MECÂNICA RESPIRATÓRIA Prof.

Ezequiel Rubinstein ESQUELETO DO TÓRAX A caixa torácica está constituída pelo esterno, situado anteriormente no plano mediano, pelas vértebras torácicas situadas no plano mediano dorsal e pelas costelas e cartilagens costais situadas nos contornos posterior, lateral e anterior do tórax. Embora as vértebras T1, T9, T10, T11 e T12 possam apresentar alguns acidentes que as distinguem das demais vértebras torácicas, estas diferenças não são de grande importância. As principais características próprias das vértebras torácicas são: elas articulam-se com as costelas tanto através do corpo quanto através do processo transverso. Para isto, o corpo apresenta uma fóvea costal superior, oval , situada na emergência do pedículo, e pode apresentar uma fóvea costal inferior, pois a cabeça da costela pode ultrapassar o corpo vertebral da vértebra subjacente e alcançar o suprajacente. Por sua vez, o processo transverso apresenta a fóvea costal transversa para articular-se com o tubérculo da costela. os processos espinhosos são muito inclinados em relação ao plano do corpo da vértebra. os corpos vertebrais têm um volume intermediário entre o das vértebras cervicais e o das lombares as facetas articulares situam-se principalmente num plano frontal O esterno é uma longa e estreita placa óssea mediana na parede anterior do tórax. Dá inserção anterior às costelas através das cartilagens costais, permitindo uma flexibilidade que resulta em alterações dimensionais do tórax, necessárias à respiração. Possui três partes: manúbrio, corpo e processo xifóide. O manúbrio constitui a parte superior do esterno e se une ao corpo do osso no chamado ângulo esternal, que é uma crista transversa saliente, facilmente palpável e ponto de referência importante, pois marca o ponto de junção do esterno com a segunda costela (através da cartilagem costal) e, assim, permite a contagem das costelas in vivo. Além do mais, o ângulo esternal corresponde ao ponto mais elevado do arco aórtico e também à bifurcação da traquéia nos brônquios principais. A denominação vem do fato de que o manúbrio forma com o corpo do esterno uma angulação que é visível numa vista lateral. Os principais acidentes do esterno são: a incisura jugular, côncava, na borda superior do manúbrio a incisura clavicular, de cada lado da incisura jugular, escavada para receber a extremidade medial da clavícula logo abaixo da incisura clavicular o manúbrio apresenta outra incisura na sua borda lateral para receber a cartilagem da primeira costela corpo do esterno varia de largura, afilando-se inferiormente

pelo processo transverso da vértebra e parte do corpo da costela até atingir o ângulo costal. 9ª e 10ªcostelas são denominadas falsas por se fixarem ao esterno só indiretamente. Ao tubérculo segue-se lateralmente. As 11ª e 12ª costelas são rudimentares e terminam entre músculos da parede abdominal em pontas cartilaginosas rombas. pela qual chegam indiretamente ao esterno processo xifóide. em conjunto. o corpo da costela. à sétima. a décima primeira e a décima segunda costelas A primeira costela é a mais curta das costelas verdadeiras. articula-se com a coluna vertebral (fóveas costais do corpo da vértebra). Costelas atípicas são a primeira . são curtas. pelo processo espinhoso e. enquanto as 8ª. um sulco mediano. unindo-se suas cartilagens umas às outras e finalmente. com o qual se articula por meio do tubérculo costal. limitado. 9ª e 10ª costelas têm cartilagens que se unem sucessivamente e. direta ou indiretamente. estendendo-se de suas junções com a coluna vertebral à porção anterior da parede do tórax. anteriormente. sendo muito agudo nos longilíneos e obtusos nos brevilíneos. Com exceção das 1ª. a 9ª e a 10ª seja mais curtas e contribuam para formar a borda ou margem costal. No seu extremo anterior dá-se a junção costocondral.as bordas laterais do corpo do esterno são endentadas para articulação com as cartilagens das 2ª a 7ª costelas. medialmente. e é plana. A artéria e veia subclávia sulcam sua face superior. inclinando-se inferiormente enquanto se curva lateralmente e. As sete superiores são ditas costelas verdadeiras. Sua cabeça. é a parte mais inferior do esterno As costelas e cartilagens costais são fitas ósseas arqueadas. As 11ª e 12ª costelas. embora a 8ª. se articulam com o esterno. As 8ª. liso. TECIDOS MOLES DA PAREDE TORÁCICA . Forma-se assim a borda ou margem costal. 