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Vai se formar? Atenção com os contratos e os seus direitos

O aluno não pode ser obrigado a entrar no pacote de formatura.

Depois de anos de faculdade finalmente a formatura chegou. Entrega de monografia, TCC ou projeto final

e menos um peso de dez quilos nas costas. Aí vem a parte da comemoração e as possíveis dores de cabeça…

Escolha da comissão, empresa e orçamentos tudo de uma só vez. E se o aluno não quer participar, está no direito

dele. Confira dicas para passar por tudo isso e guardar só as boas lembranças.

Quem quer participar?

O momento é marcante para todos, mas nem sempre a turma inteira vai participar. A primeira dor de

cabeça pode vir na hora das fotos de formatura. Bem, a faculdade pode contratar uma empresa para prestar esse serviço, mas o aluno tem a liberdade de tirar as próprias fotos. Segundo a advogada especializada em direito do consumidor Andreia Gomes de Oliveira, o aluno não pode ser obrigado a entrar no pacote de formatura. A empresa contratada não pode impedir que alunos tirem as próprias fotos.

Da mesma forma, a faculdade também tem obrigações. Deve fornecer o certificado e o diploma regularmente, mas não é obrigada a fazer festa na data desta entrega. Isso fica a critério da turma e de uma comissão de formatura formada pelos representantes dos alunos.

Atenção na escolha da empresa que vai fazer a festa

Depois da comissão formada, vale checar se as empresas pesquisadas não têm reclamações nos órgãos de proteção ao consumidor.

“É importante manter contato com o Procon e verificar se consta algum tipo de reclamação contra a empresa que pretendem contratar”, explica a advogada.

Para conferir a qualidade do serviço, algumas empresas oferecem outras festas para a comissão participar.

É

uma forma dos alunos verem o trabalho de perto e evitar possíveis furos de empresas fantasmas.

“A

comissão deve manter contato com várias empresas para obter um melhor resultado. Pesquisar preços

e

qualidade é vital”, afirma.

A hora de assinar o contrato

Antes de assinar qualquer documento, a comissão deve pedir a documentação da empresa, como contrato social, CNPJ, Certidão Negativa de Protestos, referências dos sócios e representantes, tempo de atuação no mercado e os trabalhos já realizados. Tudo certo? Conferido? Agora sim é hora de assinar.

“Tudo o que for acordado deve estar explícito no contrato. Nunca assinar com alguma dúvida”, ensina Andreia.

Mesmo que uma mesma empresa faça o serviço de buffet e de fotografia e filmagem, exija que os contratos sejam independentes. Isso possibilita que o serviço esteja mais detalhado. Para o buffet, quantos garçons, o que será servido, quais bebidas, quantidade, horário… Para as fotos e filmagem da festa, quantas cópias para cada aluno, quanto tempo de vídeo, qual o tamanho das cópias…

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Nessa hora não é só a comissão que participa. Todos os alunos devem assinar um contrato individual. No caso de quebra do acordo, pela parte da empresa ou do aluno, a cláusula da rescisão deve estar bem explicada. Se o aluno desistiu, a empresa pode cobrar uma multa, mas não pode ser abusiva.

“Há casos de reservas de salão que fazem com que a empresa planeje determinado número de alunos e a saída de um estudante significa encarecimento para os outros. Nesse caso a empresa pode reter um valor como uma espécie de multa”, explica.

Se o aluno desconfiar que o valor da multa de rescisão é abusivo, pode procurar ajuda no Procon para a leitura e avaliação das cláusulas dos contratos.

Agora, se a empresa furou, procure os órgãos de defesa do consumidor para que os alunos possam ser ressarcidos.

A comissão deve acompanhar todas as etapas e fiscalizar o que foi firmado nos contratos, inclusive na hora da festa. Assim poderá cobrar da empresa se alguma coisa der errado.

Fonte: EPTV – 28/09/2011

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