44 . 92 Po-p. Consulado de Marco Antônio.'Í$. Roma e restabelece a ordem na Itdia.ii: l. César e Crasso.iascr*r *ti: a:sii:xìrradç Gdia ffiffim 54 Espartaco lidera a revolta dos escravos.CRONOLOGIA dz nossa foi üco dz arntos. Ele "saÌva a República'. Aboli6o das leis de Sila. ffi C"io Graco retoma as leis de seu irmão' Morre durante novas revoltas.Q Primeiro triunvirato: Pompeu. Guena sociaÌ contra os povos aliados italianos que reclamam o direito de cidadania. suas legióes. Reforma das institui$es em favor do Senado. . : I o Ísüffnt na Invasão dos teutóes e dos cimbros vence os teutóes e os cimbros.[tr]f Fundação de Aquae Sextiae (Aix-enProvence). (f. Reforma a constituição. mas é assassinado no l5 de março. em favor da plebe. &. em z z NO MIINDO RÔMANO . cônsul único.n. irmã de Otávio. Rivalidade entre Mário e Sila. . na província romana narbonense. Sila torna-se ditador e livrase de seus oponentes (proscriçóes). que dura quatro anos. Sila marcha sobre õ o U Segundo triunvirato (Antônio. 59 Consulado de César. reforçado pelo casamento de Antônio À frente de Otávia.:lr: ÌOfJ tt r j*Ì!* (.69j Consulado de Cícero. Conjuração de Catilina. Otávio. duramente reprimidas por Mário. Tentativa de insurreição geral. #ffiã: durante as quais Tibério é massacrado. Guerra civil. Oposição dos nobres. lfi Segundo ConsuÌado de Pompeu e de Crasso. Conquisa da Gália uansalpina por Cipião Emiliano. política dr conquista e grandts ciuilizações desenuo luem-se em outros contxnentes O úbimo sécul"o antes EM ROMÂ ffitü ïbgtlo Graco propõe uma lei agrárra e uma lei do trigo 'ft Consulado de Pompeu e de Crasso. tii. Consulado de Mário.-il. líder do partido popular. Sublevaçóes.r"{- il[#ú0üi Mário ü- . obrigado à retirada. DEZ 2oo3 detrimento dos tribunos e dos generais. ffi e ffi Primeiro golpe de Estado militar de Sila. [tflffi Mario cria um exército profi. Torna-se líder do partido popular. Lépido). tIW-4 BXffi Sublevações políticas em Roma. Éfif César é nomeado ditador vitalício. A lei Plautia Papiria concede a cidadania a todos os habitantes ao sul do Pó. rí1. HrsróRtA vrvA .ssional. Contínuas desordens em Roma. $ Cés"r atravessa o Rubicão e chega a Roma.

Herodes.tl Ìtr. o Grande.COM. Ocidente desenvolve_s. Tigranocerta.lL. fabricam placas de cobre que servem de ornamentos. invade Sila na Grécia.tr" conrra Mitridates. na Hispânia.r:tr. A cidade 42 Derota 4Ì 39 Encontro de Antônio e Cleópatra.ì g:iì!. possú um templo. 4ff 4d César vence Pompeu na Farsália (Grécia). :7. O território civllização de La Tène (Suíça) entra em nova cobre-se de sítios fortificados. Já fumam os cachimbos d^pu.tç comércio com o í.l. um palácio. O poder dos senhores ifôËÍÏ César conquisra e organiza a Grília. Ê. feudaisésuprimido.r {Sci!. que servem de refugio as populaçóes ameaçadas pela expansão germânica. a grande pirâmide do Sol e a da Lua.fiS Cras.:!. hmpl* d*ïe*tlhr. .t. Arrët$ïÍa X X 14115 O rei ïrano. {S Pompeu organízao Oriente em províncias. I õ U z z o Derrota de Antônio dialte dos parras.)l.ri:iíl nirslíl l. devolve a unidade à : o í Armênia. fundam dinastias que .iJt-:. Antônio casa-se por Herodes. Tèotihuacan (México). da dinastia Han. 'OÊltçide.Z Guerra contre Sertório.r C ) . Os romanos a anexain Judéia. rei de Ponto. foi uma das maiores cidades do mundo. l:. entre 300 e 600 de nossa era.rictt. .eo . onde funda uma nova capital. r. aliado de Antônio. Os sucessores de e sua \7udi esmagam os Huns. Gu. nomeado rei dos judeus pelo Senado romano.\rrrcrir--*.BR 55 u€EE@::lidcryr:i::ïJÉ . Em seu apogeu.irtt . i8ã!i. 45: César derrora (Espanha).aÁ.4*i*a da Ásia.tr.lr*di*. * Nql c indianizam rapidamente.6fV. .t rJirrt:Ír. Tomada de Jerusalém na l'*:: li . -'brl:l ris C.higrr) enrerrarn com seus moftos bens de valor que carregam jurto consigo ao outro mundo. os oppida. Ptolomeu XIII morto pelos partas.HISTORIAVIVA. os partidários de pompeu em Munda pua o Egito. e . onde é assassinado.0O Citas e e partas eliminam os reinos indo_gregos se 49.ii.lexie* graças à rota da seda.1. o Grande. t. Anr$s:!çià d* l$ul o Cber. irr.a Èlelïü0 A fase.-. Império alcança sua maior expansão. dá asilo a Mitridates anres de ser vencido por pompeu. i)/tir.ì ar CD.Jr.ic Cleóparr: lE Antônio e Cleópatra são vencidos por Otávio e Agripa :atalha naval do Accio.. p*.IOO Os índios de Nonon Mound 0\4r.Í00:: ConstruSo de de Bruto e Cássio em Filipa (Grécia).rr" civil na Hispânia.elevrr anrigc tó9-30 . ãï César na Germânia e na Britânia.i". estende seu reinado até a Síria.Ì00/@' Os belgas. retrrarn-se para a Cália. Suicídio de Antônio e Cleópatra.de.i:ìÍ Lrt.r3 â CËH.'. cÈ*: No!"g* .rean"l. Inimigo dos romanos. último bastião do império celta depois da conquisra da Cália porJúlio César. irmã Cleópatra reinam no Egito. pompeu foge César devolve o rrono do Egito a Cleópatra. lìltilr. mas uma parte invade o sul da Bretanha.li-ì. perseguidos pelos germanos.l -6firc+tk.8$ Mitridates.li-: t*pa t.Dominando o metal..al ItcCia. IJnlFrti ?l.!pn'JTii:1._ C:tilit.eirJent. O fi$ Gn. no alto Tigre. que emigram para o oeste.r lr:r:is: pllie.r. lÉIfET Reino do imperador \íudi. O Egito torna-se lovtncle fomana.i:: rri!rir i tir Cc. com Cleópatra.o é vencido $. a província romana NO MUNDO fi.