11ª e 12ªcostelas. se unem à 7ª. o que dificulta sua palpação. por se articularem com o esterno através de suas cartilagens. denominadas flutuantes. É mais larga do que as outras. rudimentar. rudimentares. As margens costais convergentes formam o ângulo infra-esternal (ou subcostal) que varia com o biótipo. situando-se sob a clavícula anteriormente. entre as suas partes mediais. o colo segue a cabeça. posterior. Este espaço é preenchido por músculos que formam duas grandes massas elevadas. que marca o limite inferior da caixa torácica anteriormente. No ângulo da costela o osso muda de direção bruscamente. Esta particular disposição permite que o indivíduo possa acomodar-se em decúbito dorsal (de costas) de maneira confortável. as outras podem ser consideradas costelas típicas. laterais à coluna vertebral. depois. inclinando-se póstero-lateralmente rumo ao processo transverso de sua vértebra. anteriormente. Entre o ângulo da costela e o processo espinhoso fica um espaço escavado. acompanhando a superfície da parede torácica. no fundo do qual estão os processos espinhosos das vértebras. com as cartilagens que. Descreve arco fechado e limita a abertura superior do tórax. terminam entre os músculos da parede ântero-lateral do abdome e não possuem cartilagens. globosa. Este verdadeiro coxim muscular deixa.

no sentido crânio-caudal. mobilizável lateralmente e fixa medianamente. No dorso é espessa. Ao nível da região peitoral. As fibras têm uma direção oblíqua. dirigindo-se inferior e posteriormente. Suas fibras têm direção oposta à dos intercostais externos. Os mm. Lateralmente é delgada. o que tem sido invocado como justificativa para se considerar o intercostal íntimo como um músculo separado. Ao nível da junção costocondral. Ao nível dos ângulos das costelas eles dão lugar à membrana intercostal interna. intercostal íntimo é. na altura da 3ª cartilagem costal. Além dos mm. No dorso é densa medianamente e mais frouxa lateralmente Os músculos do tórax que vão ser descritos a seguir são somente aqueles que agem sobre as costelas. O m. sendo abundante em glândulas sebáceas. Os mm. a parte mais interna. isto é. artéria e nervo intercostais. do ângulo do tubérculo costal à junção costocondral. transverso do tórax. intercostais externos se estendem. de modo geral. Sua ação não está esclarecida. há acúmulo de tecido adiposo formando a maior parte do corpo mamário. intercostal interno.A pele do tórax ântero-lateralmente apresenta um duplo comportamento: medianamente é mais ou menos espessa e móvel. são oblíquas. oblíquo externo. quando a face interna da parede torácica pode ser examinada. prendendo-se na borda inferior da costela e na borda superior da costela subjacente. Situam-se nas proximidades dos ângulos das costelas e originam-se nas bordas inferiores das costelas. o restante do espaço intercostal é recoberto pela membrana intercostal externa. . No adulto do sexo masculino mostra vários graus de pilosidade. Entre esta parte e o restante do músculo passam os vasos e o nervo intercostais. em especial medianamente. origina-se por cintas aponeuróticas da face posterior do processo xifóide e do corpo do esterno. Estes são visíveis apenas após a abertura do tórax. glabra. nesta ordem. flexível. subcostais são variáveis em número e mais desenvolvidos nas porções inferiores do tórax. formando a camada externa da musculatura torácica. também conhecido como esternocostal. Os mm. O mm. intercostais íntimos pertencem à camada interna os mm. em cada espaço intercostal. na verdade. Prendem-se na borda inferior das costelas e cartilagens costais e na borda superior das costelas e cartilagens costais subjacentes. O feixe vasculonervoso que corre em toda extensão do espaço intercostal está constituído pela veia. O nervo supre os mm. subcostais e o m. da parede do abdome. indo se inserir nas bordas superiores da 2ª ou 3ª costelas subjacentes. Os sete músculos mais inferiores estão em íntima conexão com o m. intercostais. Provavelmente levantam às costelas. inferior e anterior. transverso do tórax. do m. intercostal interno correspondente. pouco aderida aos planos subjacentes e. que recobre fibras do m. escassa em tecido adiposo e une a pele aos planos subjacentes. intercostais internos constituem a camada média e se estendem da extremidade medial dos espaços intercostais até o ângulo da costela. A tela subcutânea ântero-lateral é pouco desenvolvida.

