MASSAGEM TERAPÊUTICA NA MEDICINA AYURVÉDICA

A Terapia Panchakarma do Ayurveda

MASSAGEM TERAPÊUTICA NA MEDICINA AYURVÉDICA

Dr. Bhagwan Dash

Traduzido por: Williams Ribeiro de Farias Dra. Yeda Ribeiro de Farias

EDITORA CHAKPORI

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Título original: “Massage Therapy in Ayurveda”

Direitos autorais para publicação em língua portuguesa adquiridos por

EDITORA CHAKPORI

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Em homenagem ao Astavaidyan Dr. Vayaskara N. S. Mooss Aquele que através de incansáveis esforços propagou o conhecimento do Ayurveda em geral e da massagem terapêutica Ayurvédica, em particular, na Índia e em vários países do mundo. Dr. Bhagwan Dash

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ÍNDICE
ÍNDICE.................................................................................................................. 5 PREFÁCIO ........................................................................................................... 9 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 14 O QUE É SAÚDE? .............................................................................................. 14 NECESSIDADES TERAPÊUTICAS ........................................................................ 15 CLASSIFICAÇÃO DAS TERAPIAS ........................................................................ 15 SNEHANA OU TERAPIA COM OLEAÇÃO .................................................... 17 MASSAGEM COMUM ...................................................................................... 21 METÁFORAS ILUSTRATIVAS ............................................................................. 26 MASSAGEM REGULAR ..................................................................................... 27 HORÁRIO E ÉPOCA DO ANO PARA MASSAGEM .................................................. 27 MASSAGEM E E XERCÍCIOS FÍSICOS ................................................................... 27 MELHORES DIAS PARA A MASSAGEM ............................................................... 28 DIAS NÃO RECOMENDADOS ............................................................................. 28 MASSAGEM EM DIAS PROIBIDOS ...................................................................... 29 SINAIS E SINTOMAS DA TERAPIA COM OLEAÇÃO ADEQUADA ............................ 29 CONTRA-INDICAÇÕES ...................................................................................... 29 MÉTODOS DE ADMINISTRAÇÃO DA TERAPIA COM MASSAGEM ........................... 30 MASSAGEM SOBRE TODO O CORPO OU SOBRE PARTES DO CORPO ..................... 31 MASSAGEM LOCALIZADA NA CABEÇA (SIRO’BHYANGA) ....................... 33 ÓLEO NO CANAL AUDITIVO (KARNA PURANA) .......................................... 34 MASSAGEM SOBRE A SOLA DOS PÉS (PADABHYANGA) ........................... 35 PERMEABILIDADE DO ÓLEO NOS DIFERENTES TECIDOS ..................................... 36 OUTROS MÉTODOS DE MASSAGEM ................................................................... 36 UNÇÃO (UDVARTANA) ...................................................................................... 37 BENEFÍCIOS DO UDVARTANA ........................................................................... 37 FÓRMULA PARA UDVARTANA .......................................................................... 38 FRICÇÃO DO CORPO COM PÓS (UDGHARSANA)........................................ 40

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SUBSTÂNCIAS OLEOSAS EMPREGADAS NA MASSAGEM TERAPÊUTICA.................................................................................................. 41 PROPRIEDADES DOS DIFERENTES TIPOS DE ÓLEOS E GORDURAS........................ 41 COMPARAÇÃO ENTRE AS PROPRIEDADES........................................................... 43 ÓLEO DE SEMENTES ......................................................................................... 43 PROPRIEDADES DO ÓLEO DE GERGELIM ............................................................ 43 ÓLEOS EMPREGADOS PARA PROPÓSITOS ESPECÍFICOS ....................................... 44 MASSAGENS TERAPÊUTICAS ESPECIAIS .................................................. 49 PINDASVEDA OU NAVARAKIZHI ................................................................. 50 PREPARAÇÃO DA DECOCÇÃO E DOS PUDINS (PAYASAM) .................................... 50 PEDAÇOS DE PANO ........................................................................................... 51 PREPARAÇÃO DOS PINDAS................................................................................ 51 APLICAÇÃO DE ÓLEO ....................................................................................... 52 NECESSIDADE DA MASSAGEM COM ÓLEO ......................................................... 52 PROTEÇÃO DOS OLHOS ..................................................................................... 53 MESA DE MASSAGEM ...................................................................................... 53 MASSAGISTAS ................................................................................................. 57 POSIÇÃO DO CORPO .......................................................................................... 58 BANHO ............................................................................................................ 59 DURAÇÃO DA TERAPIA .................................................................................... 60 KAYASEKA OU PIZHICHIL............................................................................ 63 DERRAMAMENTO DE ÓLEO SOBRE A CABEÇA (SIRODHARA)............... 67 TAILA DHARA .................................................................................................. 68 MANIPULAÇÃO DO ÓLEO MEDICINAL ............................................................... 70 DUGDHA DHARA.............................................................................................. 71 TAKRA DHARA................................................................................................. 73 OLEAÇÃO DA CABEÇA (SIROBASTI) ............................................................. 75 MÉTODO DE ADMINISTRAÇÃO .......................................................................... 75 UTILIDADE TERAPÊUTICA................................................................................. 76 PRECAUÇÕES E DIETAS................................................................................. 77 PREPARAÇÃO DO PACIENTE ............................................................................. 77 ÁGUA PARA INGESTÃO E BANHOS ..................................................................... 77 COMPORTAMENTO ........................................................................................... 78 DIETA ............................................................................................................. 78 IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS INTESTINAIS EQUILIBRADOS .......................... 79 BEBIDAS ......................................................................................................... 81 SONO .............................................................................................................. 82 VESTIMENTAS ................................................................................................. 82 EXERCÍCIOS ..................................................................................................... 83

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ESTUDO .......................................................................................................... 83 AR FRESCO ...................................................................................................... 84 AMIGOS E FUNCIONÁRIOS ................................................................................ 84 BANHO ............................................................................................................ 85 OUTRAS CONDUTAS ........................................................................................ 86 ESTAÇÃO DO ANO ........................................................................................... 86 DURAÇÃO DO TRATAMENTO ............................................................................ 87 SUPRESSÃO DAS NECESSIDADES NATURAIS (VEGA RODHA) .............................. 87 APÊNDICE I ....................................................................................................... 93 PROPRIEDADES DOS INGREDIENTES UTILIZADOS NA TERAPIA COM MASSAGEM . 93 APÊNDICE II.................................................................................................... 130 ABREVIAÇÕES UTILIZADAS NAS FÓRMULAS DO APÊNDICE III .......................... 130 APÊNDICE III .................................................................................................. 131 PROCESSOS FARMACÊUTICOS PARA MANIPULAÇÃO DE ÓLEOS MEDICINAIS E FÓRMULAS .................................................................................................... 131 ASANAVBILVADI TAILA......................................................................... 136 KANAKA TAILA ...................................................................................... 137 KAYYONNYADI TAILA ........................................................................... 137 KARPASASTHYADI TAILA ..................................................................... 138 KUNKUMADI TAILA .............................................................................. 139 KUSTHARAKSASA TAILA....................................................................... 140 KOTTAMCUKKADDI TAILA .................................................................. 141 KSIRABALA TAILA ................................................................................. 141 CANDANADI TAILA ............................................................................... 142 CANDANABALALAKSADI TAILA ........................................................... 143 CITRAAKADI TAILA ............................................................................... 145 JATYADI TAILA ...................................................................................... 145 JYOTISMATI TAILA ................................................................................ 146 TUNGADRUMADI TAILA ....................................................................... 147 TUVARAKA TAILA.................................................................................. 147 TRIPHALADI TAILA ............................................................................... 148 DHANVANTARA TAILA .......................................................................... 149 NARAYANA TAILA .................................................................................. 151 NALPAMARADI TAILA ........................................................................... 153 NILIKADYA TAILA ................................................................................. 153 NILIBHRNGADI TAILA .......................................................................... 154 PARINATAKERIKSIRADI TAILA ............................................................ 155 PINDA TAILA ......................................................................................... 156 PIPPALYADI TAILA ............................................................................... 157 PRABHANJANA VIMARDANA TAILA..................................................... 157 PRASARINI TAILA .................................................................................. 159 BALA TAILA ........................................................................................... 160 BALAGUDUCYADI TAILA...................................................................... 162 BALADHATRYADI TAILA ....................................................................... 162 BALASVAGANDHALAKSADI TAILA ...................................................... 165 BALAHATHADI TAILA ........................................................................... 166

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BRHAT GUDUCI TAILA ......................................................................... 167 BRHAT MASA TAILA .............................................................................. 168 BRHAT SAINDHAVADYA TAILA ............................................................ 170 BHRNGAMALAKADI TAILA ................................................................... 171 BHRNGARAJA TAILA ............................................................................. 172 MANJISTHADI TAILA............................................................................. 172 MADHUYASTYADI TAILA ...................................................................... 174 MAHA NARAYANA TAILA ...................................................................... 175 MAHA VISAGARBHA TAILA................................................................... 177 YASTIMADHUKA TAILA ........................................................................ 180 LAGHU VISAGARBHA TAILA ................................................................ 180 LAKSADI TAILA ..................................................................................... 181 LANGALI TAILA ..................................................................................... 181 VACADI TAILA ....................................................................................... 182 VACALASUNADI TAILA ......................................................................... 182 VAJRAKA TAILA ..................................................................................... 182 VASACANDANADI TAILA ...................................................................... 183 VISATINDUKA TAILA............................................................................. 185 VRANARAKSANA TAILA......................................................................... 186 SUSKAMULAKA TAILA .......................................................................... 187 SADBINDU TAILA .................................................................................. 187 SAHACARADI TAILA .............................................................................. 188 SAINDHAVADI TAILA ............................................................................ 189 SOMARAJI TAILA ................................................................................... 190 HINGUTRIGUNA TAILA......................................................................... 190 APÊNDICE IV .................................................................................................. 192 DROGAS VEGETAIS E SEUS NOMES BOTÂNICOS............................................... 192 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 217

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PREFÁCIO

Ayurveda é o rico reservatório de formulações experimentais para o tratamento de muitas doenças crônicas e até mesmo incuráveis cuja eficácia pode ser comprovada pelo tempo. Mais importante que estas formulações são as terapias especializadas que enquanto curam tais doenças fortalecem o sistema imune do organismo e portanto ajudam na prevenção das doenças e na preservação assim como na promoção desta Saúde Positiva. Não contrariando o fenomenal progresso da medicina moderna, poucas aquisições foram conseguidas até agora na área dos procedimentos envolvidos na promoção desta saúde Positiva. Na terminologia médica do Ayurveda estas terapias especializadas são denominadas Pancakarma. Não é de se admirar, portanto, que cientistas e médicos na Índia e nos países vizinhos demonstrem profundo interesse nesta forma clássica de tratamento ayurvédico. Ao abrirmos qualquer capítulo sobre o tratamento das doenças nos clássicos ayurvédicos, o primeiro aspecto que nos chama a atenção é a descrição dos procedimentos Pancakarma para a respectiva patologia, sendo que as fórmulas vêm a seguir. A terapia Pancakarma ajuda a princípio na retirada do corpo das impurezas na nutrição dos tecidos. Uma vez que estes aspectos são alcançados, torna-se mais fácil rejuvenescer estes tecidos e prevenir o processo de envelhecimento. O tempo de vida é portanto prolongado e o indivíduo alcança a terceira idade livre das doenças. Ele torna-se capaz de servir a sociedade com a experiência acumulada, sem qualquer incapacidade mental e deficiência física. Mesmo se ele sucumbir a uma doença, a terapia
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do Pancakarma, se administrada apropriadamente, torna seu corpo mais receptivo aos outros medicamentos, e as formulações produzem o efeito curativo, podendo ser administradas em doses menores e durante menos tempo. Na zona rural indiana, a massagem com óleo antes do banho é praticada regularmente mesmo atualmente e é considerado um ritual religioso visto que o banho sem a massagem com óleo é considerado não auspicioso. No entanto, por razões históricas, esta forma clássica de massagem terapêutica não foi mais praticada, sendo que em seu lugar passaram a ser empregadas apenas formulações, tanto para a cura como para a prevenção das doenças. Mas, felizmente para nós, os médicos ayurvédicos do sul da Índia conservaram esta tradição viva, e em vista da importância e da utilidade terapêutica tanto para pessoas saudáveis quanto para aquelas que estão enfermas, sua prática está agora sendo restabelecida em outras partes da Índia e países vizinhos. O termo Pancakarma significa literalmente “as cinco terapias especializadas” (panca = cinco; karma = terapias especializadas). As terapias incluídas neste termo coletivo são as seguintes: 1. Vamana karma 2. Virecana karma 3. Niruha karma Terapia emética Terapia purgativa Terapia à base de enema medicinal contendo, entre outros ingredientes, ervas em decocção 4. Anuvasana karma Terapia à base de enema medicinal contendo, entre outros ingredientes, óleos medicinais 5. Nasya karma Terapia inalatória

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A escola de Susruta, voltada para a cirurgia, inclui a terapia Rakta-moksana karma ou Terapia da venisecção ou sangria em substituição ao Nasya karma ou Terapia inalatória. É necessário tornar claro que estas terapias não implicam na simples administração de eméticos, purgativos, enema ou gotas nasais como é geralmente compreendido. Métodos elaborados são descritos para a preparação das terapias, suas técnicas de administração, preparação do indivíduo antes da aplicação destas terapias e a conduta do paciente (ou da pessoa saudável) depois que a terapia é administrada. Antes de se proceder a estas terapias, o corpo do paciente deve ser adequadamente preparado e as medidas terapêuticas empregadas para este propósito são denominadas Purva karma ou terapias preparatórias. Estas são duas e são listadas a seguir: 1. Snehana karma 2. Svedana karma Terapia com oleação Terapia com fomentação1

Snehana karma ou Terapia com oleação é administrada de duas formas diferentes, ou seja, externamente (Bahya snehana) e internamente (Abhyantara snehana). A forma externa é administrada através de diversos tipos de massagem com o auxílio de óleos comuns ou medicinais, além de pós e pastas derivadas de plantas medicinais, assim como de produtos animais, incluindo preparações metálicas. Para conservar o corpo saudável e para prevenir, assim como curar, doenças manifestadas, esta massagem deve ser feita diariamente, tanto sobre o corpo inteiro como sobre partes específicas do corpo. Com o passar do tempo algumas massagens terapêuticas especiais tem sido desenvolvidas no Ayurveda e continuam sendo praticadas em certas regiões do sul da Índia. Estas massagens
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Fricção medicamentosa na epiderme. 11

especiais consistem tanto de oleação quanto de fomentação do corpo. Além de curar algumas doenças crônicas e até incuráveis, estas massagens terapêuticas especiais ajudam no rejuvenescimento do corpo. Se empregadas periodicamente, elas previnem o processo do envelhecimento, enquanto simultaneamente impedem a manifestação das doenças. Portanto, a massagem, além de sua utilidade como medida preparatória para outras terapias incluídas sob a denominação de Pancakarma, é um terapia especializada com mérito próprio. Além do Navarakizhi e do Pizhichil que serão descritos neste trabalho, há diversas outras terapias similares como Anna lepana que não foi descrita neste volume para que o mesmo fosse breve. Mas, por causa de seus excelentes efeitos terapêuticos, foram descritos neste trabalho o Dhara, ou Terapia com derramamento de óleo, ghee, manteiga e leite sobre a fronte, e o Sirobasti, quando o óleo permanece sobre a cabeça, que são duas importantes formas de massagem terapêutica. Em volumes subsequentes desta série sobre a Terapia Pancakarma no Ayurveda, devemos descrever outros procedimentos terapêuticos dentro desta categoria. O presente volume, como indica o título, está voltado para a massagem apenas. Quando da administração da Terapia com massagem, o paciente deve ser cuidadoso quanto à sua alimentação e quanto às bebidas ingeridas. Diferentes tipos de óleos, leite, derivados de leite e água são utilizados na preparação das fórmulas, assim como na comida e nas bebidas do paciente. O médico deve estar bem informado quanto às propriedades destes ingredientes como descritos no Ayurveda. Isto permitirá que ele selecione adequadamente as substâncias a serem empregadas em seu paciente. Esta informação é fornecida no Apêndice I. Nos diferentes tipos de massagem são geralmente empregados os óleos medicinais, tanto na massagem de rotina,
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chamada comum, quanto na massagem como terapia especializada. O método de fabricação destes óleos medicinais e suas fórmulas são fornecidas no Apêndice III. As abreviações utilizadas para partes de plantas incluídas nas formulações são descritas no Apêndice II. O objetivo deste trabalho é simplesmente informar o leitor sobre esta terapia especializada do Ayurveda. O autor se sentirá amplamente satisfeito se o mesmo puder estimular o interesse dos médicos e cientistas sobre este assunto. Dr. Bhagwan Dash

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Capítulo 1 INTRODUÇÃO Ayurveda significa literalmente “A Ciência da Vida”. É praticada na Índia e em países vizinhos, desde tempos imemoriais, para promover a saúde Positiva e a prevenção e cura das doenças. “Saúde”, de acordo com o Ayurveda não é simplesmente estar livre das doenças. Uma pessoa é considerada saudável apenas quando sua mente, seus órgãos sensoriais e sua alma estão em um estado de perfeito equilíbrio para proporcionar a felicidade. Somando-se a isto, o corpo deve estar livre das doenças. O Ayurveda enfatiza a preservação e a promoção da saúde Positiva em adição à prevenção e cura das doenças. Portanto, diversas medidas terapêuticas, tanto para pacientes quanto para pessoas saudáveis, são prescritas neste sistema de medicina. O que é Saúde? De acordo com o Susruta (Susruta Samhita : Sutra : 16 : 44), a pessoa “saudável” é aquela que possui o equilíbrio dos Doshas (vayu, pitta e kapha, que são responsáveis pelo bom funcionamento ou mal funcionamento dos diferentes órgãos do corpo), dos Agnis (enzimas responsáveis pela digestão e metabolismo), dos Dhatus (elementos teciduais constituintes da estrutura do corpo do indivíduo) e dos Malas (produtos residuais que são eliminados do corpo), assim como a felicidade da mente.

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Necessidades Terapêuticas Como um processo terapêutico, o corpo de um indivíduo desenvolve diversas mudanças durante os diferentes estágios da vida, durante os diferentes horários do dia e da noite e durante as diferentes estações. O corpo possui o poder interno (embutido) de resistência para suportar algumas destas mudanças menores. Mas, se estas mudanças forem significativas, então mesmo uma pessoa saudável é acometida pela doença. Para proporcionar este poder de resistência ao corpo, para vencer as diferentes mudanças, e para corrigir uma moléstia, se ela já se manifestou, muitos procedimentos terapêuticos, na forma de drogas, dietas, bebidas, comportamentos e terapias especializadas, são descritos nos tratados Ayurvédicos e prescritos por médicos. Classificação das Terapias As terapias são amplamente classificadas em duas categorias: 1. Apatarpana 2. Santarpana Terapia de Drenagem Terapia de Nutrição

A última categoria, ou seja, a Terapia de Nutrição é subdividida em três grupos: 1. Brmhana – Terapia que promove o vigor corporal 2. Snehana – Terapia com Oleação 3. Stambhana – Terapia que inibe as secreções e excreções não naturais do corpo Uma classificação detalhada das terapias ayurvédicas é fornecida na tabela do próximo capítulo. Pode ser observado na mesma que o Snehana ou Terapia com Oleação tem um importante papel nos modelos de tratamento ayurvédicos. Esta
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terapia é realizada através de massagem e aplicação de óleo, etc., sobre a pele e é chamada Bahya snehana (terapia externa com oleação).

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Capítulo 2

SNEHANA OU TERAPIA COM OLEAÇÃO

A Terapia com oleação possui um papel importante na: 1. Preservação e promoção da saúde Positiva; e 2. Prevenção e cura das doenças. Esta terapia é administrada em uma pessoa utilizando duas técnicas diferentes:  Aplicação externa na forma de massagem (Abhyanga); e  Administração interna (Snehapana).

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Classificação das Terapias Ayurvédicas
Terapia de Drenagem (Apatarpana) Terapia de Nutrição (Santarpana)

Terapia de Alívio (Langhana)

Terapia de Fomentação (Svedana)

Terapia Secativa (Raksana)

Terapia de Nutrição (Brmhana)

Terapia com Oleação (Snehana)

Terapia Adstringente (Stambhana)

Terapia de Eliminação (Sodhana)

Terapia de Alívio (Samana)

Terapia Emética (Vamana)

Terapia Purgativa (Virecana)

Enema Medicinal (Niruha)

Outro tipo de enema medicinal (Anuvasana)

Inalação (Nasya) ou Venisecção (Rakta moksana)

Carminativa (Pacana)

Terapia digestiva (Dipana)

Fome (Ksudha)

Sede (Trsa)

Exercício Físico (Vyayama)

Exposição ao Vento (Maruta)

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Nasya (Terapia de Eliminação)

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Svedana (Terapia de Drenagem)

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Capítulo 3

MASSAGEM COMUM

De acordo com Vagbhata (Astanga Hrdaya : Sutra : 2 : 78), uma pessoa, tendo em vista a preservação e a promoção de sua saúde Positiva e a prevenção e a cura de suas doenças, deveria utilizar a massagem terapêutica diariamente. Esta técnica terapêutica possui os seguintes atributos específicos: 1. Previne e regula o processo de envelhecimento (Jara); 2. Ajuda o indivíduo a superar a fadiga (Srama) causada pela dura rotina diária da vida; 3. Previne e cura doenças causadas pelos desequilíbrios do sistema nervoso (Vata); 4. Promove a visão (Drsti prasada); 5. Auxilia na nutrição (Pusti) do corpo; 6. Proporciona longevidade (Ayus) ao indivíduo; 7. Ajuda a induzir o sono (Svapna); e 8. Promove o vigor (Dardhya) individual. Jara ou Processo de Envelhecimento A morte é inevitável. Mas, a morte antecipada e as doenças causadas pelo processo de envelhecimento podem ser facilmente prevenidas. Além do branqueamento dos cabelos e do enrugamento da pele, o processo de envelhecimento afeta a visão, a capacidade auditiva, as condições dentárias, o poder digestivo, o movimento intestinal e o sono. Durante a terceira
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idade, os ossos sofrem mudanças dando origem às osteoartrites; a coluna vertebral torna-se frágil e os discos intervertebrais podem tornar-se calcificados, resultando em rigidez, ou podem ser destruídas, resultando em escorregamento, assim como alterações e rupturas, no corpo das vértebras. Tais mudanças vão resultar em dificuldades nos movimentos, aumento da rigidez do corpo, dor e tonturas. Uma pessoa, com o avançar da idade, sofre de mal de Parkinson. Os músculos cardíacos e as artérias perdem sua flexibilidade, gerando doenças cardíacas, arteriosclerose e hipertensão arterial. Como conseqüência das alterações arteriais, o suprimento normal de sangue é afetado dando origem à degeneração senil dos tecidos cerebrais. Durante a velhice, portanto, a pessoa sofre de insônia e perda do poder da memória. Se há uma ruptura nas artérias do cérebro, causada pelo aumento da pressão sangüínea, a pessoa pode adquirir uma paralisia. Tudo isto e outras alterações ou doenças da velhice poderiam ser prevenidas e curadas, se já se tornaram manifestadas, pelo uso regular da massagem terapêutica. Srama ou Fadiga Durante o exercício físico ou o trabalho habitual, alguns produtos acumulam-se nas junções neuro-musculares levando à fadiga. Se as junções neuro-musculares permanecem com suas características saudáveis e se tanto os tecidos nervosos como os musculares estão tonificados, a pessoa pode evitar a fadiga apesar do trabalho pesado e do exercício físico. Isto é possível através da massagem terapêutica. Se a pessoa já está fatigada, no entanto, ela poderia ser curada rápida e facilmente através da massagem apropriada. Vata Roga ou Distúrbios Nervosos
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Todas as funções físicas e psíquicas do indivíduo são reguladas por três fatores básicos denominados vayu, pitta e kapha. Vayu ou Vata regula todas as funções motoras e sensoriais do sistema nervoso. Pitta regula todas as reações enzimáticas incluindo a digestão e o metabolismo corporal. Kapha ou slesma conserva os órgãos sensoriais unidos facilitando assim seu funcionamento harmonioso. As atividades de pitta e kapha são reguladas por vayu, e portanto, este vayu representa o papel mais importante na criação, sustentação, degeneração e destruição do corpo. Da mesma forma, os exercícios exercem influência considerável sobre o funcionamento da mente. Portanto, para o indivíduo ser saudável e feliz, este vayu deveria ser conservado em estado de equilíbrio. A massagem terapêutica ajuda na promoção e regulação do funcionamento apropriado deste vayu ou das atividades nervosas. Drsti ou Visão Os olhos possuem um importante papel nas atividades normais do indivíduo. Uma pessoa pode sofrer qualquer problema visual como conseqüência do uso inadequado dos olhos: o estudo freqüente sob luz insuficiente e postura incorreta, a leitura de textos com palavras de tamanho excessivamente reduzido, assistir televisão por tempo muito longo, a exposição à luz ofuscante, a observação constante de corpos luminosos, eclipse solar e lunar, a exposição da cabeça ao excesso de calor, lavar a cabeça com água muito quente e ingerir alimentos e bebidas oleosas e com sabor penetrante. Além disso, por causa do processo de envelhecimento, uma pessoa em idade adulta sofre de catarata, miopia e disfunção do nervo ótico. Por causa de uma dieta ou conduta incorretas, a pessoa, eventualmente, pode ser vítima de doenças incapacitantes dos olhos como retinite pigmentar, descolamento de retina e atrofia do nervo ótico. Mesmo a constipação comum pode dar origem a muitos distúrbios
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oculares incluindo a deficiência visual que, em um ou outro estágio, faz com que o indivíduo necessite de intervenção cirúrgica sem qualquer certeza de cura. A cegueira é o principal problema durante a idade avançada. Todos estes distúrbios poderiam ser prevenidos e curados através da massagem terapêutica. Pusti ou Nutrição dos Tecidos Os elementos teciduais chamados Dhatus na terminologia ayurvédica pertencem a sete categorias. São, certamente, nutridos pela ingestão adequada de alimentos. Mas se as enzimas responsáveis pela digestão e metabolismo são afetadas, então, ao invés de assimilar os alimentos e bebidas, a pessoa não consegue manter a boa saúde e seus tecidos permanecem subnutridos. Durante o processo metabólico, produtos residuais são formados, resultantes das reações enzimáticas, e precisam ser eliminados do organismo. Às vezes, por causa da má circulação e da atividade inadequada do sistema nervoso, estes produtos residuais permanecem aderidos aos tecidos e atrapalham a posterior nutrição de suas células. Estes produtos residuais são eliminados do corpo na forma de suor, urina, fezes, etc. Portanto, a massagem terapêutica, auxiliando na eliminação dos produtos residuais, representa um importante papel na prevenção dos distúrbios da nutrição e na cura das pessoas já portadoras de má-nutrição. Ayus ou Longevidade O tempo de vida normal de um indivíduo varia de região para região dependendo das condições geográficas, climáticas, dietéticas e culturais. Como a morte não pode ser evitada, é necessário que a pessoa viva um tempo de vida completo e não sucumba a uma morte antecipada. Se os elementos teciduais e os órgãos vitais do corpo continuarem a exercer suas funções
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apropriadamente, então, obviamente, o tempo de vida poderia ser prolongado e uma pessoa com longevidade e experiência de vida acumulada poderá ser um bem para a sociedade. A função destes órgãos vitais e tecidos poderia ser aprimorada e o tempo de vida poderia ser melhorado através da massagem terapêutica. Svapna ou Sono O indivíduo tem se tornado uma máquina. Ele trabalha continuamente sem dar tempo suficiente para o descanso da mente e do corpo. Se um adulto puder conseguir um sono natural e profundo durante pelo menos 6 horas por dia, seu corpo estará recuperado para o trabalho no dia seguinte. Com sua maneira artificial de viver, falar e pensar, a pessoa denominada civilizada não dorme bem. Faz com que o sono seja induzido artificialmente, através da ingestão de pílulas para dormir, que produzem efeitos colaterais indesejáveis, tanto sobre o corpo como sobre a mente da pessoa a longo prazo. Além dos fatores mentais, há muitos fatores físicos que causam a insônia. A ingestão excessiva de cafeína na forma de chá e café, a inalação excessiva de nicotina na forma de cigarros e tabaco, a busca excessiva de satisfação sexual e irregularidades dietéticas, assim como o medo, a ansiedade e a tensão mental dão origem à insônia. Para combater este desequilíbrio do sono, e outros distúrbios mentais relacionados, a massagem terapêutica é muito útil. Dardhya ou Vigor Um indivíduo, durante o curso normal e natural da vida, é exposto a diversos tipos de stress e pressões. Se o corpo não é capaz de permanecer resistente a estas tensões e pressões, acaba por se tornar vítima de diversas doenças. A massagem fornece uma forma passiva de exercício, mesmo para aqueles que não podem realizar atividades físicas por causa da idade ou debilidade.
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Mesmo tratando-se de uma pessoa saudável, a massagem proporciona vigor ao corpo, conservando-o saudável e feliz. Metáforas Ilustrativas O benefício da massagem é descrito no Ayurveda na forma de diferentes ilustrações metafóricas. Uma bolsa de couro tornase rapidamente gasta se usada com regularidade, mas se for engraxada com freqüência, durará muito tempo. O eixo da direção de um carro torna-se rapidamente gasto a menos que seja freqüentemente e apropriadamente lubrificado. O corpo é comparado a uma árvore. Se a raiz da árvore recebe água regularmente, a mesma viverá um longo tempo. Da mesma forma, com relação a analogia acima, se o corpo do indivíduo é untado apropriadamente através da massagem, ele vive longo tempo sem qualquer desgaste causado pela doença. Caraka (Caraka Samhita; Siddasthana : 6 : 11-13) descreve a utilidade específica da Terapia com Oleação da seguinte forma: Se um pote é untado com substância oleosa, a água no pote pode ser retirada com facilidade. Da mesma forma, se o corpo é untado, os três fatores causadores de doenças, denominados vayu, pitta e kapha, podem ser eliminados do corpo sem muita dificuldade. Esta afirmação é feita com relação aos desequilíbrios de vayu, pitta e kapha, que são responsáveis por causar todas as doenças no indivíduo. Se um pedaço de madeira molhada é incendiada, a água contida nela evaporará. De forma semelhante, se a Terapia de fomentação é aplicada sobre uma Terapia com oleação, todos os produtos residuais do corpo poderão ser facilmente retirados.

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Massagem Regular Como uma pessoa alimenta-se todos os dias, ela também deveria lançar mão da massagem todos os dias se quiser manterse saudável. Para uma pessoa saudável, a massagem deveria ser feita antes do banho, de forma que o excesso de óleo usado durante a massagem seja retirado com facilidade. Devido ao calor produzido durante o processo de massagem, ela deve esperar no mínimo uma hora antes de tomar seu banho. A massagem é muito útil antes da realização de exercícios físicos. Mas, para aqueles que não podem praticá-los e para aqueles que praticam yoga ou exercícios do yoga, a massagem pode ser aplicada mesmo após estes exercícios. Horário e Época do Ano para Massagem A massagem deve ser realizada apenas quando o paciente já fez a digestão do alimento ingerido durante a primeira refeição e quando ele está com fome e com sede (Astanga Sangraha). O óleo a ser utilizado para a massagem deve ser frio durante o verão e aquecido durante o inverno. O óleo de mostarda, o óleo cozido no qual se adicionam drogas aromáticas e flores e o óleo cozido com a adição de plantas medicinais podem ser utilizados em todas as estações do ano. Massagem e Exercícios Físicos A massagem pode ser aplicada sobre o corpo antes e depois do exercício físico. Através da massagem promove-se uma melhora da circulação sangüínea do corpo e remove-se a rigidez de várias articulações resultando em maior facilidade de movimentos dos órgãos durante o exercício. Se a massagem é aplicada depois do exercício, auxiliará na remoção dos produtos residuais metabólicos do corpo através do trato gastrointestinal.
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Melhores Dias para a Massagem A informação sobre dias mais adequados ou não para a massagem terapêutica é fornecida nos textos de Astrologia. As massagens aplicadas nas segundas-feiras, quartas-feiras e sábados são muito adequadas na medida em que promovem auspiciosidade e riqueza, assim como longevidade. Nos domingos, a massagem deveria ser feita com óleo cozido no qual se deve adicionar durva (Cynodon dactylon) e nas terças-feiras, o óleo para massagem deve ser cozido com flores aromáticas. Dias Não Recomendados A massagem não deve ser aplicada no 3o, 6o, 8o, 10o, 11o, 13o e no 14o dias de um período lunar de quinze dias.  No 3o dia a massagem provoca infelicidade.  No 6o dia a massagem causa redução no tempo de vida.  No 8o dia a massagem destrói as virtudes religiosas.  No 10o dia a massagem pode estar relacionada com a morte de um filho.  No 11o dia a massagem destrói a compleição.  No 13o dia a massagem destrói a riqueza.  No 14o a massagem dá origem a muitas doenças crônicas. Portanto, a massagem deve ser evitada nos dias acima mencionados de uma quinzena. Além destes, deve-se evitar a prática de massagem durante as constelações de Sravana, Ardra, Jyestha, Uttara phalguna e nos dias de sankranti (quando o sol se movimenta de um signo do zodíaco para outro). Esta proibição não se aplica a idosos e crianças pequenas.