usurpada aos uencid. Na realidade. A estratégia uma cidade pobre e não naquelas de um império colossal e riquíssimo. HtsroRtADoM IRADUçAO DE ANA MONTOTA a I t ! r ' ' .retirado do saque ao inimigo . ^-un-'.. concebidas segundo as dimensões de . vencidos dessa verdade enunciada mais romanos. saberão. do dinheiro. prat*. também não.1 epois de um século de con. t. uinho daAquitânia.t Tiigo do Egito. garantido esse jogo deFensivo. legítima: empurfronteiras para longe da cidade. Romatornou-serilna instituiçóes políticas. na Eneida. Outros taluez. outras razões entrarn em jogo para explicar o desejo de conqústa dos Quanto à legitimidade dessas guerras e conqulstas.t 't J 4 t I' Além dns escrauos. Em geral.r . l. rrans- domar os soberbos. que não tu. muito rapidamente. móueis de pérgamo. correm perigo. nãsceste : I ria. Mas.i superpotência. outrafonte de lucro pon ANNe BERNEr. dar melhor uida ao bronze e tìrar do mtírmo- ï F nheiro vencido . outros saberão melhor defender causas. . de seu expansionismo são o di- tarde por Virgílio. ': ' ooSsìÊ R61q.'. \ ' Ji. estan/to da Bretanba..i qústas.e a glória proveniente da vitó- re uiuidas figuras.. n . mármore da Líbia. tem umasó finalidade. '4s riquezas do mundn conhecidn afluem à cidadz. Muitas uezes adquiridas i*istirios.oba nunca se bastarão. melltor descreuer o mouimento dos cëus e a rzta dos astros. ouro. Da glória. r . sobretudo.. acredito. as- segurandoJhe paz e segurança. os dois maiores morivos. indispensável. à conqústa do poder em Roma.q . Já estavam con. marfm a preços e pedras preciosas dc todns os lugares. Todas as . rar as '. Mas tu.ti:l ' I t.' ìr '. complementares.{r I í escrgots dn Ilíria. Habituados e verem a si mesmos como um povo reinando sobre o resto 59 formada na capital do mundo. os filhos da l.o de novas e romãn4 lembra-te que por tuas e para im- /cis ao uniuerso.. poupar os uencidos vitoriosas guerras. que parece insaciável. os romanos não se questionam a respeito. Teu destino é ditar tuas condições dr paz.os. pois ele é indispensável à conduS.

resgates e multas.C'. da Síria.423 em Prata. todos os vencidos.\. os romanos logo I se Per- suadem de que sua missão é levar ordem e civilizaçáo às nações bárbaras ou decadentes.C. o botim comPre- depois da instauraçáo dessa texa os romanos não pagarão mais imPostos: os macedônios e. I. de uma velha tradiçáo. Um deles era a pilhagem sistemática e sos. na verdade. a derrota esmagadora da Macedônia vale o Pegamento de uma ças de triunfo. Em 189 a. cumpriráo o dever em seu lugar' ende 140 mil moedas de ouro. 43. estabelecida já do tempo em que Roma Iimitava suas ambições às cidades vizinhas. o ouro.270libras de prata e 14'51'4 felipas de ouro.Çr os irmàos Rômulo pela loba' Escultura de bronze' (500480 e Remo. As campanhas de PomPeu rendem 56 miÌhóes de denários ao Íisco e 110 milhóes a seu bolso. basta saber que pas quanto os civis. depois. A pilhagem significa um . E ainda é preciso somar a isso os mil talentos que o rei comprometeu-se apagaÍ aos roma- soma que vai de 30 a 70 milhóes de denários ao tesouro romaÍIo. sendo alimentados o a'c')' Museu capitolino' Roma do universo. da Sicília. depois da derrota.. interessados todos. 545 mrl tetradracmas lia do Sul e. A isso ainda se ecrescen- afltxo maciço ó0 de valores e metais precio- tribuição dos gálatas sobe a 16. em graus diversos.714 libras de em grande escala que caracteriza os inícios da conquista e moriva tanto as tro- otrro. familiarizou a população com tesouros até entáo inimagináveis. Os aliados de Cartago. depois.. aPresenta 3. nessa rapina' Tiatase. além de uma taxaçáo anuaÌ de cerca de cem ülentos' Se quisermos compreender o que rePresentam esses cem talentos. I ::g!.Uirt ìÇiÈÌ rt liir-*:ìlÌ . DEz 2oo3 Ir . e 137 '420libras de barras de prata. e moeda local. dePois da vitória sobre o rei Antíoco. pagam somas astronômicas. e que tal fim justifica os meios empregados. L.320 pe- tam as armas de aParato' ornadas de grsróntl vlvA. 377 mll rcttadracmas.. A tomada das cidades gregas da Itá- nos nos anos seguintes. aos soldados e a seus amigos.lendários fundadores de Roma. ocasiáo habitual de se estabelecer o espólio. Em 187 a'C. Quando daprimeiragrande derrota macedônica de t97 a. 2' 1 03 libras de ouro e 220 mil libras de prata' Em 168 a.C. lç\ì t ìlt riì I q - z z .}z3libras em baixelas de a con- ouro.il .l.