antagonizando a tração superior exercida sobre ela pelo m. coberto pelo grande dorsal. também é cartilaginosa. As articulações esternocondrais. pósvertebrais profundos. mas já no adulto jovem começa a ossificarse. parcialmente membranosos e de pouca significação. . insere-se nos processos transversos de L1 a L4 e na última costela. estende-se do ligamento da nuca e dos processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e de várias vértebras torácicas superiores até as costelas (2ª a 5ª). sobre as costelas. formando portanto uma juntura cartilaginosa. sendo que a compressibilidade da matriz cartilaginosa a torna resistente e flexível. enquanto a articulação xifoesternal. entre as costelas e as cartilagens costais. entre a cabeça da costela e as fóveas costais superior e inferior dos corpos de duas vértebras adjacentes e a articulação costotransversal. podendo até a cavidade articular desaparecer. a cartilagem costal está firmemente fixada ao manúbrio. Das junturas do esterno. Os músculos serráteis posteriores. apesar do nome. entre as cartilagens costais e as endentações na borda lateral do esterno apresentam variações com relação à presença ou não de uma cavidade articular. existem muitas variações. supondo-se que os movimentos realizados por eles são de pequena amplitude e talvez envolvidos principalmente com a manutenção do alinhamento de vértebras adjacentes. Os mm. que têm origem nos processos transversos e prendem-se nas costelas subjacentes e que pertencem a camada profunda dos mm. articula-se com a cartilagem imediatamente inferior.Outros músculos agem. Sua ação é insignificante e estão ausentes com certa freqüência. pertencentes à camada média dos músculos pós-vertebrais. entre o tubérculo da costela e a fóvea costal transversal do processo transverso da vértebra correspondente. tal a quantidade de fibrocartilagem presente nestes casos. Contudo. formando as articulações intercondrais. Cada uma das cartilagens costais. estende-se dos processos espinhosos das vértebras torácicas inferiores para as quatro costelas inferiores. rombóide. medial e anteriormente. quadrado lombar. Na articulação da 1ª costela. têm suas ações pouco conhecidas e mal estudadas. São pequenas articulações sinoviais e cada uma é envolta por uma cápsula articular. O serrátil pósterosuperior. JUNTURAS E MOVIMENTOS DA CAIXA TORÁCICA As articulações do tórax compreendem as que se fazem entre as costelas e as vértebras. logo que estas se curvam em direção ascendente. são dois músculos delgados. Referência deve ser feita também ao m. coberto pelo m. diafragma durante a inspiração. Embora faça parte da parede posterior do abdome. entre o esterno e as cartilagens costais e entre as partes do esterno. Da 2ª à 7ª costelas as junturas são sinoviais. do tipo sincondrose. a articulação manúbrio-esternal é exemplo de juntura cartilaginosa. Sua ação mais importante é a de fixar a costela em posição. A maioria das costelas se articula com a coluna vertebral em dois pontos: a articulação costo-vertebral. levantadores das costelas. também. da 5ª à 8ª e algumas vezes a 9ª. O músculo serrátil póstero-inferior.

