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DIREITO COMO CIÊNCIA Preâmbulo: o direito e as perspectivas, conservadora (manter as relações como elas estão, fiel as leis, concepção

antiquada) e progressista (direito como um elemento de transformação, aperfeiçoamento das relações, busca a justiça mesmo que não seguindo totalmente as leis) - A posição de Franco Montoro: justiça como valor fundamental, tradição como base. Varias palavras tem vários significados diferentes dependendo do contexto em que são usadas, isso é chamado de equivocidade. Em outro casos as palavras tem o mesmo sentido mas pode ser empregado diferentemente na frase, isso é univocidade. No caso do Montoro, ele faz uma relação de analogia, tendo um significado como mais importante e os outros como periféricos. Segundo ele, a compreensão da lei passa pelo que o direito tem um valor fundamental, sendo progressista sem eliminar o conservadorismo. Criando uma herança muito rica, uma mescla das duas visões.

- A critica de Ronald Dworkw a uma visão dicotômica do direito segundo essas perspectivas. Qualquer juiz sempre precisa das teorias operacionais na hora de tomar uma decisão. I. O vocábulo direito 1. Nas línguas ocidentais: - Droit - Recht - Derecho - Diritto - Right (Law) Origem: Rectum 2. Outro grupo de palavras juridicamente relevantes: - Jurídico - Juiz - Judicial - Jurisprudência.. Origem: Ius, Jus Fontes remotas: A. Iubere; mandar/ordenar Iussum; mandado/ordenado B. Iustum; aquilo que é justo 3.Legado Grego To Dikaion; a solução justa para um caso concreto II. Significações do termo direito Exemplos de emprego 1. O direito proíbe o trafico de drogas (apresentação de uma realidade da qual decorre uma prescrição, proibição, uma realidade estabelecida em uma convenção)

Cabe ao direito estudar a criminalidade (como disciplina) 5. Importante distinção entre o direito natural e o direito positivo Controvérsias Nem todo direito objetivo é norma com o sentido de lei 1. O DIREITO COMO NORMA Se fala de padrões estabelecidos socialmente. Apenas as coisas escritas e fruto de combinação são direito positivo. de fazer alguma coisa) 3. II. segundo Aristóteles. Muitas dessas regras são acompanhadas de sanção. distinção entre imperativos hipotéticos e imperativos categóricos Liberdade e imperativo categórico. o direito.O direito positivo pode ser visto como o conjunto das regras elaboradas convencionalmente pela sociedade mediante suas instituições. . tem o poder. B. o estado.Como acomodar a tensão presente em Antígona de Sófocles? C. Direito natural esta ligado a incondicionalidade. E desenvolve um critério a partir disso. Importante distinção entre direito natural e direito positivo I. algo desejado por si mesmo e não desejado por outra coisa: vida. O direito natural pode ser visto como: Uma serie de regras mais „reais‟ A. . O direito como norma Monstro: “regra social obrigatória”.. O estado tem o direito de cobrar tributos (um sujeito.. regras sociais obrigatórias. (características) A. presentes na estrutura da realidade.Correntes kantianas.2. distinguindo as regras da moral C. o direito deve conspirar para os homens serem felizes. conseqüências gravosas para a conduta que se desvia do padrão exigido.. B. A educação é direito da criança (é exigível tal direito.Bens básicos (John Finnis) Jus naturalista retoma um pensamento clássico. John Finnis interpreta isso como um conjunto de bem básico. como justo) 4.. O direito influencia a vida da comunidade (repercussão) III. conhecimento. Padrões reconhecidos oficialmente. O fundamento ultimo das regras positivas Teses contemporâneas: . Direito positivo está ligado que as pessoas não são perfeitamente morais. Distinção entre direito estatal e direito não-estatal . Códigos paralelos. Nomenclatura “direito objetivo” não é exclusiva dessa significação C. garantida por instituições publicas. uma idéia incondicional.. isto é..

