Estudo para a prova de Formação Econômica do Brasil II – Professora Mônica

Resenha 1 - FRANCO, G.H.B. A primeira década republicana. In ABREU, M.P. A ordem do progresso. Rio de Janeiro: Campus, 1990. Principais pontos discutidos (aprofundar):
A política de valorização do café. Durante a segunda metade do século XIX, até a década de 30, no século XX, o café foi o principal produto de exportação brasileiro. As divisas provenientes desta exportação contribuíram para o início do processo de industrialização- a partir de 1870. Por volta de 1895, a economia cafeeira passou a mostrar sinais de crise. As causas desta crise estavam no excesso de produção mundial. A oferta, sendo maior que a procura, acarreta uma queda nos preços prejudicando os fazendeiros de café. Procurando combater a crise, a burguesia cafeeira - que possuía o controle do aparelho estatal - criou mecanismos econômicos de valorização do café. Em 1906, na cidade de Taubaté, os cafeicultores criaram o Convênio de Taubaté - plano de intervenção do estado na cafeicultura, com o objetivo de promover a elevação dos preços do produto. Os governadores dos estados produtores de café (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) garantiam a compra de toda a produção cafeeira com o intuito de criar estoques reguladores. O governo provocaria uma falta do produto, favorecendo a alta dos preços, e, em seguida vendia o produto. Os resultados desta política de valorização do café foram prejudiciais para a economia do país. Para comprar toda a produção de café, os governos estaduais recorriam a empréstimos no exterior, que seriam arcados por toda a população; além disto, caso a demanda internacional não fosse suficiente, os estoques excedentes deveriam ser queimados, causando prejuízos para o governo - que já havia pago pelo produto! Outro mecanismo da valorização do café foi a política cambial de desvalorização do dinheiro brasileiro em relação à moeda estrangeira. Para quem dependia da exportação - no caso a burguesia cafeeira semelhante política atendia seus interesses: na hora da conversão da moeda estrangeira em moeda brasileira não havia perdas; porém, para quem dependia das importações - no caso a grande maioria dos brasileiros, visto que se importava quase tudo, principalmente gêneros alimentícios e roupas - esta política tornava os produtos estrangeiros muito mais caros. A política de valorização do café, de forma geral, provoca o que se chamará de "socialização das perdas". Os lucros econômicos ficariam com a burguesia cafeeira e as perdas seriam distribuídas entre a população. Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/4429/1/A-REPUBLICA-VELHA/Paacutegina1.html

Encilhamento Encilhamento foi o nome pelo qual ficou conhecida a política econômica adotada durante o governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca - o primeiro presidente da República. A mudança de regime político - da Monarquia à República - ocorreu num momento de graves desajustes econômicos. Um dos efeitos da crise foi a falta de dinheiro circulante no país. Para resolver o problema, o governo pôs em prática uma política de incentivo à emissão de papel moeda. Historicamente associado ao nome do ministro da Fazenda Rui Barbosa, o programa buscava contornar o problema da falta de dinheiro para pagar os trabalhadores assalariados - cujo número havia aumentado sensivelmente com o fim da escravidão e a imigração de mão-de-obra livre - e viabilizar o processo de industrialização nacional. Por isso mesmo, acabou recebendo o nome de encilhamento. Encilhar é o ato de colocar a cilha (cinta) na cavalgadura para prender a sela ou a carga. No hipismo, trata-se do preparativo para entrar com o cavalo na pista. Analogamente, era como se o Brasil se preparasse para um novo momento: a industrialização. E um dos preparativos principais naquela conjuntura era facilitar o crédito aos investidores. Por outro lado, o nome encilhamento também remetia à agitação e à jogatina que dominavam os jóqueis