portanto. o Senado cipriota será feito reÍèm: recusando-se apagaÍ um empréstimo a taxas Pompeu (106-48 a. o óleo.r-E. o que antes era luxo agora é o comum do dia-a-dia. RIAVIVA. o equivalente a cinco anos de receitas fiscais. homens das províncias. as expensas dos habitantes das as forrunas que perderam durante sua campanha eleitoral.'e'. Mas isso vitrine da conquista.C.C.As exibiçóes triunfais são apenas a dos em sua própria sala de deliberações.. em ouro evidentemente. As províncias da República conhecerão os desagravos inerentes a todo sistema de arrendarnento fiscal: administraçáo corrompida e quedas na arrecadação negociar seus serviços ou ram a reputação da República romana.i. Os cem talentos anuais desconta.. variando conforme as províncias.i. venaÌidade da qual se desculpam pela necessidade de prosseguir magistrados - Enchem-se os coÍies das classes dirigentes. Para os conquistadores. a permissão de deles retirar Se o pilhagem da Gália traz-lhe 2 milhóes de denários e a da Hispânia aìgo em torno de 10 milhões. móveis. não é segredo paÍa ninguém dos dos macedônios são apenas um exemplo preciso lembrar que o sistema aplica-se em todos os lugares.'(*Ìq :t1riislu-as cobradas Íielüs rúÌï'railCI!" íoram tran c .Ir a3 tã. com a . uma vinha decorativa forjada em ouro estimada em 500 talentos.. E ainda reajustavárias outras taxas. obri- ouro e gemas.ìnd'i-1.v'ar. vasos e baixelas de ouro. com César e Crasso abusivas.ú o g nã siiiã <Je Ceiilre:1'. Como as da Ásia são grandes.:'*al. o vinho e os direitos de alËndega. Pode-se imaginar o que significa essa de mais belo. Quanto a César. para equipar e pagar as suas legióes. da temperança e da gravidade que fize. perca até a metade de seu valor. o mobiliário dos reinos vencidos. incrustados de marfim. uma carreira política altamente custosa -. Náo é de surpreender que. tomar o que ele possui VWWV. seu beneÍÌcio imediato. BR Ao lado daadministração romana.I um busto gigante de Mitrídates..:.C. seus magistrados são trancafia- de Chipre (Roma acabara de anexar a ilha).C. Como se não bastasse avenalidade da maioria dos províncias. raperes. obrigando-os. em firneé nas ao serviço oficial prestado mutuamente. em certos momentos. Quanto à administração. os particulares são reembolsados pelos contribuintes.sendo que uma só pérola gigante pode valer no merca- gando os dirigentes romanos a exaurir as regióes que controlam. Por enquanto. prata Roma no curso do século durante as guerras civis que dilaceram I a. em troca. por Roma.is.) fez parte do primeiro triunvirato. Suas casas são ornadas de estátuas. Cinco desses dignos homens morrerão. decididos a não pagar o que lhes cobra Roma. que os tempo primitivo do despojamento.vieram dispostos a refazer.que abandonararn seus cargos em Roma . basta pilhar os resouros do vencido. exrorquem-se os recursos dos países vencidos.pedrarias. Mas não por muito rempo. Avendado mobiliário precioso rende7 mll talentos. contribuinte recusa as regras do jogo. poderosos. a a principais interessados consideram pesados demais. anexados. garantia das qualidades morais da coragem. quando o vim-roso Catão procede à liquidaçao do tesouro real o U um confortável lucro. pr-l. iguaÌmente decidi- H I STO ót . estão geralmente cercados por assistentes tão cúpidos quanro eles.rs. E isso ainda não é tudo. Pompeu não titubeia: aumenta de 50 para 735 milhões de dracmas as contribuiçóes reclamadas que os governadores. privados de alimento e água. avalanche de metais preciosos e objetos não abalará seus colegas. 33 coroas de pérolas . prontos propor acordos desonestos que os deixarão ricos e.{os de alinle:1to e ágrra aos senadores possuírem mais de uma libra de baixela de prata a tínr-lo pessoal. quando recebiam os embaixadores estralgeiros. há uma vasta rede comercial nas mãos de mercadores italianos. até então virtuoso ao ponto de que era proibido dio ilustra com clareza aprâticados fiscais e a capacidade que têm de dobrar os Os senaeiores de e hìprl-'i ì.CO M. e ouro. rendamento consiste em fazer os partiô b o I culares adiantar ao Estado o montante estimado dos impostos.*:: a p. O episó- de arte para o povo romano. pró-pretores ou pró-cônsules . submerso sob ta-l afluxo. o mercado da prata sofra séria baixa e ção das possibilidades locais. Por detrás delas. Em 53 a. a recorrer ape- O melhor a fazer é submetê-los ao im- posto. transformados em províncias romanas. quadros. o recurso à força pública e à coerÉo é legal. como o trigo. Já vai longe o entre elas o dízimo sobre os produtos agrícolas básicos. Em 57 a. O sistema de ar- do romano mais de seis milhões de sestércios.

. fragilidades e riquezas dos territórios a serem ainda ocupados. a baixo Preço. r'i ê ro 'l-1 r'p. rììanter o preço rltt rÏ. sobretudo. seus métodos. e assinam acordos para vender suas colheitas aos serviços de abastecisrsróntn vlvA. Com- trigo. a compra das quantidades disponíveis. De início isolados. p . na trilha das legióes. aPenas com os recursos locais. esses pouco simpáticos aos nativos. cifra que náo leva em'conta a popu- ru como será o caso do Egito. em que se Produ- zem menos cereais. e o monoPólio que se preço do grão em níveis razoáveis. deve reservar todos os seus excedentes para o exclusivo beneffcio de Roma' A cada Moeda romana com a efigie da deusaVênus tem mais que 5 milhóes de habitantes. DEZ pretendem outorgar em detrimento dos comerciantes locais' os tornam 62 ?oo3 . depois de sua anexafo em 30 a'C'. mas para abastecer os mercados da cidade e manter o Nas outras regiões. como outrora. primeiregSáo exponadora de trigo da época - lação servil. e ainda por muito tempo.'stt cia destinada aos celeiros romanos' atividades de espionagem."r ao Senado e tomar as medidas necessárias pâ. o l um dos problemas da éPoca. produtos de luxo e objetos de arte que cada vez mais facilmente encontiam compradores. E preciso importar quantidades gigantescas de trigo. Cabe aos magistrados romanos enas carregados do governo local estimar possibilidades anuais de exportaçáo.na Áoia ou na Gália por um messecre dos italianos insta- necessário Por dia e Por pessoa é um quilo de pão. ou Porque quer€m especular. marítimos. é o pão cotidiano. mas acima de tudo encarregam-se de enviar a Roma.dos a tirar das províncias tudo o que é possível. Desde o início das conquistas. Roma sabe tirar partido de tais dramas e. Como é natural. Ora. Alguns romenos endinheirados exploram esse rentável filáo. de sobrevMncia: a escassez nunca é algo muito distante' Cícero coloca o abastecimento entre os deveres oficiais dos magistrados: Aqueles que mãntêm o leme do Estado dzuem cuidar Parã que haja abundância dos bens indisPensáueis' pram propriedades nas províncias agrícol^r. onerosos e arriscados' Tirdo isso explica por que o Estado romano' podendo explorar as províncias. a má vontade dos fornecedores. Emprestam dinheiro. Impossível ga- verão. a organ\za$o dos transpones - nem esperil o fim dos conflitos' negoüatores sáo de fato homens de negó- lados na praça. Roma. evitando a especulação. trazendo o produto da colheita egíp- Fai"a 'F"oryra. à exceçáo da África. P'$'a i trigo acessÍve0 e Llryìa q$Èstãào de paz social" :':. no século I a'C'. náo sem razáo. verdadeiras comunidades italianas. aÌém da entrada do imposto em espécie. permitindo às autoridades romanas obter uma idéia precisa das forças.3"*$': l"FY'à: ã:. comerciantes náo tardarão a fundar. mas. Nao é comerciantes lançaEsses ram-se ao assalto dos novos mercados. a importação enfrenta enormes dificuldades: as somas em jogo para pagar essas quantidades desmesuradas. cada vez mais numerosa - U . em geral a taxas escandalosamente proibitivas. sobretudo na Grécia e na Ásia. é uma megalópole de 500 primeira necessidade. a tifica tantos riscos? Tüdo. armadores e comerciantes' Não tardaráo a instalar-se em todo o Mediterrâneo e mais além. Íìotas inteiras lwantaráo âncorô navegando de Alexandria a'Ptzzolo orr Ót- da. o necessário e o supérfluo. sem de espantar. em regióes que ainda não pertencem ao ImPério' Os autóctones consideram-nos suspeitos.':'rt'' dr: ilnp. ou porque temem ver sua própria regiáo desprovida do grão. de se Prestar' usurpadores em vítimas inocentes. transformando os cio ricos e influentes. coÀrrni. em quantidade inesgotável' Necessário. Para Roma é uma questão de Paz social. É preciso garantir centenas de milhares de toneladas O mínimo de trigo. ou requisitar o essencial da produ@o local mil habitan- 4 : o d z e tes. Não para alimentar gratuitamente os romanos' pois só uma minoria beneficia-se dessas concessóes honoríficas.ra assegurar. O melhor meio para realizar atarefaé receber uma parte dos impostos em espécie. A Itália inteira não que. usam o fato como excelente pretexto para represálias e para a ampliaçáo de seus domínios em novas terras. como também o dos cidadãos e dos estrangeiros livres (os peregrinos). ao mesmo tempo banqueiros. não se cogita estabelecer um tal monopólio. no Egito ou em outros Pontos da Áfric". portanto' que as revoltas dirigidas contra os romanos comecem freqüentemente . além do esses rantir o abastecimento cotidiano da cidade. tomará para si o encargo dessas impoltações de O abaste*Ème*to d* *rËgo Mas o que há nas Províncias que jus- além de suas transaçóes comerciais. sem contar os escravos.