2. aplica-se a realidades distintas que apresentam certas semelhanças entre si D. Direito. âmbito espacial . há analogia de relação. conceito análogo . Direito como fato social III. ponto de partida 2. . A palavra “direito” designa realidades distintas B. Direito como faculdade I. inicio.Norma (juspositivistas) O direito na perspectiva clássica: o jusnaturalismo Pergunta inicial: como é ou pode ser a convivência? Pode ser um reflexo de nossos instintos de sobrevivência. Acepções subjetivas e objetiva 4. inicio. B.: „principio‟ . por extensão. De relação Ex. Direito-função 3. excluída. Hart: A modos de atribuir as autoridades o reconhecimento de regras forjadas pela comunidade se tornem jurídicas.da estrada. De proporção Ex. âmbito temporal . Direito como justo A.Justo (jusnaturalistas) .Cor .: “saudável” . ou podemos dizer que existem graus qualitativos na convivência.Alimento . Logo uma definição unívoca é vedada. isto é. Direito como ciência: classificação das ciências e o lugar do direito 5.. Definição clássica de justiça: justiça é a vontade constante e perpetua de dar a cada um o que é seu direito.Nem unívoco. problemática C. algumas melhores outras piores. a outras realidades.de uma ciência.Homem . inicio. nem equivoco A.A saída de H. E. Mas qual o caso central? . Quanto a pluralidade de significações “direito”. Direito-interesse: interesse dos indivíduos é garantido pelo poder publico II.Ambiente O termo aplica-se de modo direto e próprio a uma realidade mas também.do dia. O vocábulo é análogo. Tipos de analogia 1.

determina a própria coisa. Saber prudencial e virtude    Virtude principal do campo prático Uma definição: excelência na potência dos contrários nos mostra que somos livres Exercício para captar o ponto: . Espécies de saber pratico: . As conexões lógicas entre a phronesis aristotélica e a iurisprudentia romana. ético. Física 3.Técnica: Produção de coisas ou resultados: obra é o fim . mas limitam a dizer que existe no limite retrospectivo. Como entender o termo ordem aplicado ao contexto humano? . matemática 2.Ética: Ação/ aperfeiçoamento do próprio agente D. Necessidade e contingência. tem por objeto? . Prescritiva. Lógica. tentam mostrar que existe regularidade.Classificações. Do passado C.Conhecimento de coisas que: Variam (seres livres): ciências praticas Não variam (seres sem liberdade): ciências teoricas B. Temos os costumes sociais assumidos como valores. O jusnaturalismo Continuação VI. filosofia moral.O conhecimento do singular e do contingente com o propósito de uma vida boa. V.Esquematicamente. A. nomes e convenções Preside a realidade de uma coisa.Citações de Pierre Aubenque VII. VI.Phronesis Origens: casos de outras virtudes . Descritivo. dois caminhos: A. III. Direito como ordem do convívio.I. . O que o saber prático. a estratégia Aristotélica. e a ciência pode ser chamada de ética. o método segue o objeto. Tese: direito não é saber teórico nem técnico. IV. Por exemplo historia. A iurisprudentia VIII. A divisão clássica dos saberes. no seu sentido pratico e normativo. A noção de ordem . II. Por exemplo o direito. sociologia B. própria ética. Saber pratico prudencial e virtude . e haverá espaço para uma ciência que diz como devemos nos comportar. tipos de necessidades: 1. antropologia. Pressuposto: objeto determina o método.