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Massagem em Dias Proibidos As acima mencionadas proibições aplicam-se às massagens feitas com óleo de gergelim. Mas, mesmo durante tais dias, a massagem pode ser feita com os seguintes óleos: - Óleo de mostarda - Óleo cozido com flores aromáticas - Óleo cozido com a adição de diferentes plantas medicinais e seus produtos Sinais e Sintomas da Terapia com Oleação Adequada Sneha é o termo utilizado no Ayurveda para indicar todos os tipos de substâncias gordurosas como óleo, manteiga, ghee, etc. Na verdade, esta palavra é derivada da raiz snih que significa “ser aderente”, “estar preso a” ou “estar fundido a” ou “sentir afeição por”. Se o corpo está adequadamente untado mesmo através do uso interno de ghee, etc., ou através da massagem, haverá suavidade, maciez e viscosidade no corpo. Estas características aliviam vayu e ajudam na eliminação dos produtos residuais. É uma excelente terapia para a promoção da digestão e do metabolismo. Se uma pessoa está acostumada a ingerir óleo, ghee, etc., regularmente, uma pequena quantidade de alimentos pesados não origina qualquer tipo de distúrbio. Contra-indicações A massagem não deve ser aplicada em:  Um paciente portador de febre (em seu primeiro estágio) e indigestão. Se tal pessoa receber uma aplicação de massagem, sua doença pode tornar-se incurável.  Um paciente ao qual foi administrada qualquer terapia que utilize purgativos, eméticos ou enemas. Se esta pessoa receber a massagem sua força digestiva será suprimida.
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 Um paciente que sofre de doenças causadas por excesso nutricional. Com a massagem seu desequilíbrio pode ser agravado no futuro. A massagem, mesmo estando indicada para uso regular, diário, está proibida em certas circunstâncias. Ela não deve ser realizada durante o primeiro estágio da febre, se houver problemas com o processo digestivo e se houver ama (material não digerido) durante o processo de digestão e metabolismo. Se uma pessoa está sofrendo de doenças resultantes do desequilíbrio de kapha, a massagem também está proibida, porque kapha (fleuma) e ama estão intimamente relacionados. É especialmente proibida nas pessoas que sofrem de obesidade. Se, no entanto, tal pessoa sofre de distúrbios para os quais a massagem é fortemente indicada e mesmo que esteja destinada à cura da obesidade, os óleos de massagem, etc. podem ser preparados com um método especial e empregados na massagem. Métodos de Administração da Terapia com Massagem A massagem terapêutica pode ser administradas em uma pessoa de duas maneiras diferentes, a seguir: 1) Pode ser administrada regularmente a uma pessoa para prevenção de diversas doenças e para a manutenção e promoção da saúde Positiva. Geralmente, esta massagem é feita antes do banho. Tomando banho após a massagem, o excesso de óleo é removido e o óleo ou gordura que permanece sobre a pele é suficiente para produzir os efeitos esperados. 2) Pode ser empregada como terapia especial por um período limitado que será descrito posteriormente. Este tipo de massagem terapêutica especial é geralmente administrada para:
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a) O propósito do rejuvenescimento de forma a prevenir e corrigir o processo de envelhecimento e b) Curar diversas doenças crônicas, além de doenças incuráveis. Além dos propósitos acima mencionados, a Terapia com massagem juntamente com a fomentação também são indicadas antes da administração de diversas categorias de terapias de eliminação como emética (vamana), purgativa (virecana), os dois tipos de enemas medicinais (niruha e anuvasana) e inalatória (nasya) assim como aquela que envolve a sangria (rakta moksana). Administradas em associação, estas terapias de eliminação, na terminologia ayurvédica, são denominadas Pancakarma ou as cinco terapias especializadas. De acordo com o Caraka, estas cinco terapias incluídas no Pancakarma são as seguintes: 1. Vamana (Terapia Emética) 2. Virecana (Terapia Purgativa) 3. Niruha (Um tipo de enema medicinal que contém principalmente decocções de plantas, etc.) 4. Anuvasana (Um tipo de enema medicinal que contém principalmente óleo, etc.) 5. Nasya (Terapia Inalatória) Susruta menciona o Rakta moksana ou Terapia com sangria no lugar de Nasya ou Terapia inalatória descrita acima. O tratado de Vagbhata, no entanto, descreve tanto Nasya como Rakta moksana sob esta categoria de terapias especializadas de eliminação. Massagem Sobre Todo o Corpo ou Sobre Partes do Corpo A massagem regular deve ser realizada sobre todo o corpo, incluindo a cabeça, para a prevenção das doenças, promoção da saúde Positiva, rejuvenescimento do indivíduo e a
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cura das doenças. Mas a massagem em partes específicas do corpo possui alguns efeitos especiais. A massagem é, eventualmente, realizada apenas sobre partes específicas do corpo. Estas regiões do corpo são as seguintes:  Massagem localizada na cabeça (Siro’bhyanga)  Massagem suave após o gotejamento de óleo nos ouvidos (Karna purana)  Massagem localizada na sola dos pés (Padabhyanga) Seus atributos específicos serão descritos posteriormente.

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Capítulo 4

MASSAGEM LOCALIZADA NA CABEÇA

(SIRO’BHYANGA)

Além da massagem sobre todo o corpo, em determinadas circunstâncias, uma aplicação sobre uma única área do corpo pode ser muito útil. A cabeça é a região mais importante do corpo pois todos os sentidos e seus órgãos, como olhos, nariz, ouvidos, língua e pele, estão aí localizados. Portanto, a massagem sobre a cabeça proporciona nutrição a todos estes sentidos e promove seu funcionamento normal e natural. A massagem localizada sobre a cabeça é especialmente útil para os seguintes distúrbios: 1. Previne e cura as cefaléias 2. Previne e cura a queda de cabelos 3. Previne e cura o branqueamento prematuro dos cabelos 4. Previne e cura a calvície 5. Torna a raiz do cabelo mais forte 6. Torna os cabelos longos mais macios e brilhantes 7. Previne e cura erros de refração dos olhos 8. Promove a compleição da face 9. Permite que a pessoa tenha um sono profundo. Além da massagem, o óleo também pode ser aplicado sobre a cabeça para que se obtenha os benefícios acima citados na forma de Sirobasti, que será descrito posteriormente.

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Capítulo 5

ÓLEO NO CANAL AUDITIVO (KARNA PURANA)

Com o gotejamento de óleo dentro do canal auditivo, diversas doenças específicas deste órgão sensorial como otalgia, surdez, zumbido e muitas outras que acometam a região como a cefaléia, contração exagerada dos músculos do queixo, torcicolo e vertigem são curadas. Este procedimento também corrige problemas nos dentes e gengivas. Os ouvidos e os olhos estão intimamente relacionados com a sola dos pés. O gotejamento de óleo no canal auditivo produz frieza e remove a sensação de queimação nos pés. O gotejamento de óleo medicinal nos canais auditivos deve ser realizado antes das refeições durante o período diurno.

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Capítulo 6

MASSAGEM SOBRE A SOLA DOS PÉS

(PADABHYANGA)

Antes de deitar-se é muito benéfico realizar uma massagem sobre a sola dos pés. Este procedimento previne e cura a secura, a sensação de adormecimento, a aspereza e as rachaduras nas solas dos pés. Promove vigor para a marcha e a corrida, e fornece vigor aos membros. As solas dos pés estão intimamente relacionadas com os olhos e os ouvidos. Portanto, a massagem sobre a sola dos pés promove a visão e o adequado funcionamento dos órgãos auditivos. Cura a dor ciática, as cãibras e a contração dos ligamentos, vasos e músculos dos membros inferiores. Acima de tudo, a massagem ajuda uma pessoa a dormir profundamente à noite. Vagbhata (Astanga-hrdaya: Uttara tantra: 15: 66-67) forneceu uma bela descrição dos efeitos da massagem sobre a sola dos pés. De acordo com ele, há quatro “nervos” importantes nas solas dos pés, os quais estão conectados com a cabeça. Por causa do calor, da fricção e da pressão excessiva sobre a sola dos pés sob o peso do corpo, estes “nervos” tornam-se fragilizados resultando em redução do poder de visão da pessoa. Se a raiz destes “nervos” na sola dos pés forem massageados regularmente, a pessoa nunca irá sofrer de quaisquer doenças oculares.
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Permeabilidade do Óleo nos Diferentes Tecidos De acordo com o Ayurveda, o óleo, etc., empregados na massagem não têm ação confinada apenas à pele. Estes produtos e as drogas que foram fervidas neles penetram a pele e alcançam os diferentes elementos teciduais do corpo. O óleo medicinal utilizado na massagem permanece na pele por 300 segundos (matras) e então gradualmente e consecutivamente penetra através dos elementos teciduais como rakta (sangue), mamsa (tecido muscular), medas (tecido gorduroso), asthi (tecido ósseo) e majja (medula óssea). O óleo medicinal demora cerca de 100 segundos (matras) para penetrar cada um destes diferentes tipos de elementos teciduais. Outros métodos de Massagem Além da massagem com óleo, ghee e outros diferentes tipos de gordura, esta terapia pode ser administrada com as pastas e pós de plantas medicinais, etc. de diversas maneiras.

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Capítulo 7

UNÇÃO (UDVARTANA)

É denominada Udvartana ou Terapia com unção ou oleação o tratamento no qual a pasta de plantas medicinais é aplicada sobre o corpo, sendo permitido que fique quase totalmente seca para depois ser suavemente friccionada e removida. Benefícios do Udvartana A pessoa submetida à Terapia de unção ou Udvartana adquire os seguintes benefícios próprios da terapia: 1. Remoção do mau cheiro do corpo 2. Cura da sensação de peso, sonolência, prurido; cura das doenças causadas pelo acúmulo de produtos residuais, fome, sudorese excessiva e defeitos na pele. 3. Alívio de vayu 4. Auxílio na dissolução de kapha e gordura 5. Produção de estabilidade dos membros 6. Promoção da saúde da pele 7. Abertura dos orifícios dos canais de circulação 8. Promoção das enzimas responsáveis pelo processo metabólico na pele resultando em uma pele mais saudável 9. Promove especialmente a compleição nas mulheres e remove os pêlos indesejáveis de sua face e corpo.
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Fórmula para Udvartana

A formulação para a unção deve conter os seguintes ingredientes:
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 38 Kustha Musta Granthi parni Haridra Daru haridra Bala ou hribera Jatamamsi Vajigandha Puskara mula Nimba Aragvadha Tulasi Arjuna Ela Ajaji Sarsapa Tila Dhanyaka Bakuci Cakramarda Lavanga Padmaka Lodhra Candana Devadaru Agaru Sarala Nagakesara Punnaga Raiz Raiz Raiz Rizoma Raiz ou ramo Raiz Raiz Raiz Raiz Folha Folha Folha Folha Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Flor Casca Casca Cerne Cerne Cerne Cerne Flor Flor Saussurea lappa Cyperus rotundus Angelica glauca Curcuma longa Berberis aristata Coleus vettiveroides Nardostachys jatamansi Withania somnifera Inula racemosa Azadirachta indica Cassia fistula Ocimum sanctum Terminalia arjuna Amomum sabulatum Nigella sativa Brassica campestris Sesamum indicum Coriandrum sativum Psoralea corylifolia Cassia tora Syzygium aromaticum Prunus cerasoides Symplocos racemosa Santalum album Cedrus deodara Aquilaria agallocha Pinus roxburghii Mesua ferrea Calophyllum inophyllum

30. 31. 32. 33. 34. 35.

Karkandhu Nimba Guggulu Saindhava Bola Sarjarasa

Flor Flor Goma-resina Resina Resina

Zizyphus nummularia Azadirachta indica Commiphora mukul Sal-gema Commiphora myrrha Vateria indica

Os ingredientes acima mencionados devem ser postos a secar na sombra. Exceto para as resinas e sal, todos os demais itens devem ser primeiramente transformados em pó. Depois disso, as resinas e o sal devem ser adicionados. A fórmula deve, então, ser triturada com a adição de leite ou água. Deve ser adicionado posteriormente alguma substância corante. Esta pasta deve ser empregada na unção.

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Capítulo 8

FRICÇÃO DO CORPO COM PÓS (UDGHARSANA)

Além da pasta descrita no capítulo anterior, podem ser usadas plantas medicinais, etc. para friccionar todo o corpo durante a massagem, técnica esta denominada Udgharsana (Fricção com Pó). Este tipo de massagem apresenta os seguintes benefícios: 1. Cura do prurido, urticária e doenças causadas por vayu 2. Produção de estabilidade e luminosidade no corpo 3. A fricção da pele após aspersão de água produz espuma. Portanto, a fricção com sabonete em pó apresenta as propriedades acima mencionadas. Além disso, promove a atividade enzimática na pele e ajuda a remover as impurezas através da abertura das glândulas sudoríparas.

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Capítulo 9

SUBSTÂNCIAS OLEOSAS EMPREGADAS NA MASSAGEM TERAPÊUTICA

A substância oleosa a ser utilizada na massagem terapêutica deve ser retirada das seguintes fontes: 1. Taila ou óleo extraído de sementes e diferentes partes das plantas 2. Ghrta ou ghee extraído do leite (ou iogurte) de diferentes tipos de animais incluindo o leite humano. A manteiga destes animais também é utilizada na massagem. 3. Vasa ou gordura extraída através do cozimento de tecido muscular de animais. A gordura de animais como porco também é utilizada na massagem. 4. Majja ou medula óssea (tanto a variedade branca como a vermelha) também são empregadas na massagem. Propriedades dos Diferentes Tipos de Óleos e Gorduras Para a administração do Snehana ou Terapia de oleação com massagem, são geralmente empregadas quatro tipos de substâncias oleosas, ou seja, ghee, óleo, gordura e medula óssea. Seus atributos específicos são apresentados a seguir:

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1) Ghee (Ghrta) - Apresenta as seguintes propriedades: a) Alivia Pitta e Vayu mas não causa agravação de Kapha. b) Promove o Rasa (quilo), o sêmen e o Ojas (essência de todos os elementos teciduais). c) Alivia a sensação de queimação. d) Produz suavidade no corpo. e) Promove uma voz clara e uma boa compleição. f) Promove vigor e força digestiva assim como o metabolismo. g) Por sua característica lubrificante, alivia Vayu e por sua propriedade refrescante, alivia Pitta. Quando fervido com plantas que aliviam Kapha, também passa a apresentar esta propriedade de equilibrar Kapha. h) Possui a característica específica das substâncias yogavahin (que transportam as propriedades de outras drogas com as quais são fervidos). É a melhor das substâncias oleosas. 2) Óleo (Taila) – Possui as seguintes propriedades: a) Alivia Vayu, mas não agrava Kapha. b) Promove o vigor, a saúde da pele e a estabilidade do corpo. c) Limpa o aparelho gênito-urinário especialmente das mulheres. 3) Gordura muscular (Vasa) – Possui as seguintes propriedades: a) Cura ferimentos e fraturas ósseas. b) Útil nos prolapsos uterinos. c) Cura cefaléia e otalgia. d) Promove a visão.

Ghee: Manteiga derretida, não fervida, em fogo brando que é coada em pano fino para retirada do material branco. Também conhecida como manteiga purificada. 42

e) É muito útil para pessoas habituadas a realizar exercícios físicos pesados. 4) Medula Óssea (Majja) – Possui as seguintes propriedades: a) Promove o vigor, o sêmen e o Rasa (quilo e plasma). b) Melhora a qualidade do Kapha, do Medas (tecido adiposo) e da medula óssea. c) Promove especialmente o vigor dos ossos. Comparação entre as propriedades A gordura muscular (Vasa) é melhor que a medula óssea (Majja), o óleo é melhor que a gordura muscular, e o ghee é melhor que o óleo na facilidade com que promove a lubrificação do corpo. Para a finalidade de massagem, no entanto, o óleo (incluindo o óleo medicinal) é o melhor. Para uso interno, o ghee é sem dúvida o melhor. Óleo de Sementes Dentre os diferentes tipos de óleos extraídos de sementes, o óleo de gergelim é o melhor. Ele pode ser empregado nas massagens de forma pura ou fervido com a adição de diferentes drogas. Propriedades do Óleo de Gergelim Além da lubrificação, o óleo extraído de diferentes tipos de sementes oleaginosas ou de diferentes partes de plantas medicinais apresentam propriedades específicas. Na massagem, emprega-se o óleo de gergelim tanto para o propósito terapêutico quanto para a finalidade de rejuvenescimento. Suas propriedades são fornecidas a seguir:
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- O óleo de gergelim é predominantemente doce no sabor. É também adstringente em seu sabor secundário. - Tem a propriedade de penetrar através dos canais sutis do corpo. - É quente em sua potência. - É vyavayin, ou seja, realiza transformação metabólica após sua penetração em todo o corpo. - Eventualmente, agrava Pitta, mas não agrava Kapha. - É a melhor dentre as substâncias que aliviam Vayu. - Promove o vigor, a saúde da pele, a inteligência e o poder digestivo. - Quando combinado com outras drogas, o óleo de gergelim ajuda na cura de todas as doenças. Além do óleo de gergelim, e dos óleos extraídos de outras plantas, a água, o leite, o iogurte, a manteiga e a gordura animal também são empregados na massagem. Suas propriedades, assim como as características dos ingredientes empregados na massagem, como descrito no Nighantu de Madanapala são descritas no Apêndice I. Óleos Empregados para Propósitos Específicos O óleo extraído de diferentes sementes e outras partes de animais pode ser empregado tanto externamente (massagem) quanto internamente. Estes óleos, úteis para diferentes propósitos terapêuticos, são descritos abaixo: I. Laxantes – Para este fim, são úteis os óleos extraídos das seguintes plantas (sementes): 1. Tilvaka (Symplocos racemosa) 2. Eranda (Ricinus communis) 3. Kosamra (Schleichera oleosa) 4. Danti (Baliospermum montanum) 5. Dravanti (Croton tiglium) 6. Saptala (Acacia concinna)
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7. Sankhini (Calonyction muricatum) 8. Palasa (Butea monosperma) 9. Mesasrngi (Pistacia integerrima) 10. Indrayana (Citrullus colocynthis) 11. Kampillaka (Mallotus philippinensis) 12. Aragvadha (Cassia fistula) 13. Nilini (Indigofera tinctoria) II. Eméticos – Para este fim, são úteis os óleos extraídos das seguintes plantas (sementes): 1. Devadali (Luffa echinata) 2. Kutaja (Holarrhena antidysenterica) 3. Kosataki (Luffa acutangula) 4. Iksvaku ou Katutumbi (Lagenaria siceraria) 5. Dhamargava ou Mahakosataki (Luffa cylindrica) 6. Madanaphala (Randia dumetorum) Eliminação de Produtos Residuais da Cabeça – Para eliminação de Doshas da cabeça (Siro virecana), são úteis os óleos extraídos das seguintes plantas (sementes): 1. Vidanga (Embelia ribes) 2. Apamarga (Achyranthes aspera) 3. Sobhanjana (Moringa pterygosperma) 4. Suryavalli (Gynandropis gynandra) 5. Pilu (Salvadora persica) 6. Sarsapa (Brassica campestris) 7. Jyotismati (Celastrus paniculatus) Anti-ulcerativas – Para a cura de úlceras, são úteis os óleos extraídos das seguintes plantas (sementes): 1. Karanja (Pongamia pinnata) 2. Latakaranja (Caesalpinia crista) 3. Aragvadha (Cassia fistula)
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III.

IV.

4. Matulunga (Citrus medica) 5. Ingudi (Balanites agyptica) 6. Kirata tikta (Swertia chirata) V. Doenças de pele – Para o tratamento de kustha (doenças crônicas de pele, onde se inclui a hanseníase) são úteis os óleos extraídos das seguintes plantas (sementes): 1. Tuvaraka (Hydnocarpus wightiana) 2. Kapittha (Feronia limonia) 3. Kampillaka (Mallotus philippinensis) 4. Bhallataka (Semecarpus anacardium) 5. Patola (Trichosanthes cucumerina) Doenças Urinárias – Para o tratamento de mutrasanga (anúria), são úteis os óleos extraídos das sementes das seguintes plantas: 1. Trapusa (Cucumis sativus) 2. Karkati ou ervaruka (Curcuma utilissimus) 3. Kusmanda (Cucurbita pepo) 4. Tumbi (Lagenaria siceraria) 5. Karkaru (Cucurbita maxima) Cálculos renais – Para o tratamento dos cálculos renais, são úteis os óleos extraídos das sementes das seguintes plantas: 1. Brahmi ou Kapotavanka ou suvrcala (Bacopa monnieri) 2. Bakuci (Psoralea corylifolia) 3. Haritaki (Terminalia chebula)

VI.

VII.

VIII. Doenças Renais e Urinárias Crônicas – Para o tratamento de prameha (doenças urinárias crônicas, nas quais está incluído o diabetes), são úteis os óleos extraídos das seguintes plantas (sementes): 1. Sarsapa (Brassica campestris)
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2. 3. 4. 5. 6. 7. IX.

Atasi (Linum usitatissimum) Nimba (Azadirachta indica) Madhavi (Hiptage benghalensis) Manjistha (Rubis cordifolia) Katutumbi (Lagenaria siceraria) Jyotismati (Celastrus paniculatus)

Doenças Nervosas – Para o tratamento de doenças causadas por Vayu associadas com desequilíbrio de Pitta, são úteis os óleos extraídos das sementes das seguintes plantas: 1. Tala (Borassus flabellifer) 2. Narikela (Cocus nucifera) 3. Panasa (Artocarpus heterophyllus) 4. Moca (Salmalia malabarica) 5. Priyala (Buchanania lanzan) 6. Bilva (Aegle marmelos) 7. Madhuka (Madhuca indica) 8. Slesmantaka (Cordia myxa) 9. Amrataka (Spondias pinnata) Leucoderma – Para o tratamento de manchas brancas na pele (promove a pigmentação da pele tornando-a escura), são úteis os óleos extraídos das sementes das seguintes plantas: 1. Bibhitaka (Terminalia belerica) 2. Bhallataka (Semecarpus anacardium) 3. Madanaphala (Randia dumetorum) Hiper pigmentação – Para corrigir o excesso de pigmentação da pele, são úteis os óleos extraídos das sementes das seguintes plantas: 1. Ingudi (Balanites agyptiaca) 2. Priyangu (Callicarpa macrophylla) 3. Syonaka (Oroxylum indicum)
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X.

XI.

XII.

Doenças de Pele em Geral – Para o tratamento de doenças de pele, como a tinha, são úteis os óleos extraídos das sementes das seguintes plantas: 1. Sarala (Pinus roxburghii) 2. Pitadaru (Berberis aristata) 3. Simsapa (Dalbergia sissoo) 4. Aguru (Aquilaria agallocha)

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Capítulo 10

MASSAGENS TERAPÊUTICAS ESPECIAIS

No Ayurveda, muitas terapias são prescritas nas quais a massagem e a fomentação estão incluídas para serem administradas em associação. Estas terapias são até hoje muito utilizadas e popularmente administradas no sul da Índia, principalmente em Kerala. Geralmente, este tipo de terapia é utilizada por pessoas saudáveis para o propósito de rejuvenescimento. Além disso, são administradas também para diferentes tipos de pacientes na cura de suas doenças.

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Capítulo 11

PINDASVEDA OU NAVARAKIZHI

Esta é uma das terapias mais utilizadas com a finalidade de promover o rejuvenescimento do corpo. É um processo através do qual todo o corpo ou uma região do mesmo é levada a sudorificação através da aplicação de certos “pudins” de plantas medicinais seguida de massagem. O método mais comumente seguido é fornecido abaixo. Preparação da Decocção e dos Pudins (payasam) A raiz de uma planta denominada bala (Sida rhombifolia) é popularmente utilizada nesta terapia. Será necessário cerca de 500 gramas da raiz desta planta para este propósito. Após ser lavada apropriadamente, cortada em pedaços e triturada muito bem, as raízes são colocadas em um recipiente com aproximadamente 8 litros de água. Coloca-se então para ferver até que evapore e permaneça um quarto da água. Esta decocção é filtrada em coador ou pano. A quantidade de decocção restante é de aproximadamente 2 litros. Metade da mesma, ou seja, cerca de um litro, é adicionada a um litro de leite de vaca e o outro litro é reservado para ser utilizado posteriormente. Na acima mencionada decocção e leite (um litro de cada) é adicionado 500 gramas de arroz (sem casca). Cozinhase até que se torne semi-sólido como um pudim. Geralmente, este pudim é chamado de payasam (preparação de leite e arroz). Um
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tipo de arroz com casca chamado sastika, nivara ou navara (nome botânico = Oryza picta) é usado mais freqüentemente para esta preparação. O arroz navara também possui duas espécies, um é branco e o outro é branco enegrecido. O mais utilizado é o primeiro tipo. No caso do mesmo não estar disponível, embora seja muito barato, o tipo comum de arroz também pode ser usado pelo médico para a preparação deste pudim ou payasam. É importante lembrar que o arroz deve ser absolutamente limpo de sua casca. Em certas partes da Índia, o arroz é, primeiramente, cozido inteiro, seco e depois descascado. Mas, para esta fórmula, o arroz é descascado cru e sem ferver, e então adicionado à formula. Não é necessário lavar o arroz antes de adicioná-lo a fervura. Após descascado o arroz, ele deve ser limpo, removendose os restos de cascas, pedras e outros materiais estranhos. Só então é adicionado à mistura do leite com a decocção. É aconselhável triturar os grãos de arroz em pequenos pedaços antes de adicioná-lo à fórmula. Pedaços de pano São necessários oito pedaços de pano limpo e novo, que não sejam nem muito finos nem demasiadamente grossos, mas moderadamente entre macio e forte, para resistir à tensão do processo que se seguirá. Cada pedaço deve ter 40 cm. de comprimento e o mesmo de largura e suas bordas devem ser costuradas para que os fios não se soltem das bordas durante o processo de aplicação da terapia. Preparação dos Pindas Os pudins preparados de acordo com o processo descrito anteriormente devem ser divididos em oito partes iguais e colocados nestes oito pedaços de pano. As bordas destes panos são unidas e amarradas com um fio ou barbante, separadamente,
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para formar oito pílulas grandes (bolas, que são denominadas Pindas). As extremidades dos panos devem ser deixadas livres, ou seja, não amarradas, para facilitar o manuseio e para que o massagista possa segurá-las durante a massagem. Antes da massagem feita com estas bolas de pudim de arroz medicinal, o corpo do paciente deve ser preparado de forma apropriada. (Figura 1) Aplicação de Óleo O corpo do paciente deve ser lubrificado com óleo medicinal. O óleo a ser aplicado sobre a cabeça deve ser um pouco diferente do óleo aplicado sobre o corpo. O óleo aplicado sobre a cabeça não deve ser muito viscoso, enquanto que aquele aplicado sobre o corpo normalmente é bastante pegajoso. Diferentes tipos de óleos medicinais são utilizados dependendo do propósito para o qual a terapia é administrada. Para pessoas saudáveis e para o rejuvenescimento, os óleos empregados são de diferentes tipos. Por exemplo, se o paciente está sofrendo de alguma doença, o óleo medicinal deve ser preparado através do cozimento com drogas que curam seu tipo de doença. O óleo medicinal que vai ser empregado nesta terapia será prescrito pelo médico previamente, durante o exame do paciente (Figura 5). Necessidade da Massagem com Óleo Sem a aplicação deste óleo, a terapia Pindasveda não deve ser administrada ao paciente. A massagem prévia com óleo ajuda a manter a uniformidade do calor a ser aplicado durante a terapia com estas bolas de pudim (Pindas). O óleo também protege a pele da evaporação súbita e da perspiração. Se o paciente é exposto repentinamente ao frio logo após a aplicação das bolas quentes de pudim e da massagem, é provável que ele venha a sofrer de muitas doenças respiratórias.
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Proteção dos olhos O óleo aplicado sobre a cabeça não deve escorrer para a face e para os olhos do paciente, pois pode vir a causar irritação destes últimos e sensação de desconforto ao paciente. Portanto, uma tira de pano deve ser amarrada em torno da cabeça ao nível das sobrancelhas para evitar o fluxo de óleo da cabeça para os olhos. Mesa de Massagem Para a administração desta terapia, um tipo especial de mesa é empregada. Para a fabricação desta mesa, utiliza-se normalmente o cerne da árvore neem (Azadirachta indica), da khadira (Acacia catechu), da asana (Pterocarpus marsupium), da arjuna (Terminalia arjuna) ou da mangueira. Geralmente a mesa é preparada (entalhada) a partir de uma única peça de madeira sem que haja qualquer encaixe na base da mesa. Tradicionalmente, a massagem é feita com os massagistas agachados no chão. Portanto, a mesa tradicional não é muito alta. Mas se os massagistas preferirem, como ocorre atualmente, aplicar a massagem estando em pé, então a mesa deve ter um suporte de forma que sua altura possa ser ajustada conforme o necessário. Um suporte ajustável pode ser fixado embaixo da mesa de forma que massagistas com alturas diferentes possam utilizá-la convenientemente. De qualquer forma, os massagistas devem ter alturas semelhantes para possibilitar que todos exerçam pressão uniforme sobre o paciente durante o processo de massagem.

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Desenho esquemático com as medidas de uma mesa de massagem tradicional. Observe que a mesma não possui pedestal. As mesas modernas já possuem pés em altura adequada.

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Geralmente, a peça de madeira a ser selecionada para o preparo desta mesa tem 350 cm. de comprimento, 85 cm. de largura e 25 cm. de espessura. Nas duas extremidades da peça de madeira, deve-se entalhar quatro cabos arredondados de 20 cm. nos quatro cantos (no fundo). Cada cabo deve ter 20 cm. de comprimento e 4 cm. de diâmetro para que seja fácil o manejo da mesa quando for alterar sua posição. Deve ser deixada uma margem de 5 cm. em toda a volta e, então, a superfície interna restante da madeira deve ser entalhada como uma bacia com 3 cm. de profundidade por igual. Divide-se então a mesa em dois compartimentos – um para acomodar a cabeça, que deve ter 75 cm. e o outro para o resto do corpo, que terá 220 cm. de comprimento. Entre estes dois compartimentos, deverá haver uma elevação de cerca de 5 cm. Sobre esta divisão elevada o pescoço do paciente permanecerá apoiado durante o processo de massagem. O compartimento destinado à cabeça é novamente dividido em dois segmentos distintos – um na extremidade proximal com 40 cm. de comprimento e o outro na extremidade distal com 35 cm. de comprimento. O primeiro segmento deve ter uma inclinação em direção ao outro segmento enquanto este terá um nível normal. Para sustentar a cabeça, deve ser entalhado um buraco de 20 cm de diâmetro com inclinação em direção ao centro. Deve haver um pequeno furo no centro deste apoio circular através do qual o óleo em excesso poderá ser convenientemente drenado para fora da plataforma. No segundo compartimento, destinado ao resto do corpo, devem ser feitos dois pequenos buracos nos dois cantos distais para que o óleo em excesso escorra da mesa. Além disso, para facilitar a drenagem, faz-se uma saída no centro da borda mais inferior. Tradicionalmente, apenas a drenagem central é feita e os furos nos cantos são evitados. Devem ser colocados alguns recipientes sob estes furos para coletar o óleo drenado e evitar
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que ele se derrame no chão. Então, as bordas e os segmentos para a cabeça e o corpo devem ser aplainados e arredondados de forma que o paciente possa deitar-se confortavelmente sobre a mesa durante o processo da terapia. Esta mesa deve ser fixada sobre um suporte ou estrutura adequada que tenha quatro pés. Deve-se assegurar que a mesa não se mova ou faça barulho durante a massagem, por causa de parafusos frouxos. O paciente deve ser sentado sobre a mesa, primeiramente, antes de começar a terapia. A metade da decocção de bala (Sida rhombifolia), que foi preparada anteriormente e reservada, deve ser despejada em um recipiente, adicionada com igual quantidade de leite de vaca e colocada sobre um forno ou fogão com fogo fraco. As bolas de pudim (pindas) devem ser depositadas no recipiente até ficarem mornas. Durante o procedimento, estas bolas de pudim (pindas) vão perdendo calor e tornando-se gradualmente frias. Nesta terapia, é essencial que durante todo o processo, seja mantida uma temperatura uniforme e, portanto, o aquecimento dos pindas (bolas de arroz medicinal) deve ser contínuo e uniforme. Para este propósito, os pindas devem ser mergulhados repetidamente na decocção e leite em fervura acima mencionada. O fogão utilizado para ferver a decocção não deve fazer fumaça nem aquecer demais o ambiente para evitar a irritação e a sensação de desconforto aos pacientes e massagistas. A sala deve ser bem ventilada e bem iluminada, tomandose o cuidado de observar que o paciente não esteja exposto à corrente de ar, poeira ou que os raios de sol não estejam incidindo diretamente sobre ele. Para assegurar estes cuidados, as portas e janelas da sala devem ser providas de cortinas feitas de tecidos leves.
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Massagistas Esta terapia consiste da aplicação de uma massagem geral do paciente com o auxílio de bolas de pudim (pindas) preparadas anteriormente. São necessários quatro massagistas para sua aplicação. Além do médico, que estará supervisionando o processo, deve haver um outro assistente que ajudará na retirada dos pindas (bolas de arroz medicinal) já frios usados pelos massagistas, fornecendo outros retirando-os da decocção fervente. Os massagistas devem ser silenciosos (não agitados e faladores) e inteiramente concentrados em seu trabalho. É recomendado que procedam a algum tipo de meditação antes do início da terapia (Figura 2). Através de seu comportamento, eles não devem causar aborrecimento ou desagrado ao paciente. Se uma paciente vai se submeter à terapia, é melhor que sejam empregadas assistentes e massagistas mulheres. No caso de não disponibilidade, massagistas homens, mais velhos e experientes também podem ser contratados. Mas é essencial que estes massagistas e assistentes mantenham o mais absoluto respeito durante o processo da terapia. A sala deve ter a comodidade para a livre movimentação dos assistentes e do médico supervisor. Deve ser isolada e distante das áreas públicas para manter a privacidade do paciente. O paciente deve retirar suas roupas e vestir apenas uma tanga ou roupa de baixo. No início, ele deve permanecer sentado. Quatro dos pindas são fornecidos aos quatro massagistas. Estes pindas foram deixados na fervura de leite e decocção até se tornarem mornos. Depois, são deixados fora por quatro a cinco minutos até que o calor diminua e a temperatura fique confortavelmente morna para a massagem. Cada massagista deve pegar um destes pindas, segurando-os com a mão direita pelo pano solto e a base do pinda é colocada sobre o dorso da mão para testar sua temperatura (Figura 6).
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Depois disso, os massagistas devem começar a massagear o paciente. A direção da massagem deve ser sempre de cima para baixo, começando pela área do pescoço. Dois dos massagistas permanecem do lado direito do paciente e dois do lado esquerdo. Dois deles ficam próximos à cabeça e massageiam da cabeça ao quadril e os outros dois ficam próximos às coxas massageando do quadril à sola dos pés. De ambos os lados, a massagem deve ser aplicada simultaneamente. Todo cuidado deve ser tomado para assegurar que a temperatura e a pressão se mantenham uniformes em todas as partes do corpo. Enquanto os primeiros quatro pindas estão sendo usados, os demais permanecem na decocção com leite em processo de aquecimento. Quando os primeiros se tornarem frios, são colocados no recipiente e os pindas mornos são retirados para uso. A massagem deve ser conduzida sem qualquer interrupção notável ou intervalo. Portanto, a substituição dos pindas já frios pelos pindas aquecidos deve ser feita o mais rápido possível. Posição do corpo O paciente permanecerá na mesa de massagem, primeiramente sentado (1). Depois de ser massageado por algum tempo, ele deve deitar-se primeiramente sobre o dorso (2), de forma que a massagem continue nesta posição. Depois disso, ele deve deitar-se sobre o lado direito (3), depois, novamente sobre o dorso (4), e então, sobre o lado esquerdo (5), e novamente sobre as costas (6), até que finalmente seja massageado sentado com as costas eretas (7). A massagem é feita em todas estas sete posições, Em cada uma destas posições, a massagem é feita durante 15 minutos aproximadamente (Figuras 3,4 e 7). Portanto, o processo por completo demora cerca de 1 hora e 45 minutos a 2 horas. O tempo de terapia pode, no entanto, ser aumentado ou diminuído de acordo com a condição geral, com o vigor do
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paciente e a doença da qual ele está sofrendo. O médico deve avaliar as necessidades exatas do paciente. Durante o processo de massagem, a mistura de decocção e leite conservada sobre o fogão para fervura geralmente esgotase, porque os pindas precisam ser freqüentemente mergulhados dentro dela. Após a massagem, os pindas são abertos e a porção restante de pudim é retirada. Aplica-se este arroz medicinal sobre o corpo do paciente, que é suavemente esfregado de acordo com o procedimento seguido na massagem (Figuras 8 e 9). Este processo deve durar cerca de cinco minutos. Logo depois, o pudim de arroz medicinal fica aderido sobre a pele do paciente, devendo ser retirado, raspando-se com o auxílio de uma espátula ou faca fina e sem corte. Tradicionalmente, isto é feito com o auxílio de uma lâmina de casca de coco. O óleo da cabeça é retirado esfregando-a suavemente com uma toalha seca. Tanto a raspagem do corpo como o enxugamento da cabeça devem ser feitos suavemente de forma a evitar a produção de calor pela fricção, etc. A cabeça e o corpo, já limpos, devem ser lubrificados com óleos medicinais. O óleo medicinal a ser empregado para este propósito deve estar de acordo com a necessidade do paciente e deve ser especialmente selecionado pelo médico. Depois, o paciente deverá fazer uma lavagem do corpo. Banho A água para o banho deve ser fervida e adicionado com algumas ervas medicinais que serão selecionadas pelo médico. Após fervura, as ervas devem ser filtradas e a água deve esfriar até tornar-se morna. Para a cabeça, no entanto, a água não deve ser morna de maneira nenhuma. A água a ser usada na lavagem da cabeça deve estar na temperatura ambiente. Para remover o excesso de óleo do corpo e da cabeça, deve ser friccionada a farinha de grão de bico. Será melhor se um
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assistente for contratado para dar o banho no paciente, porque o próprio não conseguirá esfregar a farinha em todo seu corpo de maneira uniforme. Após o banho, o paciente deve ser enrolado em uma manta de algodão ou lã, dependendo da estação e das condições climáticas e deve fazer um repouso durante cerca de uma hora. Ele não deve ser perturbado por barulho ou exposto ao sol, poeira, temporal, vento frio e fumaça. É aconselhável que o paciente, enquanto deitado, faça algum tipo de meditação, se possível a meditação transcendental. O paciente não deve dormir durante esta uma hora e deve-se fornecer a ele, depois disso, uma comida leve. Duração da Terapia A duração do tratamento é variável, dependendo do vigor e da natureza da doença. A terapia pode ser aplicada diariamente ou em dias alternados por um período de 7 a 14 dias. A duração do tratamento deve ser avaliada pelo médico. Tradicionalmente, o tratamento pode durar 7, 9, 11 ou 14 dias. A cada dia, a posição do corpo do paciente deve ser mudada. Os massagistas são tipos diferentes e apesar de todas as precauções, eles devem exercer diferentes tipos de pressão enquanto realizam a massagem. Alternando suas posições durante as terapias, elimina-se este provável problema. Devem ser observadas algumas restrições com relação à dieta e comportamento durante o decorrer da terapia e também durante alguns dias depois da terapia. Estes detalhes serão descritos posteriormente. Esta terapia permite que muitos benefícios sejam adquiridos pela pessoa saudável e pelo paciente. Produz tanto lubrificação quanto fomentação do corpo. Torna o corpo flexível, elimina a rigidez e o edema nas articulações e cura doenças causadas pelo desequilíbrio de vayu. Como os canais de
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circulação estão livres de obstruções, a circulação de sangue torna-se mais eficiente e remove os produtos residuais do corpo. Isto melhora a compleição da pele, eleva pitta, proporciona digestão e restaura o vigor. Evita o excesso de sono, mas permite que a pessoa tenha sono profundo durante a noite. Esta terapia é muito efetiva na cura de doenças do sistema nervoso, no reumatismo crônico, nas osteoartrites, na gota, no emagrecimento às custas de musculatura nos membros e cura doenças causadas por desequilíbrio do sangue. Torna o corpo forte e vigoroso com uma musculatura bem desenvolvida. Promove a sensibilidade visual e dos demais órgãos sensoriais. É muito eficaz para pessoas que sofrem de insônia, pressão alta, diabetes e doenças crônicas de pele. Evita o processo de envelhecimento, o branqueamento prematuro dos cabelos, a calvície, o aparecimento de rugas sobre o corpo e outras doenças causadas pelo processo de envelhecimento. Pode ser administrada a pessoas de todas as idades – tanto em homens como em mulheres. Deve-se tomar cuidado na administração desta terapia em pessoas que sofrem de doenças cardíacas. No entanto, se forem tomados cuidados na manutenção da uniformidade da temperatura durante o processo de massagem, não ocorrerão efeitos indesejáveis.