nunca muito significativor.. grandes efeitos. Mais "wv\^/. Mas Roma não tem escolha.ú I È O imperador romano tem o mundo em suas mento romanos..C. exigindo a debulha completa dos vi_ nhedos gauleses. tecionistas em favor dos viticu_ltores itaLi_ anos. po uma das produçoes imporrantes da 4gricultura italiana. para cunhar a moeda ou para forjar as armas. desde as guerras púnicas. No século tsTo RtAVtvA. Depende das colônias também em ourros domínios. Assim. precisa de madeira para seus navios de combate ou de co_ mércio: elavem das montanhas do nome da Grécia ou da Ásia Menor. os viúedos da Aquitânia iá tiúam cidade não pode abrir mão desses recur_ sos provinciais. E avez de. sessão cartaginesa. am rapidamente se Roma não dispusesse agora de suas próprias minas. por muiro rem- do das minas da Sardenha. nos anos g0 da era cristã. que é retira_ Táo rem ível que Dom iciano. metais que se esgotari_ pante romano nas províncias. dos quais depende. eram suficientemente aprecia_ dos para criar uma concorrência temível. A ordem não surtirá O óleo. uma cultura encorajada pelo ocu_ "rrtiga por- $rnp*:ntâ*a*:im deç prwí**Êaç Esse dirigismo agrícola. que já enËentava. uma província cerealista bastaria para colocála em situação de grave p. não demora a vir da Hispânia e do sul da Geília no caso do azrite pata uso alimentar _. os cerealistas das províncias enfrentam.. mesmo interna_ mente.G:iliae a Hispânia tornarem-se expor_ encorajará 4grrcola das tadoras de rrigo. tomará drásticas medidas pro_ A prática o desenvolvimento províncias ocidentais. o : aringido uma repura$o superior à dos melhores ialianos. Mas a !u. às vezes de Alimentar os romaÍÌos em Roma é só uma pafte do problema. As pilhagens. A mesma coisa para as rìnhas. nao deixa de ser nefasto para a agricultura Io_ cal. e da Áfrir^. graves e repeddas crises. A perda de Antigüidadenão teúam muiro aver com os de hoje. É preciso ainda maneira dramática. Ainda que os vinhos de Bordearx na I d.rú. H co t4. uma forte concorrência. o. E de alca_ trão paracalafetar as peças. mãos. quando se destina ao combustível utiliza_ do na ilumina@o. destinado a fazer chegar a Roma os excedentes regio_ nais. BR ó3 . os espóÌios. os im_ postos cobrados aos vencidos faziam che_ havia de melhor nas colônias. o Roma também precisa de metais. gar quantidades importantes de ouro e de prata à cidade. como o celebre Faler_ no.i".

Mas a escolha deixa os romanos sem Íôlego e lhes dá a certeza de que são mesmo os mestres do mundo.. Na Fenícia. ainda que este material não desempenhe um papel importante na economia do Império. espanhol e gaulês. poucos são os produtos manufatu- rados. esculpida por Cornélio Atimeto uma vez. da G:ília.No fim da República.a para a ornamen- trabalham nas minas de enxofre da Sardenha são vítimas de emanaçóes da subs- tação das residências. o mármore será indispen- sável aos romenos. I impostas aos condenados nas jazidas de 64 Itsróntn vtvA. na Líbia ou na Frígia. da Bretanha. t o d z o Comecemos pelo cotidiano. seia para a decoração dos monumentos públicos que cobrem agora toda a cidade. matérias-primas. essa admira- ção pelo mármore fazparte de um vasto movimento comercial que traz ao mercado. E em Tassos. Do Ocidente provêm matérias-Primas. do Oriente. Alguns legumes cozidos. dispondo à vontade de todas as suas riquezas. Auto-relevo datado do séc. uma : o l l Cutelaria romana do século I. o chumbo da Bética e até a mica do Ebro. e que misturá-los é um atrativo a mais. além do indispensável. é verde ou possui veios verdes. tornando-se proprietário da maioria dos veios da Hispánia.freqüência. "O velho romano" virtuoso vangloriava-se de não prestar atenção ao conteúdo de seu prato. regados a azeite. na Eubéia. O mármore da Numídia é amarelo. plantas' animais e seres humanos. o ouro e a prata de Córdoba e de Cartagena. objetos. os mineiros nelas empregados são homens criminosos condenados. se. os artefatos. da Ária. as vezes semelhantes à pele de uma cobra. que morriam cumprindo sua tarefa' Os que mármore. DEZ 2oo3 . o cobre. uma gran- de quantidade de novas mercadorias. o ferro dálmata. na Grécia. da Dalmácia. produz-se um mármore branco de qualidade superior' Há os vermelhos. a Preta e o ouro gauleses ou africanos são assim extraídos ao preço do - o famoso carrara rosa ou branco -. porém. explorados sem piedade. Descobriram que existem enormes variedades deveios e de tância e ficam cegos em Poucos enos' tonalidades. Co. mas o abastecimento [ambém é feito fora. Continuam a explorar os veios italianos O estanho bretão. do se e consumi-las quan- tem posses. Pelo que se come. Pas- sear no Fórum romano agora é como passar em revista todas as produções do mundo conhecido. O mármore grego de Caristo. o estanho da Galícia. Condiçóes de vida semelhantes o ô f são A construção de um forte por soldados romanos. Em aÌgumas décadas. o Estado dominará a Produçáo. que se usa para fabricar o que então serve de vidro. da África. produz-se uma pedra muito apreciada pelos arquitetos' Z suor e do sofrimento. de cuja utilidade nem se suspeitaria um século antes.