VIII. 4. alterum non lae dere (não prejudicar o outro). eficiente Os princípios romanos: honeste vivene (viver bem. Seu bem é também um bem comum. aceitam a idéia de ordem  Ambos são saberes práticos  Ambos são saberes éticos  Ambos são saberes casuístico. A iurisprudentia romana: a prudência do direito decifra a medida da ação enquanto o que está em jogo é o convívio. capaz de ser apreendido sem experiência. movimento e causas: final (telas). 5. isto é. não é menos objetiva“ (Barzotto) Idealismo – O ser e o bem se dizem vários modos. contingente. Existe uma relação. 2. matéria. devido) “Inimigos”: Relativismo – “A verdade prática. dá prioridade ao caso concreto  Ambos são saberes tradicionalistas. a tradição. vida digna). consiste na responsabilidade de continuar a fundação de Roma. entre comunidade e pessoas. forma. Saber casuístico Espírito anti-legalista. Saber realista – Experiência da ordem A teologia aristotélica. Cinco conexões lógicas entre a phronesis aristotélica e a iurisprudentia:  Ambos são conhecimentos realistas. Vive em comunidades. A auctoritas: autoridade . 3.1. O que eu posso fazer eu não posso fazer (confirma uma ação humana) B. as decisões formam conjuntos pelas decisões dos mais velhos VIII. pode-se afirmar que (ex. A separação dos campos práticos e teóricos Dado que “fazer” é ação contingente e que “saber” indica conhecimento do necessário. entre pessoa e pessoa. Saber ético O homem tem natureza política. O que eu só posso fazer eu não posso saber B. O que eu só posso saber eu não posso fazer VII. Contraste com o saber teórico. suum cuique taibuene (dar a cada um o que é seu. entre pessoa e comunidade. O que eu posso não fazer eu posso fazer (idem) 2. Cinco conexões lógicas entre phronesis e iurisprudentia 1. por ser contingente. Dado que “fazer” (no sentido de agir) indica uma ação propriamente humana. Saber prático Foco nas carências e anseios da vida temporal. abrir a porta): A. então: A. Método tópico torna-se atraente. Saber tradicionalista A gravitas: o peso.

Sentidos de justiça  Como virtude completa: é o homem bom.  Objetiva de justo: conformidade de uma ação justa. O conceito de justiça 1.  Dar a outrem o que é devido segundo certo Modo da igualdade 4. tratar cada um com igual consideração e respeito). reparação Objeto imediato: bem particular Sujeito: abstrato Causa do devido: equivalência dos bens materiais Adequação – modo de determinação do devido: igualdade simples.  Como bom convívio: é uma virtude social. integrity (integridade. ele faz o que é certo. Um quadro sobre as espécies de justiça:  Justiça geral/legal  Justiça particular/distributiva ou comutativa Justiça comutativa Relação: indivíduo x indivíduo Tipo de atividade: “troca”: contrato x ilícitos civis . algo deve ser exigível de uma parte em relação a outra  Igualdade 5. seu caráter próprio.Pertinência de outras teses sobre “ius” Iurare: pronunciar fórmula Iusiurare: pronunciar fórmula que empenha. A controvérsia do tema em contextos diferentes  Um lugar nobre para o conceito no contexto jusnaturalista É a justiça que dá sentido ao direito. . Características essenciais da justiça:  Alteridade. Distinguir de potestas = poder com vistas ao futuro. Tema vasto. justiça procedimental). 2. 3. uma relação entre pessoas. que obriga Conceito de justiça 1.  Devido.danos. controverso Por exemplo a posição de Hans Kelsen: As distinções de Ronald Dworkin. Acepções  Subjetiva de justo: qualificando o modo de como uma pessoa se comporta. fairness (equidade. deve haver uma relação entre dois seres. é perfeito. aritmética . para ser justo.Vinculo legitimamente com o passado. justice (justiça material).

assistência social Relação: comunidade x indivíduo Tipo de atividade: distribuição – bens x encargos Objeto imediato: bem particular Sujeito: concreto Causa do devido: qualificação (neutra) Adequação: igualdade proporcional Fórmula: a cada um segundo sua qualificação (critério pode ser variável) Fundamento ético: juum cuique tribuere Justiça social Dignidade humana (saúde. na relação.) Relação: individuo x comunidade (o conjunto dos seus membros) / outro em comum Tipo de atividade: reconhecimento Objeto imediato: bem comum Sujeito: membro da comunidade Causa do devido: reciprocidade Adequação: igualdade absoluta Fórmula: a todos os mesmos bens (bem comum)/as mesmas coisas Fundamento ético: honeste vivere Seres racionais Sujeito Fins em si mesmo Dignidade x x x x Seres irracionais Objeto Meio Preço .contratos x dano/reparação Objeto imediato: bem particular Sujeito: abstrato Causa do devido: equivalência Adequação: igualdade simples Fórmula: a cada um a mesma coisa Fundamento ético: neminem laedere/ alterum non laedere Justiça distributiva Previdência.. vida. o mesmo Fundamento ético: alterum non laedere Justiça comutativa Relação: particular x particular Tipo de atividade: troca .Fórmula: a cada um. educação..