eleva a sua extremidade anterior. parece que estas não seriam suas ações mais importantes. a qual. um fenômeno passivo. músculos acessórios podem estar ativos como os escalenos e os esternocleidomastóideos. mas delgada nas outras porções. de tal forma que dentro deste período de vida. A forma das superfícies articulares do tubérculo e do processo transverso determina o movimento que a costela pode realizar. Contudo. No entanto. inferiormente. superior e inferior. o que obriga o tubérculo a girar em torno do eixo que une as articulações costovertebral e costotransversal e descrever uma rotação de sentido inferior. A articulação costotransversal. situado horizontalmente. Este movimento. pela presença de um ligamento intra-articular. os intercostais se contraem. devido à obliqüidade crâniocaudal da costela. Do nascimento aos sete anos de vida as costelas vão progressivamente adquirindo sua obliqüidade. Enquanto estes movimentos provocam aumentos ântero-posteriores e láterolaterais. também sinovial. é revestida por uma cápsula articular que é espessa. na expiração forçada. embora seja mais importante a ação dos músculos da parede abdominal. depende quase exclusivamente dos movimentos do m. aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. Existem diversas opiniões com relação a participação dos músculos intercostais nos movimentos das costelas. a cavidade articular é dividida em duas. as facetas articulares da 1ª à 6ª costelas acomodam-se em fóveas caliciformes e profundas nos processos transversos. faz com todo o arco costal se mova lateralmente. por ascensão do diafragma e retração elástica da parede torácica e dos pulmões. enquanto que os intercostais internos as abaixam. retificando suas cúpulas e deslocando-o no sentido da cavidade abdominal. Este é o principal aumento dos diâmetros torácicos. por lembrar o movimento de uma alça de balde em torno de suas dobradiças. ao longo de um eixo que vai da articulação costovertebral à articulação esternocondral ou intercondral. A cápsula articular está reforçada anteriormente. na inspiração forçada. Este movimento é conhecido como “braço de bomba” e aumenta o diâmetro ântero-posterior do tórax. Do mesmo modo. envolvida pela cápsula articular. A posição dos intercostais externos sugere que eles elevam as costelas. . portanto. Quando cessa a contração dos músculos que elevam as costelas e a do diafragma. assim. a inspiração.Na articulação costovertebral. o que leva o tubérculo costal a se deslocar superior e inferiormente sobre o processo transverso. diafragma. curto. pelo ligamento radiado. aumentando assim o diâmetro látero-lateral do tórax e é tradicionalmente conhecido como “alça de balde”. sendo que a inspiração tranqüila é feita basicamente as custas do diafragma. Já da 7ª à 10ªcostelas (as 11ª e 12ª costelas não possuem tubérculo e. sinovial. não têm articulações costotransversais) as facetas articulares destas e dos respectivos processos transversos são planas. a contração do diafragma. tranqüila ou não. associado à obliqüidade das costelas. lateral e superior reforçam a articulação. termina a inspiração. Os ligamentos costotransversais próprio. Assim. Segue-se então a expiração. que vai da cabeça da costela para o disco intervertebral. A expiração é.

MECÂNICA RESPIRATÓRIA A essência dos fenômenos que permitem tanto a expansão pulmonar e conseqüente entrada de ar nos pulmões como também a retração e a saída de ar está nas alterações do equilíbrio das forças que atuam na parede torácica e nos pulmões. que são locais onde a pleura parietal está mais afastada da pleura visceral. Ela tende a distender os pulmões a elasticidade do tórax (ET). durante a respiração. Assim. a fáscia endotorácica. O espaço entre a pleura parietal e pleura pulmonar é denominado cavidade pleural: trata-se de um espaço virtual contendo uma camada líquida de espessura capilar. é desprezível.Os intercostais externos e internos teriam função estabilizadora. A pleura parietal é dividida em várias partes: pleura costal. Os mm. devido a sua conexão com o meio externo é igual a pressão atmosférica quando as vias aéreas estão abertas e não há fluxo de ar entrando ou saindo do pulmão. enquanto a pleura mediastinal se encontra com a pleura costal tanto anterior quanto posteriormente ao mediastino. relacionada com o ápice do pulmão. relacionada com o diafragma. decorrente da estrutura da parede e que tende a expandir