a galinha d'angola. i(Ì.'ì ... Das mesmas plagas vêm os pêssegos e os damascos. É usado em tudo. Basta per- correr o mercado para se dar conta. Evidentemente. trazidos pelos persas. H costeira nem China. desembolsam-se 30 sestércios. apaüna.. que afirmam que a superioridade de seu produto deve-se à qualidade dos atuns que tas e legumes às vezes vindos de muito longe. o pavão de Samos. acrescentava ao cardápio uma ga- linha ou um cabrito. O açougueiro oferece o cabrito da Ambrácia. evidentemente. t. 15 vezes o preço de um coelho. .. a garça vem de Delos. redores do lugar de produção cheiram muito mal.: i-iì . que os romanos - crianças e adultos - devoram com gosto.: .ii ."r. invendáveis.Ç ." :::(E ì. o barbo: só é bom se pescado no Tibre.1] nììLiili. Lúculo chamou de cereja o fruto que descobriu em73 a. sobre o quaÌ tanto se interrogou. postos a marinar em uma sal- peixeiro dirá que o melhor arum do mundo é o que se pesca na Calcedônia.. se I '1: . O que é? Intestinos e restos de peixes.Ir-Ii: a j..í:r .. na cidade asiá- Um derivado do peixe é a base de um molho sem o qual a cozinha romana. mas um esnobe que se preze prefere trazêlos do país de origem.COM. Os ressenti- tiliza. é úicana. lt.ì.Ll . entre as mo- pontes de Roma. Só os presuntos defumados espanhóis.ü í. vem do Oriente. como e melancia e o melão.fru- tica de Céraso. que deliciam a todos os romanos. custern essas delícias? Para Quanto pagar um damasco.t!'-'i.cebola crua.rlfl'Ëü : ?: t'ì]i. t. seu continen- 1 . ção de uma espécie de pudim muito açucarado e pegajoso. O porto que não ponha produzi-la. a nossa ameixa seca. o que lhe confere todo o seu sabor. : 'ir'..:' tJÍ. Eis a banca de embutidos: sim.-. Thinta vezes o preço de um frango. Serve também para a fabricados na Itália. pão: estava sadsfeito.:l t'". Os ar. 1íj:.. de reputaçáo inigualável.ji-) r-i :. I ' ?.-.C. i'ii'a$ .C. lho escuro tão caro aos romanos. que pouco a pouco se aclimatam. Esses antigos hábitos patriarcais caíram em desuso. mouÍa extremamente forte.. Os únicos escargots dig. uma região ao norte da Grécia. :'. a não ser o fato de ser pequena e dura.i:. todos es.. BR . aquela de todos os dias e a dos gastrô- A ocidental conquista fez surgir no mercado .i r 1-r ì i'r I ì:. Não lhe custava nada: tudo vinha de sua pequena produçáo doméstica. que os descobriram na nomos.r :i. erguido por Camilo em 367 a.o te de origem. mas ego- ra são acepipes vulgares.:Ìi: ii r_:.. ì. Num dia de festa. a Itália produz presuntos e salames.o ses animais exóticos são agora criados Reconstituição doTemplo da Concórdia. Na avícoIa. A romã é cartaginesa. sabe-se hoje que era comparável ao do nuoc-mâm vietnamita.-: r.:Í iil . até a decomposi@o e formação desse Seu esturjáo vem de Rodes e suas moréias da Bética.e também nos pomares .I nos do nome sáo os trazidos da AÍrica I ou da llíria. claro. Quanto ao gosto... não seria o que é: o g"ttr. Mas não há regiáo WWW. . O marmelo. ü*u iiiii..... Única exceçáo..tiiir. i:. A.. Dizem maravilhas da ameixa de Damasco. Ainvençáo deve ser atribuída aos habitantes de Bizâncio.' juram que ela não tem nada de especial. que não é diferente daquela cultivada em outros lugares.-i. em pleno sol. a galinha engordada para a mesa e o capão vêm da Gália. um pouco de queijo de ca- bra. muito apreciado como acompanhamento. oito o de um litro de azeíte de qualidaó5 ISTORIAVIVA. as salsichas e salames gauleses são dignos de um gour- met. Por quê? Pois ele se alimenta dos deuitos dos esgotos.

^ HISTORIA VIVA.l . Colecionadores pagam o que não podem para Há excelentes cópias destinadas aos menos afortunados À. Ás cores. lhor seria falar em tráfico e - é florescente saques \) \ Cícero 06 a.-ì5 [li1 5 í O !" 5É: iÌ 1 de. Um jantar fino precisa ser servido em qualidade já é suplantada pela ex- da praia. Ao linho italiano. (. Os preços? mesas. um mármore. Do Oriente vêm também os vasos e as taças tuna e seu poder. na Ci- boquiabertos os generais romanos quan- lícia e na Síria com o nome de bysus. Ao lado das obras antigas.tte Cr::txar. Pérgamo cocemente envelhecido. em busto do século I (I r c lucrativo. que funcionamúto bem. Chega a custar 300 mil sestércios. Na Itália do Sul descobriram umavariedade muito macia. de mel. existe um mercado de arte moderna. os romanos ricos desejam ter coleçóes particulares. -tif. no mar Egeu. é preciso possuir um bronze.r. obtida guardando as ovelhas no estábulo e 'ïestindo-as". Os preços das obras dos grandes mestres náo param de subir. numa crise 66 . as falsificaçóes também encontrarn comprador. Há o caso de um homem que dormia com seu vaso preferido e. portanto. Embora essas primeiras obras- que as romanas gastem menos. é a Centenas de milhares de sestércios. Vinhos úicanos. dos rece discretamente em Roma. que a matéria-prima e uma peça de prata vale dezoito vezes seu preço em prata bruta. fabricadas no Egito. que vão do branco ao púrpura. quais os romanos não conseguem desco- minho sob a proteçáo de um colecionador romano.C. DEZ 2OO3 L . de lentisco. E ainda é preciso regar isso tudo. dão ao objeto Embora transite pelos ponos das províncias romanas do Oriente Próximo. de menta.rto a que seja usado em vestimenta.f-rÌ'jtl. Os quadros e os baixos-relevos fazem sucesso. e caríssimos. O algodão. ou incrusadas de marfim. Em Roma. é apreciado como tapeçaria. A seda vale seu peso: em ouro. que é preciso "cortar" com que fazem funcionar o mercado de arte. Do Oriente ambém provém o crisul de rocla com o qual se fazem utensílios alura de de luxo. Pagar preços astronômicos por uma obra célebre qu€ provoca a cobiça dos amateurs é uma maneira de provar sua for- portada de Mileto.. ü't [-r È fi stl. em que jovens artistas talentosos encontraÍn meio de abrir ca- É. Importam-se quando não se podia-m simplesmente piIháìas do as jardins."j I'i': ã ! r'ü Íï1 A ïÌ . Ás roupas.de paixão arnorosa mordeu-o aponto de escultor ou de um pintor coúecido. preto ou de uma tonalidade ruiva. Os romanos usavarn tradicionalmente a lá. i. São tingidas de branco. vem da China. É gtzt. áspera e com resina de pinho.t. para decora-r o átrio ou os louça que combine. A seda apa- coúecidos como Múrinos. Não se dwe pensar. a estatuária. depois das conquistas. . ou de Cós. daAssíria.r" Ási" Menor. primas trazidas do Oriente nos de guerra fossem agora expostas ao pú- blico nos templos ou sob os pórticos. Os móveis devem esur à Ê é célebre por suas incnsados de bronze. muito escuros e que equivalem aos nossos museus mo- dernos. Há também um imenso mercado de cópias e de falsificaçóes. viram pela primeira vez nos palá- cios orientais.