 Ao colocarmos este comutador em XY. de modo a reiniciar o processo de «varrimento» do mostrador. estamos a desligar a base de tempo do osciloscópio (que gera sinais como o representado na figura 4. terá uma inclinação muito pronunciada (rampa descendente de declive pronunciado). Na realidade. retire-o da posição XY em que estava5 (ensaios anteriores) e experimente colocá-lo na posição 1ms/div (está a seleccionar o valor do declive da rampa ascendente). Registe o sinal que observa na quadrícula da Figura 5 (não se esqueça de registar as escalas utilizadas: escala horizontal de tempo e escalas verticais. Canal 1 : ____ Volt / div Canal 2 : ____ Volt / div Tempo: _____ ms /div Figura 5 Canal 1 : ____ Volt / div Canal 2 : ____ Volt / div Tempo: _____ µs /div Figura 6 Repare que nestas duas experiências. no painel frontal do osciloscópio o comutador da base de tempo. 0V). Serralheiro 7 . então vemos que há uma correspondência directa entre o tempo e o desvio do feixe electrónico na horizontal (declive da rampa ascendente da figura 4). Teremos agora que fazer regressar o feixe à sua posição inicial o mais rapidamente possível. • Volte a centrar o traço vertical no mostrador. Registe o sinal que observa na quadrícula da Figura 6.

Qual dos dois cálculos considera mais preciso? Justifique a sua afirmação. Seleccione o trigger para o canal 2. temos então para o período do sinal um valor T dado por T=200µs x 4.indicado no comutador das escalas das entradas). 2. • O sincronismo pode ser comandado pelo botões associados ao trigger (disparo) que deverá localizar no painel do osciloscópio. que cada divisão corresponde a 1V (1V/div .8 = 960µs.Análise de Circuitos • Como medir a frequência do sinal de entrada (canal 2)? Supondo que na horizontal temos. para que o sincronismo se faça com o sinal deste canal.3 SINCRONISMO DA BASE DE TEMPO Para cada alternância da base de tempo. • Como medir a tensão do sinal de entrada (canal 2)? Supondo que na vertical temos.1 divisões) e se multiplicarmos este valor por 1V/divisão.há sincronismo? SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO A. isto é. teremos uma imagem no mostrador. cada período (dente) do sinal da figura 6. como se indicou no início deste guia. Serralheiro 8 . • • • Todo para a esquerda . se anotarmos o número de divisões entre dois máximos consecutivos do sinal (por exemplo 4.há sincronismo? Sensivelmente a meio . O processo de obter uma sequência de imagens no mostrador. calcule em cada caso o valor da frequência e da amplitude do sinal. de modo a termos a sensação de que se trata de uma imagem fixa e permanente.há sincronismo? Todo para a direita . exige que o início de cada imagem (varrimento) se efectue no mesmo ponto do sinal de entrada. Rode agora o comando de nível do sincronismo (level) e observe as diferenças. teremos para a tensão pico-a-pico do sinal X Volt (6. Se não se verificar tal situação. e ajuste-o para o modo interno e automático. • A partir dos dois registos que fez da onda triangular.8 divisões). resultando numa sucessão de imagens em movimento na horizontal.1 V). se o número de divisões (na vertical) entre o máximo e o mínimo do sinal for X (por exemplo: 6. cada divisão da escala do mostrador a valer 200µs. como para este último caso. o que corresponde a uma frequência dada por f=1/T ≈ 1040Hz.1divisão x 1V/divisão = 6. teremos uma falta de sincronismo entre a base de tempo e o sinal a observar.