o tórax . e pleura cervical. nestes pontos. parece certo que a ação de vários músculos que se inserem nas costelas. transmitindo. anteriormente e o recesso retro-esofágico. suficiente para umedecer as superfícies pleurais que entram em contato e que podem deslizar uma sobre a outra sem atrito. posteriormente. PLEURA E CAVIDADE PLEURAL Na cavidade torácica os pulmões estão envolvidos por um saco seroso de dupla parede. pleura diafragmática. durante a inspiração. evitando assim o colapso dos espaços intercostais. ela forma os recessos pleurais. uma tração regular de costela a costela. Estas forças são em número de quatro: a pressão atmosférica (PA) que tente a impedir a expansão das paredes torácicas a pressão intra-alveolar (PI) a qual. pleura mediastinal. quando a pressão intratorácica vai subindo. também parecem ser mais importantes do que afirma a descrição tradicional. que apresenta dois folhetos em continuidade: a pleura parietal e a pleura visceral ou pulmonar A pleura parietal reveste a parede torácica e o diafragma. formando o recesso costomediastinal. Por outro lado. a pleura. Durante a expiração. escalenos e esternocleidomastóideos por sua ação de elevar a porção mais superior do tórax. está em continuidade com a pleura parietal nas linhas de reflexão desta e penetra nas fissuras pulmonares. aos quais está ligada por uma lâmina de tecido conjuntivo. a pleura costal se encontra com a pleura diafragmática formando o recesso costodiafragmático. que limita o mediastino. Os pulmões não se estendem até os limites da cavidade pleural e. a musculatura costal evitaria o abaulamento dos tecidos intercostais. A pleura visceral reveste o pulmão. relacionada à parede torácica.

o pulmão irá se retrair. Qualquer fator que altere o equilíbrio das forças ocasiona um distúrbio respiratório. como ocorre em várias patologias ou em traumatismos torácicos. como também os colabamentos pulmonares devido a presença de líquidos (sangue. por envolver trabalho muscular e conseqüentemente gasto energético e a expiração (não forçada) é passiva. Este fenômeno recebe o nome de pneumotórax. primeiro irá acumular nos pontos mais baixos da cavidade pleural. pois é decorrente da retração das fibras elásticas pulmonares. etc) na cavidade pleural. mas. O equilíbrio é alterado a favor da expansão do tórax mediante as contrações dos músculos da parede torácica o que aumenta os diâmetros desta. anulando a pressão intra-alveolar e fazendo predominar a elasticidade pulmonar. Rompido o equilíbrio das forças. sem gasto energético. Em decorrência destes fatos. Muito tem sido afirmado sobre o papel da tensão superficial do líquido contido na cavidade pleural em manter unidos os folhetos pleurais. Assim. Somente a expiração forçada envolve trabalho ativo pois para ela ocorrer contribuem vários músculos. colabando-se. esta força intrapleural tende mais a separar que a unir as pleuras e é devida as forças supra-citadas que tendem a retrair ou distender os pulmões e a parede torácica. uma lesão que perfure a parede do tórax e portanto a pleura parietal faz com que o ar entre na cavidade pleural e. secreção purulenta. em conseqüência. A distensão dos pulmões estira suas fibras elásticas. de tal forma que elas se anulam. em especial os abdominais. Seu valor é quase sempre abaixo da pressão atmosférica e é referido muitas vezes de forma errônea como pressão negativa.a elasticidade pulmonar (EP). que vão acumulando energia potencial. estas forças estão em equilíbrio. . Aliás. Um raciocínio similar permite compreender não só os pneumotórax que ocorrem por ruptura da pleura visceral sem lesão parietal. No caso da presença de líquidos na cavidade pleura. em decorrência da ação gravitacional. o pulmão se distende e o ar é inspirado. A inspiração é um trabalho ativo. a pressão atmosférica passe a atuar diretamente sobre a pleura visceral e o pulmão. o qual. decorrente da riqueza pulmonar em fibras elásticas e que tende a retrair o pulmão Com as vias aéreas abertas e sem fluxo de ar entrando e saindo dos pulmões. Cessadas as contrações musculares esta energia acumulada nas fibras elásticas rompe o sistema de forças a favor da retração pulmonar e o ar é expirado. na realidade. o colabamento pulmonar será proporcional a quantidade de líquido presente. a tensão superficial não tem papel significativo na mecânica respiratória.

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