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Pindasveda ou Navarikizhi

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Capítulo 12

KAYASEKA OU PIZHICHIL

Para o tratamento de doenças causadas por um desequilíbrio no funcionamento do sistema nervoso, esta talvez seja a melhor terapia. Esta terapia envolve essencialmente a aplicação de óleo medicinal aquecido sobre o corpo de acordo com um procedimento prescrito, resultando em sudorificação uniforme. O paciente deve permanecer sentado sobre a mesa de madeira já descrita em detalhes. No Ayurveda, ela é chamada de Taila-Troni. Dependendo do vigor do paciente e da doença da qual ele esteja sofrendo, o médico deve selecionar o óleo apropriado para esta terapia. Como na terapia anterior, uma tira de pano limpo deve ser amarrado na cabeça do paciente ao nível das sobrancelhas, para evitar que o óleo escorra da cabeça para os olhos, o que pode causar irritação e dar uma sensação de desconforto ao paciente. Esta terapia é aplicada tanto em pessoas saudáveis quanto em pacientes. No caso de pessoas saudáveis, provoca o rejuvenescimento do corpo e ajuda na preservação e promoção da saúde positiva. No caso de pacientes, cura diversas doenças, e os detalhes sobre este tópico serão discutidos posteriormente. A aplicação em pessoa saudável emprega geralmente uma mistura de óleo de gergelim e manteiga de leite de vaca. Óleos medicinais cozidos com drogas de efeito rejuvenescedor também
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podem ser utilizadas nesta terapia. O óleo mais adequado para a pessoa deve ser, obviamente, selecionado por um médico experiente. A duração do tratamento pode variar dependendo da natureza da doença e das condições físicas e mentais do paciente. A pessoa deve permanecer sentada sobre a mesa de madeira e quatro assistentes devem sentar-se ou permanecer em pé – dois de cada lado da mesa para que realizem a massagem. O óleo medicinal deve estar em temperatura morna e tolerável. Com o auxílio de pedaços de pano (de 50 cm. x 50 cm. de tamanho) o óleo deve ser retirado do recipiente e o pano deve ser espremido sobre o corpo do paciente pelos massagistas com suas mãos. O derramamento do óleo também pode ser feito com o auxílio de jarras especialmente preparadas com uma boca estreita através do qual o óleo sai uniformemente do recipiente. O óleo deve ser derramado sobre o corpo do paciente com velocidade média e uniforme. Não deve ser nem muito rápido nem muito lento e deve ser derramado de uma altura moderada. Primeiramente, o óleo medicinal tem que ser aplicado sobre a cabeça e depois sobre o corpo. Para a aplicação sobre a cabeça, o óleo deve estar na temperatura ambiente e para o corpo, deve estar morno. Depois disso, o derramamento deve ser feito suavemente. O óleo continua a ser derramado até que o corpo comece a transpirar sobre a testa, o peito e as axilas. Os assistentes, enquanto derramam o óleo como descrito acima, ao mesmo tempo, massageiam o corpo do paciente suavemente com sua mão esquerda. Este derramamento de óleo deve ser feito apenas depois que os assistentes tenham examinado a temperatura do óleo com suas próprias mãos, para se assegurarem que óleo excessivamente quente seja derramado sobre o corpo ou a pele do paciente. Além da sensação de desconforto e aquecimento excessivo, o óleo quente pode causar queimaduras.
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Os pedaços de pano são mergulhados no recipiente de óleo, que é conservado sobre o fogão com um fogo muito fraco. A temperatura do óleo deve ser testada pela mão dos massagistas e, depois, os panos devem ser espremidos sobre o corpo do paciente. A massagem deve ser aplicada sempre de cima para baixo. O processo de massagem é feito em todas as sete posições do paciente, como descritas na terapia anterior. Geralmente, necessita-se de uma hora e meia a duas horas para esta terapia. Demora cerca de meio minuto para o óleo penetrar a pele do paciente e, gradualmente, o mesmo penetra todos os sete grupos de elementos teciduais do corpo. O derramamento de óleo sobre a cabeça deve ser feito de uma altura de 8 cm. do nível da cabeça. Sobre as demais partes do corpo, o derramamento deve ser feito de uma altura de 20 cm. Se for aplicado um óleo muito quente sobre o corpo, pode gerar sensação de queimação, erisipela, perda dos sentidos, fadiga, rouquidão, dores articulares, vômitos, hemorragias, febre e urticária. O óleo utilizado para esta terapia pode ser coletado em vasilhas, mantidas sob os furos da mesa e este óleo pode ser utilizado repetidamente para o mesmo paciente ainda por três aplicações. Depois, utiliza-se óleo fresco para este paciente. Se, no entanto, o paciente puder arcar com as despesas, é sempre melhor utilizar óleo fresco todos os dias. O paciente às vezes, sente-se completamente exaurido após esta terapia. Neste caso, ele deve ser ventilado e um pouco de água fria deve ser respingada sobre seu corpo; ele deve ser obrigado a descansar e depois permite-se que se levante. Depois disso, o corpo deve ser massageado e o excesso de óleo deve ser retirado com uma toalha limpa e seca. Aplica-se novamente óleo fresco sobre a cabeça e o corpo e a farinha de grão de bico é derramada sobre o corpo e novamente retira-se o excesso de óleo. Depois o paciente é encaminhado ao banho. A água do
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banho deve ser fervida com folhas de plantas medicinais. A água usada para lavar a cabeça deve estar na temperatura ambiente e a água sobre o corpo deve ser morna. O banho deve ser tomado com o auxílio de assistentes. Após o banho, ele deve ser vestido com panos limpos e secos. O paciente deve, então, beber água fervida com gengibre seco e coentro. Se ele sentir fome, deve ingerir algum alimento leve e líquido. A preparação deve ser fervida com ervas digestivas e carminativas (contra gases intestinais). Haverá certas restrições em sua dieta e comportamento durante o decorrer da terapia e por um igual número de dias após seu término. Em geral, o paciente deve ter absoluto controle sobre o corpo e a mente e deve evitar relações sexuais para conseguir os melhores benefícios desta terapia. Ele deve ficar fisicamente e mentalmente tranquilo e calmo. A duração do tratamento variará dependendo do vigor do paciente e da doença da qual o paciente é portador. A terapia deve ser aplicada diariamente ou com intervalos de 1, 2, 3 ou 4 dias. Geralmente, uma série de aplicações pode durar 14 dias. Para um paciente que sofre de doenças causadas por vayu e kapha, o óleo deve ser morno. O óleo sobre a cabeça, como sempre, deve estar na temperatura ambiente. Para um paciente que sofre de doenças causadas por pitta, o óleo deve estar apenas ligeiramente quente ou deve estar na temperatura ambiente, mesmo sobre o corpo. Pode ser utilizado leite medicinal ou vinagre azedo no lugar do óleo medicinal. Se o leite ou o vinagre forem empregados nesta terapia, o paciente deve ingerir leite fresco e vinagre todos os dias.

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Capítulo 13

DERRAMAMENTO DE ÓLEO SOBRE A CABEÇA

(SIRODHARA)

Esta é uma das excelentes terapias para o tratamento de diversas doenças relacionadas com a cabeça, pescoço, olhos, nariz, garganta e sistema nervoso. Sua utilidade terapêutica é bem reconhecida na cura de insônia de longa duração e esquizofrenia. É utilizada também em associação com outros medicamentos para pacientes que sofrem de epilepsia. Durante esta terapia, derrama-se sobre a testa, na fronte e entre as sobrancelhas, de maneira contínua, óleo, leite ou manteiga de leite medicinais. Se for utilizado óleo, esta terapia recebe o nome de Taila dhara. Se for empregado o leite, então denomina-se Dugda dhara. Se, no entanto, a manteiga de leite for utilizada para administrar esta terapia, ele recebe o nome de Takra dhara.

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Capítulo 14

TAILA DHARA

O paciente deita-se sobre seu dorso na mesa de madeira especialmente preparada para esta terapia. Geralmente, a mesa utilizada para Navarakizhi serve também para este propósito. Primeiramente, a cabeça do paciente é untada com óleo medicinal. Depois, o corpo também é massageado com este óleo. A cabeça do paciente deve ficar em posição ligeiramente elevada, de preferência sobre um travesseiro forrado com tecido de plástico ou de borracha. O óleo a ser utilizado nesta terapia deve ser selecionado pelo médico dependendo da natureza da doença do paciente. Geralmente, dois assistentes são necessários para esta terapia. Um deles deve segurar o recipiente contendo o líquido, de forma que o gotejamento caia exatamente sobre a região entre as duas sobrancelhas e o outro coleta o óleo do recipiente colocado abaixo, colocando-o de volta no primeiro recipiente de onde ele gotejará novamente. O recipiente para guardar o óleo, o leite ou a manteiga é preparado de forma especial. Geralmente, uma vasilha de argila com capacidade para cerca de 2 litros e meio é empregada para este propósito. A vasilha deve ter cerca de 15 cm. de profundidade, boca larga, tendo um fundo arredondado. Deve ser lisa, tanto na área interna como na externa, e forte o suficiente para sustentar a tensão e o peso do óleo e a manipulação pelos
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assistentes. Pode ser feito de barro cozido, vidro, ouro, prata, madeira, porcelana ou aço inoxidável. A borda próxima da boca da vasilha deve ser amarrada com correntes e pendurada no teto ou em um suporte sobre a cabeça do paciente. Deve haver um furo no fundo desta vasilha – a dimensão deste furo deve ser de cerca de 1 cm. de diâmetro ou o suficiente para permitir que a ponta do dedo mínimo do paciente passe por ele. Sobre este buraco, deve ser colocada uma pequena cuba semi-esférica e oca. Tradicionalmente, utiliza-se uma concha dura de casca de coco. Mas esta cuba pode ser feita de barro cozido ou de metal. Sobre o topo desta cuba, deve haver um buraco correspondente ao do fundo da vasilha. A cuba é colocada sobre o fundo da vasilha com a boca para baixo. Através do buraco na cuba, passa-se um barbante de cerca de 10 cm de comprimento deve ser amarrado, deixando-se um extremidade livre. O barbante é passado também pelo buraco do fundo da vasilha. A extremidade que fica sobre a cuba deve ser firmemente amarrada com um nó de forma que não se solte durante a terapia, devendo estar suficientemente solto para permitir um contínuo e regular fluxo do líquido que está sendo derramado na vasilha para o tratamento. Ao invés de um nó, tradicionalmente, um pedaço de madeira é amarrado na extremidade do fio de algodão para conservá-lo fixo e não permitir que ele caia. A vasilha é pendurada com o auxílio de correntes no teto da sala através de um gancho ou de um suporte especialmente desenhado para este fim. A extremidade do barbante deve ficar 8 cm. acima da cabeça do paciente. Para assegurar isto, as correntes que seguram a vasilha devem ser um pouco ajustáveis. Depois disso, o líquido é derramado na vasilha e faz-se um fluxo contínuo através do fio sobre a região exata da fronte. O óleo que escorre da cabeça do paciente é recolhido em um recipiente colocado sob a mesa e o mesmo é novamente reciclado para a
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vasilha. Atualmente, por conveniência, um tipo diferente de vasilha é utilizada. O processo continua durante cerca de uma hora e meia. Durante toda a terapia o paciente deve permanecer deitado sobre o dorso e não deve mover o corpo. Esta terapia é administrada diariamente durante cerca de 7 a 14 dias dependendo da natureza da doença e das condições mentais e físicas do paciente. Esta terapia é administrada preferencialmente pela manhã e nunca deve ser aplicada durante a tarde ou noite. Manipulação do Óleo Medicinal Para preparar o óleo para a terapia Taila dhara, deve-se adotar, em geral, o seguinte procedimento: Um quilograma de raiz de bala (Sida rhombifolia) é adicionado a 16 litros de água, fervido até a água ser reduzida a um quarto. A decocção é filtrada e a ela é adicionado um litro de óleo de gergelim e 250 gramas da pasta de raiz de bala. O óleo é cozido em fogo brando. Quando a pasta torna-se pegajosa, um litro de leite de vaca é adicionado e posteriormente fervido até a pasta tornar-se endurecida ao ser tocada e rolada entre dois dedos. Se esta pasta for colocada sobre a chama, não haverá nenhum ruído estalando. O recipiente para o cozimento é retirado do fogo e colocado para resfriar. Depois, o óleo é retirado por filtração e espremendo-se a pasta. Este óleo medicinal é geralmente empregado na terapia Taila dhara. Tradicionalmente, alguns médicos utilizam manteiga de vaca no lugar de óleo de gergelim nesta preparação para obter melhores resultados terapêuticos. Se este ghee medicinal for empregado nesta terapia ela passa a chamar-se Ghrta dhara. Para diferentes tipos de doenças, outros tipos de óleos medicinais são utilizados nesta terapia. Seu método de preparo geral e as fórmulas são fornecidos no Apêndice I.
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Capítulo 15

DUGDHA DHARA O leite também pode ser utilizado para esta terapia no lugar do óleo medicinal. Para este propósito, cerca de dois litros de leite de vaca devem ser adicionados a oito litros de água. Deve-se adicionar também 50 gramas de bala (Sida rhombifolia) e 50 gramas da raiz grossa de satavari (Asparagus racemosus). Estas raízes devem ser limpas adequadamente e cortadas em pedaços pequenos, colocadas em um pano fino e forte e amarradas levemente com o auxílio de um barbante formando uma bola. Esta bola de raízes é colocada dentro do leite diluído com água e fervidas no fogão até que sejam reduzidas a cerca de 2 litros. Depois, o recipiente é colocado a esfriar. Quando estiver frio o suficiente para ser manuseado, deve-se retirar a trouxa de bala e satavari com os dedos para fora do recipiente. Agora o leite está pronto para ser utilizado na terapia. Ele deve ser resfriado – se necessário, pode-se misturá-lo para que esfrie. Toda película formada na superfície do leite frio deve ser removida. Adiciona-se cerca de 2 litros de água de coco bem verde e depois utiliza-se na terapia. Antes da administração, a cabeça e o corpo do paciente deve ser untado com óleo medicinal e aplicada uma massagem. O leite sozinho, sem adição da água de coco verde, também pode ser utilizado para esta terapia. É muito útil para pessoas portadoras de insanidade, insônia, sensação de queimação, vertigem e paralisia agitans.
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Como substituto do leite de vaca, pode ser utilizado o leite humano, com vantagens consideráveis. É especialmente empregado nos casos de delírio, insônia, inconsciência e febre crônica. Para um litro de leite humano, deve ser adicionado uma grama de cânfora. Como no caso de Taila dhara, o corpo do paciente deve ser untado com óleo medicinal antes da administração da terapia. Mas se esta terapia for aplicada a um paciente portador de febre tifóide, então sua cabeça e seu corpo devem ser untados e não deve ser aplicada massagem. Após derramar o leite sobre a fronte do paciente durante uma ou duas horas, sua cabeça deve ser limpa com a ajuda de um pano seco e limpo (toalha). O paciente, após a terapia, deve descansar durante cerca de uma hora antes de retomar suas atividades.

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Capítulo 16

TAKRA DHARA

Dois quilogramas da polpa de amalaki (Emblica officinalis) deve ser fervida com 8 litros de água até que seja reduzida a 1 litro. A decocção é então coada através de um pano e adicionada a 1 litro de manteiga de vaca. Para preparar a manteiga, meio litro de leite deve ser fervido, adicionado a um fermento e conservado durante a noite. Adiciona-se meio litro de água e bate-se até extrair a manteiga. A manteiga é retirada e apenas a porção líquida é utilizada nesta terapia, adicionada com a decocção de amalaki. Antes de administrar a terapia, a cabeça e o corpo do paciente deve ser untado com óleo medicinal. Tradicionalmente, 1 litro de leite de vaca é adicionado a 4 litros de água. A esta solução, são juntadas 50 gramas de tubérculos triturados de musta (Cyperus rotundus) que foram amarradas em um pano formando uma bola. Após ferver, o leite fica reduzido a 1 litro. A trouxa de pó de musta é espremida para fazer com que todo o líquido aí contido seja retirado. O mesmo leite é deixado a esfriar. Dentro deste leite, quando estiver ligeiramente morno, adiciona-se um pouco de manteiga azeda e conserva-se durante a noite. Na manhã seguinte, a decocção de amalaki (Emblica officinalis) é adicionada a ela e batida até fazer manteiga, extraindo-se sua porção gordurosa. Isto é coado e utilizado na terapia.
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Esta terapia é aplicada ao paciente diariamente por cerca de 10 minutos. Este tipo de dhara impede o branqueamento prematuro dos cabelos, cura a fadiga, a instabilidade no caminhar, cefaléia, vertigem, dor e sensação de queimação na palma das mãos e na sola dos pés. Auxilia também na atividade normal das articulações. É muito útil nos diferentes tipos de doenças cardíacas e nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Promove a digestão e corrige a anorexia, os vômitos e a perda de apetite. Também promove a visão e cura catarata em seu estágio inicial. É um excelente tratamento para insônia crônica e, com freqüência, o paciente que possui dificuldade crônica para dormir tende a cair no sono sobre a mesa durante a administração da terapia.

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Capítulo 17

OLEAÇÃO DA CABEÇA (SIROBASTI)

Sirobasti é a terapia na qual conserva-se o óleo sobre a cabeça com o auxílio de um gorro tubular de couro (bolsa). Método de Administração Uma bolsa circular com ambas as extremidades abertas deve ser preparada de couro macio de boi ou de búfalo. Ela deve ter 15 cm. de comprimento e sua circunferência deve estar de acordo com a cabeça do paciente. Devem ser adaptados fechos que permitam pequenos ajustes nesta circunferência para permitir que seja utilizada em cabeças de diferentes tamanhos. No entanto, gorros para pacientes jovens e adultos devem ser diferentes. Uma das extremidades deste gorro deve ser ajustada em torno da cabeça ao nível das orelhas. Para que fique justo, pode-se empregar uma cinta. Depois que o corpo do paciente for limpo com a administração de uma Terapia emética, ou outra Terapia de limpeza, o paciente deve receber as Terapias de oleação e fomentação. Ele, então, deve sentar-se em um banco que tenha a altura de seus joelhos. O gorro deve ser colocado sobre sua cabeça e, com o auxílio de uma cinta, deve ser bem ajustado. Transforma-se a farinha de grão de bico em pasta adicionando-se água morna. Esta pasta deve ser colocada dentro do gorro que está sobre a cabeça (para fechar o espaço entre a
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cabeça e o gorro) para evitar que o óleo não escorra. Sobre esta pasta, o óleo medicinal cozido com drogas apropriadas deve ser derramado ainda morno. O nível deste óleo medicinal deve ser cerca de 2 cm. acima da raiz do cabelo. Este óleo medicinal deve ser conservado sobre a cabeça até que o paciente comece a exsudar substância oleosa pela face, nariz e ouvidos e até que sinta alívio de seus sintomas dolorosos. O paciente que sofre de doenças tipo vatika deve permanecer com este óleo, aproximadamente, por 10.000 segundos; aquele que sofre de doenças do tipo paittika e raktaja devem permanecer 8.000 segundos e aquele que sofre de doenças do tipo kaphaja devem reter o óleo por 6.000 segundos. Uma pessoa saudável deve permanecer com o óleo por 1.000 segundos. Depois disso, o óleo deve ser retirado do gorro e logo após retira-se a cinta, a pasta de grão de bico e o gorro. A cabeça, os ombros, o pescoço e as costas devem ser suavemente massageados. O paciente deve ser lavado com água morna e então ele deve receber uma refeição saudável. Esta terapia deve ser repetida diariamente por três, cinco ou sete dias. Utilidade terapêutica Sirobasti é útil na cura das seguintes doenças: 1. Paralisia facial 2. Insônia 3. Secura na boca 4. Secura no nariz 5. Catarata 6. Cefaléia e outras doenças da cabeça

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Capítulo 18

PRECAUÇÕES E DIETAS

Preparação do Paciente Uma semana antes de começar o tratamento, o paciente deve receber uma dose diária de laxantes leves para conservar os intestinos limpos. Isto ajudará na nutrição adequada dos tecidos e na remoção dos produtos residuais do corpo. Este tratamento preparatório é essencial, tanto para pessoas saudáveis, para as quais a terapia é administrada para o propósito do rejuvenescimento, quanto para os pacientes na cura de suas doenças. Durante o decorrer do tratamento e por um igual número de dias depois do mesmo, o paciente deve ingerir alimentos e bebidas apropriadas e não deve se submeter a excessos físicos e mentais. Água para ingestão e banhos Para ingestão, deve ser utilizada água fervida com coentro, gengibre seco e sementes de cominho. Depois da fervura, a água deve ser resfriada e então ingerida pelo paciente. A água para o banho e limpeza do corpo deve ser morna. As propriedades dos diferentes tipos de água são fornecidas no Apêndice I.

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Comportamento O paciente deve abster-se de relações sexuais – mesmo o pensamento erótico não deve vir à mente. Portanto, ele deve encontrar-se apenas com mulheres ou homens idosos. A supressão das necessidades naturais deve ser estritamente proibida. A qualquer momento em que sinta necessidade de ir ao banheiro, isto deve ser feito sem qualquer inibição. Sua mente deve estar livre da excitação, tristeza, etc. O paciente deve evitar o calor forte do sol, o vento forte, o vento frio, a neve e a poeira. Deve evitar também montar elefantes, cavalos e veículos que se movam rapidamente, caminhar longas distâncias, falar demais ou falar com voz muito alta. Deve evitar também dormir durante o dia, dormir muito tarde da noite, permanecer sentado ou em pé durante um período muito longo. Seu travesseiro não deve ser muito alto nem muito baixo, nem muito duro, nem muito macio. Dieta O paciente, durante o decorrer da terapia e por um mesmo número de dias depois, deve ingerir alimentos leves e a intervalos regulares. Deve ser fornecido ao paciente ingredientes que estejam na forma líquida ou semilíquida, que estejam mornos e que não causem qualquer sensação de queimação. Além da qualidade, é essencial observar que o paciente ingira sua comida em quantidades apropriadas. Depois de sentirse satisfeito, ele não deve continuar a comer. Como regra geral, metade da capacidade do estômago deve ser preenchida com o alimento sólido, líquido ou semi-líquido, 1/4 da capacidade do estômago deve ser preenchido com água e o restante deve permanecer vazio. Devem ser evitados ingredientes que sejam muito condimentados ou muito azedos. O paciente deve comer grãos como feijões moong e masoor, vegetais, leite e sopas. Os não-vegetarianos podem usar carne de animais e pássaros que
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vivem em regiões áridas em sua dieta. A carne e os vegetais podem ser fervidos ou assados e não devem ser fritos ou torrados. Carnes de porco e de peixe marinho não devem ser oferecidas ao paciente. Deve-se cuidar para que o paciente não tome leite ou derivados de leite juntamente com carne ou preparações que contenham carne. Pães e outros produtos feitos com farinha branca devem ser evitados. O paciente deve, sempre que possível, usar produtos feitos com trigo integral e arroz de boa qualidade. Ele não deve ingerir leite de cabra, arroz polido, tapioca, batata doce, pipoca, congelados e tamarindo. Farinha de milho integral, banana da terra, pimenta preta, abóbora amarga e surana são úteis para ele. Creme de leite, manteiga, ghee e óleo devem ser utilizados em pequena quantidade. Óleo de amendoim é estritamente proibido. O paciente não deve usar outros tipos de gordura animal. O óleo de oliva é bom para o paciente. Frutas como banana madura, romã, laranja, uvas e amalaki (Emblica officinalis) são muito úteis ao paciente. Importância dos Movimentos Intestinais Equilibrados As fezes não são apenas o resto ou o produto residual dos ingredientes contidos na dieta que a pessoa ingeriu, mas contém também uma considerável quantidade de produtos derivados do metabolismo, que saíram dos tecidos através dos canais de sangue para o intestino grosso. A não renovação dos produtos residuais dos alimentos em si dão origem a dores severas e sinais e sintomas incômodos. No entanto, se os produtos residuais dos tecidos não são eliminados adequadamente, eles dão origem à auto intoxicação. Isto gera vários sinais e sintomas, causa má nutrição dos tecidos e é um importante fator a ser observado antes do tratamento de doenças crônicas.
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No Ayurveda, enfatiza-se o movimento intestinal porque as doenças endógenas são geralmente classificadas em duas categorias – uma tem origem no estômago e intestino delgado e a outra, origina-se no cólon. Doenças crônicas como reumatismo, artrite reumatóide, gota, asma brônquica, psoríase, doenças cardíacas, hipertensão, insônia, doença de Parkinson, hemiplegia e enxaqueca são algumas doenças que ocorrem normalmente como conseqüência da falha no funcionamento do cólon. Para sua cura, é necessário que o movimento intestinal seja regulado e se houver constipação, isto deve ser imediatamente corrigido. Se os produtos residuais dos tecidos não forem adequadamente eliminados em tempo, acelerarão o processo de envelhecimento e qualquer terapia destinada à preservação e promoção da saúde verdadeira e positiva, assim como à prevenção das doenças não será efetiva nesta condição. Os principais sinais e sintomas de constipação crônica são cefaléias, vertigem, entorpecimento, fadiga, ansiedade, irritabilidade nervosa, flatulência, mal hálito, perspiração desagradável, falta de apetite, insônia e língua com cobertura. Dependendo da natureza do alimento do paciente, o movimento intestinal deve ser de pelo menos uma a duas vezes por dia. Pessoas acostumadas a comida vegetariana devem evacuar pelo menos uma vez ao dia. A consistência das fezes deve ser semi sólida, marrom amarelada na coloração e deve ser eliminada do trato sem muito esforço, sem qualquer dor ou sangramento. Este movimento intestinal é deficiente se uma pessoa é mentalmente tensa e se permanece acordada à noite durante muito tempo. A ingestão irregular de alimentos também levam à constipação. A ingestão excessiva de chá, café, álcool ou drogas químicas com freqüência levam a uma deficiência do funcionamento do fígado e consequentemente levam à constipação. Antes de administrar a massagem terapêutica ao paciente, tanto para a cura de alguma doença quanto para o
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propósito do rejuvenescimento, é essencial observar que seus intestinos estão se movendo adequadamente. Se houver constipação, deve ser dado um laxante ou um purgativo dependendo da condição e do vigor do paciente, para promover um movimento intestinal adequado. Tradicionalmente a decocção chamada Gandharvahastadi kasaya é administrada ao paciente por 2 a 3 dias antes da aplicação da massagem terapêutica para evacuação dos resíduos dos intestinos e dos produtos metabólicos acumulados dos tecidos. Deve ser fornecido ao paciente água em quantidade livre. Ingredientes que causam secura no corpo devem ser evitados. A ingestão regular de leite auxilia na remoção do conteúdo intestinal. Ghee e leite auxiliam na correção da constipação. Ghee, manteiga e óleo de amêndoas são muito úteis para tais pacientes. Estes ingredientes devem ser fornecidos ao paciente juntamente com a sua dieta. Geralmente, uma papa fina de arroz e moong dal (conhecido popularmente na Índia como khichri, um tipo de feijão) adicionado a uma quantidade livre de manteiga de vaca é fornecida ao paciente antes da administração da massagem, como medida preparatória. Mesmo durante o decorrer da terapia e depois, o médico deve tomar cuidado para que os intestinos do paciente estejam se movimentando livremente. De outra forma a terapia não produzirá o resultado desejado ou eficácia. Bebidas O paciente deve tomar água e leite, suco de frutas e sopas em quantidades adequadas no decorrer da terapia. Caso sinta sede, deve ingerir bebidas saudáveis. Água fervida com coentro, gengibre seco e sementes de cominho deve ser resfriada e conservada em jarras de louça ou argila para conveniência do paciente. Ele deve beber cerca de 3 a 5 litros de água por dia durante e após as refeições.
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A ingestão excessiva de água à noite ou no final da tarde pode estimular os rins e causar nictúria, o que pode perturbar seu sono. Portanto, o excesso de água, tanto quanto possível, deve ser evitado à noite e mesmo nos finais de tarde. Os rins não devem ser forçados à trabalhar durante a noite, e isso permite um sono mais tranquilo ao paciente. Durante a terapia de massagem, é essencial que o sono seja bom. Deve-se estar consciente de que o paciente não deve ingerir chá e café durante a terapia. Preparações alcoólicas, tabaco e drogas intoxicantes são estritamente proibidas. Sono O sono adequado é essencial para o paciente para que a terapia produza seus efeitos ou resultados desejados. Ele deve deitar-se mais cedo à noite e levantar-se mais tarde pela manhã. A Terapia com massagem por si mesma promove um sono reparador. Por causa da fadiga, o paciente pode querer dormir durante o dia. Isto deve ser terminantemente evitado. Dormir durante o dia produz muitos efeitos adversos sobre o corpo e a mente do paciente. Se ele desejar, pode descansar cerca de uma hora durante o dia, mas não deve dormir. Vestimentas Dependendo das condições geográficas e climáticas, o paciente deve vestir roupas mornas ou roupas comuns. Mas deve ser deixado claro que a roupa deve ser leve e que o paciente deve evitar tecidos sintéticos que não permitam a perspiração adequada e a liberação de produtos indesejáveis através do suor. O paciente nunca deve dormir sem roupas, deve usar roupas de seda ou algodão. As roupas íntimas devem ser leves e soltas, de preferência feitas de algodão. Não deve haver qualquer impedimento ao processo de circulação no corpo enquanto durar
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a terapia, devendo portanto serem evitados os cintos ou blusas justas ou apertadas. Exercícios No decorrer da terapia, o paciente deve realizar exercícios leves que melhorem a circulação de sangue entre os tecidos de seu corpo. Isto ajudará a remover os produtos residuais dos tecidos e a fornecer nutrição adequada aos mesmos. Durante a terapia, os tecidos do corpo sofrem violentas alterações. Eles são revitalizados. O paciente deve sentir-se um pouco cansado. O peso do paciente pode sofrer uma pequena redução. Então, durante este período de transição e durante o estágio de recondicionamento dos tecidos, deve ser estritamente proibido que realize exercícios violentos. Caso o paciente se exponha a um trabalho mais pesado, pode gerar neuralgia ou neurastenia. Se fizer exercícios violentos, pode gerar doenças cardíacas, pressão alta, febre e tuberculose. Assim, o propósito da terapia não será alcançado. A prática de asanas (posturas físicas) e pranayama (exercícios respiratórios) prescritos no Yoga são muito úteis para o paciente no decorrer desta terapia. Estudo A leitura excessiva pode forçar os olhos e a mente. Devese ter em mente que os olhos, juntamente com outras partes do corpo já estão enfraquecidos no decorrer da terapia. Portanto, a leitura excessiva deve ser evitada. Recomenda-se a leitura de material de fácil compreensão, por período limitado. O paciente não deve ler ficções ou romances estimulantes ou literatura erótica, pois poderão produzir diversos efeitos sobre seu corpo e sua mente. A leitura deve ser realizada sob iluminação adequada e o livro ou revista deve estar a uma distância apropriada dos olhos. A leitura de jornais e revistas pode ser estimulada.
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Ar fresco Durante a terapia, os tecidos corporais realizam um processo de reconstrução, nutrição e rejuvenescimento. Para que este objetivo seja alcançado, é necessário que o quarto onde o paciente dorme, senta-se ou descansa tenha quantidades adequadas de ar fresco. Mesmo no inverno, o quarto não deve ser fechado, devendo ser evitado, tanto quanto possível, o uso de ar condicionado. Se este último se fizer necessário devido às condições climáticas, deve-se assegurar que o quarto receba ar fresco e não permaneça nem frio, nem quente. Sempre que possível, o paciente deve estar próximo à natureza e deve evitar o modo de vida artificial. É necessário, portanto, que o quarto esteja livre de fumaça, poeira, vento forte e excesso de umidade. Se o quarto ficar muito frio no verão, isto originará diversos sinais e sintomas dolorosos. Por outro lado, se o quarto estiver muito quente no inverno, isto impedirá o rejuvenescimento dos tecidos. Amigos e funcionários Como foi mencionado anteriormente, durante o decorrer do tratamento e por um igual número de dias depois, o paciente deve evitar as relações sexuais. Mesmo o pensamento no assunto pode dar origem a diversos distúrbios durante este período. Portanto, os amigos e empregados devem ser geralmente do mesmo sexo do paciente e apenas parentes idosos, mesmo do sexo oposto, podem encontrá-lo ou conversar com ele. O prazer e a alegria possuem um efeito estimulante sobre seu corpo e sua mente. Amigos e pessoas que o paciente normalmente deseja que cuidem dele deixam-no feliz e alegre. Não devem ser transmitidas ao paciente notícias excitantes ou tristes durante o decorrer da terapia.
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O local de residência do paciente deve ter um ambiente agradável aos olhos e à mente, tanto quanto possível. Os hospitais para este tipo de terapia devem, portanto, ser construídos em um jardim ou sobre o topo de uma colina ou à beira mar, em local isolado. Os ruídos de automóveis ou pessoas em torno do hospital devem ser reduzidos ao limite mínimo. Banho Durante o decorrer da terapia e por um igual número de dias depois, o paciente deve tomar banho com água ligeiramente morna. A temperatura da água deve estar um pouco acima daquela do corpo do paciente. Ele não deve ficar sem o banho. Banhos com água fria devem ser terminantemente proibidos, pois podem dar origem a dores nas articulações. Banhos com água excessivamente morna tornarão o paciente muito fraco. Durante o banho o corpo do paciente deve ser massageado com uma toalha e depois do banho, ele deve ser completamente enxugado com uma toalha seca. Isto promoverá a circulação adequada do sangue e a eliminação de produtos residuais dos tecidos. A água para o banho deve ser, de preferência, fervida com adição de cascas e folhas das seguintes árvores: 1. Sigru (Moringa pterigosperma) 2. Eranda (Ricinus communis) 3. Karanja (Pongamia pinnata) 4. Surasa (Ocimum sanctum) 5. Sirisa (Albizzia lebbeck) 6. Arka (Calotropis procera) 7. Malati (Aganosma dichotoma) 8. Dhatura (Datura metel) 9. Panasa (Artocarpus heterophyllus) As folhas ou cascas destas plantas devem ser colhidas frescas, cortadas em pedaços pequenos e fervidas em 30 vezes
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seu peso de água. Isto deve ser fervido até que permaneça metade da quantidade original (se no início eram 30 litros, devem restar 15 litros). Depois as folhas devem ser removidas. Um terço da água deve ser retirada para um recipiente e resfriada. A água resfriada deve ser usada para banhar a cabeça do paciente. O corpo do paciente, no entanto, deve ser banhado com água morna. Não deve ser usada água morna para banhar a cabeça, pois pode causar distúrbios visuais. Para um banho adequado, o paciente deve ser ajudado por um ou alguns assistentes para remover o excesso de óleo do corpo e da cabeça. Farinhas de grão de bico preto, verde ou cevada podem ser usadas para este propósito. Deve-se primeiramente lavar a cabeça e depois o corpo. A cabeça deve ser seca e depois, o corpo deve ser esfregado com uma toalha seca. A água a ser usada na cabeça não deve ser excessivamente fria. Se isto acontecer, o paciente sofrerá de resfriado, tosse, pneumonia e possivelmente febre. Se o paciente já estiver resfriado, ou com tosse, etc. então a água pode ser ligeiramente morna para o banho da cabeça também. Outras Condutas O paciente deve evitar assistir televisão. Música suave é útil durante o tempo de tratamento. Meditação transcendental é recomendado neste período. Estação do Ano A melhor época para esta terapia é quando o clima não está nem quente nem frio em demasia e não há muita umidade na atmosfera. O outono e a primavera são duas estações muito agradáveis para esta terapia. Mas em países onde a temperatura é muito baixa ou muito alta, esta terapia pode ser administrada no paciente com acomodações equipadas com aparelhos de ar
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condicionado bem regulados. No entanto, se o paciente sofre de alguma doença grave, que justifique a imediata administração da Terapia com massagem, então não se deve ficar restrito aos problemas com a temperatura da sala de terapia ou de seu quarto, de modo que a terapia pode ser administrada em qualquer época do ano. Duração do Tratamento A massagem, como foi mencionado anteriormente, deve ser realizada diariamente, antes do banho, para preservação e promoção da saúde positiva. A massagem como terapia especial, deve ser administrada por um período de tempo limitado dependendo da natureza da doença do paciente. Cada série pode variar de 7 a 14 dias. A terapia pode ser administrada todos os dias ou em dias alternados ou após intervalos de dois dias dependendo da doença e do vigor do paciente. Supressão das Necessidades Naturais (Vega rodha) Durante o processo de digestão e metabolismo, muitos tipos de derivados residuais são produzidos. Alguns são utilizados pelo organismo e outros precisam ser eliminados através de diferentes canais. A eliminação apropriada e no momento certo destes malas ou produtos residuais ajudam a pessoa a manter sua saúde positiva e prevenir o aparecimento de doenças. Por causa do sofrimento causado pelas doenças, estes resíduos são, às vezes, produzidos em grandes quantidades. Enquanto tratamos as doenças do paciente, é essencial que eliminemos estes fatores mórbidos. Durante o curso normal da vida, estes resíduos são continuamente eliminados por diferentes canais. Mas por ignorância e inibições culturais e sociais, muitas vezes, uma pessoa é forçada a suprimir suas necessidades naturais e
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como resultado seus produtos residuais permanecem aderidos aos tecidos e causam muitas doenças. Estes produtos impedem o caminho do rejuvenescimento dos tecidos. Portanto, durante a Terapia com massagem e mesmo durante alguns dias após, o paciente deve ser conscientizado para evitar a supressão destas necessidades naturais. Estas necessidades naturais são de 13 tipos. Sinais e sintomas produzidos pela sua supressão e as linhas gerais de tratamento destes distúrbios são descritas abaixo: 1. Necessidade de micção: A supressão da necessidade de urinar causa dores na bexiga e no pênis, disúria, cefaléia, aumenta a curvatura do corpo e causa distensão do abdome inferior. Se durante a Terapia com massagem estes sinais e sintomas surgirem como resultado da supressão da micção, o paciente deve tomar banho de imersão, receber massagem, Terapia inalatória com auxílio de gotas nasais e enema medicinal. 2. Necessidade de Evacuação: Se a pessoa suprime a necessidade de evacuar, surgirá dor em cólica, cefaléia, retenção de fezes e flatos, cãibras nas panturrilhas e distensão abdominal. Se no decorrer da massagem terapêutica, tais sinais e sintomas aparecem como resultado da supressão da necessidade de defecar, o paciente deve receber a Terapia de fomentação, massagem, banho de imersão, supositórios, enema medicinal e comidas e bebidas que tenham efeitos laxantes. 3. Necessidade de Ejaculação: Durante o decorrer da massagem, qualquer forma de relação sexual é estritamente proibida. Se, no entanto, por erro ou por falta de conhecimento, o paciente sente a necessidade e a
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suprime, ele sofrerá de dor nos testículos e no pênis, dor cardíaca, retenção urinária e mal estar. Se tais sinais e sintomas se manifestarem durante o período de terapia com massagem resultantes da retenção de sêmen, então o paciente deve receber massagem, banho e imersão, tomar um vinho do tipo madiara, ingerir galinha, arroz do tipo sali, leite e ser submetido a enema medicinal. Para evitar estas complicações, o médico deve estar seguro de que o paciente não receberá estimulação erótica através de seus amigos, familiares e assistentes. 4. Necessidade de Eliminar Flatos: Se o paciente suprime a necessidade de eliminar gases durante o decorrer da terapia, ele apresentará retenção de fezes, de urina e de flatos, distensão abdominal, dores abdominais, fadiga e outros distúrbios abdominais. Se tais sinais e sintomas se manifestarem durante a terapia, decorrentes da não eliminação de flatos, o paciente deve ser submetido às Terapias de oleação e fomentação, com supositórios, e ele deve ingerir alimentos e bebidas com efeitos carminativos. Deve ser aplicado enema medicinal a este paciente. 5. Necessidade de Vomitar: Se uma pessoa suprime a necessidade de vomitar, ela sofrerá de prurido, urticária, anorexia, pigmentação escura da face, edema, anemia, febre, doenças de pele, náuseas e erisipela. Quando tais sintomas e sinais aparecem durante o período de massagem terapêutica, o paciente deve ser submetido a Terapia emética, vaporização, jejum e Terapia de sangria, além de ingerir alimentos e bebidas não gordurosas, fazer exercícios e se submeter a Terapia purgativa. 6. Necessidade de Espirrar:
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Durante o decorrer da massagem, se a pessoa suprime a necessidade de espirrar, ela poderá sofrer de torcicolos, cefaléia, paralisia facial, cefaléia hemicraniana e debilidade nos órgãos dos sentidos. Aparecendo estes sintomas e sinais no decorrer da terapia, o paciente deve receber a Terapia de fomentação na cabeça e região do pescoço. Deve ser administrada a Terapia de vaporização e gotas nasais. Deve ingerir bebidas e alimentos que aliviem vayu de seu corpo. 7. Necessidade de Eructação: Se o paciente suprime a necessidade de arrotar durante a terapia, ele sofrerá de soluços, dispnéia, anorexia, tremor, obstáculos no funcionamento do coração e pulmões. Caso surjam estes sintomas e sinais, o paciente deve receber as mesmas terapias prescritas para o tratamento do soluço. 8. Necessidade de Bocejar: Se paciente, durante o decorrer da massagem, suprime a necessidade de bocejar, ele sofrerá de convulsões, contraturas na musculatura, adormecimento e tremores pelo corpo. Se tais sintomas e sinais aparecem, o paciente deve receber as terapias e drogas, incluindo dieta e bebidas, que aliviam vayu. 9. Necessidade de Comer (Fome): Se o paciente, no decorrer da Terapia com massagem suprimir a fome, ele sofrerá de emagrecimento, fraqueza, alterações na compleição do corpo, mal estar, anorexia e vertigem. Este paciente deve receber alimentos leves, quentes e gordurosos. 10. Necessidade de Beber Líquidos (Sede):
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Se o paciente, durante o período de massagem, suprime sua sede, ele pode sofrer de secura na boca e garganta, surdez, cansaço, fraqueza e dor cardíaca. Tal paciente deve ingerir bebidas frias e nutritivas (refrescantes). 11. Necessidade de Chorar (Lacrimejar): Se a pessoa, durante o período de terapia, suprime a necessidade de chorar (verter lágrimas), ela sofrerá de rinite, doenças dos olhos, doenças do coração, anorexia e vertigem. Com isso, o paciente deve ser levado a dormir um sono profundo e reparador. Ele deve ingerir uma bebida alcoólica para vencer a tristeza e deve ser consolado. Durante o processo da Terapia com massagem, todas as precauções devem ser tomadas para que não sejam comunicadas ao paciente quaisquer notícias tristes. Seus amigos, parentes e assistentes devem ser orientados sobre isso antecipadamente. 12. Necessidade de Dormir (Sono): Se a pessoa, durante o processo de massagem terapêutica, suprime o sono, ele terá bocejos, mal estar, sonolência, cefaléia e sensação de peso nos olhos. Se o paciente apresenta estes sinais e sintomas, deve ser administrado terapias que produzam sono profundo. 13. Necessidade de Respirar Fundo: Se durante o decorrer do tratamento, o paciente suprime a necessidade de respirar, principalmente e respirar fundo, após exercícios físicos ou quando está cansado, ele sofrerá de tumores fantasmas, doenças cardíacas e desmaios. Neste caso, o paciente deve descansar o suficiente e receber terapias que incluam drogas, alimentos e bebidas que aliviam vayu.
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Estas precauções, incluindo dieta, bebidas e condutas devem ser sempre levadas em consideração durante a administração de diferentes tipos de terapias associadas com massagem para o propósito de rejuvenescimento do corpo e prevenção, assim como para a cura de doenças crônicas ou consideradas incuráveis.