contudo. cada canal tem alternadamente «atribuído» um período da base de tempo (modo alternate). Serralheiro 9 . 3. este modo utilizado geralmente para frequências elevadas). a questão de saber como utilizá-lo para mostrar «simultaneamente» dois sinais diferentes. por isso. é ligado o canal 2 ao amplificador de deflexão vertical para o próximo varrimento.. a um ritmo muito superior ao do varrimento (modo sampling). • finalmente é aplicado nas placas de deflexão vertical. não é utilizável para as altas frequências da base de tempo porque isso implicaria o uso de electrónica de amostragem de 6 Pode parecer estranho atenuar-se primeiramente o sinal e depois amplificá-lo. Convém. põe-se. neste ponto esclarecer uma questão: • o sinal de entrada não é aplicado directamente nas placas de deflexão vertical. que não apresenta os inconvenientes anteriores. normalmente por um amplificador com saídas equilibradas e de ganho fixo6. estará. Tente localizar esse comando e ensaie a sua funcionalidade. na maioria dos aparelhos a possibilidade de expandir. existem algumas boas razões para tal procedimento. Assim. mas. Sendo o feixe electrónico único. está a diminuir a base de tempo pelo factor de expansão. Este comando permite-nos observar com mais pormenor certos troços do sinal de entrada. pode ser feita de duas maneiras: • «amostrando» alternadamente cada um dos canais de entrada durante cada varrimento do mostrador. portanto. • «ligando» o canal 1 ao amplificador de deflexão vertical durante um período de varrimento da base de tempo.3 VISUALIZAÇÃO DE DOIS CANAIS DE ENTRADA EM SIMULTÂNEO Geralmente. adicionando-lhe uma tensão contínua que permite deslocar o sinal na vertical (o botão ô).1 EXPANSÃO DA BASE DE TEMPO Existe. A.. No entanto. • é depois amplificado. OUTRAS FUNCIONALIDADES 3. existe também a possibilidade de aumentar a sensibilidade da entrada do osciloscópio (escala das tensões).Análise de Circuitos 3. A solução consiste na multiplexagem temporal dos dois sinais que. o varrimento horizontal (escala dos tempos).2 EXPANSÃO DA SENSIBILIDADE DE ENTRADA À semelhança do comando anterior. Quanto ao modo de sampling. se tiver a base de tempo em 2ms/div. 3. a usar uma base de tempo de 400µs/div. e se a expansão for de 5x. A desvantagem óbvia do segundo processo é a de se produzir cintilação no mostrador para frequências baixas da base de tempo (sendo. e quando o feixe é reposicionado no lado esquerdo do mostrador. na prática. Tenha em atenção que ao expandir horizontalmente o sinal. • o sinal passa primeiro por um atenuador variável (o comutador da sensibilidade de entrada) que está graduado em Volt/divisão. normalmente por um factor de 5 ou de 10. todos os osciloscópios têm pelo menos dois canais de entrada. Assim.

• Seleccionando o gerador de sinais para um sinal de saída sinusoidal de frequência 100Hz e amplitude 3V. havendo dois canais de entrada. uma escala para a amplitude do canal 1 compatível com os valores máximo e mínimo do sinal. Contudo. no modo AC. Utiliza-se para acertar o traço horizontal (tensão zero) no mostrador na quadrícula desejada. ou através de um comutador apropriado. retira-se qualquer componente contínua presente no sinal de entrada. põe-se o problema de seleccionar um deles para a sincronização da base de tempo. ou automaticamente pelo próprio comutador da base de tempo. antes de ser amplificada passa por um comutador que permite uma das três seguintes acções: • ligação directa (modo DC) ao amplificador. Este sinal tem características diferentes consoante o tipo de gerador. • ligação da entrada do amplificador à massa (modo GND). ao passo que. é seleccionado o modo sampling. para velocidades superiores a 1ms/div. É neste sentido que encontrará um comutador SOURCE no painel do osciloscópio com opção CH1 ou CH2. Neste último caso. existente na maioria dos geradores de sinais no painel frontal ou por vezes na rectaguarda.4 MODO DC. Ligue a saída principal do gerador ao canal 2 do osciloscópio e a saída auxiliar de onda quadrada. o ritmo de amostragem tem de ser muito superior ao do varrimento. o que aumentaria consideravelmente o custo do equipamento. • Deve escolher no osciloscópio. • ligação ao amplificador através dum condensador em série (modo AC).Análise de Circuitos alta frequência. Neste caso. Serralheiro 10 . • Ponha a escala de tempo em 10ms/div e observe a diferença entre a visualização casos. AC E GND A entrada de cada um dos canais do osciloscópio. para velocidades de varrimento inferiores a 1ms/div. com o comutador de modo em modo samplig ou modo alternado. A. ao canal 1. se comuta para o modo alternate. pois como referimos. A selecção destes modos de visualização é feita. Tenha em atenção que. Descreva o que observa em cada varrimento. em ambos os 3.

em ambos os casos. tenha sempre o cuidado de verificar se ele se encontra na posição CAL(ibrated) sempre que quiser efectuar medições. Serralheiro 11 . sem os quais os seus registos perdem todo o significado! Modo DC Canal 1 : ____ Volt / div Tempo: _____ ms /div Figura 7 Comente o que observou. A. que permite «descalibrar» o atenuador de entrada.5 MODO CALIBRADO Há por vezes a necessidade de «ajustar» a sensibilidade de entrada do osciloscópio para valores não existentes no selector de escalas de amplitude rotativo (que escolhe valores em gamas 1 . Assim.Análise de Circuitos introduz-se uma atenuação suplementar nas baixas frequências do sinal. Não se esqueça.2 . O modo calibrado (ou não) é também extensivo à base de tempo. de colocar as escalas e registar o nível de referência. existe geralmente um interruptor (por vezes concêntrico ao selector rotativo). • Regule o gerador de sinais para uma sinusoide de período 10ms e de 3V de amplitude. Modo AC Canal 1 : ____ Volt / div Tempo: _____ ms /div Figura 8 3. Aplique este sinal na entrada 1 do osciloscópio em modo DC (seleccione a visualização de apenas este canal e ajuste o trigger). Observe o sinal obtido no mostrador e faça um esboço na quadrícula da Figura 7. pelo que a recomendação anterior deverá ser observada também no selector de escalas do tempo rotativo. distorcendo a sua representação no mostrador. com uma componente contínua de 1V adicionada (botão de OFFSET do gerador). • Coloque agora a entrada no modo AC e observe a alteração verificada. Para tal. Faça um esboço na quadrícula da Figura 8.5). devido à queda de tensão no condensador.