*tin'r-. eüe sabem o que estão comprando. tão macios que se pode usá-los como lenço ou fazer rou- - baixelas de ouro que deixaram pas íntimas. Vendidas sob o nome de um nos ateliês de Alexandria. per{rmes e cosméticos são também de origem estrangeira. Mas essa nhos gauleses da Provença e daAquitânia que estão entrerdo na moda. claro. aromatizados como aquele que Pompeu fez construir.). O trabalho vale mais do mas originário da Índia. para não falar na crassa ignorância e na falta de discernimento. porém.mas que podem comprar uma bela imitação de Fídias ou de Praxiteles -. e esses vi- desconfortável. jóias. a de seus !. preferem-se os tecidos.. e carneiros pareceìhes bem lulgar. São seus caprichos encorpados.C. salvo musselina. em razÁo das facilidades de tingimento. . brir o segredo de fabricafo. do mercado de pulgas. pois para um romano o que é velho respeitável e. Aí estão os vinhos gregos. Além. arcás eleitos anta riqueza. comprado nas mesmes regióes. que dá uma tela grosseira. o grande orador romano. AÁfrica expofta mesas de limoeiro ou de nria. na casa de campo ou na água em grandes proporçóes. E acima de todos os caprichos. Essas paixóes são especificamente O mercado de obras de arte ! - me- masculinas. pre- deixar a marcâ dos dentes.iil'ì {Js 'r"of'Ìlí-ttì{'}:.ii'.43 a. uma incrível \eIeza e um enorme valor. O esnobismo dos amadores é imbatível. tecido novamente com algodáo ou linho para torná-lo mais leve e mais agradável ao uso. o fio é reprocessado têlos. belo. já múto cotadas. :ì'ij {-l ts llr. Mas.

-Ì' {'ì- ì. H fumes antigos não são águas-de-cheiro mas um desses perfumes cremosos mo- Animais estranhos. Claro. -.' ' Ninguém quer mais usar as cores cruas de altigamentc es roupas coloridas entraram na moda. à base de ourro molusco que fixa e cor e lhe d. São aparúadas no Golfo Pérsico. 'e l*:-". de motivos florais. fabricada em Rodes. o cinamomo. Adotam-se com gosto os vâios tipos de saadrílias e botas originárias de lugares distantes. o sangue das coquetes. curarn com avidezapúpura. os per- rão às orientais. a mirra. para dar a seus cabelos essas tonalidades loiras ou ruivas que tento surpreenderam os conquistadores. um molusco. mas há também essência de íris. da Cilícia ou de Rodes. passa-se aos calçados. o excremensob reservado aos magistrados ou à to do crocodilo. também são apreciadas. Como hoje.í brilho. Uma libra de perfume. e depois. ÈË. BR .-' . há um creme egípcio cujo ingrediente essencial é capim-cheiroso. o açafrão. Pagou seis milhões de sestércios.*-Si . mãe de Brutus. Os olhos maquiam-se com grafite. a rose.). '. o preço de duas belas mansóes em Roma. a moda dos tecidos bordados. de preço. ciprestes... Germanas e gaulesas fornecerão a matéria-prima. A vaidadç: cçmama os listados ou os brocados. Bem calçada. onde entrem. esse antigo símbolo real é pouco apetiroso. e o couro de qualidade marro- o quina. De fato. mas dernos. a canela. Preferem as essências de rosas. Se a tintura. plátanos. O que dizer das gemas edas jóias? Pompeucource do com o açúão de Târso. mergulhada em um segundo banho. o por todos os matizes possíveis de vermelho e roxo. é o mais cotado. árvores frutíferas. Em princípio. à base de gordura ou de azeite que serve para fixar o cheiro. pode custar entre 40 e 300 denários. Os mercadores imponam também plantas exóticas. muito apreciados. Seu principal inconveniente é o de envenenar. Pássaros exóticos. a lei é com freqüência violada. que se aclimatam facilmente na ltália.xrlì. t p = 2 Das roupas. resta usar a perucâ. a terebintina.:. os perfumes fortes eram apreciados e a essência de marmelo era considerada inebriante. recorre- clarear rosro. Sob nome. a uva. a bela quer estar bem penteada. E os perfumes? Ás romanas são loucas por eles. Mas há ume que to com uma máscara. flores da vinha cipriota. o bálsamo. ó7 ISTORIAVIVA. à base de alvaiade.COM. em geral no ponto de cruz. os grandes perfumes são um sábio compos- continua rara esse e reservada: a púrpura. da manjerona grega. fora Orien- te a moda das pérolas finas. um subproduto do chumbo utilizado até a época moderna. o cardamomo. ela besunta o rosWWW. flores cultivadas na região de Nápoles. as damas importam a grande custo os sabonetes celtas ou germânicos que servem as gaulesas. entre outros ingredientes. É emïro que ela é fab:iJLcaü. embora Cícero gostasse de dizer que uma mulher cheira bern quandp não cheira a nada. o mel. pÍua aumenteÍ sua qualidade.. Como o loiro natural é raro em Roma. Uma falsa loira de tez escura não inspira confiança.. águas-mariúas e opalas a julgar pelo número des falsas gemas que circulam. . que se co- Do Egito vêm ainda piam nos ateliês de Campânia. também é reputado para vale uma fomrna. Tâmbém da Alexandria.'D. máos e dentes. a começar pelas mulheres. porrenrura não funcionar em cabelos escuros demais. pro- Tirdo isso vem do fim do mundo e forma de raiz. O íris de Corinto. já que todos. e aos gauleses. Talvez menos maléfico. Caso as loiras queiram tornar-se morenes. o vinho.tXil !i Ì€ "\. mas também o eqúvalente a 327 gramas. toga dos jovens de nascimento livre.1 . Então. com o tempo. Mas não se vendem apenÍ$ objetos inanimados. Todavia. vegetais e mesmo verdadeiras cenas dignas de tapeçaria. à base de sebo de carneiro e de cin"as. a amêndoa-amarga. de agfrão. da Fenícia. produzida na Grécia.1\ i iqf{ Y. Ás esmeraldas. órigam-se tonalidades que vão do rosa pálido ao violeta escuro passando to. à base de murexide. Cesar ofere- ceu luna enorme a su:Ì arnante Servília.