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APÊNDICE I

Propriedades dos Ingredientes Utilizados na Terapia com Massagem

TAILA (Óleos em Geral) Sabor: Doce Atributos: Pesado, sara (líquido) e não pegajoso Potência: Quente Vipaka: Doce Ação Específica: Laxante, afrodisíaco e promotor de sthairya (estabilidade), bala (vigor) e varna (compleição)  Usna Taila (Óleo quente) Sabor: Amargo Sabor secundário: Adstringente Atributo: Penetrante Vipaka: Doce Ação específica: Promove nutrição e alívio de kapha e vayu

Extraído do livro-texto “Materia Medica of Ayurveda”, baseado no Madanapala Nighantu. Editora: B. Jain Publishers, New Delhi, 1991.  Vipaka é o sabor apresentado pela substância após a digestão. Sabor do produto resultante da digestão desta substância. 93

Usos terapêuticos: Na cura de rakta pitta (distúrbio caracterizado por sangramentos por diversas partes do corpo)  Lepana (Aplicação externa de óleo de gergelim) Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Promove o intelecto, melhora os cabelos, limpa a pele e o útero. Usos terapêuticos: Age na cura da exaustão, de meha (doenças urinárias crônicas, incluindo o diabetes), das doenças dos ouvidos, dos olhos, além de curar doenças no trato genital feminino e cefaléias. É empregado nas fissuras, deslocamentos, amputação e fraturas de ossos. Pode ser usado também nas picadas e mordidas por animais selvagens, no visa (envenenamento), nas lesões e queimaduras por fogo. Nota: O óleo de gergelim é sempre eficiente nas doenças acima se usado internamente. Mas é utilizado na terapia externa por massagem.  Ghee e Óleo de gergelim (Taila) O ghee fervido perde sua potência depois de um ano. Mas o óleo, fervido ou não, mantém sua potência por um longo período sendo, portanto, melhor que o ghee.  Eranda Taila (Óleo de Ricinus communis ou mamona) Sabor: Doce Sabor secundário: Adstringente Atributos: Suksma (sutil) Potência: Quente Ação: Dipana (estimulante da digestão)
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Ação específica: É purgativo, afrodisíaco, útil para a pele, promove a longevidade, o intelecto, a compleição e o vigor, além de promover o alívio de vayu Usos terapêuticos: Usado na cura de udara (doenças abdominais crônicas, incluindo ascites), anaha (flatulência), gulma (tumor fantasma), asthila (tumor duro no abdome), kati graha (rigidez na região lombar), vata sonita (gota), sula (dor em cólica), vrana (úlcera), sotha (edemas), acúmulo de ama (produtos resultantes da digestão e do metabolismo inadequados) e vidrahi (abscessos). Promove a limpeza de yoni (vagina) e sukra (sêmen).  Katu Taila (Óleos com sabor penetrante) São óleos extraídos de prthvika, mula, jimuta, danti, kavaca, sigru, nimba, atasi, karanja, arka, hastikarna, ingudi, sankhini, nipa, kampilla, bilva, jyotismati, kusumbha, sarsapa e suvarcala. Sabor: Amargo Atributos: Leve e penetrante Potência: Quente Vipaka: Penetrante Ação específica: São laxantes e aliviam kapha Usos terapêuticos: Curam kustha (doenças de pele crônicas, inclui a hanseníase), meha (doenças urinárias crônicas, inclui o diabetes), murccha (desmaio), mada (intoxicação) e krimi (parasitoses). Nimba Taila (Óleo de Neem ou Azadirachta indica) Ação específica: Alivia kapha Usos terapêuticos: Usado na cura de kustha (doenças crônicas de pele, inclui a hanseníase), vrana (úlceras), jvara (febres) e krimi (infestação por parasitas)
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Atasi Taila (Óleo de Linum Usitatissimum) Atributos: Pesado e viscoso Potência: Quente Vipaka: Picante Ação específica: Promove o vigor e a força digestiva, além de aliviar kapha, pitta e vayu. Nota: Não é benéfico para os olhos. Sarsapa Taila (Óleo de mostarda) Atributos: Leve Usos terapêuticos: Usado na cura de krimi (parasitoses), kustha (doenças crônicas de pele incluindo a hanseníase), kandu (prurido), meha (doenças urinárias crônicas incluindo o diabetes) e doenças dos ouvidos e da cabeça. Nota: Este óleo desequilibra pitta e o sangue. Kusumbha Taila (Óleo de Carthamus tinctorius) Sabor: Picante Atributo: Penetrante Potência: Quente Ação específica: Promove o vigor corporal e alivia vayu Nota: Este óleo é prejudicial para os olhos, desequilibra kapha e pitta e além disso é vidahi (ou seja, causa sensação de queimação). Jyotismati Taila (Óleo de Celastrus paniculatus) Ação específica: Promove a memória e o intelecto Nota: Desequilibra pitta  Narikeladi Taila (Óleos de coco, etc.) São os óleos de aksotika, ahimukta, aksa (bibhitaki) e narikela. Atributo: Pesado Potência: Fria
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Ação específica: Promove a saúde dos cabelos e alivia pitta e vayu. Nota: Desequilibra kapha.  Simsapadi Taila (Óleos de Simsapa Dalbergia sissoo, etc.) São os óleos de simsapa, aguru, gandira, rasala e aindradaru (deva daru). Sabor: Adstringente, picante e amargo Ação específica: Aliviam kapha e vayu Usos terapêuticos: Curam dusta vrana (úlcera com tecido em decomposição), vata rakta (gota), visa (envenenamento), kandu (prurido) e kustha (doenças de pele crônicas incluindo hanseníase).  Bhallataka Taila (Semecarpus anacardium) e Tuvaraka Taila (Hydnocarpus laurifolia ) Sabor: Doce e amargo Potência: Quente Ação específica: Aliviam todos os três Doshas Usos terapêuticos: Curam kustha (doenças crônicas de pele, inclui a hanseníase) localizada nas regiões superior e inferior do corpo, curam os desequilíbrios do sangue, meda (adiposidade), meha (doenças urinárias crônicas, inclui o diabetes) e krimi (parasitoses).  Palasa, Madhuka e Patala Taila ( Óleo extraído das frutas da Butea monosperma, Madhuca indica e da Stereospermum suaveolens) Sabor: Adstringente e doce Ação específica: Aliviam pitta Usos terapêuticos: Curam daha (síndrome de queimação) e doenças causadas pelo desequilíbrio de kapha.
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 Trapusadi Taila (Óleo extraído da Trapusa, etc.) São os óleos de kusmanda, trapusa, ervaru, tumbi, kalinga, tiktaka, priyala, jivanti e slesmantaka: Atributo: Pesado Potência: Fria Vipaka: Doce Ação específica: São diuréticos e aliviam vayu e pitta. Notas: Estes óleos não estimulam a digestão, desequilibram kapha e além disso, são abhisyandi (ou seja, obstruem os canais de circulação).  Ekaisija Taila Potência: Fria Ação específica: Alivia pitta Nota: Desequilibra kapha e vayu  Yavatikta Taila (Óleo extraído da Andrographis paniculata) Sabor: Ligeiramente amargo Ação: Estimulante do sistema digestivo Ação específica: Promove o rejuvenescimento, o intelecto, cura lekhana (depleção) e alivia todos os três Doshas. Nota: É benéfico à saúde.  Amra Taila (Óleo de semente de Manga) Sabor: Ligeiramente amargo e doce Atributos: não viscoso e visada (não pegajoso) Ação específica: Alivia kapha e vayu Notas: Possui um cheiro agradável e não enfraquece pitta em excesso. SNEHA VARGA (Gorduras em Geral)
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Todos os tipos de Sneha (gorduras como manteiga, ghee, óleo, etc.) obtidos de plantas apresentam as propriedades do óleo (taila). Eles aliviam vayu. Entre estas gorduras, a substância oleosa é secundária. Os snehas promovem o vigor e a compleição.  Medas, etc. (Gorduras extraídas de músculos e medula óssea) Gorduras, gorduras de músculos e medula óssea de animais que habitam regiões pantanosas e terras áridas, assim como de animais domésticos Sabor: Doce Atributo: Pesado Potência: Quente Ação específica: Aliviam vayu Gorduras, gorduras de músculos e medula óssea de animais que habitam mares e regiões áridas, assim como de animais carnívoros Sabor: Adstringente Atributo: Leve Potência: Fria Usos Terapêuticos: Curam rakta pitta (uma condição caracterizada por sangramentos em diferentes partes do corpo) Gorduras, gorduras de músculos e medula óssea de Pratuda (espécie de pássaros) e Viskira (galináceas) Ação específica: Aliviam kapha. NAVANITA (Manteiga)
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Atributo: Leve Ação específica: Produz constipação  Manteiga fresca Sabor: Doce Atributo: Leve Potência: Fria Ação específica: Produzem constipação  Manteiga Conservada por Alguns Dias Sabor: Ligeiramente amarga e azeda Ação: Estimula a força digestiva Ação específica: Afrodisíaco, promovem a visão e equilibram pitta e vayu Usos Terapêuticos: Cura ksaya (tuberculose), arsas (hemorróidas), vrana (úlcera) e kasa (bronquite)  Manteiga Conservada por Longo Período Atributo: Pesado Ação específica: É afrodisíaco e promove o vigor Usos terapêuticos: Cura sotha (edema) Notas: É como néctar (ambrosia) para crianças. Produz medas (gordura) e desequilibra kapha.  Manteiga Extraída do Leite Sabor: Doce Atributo: Extremamente viscoso Potência: Excessivamente fria Ação específica: Produz constipação, afrodisíaco, promove a visão e o vigor. Usos terapêuticos: Cura rakta pitta (uma doença caracterizada por sangramento em diversas partes do corpo)
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GHRTA (Ghee ou Manteiga Purificada) Sabor: Doce Atributos: Pesada e viscosa Potência: Fria Ação específica: Promove o rejuvenescimento, a visão, kanti (a compleição), ojas (os fluidos vitais), tejas (o sêmen), a beleza, o intelecto e a voz. Equilibra vayu e pitta. Usos terapêuticos: Usado na cura de visa (envenenamento), alaksmi (falta de auspiciosidade), udavarta (movimento ascendente de vayu no estômago), jvara (febre), unmada (insanidade), sula (dor em cólica), anaha (constipação), vrana (úlcera), ksaya (tuberculose), visarpa (erisipela) e ksata (ferimento ou tuberculose). Notas: É geralmente útil para crianças e idosos. É uma substância bastante abhisyandi (que tem a característica de obstruir os canais de circulação).  Ghee Preparado com Leite Potência: Fria Ação específica: Produz constipação e alivia pitta e vayu Usos terapêuticos: Usado na cura de doenças dos olhos, daha (síndrome de queimação), desequilíbrio do sangue, mada (intoxicação), murccha (desmaios) e bhrama (vertigem).  Ghee Envelhecido Vipaka: Picante Ação: Dipana (estimulante digestivo) Ação específica: Promove o alívio de todos os três Doshas Usos terapêuticos: Usado na cura das doenças dos ouvidos e dos olhos, na cura de sirahsula (cefaléia), kustha (doenças crônicas de pele, inclui a hanseníase), apasmara (epilepsia), sotha (edema), yoniroga (doenças dos órgãos genitais femininos), jvara
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(febre), svasa (dispnéia), arsas (hemorróidas), gulma (tumor fantasma) e pinasa (rinite). Nota: É benéfico no tratamento de basti (enema) e nasya (Terapia inalatória)  Ghrta Manda (porção Superior do Ghee) Atributos: Leve e penetrante Ação específica: Laxante Nota: Compartilha das mesmas propriedades do ghee.  Kaumbha Sarpi O ghee que é conservado por mais que 10 anos é denominado kaumbha sarpi. Atributo: Leve Usos terapêuticos: Cura doenças causadas por raksas (espíritos prejudiciais)  Mahaghrta Trata-se do ghee conservado por mais de 100 anos. Está entre os melhores dentre todos os ghee, quanto às suas propriedades. As qualidades do ghee são semelhantes às do leite dos respectivos animais, do qual foi retirada a manteiga. O ghee preparado com leite de vaca está entre os melhores. O ghee preparado com leite de ovelha é o mais inferior de todos . DUGDHA (Leite) Sabor: Doce Atributos: Pesado e viscoso Potência: Fria

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Ação específica: Promove o rejuvenescimento, é um gerador de vida, promotor do vigor, do intelecto e dos elementos teciduais. Equilibra vayu e pitta. Usos terapêuticos: Usado na cura das doenças do sêmen e de rakta (sangue), svasa (dispnéia), ksaya (tuberculose), arsas (hemorróidas) e bhrama (vertigem). Notas: O leite é benéfico para as crianças, idosos e pessoas emagrecidas. É benéfico para pessoas que se entregam excessivamente ao sexo. É geralmente saudável para os seres vivos. É especialmente útil para a recuperação do ojas (fluido vital).  Go-dugdha (Leite de Vaca) Sabor: Doce Atributos: Pesado e viscoso Potência: Fria Ação específica: Promove o rejuvenescimento, a nutrição, é gerador de vida, promove a amamentação e a compleição. Equilibra vayu e pitta. Notas: O leite da vaca preta é o melhor. O leite da vaca branca desequilibra kapha, e é pesado. O leite da vaca que tem um bezerro muito jovem ou que não tem bezerros agrava todos os três tipos de Doshas, vayu, pitta e kapha. O leite da vaca que recebe como alimento as tortas de sementes oleosas (pinyaka) é pesado e equilibra kapha.  Ajadugdha (Leite de Cabra) O leite de cabra compartilha das propriedades do leite de vaca. Além disso, ele possui as seguintes propriedades: Atributo: Leve Ação: Dipana (estimulante da digestão) Ação específica: Promove a constipação
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Usos terapêuticos: Usado na cura de ksaya (tuberculose), arsas (hemorróidas), atisara (diarréia), pradara (menorragia), asra (doença do sangue), bhrama (vertigem) e jvara (febre). Notas: Como as cabras possuem reduzido porte físico, alimentamse geralmente de alimentos picantes e amargos, bebem pouquíssima água e realizam muito exercício físico, seu leite cura todas as doenças.  Avi-Dugdha (Leite de Ovelha) Sabor: Doce Atributos: Pesado e viscoso Ação específica: Promove a beleza dos cabelos e equilibra vayu e kapha. Usos terapêuticos: Usado na cura de kasa (bronquite) causada por vayu. Nota: É útil para o paciente que possui desequilíbrio de vayu.  Mahisi Dugdha (Leite de Búfala) Sabor: Doce Atributos: Pesado e viscoso (é mais viscoso que o leite de vaca) Ação específica: Promove o vigor e o sukra (sêmen) e induz o sono. Notas: É considerada uma substância malabhisyandi (que impede a eliminação de fezes). Este leite suprime o poder digestivo.  Nari Dugdha (Leite Humano) Atributo: Leve Potência: Fria Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Equilibra vayu e pitta Usos terapêuticos: Usado na cura da dor que acomete os olhos e nas lesões oculares.
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Nota: É excelente para aplicação da Terapia inalatória (Nasya) e para ascyotana (gotejamento nos olhos).  Hastini Dugdha (Leite de Aliá ou Elefanta) Sabor: Doce Atributo: Pesado Potência: Fria Ação específica: Promove a visão e o vigor  Austra Dugdha (Leite de Fêmea de Camelo) Sabor: Doce e salgado Atributos: Leve e viscoso Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Produz efeito laxante e equilibra kapha Usos terapêuticos: Usado na cura de krimi (parasitose), kustha (doenças crônicas de pele, incluindo a hanseníase), anaha (flatulência), sotha (edema) e udara (doenças abdominais crônicas, inclui as ascites).  Asva Dugdha (Leite de Égua) Sabor: Doce, salgado e azedo Atributos: Não viscoso e leve Ação específica: Promove o vigor e equilibra vayu Usos terapêuticos: Usado na cura de sosa (doença consumptiva). Nota: O leite de todos os animais com casco compartilham das mesmas propriedades do leite de égua.  Propriedades do Dharosna Dugdha (Leite Morno Recém Ordenhado) Atributo: Leve Potência: Fria Ação: Estimulante digestivo
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Ação específica: Promove o vigor e equilibra todos os três Doshas. Nota: O leite dharosna torna-se impróprio depois de 3 muhurttas (sendo que 1 muhurttas = 48 minutos), e mata uma pessoa como se fosse veneno se ingerido após 6 muhurttas. Então, este leite dharosna (quando está morno, imediatamente após ser ordenhado), como possui potência fria, deve ser tomado imediatamente. Neste estágio, é como ambrosia. Quando se torna frio, passado algum tempo da ordenha (quando passa a ser chamado dharasita), este leite desequilibra todos os três Doshas (vayu, pitta e kapha). O leite de vaca é útil quando dharosna (quando está morno imediatamente após a ordenha). O leite de búfala é benéfico quando se torna dharasita (quando esfria logo depois da ordenha). O leite de ovelha é benéfico quando morno após a fervura e o leite de cabra é benéfico quando esfria depois da fervura. O leite que esfria depois da fervura equilibra pitta e o leite que ainda está morno após a fervura equilibra kapha e vayu. O leite excessivamente fervido é pesado, não viscoso, vrsya (afrodisíaco) e promove o vigor.  Leite não Fervido O leite que não foi fervido é pesado. Produz ama (produtos resultantes da digestão e do metabolismo inadequados). Além disso, é abhisyandi (substância que causa obstrução nos canais de circulação). Apenas o leite da mulher é saudável se não for fervido. Após a fervura, ele desequilibra todos os Doshas. Durante a noite, os atributos da lua são predominantes e não há exercícios. Então, o leite obtido cedo, logo pela manhã é geralmente vistambhi (formador de vento), além disso é pesado e nutritivo.
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Durante o dia, há exposição aos raios de sol, exercícios e vento. Então, o leite das primeiras horas da noite alivia srama (fadiga), equilibra vayu e pitta, além disso, promove o vigor e a visão.  Leite Proibido O leite cuja coloração é anormal, que se tornou azedo, que produz mau cheiro e que aparece com talhos não deve ser usado. O leite não deve ser ingerido quando misturado com substâncias azedas e salgadas, pois passa a produzir doenças como kustha (doenças crônicas de pele, incluindo a hanseníase).  Santanika (Nata ou Creme de Leite) A camada de creme que se forma na superfície do leite depois de fervido é conhecido como santanika. Atributos: Pesado e não oleoso Potência: Fria Ação específica: Afrodisíaco e promove o equilíbrio de pitta, vayu e da deficiência do sangue.  Morati, Piyusa, etc. Morata Após 7 dias do parto, é chamado morata o leite que perde em qualidades apropriadas (aprasanna). De acordo com Jaiyyata, o leite coalhado (nasta) que se torna semelhante a uma água é chamado também de morata. Piyusaghana O leite de vaca eliminado imediatamente após o parto é chamado piyusa ghana, que significa, literalmente, “ambrosia grossa”. Dadhi Kurcika
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A preparação resultante da fervura de iguais quantidades de iogurte e leite é chamada Dadhi kurcika. Takra Kurcika, Kilata e Ksirasaka Takra kurcika é a preparação feita através da fervura de iguais quantidades de manteiga de leite e leite. Kilataka é a preparação acima transformada que adquire a forma sólida (pinda). Ksirasaka é a denominação dada quando a preparação acima é feita sem ferver mas com adição de açúcar. Propriedades do Morata e Piyusa Atributos: Pesados Ação específica: Agem como afrodisíacos, cardiotônicos, nutritivos, indutores do sono e equilibram vata, etc. Notas: Produzem ama (produtos resultantes da digestão e metabolismo inadequados) e desequilibram kapha. Propriedades dos Takra Kurcita Atributos: Não oleosos Ação específica: Promovem constipação Notas: São de difícil digestão e desequilibram vayu. DADHI (Iogurte ou Coalhada) Dadhi e styana payas: São os sinônimos para o iogurte bem fermentado. Mandaka: Quando o iogurte é ligeiramente fermentado. Variedades: O iogurte possui quatro variedades. Mista é doce, amla é azedo, atyamla é excessivamente azedo e madhuramla (tanto doce quanto azedo no sabor). Sabor: Adstringente (sabor secundário)
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Atributos: Pesado e não oleoso Potência: Quente Vipaka: Azedo Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Produz constipação e promove o vigor Usos terapêuticos: Usado na cura de mutra krcchra (disúria), pratisyaya (coriza), sitanga (frio no corpo), visama jvara (febre irregular), atisara (diarréia), aruci (anorexia) e karsya (emagrecimento). Notas: Desequilibra pitta, kapha e o sangue. Produz um agravamento de sotha (edema) e do medas (adiposidade). Este produto fermentado do leite promove o vigor, a prosperidade e a auspiciosidade. É um excelente alimento. Seu significado durante uma viagem é um bom presságio. Manda (Iogurte antes de estar pronto) Desequilibra todos os Doshas. Iogurte Doce Equilibra vayu e pitta Iogurte Azedo Desequilibra kapha, pitta e sangue. Iogurte excessivamente Azedo Produz rakta pitta (uma doença caracterizada por sangramento em diferentes partes do corpo). Iogurte Azedo e Doce Apresenta uma variedade de propriedades de diferentes tipos de iogurte.  Propriedades do Iogurte
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Iogurte de Leite de Vaca Atributos: Oleoso Vipaka: Doce Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Um excelente promotor do vigor, do apetite e da nutrição. Promove o equilíbrio de vayu. Iogurte de Leite de Cabra Atributo: Leve Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Age promovendo a constipação e equilibrando todos os três Doshas Usos terapêuticos: Usado na cura de svasa (dispnéia), kasa (tosse), arsas (hemorróidas), ksaya (tuberculose) e karsya (emagrecimento). Iogurte de Leite de Ovelha Sabor: Doce Vipaka: Doce Notas: É uma substância abhisyandi (aquelas que obstruem os canais de circulação). Geralmente desequilibra os Doshas, produz durnnama (hemorróidas), vatasra (gota) e kapha. Iogurte de leite de Búfala Atributos: Pesado e oleoso Vipaka: Doce Ação específica: Possui ação de promover Vrsya (afrodisíaco) e equilibra vayu e pitta. Notas: Este iogurte desequilibra kapha e enfraquece o sangue. Iogurte de Leite de Mulher Atributos: Pesado e não oleoso
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Vipaka: Doce Ação: Estimula excessivamente o sistema digestivo Ação específica: Promove a visão e o vigor, renova e equilibra todos os três Doshas. Iogurte de leite de Elefanta Sabor secundário (anurasa): Adstringente Potência: Quente Vipaka: Picante Ação específica: Equilibra kapha e vayu. Aumenta a quantidade de fezes. Nota: Suprime a força digestiva Iogurte de Leite de Camela Sabor: Azedo Vipaka: Picante Ação específica: Tem ação de promover a purgação e o equilíbrio de vayu. Usos terapêuticos: Usado na cura de udara (doenças abdominais crônicas, inclui ascite), kustha (doenças de pele crônicas, inclui a hanseníase), arsas (hemorróidas), bandha (constipação) e krimi (parasitoses). Nota: É um produto alcalino. Iogurte de Leite de Égua Sabor: Doce Atributo: Não oleoso Ação: Estimulante de digestão Ação específica: Promove a visão e equilibra kapha Usos terapêuticos: Cura doenças urinárias Notas: É um produto abhisyandi (capaz de obstruir os canais de circulação). Desequilibra os Doshas, especialmente vayu.
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Entre todas as variedades de iogurte acima citadas, aquele preparado com leite de vaca é o melhor e mais benéfico.  Galita Dadhi Iogurte do qual se retira a porção aquosa por filtração Sabor: Doce Atributos: Pesado e excessivamente oleoso Ação específica: Promove o vigor, a nutrição e o apetite. Equilibra vayu. Notas: Desequilibra kapha, mas não desequilibra pitta em demasia.  Iogurte de Leite Fervido Atributo: Não oleoso Ação específica: Age sobre todos os dhatus (elementos teciduais), sobre os agni (envolvidos no poder digestivo), o bala (vigor) e o apetite. Equilibra pitta e vayu. Nota: É excessivamente útil.  Chacchika ou Asara Dadhi Iogurte sem gordura. Sabor: Adstringente Atributo: Leve Ação: Dipana (estimulante da digestão) Ação específica: Produz constipação e apetite. Usos terapêuticos: Cura grahani (síndrome de espru) Notas: É um produto vistambhi (que produz vento no abdome) e desequilibra vayu.  Iogurte Doce O iogurte adicionado com açúcar é muito útil. É usado na cura de trsna (sede mórbida), de daha (síndrome de queimação), no enfraquecimento do sangue e para o equilíbrio de pitta.
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O iogurte com açúcar mascavado indiano (jaggery) é pesado. É afrodisíaco, nutritivo, refrescante e equilibra vayu.  Iogurte nas Diferentes Estações Geralmente, a ingestão de iogurte não é indicada na primavera, no outono, no verão e na estação chuvosa. Por outro lado, no hemanta (princípio do inverno) e no sisira (final do inverno) a ingestão de iogurte é benéfico.  Iogurte para Doenças Especiais A ingestão de iogurte é útil diariamente nas seguintes doenças: Mutra krcchra (disúria), aruci (anorexia), sitanga (sensação de frio no corpo), visama jvara (febre irregular), atisara (diarréia) e pratisyaya (frio). O iogurte não deve ser ingerido à noite. O iogurte quando misturado com água e ghee é benéfico.  Dadhyuttara ou Sara É a última camada do iogurte que é mais densa e oleosa que o restante. Sabor: Azedo Atributo: Pesado Ação específica: Laxante, afrodisíaco e promove o equilíbrio de vayu. Além disso, limpa a bexiga. Nota: Suprime a força digestiva e desequilibra pitta e kapha.  Mastu É a porção aquosa do iogurte. Atributo: Leve Ação específica: Promove o vigor e o apetite para alimentar-se e equilibra kapha e vayu. É refrescante, laxante instantâneo e promove a felicidade.
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Usos terapêuticos: Usado na cura de klama (fadiga mental) e trsna (sede mórbida). Notas: Não é afrodisíaco e promove a limpeza dos canais. GHOLA, MATHITA, UDASVIT E TAKRA (Manteigas)  Variedades de Manteiga A manteiga que contém rasa (creme) e na qual não foi adicionada água é chamada ghola. A manteiga da qual o creme foi removido é chamada mathita. Quando igual quantidade de água é adicionada e depois a manteiga é batida é chamada sveta. Quando metade de água é adicionada e depois a manteiga é batida é chamada udasvit. Quando um quarto da quantidade de água é adicionada e a manteiga é batida é chamada takra. Outros afirmam que na takra, metade da quantidade de água é adicionada quando a manteiga é batida.  Takra Sabor: Doce, azedo e adstringente Atributos: Leve e não oleoso Potência: Quente Ação: Dipana (estimulante da digestão) Ação específica: Promove a constipação, o vigor, é refrescante e equilibra vayu e kapha. Usos terapêuticos: Atua na cura de sotha (edema), gara (envenenamento), chardi (vômitos), praseka (salivação), visama jvara (febre irregular), pandu (anemia), medas (gordura), grahani (síndrome de espru), arsas (hemorróidas), mutra graha (anúria), bhagandara (fístula anal), meha (doenças urinárias crônicas, inclui o diabetes), gulma (tumor fantasma), atisara (diarréia), sula (dor em cólica), plihan (doenças do baço), krimi (parasitoses), svitra
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kustha (leucoderma), kustha (doenças crônicas de pele, inclui a hanseníase), kapha vyadhi (doenças causadas por deficiência de kapha), trsna (sede mórbida), udara (doenças abdominais crônicas, inclui ascites) e apaci (adenites cervicais). Contra-indicações de Takra A ingestão de takra (manteiga) não é benéfica no verão e no outono. Além disso, nunca deve ser ingerido por pacientes que sofrem de daurbalya (fraqueza), srama (fadiga física), murccha (desmaios), pittasra ou rakta pitta (doença caracterizada por sangramentos em diferentes partes do corpo), mada (alcoolismo) e sosa (tuberculose). A manteiga (takra) é como ambrosia no inverno, quando o paciente sofre de grahani (síndrome de espru), arsas (hemorróidas), doenças causadas por kapha e vayu, srota nirodha (obstrução dos canais de circulação) e mandagni (supressão da força digestiva). Propriedades dos Diferentes Tipos de Takra A Takra (manteiga) que possui um sabor doce equilibra vayu e pitta, desequilibrando kapha. A Takra que possui sabor azedo equilibra vayu e desequilibra rakta (sangue) e pitta. Combinações com Takra Quando há desequilíbrio de vayu, a variedade azeda de manteiga combinada com sal gema (saindhava) pode ser ingerida. Quando há desequilíbrio de pitta, a variedade doce de manteiga deve se combinada com açúcar e fornecido ao paciente. Quando há desequilíbrio de kapha, a variedade não oleosa de takra deve ser combinada com vyosa (sunthi, pippali e marica) e substâncias alcalinas.
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Outros Tipos de Takra O takra do qual não foi retirada a gordura possui atributo leve e é considerada benéfica. O takra da qual foi retirada uma pequena parte da gordura é pesada e possui ação específica como afrodisíaco e equilibra kapha. O takra da qual a gordura foi completamente retirada é pesada e sandra (densa). Possui a ação específica de nutrição, mas desequilibra kapha. As propriedades de outros diferentes tipos de iogurte (dadhi) preparados a partir de diferentes tipos de leite são compartilhadas pelas da manteiga preparada com estes mesmos leites. ÁGUA Potência: Fria Ação específica: Cardiotônica e equilibra pitta. Usos terapêuticos: Usado na cura de visa (envenenamento), bhrama (vertigem), daha (sensação de queimação), ajirna (indigestão), srama (exaustão), chardi (vômitos), mada (intoxicação), murccha (desmaios) e madatyaya (alcoolismo).  Contra-indicações da Água Fria A água fria não deve ser utilizada nas seguintes condições e doenças: - stimita kostha (ausência de peristaltismo intestinal) - gala roga (doenças da garganta) - nava jvara (primeiro estágio da febre) - grahani (síndrome de espru) - pinasa (rinite) - adhmana (flatulência) - hikka (soluços) - gulma (tumor fantasma)
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vidradhi (abscessos) kasa (tosse) meha (doenças urinárias crônicas, inclui diabetes) aruci (anorexia) svasa (dispnéia) pandu (anemia) vatamaya (doenças causadas por deficiência de vayu) parsva sula (dor em cólica ao lado do peito) logo após a ingestão de sneha (óleo, ghee, etc.) após a administração de sodhana (Terapia de eliminação) e outras terapias (purgativa, emética, etc.)