tem como principal vantagem o de fornecer o valor da desfasagem sem recurso ao cálculo de funções inversas e de ser mais preciso. + + u1 _ vR _ + u 2 _ Figura 9 .4) e o ponto do sinal que se pretende medir. que a seguir se descreve. 4.Elemento de circuito flutuante. A. determinando o número de divisões.selector de entrada em GND . Efectua-se a medição da frequência. vR = u1 . MEDIÇÕES DE AMPLITUDE.2 FREQUÊNCIA Este assunto já foi tratado anteriormente (2. • com os comandos ô dos dois canais.3.3 FASE A medição da diferença de fase entre dois sinais pode ser efectuada por dois processos distintos. 4. 4. Serralheiro 12 . na vertical. FREQUÊNCIA E FASE 4. procederemos do seguinte modo: • colocar as duas entradas em GND. Convém recordar que as tensões medidas pelo osciloscópio são sempre entre um dado ponto do circuito (nó) e a massa do mesmo. na horizontal. Apesar do uso das figuras de Lissajous ser muito divulgado.2).Análise de Circuitos 4.3. Finalmente. Ou seja. centrem-se (na vertical) os dois traços luminosos. Na figura 9 exemplifica-se este processo: pretendemos medir vR.1 Método «directo» Se pretendermos medir qual a diferença de fase entre o sinal do canal 2 e o do canal 1. teremos que medir a diferença de potencial entre um dos terminais e a massa e subtraí-la da diferença de potencial entre o outro terminal e a massa. multiplicando este número pelo valor indicado no atenuador de entrada (escala das tensões).1 AMPLITUDE Este assunto já foi tratado anteriormente (2.2). entre dois extremos do sinal e multiplicando este número pelo valor indicado no comutador da base de tempo (escala dos tempos). Se quisermos medir a diferença de potencial aos terminais de um dado elemento flutuante (não ligado à massa). entre a referência (zero Volt . pelo que começamos por medir u1 e depois u2. Efectua-se uma medição de amplitude. um dos dois terminais de medida está sempre fixo à massa. o método directo. determinando o número de divisões.u2.

• ponha-se a entrada do canal 1 em DC. • com o comando (des)CAL(ibração) da base de tempo. 13 A. 4. ajuste-se o nível de tensão de disparo da base de tempo (trigger) de modo a que a sinusoide se inicie no extremo esquerdo do mostrador. 4.2 Figuras de Lissajous Este método envolve a composição de duas funções sinusoidais: coloca-se o osciloscópio no modo XY. valendo cada divisão 18º (ou 0. Para o exemplo da figura 10.3. e ajusta-se o traço horizontal de modo a ficar a meio da altura. • colocando agora a entrada do canal 2 em DC.Análise de Circuitos • com o comando de desvio horizontal. Coloca-se o canal 1 no modo DC. e com o comando LEVEL. Canal 1 φ Canal 2 mostrador Figura 10 .Medição directa de desfasagens com o osciloscópio. Controle o brilho do ponto luminoso resultante e centre-o no mostrador. coloque na sua entrada um sinal sinusoidal de 1kHz e 3V de amplitude e visualize-o no canal 1 do osciloscópio.31415 rad). faz-se coincidir meio período (180º) do sinal com o fim da escala horizontal.3. o sinal do canal 2 está atrasado de φ em relação ao sinal do canal 1. e multiplicar por 18 para termos a desfasagem φ em graus. Como esta tem 10 divisões. A figura obtida designa-se figura de Lissajous.3 Medição experimental Utilizando a base de montagem fornecida. Serralheiro . • rode-se o comutador da base de tempo de modo a que não caiba no mostrador meio período do sinal de entrada. Ambos os canais deverão estar no modo GND. Visualize no canal 2 o sinal de saída da montagem. ligando o sinal de referência no canal 1 e o sinal cuja desfasagem se pretende medir no canal 2. determine-se a diferença de fase de acordo com: a φ = arc sen b sendo a e b os segmentos de recta indicados na figura 11. ficamos com o eixo horizontal graduado em graus (radianos). basta procurar na quadrícula o número de divisões até à passagem por zero do sinal 2. Colocando agora o canal 2 em DC. desloquem-se os traços (agora sobrepostos) para a face esquerda (princípio da quadrícula) do mostrador.

Serralheiro 14 . Método directo Método de Lissajous φ = ______ div × 18º/div = ______º a= ______ φ = ______º b= ______ A.3.3. Anote os valores obtidos na caixa seguinte.Figura de Lissajous para medição de desfasagens com o osciloscópio.1 e 4. calcule o valor da desfasagem entre o sinal de entrada e o de saída.2. a b Figura 11 .Análise de Circuitos Usando os dois métodos de medição da fase descritos em 4.