também não com- pletamente falso.C. mulheres e crianças. prisioneiros de guerra e suas famí- hipopóta- mos. secretários. que Roma infelizes. os elefantes e avestruzes hesitam em requisiráJos a seus administrados sem pagar nada por isso - o trarÌs- porte. do elefante na África do Norte. Não traduz a realidade p . sáo massacrados. a raridade. touros selvagens. renas. um talento particular fazem subir os preços.capadócios. alimenta um espetáculo cruel: e erene. comanda o universo conhecido. Diz-se que a escraüdão foi uma máquina de fazer romanos. vencedor em 101 a. cozinheiros.I turas típicas de suas províncias. ainda umevez. postos o que vive no Império é capturado. Há escravos de todos os lugares. Durante as guerras púnicas. nas matinês. Assim Roma engole tudo que existe. lebres brancas. tudo co. possui perímetro de 400 metros xandrinos. durante as sangrentas reconstituiçóes de caça que precedem os combates dos gladiadores. aos milhares a cada ano. o múto caro - os governadores romanos não enorme tráfico de animais exóticos que tem lugar desde o século II a. César vende 53 gauleses de uma só vez. cabeleireiros. e outro egípcio. como no zoológico. bisóes.C. é verdade.'iIìt bem maior. ursos. gladiadores. um gaulês culo.na verdade dois sósias leza. macacos. zebus. panteras. enjaulado. dois anos de soldo de um legionário. contadores ale- AnÍìteatro romano da cidade de Pula. exibindo as cria- o t) . bordadeiras. Evidentemente. essa ultima U z z o E ts Menor do tigre ó8 na Hircânia. postas em ferros. Tüdo àvendapor generais que perceberam o lucro que podem tirar disso. da pantera n" Ári* rápido provocaráo um desequilíbrio entre populaçáo livre e cetiva. do hipopó- 6 o HISTORIA VIVA . Elefantes. nos dias de espetá- Os romanos vendem animais. de todos os preços e para todos os gostos: dançarinas espanholas de Gades (Cádiz). ou seja. Os espectadores. explicapor que caça de anfiteatro a organíza$o de uma dos cartagineses eraÍn exibidos ao públi- pode arruinar o magistrado que a oferece. os p& branqueados de dessas cal. Mário também. trouxe a Roma 270 mil escravos. muitos dos escravos são libenos e seus filhos integram sem é dificuldades ao mundo latino. Se a captura dos animais náo custa ou à montaria das legiões. Se isto não é de todo verdadeiro. leopardos. antílopes. Os preços sáo relativamente estáveis e é fácil comprar um doméstico por 2 mil sestércios. com o risco de sublevação. espanhóis. tiram disso um praz€r mórbido. mas o fim principal é. enviado à capital para ú perecer no meio de uma reconstituiÉ. a be- Os cavalos .C. ao norte do litoral Croácio. que se expõem como gado no merce- P do de Delos ou no de Rom4 templo de Castor e viziúo ao :t i z Ë Pólux. úicanos . professores gregos. lias. javalis. Paulo Emílio fezl50 mil prisioneiros no Épiro. A conquista signiÊca ambém milhóes de cativos. Marco Antonio pagarâ 200 miÌ sestércios por um par de "gêmeos" . Em Alésia. DEZ 2OO3 . aleatório e arriscado. provaÍ. centro de onde irradia a escravatura. Depois de 186 a. crocodilos. focas. Delos e seu pono livre são o perfeitos. Cifras assustadoras que éo do leão em Adas.C. apesar do suicídio em massa de umaparte desses pú de origem. mas tarnbém homens. gnus. Essa car- mil A conquis- o I nificina provocará verdadeiros desastres ecológicos e será responsável pela extin- ta da G:ília fez um milhão de escravos entre os celtas. leóes. dos cimbros e dos teutões.I b multidóes expatriadas pela força. gazelas.sáo destinados aos estábulos das corridas tamo na Núbia.o mais ou menos fantasiosa de seu Deç**m* dc t$d$s as y**â$ A tomada da Sicília em 26I a. no Fórum.

Roma está seduzida por esse poderio? Sem dúvida. através dos Bálcãs. O mundo não será mais uma presa. A extorsão das províncias.". quando Roma era umapequena. o prefixo "pro" indica que a função indicada refere-se ao o<ercí.COM. o trá- rir o fico e o monopólio em detrimento dos comerciantes e dos produtores locais pro- Os funerois de Césor. ou seja. O explor:í-lo. equivare iz7 g.--i1 Lì. Mas como voltar a ela? Jt Na verdade. É por Império com seus entrepostos. Um outro mundo. pobre e proba república. propriedades.n. essa esplêndida rede muito freqüentes.i*. enchem os poftos e as grandes cidades do províncias. bastam nove dias para ligar Alexandria a óstia. É preciso guatro " sestércios pan fazer um denário. e aqueles favorecidos pela fortuna. que pretendem impedir os cidadãos de manter um luxo impudico demais.o praticada em grande escala. A vida e a facilidade agrada. Enriquecimento recíproco que. rransforma-se num miro. como avia SaÌríria. Um terrível século durante o qual quase perecerá. Sem grandes resultados. datas tradicionais de abertura das linhas marítimas. avia Egnatia. o prôpretor é um magistrado delegado no goì/emo de uma província. 1. PEso E MOEDA: A libra romana. permite ligar a Hispânia à ltália.. A criação do principado por Augusto permitirá acomodar as instituições ao Império e sanear o governo das correm riscos financeiros são pero e à conservação dos alimentos. E um talento nepnesentâ 600 dracmas.o pro-cônsul. mas um universo.O mais célebre dos romanos Íoi assassinado por Brutus. um encarregado do controle da prwÍncia parao gual íõi nomeado. mas não está cega. Não se diz que 'todas as estradas levam a Roma'? De fato. Mas o - os naufr:ígios sucesso os transforma em homens ricos. fará a capital a ea to pilháJo do mundo perder sua supremacia. tudo que se vende. deseja.lrl -Ìla s:ïr -1 -. e compreendê-lo e adaptar-se a sua nova potência. 12 onças. conduz a Bizâncio e. Para os comerciantes.1 Senado. O percurso pode levar três semanas quando as condiçóes não são favoráveis. portanto. Tèn- l* /l --. Roma lwará mais de um sécuÌo para que vive. uma referência. pron- rodoviária é útil às legiões e aos posros imperiais.. a coerS. as fortunas assim construídas geram a guerra pelo poder e as divisóes civis. Resta aos romanos aprenderem a ge- o 4 l í o sua nova potência e a não exagerar.lì:: i t.r. BR 69 . cio do cargo nas províncias. Tela de p Gagliardi vocarn descontentamento e revolta. tr PARA SABER ]-tAtS PRo: Na administraÉo rcmana. ar se forja. A via Domiria. permite chegar a todas as metrópoles orientais.Assim. Quando os ventos sopram a favor. legislam. onde Roma e suas províncias terão seu lugar.-Ì' :Ij' 'ì' . votarn ou impóem leis. um lugar garantido e de certo modo harmonioso. que se faz o de essencial do tráfico comercial. um dia. são também grandes armadores. que se oferece ao vencedor. Os grandes mercadores da época. da lgreja e da Revolução Francesa. muito custoso e muito arriscado. pois os salteadores esrão por toda pan. destruída pela própria vitória. A época que antecedera as conquistas. . o nosso. o transporte por estrada é em geral muito longo. Contudo. por onde circula o sal. a concussão. chegados com os escravos ou trazidos pelas legiões. e depois César. H ISTO RIAVIVA. ninguém o tornou-se mais f. o por- to de Roma que foi preciso aumentar e aprofundar para permitir a entrada de WVWV. às vezes uma rota especializada. É preciso administrar e controlar a riqueza que acumulou. de lá.autora de Brutus e de Glodioteurs (LibrairieAcademique perrin) ma! entre meados de fevereiro e meados novembro. uma rede iniguaJável de esrradas atravessa toda a ltália. indispensável ao tem- navios de grande calado. tam menter sob vigilância os cultos estrangeiros. antes de comprarem terras.ícil. mansões. na Gália. Na república. ÂhlFlil r*È:&Nliìï e especialista em História do mundo romano. ambas unidades de medida de origem grega.