 Água de Chuva (Akasa Jala) A água de chuva pode ser de quatro tipos: 1. Divya (água de chuva coletada antes que caia no chão) 2. Tusaraja (água coletada do gelo e do orvalho) 3. Dhara (água da chuva coletada depois que caiu no solo) 4. Karahaima (água de granizo e de neve) Dentre estas, o tipo Divya de água é o melhor por causa de sua leveza. Esta também pode ser dividida em dois tipos. Os Dois Tipos de Água Divya O tipo de água Divya, também chamada de Akasajala (Água da chuva), pode ser dividida em: 1. Água Ganga (água retirada do rio Ganges) 2. Samudraja (água retirada do mar) A água ganga é melhor que a água samudraja. O tipo samudraja de água da chuva que cai nos meses de asvina (Setembro e Outubro) é semelhante à água do tipo ganga quanto às suas propriedades. Teste para a Água do Tipo Ganga
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Se em um pote de ouro, de prata ou de barro novo for fervido arroz sali triturado e ensopado na água e a mistura não deteriora, ou seja, não se torna kledi, e consegue reter sua coloração natural, então esta água pode ser determinada como Ganga. Esta água tem a propriedade de equilibrar todos os três Doshas, ou seja vayu, pitta e kapha e curar doenças como visa (envenenamento). Água do tipo Samudra É alcalina e misturada com lavana (sal). Esta água reduz sukra (sêmen), drsti (a visão) e bala (o vigor). Divya Jala (Água da Chuva) Sabor: não apresenta um sabor manifestado Atributo: Leve Potência: Saumya (fria) Ação específica: Promove o rejuvenescimento, é considerada balya (que promove o vigor), jivana (que promove a vida) , tarpana (que tem ação refrescante), promotora de consolo e felicidade, além de promover também o intelecto excessivamente e equilibrar todos os três Doshas. Usos terapêuticos: Usada na cura de trsa (sede mórbida), murccha (desmaios), tandra (sonolência), daha (sensação de queimação), klama (fadiga mental), maha nidra (dorme excessivamente) e srama (exaustão). Bhauma Jala Quando a água do tipo Divya (água da chuva) cai sobre o solo, passa a ser chamada Bhauma Jala.  Atributos dos Diferentes Tipos de Água

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Quando a água do tipo Divya não está disponível, outros tipos de água podem ser utilizados, dentre as Bhauma jala, depois de verificadas suas vantagens e desvantagens. Kaupa Jala (Água de Poço) Atributos: Leve Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Equilibra kapha Notas: É alcalino e desequilibra pitta. Tadaga Jala (Água de lagoa) Sabor; Doce e adstringente Vipaka: picante Nota: Desequilibra vayu Vapya Jala (Água de Lagoa Pequena) Sabor: Picante Ação específica: Equilibra vayu e kapha Notas: É alcalina e desequilibra pitta. Nairjhara Jala (Água de Nascente) Atributo: Leve Ação específica: Dipana (estimulante da digestão) Ação específica: Cardiotônica, possui ação de depleção (lekhana) e equilibra kapha. Hrada Jala (Água de Lago) Atributo: Leve Ação: Estimula excessivamente a digestão Ação específica: Equilibra pitta. Nota: É considerada avidahi (substância que não causa sensação de queimação).
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Caudya Jala (Água de um Grande Poço) Sabor: Doce Atributo: Oleosa Ação: Estimulante do poder digestivo Nota: Não causa desequilíbrio de kapha. Nadeya Jala (Água de Rio) Atributos: Leve e não oleosa Ação: Estimulante da digestão Ação específica: É lekhana (causa depleção). Nota: Desequilibra vayu. Sarasa Jala (Água de Tanque) Sabor: Doce e adstringente Atributo: Leve Ação específica: Promove o vigor Usos terapêuticos: Age na cura de trsna (sede mórbida) Kaidara Jala (Água de Campo) Atributo: Pesada Vipaka: Doce Notas: É considerada abhisyandi (que produz obstrução dos canais de circulação) e desequilibra os Doshas. Palvala Jala (Água de Pequenos Poços) Esta água é semelhante à anterior, kaidara ou kantara (água de campo), quanto a suas propriedades. Especificamente, desequilibra todos os Doshas. Tausara Jala (Água de Orvalho e de Gelo) Atributo: Não oleosa Potência: Fria Ação específica: Equilibra pitta e kapha.
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Nota: Desequilibra vayu. Água da Chuva Água que é coletada antes de cair no solo é chamada Divya (chuva), diretamente do céu, equilibra todos os Doshas. Kara Jala (Água de Granizo) Atributos: Pesada, não oleosa e visada (não pegajosa) Potência: Fria Ação específica: Equilibra kapha e vayu. Haima Jala (Água da Neve) Atributo: Comparativamente pesada Potência: Fria Ação específica: Equilibra pitta. Nota: Desequilibra vayu. Candrakanta Jala É a água coletada com ajuda de uma pedra-da-lua. Atributos: Leve e não oleosa Ação específica: Equilibra pitta Usos terapêuticos: Cura visa (envenenamento) e asra (deficiência do sangue). Narikela Jala (Água de Coco) Sabor: Doce Atributos: Leve e oleosa Potência: Fria Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Afrodisíaca, cardiotônica e age equilibrando pitta. Usos terapêuticos: Cura pipasa (sede mórbida). Age na limpeza da bexiga (basti).
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Hamsodaka Água exposta ao sol durante o dia e aos raios da lua durante a noite. Atributos: Leve e oleosa Potência: Fria Ação específica: É rasayana (promove o rejuvenescimento), balya (promove o vigor), medhya (promove o intelecto) e equilibra todos os três Doshas, denominados vayu, pitta e kapha. Notas: É semelhante a Antariksa Jala (água coletada diretamente do céu). É considerada livre de defeitos. É anabhisyandi (que não obstrui os canais de circulação) e é considerada como ambrosia. Água de Diferentes Estações Durante a estação chuvosa, divya (a água coletada diretamente do céu) e audbhida (água retirada da terra por perfuração) são benéficas Durante o outono, a água limpa que é impregnada com os raios de Agastya (a estrela Canopus) e conservada sem toxinas é benéfica. Durante o hemanta (começo do inverno), são úteis as águas sarasa (de grandes tanques) e tadaga (água de poço). Na primavera e no verão, são úteis as águas de poço, de pequenas lagoas e de nascente. Na estação chuvosa, a água de caundya (de grandes poços) e todos os outros tipos de água são avistambhi (não desequilibram vayu). Atributos da Água de Rio A água dos rios que fluem com forte correnteza e possuem água limpa é leve. A água dos rios com fluxo lento, cheia de sujeira e com saivala (musgo) é pesada.
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Água de rios que nascem no Himalaia e passam através de rochas é saudável. As águas do tipo Ganga, Satadru, Sarayu e Yamuna possuem excelentes qualidades. A água destes rios são limpas e sagradas. Equilibram vayu e kapha, e desequilibram ligeiramente pitta. Os rios cuja fonte fica na montanha Malaya possuem correnteza forte, possuindo água leve e benéfica. Rios como Vrta mala e Tamraparni carregam água limpa. Rios cuja água é pútrida produzem slipada (filárias), apaci (adenites cervicais), sotha (edemas), doenças nos pés, na cabeça, na garganta e pescoço, produzem arbuda (tumores) e krimi (parasitoses). Rios como Veni, Godavari, etc. Cuja nascente está na montanha Sahya, levam águas que geralmente causam kustha (doenças crônicas de pele). A água de alguns destes rios equilibram vayu e kapha. Os rios como Sipra, Reva, etc. cujas nascentes ficam na montanha Vindhyacala carregam água que produz anemia (pandu) e kustha (doenças crônicas de pele). Os rios como Carmanvati, cuja fonte fica na montanha Pariyatra, são de dois tipos: - Rios que se originam de tadaga (lagoa) – Sua água alivia todos os três Doshas e reduz o vigor. - Rios que se originam em dari (cavernas) – Sua água produz kustha (doença crônica de pele, inclui a hanseníase), kandu (pruridos), kapha, slipada (filariose) e agni (força digestiva). A água de outros rios que correm para o leste, causam gudaja (hemorróidas). Os rios que nascem em desertos carregam água com as seguintes propriedades: Sabor: Doce Atributo: Leve Ação: Estimulam excessivamente a digestão
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Ação específica: Promovem o vigor. Os rios Gomati, Narmada, etc. que correm para o mar na direção oeste, carregam águas com as seguintes propriedades: Ação específica: Promovem o vigor e equilibram pitta e kapha. Usos terapêuticos: Usado na cura de vatasra (gota) e kandu (prurido). Os rios que correm para o mar em direção ao sul carregam águas com as seguintes propriedades: Ação específica: Promovem o vigor e equilibram pitta. Nota: Desequilibram kapha e vayu. Os rios que correm para o mar na direção leste possuem fluxo lento e suas águas são pesadas. Água do Mar Ação específica: Reduz o vigor e a virilidade Nota: Desequilibra todos os três Doshas. Horário de Coleta Todos os tipos de água disponíveis no solo devem ser coletadas pela manhã bem cedo porque durante este horário elas são limpas e frias por excelência. Horários para Beber Água Tomar água antes da refeição causa karsya (emagrecimento) e mandagni (supressão da força digestiva) Quando ingerida juntamente com a refeição, estimula o poder digestivo, e é o melhor. Se ingerida após a refeição, causa sthaulya (adiposidade) e desequilíbrio de kapha. Diferentes Maneiras de Ingerir a Água
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A água é a vida de todos os seres vivos e o mundo inteiro está impregnado de água. Portanto, beber água nunca deve ser proibido pelas pessoas sábias, apesar de fortes contra indicações. Em alguns casos, a água quente deve ser ingerida, em outros, a água fria e ainda em determinados casos, a água fria após ser fervida ou água fervida com adição de algumas drogas deve ser ingerida. No entanto, nunca deve ser proibida. Na ajirna (indigestão) associada com ama (no primeiro estágio) deve ser tomada água fervida. Na ajirna (indigestão) associada a pakva (estágio posterior) deve ser tomada água limpa. Se houver vidagdha (digestão incompleta) e a pessoa estiver com sede, ela deve tomar água fria. Assim, vidaha (a sensação de queimação) é curada e o alimento residual é digerido. Propriedades de Anupa, Jangala, Sadharana Jalas Anupa Jala (água encontrada em regiões pantanosas): Este tipo de água é abhisyandi (obstrui os canais de circulação), possui qualidades desprezíveis e agrava os Doshas. Jangala Jala (água encontrada em regiões áridas): Este tipo de água estimula o poder digestivo e equilibra os Doshas. Sadharana Jala (água encontrada em terras de natureza moderada: Possui sabor doce, atributo leve, potência fria. Usada na cura de trsna (sede mórbida). É hilariante. Águas Proibidas Na estação chuvosa, uma pessoa que toma banho na água fresca da chuva, que toma água fresca (que é coletada do solo imediatamente após a chuva) e que bebe água suja com folhas, etc. adquire doenças internas e externas. Método para Remoção da Poluição A água poluída deve ser fervida e exposta aos raios de sol. Nesta água deve ser mergulhado um pedaço de ferro quente, surya
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mani, seixos de areia, etc. Depois, a água deve ser impregnada com karpura, pura (guggulu), punnaga, patala, etc. Esta água limpa deve ser resfriada com a adição de kanaka (ouro), mukta (pérola), etc. Esta água fria nunca desequilibra os Doshas (não é prejudicial à saúde). Água Fervida A água que foi fervida, retirada a espuma, que está limpa e sem movimentos possui as seguintes propriedades: Atributos: Leve Ação: Dipana (estimulante da digestão) e pacana (carminativo) Ação específica: Equilibra todos os Doshas, ou seja, vayu, pitta e kapha. Água Quente Atributo: Leve Ação: Estimulante da digestão Ação específica: Equilibra vayu e kapha. Usos terapêuticos: Usada na cura de parsva ruk (dor nas laterais do peito), pinasa (rinite), adhmana (flatulência) e hikka (soluços). Nota: Age na limpeza de basti (bexiga). Água Fervida e Reduzida a 3/4 Nota: Equilibra vayu. Água Fervida e Reduzida à Metade Notas: Equilibra pitta. É benéfica no hemanta (começo do inverno), sisira (final do inverno), varsa (estação chuvosa) e na primavera. Água Fervida e Reduzida a 1/4 Atributo: Leve Ação: Estimula a força digestiva
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Ação específica: Produz constipação e equilibra kapha Nota: É benéfica no verão e no outono. Ingestão de água Quente à Noite Quando a água quente é ingerida à noite, ela tem a ação de limpar a adesão de kapha, auxilia na eliminação de vayu e cura a indigestão imediatamente. Água Resfriada após a Fervura Atributo: Leve Ação específica: Equilibra todos os Doshas. Notas: Esta água é sempre saudável. É prejudicial se estragada (quando conservada durante a noite) e torna-se repleta e impurezas (ou poluída). Se a água é fervida durante o dia e é guardada durante a noite, torna-se pesada. Da mesma forma, se a água é fervida à noite e ingerida no outro dia, desequilibra excessivamente todos os Doshas. Tempo Necessário para a Digestão da Água A água não fervida leva um yama (três horas) para ser digerida. A água fervida e resfriada consegue ser digerida em meio yama (uma hora e meia). A água que é fervida e ingerida morna leva um muhurta (8 minutos) para a digestão. Quando se Deve Tomar Menos Água Menor quantidade de água deve ser ingerida nos seguintes distúrbios: arocaka (anorexia), pratisyaya (coriza), praseka (salivação), svayathu (edema), ksaya (tuberculose), mandagni (supressão do poder digestivo), udara (doenças abdominais crônicas, inclui a ascite), kustha (doenças abdominais crônicas, inclui hanseníase), jvara (febre), netramaya (doenças dos olhos), vrana (úlceras) e madhumeha (diabetes).
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Importância da Água Uma pessoa sedenta (se não lhe for dado água) torna-se inconsciente e morre. Portanto, com todo cuidado, a água não deve ser proibida. A água fria deve ser ingerida nos casos de murccha (desmaios), deficiência de pitta, usna (sensação excessiva de calor), daha (sensação de queimação), visa (envenenamento) e deficiência do sangue. Quando Não se Deve Ingerir Água Morna A ingestão de água quente deve ser evitada nos casos de srama (exaustão), klama (fadiga mental), pariksepa (convulsões), tamaka svasa (um tipo de asma brônquica), ksut (fome) e urdhvaga rakta pitta (sangramento pelas áreas superiores do corpo). Quando Não se Deve Ingerir Água Fria A água fria deve ser evitada nos casos de parsva sula (dor nas laterais do peito), pratisyaya (coriza), vata roga (doenças causadas pela deficiência de vayu), gala graha (obstrução da garganta), adhmana (flatulência), timira (catarata), kostha (constipação), sadyah sula (dor em cólica recente), nava jvara (primeiro estágio da febre), hikka (soluços) e sneha pana (período imediatamente posterior à Terapia com oleação). Ingestão Excessiva de Água Se a água é ingerida em excesso, ela suprime a força digestiva. Quando a água não é suficientemente ingerida, produz muitos problemas. Portanto, tendo em vista a promoção do poder digestivo, deve-se tomar água com freqüência, em pequenas quantidades. Estas substâncias são utilizadas com freqüência nas Terapias Especializadas com Massagem como alimentos ou bebidas. Para
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a preparação de óleos medicinais e outras formulações, estes ingredientes são muito empregados. O médico deve estar bem informado sobre as propriedades terapêuticas destes ingredientes como descrito no Ayurveda. Isto possibilitará que o médico possa selecionar os ingredientes mais importantes para que a administração da Terapia com massagem seja bem sucedida.

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APÊNDICE II Abreviações Utilizadas nas fórmulas do Apêndice III
Partes das Plantas 1. Androceu 2. Antera 3. Arilo 4. Bulbo 5. Bulbo da raiz 6. Bulbo do tronco 7. Casca da fruta 8. Casca da raiz 9. Casca do tronco 10. Cerne da madeira 11. Endosperma (Bija majja) 12. Estigma e estilete 13. Exsudato 14. Flor 15. Folha 16. Fruta seca 17. Fruto 18. Galho 19. Inflorescência 20. Látex 21. Óleo 22. Planta inteira 23. Polpa da fruta (Phala majja) 24. Raiz 25. Raiz adventícia 26. Rizoma 27. Semente seca 28. Semente 29. Tronco 130 Abrev. And. Ant. Ar. Bl. Bl.R. Bl.T. Cs.F. Cs.R. Cs.T. Ce.M. End. Etg./Etl. Exs. Fl. Fo. Fr.S Fr. Ga. In. La. Ol. Pl. Po.F. Ra. Ra.A Ri. Se.S. Se. Tr.

APÊNDICE III

Processos Farmacêuticos para Manipulação de Óleos Medicinais e Fórmulas

Óleos Medicinais são preparações nas quais o óleo é fervido com decocções e pastas de drogas prescritas de acordo com o procedimento descrito. Este processo assegura a absorção das propriedades terapêuticas dos ingredientes utilizados. A maior parte das frações solúveis em óleo destes ingredientes são retiradas através deste processo. Algumas finas partículas destes ingredientes permanecem suspensas no óleo medicinal mesmo depois da filtração e as propriedades terapêuticas destas frações insolúveis tornam-se disponíveis para uso através destes óleos medicinais. De acordo com o Ayurveda, o óleo apresenta a propriedades específica de absorver as frações terapêuticas úteis das drogas. Método Geral de Preparação Geralmente, são utilizados na preparação de óleo medicinal três importantes tipos de ingredientes listados a seguir: 1. Óleo empregado como meio 2. Pasta de drogas
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3. Líquidos que podem ser um ou mais, como decocções, sucos, leite, etc. A menos que esteja definido de outra forma no texto, a quantidade de pasta a ser empregada deve ser um quarto da quantidade do óleo e o líquido deve ser quatro vezes a quantidade de óleo. Em outras palavras, mede-se uma parte de pasta, para quatro partes de óleo para dezesseis partes de líquido. De acordo com esta razão, muitos óleos medicinais são preparados. Além disso, os médicos devem ter em mente os seguintes aspectos: 1. Caso não seja mencionado nenhum líquido na prescrição, devem ser empregadas, então, quatro partes de água. 2. Se o líquido citado for uma decocção ou suco de uma planta, então a quantidade de pasta deve ser um sexto e um oitavo, respectivamente, da quantidade de óleo. 3. Se for necessária a adição de quatro ou menos tipos de líquidos, então, cada um dos líquidos deve ter quatro vezes o peso do óleo. 4. Quando são mais de quatro os líquidos a serem adicionados, então, cada líquido deve ter o peso igual ao do óleo. 5. Se, em uma preparação, não estiver prescrita nenhuma pasta, as drogas prescritas para o propósito de decocção podem ser usadas como pasta. A pasta e o líquido são misturados juntos, e o óleo é adicionado, fervido e mexido muito bem, continuamente, de forma que a pasta não possa aderir ao fundo ao recipiente. Às vezes, os líquidos precisam ser adicionados um após o outro e o processo de fervura continua até que os líquidos adicionados em primeiro lugar estejam completamente evaporados (a parte líquida dos mesmos). Quando a umidade de todos os líquidos evaporar, a parte úmida da pasta começa, então, a evaporar. Neste estágio, a
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preparação deve ficar continuamente sob observação para assegurar-se de que a pasta não vá se queimar e aderir-se ao fundo do recipiente. Uma pequena porção da pasta é retirada com o auxílio de uma espátula e examinada de vez em quando para observar as condições do cozimento (paka). São três os estágios do cozimento (paka): 1. Cozimento leve (Mrdu paka) 2. Cozimento moderado (Madhyama paka) 3. Excesso de cozimento (Khara paka) No estágio de cozimento leve, a pasta é mole e quando enrolada entre dois dedos, desliza como uma goma sem grudarse nos dedos. No estágio moderado de cozimento, a pasta, quando enrolada, é mais dura e quando colocada diretamente sobre o fogo, queima sem fazer som de crepitação. Se colocada novamente no calor torna-se excessivamente cozida. Se por descuido ou ignorância, aplica-se mais calor, o óleo torna-se queimado e na terminologia ayurvédica é chamado de dagdha paka que torna o óleo medicinal absolutamente inútil para propósitos terapêuticos. Quando o óleo atinge o estágio correto de cozimento, forma-se na superfície uma espuma e neste estágio o médico deve examinar repetidamente a pasta. Quando o óleo medicinal é prescrito para ser combinado com diversos líquidos, como decocção, suco, leite, sopa de carne, vinagre e manteiga, o período de cozimento com os vários líquidos é o seguinte: 1. Decocção, vinagre e manteiga, etc. 2. Suco 3. Leite 4. Sopa de carne 5 dias em cada caso 3 dias 2 dias 1 dia

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Se o açúcar é descrito como um dos ingredientes da prescrição, este ingrediente deve ser adicionado apenas após o produto final estiver frio. Se o sal e preparações alcalinas são mencionados como ingredientes de um óleo medicinal, então, devem ser adicionados ao produto final e depois filtrado. Adição de Perfumes Se a uma fórmula de óleos medicinais, devem ser adicionados perfumes ou substâncias aromáticas para alterar o aroma, os pós ou soluções destes ingredientes são colocados em um coador e o óleo medicinal, quando morno, deve ser derramado sobre ele. Isto possibilita que o óleo seja impregnado com o aroma. Utilidade dos Diferentes Tipos de Cozimento O óleo medicinal preparado através do cozimento leve é útil na Terapia inalatória. O óleo medicinal preparado por cozimento moderado é útil para massagem do corpo, para enema medicinal e para ser administrado internamente. O óleo excessivamente cozido é útil na massagem, especialmente para a massagem da cabeça. Recipientes para o Cozimento Recipientes de cobre são muito úteis para o cozimento do óleo medicinal. Mas se ingredientes azedos como o vinagre e a manteiga ou iogurte forem empregados no cozimento, devem ser utilizados recipientes de aço inoxidável. A capacidade do recipiente deve ser de, no mínimo, o dobro do volume de óleos e líquidos juntos. Isto evitará que o óleo transborde durante o processo de cozimento. A espátula ou a colher deve ser feita
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também de cobre ou de aço inoxidável e deve possuir uma superfície reta e plana na parte inferior para facilitar o movimento. Deve possuir um cabo de madeira na extremidade distal para facilitar a manipulação. Atualmente, o cozimento de óleos medicinais é feito em recipientes com paredes duplas, com espaço entre elas para o vapor passar. Este tipo de recipiente é mais higiênico e evita que a pasta queime no fundo do recipiente. Combustível Para o cozimento de alguns destes óleos medicinais, são aconselhados no Ayurveda diferentes tipos de carvão vegetal. Na prática geral, utilizam-se carvão mineral, carvão vegetal, gás butano e vapor. Qualquer que seja o combustível empregado, no início e no final do processo, o calor deve ser brando e no decorrer do mesmo, deve ser aplicado um calor gradualmente forte. Um calor forte no final do processo pode queimar a pasta, de modo que a preparação não será útil para fins terapêuticos. Um fogo muito forte pode fazer com que o óleo quente transborde, causando acidentes. Características O óleo medicinal possui, geralmente, o sabor, o odor e a coloração dos ingredientes que são utilizados na preparação. Eles também afetam a consistência do produto final. Quando uma grande quantidade de leite é adicionada, o óleo medicinal torna-se espesso na consistência por causa da manteiga ou ghee contidos no leite. Tais preparações tornam-se condensadas como manteiga ou ghee no inverno, ou quando armazenados no refrigerador.

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Preservação Óleos medicinais devem ser armazenados em potes de vidro ou polietileno de boa qualidade. Estes óleos estocados adequadamente preservam sua potência durante cerca de 6 meses para finalidade de uso interno. Para o uso em massagem, estas preparações cozidas adequadamente e armazenadas em potes apropriados posem ser empregados por cerca de 5 anos, após a manipulação. Método de Uso Óleos medicinais são geralmente utilizados para massagem do corpo e da cabeça. Também são empregados na Terapia inalatória, no enema medicinal e na aplicação externa. Óleos medicinais também são utilizados na aplicação interna. Nos textos Ayurvédicos, muitos tipos de veículos são prescritos para este propósito. Quando nenhum está especificado, deve ser empregado o óleo medicinal combinado com leite ou água morna. Quando o óleo de Semecarpus anacardium (bhallataka) e outros ingredientes estão incluídos na preparação, o uso de um veículo morno está proibido. As fórmulas para alguns dos óleos medicinais mais comumente utilizados estão descritos aqui: ASANAVBILVADI TAILA (Saharasyoga, Tailaprakarana; 45) 1. 2. 3. 4. 5. 6.
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Asana (Pterocarpus marsupium, 23) Bilva (Aegle marmelos, 219) Bala (Sida cordifolia, 213) Amrta (Tinospora cordifolia, 106) Água para decocção Reduzir esta água para

Ce.M. Ra. Ra. Tr.

192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 12.288 ml. 3.072 ml.

7. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 8. Madhuka (Madhuca indica, 237) Ra. 128 g. 9. Nagaraka (Zingiber officinale, 33) Ri. 128 g. 10. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 128 g. 11. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) Po.F. 128 g. 12. Amalaki (Emblica officinalis, 29) Po.F. 128 g. 13. Paya (leite de vaca) Usos: Empregado nas massagens externas. Importante uso terapêutico: Doenças dos olhos, ouvidos e na cabeça. KANAKA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Ksudrarogadhikara; 59) 1. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 768 g. 2. Água para decocção 3.072 ml. 3. Reduzir esta água para 768 ml. 4. Taila (óleo de sementes) 192 ml. 5. Priyangu (Callicarpa macrophylla, 208) Fl. 32 g. 6. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Tr. 32 g. 7. Candana (Santalum album, 322) Ce.M. 32 g. 8. Utpala puspa (Nymphaea stellata, 39) Fl. 32 g. 9. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) Fl. 32 g. Usos: Utilizado externamente para nasya e massagem. Importante uso terapêutico: Descoloração da pele.

KAYYONNYADI TAILA (Saharasyoga, Tailaprakarana; 48)

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1. Kayyonni rasa (Eclipta alba, 230) Pl 1.024 ml. 2. Cittamrtu rasa (Tinospora cordifolia, 106) Tr. 1.024 ml. 3. Nelli rasa ( Emblica officinalis, 29) Po.F. 1.024 ml. 4. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 5. Payas (goksira) (leite de vaca) 768 g. 6. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 48 g. 7. Anjana (Berberis aristata, 157) 48 g. Uso: Utilizado externamente na massagem da cabeça. Importante uso terapêutico: Doenças da cabeça, dos cabelos, dos olhos e dos dentes.

KARPASASTHYADI TAILA (Saharasyoga, Tailaprakarana; 11) 1. Karpasasthi (Gossypium herbaceum, 74) 2. Bala (Sida cordifolia, 213) 3. Masa (Phaseolus mungo, 247) 4. Kulattha (Dolichos biflorus, 83) 5. Água para decocção 6. Reduzir esta água para 7. Bala (Sida cordifolia, 213) 8. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) 9. Kustha (Saussurea lappa, 85) 10. Sarsapa (Brasica campestris, 330) 11. Nagara (Zingiber officinale, 33) 12. Satahva (Anethum sowa, 307) 13. Pippalimula (Piper longum, 194) 14. Cavya (Piper chaba, 116) 15. Sigru tvak (Moringa pterygosperma, 315) 16. Punarnava (Boerhaavia difusa, 266)
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End. Ra. Se. Se.

Ra. Ra. Ra. Se. Ri. Fl. Ra. Tr. Cs. T. Ra.

768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 12.228 ml. 3.072 ml. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g.

17. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 18. Aja ksira (leite de cabra) 768 ml. Método especial de preparação: Karpasasthi (Gossypium herbaceum, 74), Kulattha (Dolichos biflorus, 83) e Masa (Phaseolus mungo, 247) são amarrados em uma trouxa e mergulhados no recipiente contendo balamula e água. Prepara-se assim a decocção de bala (Sida cordifolia). Usos: Usado externamente para massagem. Importantes usos terapêuticos: Hemiplegia, paralisia facial, ombros rígidos e outras doenças nervosas.

KUNKUMADI TAILA (Yogaratnakara, Ksudrarogadhikara, página 740) 1. 2. 3. 4. 5. Kunkuma (Crocus sativus, 77) Candana (Santalum album, 322) Lodhra (Symplocus racemosa, 281) Pattanga (Caesalpinia sappan, 182) Rakta candana (Pterocarpus santalinus, 265) 6. Maliyaka (Aquilaria agallocha, 3) 7. Usira (Vetiveria zizanioides, 42) 8. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 9. Yasti madhu (Glycyrrhiza glabra, 264) 10. Patra (Cinnamomum tamala, 148) 11. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) 12. Padma (Nelumbo nucifera, 57) 13. Kustha (Saussurea lappa, 85) 14. Gorocana 15. Nisa (Curcuma longa, 344) Etg./Etl. Ce.M. Cs.T. Fl. Ce.M. Ce.M. Ra. Tr. Ra. Fo. Ce.M. Fl. Ra. Ri. 12 g. 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g
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16. Laksa (Zizyphus jujuba, 94) 17. Daruharidra (Berberis aristata, 157) 18. Gairika 19. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) 20. Palasa kusuma (Butea monosperma, 186) 21. Priyangu (Callicarpa macrophylla, 208) 22. Vatankura 23. Malati (Jasminum officinale, 128) 24. Madhucchista (cera de abelhas) 25. Sarsapa (Brasica campestris, 330) 26. Surabhi (Pluchea lanceolata, 268) 27. Vaca (Acorus calamus, 282) 28. Paya (ksira) (leite de vaca) 29. Taila (óleo de sementes) Usos: Externamente para massagem. Importante uso terapêutico: Doenças de pele.