Fonte: http://educacao. em troca do empréstimo era repassado todo o lucro gerado com os impostos alfandegários e serviços ferroviários. concedidas através de um empréstimo. . O encilhamento proposto por Ruy Barbosa causou um efeito inesperado na economia brasileira. o encilhamento incentivou.em alguns casos. Embora seja quase sempre ligado à figura de Rui Barbosa (que não foi o único ministro da Fazenda de Deodoro) e à crise econômica que marcou o início da República. cujos efeitos criaram um clima de grande confusão e desordem no mercado de investimentos da época. Se de um lado.jhtm Funding Loan Em decorrência da crise econômica gerada no Brasil em função da política do encilhamento criada por Ruy Barbosa. continuaram negociando suas ações na bolsa de valores . e não mais da agricultura . a intensa especulação marcou o período do encilhamento. seguida por um surto inflacionário. Muitas empresas-fantasma.br/historia-brasil/encilhamento-politica-economica-tentou-impulsionar-aindustrializacao. . recebeu a proposta de Funding Loan dos banqueiros de Londres. levou ao fechamento de muitas empresas e à falência de tantos outros investidores. a bandeira republicana esteve associada à proposta modernizante pela via da indústria. A facilidade de créditos sem a devida fiscalização permitiu que os recursos fossem investidos em outro fim que não aquele para o qual haviam sido aprovados. ainda que de maneira limitada. a moeda da época. provocado pela injeção excessiva de dinheiro na economia. do qual a economia brasileira e o próprio governo eram absolutamente dependentes. Com a queda na qualidade de vida e a falta de recursos brasileiros para investimento nos principais setores da economia nacional. da Estrada de Ferro Central do Brasil e de todos os impostos que fossem recolhidos pela alfândega brasileira. No caso dos argentinos. viajaram para a Inglaterra no mesmo ano de 1898 para negociar o Funding Loan. a população sofria com as mais variadas consequências. o programa dividiu o país em três grandes regiões bancárias autorizadas a emitir dinheiro. a industrialização brasileira. A desvalorização da moeda brasileira. Joaquim Murtinho. Esta proposta funcionava na prática oferecendo folga e garantia. o presidente brasileiro Campos Sales em parceria com seu Ministro da Fazenda. criando um volume de dinheiro circulante muito além do que o país necessitava. ele materializou o espírito liberal dos primeiros anos da República. Em alguns casos. Este seria de 10 milhões de libras.uol. Ao mesmo tempo. Pressionado. para que fosse realizado o pagamento dos juros e dos montantes dos empréstimos anteriores. Foi nesse contexto que se inseriu a política do encilhamento. o fracasso dessa política econômica ensejou o fortalecimento dos setores ligados ao setor primário e às posições defendidas pelos grandes fazendeiros. com a facilitação do acesso ao crédito e a permissão da emissão de papel-moeda para os bancos o resultado foi uma grave crise inflacionária. seu pagamento seria feito através dos lucros gerados pelo serviço de abastecimento de água do Rio de Janeiro. o governo terminou credenciando outros bancos a emitirem papel-moeda. descontentes com o apoio a outro setor que não o primário.Medidas e efeitos do encilhamento Os últimos anos do Império e os primeiros da República representaram um período extremamente profícuo em debates a respeito da importância da industrialização para o Brasil. de outro mostrou a debilidade do país para intervir na economia. chamado Funding Loan.caminho tradicional até então.Efeitos da política econômica O efeito imediato dessa medida foi a desvalorização do mil réis. . em 1898.durante as corridas. Sem abandonar o setor primário.com. Campos Sales. que após obterem créditos fechavam suas portas. Interessado na proposta. O mesmo aconteceu com a política econômica do governo Deodoro da Fonseca. No mercado de ações. o presidente Campos Sales se viu em situação complicada e precisou fazer um acordo. até mesmo a preço crescente. cuja garantia (lastro) eram títulos da dívida pública. A medida já havia sido experimentada pela vizinha Argentina. Foi quando o presidente brasileiro. com os credores ingleses para que fosse possível estabilizar a crise inflacionária brasileira. por sua vez.

Somente a partir do terceiro ano começaria a pagar os juros da dívida mais recente. O empréstimo foi realizado e a confiança foi depositada no Funding Loan para que a recuperação da economia nacional fosse promovida. os 10 milhões de libras tomados de empréstimos seriam utilizados para pagamento de juros de dívidas externas anteriores nos três anos seguintes. após o Funding Loan. que tinha muito mais recursos. Fonte: http://www. acreditando na adequada execução do planejamento traçado e na consequente recuperação da economia. os credores ingleses exigiam que o Brasil não contraísse novos empréstimos nesse período e se esforçasse com o apoio de seus bancos para combater a inflação e retirar a grande quantidade de papel-moeda de circulação.historiabrasileira. só dez anos depois que o governo brasileiro iria começar a pagar parcelas referentes à dívida contraída no ano de 1898. que causava sérios problemas à economia nacional e principalmente sustentava o quadro de desvalorização da moeda brasileira no período.A utilização da verba adquirida através do Funding Loan envolvia um planejamento audacioso para pagamento das dívidas e principalmente muito duradouro. O próprio Banco do Brasil enfrentou sérios problemas e teve suas condições reduzidas. Segundo o que ficou estabelecido. sem precisar pagar nada da nova dívida. Em troca disso tudo. E. Entretanto. o Londos and Brazilian Bank.com/brasil-republica/funding-loan/ . abrindo espaço para o maior banco inglês da época. muitos dos bancos nacionais faliram e permitiram que os bancos estrangeiros ocupassem posições mais fortificadas.

Principais pontos discutidos (aprofundar): - . 1990.FRITSCH. W “Apogeu e crise na Primeira República” in ABREU.P A ordem do Progresso. Rio de Janeiro: Campus. pp31-72.Resenha 2 . M.

Da substituição de importações ao Capitalismo Financeiro. Rio de Janeiro: Zahar. Maria da Conceição. 1982.TAVARES.Resenha 3 . (parte 1) Principais pontos discutidos (aprofundar): - . 11 ed.

(cap. São Paulo: Brasiliense.SUZIGAM.Resenha 4 . Wilson. 1) Principais pontos discutidos (aprofundar): - . Indústria Brasileira: origem e desenvolvimento. 1986.

M. pp 73-104 Principais pontos discutidos (aprofundar): - . 1990.P A ordem do Progresso. M. Rio de Janeiro: Campus. “Crise. P. crescimento e Modernização Autoritária: 1930-1945” in ABREU.ABREU.Resenha 5 .

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