por meio de um neutraliá-los. Guardiães da tradição. póa CErHenLNr. dão seus nomes ao ano de seu mandato.É reconhecido pela tog3 branca que só ele tem direito de usar. Assim. Mas se todos os cidadãos romanos têm em teoria os mesmos direitos politicos. e é daí que vem o senüdo que damos hoie ao termo censura. podem opor-se a todos os magiscmdos'salvo ao ditado[usando o termo veto. às questÓes religiosas e à politica externa Fixa a dara das eleições e divide as províncias entre antigos cônsules e antigos pretores' Estabelece o montante dos impostos. DEZ 2OO3 . mas de fato. que se ocuPam dos assuntos iurÍdicos e.é ele que conduz as negociaçôes com os países estrangeiros. elabora os traËdos de paz' Íìxa a condição dos vencidos. propõe aos comícios voÌâr a tuerra' jogo complexo. O cidadão tem direito de votar nos comícios.Sua inüolabilidade confere-lhes um poder considerável e desempenham um papel essencial na defesa dos interesses de César em Roma quando este viaia à Gália' Diante dos magistrados.Enfim. administração municipal. que viveu em Roma no sécu' cito. por Íìm. recrutando alguns deles fora da ldlia' Na teoria.Todos os cidodõos romonos têm direito a votor e o e.vendo a força do povo.oRepúblicoromanoéoris:Ìocrotico República romana rePousa sobre o equilÍbrio de srès órgãos polÍticos controlando-se mutuemente: os magistrados' A magistrados da República romana: eles convocam e presidem o Senado e os comíciosi acionam e comandam o exército. ou assembléia do povo' lnúmeras precauções foram tomadas pelo legislador para evitar a ins- tauração de um poder pessoal: os comícios elegem a cada ano os magiscrados.Vigiam os costumes. 3 I para a edilidade. Um sistema aparentemente democrático. Todo cidadão não condenado a uma pena infamante tem o direito de candidatar-se ao cursus honorum (o curso das madstraturas).a partir.porém. o Senado é apenas um conselho que os matistrados convocam para lhes pedir opinião' Mas como é composto dos cidadãos mais experimenrados. anota:"A iulgar pela autorÍdade dos cônsules' o regi' me parecia ser monárquico. iusumenrc. conforme a fortuna" em cinco classes) e dos comicios tributos (onde são agruPados coníorme o domicílio). os Pretores.. os primeiros +. César estiPulou em 900 o núnrero de senadores.os senadores rePresenam a autoridade permanente. De fato.C. assim como pode cassar as decisões de um magistrado inferior. os magistrados não podem ser reeleiros imediatamente na mesma função.crer-se-ia Íìrmemente num Estado democrático". vários edis. é o Senado que dirige o Esado' Sua competência aplica-se aos assuntos financeiros.São eles que sustenam o regime republicano frente a César' Para o Senado e os comícios. e como os mandatos não duram mais do que um ano' a renovação dos quadros nePresentativos está assegurada' O cursus honorum comPr€- lo ll a. há dois cônsules. nomeados vitaliciamente. são encarregados do censo' isro é' o recenseamento qüingüenal dos cidadãos e sua classiÍìcação segtrndo as fortunas.eger mogistrodos' Noreolidode. Reunidos em assembléia' os cidadãos formam os comícios. que fazem a '. dois censores. porunto.O equilíbrio estágarantido quan- do nenhum dos três poderes tenta invedir o camPo dos dois outros. da idade mínima de 27 anos'Aliás.os plebeus têm menos voz Como se diz com ircnia:alguns são mais iguais que oulros' A magistratura. o poder do Senado anunciava uma aristocracia. Cada magistrado tem direito de opor-se aos atos de seu colega. O hisrcriador grego Políbio. Ordena as cerimônias religiosas indiçadas pelos sacerdotes. Os dois censores.DÈcouLll .-\ A DEMOCRACIA ROMANA SOB A LUPA No teorio.contanto que tenha servido dez anos no exér- determina o efetivo dos exércitos. os quais governam sob a tutela dos senadores. Distinguem-se os comicios curiaus (simples anacronismo da época real) dos comícios centuriatas (onde os cidadãos são divididos. os cônsules. os edis. É ainda ele quem concede ou recusa o triunfo ao general vitorioso.rúDUçÃo DE ÂNA MQNToIô 70 HISTORIA VIVA. encarregados. o povo é soberono.salvo na diedura. uma lei fixa a ordem pela qual se pode dispuar as funções e as condições de idade exigidas em cada uma delas: 27 anos para a questura. cabeÉ aArgusto transformáJo por completo. É nessas duas úlÚmas assembléias que o povo voË as leis e elege os magistrados. dispõe do tesouro público' vota as despesas. de ser eleito magisuado e de apelar ao populo se for condenado à morte. 34 para a pretoria e 37 para o consulado.Quanto aos tribunos da plebe.A palavra república (res publico) significa a coiso do povo. eleitos a cada cinco anos entre os andgos cônsules. Em princÍpio. só os ricos tomam parte no poder. é preenchida por várias Pessoas e não por uma só. Com César:o belo ediÍício começa a desmorona6mas ende os questores. seus Pomos de vista são em geral executados.gozam da mais aita autoridade. das finanças.ì r-. vários tribunos.

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