Exs. Tr. Fl. Fl. Fl. Fo. Fl. Se. Ra. Ri.

12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 6.144 ml. 1.536 ml.

KUSTHARAKSASA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Kusthadhikara; 164-165 1/2) 1. Sutaka (parada) 2. Gandhaka 3. Kustha (Saussurea lappa, 85) 4. Saptaparna tvak (Alstonia scholaris, 326) 5. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) 6. Sindura 7. Rasona (Allium sativum, 278) 8. Haritala 9. Avalguja (Psoralea corylifolia, 215) 10. Aragvadha bija (Cassia fistula, 32) 11. Jirna tamra (tamra bhasma)
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Ra. Cs.T. Ra. Bl. Se. Se.

12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g 12 g

12. Manahsila 12 g 13. Katu taila (Brasica campestris, 330) 384 ml. Método especial de preparação: Os pós das drogas de 1 a 8 são misturados na taila e expostos aos raios de sol por uma semana. Usos: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Doenças crônicas de pele. KOTTAMCUKKADDI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 12) 1. Kottam (Saussurea lappa, 85) Ra. 96 g. 2. Cukku (Zingiber officinale, 33) Ri. 96 g. 3. Vayambu (Acorus calamus, 282) Ri. 96 g. 4. Sigru tvak (Moringa pterygosperma, 315) Cs.T. 96 g. 5. Lasuna (Allium sativum, 278) Bl. 96 g. 6. Karlotti (mutla) Ra. 96 g. 7. Devadruma (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 96 g. 8. Siddhartha (Brasica campestris, 330) Se. 96 g. 9. Suvaha (Pluchea lanceolata, 268) Ra./Fo. 96 g. 10. Tilaja (Sesamum indicum, 143) 78 ml. 11. Dadhi (iogurte) 768 g. 12. Cinca (patra) rasa Fo. 3.072 ml. Usos: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Reumatismo, artrite e gota.

KSIRABALA TAILA (Astangahrdaya, Vataraktacikitsa, Adhyaya 22; 44 1/2)

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1. Bala kasaya (Sida cordifolia, 213) Ra. 2. Bala kalka (Sida cordifolia, 213) Ra. 3. Taila (óleo de sementes) 4. Ksira Uso: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Doenças nervosas.

16 partes 1 parte 4 partes 4 partes

CANDANADI TAILA (Yogaratnakara, Rajayaksmacikitsa; página 325) 1. Candana (Santalum album, 322) 2. Ambu (Coleus vettiveroides, 351) 3. Nakha 4. Ratri (Curcuma longa, 344) 5. Yasti madhu (Glycyrrhiza glabra, 264) 6. Saileya (Parmelia perlata, 320) 7. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) 8. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 9. Sarala (Pinus roxburghii, 328) 10. Daru (Cedrus deodara, 160) 11. Sati (Hedychium spicatum, 303) 12. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 13. Jati (Jasminum officinale, 128) 14. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) 15. Patra (Cinnamomum tamala, 148) 16. Bilva (Aegle marmelos, 219) 17. Usira (Vetiveria zizanioides, 42) 18. Kankola (Piper cubeba 48) 19. Rakta candana (Pterocarpus santalinus, 265)
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Ce.M. Ra. Ri. Ra. Pl. Ce.M. Tr. Ra. Ce.M. Ri. Se. Fl. Fl. Fo. Cs.T. Ra. Ri. Ce.M.

96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g.

20. Ambuda (Cyperus rotundus, 255) Ri. 96 g. 21. Haridra (Curcuma longa, 344) Ra. 96 g. 22. Daruharidra (Berberis aristata, 157) Tr. 96 g. 23. Sveta sariva (Hemidesmus indicus, 325) Ra. 96 g. 24. Krsna sariva (Cryptolepis buchanani, 89) Ra. 96 g. 25. Tikta (Picrorhiza kurroa, 50) Ri. 96 g. 26. Lavanga (Syzygium aromaticum, 277) Fl. 96 g. 27. Aguru (Aquilaria agallocha, 3) Ce.M. 96 g. 28. Kunkuma (Crocus sativus, 77) Etg./Etl. 96 g. 29. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) Cs.T. 96 g. 30. Renu (Vitex agnus-castus, 270) Se. 96 g. 31. Nalika (Cinnamomum tamala, 170) Cs.T. 96 g. 32. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 33. Mastu (soro do iogurte) 3.072 ml. 34. Laksarasa (Zizyphus jujuba, 94) 768 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Febre crônica, sensação de queimação, sangramento por diferentes partes do corpo, tuberculose, epilepsia e esquizofrenia.

CANDANABALALAKSADI TAILA (Yogaratnakara, Jvaradhikara; página 205) 1. Rakta candana (Pterocarpus santalinus, 265) 2. Bala mula (Sida cordifolia, 213) 3. Laksa (Zizyphus jujuba, 94) 4. Lamajjaka (Cymbopogon jwarancusa, 280) 5. Água para decocção Ce.M. Ra. Exs. Pl. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 12.288 ml.
143

6. Reduzir água para 7. Taila (óleo de sementes) 8. Candana (Santalum album, 322) 9. Usira (Vetiveria zizanioides, 42) 10. Madhuka (Madhuca indica, 237) 11. Satahva (Anethum sowa, 307) 12. Katurohini (Picrorhiza kurroa, 50) 13. Deva daru (Cedrus deodara, 160) 14. Nisa (Curcuma longa, 344) 15. Kustha (Saussurea lappa, 85) 16. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 17. Aguru (Aquilaria agallocha, 3) 18. Balaka (Coleus vettiveroides, 351) 19. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 20. Bala (Sida cordifolia, 213) 21. Darvi (Berberis aristata, 157) 22. Murva (Marsdenia tenacissima, 257) 23. Musta (Cyperus rotundus, 255) 24. Mulaka (Raphanus sativus, 256) 25. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 26. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) 27. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) 28. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) 29. Laksa (Zizyphus jujuba, 94) 30. Campaka (Michelia champaca, 115) 31. Pitasara (Pterocarpus marsupium, 23) 32. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) 33. Sugandhika (Hedychium spicatum, 303) 34. Sauvarcala 35. Saindhava (sal gema) 36. Ksira Uso: Empregado nas massagens.
144

Ce.M. Ra. Ra. Fl. Ri. Ce.M. Ri. Ra. Tr. Ce.M. Ra. Ra. Ra. Tr. Ra. Ri. Ra. Se. Cs.T. Fl. Ra./Fo. Exs. Fl. Ce.M. Ra. Ri.

3.072 ml. 1.536 ml. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 256 g. 3.072 ml.

Importantes indicações terapêuticas: Asma, bronquite crônica, febre crônica, edema, anemia, doenças de pele e doenças nervosas.

CITRAAKADI TAILA (Susrutasamhita, Bhagandara Cikitsa; 50-50 1/2) 1. 2. 3. 4. 5. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) Ra. 16 g. Arka mula (Calotropis procera, 17) Ra. 16 g. Trivrt (Ipomoea turpethum, 152) Ra. 16 g. Patha (Cissampelos pareira, 190) Ra. 16 g. Malapu (kakodumbara mula tvak) (Ficus Cs.R. 16 g. hispida, 211) 6. Hayamaraka (karavira mula tvak) (Nerium Cs.R. 16 g. indicum, 60) 7. Snuhi mula (Euphorbis nerifolia, 338) Ra. 16 g. 8. Vaca (Acorus calamus, 282) Ri 16 g. 9. Langalika (Gloriosa superba, 279) Pl. 16 g. 10. Saptaparna (Alstonia scholaris, 326) Cs.T. 16 g. 11. Suvarcika (svarjika ksara) 16 g. 12. Jyotismati (Celastrus paniculatus, 132) Se. 16 g. 13. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 14. Água 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Fístula anal e hemorróidas.

JATYADI TAILA (Sarngadharasamhita, Madhyamakhanda, Adhyaya 9; 168-170)
145

1. Jati pallava (Myristica fragrans, 129) Fo. 192 g. 2. Nimba pallava (Azadirachta indica, 176) Fo. 192 g. 3. Patola pallava (Trichosanthes dioica, 181) Fo. 192 g. 4. Naktamala pallava (Pongamia pinnata, 59) Fo. 192 g. 5. Siktha (cera de abelha) 192 g. 6. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 192 g. 7. Kustha (Saussurea lappa, 85) Ra. 192 g. 8. Haridra (Curcuma longa, 344) Ri. 192 g. 9. Daruharidra (Berberis aristata, 157) Tr. 192 g. 10. Katurohini (Picrorhiza kurroa, 50) Ri. 192 g. 11. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Tr. 192 g. 12. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) Ce.M. 192 g. 13. Lodhra (Symplocus racemosa, 281) Cs.T. 192 g. 14. Abhaya (Terminalia chebula, 345) Po.F. 192 g. 15. Nilotpala (Nymphaea stellata, 39) Fl. 192 g. 16. Tutthaka 192 g. 17. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) Ra. 192 g. 18. Naktamala bija (Pongamia pinnata, 59) Se. 192 g. 19. Taila (óleo de sementes) 768 g. 20. Água 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Doenças de pele. JYOTISMATI TAILA (Yogaratnakara, Kusthacikitsa; página 696) 1. Mayuraka ksara jala (Achyranthes aspera, 11) Pl. 3.072 ml. 2. Jyotismati taila (Celastrus paniculatus, 132) Se. 768 g. Método especial de preparação: Mayuraka ksara jala é preparado com a planta Achyrantes aspera, fervida com óleo até que a umidade evapore. O processo é repetido sete vezes.
146

Usos: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Leucoderma. TUNGADRUMADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakana; 43) 1. Taruna tungadruma jala (Cocos nucifera, 174) 3.072 ml. 2. Sugandha (sathi) (Pluchea lanceolata, 268) Ri. 96 g. 3. Lamajja (usira) (Cymbopogon jwarancusa, Ra. 96 g. 280) 4. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 96 g. 5. Utpala kanda (Nymphaea stellata, 39) 96 g. 6. Candana (Santalum album, 322) Ce.M. 96 g. 7. Dugdha (leite) 768 ml. 8. Taila (óleo de sementes) 768 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças dos olhos e da cabeça, insônia. TUVARAKA TAILA (Susrutasamhita, Cikitsasthana, Adhyaya 13; 20-23, 29) 1. Tuvaraka phalamajja taila (Hydnocarpus 768 ml. laurifolia, 147) 2. Khadira kvatha (Acacia catechu, 99) Ce.M. 2.304 ml. 3. Tuvaraka kalka (Hydnocarpus laurifolia, 128 g. 147) Método especial de preparação: O taila preparado deve ser conservado sobre karisa (cinza quente de estrume de vaca) por 15 dias antes de ser utilizada. Uso: Externamente para massagem.
147

Pathya: Leite, doces, frutas cítricas, maçã, banana, uvas doces, arroz fervido velho, cevada, pão de trigo, manteiga. Apathya: Substâncias azedas, salgadas e picantes. Importante indicação terapêutica: Doenças crônicas de pele. TRIPHALADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 44) 1. Haritaki (Terminalia chebula, 345) 2. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) 3. Amalaki (Emblica officinalis, 29) 4. Amrtavalli (Tinospora cordifolia, 106) 5. Ketaki mula (Pandanus tectorius, 90) 6. Asanaka (Pterocarpus marsupium, 23) 7. Bala (Sida cordifolia, 213) 8. Eranda (Ricinus communis, 45) 9. Indra valli (Citrullus colocynthis, 36) 10. Água para decocção 11. Reduzir água para 12. Bhrnga raja svarasa (Eclipta alba, 230) 13. Hatha svarasa (Emblica officinalis, 29) 14. Taila (óleo de sementes) 15. Ksira (Leite) 16. Kustha (Saussurea lappa, 85) 17. Yastyahva (Glycyrrhiza glabra, 264) 18. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) 19. Usira (Vetiveria zizanioides, 42) 20. Candana (Santalum album, 322) 21. Musta (Cyperus rotundus, 255) 22. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 23. Patra (Cinnamomum tamala, 148)
148

Po.F. Po.F. Po.F. Tr. Ra. Ce.M. Ra. Ra. Ra.

Pl. Po.F.

Ra. Ra. Ce.M. Ra. Ce.M. Ri. Se. Fo.

768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 12.288 ml. 3.072 ml. 768 g. 768 g. 768 g. 1.536 ml. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g.

24. Jatamamsi (Nardostachys jatamansi, 123) Ri. 128 g. 25. Haya gandha (Withania somnifera, 21) Ra. 128 g. 26. Bala (Sida cordifolia, 213) Ra. 128 g. 27. Amrta (Tinospora cordifolia, 106) Tr. 128 g. 28. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) Ra. 128 g. 29. Amara kastha (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 128 g. 30. Lavanga (Syzygium aromaticum, 277) Fl. 128 g. 31. Nata (Valeriana wallichii, 134) Ra. 128 g. 32. Coraka sathi (Angelica glauca, 121) Ri. 128 g. 33. Sveta kamala (Nelumbo nucifera, 57) Fl. 128 g. 34. Rakta kamala (Nelumbo nucifera, 57) Fl. 128 g. 35. Kumuda (Nymphaea alba, 81) Fl. 128 g. 36. Kalhara (Nelumbo nucifera, 57) Fl. 128 g. 37. Padma (Nelumbo nucifera, 57) Fl. 128 g. 38. Anjana (Berberis aristata, 157) 128 g. 39. Nili mula (Indigofera tinctoria, 179) Ra. 128 g. Usos: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças da cabeça, calvície, branqueamento prematuro dos cabelos, doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.

DHANVANTARA TAILA (Sinônimo: Bala taila) (Vaidyayogaratnavali, Tailaprakarana, página 244) 1. 2. 3. 4. 5. Bala mula (Sida cordifolia, 213) Água para decocção Reduzir água para Paya (leite de vaca) Yava (Hordeum vulgare, 261) Ra. 4.608 g. 36.864 ml. 4.608 ml. 4.608 ml. 768 g.
149

Se.

6. Kola (Zizyphus jujuba, 94) 7. Kulattha (Dolichos biflorus, 83) 8. Bilva (Aegle marmelos, 219) 9. Syonaka (Oroxylum indicum, 321) 10. Gambhari (Gmelina arborea, 104) 11. Patala (Stereospermum suaveolens, 188) 12. Ganikarika (Clerodendrum phlomidis, 4) 13. Salaparni (Desmodium gangeticum, 312) 14. Prsniparni (Uraria picta, 200) 15. Brhati (Solanum indicum, 222) 16. Kantakari (Solanum xanthocarpum, 51) 17. Goksura (Tribulus terrestris, 108) 18. Água para decocção 19. Reduzir água para 20. Taila (óleo de sementes) 21. Meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 22. Maha meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 23. Devadaru (Cedrus deodara, 160) 24. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 25. Kakoli (Lilium polyphyllum, 71) 26. Ksira kakoli (Fritillaria roylei, 97) 27. Candana (Santalum album, 322) 28. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) 29. Kustha (Saussurea lappa, 85) 30. Tagara (Valeriana wallichii, 134) 31. Jivaka (Microstylis muscifera, 130) 32. Rsabhaka (Microstylis wallichii, 44) 33. Saindhava (sal gema) 34. Kalanusari (Valeriana wallichii, 134) 35. Saileya (Parmelia perlata, 320) 36. Vaca (Acorus calamus, 282)
150

Fr. Se. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra.

Ra.A. Ra. Ce.M. Tr. Ra.A. Ra.A. Ce.M. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra.A. Se. Ri.

768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 768 g. 6.144 ml. 768 ml. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g. 128 g.

37. Agaru (Aquilaria agallocha, 3) Ce.M. 128 g. 38. Punarnava (Boerhaavia difusa, 266) Ra. 128 g. 39. Asva gandha (Withania somnifera, 21) Ra. 128 g. 40. Vari (Asparagus racemosus, 306) Ra. 128 g. 41. Ksira vidari (Ipomoea digitata, 98) Bl.R. 128 g. 42. Yasti madhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 128 g. 43. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 128 g. 44. Amalaki (Emblica officinalis, 29) Po.F. 128 g. 45. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) Po.F. 128 g. 46. Satahva (Anethum sowa, 312) Fl. 128 g. 47. Masa parni (Teramnus labialis, 248) Pl. 128 g. 48. Mudga parni (Phaseolus trilobus, 251) Pl. 128 g. 49. Ela (Elettaria cardamomum, 333) Se. 128 g. 50. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) Cs.T. 128 g. 51. Patra (Cinnamomum tamala, 148) Fo. 128 g. Uso: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Doenças nervosas, hemiplegia, paralisia agitans e doenças das crianças. Nota: Este taila, quando preparado pelo processo avarttana, é conhecido como Dhanvantara taila (avarttita).

NARAYANA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vatavyadhyadhikara; 140-144 1/2) 1. 2. 3. 4. 5. 6. Bilva (Aegle marmelos, 219) Agnimantha (Clerodendrum phlomidis, 4) Syonaka (Oroxylum indicum, 321) Patala (Stereospermum suaveolens, 188) Paribhadra (Erythrina indica, 192) Prasarini (Paederia foetida, 207) Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Pl. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g.
151

7. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 8. Brhati (Solanum indicum, 222) 9. Kantakari (Solanum xanthocarpum, 51) 10. Bala (Sida cordifolia, 213) 11. Atibala (Abutilon indicum, 8) 12. Svadamstra (Tribulus terrestris, 108) 13. Punarnava (Boerhaavia difusa, 266) 14. Água para decocção 15. Reduzir água para 16. Taila (óleo de sementes) 17. Satapuspa (Anethum sowa, 307) 18. Devadaru (Cedrus deodara, 160) 19. Mamsi (Nardostachys jatamansi, 123) 20. Saileya (Parmelia perlata, 320) 21. Vaca (Acorus calamus, 282) 22. Candana (Santalum album, 322) 23. Tagara (Valeriana wallichii, 134) 24. Kustha (Saussurea lappa, 85) 25. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 26. Sala parni (Desmodium gangeticum, 312) 27. Satapuspa (Anethum sowa, 307) 28. Mudga parni (Phaseolus trilobus, 251) 29. Masa parni (Teramnus labialis, 248) 30. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) 31. Turaga gandha (Withania somnifera, 21) 32. Saindhava (sal gema) 33. Punarnava (Boerhaavia difusa, 266) 34. Satavari rasa (Asparagus racemosus, 306) 35. Gavya ksira (goksira) (leite de vaca) Uso: Externamente para massagem.
152

Ra. Ra. Pl. Ra. Ra. Fr. Ra.

Fl. Ce.M. Ri. Pl. Ri. Ce.M. Ra. Ra. Se. Ra Ra. Ra. Ra. Ra./Fo. Ra. Ra. Ra.

480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 49.152 ml. 12.288 ml. 3.072 ml. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 3.072 ml. 12.288 ml.

Importante indicações terapêuticas: Doenças nervosas, torcicolo e cefaléia. NALPAMARADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana, 26) 1. Paimanjal rasa (Curcuma longa, 344) Ri. 1.536 ml. 2. Parpata rasa (Fumaria parviflora, 185) Pl. 1.536 ml. 3. Enna (Sesamum indicum, 143) 768 ml. 4. Nyagrodha (Ficus bengalensis, 180) Cs.T. 96 g. 5. Udumbara (Ficus racemosa, 40) Cs.T. 96 g. 6. Asvattha (Ficus religiosa, 22) Cs.T. 96 g. 7. Plaksa (Ficus lacor, 210) Cs.T. 96 g. 8. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 96 g. 9. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) Po.F. 96 g. 10. Amalaki (Emblica officinalis, 29) Po.F. 96 g. 11. Candana (Santalum album, 322) Ce.M. 96 g. 12. Sevya (Vetiveria zizanioides, 42) Ra. 96 g. 13. Kustha (Saussurea lappa, 85) Ra. 96 g. 14. Covvali bheda (Rubia cordifolia, 231) Tr. 96 g. 15. Coram sathi (Curcuma zedoaria, 63) Ri. 96 g. 16. Akil (Aquilaria agallocha, 3) Ce.M. 96 g. Uso: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Doenças crônicas de pele. Nota: Esta fórmula, quando preparada com óleo de coco, é chamada Nalpamaradi Kera Taila.

NILIKADYA TAILA (Sarngadharasamhita, Madhyamakhanda, Adhyaya 9; 157-160)
153

1. 2. 3. 4. 5. 6.

Nilika (Indigofera tinctoria, 179) Pl. 12 g. Ketaki kanda (Pandanus tectorius, 90) Ri. 12 g. Bhrngaraja (Eclipta alba, 230) Pl. 12 g. Kurantaka (Barleria prionitis, 331) Pl. 12 g. Arjuna puspa (Terminalia arjuna, 18) Fl. 12 g. Bijaka kusuma (asana puspa) (Pterocarpus Fl. 12 g. marsupium, 23) 7. Krsna tila (Sesamum indicum, 143) 12 g. 8. Tagara (Valeriana wallichii, 134) Ra. 12 g. 9. Kamla mula Ra. 12 g. 10. Ayoraja (lauha bhasma) 12 g. 11. Priyangu (Callicarpa macrophylla, 208) Fl. 12 g. 12. Dadima tvak (Punica granatum 156) Cs.T. 12 g. 13. Guducika (Tinospora cordifolia, 106) Tr. 12 g. 14. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 12 g. 15. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) Po.F. 12 g. 16. Amalaki (Emblica officinalis, 29) Po.F. 12 g. 17. Padma panka (Nelumbo nucifera, 57) Ri. 12 g. 18. Taila (óleo de sementes) 768 ml.  Po.F. 3.072 ml. 19. Triphala kvatha 20. Bhrngaraja svarasa(Eclipta alba, 230) Pl. 3.072 ml. Usos: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Calvície, branqueamento prematuro dos cabelos, queda dos cabelos, doenças da pele na região da cabeça.

NILIBHRNGADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana, 38)

Triphala kvatha: Decocção com as 3 frutas, ou seja, haritaki, bibhitaka e amalaki 154

1. Nili patra svarasa (Indigofera tinctoria, 179) Fo. 768 ml 2. Bhrngaraja svarasa (Eclipta alba, 230) Pl. 768 ml 3. Satakratu lata (indravaruni) (Cardiospermum Fo. 768 ml halicacabum, 68) 4. Dhatri rasa (Emblica officinalis, 29) Po.F. 768 ml 5. Aja ksira (leite de cabra) 768 ml 6. Nalikera ksira (Cocos nucifera, 174) 768 ml 7. Mahisi ksira (leite de búfala) 768 ml 8. Dhenudbhava (go dugdha) (leite de vaca) 768 ml 9. Taila (óleo de sementes) 768 ml 10. Yasti madhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 32 g. 11. Gunja mula (Abrus precatorius, 107) Ra. 32 g. 12. Anjana (Berberis aristata, 157) 32 g. Uso: Externamente para massagem da cabeça. Importantes indicações terapêuticas: Queda de cabelos, calvície e branqueamento prematuro dos cabelos.

PARINATAKERIKSIRADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana, 9) 1. Parinatakeriksira (Cocos nucifera, 174) Po.F. 1.536 ml. 2. Jambira phalodaka (jambira rasa) (Citrus Fr. 1.536 ml. limon, 177) 3. Ksanada (Curcuma longa, 344) Ri. 48 g. 4. Suradhuma (sarja rasa) (Vateria indica, 329) Exs. 48 g. 5. Taila (óleo de sementes) 768 ml. Uso: Externamente para massagem Importantes indicações terapêuticas: Ombros rígidos e espondilite cervical.
155

PINDA TAILA (Astangahrdaya, Cikitsasthana, Adhyaya 22; 22) 1. Madhucchista (cera de abelha) 280 g. 2. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Tr. 455 g. 3. Sarja rasa (Vateria indica, 329) Exs. 186 g. 4. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) Ra. 455 g. 5. Taila (óleo de sementes) 6.000 ml. 6. Água 24.000 ml. Método especial de preparação: Sariva (Hemidesmus indicus, 325) e Manjistha (Rubia cordifolia, 231) são transformadas em pó, nas quantidades previstas, triturados até formarem uma fina pasta. Mistura-se coma quantidade prescrita de água. Adiciona-se taila e ferve-se em recipiente suficientemente grande para evitar que a mistura transborde quando formar-se espuma. Quando se atinge a consistência de paka, o óleo é filtrado em um recipiente contendo o pó de sarja rasa (Vateria indica, 329) e os fragmentos de cera de abelha (madhucchista). Mistura-se tudo com rapidez para permitir que sarja rasa e a madhucchista se dissolvam completamente com o óleo, formando um líquido homogêneo. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Artrites, gota e sensação de queimação. Nota: A quantidade de ingredientes foi fornecida com base na prática atual.

156

PIPPALYADI TAILA (Bhaishajyaratnavali, Arsorogadhikara, 115-115 1/2) 1. Pippali (Piper longum, 194) Fr. 96 g. 2. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 96 g. 3. Bilva (Aegle marmelos, 219) Cs.T. 96 g. 4. Satahva (Anethum sowa, 307) Fl. 96 g. 5. Madana (Randia dumetorum, 234) Fl. 96 g. 6. Vaca (Acorus calamus, 282) Ri. 96 g. 7. Kustha (Saussurea lappa, 85) Ra. 96 g. 8. Sathi (Hedychium spicatum, 303) Ri. 96 g. 9. Puskarakhya (Inula racemosa, 198) Ra. 96 g. 10. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) Ra. 96 g. 11. Devadaru (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 96 g. 12. Taila 768 ml. 13. Ksira 1.536 ml. Usos: Externamente como enema medicinal. Importantes indicações terapêuticas: Disenteria crônica, prolapso retal, disúria e sensação de queimação à micção.

PRABHANJANA VIMARDANA TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana, 5) 1. 2. 3. 4. 5. 6. Bala (Sida cordifolia, 213) Satavari (Asparagus racemosus, 306) Sigru (Moringa pterygosperma, 315) Varana (Crataeva nurvala, 286) Arka mula (Calotropis procera, 17) Karanjaka mula tvak (Pongamia pinnata, 59) Ra. Ra. Cs.R. Cs.T. Ra. Cs.R. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g.
157

7. Eranda mula (Ricinus communis, 45) 8. Kurantaka (Barleria prionitis, 331) 9. Vajigandha (Withania somnifera, 21) 10. Prasarini (Paederia foetida, 207) 11. Bilva (Aegle marmelos, 219) 12. Syonaka (Oroxylum indicum, 321) 13. Gambhari (Gmelina arborea, 104) 14. Patala (Stereospermum suaveolens, 188) 15. Agnimantha (Clerodendrum phlomidis, 4) 16. Água para decocção 17. Reduzir água para 18. Taila 19. Ksira 20. Dadhi (iogurte) 21. Kanjika (Oryza sativa, 313) 22. Tagara (Valeriana wallichii, 134) 23. Amara kastha (Cedrus deodara, 160) 24. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 25. Sunthi (Zingiber officinale, 33) 26. Sarsapa (Brasica campestris, 330) 27. Coraka (Angelica glauca, 121) 28. Satahva (Anethum sowa, 307) 29. Kustha (Saussurea lappa, 85) 30. Sindhuttha (saindhava lavana) 31. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) 32. Kalanusarika (methi) 33. Vaca (Acorus calamus, 282) 34. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) 35. Mamsi (Nardostachys jatamansi, 123) 36. Sarala (Pinus roxburghii, 328) 37. Katurohini (Picrorhiza kurroa, 50) Uso: Externamente para massagem.
158

Ra. Pl. Ra. Pl. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra.

Ra. Ce.M. Se. Ri. Se. Ri. Fl. Ra. Ra./Fo. Se. Ri. Ra. Ri. Ra. Ri.

576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 576 g. 24.576 ml. 6.144 ml. 1.536 ml. 3.072 ml. 1.536 kg. 1.536 ml. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g.

Importantes indicações terapêuticas: Paralisia, paralisia facial, esclerose múltipla, espondilite, artrite, gota e dor em diferentes partes do corpo.

PRASARINI TAILA (Sarngadharasamhita, Madhyamakhanda, Adhyaya 9; 119-121 1/2) 1. Prasarini (Paederia foetida, 207) Pl. 4.800 g. 2. Água para decocção 12.288 ml. 3. Reduzir água para 3.072 ml. 4. Taila 3.072 ml. 5. Dadhi (iogurte) 3.072 g. 6. Kanjika (Oryza sativa, 313) 3.072 ml. 7. Ksira 12.288 ml. 8. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 348 g. 9. Pippalimula (Piper longum, 194) Ra. 348 g. 10. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) Ra. 348 g. 11. Saindhava (sal gema) 348 g. 12. Vaca (Acorus calamus, 282) Ri. 348 g. 13. Prasarini (Paederia foetida, 207) Pl. 348 g. 14. Devadaru (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 348 g. 15. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) Ra./Fo. 348 g. 16. Gaja pippali (Scindapsus officinalis, 101) Fr. 348 g. 17. Bhallata (Semecarpus anacardium, 225) Fr. 348 g. 18. Satapuspa (Anethum sowa, 307) Fr. 348 g. 19. Mamsi (Nardostachys jatamansi, 123) Ri. 348 g. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Lombalgia, ciática, torcicolo, doença de Parkinson, hemiplegia, artrite, gota e doenças nervosas.
159

BALA TAILA (Astangahrdaya, Cikitsasthana, Adhyaya 21; 72-78 1/2) 1. Bala (Sida cordifolia, 213) 2. Chinnaruha (Tinospora cordifolia, 106) 3. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) 4. Água para decocção 5. Reduzir a água para 6. Dadhi mastu (porção aquosa do iogurte) 7. Iksu niryasa (Saccharum officinarum, 35) 8. Sukta (Oryza sativa, 313) 9. Taila 10. Aja ksira (leite de cabra) 11. Sathi (Hedychium spicatum, 303) 12. Sarala (Pinus roxburghii, 328) 13. Devadaru (Cedrus deodara, 160) 14. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 15. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 16. Agaru (Aquilaria agallocha, 3) 17. Candana (Santalum album, 322) 18. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) 19. Atibala (Abutilon indicum, 8) 20. Musta (Cyperus rotundus, 255) 21. Mudga parni (Phaseolus trilobus, 251) 22. Masa parni (Teramnus labialis, 248) 23. Harenu (Vitex agnus-castus, 270) 24. Yastyahva (Glycyrrhiza glabra, 264) 25. Surasa (Ocimum sanctum, 146) 26. Vyaghra nakha 27. Rsabhaka (Microstylis wallichii, 44)
160

Ra. Tr. Ra./Fo.

Tr.

Ri. Ra. Ce.M. Se. Tr. Ce.M. Ce.M. Ce.M. Ra. Ri. Pl. Pl. Se. Ra. Pl. Ra.A.

4.800 g. 1.200 g. 600 g. 30.720 ml. 3.072 ml. 3.072 ml. 3.072 ml. 3.072 ml. 3.072 g. 1.536 ml. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g.

28. Jivaka (Microstylis muscifera, 130) 29. Palasa rasa (Butea monosperma, 186) 30. Kasturi 31. Nilika (Indigofera tinctoria, 179) 32. Jatikosa (Myristica fragrans, 129) 33. Sprkka (Schizashyrum exile, 339) 34. Kunkuma (Crocus sativus, 77) 35. Saileya (Parmelia perlata, 320) 36. Jatika (Myristica fragrans, 129) 37. Katphala (Myrica nagi, 49) 38. Ambu (Coleus vettiveroides, 351) 39. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) 40. Kunduruska (Boswellia serrata, 79) 41. Karpura (Cinnamomum camphora, 64) 42. Turuska (Liquidambar orientalis, 145) 43. Srinivasaka (gandhaviraja) (Pinus roxburghii, 328) 44. Lavanga (Syzygium aromaticum, 277) 45. Nakha 46. Kankola (Piper cubeba, 48) 47. Kustha (Saussurea lappa, 85) 48. Jatamamsi (Nardostachys jatamansi, 123) 49. Priyangu (Callicarpa macrophylla, 208) 50. Sthauneya (Taxus baccata, 337) 51. Tagara (Valeriana wallichii, 134) 52. Dhyama (Cymbopogon martini, 272) 53. Vaca (Acorus calamus, 282) 54. Mandana (Randia dumetorum, 234) 55. Plava (Cyperus rotundus, 255) 56. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) Uso: Externamente para massagem.

Ra. Exs. Pl. And. Pl. Etg./Etl. Pl. Se. Fr. Ra. Cs.T. Exs. Se.

48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g.
161

Fl. Ri. Ra. Ri. Fl. Ra. Pl. Ri. Fr. Ra. Fl.

Importantes indicações terapêuticas: Febre crônica, paralisia, hipertensão e sensação de queimação. BALAGUDUCYADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 14) 1. Bala (Sida cordifolia, 213) Ra. 256 g. 2. Guduci (Tinospora cordifolia, 106) Tr. 256 g. 3. Sura padapa (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 256 g. 4. Água para decocção 12.288 ml. 5. Reduzir água para 3.072 ml. 6. Amaya (Saussurea lappa, 85) Ri. 16 g. 7. Candana (Santalum album, 322) Ra. 16 g. 8. Kunduruska (Boswellia serrata, 79) Ce.M. 16 g. 9. Nata (Valeriana wallichii, 134) Exs. 16 g. 10. Asvagandha (Withania somnifera, 21) Ra. 16 g. 11. Sarala (Pinus roxburghii, 328) Ra. 16 g. 12. Rasa (Pluchea lanceolata, 268) Ra. 16 g. 13. Taila (óleo de sementes) 768 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Gota, reumatismo, osteoartrite e doenças de pele.

BALADHATRYADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 57) 1. 2. 3. 4.
162

Bala (Sida cordifolia, 213) Dhatri (Emblica officinalis, 29) Guduci (Tinospora cordifolia, 106) Usira (Vetiveria zizanioides, 42)

Ra. Fr. Se. Ra.

768 g. 768 g. 768 g. 384 g.

5. Hiruberaka (Coleus vettiveroides, 351) 6. Rakta candana (Pterocarpus santalinus, 265) 7. Yasti madhu (Glycyrrhiza glabra, 264) 8. Bakula prasuna (Mimusops elengi, 212) 9. Água para decocção 10. Reduzir água para 11. Yastimadhu (Glycyrrhiza glabra, 264) 12. Rakta candana (Pterocarpus santalinus, 265) 13. Sveta candana (Santalum album, 322) 14. Kustha (Saussurea lappa, 85) 15. Utpala (Nymphaea stellata, 39) 16. Abda (Cyperus rotundus, 255) 17. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) 18. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) 19. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 20. Patra (Cinnamomum tamala, 148) 21. Jati phala (Myristica fragrans, 129) 22. Takkola (Illicium verum, 133) 23. Karpura (Cinnamomum camphora, 64) 24. Satavari (Asparagus racemosus, 306) 25. Jivaka (Microstylis muscifera, 130) 26. Rsabhaka (Microstylis wallichii, 44) 27. Meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 28. Mrdvika (Vitis vinifera, 162) 29. Kunkuma (Crocus sativus, 77) 30. Lamajjaka (Cymbopogon jwarancusa, 280) 31. Saluka (kamala kanda) (Nelumbo nucifera, 57) 32. Sathi (Hedychium spicatum, 303)

Ra. Ce.M. Ra. Fl.

192 g. 96 g. 96 g. 96 g. 12.288 ml. 3.072 ml. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g.
163

Ra. Ce.M. Ce.M. Ra. Fl. Ri. Ra. Cs.T. Se. Fo. Se. Ri. Exs. Ra. Ra. Ra.A. Ra.A. Fr.S. Etg./Etl. Ra. Ri. Ri.

33. Canda kanda (kacuraka) (Angelica archangelica, 113) 34. Puskara (Inula racemosa, 198) 35. Naga puspa (Mesua ferrea, 171) 36. Nakha 37. Sprkka (Schizashyrum exile, 339) 38. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 39. Katurohini (Picrorhiza kurroa, 50) 40. Anjana (Berberis aristata, 157) 41. Sarala (Pinus roxburghii, 328) 42. Devadaru (Cedrus deodara, 160) 43. Campaka puspa (Michelia champaca, 115) 44. Mrga nabhi (gandha marjaravirya) 45. Madhuka puspa (Madhuca indica, 237) 46. Syonaka (Oroxylum indicum, 321) 47. Haritaki (Terminalia chebula, 345) 48. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) 49. Amalaki (Emblica officinalis, 29) 50. Phalini puspa (Callicarpa macrophylla, 208) 51. Misi (Foeniculum vulgare, 237) 52. Musta (Cyperus rotundus, 255) 53. Agaru (Aquilaria agallocha, 3) 54. Jatamamsi (Nardostachys jatamansi, 123) 55. Tagara (Valeriana wallichii, 134) 56. Padma kesara (Nelumbo nucifera, 57) 57. Ksira (leite) 58. Amalaki rasa (Emblica officinalis, 29) 59. Satavari rasa (Asparagus racemosus, 306)
164

Ri. Ra. Fl. Pl. Tr. Ri. Tr. Ce.M. Fl.

96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 768 ml. 768 ml. 768 ml. 768 ml.

Fl. Pl. Po.F. Po.F. Po.F. Fl. Fr. Ri. Ce.M. Ra. Ri. And. Fr. Ra.

60. Taila (óleo de sementes) 768 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Tuberculose, doenças dos olhos, doenças nervosas.

BALASVAGANDHALAKSADI TAILA (Saharasyoga, Tailaprakarana; 13) 1. Bala (Sida cordifolia, 213) 2. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 3. Laksa (Zizyphus jujuba, 94) 4. Água para decocção 5. Reduzir água para 6. Taila (óleo de sementes) 7. Dadhi mastu (soro do iogurte) 8. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 9. Candana (Santalum album, 322) 10. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) 11. Durva (Cynodon dactylon, 159) 12. Madhuka (Glycyrrhiza glabra, 264) 13. Coraka (Angelica glauca, 121) 14. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) 15. Usira (Vetiveria zizanioides, 42) 16. Jalada (Cyperus rotundus, 255) 17. Kustha (Saussurea lappa, 85) 18. Agaru (Aquilaria agallocha, 3) 19. Sura druma (Cedrus deodara, 160) 20. Haridra (Curcuma longa, 344) 21. Kumuda (Nymphaea alba, 81) 22. Kaunti (Vitex agnus-castus, 270) Ra. Ra. Exs. 768 g. 768 g. 768 g. 12.288 ml. 3.072 ml. 768 ml. 3.072 ml. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g.
165

Ra./Fo. Ce.M. Tr. Ra. Ra. Pl. Ra. Ra. Ri. Ra. Ce.M. Ce.M. Ri. Ri. Se.

23. Satahva (Anethum sowa, 307) Fl. 12 g. 24. Padma kesara (Nelumbo nucifera, 57) And. 12 g. Método especial de preparação: Laksa (Zizyphus jujuba, 94) é transformado em pó e colocado em um recipiente. Derrama-se água quente e mistura-se bem. Quando a água torna-se vermelha, é filtrada e empregada. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Febre, distrofia pseudo muscular, epilepsia e esquizofrenia. BALAHATHADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 54) 1. Bala (Sida cordifolia, 213) Ra. 768 g. 2. Hatha (Emblica officinalis, 29) Po.F. 768 g. 3. Amrta (guduci) (Tinospora cordifolia, 106) Tr. 768 g. 4. Mudga (Phaseolus radiatus, 250) Se. 768 g. 5. Masa (Phaseolus mungo, 247) Se. 768 g. 6. Água para decocção 12.288 ml. 7. Reduzir água para 3.072 ml. 8. Tilodbhava (Sesamum indicum, 143) 768 ml. 9. Candana (Santalum album, 322) Ce.M. 128 g. 10. Amaya (Saussurea lappa, 85) Ra. 128 g. 11. Yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 128 g. Método especial de preparação: Mudga (Phaseolus radiatus, 250) e Masa (Phaseolus mungo, 247) são fervidos até que se tornem muito macios. A decocção é filtrada e empregada. Uso: Externamente para massagem na cabeça. Importantes indicações terapêuticas: Cefaléias e erros de refração dos olhos.

166

BRHAT GUDUCI TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vataraktadhikara; 53-56 1/2) 1. Chinnaruha (Tinospora cordifolia, 106) 2. Água para decocção 3. Reduzir água para 4. Taila (óleo de sementes) 5. Ksira (Leite) 6. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 7. Vidari (Pueraria tuberosa, 293) 8. Kakoli (Lilium polyphyllum, 71) 9. Ksira kakoli (Fritillaria roylei, 97) 10. Hari candana (Coscinium fenestratum, 195) 11. Satavari (Asparagus racemosus, 306) 12. Atibala (Abutilon indicum, 8) 13. Svadamstra (Tribulus terrestris, 108) 14. Brhati (Solanum indicum, 222) 15. Kantakari (Solanum xanthocarpum, 51) 16. Krmighna (Embelia ribes, 292) 17. Haritaki (Terminalia chebula, 345) 18. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) 19. Amalaki (Emblica officinalis, 29) 20. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 21. Trayamana (Gentiana kurroa, 151) 22. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) 23. Jivanti (Leptadenia reticulata, 131) 24. Granthika (Piper longum, 194) 25. Sunthi (Zingiber officinale, 33) 26. Marica (Piper nigrum, 239) 27. Pippali (Piper longum, 194) 28. Bakuci bija (Psoralea corylifolia, 215) Tr. 4.800 g. 12.288 ml. 3.072 ml. 768 ml. 3.072 ml. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g.
167

Ra. Bl.R. Ra.A. Ra.A. Ce.M. Ra. Ra. Fr. Ra. Pl. Fr. Po.F. Po.F. Po.F. Ra./Fo. Pl. Ra. Ra. Ra. Ri. Fr. Fr. Se.

29. Bhekaparnika (Centella asiatica, 232) Pl. 30. Visala (indrayana mula) (Citrullus Pl. colocynthis, 36) 31. Granthiparna (Leonotis nepetaefolia, 110) Ra. 32. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Tr. 33. Rakta candana (Pterocarpus santalinus, Ce.M. 265) 34. Nisa (Curcuma longa, 344) Ri. 35. Satahva (Anethum sowa, 307) Pl. 36. Sapta parni (Alstonia scholaris, 326) Cs.T. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Gota, artrite e doenças crônicas da pele. BRHAT MASA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vatavyadhyadhikara; 241-242 1/2) 1. Taila (óleo de sementes) 2. Masa (Phaseolus mungo, 247) 3. Água da decocção 4. Reduzir água para 5. Bala (Sida cordifolia, 213) 6. Água para decocção 7. Reduzir água para 8. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 9. Água para decocção 10. Reduzir água para 11. Dasamula

12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g.

768 ml. Se. 768 g. 3.072 ml. 768 ml. Ra. 768 g. 3.072 ml. 768 ml. Ra./Fo. 768 g. 3.072 ml. 768 ml. Ra. 768 g.

Dasamula: Denominação dada a um grupo de raízes incluindo dez drogas: bilva (Aegle marmelos), Syonaka (Oroxylum indicum), gambhari (Gmelina arborea), patala (Stereospermum suaveolens), ganikarika (Clerodendrum 168

12. Água para decocção 13. Reduzir água para 14. Yava (Hordeum vulgare, 261) 15. Kola (Zizyphus jujuba, 94) 16. Kulattha (Dolichos biflorus, 83) 17. Água para decocção 18. Reduzir água para 19. Chaga mamsa (carne de cabra) 20. Água para decocção 21. Reduzir para 22. Ksira (leite) 23. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 24. Atmagupta (Mucuna prurita, 28) 25. Sindhuttha lavana (sal-gema) 26. Satahva (Anethum sowa, 307) 27. Eranda (Ricinus communis, 45) 28. Mustaka (Cyperus rotundus, 255) 29. Jivaka (Microstylis muscifera, 130) 30. Rsabhaka (Microstylis wallichii, 44) 31. Meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 32. Maha meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 33. Kakoli (Lilium polyphyllum, 71) 34. Ksira kakoli (Fritillaria roylei, 97) 35. Rddhi (Habenaria intermedia, 43) 36. Vrddhi (Habenaria intermedia, 43) 37. Madhu yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) 38. Jivanti (Leptadenia reticulata, 131)

3.072 ml. 768 ml. Se. 256 g. Se. 256 g. Se. 256 g. 3.072 ml. 768 ml. 768 g. 3.072 ml. 768 ml. 3.072 ml. Ra./Fo. 12 g. Se. 12 g. 12 g. Fl. 12 g. Ra. 12 g. Ri. 12 g. Ra. 12 g. Ra.A. 12 g. Ra.A. 12 g. Ra. 12 g. Ra.A. Ra.A. Bl.Ra.A. Bl.Ra.A. Ra. Ra. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g.

phlomidis), saliparni (Desmodium gangeticum), prsniparni (Uraria picta), brhati (Solanum indicum), kantakari (Solanum xanthocarpum) e goksura (Tribulus terrestris). 169

39. Mudga parni (Phaseolus trilobus, 251) Pl. 40. Masa parni (Teramnus labialis, 248) Pl. 41. Bala (Sida cordifolia, 213) Ra. 42. Sunthi (Zingiber officinale, 33) Ri. 43. Marica (Piper nigrum, 239) Fr. 44. Pippali (Piper longum, 194) Fr. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Paralisia facial, paralisia agitans, esclerose múltipla, ciática e osteo-artrite.

12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g. 12 g.

BRHAT SAINDHAVADYA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Amavatadhikara; 157-159) 1. Saindhava (sal-gema) 2. Sreyasi (Scindapsus officinalis, 101) 3. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 4. Satapuspa (Anethum sowa, 307) 5. Yamanika (Trachyspermum ammi, 262) 6. Sarjika 7. Marica (Piper nigrum, 239) 8. Kustha (Saussurea lappa, 85) 9. Sunthi (Zingiber officinale, 33) 10. Sauvarcala 11. Vida 12. Vaca (Acorus calamus, 282) 13. Ajamoda (Trachyspermum roxburghianum, 6) 14. Madhuka (Glycyrrhiza glabra, 264) 15. Jiraka (Cuminum cyminum, 323)
170

Fr. Ra./Fo. Fl. Fr. Exs. Fr. Ra. Ri.

Ri. Fr. Ra. Fr.

24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g.

16. Pauskara (Inula racemosa, 198) Ra. 24 g. 17. Kana (Piper longum, 194) Fr. 24 g. 18. Eranda taila (Ricinus communis, 45) 768 ml. 19. Satapuspajambu (Anethum sowa, 307) Fl. 768 ml. 20. Kanjika (Oryza sativa, 313) 1.536 ml. 21. Mastu (soro do iogurte) 1.536 ml. Uso: Externamente para massagem Importantes indicações terapêuticas: Hemiplegia, paralisia facial, ciatalgia, artrite reumatóide, osteo-artrite e cardiopatias.

BHRNGAMALAKADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 56) 1. Bhrnga rasa svarasa(Eclipta alba, 230) Pl. 768 ml. 2. Amalaka rasa (Emblica officinalis, 29) Po.Fr. 768 ml. 3. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 4. Ksira (leite) 3.072 ml. 5. Madhuka (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 48 g. Usos: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Afasia, surdez, catarata, calvície, branqueamento prematuro do cabelo, odontalgias e insônia. Nota: Se preparada com óleo de coco, esta formulação recebe o nome de Bhrgamalakadi Kera Taila.

171

BHRNGARAJA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Ksudrarogadhikara; 91-93 1/2) 1. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 2. Markava (Eclipta alba, 230) Pl. 3.072 ml. 3. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Tr. 48 g. 4. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) Ce.M. 48 g. 5. Lodhra (Symplocus racemosa, 281) Cs.T. 48 g. 6. Candana (Santalum album, 322) Ce.M. 48 g. 7. Gairika 48 g. 8. Bala (Sida cordifolia, 213) Ra. 48 g. 9. Harida (Curcuma longa, 344) Ri. 48 g. 10. Daru haridra (Berberis aristata, 157) Tr. 48 g. 11. Kesara (Mesua ferrea, 171) Fl. 48 g. 12. Priyangu (Callicarpa macrophylla, 208) Fl. 48 g. 13. Madhu yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 48 g. 14. Prapaundarika (Nelumbo nucifera, 206) Ra. 48 g. 15. Gopi (Hemidesmus indicus, 325) Ra. 48 g. Uso: Externamente para massagem da cabeça. Importantes indicações terapêuticas: Doenças da cabeça, dos olhos, dos ouvidos e dos cabelos.

MANJISTHADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 50) 1. 2. 3. 4. 5.
172

Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Anjana (Berberis aristata, 157) Sariva (Hemidesmus indicus, 325) Abda (Cyperus rotundus, 255) Katuka (Picrorhiza kurroa, 50)

Tr. Cs.T. Ra. Ri. Ri.

96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g.

6. Takkola mula (Illicium verum, 133) Ra. 96 g. 7. Jatiphala (Myristica fragrans, 129) Se. 96 g. 8. Srikantha (Pterocarpus santalinus, 265) Ce.M. 96 g. 9. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 96 g. 10. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) Po.F. 96 g. 11. Amalaki (Emblica officinalis, 29) Po.F. 96 g. 12. Mamsi (Nardostachys jatamansi, 123) Ri. 96 g. 13. Tagara (Valeriana wallichii, 134) Ra. 96 g. 14. Ruk (Saussurea lappa, 85) Ri. 96 g. 15. Yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 96 g. 16. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) Cs.T. 96 g. 17. Ela (Elettaria cardamomum, 333) Se. 96 g. 18. Patra (Cinnamomum tamala, 148) Fo. 96 g. 19. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) Fl. 96 g. 20. Usira (Vetiveria zizanioides, 42) Ra. 96 g. 21. Agaru (Aquilaria agallocha, 3) Ce.M. 96 g. 22. Sathi (Hedychium spicatum, 303) Ri. 96 g. 23. Canda (Angelica archangelica, 113) Ri. 96 g. 24. Mrga nabhi (gandha marjara virya) 96 g. 25. Indu (Cinnamomum camphora, 64) Exs. 96 g. 26. Utpala (Nymphaea stellata, 39) Fl. 96 g. 27. Ambhas (Coleus vettiveroides, 351) Ra. 96 g. 28. Bisa (Nelumbo nucifera, 57) (Com. Tiss.) 96 g. 29. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 30. Paya (leite de vaca) 768 ml. 31. Kumari rasa (Aloe barbadensis, 80) 768 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Cefaléias, vertigem e dor nos olhos.

173

MADHUYASTYADI TAILA (Astangahrdaya, Cikitsasthana, Adhyaya 22; 41-43 1/2) 1. Madhu yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) 2. Água para decocção 3. Reduzir para 4. Taila (óleo de sementes) 5. Ksira (leite) 6. Sthira (Desmodium gangeticum, 312) 7. Tamalaki (Phyllanthus niruri, 135) 8. Durva (Cynodon dactylon, 159) 9. Payasa (Ipomoea digitata, 98) 10. Abhiru (Asparagus racemosus, 306) 11. Candana (Santalum album, 322) 12. Loha (Aquilaria agallocha, 3) 13. Mamsi (Nardostachys jatamansi, 123) 14. Meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 15. Maha meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 16. Madhu parni (Tinospora cordifolia, 106) 17. Kakoli (Lilium polyphyllum, 71) 18. Ksira kakoli (Fritillaria roylei, 97) 19. Satapuspa (Anethum sowa, 307) 20. Rddhi (Habenaria intermedia, 43) 21. Padmaka (Prunus cerasoides, 183) 22. Jivaka (Microstylis muscifera, 130) 23. Rsabha (Microstylis wallichii, 44) 24. Jivanti (Leptadenia reticulata, 131) 25. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) 26. Patra (Cinnamomum tamala, 148) 27. Nakha 28. Balaka (Coleus vettiveroides, 351)
174

Ra.

Pl. Pl. Ra. Bl.R. Ra. Ce.M. Ce.M. Pl. Ri. Ra. Tr. Ra.A. Ra.A. Pl. Pl. Bl.Ra.A. Ra. Ra.A. Ra. Cs.T. Fo. Ra.

4.800 g. 19.200 ml. 4.800 ml. 3.072 ml. 3.072 ml. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g. 24 g.

29. Prapaundarika (Nelumbo nucifera, 206) Ra. 24 g. 30. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Tr. 24 g. 31. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) Ra. 24 g. 32. Aindra (Citrullus colocynthis, 36) Ra. 24 g. 33. Vitunnaka (Coriandrum sativum, 168) Fr. 24 g. Uso: Externamente para massagem e enema medicinal. Importantes indicações terapêuticas: Sensação de queimação, gota e artrite.

MAHA NARAYANA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vatavyadhyadhikara; 151-157) 1. Bilva (Aegle marmelos, 219) 2. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 3. Brhati mula (Solanum indicum, 222) 4. Svadamstra (Tribulus terrestris, 108) 5. Syonaka (Oroxylum indicum, 321) 6. Vatyalaka (Sida cordifolia, 213) 7. Paribhadra (Erythrina indica, 192) 8. Ksudra (Solanum xanthocarpum, 51) 9. Kathila (Boerhaavia diffusa, 266) 10. Atibala (Abutilon indicum, 8) 11. Agnimantha (Clerodendrum phlomidis, 4) 12. Sarani (Paederia foetida, 207) 13. Patali (Schrebera swietenioides, 189) 14. Água para decocção 15. Reduzir água para 16. Taila (óleo de sementes) 17. Aja dugdha (leite de vaca) 18. Satavari (Asparagus racemosus, 306) Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Pl. Ra. Ra. Ra. Pl. Ra. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 960 g. 98.304 ml. 24.576 ml. 6.144 ml. 6.144 ml. 6.144 ml.
175

Ra.

rasa 19. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 20. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 21. Misi (Foeniculum vulgare, 238) 22. Daru (Cedrus deodara, 160) 23. Kustha (Saussurea lappa, 85) 24. Salaparni (Desmodium gangeticum, 312) 25. Prsniparni (Uraria picta, 200) 26. Mudga parni (Phaseolus trilobus, 251) 27. Masa parni (Teramnus labialis, 248) 28. Agaru (Aquilaria agallocha, 3) 29. Kesara (Mesua ferrea, 171) 30. Sindhuttha (sal-gema) 31. Mamsi (Nardostachys jatamansi, 123) 32. Haridra (Curcuma longa, 344) 33. Daru haridra (Berberis aristata, 157) 34. Saileyaka (Parmelia perlata, 320) 35. Candana (Santalum album, 322) 36. Puskara (Inula racemosa, 198) 37. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 38. Asra (Rubia cordifolia, 231) 39. Yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) 40. Tagara (Valeriana wallichii, 134) 41. Abda (Cyperus rotundus, 255) 42. Patra (Cinnamomum tamala, 148) 43. Bhrnga (Eclipta alba, 230) 44. Jivaka (Microstylis muscifera, 130) 45. Rsabhaka (Microstylis wallichii, 44) 46. Meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 47. Maha meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 48. Kakoli (Lilium polyphyllum, 71)
176

Ra./Fo. Ra. Fr. Ce.M. Ra. Pl. Pl. Pl. Pl. Ce.M. Fl. Ri. Ri. Tr. Ra. Ce.M. Ra. Se. Tr. Ra. Ra. Ri. Fo. Pl. Ra. Ra.A. Ra.A. Ra. Ra.A.

96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g. 96 g.

49. Ksira kakoli (Fritillaria roylei, 97) Ra.A. 96 g. 50. Rddhi (Habenaria intermedia, 43) Bl.Ra.A. 96 g. 51. Vrddhi (Habenaria intermedia, 43) Bl.Ra.A. 96 g. 52. Ambu (Coleus vettiveroides, 351) Ra. 96 g. 53. Vaca (Acorus calamus, 282) Ri. 96 g. 54. Palasa (Butea monosperma, 186) Cs.T. 96 g. 55. Sthauneya (Taxus baccata, 337) Cs.T. 96 g. 56. Vrsciraka (Boerhaavia verticilata, 324) Ra. 96 g. 57. Coraka (Angelica glauca, 121) Pl. 96 g. 58. Karpura (Cinnamomum camphora, 64) Exs. 96 g. 59. Kasmira (Crocus sativus, 77) And. 96 g. 60. Mrgandaja (kasturi) 96 g. Uso: Externamente para massagem e enema medicinal. Importantes indicações terapêuticas: Paralisia facial, surdez, torcicolo, espondilite cervical, debilidade dos músculos, lombalgia, artrite e gota.

MAHA VISAGARBHA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vatavyadhyadhikara; 414-421) 1. Taila (óleo de sementes) 2. Kanaka (Datura metel, 164) 3. Nirgundi (Vitex negundo, 178) 4. Tumbini (Lagenaria siceraria, 144) 5. Punarnava (Boerhaavia diffusa, 266) 6. Vatari mula (Ricinus communis, 45) 7. Asvagandha (Withania somnifera, 21) 8. Prapunnada (Cassia tora, 205) 9. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) 10. Sobhanjana (Cinnamomum zeylanicum, 768 ml. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g.
177

Ra. Ra. Fr. Ra. Ra. Ra. Se. Ra. Cs.T.

153) 11. Kakamaci (Solanum nigrum, 70) 12. Kalikari (Gloriosa superba, 279) 13. Nimba (Azadirachta indica, 176) 14. Maha nimba (Melia azedarach, 241) 15. Isvari (Aristolochia indica, 37) 16. Bilva (Aegle marmelos, 219) 17. Syonaka (Oroxylum indicum, 321) 18. Gambhari (Gmelina arborea, 104) 19. Patala (Stereospermum suaveolens, 188) 20. Agnimantha (Clerodendrum phlomidis, 4) 21. Salaparni (Desmodium gangeticum, 312) 22. Prsniparni (Uraria picta, 200) 23. Brhati (Solanum indicum, 222) 24. Kantakari (Solanum xanthocarpum, 51) 25. Goksura (Tribulus terrestris, 108) 26. Satavari (Asparagus racemosus, 306) 27. Karavalli (Momordica charantia, 73) 28. Sariva (Hemidesmus indicus, 325) 29. Sravani (Sphaeranthus indicus, 249) 30. Vidari (Pueraria tuberosa, 293) 31. Vajra (Euphorbia nerifolia, 338) 32. Arka (Calotropis procera, 17) 33. Mesa srngi (Gymnema sylvestre, 260) 34. Sveta karavira (Nerium indicum, 60) 35. Rakta karavira (Nerium indicum, 60) 36. Vaca (Acorus calamus, 282) 37. Kakajangha (Peristrophe bicalyculata, 67) 38. Apamarga (Achyranthes aspera, 11) 39. Bala (Sida cordifolia, 213) 40. Ati bala (Abutilon indicum, 8)
178

Pl. Ra. Cs.T. Cs.T. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Cs.T. Bl.R. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ri. Se. Ra. Ra. Ra.

48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g.

41. Naga bala (Sida veronicaefolia, 172) 42. Vyaghri (Solanum xanthocarpum, 51) 43. Maha bala (Sida rhombifolia, 242) 44. Vasa (Adhatoda vasica, 290) 45. Somavalli (Sarcostemma brevistigma, 335) 46. Prasarani (Paederia foetida, 207) 47. Água para decocção 48. Reduzir água para 49. Sunthi (Zingiber officinale, 33) 50. Marica (Piper nigrum, 239) 51. Pippali (Piper longum, 194) 52. Visatindu (Strychnos nuxvomica, 294) 53. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 54. Kustha (Saussurea lappa, 85) 55. Visa (srngi visa) 56. Ghana (Cyperus rotundus, 255) 57. Devadaru (Cedrus deodara, 160) 58. Vatsanabha (Aconitum chasmanthum, 285) 59. Yava ksara (Hordeum vulgare, 261) 60. Svarjika ksara 61. Saindhava (sal-gema) 62. Sauvarcala 63. Vida 64. Audbhida 65. Samudra 66. Tutthaka 67. Katphala (Myrica nagi, 49) 68. Patha (Cissampelos pareira, 190) 69. Bharngi (Clerodendrum serratum, 226) 70. Navasadara

Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Pl.

48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 12.288 ml. 3.288 ml. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g.
179

Ri. Fr. Fr. Ra. Ra./Fo. Ra. Ga. Ri. Ce.M. Ra.

Fr. Ra. Ra. Ra.

71. Trayanti (Gentiana kurroa, 151) Pl. 192 g. 72. Dhanvayasa (Fagonia cretica, 165) Pl. 192 g. 73. Jiraka (Cuminum cyminum, 323) Fr. 192 g. 74. Indravaruni (Citrullus colocynthis, 36) Ra. 192 g. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças nervosas, hemiplegia, paralisia facial, ciatalgia, artrite e neuralgia em geral.

YASTIMADHUKA TAILA (Sarngadharasamhita, Madhyamakhanda, Adhyaya 9; 155 1/2) 1. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 2. Yasti madhuka (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 96 g. 3. Ksira (leite) 3.072 ml. 4. Dhatri phala (svarasa) (Emblica officinalis, 29) Fr. 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Calvície e branqueamento prematuro dos cabelos.

LAGHU VISAGARBHA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vatavyadhyadhikara, 411-412) 1. 2. 3. 4. 5. 6.
180

Taila (óleo de sementes) Dhattura svarasa (Datura metel, 164) Kanjika (Oryza sativa, 313) Gada (Saussurea lappa, 85) Vaca (Acorus calamus, 282) Hrddhatri (Smilax china, 349)

Fo. Ra. Ri. Pl.

3.072 ml. 960 ml. 3.072 ml. 90 g. 90 g. 27 g.

7. Marica (Piper nigrum, 239) Fr. 8. Vatsanabha (Aconitum chasmanthum, 285) Ri. 9. Svarna bija (Datura metel, 164) Se. 10. Patu (sal-gema) Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças nervosas, lombalgia, torcicolo, hemiplegia, paraplegia e contração dos músculos do queixo.

27 g. 18 g. 81 g. 81 g.

LAKSADI TAILA (Bhaishajyaratnavali, Jvaradhikara; 346) 1. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 2. Aranala 4.608 ml. 3. Laksa (Zizyphus jujuba, 94) Exs. 32 g. 4. Haridra (Curcuma longa, 344) Ri. 32 g. 5. Manjistha (Rubia cordifolia, 231) Se. 32 g. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Febre crônica e sensação de queimação. LANGALI TAILA (Sinônimo: Nirgundi Taila) (Sarngadharasamhita, Madhyamakhanda, Adhyaya 9; 198) 1. Nirgundi svarasa (Vitex negundo, 178) Fo. 3.072 ml. 2. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 3. Langali mula (Gloriosa superba, 279) Ra. 96 g. Usos: Externamente para massagem. Importante indicação terapêutica: Linfadenite tuberculosa.
181

VACADI TAILA (Astangahrdaya, Uttarasthana, Adhyaya 30; 25) 1. Vaca (Acorus calamus, 282) Ri. 192 g. 2. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 192 g. 3. Laksa (Zizyphus jujuba, 94) Exs. 192 g. 4. Katurohini (Picrorhiza kurroa, 50) Ri. 192 g. 5. Candana (Santalum album, 322) Ce.M. 192 g. 6. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 7. Água 4.072 ml. Uso: Para Aplicação externa. Importante indicação terapêutica: Linfadenite tuberculosa. VACALASUNADI TAILA (Sahasrayoga, Tailaprakarana; 42) 1. Vaca (Acorus calamus, 282) RI. 32 g. 2. Lasuna (Allium sativum, 278) Bl. 32 g. 3. Dosha (Curcuma longa, 344) Ri. 32 g. 4. Bilva patra rasa (Aegle marmelos, 219) Fo. 3.071 ml. 5. Taila (óleo de sementes) 768 ml. Uso: Externamente para gotejamento no conduto auditivo e massagem da cabeça. Importantes indicações terapêuticas: Otite média, dor de ouvido e surdez. VAJRAKA TAILA (Astangahrdaya, Cikitsasthana, Adhyaya 9, 79-80) 1. Saptabava (saptaparna mula tvak)
182

Cs.R.

192 g.

(Alstonia scholaris, 326) 2. Sirisa (Albizzia lebbeck, 316) Se. 192 g. 3. Asvamara (Nerium indicum, 60) Ra. 192 g. 4. Arka (Calotropis procera, 17) Ra. 192 g. 5. Malati (Jasminum officinale, 128) Fl. 192 g. 6. Citraka (Plumbago zeylanica, 118) Ra. 192 g. 7. Asphotaka mula tvak (Hemidesmus Ra. 192 g. indicus, 325) 8. Nimba (Azadirachta indica, 176) Cs.R. 192 g. 9. Karanja bija (Pongamia pinnata, 59) Se. 192 g. 10. Sarsapa (Brasica campestris, 330) Se. 192 g. 11. Prapunnata (Cassia tora, 205) Se. 192 g. 12. Haritaki (Terminalia chebula, 345) Po.F. 192 g. 13. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) Po.F. 192 g. 14. Amalaki (Emblica officinalis, 29) Po.F. 192 g. 15. Vidanga (Embelia ribes, 292) Fr. 192 g. 16. Sunthi (Zingiber officinale, 33) Ri. 192 g. 17. Marica (Piper nigrum, 239) Fr. 192 g. 18. Pippali (Piper longum, 194) Fr. 192 g. 19. Haridra (Curcuma longa, 344) Ri 192 g. 20. Daru haridra (Berberis aristata, 157) Se. 192 g. 21. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 22. Mutra (urina de vaca) 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças crônicas de pele. VASACANDANADI TAILA (Bhaishajyaratnavali, Kasadhikara; 185-189) 1. Candana (Santalum album, 322) 2. Renuka (Vitex agnus-castus, 270) Ce.M. Se. 48 g. 48 g.
183

3. Puti (karanja bija) (Pongamia pinnata, 59) 4. Haya gandha (Withania somnifera, 21) 5. Prasarani (Paederia foetida, 207) 6. Tvak (Cinnamomum zeylanicum, 153) 7. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 8. Patra (Cinnamomum tamala, 148) 9. Kana mula (Piper longum, 194) 10. Naga kesara (Mesua ferrea, 171) 11. Meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 12. Maha meda (Polygonatum cirrhifolium, 259) 13. Sunthi (Zingiber officinale, 33) 14. Marica (Piper nigrum, 239) 15. Pippali (Piper longum, 194) 16. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) 17. Madhuka (Madhuca indica, 237) 18. Sailaja (silajatu) 19. Sathi (Hedychium spicatum, 303) 20. Kustha (Saussurea lappa, 85) 21. Devadaru (Cedrus deodara, 160) 22. Vanita (Callicarpa macrophylla, 208) 23. Bibhitaka (Terminalia belerica, 217) 24. Taila (óleo de sementes) 25. Vasa (Adhatoda vasica, 290) 26. Água para decocção 27. Reduzir água para 28. Laksa rasa (Zizyphus jujuba, 94) 29. Dadhi mastu (soro do iogurte) 30. Candana (Santalum album, 322) 31. Amrta (Tinospora cordifolia, 106) (guduci) 32. Bharngi (Clerodendrum serratum, 226) 33. Dasamula (ver Nota na página: )
184

Se. Ra. Pl. Cs.T. Se. Fo. Ra. Fl. Ra.A. Ra. Ri. Fr. Fr. Ra./Fo. Fl. Ri. Ri. Ce.M. Fl. Po.F. Ra.

48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 3.072 ml. 4.800 g. 12.288 ml. 3.072 ml. 3.072 ml. 3.072 ml. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g.

Exs. Ce.M. Tr. Ra. Ra.

34. Água para decocção 12.288 ml. 35. Reduzir para 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Bronquite, asma, febre crônica, anemia, icterícia, tuberculose e sangramento por diferentes partes do corpo.

VISATINDUKA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vataraktadhikara; 76-77) 1. Visa taru (Strychnos nuxvomica, 294) (phalamajja kasaya) 2. Sigru svarasa ( Moringa pterygosperma, 315) 3. Lakuca vari kasaya (Artocarpus lakoocha, 273) 4. Kanaka svarasa (Datura metel, 164) 5. Varuna patra svarasa (Crataeva nurvala, 286) 6. Citra patra svarasa (Plumbago zeylanica, 118) 7. Nirgundika svarasa (Vitex negundo, 178) 8. Snuk svarasa (Euphorbia nerifolia, 338) 9. Turagagandha kasaya (Withania somnifera, 21) 10. Vaijayanti rasa (Clerodendrum phlomidis, 4) 11. Taila (óleo de sementes) 12. Lasuna (Allium sativum, 278) 13. Sarala (Pinus roxburghii, 328) 14. Yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) 15. Kustha (Saussurea lappa, 85) 16. Saindhava (sal-gema) Po.F. 1.535 ml. Fo. Ra. Fo. Fo. Fo. Fo. Tr. Ra. Fo. Bl. Tr. Ra. Ra. 768 ml. 768 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 1.535 ml. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g. 192 g.
185

17. Vida 18. Dahana (Plumbago zeylanica, 118) Ra. 19. Timira (Curcuma longa, 344) Ri. 20. Krsna (Piper longum, 194) Fr. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças nervosas, reumatismo e artrite reumatóide, osteo-artrite e gota. VRANARAKSANA TAILA (Bhaishajyaratnavali, Vataraktadhikara; 69)

192 g. 192 g. 192 g. 192 g.

1. Sutaka (parada) 12 g. 2. Gandhaka 12 g. 3. Tala (haratala) 12 g. 4. Sindura 12 g. 5. Manahsila 12 g. 6. Rasona (Allium sativum, 278) Bl. 12 g. 7. Vatsanabha (Aconitum chasmanthum, 285) Ri. 12 g. 8. Tamra (curna) (Adiantum lunulatum, 136) 12 g. 9. Sarsapa taila (Brasica campestris, 330) 192 ml. Método especial de preparação: Prepara-se primeiramente o kajjali e o restante dos ingredientes são transformados em pó e misturados com o kajjali. Este pó é misturado com a manteiga de sarsapa (sarsapa taila) e conservado sob o sol por sete dias. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Sensação de queimação, eczema, psoríase, abscesso, adenite tuberculosa e doenças crônicas de pele.

186

SUSKAMULAKA TAILA (Bhavaprakasa, Sothadhiraka; 37) 1. Suskamulaka (Raphanus sativus, 256) Pl. 192 g. 2. Varsabhu Ra. 192 g. 3. Daru (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 192 g. 4. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) Ra./Fo. 192 g. 5. Mahausadha (Zingiber officinale, 33) Ri. 192 g. 6. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 7. Água 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Edema e dor em cólica. SADBINDU TAILA (Bhaishajyaratnavali, Sirorogadhikara; 49) 1. Krsna tila taila (Sesamum indicum, 143) 2. Aja paya (iogurte de leite de cabra) 768 ml. 3.072 ml.

3. Bhrnga rasa svarasa (Eclipta alba, 230) Pl. 3.072 ml. 4. Eranda mula (Ricinus communis, 45) Ra. 96 g. 5. Tagara (Valeriana wallichii, 134) Tr. 96 g. 6. Satahva (Anethum sowa, 307) Fl. 96 g. 7. Jivanti (Leptadenia reticulata, 131) Ra. 96 g. 8. Rasna (Pluchea lanceolata, 268) Ra./Fo. 96 g. 9. Saindhava (sal-gema) 96 g. 10. Bhrnga (Eclipta alba, 230) Pl. 96 g. 11. Vidanga (Embelia ribes, 292) Fr. 96 g. 12. Madhu yasti (Glycyrrhiza glabra, 264) Ra. 96 g. 13. Visvausadha (Zingiber officinale, 33) Ri. 96 g. Uso: Externamente para Terapia inalatória e massagem.
187

Importantes indicações terapêuticas: Doenças do nariz, dos dentes, da cabeça, dos olhos e dos cabelos. SAHACARADI TAILA (Astangahrdaya, Cikitsasthana, Adhyaya 21; 66-67) 1. Samulasakha sahacara (Barleria prionitis, 331) 2. Bilva (Aegle marmelos, 219) 3. Syonaka (Oroxylum indicum, 321) 4. Gambhari (Gmelina arborea, 104) 5. Patala (Stereospermum suaveolens, 188) 6. Ganikarika (Clerodendrum phlomidis, 4) 7. Salaparni (Desmodium gangeticum, 312) 8. Prsniparni (Uraria picta, 200) 9. Brhati (Solanum indicum, 222) 10. Kantakari (Solanum xanthocarpum, 51) 11. Goksura (Tribulus terrestris, 108) 12. Abhiru (Asparagus racemosus, 306) 13. Água para decocção 14. Reduzir água para 15. Sevya (Vetiveria zizanioides, 42) 16. Nakha 17. Kustha (Saussurea lappa, 85) 18. Hima (Santalum album, 322) 19. Ela (Elettaria cardamomum, 333) 20. Sprk (Schizashyrum exile, 339) 21. Priyangu (Callicarpa macrophylla, 208) 22. Nalika (Cinnamomum tamala, 170) 23. Ambu (Coleus vettiveroides, 351) 24. Silaja (silajatu)
188

Pl. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra. Ra.

2.400 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 480 g. 2.400 g. 49.152 ml. 12.288 ml. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g. 48 g.

Ra. Ra. Ce.M. Se. Pl. Fl. Pl. Ra.

25. Lohita (Rubia cordifolia, 231) Tr. 48 g. 26. Nalada (Nardostachys jatamansi, 123) Ri. 48 g. 27. Loha (Aquilaria agallocha, 3) Ce.M. 48 g. 28. Surahva (Cedrus deodara, 160) Ce.M. 48 g. 29. Kopana (Angelica glauca, 121) Pl. 48 g. 30. Misi (Foeniculum vulgare, 238) Fr. 48 g. 31. Turuska (Liquidambar orientalis, 145) 48 g. 32. Nata (Valeriana wallichii, 134) Tr. 48 g. 33. Ksira (leite) 3.072 ml. 34. Taila (óleo de sementes) 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Doenças nervosas, paralisia agitans e esquizofrenia. Nota: Este Taila (óleo de sementes) também pode ser preparado através da fervura por 101 vezes como Ksirabala taila. SAINDHAVADI TAILA (Bhaishajyaratnavali, Nadivranadhikara; 31) 1. Saindhava lavana(sal-gema) 2. Arka (Calotropis procera, 17) Ra. 192 g. 3. Marica (Piper nigrum, 239) Fr. 192 g. 4. Jvalanakhya (Plumbago zeylanica, 118) Ra. 192 g. 5. Markava (Eclipta alba, 230) Pl. 192 g. 6. Haridra (Curcuma longa, 344) Ri. 192 g. 7. Daru haridra (Berberis aristata, 157) Tr. 192 g. 8. Taila (óleo de sementes) 768 ml. 9. Água 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importante indicações terapêuticas: Abscessos e fístula.
189

SOMARAJI TAILA (Bhaishajyaratnavali, Kusthadhiraka; 208) 1. Somaraji (Psoralea corylifolia, 215) Se. 24 g. 2. Haridra (Curcuma longa, 344) Ri. 24 g. 3. Daru haridra (Berberis aristata, 157) Tr. 24 g. 4. Sarsapa (Brasica campestris, 330) Se. 24 g. 5. Kustha (Saussurea lappa, 85) Ra. 24 g. 6. Karanja bija (Pongamia pinnata, 59) Fr. 24 g. 7. Edagaja (cakra marda) bija (Cassia tora, 205) Se. 24 g. 8. Aragvadha patra (Cassia fistula, 32) Fo. 24 g. 9. Sarsapa taila (Brasica campestris, 330) 768 ml. 10. Água 3.072 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Escabiose, eczema e psoríase. HINGUTRIGUNA TAILA (Astangahrdaya, Cikitsasthana, Adhyaya 14; 39) 1. Hingu (Ferula foetida, 346) Exs. 48 g. 2. Saindhava lavana (sal-gema) 144 g. 3. Eranda taila (Ricinus communis, 45) 432 ml. 4. Rasona rasa (Allium sativum, 278) Bl. 1.296 ml. Uso: Externamente para massagem. Importantes indicações terapêuticas: Ascites, tumor fantasma e hérnia. Além de sua utilidade nas Terapias com massagem, alguns destes óleos medicinais são também empregados para a administração interna, com o propósito de oleação e lubrificação.
190

Dependendo da necessidade do paciente, o óleo apropriado deve ser selecionado e podem ser feitas mudanças nestas prescrições. Na prática tradicional, muitos outros óleos medicinais podem ser utilizados para a Terapia com massagem. As fórmulas descritas acima são as mais populares e as mais comumente utilizadas.

191

APÊNDICE IV

Drogas Vegetais e seus Nomes Botânicos

No.

Nome sânscrito 2 aklari aksoda aguru

Sinônimos importantes 3 arkaraga

Nome Botânico

1 A 1 2 3

4 Lodoicea maldivica, Pers. Juglans regia, Linn. Aquilaria agallocha, Roxb.

Produtos ou Partes da planta 5

4

agnimantha

5. 6.

ajagandha ajamoda

Jongaka Maliyaka Loha Akil (s.y.) Kalaloha Jaya Munja (s.y.) Ganikarika vaijayanti pasugandha Ajamoda Ayamoda Dipyaka Ajamoja

krsnagaru

Clerodendrum phlomidis, Linn f. Gynandropsis gynandra (Linn.) Briquet. Trachyspermum roxburghianum (DC.) Sprague Linum usitatissimum Linn. Abutilon indicum (Linn.) Sw.

7. 8.

atasi atibala

192

9.

ativisa

10. 11.

aparajita apamarga

Aruna Ghunapriya Visa Vira (s.y.) Girikanya (sveta) Mayura Mayuraka Kharamanjari Katalati (s.y.) Sikhari

Aconitum heterophyllum, Wall. Clitoria ternatea, Linn. Achyranthes aspera, Linn.

12. 13. 14. 15. 16. 17.

abha ambasthaki amlavetasa araluka arimeda arka vetasamla katvanga irimeda Ravi Bhanu Mandara tapana Kakubha Partha svetavaha

Acacia arabica, Willd. Hibiscus sabdariffa, Linn. Garcinia pedunculata, Roxb. Ailanthus excelsa, Roxb. Acacia leuocophloea, Willd. Calotropis procera (Ait). R. Br. ou C. gigantea (Linn.)R.Br. e Ait. Terminalia arjuna W. & A. Saraca asoca (Rose) Dc. Wilde Dipterocarpus alatus Roxb. Withania somnifera Dunal

18. 19. 20. 21.

arjuna asoka asvakarna asvagandha

22. 23.

asvattha asana

Hayagandha Turagagandha Vajigandha Vajigandhika Amukkuru (s.y.) pippala Bijaka Asanaka Pitasara bijasara

Ficus religiosa, Linn. Pterocarpus marsupium, Roxb. Cissus quadrangularis, Linn. Papaver somniferum,

24. 25.

asthisamhrta ahiphena Phaniphena

193

26. 27. 28.

akarakarabha adhaki atmagupta

Karuppu (s.y.) Nagaphena Akallaka agragrahi

Linn, Anacyclus pyrethrum DC. Cajanus cajan (Linn.) Millsp. Mucuna prurita, Hook.

29.

amalaki

Kandukari Kapikacchu Sukasimbi Svayamgupta Markata Svagupta Amla Amalaka Amrtaphala Hatha Dhatri Nelli (s.y.) Nellikka (s.y.) Kapitana ambaka Krtamala Vyadhighata Sampaka Samyaka Nrpadruma Krtamalaka Ausadha Mahausadha Cuckku (s.y.) Nagara Nagaraka Visva Visvabhesaja Srngavera Srngibera Sunthi visvausadha

Emblica officinalis, Gaertn.

30. 31. 32.

amra amrata aragvadha

Mangifera indica, Linn. Spondias pinnata, Kurz. Sin. S. Mangifera, Willd. Cassia fistula, Linn.

33.

ardraka

Zingiber officinale, Rosc.

34.

asphota

Hemidesmus indicus R.Br.

194

I 35. iksu bahurasa Saccharum officinarum, Linn. Khanda Sita Matsyandika Sarkara Guda Sita Sitopala Jirnaguda puranaguda

36.

indravaruni

37. U 38. 39. 40. 41.

isvari

Gavaksi Indravalli Aindri Visala indravrunika Nakuli Karaleka (s.y.)

Citrullus colocynthis, Schrad.

Aristolochia indica, Linn.

utingana utpala udumbara upakuncika

nilotpala sadaphala Sthulajiraka Upakunci Karavi susavi Virana Sevya Ramacca (s.y.) viranasipha

Blepharis edulis, Pers. Nymphaea stellata, Willd. Ficus racemosa, Linn. Nigella sativa, Linn.

42.

usira

Vetiveria zizanioides (Linn.) Nash Habenaria intermedia D. Don Microstylis wallichii, Lindl. Ricinus communis, Linn.

43. 44. E 45.

rddhi rsabhaka rsabha

eranda

Gandharvahasta Vatari Pancangula Citra

195

46. 47 K 48

ervaru elavaluka kanlola

Urubu Rubu Usravuka urvaru aileya Kankolika Cinosana Cinatiksna kakkola somavalka Tikta Katabhi Tiktarohini Tiktaka Katurohini Katvi Rohini Katuka Vyaghri Nidigdhika Ksudra Kantakarika Dhavani Nidigdha dusparsa Tettamparal (s.y.) katakaphala

Cucumis melo var. Utilissimus Duthie & Fuller Prunus avium, Linn Piper cubeba, Linn. f.

49 50.

katphala katuki

Myrica nagi Thunb. Picrorhiza kurroa, Royle e Benth.

51

kantakari

Solanum xanthocarpum Schrad. & Wendl.

52. 53. 54 55 56 57

kataka kadamba kadara kadali kapitha kamala

rambha

Abja Aravinda Padma

Strychnos potatorum, Linn. f. Anthocephalus cadamba, Miq. A. Rich Acacia suma, BuchHam. Musa paradisiaca, Linn. Feronia limonia (Linn.) Swingle Nelumbo nucifera, Rakta kamala Gaertn. Sveta kamala Varata

196

Kalhara Pundarika Pundra aranala 58 59 kampilla karanja rajanaka kampillaka Avittol (s.y.) Karanjaka Naktamala Naktava Ghrtakaranja Hayamaraka Harapriya Asvamara Mallotus philippinensis, Muell. Arg. Pongamia pinnata (Linn.) Merr.

(kamalabija) Padma kanda Padma kesara Kamala kinjalka Mrnala Bisa

60 61 62 63

karavira karinkara karkatasrngi karcura

Nerium indicum, Mill. Carissa carandas, Linn. Pistacia integerrima, Stew. e Brandis Curcuma zedoaria, Rosc. Cinnamomum camphora (Linn.) Nees & Eberm.

Sveta karavira Rakta karavira

64

karpura

65 66. 67 68 69.

kaseru kasturilatika kakajangha kakatikta kakanasika

Srngi Visani Karkata Kaccura Kacoraka Coram (s.y.) Gandhapatasa Ghanasaraka Sasi Indu Candraprabha Sitalaraja Candra Gandhadravya kaseruka

Satakratulata Uzinna (s.y.)

Scirpus kysoor, Roxb. Hibiscus esculentus, Linn. Peristrophe bicalyculata, Nees. Cardiospermum halicacabum, Linn. Pentatropsis microphylla, W. & A.

197

70 71 72 73 74 75 76

kakamaci kakoli kancanara karavalli karpasa kasa kiratatikta Kairata Kirataka Kiriyat (s.y.) Bhunimba Kiratatiktaka Kasmira Kasmira janna Ksataja vahlika Kalinga Kalingaka Vatsa Sakra vatsaka Kunduruska kundara Kanya kumarika kancanaraka

Solanum nigrum, Linn. Lilium polyphyllum, D. Don Bauhinia variegata, Linn. Momordica charantia, Linn. Gossypium Raktakarpasa herbaceum, Linn.. Karpasasthi Saccharum spontaneum, Linn. Swertia chirata, Buch. Ham.

77

kunkuma

Crocus sativus, Linn.

78

kutaja

Holarrhena antidysenterica, Wall.

Kutajatvak Indrayava Indrabija Vatsabija

79 80

kunduru kumari

81 82 83 84 85

kumuda Kuruvikizangu (s.y.) kulattha kusa kustha

Khalva Vardhipataka

Boswellia serrata, Roxb. Aloe barbadensis, Mill. Sanninayaka Cenninayaka Cenyaya Sahasara Kanyasara Nymphaea alba, Linn. Melothria perpusilla, Cogn. Dolichos biflorus, Linn. Desmostachya bipinnata, Stapf. Saussurea lappa, C.B. Clarke

Amaya Gada Ruk

198

Palaka kottam 86 87 88 89 90 kusumbha kusmanda Krsna jiraka krsnasariva ketaki kusmandaka Carthamus tinctorius, Linn. Benincasa hispida (Thunb.) Cogn. Carum carvi, Linn.

Kusmandanadi

91

kokilaksa

92 93 94 95 96 97

kodrava Kozuppa (s.y.) kola kosataki klitaka ksirakakoli

98 ksiravidari 99 khadira 100 kharjura G 101 gaja pippali

Asita jiraka Karunjiraka (s.y.) syama Cryptolepis buchanani, Roem. & Schult. Pandanus tectorius, Ketakikanda Soland. e Parkinson ou Pandanus odoratissimus, Roxb. Iksura Asteracantha Iksuraka longifolia, Ness. Vayalculli (s.y.) Kokilaksi Culli (s.y.) Paspalum scrobicculatum, Linn. Portulaca oleracea, Linn. Koli Zizyphus jujuba, Lam. Laksa badari Kolasthi Luffa acutangula (Linn.) Roxb. Var. Amara C.B. Clarke Glycyrrhiza glabra, Linn. Payasya Fritillaria roylei, Hook. Ksirasukla Ipomoea digitata, Linn. Gayatri Acacia catechu, Willd. Phoenix dactylifera, Linn. Sreyasi Hastipippali Ibhapippali Gajahva Scindapsus officinalis, Schott.

199

Gajopakulya 102 gandhadurva 103 gangeru 104 gambhari 105 guggulu Kasmari Kasmarya pitakarohini Pura Mahisaksa Kausika Palankasa Amrtavalli Amrta Chinnodbhava Chinnaruha Somavalli Madhuparni Guducika Chinnaroha Cittamrt (s.y.) Guluci Kunni (s.y.) Trikantaka Traikantaka Goksuraka Svadamstra Nerinjil (s.y.) Cyperus rotundus, Linn. Grewia populifolia, Vahl. Gmelina arborea, Linn. Commiphora mukul (Hook. e Stocks) Engl.

106 guduci

Tinospora cordifolia (Willd.) Miers.

Guduci sattva

107 gunja 108 goksura

Abrus precatorius, Linn Tribulus terrestris, Linn.

109 gojihva 110 granthiparni 111 gontha C 112 canaka 113 canda (corakabheda) 114 candrika Cana Granthiparna Granthi granthika

Onosma bracteatum, Wall. Leonotis nepetaefolia, R. Br. Zizyphus xylopyra, Willd. Cicer arietinum, Linn. Canakamla Angelica archangelica, Linn. Lepidium sativum, Li.

Asli (s.y.)

200

jati 115 campaka 116 cavya 117 cangeri 118 citraka cavika Michelia champaca, Linn. Piper chaba, Hunter Oxalis corniculata, Linn. Plumbago zeylanica, Linn.

Agni Vahni Jvalanakhya Krsanu Dahana Hutabhuk sikhi

119 cinca 120 cirabilva Cirivilva Puti Putika putigandha Kopana corakakhya svetasarja Mamsi Jata Nalada jatila

Tamarindus indica, Linn. Holoptelea integrifolia, Planch. Angelica glauca, Edgw. Valeria indica, Linn. Nardostachys jatamansi, DC. Syzygium cumini, (Linn.) Skeels Sesbania sesban (Linn.) Merr. Croton tiglium, Linn. Lippia nodiflora, Mich. Jasminum officinale, Linn. Var. grandiflorum, Bailey. Myristica fragrans, Houtt. Mahajambu Ksudrajambu

121 coraka 122 chagakarna J 123 jatamamsi

124 jambu 125 jayanti 126 jayapala 127 jalakarna 128 jati 129 jatiphala

malati Jatikosa Jatisasya Jatipatri Jatidala Jatikka (s.y.)

Jatikusuma Jatipuspa

201

Jatipatra Jatipongara 130 jivaka 131 jivanti 132 jyotismati T 133 takkola 134 tagara Kalanusari Kalanusarika Kala Tagarapaduka Nata Mahidhatrika ajjhada Illicium verum, Hook.f. Valeriana wallichii, DC. Microstylis muscifera, Ridley. Leptadenia reticulata, W.& A. Celastrus paniculatus, Willd.

135 tamalaki 136 tamracuda padika 137 tala 138 talamuli 139 talisa 140 tinisa 141 tintidika 142 timira 143 tila

bhumitala talisaka

tintrini

Phyllanthus niruri, Linn. Adiantum lunulatum, Burm. Borassus flabellifer, Linn. Curculigo orchioides, Gaertn. Abies webbiana, Lindl. Ougeinia dalbergioides, Benth. Rhus parviflora, Roxb. Curcuma longa, Linn. Sesamum indicum, Linn.

Panaviral (s.y.) Talapuspaksara

Talisa patra

Taila Tilodbhava Tila taila Sneha Tilaja Enna (s.y.) Krsnatila

144 tumbini 145 turuska 146 tulasi silhaka Surasa

Lagenaria siceraria (Mol.) Standl. Liquidambar orientalis, Miller Ocimum sanctum, Linn.

202

147 tuvaraka 148 tejapatra 149 tejovati 150 trapusa 151 trayamana Patra Patraka tvakpatra tejohva

Hydnocarpus laurifolia (Dennst.) Sleumer Cinnamomum tamala, Nees. & Eberm. Zanthoxylum alatum., Tumburu Roxb. Cucumis sativus, Linn. Gentiana kurroa, Royle. Ipomoa turpethum, R. Br. Cinnamomum zeylanicum, Blume. Syama Trivrta

152 trivrt 153 tvak

Trayanti Palani trayantika Kutarana kumbha Coca Darucini varanga nikumha

D 154 danti 155 darbha 156 dadima 157 daruharidra Daru Darvi Darunisa darurajani Baliospermum montanum, Muell-Arg. Imperata cylindrica, Beauv. Punica granatum, Linn. Berberis aristata, DC. Anjana Rasanjana

158 dugdhika 159 durva 160 devadaru Amaradaru Amarakastha Daru Surahva Suradruma Suradaru Daruka Surapadapa Devahva Devadruma

Euphorbia thymifolia, Linn. Cynodon dactylon (Linn.) Pers. Cedrus deodara (Roxb.) Loud.

203

Devakastha Devahavaya Mahadaru 161 dravanti 162 draksa 163 dronapuspi 164 dhattura Mrdvika mrdvika tumba Kanaka Unmatta Dhustura Dhusturaka Dhurta Harapriya Hata Hema Dhanvayasaka Duralabha Jatropha glandulifera, Roxb. Vitis vinifera, Linn. Leucas cephalotes, Spreng. Datura metel, Linn.

Svarnabija

165 dhanvayasa 166 dhava 167 dhataki 168 dhanyaka

Fagonia cretica, Linn. Anogeissus latifolia, Wall. Woodfordia fruticosa, Kurz. Coriandrum sativum, Linn.

Kustumburi Dhanika Dhanyaka Vitunnaka

N 169 nandi 170 nalika 171 nagakesara Kesara Nagapuspa Naga Nagakusuma Hema Ibhakesara Gajakesara Ficus arnottiana, Miq. Cinnamomum tamala, Nees & Eberm. Mesua ferrea, Linn.

172 nagabala 173 nagavalli Ahivalli

Sida veronicaefolia, Lam. Piper betle, Linn.

Parnapatra

204

174 narikela 175 nicula 176 nimba 177 nimbu

Phanivalli Nalikera (s.y.) Tungadruma Madhuphala

Cocos nucifera, Linn. Barringtonia acutangula (Linn.) Gaertn. Azadirachta indica, A. Juss. Citrus limon (Linn.) Brum. f.

Parinatakeriksira

178 nirgundi 179 nili 180 nyagrodha P 181 patola 182 pattanga 183 padmaka 184 parusaka 185 parpata 186 palasa 187 pasupasi 188 patalai 189 patali 190 patha

Arista Picumarda nimbaka Naranga Nimbuka Jambira Limpaka amla Sinduvara Nirgundika Nilika Nilini vata

Sara

Vitex negundo, Linn. Indigofera tinctoria, Linn. Ficus bengalensis, Linn. Trichosanthes dioica, Roxb. Caesalpinia sappan, Linn. Prunus cerasoides, D.Don Grewia asiatica, Linn. Fumaria parviflora, Lam. Butea monosperma (Lam.) Kuntze Myristica malabarica, Lam. Stereospermum suaveolens, DC. Schrebera swietenioides, Roxb. Cissampelos pareira, Linn.

Nilanirgundi Svetanirgundi

Praroha

karkasa

padamanaluka parusa Parpataka parpati

patali

205

191 paranki 192 paribhadra 193 pasanabheda

194 pippali

195 pitacandana

196 pilu 197 pullani (s.y.) 198 puskara 199 puga 200 prsniparni 201 pezuntol (s.y.) 202 potagala 203 ponnangani (s.y.) 204 prativisa 205 prapunnada 206 prapaundarika 207 prasarini

paribhadraka Asmabhedaka Asmabhit Silabhit Silabheda Kallurvanci (s.y.) Kana Krsna Capala Magadha Magadhi Saundi Pippala Upakulya Kaliyaka Pitasara Haricandana tiksnavrksa

Garuga pinnata, Roxb. Erythrina indica, Lam. Bergenia ligulata (Wall.) Engl.

Piper longum, Linn.

Granthika Magadhisipha Pippalimula Granthi

Coscinium fenestratum, Colebr. Salvadora persica, Linn Calycopteris floribunda, Lam. Inula racemosa, Hook.f. Areca catechu, Linn. Uraria picta, Desv. Careya arborea, Roxb. Typha elephantina, Roxb. Alternanthera triandra, Lamk. Aconitum palmatum, D.Don Cassia tora, Linn. Nelumbo nucifera, Gaertn. Paederia foetida, Linn. phala

Pauskara Puskarakhya puskarahva Kramuka ghonta Kalasi Guha Dhavani

Puskaramula Pauskaramula

Edagaja Prapunnata pundrahva Sarani

206

208 priyangu 209 priyala 210 plaksa 211 phalgu B 212 bakula 213 bala 214 babbula 215 bakuci 216 bastantri 217 bibhitaka

Prasarani Talanili (s.y.) Putigandha Gandha patra Phalini Vanita priyanguka piyala

Callicarpa macrophylla, Vahl Buchanania lanzen, Spreng. Ficus lacor, Buch. Ham. Ficus hispida, Linn.f. Mimusops elengi, Linn. Sida cordifolia, Linn. Acacia arabica, Willd. Psoralea corylifolia, Linn. Argyreia speciosa, Sweet Terminalia belerica, Roxb.

malapu

vatyalaka bavari Avalguja somaraji

Bibhita Aksa Aksaka Bibhitaki kalivrksa

Bibhitakangara

218 bimbi 219 220 221 222 bilva bijapura brhatgoksura brhati

Cunda (s.y.) simhi

223 bola (hirabola) 224 brahmi 225 bhallataka 226 bharngi Aruskara bhallata Brahmayastika Bharangi

Coccinia indica, W. & A. Aegle marmelos, Corr. Citrus medica, Linn. Pedalium murex, Linn. Solanum indicum, Linn. Commiphora myrrha (Nees.), Engl. Bacopa monnieri (Linn.) Pennel. Semecarpus anacardium, Linn. f. Clerodendrum serratum (Linn.) Moon

207

Bharngi 227 bhutika 228 bhutrna 229 bhurja 230 bhrngaraja Cymbopogon citratus (DC) Stapf Cymbopogon jvarankusa, Schult. Betula utilis, S. Don Eclipta alba, Hassk.

Kayyonni (s.y.) Kesaraja Tekaraja Bhrnga Markava Bhrngaja Covvalli (s.y.) Asra Manjista Samanga Lohita lohitayastika bhekaparnika Matsyaksika minaksi madanaka

M 231 manjistha Rubia cordifolia, Linn.

232 mandukaparni 233 matsyaksi 234 madana 235 madayanti 236 madhusnuhi 237 madhuka 238 madhurika 239 marica

misi Vallija Vellaja Usana usanaka

Centella asiatica (Linn.) Urban. Alternanthera sessilis (Linn.) R. Br. Randia dumetorum, Lam. Lawsonia inermis, Linn. Smilax china, Linn. Madhuca indica, J. F. Gmel. Foeniculum vulgare, Mill. Piper nigrum, Linn.

Phala

240 241 242 243

masura mahanimba mahabala mahameda

Lens culinaris, Medic. Melia azedarach, Linn. Sida rhombifolia, Linn. Polygonatum cirrhifolium, Royle

208

244 matulunga 245 madhavi 246 mayakku 247 masa 248 masaparni 249 munditika surpaparni Bhukadamba Sravani Mundi mundika

Citrus medica, Linn. Hiptage benghalensis, Kurz. Quercus infectoria, Oliv. Phaseolus mungo, Linn. Teramnus labialis, Spreng. Sphaeranthus indicus, Mahasravani Linn. Phaseolus radiatus, Linn. Phaseolus trilobus, Ait. Sesbania grandiflora (Linn.) Pers. Selinium tenuifolium, Wall. Chlorophytum tuberosum, Baker. Cyperus rotundus, Aryamuttanga Linn. (s.y.) Bhadramustaka Plava

250 mudga 251 mudgaparni 252 muni 253 mura 254 musali 255 musta Abda Ambuda Ghana Mustaka Jalada Ambhodhara Balahaka Varivaha Payoda

munitaru

256 mulaka 257 murva 258 methi 259 meda 260 mesasrngi Madhusrava madhurasa

Raphanus sativus, Linn. Marsdenia tenacissima, Weight e Arn. Trigonella foenumgraceum, Linn. Polygonatum cirrhifolium, Royle. Gymnema sylvestre, R.Br.

Suskamulaka Mulakaksara

209

Y 261 yava Hordeum vulgare, Linn. Yavagaraja Ksara Yavaksra Yavasukaja Yavanala bhasma

262 yavani

263 yavasaka 264 yasti

Dipyaka Yamani Yavanika yamanika Yavasa Yasa yavasaka Yastika Madhuka Madhuyasti Madhu Yastimadhu Yastimadhuka Yastyahva yastyahvaya

Trachyspermum ammi (Linn.) Sprague Alhagi pseudalhagi (Bieb.) Desv. Glycyrrhiza glabra, Linn.

R 265 Rakta candana Raktanga Kucandana Srikantha (s.y.) hima 266 rakta Kathilla punarnava Sophaghni Sothaghni Punarnava Tazutama (s.y.) varsabhu 267 ramasitalika 268 rasna Suvaha Surabhi Sugandha Aratta (s.y.) Yukta Pterocarpus santalinus, Linn. f. Boerhaavia diffusa, Linn.

Amaranthus tricolor, Linn. Pluchea lanceolata, Oliver & Hiern.

210

269 rudraksa 270 renuka Renu Kaunti Harenu Renuka harenuka

Elaeocarpus ganitrus, Roxb. Vitex agnus-castus, Linn.

Bija

271 rohitaka 272 rohisa L 273 lakuca 274 laksmana Kattrna Dhyama

Tecomella undulata (G. Don) Seem. Cymbopogon martini (Roxb.) Wats. Artocarpus lakoocha, Roxb. Solanum xanthocarpum, Schrad & Wendl. (variedade branca) Mimosa pudica, Linn. Caesalpinia crista, Linn. Syzygium aromaticum (Linn.) Merr. & L. M. Perry

275 lajjalu 276 latakaranja 277 lavanga

Samanga varakranta

278 lasuna 279 langali 280 lamajjaka 281 lodhra

Lavangaka Devapuspa Devapuspaka Karyampu (s.y.) Varala karampu Rasona Ulli (s.y.) Kalikari Langalaki lamajja Rodhra Tirita Paccotti (s.y.) Sadgrantha Ugra

Allium sativum, Linn. Gloriosa superba, Linn. Cymbopogon jwarancusa, Schult. Symplocos racemosa, Sabara lodhra Roxb. Pattika lodhra

V 282 vaca Acorus calamus, Linn

211

Ugragandha Vayambu (s.y.) 283 vanjula 284 vanya jiraka 285 vatsanabha Amrta Visa Vajranaga Sthavaravisa vatsanagaka varana Salix caprea, Linn. Centratherum anthelminticum (Willd.) Kuntze Aconitum chasmanthum (Stapf. e Holmes) Crataeva nurvala, Buch. e Ham. Trianthema portulacastrum, Linn. Osmanthus fragrans, Lowr. Dioscorea bulbifera, Linn. Adhatoda vasica, Nees.

286 varuna 287 varsabhu 288 vasuka 289 varahi 290 vasa

291 vijaya 292 vidanga

293 vidari 294 visamusti

Vasaka Vrsa Simhavadana Vrsaka atarusa Bhanga Indrasana trailokyavijaya Jantughna Krmighna Krmihara Krmiripu vella vidarika Visatindu Visataru Kucila Visamustika

Cannabis sativa, Linn. Embelia ribes, Burm.f. Sara

Pueraria tuberosa, DC. Vidaricurna Vidarikanda Strychnos nuxvomica, Linn. Diospyros tomentosa, Roxb. Garcinia indica, Chois. Ipomoea petaloidea,

295 virala 296 vrksamla 297 vrddhadaruka

Vrddhadaru

212

Vrddhadaraka vrddhadara 298 vrddhi 299 vrscikali 300 vamsa

Choisy. Habenaria intermedia, D. Don. Tragia involucrata, Linn. Bambusa bambos, Vamsalocana Druce. Subha Tugaksiri Tvaksiri Vasu Tuga Vamsaja Vamsarocana Kuvaural (s.y.)

S 301 sankhapuspi 302 sankhini 303 sati 304 sana 305 satapatrika 306 satavari 307 satahva 308 sara 309 saka 310 sakhotaka 311 sala sathi sankhapuspa Convolvulus pluricaulis, Choisy. Calonyction muricatum (Linn.) G. Don Hedychium spicatum, Ham. e Smith Crotalaria juncea, Linn. Rosa centifolia, Linn. Asparagus racemosus, Willd. Anethum sowa, Kurz. Saccharum munja, Roxb. Tectona grandis, Linn.f. Streblus asper, Lour. Shorea robusta, Gaertn. Rala f. Salasara Suradhuma Cencalya (s.y.) Desmodium gangeticum, DC. Oryza sativa, Linn. Raktasali Dhanya

Taruni satapatra Abhiru Narayani vari Satapuspa

Gulabarka Himambha

312 salaparni 313 sali

Amsumati sthira

213

314 salmali 315 sigru 316 317 318 319 320 321 322 sirisa simsapa srngataka sunthi (seco) saileya syonaka sveta candana

Moca mocahva Sobhanjana bahala bhandi srngata saileyaka Ekangi Hima Srikhanda Candana srigandha Ajaji jiraka Vrsciva vrsciraka Ananta Gopasuta Gopi Nannari (s.y.) Sariva Saptacchada Saptaparni saptahva Carmasahva satala

Salmalia malabarica, Schott & Endl. Moringa pterygosperma, Sigrudbhava Gaertn. Albizzia lebbeck, Benth. Dalbergia sissoo, Roxb. Trapa bispinosa, Roxb. Zingiber officinale, Rosc. Parmelia perlata, Ach. Oroxylum indicum, Vent. Santalum album, Linn.

Aranala Tusa Laja Kanjika Tandulambu Dhanyamla Sukta Nira Mocarasa

323 sveta jiraka 324 sveta punarnava 325 sveta sariva

Cuminum cyminum, Linn. Boerhaavia verticilata, Poir. Hemidesmus indicus, R. Br.

326 saptaparna 327 saptala 328 sarala 329 sarja 330 sarsapa

Alstonia scholaris, R. Br. Euphorbia dracunculoides, Lam. Pinus roxburghii, Sargent Vateria indica, Linn. Brasica campestris, Linn., var. Rapa (Linn.)

Srivasa Srinivasaka Sarjarasa Gaura sarsapa Siddhartha

214

331 sahacara

Bana Kurantaka Sairiya Koranda korandaka Truti Tuti Ela Elasuksma suranaka

Hartm. Barleria prionitis, Linn.

Katu taila

332 sahadevi 333 suksmaila

Vernonia cinerea, Lees. Elettaria cardamomum, Maton. Amorphophalus campanulatus (Roxb.) BL. Sarcostemma brevistigma, W. A. Amomum sabulatum, Roxb. Taxus baccata, Linn. Euphorbia nerifolia, Linn. Schizashyrum exile (Hochst) Stapf. Flacourtia indica, Merr. Euphorbia thomsoniana, Boiss. Cassia angustifolia, Vahl. Juniperus communis, Linn. Curcuma longa, Linn.

334 surana

335 somavalli 336 Sthula ela 337 sthauneya 338 snuhi Bhadra Bhadraila Ela Sudha Vajra Snuk Kalli (s.y.) sprk

Snugyagra

339 sprkka 340 sruvavrksa 341 svarnaksiri 342 svarnapatri H 343 hapusa 344 haridra

Kapotavanka havusa Rajani Nisa Nisi Ratri Ksanada Dosha Paimanjal (s.y.)

215

345 haritaki

346 hingu 347 hingupatri 348 himsra 349 hrddhatri 350 hamsapadi 351 hrivbera

Abhaya Kayastha Siva Pathya Vijaya Abhaya Ramatha Sahasravedhi Vedhi

Terminalia chebula, Retz.

Ferula foetida, Regel. Ferula jaeschkeana, Vatke. Capparis spinosa, Linn. Smilax china, Linn. Adiantum lunnulatum, Burm. Coleus vettiveroides, C. Jacob.

Kartotti (s.y.) Tripadi hamsapadi Ambu Ambhas Udaka Udicya Jala Toya Bala Balaka Vari Hiruberaka Iruveli (s.y.)

(Baseado no Formulário Ayurvédico da Índia: Pt. I., primeira edição; Public Ministry of Health & F. W., New Delhi, 1978)

216

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218

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